Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio Portaria MTIC n.º 48, de 13 de maio de 1946. O Ministro de Estado, usando da atribuição que lhe confere o art. 34 do Decreto n.º 4.257, de 16 de junho de 1939, Resolve expedir as instruções, que com esta baixam, elaboradas pelo Instituto Nacional de Tecnologia referente a acréscimos e modificações de alguns dispositivos constantes das Instruções sobre a medição de massa para fins comerciais, a que se refere a Portaria Ministerial n.º 63, de 17 de novembro de 1944. Octacílio Negrão de Lima Instruções a que se refere a Portaria Ministerial n.º 48, de 13 de maio de 1946 Art. 1º Os itens 2.13, 3.14, 7.13, 10.2, 10.3, 10.4, 10.7, 11.1, 11.2, 11.3, 11.7, 11.10, 11.13, 11.14, 11.15, 11.16, 11.22, 11.34 e 11.35, das Instruções expedidas pela Portaria Ministerial n.º 63, ficam substituídos, respectivamente, pelos seguintes: 2.13 Fator de sensibilidade de uma balança, para uma determinada é a relação entre o desvio produzido por uma sobre de valor especificado, medido em mm, e o valor da sensibilidade; exprime-se, assim, em mm/g. 3.14 As pesagens de mercadorias de valor, bem como as destinadas a aviar prescrições médicas, deverão ser feitas com balanças de precisão, com auxílio de pesos de precisão. Todas as pesagens poderão ser efetuadas com qualquer balança e qualquer peso de tipos aprovados. 7.13 Nos exames iniciais e nas aferições periódicas deverá ser feito este ensaio, 1º com a máxima admissível, 2º com a metade desta e 3º com uma igual a 1/10 (um décimo) e 1/5 (um quinto) da máxima admissível, respectivamente para as balanças de precisão e as demais. 10.2 Excetuadas as balanças de precisão destinadas a aviar prescrições médicas, todas as demais um uso deverão ser aferidas anualmente. A primeira aferição periódica somente será realizada no ano seguinte àquele em que a balança tiver sido posta em uso. Para efeito do disposto neste item, deverá o interessado ou responsável comunicar ao órgão metrológico competente, dentro de quinze dias, no máximo, o início do uso da balança. 10.3 Os erros máximos tolerados, para mais e para menos, nos exames iniciais, aferições periódicas e exames complementares das balanças são os seguintes: a) balanças de qualquer construção, excetuadas as de precisão: - para s iguais ou superiores a 1/5 (um quinto) da máxima: os erros vêm figurados na tabela abaixo. - para s inferiores a 1/5 (um quinto) da máxima: o erro é constante e igual ao que corresponde a esse quinto. b) balanças de precisão: - para s iguais ou superiores a 1/10 (um décimo) da máxima: os erros vêm figurados na tabela abaixo; - para s inferiores a 1/10 (um décimo) da constante e igual ao que corresponde a esse décimo: 1
Balança De qualquer construção, exceto as de precisão Carga De 200 g a 5 kg, inclusive. Superior a 5 kg e até 7,5 kg, inclusive Superior a 7,5 kg Erro Máximo Tolerado 1/500 do valor da 1/750 do valor da 1/250 do valor da 1/375 do valor da Inferior e até, inclusive 1/1000 do valor da 1/500 do valor da Superior a e até, inclusive 10 mg Superior a e até 100 g, inclusive 1/2000 do valor da 1/1000 do valor da Precisão Superior a 100 g e até 200 g, inclusive Superior a 200 g e até 4 kg, inclusive 1/4000 do valor da 1/2000 do valor da Superior a 4 kg e até 10 kg, inclusive Superior a 10 kg 1/10000 do valor da 1/5000 do valor da 10.4 Os erros máximos tolerados, para mais e para menos, nos exames iniciais, aferições periódicas e exames complementares dos contrapesos usados em básculas, são os seguintes: Valor da Massa que o Contrapeso Representa na Balança a que se Destina Não superior a 5 kg Erro Relativo Tolerado sobre o Valor Nominal da Massa Real do Contrapeso 1/1000 1/500 Superior a 5 kg e até 7,5 kg, inclusive Superior a 7,5 kg 1/1200 1/1500 1/600 1/750 10.7 O selo de chumbo utilizado na lacragem terá, no mínimo, 5 mm de diâmetro e trará de um lado, a indicação do ano em que se fez o exame ou a aferição, e do outro lado, o sinal do respectivo órgão metrológico. 11.1 Os pesos devem ser tratados cuidadosamente de modo a evitar que sejam danificados empregando-se no seu manuseio, quando for o caso, pinças e 2
pegadores apropriados. 11.2 Antes de proceder à verificação, o peso deve ser limpo com todo o cuidado. 11.3 Peso de precisão é aquele cuja tolerância é mais severa que a do peso comercial e é destinado a pesagens de mercadorias de valor ou a pesagens para aviar prescrições médicas. 11.7 A indicação do valor nominal será feita na face superior do peso de modo claro e indelével, deixando espaço suficiente para a aposição dos sinais de exame inicial e aferição periódica. 11.10 O material empregado na construção dos pesos pode ser cobre, latão, bronze, aço, ferro fundido, alumínio, platina e outros materiais, mediante aprovação do I.N.T. 11.13 Os pesos de ou mais deverão apresentar a forma de cilindro reto de base circular, sendo também permitido para os pesos de precisão a forma tronco-cônica. 11.14 Nos pesos cilindros de 500 g ou mais a altura do corpo será igual ou maior que o diâmetro desse corpo. 11.15 Os pesos de 1 a 500 mg poderão apresentar qualquer das formas de uso generalizado, a saber: forma de cavaleiro, de chapa triangular, quadrada e de outras figuras, tendo um bordo dobrado. Estes pesos não podem ser confeccionados com ferro ou aço oxidável. 11.16 Além das formas permitidas no item 11.13, poderá ser adotada para os pesos de aço e ferro a forma indicada no desenho anexo, bem como outras que venham a ser aprovadas pelo I.N.T. 11.22 Excetuados os pesos de precisão em que é tolerado um pequeno rebaixo na face inferior, em todos os demais a face inferior será lisa e plana. 11.34 Nenhum peso pode ser exposto a venda, vendido, utilizado no comércio ou para aviar prescrição médica sem ter sido aprovado em exame inicial. 11.35 Excetuados os pesos de precisão usados em pesagens para aviar prescrições médicas, todos os demais, quando em uso, deverão ser aferidos anualmente. A primeira aferição periódica somente será realizada no ano seguinte àquele em que o peso tiver sido posto em uso. Para efeito do disposto neste item, deverá o interessado ou responsável comunicar ao órgão metrológico competente, dentro de quinze dias no máximo, o início do uso do peso. Art. 2º Art. 3º Ficam sem efeito os itens seguintes das Instruções baixadas pela Portaria Ministerial n.º 63, 4.1 a 4.7, inclusive, 8.12, 8.13, 8.14, 11.32 e 11.33. Nas Instruções expedidas pela Portaria Ministerial n.º 63, substitua-se: No item 2.19. Na expressão do desvio padrão V 1 2 por V 2. A expressão do desvio fica pois sendo: n 1 V n 2 No capítulo IV, os itens 4.1 a 4.7, inclusive, pelos itens seguintes: 4.1 Todos os erros devem ser referidos à massa da mercadoria sem qualquer invólucro ou envoltório. 4.2 Salvo casos considerados em atos especiais, os erros absolutos máximos de medição de massa, tolerados para menos são: a)erros em cada quantidade medida individualmente: 2% (dois por cento) para as mercadorias comuns, 0,5 (cinco décimos por cento) 3
para as mercadorias comuns. 0,1% (um décimo por cento) para as mercadorias de valor. 4.3 Se os erros indicados na alínea "a" do item anterior forem iguais ou superiores aos valores abaixo, a medição será considerada fraudulenta. 10% (dez por cento) para as mercadorias comuns 2,5% (dois e meio por cento) para as mercadorias de valor. 4.4 Os erros referidos no item 4.2 correspondem às tolerâncias especificadas no 2º do art. 37 do Regulamento expedido pelo Decreto n.º 4.257, de 16 de junho de 1939, e aos erros referidos no item 4.3 aplica-se o disposto no 3º do citado artigo. Art. 4 No item 9.21. A palavra revisão por divisão. Acrescente-se ao capítulo II o item 2.20, ao capítulo X o item 10.9 e ao capítulo XI os itens 11.36, 11.37, 11.38 e 11.39, cujos textos são os seguintes: 2.20 Erro médio de uma série de medições é o erro obtido somando-se todos os erros positivos e, do mesmo modo, todos os erros negativos; subtraindo-se a menor da maior soma e dividindo-se o resultado pelo número de medições. 10.9 Para cada exame inicial ou aferição periódica de cada balança será expedido o respectivo certificado. 11.36 As diferenças máximas toleradas, para mais e para menos, existentes entre a massa de cada peso e o seu valor nominal, vêm figuradas na tabela abaixo: Tipo do Peso Comercial Valor Nominal do Peso 50 kg 20 kg 10 kg 5 kg 2 kg 1 kg 500 g 200 g 100 g 50 g 5 g Tolerâncias 6 g 4 g 1,5 g 700 mg 400 mg 300 mg 200 mg 70 mg 30 mg 1 8 g 4 g 3 g 1,5 g 800 mg 600 mg 400 mg 200 mg 140 mg 60 mg 40 mg 4
Tipo do Peso De Precisão Valor Nominal do Peso 20 kg 10 kg 5 kg 2 kg 1 kg 500 g 200 g 100 g 50 g 5 g 500 mg 200 mg 10 mg 5 mg Tolerâncias 1,25 g 0,625 g 0,3 g 0, 125 mg 30 mg 25 mg 15 mg 10 mg 6 mg 3 mg 0,5 mg 0,5 mg 0,5 mg 0, 0, 0, 4 g 2,5 g 1,25 g 0,6 g 0,4 g 2 60 mg 30 mg 1 6 mg 4 mg 0,3 mg 0,3 mg 0,3 mg 11.37 Sempre que as dimensões do peso o permitam, serão gravados de modo claro e indelével, na sua face superior, os sinais de exame inicial e de aferição periódica. Tais sinas devem identificar o ano em que a aferição foi feita e o órgão que a executou. Fica subentendido que a aposição dos sinais não será feita nos casos em que há possibilidade de se danificar o peso ou alterar sensivelmente sua massa. 11.38 Nos pesos que possuírem bucha de chumbo ou pino metálico de fechamento da cavidade destinada à ajustagem, os sinais de aferição serão apostos sobre essa bucha ou pino. 11.39 Para cada exame inicial ou aferição periódica será expedido o respectivo certificado. Tal exame ou aferição, referente a jogos de pesos contidos ou não em estojo ou caixa, poderão ser objeto de um único certificado. Art. 5º Acrescente-se ao item 11.30, do capítulo XI, o seguinte: A espessura das paredes do corpo deve assegurar ao peso rigidez adequada. 5
As roscas do corpo e da tampa devem apresentar, pelo menos, três filetes. 6