Recursos pesqueiros: passado, presente e perspectivas. Jorge Lins

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1 Recursos pesqueiros: passado, presente e perspectivas Jorge Lins Laboratório rio de Biologia Pesqueira Departamento de Oceanografia e Limnologia Universidade Federal do Rio Grande do Norte

2 PRODUÇÃO MUNDIAL DE PESCADO produção (1.000 t.) , , , , , , , , , ,0 0, : : 17 milhões de t. 2006: : 83 milhões de t. Incremento de aprox. 5 vezes Estado dos estoques (2004) Pelágicos: 47,0% 77,0% Fonte: FAO

3 Produção Atlantico Sul , ,0 produção (1.000 t.) , , , ,0 0, : : 4 milhões de t. 2006: : 22 milhões de t. Incremento de aprox. 5,5 vezes

4 Histórico das capturas mundiais de BIGEYE por períodos de 10 anos Thunnus obesus Fonte:Fonteneau, 2002

5 Fonte:Fonteneau, 2002

6 1990 a 2000 Fonte:Fonteneau, 2002

7 ,00 PRODUÇÃO NACIONAL POR REGIÃO GEOGRAFICA 29,1% 30,4% produção (t.) , , , , ,00 Produção: ,0 t , ,00 0,00 região Norte Região Nordeste região Sudeste região Sul Receita: 1,0 bilhão de reais , ,00 PESCA ARTESANAL NE: 93,2% , ,00 PESCA INDUSTRIAL S: 89,2% , ,00 produção (t.) , , , ,00 S: 10,8% produção (t.) , , , ,00 NE: 6,8% , ,00 0,00 região Norte Região Nordeste região Sudeste região Sul 0,00 região Norte Região Nordeste região Sudeste região Sul Fonte: CEPENE/IBAMA

8 COMPOSIÇÃO DAS CAPTURAS NACIONAIS DE PESCADO participação (%) Produção total: ,0 t. 0 atuns e afins bagres cações e arraias peixes de fundo peixes de demersais sardinhas tainhas produção (t.) , , , , , ,00 0,00 REGIÃO NORDESTE Peixes: 77,0% Crustáceos: 19,4% Moluscos: 3,6% peixes crustaceos moluscos participação (%) ,3% atuns e afins bagres cações e arraias REGIÃO NORDESTE peixes de fundo 9,6% 9,3% peixes de demersais sardinhas 33,2% tainhas Fonte: Cepene/IBAMA

9 PRODUÇÃO PESQUEIRA DO NE EM 2005 produção (t.) , , , , , , , , , ,00 0,00 25,0% 20,0% 16,6% 12,4% Piauí Ceará Rio Grande do Norte Paraiba Pernambuco Alagoas Sergipe Bahia 44 Colônias de Pesca 25 municípios costeiros 29 Colônias de Pesca (costeiras)

10 Àreas de pesca (costeira e oceânica)

11 PESCA ARTESANAL Principais Apetrechos de pesca

12 PESCA ARTESANAL produção (t.) , , , , , , , , ,0 0, Durante o período de 1995 a 2006, a produção de pescado no Rio Grande do Norte aumentou consideravelmente, passando de ,4 t. em 1995, para ,2 t. em 2006, entretanto somente a partir de 1999 a produção pesqueira foi superior a t.

13 nb de embarcações n = embarcações Característica da frota pesqueira Barco a motor Bote a vela Canoa Paquete a vela Em 1995 a frota pesqueira do Rio Grande do Norte era composta de embarcações ões, com predominância de canoas (983 unidades) e de paquetes a vela (920 unidades), neste período o número de embarcações a motor era de 731 e botes a vela 696. Em 2000 a frota já contava com embarcações, e em 2005 atingiu unidades nb de embarcações

14 Perfil do pescador artesanal a maioria é de pescadores (66%) do sexo masculino (73,5%), possuem o 1 0 grau incompleto (54,0%), sendo que 12,6% não são alfabetizados. Verifica-se que 60,9% possuem renda familiar mensal de até 1 salário mínimo e 32,6% ganham de 2 a 3 salários.

15 PESCA INDUSTRIAL 350,0 300,0 250,0 200,0 150,0 100, ,0 0,0 Albacoras* Agulhão Vela Agulhão Branco Agulhão Negro Espadarte Cação Raposa Cação Panam Cação Branco Cação Azul Cação Cavala Cação Jaguara Dourado Cavala capturas (t.) 1.800, , , , ,0 800,0 600,0 400,0 0,0 200, Albacoras* Agulhão Vela Agulhão Branco Agulhão Negro Espadarte Cação Raposa Cação Panam Cação Branco Cação Azul Cação Cavala Cação Jaguara Dourado Cavala capturas (t.) albacora espadarte tubarões 5.000, , , , , , , , ,0 500,0 0,0 1995: 387,3 t. 2006: 4.349,9 t. (> 11,2 vezes) participação relativa na produção capturas (t.)

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17 Fauna Acompanhante Agulhões

18 Capturas Acidentais

19 Capturas de indivíduos duos Juvenis

20 Dentre os principais problemas enfrentados pelo setor pesqueiro, podemos citar: a) Pesca artesanal: Baixas condições de vida e insalubridade dos pescadores artesanais; Elevado grau de analfabetismo; Técnicas e petrechos da pesca primitivos e ineficientes; Dificuldade de acesso a linhas de financiamento; Infra-estrutura de armazenamento e comercialização deficientes; Especulação imobiliária com a conseqüente destruição de zonas de manguezais e áreas estuarinas, essenciais ao ciclo de vida de inúmeras espécies, e o desmantelamento das vilas de pescadores; Pescadores não qualificados em novas tecnologias de captura e processamento ocessamento.

21 b) Pesca industrial: Elevado custo de captura, especialmente de combustível, o qual responde por grande parte dos custos das operações de pesca; Falta de informações biológicas e oceanográficas que subsidiem a pesca, e que permitam, simultaneamente, uma administração e uma regulamentação eficiente do recurso pesqueiro; Dificuldades de acesso a linhas de crédito que contemplem as peculiaridades do setor; Inadaptação do pescador artesanal à faina da pesca industrial; e Carência aguda de mão de obra especializada.

22 AÇÕES DE QUALIFICAÇÃO DE PESCADORES (ARTESANAL E INDUSTRIAL) JÁJ REALIZADAS NO RN

23 Recursos financeiros do Governo do Estado do RN coordenação da UFRN

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27 Curso de Capacitação de Pescadores Profissionais para a Pesca Oceânica de Atuns e Afins no Brasil Recursos financeiros da SEAP-PR e coordenação da UFRPE e UFRN Modulo Descrição Instrutores Carga horária Teórica Pratica I Introdução a pesca de atuns e afins Áreas de ocorrência, características oceanográficas e identificação das espécies José Garcia Junior 12 4 II Rotinas operacionais de pesca de uma embarcação atuneira (espinhel) Gustavo José Gonçalves de Oliveira 12 4 III Montagem e manutenção de um espinhel pelágico de monofilamento Elizeu Augusto de Brito 4 16 IV Qualidade do pescado a bordo e higienização e sanitização a bordo Michelle Melo da Silva 8 6 V Operação de embarcações na navegação oceânica e segurança no mar Valdeci Santiago Costa 8 0 VI Legislação e política pesqueiras Jorge Eduardo Lins 4 0 Outubro de 2005 RN foram qualificados 65 pescadores

28 Ações de incentivo a atividade pesqueira: Implementação de programa visando a renovação da frota pesqueira Implementação de Escolas de Pesca, objetivando: a) Qualificação e requalificação de pescadores, mestres e técnicos em pesca; b) Transferência de novas tecnologias; d) Educação ambiental e gestão de recursos naturais. Resultados esperados a médio e longo prazo: a) Reorganização das associações e cooperativas de pescadores; b) Diminuição da pressão de pesca nas áreas estuarinas e costeiras tradicionalmente exploradas; c) Desenvolvimento de atividades pesqueiras em novas áreas de pesca, utilizando novas tecnologias; d) Melhoria na qualidade do pescado (incremento na receita); e) Promoção da melhoria da qualidade de vida dos pescadores; f) Desenvolvimento da atividade pesqueira no Estado.

29 OBRIGADO

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