Histórico da Microbiologia

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Histórico da Microbiologia"

Transcrição

1 Instrumentação e técnicas básicas de assepsia Aula 2 - Prática Sobre as aulas práticas Profa. Dra. Ilana Camargo Histórico da Microbiologia 1

2 Geração espontânea prós e contras Francesco Redi (1668): experimentos com carne apodrecidas. John Needham (1745): o aquecimento de caldos nutrientes (de galinha ou milho) não prevenia o aparecimento de MO s. Lazaro Spallanzani (1765): refutou experimentos de Needham. A fervura de frascos previamente lacrados impedia o crescimento de MO s. (crítica de Needham: o lacre impedia a entrada da força vital necessária). Rudolf Wirchow (1858): introduziu conceito da biogênese ( células vivas somente podem surgir de células vivas préexistentes ). Louis Pasteur (1861): experimentos que refutaram definitivamente a teoria da geração espontânea. O experimento de Pasteur 2

3 O experimento de Pasteur 2004 Pearson Education, Inc. O experimento de Pasteur 2004 Pearson Education, Inc. 3

4 O experimento de Pasteur 2004 Pearson Education, Inc. Teoria do germe da doença 4

5 Teoria do germe da doença Experimentos de Pasteur: base das técnicas de assepsia. Pasteurização: para resolver problema de vinhos e cervejas que azedavam por causa das bactérias (álcool ácido acético). Relação entre deterioração dos alimentos e os microrganismos colaborou para a Teoria do germe da doença. Teoria do germe da doença Doenças: punição para os pecados individuais ou crimes. Causa: demônios nos detritos ou nos vapores dos pântanos. 1865: Pasteur descobre a causa da doença do bichoda-seda (protozoário). 1860: Joseph Lister tratou ferimentos cirúrgicos com fenol redução drástica de infecções e mortes. 5

6 Teoria do germe da doença Robert Koch, médico prático alemão, 1876: comprovou a teoria do germe da doença. Koch estudou o antraz (carbúnculo) doença de gado e ovelhas e descobriu o agente causador Bacillus anthracis. Problema! Como afirmar que a bactéria presente no sangue do animal afetado é o agente causador da doença? Postulados de Koch 1. O organismo patogênico suspeito deve estar presente em todos os casos da doença e ausente em animais sadios. 2. O organismo suspeito deve ser cultivado em cultura pura. 3. Células de uma cultura pura do organismo suspeito devem provocar a doença em um animal sadio. 4. O organismo deve ser isolado e caracterizado como o mesmo encontrado originalmente. 6

7 Exceções aos aos postulados de de Koch Exceções aos postulados de Koch 1) Nem todos os microrganismos crescem em meios de cultura; 2) Um conjunto de sinais e sintomas podem ser os mesmos em várias doenças; 3) Um microrganismo pode causar várias doenças. 7

8 Exceções aos postulados de Koch Não são cultivados em meio artificial: Treponema pallidum: sífilis Mycobacterium leprae: lepra Riquétsias e vírus: multiplicam-se somente dentro das células Diversidade Microbiana 1910 Paul Ehrlich Bala Mágica para combater um patógeno sem prejudicar o hospedeiro Dentre várias substâncias testadas salvarsan (derivado de arsênico) para o combate à Sífilis Antes disso, a única substância utilizada pelos Europeus era a quinina, extraída de casca de árvore sul-americana para o tratamento da malária 8

9 Diversidade Microbiana -Alexander Fleming, médico e bacteriologista escocês Contaminação por fungo em placa alerta para substância inibidora do crescimento bacteriano 1928, Penicillium notatum Penicilina 1940 Importância médica da Penicilina 9

10 10

11 Normas de Biossegurança Biossegurança Conjunto de procedimentos adotados com o objetivo de dar proteção e segurança ao profissional e à sua equipe. Para evitar disseminação e contaminações devem ser empregadas medidas de controle de infecção como a utilização de equipamento de proteção individual (EPI), esterilização de materiais, desinfecção de ambiente e equipamentos. 11

12 Equipamentos de Proteção Individual (EPI) Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) Todo dispositivo ou produto de uso individual ou coletivo, utilizado pelo trabalhador destinados a proteção de riscos que podem ameaçar a segurança e a saúde no trabalho 12

13 Equipamentos de Proteção Individual (EPI) Gorro Óculos de proteção máscara Jaleco branco Luvas A importância do Jaleco 13

14 Chuveiros e lava-olhos 14

15 Níveis de Biossegurança Designados em ordem crescente, pelo grau de proteção proporcionado ao pessoal do laboratório, meio ambiente e à comunidade: O nível de Biossegurança 1, é o nível de contenção laboratorial que se aplica aos laboratórios de ensino básico, onde são manipulados os microrganismos pertencentes a classe de risco 1 (não causam doenças nos homens ou outros animais). Não é requerida nenhuma característica de desenho, além de um bom planejamento espacial e funcional e a adoção de boas práticas laboratoriais. Exemplos: Bacillus subtilis O nível de Biossegurança 2 diz respeito ao laboratório em contenção, onde são manipulados microrganismos da classe de risco 2 (causam doenças nos homens ou outros animais). Se aplica aos laboratórios clínicos ou hospitalares de níveis primários de diagnóstico, sendo necessário, além da adoção das boas práticas, o uso de barreiras físicas primárias (cabine de segurança biológica e equipamentos de proteção individual) e secundárias (desenho e organização do laboratório). Exemplos: Vírus da Febre Amarela e Schistosoma mansoni. Centers for Disease Control and Prevention - CDC. Biosafety in microbiological and biomedical laboratories. 4a. ed. U.S. Department of Health and Human Services, Atlanta, p. 15

16 Níveis de Biossegurança NB-1 Níveis de Biossegurança NB-2 16

17 Níveis de Biossegurança O nível de Biossegurança 3 é destinado ao trabalho com microrganismos da classe de risco 3 (causam graves doenças nos homens ou outros animais) ou para manipulação de grandes volumes e altas concentrações de microrganismos da classe de risco 2. Para este nível de contenção são requeridos além dos itens referidos no nível 2, desenho e construção laboratoriais especiais. Deve ser mantido controle rígido quanto a operação, inspeção e manutenção das instalações e equipamentos e o pessoal técnico deve receber treinamento específico sobre procedimentos de segurança para a manipulação destes microrganismos. Exemplo: Mycobacterium tuberculosis O nível de Biossegurança 4, ou laboratório de contenção máxima, destina-se a manipulação de microrganismos da classe de risco 4 (causam doenças nos homens ou outros animais representando grande risco para os trabalhadores de saúde, sendo alto o risco de transmissibilidade na comunidade), onde há o mais alto nível de contenção, além de representar uma unidade geográfica e funcionalmente independente de outras áreas. Esses laboratórios requerem, além dos requisitos físicos e operacionais dos níveis de contenção 1, 2 e 3, barreiras de contenção (instalações, desenho equipamentos de proteção) e procedimentos especiais de segurança. Exemplo: Vírus Ebola. Centers for Disease Control and Prevention - CDC. Biosafety in microbiological and biomedical laboratories. 4a. ed. U.S. Department of Health and Human Services, Atlanta, p. Fluxo de ar sempre de fora para dentro; Filtro de ar para troca de ar do ambiente; Usar equipamento de contenção de bioaerossol Níveis de Biossegurança NB-3 17

18 Níveis de Biossegurança NB-4 Níveis de Biossegurança NB-4 18

19 Níveis de Biossegurança NB-4 Sala de troca de roupas Níveis de Biossegurança NB-4 19

20 Instrumentação e técnicas básicas de assepsia Sobre as aulas práticas Profa. Dra. Ilana Camargo 20

21 Lavagem das mãos Indicação de lavagem das mãos: Sempre Que as mãos estiverem sujas Antes e após Preparo de materiais e/ou equipamentos O uso de luvas A aula de microbiologia Com o uso concomitante de luvas Após coleta de sangue Administração de hemoderivados Higienização de paciente O uso das luvas não substitui a lavagem das mãos!!! Lavagem das mãos 21

22 Lavagem das mãos - Retirar jóias, relógio, pulseiras (acúmulo de bactérias não removidas) - Abrir a torneira com a mão dominante quando não houver pedal - Molhar as mãos - Aplicar de 3 a 5 ml de sabão líquido nas mãos - Ensaboar as mãos, formando espuma, friccionando-as por 15 a 30 segundos, atingindo todas as suas faces - Enxaguar, deixando a água penetrar nas unhas e espaços interdigitais (mão em forma de concha). Retirar toda a espuma e os resíduos de sabão, sem deixar respingar água na roupa e no piso. - Secar as mãos com papel toalha descartável. Se a torneira for manual, usar o mesmo papel-toalha para fechá-la Verificação das lavagens das mãos Antes Depois Diminuição do número de Unidades Formadoras de Colônias (UFC) Placas com 24h a 37 C e 5 dias a 4 C 22

23 Verificação das lavagens das mãos Antes Depois Diminuição das UFCs e da variedade de colônias (morfologia: tamanho, cor, aspecto) Placas com 24h a 37 C e 5 dias a 4 C Limpar a bancada com álcool 70% ANTES E DEPOIS dos experimentos!! 23

24 O bico de Bunssen e a zona asséptica/de segurança Zona Asséptica Bico de Bunssen Instrumentação e técnicas básicas de assepsia Sobre as aulas práticas Profa. Dra. Ilana Camargo 24

25 Análise de microrganismos Lâmina Lamínula Microscópio óptico Contador de colônias Cubetas Espectrofotômetro Materiais Cabo Cabo de Kohle Haste Agulha de inoculação Alça de inoculação (Niquel-cromo ou platina) 25

26 Transferência de microrganismos Alça de inoculação Agulha de inoculação Alça de Drigalski O bico de Bunssen e a zona asséptica/de segurança Zona Asséptica 26

27 Transferência de microrganismos Pipeta pasteur Swab (cotonete) Pinça Instrumentos Câmara de biossegurança / fluxo laminar Autoclave Esterilização pelo calor úmido (vapor sob pressão) Em geral: 15 a 20 minutos a 121ºC 27

28 Equipamentos Equipamentos Estufa 28

29 Materiais Fechar com tampão de algodão e cobrir com papel alumínio e papel pardo Rotina do laboratório Tubos cônico (tipo falcon) Microtubos ( tubo Eppendorf ) Balão volumétrico Erlenmeyer Frasco com tampa de rosca Béquer Proveta 29

30 Rotina do laboratório Balança de precisão Centrífuga phmetro Rotina do laboratório Agitador magnético com aquecimento Banho-maria Barras magnéticas ( pulgas ou peixinhos ) Agitador de tubos (vórtex) 30

31 Esterilização Bico de Bunsen Autoclave Filtro esterilizante Câmara de Biossegurança NUNCA PIPETE COM A BOCA!!! 31

32 Instrumentos Pipetas e pipetadores Pipetas automáticas Pipeta Pastuer Ponteiras 32

33 Ler para próxima aula teórica: Madigan et al., Microbiologia de Brock. São Paulo:Artmed, 14ª ed., Cap. 3 parte I Cultura laboratorial dos microrganismos 33

24/02/2016. Instrumentação e técnicas básicas de assepsia. Sobre as aulas práticas Profa. Dra. Ilana Camargo. Aula 1

24/02/2016. Instrumentação e técnicas básicas de assepsia. Sobre as aulas práticas Profa. Dra. Ilana Camargo. Aula 1 Instrumentação e técnicas básicas de assepsia Sobre as aulas práticas Profa. Dra. Ilana Camargo Aula 1 1 Biossegurança Conjunto de procedimentos adotados com o objetivo de dar proteção e segurança ao profissional

Leia mais

Introdução a Microbiologia

Introdução a Microbiologia Introdução a Microbiologia Profa. Fernanda Pereira [email protected] Definição e Origem Microbiologia: Mikros (= pequeno) + Bio (= vida) + logos (= ciência) Microbiologia: estudos de organismos

Leia mais

Noções Gerais de Biossegurança. Prof. Msc. Roberpaulo Anacleto Neves

Noções Gerais de Biossegurança. Prof. Msc. Roberpaulo Anacleto Neves Noções Gerais de Biossegurança Prof. Msc. Roberpaulo Anacleto Neves Conceito Conjunto de ações voltadas para a prevenção, minimização eliminação de RISCOS inerentes às atividades de pesquisa, produção,

Leia mais

CATÁLOGO DE MATERIAL LABORATORIAL

CATÁLOGO DE MATERIAL LABORATORIAL UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO PRÓ-REITORIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DIRETORIA DE ORÇAMENTOS E FINANÇAS COORDENADORIA DE SUPRIMENTOS CATÁLOGO DE MATERIAL LABORATORIAL OURO PRETO MARÇO / 2016

Leia mais

Evolução da vida microbiana na Terra

Evolução da vida microbiana na Terra Evolução da vida microbiana na Terra Aula 2 - Microbiologia FFI0751 Profa. Dra. Ilana L. B. C. Camargo Evolução da vida microbiana na Terra Terra: ~ 4,6 bilhões de anos (dados isótopos radioativos de decaimento

Leia mais

POP - PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO. Processo de Controle de Pragas / Dedetização

POP - PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO. Processo de Controle de Pragas / Dedetização 1 de 6 OBJETIVO Formalizar as atividades relacionadas ao processo de Controle de Pragas / Dedetização, conforme abaixo: 1. PROCEDIMENTO PARA RECEBIMENTO DOS PRODUTOS Receber e conferir os produtos com

Leia mais

MANUSEIO, CONTROLE E DESCARTE DE PRODUTOS BIOLÓGICOS. CLAUDIA PINHO HARTLEBEN

MANUSEIO, CONTROLE E DESCARTE DE PRODUTOS BIOLÓGICOS. CLAUDIA PINHO HARTLEBEN MANUSEIO, CONTROLE E DESCARTE DE PRODUTOS BIOLÓGICOS CLAUDIA PINHO HARTLEBEN ([email protected]) RISCOS BIOLÓGICOS: CLASSIFICAÇÃO GRUPO DE RISCO 1 Riscos: individual e comunitário baixos # Microorganismos

Leia mais

MANUAL DE BIOSSEGURANÇA

MANUAL DE BIOSSEGURANÇA MANUAL DE BIOSSEGURANÇA INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO CAMPUS RIO CLARO - SP COMISSÃO INTERNA DE BIOSSEGURANÇA CIBio 2014 APRESENTAÇÃO Este manual visa

Leia mais

IDENTIFICAÇÃO DOS RISCOS BIOLÓGICOS DE ACORDO COM A NR 32

IDENTIFICAÇÃO DOS RISCOS BIOLÓGICOS DE ACORDO COM A NR 32 IDENTIFICAÇÃO DOS RISCOS BIOLÓGICOS DE ACORDO COM A NR 32 1 PROCEDIMENTOS PARA AVALIAÇÃO E CONTROLE DE AGENTES BIOLÓGICOS Objetivo: Determinar a natureza, grau e o tempo de exposição dos trabalhadores

Leia mais

Aula nº 1- Normas e Segurança no Laboratório de Microbiologia de Alimentos Inoculação em Placas

Aula nº 1- Normas e Segurança no Laboratório de Microbiologia de Alimentos Inoculação em Placas 1 PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS PUC Goiás ESCOLA DE ENGENHARIA CURSO DE ENGENHARIA DE ALIMENTOS Aula nº 1- Normas e Segurança no Laboratório de Microbiologia de Alimentos Inoculação em Placas

Leia mais

Segurança no Laboratório e Vidrarias Disciplina: Química Aplicada à Engenharia Objetivo: Informar ao aluno a respeito dos riscos e cuidados que devem

Segurança no Laboratório e Vidrarias Disciplina: Química Aplicada à Engenharia Objetivo: Informar ao aluno a respeito dos riscos e cuidados que devem Segurança no Laboratório e Vidrarias Disciplina: Química Aplicada à Engenharia Objetivo: Informar ao aluno a respeito dos riscos e cuidados que devem ser tomados em um laboratório de Química e mostrar

Leia mais

O Equipamento de proteção individual (EPI) é todo dispositivo ou produto de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos

O Equipamento de proteção individual (EPI) é todo dispositivo ou produto de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos O Equipamento de proteção individual (EPI) é todo dispositivo ou produto de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.

Leia mais

Aula 3. Instrumentação e técnicas básicas de assepsia. Profa. Dra. Ilana Camargo

Aula 3. Instrumentação e técnicas básicas de assepsia. Profa. Dra. Ilana Camargo Aula 3 Instrumentação e técnicas básicas de assepsia Profa. Dra. Ilana Camargo Instrumentos Câmara de biossegurança / fluxo laminar Autoclave Esterilização pelo calor úmido (vapor sob pressão) Em geral:

Leia mais

CONTROLE DE MICROORGANISMOS. Profa Cristina Petrarolha Silva FCAA FEA Medicina Veterinária

CONTROLE DE MICROORGANISMOS. Profa Cristina Petrarolha Silva FCAA FEA Medicina Veterinária CONTROLE DE MICROORGANISMOS Profa Cristina Petrarolha Silva FCAA FEA Medicina Veterinária 1- Terminologia Esterilização Desinfecção Antissepsia Germicida Bacteriostase Assepsia Degermação Esterilização

Leia mais

CONCEITO Consiste na coleta de uma amostra de urina com técnica asséptica em um coletor de plástico estéril.

CONCEITO Consiste na coleta de uma amostra de urina com técnica asséptica em um coletor de plástico estéril. Revisão: 00 PÁG: 1 CONCEITO Consiste na coleta de uma amostra de urina com técnica asséptica em um coletor de plástico estéril. FINALIDADE Detectar e identificar a presença de microorganismos patogênicos

Leia mais

IQ-UFG. Curso Experimental de Química Geral e Inorgânica. Prof. Dr. Anselmo

IQ-UFG. Curso Experimental de Química Geral e Inorgânica. Prof. Dr. Anselmo IQ-UFG Curso Experimental de Química Geral e Inorgânica Aula 02 Reconhecimento de Vidrarias e Introdução às Técnicas de Laboratório Prof. Dr. Anselmo Vidrarias e equipamentos usuais em laboratórios de

Leia mais

Produtos não passíveis de regulamentação na ANVISA.

Produtos não passíveis de regulamentação na ANVISA. Análises Clínicas Olen linha de Análises Clínicas A área de análises clínicas é uma das mais importantes quando se trata de diagnóstico complementar, auxiliando a medicina nos cuidados com a saúde e bem

Leia mais

4 O anticoagulante mais utilizado na coleta de sangue para a extração de DNA é:

4 O anticoagulante mais utilizado na coleta de sangue para a extração de DNA é: CONCURSO PARA VAGA DE TÉCNICO DE LABORATÓRIO PROVA ESPECÍFICA 1ª FASE NOME: RG: DATA: 1 A extração de DNA é possível na seguinte condição: 2 - Um rastro fragmentado de DNA em gel de agarose indica: 3 A

Leia mais

1. INTRODUÇÃO: CONTEXTO HISTÓRICO. Ignaz Semmelweis

1. INTRODUÇÃO: CONTEXTO HISTÓRICO. Ignaz Semmelweis HIGIENE DAS MÃOS 1. INTRODUÇÃO A higienização das mãos é reconhecida mundialmente como a medida mais simples, de baixo custo e com maior impacto para prevenir as infecções relacionadas à assistência à

Leia mais

EQUIPAMENTO BÁSICO DE LABORATÓRIO

EQUIPAMENTO BÁSICO DE LABORATÓRIO 1 EQUIPAMENTO BÁSICO DE LABORATÓRIO MATERIAL DE VIDRO: TUBO DE ENSAIO Utilizado principalmente para efetuar reações químicas em pequena escala. 2 BÉQUER ou BÉCKER Recipiente com ou sem graduação, utilizado

Leia mais

Laboratório de Controle Físico-Químico (Laboratório Multidisciplinar)

Laboratório de Controle Físico-Químico (Laboratório Multidisciplinar) Curso de Farmácia 1º período Laboratório de Citologia, Embriologia, Genética e Histologia Laboratório de Multidisciplinar (Laboratório Multidisciplinar de Hematologia) Laboratório Comunicação I (Laboratório

Leia mais

Medidas de precaução

Medidas de precaução Medidas de precaução INFLUENZA A (H1N1) GGTES - Gerência-Geral de Tecnologia em Serviços de Saúde Medidas de Precaução Precauções Padrão Precauções Baseadas na Transmissão: contato gotículas aerossóis

Leia mais

Universidade Federal de São Paulo Campus Baixada Santista

Universidade Federal de São Paulo Campus Baixada Santista REGULAMENTO DAS SALAS DE CULTURA DE CÉLULAS DO As salas de cultura compõem um laboratório multiusuário específico para condições para experimentação e manutenção de células vivas em ambiente adequado,

Leia mais

PROCEDIMENTO DE OPERAÇÃO PADRÃO - POP

PROCEDIMENTO DE OPERAÇÃO PADRÃO - POP PÁG.: 1/8 1. OBJETIVO Definir um procedimento para preparação dos meios de cultura pelo. 2. ALCANCE Este procedimento se aplica a todos os lotes de meios de cultura preparados pelo Controle Microbiológico,

Leia mais

5 Aula Prática Exame do Microcultivo de levedura. Plaqueameno de Açúcar. Ensaio de Óxido-Redução com Resazurina

5 Aula Prática Exame do Microcultivo de levedura. Plaqueameno de Açúcar. Ensaio de Óxido-Redução com Resazurina IB UNESP - Rio Claro CCA - UFSCar Araras II CURSO DE MONITORAMENTO DA FERMENTAÇÃO ETANÓLICA PERÍODO: 11 a 15 DE FEVEREIRO DE 2008 ATIVIDADES PRÁTICAS 5 Aula Prática Exame do Microcultivo de levedura. Plaqueameno

Leia mais

Equipamentos De Proteção Individual.

Equipamentos De Proteção Individual. Equipamentos De Proteção Individual. O Equipamento de proteção individual (EPI) é todo dispositivo ou produto de uso individual utilizado pelo profissional, destinado à proteção de riscos que podem ameaçar

Leia mais

Quant Disponivel para Pedir. Unid Valor Unit Fornecedor. Item Descrição Descrição complementar

Quant Disponivel para Pedir. Unid Valor Unit Fornecedor. Item Descrição Descrição complementar Item Descrição Descrição complementar 16 AGULHA 56 ALGODÃO 57 BANDEJA 69 BANDEJA 20 BARRA MAGNÉTICA 1 BÉQUER 22 BÉQUER 39 BÉQUER 50 BÉQUER 65 BÉQUER 38 CAIXA AGULHA, TIPO AGULHA HIPODÉRMICA, TAMANHO 13

Leia mais

Enfº Rodrigo Cascaes Theodoro CCIH Núcleo de Vigilância Epidemiológica

Enfº Rodrigo Cascaes Theodoro CCIH Núcleo de Vigilância Epidemiológica CCIH Núcleo de Vigilância Epidemiológica Histórico A higienização das mãos, durante gerações, foi considerada uma medida de higiene pessoal. Histórico Em 1822, um farmacêutico francês escreveu que soluções

Leia mais

PROCEDIMENTO OPERACIONAL. Coleta de Amostras. 1. OBJETIVOS Descrever o procedimento para a coleta de amostras destinadas às análises microbiológicas.

PROCEDIMENTO OPERACIONAL. Coleta de Amostras. 1. OBJETIVOS Descrever o procedimento para a coleta de amostras destinadas às análises microbiológicas. 1 de 7 1. OBJETIVOS Descrever o procedimento para a coleta de amostras destinadas às análises microbiológicas. 2. AREA DE APLICAÇÃO Coleta de amostras para análises microbiológicas. 3. DEFINIÇÕES Swab

Leia mais

NORMAS DE SEGURANÇA NO LABORATÓRIO

NORMAS DE SEGURANÇA NO LABORATÓRIO NORMAS DE SEGURANÇA NO LABORATÓRIO Usar guarda-pó abotoado; Usar preferencialmente calças compridas; Sapatos fechados; Cabelos presos; Não pipetar produto algum com a boca; Não usar produto que não esteja

Leia mais

Técnicas de Trabalho com Material Volumétrico

Técnicas de Trabalho com Material Volumétrico Universidade Federal de Goiás Instituto de Química Curso Experimental de Transformações Químicas 2010 Prof. Dr. Anselmo (adaptado, Agustina) Técnicas de Trabalho com Material Volumétrico 1 Objetivo Nesta

Leia mais

MINISTÉRIO DA SAÚDE HOSPITAL DE SÃO GONÇALO, S.A. - AMARANTE. PROCESSO Revisão Pág. Norma Nº 1 Lavagem das Mãos Mês/Ano 11/05

MINISTÉRIO DA SAÚDE HOSPITAL DE SÃO GONÇALO, S.A. - AMARANTE. PROCESSO Revisão Pág. Norma Nº 1 Lavagem das Mãos Mês/Ano 11/05 Lavagem das Mãos Mês/Ano 11/5 1/11 1. OBJECTIVO Melhorar as práticas de higiene das nos profissionais de saúde. Reduzir a transmissão cruzada de microorganismos patogénicos entre doentes e profissionais.

Leia mais

CATÁLOGO DE MATERIAS DE CONSUMO DO IMS- CAT-UFBA VIDRARIAS

CATÁLOGO DE MATERIAS DE CONSUMO DO IMS- CAT-UFBA VIDRARIAS CATÁLOGO DE MATERIAS DE CONSUMO DO IMS- CAT-UFBA VIDRARIAS UFBA - IMS / CAT 24/05/2011 Angélica, Edurado, Fabrícia MATERIAL EMBALAGEM Alça bactériologica, vidro, não descartável Almofariz de porcelana

Leia mais

Catálogo - Itens para Laboratório

Catálogo - Itens para Laboratório Catálogo - Itens para Laboratório Orçamento / Contato: (32)34222525 Email: [email protected] http://www.textechbrasil.com.br Item Produto 180 Acídimetro de Dornic 10ml - 0-100 187 Balão Volumétrico

Leia mais

POP 1: PARA DESCONGELAMENTO DE CARNE

POP 1: PARA DESCONGELAMENTO DE CARNE Revisão 00 POP 1: PARA DESCONGELAMENTO DE CARNE RETIRAR A CARNE DO CONGELADOR COM ANTECEDÊNCIA ; COLOCAR EM UM RECIPIENTE ; DEIXAR DENTRO DA GELADEIRA POR NO MÁXIMO 72 HS. >RESPONSÁVEL: Manipulador. >

Leia mais

CONTROLE DE MICRORGANISMOS

CONTROLE DE MICRORGANISMOS CONTROLE DE MICRORGANISMOS 1. Acondicionamento de vidrarias para esterilizar Por quê vidrarias como pipetas, erlenmayers, balão, etc., devem ser acondicionados antes da esterilização? Resposta: É uma proteção

Leia mais

FUNDAÇÃO EDUCACIONAL MANOEL GUEDES Escola Técnica Dr. Gualter Nunes Habilitação Profissional de Técnico em Farmácia. Prevenção e Segurança no Trabalho

FUNDAÇÃO EDUCACIONAL MANOEL GUEDES Escola Técnica Dr. Gualter Nunes Habilitação Profissional de Técnico em Farmácia. Prevenção e Segurança no Trabalho EPC e EPI Medidas de Proteção EPI Equipamentos de Proteção Individual EPC Equipamentos de Proteção Coletiva 1 São aqueles que neutralizam a fonte do risco no lugar em que ele se manifesta. É todo dispositivo,

Leia mais

ROTINA DE PREVENÇÃO DE INFECÇÃO DE TRATO VASCULAR

ROTINA DE PREVENÇÃO DE INFECÇÃO DE TRATO VASCULAR ROTINA DE PREVENÇÃO DE INFECÇÃO DE TRATO VASCULAR ROTINA DE PREVENÇÃO DE INFECÇÃO DE TRATO VASCULAR Definição: Infecção relacionada ao cateter: Isolamento de um mesmo microorganismo da ponta do cateter

Leia mais

QUÍMICA FARMACÊUTICA

QUÍMICA FARMACÊUTICA INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA ROTEIRO PARA S PRÁTICAS DISCIPLINA: QUÍMICA FARMACÊUTICA Título da Aula: Determinação do coeficiente de partição óleo-água (P) do ácido benzóico 1 Demonstrar

Leia mais

Manual de Biossegurança

Manual de Biossegurança Manual de Biossegurança INTRODUÇÃO A biossegurança é um tema de grande importância no campo da saúde, despertando cada vez mais o interesse dos profissionais comprometidos com um serviço de qualidade.

Leia mais

MALAJOVICH M.A. Atividades práticas Trabalhar em segurança. Guia n 0 67,

MALAJOVICH M.A. Atividades práticas Trabalhar em segurança. Guia n 0 67, OS DESODORANTES POR QUE PRECISAMOS DE DESODORANTES? Vários tipos de microrganismos se desenvolvem na pele, especialmente nas dobras e partes mais úmidas associadas às glândulas sudoríparas. Sua atividade

Leia mais

11. O uso de pérolas ou pedaços de vidro ou ainda de cerâmica porosa no aquecimento de soluções tem por objetivo:

11. O uso de pérolas ou pedaços de vidro ou ainda de cerâmica porosa no aquecimento de soluções tem por objetivo: ASSISTENTE DE LABORATÓRIO 4 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS QUESTÕES DE 11 A 25 11. O uso de pérolas ou pedaços de vidro ou ainda de cerâmica porosa no aquecimento de soluções tem por objetivo: a) Acelerar a

Leia mais

IDENTIFICAÇÃO DE SUBSTÂNCIAS E AVALIAÇÃO DA SUA PUREZA

IDENTIFICAÇÃO DE SUBSTÂNCIAS E AVALIAÇÃO DA SUA PUREZA IDENTIFICAÇÃO DE SUBSTÂNCIAS E AVALIAÇÃO DA SUA PUREZA O que se pretende Utilizar técnicas experimentais de determinação de propriedades físicas características das substâncias como métodos de identificação

Leia mais

ENSINO E BIOSSEGURANÇA

ENSINO E BIOSSEGURANÇA IV CBIO E XX ENBIO - 4/10/2011 CONGRESSO DE BIÓLOGOS DOS ESTADOS DO RIO DE JANEIRO E DO ESPÍRITO SANTO ENSINO E BIOSSEGURANÇA Dra. Maria Antonia Malajovich Instituto de Tecnologia ORT do Rio de Janeiro

Leia mais

ÍNDICE. Prefácio. Agradecimentos. Instruções para Colorir. 1 Importância dos Microrganismos para os Homens. 2 Os Primeiros Microscópios

ÍNDICE. Prefácio. Agradecimentos. Instruções para Colorir. 1 Importância dos Microrganismos para os Homens. 2 Os Primeiros Microscópios ÍNDICE Prefácio Agradecimentos Instruções para Colorir 1 Importância dos Microrganismos para os Homens 2 Os Primeiros Microscópios 3 Geração Espontânea 4 A Teoria dos Germes como Agentes Causadores de

Leia mais

HISTÓRICO DA MICROBIOLOGIA

HISTÓRICO DA MICROBIOLOGIA HISTÓRICO DA MICROBIOLOGIA Meu Deus, que maravilhas existem em uma criatura tão pequena ( Leewenhooek, Londres 1693 ) Os Microrganismos (MO) participam de quase todos os aspectos da vida humana com efeitos

Leia mais

Agência Nacional de Vigilância Sanitária Anvisa. ESPII por Ebola: medidas adotadas em Pontos de Entrada no Brasil

Agência Nacional de Vigilância Sanitária Anvisa. ESPII por Ebola: medidas adotadas em Pontos de Entrada no Brasil ESPII por Ebola: medidas adotadas em Pontos de Entrada no Brasil Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional pelo vírus Ebola Trata-se do maior surto de ebola já registrado nas últimas quatro

Leia mais

BIOSSEGURANÇA DO PROFISSIONAL DE LAVANDERIAS: ÁREA CONTAMINADA X ÁREA LIMPA. Profa. Dra. Teresinha Covas

BIOSSEGURANÇA DO PROFISSIONAL DE LAVANDERIAS: ÁREA CONTAMINADA X ÁREA LIMPA. Profa. Dra. Teresinha Covas BIOSSEGURANÇA DO PROFISSIONAL DE LAVANDERIAS: ÁREA CONTAMINADA X ÁREA LIMPA Profa. Dra. Teresinha Covas Introdução Controle de Infecção Hospitalar; Qualidade dos profissionais; Área Suja (críticas) potencialmente

Leia mais

Colorações de Bactérias: Coloração Simples e Coloração Diferencial(Coloração de Gram)

Colorações de Bactérias: Coloração Simples e Coloração Diferencial(Coloração de Gram) Escola Secundária com 3º Ciclo D.Manuel I Beja Acção de Formação ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DOS LABORATÓRIOS ESCOLARES Guião de actividade laboratorial versão aluno Colorações de Bactérias: Coloração Simples

Leia mais

Vamos entender como. surgiu o primeiro ser vivo no nosso planeta!

Vamos entender como. surgiu o primeiro ser vivo no nosso planeta! A ORIGEM DA VIDA ORIGEM DA VIDA Sol Mercúrio Vénus Terra Marte Júpiter Vamos entender como Saturno surgiu o primeiro ser vivo no nosso planeta! Urano Neptuno Plutão Uma pequena história... O Big Bang foi

Leia mais

Trabalho com animais: Biossegurança e Boas Práticas em Biotérios de Experimentação.

Trabalho com animais: Biossegurança e Boas Práticas em Biotérios de Experimentação. Trabalho com animais: Biossegurança e Boas Práticas em Biotérios de Experimentação. Biotério: Instalações dotadas de características próprias para atender as exigências dos animais onde são mantidos ou

Leia mais

Álcool Etílico 70º INPM Desinfetante e Anti-séptico Hospitalar

Álcool Etílico 70º INPM Desinfetante e Anti-séptico Hospitalar Conceitos Básicos: 1. Desinfecção Álcool Etílico 70º INPM É o processo de destruição de microorganismos patogênicos na forma vegetativa, presentes em superfícies inertes, mediante aplicação de agentes

Leia mais

Procedimento Operacional Padrão - POP

Procedimento Operacional Padrão - POP Página 1 de 12 Biobanco Procedimento Operacional Padrão para: Processamento de Sangue POP: V. 1.0 Nome: Extração de DNA em sangue total Efetiva: dezembro, 22 autora: Erika Regina Manuli Aprovação Profa.

Leia mais

Resolução Conselho de Ensino da Faculdade Ubaense Ozanam Coelho Estabelece normas especificas para organização e o funcionamento

Resolução Conselho de Ensino da Faculdade Ubaense Ozanam Coelho Estabelece normas especificas para organização e o funcionamento Resolução Conselho de Ensino da Faculdade Ubaense Ozanam Coelho Estabelece normas especificas para organização e o funcionamento do Laboratório de Anatomia da Faculdade Ubaense Ozanam Coelho - FAGOC O

Leia mais

CATÁLOGO DE MATERIAL LABORATORIAL

CATÁLOGO DE MATERIAL LABORATORIAL UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO PRÓ-REITORIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DIRETORIA DE ORÇAMENTOS E FINANÇAS COORDENADORIA DE SUPRIMENTOS CATÁLOGO DE MATERIAL LABORATORIAL OURO PRETO ABRIL / 2016

Leia mais

AULA PRÁTICA Nº / Abril / 2016 Profª Solange Brazaca DETERMINAÇÃO DE LIPÍDEOS

AULA PRÁTICA Nº / Abril / 2016 Profª Solange Brazaca DETERMINAÇÃO DE LIPÍDEOS LABORATÓRIO DE ANÁLISE DE ALIMENTOS E NUTRIÇÃO AULA PRÁTICA Nº - 05 31 / Abril / 2016 Profª Solange Brazaca DETERMINAÇÃO DE LIPÍDEOS FUNDAMENTO: Os lipídios constituem uma classe grande de compostos que

Leia mais

Soluções. Solução, soluto e solvente

Soluções. Solução, soluto e solvente Solução, soluto e solvente Os químicos chamam soluções às misturas homogéneas. Por isso, sempre que obténs uma mistura homogénea podes dizer que tens uma solução. É uma solução. Não é uma solução. Solução,

Leia mais

ROTEIRO PARA POSTO DE COLETA DE ANÁLISES CLÍNICAS

ROTEIRO PARA POSTO DE COLETA DE ANÁLISES CLÍNICAS PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE COORDENADORIA GERAL DE VIGILÂNCIA DA SAÚDE EQUIPE DE CONTROLE E VIGILÂNCIA DE SERVIÇOS DE SAÚDE versão 06/03/2007 ROTEIRO PARA POSTO DE

Leia mais

Ubiquidade de microorganismos. Introdução. Materiais Necessários

Ubiquidade de microorganismos. Introdução. Materiais Necessários dução Os microorganismos (fungos, bactérias e vírus) são chamados assim por terem um tamanho bastante reduzido. Eles são tão pequenos que não conseguimos enxergá-los a olho nu, mas apenas utilizando microscópio

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO UFOP Coordenadoria de Suprimentos - CSU

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO UFOP Coordenadoria de Suprimentos - CSU ITEM QTDE. UND DESCRIÇÃO SALDO 30.35.000117-PAPEL TORNASSOL VERMELHO INDICADOR DE MEIO ÁCIDO, CADERNO C/ 100 TIRAS 1 CX 2 UN 3 UN 30.35.000481-COPO DE VIDRO TIPO CÁLICE, GRADUADO EM 30ML. CATMAT:412619

Leia mais

Microrganismos do solo

Microrganismos do solo O que é o solo? Tem vida? Microrganismos do solo Anos a que se destina, preferencialmente: Ciências Físicas e Naturais 3º ciclo: Tema : terra no espaço biodiversidade e unidade; Tema : sustentabilidade

Leia mais

O quê é Biossegurança?...e por quê você tem tudo a ver com ela.

O quê é Biossegurança?...e por quê você tem tudo a ver com ela. O quê é Biossegurança?...e por quê você tem tudo a ver com ela. Respostas dos alunos do curso 4 Grupos: Normas e princípios Segurança e proteção Procedimentos, práticas e medidas Outros 1º Grupo: Normas

Leia mais

Microbiologia e Industria Alimentar

Microbiologia e Industria Alimentar Microbiologia e Industria Alimentar Como resolver problemas de alimentação da população humana? Como produzir maior quantidade de alimentos? Qual o contributo da indústria na produção, processamento e

Leia mais

Unidade V - Determinação de umidade e sólidos totais

Unidade V - Determinação de umidade e sólidos totais Unidade V - Determinação de umidade e sólidos totais O método empregado depende do objetivo. O que estou necessitando? Rapidez? Precisão? Exatidão? Medir em tempo real? Umidade: métodos Quantitativos Métodos

Leia mais

Manual de Boas Práticas

Manual de Boas Práticas Manual de Boas Práticas Centro Regional de Saúde Pública do Algarve CCI dos Cuidados de Saúde Primários Setembro2004 INTRODUÇÃO Durante gerações a lavagem das mãos com água e sabão foi considerada uma

Leia mais

Procedimentos de Gestão da Qualidade Código: PGQ Gerente da Qualidade

Procedimentos de Gestão da Qualidade Código: PGQ Gerente da Qualidade Versão: 3 Pg: 1/14 ELABORADO POR DE ACORDO NOME FUNÇÃO ASSINATURA DATA Dr. Ivo Fernandes Gerente da Qualidade 20/09/2009 Dr. Renato de Lacerda Diretor Técnico 20/09/2009 APROVADO POR Dr. Jose Carlos dos

Leia mais

PROTOCOLO PARA COLETA DE HEMOCULTURA

PROTOCOLO PARA COLETA DE HEMOCULTURA PARA COLETA 1 de 5 Histórico de Revisão / Versões Data Versão/Revisões Descrição Autor 1.00 Proposta inicial EB, MS RESUMO Descrever técnica correta para coleta de hemocultura e conduta frente a possíveis

Leia mais

GERMES MULTIRRESISTENTES E O USO DE SANEANTES NA UNIDADE DO PACIENTE

GERMES MULTIRRESISTENTES E O USO DE SANEANTES NA UNIDADE DO PACIENTE GERMES MULTIRRESISTENTES E O USO DE SANEANTES NA UNIDADE DO PACIENTE Kazuko Uchikawa Graziano Professora Titular do Departamento de Enfermagem Médico Cirúrgica da Escola de Enfermagem da USP Produtos Saneantes

Leia mais

Descartáveis e Acessórios

Descartáveis e Acessórios TUBOS, PLACAS, FRASCOS, PONTEIRAS, PIPETAS, SWABS, RACKS Descartáveis e Acessórios (21) 2501 0888 (11) 3862 9008 1 TUBOS Descartáveis e Acessórios. Book 2016 0198 - Microtubo 1,5 ml Graduado tampa reta

Leia mais

Kits Didáticos. Laboratórios Portáteis

Kits Didáticos. Laboratórios Portáteis Kits Didáticos Laboratórios Portáteis Kit pedagógico de genética A Procura do Suspeito (Papiloscopia - Jogo) Kit na forma de jogo para o ensino fundamental e médio para ensino de genética de herança mendeliana

Leia mais

RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA EM LABORATÓRIO: CONTAGEM DE BACTÉRIAS TOTAIS E PESQUISA DE COLIFORMES, COLIFORMES FECAIS E ESCHERICHIA COLI EM ALIMENTOS

RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA EM LABORATÓRIO: CONTAGEM DE BACTÉRIAS TOTAIS E PESQUISA DE COLIFORMES, COLIFORMES FECAIS E ESCHERICHIA COLI EM ALIMENTOS 3cm INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SANTA CATARINA CURSO TÉNICO EM... Fonte Arial ou Times 12, maiúscula sem negrito BELTRANO DE TAL FULANO DE TAL Fonte 12, semnegrito 3cm 2cm RELATÓRIO

Leia mais

Mapa de Risco da Empresa :

Mapa de Risco da Empresa : Mapa de Risco da Empresa : Questionário auxiliar para elaboração do Mapa de Riscos Objetivos: A - O objetivo deste questionário é de reunir as informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da

Leia mais

PRINCÍPIOS BÁSICOS E MÉTODOS DE CONSERVAÇÃO

PRINCÍPIOS BÁSICOS E MÉTODOS DE CONSERVAÇÃO PRINCÍPIOS BÁSICOS E MÉTODOS DE CONSERVAÇÃO Conservação e Rotulagem de Alimentos 3º Módulo Profª Vivian Pupo de Oliveira Machado ASSEPSIA Recipiente de transporte e de manipulação sujos, falta de cuidado

Leia mais

BIOSSEGURANÇA EM ODONTOLOGIA

BIOSSEGURANÇA EM ODONTOLOGIA LABORATÓRIO DE ANAERÓBIOS http://www.icb.usp.br/bmm/mariojac BIOSSEGURANÇA EM ODONTOLOGIA Prof. Dr. Mario J. Avila-Campos O que é Virulência? Infecção: Estabelecimento da bactéria capaz de produzir doença

Leia mais

Dica de Manejo - Coleta de Sangue

Dica de Manejo - Coleta de Sangue Dica de Manejo - Coleta de Sangue Introdução A coleta de sangue deve ser uma prática conhecida pelos encarregados das granjas. A partir do sangue coletado, uma grande quantidade de testes pode ser realizada,

Leia mais

Você sabe lavar as mãos? Introdução. Materiais Necessários

Você sabe lavar as mãos? Introdução. Materiais Necessários Intro 01 Introdução Será que quando você lava as mãos você consegue realmente eliminar os microorganismos presentes na pele? Veja a seguir como você pode conferir isso. Cadastrada por Raquel Silva Material

Leia mais

RESÍDUO DO SERVIÇO DE SAÚDE STERLIX AMBIENTAL TRATAMENTO DE RESÍDUOS LTDA - ENG.AMBIENTAL GESUALDO DELFINO DE MORAES

RESÍDUO DO SERVIÇO DE SAÚDE STERLIX AMBIENTAL TRATAMENTO DE RESÍDUOS LTDA - ENG.AMBIENTAL GESUALDO DELFINO DE MORAES RESÍDUO DO SERVIÇO DE SAÚDE LEGISLAÇÃO CONAMA 358 29 de Abril 2005 RDC 306 7 de Dezembro 2004 Classificação Grupo A Biológicos Grupo B Químicos Grupo C Radioativos Grupo D Comuns Grupo E Perfuro cortantes

Leia mais

TÉCNICA SIMPLIFICADA DE COLHEITA DE MATERIAL EM ANIMAIS PARA O DIAGNÓSTICO DA RAIVA

TÉCNICA SIMPLIFICADA DE COLHEITA DE MATERIAL EM ANIMAIS PARA O DIAGNÓSTICO DA RAIVA TÉCNICA SIMPLIFICADA DE COLHEITA DE MATERIAL EM ANIMAIS PARA O DIAGNÓSTICO DA RAIVA (Fotos gentilmente cedidas pelo KwaZulu-Natal Rabies Project e pelo Serengueti Carnivore Disease Project) Preparação

Leia mais

Hibridação in situ fluorescente em corte histológico (Câncer de Próstata)

Hibridação in situ fluorescente em corte histológico (Câncer de Próstata) Hibridação in situ fluorescente em corte histológico (Câncer de Próstata) FISH em tecido incluído em parafina: Four Colour PTEN Deletion Probe O protocolo de FISH descrito abaixo é recomendado para cortes

Leia mais

SEGURANÇA EM LABORATÓRIO

SEGURANÇA EM LABORATÓRIO Por que devemos nos preocupar com a segurança nos Laboratórios? SEGURANÇA EM LABORATÓRIO Declaração dos Direitos Humanos: Todo ser humano tem direito à vida Preservação da vida Por que os acidentes acontecem?

Leia mais

A MAJOP atua desde 1984 e vem ganhando força com uma crescente. participação nos diferentes mercados de Inseminação Artificial. No âmbito nacional vem

A MAJOP atua desde 1984 e vem ganhando força com uma crescente. participação nos diferentes mercados de Inseminação Artificial. No âmbito nacional vem A Empresa A MAJOP atua desde 1984 e vem ganhando força com uma crescente participação nos diferentes mercados de Inseminação Artificial. No âmbito nacional vem se solidificando, pois o maior referencial

Leia mais

Análise Técnica. Segurança Microbiológica de Molhos Comercializados em Embalagens Tipo Sache: Avaliação de um Abridor de Embalagens

Análise Técnica. Segurança Microbiológica de Molhos Comercializados em Embalagens Tipo Sache: Avaliação de um Abridor de Embalagens Análise Técnica Segurança Microbiológica de Molhos Comercializados em Embalagens Tipo Sache: Avaliação de um Abridor de Embalagens Coord. Prof. Dr. Marco Antônio Lemos Miguel Equipe: Carolina Beres & Priscila

Leia mais

Manejo dos resíduos gerados na assistência ao paciente com suspeita ou confirmação de contaminação pelo vírus Ebola. Enfª Marília Ferraz

Manejo dos resíduos gerados na assistência ao paciente com suspeita ou confirmação de contaminação pelo vírus Ebola. Enfª Marília Ferraz Manejo dos resíduos gerados na assistência ao paciente com suspeita ou confirmação de contaminação pelo vírus Ebola Enfª Marília Ferraz Goiânia, 29 de outubro de 2014 Referências para o assunto: RDC 306/2004

Leia mais

INFRA-ESTRUTURA FÍSICA DESTINADA AO CURSO SUPERIOR DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

INFRA-ESTRUTURA FÍSICA DESTINADA AO CURSO SUPERIOR DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS INFRA-ESTRUTURA FÍSICA DESTINADA AO CURSO SUPERIOR DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS Espaço de trabalho para coordenação do curso e serviços acadêmicos A sala da Coordenação dos Cursos Superiores

Leia mais

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO. Coleta de Amostras Swab, Água e Alimentos

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO. Coleta de Amostras Swab, Água e Alimentos 1 de 6 1. OBJETIVOS Descrever o procedimento para a coleta de amostras. 2. AREA DE APLICAÇÃO Coleta de amostras. 3. DEFINIÇÕES Swab estéril: tipo cotonete estéril, de haste longa com uma das extremidades

Leia mais

Procedimento Operacional Padrão - POP

Procedimento Operacional Padrão - POP Página 1 de 10 IMT-POP-BB-0 Biobanco Procedimento Operacional Padrão para: Extração de DNA de sangue total POP: V. 1.0 Nome: Extração de DNA em sangue total Efetiva: dezembro, 22 autora: Erika Regina Manuli

Leia mais

1. Segundo essa teoria os seres que existem hoje são os mesmos que existiram no passado e não sofrerão variações. Como se explica, então, a variedade

1. Segundo essa teoria os seres que existem hoje são os mesmos que existiram no passado e não sofrerão variações. Como se explica, então, a variedade 1. Segundo essa teoria os seres que existem hoje são os mesmos que existiram no passado e não sofrerão variações. Como se explica, então, a variedade de seres vivos existentes na Terra? A variedade de

Leia mais

Alguns materiais utilizados no Laboratório de Química

Alguns materiais utilizados no Laboratório de Química Alguns materiais utilizados no Laboratório de Química 02 04 05 01 03 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 19 16 17 18 20 21 22 23 24 25 01. Suporte universal: utilizado para sustentar peças. 02. Tripé de ferro:

Leia mais

Conteúdo: Solução de 50 ml (100 ml/350 ml/500 ml/1000 ml/5 l/25 l/200 l/500 l)

Conteúdo: Solução de 50 ml (100 ml/350 ml/500 ml/1000 ml/5 l/25 l/200 l/500 l) BODE CHEMIE HAMBURG D - 22525 Melanchthonstraße 27 Telefone: +49-40-54006-0 e nome/telefone do distribuidor local Pictograma N.º 1 Sterillium Solução cutânea. Autorização de introdução no mercado n.º:

Leia mais

ESTADO DO CEARÁ CONSÓRCIO PÚBLICO DA MICRORREGIÃO DE SAUDE DE

ESTADO DO CEARÁ CONSÓRCIO PÚBLICO DA MICRORREGIÃO DE SAUDE DE ESTADO DO CEARÁ CONSÓRCIO PÚBLICO DA MICRORREGIÃO DE SAUDE DE PROCESSO SELETIVO PÚBLICO SIMPLIFICADO PARA O PREENCHIMENTO DE EMPREGOS PÚBLICOS PARA A POLICLÍNICA DE TÉCNICO DE LABORATÓRIO LEIA COM ATENÇÃO

Leia mais

INSTRUÇÃO DE TRABALHO

INSTRUÇÃO DE TRABALHO 1. Titulo LIMPEZA MANUAL DE ARTIGOS MÉDICOS HOSPITALARES 2. Definição: Remoção de sujidades orgânicas e inorgânicas, redução da carga microbiana presente nos produtos para saúde, utilizando água, detergentes,

Leia mais

Controle de Qualidade de Alimentos 1º Módulo

Controle de Qualidade de Alimentos 1º Módulo VIVIAN PUPO DE OLIVEIRA MACHADO Nutricionista (Unoeste) Especialista em Saúde Coletiva (UEL) Especialista em Educação Inclusiva (Facol) Mestranda em Agronomia/Produção Vegetal (Unoeste) Controle de Qualidade

Leia mais

Profissional que realiza: Técnico de Enfermagem e Auxiliar de Enfermagem. Material utilizado: detergente enzimático, detergente neutro e álcool á 70%.

Profissional que realiza: Técnico de Enfermagem e Auxiliar de Enfermagem. Material utilizado: detergente enzimático, detergente neutro e álcool á 70%. Divisão de Enfermagem CME Página 1 de 5 Freqüência que é realizado: Diariamente Profissional que realiza: Técnico de Enfermagem e Auxiliar de Enfermagem. Material utilizado: detergente enzimático, detergente

Leia mais

Aprender a preparar soluções aquosas, realizar diluições e determinar suas concentrações.

Aprender a preparar soluções aquosas, realizar diluições e determinar suas concentrações. EXPERIMENTO 2 Preparação e Padronização de Soluções OBJETIVOS Rever os conceitos de concentração de soluções. Aprender a preparar soluções aquosas, realizar diluições e determinar suas concentrações. Exercitar

Leia mais

Enfª Francielle Toniolo Enf ª Luiza Casaburi

Enfª Francielle Toniolo Enf ª Luiza Casaburi Residência Integrada Multiprofissional em Saúde Universidade Federal do Triângulo Mineiro Comissão de Controle de Infecção Hospitalar Precauções e isolamentos Enfª Francielle Toniolo Enf ª Luiza Casaburi

Leia mais