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Transcrição:

Ano li Edição Nº 86 29/ 05/2012 SÚMULA SOBRE GUERRA FISCAL GERA POLÊMICA Por Bárbara Pombo Apresentada em abril pelo ministro Gilmar Mendes, a proposta de súmula vinculante sobre guerra fiscal tem gerado polêmica. Estados e entidades de classe do setor produtivo se manifestaram contra a aprovação do texto que proíbe a concessão de incentivos tributários sem o aval do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), colocado em consulta pública. O prazo para opiniões ou sugestões termina hoje. Até sexta-feira, havia pelo menos 20 manifestações. A opinião predominante é a de que o texto da súmula é genérico e sua edição, precipitada. A Confederação Nacional das Indústrias (CNI), por exemplo, chegou a pedir a suspensão do trâmite da proposta. Advogados afirmam que, antes de editar qualquer enunciado sobre o tema, o Supremo deveria analisar recurso que discute a forma de aprovação dos benefícios fiscais no Confaz. A Lei Complementar (LC) nº 24, de 1975, estabelece que a autorização deve ser unânime. O Distrito Federal, porém, questiona a regra, por meio de uma Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF). No Congresso Nacional há ainda dois projetos de lei para permitir a aprovação pela maioria dos Estados. Senadores, inclusive o presidente do Senado, José Sarney, defenderam a alteração em reunião realizada com o presidente do Supremo, Ayres Britto, na semana passada. Data: 21/05 http://www.valor.com.br/brasil/2667150/sumula-sobre-guerra-fiscal-gera-polemica ESTADOS E EMPRESAS SÃO CONTRA EDIÇÃO DE SÚMULA Por Arthur Rosa, Bárbara Pombo e Zínia Baeta Nunca uma proposta de súmula vinculante mobilizou tanto a sociedade quanto o texto elaborado sobre guerra fiscal pelo ministro Gilmar Mendes. O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu cerca de 80 manifestações de 12 Estados, entidades empresariais e de trabalhadores, além de empresas. A maioria dos Estados é contrária à aprovação do texto, que prescreve - dentre outros pontos - a inconstitucionalidade de qualquer isenção, incentivo ou redução de alíquota de ICMS não aprovada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). As únicas exceções são os Estados de São Paulo e do Amazonas - favorável, mas com ressalvas à proposta. Data: 23/05 http://www.valor.com.br/brasil/2671676/estados-e-empresas-sao-contra-edicao-de-sumula 1

TEXTO ACIRRA DISCUSSÕES SOBRE REGRA DO CONFAZ A proposta de uma súmula vinculante sobre a guerra fiscal acirrou o debate em relação ao atual modelo de concessão de benefícios fiscais. Hoje é necessário que os secretários de Fazenda dos 27 Estados brasileiros e o Distrito Federal aprovem as medidas no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Há dois projetos de lei em trâmite no Senado que pretendem acabar com a obrigação de aprovação unânime pelo órgão. As propostas aguardam análise na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Casa. O Supremo Tribunal Federal (STF) também deverá avaliar a constitucionalidade da norma em uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) proposta pelo governador do Distrito Federal. Considerada antidemocrática e um resquício da ditadura militar, a regra da unanimidade - prevista na Lei Complementar nº 24, de 1975 - foi apontada como um dos problemas da guerra fiscal pela maioria dos Estados contrários ao projeto de súmula. Para constitucionalistas, a regra induz o desenvolvimento dos Estados a um "ciclo vicioso" que geraria instabilidade econômica e jurídica. O raciocínio é de que, como possuem a obrigação - prevista na Constituição - de fomentar os investimentos para amenizar as desigualdades regionais, os governos estaduais estariam concedendo incentivos com ou sem a aprovação dos demais Estados. A prática, no entanto, tem inundado o Poder Judiciário de ações. Data: 23/05 http://www.valor.com.br/brasil/2671678/texto-acirra-discussoes-sobre-regra-do-confaz DEPUTADOS COBRAM REDUÇÃO DE IMPOSTOS NO BRASIL Deputados criticaram nesta quinta-feira (24), em sessão solene, os efeitos econômicos da alta carga tributária praticada no País. Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), o brasileiro trabalha quase cinco meses por ano apenas para pagar impostos. (...). Em discurso lido pelo deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), que presidia a sessão, o presidente da Câmara, Marco Maia, afirmou que o Brasil paga uma das maiores cargas tributárias do mundo. (...). O contribuinte brasileiro paga atualmente 63 tributos. Segundo o IBPT, o Imposto de Renda (IR) é o que mais pesa no bolso. Em seguida, estão os tributos sobre o consumo (ICMS, PIS, Cofins, IPI, ISS), que atingem 23,24%, em média, da renda do contribuinte. O presidente do instituto, João Eloi Olenike, disse que a carga tributária do Brasil é a 15ª maior do mundo e alcançou 36% do PIB em 2011. Ele defendeu a aprovação do PL 1472/07, que torna obrigatória a discriminação dos valores dos impostos nas notas fiscais. Íntegra da proposta: PL-1472/2007 Fonte: Agência Câmara de Notícias Data: 26/05 http://www.apet.org.br/noticias/ver.asp?not_id=15458 2

DECRETO QUE REDUZ IPI SOBRE CARROS E UTILITÁRIOS ESTÁ NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO Christina Machado Brasília - O Diário Oficial da União publica hoje (22) o decreto que reduz a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os carros e utilitários. A redução faz parte de um pacote de medidas anunciado ontem (21) pelo governo para estimular a economia. As medidas são voltadas ao setor automotivo e à indústria de bens de capital, segmentos diretamente afetados pelo agravamento da crise internacional. O pacote também inclui a redução das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidentes sobre o crédito para pessoa física e das taxas de juros do Programa de Sustentação do Investimento (PSI). Fonte: Agência Brasil http://www.apet.org.br/noticias/ver.asp?not_id=15425 REFORMA DO CP: COMISSÃO APROVA BENEFÍCIOS PARA DEVEDORES DO FISCO E DA PREVIDÊNCIA Em votação apertada após debate acalorado, a comissão de juristas que prepara o anteprojeto para o novo Código Penal aprovou na noite desta quinta-feira (24) proposta que altera significativamente o tratamento penal dos crimes contra a ordem tributária e previdência social. Uma delas traz a possibilidade de suspensão do processo, em qualquer fase, caso o devedor apresente em juízo caução que assegure a futura quitação. Noutra hipótese, a pretensão punitiva do estado e a prescrição ficariam suspensas se, antes do recebimento da denúncia, for celebrado e estiver sendo cumprido acordo de parcelamento. Em caso de seu cumprimento integral, a punibilidade é extinta, de acordo com a proposta. Fonte: STJ Data: 25/05 http://www.stj.gov.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&tmp.texto=105846 STJ COMEÇA A JULGAR LOCAL DE PAGAMENTO DE ISS SOBRE LEASING O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu o primeiro passo para solucionar uma disputa bilionária entre municípios e empresas de leasing. Depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir, em 2009, que incide Imposto sobre Serviços (ISS) nas operações do setor, a 1ª Seção do STJ começou nesta semana a definir, por meio de recurso repetitivo, onde o tributo deve ser recolhido, assim como sua base de cálculo. O julgamento, iniciado na quarta-feira, é acompanhado de perto por municípios e contribuintes. Diante da complexidade da operação de leasing, algumas empresas chegaram a ser autuadas por três municípios. (...). Com base na Lei complementar nº 116, de 2003, o relator entendeu que ISS é devido ao município onde está a organização capaz de prestar o serviço. Nas palavras do ministro Napoleão, no local onde "se dá o ok" ao negócio, em que o contrato é finalizado e administrado. Os serviços prévios - de intermediação da venda e captação de clientes - seriam operações à parte. 3

Dados do Banco Central ilustram o cenário de incertezas. Em março, o saldo dos contratos de leasing de pessoas físicas e jurídicas foi de R$ 55, 9 bilhões, o que representa uma queda de 52,9% em relação a igual mês de 2009, quando foram contabilizados R$ 113, 8 bilhões. Data: 25/05 http://www.valor.com.br/brasil/2675760/stj-comeca-julgar-local-de-pagamento-de-iss-sobre-leasing LOCAÇÃO DE CARRO NÃO GERA CRÉDITO DE PIS E COFINS Os gastos com aluguel de automóveis não geram créditos de PIS e Cofins. O entendimento da Receita Federal foi reforçado ontem com a publicação da Solução de Consulta nº 18, da 3ª Região Fiscal (Ceará, Piauí e Maranhão). As soluções de consulta têm efeito legal apenas para quem formulou a questão, mas servem de orientação para os demais contribuintes. Apesar de não reconhecer o direito aos créditos nos gastos com locação de automóveis, o Fisco admite, na resposta ao contribuinte, que as despesas com aluguel de prédios, máquinas e equipamentos podem ser descontados do pagamento do PIS e da Cofins. Data: 25/05 http://www.valor.com.br/brasil/2675762/locacao-de-carro-nao-gera-credito-de-pis-e-cofins COFINS NÃO INCIDE SOBRE ENTREGA DE IMÓVEL A entrega ou permuta de imóveis para pagamento de dívidas não gera o pagamento do Pis e da Cofins. A interpretação é da Superintendência da Secretaria da Receita Federal em Minas Gerais, prevista na Solução de Consulta nº 45, de 9 de maio. Apesar de só ter efeito legal em relação a quem formulou a consulta, as soluções orientam os demais contribuintes. Ao responder a dúvida, o Fisco considerou que a operação não gera receita. Dessa forma, não haveria incidência dos tributos. http://www.valor.com.br/brasil/2670294/dia-dia-tributario-cofins-nao-incide-sobre-entrega-de-imovel INCENTIVOS TRIBUTÁRIOS ENTRAM NA MIRA DO TRIBUNAL DE CONTAS Simone Cavalcanti - Ruy Barata Neto - de Brasília As sucessivas ações da equipe econômica para reativar a economia por meio da concessão de benefícios tributários estão na mira do Tribunal de Contas da União (TCU). O órgão quer que o Executivo crie instrumentos pelos quais possa ser monitorado o retorno efetivo desses benefícios tanto para a sociedade quanto para o próprio governo. 4

Segundo o ministro José Múcio Monteiro, uma vez que esse tipo de medida vem se consolidando como instrumento de política econômica é preciso apertar os controles. Fonte: Brasil Econômico Data: 26/05 http://www.apet.org.br/noticias/ver.asp?not_id=15455 EMPRESA NÃO DEVE PAGAR DIFERENÇA TRIBUTÁRIA EM RAZÃO DE FALHA ESTATAL A 8.ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1.ª Região concedeu liminar à empresa Caoa Montadora de Veículos S/A e determinou a suspensão da exigibilidade do crédito tributário referente à suposta diferença de IPI-Importação, PIS-Importação e Cofins-Importação. A empresa teve processos administrativos instaurados contra si, decorrentes de auto de infração para o lançamento de diferenças de IPI-Importação, PIS-Importação e Cofins-Importação e respectivos encargos de mora, em razão de excesso de prazo de permanência de mercadorias em recinto alfandegário. Fonte: Tribunal Regional Federal da 1.ª Região Data: 24/05 http://www.apet.org.br/noticias/ver.asp?not_id=15443 NÃO COMPROVAÇÃO DE REGULARIDADE FISCAL NÃO IMPEDE PAGAMENTO POR SERVIÇO PRESTADO A 4.ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1.ª Região negou provimentoa remessa oficial, mantendo sentença monocrática que determinou ao secretário executivo do Ministério das Comunicações que se abstivesse de reter o pagamento de serviços prestados por empresa contratada, ou de condicionar tais pagamentos à comprovação de situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (SICAF), no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) ou em qualquer outro órgão, por tais atos serem ilegítimos. Decidiu, também, pela inexigibilidade de comprovação do pagamento da remuneração e das contribuições sociais (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Previdência Social) e das obrigações trabalhistas relativas ao contrato, apenas em relação à última fatura ou nota fiscal paga pela Administração, nos termos da IN 2, de 30/4/2008, desde que os serviços tenham sido prestados regularmente. Fonte: TRF 1 Região. Data: 23/05 http://www.apet.org.br/noticias/ver.asp?not_id=15433 FAZENDA DEPOSITA R$ 323 MILHÕES EM REPASSES DE ICMS ÀS PREFEITURAS O governo do Estado de São Paulo deposita nesta terça-feira (22/5) R$ 323,9 milhões em repasses de ICMS para os 645 municípios paulistas. O depósito feito pela Secretaria da Fazenda é referente ao montante arrecadado no período de 14 a 18 de maio. Os valores correspondem a 25% da arrecadação do imposto, que são distribuídos às administrações municipais com base na aplicação do Índice de Participação dos Municípios (IPM) definido para cada cidade. 5

Os municípios paulistas já haviam recebido R$ 947,4 milhões nos repasses anteriores, efetuados em 8/5 e 15/5, referentes à arrecadação do período de 30/4 a 4/5 e de 7/5 a 11/5, respectivamente. Com os depósitos desta terça-feira, o valor total distribuído às prefeituras no mês de maio é de R$ 1,27 bilhão. O governo realiza depósitos semanais, sempre até o segundo dia útil de cada semana, conforme prevê a Lei Complementar nº 63. Os repasses são resultado da aplicação do IPM de cada cidade sobre 25% do total efetivamente arrecadado na semana anterior. As consultas dos valores podem ser feitas no endereço: https://www.fazenda.sp.gov.br/repasseconsulta/consulta/repasse.aspx. Fonte: SEFAZ-SP http://www.apet.org.br/noticias/ver.asp?not_id=15427 PROCURADORIA REDUZ VALOR DE DÍVIDAS DO REFIS DA CRISE Por Bárbara Pombo Duas empresas de ônibus do Rio Grande do Sul conseguiram reduzir os valores de débitos parcelados no Refis da Crise a partir de decisões administrativas da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) em Porto Alegre. Em 14 dos 18 débitos previdenciários incluídos pelas companhias no programa, os honorários dos advogados da União foram calculados com percentual superior ao que havia estabelecido o juiz da execução do débito. Na maioria dos casos, as empresas foram condenadas a pagar honorários que variaram entre 1% e 5% do valor da causa, mas o sistema da PGFN aplicou automaticamente o percentual de 10%. http://www.valor.com.br/brasil/2669358/procuradoria-reduz-valor-de-dividas-do-refis-da-crise PR AMPLIA VALIDADE DE CERTIDÃO FISCAL O governo do Paraná e a Prefeitura de Curitiba ampliaram para 120 dias o prazo de validade das certidões negativas de débitos fiscais. Segundo advogados, os prazos não eram alterados há cerca de dez anos. Para os contribuintes do Estado, o novo prazo começará a valer em 1º de junho. Em Curitiba, as alterações entraram em vigor no dia 10. http://www.valor.com.br/brasil/2669354/valorcombr LIMINAR DIMINUI ICMS DE AVIÃO USADO Por Bárbara Mengardo A Escola de Aviação Civil Emfa, de Minas Gerais, obteve uma liminar que reduz em 95% a base de cálculo do ICMS na importação de aviões usados. A empresa alega na Justiça que a cobrança da alíquota cheia de 18% 6

iria contra o princípio da equivalência tributária, previsto no Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT, na sigla em inglês), assinado pelo Brasil e os Estados Unidos, de onde vem as aeronaves. Não ação, a escola argumenta que há tratamento desigual entre os produtos nacionais e os importados. O governo mineiro editou decreto que reduziu em 95% a base de cálculo do ICMS de veículos (o que inclui aeronaves) usados nacionais. http://www.valor.com.br/brasil/2669362/liminar-diminui-icms-de-aviao-usado TELES PODEM USAR CRÉDITO DO ICMS DE ENERGIA As empresas de telecomunicações obtiveram ontem no Superior Tribunal de Justiça (STJ) uma importante vitória em uma disputa bilionária travada com os governos estaduais. Por sete votos a um, a 1ª Seção reconheceu o direito de os contribuintes aproveitarem créditos do ICMS decorrentes da aquisição de energia elétrica. Os ministros analisaram um recurso do Estado do Rio Grande do Sul contra a Brasil Telecom (hoje Oi). Apesar da vitória no "leading case' sobre o assunto, o setor ainda tem pela frente uma outra batalha. No dia 27 de abril, o ministro Teori Albino Zavascki decidiu levar a julgamento na 1ª Seção um outro caso. Data: 24/05 http://www.valor.com.br/brasil/2673794/teles-podem-usar-credito-do-icms-de-energia GOIÁS AFIRMA QUE INCENTIVOS GERARAM DESENVOLVIMENTO Estados e entidades empresariais e de trabalhadores destacam em suas manifestações o desenvolvimento gerado com os benefícios fiscais concedidos e alertam sobre a possibilidade de retrocesso com uma eventual aprovação da súmula vinculantes sobre guerra fiscal pelo Supremo Tribunal Federal (STF). "O desenvolvimento industrial de Goiás se deve aos incentivos fiscais", diz o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Pedro Alves de Oliveira. A entidade afirma que, nos últimos 15 anos, a geração de ICMS em Goiás cresceu 328%, ante 262% da média brasileira, "atestando o acerto e a eficácia dos investimentos decorrentes dos incentivos concedidos". Data: 23/05 http://www.valor.com.br/brasil/2671682/goias-afirma-que-incentivos-geraram-desenvolvimento RIO GRANDE DO SUL INICIA USO DE NOTA FISCAL ELETRÔNICA Por Bárbara Mengardo O Rio Grande do Sul é o primeiro Estado brasileiro a implementar, como teste, a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) no comércio. Um projeto piloto que por enquanto engloba quatro empresas (Renner, Lojas Colombo, Panvel e 7

Paquetá), encaminha o comprovante fiscal para o consumidor por e-mail, e não imprime mais o documento nas lojas. Data: 24/05 http://www.valor.com.br/brasil/2673798/rio-grande-do-sul-inicia-uso-de-nota-fiscal-eletronica FISCO DO RJ RECEBE PRECATÓRIO Os contribuintes do Rio de Janeiro têm até o dia 31 para se inscrever no programa de parcelamento aberto pelo Estado que permite o abatimento de débitos tributários com precatórios. É possível compensar até 95% da dívida com os títulos. O governo do Paraná também autorizou a mesma operação. Podem ser incluídos no parcelamento fluminense débitos vencidos até 30 de novembro de 2011. O pagamento pode ser feito à vista ou em até 18 parcelas, com anistia de multas e desconto de 50% dos juros de mora. No caso de dívidas compostas inteiramente por multas, está prevista uma redução de 70% do valor. Data: 25/05 http://www.valor.com.br/brasil/2675764/fisco-do-rj-recebe-precatorio SEFAZ PI LANÇA DOMICÍLIO TRIBUTÁRIO ELETRÔNICO (DT-E) Como parte da programação alusiva ao Dia Nacional de Respeito ao Contribuinte, a secretaria estadual da Fazenda do Piauí (Sefaz-Pi) lança mais uma ferramenta para facilitar a vida do contribuinte, que é o Domicílio Tributário Eletrônico (DT-e). Trata-se de um sistema de comunicação eletrônica entre a secretaria e o sujeito passivo das obrigações tributárias e não tributárias estaduais. É uma ferramenta de comunicação, armazenamento e tráfego de documentos e arquivos digitais, que possibilita a comunicação eletrônica entre a Sefaz e os contribuintes estaduais. Por meio do e-mail cadastrado junto à Sefaz, a secretaria passa a informar para esses contribuintes sobre qualquer tipo de ato administrativo, encaminhamento de notificações e intimações, publicação de editais e expedição de aviso em geral. Dessa forma, o contribuinte pode se preparar melhor e com mais antecedência para regularizar qualquer pendência cadastral ou fiscal. Fonte: SEFAZ - PI Data: 26/05 http://www.apet.org.br/noticias/ver.asp?not_id=15456 ICMS-CE: SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA E INCENTIVOS FISCAIS A Lei nº 15.155/2012 (DOE de 18.05.2012) implementou alterações diversas na legislação tributária do Estado do Ceará. Foi alterada a Lei nº 12.670/1996, que estabelece as regras gerais quanto à incidência do ICMS neste Estado. A redução na base de cálculo do ICMS prevista para as operações internas e de importação com os produtos 8

da cesta básica passa a se aplicar também à merluza e ao pirarucu (tipos de pescados), antes excluídos do benefício. Fonte: ICMS- LegisWeb http://www.apet.org.br/noticias/ver.asp?not_id=15428 ICMS DEVE FICAR FORA DO PIS E DA COFINS Encontra-se no Supremo Tribunal Federal (STF) a espera de julgamento, um dos últimos e maiores embates tributários do País. Trata-se da exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e COFINS. Enquanto não julga, diversas empresas têm conseguido na Justiça a exclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS. Em recente decisão que ocorreu no final de dezembro, uma empresa do ramo automobilístico livrou-se de incluir os valores do ICMS e, além disso, autorizou a compensação dos valores recolhidos indevidamente nos últimos cinco anos. Fonte: Agência IN http://www.apet.org.br/noticias/ver.asp?not_id=15423 DECRETO PROÍBE DEVEDOR DE EMITIR NOTA EM SÃO PAULO Por Marília Scriboni Em São Paulo, uma instrução normativa da Secretaria de Finanças da Prefeitura, tida por muitos tributaristas como inconstitucional, virou decreto. Publicada na sexta-feira (18/5), a regra consolida a proibição de emissão de nota fiscal eletrônica por contribuintes que estejam em situação de inadimplência perante o Fisco Municipal. Como já noticiou a revista Consultor Jurídico, a Instrução Normativa 19, editada no começo deste ano, viola três súmulas do Supremo Tribunal Federal. Agora, o Decreto Municipal 53.151, de 2012, valida de vez a prática e regulamenta outros aspectos do Imposto Sobre Serviços (ISS). Especialistas sobre o assunto são unânimes: a norma é flagrantemente contrária às Súmulas 70, 323 e 547. Fonte: Conjur Data: 26/05 http://www.conjur.com.br/2012-mai-26/tributaristas-criticam-proibicao-emissao-nota-fiscal-devedores MODULAÇÃO DE SÚMULA CONTRA GUERRA FISCAL É NECESSÁRIA Por Fábio Martins de Andrade A comunidade jurídica está mobilizada para encontrar uma saída justa para a chamada Guerra Fiscal entre os estados do Brasil. Mobiliza-se para a consulta pública referente ao edital de proposta de Súmula Vinculante nº 69, com o seguinte teor: Qualquer isenção, incentivo, redução de alíquota ou de base de cálculo, crédito presumido, dispensa de pagamento ou outro benefício relativo ao ICMS, concedido sem prévia aprovação em convênio celebrado no âmbito do Confaz, é inconstitucional. 9

Ora, embora o teor reflita a orientação jurisprudencial dominante da Suprema Corte, para efetivamente chegar a um equacionamento razoável, há uma série de ponderações que devem ser contempladas quando do debate em torno da redação final de tal proposta, sobretudo se considerarmos que o seu verbete será vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estaduais e municipais. Fonte: Conjur Data: 23/05 http://www.conjur.com.br/2012-mai-23/modulacao-sumula-guerra-fiscal-necessaria SÚMULA NÃO SOLUCIONA GUERRA FISCAL Por Marcelo M. Malaquias Proposta para tornar compulsória a observância da posição do Supremo Tribunal Federal (STF) quanto à obrigatoriedade de sujeição de todos e quaisquer incentivos fiscais estaduais às deliberações do Conselho de Política Fazendária (Confaz), a Súmula Vinculante 69 poderá não trazer os efeitos imaginados em relação à guerra fiscal nem aos problemas correlatos, caso algumas questões deixem de ser consideradas. Por um lado, poderá impedir a fruição de incentivos fiscais concedidos e a concessão de novos sem a aprovação no Confaz, como exigido pela Lei Complementar (LC) nº 24, de 1975. Por outro, poderá permitir que situações de suma relevância permaneçam sem solução, caso algumas questões não sejam consideradas e que poderão afetar os efeitos e a abrangência da declaração de inconstitucionalidade, entre as quais: (a) julgamento pelo STF da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 198, proposta pelo Distrito Federal sob alegação de que a unanimidade no Confaz é antidemocrática; (b) modulação dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade de incentivos fiscais, ou seja, definição do momento a partir de quando os incentivos serão considerados inválidos; e (c) decisão em caráter de repercussão geral do Recurso Extraordinário 628075, quanto à constitucionalidade da glosa de créditos de ICMS em operações provenientes de Estados que concedem incentivos fiscais. Data: 21/05 http://www.valor.com.br/brasil/2667146/sumula-nao-soluciona-guerra-fiscal 10