INCÊNDIO EM NUVEM DE VAPOR



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Incêndio em Nuvem (VCF: vapour cloud fire) (flash fire) http://www.youtube.com/watch?v=nwreclw3qxy http://www.youtube.com/watch?v=6lkusuycbna X Explosão de Nuvem (VCE: vapour cloud explosion) http://www.youtube.com/watch?v=1cfsl4-qw88

Lees, Vol. 2

Lees, Vol. 2 VCE http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2011/10/explosao-em-restaurante-no-rj-deixa-tres-pessoas-mortas-e-mais-17-feridas.html

VCF: vapour cloud fire Lees, Vol. 2 Lees, Vol. 2

LFL UFL Fonte: Annex 2 Flammability limits, flash temperature and heat of combustion (higher value) for different substances Industrial Safety Series, Volume 8, 2008, Pages 335-336

LFL UFL Fonte: Annex 2 Flammability limits, flash temperature and heat of combustion (higher value) for different substances Industrial Safety Series, Volume 8, 2008, Pages 335-336

LFL UFL Fonte: Annex 2 Flammability limits, flash temperature and heat of combustion (higher value) for different substances Industrial Safety Series, Volume 8, 2008, Pages 335-336

NFPA Pocket Guide to Hazardous Materials

1. Modelo Geral de Nuvem 2. Modelo de Eisenberd, Lynch e Breeding 3. Modelo de Raj e Emmons 4. Modelo CCPS

1. Modelo Geral de Nuvem: Dimensões: Muitos autores não apresentam modelos específicos para incêndios em nuvens. Apenas empregam os modelos de dispersão para definir as dimensões da nuvem (LII). Consequências: a. Pessoas no interior da nuvem: sofrem ferimentos, em geral fatais b. Pessoas no exterior da nuvem: sofrem ferimentos em função da radiação térmica emitida. Esses autores assumem que a emissão está ocorrendo na superfície externa (fronteira) da nuvem. O cálculo pode considerar, por exemplo, o parâmetro Surface Emissive Power.

Modelos de dispersão:

Modelos de dispersão: Pasquill Gifford:

Exemplo: 0 Dimensão em X: Z=0 Y=0 0

Exemplo: 0 Dimensão em Y: Z=0 X = ut 0

Exemplo: 0 Dimensão em Z: X = ut Y=0 0

2. Modelo de Eisenberd, Lynch e Breeding: Dimensões: Volume da nuvem (metade de um elipsoide) (m3): Área superficial da nuvem (que emite radiação) (m2): Definido no próximo slide. adimensional

2. Modelo de Eisenberd, Lynch e Breeding: Massa total de gás liberado Conc. do LII (kg/m3) Atenção: as tabelas de LII e LSI em geral estão em % volumétrica. Conc. do LSI (kg/m3)

2. Modelo de Eisenberd, Lynch e Breeding: Unidades: Kg m m m adimensional Kg m3

2. Modelo de Eisenberd, Lynch e Breeding: Avaliação: massa liberada aumenta: r aumenta conc de LII aumenta: r diminui

2. Modelo de Eisenberd, Lynch e Breeding: Praticamente todo o calor liberado pelo incêndio em nuvem está na forma de radiação. É possível aproxima-lo em função da temperatura de queima (adaptado da Equação de Stefan Boltzmann) e da área total da superfície de queima: Taxa de Calor liberado (W) Área Superficial Temperatura do ambiente (K) Cte de Stefan Boltzmann Temperatura do gás quente (K) Equação básica:

2. Modelo de Eisenberd, Lynch e Breeding: O calor liberado também pode ser estimado por Cp: Tg é a temperatura do gás ao longo da queima. Vai de Tgi, no instante inicial, até Ta (ambiente) no final. Calor específico (J/kg K) Volume (m3) Densidade (kg/m3) J Kg K Kg m3 m3 K = J s s Massa (kg)

2. Modelo de Eisenberd, Lynch e Breeding: Assim, juntando as duas equações: Onde,

2. Modelo de Eisenberd, Lynch e Breeding: Resolvendo a equação diferencial: Temperatura do gás (K) no instante t (s) Equação que informa o tempo que a nuvem leva de Tgi (temperatura inicial) até Tg (temperatura no instante t).

2. Modelo de Eisenberd, Lynch e Breeding: Resolvendo a equação diferencial: Note: Quanto maior a área superficial, mais rápida é a queima da nuvem, pois a queima é um fenômeno de superfície.

2. Modelo de Eisenberd, Lynch e Breeding: A meia-vida do incêndio em nuvem é dado pelo tempo (t½) para a temperatura cair pela metade: O tempo de meia-vida (t½) é obtido a partir da equação do slide anterior.

2. Modelo de Eisenberd, Lynch e Breeding: Tempo total da nuvem ou tempo efetivo (s):

Hipóteses 3. Modelo de Raj e Emmons: Assume que a chama se propaga a uma certa velocidade S ao longo da nuvem. Assume que a velocidade da chama é função da velocidade do vento. Assume que em altas concentrações de gás a chama formada na frente de queima cria uma pluma de altura H.

3. Modelo de Raj e Emmons:

3. Modelo de Raj e Emmons: Veloc. do vento (m/s) Densidade da mistura ar-combustível (kg/m3) Relação mássica estequiométrica ar / combustível Aceleração da gravidade (m/s2) Parâmetro (próximo slide) Densidade do ar (kg/m3)

3. Modelo de Raj e Emmons: massa de ar / massa de combustível ou moles de ar / moles de combustível Relação mássica estequiométrica ar / combustível

3. Modelo de Raj e Emmons: w Para nuvens com elevada concentração de hidrocarbonetos os autores recomendam empregar 1/9. Para nuvens com concentração de combustível estequiométrica ou inferior, adotar 0. O que na verdade elimina o parâmetro H (só existe para nuvens concentradas).

3. Modelo de Raj e Emmons: Para calcular a radiação sobre o alvo usar o modelo de chama sólida. Adotar o mesmo princípio usado, por exemplo, em incêndio em poça: cálculo do fluxo de radiação térmico que atinge o alvo. Aplicar a geometria da figura:

4. Modelo CCPS: É o Modelo de Raj e Emmons usando outro cálculo de w. Concentração combustível / ar (v/v) Conc. Esteq. combustível / ar (v/v) Diluído Concentrado Taxa de expansão (adotar 8 para hidrocarbonetos) Hipótese: a nuvem é homogênea e sua composição não varia com o tempo.