Receptores: Triagem,Seleção e Acompanhamento

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Transcrição:

NOV 2011 BLH-IFF/NT- 42.11 Rede Nacional de Bancos de Leite Humano PNQBLH Programa Nacional de Qualidade em Bancos de Leite Humano Sede: FIOCRUZ/IFF-BLH Av. Rui Barbosa, 716 Flamengo Rio de Janeiro CEP: RJ 20.550-020 Tel/fax: (021) 2553-9662 www.redeblh.fiocruz.br Receptores: Triagem,Seleção e Acompanhamento Origem Centro de Referência Nacional para Bancos de Leite Humano Instituto Fernandes Figueira / Fundação Oswaldo Cruz / Ministério da Saúde Autores João Aprígio Guerra de Almeida; Franz Reis Novak e Vander Guimarães Palavras-Chave: Acompanhamento. Banco de Leite Humano. 5 páginas SUMÁRIO 1. Objetivo 2. Documentos Complementares 3. Definições 4. Triagem 5. Seleção 6. Acompanhamento

1. Objetivo Esta Norma estabelece os aspectos a serem observados na triagem e seleção dos receptores em Bancos de Leite, assim como no seu acompanhamento. 2. Documentos Complementares Na elaboração desta Norma foram consultados: BLH-IFF/NT 09.11 Doadoras: Triagem, Seleção e Acompanhamento. 2011. BLH-IFF/NT 21.11 Recepção do LHO cru no Banco de Leite Humano. 2011. Garnier, M. & Delamare, V. Dicionário de Termos Técnicos de Medicina. 20a Edição. Ed. Andrei, São Paulo. 1984 RDC 171. Normas para Implantação e Funcionamento de Bancos de Leite Humano. DOU 04/09/206. Portaria MS-698. Organização e Funcionamento dos Bancos de Leite Humano no Brasil. DOU - 09/04/2002. Portaria Serviço de Vigilância Sanitária/MS 337/99. Regulamento Técnico para a Terapia de Nutrição Enteral. DOU 14/04/99. Programa Nacional de Qualidade em Bancos de Leite Humano Manual do Participante. Fundação Oswaldo Cruz Instituto Fernandes Figueira Rio de Janeiro. 2002. 3. Definições Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes definições: 3.1. CID: Classificação Internacional de Doenças. 3.2. Colostro: primeiro produto da secreção lática da nutriz, obtido em média até o sétimo dia após o parto. 3.3. Deficiência Imunológica: insuficiência dos meios de defesa naturais do organismo: quer dos meios não específicos (deficiência da fagocitose), quer das reações da imunidade humoral ou celular. Esta ultima deficiência deixa a quem afeta na impossibilidade de ter uma resposta imunológica específica normal à estimulação de qualquer agente, seja pela produção de anticorpos séricos (imunoglobulinas), seja por uma reação de hipersensibilidade tardia (anticorpos celulares). 3.4. Êntero-Infecção: invasão do intestino delgado e/ou grosso por um microorganismo.

3.5. Lactente: criança que ainda mama; em verdade, abrange o período de vida que vai do final do primeiro mês até a idade de dois anos, quando começa a primeira infância. 3.6. Leite Humano de Transição: produto intermediário da secreção lática da nutriz, entre colostro e leite maduro, obtido em média entre o sétimo e o décimo quinto dia após o parto. 3.7. Leite Humano Maduro: produto da secreção lática da nutriz, livre do colostro, obtido em média a partir do décimo quinto dia após o parto. 3.8. Leite Humano Homólogo: leite humano ordenhado classificado de acordo com a idade de lactação e idade gestacional na qual ocorreu o parto da doadora, buscando espelhar as características da lactação da mãe do receptor. 3.9. Nutriz: termo utilizado para designar a mulher que esteja amamentando. 3.10. Recém-nato de Baixo Peso: criança que tenha pesado menos de 2.500g ao nascimento, independente da idade gestacional. 3.11. Recém-nato Prematuro: criança que tenha nascido antes de completar 37 semanas de vida intra-uterina. 3.12. Receptores: clientes que necessitam dos produtos fornecidos pelos Bancos de Leite Humano. 4. Triagem 4.1. O processo de triagem dos receptores deverá ser de responsabilidade do médico ou nutricionista que fez a solicitação do produto ao Banco de Leite (colostro, leite de transição ou leite maduro homólogo ou não). 4.2. Fica a critério do responsável pelo Banco de Leite verificar a disponibilidade de estoque para o fornecimento do produto, obedecendo aos critérios de seleção determinados no item 5 desta Norma. 4.3. O fornecimento de leite humano fica condicionado à obrigatoriedade da inscrição do receptor no Banco de Leite, a fim de que se crie um Cadastro que contemple: 4.3.1. Informações sobre a identificação do receptor; 4.3.2. Prescrição de profissional médico ou nutricionista, contendo o CID primário, o número de ingestas e o volume demandado pela criança. 5. Seleção Serão selecionados como receptores lactentes que apresentem uma ou mais das indicações que se seguem:

5.1. Recém-nato prematuro e/ou de baixo peso que não estão com reflexo de sucção satisfatório; 5.2. Recém-nato com algum tipo de doença infecciosa, preferencialmente ênteroinfecções; 5.3. Lactentes portadores de deficiências imunológicas; 5.4. Lactentes portadores de patologias do trato gastrintestinal; 5.5. Lactentes gemelares; 5.6. Casos excepcionais, não contemplados pelos itens anteriores, mediante justificativa médica; 5.7. Lactente sadio, em se tratando de Banco de Leite Humano de empresa. 6. Acompanhamento O acompanhamento das crianças alimentadas com o leite humano fornecido pelos Bancos de Leite caberá à unidade solicitante, com a co-responsabilidade médica do Banco de Leite Humano. 6.1. Controle O paciente submetido à nutrição com leite materno deve ser controlado quanto à eficácia do tratamento, efeitos adversos e alterações clínicas que possam indicar modificações da terapêutica. 6.1.1. O controle do paciente que esteja sendo alimentado com leite humano deve ser realizado periodicamente e contemplar: ingressos de nutrientes, tratamentos farmacológicos concomitantes, sinais de intolerância à nutrição, alterações antropométricas, bioquímicas, hematológicas e hemodinâmicas, assim como modificações em órgãos, sistemas e suas funções. Qualquer alteração encontrada nas funções dos principais órgãos e as conseqüentes alterações na formulação ou via de administração da nutrição deve constar na história clínica do paciente. 6.2. Avaliação Final Antes da interrupção da terapêutica nutricional o paciente deve ser avaliado em relação à: 6.2.1. capacidade de atender às suas necessidades nutricionais por alimentação convencional; 6.2.2. presença de complicações que ponham o paciente em risco nutricional e/ou de vida: e

6.2.3. possibilidade de alcançar os objetivos propostos, conforme normas médicas e legais.