DIÁRIO DA ASSEMBLEIA

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1 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE ESTADO DO MARANHÃO ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA PALÁCIO MANOEL BEQUIMÃO ANO XXXVII - Nº SÃO LUÍS, QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE EDIÇÃO DE HOJE: 44 PÁGINAS 62.ª SESSÃO ORDINÁRIA DA 3.ª SESSÃO LEGISLATIVA DA 16.ª LEGISLATURA RELAÇÃO DE ORADORES...04 ORDEM DO DIA...04 PAUTA...05 SESSÃO ORDINÁRIA...05 PROJETO DE LEI...05 SUMÁRIO REQUERIMENTO...05 INDICAÇÃO...06 RESUMO DA ATA...23 SESSÃO ORDINÁRIA...24 RESENHA...39 PARECER...40 MESA DIRETORA Deputado Marcelo Tavares (PSB) Presidente 1. Vice-Presidente: Deputado Camilo Figueiredo (PDT) 1. Secretário: Deputado Antônio Pereira (DEM) 2. Vice-Presidente: Deputado Hélio Soares (PP) 2. Secretário: Deputado Valdinar Barros (PT) 3. Vice-Presidente: Deputado Victor Mendes (PV) 3. Secretário: Deputado Stênio Rezende (PSDB) 4. Vice-Presidente: Deputado Rigo Teles (PSDB) 4. Secretário: Deputado Marcos Caldas (PT do B) BLOCO PARLAMENTAR PROGRESSISTA - BPP PSDB - PDT - PSB - PT - PTC - PSC - PSL - PRTB - PPS - PT do B 1. Deputado Afonso Manoel (PSB) 2. Deputado Alberto Franco (PSDB) 3. Deputado Antônio Bacelar (PDT) 4. Deputado Arnaldo Melo (PSDB) 5. Deputado Camilo Figueiredo (PDT) 6. Deputado Carlos Braide (PDT) 7. Deputado Chico Leitoa (PDT) 8. Deputada Cleide Coutinho (PSDB) 9. Deputado Domingos Paz (PSB) 10. Deputado Edivaldo Holanda (PTC) 11. Deputada Eliziane Gama (PPS) 12. Deputada Gardênia Castelo (PSDB) 13. Deputada Graciete Lisboa (PSDB) 14. Deputada Graça Paz (PDT) Líder Deputado Carlos Braide 15. Deputada Helena Barros Heluy (PT) 16. Deputado João Evangelista (PSDB) 17. Deputado José Lima (PSB) 18. Deputado Marcelo Tavares (PSB) 19. Deputado Marcos Caldas (PT do B) 20. Deputado Nonato Aragão (PSL) 21. Deputado Pavão Filho (PDT) 22. Deputado Paulo Neto (PSB) 2. Deputado Penaldon Jorge (PSC) 24. Deputado Rigo Teles (PSDB) 25. Deputado Rubens Pereira Júnior (PRTB) 26. Deputado Stênio Resende (PSDB) 27. Deputado Valdinar Barros (PT) Vice-Líderes Deputado Penaldon Jorge Deputado Alberto Franco Deputado Rubens Pereira Júnior BLOCO PARLAMENTAR DEMOCRÁTICO - BPD DEM - PMDB - PP - PV - PTB 1. Deputado Antônio Pereira (DEM) 9. Deputado João Batista (PP) 2. Deputado Carlos Alberto Milhomem (DEM) 10. Deputado Joaquim Nagib Haickel (PMDB) 3. Deputado Carlos Filho (PV) 11. Deputado Jura Filho (PMDB) 4. Deputado Fábio Braga (PMDB) 12. Deputado Manoel Ribeiro (PTB) 5. Deputada Fátima Vieira (PP) 13. Deputada Márcia Marinho (PMDB) 6. Deputado Francisco Gomes (DEM) 14. Deputado Valdevino Cabral (PV) 7. Deputado Hélio Soares (PP) 15. Deputado Victor Mendes (PV) 8. Deputada Janice Braide (PTB) Líder Deputado Carlos Alberto Milhomem LIDERANÇA DO GOVERNO Líder Deputado Francisco Gomes Vice-Líderes Vice-Líderes Deputado Joaquim Nagib Haickel Deputado Manoel Ribeiro Deputado João Batista LICENCIADOS Deputado Pedro Veloso Deputado Raimundo Cutrim Deputado Ricardo Murad Deputado César Pires Deputado Fufuca Dantas Deputado Roberto Costa Deputado Max Barros

2 2 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE 2009 I - Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final Titulares Suplentes Deputado Rubens Júnior - PRESIDENTE Deputada Cleide Coutinho Deputado Edivaldo Holanda - VICE-PRESIDENTE Deputado Penaldon Jorge Deputado Pavão Filho Deputado Carlos Braide Deputado Carlos Alberto Milhomem Deputado Jura Filho Deputado Joaquim Nagib Haickel Deputado Francisco Gomes II - Comissão de Orçamento, Finanças e Fiscalização Titulares Deputada Cleide Coutinho - PRESIDENTE Deputada Graça Paz - VICE-PRESIDENTE Deputado Carlos Braide Deputado Jura Filho Deputado Carlos Filho Suplentes Deputado Pedro Veloso Deputado José Lima Deputado Arnaldo Melo Deputado Valdevino Cabral Deputado Joaquim Nagib Haickel III - Comissão de Política Agrária, Produção e Desenvolvimento Sustentável Titulares Deputado Francisco Gomes - PRESIDENTE Deputado João Batista - VICE-PRESIDENTE Deputado Edivaldo Holanda Deputado José Lima Deputado Paulo Neto Suplentes Deputado Pedro Veloso Deputado Carlos Braide Deputado Jura Filho Deputado Carlos Filho IV - Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto Titulares Deputado Pavão Filho - PRESIDENTE Deputada Gardênia Castelo - VICE-PRESIDENTE Suplentes Deputado Alberto Franco Deputado Antonio Bacelar REUNIÃO Quintas-Feiras às 08:30h Deputado José Lima Deputado Afonso Manoel Maria das Dores Pinto Magalhães Secretária Deputado Fábio Braga Deputado Joaquim Nagib Haickel Deputado Manoel Ribeiro Deputado Valdevino Cabral V - Comissão de Relações do Trabalho e Administração Pública Titulares Deputado Antônio Bacelar - PRESIDENTE Deputada Gardênia Castelo - VICE-PRESIDENTE Deputado João Batista Deputado Manoel Ribeiro Suplentes Deputado Penaldon Jorge Deputado Marcos Caldas Deputado Pedro Veloso Deputada Helena Barros Heluy Deputado Carlos Alberto Milhomem VI - Comissão de Saúde Titulares Suplentes Deputado Arnaldo Melo - PRESIDENTE Deputado Afonso Manoel REUNIÃO Deputada Cleide Coutinho - VICE-PRESIDENTE Deputada Gardênia Castelo Quartas-Feiras às 08:30h Deputado João Evangelista Deputado Alberto Franco Silva Teresa Nogueira Marques Deputada Fátima Vieira Deputada Márcia Marinho Deputada Janice Braide Deputado Carlos Filho Secretária VII - Comissão de Assuntos Municipais e de Desenvolvimento Regional Titulares Deputado Carlos Filho - PRESIDENTE Deputado Joaquim Nagib Haickel - VICE-PRESIDENTE Deputado Carlos Braide Deputado Penaldon Jorge Suplentes Deputado Paulo Neto Deputado Alberto Franco Deputado Antonio Bacelar Deputada Fátima Vieira Deputada Janice Braide VIII - Comissão de Defesa do Consumidor Titulares Suplentes Deputada Fátima Vieira - VICE-PRESIDENTE Deputada Cleide Coutinho Deputado Joaquim Nagib Haickel Deputada Eliziane Gama Deputado Nonato Aragão Deputado Carlos Filho Deputada Graça Paz Deputado Jura Filho Deputado Alberto Franco IX - Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Titulares Suplentes Deputado Arnaldo Melo Deputada Gardênia Castelo Deputada Helena Barros Heluy Deputada Graciete Lisboa Deputado José Lima Deputada Graça Paz Deputada Fátima Vieira Deputado Jura Filho Deputado João Batista Deputado Francisco Gomes REUNIÃO Terças-Feiras às 08:30h Glacimar Fernandes Sampaio Secretária Regina Maria de Paula Verde Secretária Valdenise Fernandes Dias Secretária Lucimar Ribeiro de Melo Secretária Elizabeth Rocha Lisboa Ribeiro Secretária REUNIÃO Quartas-Feiras às 08:30h Silvana Roberta Almeida Secretária Leilemar Vieira Ribeiro Secretária

3 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE X - Comissão de Obras, Serviços Públicos e Habitação Titulares Suplentes Deputada Fátima Vieira - PRESIDENTE Deputado Antonio Bacelar Deputado Nonato Aragão - VICE-PRESIDENTE Deputado Arnaldo Melo Deputado Afonso Manoel Deputado João Evangelista Deputado Jura Filho Deputado Carlos Braide Deputado Fábio Braga XI - Comissão de Meio Ambiente, Minas e Energia Titulares Suplentes Deputado Alberto Franco - PRESIDENTE Deputado Antônio Bacelar - VICE-PRESIDENTE Deputado Rubens Júnior Deputado Penaldon Jorge Deputada Cleide Coutinho Deputado Jura Filho Deputada Janice Braide Deputado Joaquim Nagib Haickel Deputado Francisco Gomes XII - Comissão de Ética Titulares Suplentes Deputado Pavão Filho - PRESIDENTE Deputada Graça Paz Deputado José Lima - VICE-PRESIDENTE Deputado Penaldon Jorge Deputado Carlos Alberto Milhomem Deputado Arnaldo Melo Deputado Francisco Gomes Deputado Joaquim Nagib Haickel Deputada Márcia Marinho XIII - Comissão de Economia, Indústria, Comércio e Turismo Titulares Suplentes Deputado Joaquim Nagib Haickel - PRESIDENTE Deputado Marcos Caldas Deputado João Evangelista Deputada Graciete Lisboa Deputado Afonso Manoel Deputado Pavão Filho Deputado Pedro Veloso Deputado Carlos Alberto Milhomem Deputado Manoel Ribeiro Deputada Janice Braide XIV - Comissão de Legislação Participativa Titulares Suplentes Deputado Penaldon Jorge - PRESIDENTE Deputado João Evangelista Deputado Pedro Veloso - VICE-PRESIDENTE Deputado Paulo Neto Deputado Antonio Bacelar Deputado Rubens Júnior Deputado Manoel Ribeiro Deputado Valdevino Cabral Deputado Carlos Filho Deputado Fábio Braga XV - Comissão de Previdência, Assistência Social e da Família Titulares Suplentes Deputada Graça Paz - PRESIDENTE Deputado José Lima Deputada Graciete Lisboa - VICE-PRESIDENTE Deputado Afonso Manoel Deputada Janice Braide Deputada Eliziane Gama Deputado Valdevino Cabral Deputado João Batista Deputado Carlos Filho XVI - Comissão de Segurança Pública e Cidadania Titulares Suplentes Deputado João Batista - PRESIDENTE Deputado José Lima Deputado Francisco Gomes - VICE-PRESIDENTE Deputado Rubens Júnior Deputada Helena Barros Heluy Deputado Carlos Braide Deputado Nonato Aragão Deputado Carlos Alberto Milhomem Deputado Chico Leitoa Deputada Fátima Vieira XVII - Comissão da Infância, Juventude e Idoso Titulares Deputado Rubens Pereira Jr. - VICE-PRESIDENTE Deputado Afonso Manoel Deputada Márcia Marinho Deputada Janice Braide Titulares Deputada Helena Barros Heluy Deputada Eliziane Gama Deputada Graciete Lisboa Deputado Carlos Alberto Milhomem Deputada Fátima Vieira Suplentes Deputada Helena Barros Heluy Deputado João Evangelista Deputado Pavão Filho Deputado Manoel Ribeiro Deputado João Batista XVIII - Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher Suplentes Deputado Pavão Filho Deputada Graça Paz Deputado Marcos Caldas Deputado Francisco Gomes Deputada Janice Braide REUNIÃO Terças-Feiras às 08:30h Dulcimar Cutrim Fonseca Secretária REUNIÃO Terças-Feiras às 08:30h Eunes Maria Borges Santos Secretária Célia Pimentel Secretária REUNIÃO Quintas-Feiras às 08:30h Lúcia Maria Oliveira Furtado Secretária REUNIÃO Quintas-Feiras às 08:30h Vera Lúcia Teixeira e Sousa Secretária REUNIÃO Quartas-Feiras às 08:30h Leibe Prazeres Barros Secretária Iranise Lemos de Castro Secretária REUNIÃO Quartas-Feiras às 08:30h Maria Helena Bandeira de Melo Tribuzi Secretária Antonia Andrade Ferreira Secretária

4 4 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE 2009 SESSÃO ORDINÁRIA DO DIA 10/06/ a FEIRA 1.º ORADOR (A) - 30 MINUTOS GRANDE EXPEDIENTE TEMPO DOS BLOCOS PARLAMENTARES 1. BLOCO PARLAMENTAR PROGRESSISTA - BPP - 37 MINUTOS 2. BLOCO PARLAMENTAR DEMOCRÁTICO - BPD - 23 MINUTOS ORDEM DO DIA SESSÃO ORDINÁRIA DO DIA QUARTA-FEIRA I PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR EM DISCUSSÃO E VOTAÇÃO 1º E 2º TURNOS REGIME DE URGÊNCIA 1. PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 005/2009, ENCAMINHADO PELA MENSAGEM Nº 04/2009 DO PODER JUDICIÁRIO, QUE ESTABELECE A COMPOSIÇÃO SALARIAL DOS CARGOS DE DEPOSITÁRIO, DE DISTRIBUIDOR E DE ESCRIVÃO DE SERVENTIA JUDICIÁRIA. DEPENDE DE PA- RECER DAS COMISSÕES DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, REDAÇAO FINAL; ORÇAMENTO FINANÇAS E FISCALIZA- ÇÃO; E RELAÇÕES DO TRABALHO E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O REFERIDO PROJETO FOI TRANSFERIDO DA ORDEM DO DIA DA SESSÃO EXTRAORDINÁRIA DO DIA , CONVOCADA ATRAVÉS DO REQUERIMENTO Nº 159/2009, POR FALTA DE QUORUM REGIMENTAL. II PROJETO DE LEI EM DISCUSSÃO E VOTAÇÃO 1º E 2º TURNOS REGIME DE URGÊNCIA 1. PROJETO DE LEI Nº 016/2009, DE AUTORIA DO SE- NHOR DEPUTADO MARCOS CALDAS, QUE ALTERA A LEI Nº DE 20 DE DEZEMBRO DE 1990, QUE PROIBE O TA- BAGISMO NOS LOCAIS QUE ESPECIFICA E DÁ OUTRAS PRO- VIDÊNCIAS. COM PARECER FAVORÁVEL DAS COMISSÕES DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA, E REDAÇÃO FINAL; COMIS- SÃO DE MEIO AMBIENTE, MINAS E ENERGIA; E DE SAÚDE, REUNIDAS CONJUNTAMENTE, ACATANDO SUBSTITUTIVO OFERECIDO PELO RELATOR DEPUTADO PAVÃO FILHO O PROJETO HAVIA SIDO RETIRADO DA ORDEM DO DIA DA SESSÃO ORDINÁRIA DO DIA , EM VIRTUDE DO PEDIDO DE VISTAS CONCEDIDO AOS DEPUTADOS RUBENS PEREIRA JUNIOR E ARNALDO MELO. III PROJETOS DE LEI EM DISCUSSÃO E VOTAÇÃO 1º TURNO TRAMITAÇÃO ORDINÁRIA 1. PROJETO DE LEI Nº 182/2007, DE AUTORIA DO DE- PUTADO AFONSO MANOEL, QUE DISPÕE SOBRE A OBRIGATORIEDADE DAS DROGARIAS, FARMÁCIAS OU SI- MILARES, MANTEREM ATENDIMENTO, A TÍTULO GRATUI- TO, NA MEDIÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL, NA FORMA QUE ESPECIFICA. COM PARECER CONTRÁRIO DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E REDAÇÃO FINAL, ONDE O AU- TOR RECORREU DA DECISÃO DA CCJ, SENDO O MESMO DERRUBADO PELO PLENÁRIO E ENCAMINHADO O PROJE- TO À COMISSÃO DE SAÚDE QUE EMITIU O PARECER FAVO- RÁVEL TENDO COMO RELATORA A DEPUTADA CLEIDE COUTINHO. TRANSFERIDA A DISCUSSÃO E VOTAÇÃO DA SESSÃO ORDINÁRIA ANTERIOR EM VIRTUDE DA AUSÊN- CIA DO AUTOR EM PLENÁRIO. 2. PROJETO DE LEI Nº 183/2007, DE AUTORIA DO DE- PUTADO AFONSO MANOEL, QUE DISPÕE SOBRE A PREFE- RÊNCIA NA AQUISIÇÃO DE UNIDADES POPULARES PARA PORTADORES DE DEFICIÊNCIA FÍSICA PERMANENTE, EDIFICADAS PELO ESTADO DO MARANHÃO. COM PARE- CER CONTRÁRIO DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUS- TIÇA E REDAÇÃO FINAL, ONDE O AUTOR RECORREU DA DECISÃO DA CCJ, SENDO O MESMO DERRUBADO PELO PLENÁRIO E ENCAMINHADO O PROJETO À COMISSÃO DE PREVIDÊNCIA,ASSISTÊNCIA SOCIAL E DA FAMÍLIA QUE EMITIU O PARECER FAVORÁVEL, ACATANDO EMENDA Nº 01/07, SUGERIDA PELO AUTOR, QUE TEVE COMO RELATOR O DEPUTADO MAURO JORGE. TRANSFERIDA A DISCUS- SÃO E VOTAÇÃO DA SESSÃO ORDINÁRIA ANTERIOR EM VIRTUDE DA AUSÊNCIA DO AUTOR EM PLENÁRIO. IV REQUERIMENTOS À DELIBERAÇÃO DO PLENÁRIO 1. REQUERIMENTO Nº 160/2009, DE AUTORIA DO DE- PUTADO VICTOR MENDES, NOS TERMOS DO ÚNICO, DO ART. 63, DO REGIMENTO INTERNO DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA, REQUER DEPOIS DE OUVIDO O PLENÁRIO, A ANEXAÇÃO DO PROJETO DE LEI Nº 104/2009, DE AUTORIA DO DEPUTADO STÊNIO REZENDE AO PROJETO DE LEI Nº 083/2009, DE SUA AUTORIA (PROPOSIÇÕES VERSANDO MA- TÉRIA CORRELATA). TRANSFERIDA A DISCUSSÃO E VO- TAÇÃO DA SESSÃO ORDINÁRIA ANTERIOR EM VIRTUDE DA AUSÊNCIA DO AUTOR EM PLENÁRIO. 2. REQUERIMENTO Nº 162/2009, DE AUTORIA DO DE- PUTADO ALBERTO FRANCO, QUE REQUER APÓS OUVIDO O PLENÁRIO, SEJA ENCAMINHADO OFÍCIO CONVIDANDO O EXMO. SR. DIRETOR-PRESIDENTE DA CAEMA, DR. JOÃO REIS MOREIRA LIMA, PARA PARTICIPAR DE UMA SESSÃO ESPECIAL, A SER REALIZADA NO DIA 25 DE JUNHO DE 2009, ÀS 11:00HORAS, NO PLENÁRIO DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA PARA FALAR SOBRE OS SEGUINTES ASSUN- TOS: 1 VENDA DE LOTES DA RESERVA AMBIENTAL DO BATATÃ PELO EX-PRESIDENTE DA CAEMA. 2 QUAL O MODELO DE GESTÃO A SER ADOTADO PELA CAEMA A PAR- TIR DE AGORA, PARA APURAR AS DENÚNCIAS DE VENDA ILEGAL DE LOTES DA RESERVA AMBIENTAL DO BATATÃ VEICULADAS EM VÁRIOS ORGÃOS DE COMUNICAÇÃO DA CAPITAL. 3 QUAIS OS PROJETOS A SEREM EXECUTADOS PELA CAEMA EM PROL DO ABASTECIMENTO D ÁGUA E DO ESGOTAMENTO SANITÁRIO DA GRANDE SÃO LUÍS. 4 QUAL A FONTE DOS RECURSOS A SEREM APLICADOS. 5 QUAL O MONTANTE DESSES RECURSOS. 6 QUAL O PRA- ZO PARA APLICAÇÃO DOS MESMOS. 7 QUAL O PRAZO PARA FUNCIONAMENTO DAS ESTAÇÕES DE TRATAMEN- TO DE ESGOTO SANITÁRIO. 8 QUAL A DEMANDA ATEN- DIDA E OUTROS ASSUNTOS PERTINENTES À PASTA DA CAEMA. 3. REQUERIMENTO Nº 163/2009, DE AUTORIA DO DE- PUTADO EDIVALDO HOLANDA, QUE REQUER APÓS DELI- BERAÇÃO DO PLENÁRIO, SEJA ENVIADA MENSAGEM DE SOLIDARIEDADE A VALOROSA CLASSE DOS ENGENHEIROS, ARQUITETOS, AGRÔNOMOS E VETERINÁRIOS DO MARANHÃO, REPRESENTADOS PELO CONSELHO REGIO- NAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA DO MARANHÃO CREA-MA, E PELO SINDICATO DOS ENGE- NHEIROS NO ESTADO DO MARANHÃO, QUE EM NOTAS, AMBAS PUBLICADAS NO JORNAL PEQUENO DO DIA 07/06/ 09, REPUDIAM E LAMENTAM PROFUNDAMENTE A DECI- SÃO DA SENHORA GOVERNADORA DO ESTADO, CONTES- TANDO, NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, A LEI QUE ES- TABELECE PISO DE SEIS SALÁRIOS MÍNIMOS PARA ESSES PROFISSIONAIS.

5 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE PAUTA DE PROPOSTA PARA RECEBIMENTO DE EMENDAS: DATA: 10/06/09 - QUARTA-FEIRA: ORDINÁRIA 1ª SESSÃO: 1. PROJETO DE LEI Nº 117/09, de autoria do Senhor Deputado Marcelo Tavares, que considera de Utilidade Pública, o Sindicato de Pescadores de Bacurituba, com sede em Bacurituba e foro em São Bento-MA. ORDINÁRIA 3ª SESSÃO: 1. PROJETO DE LEI Nº 115/09, de autoria do Senhor Deputado Francisco Gomes, que considera de Utilidade Pública, a Fundação Conceição do Maracú, com sede e foro em Viana-MA. 2. PROJETO DE LEI Nº 114/09, de autoria do Senhor Deputado Alberto Franco, que estabelece período para entrega do Histórico Escolar e certificado de Conclusão do Ensino Médio e dá outras providências. ORDINÁRIA 4ª E ÚLTIMA SESSÃO: 1. PROJETO DE LEI Nº 112/09, de autoria do Senhor Deputado Hélio Soares, que considera de Utilidade Pública, o Centro Comunitário de Formação de Cidadãos Anjo da Guarda São Luis-MA. 2. PROJETO DE LEI Nº 113/09, de autoria do Senhor Deputado Antonio Pereira, que considera de Utilidade Pública, a Federação Assistencial Beneficente Associativa de Instituições do Município de Presidente Juscelino, com sede e foro em Presidente Juscelino-MA. SECRETARIA GERAL DA MESA DIRETORA DO PALÁ- CIO MANOEL BEQUIMÃO, em Ata da Sexagésima Sessão Ordinária da Terceira Sessão Legislativa da Décima Sexta Legislatura da Assembléia Legislativa do Estado do Maranhão, realizada no dia nove de junho do ano de dois mil e nove. Presidente, em exercício, Senhor Deputado Victor Mendes. Primeiro Secretário, em exercício, Senhor Deputado Stênio Rezende. Segundo Secretário, em exercício, Senhor Deputado Valdevino Cabral. Às nove horas e trinta minutos presentes os Senhores Deputados: Alberto Franco, Arnaldo Melo, Chico Leitoa, Cleide Coutinho, Domingos Paz, Edivaldo Holanda, Eliziane Gama, Fábio Braga, Francisco Gomes, Gardênia Castelo, Graciete Lisboa, Graça Paz, Helena Barros Heluy, Janice Braide, Joaquim Nagib Haickel, João Batista, José Lima, Jura Filho, Manoel Ribeiro, Marcelo Tavares, Márcia Marinho, Marcos Caldas, Paulo Neto, Pavão Filho, Penaldon Jorge, Rubens Pereira Júnior, Stênio Rezende, Valdevino Cabral e Victor Mendes. Ausentes: Afonso Manoel, Antônio Carlos Bacelar, Antônio Pereira, Camilo Figueiredo, Carlos Alberto Milhomem, Carlos Braide, Carlos Filho, Fátima Vieira, Hélio Soares, João Evangelista, Nonato Aragão, Rigo Teles e Valdinar Barros. I ABERTURA. VICTOR MENDES - Em nome do povo e invocando a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos. VICTOR MENDES - Com a palavra, o Senhor Segundo Secretário que fará a leitura do texto bíblico e do resumo da Ata da sessão anterior. O SENHOR SEGUNDO SECRETÁRIO EM EXERCÍCIO DEPUTADO VALDIVINO CABRAL (lê texto bíblico e Ata) - Ata lida, Senhor Presidente. VICTOR MENDES - Ata lida e considerada aprovada. VICTOR MENDES - Com a palavra, o Senhor Primeiro Secretário para fazer a leitura do Expediente. O SENHOR PRIMEIRO SECRETÁRIO EM EXERCÍCIO DEPUTADO STÊNIO REZENDE - (lê Expediente). II EXPEDIENTE. PROJETO DE LEI Nº 117 / 09 Considera de Utilidade Pública e dá outras providências. Art. 1º Fica considerada de Utilidade Pública o Sindicato de Pescadores de Bacurituba, com sede a Rua São João, nº 035, Centro, município de Bacurituba e foro no município de São Bento Ma. Art. 2º Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação. Plenario Deputado Nagib Haickel, em 05 de junho de Deputado Marcelo Tavares Senhor Presidente: REQUERIMENTO Nº 161 / 09 Na forma regimental, requeiro a V. Exa. que, após ouvida a Mesa, seja transcrito, nos anais desta Casa e publicado no Diário da Assembléia, o artigo DIA MUNDIAL DE MEIO AMBIENTE, de autoria do deputado federal Flávio Dino, publicado no Jornal Pequeno, de 03 de junho de Plenario Deputado Gervasio Santos do Palacio Manoel Bequimão, em São Luis, 03 de junho de Justiça pra toda vida - HELENA BARROS HELUY Deputada Estadual PT. NOS TERMOS DO ART. 107 DO REGIMENTO INTERNO, O SR. PRESIDENTE DETERMINOU A INCLUSÃO DO REQUERIMEN- TO NA ORDEM DO DIA EM: PUBLICADO NA PÁGINA N. 44 Senhor Presidente, REQUERIMENTO Nº 162 / 09 Na forma regimental, requeiro a V. Exa. que, depois de ouvido e manifestado o Plenário, seja encaminhado ofício convidando o Exmo. Sr. Diretor Presidente da Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão CAEMA, Dr. João Reis Moreira Lima, para participar de uma Sessão Especial, a ser realizada no dia 25 de Junho de 2009 (quintafeira), às 11:00 horas, no Plenário da Assembleia Legislativa para falar sobre o seguinte: 1. Venda de Lotes da Reserva Ambiental do Batatã pelo Expresidente da CAEMA? 2. Qual o modelo de gestão a ser adotado pela CAEMA a partir de agora, para apurar as denúncias de venda ilegal de lotes da Reserva Ambiental do Batatã veiculadas no JOR- NAL A TARDE, dia 07 de junho de 2009 (domingo) e no blog do Jornalista Luis Cardoso? matérias em anexo. 3. Quais os projetos a serem executados pela CAEMA em prol do abastecimento d água e do esgotamento sanitário da Grande São Luís? 4. Qual a Fonte dos Recursos a serem aplicados? 5. Qual o montante desses recursos? 6. Qual o prazo para aplicação dos mesmos? 7. Qual o prazo para funcionamento das estações de tratamento de esgoto sanitário? 8. Qual a demanda atendida? e,

6 6 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE Outros assuntos pertinentes à pasta da Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão CAEMA. Plenário Nagib Haickel do Palácio Manoel Bequimão, em São Luís, 08 de Junho de ALBERTO FRANCO - DEPUTADO ESTADUAL PSDB [email protected] - [email protected] NOS TERMOS DO ART. 107 DO REGIMENTO INTERNO, O SR. PRESIDENTE DETERMINOU A INCLUSÃO DO REQUERIMEN- TO NA ORDEM DO DIA EM: Senhor Presidente, REQUERIMENTO N.º 163 / 09 Na forma regimental, requeiro a Vossa Excelência que, após deliberação do Plenário, seja enviada mensagem de Solidariedade a valorosa classe dos Engenheiros, Arquitetos, Agrônomos e Veterinários do Maranhão, representados pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Maranhão CREA- MA, e pelo Sindicato Dos Engenheiros no Estado do Maranhão, que em Nota, ambas publicadas no Jornal Pequeno de ontem, dia 7, repudiam e lamentam profundamente a decisão da Senhora Governadora do Estado, contestando, no Supremo Tribunal Federal, a lei que estabelece piso de seis salários mínimos para esses profissionais. A Lei nº A, em vigor desde 1966, determina que profissionais de engenharia recebam uma remuneração mínima de 6 (seis) salários mínimos nacional, como retribuição a jornada de 6 (seis) horas alem de horas excedentes com adicionais de 25 %. Isso significa que para uma jornada de 8 (oito) horas o engenheiro receberá 8,5 (oito virgula cinco) vezes o salário mínimo nacional. Caso o Supremo acate a contestação do Governo do Estado, mais de 15 mil profissionais de engenharia do Maranhão serão prejudicados pela decisão, da Governadora que demonstra dessa forma, que não tem interesse em promover o bem estar e a melhoria desses profissionais. Não querer cumprir uma lei que está em vigor há quase 50 anos, é uma violência aos direitos constitucionalmente adquiridos e consolidados pela classe dos engenheiros. É uma agressão a uma categoria de profissionais indispensáveis na prestação de serviços essenciais a coletividade e ao desenvolvimento do Estado. Na sua Nota Oficial o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia CREA-MA, repudia a atitude da Governadora, afirmando que ato dessa natureza demonstra o quanto esse governo que aí está é despreparado para administrar um estado que tem tudo para ser um dos maiores em desenvolvimento, porem as políticas públicas anunciadas e postas em prática, denunciam o descaso com as forças produtoras em detrimento de uma minoria privilegiada De fato, a atitude da Governadora em representar perante o Supremo Tribunal Federal para não conceder um direito adquirido pelos profissionais de engenharia, é uma prova inconteste da insensibilidade de um governo que não se interessa pelo povo muito menos pelos servidores públicos. Retrata bem a forma como se está governando o Maranhão em total desrespeito aos direitos dos seus cidadãos. Por tudo isso solidarizo-me com a categoria dos Engenheiros, Arquitetos, Agrônomos, Geólogos, Geógrafos, Meteorologistas e Veterinários, associando-me a sua revolta contra a falta de compromisso; de desprezo e desconsideração da Governadora do Estado para com essa laboriosa classe que tantos serviços presta ao Maranhão. Requeiro, por fim, que a Mensagem de Solidariedade seja enviada ao Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Maranhão CREA-MA, através do seu Presidente, Engenheiro Raymundo Portelada e ao Sindicato Dos Engenheiros no Estado do Maranhão, através de sua Presidente, Engenheira Maria Odinéa Santos Ribeiro, ambos nesta Capital. SALA DAS SESSÕES DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO MARANHÃO, em São Luís, 09 de junho de Edivaldo Holanda - Deputado Estadual PTC NOS TERMOS DO ART. 107 DO REGIMENTO INTERNO, O SR. PRESIDENTE DETERMINOU A INCLUSÃO DO REQUERIMEN- TO NA ORDEM DO DIA EM: Senhor Presidente, INDICAÇÃO N 311 / 09 Requeiro a Vossa Excelência, na forma regimental, que, depois de ouvida a mesa, seja enviado ofício ao governador João Alberto de Souza no sentido de autorizar a continuação do serviço de pavimentação da estrada que liga o município de Buriti Bravo à cidade de Colinas. Plenário Deputado Nagib Haickel do Palácio Manoel Bequimão, em São Luís, 26 de maio de Manoel Ribeiro - Deputado Estadual NA FORMA DO ART. 146 DO REGIMENTO INTERNO, O SR. PRESIDENTE DETERMINOU O ENCAMINHAMENTO DA PRESENTE INDICAÇÃO. O SENHOR PRIMEIRO SECRETÁRIO EM EXERCÍCIO DEPUTADO STÊNIO REZENDE - Expediente lido, Senhor Presidente. VICTOR MENDES - Expediente lido à publicação. III - PEQUENO EXPEDIENTE. VICTOR MENDES - Deputado Victor Mendes. Peço ao Deputado Marcelo para assumir a Mesa. O SENHOR DEPUTADO VICTOR MENDES (sem revisão do orador) Bom dia a todos, Senhoras Deputadas, Senhores Deputados, imprensa, Senhor Presidente Deputado Marcelo, membros da Mesa, funcionários, internautas. Gostaria de ocupar o espaço do tempo do Pequeno Expediente, nobres colegas deputados, para parabenizar a Defensoria Pública por ter lançado no dia de ontem mais um posto avançado que irá descentralizar as ações e os trabalhos da Defensoria Pública. Então, eu parabenizo toda categoria em nome da Defensora Geral, Doutora Ana Flávia, por essa iniciativa de descentralizar as ações da Defensoria Pública e espero que um dia também, como já é de interesse do deputado Presidente que a Defensoria também possa vir e praticar suas ações aqui também nesta Casa como uma forma de descentralizar a sua gestão administrativa, seu procedimento e melhor atender a população. Feito esse registro inicial, passo ao segundo registro para informar aos colegas deputados de um projeto de lei de minha autoria e ao mesmo tempo solicitar o apoio dos colegas em especial aos membros das comissões temáticas que é um projeto de lei que diz que tem como objetivo, permitir que as polícias no curso das investigações criminais tenham acesso às informações sobre localizações de aparelho de telefonia móvel, pertencentes às pessoas objeto da inquirição referida. Essa proposição, esse projeto de lei, visa justamente dar uma celeridade no inquérito policial, uma vez que hoje o acesso a telefonia tem que ser expedido apenas com autorização do juiz e dessa forma nós estamos dando uma flexibilidade para os delegados que presidem os inquéritos dentro de um determinado limite, principalmente nesse crime que foi recentemente instituído através da Lei Federal nº que trata do sequestro relâmpago que, às vezes, as pessoas são sequestradas, mas através do rastreamento do celular ou das últimas ligações o Delegado tem como localizar essas pessoas que são vítimas de sequestro permanente ou de sequestros relâmpagos. Então, este é o nosso texto já esta tramitando na Casa, já esta indo para as comissões temáticas e visa justamente dar esta celeridade ao acesso

7 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE das informações de celular para que o delegado tenha essa liberdade. O delegado de Polícia ele tenha essa atuação de localizar com maior rapidez essas pessoas que são vítimas dessa violência e dessa criminalidade. Então a idéia é desburocratizar o acesso a essas informações do celular. O texto da lei estipula no seu Artigo 1º: Fica a empresa concessionária de serviços telefonia celular obrigada a fornecer informações sobre a localização de aparelhos de clientes à autoridade da policia judiciária do Estado, mediante solicitação ressalvado o sigilo dos conteúdos das ligações telefônicas. Então esse é o principal objeto e o principal propósito da lei, fazer com que o delegado consiga localizar, porque no aparelho de celular você consegue rastrear onde está o usuário daquele telefone sem que peça uma autorização para a justiça. Esse projeto de lei também já virou lei no estado de Minas Gerais, se aprovado o Maranhão será o segundo Estado da federação a ter essa lei, que eu tenho certeza que vai ser interessante do ponto de vista de garantir a nossa segurança, principalmente nesse crime novo que está tipificado na Lei Federal n.º de 17/04/2009 que é o sequestro relâmpago. Então dessa forma através desse projeto de lei que conto com o apoio dos membros da Comissão de Constituição e Justiça e do Plenário, posteriormente, uma vez aprovada e sancionada pelo Governo vai ser um combate forte à criminalidade. Muito obrigado pela atenção de todos. VÍCTOR MENDES Deputado Edivaldo Holanda, cinco minutos sem direito a apartes. O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA (sem revisão do orador) Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Parlamentares, Imprensa, galeria, internautas, funcionários. Eu quero fazer um registro Senhor Presidente, que eu sei que o Deputado Penaldon, que o Presidente Marcelo Tavares também deve fazê-lo na manhã deste dia, que é a reunião que nós tivemos ontem na Baixada Maranhense, mais precisamente na cidade de Pinheiro, com o ex-governador o José Reinaldo Tavares e dezenas de lideranças políticas de toda a região da Baixada Maranhense e políticos de outras regiões do Estado do Maranhão. Senhor Presidente, nós estivemos ali, deputados estaduais, deputados federais, Deputado Chico Leitoa, desculpe eu não citei V. Exª. que talvez também venha a Tribuna fazer este registro, por que V. Exª. também esteve lá e falou, mas deputados federais, estaduais, ex-secretários de Estado, vereadores, prefeitos, ex-vereadores, ex-prefeitos, lideranças civis, eclesiásticas, a sociedade civil organizada, em um grande movimento, em uma grande reunião na cidade de Pinheiro, no auditório do colégio Pinheirense. Ali foi feito uma visita também ao arcebispo da cidade Dom Ricardo, que nos recebeu muito bem e que nos recepcionou ali na cidade de Pinheiro, muitos foram os oradores Deputado Victor Mendes, muitas foram às reclamações contra o sequestro dos recursos que foram feitos ali diretamente dos cofres da prefeitura de Pinheiro, dinheiro que foi destinado em convênio pelo ex-governador Jackson Lago para a construção de um grande hospital de referência para a Baixada Maranhense, recursos para drenagem, recursos para asfaltamento da cidade, para 15 km de meio fio enfim, recursos importantes para a infraestrutura da cidade de Pinheiro e também para a questão de saúde de toda a Baixada Maranhense. A Governadora deu um presente aos pinheirenses, retirando dez milhões dos cofres municipais e depositando dois. Foi uma troca, Deputado Lima, no mínimo, curiosa. Você me dá dez milhões e eu lhe entrego dois. Me dê seus dez milhões aqui para mim e eu lhe passo dois, não é um bom negócio? Assim foi o negócio que a Governadora fez na cidade de Pinheiro, pegou os dez milhões da Infraestrutura e desse hospital e entregou dois para a construção, segundo palavras do jovem Deputado Victor Mendes, para a construção no máximo de um pronto socorro avançado, mas pronto socorro a cidade de Pinheiro já tem, o que aquela cidade necessita é de um hospital de alta complexidade, de referência para toda a Baixada Maranhense. Essa esperança, essa expectativa foi subtraída dos baixadeiros e de toda a Baixada Maranhense, mas especialmente da terra do Ex-Presidente da República José Sarney que deixou a sua cidade, mais uma vez, a ver búfalos. E nós ali, Deputado Marcelo, presidentes de dez partidos políticos, ouvimos o pronunciamento de V.Exa., Deputado Marcelo, um pronunciamento contundente, um pronunciamento que deixou todos motivados, emocionados com as palavras proferidas ali, naquela reunião memorável, as palavras do Nobre Deputado Penaldon Jorge que fez um protesto veemente em favor da cidade de Pinheiro. Penaldon Jorge fez um pronunciamento também que deixou todos emocionados, quando falava diretamente aos corações dos pinheirenses e de todas as cidades que compõem a Baixada Maranhense. O Deputado Chico Leitoa também levou sua contribuição, fazendo um excelente pronunciamento de solidariedade aos pinheirenses e a todos da Baixada Maranhense. Senhor Presidente, nós voltaremos à tribuna desta Casa tratando de outros assuntos importantes no Grande Expediente, no tempo destinado aos blocos. Obrigado. TAVARES Deputado Rubens Pereira Junior, cinco minutos sem direito a apartes. O SENHOR DEPUTADO RUBENS PEREIRA JÚNIOR (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, membros da Mesa, Nobres Colegas Deputados, imprensa, galeria, funcionários da Casa, internautas. Senhor Presidente, diversas vezes, ao defender e encaminhar projetos, discutir projetos desta tribuna, nós lamentamos a falta do poder de legislar por parte da Assembleia Legislativa, e veja o quanto contraditório isso é. O Poder Legislativo Estadual, órgão responsável, dentre outras funções, por principalmente legislar para todo o Estado do Maranhão, se vê de mãos atadas, como por falta de iniciativas em matéria de serviço público, mas nós já aprovamos uma emenda por não poder legislar sobre matéria tributária, sobre servidores públicos, sobre remuneração, sobre orçamento e tantos outros pontos sobre os quais a Assembleia Legislativa não pode legislar. É um Poder de mãos atadas, mas isso precisa ser revisto, precisa ser reformado especificamente quanto à Constituição Federal no que trata desse assunto, e precisa ser reformado, como disse a Constituição Federal, a partir de uma força-tarefa de todas as Assembleias Legislativas do nosso País, e é isso que a UNALE (União Nacional das Assembleias Legislativas) vem fazendo, propor um novo pacto federativo onde não haja uma extrema concentração de poderes na União, deixando os Municípios e os Estados em segundo plano. Isso hoje nós percebemos claramente no poder de legislar, percebemos claramente na distribuição de recursos, já que grande parte do orçamento fica restrita à União, o que sobra é repassado aos Estados e Municípios. É por isso que está tramitando nas Assembleias Legislativas uma PEC, uma Proposta de Emenda à Constituição, para alterar os artigos da Constituição Federal, os artigos 22, 24, 61 e 220. Esses artigos, quando forem devidamente alterados, são os artigos que darão às Assembleias Legislativas Estaduais o poder para formular leis que tratem sobre trânsito e transporte, direito agrário, diretrizes e bases da educação, propaganda comercial, licitação e matéria processual. Sobre todos esses assuntos, Deputado Pavão, hoje de iniciativa exclusiva do Congresso Nacional, a Assembleia Legislativa, ainda que quisesse, não poderia legislar. Imaginem nós, senhores, os deputados estaduais que estão mais próximos da realidade dos Estados e são quem têm melhor poder para legislar sobre trânsito e transporte, quer dizer, nós de fato somos quem conhecemos a situação do Estado que é onde acontece. Nós deveríamos poder legislar sobre licitação, mas, no Estado do Maranhão, a Assembleia Legislativa não pode legislar nada sobre licitação. Não podemos, por exemplo, criar uma lei para dar preferência às empresas maranhenses, porque a competência é privativa do Congresso Nacional. Quantos e quantos projetos de lei não são rejeitados na CCJ por tratarem de ampliação de programas educacionais. Os deputados querem incluir a matéria de Direitos Humanos, querem incluir uma matéria típica da história do Maranhão na grade curricular, e ele não pode, porque nós não podemos legislar sobre diretrizes e bases da educação. Mas cada estado tem uma situação diferente, quer dizer, tem que ter a lei nacional, Deputado Lima, mas nada deve impedir que uma lei estadual regulamente especificamente a situação daquele estado. A situação do Estado do Maranhão é completamente diferente da situação do Estado do Rio Grande do Sul, especialmente no âmbito educacional. São essas

8 8 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE 2009 particularidades que precisam ser legisladas dentro do seu âmbito mais restritivo, mas dentro da sua forma mais especialíssima possível. E é justamente por isso que as Assembleias Legislativas Estaduais têm que ter o direito de legislar sobre esses assuntos: trânsito e transporte, direito agrário, diretrizes e bases da educação, propaganda comercial. Vejam, senhores, é necessário que uma lei do Congresso Nacional, lá em Brasília, legisle sobre propaganda comercial. Talvez fosse o caso inclusive de serem os próprios municípios que legislassem sobre esses assuntos. Quanto licitação e matéria processual, por exemplo, nós sabemos que o andamento de um processo no Estado do Maranhão é completamente diferente do andamento de um processo no Estado de São Paulo e é por isso que é necessário que haja leis estaduais mais específicas ainda. E é por isso que a UNALE (União Nacional das Assembleias Legislativas) vem se unindo para que possa dar entrada numa PEC à Constituição Federal alterando esses dispositivos. Os caminhos para isto são dois: um parlamentar ou um congressista dar entrada direto na Câmara dos Deputados tratando desse assunto, mas aí é difícil porque eles estarão cedendo os seus poderes, ou pode ser dada entrada nesta PEC se aprovada por mais da metade das Assembleias Legislativas Estaduais. É necessário que 14 das 27 Assembleias Legislativas aprovem internamente e aí se dá entrada com força de PEC como se tivesse dada entrada por qualquer outro congressista nesse referido projeto. O que estará sendo proposto então, Deputado Chico Gomes, é uma nova discussão do Pacto Federativo, onde nem todos os poderes de legislar fiquem apenas na União, no Congresso Nacional, e que sejam mais bem distribuídos entre União, Estados e Municípios de acordo com a sua proximidade e a sua competência. Até agora quatro Estados já aprovaram a proposta: Minas, Roraima, Paraíba e o Espírito Santo. Em outros dois Estados já está tramitando essa proposta: Santa Catarina e Rondônia. É necessário que a Assembleia Legislativa do Maranhão não fique atrás na discussão do resgate do poder de legislar por parte das Assembleias Legislativas. E fica aqui o pedido ao Senhor Presidente Marcelo Tavares, que publique essa proposta de Emenda Constitucional para que a Casa possa discutir e votar, em dois turnos, para que finalmente seja alterada a Constituição Federal e seja valorizado ainda mais o Poder Legislativo Estadual, a Assembleia Legislativa do Maranhão. Esta era a minha contribuição, Senhor Presidente. TAVARES Com a palavra, o Senhor Deputado Chico Leitoa, por cinco minutos, sem direito a apartes. O SENHOR DEPUTADO CHICO LEITOA (sem revisão do orador) - Senhores Deputados, Senhoras Deputadas, senhores da galeria, da imprensa, gostaria de fazer este registro que o Deputado Edivaldo aqui já veio fazê-lo, para falar da satisfação que eu tive no dia de ontem na reunião realizada no município de Pinheiro, onde várias lideranças ligadas à atual Oposição no Estado do Maranhão fizeram um ato cívico, político que com certeza absoluta renderá frutos para o futuro político do Estado do Maranhão. Não há democracia sem um mínimo de equilíbrio e o que está se tentando estabelecer é exatamente o equilíbrio das forças políticas do Estado do Maranhão para que a nossa população tenha possibilidade de se manifestar, quando chamada a decidir pelo seu próprio destino. Fiquei feliz com as falas e com os discursos, principalmente com as presenças, vi hoje alguns registros dizendo que a nossa reunião não tinha ninguém, então é querer tapar o sol com a peneira, havia várias lideranças e principalmente gente da população. Disse que apenas 6% da população faz política, pois ali estávamos muito bem representados, Deputado Edivaldo, porque além das lideranças fortes como as do ex-ministro Vidigal, do ex-governador José Reinaldo, dos quatro deputados federais, do PSDB, do PT do PDT, do Presidente da Assembleia, da presença de deputados estaduais que aqui já citados pelo Deputado Edivaldo, fiquei feliz pela condução dos trabalhos. Um trabalho sério, sem agressões, com os devidos discursos que muito contribuirão para o futuro político, principalmente da Oposição. Até porque existe terra fértil, existe um sentimento no sentido das falas, no sentido do verdadeiro objetivo daquela reunião. Fiquei feliz, aliás, essa sempre foi a maneira que fizemos política foi juntando gente, porque nós sempre acreditamos que a força do povo é imbatível, mas o povo só reage quando ele é animado e quem tem que reagir, quem tem que animar é exatamente são esses 6% que faz política. Estamos aí incluídos neles e fiquei feliz pelo resultado que com certeza absoluta terá vários desdobramentos positivos para política do Maranhão. Gostaria neste dia de hoje também, fazer outro registro, porque nós da Comissão de Segurança Pública, queria inclusive aqui, o Deputado João Batista está presente, nós recebemos um relatório de um trabalho feito em Imperatriz na Penitenciária, que ali registrou a verdadeira situação daquele presídio e na sexta-feira passada eu até, de certa maneira, sensibilizado pelo relatório encaminhado aqui pela Juíza Samira, fui ao presídio de Timon, que, aliás, a gente estava iniciando um trabalho com a Secretaria de Segurança Pública para que o presídio tivesse suas instalações e, principalmente, seu funcionamento melhorado. E fiquei realmente estarrecido com a situação, o presídio com capacidade para 150 presos, tem 265 nas piores condições que se pode viver. Sei que não é coisa nova, mas porque esse presídio não é velho, esse presídio foi construído no governo passado, do ex-governador Jackson Lago, quando era secretário o atual Secretário Raimundo Cutrim. Aliás, à época fui eu que consegui, nós, aliás, que conseguimos a doação do terreno para que fosse feito o presídio. E eu queria aqui fazer uma alusão a mais uma Indicação que fiz aqui na Mesa da Casa, para que a Secretaria de Segurança Pública faça uma intervenção, o mais urgente possível, naquele presídio sob pena de, ao invés de termos ali a possibilidade de ressocializar algumas pessoas, termos mais pessoas revoltadas. Eu acho que é o momento de nos juntarmos para que possamos recuperar algumas almas penadas que estão ali naquela situação desumana e que ficamos realmente... a situação é muito pior do que a gente pensava. Então, queremos deixar este apelo aqui, Senhor Presidente, e que nossa Indicação já encaminhada e publicada pela Mesa, fosse encaminhada com mais urgência possível ao secretário de Segurança. E na reunião de amanhã da Comissão de Segurança Pública vamos, através dela, encaminhar a situação real que encontramos naquela Casa de Detenção. Portanto, nós queremos ratificar a nossa Indicação e fazermos dessa Indicação instrumento para que a Secretaria de Segurança do Estado possa ali chegar e agir em benefício daquelas pessoas. Muito obrigado. TAVARES Com a palavra, a Senhora Deputada Helena Barros Heluy, por cinco minutos, sem direito a apartes. Convido o Deputado Marcos Caldas para compor a Mesa. A SENHORA DEPUTADA HELENA BARROS HELUY (sem revisão da oradora) - Senhor Presidente, Senhoras Deputadas, Senhores Deputados, companheiros da imprensa, senhoras e senhores que estão na galeria, funcionários, internautas, vários assuntos da maior importância estão vindo à baila hoje nas falas deste Pequeno Expediente. Eu quero fazer um link com a fala do Deputado Rubens Júnior trazendo mais uma vez o seu grito, seu lamento, sua angústia com as limitações, proibições ou restrições que o Parlamento, sobretudo os parlamentos estaduais sofrem no seu direito ou poder, dever de legislar. Gostaria de acrescentar ao Deputado Rubens que, além disso, dessa frustração que temos, há outro sentimento também doloroso, Deputado Lima, é quando conseguimos que uma iniciativa nossa escape das rejeições da CCJ nossa ou através de vetos do Executivo, essas iniciativas são aprovadas, sancionadas e não têm eficácia, por isso quero parabenizar o Deputado Pavão Filho por sua iniciativa também de encaminhar ao Ministério Público, que é desnecessário, mas em que tempos estamos vivendo e em que país estamos vivendo que temos que dizer que Leis têm que ser cumpridas, têm que ser observadas. E já estou pedindo vênia inclusive, e faço um comercial dessa iniciativa, que todos nos deputados diante das leis que nasceram por iniciativa nossa, pessoal de cada parlamentar, que sejam encaminhadas ao Ministério Público para as devidas providências, afinal o Ministério Público é fiscal da execução da lei. Faço esse registro porque fiquei realmente refletindo muito tempo depois que vi a Indicação do Deputado Pavão Filho. Mas eu quero falar que lamentavelmente dia cinco de

9 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE junho não tivemos a oportunidade porque era sexta-feira e no dia quatro também não houve sessão, salve engano quinta-feira, e eu queria fazer um registro daquilo que eu pedi que seja levado para os Anais da Casa e publicado no Diário da Assembleia que foi o Artigo do Deputado Federal Flávio Dino publicado no Jornal Pequeno da semana passada, quinta-feira última. O Artigo do Deputado Flávio Dino seria bom que os colegas deputados estivessem com ele em mão, mas foi da semana passada. É uma grande reflexão para todos nós sobre a questão do meio ambiente em nosso país, no mundo também, mas vamos ficar no nosso país, vamos ficar no nosso Maranhão. Todos nós estamos impactados com tudo que tem acontecido, vem acontecendo tudo, porque eu já ouvi referências de técnicos e eu ouvi referências, Deputado Penaldon, em noticiários da imprensa nacional atribuindo, inclusive às mudanças climáticas possibilidades de causa do acidente do avião da Air France. Não é querer exigir demais não, atribuir-se também um acidente desta monta contendo lá na sua causa as mudanças climáticas, mudanças climáticas. E é por isso que eu continuo insistindo, vamos lamentar, vamos nos solidarizar, mas vamos ter a coragem e a competência de dizer basta, basta de tanta agressão ao meio ambiente. O Artigo do Deputado Flávio Dino em um dos trechos diz o seguinte: Mas os tempos atuais nos exigem uma nova atitude a ser vinculada essa data, data de cinco de junho, para que ela se transforme num momento de reflexão coletiva sobre o que devemos fazer agora para garantir a sobrevivência da nossa Casa a Terra. É um compromisso fundamental que temos com as atuais, com as futuras gerações. O principal sintoma de que algo anda muito errado ao clima o qual alterado pelo aquecimento global causado pela poluição e desmatamentos desenfreados vem surpreendendo o planeta com temperaturas cada vez mais extremas tanto de frio quanto de calor, com secas, inundações, furacões, tsunamis a cada ano mais violentos. E continua, faz uma análise sobre a situação do Nordeste agora sobre a situação do Maranhão, Deputado Arnaldo Melo, e continua e vou ler apenas um pequeno tópico. No mundo todo cerca de 300 mil pessoas já morrem anualmente em decorrência das mudanças de clima, vitimadas por uma longa lista de catástrofes naturais. Se mantivermos os padrões de destruição atuais, sem que medidas profundas comecem a ser implantadas agora e em nível mundial, a previsão de que em 2030, 2030, Deputada Cleide, serão meio milhão de mortes por ano. Os dados vêm do mais completo estudo já realizado até o momento sobre o aquecimento global divulgado no último dia 29 pelo Fórum Humanitário Global Organização Internacional. Por isso, Senhores Deputados, eu não peço apenas a transcrição nos Anais da Casa e no Diário da Assembleia deste artigo, mas que o seu conteúdo seja um grito muito forte a ecoar em todos nós, com nossas responsabilidades cidadãs com a nossa responsabilidade parlamentar no dia 18 próximo deputados e deputadas, Deputada Graça Paz, nós vamos ter aqui uma Audiência Pública dia 18 de junho a partir das 14 horas em cima do seguinte ponto, dentro da questão do meio ambiente; Mudanças Climáticas e Desertificação. Desertificação é que o nosso planeta está se transformando em deserto, este planeta que o Maranhão faz parte que os municípios que nós conhecemos fazem parte também. Eu gostaria de vê-los de encontrá-los participando dessa Audiência Pública. Obrigada. TAVARES Deputado Pavão Filho, cinco minutos sem direito a aparte. O Deputado Pavão Filho ressurgiu no plenário, peço um pouquinho de paciência a V. Exª. Deputado Pavão Filho. O SENHOR DEPUTADO PAVÃO FILHO Senhor Presidente, eu não ressurgi, eu estou presente. TAVARES - Peço que se seja corrigida a palavra que o Presidente utilizou V. Exª. está presente. O SENHOR DEPUTADO PAVÃO FILHO (sem revisão do orador) - Sou um dos mais assíduos desta Casa, Senhor Presidente, ressurgiu eu entendi nós tínhamos sumidos depois ressurgimos, não, nós estávamos presentes. Senhor Presidente, nós estamos vindo aqui hoje para reafirmar o grande debate que teremos na próxima terça-feira é um momento histórico para essa Casa, para o Estado do Maranhão que essa Casa representa. Um debate que interessa a sociedade do Estado do Maranhão e a sociedade brasileira que é a reforma política que está em tramitação no Congresso Nacional. Nós convidamos através da aprovação dos nobres pares, todos os Deputados Federais, os Senadores da Bancada do Maranhão na Câmara Federal, para que na próxima terça-feira aqui neste plenário às 11horas, tenhamos um grande debate sobre a proposta que o Governo Federal mandou para o Congresso Nacional, sobre as propostas que estão tramitando de iniciativa dos congressistas, a perspectiva de alguma modificação na Legislação Eleitoral em vigor, esses detalhes da reforma política é importante que nós debatêssemos com a Bancada Federal, porque a reforma política senhor Presidente, senhores e senhoras Deputadas, é a mãe das reformas é a partir das regras eleitorais é que se estabelece a forma e a maneira de estabelecer critérios para a escolha de nós representantes do povo brasileiro seja nas cidades através dos prefeitos, das câmaras, dos vereadores, dos Estados, dos governadores e dos deputados estaduais e no Brasil do Presidente da República e do Congresso Nacional. E a partir das regras estabelecidas dentro da legislação eleitoral que se estabelecem critérios, formas da escolha por parte do cidadão, que é o patrão, de todos os representantes da sociedade. Então a reforma política é a principal reforma política que hoje tramita no Congresso Nacional. E precisamos discuti-la de forma didática, de forma objetiva com os atores que farão, se é que vão fazer essa reforma, que são os deputados federais, que são os senadores. Daí a importância senhor Presidente, desta Casa ter o maior número de parlamentares possível da sociedade maranhense, de vereadores, prefeitos, das entidades representativas da sociedade organizada para esse grande debate, para essa grande discussão com os nossos representantes no Congresso sobre a reforma política. Há perspectiva de se aprovar alguma coisa até setembro? O que há de possibilidade de se modificar a regra até setembro? Até setembro porque a Constituição Federal diz que nada pode ser alterado na regra eleitoral que não seja feito um ano antes das eleições. As eleições acontecem no primeiro domingo de outubro e o primeiro domingo de outubro de 2010 será 03 de outubro. Então o Congresso Nacional terá até o final de setembro para fazer qualquer modificação nas regras eleitorais neste país. Então, portanto, queremos mais uma vez, convocar todos os colegas deputados e deputadas para que na próxima terça-feira, dia 16, às 11 horas, nessa sessão especial aprovada por esta Casa possamos discutir com os deputados federais que virão para esta Casa, os senadores que virão, espero que venham todos que foram convidados. E espero que até amanhã a Secretaria Geral da Mesa, já está confirmando com o gabinete dos senhores senadores e deputados federais as vossas presenças neste Parlamento. Eu acho que é um debate salutar, é um debate grande que discute um tema estrutural que é a reforma política, que tramita no Congresso Nacional. Portanto, Senhor Presidente, amanhã nós voltaremos a esta tribuna já para dar o nome dos deputados federais e senadores que confirmaram presença até a amanhã. Espero que todos confirmem até a próxima segunda-feira, para que na terça-feira estejamos aqui todos juntos discutindo um assunto de interesse do Maranhão e de interesse do Brasil. Muito obrigado. TAVARES Com a palavra a Deputada Graça Paz, por cinco minutos sem direito a apartes. A SENHORA DEPUTADA GRAÇA PAZ (sem revisão da oradora) Senhor Presidente, Senhoras Deputadas, Senhores Deputados, senhores da galeria que acompanham sempre aqui o nosso trabalho, senhores da imprensa, funcionários e internautas, ouvindo o discurso aqui do Deputado Rubens Pereira Júnior, imediatamente me inscrevi para vir aqui me juntar a essa preocupação do Deputado Rubens, mas logo depois a Deputada Helena veio e fez assim o uso das palavras que eu gostaria de fazer, mas eu quero repetir e reforçar porque eu acho que a nossa prerrogativa é praticamente castrada no momento que nós não podemos legislar sobre vários interesses da

10 10 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE 2009 nossa população, isso nos deixa realmente como foi dito pelo Deputado Rubens Júnior nos deixa atados, porque nós que sentimos as necessidades, nós que andamos pelo interior do nosso Estado que vemos o que nosso povo, o que nossa população precisa e vindo aqui nós lutamos para tentar resolver essas situações, que vimos da carência da nossa população dos anseios do povo do nosso Estado. E nós que somos os representantes não conseguimos legislar da forma que nós achamos que devemos legislar; que precise que nossa população nos colocou aqui exatamente para isso, e por essa razão eu fiz aqui um requerimento para Mesa da Assembleia que foi aprovado aqui por esta Casa, onde eu peço uma Comissão de cinco deputados para no prazo de 120 dias nós podermos estar e eu quero fazer parte dessa comissão, para podermos analisar a eficácia das leis estaduais, junto à sociedade bem como avaliar a fiscalização realizada pelo Ministério Público, pelos órgãos Executivos, e pelas demais entidades pertinentes do cumprimento das normas que essas leis requerem. E quando nós vemos, eu tenho aqui três leis e eu fiz esse requerimento não só por minha causa, porque eu sei que muitos deputados aqui sofrem essa mesma angustia de luta para ter leis aqui sancionadas, primeira aprovada pela Casa, e depois sancionada pelo Poder Executivo. E essas leis não são cumpridas, por essa razão é que eu estou pedindo aqui e pedi aqui a Mesa o apoio dos deputados, para que a gente possa fazer esta Comissão ir junto aos órgãos competentes e insistir e cobrar para que essas leis sejam cumpridas, a lei que obriga os donos de ferry boat, a dar uma melhor acessibilidade para aquelas pessoas com deficiência, aquelas pessoas com mobilidade reduzida, essa lei não está sendo cumprida, a lei que obriga os donos de empresas de transporte coletivo intermunicipal, a colocar um detector de metal na porta do ônibus, e um sistema de comunicação para que as pessoas que estão lá dentro do ônibus viajando no nosso Estado que elas possam ter essa proteção, e que essa proteção não esta acontecendo, porque todos os dias existem os assaltos nas estradas, são vidas que são tiradas, são pessoas que são humilhadas, são os pertences, os bens materiais das pessoas e fica por isso mesmo e são empresas de ônibus que tem obrigação de ressarcir esses danos materiais. E não ligam porque as pessoas não sabem que existe uma lei, e que naquelas passagens tem uma taxa que obriga essas empresas a pagarem, ressarcirem os bens que foram tirados, infelizmente, a vida não tem preço que pague, mas já tem empresa aqui que paga por uma pessoa que morreu, que foi assassinada dentro do ônibus e a família entrou na Justiça porque sabia dos seus direitos e está recebendo, mas nem todo mundo sabe disso, aliás, poucas pessoas sabem que podem levar à Justiça e requerer isso aí. E eu já estou dizendo aqui que seja publicada na Imprensa para que as pessoas possam ter essa informação e acionar as empresas para que ressarçam, não tem vida ressarcida, mas que ressarçam os bens materiais e que essas pessoas possam ter os seus direitos. E eu quero aqui o apoio da imprensa, o apoio dos meus colegas para que dentro de 120 dias a gente possa estar criando essa comissão e ir ao Ministério Público, nos Órgãos competentes e cobrar para que essas leis efetivamente devam ser cumpridas. A lei também dos empacotadores onde obrigam os supermercados a colocar empacotadores, os empacotadores estavam sumindo dos mercados e depois da lei eles voltaram, não na sua totalidade, mas estão aí, quer dizer, o nosso país o nosso Estado com essa falta de emprego, todos os empacotadores estavam sendo dispensados, fazendo com que os próprios consumidores empacotassem as suas mercadorias. Mas graças a Deus, graças à população também que está aí cobrando todos os dias quando eles vão e tem que empacotar, quando não chega o empacotador, aí dizem: Eu vou falar com a Deputada Graça Paz. E o gerente já manda aqui, porque as leis têm que ser cumpridas. É angustiante, como falou aqui a Deputada Helena, quando a gente trabalha, luta, viaja para fazer uma lei, para criar uma lei para facilitar a vida da população e essa lei, depois de aprovada, depois de sancionada não é cumprida. Então, eu agradeço aqui a Mesa, agradeço ao plenário por me ajudar, por ter aprovado e eu tenho certeza que vão nos ajudar a fazer com que essas leis sejam efetivamente cumpridas. Obrigada, Senhor Presidente. MARCOS CALDAS Com a palavra o Senhor Deputado Penaldon Jorge, por cinco minutos sem direito a apartes. O SENHOR DEPUTADO PENALDON JORGE (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhores Deputados, Senhoras Deputadas, comitê de Imprensa, galeria, internautas. Nós aproveitamos a oportunidade hoje para registrar, também aqui como já fizeram alguns oradores, a reunião acontecida ontem lá na cidade de Pinheiro e o espírito que realmente foi colocado naquela reunião, lá no auditório do Colégio Pinheirense, da Diocese de Pinheiro. Onde tivemos a presença de muitas lideranças políticas e expressivas lideranças que se posicionaram, quatro deputados federais que também colocaram seu ponto de vista com relação à perspectiva das eleições de 2010 e onde a população pinheirense e de muitos outros municípios da região da Baixada, estiveram presentes e puderam expressar os seus sentimentos, puderam expressar as suas manifestações políticas e uma reunião bastante aberta em que todos tiveram esta oportunidade e nós queremos agradecer a presença dos deputados estaduais que lá estiveram e os seus pontos de vista expressados, naturalmente, mas quero aproveitar para dar uma informação a esta Casa de que, viradas as costas, nós já estamos com o débito da reunião na nossa conta. Hoje já sofremos, a partir do início da manhã, começamos a sofrer as consequências e daqui a pouco vamos voltar no Tempo do Bloco porque o assunto é um pouco mais extenso, mas eu quero aproveitar a oportunidade para dizer que essas ações, comandadas por quem a gente sabe que são comandadas, não nos intimidam até porque esta palavra intimidação, produzida por pessoas sem escrúpulos e que não têm nenhum pingo de retidão, de trato com qualquer outra coisa para tentar denegrir a nossa imagem, não tem qualquer repercussão nesse aspecto. Então, queremos aproveitar para fazer esse registro, mas vamos retornar a eles dizendo da satisfação que foi para nós, os pinheirenses, receber a todos que lá estiveram, os convidados, as lideranças políticas para uma reunião de tamanha magnitude, para uma reunião importante e que sabemos exatamente qual é a preocupação dos nossos adversários políticos no problema particular e pessoal em relação ao município de Pinheiro. Quer dizer, faz parte do jogo político e entendemos e absolvemos isso com muita franqueza, sem nenhuma mágoa de quem quer que seja. Nós sabemos que esses embates são necessários, e é preciso ter. Queria também aproveitar a oportunidade para registrar com os companheiros e companheiras deputados desta Casa, a ida amanhã da Comissão de Saúde ao município de Pinheiro e, a partir de 6h30 da manhã, os deputados da Comissão de Saúde, juntamente conosco, estarão se dirigindo ao município de Pinheiro, de manhã pelo ferry boat. Devemos retornar ao final da tarde para que possamos cumprir esta função e dizer que continuamos na linha de todos os discursos que ocorreram ontem, inclusive na reunião na qual continuamos a cobrar para o município de Pinheiro a construção de um hospital de referência, pois nós não precisamos mais de um posto de saúde no município de Pinheiro, precisamos talvez de muitos postos de saúde, mas o que nós precisamos mesmo é da construção do nosso hospital para a região do município de Pinheiro para que possamos ter parte do serviço de saúde que se desloca em filas como ainda há pouco, dentro do ferry boat, nós vínhamos agora no ferry boat de 7 horas da manhã, e os veículos que estavam à frente tiveram que sair numa velocidade imensa porque vinha uma ambulância com uma pessoa passando muito mal e muito próximo de ir a óbito. Então são situações como essas que a gente não quer que se repitam, e a construção do hospital, seja em que governo for, se faz necessária para o município de Pinheiro. Muito obrigado, Senhor Presidente. MARCOS CALDAS - Próximo orador é o Deputado Marcelo Tavares que vai ficar inscrito para a próxima Sessão, porque o tempo do Pequeno Expediente já se esgotou. Devolvo os trabalhos da Sessão para o Deputado Presidente Marcelo Tavares.

11 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE IV ORDEM DO DIA. TAVARES Projeto de Lei n.º 182/2007, de autoria do Deputado Afonso Manoel, cuja votação, em virtude da ausência do autor, fica prejudicada aguardando os prazos regimentais para que possa ser votado mesmo com a sua ausência. Projeto de Lei nº. 183/2007, também de autoria do Deputado Afonso Manoel, obedecendo, portanto, ao mesmo rito regimental. Prejudicada a votação do Projeto nº. 183/2007. Requerimentos à deliberação do Plenário: Requerimento nº. 146/2009, de autoria do Deputado Alberto Franco (lê). Em discussão. Em votação. Aprovado o Requerimento de autoria do Deputado Alberto Franco. Requerimento n.º 150/2009, de autoria do Deputado Joaquim Nagib Haickel (lê). Em discussão. Em votação. Aprovado o Requerimento de autoria do Deputado Joaquim Nagib Haickel. Requerimento n.º 151/ 2009, de autoria do Deputado Pavão Filho (lê). Em discussão. Em votação. Aprovado o Requerimento do Deputado Pavão Filho. Requerimento n.º 154/2009, de autoria do Deputado Manoel Ribeiro (lê). Em discussão. Em votação. Aprovado o Requerimento de autoria do Deputado Manoel Ribeiro. Requerimento n.º 155/2009, de autoria do Deputado Alberto Franco (lê). Em discussão. Em votação. Aprovado o Requerimento do Deputado Alberto Franco. Requerimento n.º 156/ 2009, de autoria do Deputado Edivaldo Holanda (lê). Em discussão. Em votação. Aprovado o Requerimento de autoria do Deputado Edivaldo Holanda. Requerimento nº. 157/2009 de autoria do Deputado Edivaldo Holanda (lê). Em discussão. Em votação. Aprovado o Requerimento do Deputado Edivaldo Holanda. Requerimento nº. 158/ 09, de autoria do Deputado Edivaldo Holanda (lê). Em discussão. Em votação. Aprovado o Requerimento de autoria do Deputado Edivaldo Holanda. Requerimento nº. 159/09, de autoria do Deputado Pavão Filho (lê). Em discussão. Em votação. Aprovado o Requerimento de urgência do Deputado Pavão Filho. Fica convocada uma Sessão Extraordinária, logo após esta, para votação das matérias elencadas pelo Requerimento nº. 159/09, de autoria do Deputado Pavão Filho. Requerimento nº. 160/09, de autoria do Deputado Victor Mendes (lê). Em discussão. Em votação. Pela ausência do autor do Requerimento, Deputado Victor Mendes, fica prejudicada sua votação na Sessão de hoje. Requerimentos à deliberação da Mesa. Requerimento nº. 152/09, de autoria da Deputada Helena Heluy (lê). Peço ao Deputado José Lima que venha compor a Mesa (lê). Como vota o Deputado Marcos Caldas? O SENHOR DEPUTADO MARCOS CALDAS - Sim. TAVARES - Voto pelo deferimento do Requerimento de V. Exa., Deputada, e quero reiterar a pertinência desse requerimento, principalmente no momento em que a Casa se aproxima de votar um novo pedido de empréstimo de quase R$ 300 milhões, que ainda não explicita como será o pagamento deste novo pedido de endividamento para o Estado. A matéria será publicada e depois será enviada posteriormente para as comissões e depois levada ao Plenário. Então voto pelo deferimento, reiterando a importância de nós discutirmos o endividamento do Estado do Maranhão. Requerimento nº. 153/ A SENHORA DEPUTADA HELENA BARROS HELUY Ex.ª pela ordem, apenas para... Já que V. Ex.ª inclusive justifica o seu voto, esclarecer a todo o Plenário que isto é uma solicitação que vem inclusive de um grupo de estudos da Universidade Federal do Maranhão mostrar o interesse da sociedade da comunidade acadêmica com relação à vida orçamentária do Estado. Obrigada. TAVARES Requerimento n.º 153/09 de autoria da Deputada Gardênia Castelo. (lê). Deputado Marcos Caldas? O SENHOR DEPUTADO MARCOS CALDAS Pelo Deferimento. TAVARES Deferido. Requerimento n.º 161/09 de autoria da Deputada Helena Barros Heluy. (lê). Deputado Marcos Caldas? O SENHOR DEPUTADO MARCOS CALDAS Pelo Deferimento TAVARES - Deferido. Inclusão da Ordem do Dia da Sessão Ordinária de quarta-feira dia 10 de junho de Requerimento n.º 162/09 de autoria do Deputado Alberto Franco. (lê). São oito itens do Requerimento do Deputado Alberto Franco. Requerimento n.º 163/09 de autoria do Deputado Edivaldo Holanda. (lê). Estas são as duas matérias que serão apreciadas na Ordem do Dia da Sessão de quarta-feira, dia 10 de junho de V - GRANDE EXPEDIENTE. TAVARES - Deputado Edivaldo Holanda, por 30 minutos com direito a apartes. O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA Agradeço a V. Exª., mas o nosso Regimento Interno permite que qualquer deputado use a tribuna todos os dias, no Grande Expediente, desde que não haja companheiro inscrito. TAVARES Deputado Edivaldo, a inscrição que é de 15 em 15 dias, na ausência de oradores inscritos não há limitação ao direito do deputado de usar a palavra, mas desde já admiro a postura democrática de V. Exª. O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA (sem revisão do orador) - Muito obrigado. Obrigado Deputado Joaquim Haickel. Senhor Presidente, senhoras e senhores parlamentares, senhoras e senhores da imprensa, da galeria, internautas, funcionários deste Poder. Senhor Presidente, quero neste grande expediente repercutir a denúncia feita pelo Jornal Pequeno, com o título; Saúde em Risco. E a manchete: Estado suspende distribuição de medicamentos controlados. Sub-manchete: Falta dos remédios tem deixado familiares de pacientes preocupados e temerosos. Matéria do jornalista Wellington Rabelo. A nova gestão da Secretaria Estadual de Saúde que tem à frente o deputado estadual Ricardo Murad, suspendeu a distribuição de alguns remédios controlados que era feita na própria Secretaria e na Farmácia Estadual de Remédios Excepcionais a exemplo do Fortel e do Zyprexa. Senhor Presidente, nós estamos acompanhando o lançamento de um programa chamado; Saúde é Vida. Que a Governadora Roseana Sarney fez há algumas semanas, onde anuncia a construção de 65 hospitais no Maranhão exatamente com o que se supõe com os recursos que foram sequestrados diretamente dos cofres municipais e que eram destinados hora a construção de hospitais, como o caso de Pinheiro e de Imperatriz, hora saneamento, esgoto, calçamento de ruas, asfaltos, enfim, obras de infraestrutura importantes para esses municípios que tiveram os seus recursos tomados pelo atual governo. Então veja bem, enquanto o governo Deputado Manoel Ribeiro, anuncia um programa intitulado Saúde é Vida, o próprio governo proclama a morte de pessoas humildes, de pessoas pobres que não têm condições de adquirir determinados medicamentos porque custam caro demais. São medicamentos especiais para pessoas portadoras de doenças especiais, doenças raras, doenças que levam à morte e que se elas não tiverem Deputado Pavão Filho, a mão estendida do governo, elas vão perecer porque não têm a menor condição de adquirirem esse medicamento. O Zyprexa, por exemplo, que o governo resolveu não entregar mais aos necessitados e aos pacientes, é para tratamento agudo da esquizofrenia e outras psicoses, o Fortel é um medicamento caríssimo, para os senhores terem uma ideia custa quase R$ 2 mil a caixinha, é para quem sofre de osteoporose. Eu quero ler para os senhores a denúncia feita, ao Jornal Pequeno, por pessoas da comunidade que estão à beira da morte com a sonegação desses medicamentos pelo

12 12 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE 2009 Governo do Estado, mais precisamente pelo Deputado Ricardo Murad, que é o atual Secretário de Saúde, aliás, o Deputado Ricardo Murad é Secretário de Saúde, é Secretário do Meio Ambiente, é Secretário de Infraestrutura, para onde você se vira, nas manchetes, nas fotos de nossa imprensa ou nos blogs. Ele se destaca acima do governador e acima do secretário que estiver do lado dele. É uma constatação simples que cada um de nós e do povo pode ver diariamente nas páginas dos jornais. O SENHOR DEPUTADO ALBERTO FRANCO Deputado, V. Exa. me permite um aparte? O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA - Concedo o aparte ao Nobre Deputado Alberto Franco. O SENHOR DEPUTADO ALBERTO FRANCO (aparte) Só para externar aqui a minha opinião em relação ao que V.Exa. fala quando se refere ao Deputado Ricardo Murad como Secretário de Saúde nessa aparição nas manchetes dos jornais, encaminhando construção de avenidas e obras, e eu tive a oportunidade de vê-lo determinando a organização do Arraial da Lagoa da Jansen. O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA Ele é Presidente da Liga Independente. O SENHOR DEPUTADO ALBERTO FRANCO Mas eu quero ser justo aqui com o ex-colega e hoje Secretário de Saúde, o Deputado Ricardo Murad. Isso se dá pela dinâmica e pela forma como ele conduz os desafios, o seu trabalho e também pela inércia daqueles que estão nas pastas, já demonstrando como aconteceu no governo do Dr. Jackson Lago. Aí eu acho, Deputado Edivaldo, que foi o que levou o Ex-Governador Jackson Lago a uma impopularidade. Essa é uma convicção que eu tenho, isto é, que os secretários do Dr. Jackson Lago estavam agindo em benefício pessoal. E a gente já começa a observar no governo da Dr.ª Roseana a mesma coisa, secretários que são candidatos e que querem garantir suas reeleições enquanto Ricardo está trabalhando, fazendo o papel deles. É a dinâmica da função que ele está desenvolvendo, percebendo que os secretários estão mais preocupados com as suas promoções e com a campanha que vem aí. O Ricardo entra para fazer porque o Governo tem que fazer realmente alguma coisa. Só queria dar essa opinião aqui. O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA Obrigado, Nobre Deputado Alberto Franco. Mas só para dizer a V.Exa. que um erro não justifica o outro, a omissão de uns não justifica o exagero de outros sobre a operacionalidade de terceiros. Nós conhecemos a forma de agir do Nobre Deputado Ricardo Murad, e a imprensa, as galerias, os internautas, nós aqui sabemos que ele é realmente espaçoso, nós estamos apenas fazendo essa observação para mostrar que ele tem que cuidar da Pasta dele, ele tem que ter cuidado, por exemplo, com situações como esta, em vez de estar no meio da rua, cuidando de arraial. Ele não é Secretário de Cultura. Em vez de estar cuidando de arraial na Lagoa, ele devia estar cuidando desta situação dramática pela qual passam pessoas carentes aqui no Estado do Maranhão, que é uma situação de calamidade, é outra calamidade que nós estamos vivendo na área da saúde. A SENHORA DEPUTADA CLEIDE COUTINHO - Deputado, V.Exa. me permite um aparte? O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA Com muito prazer, Nobre Deputada Cleide Coutinho. A SENHORA DEPUTADA CLEIDE COUTINHO (aparte) - Deputado Edivaldo, eu ouvi suas palavras com muita atenção e até agradeço porque eu quero falar aqui também sobre a falta do hidróxido de ferro endovenoso para os pacientes nefropatas. Nós sabemos que no Maranhão há uma média de quase dois mil pacientes que fazem hemodiálise e, quando esse sangue é filtrado nas máquinas, há uma queda brusca do hematócrito da taxa de sangue no organismo, e o que acontece? Se não tomar essa medicação, eles ficam acometidos de anemia aguda e às vezes vão até para a transfusão. O que existia de concreto? Existia a aplicação dessa medicação que evitava isso e os pacientes ficavam melhores, mas a falta pode levar até a morte. Para V.Exa. ter uma ideia, só em Caxias, são necessárias por mês duas mil ampolas, mas não está existindo. A Associação de Doentes Renais Crônicos do Maranhão já está entrando com um documento denunciando essa ausência porque eu espero, e aqui faço um apelo ao Secretário de Saúde, Ricardo Murad, para que ele resolva isso. Agora eu tenho também que conversar com V.Exa. e externar a minha opinião que não é fácil também conseguir essa medicação tão rápido porque existem as famosas licitações. Então, eu até acredito e faço fé que seja só isso, porque é muito grave o problema e os doentes estão passando mal e a DORETRAN, que é a Associação dos Doentes Renais e Transplantados já está com um documento encaminhado para o Promotor Dr. Herbert reclamando e pedindo providências. Era só isso que eu queria falar para V.Exa. Muito obrigada. O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA - Muito obrigado, Nobre Deputada Cleide Coutinho. Quero dizer a V.Exa. que, sobre a questão de licitação que foi metralhada nesta Casa pelo Deputado Ricardo Murad, ele já está com milhões de dispensas de licitação. Nós vamos falar sobre isto amanhã ou, como quinta é feriado, na próxima semana, sobre os milhões que não somente ele, mas o Governo está praticando em cima de dispensa de licitação. Se há algo que justificaria a dispensa de licitação imediata é exatamente esta: para adquirirem medicamentos especiais para pessoas portadoras de doenças como esta que nós estamos aqui narrando nesta denúncia do Jornal Pequeno. Eu quero dizer mais a V.Exa. e aos demais colegas que, em vez do Deputado Ricardo Murad estar gerando factóides no meio das ruas, determinando barraca de boi, quem é que vai atuar numa barraca, quem é que vai atuar noutra, como é que as máquinas vão passar numa rua, ele não é Secretário de Infraestrutura, ele deveria estar cuidando exatamente dessas deficiências da Secretaria da Saúde. O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM NAGIB HAICKEL Deputado, V.Exa. me permite um aparte? O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA - Concedo o aparte ao Nobre Deputado Joaquim Haickel com muito prazer, Nobre Deputado. O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM HAICKEL (aparte) Deputado, eu sinceramente respeito a posição de V.Exa. em querer que o Secretário da Saúde cumpra o seu papel, agora V.Exa. não tem lá muito direito de querer que ele não faça isso ou aquilo. Ele é um parlamentar, ele é um político, e como tal tem ajudado bastante o Governo do Maranhão. Eu lembro, só para exemplificar, que no governo passado, que nós temos alguns processos, por exemplo: o Weberton, eu não sei nunca o nome desse rapaz, ele era Secretário da SEDEL, mas parecia mais Secretário de Obras, porque ele destruiu o Gualberto Alves, destruiu o Castelinho, destruiu o Castelão, não fez nadinha, e eu não vi nunca V.Exa. dizer que ele tinha que voltar para fazer JEMs, escolinha de esportes, isso ele nunca fez. Agora, fazer obra e destruir o que estava construído, podia estar precisando de reforma é bem possível que sim, eu até acredito, mas eu ainda não tinha visto ninguém, ainda não vi ninguém dizer que a SEDEL se transformou numa Secretaria de Obras. E nessa hora eu tenho que puxar a orelha de Vossa Excelência. O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA Obrigado nobre Deputado Joaquim pelo aparte anêmico de Vossa Excelência. Mas, vamos prosseguir aqui no relato do Jornal Pequeno, de acordo com José Branco, Deputado Joaquim Haickel, morador do Centro de São Luís, o seu tio César Barros Teixeira, 71 anos, que reside no município de Grajaú, sofre de osteoporose e sente muitas dores, que foram amenizadas após o início do tratamento com o remédio Fortel. Branco Neto disse que o medicamento foi recebido normalmente até o

13 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE final do mês de abril, sem nenhuma objeção da parte da Secretaria de Saúde, mas na última segunda-feira, dia 1º, quando a sua mulher se dirigiu até a Secretaria de Saúde para receber outra caixa do medicamento, ela foi surpreendida com a entrega de uma carta. Preste atenção! Assinada pelo Secretário Ricardo Murad e pela Diretora do Departamento de Assistência Farmacêutica, Maria Helena Seabra de Brito, pedindo uma manifestação do médico que encaminhasse ao departamento um relatório técnico e circunstanciado, para quem está morrendo meu irmão, para quem esta necessitando do medicamento o Deputado Ricardo Murad, faz uma carta, ele faz a carta, olha a pirotecnia, olha o factóide, olha o espaço enorme, olha a perda de foco, ele esta sem foco, Deputada Helena Helluy. Quando o cidadão perde o foco, a Air France cai, no vendaval desse cai e leva centenas de pessoas para as profundezas do oceano e elas não são mais nem recuperadas, olha a perda de foco do Secretário das suas atividades, para fazer uma carta a um paciente e mais ele pede que a Dona Maria que é Chefe do Departamento de Assistência Farmacêutica, Maria Helena Seabra de Brito, os dois, dizendo a aquele paciente em uma carta que foi encomendado ao departamento um relatório técnico circunstanciado e baseado em evidências científicas, ele quer saber por esse relatório circunstanciado se a efetividade a segurança que caracterize o medicamento como o único indicado para o tratamentos da patologia que comete. Vocês prestaram atenção nesse vendaval a 12 mil metros de altitude do Secretário Ricardo Murad? Para alguém que está morrendo, para alguém que está necessitando deste medicamento agora. O sobrinho de César Barros, disse temer que o remédio não fosse mais distribuído pela governadora Roseana Sarney e que seu tio não terá condições de arcar com a despesa, uma vez que o Fortel custa R$ nas farmácias, esse remédio é novo Deputado Chico, Branco deve ser parente de V. Exª. essa pessoa que esta doente aqui, ele é Branco também, César de Barros Branco, esse remédio é novo, começou a ser fabricado em 2008, e revolucionou o tratamento da osteoporose, meu tio sentia tantas dores que eles saia nu pela casa, gritando. Mas a situação melhorou após ele começar a se tratar com o Fortel, conclui Zé Branco, então olha que o cidadão para sair correndo nu pelo meio da casa, tamanha são as dores Deputado Lima, Deputado Chico Leitoa, e uma medicação que ameniza a dor de um cidadão como este que não pode adquirir esse medicamento, o Estado nega, mas o Deputado Ricardo Murad está pelo meio das ruas substituindo Roseana Sarney, substituindo João Alberto de Sousa, fazendo o governo dele, se imiscuindo em tudo que é de Secretaria e se esquecendo de governar a sua pasta, se esquecendo de olhar a saúde e faz a governadora assumir um compromisso desses. Eu vou cobrar desta Casa e os senhores vão acompanhar isto aqui, este fiasco, mesmo que tenha recursos. Mas, recursos como diz o ex-governador Jose Reinaldo Tavares no seu artigo, salvo engano de hoje no Jornal Pequeno, mostrando que são recursos que serão distribuídos no máximo em 10 lotes de R$ 35 milhões para distribuir no máximo com 10 empresas de amigos para fazer essas construções no interior sem a participação dos prefeitos, sem ouvir os prefeitos, sem saber quais são as necessidades dos prefeitos, sem conveniar com os prefeitos como Jackson Lago fez, tem que se fazer convênio. O convênio tem que ser feito, não é o governo do estado, a governadora, o seu Ricardo Murad chegar diretamente impondo a empresa dele, a NANACEL dele, para construir ditos hospitais em véspera de eleições. Nós vamos cobrar isto aqui. O SENHOR DEPUTADO CHICO LEITOA - Permita-me um aparte, deputado? O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA - Deputado Chico Leitoa, dou um aparte a V. Exª. O SENHOR DEPUTADO CHICO LEITOA (aparte) - Deputado, eu queria apenas fazer uma reflexão aqui no Plenário, eu tenho pouco tempo aqui, mas os ataques mais veementes, mais ferozes que ouvi aqui ao Governador Jackson foi à atuação de alguns super-secretários, esses eram tidos como câncer no Governo do Jackson e alguns secretários mandavam demais, principalmente o secretário de Planejamento o Aziz, e o secretário Aderson Lago. Eis que de repente as pessoas que faziam esse ataque, chamavam de câncer, hoje denomina de dinamismo. Eu fico a me perguntar qual é a posição correta. O que era câncer ou o que era o grande empecilho, o que era o grande problema do governo, acúmulo de poder, hoje é tido como sendo sinônimo de atuação, de dinamismo. É só isso, deputado. O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA Muito obrigado nobre Deputado Chico Leitoa, pelo aparte de V. Exª. que rememora este passado bem recente no plenário desta Casa. Mas, Senhor Presidente, Senhores Deputados, quero prosseguir com o relato desta denúncia que o Jornal Pequeno faz ao povo do Maranhão e, consequentemente, a esta Casa que representa o povo maranhense, através do seu repórter Wellington Rabelo, e que colheu diretamente das pessoas as palavras que estão aqui nesta reportagem. O senhor José Branco contou que sua mulher retornou à médica que cuida do seu tio e recebeu um ofício onde é dito que César Barros é portador de severa osteoporose, com fraturas vertebrais, sem melhora, com uso prolongado de bisfosfonados, necessitando da única medicação disponível no mercado capaz de atuar, que é o Fortel, estimulando a formação de osso novo. José branco disse que a médica também forneceu uma lista com referências bibliográficas que comprovam a sua argumentação e que tudo foi entregue na Secretaria de Saúde. Lá fomos avisados, pasmem os senhores, lá fomos avisados que, em um prazo de 15 dias, será realizado um estudo para determinar se meu tio vai ainda receber ou não o medicamento. Deputado Valdevino, eu vou repetir isto aqui... Deputado Joaquim, já cedo o aparte a V.Exa. Vou repetir aqui o que diz o Senhor José Branco. Foram à Secretaria de Saúde e lá foram avisados que, em um prazo de 15 dias, será realizado um estudo para determinar se o meu tio ainda vai receber ou não, olha a esperança. A esperança não pode ser retirada de um povo, a esperança não pode ser retirada de um paciente, a esperança não pode ser retirada de uma pessoa, nós vivemos, sobretudo, debaixo de esperanças, ai do homem que viva um dia sequer da sua vida sem ter a esperança. O grande Profeta Jeremias, e eu disse ontem isso no meu pronunciamento no anfiteatro do Colégio Pinheirense, na cidade de Pinheiro, o grande profeta, um dos maiores profetas da história das Escrituras, Jeremias falando da terrível situação do seu país, da sua cidade destruída, do seu povo carente, ele sentado num canto disse: Quero trazer à memória aquilo que me traz, aquilo que me dá esperança. Essa foi a grande palavra do profeta. Um povo não vive sem esperança, agora imagine um doente, Deputado Joaquim, imagine um paciente que está à beira da morte e que chega numa Secretaria de Estado, que tem a obrigação de distribuir medicamentos caros que a população não pode adquirir, e recebe esta palavra de que em 15 dias será emitido um relatório, Deputada Graça, para se saber se aquele paciente vai continuar recebendo ou não o medicamento ou se já morreu como os passageiros da Air France. O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM HAICKEL - Deputado Edivaldo, V.Exa. me permite um aparte? O SENHOR DEPUTDO EDIVALDO HOLANDA Concedo o aparte ao Nobre Deputado Joaquim Haickel. O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM HAICKEL (aparte) Deputado Edivaldo, V.Exa. saberia me dizer quando foi que essa pessoa procurou a Secretaria da Saúde, se já foi nos últimos 40 dias? O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA - Quero dizer a V.Exa. que foi esta semana. E a resposta é que também vão tentar uma licitação que é demorada, está aqui também nesse relatório, e que dura quatro meses. Eu queria que o Nobre Deputado Ricardo Murad, já voltando o aparte a V.Exa., se lembrasse, dentre os mais de dois milhões que ele já dispensou de licitação na Secretaria de Saúde, de também dispensar a licitação destes medicamentos vitais para a vida dessas pessoas e adquirisse de imediato esses recursos. Desculpe, Nobre Deputado, volto o aparte a V.Exa.

14 14 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE 2009 O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM HAICKEL Bom, de repente parece que a Secretaria da Saúde só não funciona de 40 dias para cá, deputado. Eu nunca vi V.Exa. subir nesta tribuna com uma demanda desse nível, desse tipo. Antes, quando o Secretário de Saúde era outro, V.Exa. nunca defendeu esse tipo de coisa. Eu não quero desqualificar a necessidade do cidadão que V.Exa. traz na manhã de hoje, quero desqualificar a oração de V.Exa. ao avocar Jeremias, e eu até acho que V.Exa. é judeu porque Jeremias é um profeta judeu, quero usar a sua incoerência quanto à esperança para lembrá-lo que V.Exa. aponta o dedo sujo quando o Deputado Ricardo Murad, que não é ele e sim um funcionário, diz que vai ser estudada a possibilidade de concessão do medicamento. Acho que não tinha que ser estudado porque, se estava comprovada a necessidade, concordo com V.Exa. que a pessoa teria que sair de lá com uma autorização para comprar na farmácia ao lado. Eu, se fosse governador ou secretário, faria isso, mas também não vi V.Exa. criticar porque é dessa maneira que lá os funcionários estão fazendo e que faziam no governo que V.Exa. defendia aqui. Mas V.Exa., quando fala de esperança, me preocupa muito porque fala de esperança em relação ao remédio e, ao mesmo tempo, critica a esperança que a Secretaria da Saúde dá quando diz que vai construir 65 hospitais. Ora, deputado, eu não vou dizer para V.Exa. comprar um bode, mas se resolva. É esperança ou é desesperança? Quando o secretário diz que vai construir 65 hospitais dando esperança às pessoas de que terão saúde em sua terra, V.Exa. critica; quando ele diz que vai estudar a possibilidade de conceder o medicamento, V.Exa. também critica porque não dá esperança. Se resolva, deputado! Criticar por criticar V.Exa. será insólito nessa tribuna e estou pedindo aparte porque eu tenho certeza de que não é essa a intenção de V.Exa. Não é nada, como diria Willian Shakespeare, muito barulho por nada. O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA Nobre Deputado Joaquim, obrigado pelo aparte, e quero dizer a V.Exa. que esperança é uma coisa, agora gerar factóide e tentar enganar as pessoas com algo fantasmagórico é condenável. Construir, anunciar a construção de mais de seis hospitais por mês, isso não é esperança, isso é chamar os outros de besta. Como o tempo passa e ele é o senhor da razão, nós vamos ver aqui na tribuna desta Casa que as pessoas estão sendo sim enganadas e não recebendo mensagens de esperança. Quanto aos judeus, Deputada Helena, é de Israel que surgiu a esperança da humanidade e nós, em vez de sermos, Deputado Joaquim, contrários aos judeus, devemos a eles a esperança maior do homem, que é a salvação de suas almas, já que as vidas, a Secretaria e o Governo de V.Exª. as estão matando, negando a elas medicamentos vitais, imperativos para que elas sobrevivam. Deputado Joaquim, quanto à interrogação de V.Exa. também, vou voltar à matéria do Jornal Pequeno para refrescar a memória de V.Exa. no relato dramático que o jornalista Wellington Rabelo faz. Atenção, Deputado Joaquim. Branco Neto disse que o medicamento foi recebido normalmente até o final do mês de abril. É aquela calamidade. A governadora assumiu em 17 de abril e a calamidade se abateu sobre o Maranhão em todos os aspectos, inclusive numa questão tão primária quanto esta, que é a questão da saúde. Então, até o final de abril, portanto ainda nos agoures do governo Jackson Lago, o medicamento foi distribuído. A coisa só passou a ser desértica e as esperanças serem destroçadas a partir do governo de V. Ex.ª só mais três minutos nobre Deputado Marcos Caldas, para eu terminar o pronunciamento. MARCOS CALDAS Vou lhe dar mais dois minutos porque V. Ex.ª já teve 31, mais dois de benevolência. O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA - A redação do Jornal Pequeno também foi informada de que a Secretaria de Saúde não está distribuindo o medicamento chamado Zyprexa indicado para o tratamento agudo de manutenção da esquizofrenia e outras psicoses. O funcionário público Jamil Francisco dos Santos esteve ontem pela manhã na farmácia do Estado que fica na Curva do 90, das 6 horas às 08h00, mas não recebeu remédio para seu filho de 28 anos que sofre de autismo, ele disse que, desde a segunda-feira 1º o medicamento deveria ter sido distribuído e que desde o mês de maio enfrenta esse problema, mais outra vez para o Deputado Joaquim, outra data em relação a data de falta de medicamentos, maio, agora recente, e que desde o mês de maio enfrenta esse problema, pois seu filho recebia o Zyprexa de 10ml, mas foi dado a ele um de 5ml, sendo necessário dois comprimidos ao invés de um. Ontem tinha até gente passando mal na FEME esperando para receber o remédio, afirmou Jamil Francisco. Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Parlamentares, eu quero me congratular com o Jornal Pequeno, com o jornalista Wellington Rabelo por esta denuncia séria, documentada, firmada para o povo do Maranhão e que serviu para nós na manhã deste dia fazer este debate e uma reflexão sobre a questão da saúde no Maranhão. Esperamos finalizando, senhor Presidente, que a Governadora Roseana Sarney e que o Deputado Ricardo Murad possam se encontrar, pelo menos já que estão perdidos nos quatro cantos do jogo da administração deste Estado, possam ao menos se encontrar no jogo da saúde para o bem do nosso povo, da nossa população. MARCOS CALDAS horário destinado aos partidos e blocos. Bloco parlamentar Democrático, por 23 minutos. vice-líder Joaquim quem indica? Com a palavra o Deputado Joaquim Haickel por 23 minutos com direito a apartes. O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM HAICKEL (sem revisão do orador) Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados. Não vou aqui comentar o brilhante discurso proferido no púlpito pelo Pastor Edivaldo Holanda, maior citador das escrituras sagradas de qualquer dos livros, seja do Torá, seja da Bíblia Sagrada, seja do Talmude, seja do Corão, mas não vai adiantar citar Jeremias, Malaquias, qualquer dos grandes profetas, deputado, quando V. Ex.ª coloca uma cortina sobre seus olhos e esquece, cega-se para que as deficiências do Estado enquanto organismo não começaram há 40 dias e V. Exª. sobe a tribuna para querer colocar esta venda nos olhos desta Casa e nos olhos do povo do Maranhão, e a minha obrigação nobre deputado, é rasgar esta venda de vestal de V. Exª. e mostrar-lhe; que esses problemas, e esses defeitos da estrutura do Estado, não são privilégios do Secretário Ricardo Murad, do Governo da Governadora Roseana, esses mesmos problemas já existiam antes. Eu mesmo e algumas pessoas ligadas a mim, já fui vitima disso, eu tenho um correligionário que tem um filho que tem intolerância a lactose e tem um produto que apenas a Secretaria da Saúde fornece e não foi nenhuma nem duas, nem três, nem quatro, nem cinco infinitas vezes no governo do ex-governador José Reinaldo, o governo do ex-governador Jackson Lago, eu tive que ligar para o secretário e pedir pelo amor de Deus para ele atender aquela mãe que estava com o filho sem poder se alimentar porque dependia daquele leite, e eu não vim para esta tribuna gritar contra o secretário, eu usei o meu telefone celular, usei a minha prerrogativa de deputado, usei as minhas amizades e resolvi o problema. Não tentei desqualificar quem quer que fosse o governo, quem quer que fosse o secretário, tentei resolver o assunto de maneira tão simples, não fui aos jornais porque essa é a nossa função, eu fico impressionado com a grande capacidade física do Deputado Edivaldo, e fico impressionado também que V. Exª. está muito parecido com o Deputado Ricardo Murad, na semana passada eu disse para ele, que ele era muito espaçoso que ele me lembrava... O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA Me permite um aparte nobre Deputado? O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM NAGIB HAICKEL - Pois não! O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA (aparte) V. Exª. não está me desqualificando? O SENHOR DEPTUADO JOAQUIM NAGIB HAICKEL De maneira alguma. Não desqualifico também o Deputado Ricardo Murad, eu citei aqui o ex-ministro Gilberto Gil, que na musica Metá-

15 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE fora dizia: Que um copo vazio está cheio de ar. E V. Exª. como ar toma todos os espaços desse Plenário, todos os espaços que também o Deputado Ricardo Murad é acostumado a tomar. V. Exª. está fazendo, eu fico muito feliz de poder ter a oposição um homem de sua capacidade molecular. Mas eu queria aqui tratar de outro assunto, infelizmente, eu não vou poder estar na Audiência Pública, na Sessão Especial, que realizará no dia 16 do Deputado Pavão Filho, e queria dialogar com meus pares a respeito da reforma política, coisa que nós deputados estaduais temos muito pouco o que acrescer porque não temos a direito a voto na hora da decisão do Congresso Nacional, mas somos nós os vereadores e os prefeitos que estão muito mais próximos do eleitor, somos nós que estamos muito mais próximos da realidade. E eu que já fui Deputado Federal sei o distanciamento físico, psicológico e ideológico que Brasília faz com os políticos, Deputado! Vestal não é insulto, não se preocupe que vestal não é insulto; o Deputado Edivaldo Holanda, foi se aconselhar com a Deputada Helena sobre a palavra que eu usei a respeito dele, de vestal, eu jamais insultaria a V. Exª. Deputado Edivaldo. Eu falava da reforma política deputado Edivaldo, e não vou tratar de forma linear a reforma política. Vou dizer o que me vem à cabeça. Por exemplo, eleições gerais: o Brasil precisa de eleições gerais, fazer de carreirinhas as eleições num dia só e se votar para vereador, prefeito, deputado estadual, deputado federal, governador e senador. São sete votos, não é muito voto, mas caboclo não vai saber votar. Vamos votar então de duas vezes: uma no sábado e outra no domingo. Vota-se no sábado para vereador, prefeito, deputado estadual, deputado federal quem sabe, o deputado federal pode ir para cima ou para baixo; no outro dia se vota para deputado federal, governador, senador e presidente da República é lógico. Eu havia me esquecido do presidente da Republica, estou tão distante dessa realidade, mas são os três cargos executivos e os quatros cargos legislativos. É indispensável que eu, o meu cabo eleitoral, o vereador do meu município sejamos eleitos na mesma data para que haja uma identidade entre as minhas propostas e as dele, para que não haja sobreposição de gastos eleitorais, para que haja uma maior lealdade partidária. Vejam bem, eu falei lealdade partidária, não falei exigência de acompanhar ideologicamente na marra aquele ou esse candidato. Então, em minha opinião, está muito claro que precisamos de eleições gerais. Forma de voto: tem voto para todo gosto, voto distrital, voto distrital misto, lista fechada e sobre essa eu tenho uma opinião que eu quero deixar clara aos meus pares. Hoje o voto é um instrumento pelo qual o eleitor escolhe os seus representantes, os seus procuradores do jeito que está a legislação hoje, mas as desigualdades eleitorais são muito grandes, porém vão ficar muito maiores numa lista fechada. Hoje o eleitor pode apontar lá em Santa Inês para o Deputado Valdevino Cabral e dizer, Cabral, votei em ti e você é o meu representante, então, se mudar, ele não vai poder dizer isso Cabral, você é do DEM e eu votei no DEM e o DEM colocou você numa lista, mas você não era o primeiro da lista, você era o décimo, mas o DEM só elegeu nove, e eu queria votar era em você para ser o meu representante. V.Exa. não entrou na lista do DEM, Cabral, e o povo de Santa Inês não terá o seu representante. Eu acredito, senhoras e senhores deputados, que nós devamos fazer um grande debate nacional para explicar à população o que é um voto de lista fechada, é coisa para Suécia, para Dinamarca, onde o eleitor não tem nenhum contato com o seu representante, não sabe nem quem é. Nem nos Estados Unidos, que é a maior potência do mundo, o voto é de lista. A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA Deputado Joaquim, me conceda um aparte. O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM HAICKEL Por favor, deputada, com todo prazer. A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA (aparte) - Deputado Joaquim, eu até gostaria de enaltecer a iniciativa do Deputado Pavão de trazer para esta Casa uma audiência pública sobre um assunto tão importante que é a questão da reforma política. Eu concordo com V.Exa. em alguns pontos quando fala dessa preocupação do contato direto do eleitor com o político, com o representante. Acho que isso precisa realmente ser visto, mas ao mesmo tempo a experiência mostra, quer dizer, nós temos que incluir os países aí na própria América Latina, por exemplo: a Argentina, onde a participação de grupos excluídos começou a ser mais efetivada a partir de um trabalho mais intensivo como a lista fechada. Nós temos hoje, no Brasil, uma participação minúscula das mulheres, por exemplo. Se você pega a Câmara Federal, o Senado, e você pega prefeituras municipais de todo o Brasil, as mulheres não passam dos 12% de participação na esfera política. A participação na política do jovem também é muito pequena, diminuída, e a experiência mostra que, a partir de trabalhos realmente de fortalecimento partidário, esses grupos que estão em nível de exclusão política, eles acabam tendo uma participação realmente mais efetiva. Então, eu acho que a lista fechada é importante e eu até concordo com a lista fechada, mas, se antes da lista fechada, nós tivermos um trabalho, nós tivermos realmente um trabalho voltado para o fortalecimento da escolha realmente desses representantes dentro do partido. Por exemplo, o PPS hoje discute uma conferência na Convenção, uma eleição. Nós tivemos agora mesmo aqui na Assembleia um Congresso Municipal do Partido com mais de 600 filiados, então a euforia de participação por parte dos candidatos vai ser muito mais efetiva e o comprometimento ideológico do candidato com o que preconiza, por exemplo, o Estatuto Partidário, também passará a ser muito mais valorizada. Eu acho que precisamos discutir como vai se criar essa lista fechada e como essa escolha interna e partidária realmente vai ocorrer, porque senão nós teremos aquilo com que V.Exa. se preocupa, ou seja, uma oligarquia no Brasil onde o presidente do partido dita quem vai ser o primeiro ou o segundo e aí vai se elegendo conforme a sua vontade. Acho que precisamos dar, primeiramente, visibilidade e fortalecimento ao partido para depois discutirmos a questão da lista fechada no País. Obrigada, deputado. O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM NAGIB HAICKEL Deputada Eliziane, não se engane, por favor. O SENHOR DEPUTADO RUBENS PEREIRA JÚNIOR Deputado Joaquim? O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM NAGIB HAICKEL Concederei o aparte a V.Exa., mas eu queria pedir encarecidamente que a Deputada Eliziane não se engane. É o que irá acontecer no caso das listas fechadas. Mesmo que a senhora democratize os partidos, pode ter certeza absoluta de que o que vai acontecer é isso, porque não tem outro jeito, está escrito. Quando me falaram de lista fechada a primeira vez, deputada, eu tinha 26 anos de idade e era deputado federal constituinte e me disseram assim: Nós vamos mudar o regime eleitoral do Brasil, e isso era a pessoa do PSDB, nós vamos mudar o regime e nós vamos ter, por exemplo, luminares na nossa lista. O primeiro nome será Affonso Arinos de Mello Franco. Eu disse: Gente, Affonso Arinos acabou de se eleger aqui no voto proporcional. Não, será então Florestan Fernandes. Eu disse: Pelo amor de Deus, ele acabou de se eleger pelo PT aqui. Então a desculpa da lista fechada era para se colocar, e é assim que é na Alemanha, se colocar luminares, não é isso, Deputada Helena? Luminares filosóficos, luminares humanistas para melhorar a qualidade do Legislativo. Esta, em alguns casos, é a intenção da lista fechada. Não se engane, deputada, é isso que em alguns casos vai acontecer. A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA (aparte) Deputado, só para contar uma experiência. Eu acho que a discussão é muito importante e aí uma experiência que não vou me aprofundar, mas só para dar um caso específico dessa questão da eleição. Eu comecei a repensar bastante depois de uma experiência e eu acabei de citar o caso que tivemos recente aqui em São Luís, que foi a eleição do Congresso Municipal de São Luís. Nós tínhamos aqui hoje, por exemplo, uma quantidade X de filiados ao partido e, a partir de uma concorrência interna que se deu por conta da eleição do partido para os seus novos presidentes, que aí aconteceu a partir de algumas pessoas que se propuseram a presidir o partido, aconteceu uma coisa muito interessante que foi uma grande quantidade de filiações. Então nós aumenta-

16 16 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE 2009 mos, dobramos o número de filiados em São Luís num espaço de dois ou três meses. Ao mesmo tempo, a partir disso, nós tivemos também, mais do que dobrar, nós tivemos pelo menos 500%, deputado, de aumento do ponto de vista de participantes ativos na discussão partidária. Nós tivemos, por exemplo, seis pré-congressos do partido onde, para que tivesse uma eleição realmente salutar do novo presidente do Municipal, um dos critérios da eleição era a participação nos congressos que se antecederam aos pré-congressos. E nesses pré-congressos, deputado, discutimos a participação da mulher, discutimos a participação dos jovens, nós discutimos transparência pública, nós discutimos habitação no Brasil, o que foi que deu? Deu uma valorização partidária no PPS. Tivemos um volume maior de participação do movimento universitário do partido, de participação muito maior das mulheres. Houve um acirramento dessa participação interna e aí tivemos no final a eleição do presidente Vieira, que foi o que teve o rendimento maior no processo de eleição interna partidária. O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM NAGIB HAICKEL - Posso fazer uma pergunta para V.Exª.? O Presidente Vieira já era o candidato mais forte, não era Deputada? A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA Não, isso aí se deu a partir de dois meses... O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM NAGIB HAICKEL - Ele não nasceu dessa discussão. O nome dele não era novo e não nasceu dessa discussão, ele não brotou nesse Congresso do partido de Vossa Excelência. A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA (aparte) Deputado, o Vereador Vieira tinha um ano de filiado no partido. O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM NAGIB HAICKEL - Mas ele era o candidato antes de ter essa discussão toda, não era Deputada? A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA (aparte) - Não, ele foi candidato há 45 dias junto com outro candidato, Deputado. O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM NAGIB HAICKEL O que eu quero dizer a Vossa Excelência é que o fortalecimento dos partidos independe da forma eleitoral que se escolhe os candidatos. Eu sou a favor do fortalecimento dos partidos, mas eu não sou a favor, sou totalmente e terminantemente contra que se elejam deputados para fortalecer simplesmente os partidos, eu quero fortalecer é o povo. Porque senão você vai mudar de dono. Só vai mudar de dono. A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA (aparte) - Eu concordo com V.Exª. Eu quero só finalizar, eu quero, inclusive lhe agradecer pela abertura, eu acho que é importante esse debate, só lembrando ao Senhor que, na verdade, nós, a eleição interna, a idéia, que é discutida hoje pelo PPS, é termos uma eleição interna no primeiro plano dentro do partido, em que essa eleição interna passa pela discussão das teses partidárias. Se nós tivermos no primeiro plano uma eleição prioritária, não haverá espaço para uma imposição antidemocrática, Deputado. O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM NAGIB HAICKEL A imposição será feita na hora que alguém, do seu partido ou do meu, entulhar de gente na filiação partidária. A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA O processo eleitoral normal de campanha eleitoral... O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM NAGIB HAICKEL Entulhar de gente dentro do partido, Deputada. Se a senhora filia... A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA Vai fortalecer com as filiações. O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM NAGIB HAICKEL Não, não vai fortalecer com as filiações. A SENHORA DEPUTADO ELIEZIANE GAMA (aparte) Vai, Deputado! O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM NAGIB HAICKEL Os partidos estão fora do controle de filiação do nosso sistema eleitoral, pode filiar no seu partido quem você quiser e pode até votar por ele e pode até buscá-lo de caminhão para trazer para votar. O que eu quero dizer para V.Exª. é que a Senhora vai mudar o eixo da decisão... A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA Deputado, não muda. Não muda! O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM NAGIB HAICKEL - O eixo da decisão do dia da eleição para o dia da conversão. A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA Sim, mas a conversão é para isso, Deputado. A Convenção é para a escolha dos candidatos. O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM NAGIB HAICKEL A Senhora vai mudar o dia da eleição, não será mais 5 de outubro, vai ser no dia da convenção do partido. A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA (aparte) - Vai ser uma eleição extremante rica com a discussão das teses partidárias, Deputado. Vossa Excelência sabe que temos hoje uma eleição onde se... e aí vem, por exemplo, o financiamento público hoje, que já é uma outra discussão, que entra na mesma discussão também. Eu só quero dizer para V.Exª. que se nós tivermos hoje, internamente, um processo de escolha prévia dentro do partido em que se valorize as teses ideológicas partidárias, onde se valorize os pré-congressos, nós teremos um resultado democrático. O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM NAGIB HAICKEL - A Senhora pode fazer isso na lista dos candidatos. Já existe isso, a Senhora faz isso escolhendo os candidatos. A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA - Não é assim, Deputado! O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM NAGIB HAICKEL É. E se não é, deveria ser. Eu quero ser candidato do PMDB e o partido me coloca na lista. Na hora de colocar na lista tem esse debate. O que não pode é mudar o eixo da decisão popular. MARCOS CALDAS - Deputada Eliziane e Deputado Joaquim, esse tipo de debate não é permitido ou o Deputado Joaquim permite um aparte ou não é permitido. O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM HAICKEL Realmente não é permitido, Deputado, mas é muito salutar. Eu concordo com V.Exª. que não é permitido. Mas é extremamente salutar, porque nós não estamos aqui falhando com o decoro. A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA (aparte) - Eu quero só finalizar dizendo a V. Exª. que eu me permito discordar de V.Exª. e eu sou extremante consciente que se o critério inicial passar pela eleição interna do partido com discussão de teses e com eleição a partir do volume de filiados, eu tenho plena convicção que nós não teremos uma oligarquia no país. Agora sim, se nós não tivermos essa discussão, Deputado, em que apenas a Executiva partidária com sete membros ou com 21 membros como esse tem o Diretório com 21

17 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE membros ou uma Executiva com sete membros, ou apenas um volume de Delegados, às vezes, minúsculos de 30 ou de 40 delegados, ai sim, nós podemos ter uma oligarquia, mas se essa eleição se passar pela quantidade de filiados, se essa eleição se passar pelos pré-congressos, nós teremos um fortalecimento democrático no país. Obrigada, Deputado. O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM HAICKEL - Deputada Eliziane, eu vou pedir que V. Ex.ª para que eu possa continuar aqui, peça para seu Líder, o Líder da Oposição, conceder o tempo da Oposição para que eu continue fazendo o debate que eu acho que está sendo muito salutar. A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA Obrigada, Deputado, muito obrigada. O SENHOR DEPUTADO RUBENS JÚNIOR Deputado, V. Ex.ª me permite um Aparte? O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM HAICEKL - Deputado Rubens Júnior. O SENHOR DEPUTADO RUBENS JÚNIOR (aparte) - Deputado Joaquim, o tema é palpitante reforma política e sem dúvida não poderíamos deixar de deixar a nossa impressão. Como acredito que o Projeto da Reforma Política nasceu de forma equivocada, nasceu no local errado porque nasceu dentro do Poder Executivo. O Poder Executivo enviou ao Congresso Nacional um Projeto de Reforma Política, quando a própria Casa, o próprio Congresso Nacional poderia ele próprio diante de tantas outras discussões, aprofundar essa discussão e efetivamente legislar como a sociedade tanto espera. Um ponto é certo: É necessária a reforma política, algo tem que ser mudado. O sistema de representatividade hoje é extremamente falho, a sociedade cobra isso, tem que ser dado, inclusive mecanismos para que a comunidade possa fiscalizar e acompanhar logo após ter dado o cheque em branco a todos os seus representados. Tem que ter certo cuidado sob o risco de cair no que Bobbio diz: daqui a pouco é o fim da democracia. Então, entendo ser extremamente razoável, o tempo de fato é pequeno para discussões, mas imprescindível que se trate: fidelidade partidária até como uma forma de valorização e essa fidelidade sendo uma via de mão dupla, não é apenas o deputado que tem que ser fiel ao partido, mas o partido tem que ser fiel ao parlamentar, é indispensável o financiamento público de campanha extremamente reduzido porque a lei hoje já diz que os gastos da campanha serão definidos em lei e ainda não veio lei para definir, não é razoável que um candidato dispunha de cinco carros de som e outro dispunha de 500, isso sim é abuso de Poder Econômico claramente como eles estavam discutindo agora há pouco. É indispensável também o amadurecimento da discussão dos votos em listas, não estou dizendo que sou a favor sou contra, mas o amadurecimento dessas discussões, acredito, que o Congresso não irá decidir ainda este ano todos esses assuntos, mas alguns pontos como, financiamento público de campanha e a fidelidade partidária, inclusive a brecha para que alguém mude de partido, isto será acatado. Fique então o debate iniciado para ser concluído na terça-feira. MARCOS CALDAS - Deputado Joaquim, V. Ex.ª tem um minuto para concluir. O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM HAICKEL - Eu gostaria de saber, o Deputado Braide não está aqui. MARCOS CALDAS - O Deputado Penaldon está aqui. A SENHORA DEPUTADA HELENA BARROS HELUY Deputado Joaquim V. Ex.ª me permite um aparte? O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM HAICKEL - V. Ex.ª poderia me conceder cinco minutos? A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA - Eu gostaria de ter cinco minutos do nosso Bloco. Eu preciso de um tempo, Deputado Alberto Franco, cinco minutos, por favor. MARCOS CALDAS - Deputado Joaquim V. Ex.ª tem 30 segundos para concluir. O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM HAICKEL - Bom, eu vou conceder o aparte a Deputada Helena, porque tenho certeza de que o que ela tem para falar é mais importante do que eu dizer muito obrigado para V. Ex.ªs. A SENHORA DEPUTADA HELENA BARROS HELUY (aparte) - Eu acho que já passaram os 30 segundos e aí precisa definir se é um minuto porque ai eu poderia... MARCOS CALDAS - V. Ex.ª tem um minuto, Deputada. A SENHORA DEPUTADA HELENA BARROS HELUY Obrigada, agradeço a Mesa e a V. Ex.ª. É instigante o tema, eu acho que por si só para discordar, para concordar já vale a pena, acho que em boa hora nós temos que retomar, inclusive a frente parlamentar pela reforma política com participação popular que existe nesta Casa há 02 anos, foi em 2007, muito dos deputados presentes fazem parte. Agora dizer de logo que o que eu espero deputado, primeiro, falar que a reforma política vai favorecer a oligarquia, eu acho que por si só não é, porque existem oligarquias e aqui no Maranhão nós temos no plural, tentativas disso ou é, já sem a reforma política, permita dizer, financiamento publico eu me preocupo muito, será mais dinheiro publico mal utilizado, desviado, objeto de coisas dessa natureza, a lista pressupõe uma consciência política séria, forte e eu tenho direito de lutar por isso, não estou dizendo que poderão surgir outros mecanismos, mas eu preciso ter partidos políticos, quebrar esta tradição de que no Brasil, partido político fica a critério ou a sabor dos interesses das classes dominantes ou daqueles que estão à frente dos partidos políticos. É preciso ter exercício de democracia, o partido político deve ser um espaço saudável de civilidade não para destruição de muito ou de alguns, e por ultimo já me preocupo com a Sessão do dia 16, porque vai ser a partir das 11 horas, e o tempo vai ser exíguo demais para nós discutirmos em plenitude o que o tema exige para todos nós. Obrigada. O SENHOR DEPUTADO NAGIB HAICKEL Bom, eu posso dizer que o tempo não vai ser tão exíguo porque como eu não vou estar aqui, vou deixar meu tempo para V. Exas. Mas eu queria antes de não estando suscitar essa discussão e dizer apenas para encerrar, Senhor Presidente, agradecendo um minuto que V. Ex.ª me concedeu têm outro ponto polêmico que eu queria colocar em discussão, que são os suplentes de senador. Eu sou a favor que os suplentes de senador sejam o deputado federal mais votado da mesma legenda do senador eleito. Isso fará com que não se coloque no Senado, na substituição do senador que foi eleito qualquer pessoa que o partido tenha indicado para ser seu sucedâneo, normalmente um parente, um amigo, um correligionário, um financiador de campanha, e não se colocara também aquele que foi derrotado nas urnas, porque a eleição majoritária do Senado é muito simples, você elege um representante, e também você deselege um, você escolhe, este eu quero, e este eu não quero, e se você inova, se você faz uma inovação e coloca como suplente de senador a lista dos deputados federais mais votados do partido ou da coligação, caso venha continuar acontecendo, os deputados federais mais votados em lista, você terá um senador que foi votado pelo povo; porque terá sido o deputado federal mais bem votado de sua legenda. Muito obrigado.

18 18 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE 2009 A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA Presidente, eu gostaria de colocar um requerimento aqui a Mesa, pedir ao Presidente que a gente suspenda a Sessão por 5 minutos para a gente receber jovens do Estado do Maranhão que há mais ou menos 02 anos estão na realização de 50 conferências municipais no Maranhão, e que a partir disso criaram o Plano Estadual de Juventude, que estão trazendo a esta Casa, para que a Casa em forma de anteprojeto de lei encaminhe ao governo do Estado do Maranhão. Pediria ao Presidente que acate o nosso requerimento, e ao Deputado Marcelo Tavares que receba a juventude aqui nesta Casa, que inclusive já esta aqui nos corredores. MARCOS CALDAS Deputada, nos termos do artigo 94, inciso III, do Regimento Interno deste Poder, suspendo a Sessão pelo prazo de cinco minutos para recepcionarmos os membros do Conselho Estadual da Juventude, que na oportunidade, entregarão à Assembleia Legislativa o Plano Estadual da Juventude. Suspensa a Sessão por cinco minutos. MARCOS CALDAS -Reaberta a Sessão. Bloco Parlamentar Progressista, por 37 minutos. vice-líder, Deputado Penaldon Jorge, indicou o Deputado Marcelo Tavares, por 7 minutos, o Deputado Penaldon Jorge por 15 minutos, Deputada Eliziane Gama, por 05 minutos e Deputado Alberto Franco por 10 minutos. Concedo a palavra ao Deputado Marcelo Tavares, por sete minutos. O SENHOR DEPUTADO MARCELO TAVARES (sem revisão do orador) Senhor Presidente, senhores deputados, senhoras deputadas, venho a esta tribuna com satisfação para relatar a nossa ida ontem ao município de Pinheiro exercendo o nosso direito democrático de fazer oposição ao governo que está hoje no Estado do Maranhão, com a serenidade de dividir e de não colocar a presidência desta Casa como uma parte interessada nesse assunto, separando as questões institucionais deste Poder com o meu direito legítimo como deputado e como cidadão brasileiro e maranhense de fazer oposição, para mostrar que neste Estado não é o Estado da voz única, da corrente única e que a oposição pode ser feita com dignidade e com clareza, para mostrar que caminhos o Maranhão pode seguir. E a oposição é tão relevante que ela ajuda a construir governos e ontem tivemos a oportunidade de exercer esse direito. E a todos aqueles que muitas vezes não respeita o nosso direito legítimo de fazer oposição, eu queria fazer alguns esclarecimentos. Em primeiro lugar, lá não está a Frente de Libertação do Maranhão, a Frente de Libertação do Maranhão foi uma coligação que nós tivemos na eleição passada, o que está lá é um movimento suprapartidário onde as pessoas não são convocadas para participar obrigatoriamente, a reunião é aberta à sociedade civil e às lideranças políticas que acharem por bem participar se deslocam até lá para fazer cumprir o seu dever de oposição. E nós tivemos ontem uma aceitação plena da sociedade pinheirense, da população pinheirense. Tivemos uma reunião extremamente exitosa, até porque lá não estamos para construir candidaturas, estamos para discutir os momentos políticoadministrativos em que o Estado Maranhão vive. Lá Deputado Edivaldo Holanda, não estão os derrotados, os derrotados estão no comando do governo por uma decisão judicial. Então essa é uma diferença muito grande que nós temos que colocar. Lá não estamos envergonhados, lá estamos com orgulho fazendo aquilo que acreditamos que é o melhor para o Estado. Não queremos a participação obrigatória de ninguém, não convidamos prefeitos porque são filiados e num determinado partido têm que ir lá se colocar, até porque hoje o policiamento que se faz em relação às ações de oposição são muito grandes, Deputado Edivaldo. Então, os prefeitos têm a liberdade de comparecer onde quer que queiram e têm a responsabilidade de conduzir seus municípios. Não fazemos essas reuniões para os políticos, fazemos para a população, estamos sendo muito bem recebidos e quero agradecer aqui a mídia do Sistema Sarney na cidade de Pinheiro que abriu os microfones das rádios e das televisões, porque nós não as temos, Deputado Edivaldo, para que nós pudéssemos colocar as nossas opiniões para a população de Pinheiro. Quero agradecer a presença de todos que lá estiveram, do Deputado Penaldon que tem feito uma cobrança efusiva dos direitos da população de Pinheiro, mais notadamente em relação à questão da saúde pública. Tivemos a oportunidade de assistir lideranças comunitárias, lideranças eclesiásticas; tivemos a oportunidade de ver o pronunciamento do Padre Domingos. Olhe o que ele disse a respeito da situação de Pinheiro e o que ele disse a respeito do grupo que comanda o Maranhão há muito tempo, é realmente notório, quer dizer, é motivo de notoriedade. O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA Nobre Deputado, V.Exa. me permite um aparte? O SENHOR DEPUTADO MARCELO TAVARES Deputado Edivaldo, V.Exa. tem o aparte. O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA (aparte) Estou ouvindo com atenção o pronunciamento de V.Exa. e lembrando aquele momento que vivemos ontem na cidade de Pinheiro, momento vitorioso, momento em que, como muito frisou V.Exa., ali havia lideranças políticas fortes do Maranhão, vitoriosas, e que foram muito bem recebidas, recebidas nas ruas, recebidas no anfiteatro, recebidas na imprensa, mesmo sendo adversárias, porque parece que a cidade inteira, da mídia ao povo, de religiosos a políticos, de técnicos a professores, ali estão na unicidade de uma voz única em defesa do solo pinheirense e da Baixada Maranhense. Então, de lá nós já soubemos que blogs anunciavam a derrota da reunião e até ríamos porque... O SENHOR DEPUTADO MARCELO TAVARES A reunião nem na metade tinha chegado, já tinham dito que tinha sido encerrada. O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA (aparte) Porque era um fracasso a reunião para V.Exa. que fez aquele pronunciamento histórico, para o Padre Domingos que fez também um pronunciamento histórico, o ex-governador José Reinaldo, outro pronunciamento histórico, o Deputado Penaldon Jorge que fez um pronunciamento histórico, excelente, emocionante, diretamente lincado aos corações dos que estavam ali. Nós vivemos infelizmente, eu tive que vir um pouco antes e soube do sucesso que continuou depois com a imprensa, a mídia dando cobertura àquela reunião. Então, deputado, eu me congratulo com V.Exa., com o ex-governador José Reinaldo, com todos os políticos que ali estiveram, quer da Baixada inteira, quer de outros pontos do Maranhão, que para ali se dirigiram. Ficamos todos felizes com a certeza do dever cumprido, de que ali nós estamos, como disse muito bem V.Exa., não numa frente, mas num movimento suprapartidário que está sendo levado a todo o Maranhão e que está despertando os maranhenses para a volta ao poder de forma legítima através do voto popular. O SENHOR DEPUTADO MARCELO TAVARES Deputado, nós estávamos colocando e discutindo uma questão que hoje realmente cause indignação a todos nós que somos representantes da Baixada Maranhense, porque todos nós, políticos, não só os candidatos nas eleições passadas que colocaram os seus programas, como o Governador Jackson Lago colocou, que era uma obrigação nossa acabar com as procissões de ambulâncias vindas dos municípios e chegando até São Luís. Para que isso de fato aconteça, nós só temos um cenário possível: que o Estado ofereça no interior, nas suas áreas mais distantes, a saúde de média e alta complexidade, e para isso o Governador Jackson Lago tinha destinado mais de R$ 10 milhões para a construção de um hospital regional em Pinheiro que oferecesse a saúde de média e alta complexidade, para que os municípios adjacentes, para que os municípios próximos pudessem, naqueles casos que fugiam à sua competência, à sua condição de oferecer o serviço de saúde, em vez de mandar para São Luís, para desembocar aqui nos Socorrões e dividir o atendimento com a população de São Luís e com todas as outras regiões do Estado, pudéssemos ter esse atendimento lá em Pinheiro. Mas o Governo se sentiu no direito de tirar aqueles recursos unica-

19 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE mente por uma questão política, porque tinham sido alocados pelo Governador Jackson Lago. E dizem que o Jackson só botou porque foi cassado. Ora o Jackson tinha quatro anos de mandato e tomaram dois. Ele não tinha o direito de fazer um convênio? Tinha. E colocar nas mãos de um prefeito ligado ao grupo Sarney, mas pensando na população ele fez isso e colocou aquele recurso, mas por uma questão minimamente política, podem fazer o discurso que quiserem fazer, podem dourar a pílula como quiserem, é perseguição política, é a volta dos tempos eu quero, eu posso, eu mando, como fizeram aqui no Maranhão. E foi feito isso em relação a Pinheiro e a todos que dizem que o nosso movimento foi um fracasso. Estamos reservando o tratamento, a desimportância, eu peço que continuem assim, nos tratem como se nós não tivéssemos importância alguma na política do Maranhão, nos tratem com todo desrespeito necessário, porque eu tenho certeza de que, no momento oportuno, a verdade das urnas vai prevalecer. E no sentido de buscar as divisões no movimento de oposição do Maranhão, olhem para o seu próprio umbigo porque o que eu senti ontem em Pinheiro foi um grupo Sarney completamente rachado, sem nenhuma condição de promover a união em torno de um nome. Fui inclusive entrevistado pela TV Pericumã, de propriedade de familiares do Deputado Victor Mendes, me corrijam se eu estiver errado sobre a questão da propriedade, estou dizendo sem ter visto o documento contratual da empresa, não estou com nenhum desejo ruim ao fazer essa afirmação, mas a impressão que todos nós na cidade temos é que é de propriedade dele. E me perguntaram o que eu achava do discurso feito aqui pelo Deputado Victor Mendes, cobrando uma atenção maior com Pinheiro. Eu disse que enaltecia o discurso, que eu considerava um discurso oportuno e disse mais, convidava o Deputado Victor a vir fazer oposição porque ele não combina com o que há de mais atrasado na política maranhense. A juventude não combina com isso, Deputado Edivaldo Holanda, a juventude combina com a reafirmação, com a busca de novos caminhos, com a busca de novas verdades, com a busca do novo Maranhão. É o que eu tenho. Deputado Rubens Júnior. O SENHOR DEPUTADO RUBENS PEREIRA JÚNIOR (aparte) Deputado Marcelo, inclusive foi uma brincadeira que eu já tinha feito com V.Exa. o quanto foi acertada a escolha do nome do Bloco Parlamentar quando V.Exa. era líder no início dos nossos mandatos. Bloco Parlamentar Progressista, que independe de ser governo ou situação, o bloco liderado pelo Deputado Ricardo Murad, era o Bloco da Oposição, o nosso permanece Bloco Progressista, Bloco daqueles que desejam olhar o Maranhão para frente, de não dar um passo atrás. O Bloco que independente de governo ou oposição, tem a sua posição pautada em diversos princípios como, por exemplo; transparência, eu tenho certeza que o Bloco apoiará integralmente, mas especialmente voltada para o futuro. Enquanto por exemplo, e aqui é uma crítica pessoal, o outro bloco mudou o nome de Bloco de Oposição para Bloco Democrático, quando na verdade a democracia foi quem ficou mais afetada no Estado do Maranhão, quando não houve realização da eleição indireta e deu posse ao segundo colocado, como o próprio Deputado Joaquim hoje comentou de que é injusto que o suplente de Senador seja o 2ª colocado, porque o 2ª colocado foi derrotado, foi traído pelo que aconteceu ao grupo o qual ele pertence no Maranhão. E apenas para acrescentar no ponto específico do convênio de Pinheiro que foi sustado, foi cancelado apesar de que vão fazer o novo pronto-socorro, não mais o hospital de urgência e emergência, que algumas suplementações não foram canceladas, como por exemplo, a suplementação do Tribunal de Justiça, a mesma que garantiu o pagamento de auxílio-moradia para Desembargadores e Juízes, esta não foi cancelada, inclusive outras suplementações já foram feitas para o Poder Judiciário. Eu não entendo qual é a diferença de ordem legal, entre a suplementação que garantiu a construção de um grande hospital em Pinheiro, e a suplementação que garantiu o pagamento de auxílio- moradia de alguns Desembargadores e Juízes. Quisera eu, que fosse dado tratamento igualitário a esses dois, que as duas suplementações por terem respeitados todas as exigências legais fossem ratificadas, e apesar de tudo ainda espera que a justiça irá corrigir esse grave erro que foi do sequestro dos recursos, que inclusive ainda não entrou no mérito dos convênios que todos esses foram projetos e convênios legais, isso era o que eu gostaria de acrescentar. O SENHOR DEPUTADO MARCELO TAVARES - Eu incorporo o aparte de V. Exª. Deputado Rubens, e dizer que fico feliz, muito feliz de ter ido, de ter participado dessa festa democrática ontem em Pinheiro e disse também lá em um programa de televisão, onde fui muito bem recebido e tive oportunidade de conversar ao vivo com muitos e muitos lares pinheirenses e eu disse que eu vi uma cidade e uma população que se sentiu humilhada, porque o recurso era expropriado da prefeitura de Pinheiro, e a humilhação Deputado Edivaldo, se dá na maneira como nenhum representante do governo se achou na obrigação de justificar, simplesmente, tira. Pinheiro é uma cidade para eles parece insignificante, não tem importância nenhuma para nós e eu disse isso ontem, se a Baixada Maranhense fosse um Estado, Pinheiro seria capital, por todas as razões óbvias e merecidas, para o atual governo parece que não tem nenhuma importância, então eu quero que respondam, mas não respondam a mim, não mandem ofício para mim. A SENHORA DEPUTADA GARDÊNIA CASTELO Deputado Marcelo, V. Exª. me permite? O SENHOR DEPUTADO MARCELO TAVARES Deputada Gardeninha. A SENHORA DEPUTADA GARDÊNIA CASTELO (aparte) Realmente, é lamentável deputado, mas eu acho que não é só Pinheiro que não é importante para o atual governo, é o Maranhão inteiro, porque todos os municípios que foram contemplados com convênios estão na mesma situação, a nossa capital é o maior exemplo disso, não é importante os dois viadutos não são importantes para desafogar o trânsito, não são importantes 120 km de pavimentação para as avenidas da capital, não é importante o prolongamento da Avenida Litorânea, nada disso é importante, absolutamente nada. É um total desrespeito ao povo do Maranhão, se chegaram a um governo de forma judiciária, ou seja, nomeada pelo TSE e ainda chega usurpando a vontade do povo do Maranhão e desrespeitando o que foi feito de maneira correta que foram os convênios, não interessa o momento, mas foram feitos e merecem respeito. E tenho tido, este recurso não é um recurso para os prefeitos, é um recurso destinado a obras nas cidades e deveria ser respeitado. A população não está aprovando este ato que dizem que é da justiça, mas foi um ato da justiça motivado pelo atual governo. Quinta-feira passada na oportunidade que almoçamos lá com o Governador João Alberto eu disse a ele e pedi que ele ponderasse mais uma vez e apelasse para o bom senso da governadora para rever essa situação. É só isso deputado, que eu queria acrescentar. O SENHOR DEPUTADO MARCELO TAVARES Deputada, fui testemunha do seu protesto educado, ponderado, correto, mas bastante efetivo ao governador João Alberto quando do almoço em que fomos convidados e a senhora colocando o interesse maior do município de São Luís, da mesma maneira como a senhora coloca agora. Eu queria dizer isso, fico feliz em saber que no Maranhão temos vozes discordantes, que somos o Estado da verdade absoluta que temos na maioria dos jornais e em boa parte ou grande parte das televisões. E dizer que nós vamos continuar fazendo o nosso trabalho. Não usarei a presidência desta Casa porque não é do meu feitio e não faço isso em consideração a ninguém, faço isso em consideração ao que eu penso, ao que eu respeito e que considero correto como fui ontem e com sentimento de ver que existem novos caminhos no Maranhão. Este grupo que reúne não está buscando nomes, vamos construir uma nova realidade, vamos construir um novo caminho, porque se não tivermos práticas diferentes, somos iguais e nós somos muitos diferentes do que está aí. Eu disse ontem no meu pronunciamento que tenho 37 anos, nasci em 1971 e nunca tive a oportunidade de ver o Maranhão sem o pessoal que manda no Estado há muito tempo. Eu queria que a minha geração tivesse a oportunidade de ver o Maranhão dirigido por outras gerações e por outras linhagens políticas. Porque entendo que os que mandam no Maranhão há muito tempo, e via a Deputada Hele-

20 20 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE 2009 na falar em oligarquia plural, admito, existem oligarquias plurais aqui no Estado e o Estado que temos é resultado de 60 anos de oligarquias, 60 anos de oligarquias é quase um século. Isso não é brincadeira não. Se o Maranhão tivesse sido um projeto que deu certo, nós não estaríamos liderando quase todos os indicadores sociais negativos do Brasil. Então por uma razão muito simples, quem já teve a oportunidade e não exerceu com competência a sua oportunidade, que dê possibilidade de outros exercerem. O SENHOR DEPUTADO CHICO LEITOA Permita-me um aparte, deputado? O SENHOR DEPUTADO MARCELO TAVARES Pois não, Deputado Chico. O SENHOR DEPUTADO CHICO LEITOA (aparte) - Deputado Marcelo, além de ter participado da reunião em Pinheiro, mas eu gostaria de fazer uma reflexão. Tem uma coisa que me intriga muito nessa história da cassação do Governado Jackson e desses convênios. O Tribunal Superior Eleitoral, no dia do julgamento que cassou o mandato por 4 a 3, ele mesmo decidiu que o governador deveria ficar no cargo até o último recurso que fosse julgado e depois do governador, que foi o último recurso que foi julgado, alguém retroagiu a decisão do TSE. Quer dizer, o que o TSE decidiu no dia do julgamento não valeu para quem fez a anulação dos atos do governador, anularam uma coisa que o TSE permitiu que ele fizesse, que era manter no cargo. É uma coisa que me intriga muito essa história, como é que o Superior Tribunal diz que o governador poderia ficar no cargo e outra autoridade, até numa Instância menor, diz que os atos que ele fez são ilegais? Era esta a reflexão que eu queria deixar aqui. O SENHOR DEPUTADO MARCELO TAVARES - Deputado Chico, os Tribunais Superiores muitas vezes tomam decisões que nos surpreendem e eu até sempre disse isso aqui, eu acho que tenho dado prova de respeito às decisões judiciais por mais estapafúrdias que elas sejam, quando vim aqui a este Plenário e dei posse a Governadora Roseana, que por uma decisão judicial ela era a Governadora do Estado, a partir daquele momento, então eu dei um exemplo que consigo cumprir a decisão judicial, principalmente quando ela não me agrada. Porque é muito fácil cumprirmos decisões judiciais, quando elas nos são favoráveis, eu mostrei isso. E disse e repito, a Presidência desta Casa não será utilizada para criar obstáculos a qualquer governo, mas também não será usada de forma covarde para esconder questões necessárias e importantes à população maranhense. Então realmente não entendo as razões de decisões judiciais desse tipo e quero colocar aqui que também não vamos usar de nenhuma chicane, de nenhuma idéia não muito democrática para tentar também impedir qualquer tipo de investigação. Esta Casa é a Casa legislativa, é a Casa fiscalizadora, é a Casa do Povo e é uma Casa transparente e assim será enquanto eu tiver oportunidade de representá-los na Presidência desta Casa. É essa a missão que tenho e é a que vou fazer. Agora como sempre disse, ainda sou deputado, ainda sou filiado ao Partido Socialista Brasileiro, ainda fiz um governo de oposição, faço parte de um grupo de oposição, não posso participar de um governo, ter secretários de Estado no governo, esse governo ser impedido de continuar pela Justiça e ser instalado um novo governo, e o partido está discutindo novamente participação no governo. Essa foi a tese que derrotamos no nosso Congresso. E aqueles deputados, políticos, com mandato ou sem mandato, que muito vezes têm medo de ser Oposição, têm medo de realmente ter posição, porque na política nós temos que ter posição, ou contra ou a favor. Eu queria deixar um recado bastante simples, o terreno para as Oposições do Maranhão é extremamente fértil desde que seja adubada com coragem, com transparência e com a vontade de realmente fazer um Maranhão diferente. Muito obrigado e um grande abraço a todos. MARCOS CALDAS Com o discurso do Deputado Marcelo Tavares que se prolongou um pouco, o Deputado Penaldon, que é o Vice-Líder fez aqui uma mudança no tempo, o Deputado Marcelo usou vinte minutos, o Deputado Penaldon vai usar dez minutos e a Deputada Eliziane por sete minutos. Com a palavra, o Deputado Penaldon Jorge, por dez minutos. O SENHOR DEPUTADO PENALDON JORGE (sem revisão do orador) Senhor Presidente, Senhores e Senhoras Deputados e Deputadas imprensa, galeria muito bom dia mais uma vez. Deputado Marcelo Tavares V. Ex.ª retratou bem aqui o espírito da reunião que aconteceu ontem no município de Pinheiro e aqui não é nenhum segredo com relação as nossas posições políticas na nossa base as divergências que nós possuímos e já disse hoje nós temos que aprender a conviver com essas divergências, mas o que se discute, na realidade, é este momento por que passa o Estado do Maranhão, eu ainda há pouco quando me referia aqui na Tribuna desta Casa sobre algumas situações, é necessário que a gente possa entendê-las perfeitamente, em primeiro lugar há mais de um mês, a quase dois meses nós aprovamos aqui um pleito aqui nessa Casa para que a Comissão de Saúde fosse ao Município de Pinheiro, me parece que amanhã vai conseguir ir, não vou aqui atribuir a nenhum companheiro deputado ou deputada qualquer responsabilidade por isso, mas o Requerimento é do mês de março e desde essa época que nós procuramos viabilizar a ida dessa Comissão de Saúde, Deputada Cleide Coutinho que faz parte da Comissão que está presente e que da nossa parte não há nenhum sentimento de colocar defeitos ou qualidade em quem quer que seja, o único objetivo que nós temos com a viagem de Pinheiro e é bem anterior a posse da Senadora Roseana no comando do Governo do Maranhão é bom que se diga isso, o pleito foi feito bem antes disso, nós queremos na realidade que o Parlamento Estadual possa cumprir uma das suas funções, a exemplo do que aconteceu no Município de Bacabal em que a ANVISA, Vigilância Sanitária a Promotoria de Saúde Pública desta Capital e a Promotoria de Saúde da Comarca de Bacabal estiveram inspecionando, visitando os hospitais, todos os órgãos que cuidam da saúde pública no município de Bacabal fizeram o diagnóstico e eu tenho certeza de que deve ter produzido resultados, resultados satisfatórios tenho certeza de que a visita não piorou em nada o funcionamento daquelas unidades de saúde, e é isso que nós queremos que aconteça no município de Pinheiro, que a gente possa ir, possa verificar de que forma está acontecendo, que o Hospital Regional Dr. Antenor Abreu nas palavras de outros parlamentares que aqui já utilizaram que tenham sido realmente reformados, que não sejam depósitos de lixo e de material que nós temos recebido denúncias de que se transformou e que possa ser um grande hospital realmente e que possa desempenhar as suas funções, que não seja mais necessário o título de leitor do portador, do doente de Presidente Sarney, de Santa Helena, de Turilândia, de Palmeirândia e Perimirim, que já foi objeto e que continua sendo objeto de investigações por parte do Ministério Público, enfim que o sistema de saúde da nossa região possa ser um sistema de saúde bem melhor. Então é este o propósito que nós colocamos e essa visita está programa para amanhã, Deputada Gardênia, mas ontem nós estivemos com outro propósito, um propósito de discutir politicamente a situação da nossa região, quais as tendências, quais as manifestações das lideranças políticas dos mais diversos segmentos. Mas, entre ontem e amanhã, tem o hoje e o hoje, Deputado Chico Gomes, veio em tom de represália contra o Deputado Penaldon com uma matéria que está no blog, que aqui tantas vezes eu já denuncie, há uma pré-disposição do blogueiro travestido de jornalista, o Décio Sá, porque é pago para fazer isto, faz de forma voluntária, faz de forma direcional sabendo qual é o objeto. Tanto é assim, Deputado Chico Gomes, que hoje às 06h30min da manhã, no nosso município de Presidente Sarney, já havia três carros de som, Deputado Fábio Braga, com esta matéria que o blogueiro, travestido de jornalista, produziu a serviço do deputado que nos faz oposição e que tem esta posição antagônica politicamente e tem que ser respeitada a pedido de seu próprio pai, de seus veículos de comunicação. Então, 06h30min da manhã já tinham três veículos no município trazendo uma matéria que não tem nada de novo, Deputado Domingos Paz, é uma matéria que o Deputado Penaldon teve os seus bens bloqueados, e quem é o homem público que fez e que geriu finanças públicas de um município que nunca teve um dissabor, uma ação de improbidade administrativa? Eu

21 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE dizia isso aqui ao Deputado Cutrim, isto é, que naquela época da questão de Presidente Juscelino, e parece que eu estava dizendo numa direção que parecia até que estava adivinhando o que ia acontecer e eu dizia e chamava a atenção dele naquele período para os discursos que ele fez aqui com relação àquelas matérias e, com menos de 15 dias depois, o próprio Ministério Público Federal fez uma ação de improbidade administrativa contra ele, contra o Ricardo Perez e contra outras pessoas, mas isso aqui não é fruto disto. Muito embora o blogueiro, travestido de jornalista, diga que é com relação à prestação de contas, ele deveria ler que bem aqui tem segredo de Justiça no processo e eu sei e já tenho, Deputada Graça Paz, mais ou menos a informação de onde se consegue o título porque ele montou a matéria, pegou o título na capa do processo onde há uma correspondência e que tem escrito aqui Segredo de Justiça. Matéria de improbidade administrativa não tramita em segredo de Justiça e só não sabe disso quem é analfabeto nesta linha, principalmente analfabeto jurídico, o Deputado Fábio Braga sabe bem disso. Improbidade administrativa não tramita em segredo de Justiça, esta matéria tramita em segredo de Justiça porque é uma briga antiga minha com a Receita Federal, é de 2002, Deputado Cabral, imposto de renda, nós temos uma briga imensa, já fomos ao Conselho Nacional do Contribuinte, ao Conselho de Fortaleza, ao Conselho Nacional de São Paulo, estamos com uma ação na Justiça Federal do Maranhão tentando desconstituir um auto de fração que, por conta ainda da CPMF, me multou com relação ao imposto de renda nas minhas declarações. Então por isso que é segredo de Justiça porque trata de questão fiscal. Ninguém pediu segredo de Justiça, quem pediu foi o próprio Ministério Público porque as informações que envolvem o Fisco Federal e que envolvem a situação fiscal de qualquer cidadão, não é de Penaldon, da Cleide, do Edivaldo, de nenhum, mas de qualquer cidadão brasileiro, são obrigadas a serem protegidas pelo segredo de Justiça. Então, vejam bem, uma matéria de 2002 que briga há muito tempo, nós temos, já tivemos muitas etapas. Há 90 dias, eles bloquearam duas contas minhas do Banco do Brasil e, quinta-feira passada, saiu a decisão em Brasília desbloqueando as duas contas, nós conseguimos em Brasília, e aí elas pegam uma matéria de sete anos atrás e requintam a matéria com a data de hoje para botar, por quê? Porque ontem nós estávamos em uma reunião em Pinheiro, que não agradamos a eles, e amanhã nós vamos estar com a Comissão de Saúde, então é preciso ofuscar o Penaldon dentro de Pinheiro, é preciso fazer isso. Hoje, às 06h30min da manhã, tenho certeza, a maioria dos jornalistas ainda não tinha conhecimento dessa matéria, mas os carros de som do deputado já estavam lá na nossa cidade em Presidente Sarney para distribuir a matéria que ele encomendou para o blogueiro dele com esta finalidade. Não é a primeira, não é a segunda, nem a terceira vez que ele tenta denegrir a minha imagem, agora tentar denegrir a minha imagem é um propósito, agora conseguir me acovardar, conseguir tirar de mim quem teve a oportunidade de sentar no banco de uma sala de aula, de frequentar uma universidade e, acima de tudo, de ter tido o dom que Deus me deu para que fosse sempre essa pessoa combativa que não se acovarda, que não se intimida. Então, essas tentativas podem funcionar perante a opinião pública, agora imaginar que isso funcione contra mim de alguma forma, está equivocado, está equivocado porque nós não temos nenhuma vocação para correr do embate, pelo contrário, eles têm, Deputado Edivaldo Holanda, quem primeiro inaugurou inquérito de Polícia Federal, CPI, foi o pai do Deputado desta Casa. Em 86, quando era senador, o Senhor Maurício Correa, que depois foi Ministro do Supremo Tribunal Federal, e o processo não sumiu, ele tramita aqui na 6ª Vara Criminal do Fórum Desembargador Sarney Costa, e o pai dele é indiciado pelo desvio de recurso do esgoto público do município de Pinheiro e por tantas outras condutas. Construiu empresas em 85 depois que o presidente Sarney assumiu a Presidência da República, 03 meses depois ele constituiu uma empresa na Junta Comercial chamada de Pericumã Engenharia, e foi ser a fiscal da Mendes Júnior, da Andrade Gutierrez e de todas as empresas da Consiste Engenharia e de todas, Deputado Cabral, que se instalaram no município de Pinheiro, eu tenho a cópia do processo completo não trago a essa Casa porque vou mexer com outras pessoas que não merecem, mas tem o prefeito da época, ele que era o construtor foi indiciado pela Polícia Federal, tem Deputados Federais do mandato de hoje, tem pessoas importantes na república que estão todos lá relacionados, a CPI, Deputada Gardeninha, eu ainda era um jovem aspirante, de um dia ocupar um cargo público e ter este encaminhamento de questões, porque nasci e me criei ouvindo sempre uma família só mandando no município de Pinheiro. MARCOS CALDOS - Deputado Penaldon, V. Exª. tem mais dois minutos para concluir. O SENHOR DEPUTADO PENALDON JORGE - Agradeço Nobre Presidente. Então essa ofuscação que eles tentam dar hoje Deputado Edivaldo Holanda, eu tenho certeza que tem incomodado bastante, disse aqui aquele dia, o discurso que o Deputado fez aqui nesta Casa com relação aos recursos da saúde ele não tem, e não teve nenhuma palavra de seriedade, ele na realidade foi fruto de uma reunião que aconteceu na noite anterior na casa da Senadora Roseana Sarney, em que ele e o pai bateram na Mesa para que um saísse candidato Federal e o outro Estadual, e o Deputado Ricardo Murad deu murro na mesa dizendo que não aceitava que isto era uma imoralidade, e que a Roseana não deveria permitir, por isso veio o discurso contra o Ricardo na manhã seguinte. Mas isso é roupa suja que eles têm que lavar na banheira deles, não é na minha. Eu continuo sendo aqui o advogado que me orgulho bastante, de assim ser e de assim exercer. Concedo o aparte ao Nobre Deputado Edivaldo Holanda. O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA (aparte) Nobre Deputado Penaldon Jorge quero me solidarizar com V. Exª. e lamentar que essa é uma prática aqui no nosso Estado, isso o que estão fazendo com V. Exª. graças a Deus é pela atitude cristalina, é pela posição irretocável que V. Exª. tem diariamente na Tribuna desta Casa, e tendo escolhido o lado do povo e tendo se posicionado contra os desmandos do atual governo. V. Exª. então está sendo exposto nessa questão segundo soube, carros de som rodando na cidade de Pinheiro, para usar autos contrários a V. Exª. alardear esse fato, que é um fato que ocorre com V. Exª. que ocorre com qualquer outro cidadão que tenha relações com empresas e que temos problemas sempre com o imposto de renda, todos nós temos esses problemas a maioria dos brasileiros, problema com o imposto de renda e V. Exª. está sendo agora vítima disto, está sendo explorado na mídia, e nós lamentamos que infelizmente essa é uma maneira menor, essa é uma maneira pequena de se conduzir tanto na mídia quanto na vida pública. Eu me congratulo me solidarizo com o pronunciamento e a posição de V. Exª. neste momento. O SENHOR DEPUTADO PENALDON JORGE Obrigado! Deputado Edivaldo Holanda, e concluindo Senhor Presidente, queria apenas trazer para a imprensa em forma de denúncia e deixando aqui, mais uma vez, de forma muito cristalina, muito firme a minha posição, porque eu que para eles Deputado Edivaldo Holanda, já fui o melhor prefeito da região da Baixada, que os seus veículos de comunicação durante os tempos em que tiveram a receber os grossos cachês e os serviços pagos pela divulgação da mídia, que eles passaram 8 anos fazendo era um prefeito irretocável, conduta ilibada, elogiado todos os dias bastou ser candidato a deputado estadual, ou ter a pretensão de sair candidato a deputado estadual, para que nunca mais fosse a mesma pessoa, no entendimento deles. Mas graças a Deus continuo a ser a pessoa que sou, não no pensamento deles, mas no sentimento e no pensamento da população que me viu nascer, que me viu crescer e que convive conosco no dia a dia. Muito obrigado, Senhor Presidente. MARCOS CALDAS Com a palavra a Deputada Eliziane Gama, por sete minutos. A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA (sem revisão da oradora) Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, membros da galeria, colegas jornalistas e radialistas da Imprensa. Inicialmente eu queria só enfatizar que como já foi aqui colocado, eu não

22 22 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE 2009 tenho dúvidas que será um momento muito importante no próximo dia 16 a audiência pública proposta pelo colega Deputado Pavão, que vem trazer essa discussão voltada para a reforma política, dentre elas a questão da lista fechada. E gostaria só de deixar aqui claro que a minha discussão enfática será sempre pela forma de escolha da lista fechada. Eu acho que termos somente uma lista fechada por ter pura e simplesmente, eu acredito que seja uma agressão à democracia do Brasil. Mas se tivermos uma lista fechada a partir de critérios estabelecidos como a escolha interna-partidária forte e democrática, aí sim nós teremos um avanço considerável no Brasil a partir da inclusão dos vários setores sociais, dentre elas a participação da mulher. Para mim é uma tristeza termos hoje no Brasil cerca de 11%, somente das mulheres participando da política do país hoje. Temos, por exemplo, nas capitais do Brasil uma participação minúscula de prefeitas com apenas 7%. No cenário, por exemplo, da Câmara Federal esse percentual também vai para mais ou menos 8% ou 9%. E no Senado crescemos um pouquinho mais, entre 12% e 13%. Então precisamos aumentar essa participação feminina. Se tivermos um estatuto forte, e aí vem a preocupação Deputado Edivaldo, porque questão estatutária do partido parte por uma prerrogativa interna: os partidos sentam, reúnem e elaboram os seus estatutos. Aí vem o grande perigo da lista fechada, porque se nesse estatuto não for realmente amarrado que haverá, por exemplo, uma eleição prévia a partir da participação dos filiados e a participação desses grupos organizados, aí nós teremos o que todos temem no Brasil, que é mais uma oligarquia formada, que vai ser oligarquia dos partidos. Mas a discussão é extremamente promissora, é uma discussão extremamente favorável e que nenhum de nós podemos nos fugir dessas discussões. Eu queria apenas parabenizar a Casa, Presidente, eu acho que a Assembleia está hoje de parabéns, o Presidente Marcelo Tavares em ter recebido aqui os jovens de todo o Estado do Maranhão que se reuniram durante dois anos e meio mais precisamente, com 50 conferências municipais, 7 conferências regionais e uma conferência estadual onde elaboraram o Plano Estadual de Políticas Públicas para com junto a juventude, que assim faz sempre questão de discutir a juventude, onde vem desde ações voltadas para direitos humanos, para inclusão escolar, para a questão da segurança pública passando para a saúde pública e vários outros setores da sociedade, para que hoje a Secretaria Estadual possa dar uma atenção mais voltada para a juventude. Nós temos hoje um problema, Deputado Edivaldo, que precisa realmente ser resolvido a partir de vontade pública, a partir de vontade do Executivo. Nós temos uma Secretaria, que houve uma fusão de uma forma bem propositada pelo então Governador Jackson Lago, que juntou Secretaria de Juventude e Secretaria de Esportes, mas o que foi que aconteceu? Como a Secretaria de Juventude era uma Secretaria Extraordinária como a Secretaria de Esportes era Ordinária, hoje nós temos uma rubrica específica apenas para o esporte, precisamos compreender que o atual Secretário de Juventude do Estado do Maranhão, que é o Secretário Roberto Costa, ele precisa ter essa visão voltada para que as ações hoje da juventude precisem também ter uma aplicação voltada para a juventude no âmbito de todas as áreas sociais que hoje são preocupações dessa grande discussão que vem sendo travada pelo CJovem, pelo Fórum Estadual da Juventude e por todos os outros grupos organizados. Essa questão foi colocada e foi levantada na nossa audiência pública, que nós recebemos os movimentos na última semana, inclusive com uma discussão muito acalorada e que, às vezes, acaba se colocando em dois eixos, não é isso? Políticos partidários, mas que vejo que não tem que ser travada dessa forma, precisa ser travada a partir de uma valorização dos grupos que estiveram participando ao longo desses anos nessas conferências que se deu em todo o Estado do Maranhão. Graças a Deus, nós tivemos um resultado efetivo que foi a adoção desse documento que hoje foi entregue ao deputado, que foi plenamente recebido por todos os setores sociais. Além disso, nós precisamos fazer, e espero que a Governadora Roseana Sarney ao receber o Anteprojeto de Lei desta Casa, que temos uma limitação já colocada em Constituição do Estado do Maranhão que não podemos legislar sobre serviços públicos, nós não podemos legislar sobre a questão orçamentária do Estado, a governadora possa mandar a esta Casa, através de um Anteprojeto de Lei e possa ser votado por esta Casa. Porque se a governadora tiver essa sensibilidade, aí sim teremos uma juventude forte, teremos uma ação mais forte voltada em todo o Estado do Maranhão. Eu espero que ela terá, porque tivemos, inclusive hoje aqui a presença do Secretário-Adjunto de Juventude que foi o Duailibi, que esteve inclusive aqui participando junto com todos os outros movimentos e a gente espera que esse projeto que será, que deverá ser de autoria do Executivo, possa chegar a esta Casa e de forma plena estarmos trabalhando. Eu citava na última audiência que nós tivemos, que hoje nós temos no Brasil um orçamento participativo que foi, inclusive iniciativa do PT, foi adotado aqui em São Luís pelo Dr. Jackson Lago em que um percentual, me foge agora exatamente o número exato, mas um percentual em torno de 30% do orçamento, ele é discutido exclusivamente com a população. Nós esperamos que o Projeto de Lei que venha do Executivo para esta Casa, ele possa ser executado de forma plena para o Estado, se não de forma plena pelo Estado, mas pelo menos de uma forma parcial, mas que isso não venha diminuir todas as peças que foram levantadas democraticamente de forma efusiva e de forma constante discutida em todo o Estado do Maranhão nas regiões do Maranhão e também na Conferência estadual. A gente espera que o quanto antes, o anteprojeto seja encaminhado ao Governo do Estado através desta Presidência e o quanto antes também o Governo do Estado venha mandar para esta Casa para que a gente não passe mais um ano sonhando, mais dois anos sonhando, passe quatro, cinco anos e os jovens que tem hoje 29 anos estejam lá com seus 32, 33 ou mais anos esperando este sonho que seja efetivado. Espero que este ano a Casa tenha isso aprovado para que no ano de 2010 a juventude possa ver os seus anseios e suas aspirações sendo efetivadas através do Governo do Estado do Maranhão. Muito obrigada, Senhor Presidente. PENALDON JORGE Deputado Chico Gomes, por cinco minutos pela Liderança do Governo, sem direito a Aparte. O SENHOR DEPUTADO FRANCISCO GOMES (sem revisão do orador) Senhor Presidente, Senhoras Deputados, Senhores Deputados, senhoras e senhores da galeria, comitê de imprensa. Presidente, nós registramos aqui o sucesso da operação deflagrada pelo governo para sanear as áreas afetadas pelas enchentes e que começaram a ser saneadas, patrulhas foram criadas, o Governador João Alberto esteve comandando estas patrulhas neste final de semana nos municípios de Lago Verde, Bacabal, São Luís Gonzaga, Pedreiras, Trizidela do Vale. Amanhã, as patrulhas estarão se dirigindo aos municípios de Arari e Vitória e na sexta-feira, na cidade de Cajari e assim em todas as outras que se fizerem necessária esta ação de saneamento para limpar a cidade, tirar a lama e com isto eliminar os focos de doenças existentes naquelas cidades ocasionadas pelas enchentes, mas, Senhor Presidente, nós ouvimos aqui mais de duas horas os discursos da Oposição em relação ao momento político que vive hoje o nosso Estado. A Oposição que até dois meses atrás era o governo aqui nesta Casa, ao fazer as criticas hoje se esquece do governo que ela defendia. Esse dinheiro que dizem que a Governadora subtraiu da Baixada de Pinheiro, que era o Governo do Estado, que foi repassado ilegalmente para o município de Pinheiro, por um único motivo, nunca antes, em mais de dois anos de governo o município de Pinheiro recebeu qualquer repasse de recurso, qualquer convênio, absolutamente nada, agora o governo, depois de cassado o governador ele queria liquidar, torrar todo o dinheiro do Estado, inviabilizar o governo seguinte e daí ter inventado R$ 150 milhões para São Luís que até hoje eu procuro, onde é que está esse dinheiro? Aonde é que ele foi parar? Eu não sei onde é que está esse dinheiro, muita gente não sabe onde é que está esse dinheiro. Porque não foi devolvido, ele saiu da conta e foi parar em outra conta e ninguém sabe onde é que é. A gente vê obras, para a gente ver como queriam torrar o dinheiro, obras como o Ginásio do Costa Rodrigues que foi pago R$ 5 milhões e tantos só para derrubar, para quebrar o piso daquele ginásio. A obra como a estrada de Buriti de Inácia Vaz, a Duque Bacelar, 24 km que foi toda paga, mais de R$ 6 milhões pagos sem estar nada realizado lá, eu tenho as fotos que só tem atoleiros hoje em dia lá, não tem asfalto nenhum, não tem absolutamente nada. Então esse é um governo que avançou e avançou no dinheiro público, é isto é

23 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE que foi, são dois fatos que eu coloco aqui Deputado Edivaldo Holanda, que merecia ter uma justificativa do governo, eu tenho a comprovação de tudo isso, tenho os relatórios técnicos da inspeção que foi feito nesses dois lugares. E são essas as questões que levantamos, que governo foi esse que avançou, que libertou o Maranhão, que libertou alguma coisa? E quando ele liberou esse dinheiro para tantos e tantos municípios, ele queria acabar com toda a reserva de recursos que o Estado possuía, cerca de R$ 600 milhões, torrou o dinheiro e o governo que sucedeu só tinha que buscar isto na justiça. Como foi buscar o mandato na justiça que foi tirado com um gasto de mais de R$ 1 bilhão, tantas vezes denunciado aqui desta tribuna. São essas as questões que deveríamos lembrar. Agora nós vamos atrás desse dinheiro, que é um dinheiro do povo. Vamos atrás desse R$ 1 bilhão também espalhado em obras por todo o interior do Estado que deveriam ter sido feitas e que não foram feitas em municípios, foram convênios para desviar dinheiro, foi dessa a forma que se ganhou uma eleição no Maranhão. Então, são essas questões que devemos lembrar quando a gente começa a falar, questões de dizer e acontecer aqui. Porque se nós temos um plano de saúde para construir 65 hospitais, para transformar hospital obsoleto como o Hospital Carlos Macieira, que tem mais de 300 leitos e apenas 80 são utilizados, recuperar e transformar esse hospital em hospital de alta complexidade, de reformar os hospitais regionais para transformar em hospitais de média complexidade, é isso é que está sendo feito e para se construir os hospitais nos pequenos municípios para que os municípios possam atender a sua população. É isso é que está sendo feito, para treinar e capacitar os agentes de saúde, porque eles é que sabem onde é que começa a doença, onde é que está a saúde, onde é está a dificuldade do nosso povo, porque eles estão presentes em toda as comunidades. É este o plano que estamos fazendo, é este o plano que vamos realizar, é isto que temos falado aqui, que é a agenda positiva que tem que ser discutida aqui nesta casa. Obrigado. PENALDON JORGE - Pela liderança da Oposição, Deputado Edivaldo Holanda, por cinco minutos sem direito a apartes. O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA (sem revisão do orador) Senhor Presidente, Senhores e Senhores Parlamentares, senhoras e senhores da imprensa, galerias, internautas, funcionários desta Casa, Senhor Presidente, a resposta sem convicção do nobre líder do governo, Deputado Francisco Gomes já no final desta sessão lamentavelmente sem os companheiros no Plenário, apenas nós, a imprensa, parte da galeria, é uma resposta que não convence, é uma palavra que lamentavelmente fora até de contexto porque já passados praticamente todos os debates, ela nos vem também fora de hora, mas, dizer a V. Ex.ª. Primeira, essa questão de torrar o dinheiro, essa é uma inverdade que tem sido repetida na Tribuna dentro daquela técnica de se dizer várias vezes até que a pessoa absorva como sendo verdadeira aquela expressão, o Deputado Gastão Vieira, Deputado Chico Gomes, Secretário do Planejamento é quem disse ele mesmo, a imprensa e aos maranhenses; que encontrou R$ 480 milhões, ora, é muito dinheiro isso são reservas, então, o Governador Jackson Lago gastou, gastou, gastou, gastou conveniando com os prefeitos, com os municípios diferentes do que a Governadora Roseana quer fazer, anuncia 65 hospitais ao custo de R$ 350 milhões, mas recursos que não serão conveniados com os municípios, recursos que serão loteados com empresas da família política da Governadora sem ouvir os prefeitos, sem ouvir a comunidade, isto às vésperas de uma eleição, 350 milhões que serão fulminados, isto sim, será torra recursos sem ouvir a base, diferente do Governador Jackson Lago que conveniou, Ricardo Murad que faz parte deste governo da forma espaçosa que nós conhecemos é quem vai comandar esses R$ 350 milhões, numa comprovação para o povo de que não foram torrados os recursos, de que a governadora encontrou dinheiro e muito dinheiro no Estado, então, Deputado Chico Gomes, essa história de torrar o dinheiro para que a Governadora não encontrasse nada, isso não é verdade está comprovado pela palavra do Gastão Vieira, pelo Programa Viva Saúde que V. Ex.ª lança com Ricardo Murad, torrando isto sim, 350 milhões com a empresa que o Estado vai indicar. Essa questão de que a remessa do dinheiro lá para a Baixada de V. Ex.ª e nossa Baixada foi ilegal, porque foi remetido quando o governador já estava cassado foi muito bem falado aqui na palavra num Aparte do Nobre Deputado Chico Leitoa, um Aparte lúcido ao pronunciamento do Nobre Deputado Presidente desta Casa Marcelo Tavares, falando uma coisa cristalina, ora, se o TSE cassou o Governador Jackson Lago, mas o deixou como Governador do Estado até o final da sentença, até o final do recurso, ele era o Governador de V. Ex.ª ele era o Governador dos maranhenses, ele estava na plenitude do seu governo e da sua administração e podia conveniar, essa é uma desculpa que não cola, a revolta dos moradores da Baixada, a revolta dos pinheirenses, é uma revolta justa, aquilo que nós assistimos ontem, Deputado Penaldon, as pessoas reclamando, as pessoas vociferando nas esquinas daquela feira, daquele mercado de Pinheiro contra o surripiamento do dinheiro da cidade de Pinheiro e da região da Baixada porque aquele hospital era um hospital não somente para a cidade de Pinheiro, mas um hospital para toda a Baixada maranhense. Então, esse recurso que foi conveniado, foi legal sim, ilegal, ou ilegítimo embora por uma decisão judicial, foi o sequestro desses recursos diretamente dos cofres dessas prefeituras carentes de povo necessitado e que era um dinheiro que iria amenizar e muito a situação de mais de 100 municípios do Maranhão. Então, eu quero dizer a V. Ex.ª que nós lamentamos essa defesa que V. Ex.ª faz dentro da ótica que V. Ex.ª apresentou na Tribuna, nós não concordamos e tenho certeza de que nenhum município do qual foi tomado esse recurso concorda com o pronunciamento de V. Ex.ª e finalizando, Senhor Presidente, voltar a dizer que nós estaremos na trincheira desta Casa nesta Tribuna cobrando esses recursos e cobrando um programa de governo que até hoje não foi apresentado para os maranhenses. VI EXPEDIENTE FINAL. PENALDON JORGE Não há orador inscrito. PENALDON JORGE - Nada mais havendo a tratar, encerramos a presente Sessão. Resumo da Ata da Sexagésima Sessão Ordinária da Terceira Sessão Legislativa da Décima Sexta Legislatura da Assembléia Legislativa do Estado do Maranhão, realizada no dia oito de junho de dois mil e nove. Presidente, em exercício, Senhor Deputado Victor Mendes. Primeiro Secretário, em exercício, Senhor Deputado Francisco Gomes. Segundo Secretário, em exercício, Senhor Deputado Rubens Pereira Júnior. Às dezesseis horas, presentes os Senhores Deputados: Carlos Alberto Milhomem, Cleide Coutinho, Fátima Vieira, Francisco Gomes, Graça Paz, Janice Braide, Helena Barros Heluy, Joaquim Nagib Haickel, João Batista, Pavão Filho, Jura Filho, Rubens Pereira Júnior e Victor Mendes. O Senhor Presidente declarou aberta a Sessão, determinando a leitura do texto bíblico, o resumo da Ata da Sessão anterior, que foi considerada aprovada e do expediente que foi encaminhado à publicação. No horário destinado ao Pequeno Expediente falaram os Senhores Deputados Francisco Gomes e Victor Mendes. Na Ordem do Dia não houve Quorum Regimental para apreciar a matéria que ficou transferida para Sessão Ordinária subseqüente. Não houve orador inscrito no primeiro horário do Grande Expediente. No horário do Bloco Parlamentar Progressista BPP e no Bloco Parlamentar Democrático BPD não houve oradores indicados pelos Lideres. Não houve orador inscrito no Expediente Final. Nada mais havendo a tratar a Sessão foi encerrada e lavrada a presente Ata, que lida e considerada aprovada, será devidamente assinada. Plenário Deputado Nagib Haickel, do Palácio Manoel Bequimão, em São Luís, 09 de junho de 2009.

24 24 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE 2009 REPUBLICAR POR INCORREÇAO Ata da Qüinquagésima Oitava Sessão Ordinária da Terceira Sessão Legislativa da Décima Sexta Legislatura da Assembléia Legislativa do Estado do Maranhão, realizada no dia dois de junho do ano de dois mil e nove. Presidente Senhor Deputado Marcelo Tavares. Primeiro Secretário, em exercício, Senhor Deputado Victor Mendes Segundo Secretário Senhor Deputado Valdinar Barros. Às nove horas e trinta minutos presentes os Senhores Deputados: Alberto Franco, Antônio Carlos Bacelar, Antônio Pereira, Arnaldo Melo, Camilo Figueiredo, Carlos Alberto Milhomem, Carlos Braide, Chico Leitoa, Cleide Coutinho, Domingos Paz, Edivaldo Holanda, Fábio Braga, Francisco Gomes, Gardênia Castelo, Graça Paz, Helena Barros Heluy, Hélio Soares, Janice Braide, Joaquim Nagib Haickel, João Batista, João Evangelista, José Lima, Jura Filho, Manoel Ribeiro, Marcelo Tavares, Márcia Marinho, Marcos Caldas, Nonato Aragão, Paulo Neto, Pavão Filho, Penaldon Jorge, Rigo Teles, Rubens Pereira Júnior, Stênio Rezende, Valdevino Cabral, Valdinar Barros e Victor Mendes. Ausentes: Afonso Manoel, Carlos Filho, Eliziane Gama, Fátima Vieira e Graciete Lisboa. I ABERTURA. TAVARES - Em nome do povo e invocando a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos. Convido o Deputado Victor Mendes a compor a Mesa no posto do Primeiro Secretário. TAVARES - Com a palavra, o Senhor Segundo Secretário que fará a leitura do texto bíblico e do resumo da Ata da Sessão anterior. O SENHOR SEGUNDO SECRETÁRIO EM EXERCÍCIO DEPUTADO VALDINAR BARROS (lê texto bíblico e Ata) - Ata lida, Senhor Presidente. VICTOR MENDES - Ata lida e considerada aprovada. TAVARES - Com a palavra, o Senhor Primeiro Secretário para fazer a leitura do Expediente. O SENHOR PRIMEIRO SECRETÁRIO DEPUTADO JOÃO BATISTA - (lê Expediente). II EXPEDIENTE. O SENHOR PRIMEIRO SECRETÁRIO DEPUTADO JOÃO BATISTA - Expediente lido, Senhor Presidente. VICTOR MENDES - Expediente lido à publicação. III PEQUENO EXPEDIENTE. VICTOR MENDES - Deputado Rubens Pereira Júnior, cinco minutos, sem direito a apartes. O SENHOR DEPUTADO RUBENS PEREIRA JÚNIOR (sem revisão do orador) Senhor Presidente, Membros da Mesa, Nobres colegas Deputados, imprensa e galeria, funcionários da Casa, senhores auditores. Senhor Presidente, o assunto que me traz hoje a esta Tribuna é um assunto de grande importância ao Estado do Maranhão, de grande importância por ser talvez a nova grande oportunidade do Estado do Maranhão, que é justamente a Refinaria Premium a ser instalada no município de Bacabeira, como tantas vezes já houve a grande oportunidade do Maranhão, pelo menos no ponto de vista teórico, na prática nenhum se efetivou, como foi quando a ALUMAR veio que nós acreditávamos agora o Maranhão será outro, ou quando veio o Porto, foi quando veio a Ferrovia, todos esses grandes eventos com certa importância no Estado do Maranhão todos diziam à época que seria finalmente o último passo para que o Maranhão crescesse da forma devida e terminou que nenhum desses o foram. Diziam também quando, de fato, se saneasse o Estado, se arrumasse administrativamente o Estado, feito pelo ex-governador José Reinaldo Tavares junto com o Secretário de Planejamento, à época, Simão Cirineu, e todas essas que seriam as grandes oportunidades do Maranhão ajudaram, contribuíram de alguma forma, mas nenhuma pelos índices sociais que hoje nós temos se concretizaram como a grande oportunidade do Maranhão. Temos uma nova chance, a refinaria a ser instalada em Bacabeira. E essa refinaria tem grande importância por diversos fatores que seja pelo fator financeiro, aumentará os royalties, aumentará os impostos, aumentará a arrecadação do Estado do Maranhão quer pela área que ela irá abranger toda a grande São Luís, a região de Rosário, a região do Munin, a região de Bacabeira até Miranda, Itapecuru, quer pelo entorno que a refinaria certamente trará as outras empresas que virão se instalar próximo a área da refinaria para aproveitar todo esse aparato. Então, a refinaria se torna assim mais uma grande oportunidade para o Estado do Maranhão. Finalmente veio o Presidente Lula autorizou juntamente com o Ministro Lobão, o Ministro de Minas e Energia, e o Estado do Maranhão têm que dar a sua contrapartida. O primeiro passo para a contrapartida para efetivar a refinaria foi feito pelo decreto, um dos primeiros passos logicamente não é o primeiro, foi feito pelo Decreto n.º 25361, de 26 de maio de 2009, ou seja, na semana passada de toda forma que cria o Comitê Gestor de Implantação da Refinaria Premium no Estado do Maranhão, isso nós todos podemos verificar no Diário Oficial do Estado. Esse Comitê Gestor é quem irá coordenar, planejar e avaliar no âmbito da administração pública estadual as tratativas referentes ao projeto da refinaria, ou seja, é o Comitê Gestor quem vai cuidar de toda refinaria até a mesma ser efetivada, e compõe o Comitê Gestor de Implantação da Refinaria os senhores secretários com os senhores ou seus representantes da Indústria e Comércio que o presidirá, da Infraestrutura, do Planejamento, da Administração, da Fazenda, Ciência e Tecnologia, do Meio Ambiente e do Trabalho e da Economia Solidária e obviamente o Senhor representante de Secretaria de Minas e Energia, ao todo são 9 secretarias, 9 segmentos que estarão representados dentro da Refinaria. Estamos entrando com uma Indicação à Senhora Governadora Roseana Sarney para que ela acrescente alínea j desse referido Decreto n.º colocando representante da Secretaria de Juventude dentro do Comitê Gestor da Refinaria Prêmio a ser instalado no Estado do Maranhão. Por que a importância de se incluir um representante da Secretaria de Juventude na Refinaria? Boa parte da mão-de-obra utilizada será de jovens, por isso tem que começar de hoje, de ontem, a preparar o jovem maranhense para estar apto a trabalhar na própria refinaria. Não só na refinaria como todos são entorno através da imensa quantidade de empresas que certamente virão. Esse é um trabalho que tem que ser feito pelo Governo do Estado e pelo Governo Federal, como por exemplo, o ProJovem, programa do Governo Federal em que capacita o jovem, Deputado Chico Leitoa conhece muito bem o programa, em que capacita o jovem para determinados segmentos. No Estado do Maranhão, especialmente na grande São Luís, em Rosário, em Bacabeira, em Miranda e Itapecuru o ProJovem tem que ser voltado para a refinaria e para o seu entorno. Isto tudo precisa ser planejado, a partir de agora, em longo prazo, para que possamos efetivamente inserir o jovem no mercado de trabalho voltado para a refinaria e para seu entorno. Quando da instalação da Alumar, hoje Alcoa, de certa forma, não se preocuparam tanto com o jovem do Maranhão, Deputada Helena, não se preocuparam tanto que precisaram trazer diversos profissionais de outros Estados devidamente capacitados para esta-

25 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE rem exercendo os melhores cargos. A juventude maranhense trabalhou na mão-de-obra física, braçal, mas na boa parte dos serviços intelectuais, inclusive os que pagam melhor, a mão-de-obra local do jovem maranhense foi mais uma vez esquecido. Não houve desde a Alcoa, desde a Alumar, efetiva ampliação do número de CEFETs ou mesmo ampliação ainda maior da Universidade Federal e da Universidade Estadual voltada em cargos técnicos, voltada para que a juventude pudesse efetivamente preencher e trabalhar em parceria, voltada, no caso, para a Alcoa e Alumar e agora para a refinaria. E por isso que é indispensável que tenha um representante da Secretaria de Juventude no Comitê Gestor da Refinaria por ser, sem dúvida alguma, uma grande oportunidade para o futuro do Maranhão. Esta era a minha contribuição, Senhor Presidente. TAVARES Com a palavra, o Deputado João Batista. O SENHOR DEPUTADO JOÃO BATISTA (sem revisão do orador) Senhor Presidente, nobres Deputados, ontem recebi no meu gabinete um oficio da Juíza titular da 5ª Vara Criminal da minha cidade, cidade de Imperatriz. A Juíza em questão, Doutora Samira Barros Heluy. Ela enviou a mim este oficio porque neste instante presido a Comissão de Segurança e Cidadania desta Casa e há pouco pedi que esse ofício com essas informações contidas fossem entregue a Deputada Helena Barros Heluy, ao Deputado Chico Gomes e ao Deputado Chico Leitoa, há uma cópia aqui que será entregue ao Deputado Nonato Aragão. As pessoas citadas aqui, os deputados citados aqui, eu quero convidar para amanhã, Deputado Chico, Deputada Helena, amanhã, às 8 horas da manhã, na Sala das Comissões Permanentes, para que possamos nos reunir e juntos discutirmos o teor das informações contidas aqui. Eu li com cuidado esse relatório e há informações que são informações importantes para a nossa comissão, informações, eu diria que, alarmantes e providências precisam ser tomadas. Inclusive, ontem, entrei em contato com a Juíza Samira Barros Heluy e com ela conversei, inclusive a parabenizei pelo esforço e pela dedicação em nos trazer essas informações tão claras como aqui estão constadas. Portanto, amanhã, quero convidar os deputados que fazem parte da Comissão de Segurança e Cidadania, para que a gente possa realizar essa reunião e deliberar a respeito dos assuntos aqui explicitados. Senhores Deputados, eu tenho pensado ultimamente, há cerca de uns quatro ou cinco dias, venho pensando a respeito de algo que parece que está sendo gestado lá no Palácio do Planalto. E essa medida, uma vez colocada para ser votada, creio que deve passar, e isto fará com que as eleições, todas elas, aconteçam de quatro em quatro anos e não de dois em dois como acontecem agora. Isto resultará no fato de que os deputados federais e estaduais terão mais dois anos de mandato, o que possivelmente acontecerá porque um cenário está sendo criado para que o Presidente Lula continue no Governo. Talvez muitos ou talvez a grande maioria dos pensadores do País não tenha pensado ainda nesta direção, mas o fato é que, se os senhores estiverem acompanhando a mídia atentamente, os sinais que estão sendo dados, creio que apontam nessa direção. O Presidente Lula não vai permitir que a Constituição seja emendada para que ele possa ter um terceiro mandato. Ele hoje está na crista da onda, ontem mesmo eu vi uma pesquisa publicada afirmando que ele voltou ao patamar de 69% de aceitação e a rejeição dele caiu. Quer dizer, ele estava com 70% de aceitação há dois ou três meses, caiu para 65% e agora voltou para 69%. Então ele tem um apelo popular muito forte e, dentro do Congresso fica se ensaiando isto: terceiro mandato, terceiro mandato. É claro que o Presidente Lula não vai permitir que haja essa movimentação no sentido de que ele possa concorrer à reeleição. Ele não quer isso, eu tenho certeza disso. Ele quer sair por cima para poder voltar depois, esse talvez seja o pensamento do Presidente. Então, o que eu acho que vai acontecer, o que está sendo ensaiado, o que está sendo gestado? A possibilidade de uma PEC. E essa PEC vem com qual objetivo? Fazer com que o Presidente tenha mais dois anos de mandato para que as eleições sejam unificadas e o discurso de que precisamos ter economia, não precisamos de eleição de dois em dois anos, então vamos unificar seja defendido por todo político e toda sociedade. Talvez, Senhores, Deputada Gardênia, talvez esse seja o pensamento central, talvez isso esteja sendo nesse instante montado, estruturado dentro do Governo Federal no sentido de oferecer ao Presidente Lula mais dois anos. Por consequência, todos os deputados ganham mais dois anos; por consequência, teremos finalmente eleições neste País de quatro em quatro anos, de vereador a presidente da República. Portanto, Senhores, eu estou chamando a atenção para isso, estou falando sobre isso, porque creio e acredito, pelos sinais que a mídia vem colocando a todo instante, que talvez o grande plano seja este e não mais quatro anos ao Presidente Lula. Eram essas as minhas considerações, Senhor Presidente. TAVARES Deputado Edivaldo Holanda por cinco minutos, sem direito a apartes. O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA (sem revisão do orador) Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Parlamentares, galeria, imprensa, internautas, funcionários desta Casa. Queremos saudar os senhores auditores que se encontram no plenário deste Poder. Dar as boas-vindas mais uma vez a eles e fazer um apelo na tribuna da Casa no sentido de termos quórum na manhã desta Sessão para podermos aprovar esta matéria. Mas, Senhor Presidente, nós temos aqui, na primeira página do Jornal O Imparcial, uma manchete com o título: Contra o trabalhador. Roseana Sarney recorre ao Supremo Tribunal Federal para não pagar piso salarial a engenheiros, agrônomos, arquitetos e veterinários, orienta a bancada governista na Assembleia a impedir votação de projeto que beneficia auditores e deixa de pagar piso salarial dos professores. Isso é uma tragédia anunciada aos funcionários do Maranhão, sobretudo no momento em que nós vivemos. Outra tragédia de cunho natural, essa ainda não assistida também pelo governo, a sociedade está à mercê da omissão do Governo que assumiu, no dia 17 de abril, e não disse a que veio até agora. Um governo sem programa, sem rumo, sem orientação, sem destino, a não ser o fracasso pré-anunciado nestes dois anos de governo. A Governadora Roseana Sarney diz textualmente o seguinte: A Governadora Roseana Sarney está contestando no Supremo Tribunal Federal o Artigo da Lei nº 4950, do ano de 66, que estabelece o piso aos profissionais de Engenharia Química, Arquitetura, Agronomia e Veterinária em seis salários mínimos, hoje cerca de R$ Para a Governadora, isso implicaria a violação da Lei de Responsabilidade Fiscal que estabelece ao Poder Executivo dos estados o limite de comprometimento de gastos com recursos humanos. Ora! Os senhores lembramse do Deputado Ricardo Murad na tribuna desta Casa, insistentemente mostrando que o Governo do Maranhão gastava apenas 38% com os funcionários, portanto, distante da margem da Lei de Responsabilidade Fiscal, imposta pela Lei de Responsabilidade Fiscal, pois há uma margem muito grande e há recursos. O Secretário de Planejamento, Deputado Gastão Vieira, declarou, quando assumiu, que encontrou nos cofres quase meio bilhão de reais, quatrocentos e oitenta milhões de reais, na reserva de contingência, fora os recursos que foram surrupiados dos cofres municipais na ordem também de cerca de quatrocentos milhões de reais. Portanto, nós temos na reserva de contingência cerca de um bilhão de reais, esse recurso é suficiente, senhores deputados, senhores internautas, senhores funcionários, sociedade maranhense, é suficiente para pagar o piso, o piso dos senhores engenheiros, é suficiente para pagar o reajuste dos professores, é suficiente para que se inclua na folha nesta mensagem governamental o 0,11% dos auditores da despesa, já que são apenas 38 funcionários, eles não pesam coisa nenhuma, esse aumento não pesa coisa alguma na folha. Então, é apenas uma questão de justiça, de dar isonomia a uma categoria que luta, de um lado os fiscais, os auditores fiscais, do outro os auditores da despesa, a mesma categoria, o mesmo funcionário, as mesmas necessidades, o mesmo trabalho. Disseram ontem aqui que os auditores da despesa tiveram a preocupação de fazer uma explanação perante a governadora Roseana Sarney, mostrando a sua defasagem, mostrando as suas necessidades, mostrando a questão de justiça que é esse aumento insignificante de 0,11%. É triste dizer que isso é um salário alto, só na cabeça de um administrador que não tem compro-

26 26 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE 2009 misso com o trabalhador. É uma das pérolas que estão aqui no Jornal O Imparcial na manhã de hoje. TAVARES - Deputado Chico Leitoa, cinco minutos sem direito a apartes. O SENHOR DEPUTADO CHICO LEITOA (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, senhores deputados, senhoras deputadas, galeria, imprensa. No regime democrático, a comunicação é talvez o pilar mais forte e por que a comunicação é o pilar mais forte da democracia? Porque é exatamente a comunicação, a comunicação sadia, que forma a opinião da população. E quando a opinião da população é formada por fatos irreais, fatos que não correspondem à realidade e que desconfiguram a democracia. Portanto, para o fortalecimento da democracia, é necessário que os meios de comunicação tenham a responsabilidade devida quando levam informações ao conhecimento público. Quantas pessoas neste País e no nosso Estado não já tiveram a sua reputação manchada, sua reputação praticamente destruída quando sua história de vida é toda pautada na luta, agarrada aos conceitos morais e éticos e a imprensa, às vezes, manipula e, através da manipulação, mutila a imagem das pessoas? E aí haverá de prevalecer a sua consciência porque não se concebe que o meio de comunicação se ache no direito de destruir a vida de alguém que sempre se pautou na luta, na defesa dos direitos, das garantias mínimas que todo cidadão tem que ter. A ex-prefeita de Santos, Telma de Sousa, que fez uma das maiores administração do Brasil, foi questionada exatamente por quê? Ela se achou na obrigação de gastar mais da conta com a comunicação e assumiu um município destruído e o Instituto Pólis, que acompanha as administrações do Brasil, considerou talvez a melhor de todas em todos os tempos e assim ela respondeu: Ou eu fazia assim ou não me segurava no cargo, porque os detentores do poder e dos meios de comunicação deturpam e invertem valores e impõem suas vontades e seus interesses através de falácias e de notícias que não correspondem. Neste contexto gostaria de me unir aqui aos milhares de maranhenses para me congratular com a história do Jornal Pequeno que completa 58 anos de existência, pelo menos se faz aqui o contraditório das informações. O Jornal Pequeno tem segurado uma bandeira no Maranhão cuja existência e cuja história são dignas de serem registradas. Eu gostaria de deixa isso aqui muito claro, pois sempre fui partidário da democracia, sempre procurei pautar minha vida nisso, mas já fui achincalhado muito na imprensa, inclusive injustamente. Vou voltar nesta Casa enquanto eu estiver aqui para tecer detalhes de algumas informações que julgo necessárias para que a opinião pública forme seu juízo de valor. Por último, Senhor Presidente, Senhores Deputados, gostaria de fazer aqui um apelo para os deputados desta Casa, os auditores que aqui estão. Fiz uma conta ontem à noite e vi que não vai aumentar cem mil reais na folha do Estado por mês, um pouco mais de um milhão por ano, quer dizer, é uma coisa insignificante e nós não entendemos por que essa resistência em não aprovarmos a emenda do Deputado Edivaldo e essa Lei de Conversão que está aqui a ser votada no plenário. Acho que os deputados deveriam fazer uma reflexão e claro aprovar essa matéria. Era esse o meu posicionamento, Senhor Presidente. TAVARES Deputado Joaquim Haickel, cinco minutos sem direito a apartes. O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM HAICKEL (sem revisão do orador) Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, primeiramente eu gostaria de dizer aos meus colegas que até duas horas eu havia me colocado pessoalmente em obstrução a esta Casa não por qualquer projeto que esteja tramitando aqui, mas eu já tinha resolvido passar uma semana, quinze dias, sem vir a este plenário parar ver se as coisas fluiriam normalmente no que diz a respeito à administração do nosso Estado. Até porque podia ser que eu que estivesse atrapalhando em alguma coisa, mas meu líder, o Deputado Francisco Gomes, me ligou, pedindo que comparecesse a esta Casa para que nós desobstruíssemos a pauta e também a atenção aos auditores com quem conversei na semana passada e a quem me comprometi ajudar a resolver, não o problema deles, mas o problema nosso em relação aos seus salários. Vir aqui hoje, quando já havia resolvido que iria passar os 15 dias sem vir, não é simplesmente repensar um posicionamento político, é dar uma chance ao diálogo. As coisas não estão muito claras na minha cabeça, o samba do crioulo doido se anuncia e eu, o Deputado Manoel Ribeiro sacode a cabeça, experiente, Manoel Ribeiro. É, Deputado, eu não sei dançar o samba do crioulo doido, e eu tento há 26 anos ser político. Política tem suas regras muito claras, pode até alguém achar que não são regras morais, não são regras éticas, mas eu discordo, política tem regra moral e regra ética sim. Vim aqui hoje a pedido do Deputado Francisco Gomes, deputado que tem todo o meu respeito e que merece toda minha consideração. Irei votar, Deputado, com a sua orientação, mas espero sinceramente que aqueles que o senhor representa nesta Casa possam dar-lhe as condições de bem exercer a liderança do Governo nesta Casa. Não se pode admitir que um líder de governo não possa se comprometer com uma categoria. É inadmissível que um homem como V.Exa., um deputado da sua estirpe, não possa aqui falar pelo governo que representa, ter que ser interlocutado por secretários que estão distante das realidades que nós vivemos aqui no Parlamento. A esse tipo de coisa eu não faço concessão e, para não ter que ser acusado de não ser amigo, de faltar aos amigos na hora em que eles mais precisam, eu havia resolvido me afastar, mas voltei, Deputado Chico, atendendo ao seu chamado. Voltei também, Senhor Presidente, porque gostaria de cobrar desta Casa e para isso estou apresentando um requerimento à Mesa Diretora que diz o seguinte: Na forma regimental, requeiro a V. Ex.ª que, após ouvido o Plenário, sejam reativados, pelo prazo de 30 dias, os trabalhos das Comissões Especiais criadas para analisar e compatibilizar as emendas apresentadas à Constituição do Estado e ao Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Maranhão. Sem isso, Senhor Presidente, o nosso trabalho, a nossa convivência aqui ficará extremamente difícil. Eu tenho certeza de que V.Exa. acolherá esse requerimento e a Mesa acolherá esse requerimento e nós poderemos começar a trabalhar sob a ótica de novos ordenamentos. Eu não acho que política seja uma coisa pouco importante ou desimportante. Por honrar muito o meu mandato é que tomo as atitudes que tomo. Eu espero contar com a compreensão dos meus colegas e dos auditores em relação aos fatos que estão acontecendo e me comprometer em continuar fazer o que acredito ser mais correto. Muito obrigado. TAVARES Com a palavra o Senhor Deputado Penaldon Jorge por cinco minutos, sem direito a apartes. O SENHOR DEPUTADO PENALDON JORGE (sem revisão do orador) Senhor Presidente, Senhores Deputados, Senhoras Deputadas, internautas, galeria, comitê de imprensa, muito bom dia. Senhor Presidente, nós aqui queremos também registrar a necessidade da votação da matéria dos auditores e, em primeiro lugar, pedir desculpas por não estar presente na sessão no dia de ontem. Ontem tivemos que sair no ferry boat das 07 horas da manhã ir ao interior do Estado. Retornamos já no ferry boat de hoje, das 07h20min. Chegamos e viemos direto a Casa e estamos hoje aqui na Sessão para que a gente possa efetivamente votar essa matéria, matéria que é do interesse de uma categoria, que é do interesse desta Casa, não podemos perder de vista que o Projeto de Lei de Conversão nº 02, que trata esta Medida Provisória, ela trata de uma categoria que é indispensável para a Assembleia Legislativa do Maranhão, que tem constitucionalmente a função de ser este órgão um fiscalizador dos atos executivos no seu aspecto externo, nós temos o auxílio do Tribunal de Contas, mas nós temos acima de tudo que ter o serviço prestado pelos auditores que trabalham no seu dia a dia verificando a legalidade e todos os aspectos da despesa, daquilo que acontece com as despesas do Estado do Maranhão. Então, por isso e por todos os aspectos que estão colocados neste expediente encaminhado a Exma. Senhora Governadora Roseana Sarney, onde os senhores Auditores demonstram com clareza de que o impacto financeiro é ínfimo em relação a arrecadação do Estado do Maranhão, que o impacto financeiro é muito pequeno em razão da natureza das ativida-

27 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE des que essa categoria presta para as finanças públicas do Estado do Maranhão. E, eu digo sempre que os chefes de executivos no geral, sem aqui ter nenhum demérito e nenhum direcionamento aos médicos, todos os chefes de executivos não procuram consultar o salários dos médicos quando eles fazem a contratação, mas eles não se preocupam com o aspecto jurídico das atividades a que eles estão cercados. Nós temos aqui inúmeros prefeitos que pagam salários aí no interior até de 35 mil reais para o médico, mas não tem coragem de pagar 10 mil reais para o bom Procurador, para um bom assessor jurídico, e isto é uma mentalidade que nós precisamos mudar, os senhores auditores, da despesa, nós temos, essa Casa tem a obrigação de zelar pela sua função de proporcionar uma boa remuneração para que amanhã não sofram as influências do próprio Poder Executivo, para que possam desempenhar as suas funções livres das interferências financeiras e das ações políticas daqueles que tem a obrigação de gerir os destinos do Estado do Maranhão. E nós vamos avançar, se Deus quiser, muito mais, para que estas categorias no fundo, elas possam estar vinculadas e possam estar subordinadas apenas a sua competência, as suas determinações, as regras constitucionais e que não dependam, que não fiquem na dependência dos atos, dos chefes dos executivos na esfera estadual, e na esfera municipal, para que a gente possa prestar essa nossa função, esse nosso mister de forma muito mais independente, sem essas interferências. Por isso, Deputado Francisco Gomes, Deputado Tatá Milhomem, nós gostaríamos de pedir as V. Ex.ªs para que possam conclamar a bancada que V. Ex.ªs dirigem para que a gente vote essa matéria que é de fundamental importância, como nós já dissemos aqui em outra oportunidade. Aprovando ou rejeitando, nós temos que enfrentar a matéria e essa Casa tem que se posicionar a respeito daquilo que aqui está posto com essa nossa função, e que é muito importante de legislar, de emendar. Eu via hoje, nobres Deputados e senhoras e senhores Auditores, alguns comentários de algumas emissoras, na Mirante AM, na Educadora de alguns repórteres que cobrem esta Casa, dos próprios comentaristas que apresentam os programas, dizendo que o Artigo 43 da Constituição Federal, proíbe que os deputados possam estar emendando e fazendo aquilo que o deputado Edivaldo Holanda, está se propondo, aquilo que nós nos propusemos na Emenda com relação aos policiais militares, quando na realidade, isto é uma prerrogativa da Casa, volto a repetir, já bastante reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal. Nós não temos o poder de iniciar o Projeto, mas de emendar e alterar, esse é um poder que cabe a esse Parlamento. Muito obrigado, Senhor Presidente. TAVARES - Deputada Graça Paz, por cinco minutos. A SENHORA DEPUTADA GRAÇA PAZ (sem revisão da oradora) - Senhor Presidente, senhores deputados que compõe a Mesa, senhoras deputadas, senhores deputados, senhores da imprensa, senhores da galeria, internautas, funcionários. Ouvi atentamente o discurso dos colegas e quero dizer não só ao Deputado Edivaldo Holanda, como ao Deputado Chico Gomes, que a nossa postura aqui é votar a favor da população do nosso Estado, independente do desejo pessoal, que eu sei que não seria um desejo pessoal de Deputados aqui da Casa, nem da Oposição nem do Governo; mas é para melhorar o salário do povo do Maranhão, das classes ou na sua totalidade, eu acho que todos nós deveríamos nos juntar para fazer este benefício á população que merece, e espera isso do nosso Governo, que espera isso desta Casa que realmente é quem representa a população do nosso Estado. Mas vim aqui, senhor Presidente hoje, para me solidarizar com todas as famílias dessas pessoas que morreram nesse acidente, no domingo e tudo indica que morreram mesmo, porque o avião que se perdeu, que desapareceu não foi encontrado não tem nem notícia e em uma altura dessas com certeza já estão todos mortos, infelizmente, é uma constatação que não sou eu que estou fazendo, mas estou aqui me solidarizando com todas essas famílias, grande parte do Brasil, grande parte da França, e de outros países onde tinham essas pessoas. Aí, fica aqui uma análise do quanto nossa vida é frágil, do quanto nós devemos analisar, quando nós aqui principalmente nós que representamos a população, quanto nós devemos cuidar de nós mesmos, cuidarmos das pessoas, cuidamos da família, porque a nossa vida, companheiros, a qualquer momento podendo ser ceifada podendo ser tirada e, às vezes, as pessoas, o homem, a mulher esquecer isso, quando quer poder apenas pelo poder, quando quer passar por cima de tudo para conseguir as coisas que quer, e não pensam que a qualquer momento tudo isto pode ser retirado e nada desse tipo de coisa se leva para o outro lado, apenas o que nós fazemos de bem aqui na terra. Então, todos esses acontecimentos a gente não quer, claro, que aconteça a gente pede a Deus, que cuide de seus filhos de uma forma geral, mas a gente tem que analisar que a qualquer momento isso pode estar acontecendo com qualquer um de nós, e cuidarmos não só como nós político, cuidarmos da população que nós representamos, cuidarmos das nossas famílias, dos nossos amigos, as pessoas de uma forma geral, porque é isso realmente o que se leva para o outro lado. Então, era isso o que eu queria dizer, Senhor Presidente, obrigada. TAVARES Deputado Valdinar Barros. O SENHOR DEPUTADO VALDINAR BARROS (sem revisão do orador) Senhor Presidente, Senhores Deputados, Senhoras Deputadas, senhores e senhoras das galerias, senhores e senhoras da Imprensa, senhores e senhoras auditores. Senhor Presidente, eu entendo que essa matéria em relação ao aumento salarial dos Auditores chegou num bom momento desta Casa. E, aí eu queria conclamar o Deputado Chico Gomes, Líder do Governo nesta Casa, o Deputado Chico Gomes que muitas vezes esbravejava pedindo o aumento para todas as categorias do Estado, dizia que o Estado do Maranhão podia dar aumento, podia pagar, é verdade Chico Gomes, V. Ex.ª falava correto. O Governador Jackson Lago deixou em caixa mais de quatrocentos milhões de reais, e agora eu não acredito que a bancada que V. Ex.ª representa possa nessa Casa, nessa manhã contrariar, constranger os Auditores Fiscais do nosso Estado. Portanto Senhores se faz necessário todos os deputados e deputadas aqui independente de votação, votar a favor dos nossos Auditores e é isso Senhor Presidente, que eu gostaria de defender aqui, que essa Emenda do deputado Edivaldo Holanda tenha o aval, tenha o voto de todos e todas as deputadas e deputados para o bem de nossos Auditores para prestar o melhor serviço, para ter maior animosidade, para ser mais motivado a implementar o seu trabalho que é importante para todo o Estado do Maranhão. Portanto, eram essas as nossas considerações que eu queria deixar nesse momento nos Anais da nossa Casa. Muito obrigado. TAVARES Deputado Alberto Franco, cinco minutos sem direito a apartes. O SENHOR DEPUTADO ALBERTO FRANCO (sem revisão do orador) Senhor Presidente, estimados colegas, distinta galeria, senhores da imprensa. O que me traz à Tribuna é para fazer o esclarecimento, principalmente aos Auditores do Estado do Maranhão e a Imprensa, com relação à votação que vamos iniciar com relação à Emenda do Deputado Edivaldo Holanda, que altera os anexos, os valores da Medida Provisória em relação aos vencimentos dos Auditores. Inicialmente eu queria esclarecer o seguinte: eu costumo votar aqui nesta Assembléia de forma clara, aberta, não escondo, não me abstenho, ainda que seja um direito de cada colega, não crio meios para justificar as minhas posições. Eu tenho uma posição clara a respeito desse processo. Tenho consciência do que estou fazendo de acordo com o que é correto, com o que é legal, mas nós precisamos esclarecer o seguinte: primeiro quem não quis o aumento justo e merecido para os auditores do Estado do Maranhão foi o ex-governador Jackson Lago. Quando ele encaminhou para cá o aumento dos procuradores do Estado pela via correta e legal, ele devia ter encaminhado também o aumento para os policiais militares e para os auditores da mesma forma. Porque ele excluiu os auditores? Porque ele excluiu a Polícia Militar? Porque ele fez o estudo prévio da capacidade financeira do Estado do Maranhão de dar aumento, porque ele é o executivo é o poder autônomo que sabe a sua capacidade do limite que a lei de responsabilidade fiscal exige

28 28 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE 2009 para gasto com pessoal. Eu quero crer que tenha sido isso para não acreditar que foi deliberadamente o prazer de ser injusto com os auditores fiscais do nosso Estado, que merecem ter um vencimento que eles pleiteiam, não apenas o que está sendo dado pelo deputado Edivaldo Holanda, que eu não entro no mérito, porque terei que reconhecer que a vontade do deputado Edivaldo Holanda é de fato conceder aumento aos auditores, que merecem, como eu também reconheço pela função que desempenha dentro da máquina do Estado do Maranhão. Mas há um compromisso do Governo, segundo as reuniões que participei, de contemplar pelas vias legais os auditores no seu aumento, porque a aprovação desta Emenda, ela vai criar um problema maior, porque fatalmente ela será vetada pelo Executivo e pode prejudicar inclusive a vigência da medida provisória que tem que ser convertida em lei para não prejudicar o aumento linear, que foi dado para o conjunto dos servidores. E aí, me parece que essa é a estratégia dos colegas que fazem Oposição, criar esse imbróglio, essa dificuldade, para que o Governo tenha um desgaste político. E eu não faço esse tipo de política aqui. Agora reconheço, como reconheceu o deputado Penaldon Jorge, como reconheceu o Deputado Edivaldo Holanda, da necessidade do Poder Executivo conceder o reajuste aos auditores o mais rápido possível, dada a relevância dos serviços que eles prestam para a sociedade em favor do nosso Estado. Serei o advogado intransigente, porque caso contrário nós vamos abrir um precedente muito ruim para o parlamento, porque amanhã se o Governo manda um reajuste para cá de 10% eu quero apresentar uma emenda estabelecendo um reajuste de 50%, para poder ter a minha imagem nos jornais de Oposição sendo ovacionada. Amanhã nós vamos ter a minha imagem negativa no jornal dizendo que nós votamos contra os auditores, mas na verdade quem votou contra o auditor foi o ex-governador, que não mandou da forma como mandou para os procuradores o aumento dos auditores, esse que seria o caminho legal, correto, era ter incluído na Medida Provisória original o reajuste dos auditores como incluíram para os procuradores do Estado do Maranhão, merecidamente. Então essa matéria é uma matéria que está sendo discutida aqui por questões políticas partidárias de grupo. Eu me recordo senhor Presidente que quando nós trabalhávamos aqui para dar o aumento dos delegados, e ele era da base do Governo, quero informar inclusive aos jornalistas, à sociedade, que hoje é da base do Governo, mas eu não pertencia ao grupo político do Governo porque não tinha favores do Governo. Eu era da base do Governo porque eu tinha consciência que o governador Jackson Lago precisava de governabilidade e eu tinha compromisso com o povo do Maranhão e dava o meu apoio. Mas eu não tinha emprego no Governo do senhor Jackson Lago, eu não tinha favores no Governo Jackson Lago, quem me deve favores e muito aqui é o ex-governador Jackson Lago e seu grupo, porque todo apoio que eu dei a ele aqui foi por vontade, e por consciência e nunca troquei, nunca pertenci a nenhuma secretaria, nunca tive influência, pelo contrário, eu fui prejudicado durante todo o Governo do senhor Jackson Lago, nas minhas reivindicações e nas minhas regiões onde eu faço política. Quem fala de mim são aqueles que, sim, esses que mamavam no Governo, que ganhavam dinheiro no Governo, que tinham cargos importantes no Governo. Eu não tinha nada disso, eu apoiava porque a minha consciência mandava apoiar, mas eu não tinha quaisquer favores do Senhor Jackson Lago, do seu governo, portanto eu continuo sendo franco nas minhas convicções e não vou enganar os auditores do meu Estado, fazendo aqui uma votação equivocada, inconstitucional, porque eles têm que sair daqui com uma consciência: quem negou a eles o reajuste foi o ex-governador Jackson Lago e seu governo que não encaminharam para cá o devido reajuste como fizeram os procuradores do Estado. Essa que é a verdade. Muito obrigado, Senhor Presidente. IV ORDEM DO DIA. O SENHOR PRESIDENTE MARCELO TAVARES Peço a atenção dos Senhores Deputados e Senhoras Deputadas. Temos quórum regimental para deliberação e iniciaremos com o Projeto de Lei de Conversão nº. 002/2009, oriundo da Medida Provisória nº. 045/2009, encaminhada pela Mensagem nº. 025/2009, de autoria do Poder Executivo (lê). A discussão da emenda já está encerrada. Houve um Destaque, já houve encaminhamento da votação da Emenda por parte dos dois Blocos, mas não houve ainda encaminhamento por parte da liderança do Governo. Se V.Exa., Deputado Chico Gomes, quiser usar a palavra para encaminhar. O SENHOR DEPUTADO FRANCISCO GOMES Eu peço para encaminhar. TAVARES Deputado Francisco Gomes por cinco minutos, sem apartes. Está encaminhando a Emenda, a votação da Emenda de autoria do Deputado Edivaldo Holanda. O SENHOR DEPUTADO FRANCISCO GOMES (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhoras Deputadas, Senhores Deputados, senhoras e senhores da galeria, comitê de imprensa, auditores do Estado que se encontram aqui, nós temos a satisfação de fazer o encaminhamento desta votação. Sabemos que a folha de pagamento do Estado subiu neste ano cerca de R$ 100 milhões que seriam empregados em investimentos e custeio da máquina pública, mas que hoje são empregados para pagar o funcionalismo público. Achamos isto justo, achamos justo, estamos no limiar já da medida provisória da Lei de Responsabilidade Fiscal que devemos obedecer. Sabemos que é justa a reivindicação dos auditores, tenho conversado com eles sobre isso e tenho advogado esta causa dos auditores, como fizemos também com relação a outras categorias: professores e Polícia Civil, que teve por fim o seu plano de cargos e vencimentos aprovados aqui por esta Casa com nosso apoio e de toda nossa bancada também. Queremos fazer justiça, quero relatar a todos os senhores e senhoras que estivemos ontem duas vezes com o Governador João Alberto a quem levamos o entendimento que eu tive na semana passada com os auditores. Ele nos convocou para uma reunião à noite e eu fui lá novamente com o Deputado Milhomem. Tivemos lá um entendimento inicial para que se crie uma comissão e para que se faça esse estudo das reivindicações dos auditores, que são justas. Estamos ao lado dos auditores para que este caminho seja percorrido. Encaminhamos contra a votação desta Emenda porque a emenda é permitida, uma emenda é permitida a um projeto de lei, agora o que não podemos é elevar ou diminuir a despesa, nós podemos realocar a despesa do Estado para um canto ou para outro, isso podemos fazer, mas estamos constitucionalmente impedidos de elevar a despesa. Então é por isso que encaminhamos contra a Emenda apresentada pelo Deputado Edivaldo Holanda, dizendo a todos os senhores e senhoras que temos tido e continuaremos a ter este empenho para que as medidas justas sejam aplicadas em nosso Estado. Esse está sendo o nosso trabalho. Ontem mesmo estivemos com o Governador, resolvendo pendências da Polícia Civil e ele se comprometeu a resolvê-las de imediato. É assim que nós percorremos o nosso caminho como líder do Governo aqui. Sei que é uma missão difícil e espinhosa, sei disto, mas é uma missão que eu tenho que cumprir, é mais um desafio da minha vida que eu vou levar para frente, procurando cumpri-la com coerência e não com incoerência. Procurarei cumprila com a maior coerência com tudo que tenho defendido em minha vida. Então, eu peço e encaminho à bancada e a todos os deputados que estejam aqui e que votem contra esta Emenda. Depois vamos, naturalmente, aprovar a Medida Provisória como foi encaminhada para cá pelo governo do Governador Jackson Lago, do Governador cassado Jackson Lago. Ele encaminhou uma medida provisória que, se ele estivesse no Poder, tenho certeza de que não receberia nenhuma emenda do Deputado Edivaldo Holanda, ele saberia que não seria possível um governo concordar com isso. Então nós vamos votar contra esta Emenda e vamos continuar a fazer o nosso canal de entendimento entre os auditores e o Governo do Estado. Esse é o nosso compromisso. Obrigado. TAVARES V.Exa. pode encaminhar pelo Bloco. Eu entendo, Deputado Chico, que já foi encaminhado na sessão passada, mas como a Sessão foi interrompida por falta de quórum, eu acho que é de bom senso permitir aos dois líderes dos dois blocos indicarem oradores

29 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE para fazerem o encaminhamento. Deputado Braide, quem V.Exa. indica? O SENHOR DEPUTADO CARLOS BRAIDE Indico o Deputado Edivaldo Holanda, autor da Emenda. TAVARES Deputado Edivaldo Holanda, cinco minutos. O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Parlamentares, entre os pronunciamentos do líder do Governo, Deputado Chico Gomes, e o pronunciamento do nobre Deputado Joaquim Haickel na tribuna desta Casa, eu fico com o pronunciamento do Nobre Deputado Joaquim Haickel. Isso é um balaio de gato, nós estamos aqui de forma transparente votando uma Emenda que corrige uma injustiça histórica contra os auditores da despesa. É verdade que esta Emenda é sobre uma mensagem do ex-governador Jackson Lago, cujo poder lhe foi tomado pelo Tribunal Superior Eleitoral, entregando, de forma ilegítima, o governo a quem perdeu as eleições, quando bem poderia esta Casa, sob a Presidência de V.Exa., Deputado Marcelo Tavares, ter elegido o governador constitucional, segunda a Constituição Federal, a Constituição Estadual, mas esta Emenda corrige uma injustiça, esta Emenda coloca nos trilhos, coloca de volta, a situação anterior de um passado não muito distante, a situação de isonomia entre os auditores fiscais e os auditores da despesa do Estado. Eu gostaria de ver o fervor do deputado líder do governo, o mesmo fervor na tribuna desta Casa e a mesma direção que eu via no passado recente quando fazia oposição ao Governo. Agora como líder do atual governo a sinfonia mudou, a bancada hoje do Governo, que era a bancada de Oposição de ontem, acrescida de mais alguns companheiros mudou completamente o tom, a nota, a orquestra desafinou de ontem para hoje. Quem era a favor, agora é contra. E volto a dizer Senhor Presidente, que esta emenda Deputado Alberto Franco, ela é além de legítima, ela tem amparo constitucional. Esta Casa tem poder de emendar, ela não tem, Deputado Penaldon, a prerrogativa de se iniciar a lei, o projeto nesta matéria, mas ela tem poder de emendar e é isto que estamos fazendo, este poder de emendar está morrendo debaixo das botinas da poderosa da bancada da maioria, porque sempre agiu assim. A governadora Roseana Sarney cuida hoje da sua saúde lá fora, está governando o Estado o Dr. João Alberto de Sousa, eu espero que ele tenha a sensibilidade de permitir que a sua bancada tenha a liberdade plena de fazer Justiça a esses 38 auditores que aqui estão no plenário desta Casa. O documento encaminhado à senhora governadora está aqui, são dois documentos explanativos, são planilhas que mostram ao Governo do Estado às condições plenas de que o governo pode aceitar esse mínimo reajuste ou aceitar essa Justiça, essa isonomia entre eles e os auditores fiscais. A governadora diz, e aí está explanado na edição de hoje do O Imparcial, de que não há condições porque vamos ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal. Volto a lembrar-lhes que o Deputado Ricardo Murad, líder da Oposição até pouco tempo nesta Casa bradou da tribuna de oposição aqui mostrando que, a folha do Estado chegava no máximo a 38%, portanto, distante dos parâmetros determinados pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Não há por que negar aos senhores auditores da Despesa esse pequeno reajuste que representa a Justiça, que representa a isonomia. Conclamo ao Deputado Chico Gomes, ao deputado da maioria da bancada, o Deputado Carlos Alberto Milhomem, aos senhores deputados de Governo e de Oposição que aprovemos esta emenda por ser de larga e extensa Justiça. TAVARES Em votação. O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA Peço a votação nominal, Senhor Presidente, por favor. TAVARES Submeto ao plenário da Casa a solicitação do Deputado Edivaldo Holanda de verificação nominal. O SENHOR DEPUTADO FRANCISCO GOMES Senhor Presidente, em nome da liderança do Governo, eu concordo com o líder da Oposição. O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM NAGIB HAICKEL Presidente, vamos inovar, o nosso Regimento não permite, mas a liderança se manifesta por seus liderados, no sentido de aceitar a votação nominal e simplificar o trabalho de V. Exª. TAVARES Mas devo submeter à votação. Os senhores que aprovam a votação nominal, permaneçam como estão. Aprovada a votação nominal da Emenda do Deputado Edivaldo Holanda. Deputados que aprovam a emenda votam SIM e os deputados que rejeitam a Emenda do Deputado Edivaldo Holanda votam NÃO. Peço ao senhor primeiro secretário que inicie os procedimentos para a votação nominal da Emenda do Deputado Edivaldo Holanda. O SENHOR PRIMEIRO SECRETÁRIO DEPUTADO AN- TÔNIO PEREIRA (faz a chamada da votação nominal) - Senhor Presidente, resultado da votação, 06 ausentes, 14 pelo SIM e 22 pelo NÃO. TAVARES Rejeitada a Emenda do Deputado Edivaldo Holanda. Faremos agora a votação do Projeto que agora passa a ser Medida Provisória, em função da rejeição da Emenda que a faria Projeto de Lei. Inscritos para discussão os deputados: Penaldon Jorge, Edivaldo Holanda e Marcos Caldas que declina. Então, o deputado Penaldon Jorge 10 minutos com direito a apartes, para discussão da Medida Provisória na sua forma original. O SENHOR DEPUTADO PENALDON JORGE (sem revisão do orador) Senhor Presidente, Senhores Deputados e Senhoras Deputadas, galeria, Imprensa. Nós nos escrevemos para fazer a discussão da Medida Provisória, por entender que a matéria é por demais pertinente e de interesse de todo o Estado do Maranhão. Não só da categoria dos Auditores, mas é uma matéria que tem todo um entrelaçamento com aquilo que acontece no dia a dia em relação às finanças públicas do Estado, principalmente com relação à sua aplicação. A Medida Provisória na sua forma original, ela de qualquer maneira traz e reconhece alguns benefícios, mas ela encontra-se desvirtuada, e a medida interposta pelo Deputado Edivaldo Holanda à Emenda por ele apresentada, certamente iria dar uma correção a esta Medida Provisória encaminhada pela Mensagem Governamental. Nós ouvimos bastante nesta Casa há algum tempo esta discussão que tem se travado sobre o poder de emendar as proposições oriundas do Governo que tratam de matéria financeira. Nós temos ouvido bastante alguns discursos dos companheiros deputados, e eu vou me propor nas próximas sessões, deputada Helena, a trazer esta matéria no aspecto jurídico, para que aqui a gente possa discutir, porque não se trata da categoria dos Auditores, nós estamos tratando na realidade do poder que tem este Parlamento e os demais parlamentos nesta categoria de nível estadual, aquilo que nos é garantido constitucionalmente para que nós possamos, não diminuir o nosso mandato. Nós temos ouvido vários discursos que tem vindo infelizmente nesta linha, quando a justificativa deveria ser outra, a gente tem que assumir as nossas posturas e dizer: Eu sou Governo. Não há uma determinação do Governante ou dos governantes e da equipe do Governo para que nós possamos votar essa matéria da forma em que os colegas deputados estão propondo, mas a determinação do Governo, o pedido do Governo, o entendimento é para que a gente vote a matéria na sua forma original e em razão disso, por estar seguindo a orientação do meu grupo político, eu voto desta ou daquela forma. Eu acho que o posicionamento, a sustentação, ela tem que vir nesta linha, não quero aqui desenvolver nenhuma tese

30 30 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE 2009 para que nenhum deputado possa seguir, mas nós não podemos também deputado Chico Gomes, subir à tribuna e diminuir as prerrogativas do nosso mandato para justificar um voto, uma posição política nossa nesta Casa. Então, é esta a preocupação maior que nós temos no dia de hoje, de demonstrar que nós não temos a capacidade, a competência da iniciativa... O SENHOR DEPUTADO FRANCISCO GOMES Permita-me um aparte, Deputado? O SENHOR DEPUTADO PENALDON JORGE Deputado Chico Gomes, já concedo, é um prazer imenso ouvi-lo. Nós não temos a competência de iniciar a matéria por se tratar de matéria financeira, esta capacidade nós não temos. Agora, a capacidade de emendar a matéria, e o Congresso Nacional nos dá exemplo todos os dias principalmente quando temos lá o tema que envolve o salário mínimo, o Presidente Lula sempre achando com a sua equipe de governo que os parâmetros devem ir até tal ponto. O Congresso Nacional, a Câmara dos Deputados, quando vai à apreciação essa matéria, estão sempre emendando, buscando, discutindo, tentando buscar um pouco mais para incorporar naquela proposição, então esta Casa não pode diminuir o seu poder de legislar. Pelo contrário, Nobre Deputado Alberto Franco, temos buscado, me parece que V.Exa. aqui apresentou, não sei se estou confundindo, V.Exa. com o Deputado Rubens Júnior, mas há uma proposição tentando elastecer este nosso poder de legislar com base no Artigo 43. Eu não sei se estou cometendo algum equívoco sobre quem é o autor da matéria, mas me parece que há uma matéria, uma emenda constitucional, Deputado César Pires, tramitando ou que tramitou nesta Casa para que possamos aumentar, Deputada Helena, esse leque das nossas atribuições, e isto nos preocupa. Eu sei que aquilo que disse o Nobre Deputado Edivaldo Holanda, que entendemos perfeitamente quando o deputado vem e assume a bandeira do Governo, a posição hoje é do Governo, então nós temos que respeitar esta posição. Nós não queremos aqui que nenhum deputado vote porque entende esta ou aquela posição, porque tem que ser só assim. Nós temos que entender também a posição política. Deputado Chico Gomes ainda se encontra? Não está. Nós vamos continuar na nossa discussão. Então essa matéria tem muita importância e nós achamos de forma muito conveniente que a emenda pudesse aqui ser colocada. Mas quero fazer duas colocações, Deputada Cleide Coutinho, com relação a esta matéria que foi colocada, mas não é específico só sobre a matéria, mas também sobre as bancadas desta Casa. Eu, Deputado Carlos Braide, na qualidade de vice-líder do bloco, me sinto na obrigação de convocar V.Exa. para que possamos reunir com a nossa bancada e possamos adotar uma posição de bancada porque eu vi ainda há pouco V.Exa. tomar uma posição. O Deputado Edivaldo Holanda, falando pela liderança, veio à tribuna e adotou um posicionamento orientando a bancada a votar num sentido. V.Exa., como líder da bancada, votou num sentido totalmente diferenciado da bancada e aí a bancada fica sem saber, na realidade, qual a orientação, Deputada Helena. Para não ficar naquilo que disse o Deputado Joaquim Haickel, nem no samba do crioulo doido e nem nessa outra forma, a gente precisa sentar, Deputada Cleide Coutinho, até para que a gente não fique se expondo, pois um líder pede uma coisa, o outro líder adota outra posição para que a gente possa ter esta posição na Casa e não mais as posições que estão adotadas. Na realidade nós temos que reconhecer que a bancada mudou, a realidade é essa, os companheiros deputados, vários companheiros deputados já tomaram outra posição e é preciso que urgentemente a gente possa reconhecer isso enquanto bancada e ter essa matéria consensualizada na sua forma para que a gente também não exponha os colegas deputados a nenhum ridículo e não se tenha o direito de vir à tribuna cobrar esta ou aquela posição daquele deputado. Eu acho, a título de sugestão, Deputado Braide, que a gente possa estar fazendo uma reunião com a nossa bancada para que nós possamos nos adaptar a essa nossa realidade. Muito obrigado, Senhor Presidente. TAVARES - Deputado Edivaldo Holanda por 10 minutos, com direito a apartes, para discutir a matéria. O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, o que nos traz mais à tribuna neste momento é lamentar a posição da maioria nesta Casa que derrubou esta Emenda tão importante para os auditores da despesa do Estado do Maranhão e lamentar esta nova realidade em que o Maranhão ingressa, uma realidade que mostra franca e claramente o descompromisso de quem assume o Governo com o Estado, com as pessoas, com os funcionários. Isso já era de se esperar porque nós estamos a criticar aqui o Tribunal Superior Eleitoral desde o primeiro momento acerca da sua decisão esdrúxula de tirar um governador legítima, constitucional, legal e democraticamente eleito por uma população e colocar uma pessoa que teve a eleição perdida para governar o Estado. Eu já lamentei também aqui, Senhor Presidente, o fato do mesmo tribunal, o mesmo TSE, os mesmos ministros terem julgado o Governador do Amapá, que comprovadamente praticou abuso de poder econômico e político, tendo o seu mandato buscado pela Procuradoria Eleitoral, pelo Ministério Público Eleitoral do Amapá. E é o mesmo Tribunal que confiscou o mandato do Governador Jackson Lago e deu por unanimidade àquele Governador a sua absolvição. E agora eu não sei se os senhores prestaram atenção, se as galerias assistiram outra vez ao mesmo TSE, se a imprensa que está aqui também assistiu ao mesmo TSE, os senhores internautas, absolvendo também o Governador do PMDB, Luiz Henrique, por unanimidade, e assim serão os demais, por quê? O caso do Maranhão era essencialmente político e dá nisso aí, nessa situação que nós estamos vivendo, esse samba de crioulo doido narrado da tribuna desta Casa e declarado da tribuna desta Casa pelo Nobre Deputado Joaquim Haickel. Lúcido pronunciamento mostrando esta realidade clara, dizendo que o líder do Governo não tem tido autoridade para falar pela Governadora, mas fala em nomes de secretários. Eu volto a ler aqui o que o Imparcial diz, palavras do Dr. Raimundo Portelada, Presidente do CREA, ele diz: é triste dizer que isso é um salário alto. Ele está se referindo ao piso salarial deles que está sendo garfado agora na Justiça também pela atual governadora dizendo que é um piso alto, um piso de R$ e pouco, conquistado em lei, por Lei Federal, é um piso federal. É triste dizer que isso é um salário alto. Só na cabeça de um administrador que não tem compromisso com o trabalhador, que não tem legitimidade, não tem compromisso com ninguém. Declara Portelada. Onde estão os recursos que foram confiscados nos cofres dos municípios? Cadê os R$ 150 milhões de São Luís, os quase R$ 80 milhões de Imperatriz? Os mais de R$ 10 milhões de Pinheiro? Todos os recursos que foram confiscados, cadê esses recursos somados ao meio bilhão encontrado no caixa declarado pelo Deputado Gastão Vieira, Secretário de Planejamento, cadê esses recursos contingenciais, cadê essa reserva que o Estado tem? E a governadora através da sua bancada nega um índice pequeno que não significa nada em relação à folha, a 38 senhores funcionários do Estado. Houve justiça para traz? Houve sim, essa injustiça nós poderíamos tê-la corrigido agora, porque nós somos um Plenário, um poder que temos condições sim, de emendar, temos o poder de iniciativa de emenda e nós poderíamos ter feito isto neste momento não fosse a vontade da maioria de querer agradar a Senhora Governadora. Lamento muito, Senhor Presidente. TAVARES Com a palavra, o Deputado Marcos Caldas, declinou o direito de fazer a discussão. Votaremos agora, Senhores Deputados, a Medida Provisória na sua forma original conforme foi proposta pelo Governador Jackson Lago. Os Senhores Deputados que aprovam a Medida Provisória na sua forma original... O SENHOR DEPUTADO FRANCISCO GOMES Deputado Marcelo, só para encaminhar aqui mesmo.

31 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE TAVARES - Para encaminhar, concedo a palavra ao Deputado Francisco Gomes. O SENHOR DEPUTADO FRANCISCO GOMES - Em encaminho pela aprovação da Medida Provisória, inclusive que ela se encontra em vigor já com os seus encargos financeiros já pagos o mês de maio. TAVARES Vossa Excelência quer utilizar a Tribuna para encaminhar? O SENHOR DEPUTADO PENALDON JORGE Senhor Presidente, uma Questão de Ordem? TAVARES Com a palavra, o Deputado Penaldon O SENHOR DEPUTADO. PENALDON JORGE - Nós queríamos que fosse votação nominal também. TAVARES - Submeto a solicitação de votação nominal ao Plenário. Os Senhores Deputados que aprovam votação nominal, permaneçam como estão. Aprovado. Peço ao Senhor Primeiro Secretário que proceda a votação nominal, lembrando que SIM aprova o projeto na sua forma original e NÃO rejeita O SENHOR PRIMEIRO SECRETÁRIO DEPUTADO AN- TÔNIO PEREIRA (faz chamada nominal) Iniciando a votação. Presidente terminada a votação: 11 ausentes 31 SIM, e zero NÃO. Totalizando 42 Deputados e Deputadas. TAVARES Aprovada a Medida Provisória, que dá aumento aos senhores Auditores por unanimidade, a promulgação. Item 02 da Ordem do Dia. Veto parcial encaminhado pela Mensagem Governamental de autoria do Poder Executivo. (lê). Inscrito para discutir o Deputado Penaldon Jorge, 10 minutos, com direito a apartes. O SENHOR DEPUTADO PENALDON JORGE (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhores Deputados, Senhoras Deputadas, acredito que não vamos demorar todos os 10 minutos. Mas, a matéria, Senhor Presidente, Senhores Deputados, que já estavam na Casa, quando votamos essa matéria, essa matéria foi objeto de bastante diálogo nesta Casa por parte dos deputados, a Deputada Helena, Deputado Chico Gomes, o Deputado Cutrim, toda esta matéria aprovamos, Deputado Milhomem, Deputado Chico Gomes e Deputado Braide, os líderes, nós aprovamos esta matéria no bojo de todos os dois Projetos de Lei, quando eles ingressaram nesta Casa, tanto para os policiais civis quanto para os agentes penitenciários. E não justifica, nós estamos encaminhando a votação pela derrubada, à discussão e a votação pela derrubada do veto, porque não justifica a posição adotada, Deputada Helena, com relação a esta matéria, ela ficou totalmente incoerente com aquilo que foi sancionado, inclusive para os policiais civis, nós apenas expurgamos algumas coisas que realmente eram maléficas para a categoria, se não me falhe a memória, tinha um interstício de tempo que era um pouco maior e naquele período com a comissão e com todos os deputados aqui nós entendemos que essas emendas deveriam ser aprovadas e as emendas tiveram, e têm realmente, o condão de corrigir distorções, de proporcionar e de prestigiar os funcionários na sua promoção dentro da sua classe, então não justifica. Além do que, Deputada Helena, a sustentação jurídica do veto feita pela Procuradoria com todas as vênias não se enquadra em nenhuma, e volta a se contrapor ao assunto que defendíamos ainda há pouco, aqui da Tribuna desta Casa, é de novo o Executivo fazendo uma confusão entre o projeto de iniciativa e o poder de emendar, mais uma vez, fazendo uma perfeita confusão entre essas duas funções. O Projeto de Lei que foi enviado a esta Casa e o veto é de iniciativa do governo, está elencado no artigo 43 como prerrogativa do Governo do Estado, não se discute a matéria de consenso, mas o poder de emenda continua, nós continuamos reafirmando que continua também com esta Casa. E as razões do veto colocadas aqui pela assessoria, pelo Exmo. Senhor Governador Jackson Lago na época, não se sustentam, não tem como se sustentar as razões até porque invocaram, Deputado Manoel Ribeiro, o artigo 137 da Constituição do Estado do Maranhão, nos parágrafos 3º e 4º, que no parágrafo 3º não tem nenhuma pertinência com a matéria. Diz aqui o parágrafo 3º: As emendas ao Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias não poderão ser aprovadas quando incompatíveis com o Plano Plurianual. E aqui não há nenhuma incompatibilidade, o governo, em nenhum momento, demonstrou que era incompatível com o Plano Plurianual, portanto as razões sustentadas para o veto não subsistem. O SENHOR DEPUTADO RUBENS PEREIRA JÚNIOR Deputado Penaldon? O SENHOR DEPUTADO PENALDON JORGE Pois não, Deputado Rubens Júnior. O SENHOR DEPUTADO RUBENS JÚNIOR (aparte) - Deputado Penaldon, na verdade, é um assunto que é suprapartidário, independe de governo, é uma defesa de uma prerrogativa e de um poder da Assembleia, que é o poder de emendar. O poder de iniciativa, de fato, através da separação dos poderes, recai sobre o Poder Executivo, mas o poder de emendar é típico e é necessário fazer parte do Poder Legislativo. Então é um assunto suprapartidário, independe de governo e que por isso temos que votar pela derrubada do veto e garantir assim o direito de emenda desta Casa, do contrário, se não pudermos legislar e sequer dar iniciativa e tampouco emendar, sobrarão apenas os projetos que tratam de utilidade pública, que esses vêm sendo sancionados. Todos os outros projetos vem sendo vetados por motivos juridicamente incorretos, então é uma defesa da prerrogativa do Poder Legislativo Estadual, que é o poder de emendar, e que este tipo de veto seja corrigido como, por exemplo, já aconteceu no Veto de Transparência e ainda bem que esta Casa pode rever tal decisão e resgatar desta forma o poder de emenda da Assembleia Legislativa. O SENHOR DEPUTADO PENALDON JORGE Obrigado Deputado Rubens Júnior. E essa defesa do poder de legislar desta Casa, principalmente, com relação a essas matérias parece que foi as três vezes que vim a tribuna hoje, sempre na mesma linha. A SENHORA DEPUTADA HELENA BARROS HELUY Permita-me um aparte, deputado? O SENHOR DEPUTADO PENALDON JORGE Pois não, Deputada Helena. A SENHORA DEPUTADA HELENA BARROS HELUY (aparte) - Deputado Penaldon, muito obrigada pela concessão do aparte, mas quero apenas parabenizar V. Exª pela forma como muito bem está defendendo a nossa prerrogativa de apresentar Emendas e agradecer também a fala de V. Exª que faz com que eu não tenha nada a acrescentar no mérito na defesa da Emenda que eu apresentei, certamente o Deputado Francisco Gomes tem a mesma idéia, que foi o autor da outra Emenda, e esperar que possamos efetivamente derrubar este veto. Obrigada, deputado. O SENHOR DEPUTADO PENALDON JORGE Nós agradecemos Deputada Helena, só espero que o Deputado Chico Gomes, com a mídia do Governo, faça o devido reconhecimento de que a matéria, como disse o Deputado Rubens Júnior é uma matéria suprapartidária, esta Casa entendeu, quando apreciou o mérito dessa matéria pela aprovação das Emendas prestigiando, mais uma vez, o poder de emendar dos companheiros deputados e deputadas desta Casa. E que não fique, como eu via hoje em alguns veículos de comunicação, dizendo que o Governo queria derrubar o veto para poder ter o

32 32 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE 2009 direito de que os agentes penitenciários pudessem também ter reconhecido esse direito. Na realidade esta Casa já o reconheceu há muito tempo e vamos dar continuidade a esse reconhecimento hoje recomendando aqui que seja rejeitado o veto do Exmo. Senhor Governador para que a matéria possa ter vigência na sua plenitude. Muito obrigado, Senhor Presidente. TAVARES Encerrada a discussão. Vamos proceder à votação do veto. O SENHOR DEPUTADO FRANCISCO GOMES Para encaminhar pela liderança do Governo. TAVARES Para encaminhar pela liderança do Governo, Deputado Francisco Gomes, por cinco minutos sem direito a apartes. O SENHOR DEPUTADO FRANCISCO GOMES (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhores Deputados, Senhoras Deputadas, senhores da galeria, comitê de Imprensa, temos a satisfação de fazer o encaminhamento da votação desta matéria. Trata-se, como já arguiu o Deputado Penaldon Jorge, é de um veto a um Projeto de Lei apresentado pelo Governo do Estado a esta Casa que institui o Plano de Cargos e Vencimentos da Polícia Civil e agentes penitenciários. Ora, a luta por este instrumento que é este plano de cargos, foi longa e árdua. A Polícia Civil deflagrou a maior greve que já houve no Estado do Maranhão juntamente com os agentes penitenciários que são duas categorias diferentes e acompanhamos esta luta, apoiamos essa luta o tempo inteiro aqui desta tribuna, em reuniões, até no Palácio do Governo fomos acompanhando os policiais civis, os agentes penitenciários para que isto fosse feito. O Governo Jackson Lago vetou as nossas emendas relativas aos agentes penitenciários e não vetou relativo a Polícia Civil, ficou inexplicável, o mesmo artigo os mesmos parágrafos com a mesma redação que exatamente elimina os dois anos de permanência no último nível de uma classe para passar para outra e que isto impede a execução desse plano, prejudica os agentes penitenciários e não entendemos por que o governo Jackson Lago vetou este artigo e os seus parágrafos. Portanto, continuando coerentemente com esta luta a favor dos agentes penitenciários encaminhamos a votação pela derrubada deste veto. Veto até já apreciado pela Comissão de Constituição e Justiça cujo relator foi o Deputado Edivaldo Holanda, que também no seu relatório pede a derrubada desse veto, a não permanência desse veto. Acho que isso é uma justiça que fazemos aos agentes penitenciários. E achamos que estas sim são emendas legítimas que têm que permanecer e que são constitucionais. Esta emenda não mexe no orçamento do Estado, não aumenta a despesa e nem diminui a despesa, então como são as emendas que fazemos o orçamento, quando fazemos emendas ao orçamento ela também não aumenta e nem diminui aquilo que está orçado, nós apenas podemos remanejar recursos de uma área para outra para atender as emendas que achamos de acordo. Isto nós continuamos a defender, isto é uma prerrogativa nossa e desta Casa e continuamos a defender. Agora, esta emenda sim, esta emenda é constitucional, cabe ao governo vetá-la como quis vetar sem nenhuma explicação plausível? Sim, ele vetou, mas cabe a esta Casa, para fazer Justiça, derrubar este veto e dar aos agentes penitenciários aqueles artigos de lei que eles tanto lutaram, que eles tanto brigaram, fizeram tantas greves, foram tão prejudicados tendo o presidente do sindicato César Bombeiro sendo punido até por 70 dias de suspensão na luta para que fosse implantado este Plano de Cargos e Vencimentos. Era isto, encaminho pela derrubada do veto. TAVARES Vamos proceder à votação do veto. Peço ao Senhor Primeiro Secretário que faça a chamada nominal dos Senhores Deputados e Deputadas. O SENHOR DEPUTADO RUBENS PEREIRA JÚNIOR - Senhor Presidente, vota-se pelo veto ou vota-se pelo projeto? TAVARES - Para rejeitar o veto, votamos SIM, para manter o veto, votamos NÃO. O SENHOR PRIMEIRO SECRETÁRIO DEPUTADO AN- TONIO PEREIRA (faz chamada nominal) - Resultado da votação: 10 deputados e deputadas ausentes, 32 votaram pelo SIM e nenhum votou pelo NÃO. TAVARES Rejeitado o veto por unanimidade desta Casa, por 32 votos pela rejeição. Comunica-se ao Senhor Governador em exercício, Governador João Alberto. Item 03 da Ordem do Dia. Medida Provisória 048 encaminhada pela Mensagem Governamental 039. (lê). Inscrito para discussão do Projeto, Deputado Rubens Júnior, por 10 minutos, com direito a apartes. O SENHOR DEPUTADO RUBENS PEREIRA JÚNIOR (sem revisão do orador) Senhor Presidente, membros da Mesa, nobres colega deputados, imprensa, galeria, funcionários da Casa, senhores representantes da juventude que se encontra na galeria, que vieram para assinar o Pacto da Juventude, logo após que o Senhor Presidente Marcelo Tavares. Senhor Presidente, está em votação a Medida Provisória nº 048/2009 primeiro ato legislativo da Governadora Roseana Sarney, logo após assumir, que dispõe justamente sobre a Reestruturação Organizacional do Poder Executivo, me inscreve para discutir o Projeto, a favor do Projeto ao final encaminharei pela aprovação do Projeto, justamente por se tratar, Deputado Chico Gomes, de uma reestruturação organizacional, uma reforma administrativa, uma minirreforma administrativa, e isto é bem característico de cada governo. Cada governo deve dar através da sua reforma, deve demonstrar a sua intenção de administrar, a sua forma de administrar, é natural independente de quem seja o Governador que logo pouco depois de assumir, especialmente se não tiver fase de transição que tente através de minirreforma ou uma reforma demonstrar à população como será o novo Governo. Encaminharei a favor por este motivo, não faz sentido votar contra por votar, este projeto traduz da vontade do novo governo, do reflexo do novo governo, entretanto, não poderia deixar de tecer algumas considerações a referida Medida Provisória nº 048, ficam algumas incoerências do ponto de vista lógico, por exemplo, boa parte da Medida Provisória é alteração de ordem formal, muda nome de uma secretaria, tira Secretaria de Segurança Cidadã, e o termo cidadania já vem com a Secretaria de Direitos Humanos, divide a Secretaria de Agricultura em 02, uma voltada para o agricultor rural, e outra voltada por agronegócio, tudo isso é vontade administrativa. Fica alguns pontos de críticas. Primeiro ponto: Artigo 15 da referida Medida Provisória, ficam transformados 06 cargos em comissão símbolo ISO, em três cargos em comissão DANS 1, quatro DANS 2, e treze símbolos DAS 2, esta e expressão do Artigo 15, entretanto, não diz, Deputado Chico, de onde estão sendo excluídos cargos e de onde estão sendo criados novos cargos. Os cargos simplesmente foram criados sem darem uma destinação especifica, entendo que não era a melhor técnica legislativa, outro ponto é a incoerência lógica o grupo, o Bloco Parlamentar Democrático enquanto a oposição sempre criticou o governo Jackson, pelo excesso de secretarias, viam que eram muitas secretarias, mas de 30, 35 secretarias ordinárias, extraordinárias, não vou entrar no mérito se é correto ou não, como diz: é a vontade administrativa de cada Governador, de cada Governante. Entretanto, apesar de criticar duramente a quantidade de secretarias no projeto de reforma administrativa, não extingue nenhuma daquelas secretarias que supostamente seriam apenas para acomodações políticas. Nem todas foram preenchidas, algumas estão vagas, mas esta teria sido a oportunidade para que se fizesse a reforma dando maior reflexo neste Projeto de Lei do Governo. E o terceiro e último ponto que merece ser questionado é que essa Medida Provisória do dia 27 de abril, 10 dias após a posse da Governadora Roseana Sarney, a Medida Provisória n.º 048, de 23 de abril de 2009, seis dias após a posse. Essa Medida Provisória que sequer foi votada na Casa já precisa ser alterada por parte do próprio Poder

33 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE Executivo porque está publicado no Diário de hoje da Assembleia, na página 07 a Medida Provisória 049, vejam, a reforma é 048, já está publicado no Diário a reforma 049 e o teor da Medida Provisória Altera dispositivo da Medida Provisória 048, de 23 de abril de 2009, ou seja, a reforma que foi lançada há pouco mais de um mês, já precisa ser modificada, quem está dizendo isto é a Medida Provisória encaminhada pela Governadora Roseana Sarney n.º 049 de Cito as críticas pontuais, mas repito, reforma administrativa é reflexo do governo. Esta é a vontade da Governadora Roseana Sarney em governar o Maranhão, não caberia a Casa criar novas secretarias, por exemplo, nós estaríamos extrapolando o poder de emendar, e que por isso apesar das criticas pontuais da má técnica legislativa encaminho a votação favorável a aprovação do projeto. O SENHOR DEPUTADO PENALDON JORGE Senhor Presidente, para encaminhar a votação. ANTÔNIO PEREIRA Encaminhar pelo Bloco Parlamentar Progressista, Deputado Penaldon, 5 minutos, sem apartes. O SENHOR DEPUTADO PENALDON JORGE (sem revisão do orador) Senhor Presidente, Senhores Deputados, na realidade, apenas para cumprir aqui um dever de ofício essa Medida Provisória ela está conosco já há algum tempo nós fizemos uma análise detalhada dela e eu não vou aqui, Deputada Helena, entrar... eu acho que cada governo produz aquilo que acha que é necessário, principalmente na parte da estrutura administrativa do Estado eu acho que, como disse o Deputado Rubens Júnior, não compete muito a Assembléia entrar nessa seara da discussão daquilo que o governo peça, mas, Deputado Chico Gomes, apenas para que a gente não seja omisso e no futuro recaia sobre nós a responsabilidade de ter voltado aos tempos da lei delegada em que era um temor e pode continuar sendo. O Artigo 16 desta reforma administrativa, eu fico muito temeroso com relação a ele e vou fazer a leitura e dizer porque para que no futuro a gente, Deputada Helena, não seja responsabilizado por aquilo que o governo fizer, mediante atos administrativos próprios, tipo portarias, decretos e outros dessa natureza. Diz o Artigo 16: Fica o Poder Executivo autorizado a alterar a denominação dos cargos em comissão... Deputado Chico Gomes, para que V. Ex.ª se atente um pouco com relação aos termos da autorização legislativa que nós estamos concedendo ao governo. Fica o Poder Executivo autorizado a alterar a denominação dos cargos em comissão com vistas a adequá-los as estruturas decorrentes da reorganização do que trata esta Medida Provisória sem implicar em aumento de despesa. Na realidade toda alteração de denominação de cargos públicos, principalmente de cargos em comissão que fazem parte de uma estrutura organizacional, tem que ser proposta para a Casa Legislativa que faz a concessão, faz as correções. Então, passa sempre por esse crivo, mas na realidade o governo, com a sua minirreforma administrativa, está pedindo que possamos lhe dar esta autorização para que ele, Deputada Helena, altere a denominação dos cargos em comissão na forma em que o próprio Governo pensar e desejar. Eu queria só chamar a atenção para este arquivo, existem outros aqui que me chamaram a atenção com relação principalmente à locação dos conselhos nas secretarias. Eu vi aqui algumas incoerências, mas foi a equipe do Governo que planejou, que pensou assim e eu não vou me ater aqui a essa colocação desses conselhos, mas principalmente com relação a este poder que estamos outorgando ao Poder Executivo para que possa alterar as denominações dos cargos em comissão. O SENHOR DEPUTADO VALDINAR BARROS Deputado Penaldon, um aparte, por favor. O SENHOR DEPUTADO PENALDON JORGE Não pode, Deputado Valdinar. O tempo que estamos usando é da liderança sem direito a apartes, mas encaminhamos também a votação pela aprovação da proposição do Governo na sua reforma administrativa que, como foi dito aqui inicialmente, cada governo se planeja, pensa e não vai ser esta Casa que vai tirar da Governadora Roseana Sarney essa possibilidade de planejar o seu governo e de executar na forma que ela, com a sua equipe, assim o planejou. Mas chamando a atenção para este Artigo 16, pelos riscos em que podemos incorrer quando estamos concedendo essa autorização legislativa desta forma. Muito obrigado, Senhor Presidente. O SENHOR DEPUTADO FRANCISCO GOMES Gostaria de encaminhar, Presidente, pela liderança do Governo. TAVARES Deputado Francisco Gomes por cinco minutos, sem direito a apartes. O SENHOR DEPUTADO FRANCISCO GOMES (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhoras Deputadas, Senhores Deputados, senhoras e senhores da galeria, comitê de imprensa, temos a satisfação de encaminhar a votação desta Medida Provisória, oriunda do Governo Roseana Sarney, que faz uma minirreforma, como foi dito aqui, para que ela possa iniciar o seu governo. A Governadora optou por não fazer um profundo estudo da e modificação na estrutura atual até para não paralisar a máquina administrativa do Estado. Ela permanece quase in totum com a mesma estrutura. Naturalmente não está utilizando todos os cargos de secretários criados, uma série deles ela não fez nenhuma designação como foi dito aqui pelo Deputado Rubens Júnior. Quanto à questão de cargos, cabe a criação de cargos à aprovação desta Casa. Mudar apenas a nomenclatura, chamar ISO de ISA, acho que a gente autorizar a Governadora a fazer isso não modifica o número de cargos, não modifica o valor do cargo em termos remuneratórios, não é isso que está sendo posto, apenas uma denominação que não tem nada de mais fazer isto. Portanto, esta Medida Provisória já se encontra em vigor com o Governo já estruturado e nós encaminhamos pela aprovação desta Medida Provisória. TAVARES - Em votação. Os deputados e deputadas que aprovam esta Medida Provisória permaneçam como estão. Aprovada. À promulgação. Item 04 da pauta. Projeto de Lei n.º 019/2009, encaminhado pela Mensagem Governamental 014/2009, que cria o Fundo Garantidor e o Comitê Gestor, previstos no Programa de Parcerias Público-Privadas, que altera a Lei Estadual 8.437, de 27 de julho de 2006, e dá outras providências. Com parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça e Redação Final. Relator Deputado Edivaldo Holanda. Em discussão. Em votação. Os senhores deputados que aprovam permaneçam como estão. Aprovado em Primeiro Turno. A matéria vai agora a Segundo Turno de votação. Projeto de Lei n.º 008/2009, de autoria do Poder Executivo, encaminhado pela Mensagem Governamental n.º 012/ 2009, que dá nova redação ao Inciso I do Artigo 5º da Lei 8.451, de 10 de agosto de 2006, que dispõe sobre a criação do Conselho Estadual de Juventude (CEJOVEM) e dá outras providências, com parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça e Redação Final, Relator Deputado Edivaldo Holanda, e da Comissão da Infância, Juventude e Idoso, Relator Deputado Rubens Pereira Júnior. O SENHOR DEPUTADO FRANCISCO GOMES - Presidente, pela ordem. Eu solicito a retirada deste Projeto da Ordem do Dia para que nós possamos ter um conhecimento melhor desta matéria e da composição deste Conselho. Podemos votar até amanhã ou depois de amanhã esta matéria. Eu pediria apenas para a gente ter um aprofundamento maior sobre a matéria. TAVARES - Eu recebi um apelo também do bloco para que permanecesse em pauta, então, para que eu possa fazer isso com um acordo de lideranças, eu gostaria que houvesse um entendimento entre os dois blocos para que nós possamos fazer sem nenhum tipo de trauma. Deputado Rubens Júnior me solicitou que mantivesse...

34 34 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE 2009 O SENHOR DEPUTADO CARLOS ALBERTO MILHOMEM - O Bloco Democrático dá o seu apoio. TAVARES - O apoio é votar ou não votar, Deputado Milhomem? Não votar. O SENHOR DEPUTADO RUBENS PEREIRA JÚNIOR - Senhor Presidente... TAVARES - Eu peço em respeito à galeria, senão nós vamos ter que efetivar a retirada da galeria, porque nós não podemos atrapalhar as votações em plenário. Cada deputado é livre aqui para votar da maneira que entende que é a mais correta. O SENHOR DEPUTADO RUBENS PEREIRA JÚNIOR - Senhor Presidente, só para contrapor, fica a solicitação do Deputado Chico, fica o contraponto, entendendo que é razoável que seja votado. O Projeto já está em pauta há muitos dias e apenas trata sobre a reorganização do Conselho Estadual de Juventude que está praticamente parado, porque diversas secretarias foram fundidas ou separadas. É apenas uma reformulação do Conselho. Fica o pedido para que seja mantida a votação para hoje. O SENHOR DEPUTADO FRANCISCO GOMES - Deputado, este Projeto é anterior a esta reforma administrativa, portanto, ele deve levar em consideração a própria reforma que foi feita, por isso nós estamos pedindo até que fosse feita amanhã esta votação para que a gente possa ter esse entendimento melhor, porque ele é anterior a Reforma, não é posterior a Reforma e eu pediria como um compromisso nosso se a gente pudesse aprofundar tudo isto. TAVARES Eu como Presidente eu só vou proceder a retirada da Ordem do Dia. O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA Eu só quero saber qual é a dúvida do Deputado Chico Gomes se há alguma dúvida em relação a essa matéria? V. Ex.ª tem alguma dúvida em relação a essa matéria? O SENHOR DEPUTADO FRANCISCO GOMES Eu tenho dúvidas exatamente seguindo a argumentação do Deputado Rubens Pereira Júnior é que esse Projeto é anterior à Reforma Administrativa e ele organiza um conselho que merece levar em consideração diante da Reforma Administrativa que nós acabamos de aprovar aqui nesta Casa, era só isso, estou pedindo um dia, não é preciso mais nada do que isso para que a gente possa ter um conhecimento melhor e possa votar esta matéria mais fundamentada. O SENHOR DEPUTADO RUBENS PEREIRA JÚNIOR Senhor Presidente, não falo em nome do Bloco eu até acredito que amanhã, se for o caso, o Deputado Chico Gomes, inclusive aprovará o Projeto após conhecê-lo melhor, mas faço o pedido a V. Ex.ª que coloque para o Plenário decidir se vota hoje ou se adia diante de não haver acordo entre as lideranças. TAVARES Eu só quero reiterar aqui este Projeto é do dia 12 de fevereiro e já está em tramitação na Casa, há praticamente quatro meses, então eu sinceramente não vejo razão para tirá-lo da Ordem do Dia, agora se for a vontade dos Senhores Líderes como eu tenho procedido aqui em outras matérias, eu também não vou criar nenhum tipo de embaraço. Deputado Braide, qual é a posição de V. Ex.ª? O SENHOR DEPUTADO CARLOS BRAIDE Senhor Presidente, eu não posso desautorizar a Vice Liderança que tratou do assunto, portanto, eu não posso concordar com o Líder do Governo. TAVARES Então, não havendo consenso procederemos à votação do Projeto de Lei 008/2009, de autoria do Poder Executivo, conforme eu já fiz a leitura. Em discussão, em votação, Deputado Chico Gomes. O SENHOR DEPUTADO FRANCISCO GOMES Eu gostaria apenas de encaminhar pela retirada do Projeto, eu quero que V. Ex.ª diga como é que vai ser a votação, se é Sim ou Não, mas pela retirado do Projeto da pauta de hoje e que fosse considerada para logo em seguida. TAVARES Deputado Chico Gomes, se V. Ex.ª quiser encaminhar a posição do Governo em relação à votação da matéria, V. Ex.ª tem cinco minutos, sem direito a apartes, que a matéria está em votação. O SENHOR DEPUTADO FRANCISCO GOMES Em votação, eu estou encaminhado, encaminhei a votação pela retirada do Projeto da pauta... TAVARES - Mas nós estamos discutindo o mérito do Projeto, nós não vamos votar se o Projeto será ou não retirado de pauta, não houve acordo de liderança, o Projeto está na Ordem do Dia e nós devemos votar, cabe ao Plenário fazer a votação, V. Ex.ª pode encaminhar em relação ao mérito do Projeto se V. Ex.ª concorda ou discorda em nome do governo? Eu peço silêncio, o respeito da galeria às posições do Plenário, por favor, Deputado Chico Gomes V. Ex.ª deseja encaminhar? O SENHOR DEPUTADO FRANCISCO GOMES Eu encaminho contra o Projeto, uma vez que não teve entendimento para ser votado amanhã. O SENHOR DEPUTADO RUBENS PEREIRA JÚNIOR Senhor Presidente, se for para ser encaminhado contra e eventualmente o Projeto tiver que ser derrubado por desconhecimento, apesar de tanto tempo, eu então encaminho ao Bloco Parlamentar Progressista peço a vênia do seu líder para que Bloco, então, faça uma obstrução da pauta, porque a próxima matéria é a licença da Governadora Roseana Sarney. O SENHOR DEPUTADO PENALDON JORGE Senhor Presidente, uma Questão de Ordem. TAVARES - Deputado Penaldon. O SENHOR DEPUTADO PENALDON JORGE - Senhor Presidente, a matéria está na Ordem do Dia não há nenhuma determinação legal para a retirada da matéria da Ordem do Dia, portanto, a matéria deve ser votada, não houve acordo de lideranças, então eu gostaria que a Mesa procedesse à votação na forma regimental. TAVARES Vamos proceder à votação, Deputados que aprovam o Projeto de Lei n.º 008/2009 permaneçam como estão. Eu peço a verificação do Senhor Primeiro Secretário porque me parece dividido o Plenário e eu não quero cometer nenhum erro, peço aos deputados que rejeitaram o Projeto que permaneçam de pé para a verificação. O SENHOR DEPUTADO CARLOS ALBERTO MILHOMEM Uma Questão de Ordem, Senhor Presidente; eu não aceito ser chamado de irresponsável aqui. TAVARES - Eu peço o respeito da galeria, mais uma vez, pela última

35 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE vez em relação a esta matéria. Os deputados que rejeitaram o Projeto permaneçam de pé para verificação. Eu vou proceder à chamada nominal, porque o Plenário permanece dividido e para que não haja dúvida a respeito da manifestação desta Casa. O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA - (Questão de Ordem) - Votação nominal, Senhor Presidente. TAVARES Deputado Marcos Caldas, proceda, Deputado Antonio Pereira se V. Exª. quiser reassumir, peço não é a votação é a verificação da votação. O SENHOR DEPUTADO VICTOR MENDES (Questão de Ordem) Deputado, a prudência recomenda, desculpa eu estar sentado na sua cadeira, só para uma sugestão para os líderes do Bloco para fazer o acordo para evitar... TAVARES - A matéria vencida, nós já fizemos a votação. O SENHOR DEPUTADO VICTOR MENDES - Mas justamente pra isso, para evitar que a matéria vá para votação e perca, porque Líder só está pedindo um dia para conhecer. O SENHOR PRESIDENTE DEPUTADAO MARCELO TAVARES Ela já foi, Deputado Victor. A votação já foi efetuada. O SENHOR DEPUTADAO VICTOR MENDES Então, o acordo não tem mais como ter também para votação amanhã. TAVARES Eu entendo que não, porque se nós após votarmos recuarmos da nossa posição, e zerar o processo, eu entendo que nós vamos abrir um precedente incomum e extremamente preocupante. O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA Senhor Presidente, eu perguntaria ao líder do Governo se essa matéria ficasse para amanhã se eles votariam a favor. TAVARES A matéria já foi votada, Deputado Edivaldo Holanda. O SENHOR DEPUTADO RUBENS PEREIRA JÚNIOR (Questão de Ordem) - V. Exª. iria iniciar a votação nominal, havia dúvida. TAVARES Verificação de votação. O SENHOR DEPUTADO PENALDON JORGE (Questão de Ordem) - A votação se concretizou apenas a verificação, do resultado, é que foi pedido para olhar. TAVARES Se há uma intenção de aprovar a matéria, que fique claro agora durante a verificação de votação. Mas nós já tínhamos procedido à votação, inclusive por um tempo prolongado. Peço ao Senhor Primeiro Secretário que inicie a verificação dos votos. O SENHOR DEPUTADO PENALDON JORGE - Senhor Presidente, só mais uma Questão de Ordem. Depois de feita a votação, já ingressou o deputado que não participou da votação no Plenário, Deputado Nonato Aragão, salvo engano. TAVARES É correta a observação de V. Exª. Deputado Penaldon, nós devemos proceder à verificação de votação dos deputados que efetivamente votaram naquele momento, Deputado Antonio Pereira. O SENHOR DEPUTADO RUBENS PEREIRA JÚNIOR (Questão de Ordem) - Senhor Presidente, então a votação não foi concluída ainda, é possível... O SENHOR PRESIENTE DEPUTADO MARCELO TAVARES Foi concluída com a ausência dele. O SENHOR DEPUTADO RUBENS PEREIRA JÚNIOR (Questão de Ordem) - Mas a verificação é justamente um passo dentro da votação. TAVARES - Senhores Deputados, esta Casa tem Regimento, se nós formos a cada votação promover esse tipo de desajuste, nós vamos causar uma fragilidade imensa neste Plenário, nós não podemos terminar uma votação e retroceder para que ela seja feita novamente, principalmente em uma matéria que está em pauta há 4 meses nesta Casa. Então, eu não vejo razão para haver qualquer tipo de dúvida quanto ao mérito da matéria. Então, eu peço ao Senhor Primeiro Secretário que faça a verificação da votação, para que nós deixemos de abrir precedentes perigosos a este Plenário. Deputado Antônio Pereira, por favor. O SENHOR PRIMEIRO SECRETÁRIO DEPUTADO AN- TÔNIO PEREIRA - Iniciando a verificação nominal da votação anterior. Senhor Presidente, o resultado da verificação nominal. O SENHOR DEPUTADO FRANCISCO GOMES Senhor Presidente, pela ordem. O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA V. Ex.ª tem direito a voto normal como deputado e, em caso de empate, de desempatar com o voto de minerva. V.Exa. pode desempatar, Deputado Marcelo, como Presidente. O SENHOR DEPUTADO NONATO ARAGÃO Senhor Presidente, Questão de Ordem. TAVARES Questão de Ordem, Deputado Nonato Aragão. O SENHOR DEPUTADO NONATO ARAGÃO - No momento da votação, eu estava no gabinete atendendo. Na primeira votação, estava atendendo no meu gabinete, mas estou em plenário e gostaria de votar. TAVARES - A matéria foi vencida quando V.Exa. estava em seu gabinete e o caso é proceder à votação. V.Exa. estava ausente do plenário e foi feita a verificação de votação. O SENHOR DEPUTADO RUBENS PEREIRA JÚNIOR - Senhor Presidente, então pediria recontagem porque, salvo engano, o voto do Deputado Nonato Aragão foi incluído e foi retirado o Deputado Paulo Neto. TAVARES O voto do Deputado Nonato Aragão foi excluído. O SENHOR DEPUTADO FRANCISCO GOMES Eu peço a recontagem porque foi computado voto do Presidente da Casa que votaria, neste caso, só pelo desempate. O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA Não, Senhor Presidente, votação nominal V.Exa. vota.

36 36 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE 2009 TAVARES Peço ao Deputado Antônio Pereira que assuma a Presidência e faça a verificação. O SENHOR DEPUTADO FRANCISCO GOMES Não foi uma votação nominal, Deputado, foi apenas uma conferência, não é votação nominal. Se fosse nominal, o Deputado Nonato Aragão teria direito a voto na segunda chamada. O SENHOR DEPUTADO PENALDON JORGE Senhor Presidente, uma Questão de Ordem, Deputado Antônio Pereira. ANTÔNIO PEREIRA Questão de Ordem concedida ao Deputado Penaldon Jorge. O SENHOR DEPUTADO PENALDON JORGE Primeira distinção que nós teríamos que fazer é que não houve duas votações, a votação foi só uma e não foi nominal, foi votação simbólica de procedimento normal. O que se pediu e o que o Presidente determinou de ofício foi a chamada nominal para confirmar a votação para ter o resultado. Segundo lugar, o Presidente votou normalmente como os demais no quórum geral da Casa e, havendo empate, a regra está no Artigo 14 do Regimento Interno, o Presidente tem direito ao voto de minerva. O Deputado Jura também ingressou depois da votação vindo aqui pela porta de trás. O SENHOR DEPUTADO JURA FILHO V.Exa. precisa prestar mais atenção ao seu redor. Eu estava em plenário, manifestei meu voto me posicionando em pé aqui atrás. V.Exa. está ficando menos observador do que era, Deputado. O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM HAICKEL É, Deputado Penaldon, esse pessoal vive atrás do senhor. O SENHOR DEPUTADO JURA FILHO Eu estava bem atrás de V.Exa., mas o senhor nem prestou atenção, não percebeu nada. O SENHOR DEPUTADO PENALDON JORGE Presidente, a regra está no Artigo 14, Inciso I, Letra S, do Regimento Interno ou do Pai dos Leigos. O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM NAGIB HAICKEL Senhor Presidente, uma Questão de Ordem. TAVARES Deputado Joaquim. O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM HAICKEL - Eu queria me embasar aqui no Artigo 13, Seção 2 da Presidência, do nosso Regimento Interno: O Presidente é representante da Assembleia quando ela se pronuncia coletivamente e o supervisor dos seus trabalhos e da sua ordem, nos termos desse Regimento. a interpretação pura e simples desse caput, desse artigo... TAVARES Qual é o artigo, Deputado? O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM HAICKEL Artigo 13, Senhor Presidente. Supervisor de seus trabalhos. No trabalho de votação, V.Exa. funciona como supervisor e só votará no que diz respeito à letra S. TAVARES Deputado Joaquim, o que estamos analisando são duas situações que mostram claramente como nosso Regimento precisa ser melhorado. As duas são completamente opostas e, em meu entendimento, absurdas. Uma o Presidente não vota, quer dizer, é um deputado que não tem o direito de votar; na outra situação ele vota duas vezes, que também é uma situação absurda. O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA Mas essa é uma boa regra, votar duas vezes. TAVARES É uma votação absurda. Acho que as duas situações são desabonadoras da legitimidade da votação em plenário, em minha opinião. O SENHOR DEPUTADO ANTONIO PEREIRA Senhor Presidente, Questão de Ordem. TAVARES Questão de Ordem ao Deputado Antonio Pereira. O SENHOR DEPUTADO ANTONIO PEREIRA Sobre o Regimento, V.Exa. muito bem explicitou que realmente precisa e se tem discutido isso aqui constantemente, precisa ser revisto. Agora é o que está atualmente em vigor e é preciso ser obedecido. Ao Presidente cabe desempatar, pelo Regimento, nas votações ostensivas quando houver realmente empate; e cabe a ele a votação nominal, é permitido ao Presidente votar nominalmente. Agora essa votação não foi nominal, foi uma votação normal e foi feita a verificação nominal, portanto, em meu entender e pelo Regimento, V.Exa. não tinha direito ao primeiro voto e sim no caso se houvesse empate, sem o seu voto, o voto de minerva, para desempatar. Era só isso, Senhor Presidente. TAVARES Peço ao Senhor Primeiro Secretário que reassuma a Secretaria para o enunciado do resultado. Mas considero absurda a possibilidade do Presidente se ausentar da votação. Peço ao Senhor Primeiro Secretário que faça a leitura do resultado sem contabilizar o voto do Presidente na votação nominal, porque nós não tivemos aqui uma votação nominal. O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA Senhor Presidente, pela Ordem. Antes do anúncio do resultado. TAVARES Deputado Edivaldo Holanda. O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA Senhor Presidente, V.Exa. mesmo mostrou a incongruência do nosso Regimento e estamos vendo aqui claramente nesta votação que, se ela for proclamada sem que a Bancada do Governo ponha a mão na consciência que estamos apenas aqui reorganizando o Conselho da Juventude, nós estamos melhorando o Conselho da Juventude, estamos dando condições para que este Conselho possa atuar de forma mais eficiente e pelo que estou vendo aqui, se seguirmos essa dubiedade do Regimento, proclamando o resultado, nós vamos prejudicar a juventude do Maranhão. Primeiro eu queria fazer um apelo no sentido de que V.Exa. não anunciasse este resultado, mas que fizéssemos, pela dúvida, uma nova votação neste momento e fazendo um apelo à Bancada do Governo, sobretudo aos que são jovens como o Deputado Victor Mendes que é jovem, como outros deputados que estão aqui que são jovens, o Deputado Joaquim Haickel que considero um jovem também, que nós pudéssemos, Deputado Chico Gomes, fazer essa votação dentro dessa dúvida, repetir a votação, Senhor Presidente, eu tenho certeza de que a Governadora, que é jovem também, ela não vai se contrapor a essa votação. TAVARES Pelo Regimento, Deputado Victor Mendes, nós temos outras situações que nós temos que rever aqui. O SENHOR DEPUTADO RUBENS PEREIRA JÚNIOR Presidente, pela Ordem.

37 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE O SENHOR DEPUTADO VICTOR MENDES Eu estava inscrito primeiro. TAVARES - Deputado Victor primeiro. O SENHOR DEPUTADO VICTOR MENDES Deputado, só porque eu fui citado pelo Deputado Edivaldo que, de forma até precipitada, e eu até lamento a sua postura de ter citado o meu nome, Edivaldo, até porque não lhe dei procuração para você falar em meu nome, eu quando cheguei antes de iniciar a votação, eu pedi a prudência do líder, V. Ex.ª, para aceitar o pedido do Líder do Governo, para que a gente estudasse a matéria, tendo em vista que isso é uma mensagem do governador cassado por corrupção eleitoral, o Governador Jackson Lago, para que nós estudássemos a matéria amanhã e colocássemos em votação. V. Ex.ª e seu Bloco foi contra essa discussão e contra o diálogo. E, agora está sofrendo as consequências disso porque está se votando uma coisa que não se tem conhecimento, em nenhum momento, eu estou contra a juventude, como V. Ex.ª insinuou, e eu não lhe dei procuração para falar em meu nome. E, eu sugiro à Mesa, se for possível, como eu sugeri no começo, que se faça um acordo como o líder do nosso Bloco pediu, para que se estude e amanhã traga para votação esse Projeto, mais uma vez, melhor debatido, melhor discutido. Esta é a minha contribuição. O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA Presidente, só que eu fui citado aqui, eu peço desculpas ao Deputado Rubens Pereira. Dizer ao Deputado Victor Mendes, a minha intenção não foi de ofendê-lo, então eu peço desculpas a V. Ex.ª, porque eu não quis ofender, eu não quis ofender V. Ex.ª até porque o voto de V. Ex.ª foi público, foi repetido, não foi um voto escondido. Eu quero pedir a V. Ex.ª desculpas se ofendi, mas a intenção não foi essa, porque o voto de V. Ex.ª foi público, não foi escondido, então eu não ofendi V. Ex.ª com isso, apenas eu estou fazendo um apelo no sentido que V. Ex.ª e de que outros deputados mais jovens da bancado do Governo seguissem uma votação favorável à juventude. O SENHOR DEPUTADO JOAQUIM HAICKEL A Juventude Hitlerista tinha esse mesmo discurso. O SENHOR DEPUTADO RUBENS PEREIRA JUNIOR - Senhor Presidente, pela Ordem? TAVARES Deputado Rubens Júnior. O SENHOR DEPUTADO RUBENS PEREIRA JUNIOR Senhor Presidente, o processo de votação se encerra após a proclamação do resultado. O resultado efetivamente não foi proclamado justamente por haver dúvida do resultado e fica então a solicitação é melhor, é menos danoso, é menos prejudicial se adia a votação, visto que o processo de votação não foi terminado, um passo atrás para dar dois passos para a frente. TAVARES Deputado Rubens Junior, a votação já foi iniciada eu peço ao Senhor Primeiro Secretário que não registre o voto do Presidente, porque muito pior do que deixar de votar o Presidente é votar duas vezes, isso eu entendo que é um absurdo democrático. Da mesma maneira que eu não posso deixar de votar entendo eu, mas muito pior é ter um peso diferenciado porque eu sou igual a todos os outros 41 deputados. Então, eu peço ao Primeiro Secretário e exclua, só um minuto Deputado Nonato Aragão, que exclua o registro do voto do Presidente e que faça o anunciado do resultado da votação sem o voto do Presidente, para que eu tenha a capacidade votar no caso de desempate em votações ostensivas. Deputado Milhomem. O SENHOR DEPUTADO CARLOS ALBERTO MILHOMEM - A Liderança do Bloco Democrático é contra qualquer revisão do resultado, proclama-se o que foi feito a favor ou contra, porque se não nós vamos abrir precedentes nesta Casa. TAVARES Esta é a opinião e a decisão da Mesa porque eu entendo que a votação foi iniciada e ela tem que ser finalizada como foi. Peço ao Senhor Primeiro Secretário que faça o anunciado do resultado da votação para que possamos passar a matéria seguinte, Deputado Antônio Pereira. O SENHOR PRIMEIRO SECRETÁRIO DEPUTADO AN- TÔNIO PEREIRA Senhor Presidente, deixar bem claro que o Deputado Nonato Aragão. Ausente. TAVARES - Deputado Nonato Aragão se V. Ex.ª quiser manifestar sua Questão de Ordem, é o momento oportuno. Deputado Nonato Aragão, estou aguardando a Questão de Ordem de V. Ex.ª. O SENHOR DEPUTADO NONATO ARAGÃO V.Ex.ª, eu desisto. Retiro a Questão de Ordem. O SENHOR PRIMEIRO SECRETÁRIO DEPUTADO AN- TÔNIO PEREIRA Senhor Presidente, feito a verificação nominal conforme solicitação dessa Presidência. Verificado 10 ausências, 01 obstrução, que é o seu voto, Senhor Presidente, que não foi consignado; 15 votos SIM e 16 votos NÃO, totalizando os 42 deputados. Repetindo: Ausentes, 10; 15 votos SIM; 16 votos NÃO e 01 obstrução que do caso de V. Ex.ª. Senhor Presidente. TAVARES - Senhores deputados, fica rejeitada a matéria em 1º turno. Foi rejeitada, então, nós não teremos votação em 2º turno, porque a matéria está rejeitada por 16 votos a 15. Passamos à matéria seguinte da Ordem do Dia. Projeto de Decreto Legislativo em discussão e votação único turno nº 003/2009 da Comissão de Constituição e Justiça e Redação Final, oriundo da Mensagem Governamental nº 045/2009 (lê). Em discussão. É a licença da Senhora Governadora. Em votação. Os Deputados que aprovam o presente Projeto Decreto Legislativo permaneçam como estão. Aprovado. À promulgação. Projeto de Resolução Legislativa em discussão e votação de autoria do Deputado Alberto Franco. (lê). Em votação. Os deputados que aprovam permaneçam como estão. Aprovado. Pareceres em discussão e votação único turno. Parecer nº. 099/2009 da Comissão de Constituição e Justiça e Redação Final. (lê). Em discussão. Em votação. Os deputados que aprovam o parecer permaneçam como estão. Aprovado. Ao arquivo o projeto. Parecer nº 063/2009 da Comissão de Constituição e Justiça e Redação Final contrária ao Projeto de Lei nº 017/2009 de autoria do Deputado Marcos Caldas. (lê). Em discussão. Em votação. Com a palavra o Senhor Deputado Marcos Caldas para encaminhar, por cinco minutos sem direito a apartes. O SENHOR DEPUTADO MARCOS CALDAS (sem revisão do orador) Senhor Presidente, Senhores Deputados, venho aqui pedir aos amigos, aos companheiros deputados que derrubem o Parecer da Comissão deste projeto de minha autoria, porque tenho certeza que muitos aqui já estiveram desempregados alguma vez na vida, outros não, temos deputados aqui que são filhos do Poder que nunca estiveram desempregados, então esses realmente não sabem o custo de pagar uma conta de energia, uma conta de água quando se perdeu o emprego. Então esse meu projeto é para que essas pessoas que comprovarem, através de Carteira de Trabalho, que perderam seu emprego, não percam o fornecimento dessas coisas básicas como é a água, a energia, durante um prazo, um tempo para que eles possam conseguir um novo emprego para continuar pagando. Não quer dizer que essas pessoas não vão pagar, isso apenas quer dizer que essas pessoas não vão

38 38 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE 2009 perder o fornecimento dessas coisas que são essenciais para a vida humana, que é no caso aqui da energia, da água, para que não sejam cortados por falta de pagamento dessas pessoas, que comprovarem que vão perder o emprego. Então peço aos companheiros, amigos, que derrubem o Parecer da Comissão para que o projeto continue, para que seja votado e para que seja aprovado. Muito obrigado. TAVARES Em votação o parecer. Os deputados que aprovam, permaneçam como estão. Aprovado o parecer da Comissão de Constituição e Justiça contra o voto do Deputado Marcos Caldas. Moção nº 004/2009, de autoria Deputado Alberto Franco. (lê). Em discussão. Em votação. Os deputados que aprovam, permaneçam como estão. Aprovado. Requerimentos à deliberação do plenário: Requerimento nº 126/2009 de autoria do Deputado Edivaldo Holanda. (lê). Em discussão. Em votação. Aprovado. Requerimento nº. 127/2009 de autoria do Deputado Edivaldo Holanda. (lê). Em discussão. Em votação. Aprovado. Requerimento nº 128/2009 de autoria Deputado Edivaldo Holanda. (lê). Em discussão. Em votação. Os deputados que aprovam permaneçam como estão. Aprovado. Requerimento nº 129/2009 de autoria do Deputado Marcos Caldas. (lê). A solicitação do Deputado Marcos, é que a matéria caso seja aprovada o seu Requerimento entre na Ordem do Dia de amanhã. Em votação. Aprovado o Requerimento do Deputado Marcos Caldas. Estará na Ordem do Dia de amanhã, da Sessão Ordinária de amanhã. Requerimento nº 130/2009, de autoria da Deputada Graça Paz. (lê). Em discussão. Em votação. Aprovado. Requerimento nº 137/2009 de autoria do Deputado Rigo Teles. (lê). Em discussão. Em votação. Aprovado. Requerimento nº 138/2009 de autoria do Deputado Penaldon Jorge. Em discussão. Em votação. Aprovado. Requerimento nº 139/2009 de autoria do Deputado Penaldon Jorge. (lê). Fica prejudicado o Requerimento em função da data, a não ser que seja remarcada a referida data. O SENHOR DEPUTADO PENALDON JORGE - Senhor Presidente aditivando o Requerimento para que ele seja feito no dia 18, uma semana após da Infraestrutura, é numa outra terça-feira. TAVARES - Dia 18 há uma Sessão Solene marcada para entrega de título de Cidadão Maranhense. V. Exª pode marcar então no dia 25 de junho. O SENHOR DEPUTADO PENALDON JORGE 25, Senhor Presidente? É uma data muito inconveniente. TAVARES - Fica aprovado deputado, e V. Exª depois agenda uma nova data. Em discussão. Em votação. Aprovado. Requerimento nº 140/ 2009 dos deputados Rigo Teles e Antonio Pereira. (lê). Em discussão. Em votação. Aprovado. Requerimento nº 142/09 de autoria do Deputado Francisco Gomes. (lê). Já foi votada a referida matéria, fica prejudicado o Requerimento de autoria do Deputado Francisco Gomes, este Requerimento tratava do pedido de urgência para votação da licença da Senhora Governadora Roseana Sarney. Requerimento nº 143/2009 de autoria do Deputado José Lima, (lê). Em discussão. Em votação. Aprovado. Requerimento nº 144/2009 de autoria do Deputado Edivaldo Holanda, (lê). Em discussão. Em votação. Aprovado. Requerimento nº 145/2009 de autoria do Deputado Edivaldo Holanda, (lê). Em discussão. Em votação. Aprovado. Requerimentos à deliberação da Mesa. Requerimento nº 134/2009 de autoria da Deputada Eliziane Gama. Fica prejudicado pela ausência da deputada autora do requerimento. Requerimento nº 135/2009 de autoria da Deputada Eliziane Gama, que está ausente. Fica, portanto prejudicado a votação pela Mesa do referido requerimento. Inclusão na Ordem do Dia na Sessão Ordinária de quarta-feira dia 3 de junho de Requerimento nº 146/2009 de autoria do Deputado Alberto Franco, Requerimento nº 147/2009 de autoria do Deputado Edivaldo Holanda, Requerimento nº 148/2009 de autoria do Deputado Afonso Manoel, Requerimento nº 149/2009 de autoria do Deputado Pavão Filho. Essas serão as matérias incluindo também o projeto do Deputado Marcos Caldas aprovado a pouco pelo plenário. V - GRANDE EXPEDIENTE. TAVARES - Não há orador inscrito no primeiro horário do Grande Expediente. Horário destinado aos partidos ou blocos. Bloco Parlamentar Progressista trinta e sete minutos, com a palavra o deputado Edivaldo Holanda, cinco minutos. O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA (sem revisão do orador) Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Parlamentares. Nós estamos vindos aqui rapidamente apenas para lamentar o equívoco cometido pela bancada do Governo no início da tarde deste dia, ao votar contrariamente uma simples reformulação do Conselho de Juventude do Estado do Maranhão. Segundo um próprio parlamentar da base do Governo, chegou a nomear, ser esta mensagem uma Mensagem oriunda do governador cassado Jackson Lago. Como se alguma coisa tivesse a ver em relação ao governador. O Governador do Maranhão em plenos poderes, com condições de mandar a Mensagem que mandou para esta Casa melhorando o Conselho de Juventude no Estado do Maranhão, e um deputado chegar a invocar a condição de ter sido esta Mensagem enviada pelo ex-governador Jackson Lago. Essa Mensagem equivocadamente, Deputado Rubens Júnior, reprovada pela base maior do Governo, ela apenas ampliava a base deste conselho, e nós ficamos tristes, porque se o Governo vota contra uma mensagem tão importante como esta, de relevância para a juventude no Estado do Maranhão, simplesmente porque essa matéria foi encaminhada pelo Governador Jackson Lago, nós não sabemos o que será Senhor Presidente, como serão tratadas outras questões que também foram encaminhadas para esta Casa pelo governador, nós já sabemos que os convênios que eram da mais alta importância para os municípios, o convênio de São Luís, por exemplo, que destinava recursos para que o prefeito João Castelo pudesse fazer obras de infraestrutura da mais alta importância para a sociedade, não só de São Luís mas maranhense, os convênios foram, os recursos foram surrupiados, foram tomados, também com a desculpa de que eram ilegais e de fato não eram ilegais, apenas foram questões políticas que levaram com que a governadora tomassem os recursos dos cofres municipais, nós temos aqui o aumento proposto para os militares e também a governadora comandou a sua bancada para que votasse contra, nós tivemos aqui a questão dos auditores da despesa, e a governadora também determina que a sua bancada vote contra, agora a simples alteração, Deputado Rubens Júnior do Conselho da Juventude, a bancada inspirada também segundo o jovem deputado que se pronunciou, dizendo que praticamente estava votando contra porque era uma matéria que vinha do governador que foi cassado, nós ficamos tristes, porque a governabilidade fica ameaçada desta forma, a sociedade esta ameaçada. O SENHOR DEPUTADO RUBENS PEREIRA JÚNIOR Deputado V. Exª me permite um aparte? O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA - Eu concedo o aparte a V. Exª Deputado Rubens Junior. O SENHOR DEPUTADO RUBENS JÚNIOR (aparte) - Deputado Edivaldo, é para deixar registrado que quando encaminhei e pedi que o líder do bloco encaminhasse contra o pedido de adiamento, é por entender que o projeto que esta na Casa desde Fevereiro já foi devidamente conhecido por todos os senhores deputados ou pelo menos assim já tiveram oportunidade, quando o projeto já estava pronto para ser votado, todos os projetos foram retirados de pauta, para que a nova governadora pudesse apreciar, e após mais de um mês, após a retirada pela primeira retirada de pauta por mais de um mês o projeto volta a tramitar na Casa e ainda, assim, alegaram que desconheciam o referido Projeto, por este motivo o desconhecimento do Projeto nós não poderemos adiar essa referida votação, sem contar senhor Deputa-

39 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE do Edivaldo Holanda que o Projeto tratava tão somente da reestruturação do Conselho Estadual de Juventude, importante instrumento de controle social, de controle das políticas públicas do Governo por parte da sociedade, além de tudo isto este Projeto estava sendo votado em Primeiro Turno, se desconhecesse o Projeto ainda a ser votado em Segundo Turno, além de tudo isto ainda poderia ser vetado pela Senhora Governadora Roseana Sarney, por esta série de motivos é que eu não pude concordar com a idéia de adiar pelo simples fato do desconhecimento, era o primeiro turno, havia o segundo turno poderia existir o Veto e trata tão somente de organização do Conselho e o Projeto estava em pauta desde fevereiro. Então fica a lamentação de que o Conselho Estadual de Juventude continue lutando agora para que o novo governo, quem sabe um dia, possa enviar um novo Projeto para reestruturar o referido Conselho. O SENHOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA Muito obrigado Nobre Deputado Rubens Júnior pelo aparte de V. Exª ao nosso pronunciamento. Mas, parece assim senhores deputados que foi mais Deputada Gardênia, Deputado Rigo Teles um capricho da bancada do governo por não ceder a Liderança de Oposição, para que se votasse essa matéria amanhã quando essa matéria já está na Casa há cerca de quatro meses, portanto, com um longo espaço de tempo para conhecimento por parte dos senhores deputados. A matéria não tem nada de mais, pelo contrário, ela melhorava a situação, a atuação do Conselho, diz o parecer do relatório: Cuida-se da Mensagem Governamental n.º 12 referente ao Projeto de Lei tal, que dispõe sobre a criação do Conselho Estadual de Juventude e dá outras providências. Conforme fundamentação, referida alteração faz-se necessária não só devido à criação da Secretaria de Estado do Esporte e Juventude, mas também pela necessidade de serem substituídas do Conselho, as Secretarias do Meio Ambiente e Recursos Naturais, e da Casa civil, pelas Secretarias da Articulação Política e da Indústria e do Comércio. Tem-se perfeitamente admissível que o Estado do Maranhão edite lei que altere a atual composição, estrutura e funcionamento do Conselho Estadual de Juventude, pois projetos de lei com semelhante teor afiguram-se submetidos às regras constitucionais que disciplinam a reserva de iniciativa legislativa, consubstanciadas no modelo estadual no que se dispõe a carta estadual conforme dispôs parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça desta Casa. Nós estamos aqui, Senhor Presidente, apenas para lamentar e parar expressar o nosso temor que outras matérias importantes como esta sejam derrubadas por um puro capricho da bancada do Governo do Estado do Maranhão. Eu acho que os senhores deputados estão indo além da realidade. Eu quero até acreditar que o Governo nem vetaria esta matéria e acredito que foi mais um excesso de zelo da bancada governamental. Aqui fica, Senhor Presidente, o meu protesto e a minha lamentação pela derrota que a juventude, não fomos nós, mas a juventude no Estado do Maranhão sofre com a derrubada deste projeto de lei. MARCOS CALDAS Bloco Parlamentar Democrático. Deputado Antônio Pereira por cinco minutos, com direito a apartes. Quero fazer aqui um registro da presença do Ex-Vereador Júnior, de Chapadinha, que se encontra aqui na galeria e do ex-deputado Edson Peixoto. O SENHOR DEPUTADO ANTÔNIO PEREIRA (sem revisão do orador) Senhor Presidente, Caros Secretários presentes na Mesa, Caros Colegas Deputados e Deputadas, presentes ainda neste horário adiantado da Casa, a imprensa que ora se encontra registrando tudo o que aconteceu nesta manhã, tão importante para o Estado do Maranhão, e a galeria, em especial os representantes do Conselho Estadual da Juventude. Deputado Edivaldo Holanda, V.Exa. como sempre se colocou muito bem e eu quero acreditar na grande maioria das coisas que V.Exa. colocou ainda há pouco, mas eu gostaria de dizer que eu não considero que foi um equívoco da bancada do Governo não votar esse projeto tão importante, porque eu também acho que é importante para a juventude do Estado do Maranhão. Acho que foi um equívoco também de V.Exa. e do Deputado Rubens Pereira Júnior, no sentido de quebrar uma regra ética que existe entre nós colegas deputados é que quando algum deputado pede 24 horas ou até mais, um prazo, para se discutir algum projeto, esse prazo sempre foi dado com muita tranqüilidade nesta Casa. Agora, esse projeto, e não vai aí a questão de dizer que está há quatro meses tramitando na Casa porque com essa reforma, essa minirreforma administrativa que o governo atual manda para esta Casa, e foi aprovado, é preciso que se vejam essas novas adequações e é para isso que o nosso líder maior, Francisco, líder do Governo, Francisco Gomes, pediu esse espaço de 24 horas para poder fazer essas adequações e amanhã podermos votar, já votar e com certeza aprovar esse conselho. Ficam aqui essas colocações, mas principalmente, Edivaldo, a colocação que eu gostaria de fazer, pedir ao líder do Governo, Chico Gomes, e pedir ao Governo que, dentro da sua sensibilidade, da necessidade da nossa juventude no Estado do Maranhão, encaminhe a nova governadora ou ao novo governador que aí está interinamente, o Governador João Alberto, que encaminhe o mais imediato possível, após as acomodações necessárias, após essa verificação, como fica dentro dessa nova reforma administrativa, que encaminhe o mais urgente possível um novo projeto para que possa ser tempo recorde, possa ser avaliado e votado favoravelmente, abrangendo e protegendo a juventude do Estado do Maranhão. Então, eu acredito que essa questão do Conselho Estadual da Juventude ainda deverá passar nos próximos meses, nos próximos dias por esta Casa e com certeza terá o apoio da bancada do Governo. Era só isso, Senhor Presidente. VI EXPEDIENTE FINAL. MARCOS CALDAS Não há orador inscrito. Nada mais havendo a tratar, declaro encerrada a Sessão. R E S E N H A RESENHA DE DISTRIBUIÇÃO DAS PROPOSIÇÕES DE LEI, NO ÂMBITO DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUS- TIÇA E REDAÇÃO FINAL, REALIZADA AOS 08 DIAS DO MÊS DE JUNHO DO ANO DE 2009, ÀS 16 HORAS E 30 MINU- TOS, PELO SENHOR PRESIDENTE DEPUTADO RUBENS JÚNIOR, NOS TERMOS DO INCISO VI E XXI DO ART. 37, DO REGIMENTO INTERNO, NA SALA DAS COMISSÕES DEPU- TADO LÉO FRANKLIN DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO MARANHÃO. PROPOSIÇÕES DISTRIBUÍDAS: PROJETO DE LEI Nº 108/2009 DISPÕE sobre a gratuidade de vagas nos estacionamentos para os portadores de necessidades especiais; prescreve nova redação para o dispositivo da Lei de 28 de novembro de 203 e dá outras providências. AUTORIA: Deputada GARDÊNMIA CASTELO RELATOR: Deputado JOAQUIM NAGIB HAICKEL PROJETO DE LEI Nº 111/2008 DISPÕE sobre assédio moral no âmbito da administração pública e dá outras providências. AUTORIA: Deputado JOÃO BATISTA RELATOR: Deputado PAVÃO FILHO PROPOSTA DE EMENDA CONSTITUICIONAL Nº 001/ 2009 ALTERA a redação do inciso XXI e ACRESCENTA o inciso XXII ao art. 19 da Constituição do Estado do Maranhão. AUTORIA: Deputada HELENA BARROS HELUY RELATOR: Deputado JOAQUIM NAGIB HAICKEL MENS. GOV. N 097/ VETO TOTAL aposto ao PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR N 009/2008 com a redação dada pela Lei Complementar nº 069, de 23 de dezembro de 2003, para incluir o Município de Bacabeira na Região Metropolitana da Grande São Luís. AUTORIA: PODER EXECUTIVO (VETO TOTAL) RELATOR: Deputado CARLOS ALBERTO MILHOMEM

40 40 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE 2009 SALA DAS COMISSÕES DEPUTADO LÉO FRANKLIN DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO MARANHÃO, em 08 de junho de GLACIMAR FERNANDES SAMPAIO Secretária da CCJ COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E REDAÇÃO FINAL COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE, MINAS E ENERGIA COMISSÃO DE SAÚDE P A R E C E R Nº 112/2009 RELATÓRIO: Trata-se de Projeto de Lei nº 016/2009, do Deputado Marcos Caldas, que altera a Lei nº de 20 de dezembro de 1990, que proíbe o tabagismo nos locais que especifica e dá outras providências. O projeto em análise acrescenta o parágrafo único ao artigo 1º da Lei especificada que diz: Parágrafo único. Fica proibido fumar em estabelecimentos abertos, aqueles mais freqüentados, ou seja, onde há maior movimentação de pessoas, a exemplo dos terminais rodoviários. Além disso, altera o art. 3º da Lei supracitada que passa a ter a seguinte redação: Art.3º. Os órgãos públicos e estabelecimentos espaços conhecidos como fumódromos, tendo em vista, não serem considerados locais eficientes. Além disso, em respeito ao artigo 163 do Regimento Interno desta Augusta Casa que diz: as proposições idênticas ou versando matérias correlatas serão anexadas a mais antiga, desde que seja possível o exame em conjunto, faço também a análise conjunta do Projeto de Lei nº 080/2009 de autoria do Deputado Estadual Victor Mendes por tratar-se de matéria análoga. É o que havia a relatar Passo a opinar. No tocante ao projeto de lei em tela, é necessário fazer uma análise quanto à iniciativa para elaboração da espécie normativa, uma vez que se devem atender determinados conjuntos de atribuições, que se denominam competências públicas. Destarte, a Assembléia Legislativa, enquanto um órgão revestido de uma função estatal necessita observar minuciosamente a seqüência de atos e, precipuamente, competências, constitucionalmente previstos, pois a lei, ao delimitar o campo de atuação legislativa, estabelece limites a ela quando tenha por objeto a restrição ao exercício de direitos individuais em beneficio da coletividade. Com efeito, a iniciativa do Poder Legislativo para deflagrar o processo legislativo sobre matéria, objeto do Projeto de Lei, não se vislumbra nenhum vício, já que se insere na competência concorrente dos entes federativos. Vejamos então a Constituição da República: Art. 24. Compete à União, aos Estados, e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: XII previdência social, proteção e defesa da saúde; E acrescenta, verbis: Art A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. Assim, cabe aos Estados e os Municípios complementararem a legislação federal e qualquer medida que busque ampliar a proteção à saúde, como restringir o fumo, está cumprindo a norma constitucional, já que esse bem jurídico tutelado se sobrepõe à liberdade de fumar. De mais a mais, cuida o projeto de efetivar também a defesa do consumidor, garantia fundamental consagrada no artigo 5º, inciso XXXII e princípio inscrito no artigo 170, inciso V, ambos da Constituição Federal, materializada no Código de Defesa do Consumidor. Nesse sentido é direito básico do consumidor, segundo o artigo 6º, inciso I do CDC, a proteção da vida e saúde nas relações de consumo de produtos e serviços. Razão porque a proibição do tabagismo vem ao encontro da preservação do bem estar geral do consumidor por ocasião da sua presença, forçosa ou voluntária, em ambientes de uso coletivo. Desse modo, os projetos de lei encontram-se em consonância às disposições previstas à sua feitura, não padecendo, portanto, de vícios de inconstitucionalidade de natureza formal e material. Contudo, para adequá-los a melhor técnica legislativa e suprimir os pontos conflitantes, apresento substitutivo aos dois projeto de lei. Todavia no bojo da discussão no âmbito desta CCJ foi apresentado outro substitutivo de autoria do Deputado Joaquim Haickel, que deve ser parcialmente acolhido por observar as disposições constitucionais e ter boa técnica legislativa. VOTO DO RELATOR: Por todo o exposto, opino pela aprovação de ambos os projetos de lei com base no substitutivo. É o Voto PARECER DAS COMISSÕES: Nos termos do art. 43 do Regimento Interno deste Poder, reúnem-se conjuntamente as Comissões de Constituição, Justiça e Redação Final, Meio Ambiente, Minas e Energia, e Saúde, para apreciar a matéria. Os membros das Comissões aqui reunidos, votam pela aprovação do Projeto de Lei nº 016/2009, nos termos do voto do Relator. É o parecer SALA DAS COMISSÕES DEPUTADO LÉO FRANKLIM, em 09 de junho de 2009 Deputado Rubens Pereira Júnior - Presidente Deputado Pavão Filho - Relator Deputado Edivaldo Holanda Deputado Arnaldo Melo Deputada Cleide Coutinho Deputada Fátima Vieira Deputada Márcia Marinho Deputado Penaldon Jorge Deputado Alberto Franco SUBSTITUTIVO AO PROJETO DE LEI N 016/2009 Altera a Lei nº de 20 de dezembro de 1990, que proíbe o tabagismo nos locais que especifica e dá outras providências. Art. 1 - O artigo 1º da Lei nº 5.074/90 passa a vigorar com a seguinte redação: Art.1º. Fica proibido no território do Estado do Maranhão, em ambientes de uso coletivo, públicos ou privados, o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos ou de quaisquer outros produtos fumígenos, derivados ou não do tabaco, assim considerados, entre outros, os seguintes locais:

41 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE Art. 2º - Acrescenta ao artigo 1º da Lei nº 5.074/90, os parágrafos 1º e 2º com a seguinte redação: 1º. Para os fins desta lei, a expressão ambientes de uso coletivo compreende, dentre outros, os ambientes de trabalho, de estudo, de cultura, de culto religioso, de lazer, de esporte ou de entretenimento, áreas comuns de condomínios, casas de espetáculos, teatros, cinemas, bares, lanchonetes, boates, restaurantes, praças de alimentação, hotéis, pousadas, centros comerciais, bancos e similares, supermercados, açougues, padarias, farmácias e drogarias, repartições públicas, instituições de saúde, escolas, museus,bibliotecas, espaços de exposições, veículos públicos ou privados de transporte coletivo, viaturas oficiais de qualquer espécie e táxis. VOTO DO RELATOR: A proposição sob exame está redigida de acordo com o que preceitua a legislação específica, assim sendo, votamos pela sua aprovação, presente os pressupostos de ordem constitucional e regimental. É o voto PARECER DA COMISSÃO: Os membros da Comissão de Constituição e Justiça e Redação Final, votam pela aprovação do Projeto de Lei nº 100/2009, em parecer terminativo, nos termos da Resolução Legislativa nº 449 de 24 de junho de É o parecer. SALA DAS COMISSÕES DEPUTADO LÉO FRANKLIM, 09 de junho de º. Excluem-se da proibição determinada no caput deste artigo os ambientes ao ar livre, varandas, terraços e similares, ambientes dotados de barreira física ou equipados com soluções técnicas que garantam a exaustão do ar da área de fumantes para o ambiente externo. Art.3º - Altera o art.3º da Lei nº 5.074/90 que passa a ter a seguinte redação: TE DEPUTADO RUBENS PEREIRA JÚNIOR PRESIDEN- DEPUTADO PAVÃO FILHO RELATOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E REDAÇÃO FINAL PARECER Nº 134/2009 Art.3º. Aos proprietários responsáveis pelos estabelecimentos declarados no artigo 1º, com área superior a 100m² (cem metros quadrados), fica facultada a criação de áreas para fumantes, devendo ser delimitadas e equipadas com soluções técnicas que garantam a exaustão do ar da área de fumantes para o ambiente externo. Art. 4º - Acrescenta o artigo 3-A à Lei nº 5.074/90, com a seguinte redação: Art.3-A. O responsável pelos recintos de que trata esta lei deverá advertir os eventuais infratores sobre a proibição nela contida, bem como sobre a obrigatoriedade, caso persista na conduta proibida, de imediata retirada do local, se necessário mediante auxílio de força policial. Parágrafo único. O empresário omisso ficará sujeito às sanções previstas no artigo 56 da Lei federal nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 (Código de Defesa do Consumidor), aplicáveis na forma de seus artigos 57 a 60, sem prejuízo das sanções previstas na legislação sanitária. Art. 5º. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E REDAÇÃO FINAL PARECER Nº 133/2009 RELATÓRIO: Tramita nesta Comissão Técnica, para análise e emissão de parecer, o Projeto de Lei nº 100/2009, de iniciativa do ilustre Deputado JOSÉ LIMA, que considera de Utilidade Pública o Instituto Pró Vida, com sede e foro na Avenida/Venceslau Brás, nº 79-A, Sala 02, Canto da Fabril, nesta cidade de São Luís-MA. Trata-se de uma entidade civil, sem fins lucrativos, com finalidade de fortalecer a família, desenvolvendo projetos humanitários, na área da saúde, educação, segurança, assistência social, cultura, esporte, meio ambiente e tecnologia. À vista da documentação acostada ao presente Projeto de Lei, conclui-se que a mesma atende as exigências legais. Ressalte-se ademais, que o Projeto de Lei em consideração obedece aos ditames da boa técnica legislativa. RELATÓRIO: Tramita nesta Comissão Técnica, para análise e emissão de parecer, o Projeto de Lei nº 103/2009, de iniciativa do ilustre Deputado ALBERTO FRANCO, que considera de Utilidade Pública o Instituto Internacional Vida Melhor, com sede e foro no Município de Açailândia-MA Trata-se de uma entidade civil, sem fins lucrativos, com objetivo defender e proteger o patrimônio público, o meio ambiente, o consumidor, a ordem econômica, Assistência Social, cultura, educação e saúde, observando-se a forma complementar de participação das organizações de que trata a Lei 9.790/99. À vista da documentação acostada ao presente Projeto de Lei, conclui-se que a mesma atende as exigências legais. Ressalte-se ademais, que o Projeto de Lei em consideração obedece aos ditames da boa técnica legislativa. VOTO DO RELATOR: A proposição sob exame está redigida de acordo com o que preceitua a legislação específica, assim sendo, votamos pela sua aprovação, presente os pressupostos de ordem constitucional e regimental. É o voto PARECER DA COMISSÃO: Os membros da Comissão de Constituição e Justiça e Redação Final, votam pela aprovação do Projeto de Lei nº 103/2009, em parecer terminativo, nos termos da Resolução Legislativa nº 449 de 24 de junho de É o parecer. SALA DAS COMISSÕES DEPUTADO LÉO FRANKLIM, 09 de junho de TE DEPUTADO RUBENS PEREIRA JÚNIOR PRESIDEN- DEPUTADO PAVÃO FILHO RELATOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E REDAÇÃO FINAL PARECER Nº 135/2009 RELATÓRIO: Tramita nesta Comissão Técnica, para análise e emissão de parecer, o Projeto de Lei nº 107/2009, de iniciativa da ilustre Deputada

42 42 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE 2009 FÁTIMA VIEIRA, que considera de Utilidade Pública a Fundação Cadoz, com sede e foro no Município de Cajarí, no Estado do Maranhão. Trata-se de uma entidade civil, sem fins lucrativos, tem por objetivo mobilizar e organizar as pessoas integrantes da comunidade e viabilizar-lhes a participação no processo de desenvolvimento comunitário, promover e incentivar a produção agrícola, realizar obras de melhoramentos da comunidade. À vista da documentação acostada ao presente Projeto de Lei, conclui-se que a mesma atende as exigências legais. Ressalte-se ademais, que o Projeto de Lei em consideração obedece aos ditames da boa técnica legislativa. VOTO DO RELATOR: A proposição sob exame está redigida de acordo com o que preceitua a legislação específica, assim sendo, votamos pela sua aprovação, presente os pressupostos de ordem constitucional e regimental. É o voto PARECER DA COMISSÃO: Os membros da Comissão de Constituição e Justiça e Redação Final, votam pela aprovação do Projeto de Lei nº 107/2009, em parecer terminativo, nos termos da Resolução Legislativa nº 449 de 24 de junho de É o parecer. SALA DAS COMISSÕES DEPUTADO LÉO FRANKLIM, 09 de junho de TE DEPUTADO RUBENS PEREIRA JÚNIOR PRESIDEN- DEPUTADO PAVÃO FILHO RELATOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E REDAÇÃO FINAL PARECER Nº 137/2009 RELATÓRIO: Tramita nesta Comissão Técnica, para análise e emissão de parecer, o Projeto de Lei nº 109/2009, de iniciativa do ilustre Deputado VALDINAR PEREIRA BARROS, que considera de Utilidade Pública a Associação de Moradores da Comunidade do Distrito de Bananal, Município de Governador Edson Lobão MA. Trata-se de uma entidade civil, sem fins lucrativos, tem por finalidade de identificar as condições sociais, educacionais, sanitárias, assistências e outras da comunidade, seus problemas, recursos e aspirações, promover e contribuir para a formação e desenvolvimento da vida comunitária entre os moradores, bem como, de todas as entidades e organizações existentes. À vista da documentação acostada ao presente Projeto de Lei, conclui-se que a mesma atende as exigências legais. Ressalte-se ademais, que o Projeto de Lei em consideração obedece aos ditames da boa técnica legislativa. VOTO DO RELATOR: A proposição sob exame está redigida de acordo com o que preceitua a legislação específica, assim sendo, votamos pela sua aprovação, presente os pressupostos de ordem constitucional e regimental. É o voto PARECER DA COMISSÃO: Os membros da Comissão de Constituição e Justiça e Redação Final, votam pela aprovação do Projeto de Lei nº 109/2009, em parecer terminativo, nos termos da Resolução Legislativa nº 449 de 24 de junho de É o parecer. SALA DAS COMISSÕES DEPUTADO FRANKLIM, 09 de junho de TE LÉO DEPUTADO RUBENS PEREIRA JÚNIOR PRESIDEN- DEPUTADO PAVÃO FILHO RELATOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E REDAÇÃO FINAL PARECER Nº 138/2009 RELATÓRIO: Tramita nesta Comissão Técnica, para análise e emissão de parecer, o Projeto de Lei nº 110/2009, de iniciativa do ilustre Deputado VALDINAR PEREIRA BARROS, que considera de Utilidade Pública a Associação de Apoio à População e às Instituições Organizadas do Maranhão APOIO. Trata-se de uma entidade civil, sem fins lucrativos, tem por finalidade de promover a educação através da implantação, acompanhamento e fortalecimento das escolas comunitárias, promover ações de geração de trabalho e renda, promover a defesa da saúde e assistência social para todos. À vista da documentação acostada ao presente Projeto de Lei, conclui-se que a mesma atende as exigências legais. Ressalte-se ademais, que o Projeto de Lei em consideração obedece aos ditames da boa técnica legislativa. VOTO DO RELATOR: A proposição sob exame está redigida de acordo com o que preceitua a legislação específica, assim sendo, votamos pela sua aprovação, presente os pressupostos de ordem constitucional e regimental. É o voto PARECER DA COMISSÃO: Os membros da Comissão de Constituição e Justiça e Redação Final, votam pela aprovação do Projeto de Lei nº 110/2009, em parecer terminativo, nos termos da Resolução Legislativa nº 449 de 24 de junho de É o parecer. SALA DAS COMISSÕES DEPUTADO LÉO FRANKLIM, 09 de junho de TE DEPUTADO RUBENS PEREIRA JÚNIOR PRESIDEN- DEPUTADO PAVÃO FILHO RELATOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E REDAÇÃO FINAL P A R E C E R Nº 139 / 2009 RELATÓRIO: Cuida-se da análise de constitucionalidade, legalidade e juridicidade do Projeto de Lei Ordinária nº 102/2009, que dispões sobre a Língua Brasileira de Sinais Libras, como disciplina curricular obrigatória no sistema de ensino do Estado do Maranhão. Conforme o art. 26 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, o currículos do ensino médio e fundamental devem ter uma base nacional comum em todos os Estados e uma parte a ser complementada consoante a peculiaridades regionais e locais da região, incluído aí a questão cultural, social e econômica. Vejamos o que diz o referido artigo: Art. 26. Os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e estabele-

43 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE cimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela. 1º. Os currículos a que se refere o caput devem abranger, obrigatoriamente, o estudo da língua portuguesa e da matemática, o conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política, especialmente do Brasil. 2º. O ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos. 3º. A educação física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente curricular da Educação Básica, ajustando-se às faixas etárias e às condições da população escolar, sendo facultativa nos cursos noturnos.... 5º. Na parte diversificada do currículo será incluído, obrigatoriamente, a partir da quinta série, o ensino de pelo menos uma língua estrangeira moderna, cuja escolha ficará a cargo da comunidade escolar, dentro das possibilidades da instituição. Desta forma, a definição dos currículos escolares, em relação às partes complementares, deve ser realizada numa ampla discussão entre os órgãos responsáveis pela educação no Estado com a orientação do Ministério da Educação. E sobre o assunto, vale aqui salientar o entendimento do esposado pela Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados, in verbis: Conclui-se, portanto, à luz dos argumentos tratados neste Estudo Técnico( itens 2 a 6), que atividades legisferantes sobre currículo escolar não são da competência do Poder Legislativo, mas sim das próprias escolas, de suas comunidades, do Conselho Nacional de Educação e dos Conselhos Estaduais, Distrital e Municipais de Educação, com orientação dada pelo Poder Executivo, via Ministério da Educação-MEC. Ressalta-se que, além do Ministério da Educação propor as diretrizes curriculares, estas devem passar pela análise da Câmara de Educação Básica ( art. 9º, 1º, c da Lei nº 9.131/95), vejamos: Art. 9 As Câmaras emitirão pareceres e decidirão, privativa e autonomamente, os assuntos a elas pertinentes, cabendo, quando for o caso, recurso ao Conselho Pleno. 1 São atribuições da Câmara de Educação Básica: a. examinar os problemas da educação infantil, do ensino fundamental, da educação especial e do ensino médio e tecnológico e oferecer sugestões para sua solução; b. analisar e emitir parecer sobre os resultados dos processos de avaliação dos diferentes níveis e modalidades mencionados na alínea anterior; c. deliberar sobre as diretrizes curriculares propostas pelo Ministério da Educação e do Desporto; d. colaborar na preparação do Plano Nacional de Educação e acompanhar sua execução, no âmbito de sua atuação; e. assessorar o Ministro de Estado da Educação e do Desporto em todos os assuntos relativos à educação básica; f. manter intercâmbio com os sistemas de ensino dos Estados e do Distrito Federal, acompanhando a execução dos respectivos Planos de Educação; g. analisar as questões relativas à aplicação da legislação referente à educação básica; Deve-se verificar, também, se tais disciplinas se coadunam com o Plano Nacional de Educação e com o Plano Estadual de Educação que são elaborados pelo Poder Executivo, então, desta forma, este Poder é quem possui melhores condições de definir quais as disciplinas necessárias para integrar os currículos das escolas públicas. A título de ilustração, faz-se necessário citar as competências do Estado definida pela LDB (Lei nº 9.394/96), in verbis: Art. 10. Os Estados incumbir-se-ão de: I - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais dos seus sistemas de ensino; II - definir, com os Municípios, formas de colaboração na oferta do ensino fundamental, as quais devem assegurar a distribuição proporcional das responsabilidades, de acordo com a população a ser atendida e os recursos financeiros disponíveis em cada uma dessas esferas do Poder Público; III - elaborar e executar políticas e planos educacionais, em consonância com as diretrizes e planos nacionais de educação, integrando e coordenando as suas ações e as dos seus Municípios; IV - autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar, respectivamente, os cursos das instituições de educação superior e os estabelecimentos do seu sistema de ensino; V - baixar normas complementares para o seu sistema de ensino; VI - assegurar o ensino fundamental e oferecer, com prioridade, o ensino médio. Com efeito, o cumprimento das inúmeras leis ou aprovação das proposições incluindo disciplinas nos currículos das escolas públicas no Estado do Maranhão, levaria os alunos a uma carga-horária impraticável. O que se verifica hoje são Leis definindo disciplinas sem nenhuma eficácia material, ou seja, sem efetividade. Destaco, inclusive, que há duas leis incluindo Direitos Fundamentais nos currículos escolares das escolas públicas do Maranhão, sendo uma para o Ensino Médio ( Lei 7.804, de 26 de dezembro de 2002) e outra para o Fundamental ( Lei 8.073, de 07 de janeiro de 2004) com grade curricular distintas, o que mostra a falta de diálogo na elaboração de tais currículos e o perigo da imposição de tais disciplinas por Lei de iniciativa do Poder Legislativo, sem uma discussão adequada. Do exposto, ao Poder Legislativo não compete determinar as disciplinas que compõe os currículos escolares, podendo utilizar de outros meios do processo legislativo como: audiências públicas, indicações entre outros. VOTO DO RELATOR: Isto posto, somos pela rejeição do projeto de lei com base nos fundamentos supracitados. É o Voto PARECER DA COMISSÃO: Os membros da Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final votam pela rejeição do Projeto de Lei nº 102/2009, nos termos do voto do relator. É o parecer SALA DAS COMISSÕES DEPUTADO LÉO FRANKLIM, em 09 de junho de 2009 TE DEPUTADO RUBENS PEREIRA JÚNIOR PRESIDEN- DEPUTADO PAVÃO FILHO RELATOR DEPUTADO EDIVALDO HOLANDA

44 44 QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE 2009 ESTADO DO MARANHÃO ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA PALÁCIO MANOEL BEQUIMÃO PODER LEGISLATIVO EDITADO PELA DIRETORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL Registro no cartório de títulos e documentos sob os números e Av. Jerônimo de Albuquerque, S/N - Sítio Rangedor - Cohafuma Fone (98) CEP.: São Luís - MA Site: [email protected] MARCELO TAVARES Presidente JORGE VIEIRA Diretor de Comunicação

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