APPAC Tororó Sana - RJ



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RESOLVEM celebrar e finnar o presente TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA, mediante as cláusulas e condições que se seguem:

Transcrição:

Sistematização e disseminação da educação ambiental, no distrito do Sana\busca pelo padrão sustentável para a bacia Córrego Peito de Pombo\otimização da proposta sustentável na APA distrital do Sana. PLANO DE TRABALHO Para atender aos serviços contratados, a ASSOCIAÇÃO DE PROTEÇÃO AO PATRIMÔNIO AMBIENTAL E CULTURAL TORORÓ SANA sugere algumas adequações no escopo de Serviços a serem prestados de ordenamento e monitoramento do uso das cachoeiras do córrego Peito de Pombo, por meio da sistematização e disseminação da Educação Ambiental no Distrito do Sana, Macaé, compreendendo o controle da quantidade do número de frequentadores (manutenção da capacidade de suporte de 400 pessoas\ dia). Esta capacidade de suporte está estabelecida pela resolução 004 de 12 de abril de 2010 do Conselho Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável COMMADS que dispõe sobre normas e critérios para a visitação turística na Bacia do Córrego Peito de Pombo, que aponta no Art.2º a capacidade de 400 pessoas por vez e no seu Art.3º dispõe que o controle de acesso as cachoeiras é de competência da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, atualmente realizado pelos agentes da SEMA através de livro próprio de registros. A Associação propõe através da parceria com a SEMA dar o apoio para o comprimento do controle conforme o estabelecido na resolução. Área de atuação Os serviços a serem contratados serão prestados na Área de proteção ambiental do Sana, 6º distrito de Macaé, na bacia hidrográfica do Córrego Peito de Pombo, que de acordo com os critérios para delimitação Hidrográfica adotados pela resolução CERHI-RJ,esta situado na região hidrográfica VIII do estado do Rio de Janeiro Macaé e das Ostras.

Estratégia de ação O projeto será executado e desenvolvido em área de interesse sócio ambiental e base do desenvolvimento econômico no distrito. A Associação Tororó levará em consideração as legislações pertinentes. As parcerias com o poder publico e o empresariado local serão fundamentais e de grande valor para o sucesso do projeto. A autorização obtida do Sr. Evaldo Araujo, proprietário da fazenda Amoreira, localizada a margem direita ao longo do córrego, onde se encontram os atrativos naturais: Sete Quedas,Pai, Mãe e Escorrega, é de extrema importância nos dando o efetivo respaldo. Visando efetivar a comunicação a associação adotou como estratégia a realização de três reuniões com o objetivo de apresentação do projeto: Conselho Municipal de meio ambiente e desenvolvimento sustentável; Conselho Gestor da APA do Sana; Associação de Moradores do Sana; Da seleção Para o processo de seleção serão seguidos os critérios de acordo com o edital, com provas contendo 25 questões de Ecologia, Biologia, Plano de manejo da APA do Sana, noções básicas de primeiros socorros e redação (carta de intenção) e entrevista. Estabelecendo-se um prazo de sete dias uteis para as inscrições. A divulgação será realizada através de mídia virtual da organização e dos parceiros envolvidos no processo de seleção, assim como fixação do edital em locais estratégicos e públicos na APA do Sana. Serão disponibilizadas vagas para monitores a serem contratados. Como organização executora a Associação Tororó entende que é de direito a participação neste processo. Considerando a importância da disseminação da educação ambiental a organização acredita ser indispensável o envolvimento da escola local neste processo sócio ambiental, sendo assim o projeto disponibilizará vagas para estagio remunerado estabelecendo parceria com CIEE (centro de integração empresa escola) que realizará o recrutamento, seleção de candidatos e o acompanhamento de avaliação do estagio.

Da efetivação dos monitores Serão constituídos dois grupos de monitoramento compostos por monitores contratados e estagiários, os contratados trabalharão em um plantão de 12 x 36 nos horários de 07 as 19 horas, com uma hora de almoço de acordo com a Constituição Federal, art.07, inciso XXVI. Os estagiários trabalharão em regime de 6 horas diárias totalizando 30 horas semanais. Operacionalização Serão estabelecidas três bases de monitoramento e controle: Base operacional Estrutura física da SEMA dotada de equipamentos para o suporte logístico. Sob coordenação da SEMA, esta base operacional servirá como apoio para os monitores quanto as necessidades estruturais. Os monitores do projeto poderão dar apoio aos agentes públicos ali lotados quando solicitado e\ou necessário. Base Bambu localizada a 50 metros após a área urbanizada no inicio das trilhas que dão acesso aos atrativos naturais, no perímetro da zona de conservação da vida silvestre de acordo com o zoneamento da APA. Esta base foi edificada pela ONG Pequena Semente no ano de 2005. Seu funcionamento será diário em suporte a base operacional do Meio Ambiente, buscando evitar possíveis desvios quanto aos critérios estabelecidos pela Resolução 004 do COMMADS. Base Pindorama Esta base está localizada no limite da área de visitação pública a mil e seiscentos metros da base bambu, seu funcionamento será aos sábados, domingos e feriados com objetivo de controlar o limite da área determinada para visitação com efetivo monitoramento ao acesso a pedra do Peito do Pombo localizada na zona de preservação da vida silvestre. Das Áreas de risco São considerados dois pontos de monitoramento ostensivo pelo alto risco de acidentes e possíveis mortes: Escorrega Área de grande visitação publica, predominando famílias e crianças. Neste ponto serão mantidos monitores com objetivo de orientar o uso

dos atrativos naturais, assim como a prevenção de acidentes, utilizando-se da educação ambiental. Cachoeiras superiores Mãe, Pai e Sete Quedas Este complexo é de alto risco de morte, nesta região será mantido monitoramento com objetivo de orientar e adequar os usuários quanto ao uso desse complexo. Da Ronda Para melhor identificação dos monitores, será estabelecida padronização de uniformes e equipamentos. As rondas serão realizadas periodicamente no decorrer do dia em toda a extensão do corpo hídrico onde estão concentrados os atrativos naturais, estabelecendo quando necessárias as interdições e intervenções com objetivo de garantir a segurança do visitante e restauração do ecossistema local e ainda o gerenciamento dos resíduos sólidos (lixo), a partir do seu recolhimento nos recipientes instalados nas áreas de visitação e posteriormente sendo encaminhado para Ong Pequena Semente que já realiza o gerenciamento dos resíduos. Das avalições Serão realizadas reuniões mensais com a equipe tendo como objetivo registro em ata das ações, avaliação e aprimoramento da metodologia e das estratégias contidas no projeto. Também serão produzidos relatórios diários da atividade de monitoramento, devendo conter total de visitantes\dia, quantidade de resíduos recolhidos e principais ocorrências. A organização produzirá três relatórios de atividades, consolidando as informações trimestrais e um relatório final. Das parcerias SEMA: É fundamental a integração dos agentes públicos que já atuam no monitoramento desta área com os monitores do projeto, para que o objetivo seja alcançado. Empresariado local: Atualmente são 12 empresários que apoiam o projeto do CBH patrocinando três monitores nos finais de semanas e feriados, através do projeto Parque das Águas Peito do Pombo. Esta parceria é fundamental, considerando que haverá nos períodos de pico de visitantes uma necessidade efetiva de aumento do número de monitores.

Das Estratégias de segurança e emergência. - Dialogar com a Defesa Civil do Município para realização de uma capacitação dos monitores e estagiários para atendimento emergencial; - Reafirmar parceria com a unidade de Saúde do Sana para atendimento de possíveis acidentes ocorridos nas áreas de visitação; - Reafirmar a parceria com a Guarda Ambiental do Município no local e a possibilidade de uma capacitação para os monitores e estagiários; - Fomentar parcerias com entidades de ensino e pesquisa para ampliar o conhecimento nas áreas. Considerações finais Este Plano de Trabalho foi elaborado em conjunto com a Associação Tororo e os supervisores do projeto pelo Comitê - Ong Pequena Semente e SEMA/PMM - sendo finalizado em reunião, no dia 09 de Dezembro de 2015, na sede da SEMA em Macaé, estando presentes: Sub Secretário Henrique Abrahão Charles, Analista Ambiental Livia Souza SEMA-CBH, Bióloga Jamile Halla, Marcelo Loureiro SEMA, Biólogo Bruno Szuchmacher Ong Pequena Semente-CBH, Bióloga Patrícia Carmona Ong Pequena semente-cbh e Marcio N. Silva Gestor Ambiental da associação Tororo Sana.