Apresentação à Comissão de Orçamento e Finanças 20 de Março de 2007 Fernando Nogueira Presidente do Instituto de Seguros de Portugal Sumário 1. A avaliação do FMI - FSAP 2. A evolução do mercado 3. Principais reformas em curso 4. O projecto Solvência II 5. Desenvolvimentos a destacar em 2007
Avaliaçã ção o do FMI - FSAP Exercício desenvolvido no âmbito do Programa de Avaliação do Sector Financeiro (Financial Sector Assessment Program), promovido pelo Fundo Monetário Internacional e pelo Banco Mundial, e que incluiu: Avaliação da solidez do sector financeiro português e diagnóstico das suas potenciais vulnerabilidades; Avaliaçã ção o do FMI - FSAP Avaliação do grau de aderência da regulação e do processo de supervisão desenvolvidos pelo ISP aos Insurance Core Principles emanados pela Associação Internacional de Supervisores de Seguros (IAIS) Testes à solidez e sustentabilidade do sistema segurador português
Resultados do exercício cio de avaliaçã ção Classificação Observed 22 Largely Observed 6 Partially Observed - Materially Non-Observed - Non-Observed - Not Applicable - Total 28 22 dos 28 Princípios foram considerados Observados 6 Princípios foram considerados Em grande parte observado Nenhuma classificação abaixo do 2.º nível numa escala de 5 níveis Comparaçã ção o Internacional Portugal é dos países desenvolvidos que apresenta maior grau de cumprimento dos princípios da IAIS
Avaliaçã ção o do FMI - FSAP Supervision of financial institutions is active, professional, well organized, and highly compliant with international standards. The insurance supervisor (ISP) is very professional Financial System Stability Assessment INTERNATIONAL MONETARY FUND Report October 2006 3.500 3.000 Evoluçã ção o da Solvência Margem de solvência disponível Margem de solvência exigida Taxa de cobertura 185% 180% 175% milhões de euros 2.500 2.000 1.500 1.000 500 1.000 0 2001 2002 2003 2004 2005 170% 165% 160% 155% 165 150% Taxa de cobertura 160 145% 155% 140% 150% 135% 145% O rácio de solvência tem registado crescimentos sucessivos nos últimos anos, potenciado pelos bons resultados obtidos A taxa de cobertura da margem de solvência ascendeu a 181% em 2005, sendo expectável que no final de 2006 se mantenha este nível
Mercado de fundos de pensões (mil milhões de euros) 22,0 20,0 18,0 16,0 14,0 12,0 Evoluçã ção o dos fundos de pensões es (Valor total dos activos) 21,2 10,0 2001 2002 2003 2004 2005 2006 O valor total dos activos do mercado de fundos de pensões português atingiu no final de 2006 quase 21,2 mil milhões de euros (cerca de 13,8% do PIB) Evoluçã ção o dos fundos de pensões es Número de participantes em fundos de pensões 260 mil Número de beneficiários 116 mil Os montantes pagos anualmente aos beneficiários de fundos de pensões, a título de pensões de velhice, invalidez, sobrevivência e pré-reforma, atingem já cerca de mil milhões de euros
Alguns indicadores relevantes (1/2) 1. No final de 2006 os investimentos sob gestão das empresas de seguros e dos fundos de pensões ascendiam a cerca de 61 mil milhões de euros (aproximadamente 40% do PIB) 2. As empresas de seguros e os fundos de pensões detêm cerca de 7% da capitalização bolsista do PSI 20 N.º de efectivos da actividade seguradora 13.500 13.000 12.500 12.000 11.500 11.000 10.500 10.000 2001 2002 2003 2004 2005 3. A tendência de decréscimo do n.º de trabalhadores da actividade seguradora que se verificava desde meados dos anos noventa, em resultado da reestruturação do sector, inverteu-se em 2005 (crescimento de cerca de 7%)
Estratégia reformista do ISP (1/2) Grandes objectivos 1. Assegurar a definição e o cumprimento de adequados níveis de solidez financeira por parte dos operadores 2. Assegurar a definição e a efectiva implementação de elevados padrões de conduta por parte dos operadores Estratégia reformista do ISP (2/2) Grandes objectivos 3. Fomentar a implementação de eficientes sistemas de gestão e de controlo por parte dos operadores 4. Contribuir para a inovação e competitividade do mercado segurador e de fundos de pensões
As principais reformas em curso 1. Novo regime dos fundos de pensões 2. Novo regime da mediação de seguros 3. Novo regime contabilístico aplicável às empresas de seguros Novo regime dos fundos de pensões es (1/2) 1. Reforço geral da prestação de informação aos participantes e beneficiários de acordo com a Directiva da União Europeia 2. Criação da Comissão de acompanhamento da realização de planos de pensões - constituída por representantes do associado e dos participantes e beneficiários, com funções de acompanhamento e verificação da gestão do fundo e do cumprimento dos deveres de informação
Novo regime dos fundos de pensões es (2/2) 3. Criação do Provedor dos participantes e beneficiários - perito independente que apreciará as reclamações apresentadas por participantes e beneficiários, e que fará recomendações às entidades gestoras sempre que o entender Novo regime da mediaçã ção o de seguros (1/3) 1. Objectivos da reforma Reforço da protecção dos consumidores Incremento da profissionalização e valorização da actividade de mediação Melhoria da eficiência da supervisão
Novo regime da mediaçã ção o de seguros (2/3) 2. Pontos essenciais da regulamentação Reforço das exigências de formação Desmaterialização de procedimentos Recurso às novas tecnologias de informação e comunicação Novo regime da mediaçã ção o de seguros 3/3 3. Registo de acesso público com informação relativa a cada mediador (www.isp.pt)
Novo regime contabilístico Grandes objectivos stico (1/2) 1. Dar um passo significativo no sentido da adopção das Normas Internacionais de Contabilidade 2. Assumir a existência de um único regime contabilístico de base, a utilizar para efeitos de divulgação ao mercado e para efeitos prudenciais (redução de custos e aumento da comparabilidade) Novo regime contabilístico Grandes objectivos stico (2/2) 3. Incrementar o nível de prestação de informação das empresas de seguros sobre os riscos e a sua gestão
Solvência II Objectivos 1. Incrementar a protecção dos tomadores de seguros e beneficiários 2. Reforçar a competitividade das seguradoras da UE e permitir uma melhor afectação de capital Solvência II Estrutura de três s pilares (1/3) 1. Pilar I - Requisitos Quantitativos Provisões técnicas Investimentos Requisitos de capital
Solvência II Estrutura de três s pilares (2/3) 2. Pilar II - Requisitos Qualitativos e Processo de Supervisão Estruturas e mecanismos de governação (Gestão de riscos e controlo interno) Processo de revisão pela Supervisão Solvência II Estrutura de três s pilares (3/3) 3. Pilar III Disclosure Prestação de informação à supervisão, aos tomadores e ao mercado
Solvência II Estratégia do ISP (1/3) 1. Participação activa e liderante ao nível do Comité das Autoridades Europeias de Supervisão dos Seguros e Pensões Complementares de Reforma (CEIOPS) Presidência do Grupo de Trabalho do Pilar III/Contabilidade Coordenação de sub-grupos no Pilar I e no Pilar II Solvência II Estratégia do ISP (2/3) 2. Contribuir para uma adaptação tempestiva e gradual do mercado português ao novo sistema, antecipando as matérias que se encontram consolidadas (Norma regulamentar sobre gestão de riscos e controlo interno)
Solvência II Estratégia do ISP (3/3) 3. Especial atenção à participação das empresas de seguros nacionais nos estudos de impacto quantitativo (QIS) Desenvolvimentos a destacar em 2007 (1/2) 1. Presidência Portuguesa da União Europeia Início da discussão do Solvência II ao nível do Conselho da União Europeia 2. Revisão do regime jurídico do contrato de seguro 3. Criação de sistema de protecção contra catástrofes em Portugal 4. Transposição da 5ª Directiva Automóvel
Desenvolvimentos a destacar em 2007 (2/2) 5. Enfoque na supervisão orientada para o risco e reforço da supervisão da conduta de mercado 6. Continuação do reforço da cooperação entre as três autoridades de supervisão do sistema financeiro nacional (BdP, ISP e CMVM) no âmbito do Conselho Nacional de Supervisores Financeiros (better regulation)