PARECER DO GATS nº 20/08



Documentos relacionados
Data: 17/05/2013. NTRR 74/ 2013 a. Medicamento x Material Procedimento Cobertura

DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL. Profª. Thais de A. Almeida Aula 21/05/13

TEMA: Seretide, para Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).

RESPOSTA RÁPIDA 435/2014

Prevenção de náuseas, vômitos e reações anafiláticas induzidos pela terapia antineoplásica (quimioterapia e terapia alvo).

Terapia medicamentosa

Laboratórios Ferring

Orientação ao paciente. Doença de Crohn

Informação pode ser o melhor remédio. Hepatite

TEMA: Temozolomida para tratamento de glioblastoma multiforme

Avaliação Semanal Correcção

CICLOSPORINA PARA DERMATITE ATÓPICA REFRATÁRIA

Palácio dos Bandeirantes Av. Morumbi, Morumbi - CEP Fone: Nº 223 DOE de 28/11/07. Saúde GABINETE DO SECRETÁRIO

TEMA: RITUXIMABE PARA A LEUCEMIA LINFOCÍTICA. Data: 05/03/2014 NOTA TÉCNICA /2014. Medicamento x Material Procedimento Cobertura

Perguntas e respostas sobre imunodeficiências primárias

II Curso de Atualização em Coloproctologia

FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES - ALDACTONE

TEMA: FINGOLIMODE NA ESCLEROSE MÚLTIPLA

Duphalac lactulose MODELO DE BULA. DUPHALAC (lactulose) é apresentado em cartuchos contendo 1 frasco de 200 ml e um copo medida.

LABIRIN. dicloridrato de betaistina APSEN. FORMA FARMACÊUTICA Comprimidos. APRESENTAÇÕES Comprimidos de 24 mg. Caixa com 30 comprimidos.

Febre Periódica, Estomatite Aftosa, Faringite e Adenite (PFAPA)

Rastreio Cancro Colo-rectal

20/12/2012 NOTA TÉCNICA

IMUNOBIOLÓGICOS UTILIZADOS NA UNIDADE NEONATAL

Clostridium difficile: quando valorizar?

Este manual tem como objetivo fornecer informações aos pacientes e seus familiares a respeito da Anemia Hemolítica Auto-Imune.

RESPOSTA RÁPIDA 363/2014 Informações sobre Depressão: Venlaxim

Abordagem. Fisiologia Histologia. Aspectos Clínicos. ANATOMIA -Partes constituintes -Vascularização e Inervação -Relações

Tema: Boceprevir para tratamento da hepatite viral crônica C associada a cirrose hepática

TEMA: RITUXIMABE PARA LINFOMA NÃO HODGKIN DE PEQUENAS CÉLULAS

RESPOSTA RÁPIDA 43/2014. VACINA HPV em paciente com diagnóstico de HPV+ (neoplasia + intraepitelial grau I)

RELATÓRIO PARA A. SOCIEDADE informações sobre recomendações de incorporação de medicamentos e outras tecnologias no SUS

Linfomas. Claudia witzel

ALIVIUM ibuprofeno Gotas. ALIVIUM gotas é indicado para uso oral. ALIVIUM gotas 100 mg/ml apresenta-se em frascos com 20 ml.

Febre Reumática Sociedade Brasileira de Reumatologia

N o 35. Março O mieloma múltiplo é uma. MIELOMA MÚLTIPLO: Novo Medicamento no tratamento contra o Câncer de Medula Óssea

Investigador português premiado nos EUA

1. Da Comunicação de Segurança publicada pela Food and Drug Administration FDA.

TEMA: Abiraterona (Zytiga ) para tratamento de câncer de próstata avançado sem quimioterapia prévia.

Tamaril Senna alexandrina Mill + ASSOCIAÇÃO Sistema Digestivo

ALTERAÇÕES A INCLUIR NAS SECÇÕES RELEVANTES DO RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DOS MEDICAMENTOS QUE CONTENHAM NIMESULIDA (FORMULAÇÕES SISTÉMICAS)

RELATÓRIO PARA A. SOCIEDADE informações sobre recomendações de incorporação de medicamentos e outras tecnologias no SUS

Profissional. de Saúde. Guia contendo. questões. frequentes

TALIDOMIDA DOENÇA DE BEHÇET

RESPOSTA RÁPIDA 154/2014 Alfapoetina na IRC

Otite externa Resumo de diretriz NHG M49 (primeira revisão, dezembro 2005)

EFEITOS ADVERSOS A MEDICAMENTOS

CIRURGIA DE OTOPLASTIA (PLÁSTICA DE ORELHAS) Termo de ciência e consentimento livre e esclarecido

Aparelho Gastrointestinal Dor Abdominal Aguda

DOBEVEN. dobesilato de cálcio. APRESENTAÇÕES Cápsula gelatinosa dura contendo 500 mg de dobesilato de cálcio: Caixas com 5 e 30 cápsulas.


VIVER BEM OS RINS DO SEU FABRÍCIO AGENOR DOENÇAS RENAIS

Data: 07/04/2014 NTRR 67/2014. Medicamento x Material Procedimento Cobertura

MESACOL. Takeda Pharma Ltda. Comprimido revestido. 800 mg

CANCER DE COLO DE UTERO FERNANDO CAMILO MAGIONI ENFERMEIRO DO TRABALHO

TEMA: RITUXIMABE PARA A LEUCEMIA LINFOCÍTICA

[PARVOVIROSE CANINA]

REAÇÃO ALÉRGICA AO CONTRASTE IODADO

Bursite do Olécrano ou Bursite do Cotovelo

APRESENTAÇÕES Supositório contendo 1 g de mesalazina disponível em embalagens contendo 4 blisteres com 7 unidades cada e 28 dedeiras.

Fluxograma do Manejo da Estase

A Avaliação Ética da Investigação Científica de Novas Drogas:

Protocolo de Atendimento de Reação Adversa a Medicações

O que é Hemofilia? O que são os fatores de coagulação? A hemofilia tem cura?

Diretrizes Assistenciais PREVENÇÃO DA DOENÇA ESTREPTOCÓCICA NEONATAL

VACINE-SE A PARTIR DE 1 DE OUTUBRO CONSULTE O SEU MÉDICO

O QUE É? O HEPATOBLASTOMA

Câncer de Próstata. Fernando Magioni Enfermeiro do Trabalho

TERAPÊUTICA MEDICAMENTOSA em ODONTOPEDIATRIA SANDRA ECHEVERRIA

ESCLERODERMIA LOCALIZADA LOCALIZED SCLERODERMA

Keflaxina Sandoz do Brasil Ind. Farm. Ltda. Pó para Suspensão Oral 50 mg/ml

CASOS CLÍNICOS. Referentes às mudanças no tratamento da tuberculose no Brasil. Programa Nacional de Controle da Tuberculose DEVEP/SVS/MS

Vacina para Rotavírus

Azul. Novembro. cosbem. Mergulhe nessa onda! A cor da coragem é azul. Mês de Conscientização, Preveção e Combate ao Câncer De Próstata.

TEMA: Tratamento com Sunitinibe (Sutent ) do Carcinoma de Células Renais metastático (do tipo carcinoma de células claras).

A vacina rotavirus foi lançada no Brasil exclusivamente na rede privada, aplicada em 3 doses

Zofran comprimidos Modelo de texto de bula - Pacientes LEIA ATENTAMENTE ESTA BULA ANTES DE INICIAR O TRATAMENTO

Informações ao Paciente

Uso correcto dos antibióticos

Isto doi mesmo muito!!!

Folha 01/07 DATA: 27/10/2011 DATA:27/10/2011 REVISÕES DATA RESPONSÁVEL 1ª REVISÃO 2ª REVISÃO 3ª REVISÃO 3ª REVISÃO 5ª REVISÃO

2) Qual a importância da vacina conter as duas linhagens de vírus B?

DIGEDRAT. (maleato de trimebutina)

Profissional de Saúde. Perguntas Frequentes

Imagem da Semana: Radiografia e tomografia computadorizada (TC)

O que é câncer de mama?

Mandado de segurança contra ato do Secretário Municipal de Saúde RITUXIMABE PARA LINFOMA NÃO-HODGKIN FOLICULAR TRANSFORMADO EM DIFUSO

Gripe Proteja-se! Faça Chuva ou faça Sol, vacine-se a partir de Outubro e até ao final do Inverno. Consulte o seu médico

ANEXO I. Conclusões científicas e fundamentos para a alteração dos termos das autorizações de introdução no mercado

Numeração Única: ou

Corticóides na Reumatologia

FARMACOVIGILÂNCIA MEDQUÍMICA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA MANUAL PARA PREENCHIMENTO DO FORMULÁRIO DE NOTIFICAÇÃO DE SUSPEITAS DE REAÇÕES ADVERSAS

TEMA: Temozolomida para tratamento de glioblastoma multiforme

Clinagel. clindamicina 10 mg/g

Otite média aguda em crianças Resumo de diretriz NHG M09 (segunda revisão, fevereiro 2013)

DIA MUNDIAL DO CÂNCER 08 DE ABRIL

Transcrição:

PARECER DO GATS nº 20/08 Responsável: Sandra de Oliveira Sapori Avelar Data de elaboração: 10 de julho de 2008. TEMA: INFLIXIMABE NA DOENÇA DE CROHN INTRODUÇÃO: A doença de Crohn é uma condição inflamatória crônica, de etiologia desconhecida que pode afetar qualquer porção do trato gastro-intestinal, desde a boca até a região perianal. A inflamação tem caráter transmural e extensão variável, o que provoca diferentes quadros clínicos. Fatiga, diarréia prolongada com dor abdominal, perda de peso e febre com ou sem perda de sangue nas fezes são os sintomas típicos da doença de Crohn. 1 Cerca de 10% dos portadores não manifestam diarréia e outros podem ter sintomas durante anos antes do diagnóstico ser estabelecido. Quanto ao envolvimento do trato gastro-intestinal observa-se que: Aproximadamente 80% dos pacientes tem envolvimento do intestino delgado, usualmente do íleo, sendo que um terço apresenta, exclusivamente, quadro de ileíte. Aproximadamente 50% dos pacientes manifestam envolvimento do íleo e do cólon. Aproximadamente 20% têm doença limitada ao cólon, com uma tendência de poupar o reto, o que difere a doença de Crohn da retocolite ulcerativa, na qual é muito raro não haver envolvimento do reto. Uma pequena porcentagem apresenta manifestações predominantemente na boca e na região gastroduodenal; poucos pacientes têm envolvimento do esôfago e da porção proximal do intestino delgado. Aproximadamente um terço dos pacientes têm doença perianal. De acordo com a intensidade e a porção do intestino atingida, a doença pode cursar com predominância do componente inflamatório ou pode complicar com o surgimento de obstruções (doença estenosante) ou de fístulas (doença fistulizante). Em situações de complicações com obstrução intestinal ou aparecimento de fístulas pode ser necessária uma abordagem cirúrgica. 1

Não há cura para a doença de Crohn. O tratamento visa a induzir a remissão do quadro inflamatório, manter a remissão e evitar complicações. 2 A definição da gravidade da doença é parte importante na escolha do tratamento. Entre os critérios, o índice de atividade da doença de Crohn (IADC) constitui um meio validado. A doença de Crohn pode ser classificada como: Doença leve a moderada: pacientes ambulatoriais, capazes de tolerar dieta oral, sem desidratação, distensão abdominal, massas ou obstrução.( IADC 150-219) Doença moderada a grave: Pacientes em que a abordagem terapêutica inicial tenha falhado ou com sintomas de febre, perda de peso, dor e distensão abdominal, náuseas e vômitos ou anemia.(iadc entre 220-450) Doença grave, fulminante: Persistência de sintomas apesar de tratamento com corticosteróides ou pacientes com febre alta, vômitos persistentes, obstrução intestinal, distensão abdominal, caquexia ou formação de abscessos. (IADC acima de 450) Remissão: Pacientes que se tornam assintomáticos espontaneamente ou após intervenções clínica ou cirúrgica. Os pacientes assintomáticos, dependentes de corticosteróides para manter este estado, não são considerados como em remissão. (IADC abaixo de 150) O tratamento depende da gravidade do quadro clínico. Dada a heterogeneidade da doença e das opções terapêuticas, inclusive com possibilidade de combinação de múltiplas drogas, é muito pouco provável que ensaios controlados surjam com dados suficientes para orientar cada circunstância clínica. Além disto, o custo da terapia, a adesão à mesma por parte dos pacientes e a susceptibilidade à toxicidade da droga são fatores igualmente relevantes na tomada de decisão terapêutica. 3 Como regra geral, recomenda-se iniciar o tratamento com drogas mais conhecidas quanto à eficácia e à segurança e progredir para tratamentos mais potentes e potencialmente mais tóxicos, na medida em que o quadro clínico se defina como mais grave ou mesmo refratário. Alguns autores têm preconizado o tratamento agressivo, com uso de imunomoduladores e mesmo de infliximabe, no curso inicial da doença, como uma forma de prevenir a dependência de corticosteróides. Esta conduta, entretanto, ainda não foi devidamente estudada. 2

A terapia convencional inclui: Uso de aminossalicilatos: os mais usados são a sulfasalazina e a mesalasina. Geralmente eficazes na doença leve a moderada. Não têm papel na manutenção da remissão induzida com medicamentos, embora possam ser úteis na manutenção da remissão após tratamento cirúrgico. Uso de antibióticos (metronidazol e ciprofloxacino): podem ser alternativa aos aminossalicilatos na doença leve a moderada, ou podem ser associados aos mesmos, geralmente, antes de se propor o uso de corticosteróides. Corticosteróides: Geralmente empregados nos casos moderados a graves e quando as tentativas com aminossalicilatos e antibióticos falharam. A prednisona continua a ser o principal agente desta classe. A dose inicial é de 40 a 60 mg/dia; 60% a 80% dos pacientes respondem bem a estas doses num período de 10 a 14 dias, quando, então, as mesmas devem ser reduzidas de forma gradual. A budesonida, um corticosteróide de liberação ileal controlada, pode ser usada como alternativa à prednisona, mas apenas nos casos de acometimento ileal e de cólon ascendente. É desafiador tratar o paciente que se mantém sintomático, qualquer que seja a localização da doença, a despeito do uso adequado de aminossalicilatos, antibióticos e corticosteróides. Outra situação não incomum é a recidiva dos sintomas durante o período de retirada dos corticosteróides, o que configura uma dependência destes agentes. Os agentes imunomoduladores, azatioprina e o seu metabólito ativo, a 6-mercaptopurina constituem a primeira opção terapêutica nestes casos. Geralmente, usa-se a azatioprina, na dose de 2,5 mg/kg/dia ou a 6-mercaptopurina (1,5mg/Kg/dia). A resposta esperada a estes medicamentos ocorre usualmente dentro de três a seis meses, período em que se inicia a retirada progressiva do corticosteróide. Os pacientes em uso destes medicamentos necessitam de monitorização constante para toxicidade. O metotrexato constitui uma opção à azatioprina e à 6-mercaptopurina para os pacientes que manifestam intolerância a estas drogas e para aqueles com manifestações articulares. Deve ser iniciado por via intra-muscular (25 mg/ semana), sendo esperada uma resposta dentro de três meses. 3

INFLIXIMABE O infliximabe é um agente biológico que foi introduzido como opção terapêutica na doença de Crohn no fim da década de 1990. Trata-se de um anticorpo monoclonal quimérico (com componentes humano e murino) contra o fator alfa de necrose tumoral (TNF). Esta droga tem se firmado como uma ferramenta importante no tratamento da doença de Crohn moderada ou grave, resistente ao tratamento convencional. 3 Nesta situação, ou seja, doença moderada ou grave, com ou sem fístulas, resistente ao tratamento convencional, o infliximabe mostrou ser eficaz na indução da remissão, na melhora da qualidade de vida e na manutenção da remissão por até 54 semanas, após dose única. O infliximabe não deve ser usado como terapia de primeira linha. O seu emprego deve ser reservado para os casos de refratariedade, a fim de que se possa proceder à suspensão gradual dos corticosteróides. Mesmo entre os portadores de fístulas, o emprego do infliximabe está reservado para os casos refratários ao tratamento convencional. A dose preconizada de infliximabe é 5mg/kg nas semanas 0, 2 e 6, seguida por aplicações na mesma dose a cada 8 semanas 4. Em estudos populacionais e em relatos de casos, o infliximabe mostrou-se eficaz em 65% a 75% dos casos, sendo o tempo médio para a resposta inicial de cerca de dez a quinze dias. A duração da remissão é de cerca de oito semanas após uma única infusão. O tabagismo e o uso concomitante de drogas imunossupressoras têm influência na resposta inicial e na durabilidade da resposta da doença de Crohn ao infliximabe. Os pacientes tabagistas tendem a apresentar respostas piores. O uso concomitante de imunossupressores melhorou a resposta ao medicamento e a duração do período em remissão. Pode ocorrer a formação de anticorpos contra o infliximabe, o que provoca indução de resistência além de reações intensas durante as infusões subseqüentes. Os efeitos adversos incluem riscos mais altos de infecções, inclusive de infecções oportunísticas e até ativação de tuberculose. Há riscos de indução de doenças malignas, sobretudo linfomas. Embora o FDA (Food and Drug Administration ) tenha liberado o uso do infliximabe para crianças portadoras de doença de Crohn moderada ou grave resistente ao tratamento convencional, em maio de 2006, essa não é uma indicação de bula para o medicamento no Brasil. 5 4

Resumo das indicações de Infliximabe na Doença de Crohn: 4,6,7 Doença de Crohn moderada ou grave, refratária ao tratamento convencional e/ou em pacientes dependentes de corticosteróide, em que as tentativas de retirada da droga desencadeiam reativação da doença. Doença de Crohn fistulizante, de moderada a grave intensidade, sem resposta ao tratamento convencional. A dose recomendada é de 5 mg/kg; Três doses com intervalos de duas a quatro semanas( 0, 2, 6 semanas) para indução, seguida de infusões de manutenção, na mesma dose, a cada oito semanas se houver resposta adequada ao tratamento inicial. A dose pode ser aumentada até 10 mg/kg e os intervalos entre as doses podem ser encurtados, caso haja desenvolvimento de resistência. O infliximabe não deve ser usado como terapia de primeira linha no tratamento da doença de Crohn. Os pacientes em uso de infliximabe devem ser monitorados cuidadosamente devido ao risco de complicações potencialmente graves (infecções, neoplasias). REFERÊNCIAS 1. Peppercorn MA. Clinical manifestations, diagnosis and natural history of Crohn's disease in adults. Acesso em: 19 jun. 2008. Disponível em: www.uptodate.com. 2. Akobeng AK, Zachos M. Tumor necrosis factor-alpha antibody for induction of remission in Crohn's disease (Cochrane Review). In: The Cochrane Library, n 2, 2008. Oxford: Update.Software. 3. Farrell RJ, Peppercorn MA. Medical management of Crohn's Disease in adults. Acesso em: 19 jun. 2008. Disponível em: www.uptodate.com. 4. MacDermott RP, Lichtenstein GR. Infliximab in Crohn's disease. Acesso em: 20 jun. 2008. Disponível em: www.uptodate.com. 5. Bousvaros A, Leichtner A. Overview of the management of Crohn's disease in children and adolescents. Acesso em: 26 jun. 2008. Disponível em: www.uptodate.com. 6. National Institute for Clinical Excellence (NICE). Guidance on the use of infliximab for Crohn's disease. Acesso em: 26 jun. 2008. Disponível em: www.nice.org.uk 7. Behm BW, Bickston SJ. Tumor necrosis factor-alpha antibody for maintenace of remission in Crohn's disease (Cochrane Review). In: The Cochrane Library, n 2, 2008. Oxford: Update Software. 5

8. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria SAS/MS n 858, de 12 de novembro de 2002. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Doença de Crohn, Sulfasalazina, Mesalazina, Metronidazol, Ciprofloxacina, Hidrocortisona, Predinisona, Azatioprina, 6-Mercaptopurina, Metotrexate, Ciclosporina, Infliximabe, Talidomida. Acesso em: 14 jul. 2008. Disponível em: http://www.conass.org.br/admin/arquivos/portaria_sas_nr_858_12_novemb RO_2002.pdf 6