Nota Oficial da Marinha sobre matéria do PROSUB

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1 Nota Oficial da Marinha sobre matéria do PROSUB ESCLARECIMENTO SOBRE RECENTES MATÉRIAS SOBRE O PROSUB VEICULADAS NA IMPRENSA Em relação às notícias divulgadas recentemente em veículos da imprensa sobre suposto pagamento de propina a militares desta Força relacionado ao Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), a Marinha do Brasil (MB) reitera que desconhece qualquer irregularidade envolvendo o Programa, bem como nega a existência de um Almirante Braga citado nas reportagens. O Tribunal de Contas da União (TCU) acompanha todo o desenvolvimento do PROSUB desde o seu início, a pedido da MB, por meio da realização de auditorias, e a Marinha tem cumprido todas as recomendações e determinações contidas nos acórdãos daquela Corte. FONTE: CCSM (Via )

2 Documentário Luz Verde no Convoo em comemoração aos 100 Anos da Aviação Naval NOTA do EDITOR: O Defesa Aérea & Naval, na pessoa do seu editor Guilherme Wiltgen, se sente muito honrado em ter contribuído com o seu acervo pessoal, para ajudar na elaboração desse excelente documentário sobre os 100 anos de nossa Aviação Naval. Nossos especiais agradecimentos as Tenentes Joana Martins e Laís Dornelas, CCSM-Rio, por terem nos dado a oportunidade única de participar desse material histórico. Bravo Zulu CCSM, Aviação Naval e Marinha do Brasil! Entrevista com o AE Leal Ferreira PROSUPER Atualizada PROSUPER Atualizada

3 DAN Qual a perspectiva de vermos o PROSUPER aprovado? A MB optou diretamente por um determinado fornecedor ou esta escolha será feita pelo MD/PR? AE Leal Ferreira Ainda não houve escolha por parte da Marinha do Brasil (MB) em favor de nenhum fornecedor. A Força realizou a coleta de dados e subsídios para permitir a tomada de decisão sobre a escolha do país com o qual deverá ser estabelecido um acordo governamental pelo Brasil. No momento, a MB aguarda decisão superior para dar continuidade ao programa. DAN O Sr poderia comentar sobre as classes oferecidas? AE Leal Ferreira Até o momento, nove países estão participando do processo (Alemanha, China, Coréia do Sul, Estados Unidos da América, Espanha, Holanda, França, Itália e Reino Unido), com os seus respectivos estaleiros. Todos os participantes, à exceção da China e dos EUA que foram incluídos posteriormente no PROSUPER, já apresentaram propostas completas de fornecimento, com base nas especificações detalhadas fornecidas pela MB. Houve, também, a exigência de que os navios propostos estivessem referenciados a classes de navios em operação em ao menos uma Marinha, adaptados aos requisitos da MB.

4 Fragata De Zeven Provicien do Estaleiro DAMEN DAN O PROSUPER deverá ser baseado no modelo do PROSUB, com a construção de um estaleiro para construção de navios militares, ou serão utilizados os estaleiros civis atualmente instalados no país? AE Leal Ferreira Serão utilizados estaleiros civis de forma que a qualidade dos navios seja a mesma que seria obtida caso os meios fossem construídos em instalações da empresa parceira no exterior.

5 NPa 500 em construção no estaleiro EISA-RJ DAN Caso a segunda opção seja a resposta, como a MB vê a falta de qualificação dos mesmos para a construção naval militar e como resolverá a questão da impossibilidade de atendimento tendo em vista as imensas encomendas para o présal? AE Leal Ferreira As dificuldades existentes terão que ser superadas considerando que a responsabilidade sobre a execução do contrato será do parceiro estrangeiro, associado a um ou mais estaleiros brasileiros, que terão a oportunidade de adquirir know-how sobre a construção de navios de guerra. DAN Dentro do PROSUPER existe a possibilidade de modernização do AMRJ com a construção dos Escoltas lá? AE Leal Ferreira O Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ) é uma Organização Militar da MB que possui, dentre diversas outras, a tarefa de construir meios navais de superfície e, portanto, existe a possibilidade de ser considerada a utilização de sua área industrial na execução do PROSUPER.

6 DAN Quanto aos NPaOc, cada fornecedor apresentou sua proposta de navio a ser fabricado. A MB já se decidiu pela classe Amazonas, cujo direito de fabricação foi adquirido aos ingleses ou irá optar por outro modelo? AE Leal Ferreira Os estaleiros representantes dos países participantes receberam especificações detalhadas da MB e não houve imposição quanto à adoção de alguma classe específica de navios. NPaOc-Apa (P121), classe Amazonas DAN Sabendo do imenso esforço da MB em manter atualizados e operativos os atuais navios da Esquadra, pergunto: Estão previstas modernizações complementares para as Fragatas classe Niterói e Greenhalgh, como remotorização por exemplo, tendo em vista a dificuldade de manutenção de turbinas, notadamente a Spey? AE Leal Ferreira Não há, no momento, previsão de modernização complementar das Fragatas mencionadas. DAN O estudo de dotar a classe Niterói apenas com motores a

7 diesel modernos de alto desempenho no lugar das turbinas, prorrogando assim sua vida útil na Esquadra, é viável? AE Leal Ferreira A MB não está, no momento, realizando o estudo mencionado. Corveta Inhaúma (V30) DAN Qual o status da modernização das Corvetas da classe Inhaúma? AE Leal Ferreira Atualmente, as três corvetas em atividade encontram-se em Período de Manutenção (PM). Dessas, somente a Julio de Noronha passa por Período de Manutenção Geral (PMG). A Corveta Inhaúma realiza um Período de Manutenção Intermediário (PMI), de escopo menor, e a Jaceguai um Período de Manutenção Extraordinário (PME), para atender necessidades de manutenção corretiva. A quarta corveta da classe, a Frontin, foi transferida para a reserva em 2014 e será descomissionada ainda este ano. O PMG da Julio de Noronha abrange, em complemento aos serviços normalmente afetos a esse tipo de manutenção, um

8 extenso programa de modernização, daí a classificação do seu período de manutenção como PMG/Mod. Entre os serviços típicos de PMG, o navio realizou as revisões gerais de todos os equipamentos de propulsão, dos dois Motores de Combustão Principal (MCP), da turbina a gás, bem como de dois dos seus quatro Motores de Combustão Auxiliar (MCA), empregados na geração de energia; diversos reparos estruturais; além de melhorias em compartimentos habitáveis. Em relação ao programa de modernização, foram substituídos os outros dois MCA por equipamentos de maior potência. Também foram substituídos por congêneres mais modernos as Unidades de Tratamento de Águas Servidas (UTAS) e o Separador de Água e Óleo (SAO), sistemas importantes para atender aos requisitos de preservação ambiental; as plantas de ar condicionado; os grupos de osmose reversa para a produção de aguada; os compressores de ar comprimido; e sensores como o radar de navegação e o equipamento de Guerra Eletrônica. Gostaria de ressaltar que o serviço de modernização mais complexo é a instalação do novo Sistema de Controle e Monitoramento (SCM), desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa da Marinha (IPqM), que será responsável por controlar toda a planta propulsora do navio e acompanhar o desempenho de todos os seus principais equipamentos, contando com elevado grau de automatismo. Os períodos de manutenção ora em curso para as demais corvetas não envolvem a sua modernização, tendo por propósito recondicionar a propulsão, sistemas auxiliares e estruturas daqueles navios. Com base nos resultados obtidos pela Corveta Julio de Noronha, os demais navios da classe poderão também ser submetidos a um programa de modernização por ocasião de seus futuros PMG. A Julio de Noronha deverá concluir seu PMG e realizar os testes do sistema de controle da propulsão em Cabe

9 ressaltar que estes prazos estão condicionados à disponibilidade de recursos para permitir o fluxo financeiro adequado para o prosseguimento do PM. Após o término do PMG e respectivo Programa de Modernização, espera-se prolongar a vida útil desses meios por mais dez anos. DAN Em que fase se encontra o projeto da construção da nova classe de corvetas Tamandaré? AE Leal Ferreira Está na fase de elaboração de Projeto Preliminar e de Contrato (Projeto Básico), que deverá ser concluído em julho deste ano. Posteriormente, a MB trabalhará na elaboração da Especificação Técnica para licitar a construção. A publicação do Edital dependerá, contudo, de disponibilidade orçamentária. Almirantes da MB no estande da BAE Systems durante a Euronaval 2014 DAN O acordo BRADAR/BAE Systems para o desenvolvimento de um radar 3D a partir do modelo inglês Artisan 3D, poderia vir a

10 ser instalado nos futuros Escoltas ou ficará restrito as novas corvetas? AE Leal Ferreira Sim. Poderia vir a ser instalado nos futuros Escoltas. DAN O que levou a MB a passar para a reserva a corveta Frontin? Há alguma perspectiva de que a mesma volte ao serviço ativo? AE Leal Ferreira A insuficiência de recursos financeiros para a realização dos reparos e manutenções necessários para restabelecer a condição operacional do Navio impôs, em 2014, a sua transferência para a reserva e, neste ano, a decisão em descomissionar a Frontin. TCD Sciroco DAN A imprensa vem noticiando o interesse da MB em adquirir o TCD Siroco da França. Quais as perspectivas de que tal aquisição se realize? AE Leal Ferreira Em dezembro de 2014, a MB enviou uma delegação à França para realizar uma inspeção técnica e avaliar as condições em que o Siroco se encontrava, visando a

11 uma possível aquisição do navio. Em que pese o relatório ter sido favorável à compra, não há recursos disponíveis para a concretização do negócio. DAN Há a possibilidade de aquisição de navios de combate por oportunidade, ou a MB mantêm sua decisão de não mais comprar navios de combate e sim fabricá-los aqui no Brasil? AE Leal Ferreira No momento não há a previsão de aquisição de navios escoltas por oportunidade. No entanto, a MB está atenta e não descarta essa alternativa. Se houver o oferecimento de meios por outras Marinhas em condições operacionais satisfatórias e que atendam as necessidades da Força, bem como a existência de recursos financeiros, será avaliada a viabilidade da obtenção. DAN Quantos empregos diretos e indiretos, seriam garantidos na indústria naval com a aprovação do PROSUPER? AE Leal Ferreira Estima-se que serão gerados cerca de 13 mil empregos diretos e indiretos. Entrevista com o AE Leal Ferreira PROSUB Atualizada

12 O Defesa Aérea & Naval DAN, gostaria de agradecer ao Almirante de Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, em conceder esta entrevista, oportunidade única que o DAN trás aos nossos leitores, todos interessados no tema Defesa. Iremos

13 abordar nesta entrevista, variados tópicos, assim, optamos por dividi-la em módulos, que publicaremos em sequência. O Centro de Comunicação Social da Marinha repassou ao DAN, algumas questões com atualizações que publicamos abaixo. PROSUB Atualizada DAN Como se encontra o processo de enriquecimento de urânio em Aramar? A fábrica de hexafluoreto de urânio já está operando? AE Leal Ferreira Um dos objetivos do Programa Nuclear da Marinha (PNM) era obter o domínio do ciclo do combustível nuclear. Essa conquista já foi alcançada, utilizando tecnologia nacional em todo o seu processo de produção. A Unidade Piloto de Hexafluoreto de Urânio (USEXA), que permitirá a produção do combustível nuclear em escala industrial, deverá ter prontificada sua montagem eletromecânica neste ano. DAN Qual nível de enriquecimento será necessário para operar nosso SSN? AE Leal Ferreira O Submarino com Propulsão Nuclear (SN-BR) operará com urânio enriquecido de teor próximo a 4,3%. DAN O Senhor poderia falar sobre o estágio atual do desenvolvimento do reator que movimentará nosso futuro SSN? AE Leal Ferreira Para o desenvolvimento do reator, há a necessidade de se comissionar o Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (LABGENE). Com prontificação prevista para julho de 2017, as obras de construção civil e montagem do conjunto de onze prédios do LABGENE estão em andamento. Com o término das obras civis, ocorrerá a montagem eletromecânica de sistemas e equipamentos do reator, o que possibilitará o citado comissionamento em O LABGENE será utilizado para validar as condições de projeto

14 e ensaiar todas as condições de operação possíveis para uma planta de propulsão nuclear, em tudo similar a do Submarino Brasileiro com Propulsão Nuclear (SN-BR). Aramar - Foto: MB DAN Como a MB está preparando os futuros tripulantes de nossos SSN? AE Leal Ferreira A Marinha do Brasil (MB) seguirá com a formação tradicional dos submarinistas ora em vigor e incrementará a preparação dos militares que operarão o SN-BR no futuro Centro de Instrução e Adestramento Nuclear de Aramar (CIANA). DAN O Senhor poderia falar sobre o imenso empreendimento de Itaguaí? AE Leal Ferreira A implantação da infraestrutura industrial e de apoio aos submarinos consiste no projeto e na construção de uma Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM), inaugurado em 1 de março de 2013 e do Estaleiro e da Base Naval (EBN) para submarinos, localizados em Itaguaí-RJ. O EBN

15 contará com dois estaleiros, sendo um de construção e outro de manutenção, uma base de apoio que abrigará a estrutura de Comando e Controle de Submarinos, um Centro de Instrução e Adestramento de suas tripulações, além de um complexo radiológico. A construção da UFEM e EBN prevê, ao longo de seu cronograma, uma significativa geração de empregos, com diretos e indiretos. DAN Com os cortes planejados para o atual ano no MD, o empreendimento será afetado? AE Leal Ferreira Após o anúncio dos cortes promovidos no orçamento deste ano, em função dos compromissos contratuais, a MB se empenhará em avaliar com os parceiros do PROSUB e do PNM, a fim de que sejam adotados os ajustes necessários nos cronogramas físico-financeiros, que mitiguem qualquer solução de continuidade. DAN O Senhor poderia falar sobre possíveis atrasos que a demora do licenciamento ambiental para certas obras, diques,

16 por exemplo, podem causar? AE Leal Ferreira Com relação às licenças ambientais, não foram identificados atrasos decorrentes de demora. O projeto segue fidedignamente o Projeto Básico Ambiental e as condicionantes apresentadas nas licenças. DAN Foi noticiado o atraso de um ano para a entrega do primeiro submarino convencional, o Riachuelo. Quais as causas do atraso? AE Leal Ferreira O cronograma de construção do primeiro submarino convencional (S-BR1) foi alterado para abarcar o tempo necessário à adaptação às técnicas francesas de construção e às alterações de projeto exigidas para atender aos requisitos operativos estabelecidos pela MB.

17 DAN O Senhor poderia falar sobre a nacionalização que a MB busca implementar no programa de submarinos? Quantas empresas já participam do processo? AE Leal Ferreira A MB supervisiona todo o processo de seleção das empresas nacionais, sendo responsável pela aprovação de cada projeto de nacionalização, os quais devem estar conforme os requisitos técnicos estabelecidos em contrato entre a Força e a DCNS. Quanto aos números de empresas e outros aspectos relevantes desse processo, cabe destacar o seguinte: Na construção da Infraestrutura Industrial: participação na construção do EBN de mais de 600 empresas nacionais de diversos tamanhos prestando serviços e fornecendo materiais diversos, equipamentos e insumos. Isto possibilitou obter um índice de conteúdo local entre 90 e 95% de produtos e serviços nacionais e em consequência uma injeção na indústria nacional de R$ 241,36 milhões. De forma similar, na construção do EBN, há uma previsão de manutenção do mesmo nível de índice de conteúdo local, o que representaria uma injeção de mais R$ 1

18 bilhão; Na Construção dos Submarinos Convencionais (S-BR): o processo de nacionalização dos S-BR e do SN-BR visa nacionalizar os equipamentos e sistemas com alto teor tecnológico, que possam ser aplicados em outros setores industriais, capacitando empresas brasileiras a se tornarem fornecedoras independentes em futuros projetos da Marinha. Envolve um valor de, aproximadamente, 100 milhões para serem investidos em 104 projetos de nacionalização, objetivando: a) Fabricação de sistemas, equipamentos e componentes; b) Treinamento para o desenvolvimento e integração de softwares específicos de importantes sistemas; e c) Suporte técnico para as empresas durante a fabricação dos itens. Dos projetos em execução, podemos destacar os seguintes: O desenvolvimento de módulos de software para o projeto de engenharia e integração do Sistema de Combate pela Fundação Ezute (São Paulo-SP) e para o projeto do Sistema de Gerenciamento Integrado da Plataforma pela empresa Mectron (São José dos Campos-SP); Transferência de tecnologia (em andamento) da empresa Exide Alemanha para a empresa Rondopar (Londrina-PR) visando à produção das baterias dos submarinos; Desenvolvimento das ligas e fabricação de tubos de cuproníquel para trocadores de calor e de cobre para tubos de emprego geral nos submarinos pela empresa Termomecânica (São Bernardo do Campo-SP); Sistema de Monitoramento de Baterias pela empresa Datapool (Itajubá-MG); A produção dos consoles para o Sistema de Combate pela empresa Atech (São Paulo-SP);

19 De conversores estáticos, gabinetes do quadro elétrico secundário; De módulos de carga e transformadores pela Adelco (Barueri- SP); Dos gabinetes do quadro elétrico principal pela Schneider (Sumaré-SP); Do mancal de escora pela Zollern (Cataguases-MG) e, em parceria com a Universidade Estadual Paulista (UNESP), o desenvolvimento de equipamento de teste para os mancais; Ventiladores pela empresa Howden (Itatiba-SP); Espelhos e chicanas para os trocadores de calor pela Cecal (Lorena-SP); Cabeçotes dos motores diesel pela MTU do Brasil (São Paulo- SP); Acumuladores hidráulicos pela Cilgastech (Santa Bárbara do Oeste-SP); Elipses de tanques pela Bardella (Guarulhos-SP); Proteção anti-corrosão pela Sacor (Duque de Caxias-RJ); e Motores elétricos pela WEG (Jaraguá do Sul-SC). DAN O Sr poderia falar sobre as diferenças entre o nosso submarino e o Scorpene francês? AE Leal Ferreira Foi realizada uma revisão de todo o projeto e, assim, identificou-se a necessidade de se incorporar uma seção intermediária, a fim de permitir a ampliação de alojamentos, tanques de óleo combustível e paióis de mantimentos, incrementando, assim, a capacidade original de permanência dos nossos submarinos no mar em patrulha. DAN A MB pensa em adicionar a tecnologia AIP em futuras

20 encomendas ou os motivos que fizeram a MB optar pelo não uso da mesma se mantêm? O Senhor poderia comentar estes motivos? AE Leal Ferreira A MB optou pelo submarino com propulsão nuclear por apresentar contornos mais factíveis para absorção do conhecimento exigido para projetá-lo, construí-lo e pelo desenvolvimento existente na área de energia nuclear no Brasil, bem como por considerar que esse meio seria o que melhor atenderia o objetivo de dispor de um vetor capaz de permanecer por longos períodos em imersão e em condições de patrulhar a nossa Amazônia Azul. DAN Um segundo lote de submarinos convencionais seria uma nova classe, de projeto brasileiro, ou seria a continuação da construção dos atuais SBr? AE Leal Ferreira Um segundo lote de submarinos convencionais, provavelmente, constituir-se-ia em uma nova classe, não só pelo propósito que se pretende alcançar com o PROSUB, de capacitação nacional no projeto e construção de submarinos, mas também e, principalmente, pelo conhecimento que será adquirido na operação dos quatro primeiros e pela evolução natural da tecnologia, processos e equipamentos que, certamente, influenciariam o projeto desse tipo de meio e caracterizariam a concepção de uma nova classe de S-BR. DAN Como está o projeto de nosso futuro SSN, feito por engenheiros brasileiros? AE Leal Ferreira O Projeto do SN-BR encontra-se, atualmente, na Fase B (Projeto Básico), cuja conclusão permitirá a elaboração dos contratos definitivos de construção e de aquisição do pacote de materiais. O término da Fase B propiciará também o desenvolvimento da Fase C (Projeto de Detalhamento), que será iniciada antes da construção do submarino e terá continuidade ao longo de todo o período da construção.

21 DAN A contraparte francesa está cumprindo rigorosamente com os contratos firmados? AE Leal Ferreira O contrato de ToT para o projeto e construção da UFEM e do EBN está sendo cumprido rigorosamente. Quanto ao projeto e construção do SN-BR e construção dos S-BR, os acordos para ToT vem sendo realizados dentro do programado, mas tem havido a necessidade de esclarecer e tratar pontualmente alguns aspectos com nossos parceiros franceses. DAN Em que momento será necessário fazer a encomenda de um segundo lote de submarinos, convencionais e nucleares, para que toda a infraestrutura montada em Itaguaí não sofra solução de continuidade? AE Leal Ferreira É muito importante essa preocupação de não haver solução de continuidade da operação da infraestrutura estabelecida em Itaguaí, em razão da necessidade de

22 justificar-se o investimento ali realizado. Além disso, é preciso que novas encomendas sejam feitas para que se preserve o conhecimento e a tecnologia já absorvidos. A MB encontra-se atenta a essa questão e oportunamente realizará os estudos para determinação desse momento, todavia, deve ser destacado que a área industrial montada em Itaguaí será utilizada também para a manutenção dos novos meios, o que permitirá seu emprego mesmo após o término da construção. DAN Como a MB pensa em manter o conhecimento adquirido na França, notadamente em projeto de submarinos? A MB pensa em criar na USP, no curso de engenharia naval, uma cadeira de projeto de submarinos? AE Leal Ferreira O nosso programa de ToT engloba os aspectos de projeto, de fabricação e de manutenção. Na absorção de tecnologias, participam universidades, instituições científicas de pesquisa e desenvolvimento, empresas nacionais, além da própria Marinha. Com este propósito, em 2013, a Força criou a Amazônia Azul Tecnologias de defesa S.A.(AMAZUL), que tem por objetivo promover, desenvolver, transferir e manter tecnologias sensíveis às atividades do PNM, do PROSUB e do Programa Nuclear Brasileiro (PNB). Com relação à Universidade de São Paulo (USP), a criação de uma cadeira de projeto de submarinos no curso de engenharia naval seria apenas como curso extracurricular. DAN O Senhor poderia discorrer sobre a importância do PROSUB para o desenvolvimento nacional, sobre a Transferência de Tecnologia e Offsets gerados pelo PROSUB? AE Leal Ferreira O PROSUB tem como uma das principais metas a ToT, por meio de capacitação de pessoal e a busca por elevado índice de nacionalização. Isso gera benefícios para o Brasil, de natureza tecnológica e industrial, incluindo não só o mercado naval, como outros segmentos fornecedores de bens e serviços do país.

23 Além disso, os projetos de nacionalização, bem como as transações de compensação (offset) previstos nesse Programa, envolvem duas esferas: uma do conhecimento e outra da indústria. Na primeira, a ToT de projeto e construção dos submarinos nos permitirá alcançar o nível tecnológico necessário para dominar toda a cadeia de produção de submarinos convencionais, com a consequente evolução natural para o desenvolvimento de um submarino com propulsão nuclear. Na segunda, a aquisição progressiva de itens no mercado nacional, capacitando as empresas brasileiras para fornecer itens no futuro, originalmente importados, proporcionará o desenvolvimento e o fortalecimento da nossa indústria em diversos segmentos produtivos, contribuindo para uma maior autonomia do país, o que se alinha perfeitamente com a política de reestruturação da indústria brasileira de material de defesa, um dos eixos estruturantes da Estratégia Nacional de Defesa (END). Próximo módulo: PROSUPER

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