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2 O Iluminismo Também chamado de Ilustração, foi uma série de ideias que, durante o século XVIII, foi a base teórica para as revoluções burguesas que levaram à queda do Antigo Regime. Os filósofos iluministas formularam um conjunto de propostas que abarcavam as esferas políticas, sociais, econômicas e religiosas. A partir da publicação de seus textos até mesmo de forma clandestina - em livros, jornais e panfletos, os iluministas defendiam temas que fundamentam, atualmente, a vida em sociedade. Não podemos compreender como um movimento homogêneo, uma vez que seus defensores muitas vezes divergiam em pontos muito importantes, contudo, pode-se definir algumas características comuns desse movimento. Por exemplo as críticas que estes faziam à organização do Estado absolutista e sua política econômica mercantilista. Outro alvo em comum dos iluministas foi a Igreja Católica. Neste sentido, podemos afirmar, de modo geral, que esses pensadores defendiam a liberdade de forma irrestrita, fosse ela política, de comércio, de expressão ou religiosa. O fundamento máximo deste movimento era o racionalismo. Os iluministas reafirmavam a razão como a base do conhecimento, dessa maneira, este ideial levava ao extremo as mudanças em relação ao pensamento característico da Idade Média provocadas pelo Renascimento e pela Revolução Científica do século XVII. A preponderância do racionalismo conduziria, de maneira inevitável, ao progresso e garantiria ao indivíduo a liberdade para a busca de sua felicidade. Contexto O contexto desse movimento é mais amplo, iniciando no período final da Idade Média, conhecido também por Baixa Idade Média. O Renascimento e, em seguida, a Revolução Científica teriam principiado esse processo, no qual o conhecimento humano seria, gradualmente, afastado da influência da Igreja e do discurso mítico-religioso. Durante o século XVII alguns conceituados pensadores iriam propor ideias que seriam a fonte de inspiração para o Iluminismo, que viveu o seu auge no século XVIII, também chamado de Século das Luzes. Foi especialmente a partir da França que os princípios da Ilustração se espalharam para o restante do continente europeu e do planeta. Portanto, a Ilustração apresenta uma relação bem próxima com o fortalecimento da classe burguesa, pois o crescimento econômico desse grupo, desde o término da Idade Média, não havia sido acompanhado pela tomada do controle político dos Estados Modernos. Este fato desenvolveu-se devido o período do Antigo Regime ainda ser caracterizado por práticas que sustentavam privilégios para a classe menos produtiva da sociedade: a nobreza. A defesa dos direitos inalienáveis passou a ser encampada pela burguesia e serviu de justificativa para a tomada do poder político por essa classe. PENSADORES DO SÉCULO XVII É possível notar na obra de alguns pensadores do século XVII certos pontos que influenciaram a ideologia iluminista. Pode-se destacar dentre eles: Francis Bacon ( ) Este filósofo inglês compôs diversas obras, como por exemplo: Novum organum, Instauratio magna e Nova Atlântida. Bacon assegurava a necessidade de se contestar o saber legado pelo passado, focando suas críticas para a tradição e para a escolástica de origem medieval. Desenvolveu e ampliou as bases do método indutivo, estimando a observação da natureza, a experimentação dos sentidos e a busca de fatos como fontes do conhecimento. pág. 2

3 René Descartes ( ) Considerado o pai fundador da Filosofia Moderna, Descartes prestou uma extraordinária colaboração para o desenvolvimento da Filosofia, da Ciência e da Matemática Moderna. Em sua obra mais importante, Discurso sobre o método, ele propõe o racionalismo como caminho para a produção de conhecimento e destaca o método dedutivo como modo de acesso à verdade. Por meio da dúvida, o homem seria capaz, de acordo com o filósofo francês, de alcançar verdades incontestáveis, como a existência de Deus e o fato de o homem ser um animal racional. A partir dessas questões, surge a frase mais famosa de Descartes: Penso, logo existo. John Locke ( ) Locke, filósofo inglês, cooperou de forma expressiva para a ciência ao estimar a experiência como forma de construção do conhecimento. A esse método, que, além da experimentação, busca uma verdade através da utilização dos sentidos e da percepção sensorial, é dado o nome de empirismo. FILÓSOFOS ILUMINISTAS O auge do movimento iluminista ocorre na França durante o século XVIII, momento no qual o combate ao Antigo Regime e as reinvindicações pela garantia dos direitos naturais e da busca pela felicidade do homem ampliaram. Durante esse contexto podemos destacar as obras dos seguintes filósofos: Voltaire ( ) François-Marie Arouet, mais conhecido por seu pseudônimo Voltaire, era crítico voraz do Estado Absolutista, da classe nobre e da religião cristã. Influenciado pelas ideias de Locke, com as quais teve contato durante o seu exílio na Inglaterra, defendia que os direitos naturais do homem deveriam ser garantidos pelo governo. Porém não podemos considera-lo um democrata, sendo suas ideias seguidas pelos chamados déspotas esclarecidos. Voltaire em sua obra Cândido, ou O otimismo apresenta a importância da razão e expõe suas críticas a tudo que limitasse o seu desenvolvimento, seja a Igreja, a tradição, os costumes ou a autoridade política. A despeito de suas críticas à religião, não era ateu, e sim, deísta, ou seja, acreditava na existência de um deus racional, arquiteto do universo. O filósofo francês se sobressaiu nas lutas contra a tortura, as prisões arbitrárias e a pena de morte. Além disso, ele é tido, ainda nos dias de hoje, como o porta-voz da liberdade de expressão, tendo como principal expressão dessa defesa sua célebre frase: Posso não concordar com nenhuma das palavras que você diz, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las. Montesquieu ( ) Charles Louis Secondat, o barão de Montesquieu, escreveu anonimamente o livro Cartas Persas, em que narra a viagem de dois persas à França de Luís XIV, retratando de maneira crítica e irônica os costumes e os abusos cometidos pelo Estado francês e pela Igreja. Outra das suas obras, o Espírito das Leis, influenciou tanto a Independência das Treze Colônias quanto a Revolução Francesa. Nela, Montesquieu afirma não haver um governo ideal, mas que as formas de se governar e as leis devem surgir a partir do contexto histórico e da realidade concreta. Clima, costumes e tamanho do território devem influir na forma como cada Estado se organiza. pág. 3

4 Montesquieu foi responsável pela formulação da teoria do equilíbrio entre os poderes. Para ele, é natural que o homem abuse do poder, sendo possível, desse modo, que os governos acabem se convertendo ao despotismo. Para que isso não ocorra, deveria haver, portanto, um equilíbrio entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, de forma a garantir a liberdade e impedir que um dos poderes tenha força excessiva. Denis Diderot ( ) Filósofo e escritor francês criticava a Igreja e a tirania. Sua obra mais reconhecida foi a Enciclopédia, que, organizada juntamente com Jean D alembert ( ), em dezenas de volumes, tentava abarcar todo o conhecimento humano. A Enciclopédia continha textos de Voltaire, Montesquieu e Rousseau. O principal objetivo desta obra era divulgar o pensamento iluminista e as ideias racionais, o que acabou levando-a à censura. A importância da Enciclopédia reside no fato de a obra proporcionar uma forma de conhecimento desvinculada dos discursos tradicionais seja da esfera política e/ou religiosa. É deste filósofo a conhecida afirmação: O homem só será livre quando o último déspota for estrangulado com as entranhas do último padre Jean-Jacques Rousseau ( ) Um dos mais radicais dos filósofos do Iluminismo, o pensador de origem suíça se distanciou, em alguns pontos, das ideias de seus hodiernos. Suas propostas foram fundamentais para servir de inspiração na radicalização política ocorrida na fase jacobina da Revolução Francesa. Rousseau contestava, diferentemente dos demais filósofos iluministas,ma demasiada valorização da razão e enfatizava a importância das paixões para a conservação da vida humana. Acreditava que a sociedade havia corrompido o homem, que, naturalmente, era bom. Em sua obra Emílio, uma espécie de romance pedagógico, o autor mostra como a educação pode tornar a criança um adulto bom, impedindo que ela seja pervertida pela vida social. Tais fatos colaboraram, portanto, para a formação do mito do bom selvagem e fizeram de Rousseau um dos precursores do Romantismo. Em seu livro Discurso sobre a origem e fundamento da desigualdade, Rousseau também contrariavam o que defendiam os demais iluministas. Considerava que o surgimento da desigualdade se relacionava à instauração da propriedade privada e que ela seria a razão de muitos dos males da vida em sociedade. Em Do Contrato Social, o filósofo francês, assim como Hobbes e Locke, utiliza a teoria contratualista. Contudo, nesse caso, a teoria argumentava o surgimento de um Estado de caráter democrático, no qual o povo teria a soberania, prevalecendo sempre a vontade da maioria. Nesse sentido, evitaria-se a corrupção, e a liberdade seria garantida para a população em geral. A ideia de vontade geral foi fundamental para a formação do conceito democrático moderno de governo da maioria. ILUMINISMO E ECONOMIA Na esfera econômica, as críticas do Iluminismo apontam, principalmente, para a excessiva intervenção do Estado na economia, típica prática mercantilista. Os representantes do chamado liberalismo econômico se dividiram em duas vertentes: Fisiocracia pág. 4

5 A Escola Fisiocrata, ou também conhecida como Naturalista, teve entre seus principais pensadores François Quesnay ( ) e Turgot ( ). Estes pensadores concebiam o sistema econômico como um organismo que respondia à algumas leis de funcionamento, e que, por isso, seria passível de estudo. Eram críticos à intervenção do Estado, considerando-a um entrave ao livre funcionamento da economia. O excessivo de regulamentação das atividades agrícolas era, também, alvo de críticas dos fisiocratas. Estes acreditavam que a agricultura era a maior fonte de riqueza, sendo ela a fornecedora de matéria-prima para a indústria e o comércio. Defendiam o livre funcionamento do mercado, pois este seria regulado por leis naturais, isto foi claramente expresso na frase: Laissez faire, laissez passer, le monde va de soi même, que significa: deixai fazer, deixai passar, o mundo anda por si próprio. Escola Clássica De berço inglês, a Escola Clássica, ou de Manchester, está intensamente relacionada ao desenvolvimento industrial inglês, principalmente na segunda metade do século XIX. Adam Smith ( ), pensador escocês que sintetizou seu pensamento no livro A riqueza das nações, foi o principal representante desta escola. Assim como os fisiocratas, Smith considerava prejudicial a intervenção do Estado na economia, posicionando-se a favor do livre-mercado. De acordo com o autor, existiria uma espécie de mão invisível que regularia as relações econômicas através das leis da oferta e da procura. Criticava, por consequência, o pacto colonial, dizendo que este não lesava apenas a economia da colônia, mas também a indústria da metrópole. Os membros da Escola Clássica consideravam o trabalho como a fonte de riqueza do indivíduo e de uma nação. Além disso, considerava a propriedade privada um direito sagrado do homem. DESPOTISMO ESCLARECIDO Os ideais iluministas foram incorporados também pelas monarquias europeias. Na segunda metade do século XVIII, alguns soberanos, buscando manter o poder absoluto, submeteram seus reinos a um conjunto de reformas baseadas em alguns pontos da Ilustração, desde que estes não descaracterizassem os seus regimes despóticos. Tais monarcas ficaram conhecidos, portanto, como déspotas esclarecidos. Assinaladas pelo autoritarismo, tais ações tendiam a retirar os Estados de sua condição de atraso em relação às demais nações. Seus principais representantes foram José II, da Áustria; Catarina, a Grande, da Rússia; Carlos III e o ministro Aranda, da Espanha, e D. José I e seu ministro Sebastião José de Carvalho e Mello, o marquês de Pombal, de Portugal. Atividades 1) Em 4 de julho de 1776, as treze colônias que vieram inicialmente a constituir os Estados Unidos da América (EUA) declaravam sua independência e justificavam a ruptura do Pacto Colonial. Em palavras profundamente subversivas para a época, afirmavam a igualdade dos homens e apregoavam como seus direitos inalienáveis: o direito à vida, à liberdade e à busca da felicidade. Afirmavam que o poder dos governantes, aos quais cabia a defesa daqueles direitos, derivava dos governados. Esses conceitos revolucionários que ecoavam o Iluminismo foram retomados com maior vigor e amplitude treze anos mais tarde, em 1789, na França. Emília Viotti da Costa. Apresentação da coleção. In: Wladimir Pomar. Revolução Chinesa. São Paulo: UNESP, pág. 5

6 2003 (com adaptações). Considerando o texto acima, acerca da independência dos EUA e da Revolução Francesa, assinale a opção correta. a) A independência dos EUA e a Revolução Francesa integravam o mesmo contexto histórico, mas se baseavam em princípios e ideais opostos. b) O processo revolucionário francês identificou-se com o movimento de independência norte-americana no apoio ao absolutismo esclarecido. c) Tanto nos EUA quanto na França, as teses iluministas sustentavam a luta pelo reconhecimento dos direitos considerados essenciais à dignidade humana. d) Por ter sido pioneira, a Revolução Francesa exerceu forte influência no desencadeamento da independência norteamericana. e) Ao romper o Pacto Colonial, a Revolução Francesa abriu o caminho para as independências das colônias ibéricas situadas na América. 2) O Iluminismo do século XVIII abrigava, dentre seus valores, o racionalismo. Tal perspectiva confrontava-se com as visões religiosas do século anterior. Esse confronto anunciava que o homem das luzes encarava de frente o mundo e tudo nele contido: o Homem e a Natureza. O iluminismo era claro, com relação ao homem: um indivíduo capaz de realizar intervenções e mudanças na natureza para que essa lhe proporcionasse conforto e prazer. Seguindo esse raciocínio, pode-se dizer que, para o Homem das Luzes, a Natureza era: a) misteriosa e incalculável, sendo a base da religiosidade do período, o lugar onde os homens reconheciam a presença física de Deus e sua obra de criação; b) infinita e inesgotável, constituindo-se um campo privilegiado da ação do homem, dando em troca condição de sobrevivência, principalmente no que se refere ao seu sustento econômico; c) apenas reflexo do desenvolvimento da capacidade artística do homem, pois ajudava-o a criar a idéia de um progresso ilimitado relacionado à indústria; d) um laboratório para os experimentos humanos, pois era reconhecida pelo homem como a base do progresso e entendimento do mundo; daí a fisiocracia ser a principal representante da industrialização iluminista; e) a base do progresso material e técnico, fundamento das fábricas, sem a qual as indústrias não teriam condições de desenvolver a idéia de mercado. 3) Os direitos civis, surgidos na luta contra o Absolutismo real, ao se inscreverem nas primeiras constituições modernas, aparecem como se fossem conquistas definitivas de toda a humanidade. Por isso, ainda hoje invocamos esses velhos direitos naturais nas batalhas contra os regimes autoritários que subsistem. QUIRINO, C. G.; MONTES, M. L. Constituições. São Paulo: Ática, 1992 (adaptado). O conjunto de direitos ao qual o texto se refere inclui: A) voto secreto e candidatura em eleições. B) moradia digna e vagas em universidade. C) previdência social e saúde de qualidade. D) igualdade jurídica e liberdade de expressão. E) filiação partidária e participação em sindicatos. 4) Consideramos (...) que todos os homens são criados iguais, que são dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade. Que para garantir esses direitos são instituídos entre os homens governos que derivam os seus justos poderes do consentimento dos governados; que toda vez que pág. 6

7 uma forma qualquer de governo ameace destruir esses fins, cabe ao povo o direito de alterá-la ou aboli-la e instituir um novo governo, assentando a sua fundação sobre tais princípios e organizando-lhe os poderes da forma que pareça mais provável de proporcionar segurança e felicidade. A Declaração de Independência dos Estados Unidos. Rio de Janeiro: Zahar, 2004, p. 53. Sobre a Declaração de Independência dos Estados Unidos, é correto afirmar que: a) Defendia o princípio da igualdade de direitos dos seres humanos, mas condenava o direito à rebelião como uma afronta à ordem social. b) O radicalismo da sua formulação, com respeito ao direito de rebelião dos escravos, provocou forte reação dos proprietários de escravos em toda a América. c) Sua formulação foi baseada no ideário liberal-iluminista e acabou influenciando outros movimentos políticos na América e na Europa. d) Influenciada pelos tratadistas espanhóis, a declaração defendia a origem do poder divino e condenava a desobediência dos subordinados. e) A declaração sustentava que os governos poderiam cercear a liberdade dos indivíduos em nome da segurança e da felicidade coletivas. 5) John Locke justificou a existência do Estado com estas palavras: O motivo que leva os homens a entrarem em sociedade é a preservação da propriedade; e o objetivo para o qual escolhem e autorizam um poder legislativo é tornar possível a existência de leis e regras estabelecidas como guarda e proteção às propriedades de todos os membros da sociedade, a fim de limitar o poder e moderar o domínio de cada parte e de cada membro da comunidade; pois não se poderá nunca supor seja vontade da sociedade que o legislativo possua o poder de destruir o que todos intentam assegurarse, entrando em sociedade e para o que o povo se submeteu a legisladores por ele mesmo criado. LOCKE, J. Segundo tratado sobre o governo. Trad. de E. Jacy Monteiro. 3 ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983, p Coleção.Os Pensadores.. Analise as assertivas em conformidade com a citação acima. I. A propriedade privada é contratual, isto é, ela é subseqüente ao nascimento do Estado, que institui o direito à propriedade, distribuindo a cada um aquilo que era propriedade comunal no estado de natureza. II. A propriedade privada surge com o aparecimento da sociedade civil, a geradora do Estado, que é a instituição suprema que tem, inclusive, a prerrogativa de suprimir a propriedade em benefício da segurança do Estado. III. A propriedade privada é parte do estado de natureza, pois o homem possui a propriedade de si mesmo e, com isso, tem o direito de tornar como sua propriedade aquilo que está vinculado com seu trabalho. IV. A propriedade privada é anterior à sociedade civil, portanto, a propriedade antecedeu ao Estado, cuja existência resultou do contrato social e teve a finalidade de preservar e proteger a propriedade privada de cada um. Assinale a alternativa que tem as assertivas corretas. A) III e IV B) I e II C) II e III D) II e IV 6) Em meados do século XVIII, diversas monarquias europeias se modernizaram com base nos ideais iluministas para um programa de reformas que assegurasse uma administração mais racional e eficiente do Estado. Embora afirmassem agir em nome da maior felicidade dos povos, estes permaneciam excluídos da tomada de decisões políticas.considerando as relações entre a cultura iluminista e as reformas promovidas pelos soberanos esclarecidos, analise as afirmativas a seguir. I. Os soberanos reformadores concentraram seus esforços no desmantelamento de pág. 7

8 privilégios fiscais e no redimensionamento dos poderes eclesiásticos, como no caso de Frederico II na Prússia e de D. José I e de seu ministro Pombal em Portugal. II. Os filósofos iluministas forneceram o tema da razão, da boa administração e da pública felicidade aos projetos absolutistas dos monarcas e o da liberdade à oposição antiabsolutista. III. Os opositores do reformismo monárquico eram juristas e magistrados tradicionalistas, a nobreza fundiária e o alto clero, ameaçados pela dissolução da sociedade de ordens promovida pelos soberanos esclarecidos. Assinale: a) se somente a afirmativa I estiver correta. b) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. c) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 7) O Iluminismo é a saída do homem do estado de tutela, pelo qual ele próprio é responsável. O estado de tutela é a incapacidade de utilizar o próprio entendimento sem a condução de outrem. Cada um é responsável por esse estado de tutela quando a causa se refere não a uma insuficiência do entendimento, mas à insuficiência da resolução e da coragem para usá-lo sem ser conduzido por outrem. Sapere aude!* Tenha a coragem de usar seu próprio entendimento. Essa é a divisa do Iluminismo. IMMANUEL KANT (1784) *Expressão latina que significa tenha a coragem de saber, de aprender. (In: BOMENY, Helena e FREIRE-MEDEIROS, Bianca. Tempos modernos, tempos de sociologia. São Paulo: Ed. do Brasil, 2010.) No contexto da expansão capitalista no século XIX, uma das ideias centrais do Iluminismo, de acordo com o texto, está associada diretamente à valorização da: a) superioridade técnica b) soberania econômica c) liberdade política d) razão científica 8) O pensamento fisiocrático na França pretendia: a) a concessão de plena liberdade para o exercício de atividades econômicas, resumida na expressão laissez faire. b) a manutenção das condições econômicas e políticas estabelecidas na França no período mercantilista. c) a instituição do liberalismo político, combinado com a fixação, pelo Estado, de rígidas regras para as atividades econômicas. d) o fim do socialismo utópico de Fourier e formação do proletariado de Karl Marx na Inglaterra do século XIX. 9) (Fatec 2008) "Artigo 6 - A lei é a expressão da vontade geral; todos os cidadãos têm o direito de concorrer, pessoalmente ou por seus representantes, à sua formação; ela deve ser a mesma para todos, seja protegendo, seja punindo. Todos os cidadãos, sendo iguais a seus olhos, são igualmente admissíveis a todas as dignidades, lugares e empregos públicos, segundo sua capacidade e sem outras distinções que as de suas virtudes e de seus talentos". ("Declaração dos direitos do homem e do cidadão", 26 de agosto de 1789.) O artigo acima estava diretamente relacionado aos ideais pág. 8

9 a) socialistas que fizeram parte da Revolução Mexicana. b) capitalistas que fizeram parte da Independência dos EUA. c) comunistas que fizeram parte da Revolução Russa. d) iluministas que fizeram parte da Revolução Francesa. e) anarquistas que fizeram parte da Inconfidência Mineira. 10) Se todos os homens são, como se tem dito, livres, iguais e independentes por natureza, ninguém pode ser retirado deste estado e se sujeitar ao poder político de outro sem o seu próprio consentimento. A única maneira pela qual alguém se despoja de sua liberdade natural e se coloca dentro das limitações da sociedade civil é através do acordo com outros homens para se associarem e se unirem em uma comunidade para uma vida confortável, segura e pacífica uns com os outros, desfrutando com segurança de suas propriedades e melhor protegidos contra aqueles que não são daquela comunidade. (LOCKE, John. Segundo tratado sobre o governo civil. Trad. de Magda Lopes e Marisa Lobo da Costa. Petrópolis: Vozes, p.139.) Com base no texto e nos conhecimentos sobre o contrato social em Locke, considere as afirmativas a seguir. I. O direito à liberdade e à propriedade são dependentes da instituição do poder político. II. O poder político tem limites, sendo legítima a resistência aos atos do governo se estes violarem as condições do pacto político. III. Todos os homens nascem sob um governo e, por isso, devem a ele submeter-se ilimitadamente. IV. Se o homem é naturalmente livre, a sua subordinação a qualquer poder dependerá sempre de seu consentimento. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. b) I e III. c) II e IV. d) I, III e IV. e) II, III e IV. Gabarito-Atividades pág. 9

10 1) c 2) c 3) d 4) c 5) a 6) b 7) d 8) a 9) d 10) c pág.

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