Análise da Acessibilidade do Edifício 4R - UDF Sarom R. de M. Lima 1, Lucas A. Vissotto J.² 1. sarom.lima@hotmail.com 2. lucas.junior@udf.edu.br RESUMO: O estudo buscou analisar, o nível de acessibilidade que existe no estacionamento e acessos do Edifício 4R, após a percepção inicial dos alunos e comunidade local que se utilizam dos espaços. O advento da normatização padrão para acessibilidade e a proposição para adequação do espaço físico aos usuários requerem soluções avançadas de engenharia. Os resultados apontam para uma dificuldade de acesso aos usuários e portadores de necessidades especiais (PNE), como por exemplo: as carências nas adaptações dos sanitários e as longas distâncias percorridas; são limitações excludentes. A correta aplicação da acessibilidade em todo o campus elevará a qualidade de acesso aos PNE s e demais usuários. Palavras-chave: Acessibilidade; Projeto; Ergonomia. ABSTRACT: The study was analyzed the level of accessibility that exists in the parking and access of Campus 4R, after the initial perception of the students and local community that using the spaces. The advent of standard norms for accessibility and the proposal to adapt the space users require advanced engineering solutions. The results show a difficulty in access to users and handicapped (PNE), such as: the needs in adaptations of baths and long run; are cut off limitations. The correct application of accessibility around the campus will increase the quality of access to PNE's and other users. Keywords: Accessibility; Design; Ergonomics. 19
INTRODUÇÃO A publicação deste estudo resultou da necessidade de adequação do estacionamento e calçadas de acesso do Edifício 4R, anexo do Centro Universitário do Distrito Federal UDF, localizado no SEP/SUL EQ 704 / 904 Conjunto A, Brasília / Distrito Federal, devido ao elevado número de estudantes, professores, funcionários e servidores que utilizam o Edifício 4R. A elaboração do artigo foi baseada nos estudos sobre Acessibilidade para deficientes, adaptações e normas de acessibilidade para deficientes e o conceito de desenho universal, visando o que pode ser feito para eliminar as barreiras arquitetônicas do Campus 4R-UDF, respeitando as normas que norteiam a implementação de mudanças ambientais. O conceito de inclusão se refere à possibilidade de participação social em condições de igualdade e sem discriminação. No caso de pessoas com deficiência, reconhecer sua diversidade é fundamental para promover as modificações necessárias para equiparar suas oportunidades. Por se tratar de um problema complexo, que envolve desde a capacitação do indivíduo com deficiência até a garantia de seus direitos sociais de acesso a atividades e serviços de educação, saúde, trabalho, cultura e lazer, vários aspectos inter-relacionados são necessários para a obtenção efetiva da inclusão. OBJETIVOS Analisar soluções quanto à eliminação de barreiras arquitetônicas. Tratar das condições de orientação espacial que são determinadas pelas características ambientais que permitam aos indivíduos reconhecer a identidade e as funções dos espaços e definir estratégias para seu deslocamento e uso. MÉTODOS Baseado no conceito de Desenho Universal, criado no ano de 1963 nos EUA. O objetivo é simplificar a vida de todos e sua locomoção, qualquer que seja a idade, estatura ou capacidade, tornando os produtos, estruturas, a comunicação / informação e o meio edificado utilizável pelo maior número de pessoas possível, a baixo custo, para que todas as pessoas e não só as que têm necessidades especiais, possam se integrar totalmente numa sociedade inclusiva. O estudo seguiu a releitura técnica das Normas da ABNT: NBR 9050/2004 acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos, NBR 14970-3. Acessibilidade em veículos automotores-parte 03, NBR 14970-2 Acessibilidade em veículos automotores- Parte 02, NBR 14970-1 Acessibilidade em veículos automotores-parte 01. Baseado 20
também no Decreto nº 5.296/04 e na Lei nº 10.098. ANÁLISE Foram utilizadas planilhas para avaliação da acessibilidade do Edifício 4R, para diagnosticar a situação atual, juntamente com a análise fotográfica. A área de análise se encontra representado nas figuras 1 e 2m, pela vista superior do edifício e acesso ao estacionamento respectivamente. 9050/2004. Nos acessos ao edifício devemos encontrar: travessia elevada para pedestres, piso tátil direcional indicando a entrada do edifício e piso alerta indicando obstáculos e mudança de níveis. Observamos ainda que o tapete no Hall de entrada possa ser um dificultador no acesso aos deficientes tanto motores quanto visuais, levando em conta que o prédio também recebe a pessoas da terceira idade, alunos do curso de inclusão digital para a terceira idade, antecipando assim os incidentes. Figura 5: Estacionamento Campus 4R. Figura 7: Embarque e Desembarque de alunos. Figura 8: Símbolo Internacional de Acesso. Incluindo o símbolo internacional de acesso a está área de embarque e desembarque. Figura 6: Acesso ao Campus 4R. Podemos visualizar com a figura 3 que o embarque e desembarque de passageiros na entrada do prédio, encontra-se sem sinalização própria e nenhuma sinalização para deficientes visuais segundo a NBR 21
8,33%. Espaço adicional de circulação com largura mínima de 1,20m permitindo a transferência do carro para a cadeira de rodas. Como mostra a figura. Figura 9: Vaga de PNE. Figura 12: Rebaixamento Figura 10: Vaga com faixa zebrada. É necessária a verificação de obstáculos existentes nas áreas de circulação e principalmente se tais obstáculos sofrem mudança de localização periódica ou eventualmente, no caso de placas na entrada do prédio e até mesmo a calçada sem rampa de acesso. É necessário além do local destinado a vaga de deficiente a devida sinalização com faixa zebrada lateral e símbolo internacional de acesso legível no pavimento. Para a facilidade no acesso do Edifício 4R tanto para portadores de necessidades especiais, idosos e até mesmo alunos, propõe ainda a criação de passeio considerando que calçadas, passeios e vias exclusivas de pedestres devem incorporar faixa livre com largura mínima recomendável de 1,50m, sendo o mínimo admissível de 1,20 m e altura livre mínima de 2,10 m. Figura 11: Acesso de pedestres ao Campus 4R. Rebaixamento da guia próximo à faixa de circulação, com inclinação máxima de 22
Figura 13: Área proposta para passeio. O aproveitamento da área central sem deslocamento das palmeiras já existentes no local, apresentado pela figura 9. Figura 15: Travessia de pedestre com avanço RESULTADOS da calçada sobre a via Figura 14: Travessia de pedestres. Sendo necessária ainda, a adequação da travessia de pedestres e PNE s sempre obedecendo a NBR 9050/2004. Como demonstra a figura 11, quanto aos acessos ao Centro Universitário do Distrito Federal UDF. A deficiência é um conceito em evolução, é resultado da interação entre pessoas com impedimentos (físicos, mentais, intelectuais ou sensoriais) e as barreiras devidas às atitudes e ao ambiente que impedem a plena e efetiva participação das mesmas na sociedade em igualdade de oportunidades com os demais. As dificuldades a serem superadas devem ser minimizadas lembrando que os espaços do Centro Universitário devem conter equipamentos motivadores e não obstáculos a evolução acadêmica. Igualmente, o Desenho Universal já se trata de uma Lei e deve ser seguido como discorre no decreto Nº 5.296 de 2 de Dezembro de 2004. Art. 6º 1º alínea V e VI - Que dispõe sobre a sinalização, embarque e desembarque de pessoas com deficiência. As dificuldades e limitações enfrentadas por pessoas com deficiência (PCD s) são ampliadas em situações em que sua acessibilidade não é garantida. De modo 23
geral, os participantes do presente estudo enfatizaram esta questão, especialmente no que tange aos problemas estruturais do bairro, que impedem ou prejudicam severamente a locomoção e socialização de PCD s. CONCLUSÃO Neste artigo foi destacada a relevância do tema da acessibilidade no contexto do planejamento, licitação e execução de obras públicas em geral, especialmente nas construções, ampliações e reformas de edificações destinadas ao uso público. O alcance de melhorias para a comunidade UDF, a proposição de novas ideias com finalidade de apoios futuros para adequação do Campus é o foco desta pesquisa teórica. Trazendo uma serie de requisitos das Normas da ABNT e nos adequando à Lei, com o Desenho Universal, pode se garantir a promoção da inclusão social, se tratando de um instrumento privilegiado para a concretização da acessibilidade. Nos termos do art. 2º da Lei n.º 10.098/2000, acessibilidade é a possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos transportes e dos sistemas e meios de comunicação, por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida. É concebido que refazer uma obra deficientemente planejada implica em custos significativamente superiores àqueles de um empreendimento construído de forma adequada. Observado em relação à acessibilidade, todas as novas construções, bem como as reformas em edificações, executadas em condições que não assegurem a acessibilidade das PPD encontram-se sujeitos a questionamentos que, certamente, culminarão na determinação de realização das adaptações necessárias à garantia de acesso e locomoção das PPD, acarretando conseqüentemente, maiores custos para o empreendimento. REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). Disponível em <http://www.abnt.org.br>. Acesso em 17 de setembro de 2014. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9050: Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. 2. ed. Rio de Janeiro: ABNT, 2004. Disponível em http://www.mj.gov.br/sedh/ct/corde/dpdh/ corde/abnt/nbr9050-31052004.pdf Acesso em 23 de setembro de 2014. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em <http://www.planalto.gov. br/ccivil_03/constituicao/constitui%c3%a7 ao.htm>. 24
Acesso em 21 de setembro de 2014. BRASIL. Decreto Federal n. 5.296, de dezembro de 2000. Regulamenta as Leis nos 10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou referências com mobilidade reduzida, e dá outras providências. Brasília, 2000. Disponível em: http://www010.dataprev.gov.br/sislex/pagin as/23/2004/5296.htm Acesso em: 25 de setembro de 2014. BRASIL. Lei Federal n. 10.098, de dezembro de 2004. Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências. Brasília, 2000. Disponível em <http://www010.dataprev.gov.br/sislex/pagi nas/42/2000/10098.htm>. Acesso em 03 de outubro de 2014. BRASIL. Ministério das Cidades. Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana. Cadernos do Programa Brasil Acessível. Disponível em <http://www.cidades.gov.br/secretariasnaci onais/ Acesso em 05 de outubro de 2014. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Capítulo II Dos Direitos Sociais (Artigo 6º), 1988. 25