PRAGAS DA SERINGUEIRA



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Transcrição:

PRAGAS DA SERINGUEIRA Fernando da Silva Fonseca Eng. Agr. MSc Entomologia Plantações E. Michelin Ltda Rod. BR-163, km 16,5 cx postal 80 Cep:78700-000 Itiquira, MT Tel/Fax: (65) 3449.4000 PERCEVEJO-DE-RENDA - Leptopharsa heveae (Hemiptera, Tingidae) Introdução / Descrição O Percevejo-de-Renda é um inseto da família Tingidae, e como outras espécies da mesma família é monófago, apresentando como único hospedeiro, a seringueira. O adulto desta espécie é caracterizado pelo aspecto reticulado e alveolado dos hemiélitros e do tórax, cor esbranquiçada, presença de espinhos testáceos, pernas longas, pronoto reticulado, tricarenado, hemiélitros que se estendem posteriormente ao abdome. Apresentam desenvolvimento paurometabólico, e passam por cinco ecdises para atingirem o estado adulto. As posturas são endofíticas, com ovos isolados na página inferior das folhas de seringueira, deixando o opérculo exposto. Tanto as formas jovens de percevejo-de-renda, quanto os adultos localizam-se na parte inferior das folhas, sugando a seiva de folíolos, e provocando pontuações brancas ou amareladas, deixando as folhas com aspecto esbranquiçado (Figura 1). Com a sucção da seiva o parênquima é destruído, dificultando a função clorofiliana da planta, além de produzir lesões que favorecem o aparecimento de microrganismos. Cada fêmea de Percevejo-de-Renda coloca em média 90 ovos durante todo o ciclo, e o tempo da postura do ovo à eclosão da ninfa leva de 6 a 10 dias. O período ninfal dura em média 15 dias, sendo 3 dias para cada instar. A longevidade dos adultos gira em torno de 38 dias (Figura 2). Figura 1. Folhas de seringueira atacadas pelo percevejo-de-renda (A) e folhas não atacadas (B)

Figura 2. Ciclo biológico do percevejo-de-renda Histórico Dentre os insetos praga citados para a cultura da seringueira, o percevejo-de-renda ocupa lugar de destaque. Este inseto começou, apesar de ser descrito em 1935, somente foi registrado como praga em 1970, no município de Fordlândia, PA. Posteriormente foi encontrado na região de Boa Vista no Estado de Roraima e na região do Rio Tapajós, PA. Em 1977 foi constatado, pela primeira vez, no município de Mosteiro, PA, e quatro anos mais tarde (1981) esta praga foi encontrada no município de Itiquira, no Mato Grosso, onde é considerada como a principal praga dos seringais. Seguindo sua trajetória a praga foi se alastrando e sendo observada no Estado do Mato Grosso do Sul até que em 1995 foi constatada no Estado de São Paulo, em seringais do município de Buritama. Importância / Danos econômicos Tanto os adultos, quanto as ninfas de percevejo-de-renda sugam a seiva das plantas, diminuem sua atividade fotossintética e, consequentemente, debilitam as plantas. Como consequência promovem a desfolha fora de época, provocando assim, o surgimento de brotações precoces que favorecem o ataque do Microcyclus ullei mesmo em áreas de escape.

São insetos que atacam as folhas de seringueira em viveiros, em plantios jovens e em plantios produtivos, e a ação destes insetos em grandes infestações pode provocar redução de no crescimento em altura e diâmetro de plantas jovens; pode ainda diminuir a produção anual de látex de plantas adultas. Portanto, além de danos diretos ocasionados pela queda na produção de látex e a redução do crescimento de mudas, o ataque deste inseto aumenta os custos operacionais com a necessidade de controlar e manter a praga em baixos níveis populacionais; aumentando, desta maneira, a diferença entre o custo de produção de borracha seca nacional (onde a praga ocorre) e dos países asiáticos (onde a praga não ocorre). Em regiões de escape do mal-das-folhas, a ação destes insetos torna-se ainda mais preocupante, pois com a senescência precoce ou queda anormal das folhas, e posteriormente renovação da folhagem em períodos quentes e úmidos, favorecem o surgimento da doença. Monitoramento O combate ao Percevejo-de-renda, é realizado com base nos resultados do monitoramento desta praga. Para se realizar o monitoramento, deve-se avaliar aproximadamente 1% das árvores do seringal, sendo os pontos de avaliação distribuídos de modo a representar uma amostragem homogênea sobre o seringal (Figura 3). Figura 3. Representação esquemática dos pontos do amostragem para o monitoramento do percevejo-derenda em um seringal de 8 ha (4.000 covas). No estado do Mato Grosso, este monitoramento é realizado a partir do mês de junho, quando observa-se o início do desfolhamento em alguns clones do seringal, terminando no final do mês de dezembro, quando as chuvas já são constantes e a ação dos fungos entomopatogênicos sobre a praga é intensa (ver controle

biológico). Após o período das chuvas, devido a ação dos fungos entomopatogênicos, a presença do percevejo-de-renda no seringal praticamente não é notada, necessitando de novos monitoramentos somente a partir do próximo ciclo de desfolhamento/enfolhamento. Para efeito de determinação do nível populacional desta praga, adotou-se como regra os níveis baixo, médio e alto, sendo: - BAIXO - quando há presença de 1 a 2 insetos (adulto e ninfa) por folíolo; - MÉDIO - 3 a 4 insetos; - ALTO - quando são encontrados 5 ou mais insetos por folíolo. Conforme estudos realizados por FONSECA, 2001, a avaliação da infestação pode ser no terço inferior da copa das árvores, o que facilita a atividade de monitoramento. Após a realização do monitoramento, sabe-se o nível de infestação dos pontos verificados no seringal, e a partir desses níveis, toma-se a decisão de pulverizar ou não. Controle Químico Atualmente o principal meio de combate ao Percevejo-de-Renda é o controle químico através de vários inseticidas (Thiametoxan, Methomyl, Monocrotophos, Metamidophos), embora não existam produtos registrados para combater esta praga. Os inseticidas atuam tanto sobre os adultos quanto sobre as ninfas, no entanto não atuam sobre os ovos, pela característica dos ovos serem endofíticos. Além disso, o período residual destes produtos é baixo e como não há ação sobre os ovos é necessário realizar uma segunda pulverização 10 a 14 dias após a primeira pulverização, evitando que as ninfas oriundas destes ovos cheguem ao estágio adulto e comecem a ovipositar. No período de desfolhamento do seringal, os adultos do percevejo-de-renda se concentram nas folhas das seringueiras que apresentam um processo fenológico mais tardio (migração de clone precoce para clone tardio fenologicamente) ou em erros clonais presentes numa área (Figura 3). Essa concentração de percevejos-de-renda no erro clonal deve ser aproveitada para se fazer a pulverização localizada, atingindo assim um grande número de percevejos-de-renda sobre um pequeno espaço.

Figura 3. Percevejos-de-renda em erros clonais (ao fundo, seringal já desfolhado) Controle Biológico Fungos entomopatogênicos O controle biológico é outra opção para o combate desta praga, principalmente através de fungos entomopatogênicos (Figura 4). Estes fungos, dependendo das condições climáticas podem atingir o percentual de controle superior a 95%, tanto para ninfas quanto para adultos. Além disso, em condições favoráveis, o fungo se estabelece na área, evitando, desta maneira, a segunda aplicação, pois as ninfas que forem eclodindo serão afetadas pela presença deste patógeno. Estes fungos têm o sucesso ligado diretamente às condições climáticas, sendo que somente apresenta bons resultados quando utilizado em períodos com alta umidade relativa do ar. Portanto, no Mato Grosso, o controle biológico através do fungo é utilizado somente entre os meses de outubro a janeiro; sendo no período restante utilizado exclusivamente produtos químicos. Os fungos mais utilizados para o combate ao percevejo-de-renda são o Sporothrix insectorum (cepa SJRC) e Paecilomyces fumosoroseus (cepa 1200), mas estudos recentes realizados em parceria entre as Plantações E. Michelin (itiquira, MT) e a Universidade Estadual Paulista (UNESP Botucatu), mostraram que outros fungos também podem ser utilizados no combate a esta praga, são eles: Beauveria bassiana (cepa PL63), Metarhizium anisopliae (cepas E9 e 1189) (SILVA, 2007). Esses fungos são produzidos em laboratório e pulverizados com os mesmos pulverizadores (Figura 5) utilizados nas pulverizações químicas.

Figura 4. Adulto do percevejo-de-renda infectado pelo fungo Sporothrix insectorum Crisopídeos Figura 5. Pulverizador utilizado no combate ao percevejo-de-renda. Ainda sobre o combate do percevejo-de-renda, o uso de crisopídeos (Neuroptera, Chrysopidae) já foi estudado e mostrou que estes insetos são extremamente vorazes na fase larval (Figura 6) e mostraram que em testes realizados em laboratórios uma larva durante todo o seu período larval chega a consumir 2.949 ninfas de percevejo-de-renda do 1º ínstar; 1.651 de 2º ínstar; 938 de 3º ínstar; 509 de 4º ínstar; 229 de 5º ínstar e ainda 130 adultos. Na fase adulta (Figura 7), os crisopídeos não são predadores, e se alimentam de pólen (SCOMPARIN, 1997). Em testes de campo, a liberação de crisopídeos no seringal diminuiu em 13% as necessidades de pulverizações químicas.

Figura 6. Larva de crisopídeo se alimentando de ninfa do percevejo-de-renda. Parasitóides Figura 7. Adulto de crisopídeo. Em estudos recentes realizados em parceria entre as Plantações E. Michelin (itiquira, MT) e a Universidade Estadual Paulista (UNESP Jaboticabal), verificou-se que o parasitóide Erythmelus tingitiphagus (Chalcidoidea: Mymaridae) apresenta excelente capacidade de parasitismo de ovos do percevejo-de-renda, sendo verificado parasitismo médio de 20,6% sobre ovos de L. heveae. Além disso, o parasitóide mostrou-se tolerante a aplicação de inseticidas, pois em áreas que sofreram pulverizações contra o percevejo-de-renda, o nível de parasitismo médio foi semelhante ao verificado em áreas sem aplicação de inseticidas (SANTOS et. al, 2007). Nota-se que E. tingitiphagus mostra ser um promissor agente de controle biológico de L. heveae, devido às suas altas taxas de parasitismo e pela sua tolerância às aplicações de produtos fitossanitários, demonstrando ser mais uma peça importante no controle de L. heveae podendo ser empregado num programa de manejo integrado desta importante praga dos seringais. Estudos futuros de sua criação e liberação em campo devem ser estimulados.

Literatura citada Figura 8. Erythmelus tingitiphagus, parasitóide de ovos do percevejo-de-renda. FONSECA, F.S. Exigências térmicas e distribuição vertical de Leptopharsa heveae Drake & Poor, 1935 (Heteroptera: Tingidae) em seringueira. 2001. 89f. Dissertação (Mestrado em Entomologia) Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Paulista, Jaboticabal, 2001. SANTOS, R.S., FREITAS, S., FONSECA, F.S. Ocorrência e Flutuação populacional de Erythmelus tingitiphagus (Chalcidoidea: Mymaridae) sobre ovos de Leptopharsa heveae (Hemiptera: Tingidae) em plantios de seringueira, em Itiquira, MT. In: 10º Simpósio de Controle Biológico, 2007, Brasília. SCOMPARIN, C.H.J. Crisopídeos (Neuroptera: Chrysopidae) em seringueira e seu potencial no controle biológico do percevejo-de-renda (Leptopharsa heveae Drake & Poor) (Hemiptera: Tingidae). 1997. 147f. Dissertação (Mestrado em Entomologia). Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Paulista, Jaboticabal, 1997. SILVA, E.A.R. Seleção de isolados de fungos entomopatogênicos para o controle de Leptopharsa heveae Drake & Poor (Heteroptera: Tingidade). 2007. 59f. Dissertação (Mestrado em Proteção de plantas) Faculdade de Ciências Agrárias, Universidade estadual Paulista, Botucatu, 2007.

ÁCAROS DA SERINGUEIRA - Calacarus heveae (Acari, Eriophyidae) Phyllocoptruta seringueirae (Acari, Eriophyidae) Descrição Os ácaros das espécies Calacarus heveae e Phyllocoptruta seringueirae são prostigmatas, com apenas dois pares de pernas, implantadas anteriormente, e de corpo anelado, vermiforme. Apenas perdem em importância como pragas de plantas, a nível mundial, para os tetraniquídeos. Porém, superam todos os outros grupos de ácaros fitófagos na amplitude de sua especialização morfológica e fisiológica para a fitofagia obrigatória. Alimentam-se do meristema e de tecidos suculentos com alta concentração nutricional. Os eriofídeos de vida livre são vulneráveis a seus predadores por serem pequenos e lentos. Algumas hipóteses são forjadas para tentar explicar por que os eriofídeos não são eliminados por seus predadores. A primeira delas é a possibilidade de serem deficientes nutricionalmente, tóxicos ou impalatáveis. A segunda hipótese é a de que eles não seriam preferidos em relação a outras presas. E por último, os eriofídeos teriam capacidade de se defender, escapar ou esconder-se em refúgios. Histórico A partir de 1990, no Noroeste Paulista, a alta infestação de ácaros, principalmente de uma espécie desconhecida da Família Eriophyidae, estava associada à doenças como oídio e antracnose provocando a desfolha precoce dos seringais nos meses de alta produtividade de látex (abril - maio), obrigando muitas vezes, o heveicultor a paralizar as atividades de sangria. Em 1992, esta espécie foi classificada como Calacarus heveae. Em novembro de 1993 esta praga foi detectada em Itiquira, MT, enquanto que aumentava o número de heveicultores reclamando deste tipo de ácaro no Estado de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Em 1996, este ácaro foi observado em plantações de seringueira no Estado do Espírito Santo e em 1998 foi detectado na Bahia. Atualmente este ácaro é observado desde a região amazônica até o Estado do Paraná. Importância / Danos econômicos O maior desenvolvimento populacional deste ácaro esta ligado à folhas maduras, de coloração verde intensa, sendo que os sintomas observados caracterizam-se pela perda de brilho foliar, aspecto de pó fino esbranquiçado e ocorrência de inúmeros e diminutos pontos cloróticos, além de grande quantidade de exúvias na face superior das folhas atacadas. Estas tornam-se amareladas, posteriormente bronzeadas com aspecto de ferrugem, desprendendo-se da planta com facilidade, principalmente pela ação do vento. Estes sintomas aparecem aproximadamente 45 dias após o pico populacional desta espécie. Nos meses de maio/junho, a queda das folhas é acentuada, apresentando características bem diferenciadas do processo normal de senescência da planta, que deveria ocorrer somente em julho/agosto. Na literatura existem informações que o crescimento populacional de C. heveae está ligado ao aumento da umidade relativa e o crescimento acontece com umidade relativa de no mínimo 65%; embora existam

contradições como observado em Jaboticabal, SP, que demonstra que o ácaro teve aumento populacional a partir de fevereiro até julho, com picos populacionais em abril e maio. No Mato Grosso este ácaro é observado mais frequentemente em meses de maior umidade relativa do ar, embora tenha sido encontrado em períodos de baixíssima úmidade relativa do ar. Na literatura, não existem trabalhos quantificando os danos econômicos causado pela ação deste ácaro, embora é observado na PEM que a ação deste ácaro, em clones sensíveis, afeta o crescimento das plantas, tanto em altura, como em circunferência. Monitoramento O monitoramento dos ácaros pode ser feito nos mesmos pontos em que se realiza o monitoramento do percevejo-de-renda (Figura 3). A coleta das folhas deve ser feita no terço mediano da planta, utilizando-se um gancho de 2 metros para puxar os galhos. Em cada ponto de amostragem deve-se coletar 3 folíolos, colocando-os em um saco de papel identificado (1 saco para cada ponto de coleta). Após a coleta das folhas, os sacos são enviados ao laboratório para contagem em lupa (Figura 9). Figura 8. Contagem de ácaros em lupa. A contagem é realizada na lupa, focalizando uma superfície foliar de 1 cm 2 (área representativa do folíolo), sendo uma placa metálica com orifício de 1 cm 2 sobreposta próximo a nervura principal do folíolo. A metodologia de avaliação é realizada da seguinte forma: Soma-se o número de ácaros observados em 1 cm 2 nos folíolos do respectivo ponto de amostragem; Divide-se pelos números de folíolos avaliados; O valor médio das observações é multiplicado por 14,3 que corresponde a superfície de um folíolo médio de seringueira (14,3 cm 2 ). Para efeito de determinação do nível populacional desta praga, adotou-se como regra os seguintes níveis de infestação, sendo: - ZERO nenhum ácaro / folíolo - BAIXO - presença de 1 a 10 ácaros por folíolo; - MÉDIO - presença de 11 a 20 ácaros por folíolo; - ALTO - de 21 a 40 ácaros por folíolo;

- MUITO ALTO - > 40 ácaros por folíolo. Após a realização do monitoramento, sabe-se o nível de infestação dos pontos verificados no seringal, e a partir desses níveis, toma-se a decisão de pulverizar ou não. Controle Químico Como o Percevejo-de-Renda, não existe no mercado nacional, produto registrado para o combate do ácaro da seringueira. Por se tratar de um ácaro da Família Eriophyidae, tem-se utilizados produtos que atuam sobre outras espécies de ácaros da mesma família, como o ácaro da ferrugem dos citros. Entre as possibilidades de uso para o combate à este ácaro estão os ingredientes ativos Dicofol, Tetradifon, Óxido Fenbutatina e Pyridaphenthion. Porém, esses produtos não atingem os ovos e não têm um período residual suficiente para manter a população em níveis aceitáveis, sendo que a reinfestação ocorre poucos dias após a pulverização, o seringal já volta a ter níveis altos de infestação, necessitando assim de aplicações sucessivas para diminuir a infestação da praga de maneira a não ocorrer a reinfestação. Controle Biológico Além de produtos químicos, existe a possibilidade de combate a esta praga através do fungo Hirsutella thompsonii. Em estudos realizados nas Plantações E. Michelin foram observados ácaros infectados por esse fungo (Figura 8), mas ainda são necessários estudos de produção desse fungo em laboratório, devido à dificuldades encontradas no processo de multiplicação do mesmo (DEMITE et. al, 2005). A expectativa é que em breve tenhamos um excelente nível de controle dos ácaros através da utilização de Hirsutella thompsonii, já que a infestação desses ácaros ocorre em períodos de alta umidade relativa, sendo essa uma condição propícia para o bom estabelecimento e ação dos fungos sobre outros organismos. Figura 8. Calacarus heveae infectado por Hirsutella thompsonii Aspectos ecológicos na implementação do seringal

Em estudos desenvolvidos nas Plantações E. Michelin em parceria com a UNESP de São José do Rio Preto, SP, verificou-se que nas áreas próximas à vegetação nativa ou mata ripária, a infestação de ácaros é menor em relação às áreas mais distantes da vegetação nativa. Essa característica de menor incidência de ácaros nas áreas vizinhas de vegetação nativa ou mata ripária está diretamente relacionada à maior biodiversidade de organismos encontrados nas áreas de vegetação nativa ou mata ripária, estabelecendo assim uma maior incidência de controle biológico dos ácaros próximos a borda (DEMITE et. al, 2005). Quando se faz a determinação do local a implantar o seringal, a proximidade de matas deve ser considerada, podendo assim estabelecer melhores condições de controle biológico das pragas e menor incidência de intervenções químicas. Literatura citada Demite, P.R. ; Reinaldo J.F. Feres ; Fonseca, F.S. ; Scomparin, C.H.J.. Influência de vegetação nativa vizinha à seringal na distribuição de fungos patógenos de ácaros, no sul do estado do Mato Grosso, Brasil. In: 9º Simpósio de Controle Biológico, 2005, Recife. Anais do 9º Simpósio de Controle Biológico, 2005. p. 127. Demite, P.R. ; Reinaldo J.F. Feres ; Fonseca, F.S. ; Scomparin, C.H.J.. Influência de vegetação nativa vizinha à seringal na distribuição de ácaros, no sul do estado do Mato Grosso, Brasil. In: 9º Simpósio de Controle Biológico, 2005, Recife. Anais do 9º Simpósio de Controle Biológico, 2005. p. 128.