Processadores e Linguagens de Baixo Nível
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- Manoela Canela Sousa
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1 Ambiente MatLab
2 Processadores e Linguagens de Baixo Nível Memória Ciclo de Instrução Lê instrução corrente Interpreta Determina próxima instrução Esta é a metáfora que um programador de linguagens de baixo nível deve seguir ao construir programas 2
3 Inconvenientes da Programação em Baixo Nível Extremamente detalhada Instruções refletem a arquitetura específica de cada computador Programas em baixo nível não são portáteis Propensa a erros 3
4 Assemblers (Montadores) O processo de montagem manual de uma instrução escrita com mnemônicos foi feito pelos primeiros programadores, ainda na década de 40; No início dos anos 50 descobriu-se que um programa de imensa utilidade era um assembler: um programa que lê programas escritos com mnemônicos, e monta as instruções em binário para serem executadas por um computador. 4
5 A Linguagem Fortran A idéia de usar programas para facilitar a programação foi adiante Em 1954 a linguagem FORTRAN foi proposta por um grupo da IBM O primeiro compilador um programa que traduz programas escritos em linguagem de alto nível para instruções de máquina foi naturalmente escrito em assembler. A máquina era um IBM 704 um computador com 15K de memória 5
6 Alguns Marcos das Linguagens de Programação Existem literalmente milhares de linguagens de programação, como estas que descendem do Fortran: 1959 Cobol 1964 Basic 1970 Pascal 1971 C 1983 C Python 1995 Java 1995 PHP Existem ainda linguagens como LISP ou Prolog que seguem outros paradigmas 6
7 Matlab Inventado no fim dos anos 70 por Cleve Moler Lançado comercialmente em 1984 pela empresa MathWorks Voltado para engenheiros e cientistas Grande facilidade para o tratamento de matrizes (MatLab = Matrix Laboratory) É um interpretador, isto é, um programa que executa programas, por contraste com um compilador, que traduz um programa para instruções de máquina 7
8 Scilab Desenvolvido desde 1990 por pesquisadores do INRIA e da École Nationale des Ponts et Chaussées (França) Muito semelhante ao MatLab e gratuito! É também um interpretador A linguagem e o sistema têm o mesmo nome, Scilab Atualmente na versão
9 A Linguagem Scilab Seu aprendizado exige uma postura paciente, pois envolve no início uma taxa inicial de memorização Também como nas linguagens naturais, a fluência vem com o uso 9
10 O Ambiente Scilab Interpreta comandos e programas Oferece um editor para a construção de programas, o SciPad Emite mensagens de erros relativos tanto à obediência de comandos e programas às regras da linguagem como a problemas na exeçução, como divisão por zero O ambiente também requer familiarização para uso eficiente 10
11 Tela Inicial Scilab Barra de Menus Barra de Ferramentas Prompt de Comandos 11
12 Variáveis e Comandos de Atribuição 1 Prompt de Comandos a é uma variável que passa a existir, recebe e guarda um valor (10, no caso) -->a = 10 a = >b = 2^10 b = >c = a+b c = O Scilab ecoa o valor recebido pela variável Exponenciação O valor recebido pode ser uma expressão aritmética com variáveis já conhecidas 12
13 Variáveis São nomes para espaços de memória gerenciados pelo Scilab O programador não precisa ter qualquer idéia de como isso é feito Variáveis têm seus nomes escolhidos pelo programador segundo algumas regras O primeiro caractere do nome deve ser uma letra, ou qualquer caractere dentre '%', '_', '#', '!', '$ e?'. Os outros podem ser letras ou dígitos, ou qualquer caractere dentre '_', '#', '!', '$ e '?' 13
14 Nomes de Variáveis Válidos: a, A, jose, total_de_alunos, #funcionarios Não válidos 1Aluno (o primeiro caractere é um algarismo) total de alunos (tem espaços) José (é acentuado) 14
15 Comando de Atribuição Forma: <variável alvo> = <expressão> A <variável alvo>, se não existia, passa a existir Se existia, o valor anterior é perdido A <expressão> é calculada, e o resultado é atribuído à <variável alvo> O comando de atribuição é a construção básica de transformação de informação 15
16 Variáveis e Comandos de Atribuição >d = a+x!--error 4 Undefined variable: x A expressão pode conter a variável alvo, em uma estrutura similar a um registrador acumulador -->b = 2*b b = * denota Multiplicação Todas as variáveis em uma expressão devem estar definidas, ou o Scilab reclama 16
17 Variáveis e Comandos de Atribuição 3 -->a = %pi a = >b = 2*%pi; -->c = cos(a) + sqrt(b) c = Valor pré-definido como a melhor aproximação em ponto flutuante de 64 bits de π ; suprime o eco automático O Scilab oferece um semnúmero de funções prédefinidas (sqrt = square root). 17
18 Help - Funções Elementares do Scilab 18
19 Expressões Aritméticas Expressões podem ser arbitrariamente complicadas A ordem em que operadores são aplicados não é óbvia: Qual valor o comando x = 2^3*4 atribui a x, ou 2 3.4=8.4= =2 12 =4096? 19
20 Prioridades entre Operadores Prioridade Operação Associatividade 1 a Potenciação Da direita para a esquerda 2 a Multiplicação, divisão 3 a Adição, subtração Parênteses podem alterar prioridades Da esquerda para a direita Da esquerda para a direita 20
21 Prioridades e Parênteses -->2^3*4 ans = >2^(3*4) ans = >2^3^4 ans = 2.418D+24 -->2^(3^4) ans = 2.418D+24 -->(2^3)^4 ans = >2*3+4 ans = >2*(3+4) ans = 14. Recomendação: use parênteses; é mais seguro Notação Scilab (e Fortran, e C, e Java, e...) para x UFMG DCC
22 Equações de Segundo Grau: O Scilab como Calculadora - 1 Equação Raízes (reais se >0) Calcular as raízes para a = , b = e c =
23 Equações de Segundo Grau: O Scilab como Calculadora 2 Inicialização -->a = a = >b = b = >c = c =
24 Equações de Segundo Grau: O Scilab como Calculadora 3 Cálculo das Raízes -->delta = b^2-4*a*c delta = >r1 = (-b+sqrt(delta))/(2*a) r1 = >r2 = (-b-sqrt(delta))/(2*a) r2 =
25 Erros Comuns Escrever delta = b^2 4ac, omitindo os operadores de multiplicação Escrever r1 = (-b+sqrt(delta))/2*a o que na verdade calcula 25
26 Verificando os Resultados -->a*r1^2 + b*r1 + c ans = 3.865D-12 -->a*r2^2 + b*r2 + c ans = D-13 26
27 Equações de Segundo Grau: O Scilab como Calculadora 4 Ganhos com relação a uma calculadora de mão: Variáveis evitam re-digitações Resultados intermediários são memorizados Fórmulas facilitam a composição de expressões Problemas Nova equação, redigitação das fórmulas Solução Usar o Scilab como interpretador de programas 27
28 Programas Scilab Programas são arquivos ASCII (caracteres sem formatação) com a terminação.sce Um arquivo-programa contém comandos Scilab Um programa é construído usando o editor SciPad Um programa é executado seguindo o menu Execute/Load into Scilab do editor Scipad Sua execução equivale à digitação na console dos comandos no arquivo 28
29 O Editor SciPad Use sempre o SciPad para construir programas Nunca use o Word, pois ele introduz bytes de formatação 29
30 Equações de Segundo Grau: Programa Scilab Eq2g1.sce // indica que a linha é um comentário 30
31 Equações de Segundo Grau: Programa Scilab Eq2g_1_0.sce Para uma nova equação, basta substituir no programa os valores dos novos coeficientes As chances de erros de digitação são consideravelmente diminuídas Entretanto, a prática de modificar programas a cada execução não é recomendada O melhor é fazer com que o programa leia os valores dos coeficientes a cada execução 31
32 Equações de Segundo Grau: Programa Scilab Eq2g_2_0.sce - 1 Diálogo com o usuário // Cálculo das raízes de uma // equação de 2o grau // Entrada dos coeficientes a = input("valor de a:"); b = input("valor de b:"); c = input("valor de c:"); 32
33 Equações de Segundo Grau: Programa Scilab Eq2g_2_0.sce - 2 // Cálculo das raízes de uma equação // de 2o grau a = input("digite o valor de a:") b = input("digite o valor de b:") c = input("digite o valor de c:") delta = b^2-4*a*c r1 = (-b+sqrt(delta))/(2*a) r2 = (-b-sqrt(delta))/(2*a) 33
34 Execução do Programa Eq2g2.sce Digite o valor de a:1 a = 1. Digite o valor de b:2 b = 2. Digite o valor de c:3 c = 3. delta = - 8. r1 = i r2 = i 34
35 O Programa Eq2g3.sce Especificação O programa só deverá calcular as raízes quando elas forem reais A saída do programa deverá ser uma frase como As raízes são xxxx e xxxx, quando as raízes forem reais, e senão, As raízes são complexas. 35
36 O Comando if if <condição> then <bloco então > else <bloco senão > end 36
37 Cláusula else vazia if <condição> then <bloco então > else // Nenhum comando aqui end if <condição> then end <bloco então > 37
38 Equações de Segundo Grau: Programa Scilab Eq2g_3.sce - 2 //Cálculo e impressão das raízes delta = b^2-4*a*c; if delta > 0 then r1 = (-b+sqrt(delta))/(2*a); r2 = (-b-sqrt(delta))/(2*a); printf("raízes: %g e %g.",r1,r2); else printf("raízes complexas.") end 38
39 Partes de um comando If <condição> <bloco então > if delta >= 0 then r1 = (-b+sqrt(delta))/(2*a) r2 = (-b-sqrt(delta))/(2*a) printf("as raízes são %g e %g",r1,r2) else printf("as raízes são complexas") end <bloco senão > 39
40 Palavras-chave de um Comando if Início do comando Fim da condição e começo do bloco então if delta < 0 then printf('raízes complexas!'); else r1 = (-b + sqrt(delta))/(2*a); r2 = (-b - sqrt(delta))/(2*a); printf('r1=%g e r2=%g.',r1,r2) end Fim do bloco senão e fim do comando Fim do bloco então e começo do bloco senão 40
41 Operadores Relacionais > maior que >= maior ou igual a < menor que <= menor ou igual a == igual a <>ou ~= diferente de 41
42 Problema: Cálculo do Fatorial -->fat = 1 fat = 1. -->fat = fat*2 fat = 2. -->fat = fat*3 fat = 6. Outra coisa chata, repetitiva e propensa a erros Solução? Programa Scilab! 42
43 O Comando Repetitivo for O comando for j = 1:5 end // corpo do for resulta em 5 execuções do corpo do for, com j = 1, 2, 3, 4 e 5. 43
44 Programa - Fatorial n = input("por favor entre com o valor de n"); f = 1; for j=1:n f = f*j; end; n repetições, com j = 1, 2,..., n printf("o fatorial de %d é igual a %d",n,f) Códigos de formato Lista de expressões 44
45 Tabela de Senos x seno(x)
46 Forma Geral de um comando for for <variável> = <inicial>:<passo>:<limite> end <bloco for>; 46
47 Comando for com passo diferente de 1 for i = 1:2:10 printf('\ni = %g',i); end i = 1 i = 3 i = 5 i = 7 i = 9 i varia de 2 em 2 Saída Repare que i não assumiu o limite superior do loop 47
48 Comando for com passo negativo for i = 20:-2:16 end printf('\ni = %g',i); i = 20 i = 18 Saída i = 16 48
49 Comando for com controle fracionário A variável de controle pode assumir valores não inteiros for x = 0:0.3:0.7 end printf('\nx = %g',x); x = 0 x = 0.3 x = 0.6 Saída 49
50 Tabela de Senos 1ª tentativa // Tabela da função Seno for x = 0:0.2:2*%pi printf("%g %g",x, sin(x)) end -->
51 Tabela de Senos 2ª Tentativa // Tabela da função Seno for x = 0:0.2:2*%pi printf("\n %g %g",x, sin(x)) end 51
52 Tabela de Senos 2ª Tentativa
53 Tabela de Senos // Tabela da função Seno // Impressão do cabeçalho printf("\n x seno(x)") // Impressão das linhas da tabela for x = 0:0.2:2*%pi printf("\n%3.1f %7.4f",x, sin(x)) end 53
54 Tabela de Senos x seno(x)
55 Indentação if delta < 0 then printf('raízes complexas!'); else r1 = (-b + sqrt(delta))/(2*a); r2 = (-b - sqrt(delta))/(2*a); printf('r1=%g e r2=%g.',r1,r2) end Mais legível if delta < 0 then printf('raízes complexas!'); else r1 = (-b + sqrt(delta))/(2*a); r2 = (-b - sqrt(delta))/(2*a); printf('r1=%g e r2=%g.',r1,r2) end Menos legível 55
56 Indentação Para o Scilab, os dois programas são absolutamente equivalentes, mas... Para nós, humanos, a disposição do texto do programa afeta (e muito) a legibilidade (o que se aplica à correção de programas pelo professor e pelos monitores: a indentação é exigida) Blocos então e senão são mais facilmente identificados com indentação. Os possíveis fluxos de execução ficam mais claros. 56
57 Conclusões O Scilab oferece um nível de conforto muito superior às linguagens de máquina A interface de comandos é muito boa para pequenos cálculos e para o teste de comandos. Cálculos mais complexos são (muito) melhor implementados por programas 57
58 Conclusões Na linguagem Scilab encontramos construções importantes como if e for, e também detalhes, como a inclusão ou não de um ; ao fim de um comando, ou os códigos %d ou %f de conversão em um printf, Operações como salvar ou executar um programa também merecem sua atenção. Não tenha medo! Na dúvida, faça experimentos o Scilab não estraga. UFMG DCC
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