Direitos e deveres do paciente

Documentos relacionados
DIREITOS E DEVERES DOS PACIENTES

Direitos e responsabilidades dos pacientes, familiares e acompanhantes

Direitos e deveres dos pacientes e familiares

DIREITOS E DEVERES DO PACIENTE

CARTA DE DIREITOS DOS PACIENTES DO GHC

Prezado(a) Paciente, Atenciosamente,

Prezado(a) Paciente, Atenciosamente, Dr. Ricardo Seiler

DIREITOS E DEVERES DOS PACIENTES E ACOMPANHANTES

Carta dos Direitos e Deveres dos Doentes

Carta dos Direitos e Deveres do Doente

Fique por Dentro. Orientações para PACIENTES INTERNADOS E ACOMPANHANTES

ENFERMAGEM LEGISLAÇÃO EM SAÚDE

MANUAL DOS DIREITOS E DEVERES DO PACIENTE HOSPITAL SANTA LUCINDA

1. O doente tem direito a ser tratado no respeito pela dignidade humana

Guia do Paciente. Unidade Sorocaba

CFM informa sobre os direitos dos pacientes no SUS.

Guia do Paciente. Leia com atenção e tenha uma agradável estadia.

Prezado(a) Paciente, Esperamos que você tenha uma pronta recuperação e que logo esteja de volta às suas atividades e ao seu dia a dia.

CARTA DOS DIREITOS DOS USUÁRIOS DA SAÚDE a,b

Cartilha de Segurança do. paciente. Como você pode contribuir para que a sua saúde e segurança não sejam colocadas em risco no hospital?

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO - TCLE Orientações Gerais e Modelo sugerido para pesquisas na Fundação São Francisco Xavier

Art. 1º - Dispor sobre os direitos e deveres dos usuários da saúde nos termos da legislação vigente.

UNIVERSIDADE DE ARARAQUARA COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA Rua Voluntários da Pátria, 1309 Centro Araraquara - SP CEP Telefone: (16) 3301.

PARECER CREMEC N.º 5/ /05/2016

Carta. de Direitos e Deveres. do Cliente

Solicitação de Reembolso

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

Ética e sigilo na divulgação de. médicas. Jorge R. Ribas Timi

Prontuário do paciente (médico) é um documento único. constituído de um conjunto de informações, sinais e imagens

MANUAL DO PARTICIPANTE DE PESQUISA CLÍNICA

Tipo Documental PoliticaAssistencial Título Documento Recusa ao Tratamento, Alta a Pedido e Evasão

RESOLUÇÃO CFP Nº 01/2009 E 05/2010

Princípios Éticos para Pesquisa Clínica Envolvendo Seres Humanos

RESOLUÇÃO Nº 553, DE 09 DE AGOSTO DE 2017

ENFERMAGEM LEGISLAÇÃO EM SAÚDE

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

SUMÁRIO Cartilha de Utilização do PAMA e PAMA-PCE

Política do Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social - FATES

AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA MÉDICA (PREENCHIMENTO OBRIGATÓRIO PARA SEGURO DE VIDA EM GRUPO (VG) E ACIDENTES PESSOAIS (AP))

Carta de Direitos e. Deveres do Cliente

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

MANUAL DE ORIENTAÇÃO AO PACIENTE

Código de Ética para Estudantes de Medicina

FUNDAÇÃO EDUCACIONAL MANOEL GUEDES Escola Técnica Dr. Gualter Nunes Habilitação Profissional de Técnico em Enfermagem

CÓDIGO DE CONDUTA DOS PROFISSIONAIS DE MARKETING

ENFERMAGEM LEGISLAÇÃO EM ENFERMAGEM. COFEN Parte 5. Profª. Tatiane da Silva Campos

CRITÉRIOS DE ADMISSÃO, ALTA E TRANSFERÊNCIA DA UNIDADE DE APOIO PSIQUIÁTRICO (UAP) DO NÚCLEO DE MEDICINA PSICOSSOMÁTICA E PSIQUIATRIA

Manual de Orientações para Clientes e Acompanhantes

ESCLARECIMENTOS SOBRE O TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO TCLE

Dr. Lueiz Amorim Canêdo DIRETOR DE AUDITORIA MÉDICA

REGULAMENTO DA ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL E RELIGIOSA DO HOSPITAL DE CASCAIS, DR. JOSÉ DE ALMEIDA

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

ENFERMAGEM LEGISLAÇÃO EM ENFERMAGEM. Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem Parte 4. Profª. Tatiane da Silva Campos

Ministério da Saúde Agência Nacional de Saúde Suplementar. Padrão TISS Troca de Informações em Saúde Suplementar

DOCUMENTOS MÉDICOS. Documento:

GUIA GERAL DE ACOLHIMENTO

Transcrição:

Direitos e deveres do paciente 1

DIREITOS: 1 Ser atendido de forma digna, atenciosa e respeitosa, por todos os profissionais de Saúde, sem distinção de raça, credo, cor, idade, sexo, diagnóstico ou qualquer outra forma de preconceito. 2 Ter sua privacidade, individualidade e integridade física asseguradas em qualquer momento do atendimento. 3 Ser identificado pelo nome completo e data de nascimento. Não deve ser chamado pelo nome da doença, do agravo à saúde, de modo genérico ou quaisquer outras formas impróprias, desrespeitosas ou preconceituosas. 4 Receber do colaborador presente no local auxílio imediato e oportuno para melhoria do seu conforto e bem-estar. 5 Poder identificar as pessoas responsáveis direta ou indiretamente por seu cuidado, por meio de uniformes e crachás legíveis colocados em lugar de fácil visualização e onde deverão constar nome, função e foto. 6 Exigir que o hospital cumpra todas as normas de prevenção e controle de infecção hospitalar contidas no Programa de Controle de Infecção Hospitalar do Ministério da Saúde. 7 Ter acesso a informações claras, simples e compreensivas, adaptadas à sua condição cultural, a respeito das seguintes atividades da equipe do hospital: ações diagnósticas e terapêuticas; o que possa decorrer delas; a duração do tratamento; a localização da sua patologia; se existe necessidade de anestesia; qual é o instrumental a ser utilizado; e quais regiões do corpo serão afetadas pelo procedimento. 2

8 Ser esclarecido sobre o tratamento ou diagnóstico: se é experimental ou faz parte de pesquisas; se os benefícios a serem obtidos são proporcionais aos riscos; se existe probabilidade de alteração das condições de dor, sofrimento e desenvolvimento da sua patologia; e saber se deve consentir ou recusar ser submetido a experimentações ou pesquisas por meio de documento assinado por familiares ou responsáveis. 9 Consentir ou recusar, de forma livre, voluntária e esclarecida, qualquer um dos procedimentos propostos e buscar uma segunda opinião acerca do diagnóstico ou tratamento apresentado. 10 Substituir o médico responsável por seu atendimento a qualquer tempo, quando assim entender pertinente. 11 Solicitar toda informação sobre os medicamentos que lhe serão administrados, assim como acessar o seu prontuário, a qualquer momento, de acordo com a lei vigente. 12 Receber as receitas legíveis contendo assinatura e o carimbo com o número de registro do respectivo conselho regional do profissional que as prescreveu. 13 Conhecer a procedência do sangue e dos hemoderivados para a transfusão, bem como a comprovação de sorologias efetuadas e sua validade. 14 Ter acesso às contas hospitalares detalhadas referentes às despesas do seu tratamento, incluindo exames, medicação, internação e outros procedimentos médicos, bem como tabela de preços e serviços hospitalares oferecidos pelo hospital, 3

segundo o vínculo do paciente a um plano ou seguro saúde ou atendimento particular. 15 Ter resguardados os seus segredos, por meio de manutenção do sigilo profissional, desde que isso não acarrete riscos a terceiros ou à Saúde Pública. 16 Receber visitas de amigos e parentes em horários que não comprometam as atividades dos profissionais que atuam no serviço, de acordo com as normas e os regulamentos do hospital. 17 Ter assegurados, em se tratando de criança e adolescente, todos os direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, em especial a permanência, em caso de internação e/ou observação, de acompanhante em tempo integral, salvo determinação médica em contrário. 18 Ter assegurados, em se tratando de idoso, todos os direitos previstos no Estatuto do Idoso, em especial a permanência, em caso de internação e/ou observação, de acompanhante em tempo integral, salvo determinação médica em contrário. 19 Ter respeitada sua crença espiritual e religiosa e receber ou recusar assistência moral, psicológica, social e religiosa. 20 Ter dignidade e respeito mesmo após a morte, não tendo nenhum órgão ou tecido extraído do seu corpo sem sua prévia autorização, de seus familiares ou responsável legal, os quais devem ser avisados imediatamente após o óbito. 21 Fica a seu critério, designar o médico assistente responsável pelo seu tratamento no período da internação. 4

DEVERES: 1 Dar informações precisas, completas e acuradas, tanto dele quanto do seu responsável legal, sobre o histórico de saúde, os procedimentos médicos anteriores e outros problemas relacionados à saúde. 2 Informar as mudanças inesperadas do seu estado de saúde atual aos profissionais responsáveis pelo seu tratamento. 3 Demonstrar entendimento das ações que estão sendo efetuadas ou propostas visando à cura dos agravos à sua saúde, à prevenção das complicações ou sequelas, à sua reabilitação e à promoção de sua saúde, fazendo perguntas sempre que tiver dúvidas. 4 Seguir as instruções recomendadas pela equipe multiprofissional que o assiste, sendo responsável pela consequência de sua recusa. 5 Indicar um responsável financeiro pelo seu tratamento hospitalar, informando ao hospital quaisquer mudanças nessa indicação. 6 Conhecer e respeitar as normas e os regulamentos do hospital por meio deste manual de orientação ao paciente. 7 Respeitar o direito dos demais pacientes, acompanhantes, colaboradores e prestadores de serviço do hospital. 8 Zelar pelas propriedades do hospital colocadas à sua disposição para o seu conforto e tratamento e solicitar que os seus visitantes e acompanhantes façam o mesmo. 5

9 Participar do seu plano de tratamento e alta hospitalar ou indicar quem possa fazê-lo. 10 Atender e respeitar a proibição de fumo nas dependências do hospital, extensiva aos seus acompanhantes, conforme legislação vigente. 11 Conservar e zelar pelos equipamentos e outras propriedades do hospital colocadas à sua disposição. 12 Honrar o seu compromisso financeiro com o hospital, saldando, ou fazendo saldar por responsável financeiro, seu atendimento médico-hospitalar, tanto no que se refere às contas hospitalares quanto aos honorários dos médicos assistentes. 13 Providenciar todos os documentos necessários para autorização e aprovação de atendimento de seu tratamento pela operadora (plano ou seguro saúde), entregando as guias de autorização ou comunicando a sua recusa ao hospital. Referências legais: Código Civil Brasileiro (Lei 10.406, de 10/1/2002); Código de Defesa ao Consumidor (Lei 8.078, de 11/9/1990); Estatuto do Idoso (Lei 10.741, de 1/10/2003); Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069, de 13/7/1990); Código de Ética Médica 2010. 6

Anotações 7

Hospital Pró-Cardíaco Rua General Polidoro, 192 Botafogo Rio de Janeiro RJ Tel.: (21) 2131-1400 / 2528-1442 Dr. Evandro Tinoco Mesquita Diretor Técnico - CRM: 52-41723-8 Centro Médico Rua Mena Barreto, 29 Botafogo Rio de Janeiro RJ Tel.: (21) 2131-1494 Dr. Cláudio Tinoco Mesquita Diretor Técnico CRM: 52-58175-1 8 hospitalprocardiaco.com.br /ProCardiaco