Profª Anna Kossak-Romanach 01.01
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- Eugénio Paixão Alcântara
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1 Profª Anna Kossak-Romanach 01.01
2 Conteúdo 1. Título: Abrangência terapêutica das Ultra Diluições Hahnemannianas ou UDH. 2. Listagem de tópicos. 3. Os princípios terapêuticos na história da Medicina. 4. Hipócrates ( a.c.). 5. Homeopatia no esquema das terapêuticas de Hoff-Ritter. 6. Critérios determinantes das especialidades médicas. 7. Posicionamento da Homeopatia nas zonas de influência farrmacológica secundária. 8. Homeopatia no domínio dos efeitos reacionais secundários, inversos. 9. Domínio terapêutico condicionado ao princípio da semelhança. 10. A cura como resultado do condicionamento ao princípio da semelhança. 11. Situações relacionadas a diferentes níveis de semelhança. 12, Doses mínimas e possibilidades terapêuticas. 13. Homeopatia como resultado da conjunção de fatores definidos. 14. As 3 originalidades da Homeopatia. 15. As semelhanças semiológicas ou sintomáticas do doente. 16. Homeopatia e predisposições mórbidas. 17. Homeopatia, tratamento do terreno como predisposição mórbida. 18. Doenças crônicas e universalidade dos sintomas. 19. Alopatia nas interfases de episódios recorrentes agudos. 20. O homem como unidade. Homeopatia entre as correntes sintéticas da Medicina. 21. A unidade psico-neuro-endócrino-imunitária. 22. Possibilidades imunitárias das doses mínimas. 23. Homeopatia, um recurso de hipossensibilização inespecífica frente à agressão. 24. UDH entre os moduladores de resposta em doenças de hipersensibilidade. 25. Estudo comparativo entre princípio da semelhança e princípio da identidade. 26. Possibilidades outras das UDH. 27. Diferenciação entre Enantiopatia, Homeopatia, Isoterapia e Vacinas. 28. Procedimentos mediante UDH, não subordinados ao critério homeopático. 29. Exemplo de prescrição sob critério agudo e específico: medicamentos homeo-traumáicos de S.B. Costa. 30. Anteposição patogenética, como recurso dissuasivo no alcoolismo. 31. Emprego empírico das UDH. 32. Cadmium sulfuricum, exemplo de empirismo em citações esparsas. 33. Empirismo a serviço da Matéria Médica. 34. Contribuição da Clínica Médica baseada nas reações adversas da sulfanilamida. 35. UDH e seu alcance ambulatorial e de saúde pública. 36. Limitações do tratamento mediante estímulo de semelhança. 37. Exemplos de prescrição de UDH baseados em especificidade farmacodinâmica. R F 46. Erisipela e edema de membros inferiores. Apis mellifera. R.6396 F 83. Ceratose actínica. Sulfanilamida C Fim
3 OS PRINCÍPIOS TERAPÊUTICOS NA HISTÓRIA DA MEDICINA PRINCÍPIO DOS SEMELHANTES a doença é produzida pelos semelhantes e, através dos semelhantes, o paciente retorna à saúde. Hypócrates PHYSIS, A FORÇA CURATIVA DA NATUREZA PRINCÍPIO DOS CONTRÁRIOS 3
4 Hipócrates ( a.c.)
5 Posicionamento da HOMEOPATIA NO ESQUEMA DAS TERAPÊUTICAS. Esquema de Hoff-Ritter Possibilidades terapêuticas: 1 - Terapêutica artificial - sem cooperação direta do organismo): - Terapêutica sintomática (princípio dos contrários). - Terapêutica de substituição: hormônios, vitaminas, sais minerais. - Terapêutica antiparasitária, antibioticoterapia, quimioterapia. 2 - Terapêutica de regulação - com aproveitamento da tendência natural do organismo no sentido da cura : - Terapêutica de estímulos específicos : Vacinoterapia, Isoterapia. - Terapêutica de estímulo inespecífico: Homeopatia. - Fitoterapia - Psicoterapia - Acupuntura 5
6 Critérios determinantes das especialidades 1. ESTUDO APROFUNDADO de um ORGÃO, de um APARELHO, sob CRITÉRIO TOPOGRÁFICO ou ORGANO-FUNCIONAL Oftalmologia, Cardiologia, Dermatologia, Otorrinolaringologia, Gastroenterologia. 2. MECANISMO Oncologia, Alergologia, Reumatologia. 3. SISTEMAS Neurologia, Endocrinologia. 4. CARÁTER SOCIAL Saúde Pública, Higiene, Medicina do Trabalho. 5. PERÍODO DA VIDA Pediatria, Geriatria. 6. RELAÇÃO AO SEXO E ÓRGÃOS DA REPRODUÇÃO Ginecologia, Obstetrícia. 7. TÉCNICAS E MÉTODOS DE DIAGNÓSTICO Radiologia, Histopatologia. 8. MÉTODOS TERAPÊUTICOS Cirurgia, Fisioterapia, Psicoterapia, Hemoterapia HOMEOPATIA.
7 Zonas de atividade farmacológica ZONAS 1. LETAL Existe somente a ação PRIMÁRIA das grandes doses. Não existe oportunidade de reação de defesa. Depende da natureza da droga. É irreversível. 2. TÓXICA OU DE VENENO Ação PRIMARIA das grandes doses. Pode sobrevir o efeito SECUNDÁRIO na fase de restabelecimento do paciente. As lesões mais graves podem persistir. 3. FARMACO- DINÂMICA OU EXPERIMENTAL É importante a ação PRIMÁRIA. Também importam: inversão simples de ação, as ações bi e trifásicas e o efeito secundário reacional. Perturbações transitórias. Afinidades eletivas. Zona de base para experimentação no homem sadio. 4. ALOPÁTICA ENANTIOPÁTICA FITOTERÁPICA Útil somente a fase PRIMÁRIA das grandes doses. A fase SECUNDÁRIA ocasional pode anular o efeito primário desejado. Doses ponderáveis. Princípio dos contrários. Critério dos diferentes. Lei da Fisiologia e da Patologia. 5. NEUTRA Sem ação primária. Sem efeito secundário. Alimentos. Agentes plásticos e energéticos. 6. MICROTERÁPICA MICRODINÂMICA, OLIGODINÂMICA Utiliza as especificidades primárias das pequenas doses. Pode acontecer situação de efeito secundário casual. Especificidade de células, tecidos, órgãos e sistemas. Medicamentos de qualquer natureza. Inclui remédios de drenagem e dos tecidos. 7. HOMEOPÁTICA SIMILTERÁPICA ISOTERÁPICA Contorna a ação primária. Utiliza o efeito secundário reacional, obrigatoriamente. Utiliza doses mínimas, imponderáveis. 8. INATIVA Ausência de ação. Ausência de ação. - 7
8 Desconcentração Homeopatia no domínio dos efeitos reacionais secundários, inversos. RESPOSTA DO DOENTE ÀS DOSES ÍNFIMAS CONDICIONADAS À SINTONIA DE SEMELHANÇA. Sintomas do DOENTE Potencial farmacodinâmico de determinado medicamento DOMÍNIO DAS AÇÕES # $ & * + Ø שׁ $ + # Zona de Transição Reverberação ou sintonia de semelhança Nível de ressonância das estruturas de defesa e cura. DOMÍNIO DO EFEITO SECUNDÁRIO 9
9 Micro terapias Imunoterapia Isoterapia Princípio da Identidade Domínio terapêutico condicionado ao princípio da semelhança Similterapia baseada em variadas possibilidades de semelhança Efeito secundário obrigatório Ultradiluições A B C E D HOMEOPATIA fundamentada na LEI DA SEMELHANÇA Tipos isolados de Semelhança H G F Domínio terapêutico alheio ao princípio da Semelhança ALOPATIA ENANTIOPATIA 9
10 A cura como resultado do condicionamento à correlação de semelhança. Consumação da Homeopatia lei da semelhança. Conjunção de 3 fatores condiciona a reação no sentido da cura. Totalidade sintomática do DOENTE Semiotécnica original hahnemanniana Acionamento da resposta orgânica Totalidade farmacodinâmica revelada mediante experimentação no homem são. Individualização medicamentosa. Matéria Médica Homeopática. 1 2 Efeito secundário. Obrigatório. Reacional. Inversão das ações. Limiar imponderável. DOSES MÍNIMA. Farmacotécnica original hahnemanniana 3 10
11 Situações relacionadas a diferentes níveis de semelhança 1. Semelhança entre a totalidade sintomática global do doente e os sintomas de determinada patogenesia Homeopatia Influência sobre o doente como unidade, incluindo manifestações concomitantes e predisposições mórbidas do terreno. 2. Semelhança isolada, parcial, regional, fisiopatológica, transitória ou aguda dos aspectos da doença - e as manifestações patogenéticas de determinado medicamento Similterapia Influência sobre a doença, ou em sofrimentos isolados, e não sobre o doente na totalidade 3. Situações de condicionamento restrito ao fator causal Isoterapia Influência específica sobre o alérgeno ou um tóxico. 11
12 Doses mínimas e possibilidades terapêuticas. Doses mínimas SEMELHANÇA traduzindo a TOTALIDADE DOS SINTOMAS DO DOENTE HOMEOPATIA ANALOGIA baseada em fator causal ou antígeno IDENTIFICADO ISOTERAPIA *ALERGOLOGIA IMUNOTERAPIA. Reações a drogas. MEDICINA LEGAL MEDICINA DO TRABALHO SITUAÇÕES ESPECIAIS Tropismos medicamentosos. Anteposição ou Indução patogenética intencional. Desbloqueio pós radioterapia. Foto-proteção. Afinidades toxínicas. Semelhança tóxica. Semelhança epidêmica. Semelhança fisiopatológica isolada. Propriedades isoladas: uso empírico. Não SÃO HOMEOPATIA verdadeira por prescindirem da totalidade de sintomas. NÃO são ISOTERAPIA. 12
13 HOMEOPATIA - UM SISTEMA TERAPÊUTICO - resultante da conjunção de fatores definidos. Lei da Semelhança 13
14 As 3 originalidades da Homeopatia 1ª ORIGINALIDADE Experimentação no homem sadio. PATOGENESIAS MATÉRIA MÉDICA HOMEOPÁTICA 2ª ORIGINALIDADE - Semiologia original Remédio Único. Semelhanças semiológicas e não semelhanças nosológicas. 3ª ORIGINALIDADE - Doses reduzidas ou infinitesimais. 14
15 Correlação entre as totalidades sintomáticas do doente e do medicamento. SEMELHANÇAS SEMIOLÓGICAS não são SEMELHANÇAS PATOLÓGICAS ou NOSOLÓGICAS A similitude homeopática entre 2 doenças uma natural e outra experimental - significa, não a comparação de 2 doenças, mas sim a correlação entre 2 síndromes semelhantes dotadas de 2 etiologias fundamentais diferentes e independentes. 15
16 HOMEOPATIA E PREDISPOSIÇÕES MÓRBIDAS Homeopatia representa o único recurso terapêutico direcionado ao terreno como predisposição mórbida. Sua importância é decisiva desde o atendimento infantil, enquanto diáteses determinantes das futuras doenças repetitivas e irreversíveis ainda são passíveis de serem minoradas ou evitadas mediante o atendimento periódico, dentro da correlação de semelhança global. 16
17 HOMEOPATIA, TRATAMENTO DO TERRENO COMO PREDISPOSIÇÃO MÓRBIDA Nos surtos de agudização importa a predisposição do terreno. Somente a metodologia hahnemanniana, mediante o recurso de estímulo específico a cada doente, viabiliza a reversão gradativa a estado mais favorável. Nos períodos de acalmia, ou de intercrise, sempre será possível identificar o simillimum atualizado baseado em detalhes, modalidade e sintomas subjetivos, o qual influenciará o terreno de modo a:! Espaçar ou prevenir novos episódios agudos. Minimizar as crises agudas, tornando-as menos perigosas. Modificar o modo reacional do terreno a ponto de impedir o retorno do desequilíbrio que motivou a doença. 17
18 Terreno e predisposições mórbidas. Doenças crônicas e Universalidade dos sintomas. Gráfiico adaptado de J.S.François; Élements d`étude de l`homeopathie. Moulins, Fr., Maisonneuve,
19 CRISES RECORRENTES DE DOENÇA CRÔNICA. Restrições dos recursos habituais. TRATAMENTO DEVE TRATAR DA CRISE DEVE DAR APOIO NO PERÍODO INTER-CRISE DIMINUIR A FREQÜÊNCIA DAS CRISES DIMINUIR A INTENSIDADE DAS CRISES DIMINUIR A DURAÇÃO DAS CRISES DIMINUIR OS CUSTOS DA MEDICAÇÃO SINTOMÁTICA USUAL? TRATAMENTO DE BASE!? 19
20 O HOMEM COMO UNIDADE CORRENTES SINTÉTICAS DA ATUALIDADE Medicina psicossomática SISTEMAS ORGÂNICOS ENVOLVIDOS Sistema neuro-vegetativo Sistema endócrino Medicina córtico-visceral de Pavlov Reflexoterapia nêurica HOMEOPATIA Homeostase Meio líquido intersticial: sangue, linfa. Sistema imunitário Sistema de estresse. S.G.A. Cibernética (feedback) Sistemas complexos. O ser humano reage de modo unitário frente: A) aos agentes nóxios; B) à experimentação patogenética: C) ao meio ambiente. 20
21 Homeopatia entre as Correntes sintéticas da Medicina UNIDADE PSICONEURO-ENDÓCRINO-IMUNITÁRIA O ser humano reage de modo global (como sistema) frente aos agentes nóxios à experimentação patogenética ao meio ambiente A Unidade Bio-Psico-Social encontra apoio nas CORRENTES SINTÉTICAS DA MEDICINA, especialmente na MEDICINA PSICOSSOMÁTICA REFLEXOTERAPIA NÊURICA ENDOCRINOLOGIA FISIOPATOLOGIA DE ADAPTAÇÃO 21
22 Possibilidades imunitárias das doses mínimas - quadros de intolerância favorecendo permissividade ao antígeno; - fenômenos de hipersensibilidade mobilizando o organismo no sentido da hipossensibilização específica ou inespecífica; - estados de suscetibilidade ou predisposição mórbida propiciando melhores condições de homeostase frente a microorganismos e outras agressões, inclusive emocionais. 22
23 HOMEOPATIA, UM RECURSO DE HIPOSSENSIBILIZAÇÃO INESPECÍFICA Variantes de HIPOSSENSIBILIZAÇÃO ESPECÍFICA - Visa UM alérgeno. POLIVALENTE - Emprega grupo de substâncias da mesma natureza que inclui o alérgeno principal. Também determinado produto químico que dá origem a múltiplos derivados. INESPECÍFICA - Emprega substâncias quimicamente alheias ao agente responsável, porém capazes de moderar a resposta imunitária. H o m e o p a t i a 23
24 U.D.H. = Moduladores de resposta em doenças de hipersensibilidade. Tipos de reação Causas: Extrínseca Intrinseca Procedimento de eleição Condicionamento Observações. Objetivo terapêutico Reação local à droga Alérgeno simples ou complexo 1. Isoterapia. 2. Homeopatia. 1. Identidade ou afinidade. Dose mínima. 2. Totalidade sintomática. 1. Específico. 2. Inespecífico. Reação geral à droga Alérgeno simples ou complexo 1. Isoterapia. 2. Homeopatia 1. Identidade ou afinidade de alérgeno. Dose mínima. 2 Totalidade sintomática. 1. Específico. 2. Inespecífico Doenças atópicas Predisposição do terreno Homeopatia, recurso de eleição. Válidos outros recursos. Lei da semelhança. Dose mínima. Visa o doente. Independe da natureza do alérgeno. Hipersensibilidade do tipo I imediato Exposição ao alérgeno 1. Mediadores diluídos (Imunoterapia). 2. Efeito secundário de fármacos causais de espasmo e edema (Similterapia) 1. Modulação da resposta imunitária. 2. Similitude parcial, fisiopatológica. Paciente em risco, internado, com plantonistas em rodízio, receberá atendimento clássico. Inter-fase. Acalmia. Predisposição do terreno Homeopatia, recurso de eleição. Lei da semelhança. Sempre totalidade sintomática. Visa o doente. Não depende da natureza do alérgeno. 24
25 Objetivo da semelhança global, da semelhança reduzida e do princípio da identidade. Homeopatia. Similterapia ou Homeopatia reduzida. Isoterapia. Princípio da semelhança 25
26 Possibilidades terapêuticas das ultra-diluições hahnemannianas Doses mínimas SEMELHANÇA traduzindo a TOTALIDADE DOS SINTOMAS DO DOENTE HOMEOPATIA ANALOGIA baseada em fator causal ou antígeno IDENTIFICADO ISOTERAPIA *ALERGOLOGIA IMUNOTERAPIA. Reações a drogas. MEDICINA LEGAL MEDICINA DO TRABALHO SITUAÇÕES ESPECIAIS Tropismos medicamentosos Anteposição ou Indução patogenética intencional Desbloqueio pós radioterapia Foto-proteção Afinidades toxínicas Semelhança tóxica Semelhança epidêmica. Semelhança fisiopatológica isolada. Propriedades isoladas: uso empírico. Não SÃO HOMEOPATIA verdadeira por prescindirem da totalidade de sintomas. NÃO são ISOTERAPIA. 26
27 Diferenciação conceitual entre medicamentos de uso enantiopático, homeopático, isoterápico e vacinas. Procedimento Caracterização Natureza Critério de prescrição Interpretação e justificativa Mecanismos Condições do indivíduo Dose Via de introdução Freqüência da dose Enantiopático Homeopático Isoterápico Vacinas Todos os reinos da natureza. Princípio dos contrários. Oposição ao sofrimento do paciente. Alívio imediato da doença. Etiologia, Impositivo. Inespecífico ao doente. Oposição. Fisiopatologia. Portador de determinadas alterações, queixas. Quantidade adequada ao peso e idade. Todos os reinos da natureza. Lei da semelhança. Totalidade sintomática decide. Estímulo defesa global. Terreno, predisposições. Reacional. Modulador. Específico ao doente. Inespecífico à causa. Doente na totalidade. Semiologia original. Quantidade não importa. Decide a semelhança. Todos os reinos da natureza. Fator etiológico decide. Conjunto sintomas não é considerado. Hipossens., tolerância específica. Não global. Reacional. Modulador. Específico ao alérgeno. Inespecífico ao doente Etiologia. Doente na parcialidade. Local. Quantidade não importa. Decide o fator desencadeante. Todas as vias. De preferência oral. Todas vias. Preferenc. sublingual, mucosas. Variável conforme propriedades fármacológicas. Preferível dose única. Depende do médico e da resposta do doente. Dose única ou diárias. Tempo limitado. Mais usadas C6, C9 e C 12. Extratos alergênicos. Predominantemente proteínas. Finalidade preventiva. Frente a agentes biológicos e alérgenos. Formação de anticorpos específicos. Reacional. Imunomodulador. Estímulo de células imunocompetentes. Indivíduo sadio. Excepcionalmente doente. Adaptada à idade. Hipossensibilização sob critério crescente das doses. Predominantemente injetável. Todas as vias. Vacinas profiláticas, geralmente únicas. Extratos alergênicos, repetidos até vários anos. Toxicidade Ocasional. Previsível. Sem toxicidade. Sem toxicidade. Seguramente atóxica. Reações gerais. Imprevisíveis. Raras. Variantes reacionais. Eventuais fugazes, Possíveis reações anafiláticas. Raramente óbito. 27
28 UDH - Situações não subordinadas à semelhança entre farmacodinamia e totalidade sintomática. Aspectos práticos Categorias Procedimentos Critérios ou base Grau das diluições Natureza do Medicament o Nível Farmacológico Decorrência Hipóteses. Propriedades excepcionais a.= Apis mellifera b.= Sulfanilamida c. = Cadmium sulfuricum a,b Fotosensibilidade. c) Bloqueio pós radioterapia. (uso empírico). Ultradiluições obrigatórias. Vegetal. Mineral. Animal. Secundário a) Fotoproteção. b) Fotoproteção. Resolução de edemas. c) Desbloqueio reacional. Mecanismo ignorado. Hemoterapia Toxinas e fatores mórbidos circulantes. Baixas e médias diluições. Sangue por definição. Secundário Detoxicação. Detoxinação. Mecanismo ignorado. Drenagem de Vannier Toxinas circulantes e fixas nos tecidos. Ponderáveis. Diluições baixas. Vegetal Dominante. Primário Estímulo de células, tecidos e órgãos. Desintoxinação. Microterapias a. Microfitoterapia b. Microgemoterapia. c. Microorganoterapia d. Homotoxoterapia. a.b. Cito, histo e organotropismo. c. Estímulo de órgãos. d. Tóxicos, toxinas. a.b. = ponderáveis e baixas. c= ponderáveis e altas. d = desde baixas a altas. a.b. = vegetal c. = animal d. = vegetal mineral animal Primário Às vezes, secundário. Estímulo de células, tecidos, Órgãos e aparelhos. Detoxicação. Desintoxinação. 28
29 MMH. Principais correlações HOMEO -TRAUMÁTICAS. De Prof. Silvio Braga e Costa. RJ. Grupamentos medicamentosos sob critério de especificidade farmacodinâmica,em torno de processos traumáticos e infecciosos de variadas causas e diferentes evoluções. 29
30 Anteposição patogenética como recurso dissuasivo no alcoolismo. Sulfuricum acidum C 30 no alcoolismo Vivência da autora. Nos anos o Sulfuricum acidum C 30, empregado em 434 alcoólatras, fez aparecer sintomas novos, desagradáveis, - geralmente imediatos à ingestão de álcool - suficientes para desencorajar os viciados a ingerir bebidas alcoólicas. Estes sintomas indesejáveis, que se repetiram nos diferentes grupos de observação, lembraram os efeitos do antabus. Resultado bom e com observação superior a 1 ano alcançou 67 %. Em 1986 outro trabalho semelhante foi desenvolvido em São Paulo, em outro centro assistencial e com outra equipe médica. Resultados positivos - de sucesso e melhora - alcançaram 64,2 %. Obs. Em Hospitais norte-americanos especializados, com internação, tranqüilizantes, aversivos tradicionais e orientação psiquiátrica, a abstenção durante 1 ano (caso curado e acabado ) em 50 a 60 % dos casos, representava resultado ótimo (década 1960). 30
31 EMPREGO EMPÍRICO DAS ULTRADILUIÇÕES Empirismo = Doutrina ou atitude que admite, quanto à origem do conhecimento, que este provenha unicamente da experiência. Opõe-se ao racionalismo. 31
32 Cadmium sulfuricum - exemplo de empirismo em citações esparsas. Henry DUPRAT em 1947, na sua Matéria Médica Homeopática de 3 vol., acrescenta no capítulo de Cadmium sulfuricum: Conseqüências de aplicações de radium e de raios X. VOISIN (1949) relaciona a este sal as úlceras e câncer de estômago e duodeno. Bernardo VIJNOVSKY situa na patogenesia de Cadmium iodatum as queimaduras dolorosas decorrentes de radiações. 32
33 Empirismo a serviço da MMH Conhecimentos de natureza empírica podem ser incorporados à Matéria Médica Homeopática, desde que repetidamente comprovados. Muitas destas manifestações são impossíveis de serem engendradas patogeneticamente; elas decorrem de fatos clínicos curados na dependência de medicamento determinado. O empirismo, ainda quando fruto do acaso, pode gerar encadeamento de idéias que conduzem a atitudes válidas para pesquisa. As propriedades anti-edematosas e as fotoprotetoras do veneno apídeo, por exemplo, sobejamente comprovadas, inclusive em animais de laboratório, tiveram origem no empirismo. 33
34 Contribuição da Clínica Médica à MMH e a um problema atual crescente: as reações adversas aos derivados da sulfanilamida. A sulfanilamida teve a sua época de ouro na Medicina e competiu com os antibióticos. Sua importância cresceu e seu uso descontrolado motivou o surgimento de variados fenômenos indesejáveis tóxicos e alergênicos. A sulfanilamida foi submetida à experimentação no homem são e faz parte do arsenal homeopático sob o nome de Sulfanilamida C6, C 12, C Possui patogenesia. Atualmente, a Sulfanilamida se encontra em nova era de ouro, considerando que importantes antidiabetógenos derivam da sulfoniluréia, oriunda por sua vez das sulfonamidas, via sulfadiazina, derivada da sulfanilamida. Os usuários alérgicos a certos antidiabetógenos dispõem nas ultradiluições hahnemannianas de um valioso recurso, não substitutivo porém minimizante dos inconvenientes das doses maciças da droga que lhes é imprescindível. 34
35 Alcance ambulatorial da homeopatia A terapêutica homeopática é útil nos serviços de ambulatório, especialmente aos adultos poliqueixosos, aos quadros oligo e monossintomáticos, nas manifestações recorrentes agudas ou não, nas manifestações alternantes, nas crianças, nas gestantes e nos quadros agudos. Não sendo toda a Medicina, as suas limitações devem ser consideradas para que o doente não se iluda com resultados impossíveis. O aspecto prático mais importante consiste na orientação dos portadores de episódios agudos acerca da continuidade do tratamento de base, no sentido de alterar favoravelmente a predisposição mórbida do terreno. Entre os fatores que justificam a adoção da Homeopatia no atendimento público cumpre destacar a atoxicidade, mecanismo natural de cura, eficácia, fácil administração e custo acessível. 35
36 LIMITAÇÕES do TRATAMENTO MEDIANTE ESTÍMULO DA SEMELHANÇA 1. Fases terminais de doença. 2. Situações de falência imunitária. 3. Doenças genéticas. 4. Neuropatias. 5. Doenças degenerativas. Processos degenerativos senis. 6. Lesões irreversíveis. 7. Persistência dos fatores agressivos. 36
37 R Fem.46 a. Edema global de membros inferiores, com erisipelas repetidas nos últimos11 meses. Crises cada15 a 20 dias,com febre 39º. Deambulação difícil Manifestações da doente adulteradas por fármacos alopáticos, que dificultaram a identificação do simillimum. Prescrito Apis mellifera C 30, 2 vezes ao dia. Retornou no 25º dia devido a quadro diarréico, fato que propiciou a documentação do caso. UDH baseadas em especificidade farmacodinâmica: - Propensão a edema. - Fotossensibilidade. R Fem. 83 a. Encamimhada por colega alopata. Já operou 20 epiteliomas basocelulares nos antebraços e um da face. Há 7 meses surto de lesões nos membros superiores. Prescrita Sulfanilamida C 30, em doses diárias, sob critério exclusivo de fotoproteção. Sem recursos tópicos. 37
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