MESTRADO EM COMUNICAÇÃO VISUAL

Documentos relacionados
HISTÓRIA DA ARTE. Professor Isaac Antonio Camargo

CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS CURSO DE ARTES VISUAIS. FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO UL

ESTUDOS AVANÇADOS Em Arte Visual

CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS CURSO DE ARTES VISUAIS. FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO UL

ASPECTOS VISUAIS: CONCEITOS E FUNÇÕES

Tratamento de imagem em fotografia I Prof. Dr. Isaac A. Camargo

A idéia de valor pode ser ordenada em diferentes frentes conceituais: na moral, na ética, na filosofia ou na economia, mas é possível sintetizá-la

Fotografia básica digital

O PENSAMENTO FOTOGRÁFICO

- Gostava de falar da tua dinâmica de criador e da tua dinâmica de gestor de uma organização como as Oficinas do Convento. Como as equilibras?

Educador A PROFISSÃO DE TODOS OS FUTUROS. Uma instituição do grupo

HISTÓRIA DA ARTE. Pré-História e Antiguidade Das cavernas para o mundo. Professor Isaac Antonio Camargo

CURSO PÓS-GRADUAÇÃO EM ARTE E EDUCAÇÃO

História e Sistema de Arte

PLANIFICAÇÃO ANUAL 2016/17 Design, Comunicação e Audiovisuais 1.º Ano (175 horas 234 aulas)

PÓS-GRADUAÇÃO ESPECIALIZAÇÃO EM FOTOGRAFIA: PRÁXIS E DISCURSO FOTOGRÁFICO 1

IMAGEM FOTOGRÁFICA E SUAS CARACTERÍSTICAS

O PENSAMENTO FOTOGRÁFICO IV

Plano de aulas. Curso Referencial UM e DOIS

3ª Priscila Marra. 1ª Série E.M.

Eixos/temas Noções / Conceitos Competências e Habilidades UNIDADE 1 SOU UM SER HUMANO COM NOME E IDENTIDADE UNIDADE 2 EU VIVO UNIDADE 3 MEU CORPO

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE MARTIM DE FREITAS ESCOLA BÁSICA 2/3 MARTIM DE FREITAS. Ano letivo 2018/2019 DEPARTAMENTO DE EXPRESSÕES

UNIDADE I. Processo evolutivo da fotografia. Múltiplas descobertas

Ficção é a Realidade que se inventa, Realidade é a Ficção que se obtém

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARTES VISUAIS (PPGAV) EDITAL N. 02/2019

PREFEITURA MUNICIPAL DE UBERABA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DIRETORIA DE ENSINO DEPARTAMENTO DE ENSINO FUNDAMENTAL

LIVRO FOTOGRAFIA FINE ART

CURSO PÓS-GRADUAÇÃO EM ARTE E EDUCAÇÃO

Da fotografia à pintura A construção do olhar a partir de um imagético processual lírico

HISTÓRIA DA ARTE I Parte 7

SÍNTESE PROJETO PEDAGÓGICO. Missão. Objetivo Geral

Programa de Formação Básica Ano letivo Cursos com inscrições abertas

Curso PROEJA FIC ENSINO FUNDAMENTAL BILÍNGUE LIBRAS/PORTUGUÊS COM PROFISSIONALIZAÇÃO EM FOTOGRAFIA DIGITAL: EDIÇÃO DE IMAGENS

CURRÍCULO DO CURSO. Mínimo: 7 semestres. Prof. Dr. Paulo de Tarso Mendes Luna

Ementas das Disciplinas CURSO DE ESCRITA CRIATIVA

COLÉGIO CENECISTA DR. JOSÉ FERREIRA LUZ, CÂMERA, REFLEXÃO

Abra os seus olhos. Descubra lugares e coisas que ama com cada foto que faz! PLANOS DE AULAS

MAPEAMENTO SOCIOCULTURAL

SÍNTESE PROJETO PEDAGÓGICO. Missão. Objetivo Geral

Português. 1. Signo natural

INTRODUÇÃO 2.º CICLO DO ENSINO BÁSICO EDUCAÇÃO VISUAL APRENDIZAGENS ESSENCIAIS ARTICULAÇÃO COM O PERFIL DOS ALUNOS

CURRÍCULO DO CURSO. Mínimo: 7 semestres. Prof. Dr. Paulo de Tarso Mendes Luna

A Arte na Pré-História. 1º Ano 1º Bimestre 2015

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS - INEP DIRETORIA DE AVALIAÇÃO PARA CERTIFICAÇÃO DE COMPETÊNCIAS

Aplicações da Fotografia Prof. Dr. Isaac A. Camargo

Fotojornalismo. Gêneros do Fotojornalismo

INTRODUÇÃO 2.º CICLO DO ENSINO BÁSICO EDUCAÇÃO VISUAL APRENDIZAGENS ESSENCIAIS ARTICULAÇÃO COM O PERFIL DOS ALUNOS

P L A N I F I C A Ç Ã O A N U A L - P A F C

Professor Roberson Calegaro

ARTE: Conceito, Origem e Função

A Exposição. Equipes, Elaboração, Etapas do Trabalho

COLÉGIO MAGNUM BURITIS

Enquadramento e Composição Prof. Dr. Isaac A. Camargo EGR/CCE/UFSC

ANEXO I. Conhecer e usar língua(s) estrangeira(s) moderna(s) como instrumento de acesso a informações e a outras culturas e grupos sociais.

O Impressionismo como base das transformações do Modernismo.

SANTAELLA, L. Por que as comunicações e as artes estão convergindo? São Paulo: Paulus, 2005.

Dicas para fotografar melhor

Arte no Paleolítico e Neolítico

Classificação da Fotografia II Prof. Dr. Isaac A. Camargo

Estás pronto? Junta te a mim na próxima página, onde enfrentaremos juntos o primeiro lado do triângulo: A Abertura.

A arte não evolui. Ela retrata a condição do homem na história, suas necessidades, suas crenças, seu modo de vida, sua forma de se organizar.

Conteúdos / Critérios de Avaliação 2018/2019 Curso Profissional de Técnico de Multimédia Disciplina DCA 10.º ANO

ECO, Umberto. A estrutura ausente

Ementário do Curso de Design de Moda - Matriz

Transcrição:

MESTRADO EM COMUNICAÇÃO VISUAL

IMAGEM E PENSAMENTO FOTOGRÁFICO

Professor ISAAC ANTONIO CAMARGO Ms. em Educação UEL/PR Dr. em Comunicação e semiótica PUC/SP SITE: http://sites.google.com/site/isaacprofessor/

EMENTA

Estuda a transformação da imagem e estabelece os pressupostos direcionadores do pensamento fotográfico: da câmara escura às imagens digitais. Examina as funções e usos da imagem fotográfica: características, estilo, edição. Estabelece as diretrizes que formulam bases para o pensamento fotográfico, tendo em conta seus aspectos técnicos e estéticos. Procura descobrir referências-chave para o desenvolvimento das análises voltadas à busca da significação na fotografia

Cronograma A- A Imagem A1- Aspectos visuais, conceitos e funções. A2- Imagens fixas e imagens em movimento. A3- Imagem fotográfica e suas características B- Imagem e mídia B1- Usos e aplicação da imagens fotográfica no contexto da mídia B2- O pensamento fotográfico B3- Estética, leitura fotográfica e significação.

A Imagem

Do latim IMAGO semelhança

Parecer-se ou aparentar-se com algo foi, ao longo da história,uma das características mais marcantes das imagens

Durante muito tempo a busca pela semelhança orientou o caminho dos construtores de imagens e de suas leituras

A imagem procurou ser a intelecção, constituição ou formalização de idéias obtidas por meio da apreciação do mundo natural ou uma elaboração mental inventiva e/ou criativa.

Os bisões de Altamira estão entre as primeiras imagens produzidas pelo ser humano

Nelas observamos as tentativas de produzir significação a partir daquilo que o ser humano conhecia e também dependia

Daí o surgimento da hipótese de magia simpática ou propiciatória que ampara o conhecimento de grande parte da arte pré-histórica

Rituais para propiciar o sucesso na caça ou cultos de fertilidade destinados à procriação ou ao plantio são possibilidades aventadas para entender a arte na pré-história

E depois, as narrativas...

Contar uma história, descrever ou falar a respeito de algo foi a também a motivação de grande parte de nossa trajetória imagética

E, não só na pré-história, mas também em todas as épocas

Por um lado pode-se dizer que o caráter especular (do espelhamento) deu à imagem a possibilidade de se colocar no lugar de algo ausente, logo, sua função era a de representar, substituir

No entanto, esta capacidade referencial das imagens é uma de suas propriedades mais evidentes, mas não a única, mas, por ser a mais evidente, talvez, por isso, seja a mais lembrada

Muitas das funções das imagens parecem ser decorrentes desta sua capacidade referencial, da sua capacidade de imitar o visível

Vale destacar que sua capacidade referencial independe do modo como é feita, manual ou automática, mas as funções que cumprem é que as diferenciam nos diferentes períodos e lugares em que surgem

Para cada lugar e para cada época há um tipo de imagem capaz de gerar significação

Há diferentes tipos de imagem, por exemplo: representativas, simbólicas, documentais ou expressivas

As representativas querem construir significados na ausência de seus referenciais geradores, tem caráter analógico

As simbólicas querem cumprir uma função metafórica, antes do que analógica. Tem caráter mágico, alegórico, valorativo

As documentais querem fazer justiça aos fatos, às ocorrências cotidianas, aos acontecimentos, tem caráter analógico

As expressivas querem atender ao caráter poético da manifestação artística, podem ter caráter analógico, simbólico ou arbitrário

As imagens apresentadas são do fotógrafo Henry Cartier-Bresson