Informações sobre afastamento para qualificação e licença para capacitação
O que é capacitação?
A Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoal assim define capacitação: Processo permanente e deliberado de aprendizagem, com o propósito de contribuir para o desenvolvimento de competências institucionais por meio do desenvolvimento de competências individuais. (Decreto 5.707/2006, art. 2º, inciso I)
O que é qualificação?
Consta das diretrizes para elaboração do Plano de Desenvolvimento dos Cargos em Educação a seguinte definição para qualificação:
Processo de aprendizagem baseado em ações de educação formal, por meio do qual o servidor adquire conhecimentos e habilidades, tendo em vista o planejamento institucional e o desenvolvimento do servidor na carreira. (Decreto 5.825/2006, art. 3º, inciso V)
Para fins de concessão de afastamento, entende-se qualificação como realização de cursos de especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado.
A Lei 8.112/90 estabelece, entre outros direitos e deveres, as licenças e os afastamentos do servidor, inclusive no que se referem à capacitação:
- licença para capacitação (arts. 81-V e 87); - afastamento para estudo ou missão no exterior (art. 95-96); - afastamento para participação em programa de pós-graduação stricto sensu no país (art. 96-A), aplicado à participação em programa de pós-graduação no Exterior (art. 95).
Participação de docentes em congresso: é possível? Como solicitar?
SIM. Os congressos constituem um tipo de evento de capacitação, dentre os definidos pelo Decreto 5.707/06. Os docentes (assim como os servidores técnicos) podem participar de eventos acadêmico-científicos de interesse da sua área, tanto no Brasil como no exterior. Para congressos no Brasil, basta ao docente obter a aprovação da chefia do Departamento, com o compromisso de apresentar, no retorno, o comprovante de participação.
Para participar de eventos no exterior há uma formalidade maior a ser observada: o processo de afastamento do País. Isso porque a Lei 8.112/90 é explícita: O servidor não poderá ausentar-se do País para estudo ou missão oficial, sem autorização (art. 95).
Qual a regulamentação interna sobre afastamento para eventos no exterior? O afastamento do País é regulado na UFF pela Resolução CEP 161/2011
Como solicitar o afastamento para eventos no exterior?
- preenchimento do formulário de solicitação de afastamento do País (Exterior), com as devidas assinaturas; - protocolização (formação do processo) do formulário e documentação necessária que varia conforme o objetivo da viagem. Isso é feito nos protocolos setoriais de cada Unidade.
O que é um plano de viagem?
O plano de estudos/plano de viagem é item necessário à instrução do processo e consta do formulário de solicitação de afastamento do país, no campo Documentação exigida anexada. Está previsto na Resolução CEP/UFF 161/2011. Trata-se de um documento simples, sem formulário específico, do qual devem constar datas e trechos de viagem (trânsito/deslocamento) e as atividades acadêmico-científicas que serão desenvolvidas no período do afastamento.
Dúvida freqüente: O evento para o qual foi autorizado meu afastamento termina na sexta-feira, véspera de feriado. Posso permanecer no exterior e retornar ao Brasil após o feriado?
NÃO. Não há base legal para estender a autorização de afastamento aos dias de feriado, sem comprovação de atividade acadêmica ou científica, além do período de trânsito.
Caso o servidor deseje permanecer no exterior por motivo particular, é preciso formalizar férias (ou licença sem vencimentos, caso essas já tenham sido usufruídas no Sistema Siape), junto ao Departamento de Administração de Pessoal (DAP), para esse período adicional.
Qual a base legal? Lei 8.112/90, Art. 102, Incisos I e VII e Decreto 91.800/85, Art. 6º
Relatório O processo de afastamento se encerra com a anexação de relatório circunstanciado de viagem, com comprovantes, assinado pelo docente e pela chefia departamental. Esse relatório é obrigatório e deve ser apresentado dentro do prazo de 30 (trinta) dias, contado da data do término do afastamento do País (Decreto 91.800/85, art.16).
Realização de pós-doutorado em estágio probatório é possível?
SIM. Com a devida concordância institucional, os docentes doutores em estágio probatório podem realizar pós-doutorado, no Brasil ou no exterior. (Lei 12.772/2102, Art. 30, inc. I)
Qual a duração máxima do afastamento para realização de pós-doutorado?
12 meses (Decreto 5.707/2006, Art. 9º, inc. III)
Para realização de pós-doutorado no Brasil, se houver necessidade, pode solicitar afastamento no País, que na UFF também é regulado pela Resolução CEP 161/2011.
Para realização de pós-doutorado no exterior é preciso solicitar afastamento do País.
Importante: 1- para realizar pós-doutorado no exterior com manutenção do salário da Universidade é preciso ter bolsa de estudos, concedida por agência de fomento brasileira ou organismo estrangeiro (Decreto 1.387/95, Art. 1º, Inciso VI).
2- o afastamento autorizado necessariamente é publicado em Diário Oficial da União, antes data do início da viagem (Decreto 1.387/95, Art. 3º).
Relatório O processo de afastamento para pós-doutorado, no Brasil ou no exterior, se encerra com a anexação de relatório de atividades, com as devidas assinaturas. Esse relatório é obrigatório e deve ser apresentado no prazo de 30 (trinta) dias, contado da data do término do afastamento (Decreto 91.800/85, Art.16).
Realização de mestrado e de doutorado em estágio probatório é possível? Como solicitar?
SIM, é possível. A Lei 12.772, de 28 de dezembro de 2012, Art. 30, estabelece que, a partir de 1º de março de 2013, o ocupante de cargos do Plano de Carreiras e Cargos do Magistério Federal pode afastar-se de suas funções, assegurados todos os direitos e vantagens a que fizer jus, para participar de programa de pós-graduação stricto sensu, independentemente do tempo ocupado no cargo.
Mestrado e Doutorado no Brasil Para realização de mestrado e doutorado no Brasil, se houver necessidade, pode solicitar afastamento no País, que é regulado, no âmbito federal, pelas Leis 8.112/1990 e 12.772/20112 e pelo Decreto 5.707/2006. No âmbito interno, pela Resolução CEP 161/2011.
Como solicitar? - preenchimento do formulário de solicitação de afastamento no País, com as devidas assinaturas (requerente e chefia departamental); - documentação necessária (basicamente: declaração de aluno regularmente matriculado e ata departamental) e protocolização (formação do processo) do formulário. Isso é feito nos protocolos setoriais de cada Unidade. Encaminhamento do processo à DCQD/PROGEPE.
Importante: PRÓ-REITORIA DE GESTÃO DE PESSOAS 1) o curso de mestrado ou de doutorado precisa ser reconhecido e recomendado pela CAPES com conceito a partir de 3, inclusive; 2) antes de definir o período do afastamento, verificar o usufruto de férias, para que não haja sobreposição de datas; 3) a autorização do Reitor é publicada no Boletim de Serviço da UFF.
Mestrado e Doutorado no Exterior Para realização de mestrado e doutorado no exterior, é preciso solicitar afastamento do País. Importante: para realizar mestrado e doutorado no exterior com manutenção do salário da Universidade é preciso ter bolsa de estudos, concedida por agência de fomento brasileira ou organismo estrangeiro (Decreto 1.387/95, Art. 1º, Inciso VI).
Como solicitar? - preenchimento do formulário de solicitação de afastamento do País (o mesmo utilizado para congressos no exterior), com as assinaturas do requerente e da chefia departamental; - documentação necessária (basicamente: declaração de aluno regularmente matriculado e ata departamental) e protocolização (formação do processo). Isso é feito nos protocolos setoriais de cada Unidade. Encaminhamento do processo à DCQD/PROGEPE.
Importante: PRÓ-REITORIA DE GESTÃO DE PESSOAS O afastamento autorizado necessariamente é publicado em Diário Oficial da União, antes data do início da viagem (Decreto 1.387/95, Art. 3º).
Relatórios Parciais PRÓ-REITORIA DE GESTÃO DE PESSOAS O acompanhamento da qualificação em nível de mestrado e de doutorado no Brasil, é feito pela análise do relatório sintético de atividades, com as devidas assinaturas, apresentado semestralmente, nos meses de março e de setembro. No exterior, a apresentação do relatório sintético de atividades é anual, dependendo do início do afastamento.
Relatórios PRÓ-REITORIA DE GESTÃO DE PESSOAS ATENÇÃO: No caso de docente em estágio probatório, com autorização de afastamento, para fins de avaliação de desempenho, como estipulado nas Leis 11.784/2008 e 12.772/2012, o relatório parcial poderá ser utilizado como relatório de atividades a ser apresentado aos 12, 24 e 32 meses, conforme o caso.
Relatórios Final O processo de afastamento para mestrado e doutorado, no Brasil ou no exterior, se encerra com a anexação da ata de defesa e/ou declaração de defesa, comprovando a obtenção do título ou grau que justificou o afastamento. Esse documento é obrigatório e deve ser apresentado imediatamente após a defesa (Lei 8.112/1990, Art. 96-A).
O que é ônus da viagem? O servidor pode se afastar com recursos próprios ou, conforme o caso, com auxílio financeiro concedido pela própria Universidade ou agências de fomento federais, estaduais ou estrangeiras. Segundo o Decreto 91.800/95, de acordo com quem está custeando os gastos, as viagens podem ser de três tipos:
- com ônus - quando implicar direito a passagens e/ou diárias concedidas por órgão federal (Capes, CNPq, Finep, UFF, FEC/UFF), assegurados ao servidor o vencimento ou salário e demais vantagens do cargo, função ou emprego, durante a ausência; - com ônus limitado - quando implicar direito a passagens e/ou diárias concedidas por órgão não federal ou quando as despesas forem custeadas com recursos do próprio servidor, assegurados o vencimento ou salário e demais vantagens do cargo, função ou emprego, durante a ausência; - sem ônus - quando implicar perda total do vencimento ou salário e demais vantagens do cargo, função ou emprego, durante a ausência, e não acarretar qualquer despesa para a Administração Pública Federal, inclusive a UFF.
Quem for autorizado para afastamento de longa duração, perde direito ao usufruto de férias e recebimento de 1/3 das férias? SIM. De acordo com a Orientação Normativa Nº 2, de 23 de fevereiro de 2011, da Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (SRH/MP), o servidor em usufruto de licença capacitação ou afastamento para participação em programa de pós-graduação stricto sensu fará jus às férias do exercício em que se der o seu retorno. (art. 5º, 1º e 3º)
O que é Licença para Capacitação de docente?
A cada cinco anos de efetivo exercício, o servidor poderá solicitar ao Reitor licença remunerada, por até três meses, para participar de ação de capacitação. A licença pode ser parcelada, não podendo a menor parcela ser inferior a trinta dias.
A licença para capacitação poderá ser utilizada integralmente para a elaboração de dissertação de mestrado ou tese de doutorado. Regulamentação: Lei 8.112/90 e Decreto 5.707/2006.
Solicitação: PRÓ-REITORIA DE GESTÃO DE PESSOAS - preenchimento do formulário do Departamento de Administração de Pessoal (DAP) de requerimento de contagem de tempo de licença para capacitação docente, com as devidas assinaturas; e - protocolização (formação do processo) do formulário no protocolo setorial da respectiva Unidade e encaminhamento ao DAP para apuração do período aquisitivo e a respectiva data-limite de usufruto (vigência).
A concessão, pelo Reitor, da licença para capacitação é publicada no Boletim de Serviço da UFF BS-UFF. Obs: se a licença para capacitação destinar-se à realização de evento fora do País, não caberá solicitação de afastamento do País (para o exterior).
Relatório O processo de licença para capacitação se encerra com a anexação do relatório, com as devidas assinaturas. Esse relatório é obrigatório e deve ser apresentado logo após o fim da licença.
Quais as diferenças entre afastamento e licença para capacitação?
1- Licença para capacitação e afastamento para realização de curso de pós-graduação stricto sensu (mestrado, doutorado e pós-doutorado) possuem tratativas distintas; são institutos diferentes.
2- A licença para capacitação foi implementada pela Lei nº 9.527, de 10.12.1997, que alterou dispositivos da Lei 8.112/1990 e substituiu a licença prêmio por assiduidade, possuindo um cunho de benefício, premiação. Sua concessão não gera obrigação posterior, por parte do beneficiário, além da apresentação de relatório.
3- O afastamento para realização de curso de pós-graduação stricto sensu foi implementado pela Lei 11.907, de 02/02/2009 e pela Lei 12.772/2012 (específico para docentes) que alteraram outros tantos dispositivos da Lei 8.112/1990.
Tal instrumento legal estabelece que o servidor autorizado a afastar-se tem como compromissos, após seu retorno: a) permanecer no exercício de suas funções por um período igual ao do afastamento; b) não solicitar exoneração do cargo ou aposentadoria, antes de cumprido em exercício o igual tempo de afastamento, salvo ressarcimento de todos os gastos (salário e bolsa de estudos, se for o caso) com seu aperfeiçoamento; e c) apresentar o título ou grau que justificou seu afastamento no período previsto, sob pena de ressarcimento de todos os gastos, caso isto não ocorra.
Referências: Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990; Lei 9.527, de 10 de dezembro de 1997; Lei 11.907, de 02 de fevereiro de 2009; Lei 12.772, de 28 de dezembro de 2012.
Referências: Decreto 91.800, de 18 de outubro de 1985; Decreto 1.387, de 07 de fevereiro de 1995; Decreto 5.707, de 23 de fevereiro de 2006; Decreto 5.825, de 29 de junho de 2006.
Referências: Orientação Normativa SRH/MP No 2, de 23 de fevereiro de 2011; e Resolução CEP-UFF 161/2011.
Informações complementares Para conhecer mais sobre capacitação e afastamentos, bem como obter os formulários, acesse a página da Coordenação de Pessoal Docente (CPD) Divisão de Capacitação e Qualificação Docente (DCQD): http://www.cpd.uff.br/content/divisao-de-capacitaca o-e-qualificacao-docente Onde a DCQD está instalada? No 3º andar, sala 308 do prédio da Reitoria.
Como entrar em contato? Telefones: 2629-5108 e 2629-5109 E.mails: Carminha: carmengoneli@id.uff.br Marineuza: marisant@proppi.uff.br Mariluz: mariluz@proppi.uff.br Mario: mariocosta@id.uff.br Meire: meire@proppi.uff.br Erika: erika@proppi.uff.br