Profª Anna Kossak Romanach 11.01
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- Maria Eduarda da Rocha Quintanilha
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1 Profª Anna Kossak Romanach 11.01
2 Conteúdo 01. Doses mínimas ou ultradiluições hahnemannianas. 02. Conteúdo. 03. Farmacodinâmica. Conceito. 04. As 8 zonas de atividade farmacológica. 05. Corolários de Ross. 06. Fundamentos da Homeopatia. 07. Doses reduzidas, suscetibilidade e toxidez. 08. Redução das doses medicamentosas uma originalidade da Homeopatia. 09. Resposta do doente condicionada à similitude e ao efeito secundário de determinado medicamento. 10. Diluições + sucussões potencialização ou dinamização. 11. Etapas históricas sobre a teoria da potencialização. 12. Samuel Hahnemann ( ). 13. O estigma do soluto no solvente. (a) 14. O estigma do soluto no solvente, (b) 15. Os limites de AVOGADRO. 16. Qual a potência adequada a determinado caso? (a) 17. Qual a potência adequada a determinado caso? (b) 18. A correlação de semelhança é mais importante do que o grau de dinamização. 19. Qual potência seria mais adequada, segundo JAHR. 20. Dose mínima, isolada, não decide o ato homeopático. GALHARDO. 21. Jan Baptista HELMONT ( ) o cientista do invisível e do impalpável. 22. Dose mínima e força vital, seg. Jan Baptista HELMONT. 23. Procedimentos terapêuticos não homeopáticos mediante doses mínimas. 24. Procedimento hahnemanniano para modificar o grau de dinamização a cada tomada do remédio. (Galhardo). 25. Doses mínimas e 2ª edição do Organon, Final
3 FARMACODINÂMICA = Estudo dos fenômenos que o fármaco desperta no organismo. 3
4 As 8 zonas de atividade farmacológica (baseado em trabalhos da Dra. Helena Minin) ZONAS 1. LETAL Existe somente a ação PRIMÁRIA das grandes doses. Não existe oportunidade de reação de defesa. Depende da natureza da droga. É irreversível. 2. TÓXICA OU DE VENENO Ação PRIMARIA das grandes doses. Pode sobrevir o efeito SECUNDÁRIO na fase de restabelecimento do paciente. As lesões mais graves podem persistir. 3. FARMACO- DINÂMICA OU EXPERIMENTAL É importante a ação PRIMÁRIA. Também importam: inversão simples de ação, as ações bi e trifásicas e o efeito secundário reacional. Perturbações transitórias. Afinidadades eletivas. Zona de base para experimentação no homem sadio. 4. ALOPÁTICA ENANTIOPÁTICA FITOTERÁPICA Útil somente a fase PRIMÁRIA das grandes doses. A fase SECUNDÁRIA ocasional pode anular o efeito primário desejado. Doses ponderáveis. Princípio dos contrários. Critério dos diferentes. Lei da Fisiologia e da Patologia. 5. NEUTRA Sem ação primária. Sem efeito secundário. Alimentos. Agentes plásticos e energéticos. 6. MICROTERÁPICA MICRODINÂMICA, OLIGODINÂMICA Utiliza as especificidades primárias das pequenas doses. Pode acontecer situação de efeito secundário casual. Especificidade de células, tecidos, órgãos e sistemas. Medicamentos de qualquer natureza. Inclui remédios de drenagem e dos tecidos. 7. HOMEOPÁTICA SIMILTERÁPICA ISOTERÁPICA Contorna a ação primária. Utiliza o efeito secundário reacional, obrigatoriamente. Utiliza doses mínimas, imponderáveis. 8. INATIVA Ausência de ação. Ausência de ação. - 4
5 Corolários de Ross 1º Uma droga é, potencialmente, capaz de alterar a velocidade na qual qualquer função corporal se processa. 2º As drogas não criam efeitos, mas apenas modulam uma função já existente. 5
6 Doses mínimas Fundamentos da Homeopatia Lei da semelhança 6
7 Doses mínimas, suscetibilidade e toxidez. Quando nos primórdios da Homeopatia as preparações das doses reduzidas mediante trituração e diluição visavam reduzir a toxidez do agente medicamentoso, foram assinalados: 1. A sensibilidade aumentada do organismo doente às agressões artificiais. 2. O freqüente comprometimento do estado do doente atribuído à toxidez residual do medicamento não suficientemente reduzido, ao modo de superposição de uma segunda doença artificial medicamentosa. 7
8 A REDUÇÃO DAS DOSES MEDICAMENTOSAS Originalidade máxima de Hahnemann como investigador. As primeiras aplicações clínicas do princípio da semelhança foram feitas com drogas a partir do estado bruto e suscitavam estados de agravação do doente. O fato obrigou a buscar uma forma de contornar os inconvenientes da agravação clínica atribuída à ação primária do remédio, efetuando seu fracionamento mediante diluições sucessivas segundo escala definida. Foi adotada a proporção centesimal. O emprego de doses assim reduzidas surpreendeu pela evidência do aumento do poder curativo do medicamento, constatando-se que a força curativa não dependia da dose maciça, e sim, se relacionava a novas e desconhecidas propriedades que as drogas adquiriam quando a solução inicial era submetida a violentas sacudidas, ou sucussões, visando a dispersão do soluto no solvente. A vivência clínica exigiu uniformização de conduta, tornando obrigatório o procedimento de diluição centesimal acrescida por sucussões em cada etapa de fracionamento da droga. Poderes medicamentosos ocultos e desconhecidos foram então vislumbrados. 8
9 Desconcentração RESPOSTA DO DOENTE ÀS DOSES ÍNFIMAS CONDICIONADAS À SINTONIA DE SEMELHANÇA. (Gráfico representativo) Sintomas do DOENTE Potencial farmacodinâmico de determinado medicamento DOMÍNIO DAS AÇÕES # $ & * + Ø שׁ $ + # Zona de Transição Reverberação ou sintonia de semelhança DOMÍNIO DO EFEITO SECUNDÁRIO Nível de ressonância das estruturas de defesa e cura. 9
10 Diluição + sucussões potencialização ou dinamização Representa diluição a distribuição de uma fase - soluto - em outra fase - solvente. A simples diluição não confere poder medicamentoso à solução resultante, mas apenas subdivide a droga inicial, de forma nem sempre homogênea e desenvolvida no procedimento anterior à diluição atual. conserva a dinamização Somente a dinamização, mediante a sucussão das diluições, possibilita liberação de energia dinâmica, conseqüente à fricção intermolecular. Métodos físicos de pesquisa conseguem distinguir soluções às quais foram acrescidas quantidades diferentes de determinada substância, conforme esta se encontre simplesmente diluída ou tenha sofrido o processo de sucussão. Em Homeopatia toda diluição subentende obrigatoriamente o procedimento das sucussões, sendo o termo diluição, por força do uso, empregado no mesmo significado de dinamização e potência. 10
11 ETAPAS HISTÓRICAS SOBRE A TEORIA DA POTENCIALIZAÇÃO OU DINAMIZAÇÃO Hahnemann se refere a pequenas doses de medicamento, sem falar em potencialização Afirma que a quantidade do medicamento deve ser a menor possível capaz de proporcionar efeito terapêutico Emprega Arnica C 6 e Nux vomica C 9 em epidemia de febre intermitente Argumenta que os efeitos medicamentosos não estão diretamente relacionados ao aumento, e sim, ao contrário, mostram-se mais benéficos quando administrados em doses ínfimas. Substâncias aparentemente inertes passaram a ser experimentadas Ao elaborar o tratado de Doenças Crônicas, gradualmente aumenta as potências. Define as dinamizações homeopáticas como processo mediante o qual as propriedades medicinais, que estão latentes em substâncias naturais no estado bruto - são despertadas e se tornam capazes de atuar em nossa vida de maneira quase espiritual No 5º volume de Doenças crônicas constam referências sobre teoria da potencialização; depois na 5ª edição do Organon, trasladadas para a 6ª edição. A seqüência dos fatos mostra que Hahnemann desenvolveu a teoria da dinamização depois dos 70 anos de idade. 11
12 Samuel HAHNEMANN
13 O estigma do soluto no solvente (a) A diluição do medicamento inicial obedece a uma progressão geométrica, sempre intercalada pela cinética das sucussões que lhe confere dinamização ou potencialização. Considerando que na 12ª diluição centesimal, ou 10-24, teoricamente não mais existiriam moléculas do soluto inicial, admite-se que a energia cinética medicamentosa gerada nas sucussões seria imprimida do solvente ao soluto, conservando-se na solução resultante a memória original da droga, cuja identidade estaria preservada no decurso das sucessivas diluições, independente da presença ou não de moléculas do fármaco original. 13
14 O estigma do soluto no solvente (b) O soluto imprime a sua marca no solvente e este, marcado especificamente, perpetua a informação através das diluições e sucussões; estando a informação do soluto sempre presente em todo volume de cada uma das soluções sucussionadas seqüentes. A Homeopatia não acontece simplesmente devido à quantidade exígua da droga e sim graças à sua capacidade dinâmica de estímulo, desdobrada no processo das sucussões. As pesquisas tendem a confirmar as propriedades energéticas medicamentosas geradas ao longo da escala das diluições, ao modo de informações perpetuadas pelo veículo. 14
15 Os limites de Avogadro AVOGADRO ( ), físico italiano, enunciou em 1811 que: Diferentes gases, nas mesmas condições de temperatura e de pressão, contêm o mesmo número de moléculas, em iguais volumes. Estabeleceu uma constante (N) - ou número de AVOGADRO - equivalente a 6, que representa as moléculas contidas numa molécula-grama de substância. Ao inverso, conhecendo-se o peso molecular do solvente e do soluto, possível se torna, por dedução, o conhecimento da proporção de uma substância dentro de outra (soluto x solvente) estudando-as no estado gasoso e avaliando o seu volume e peso nas mesmas condições de temperatura e de pressão. N Na equação ---, sendo N o número de AVOGADRO e sendo M a massa M molecular da substância em estudo, procedendo-se às diluições N N N M 100 M 1000 M sobrevirá diluição em que a resultante N/M será 1. No caso do hidrogênio, cuja massa molecular é 2, a menor conhecida, esta diluição equivale a ou Deste fato advém a afirmação de que a partir desta diluição não mais existem moléculas do medicamento inicial. 15
16 Qual potência medicamentosa? 278 do Organon (1) Importante seria saber qual o grau de exigüidade do medicamento que melhor convém para proporcionar ao mesmo tempo a certeza e a suavidade, isto é, o quão pequena deveria ser a dose de cada remédio homeopático selecionado para determinado caso de doença a fim de obter a melhor cura.. mas, para nada servem as especulações teóricas para determinar acerca de cada medicamento em particular, que doses bastariam para fins terapêuticos homeopáticos e, ao mesmo tempo, fossem pequenas o suficiente para conseguir cura suave e rápida. 16
17 Qual potência medicamentosa? 278 do Organon (2) Os raciocínios sutís e os sofismas minuciosos não proporcionarão esta informação, como tampouco seria viável calcular de antemão todos os casos imagináveis. Somente os experimentos puros, a observação cuidadosa da sensibilidade de cada enfermo e a experiênca correta podem determinar isto em cada caso individual. Seria absurdo opor as grandes doses de medicamentos alopáticos inadequados da escola antiga, ao que a experiência ensina sobre a exigüidade das doses para obter as curas homeopáticas. Aquelas não impressionam homeopaticamente as partes enfermas do organismo e sim aquelas não afetadas pela doença. 17
18 Na prática da Homeopatia, a correlação de semelhança é muito mais importante do que a dose infinitesimal HAHNEMANN com justa e ponderada razão, em uma carta dirigida a seu discípulo Dr. Gueyrat, declarou: O importante em homeopatia é a escolha do medicamento e se fará elevada e ótima homeopatia quando bem se sabe determinar esta escolha. A dose tem importância secundária. Homeopata é todo médico que se subordina à lei similia simillibus curentur e não aquele que prescreve doses infinitesimais, sem subordinação à lei da homeopatia; é, portanto, aquele que reconhece, como fundamental, a experientia in homino sano. 18
19 JAHR: Qual dinamização ou potência? As nuanças entre as diversas atenuações de um medicamento são na realidade tão imperceptíveis que, na maioria dos casos, haverá bom resultado tanto com a trigésima quanto com a terceira, desde que o medicamento seja corretamente escolhido. 19
20 DOSES MÍNIMAS - J.E.R.Galhardo. Iniciação Homoeopathica, pg.359 Um alopata, aplicando uma injeção, poderá fazer homeopatia; enquanto que um homeopata, aplicando um medicamento preparado segundo os preceitos de sua farmacopéia, poderá fazer alopatia.... Desde que o alopata aplique um medicamento que seja semelhante estará fazendo homeopatia, ao passo que um homeopata administrando um medicamento não subordinado à lei dos semelhantes estará fazendo alopatia. O que caracteriza a Homeopatia é a lei da semelhança e, principalmente, o experimento no homem são. 20
21 Jan Baptist Van Helmont ( ) Médico e químico belga, foi o descobridor do gás. Teve idéias curiosas e místicas. Estudou a fumaça, os vapores, os odores, enfim, os impalpáveis e os invisíveis. Chamou de espírito a todos os fatores impalpáveis, específicos do objeto, essência do objeto, sem serem o objeto. Deteve-se na referência ao espírito do vinho, depois extrapolada para o espírito do álcool. Segundo a sua teoria dos arqueus, forças diretrizes comandariam nas partes do organismo, sem serem matéria... ao modo de espíritos. 21
22 Jan Baptist Van Helmont ( ) Doses mínimas e força vital. (b) Van Helmont foi responsável pelas ocasionais alusões às doses medicamentosas tão ínfimas, como se espirituais fossem... e que os tradutores jamais pararam de exagerar, traduzindo para espiritual outras situações de imaterial, imponderável, transcendental e que, inclusive, encontraram aplicação do termo na área da força vital, contrariando a concepção hahnemanniana ternária do ser humano nos moldes de Barthez, da escola vitalista de Montpellier, segundo a qual o ser humano se compõe de três fatores distintos e independentes: CORPO, FORÇA VITAL e ALMA. De erro a trocadilho, a expressão força vital transformou-se (para alguns) na corruptela força espiritual. 22
23 Doses mínimas e possibilidades terapêuticas. Doses mínimas SEMELHANÇA + = traduzindo a TOTALIDADE DOS SINTOMAS DO DOENTE HOMEOPATIA ANALOGIA baseada em fator causal ou antígeno IDENTIFICADO ISOTERAPIA *ALERGOLOGIA IMUNOTERAPIA. Reações a drogas. MEDICINA LEGAL MEDICINA DO TRABALHO SITUAÇÕES ESPECIAIS Tropismos medicamentosos. Anteposição ou Indução patogenética intencional. Desbloqueio pós radioterapia. Foto-proteção. Afinidades toxínicas. Semelhança tóxica. Semelhança epidêmica. Semelhança fisiopatológica isolada. Propriedades isoladas: uso empírico. Não SÃO HOMEOPATIA verdadeira por prescindirem da totalidade de sintomas. NÃO são ISOTERAPIA.
24 Texto: INICIAÇÃO HOMEOPÁTICA. J.E.R. Galhardo, Rio, Typof. H.M.Sonderman, Capítulo: UNITAS REMEDII pág. 358 (atinente à modificação do grau de desconcentração a cada tomada do remédio) UNITAS REMEDII... Costumava também HAHNEMANN aconselhar diluir cada vez mais a dose. Preparadas as doses em um vidro, após tomar uma dose, mandava enchê-lo novamente com água e produzir sucussão. Ia assim atenuando e dinamizando sucessivamente o medicamento. 24
25 As doses infinitesimais no ORGANON As virtudes terapêuticas dinâmicas das drogas se revelam paulatinamente, estando apenas esboçadas quando na forma de tintura-mãe. Desde as primeiras edições do Organon explica HAHNEMANN que uma gota de tintura de quinquina, contendo a décima parte de um grão (0,006 g) possui atividade medicamentosa superior àquela contida no grão completo (0,06 g) e que a diluição das substâncias medicinais desperta as suas forças, de modo que as doses exíguas vão substituindo com vantagem as doses maiores no cumprimento das mesmas finalidades. Somente a preparação dos medicamentos segundo o método hahnemanniano, na técnica de diluições sucussionadas, permite exteriorizar inteiramente as virtudes imateriais energéticas das drogas, revelando a sua potencialidade. Na 2ª edição do Organon encontra-se exposto o método da diluição em escala centesimal, bem como o processo de trituração das substâncias insolúveis, servindo-se da exemplificação específica referente ao ouro. 25
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