Filogeografia e Demografia

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Filogeografia e Demografia"

Transcrição

1 Aula 10 Filogeografia e Demografia (princípios e ferramentas estatísticas)

2 Filogeografia O que é? Ferramentas Aplicações

3 Filogeografia: O que é? O campo da ciência que estuda os princípios e processos que governam as distribuições geográficas das linhagens genealógicas atuais de uma espécie (Avise, 2000) Filogenia Filogeografia Genética de populações Área multidisciplinar

4 Filogeografia: O que é? Uma análise filogenética de dados tomados a nível de espécie e visto em um contexto da distribuição geográfica deste organismo/espécie Hickerson et al., 2010 Assim, comparando a relação evolutiva entre as linhagens geográficas e sua geográfica localização, nós podemos entender quais são os principais fatores que influenciam na distribuição de um organism.

5 Filogeografia Adão e Eva Cann et al., 1987; Nature, 325, Ke et al., 2001; Science, 5519,

6 Filogeografia Quais informações a serem consideradas durante o planejamento de um trabalho? Onde amostrar: Origem e ocorrência da espécie Origem e ocorrência do(s) hospedeiro(s) Parâmetros da história de vida: geografia da área (latitude, longitude e altitude), simbiontes, presas/predadores, polinizadores e dispersores, biologia reprodutiva, bacias geográficas, barreiras biogeográficas, impacto antrópico Sempre fazer amostragens preliminares seguidas de amostragens direcionadas

7 Filogeografia Quais informações a serem consideradas durante o planejamento de um trabalho? Qual gene utilizar: Revisão de literatura (mais importante) Mitocondriais, nucleares, cloroplastídeos N de genes, N de cópias (preferência única), genoma, pseudogenes, NUMTS, simbiontes e tamanho da sequencia Programas estatísticos

8 Filogeografia: Ferramentas Sequenciamento de genes Mitocondriais: COI, COII, NADH, 12S, 16S primeiros marcadores utilizados Nucleares: ITS1, ITS2, EF1 aumentar um número de loci (seleção, hibridização, introgressão)

9 Filogeografia: Ferramentas Marcadores moleculares Microssatélites ou SNP RFLP ou AFLP Marcadores que estimam frequência de alelos e similaridade genética entre populações não foram inicialmente propostos por Avise Mas são frequentemente utilizados para aumentar a robustez dos dados e análises.

10 Filogeografia: Ferramentas Marcadores neutros ou adaptativos Grande maioria dos trabalhos marcadores neutros Perguntas específicas pode necessitar de marcadores adaptativos Relógio molecular Taxa evolutiva do DNA mitocondrial de insetos (2% a cada 1 milhão de anos

11 Filogeografia Teoria da coalescência Em uma dada população, os alelos/haplótipos são derivados de um único ancestral comum, ou seja, os alelos coalescem (se fundem) em um único ponto no passado Haplótipo: Unidade básica da filogeografia Frag1:TTTTTTTTTTTT(H1) Frag2:TTTTTATTTTTT(H2) Frag3:TTTTTTTTTATT(H3) Frag4:TATATATATATA(H4)

12 Espaço Rede de haplótipos Filogeografia Teoria da coalescência Mutação Tempo

13 Espaço Rede de haplótipos Filogeografia Teoria da coalescência Tempo

14 Filogeografia Teoria da coalescência: fundamento teórico sobre o qual repousa a filogeografia Em uma população novos alelos/haplótipos estão sempre aparecendo por mutação Em uma dada população, os alelos/haplótipos são derivados de um único ancestral comum, ou seja, os alelos coalesce (se fundem) em um único ponto no passado O número inferior de alelos/haplótipos é esperado devido fenômenos associados a seleção natural e principalmente deriva genética

15 Filogeografia Evento de coalescência: evento que levou o aparecimento de dois alelos/haplótipos Intermediário ausente: um haplótipo não amostrado ou extinto Singletons: haplótipos únicos Haplótipo central e haplótipo ponta Haplogrupos: conjunto de haplótipos que apresentam características genéticas e/ou geográficas semelhantes

16 Filogeografia Predições com base na teoria da coalescência: Uma rede de haplótipos irá apresentar multifurcações, pois um único haplótipo ancestral pode dar origem a múltiplos haplótipos descendentes Seria extremamente improvável que todos as cópias de um ancestral tenha sofrido o mesmo evento de mutação, assim é provável que os ancestrais persistam na população juntamente com os descendentes Haplótipos de origem mais recente são encontrados irão ser encontrados nas pontas da rede e os haplótipos ancestrais na região central da rede Ancestrais são geograficamente mais espalhados enquanto os haplótipos mais recentes apresentarão distribuição mais restrita

17 Filogeografia Predições com base na teoria da coalescência: Utilizando o contexto filogenético, responda como os haplótipos a seguir apresentariam sua distribuição geográfica para serem caracterizados em populações alopátricas ou simpátricas Área 1 Área 2 Área

18 Filogeografia Predições com base na teoria da coalescência: Alopátrica Simpátrica Área 1 Área 2 Área Área 1 Área 2 Área

19 Filogeografia Predições com base na teoria da coalescência: Utilizando o contexto de genética de população, responda como os haplótipos a seguir apresentariam sua distribuição geográfica para serem caracterizados em populações ancestral ou recente Área 1 = da população ancestral Área 2 Área 3 = da mais recente

20 Filogeografia Predições com base na teoria da coalescência: 5 2 Área 1 Área 2 Área Número efetivo (Ne) Diversidade (h)

21 Filogeografia: Principais análises Rede de haplótipos Parsimônia (aplicativo TCS) Median Joining (aplicativo NETWORK)

22 Filogeografia Índices de diversidade genética Número de alelos ou haplótipos Número de sítios ou loci polimórficos ou segregantes Heterozigozidade, Fst ou equivalentes (Gst, Rst, fst) Diversidade haplotípica Diversidade nucleotídica Equilíbrio de Hardy-Weinberg

23 Filogeografia Análises filogenéticas Distância Parsimônia Verossimilhança Bayesiana

24 Demografia populacional A Demografia é uma área da ciência que estuda a dinâmica populacional. O seu objeto de estudo engloba o tamanho populacional, a estrutura e a distribuição das populações no ambiente natural. Parâmetros de diversidade e de fluxo gênico Testes de Neutralidade Testes de Distribuição irregulares Mismatch Distribuition

25 Demografia populacional Testes de Neutralidade: avaliam se as mutações existentes estão de acordo com a teoria neutra da evolução molecular. Teste D de Tajima (Tajima, 1989) Teste Fs de Fu (Fu, 1997) Ambos os testes assumem o modelo dos sítios infinitos - os sítios ao longo de uma sequência de DNA sofrem mutações independentes e irregulares (Kimura, 1969).

26 Demografia populacional Teste D de Tajima : baseia-se em dois parâmetros π (Pi) = polimorfismo médio Ѳ (Theta) = polimorfismo total Se, as mutações evoluem de acordo com o modelo neutro, existe equilíbrio (ligação HWE), cruzamento aleatório, ausência de recombinação, tamanho populacional constante... π = Ѳ

27 Demografia populacional Teste D de Tajima : interpretação D = 0, não rejeita a H 0 (neutralidade) D < 0, indica que Ѳ > π (excesso de polimorfismo de baixa frequência quando comparado o conceito de neutralidade) Expansão do tamanho populacional ou presença de seleção purificadora D > 0, indica que Ѳ < π (falta de polimorfismo de baixa frequência quando comparado o conceito de neutralidade) Redução do tamanho populacional ou presença de seleção balanceadora

28 Demografia populacional Teste Fs de Fu: este teste leva em consideração o fator temporal das mutações que geram sítios polimórficos, classificando-as como antigas e recentes aplicável principalmente quando há excesso de mutações jovens (mutações que ocorreram recentemente, com baixa frequência e que geram excesso de alelos raros) interpretação semelhante ao Teste D de Tajima

29 Demografia populacional Mismatch distribution Extremamente útil para inferir linhagens demográficas e genealógicas recentes Avalia a distribuição das distâncias genéticas entre haplótipos par a par. A hipótese nula é de expansão/declínio populacional Utilizado em conjunto com os testes de neutralidade

30 Demografia populacional Mismatch distribution

Teoria e Prática de Sistemática Filogenética

Teoria e Prática de Sistemática Filogenética Disciplina BOT-99 PPG-BOT-INPA 2015 Teoria e Prática de Sistemática Filogenética Alberto Vicentini [email protected] Mário Henrique Terra Araujo [email protected] Programa de Pós-Graduação

Leia mais

Modelando microevolução GENÉTICA DE POPULAÇÕES E EVOLUÇÃO

Modelando microevolução GENÉTICA DE POPULAÇÕES E EVOLUÇÃO Modelando microevolução GENÉTICA DE POPULAÇÕES E EVOLUÇÃO Modelando microevolução Evolução: mudança na frequência de alelos ou combinações de alelos no pool gênico. Modelos de evolução deve incluir a passagem

Leia mais

Genética de Populações e Evolução

Genética de Populações e Evolução Genética de Populações e Evolução Populações Genética de populações a palavra população geralmente não se refere a todos os indivíduos de uma espécie, mas sim a um grupo de indivíduos da mesma espécie

Leia mais

Tamanho populacional 31/08/2010. Evolução Estocasticidade (Acaso) e Determinismo (Seleção natural) Relação entre o Censo (N) e tamanho efetivo (Ne)

Tamanho populacional 31/08/2010. Evolução Estocasticidade (Acaso) e Determinismo (Seleção natural) Relação entre o Censo (N) e tamanho efetivo (Ne) Evolução Estocasticidade (Acaso) e Determinismo (Seleção natural) Equilíbrio de Hardy-Weinberg (EHW) Os fatores evolutivos e a dinâmica populacional (p + q) 2 = p 2 + 2pq + q 2 Professor Fabrício R. Santos

Leia mais

OS GENES NAS POPULAÇÕES. Augusto Schneider Faculdade de Nutrição Universidade Federal de Pelotas

OS GENES NAS POPULAÇÕES. Augusto Schneider Faculdade de Nutrição Universidade Federal de Pelotas OS GENES NAS POPULAÇÕES Augusto Schneider Faculdade de Nutrição Universidade Federal de Pelotas GENÉTICA POPULACIONAL Estudo dos genes e frequência dos alelos nas populações EQUILÍBRIO DE HARDY-WEINBERG

Leia mais

PRINCÍPIOS DE ECOLOGIA EVOLUTIVA

PRINCÍPIOS DE ECOLOGIA EVOLUTIVA PRINCÍPIOS DE ECOLOGIA EVOLUTIVA RELEMBRANDO... O que é Ecologia? Biosfera Ecossistema Comunidade População Organismo PENSAMENTO EVOLUTIVO E ECOLÓGICO Em biologia, nada tem sentido, exceto à luz a evolução

Leia mais

PAULO EDUARDO BRANDÃO, PhD DEPARTAMENTO DE MEDICINA VETERINÁRIA PREVENTIVA E SAÚDE ANIMAL FACULDADE DE MEDICINA VETERINÁRIA E ZOOTECNIA UNIVERSIDADE

PAULO EDUARDO BRANDÃO, PhD DEPARTAMENTO DE MEDICINA VETERINÁRIA PREVENTIVA E SAÚDE ANIMAL FACULDADE DE MEDICINA VETERINÁRIA E ZOOTECNIA UNIVERSIDADE CONCEITOS EM EPIDEMIOLOGIA E FILOGENIA MOLECULARES PAULO EDUARDO BRANDÃO, PhD DEPARTAMENTO DE MEDICINA VETERINÁRIA PREVENTIVA E SAÚDE ANIMAL FACULDADE DE MEDICINA VETERINÁRIA E ZOOTECNIA UNIVERSIDADE DE

Leia mais

Atividade extra. Questão 1. Questão 2. Ciências da Natureza e suas Tecnologias Biologia

Atividade extra. Questão 1. Questão 2. Ciências da Natureza e suas Tecnologias Biologia Atividade extra Questão 1 Na nomenclatura descritiva na Biologia, o maior dos agrupamentos é o domínio. Existem apenas três domínios nos quais toda a diversidade biológica é incluída. Estes domínios são

Leia mais

Evolução e Ecologia de Populações

Evolução e Ecologia de Populações Evolução e Ecologia de Populações O que é Ecologia?? A ciência capaz de compreender a relação do organismo com o seu ambiente (Ernst Haeckel, 1866) Estudo científico da distribuição e da abundância de

Leia mais

Marcadores Moleculares

Marcadores Moleculares Marcadores Moleculares Pedro Fernandes Instituto Gulbenkian de Ciência Oeiras, Portugal 04-12 12-20062006 LEBM - Bioinformática 1 No corpo humano Há 30,000 proteínas diferentes As proteínas: São os blocos

Leia mais

Tamanho populacional 18/02/2014. A estimativa do Ne é baseada em uma população idealizada: Categorias ameaçadas da IUCN

Tamanho populacional 18/02/2014. A estimativa do Ne é baseada em uma população idealizada: Categorias ameaçadas da IUCN Evolução em pequenas populações e manutenção da diversidade genética Tamanho efetivo, Deriva, Endogamia, Depressão Endogâmica, Populações geneticamente viáveis e Extinção Importância das pequenas populações

Leia mais

Genética de Populações. Genética de Populações. Deriva 1/2N e. Mutações recentes. Alelos Neutros. Mutações recentes

Genética de Populações. Genética de Populações. Deriva 1/2N e. Mutações recentes. Alelos Neutros. Mutações recentes Deriva 1/2N e Por que então é também importante em grandes populações? Mutações recentes Mutações recentes Qual a prob de uma mutação que ocorreu pela 1 a vez passar para a próxima geração? Modelo aleatório,

Leia mais

Sistemas de Acasalamento. Acasalamento ao acaso. Acasalamento ao acaso. O ciclo de vida de uma população. Pressupostos de Hardy Weinberg.

Sistemas de Acasalamento. Acasalamento ao acaso. Acasalamento ao acaso. O ciclo de vida de uma população. Pressupostos de Hardy Weinberg. Pressupostos de Hardy Weinberg Produção de alelos: 1 locus autossômico 2 alelos sem mutação 1ª Lei de Mendel União de alelos: Sistema de acasalamento aleatório Tamanho populacional infinito Troca genética

Leia mais

SUBESTRUTURA POPULACIONAL E FLUXO GÊNICO

SUBESTRUTURA POPULACIONAL E FLUXO GÊNICO SUBESTRUTURA POPULACIONAL E FLUXO GÊNICO AULA 5 Mariana Fonseca Rossi [email protected] RELEMBRANDO... Equilíbrio de Hardy-Weiberng: RELEMBRANDO... Equilíbrio de Hardy-Weiberng: Frequência dos genótipos

Leia mais

Organismos em seus ambientes. Prof. Dr. Francisco Soares Santos Filho UESPI

Organismos em seus ambientes. Prof. Dr. Francisco Soares Santos Filho UESPI Organismos em seus ambientes Prof. Dr. Francisco Soares Santos Filho UESPI Em biologia, nada tem sentido, exceto à luz da evolução (Theodosius Dobzhansky) O significado da Adaptação É muito comum dizermos

Leia mais

Genética de Populações. Prof. Anderson Moreira

Genética de Populações. Prof. Anderson Moreira Genética de Populações Prof. Anderson Moreira Genética de Populações É o estudo do conjunto de genes de uma população em dado momento (pool gênico), detectando suas variações ou sua estabilidade (equilíbrio

Leia mais

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA E CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA E CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE Processo seletivo PPGECB - 2013 Prova de conhecimentos em Ecologia e Evolução CPF do candidato: MS ( ) DR ( ) Instruções para a prova: 1) Não coloque NOME nas folhas de prova em hipótese alguma. Sua única

Leia mais

Nutrigenômica x Nutrigenética - doenças relacionadas

Nutrigenômica x Nutrigenética - doenças relacionadas Nutrigenômica x Nutrigenética - doenças relacionadas Início Projeto Genoma Humano 20.000 genes (120.000 inicialmente estimados) Diversidade nucleotídica: 0,1 a 0,4% pares de base correspondente a aproximadamente

Leia mais

O MODELO DE HARDY-WEINBERG

O MODELO DE HARDY-WEINBERG Modelo simples de genética de populações: modelo de Hardy-Weinberg (Hardy 1908; Weinberg 1908). Embora faça vários pressupostos simplificadores que não são realistas, ele se mostra bastante útil para descrever

Leia mais

GOIÂNIA, / / PROFESSOR: FreD. DISCIPLINA: Biologia TOOOP SÉRIE: 9º. ALUNO(a):

GOIÂNIA, / / PROFESSOR: FreD. DISCIPLINA: Biologia TOOOP SÉRIE: 9º. ALUNO(a): GOIÂNIA, / / 2016 PROFESSOR: FreD DISCIPLINA: Biologia TOOOP SÉRIE: 9º ALUNO(a): Lista de Exercícios P1 4º Bimestre Prova dia 21/10 No Anhanguera você é + Enem Antes de iniciar a lista de exercícios leia

Leia mais

Bioinformática e Genética Animal. Pâmela A. Alexandre Doutoranda

Bioinformática e Genética Animal. Pâmela A. Alexandre Doutoranda Bioinformática e Genética Animal Pâmela A. Alexandre Doutoranda Descoberta da estrutura do DNA» Watson e Crick, 1953 DNA RNA Proteína Projeto Genoma Humano» 1990» 18 países» US$ 2,7 Bi» 13 anos (previsão

Leia mais

EVOLUÇÃO: IDÉIAS E EVIDÊNCIAS. Professor Fláudio

EVOLUÇÃO: IDÉIAS E EVIDÊNCIAS. Professor Fláudio EVOLUÇÃO: IDÉIAS E EVIDÊNCIAS Professor Fláudio EVIDÊNCIAS DE EVOLUÇÃO EVOLUÇÃO conjunto de processos que levam a modificações nos seres vivos ao longo do tempo, podendo dar origem a novas espécies Entender

Leia mais

Melhoramento de espécies autógamas

Melhoramento de espécies autógamas Universidade Federal de Rondônia Curso de Eng. Florestal Melhoramento genético Florestal Melhoramento de espécies autógamas Emanuel Maia www.lahorta.acagea.net [email protected] Apresentação Introdução Efeitos

Leia mais

DEFINIÇÕES EM EPIDEMIOLOGIA MOLECULAR E CONCEITOS BÁSICOS EM BIOLOGIA MOLECULAR

DEFINIÇÕES EM EPIDEMIOLOGIA MOLECULAR E CONCEITOS BÁSICOS EM BIOLOGIA MOLECULAR DEFINIÇÕES EM E DEFINIÇÕES EM E CONCEITOS BÁSICOS EM BIOLOGIA PARA QUE SERVE ESTA AULA 1. DEFINIÇÕES EM CONCEITUAÇÃO DE DIFERENCIAÇÃO ENTRE, TAXONOMIA E FILOGENIA 2. CONCEITOS EM BIOLOGIA APRESENTAR (REVER)

Leia mais

Prof. Manoel Victor. Genética Quantitativa

Prof. Manoel Victor. Genética Quantitativa Genética Quantitativa Modos de ação dos genes ação qualitativa expressão de genes seguindo padrões e modelos como os descritos por Mendel AA Aa aa (genes qualitativos) Fenótipos Genótipos Modos de ação

Leia mais

EVOLUÇÃO. Prof. Gilmar Marques

EVOLUÇÃO. Prof. Gilmar Marques EVOLUÇÃO 1 As teorias evolucionistas Nosso planeta apresenta uma imensa variedade de espécies, vivendo nos mais diferentes habitats. A Teoria da evolução tenta explicar como isso torno-se possível. 2 Fixismo

Leia mais

Teoria neutralista da evolução molecular

Teoria neutralista da evolução molecular Teoria neutralista da evolução molecular Polimorfsmos genétcos Um locus gênico é considerado polimórfco se a frequência de um dos alelos na população é menor que 99% O polimorfsmo, obviamente, é resultado

Leia mais

Marcadores Genéticos. Qualquer característica morfológica ou molecular que diferencia indivíduos, e que seja facilmente detectável

Marcadores Genéticos. Qualquer característica morfológica ou molecular que diferencia indivíduos, e que seja facilmente detectável Marcadores Genéticos Qualquer característica morfológica ou molecular que diferencia indivíduos, e que seja facilmente detectável Marcadores Morfológicos É um fenótipo de fácil identificação, normalmente

Leia mais

Algoritmos Genéticos. Estéfane G. M. de Lacerda DCA/UFRN Outubro/2008

Algoritmos Genéticos. Estéfane G. M. de Lacerda DCA/UFRN Outubro/2008 Estéfane G. M. de Lacerda DCA/UFRN Outubro/2008 Introdução São técnicas de busca e otimização. É a metáfora da teoria da evolução das espécies iniciada pelo Fisiologista e Naturalista inglês Charles Darwin.

Leia mais

Processos biogeográficos de duas espécies de papagaios (Psittaciformes) florestais do sul da América do Sul: enfoque na conservação

Processos biogeográficos de duas espécies de papagaios (Psittaciformes) florestais do sul da América do Sul: enfoque na conservação Processos biogeográficos de duas espécies de papagaios (Psittaciformes) florestais do sul da América do Sul: enfoque na conservação Amanda Vaz ROCHA 1,Renato CAPARROZ 1,Vivian RIBEIRO 1, Luis Osvaldo RIVERA

Leia mais

Módulo 6: ESPECIAÇÃO. Profa. Ângela Dauch

Módulo 6: ESPECIAÇÃO. Profa. Ângela Dauch Módulo 6: ESPECIAÇÃO Profa. Ângela Dauch Ao longo dos tempos novas espécies têm surgido, enquanto outras se têm extinguido. Como se formam as novas espécies? Dois mecanismos fundamentais conduzem à especiação:

Leia mais

Seleção Natural. Fundamentos de Ecologia e Modelagem Ambiental Aplicados à Conservação da Biodiversidade

Seleção Natural. Fundamentos de Ecologia e Modelagem Ambiental Aplicados à Conservação da Biodiversidade Seleção Natural Fundamentos de Ecologia e Modelagem Ambiental Aplicados à Conservação da Biodiversidade Aluna: Michelle Andrade Furtado Profº Dalton e Profª Silvana Definição Seleção Natural pode ser definida

Leia mais

SISTEMÁTICA VEGETAL. Aula 01: O Processo de Evolução

SISTEMÁTICA VEGETAL. Aula 01: O Processo de Evolução SISTEMÁTICA VEGETAL Aula 01: O Processo de Evolução INTRODUÇÃO Em 1831, Charles Darwin inicia sua viagem de cinco anos como naturalista do navio HMS Beagle. INTRODUÇÃO Por fornecer evidências meticulosamente

Leia mais

As Teorias Evolutivas. Princípios da Teoria de Lamarck. Fundamentos da Evolução Biológica. Ideias Evolucionistas - Lamarckismo

As Teorias Evolutivas. Princípios da Teoria de Lamarck. Fundamentos da Evolução Biológica. Ideias Evolucionistas - Lamarckismo Fundamentos da Evolução Biológica As Teorias Evolutivas Várias teorias evolutivas surgiram, mas destacam-se se as teorias de Lamarck e de Darwin. O EVOLUCIONISMO, OU TEORIA DA EVOLUÇÃO, É A EXPLICAÇÃO

Leia mais

BIOLOGIA Diversidade e história da vida

BIOLOGIA Diversidade e história da vida Diversidade e história da vida Módulo 13 Página 8 à 16 DIVERSIDADE = número + variedade + distribuição Atualmente: 1,7 milhões de seres vivos descritos Atualmente: 1,7 milhões de seres vivos descritos

Leia mais

Aula3 FATORES GERADORES DE VARIABILIDDE GENÉTICA. Silmara de Moraes Pantaleão

Aula3 FATORES GERADORES DE VARIABILIDDE GENÉTICA. Silmara de Moraes Pantaleão Aula3 FATORES GERADORES DE VARIABILIDDE GENÉTICA META Discutir a importância dos fatores biológicos e ecológicos que atuam na evolução dos Seres Vivos. OBJETIVOS Ao fi nal desta aula, o aluno deverá: Compreender

Leia mais

Biologia. Rubens Oda e Alexandre Bandeira (Helio Fresta) Evolução

Biologia. Rubens Oda e Alexandre Bandeira (Helio Fresta) Evolução Evolução Evolução 1. A ema (Rhea americana), o avestruz (Struthio camelus) e o emu (Dromaius novaehollandiae) são aves que não voam e que compartilham entre si um ancestral comum mais recente que aquele

Leia mais

Exemplos de Aplicações da Teoria das Probabilidades em Biologia. Qual a probabilidade de que o próximo nucleotídeo na seqüência seja A, C, G ou T?

Exemplos de Aplicações da Teoria das Probabilidades em Biologia. Qual a probabilidade de que o próximo nucleotídeo na seqüência seja A, C, G ou T? Exemplos de Aplicações da Teoria das Probabilidades em Biologia Exemplo 1. Suponha que se conheça a seguinte seqüência de nucleotídeos em uma molécula de DNA: AGCTTCCGATCCGCTATAATCGTTAGTTGTTACACCTCTG Qual

Leia mais

Quantitative Trait Loci

Quantitative Trait Loci Universidade Federal de Pelotas Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel Departamento de Fitotecnia - Programa de Pós-Graduação em Agronomia Quantitative Trait Loci (LOCOS DE CARACTERES QUANTITATIVOS) Alunos

Leia mais

Variabilidade genética. Variabilidade Genética. Variação genética e Evolução. Conceitos importantes

Variabilidade genética. Variabilidade Genética. Variação genética e Evolução. Conceitos importantes Variabilidade genética Conceitos importantes Variação genética: variantes alélicos originados por mutação e/ou recombinação Diversidade ou variabilidade genética: medida da quantidade de variabilidade

Leia mais

Ecologia de Populações e Comunidades

Ecologia de Populações e Comunidades Ecologia de Populações e Comunidades Profa. Isabel Belloni Schmidt Dept. Ecologia UnB [email protected] Biogeografia O que é Ecologia? O que é Biogeografia Estudo de padrões de distribuição e abundância de

Leia mais

Ligação, permuta e mapas genéticos: ligação e permuta genética, estimativa da freqüência de permuta

Ligação, permuta e mapas genéticos: ligação e permuta genética, estimativa da freqüência de permuta Universidade Federal de Pelotas FAEM - DZ Curso de Zootecnia Genética Aplicada à Produção Animal Ligação, permuta e mapas genéticos: ligação e permuta genética, estimativa da freqüência de permuta Após

Leia mais

Curso de Licenciatura em Biologia Evolução Biológica

Curso de Licenciatura em Biologia Evolução Biológica INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE Campus Macau Curso de Licenciatura em Biologia Evolução Biológica IFRN/Macau - Curso de Licenciatura em Biologia - Parasitologia

Leia mais

Everton Amorim 14/11/2013. Biologia

Everton Amorim 14/11/2013. Biologia Biologia Tema: Everton Amorim 1) Introdução é o processo de transformações hereditárias e adaptações que vem ocorrendo nos seres vivos desde que surgiram no planeta Terra. o =Fato o Ciência que estuda

Leia mais

A teoria sintética da evolução

A teoria sintética da evolução A teoria sintética da evolução De 1900 até cerca de 1920, os adeptos da genética mendeliana acreditavam que apenas as mutações eram responsáveis pela evolução e que a seleção natural não tinha importância

Leia mais

Princípios de Sistemática Molecular

Princípios de Sistemática Molecular ! Ciências teóricas e sistemática biológica "! DNA, genes, código genético e mutação! Alinhamento de seqüências! Mudanças evolutivas em seqüências de nucleotídeos! Otimização em espaços contínuos e discretos!

Leia mais

Introdução. Informação Complementar. Doenças Genéticas. Causadas por alteração em genes ou cromossomas

Introdução. Informação Complementar. Doenças Genéticas. Causadas por alteração em genes ou cromossomas Informação Complementar Aula TP 1º ano Ano lectivo 2014/2015 Introdução Doenças Genéticas Causadas por alteração em genes ou cromossomas Maioria são: Crónicas De início precoce Associadas a défice cognitivo

Leia mais

Otimização. Unidade 6: Algoritmo Genético. Jaime Arturo Ramírez. 7. Teoria do processo evolutivo num GA. 8. Aspectos avançados

Otimização. Unidade 6: Algoritmo Genético. Jaime Arturo Ramírez. 7. Teoria do processo evolutivo num GA. 8. Aspectos avançados Otimização Jaime Arturo Ramírez Conteúdo 1. Introdução 2. Analogia de mecanismos de seleção natural com sistemas artificiais 3. Algoritmo genético modelo 4. Um GA simples 5. Representação, genes e cromossomos

Leia mais

Árvores Filogenéticas. Cladogramas 06/06/2012. Nomenclaturas

Árvores Filogenéticas. Cladogramas 06/06/2012. Nomenclaturas Cladogramas Cladogramas - relações filogenéticas apenas entre os táxons terminais evidenciadas por sinapomorfias (as conexões são artifícios gráficos indicando uma história comum). Nunca inclui indicação

Leia mais

antropologia & cultura

antropologia & cultura antropologia & cultura carlos joão correia estudos africanos filosofia artes & humanidades 2011-2012/2ºsemestre Replicação Recombinação de genes na formação dos gametas mutações no ADN mitocondrial relógio

Leia mais

Ecologia de Populações e Comunidades. Como se estuda populações? 19/09/2013. Demografia dinâmica de populações. Demografia dinâmica de populações

Ecologia de Populações e Comunidades. Como se estuda populações? 19/09/2013. Demografia dinâmica de populações. Demografia dinâmica de populações Ecologia de Populações e Comunidades Profa. Isabel Belloni chmidt Dept. Ecologia UnB [email protected] Por que populações e espécies são importantes? Indivíduos de 1 espécie várias populações; Fluxo gênico

Leia mais

21/11/2013 BIOLOGIA EVOLUÇÃO

21/11/2013 BIOLOGIA EVOLUÇÃO BIOLOGIA EVOLUÇÃO O que é a evolução? Evolução é o processo através no qual ocorrem as mudanças ou transformações nos seres vivos ao longo do tempo, dando origem a espécies novas. 1 Evidências da evolução

Leia mais

Exercícios Genética e Evolução Curso: Tecnológicos Campus Palotina

Exercícios Genética e Evolução Curso: Tecnológicos Campus Palotina Exercícios Genética e Evolução Curso: Tecnológicos Campus Palotina Professor: Robson Fernando Missio 1ª Avaliação 1) Um pesquisador trabalhando com o melhoramento de milho realizou o cruzamento controlado

Leia mais

Evolução: As Teorias de Lamarck e Darwin

Evolução: As Teorias de Lamarck e Darwin Evolução: As Teorias de Lamarck e Darwin Evolução Ancestral comum Primeiras ideias: filósofos da Grécia Clássica Tales de Mileto (Séc. VI a.c.): água como princípio organizador dos seres vivos Xenófanes

Leia mais

PPGECB / IB / UFMT Prova de Seleção para o Curso de Mestrado Turma 2014

PPGECB / IB / UFMT Prova de Seleção para o Curso de Mestrado Turma 2014 PPGECB / IB / UFMT Prova de Seleção para o Curso de Mestrado Turma 2014 Questão 1 A figura abaixo mostra uma árvore filogenética que reflete as relações de parentesco entre alguns animais da ordem Perissodactyla,

Leia mais

Olá! Vamos aprender um pouco sobre Biotecnologia? A Biotecnologia é uma ciência que abrange todos estes campos do conhecimento:

Olá! Vamos aprender um pouco sobre Biotecnologia? A Biotecnologia é uma ciência que abrange todos estes campos do conhecimento: Biotecnologia Olá! Vamos aprender um pouco sobre Biotecnologia? A Biotecnologia é uma ciência que abrange todos estes campos do conhecimento: É definida como uma técnica que usa organismo vivo ou parte

Leia mais

Evidências da evolução

Evidências da evolução Evidências da evolução Como surgiu a enorme diversidade de seres vivos que observamos? Diversas sociedades ofereceram explicações para a diversidade dos seres vivos Assim como outros fenômenos naturais,

Leia mais

O futuro do melhoramento genético de suínos. Marcos Lopes Egbert Knol

O futuro do melhoramento genético de suínos. Marcos Lopes Egbert Knol O futuro do melhoramento genético de suínos Marcos Lopes Egbert Knol ABRAVES - 2015 De onde viemos? Onde estamos? Para onde vamos? Ganho genético De onde viemos? Métodos tradicionais de seleção 250% 200%

Leia mais

Aula 2: Genética da Transmissão I

Aula 2: Genética da Transmissão I LGN215 - Genética Geral Aula 2: Genética da Transmissão I Antonio Augusto Franco Garcia Maria Marta Pastina Primeiro semestre de 2011 Piracicaba SP Conceitos Essenciais A existência de genes pode ser deduzida

Leia mais

BIODIVERSIDADE E V O L U Ç Ã O. Qual a origem de tamanha variedade de seres vivos?

BIODIVERSIDADE E V O L U Ç Ã O. Qual a origem de tamanha variedade de seres vivos? EVOLUÇÃO BIODIVERSIDADE Qual a origem de tamanha variedade de seres vivos? FIXISMO Teorias A Fixismo 9 As espécies surgiram independentemente umas das outras (tal como se conhecem hoje) e mantiveram-se

Leia mais

Introdução à Genética da Conservação: Diversidade Genética e Evolução das Populações Naturais

Introdução à Genética da Conservação: Diversidade Genética e Evolução das Populações Naturais Biologia da Conservação: Genética Professor: Fabrício R. Santos Bibliografia: Fundamentos de Genética da Conservação [Frankham et al. 2008] e artigos científicos http://www.icb.ufmg.br/labs/lbem/aulas/grad/biolcons

Leia mais

Professora Leonilda Brandão da Silva

Professora Leonilda Brandão da Silva COLÉGIO ESTADUAL HELENA KOLODY E.M.P. TERRA BOA - PARANÁ Professora Leonilda Brandão da Silva E-mail: [email protected] http://professoraleonilda.wordpress.com/ CAPÍTULO 10 p. 140 PROBLEMATIZAÇÃO

Leia mais

Sequenciamento de genoma e transcriptomas

Sequenciamento de genoma e transcriptomas Sequenciamento de genoma e transcriptomas Durante décadas o método de Sanger foi praticamente a única opção utilizada para sequenciamento de DNA Nos últimos anos surgiram novas tecnologias de sequenciamento

Leia mais

Introdução. Izeni Pires Farias *

Introdução. Izeni Pires Farias * Avaliação da variabilidade genética das populações de Arapaima Gigas (pirarucu) da bacia Amazonica atra vés de genes do DNA mitocondrial e marcadores moleculares de microssatélites Izeni Pires Farias AVALIAÇÃO

Leia mais

Fitossociologia e Diversidade

Fitossociologia e Diversidade Fitossociologia e Diversidade Fitossociologia Fitossociologia é um processo relacionado a métodos de reconhecimento e definição de comunidades de plantas. Phyto significa planta e sociologia grupos ou

Leia mais

Biologia. Natália Aguiar Paludetto

Biologia. Natália Aguiar Paludetto Biologia Natália Aguiar Paludetto Aula de hoje: Introdução à Biologia O que é? O que estuda? Como se organiza? Referência bibliográfica: Bio Volume Único, Sônia Lopes, editora Saraiva. Biologia estudo

Leia mais

Biologia Professor Leandro Gurgel de Medeiros

Biologia Professor Leandro Gurgel de Medeiros Biologia Professor Leandro Gurgel de Medeiros Genética Clássica 1. Conceito: É a ciência voltada para o estudo da hereditariedade, bem como da estrutura e função dos genes. Características Fundamentais

Leia mais

1 Introdução aos Métodos Estatísticos para Geografia 1

1 Introdução aos Métodos Estatísticos para Geografia 1 1 Introdução aos Métodos Estatísticos para Geografia 1 1.1 Introdução 1 1.2 O método científico 2 1.3 Abordagens exploratória e confirmatória na geografia 4 1.4 Probabilidade e estatística 4 1.4.1 Probabilidade

Leia mais

a) Qual é o mecanismo de herança dessa doença? Justifique.

a) Qual é o mecanismo de herança dessa doença? Justifique. É sabido que indivíduos homozigotos recessivos para alelos mutados do gene codificador da enzima hexosaminidase desenvolvem uma doença conhecida como Tay-Sachs, e morrem antes do quarto ano de vida. Nos

Leia mais

Introdução a Algoritmos Genéticos

Introdução a Algoritmos Genéticos Introdução a Algoritmos Genéticos Tiago da Conceição Mota Laboratório de Inteligência Computacional Núcleo de Computação Eletrônica Universidade Federal do Rio de Janeiro Outubro de 2007 O Que São? Busca

Leia mais

LGN 313 Melhoramento Genético

LGN 313 Melhoramento Genético LGN 313 Melhoramento Genético Professores: Antonio Augusto Franco Garcia José Baldin Pinheiro Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz Departamento de Genética - ESALQ/USP Segundo semestre - 2010

Leia mais

Bases genéticas e a evolução do comportamento

Bases genéticas e a evolução do comportamento Bases genéticas e a evolução do comportamento Comportamento = FENÓTIPO Genótipo + Ambiente 1 Efeitos de genes individuais sobre o comportamento Mutante Icebox (Ibx) herança recessiva ligada ao cromossomo

Leia mais

PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA EM HIDROLOGIA

PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA EM HIDROLOGIA Introdução 1 PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA EM HIDROLOGIA Fenômeno - MODELO MATEMÁTICO Q = L.H 3/2 F= γ.h.a Ênfase: forma da expressão relação entre : L e H Q γ, h e A F Aula 1 Introdução 2 HIDROLOGIA " É

Leia mais

Genética Básica. Genética Mendeliana

Genética Básica. Genética Mendeliana Genética Básica Genética Mendeliana Coordenador Victor Martin Quintana Flores Gregor Johann Mendel 22 Julho 1822-6 Janeiro 1884 Cruzamento Hibridização Híbrido Planta de ervilha Traços constantes Facilidades

Leia mais

Teorias biogeográficas. Dispersão e Vicariância

Teorias biogeográficas. Dispersão e Vicariância Teorias biogeográficas Dispersão e Vicariância Referências Biogeografia BROWN & LOMOLINO CAP 9 DISPERSÃO CAP10 ENDEMISMO, PROVINCIALISMO E DISJUNÇÃO A distribuição geográfica dos organismos não é estática,

Leia mais

Inteligência Artificial

Inteligência Artificial Inteligência Artificial Aula 6 Algoritmos Genéticos M.e Guylerme Velasco Roteiro Introdução Otimização Algoritmos Genéticos Representação Seleção Operadores Geneticos Aplicação Caixeiro Viajante Introdução

Leia mais

Considerando a origem e evolução da nossa espécie, nesse calendário, o homem teria surgido no mês de: a) Março. b) Junho. c) Agosto. d) Dezembro.

Considerando a origem e evolução da nossa espécie, nesse calendário, o homem teria surgido no mês de: a) Março. b) Junho. c) Agosto. d) Dezembro. Evolução 1. (UFERSA) Responda esta questão com base no calendário abaixo, que representa a história da Terra, desde o seu surgimento até os dias de hoje, descrita numa escala hipotética de 12 meses. Considerando

Leia mais

Aula8 AVANÇOS EM BIOLOGIA EVOLUTIVA. Edilson Divino de Araujo

Aula8 AVANÇOS EM BIOLOGIA EVOLUTIVA. Edilson Divino de Araujo Aula8 AVANÇOS EM BIOLOGIA EVOLUTIVA META Nesta última aula trataremos dos temas em biologia evolutiva que não faziam parte da teoria sintética da evolução. Nos últimos sessenta anos diversos temas ganharam

Leia mais

FILOGENIA MOLECULAR FILOGENIA FILOGENIA. Os organismos possuem padrões. E as moléculas também

FILOGENIA MOLECULAR FILOGENIA FILOGENIA. Os organismos possuem padrões. E as moléculas também SUMÁRIO FILOGENIA MOLECULAR Daniel Macedo de Melo Jorge [email protected] Filogenia Conceitos Alinhamentos Análises e Métodos Principais programas Aplicações: Sistemática Molecular Estudo de

Leia mais

NOVO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GENÉTICA E BIODIVERSIDADE DO INSTITUTO DE BIOLOGIA - UFBA

NOVO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GENÉTICA E BIODIVERSIDADE DO INSTITUTO DE BIOLOGIA - UFBA NOVO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GENÉTICA E BIODIVERSIDADE DO INSTITUTO DE BIOLOGIA - UFBA O Colegiado do Programa de Pós-Graduação em Genética e Biodiversidade da Universidade Federal da Bahia vem a

Leia mais

Ecologia e Modelagem Ambiental para a conservação da Biodiversidade

Ecologia e Modelagem Ambiental para a conservação da Biodiversidade Ecologia e Modelagem Ambiental para a conservação da Biodiversidade SISTEMÁTICA FILOGENÉTICA, BOTÂNICA E CONSERVAÇÃO 1. NOÇÕES BÁSICAS DE SISTEMÁTICA FILOGENÉTICA 2. Índice de Diversidade Filogenética

Leia mais

Colégio de Nossa Senhora de Fátima - Leiria. Geografia 8º ano. Planificação a longo prazo. Filipe Miguel Botelho 2012/2013

Colégio de Nossa Senhora de Fátima - Leiria. Geografia 8º ano. Planificação a longo prazo. Filipe Miguel Botelho 2012/2013 Colégio de Nossa Senhora de Fátima - Leiria Geografia 8º ano Planificação a longo prazo Filipe Miguel Botelho 0/03 Planificação a longo prazo 8º ano - Geografia º Período Aulas º Período Aulas 3º Período

Leia mais

Escola Secundária Padre António Vieira

Escola Secundária Padre António Vieira Escola Secundária Padre António Vieira Biologia 12º Ano 2008/2009 Teste sumativo nº 2 2º Período GRUPO I 1. Uma mulher de grupo sanguíneo AB recorre ao tribunal para que seja reconhecida a paternidade

Leia mais

Fixismo: admite que as espécies, desde o seu aparecimento, são imutáveis, ou seja, não sofrem modificações. Tem os seguintes ramos:

Fixismo: admite que as espécies, desde o seu aparecimento, são imutáveis, ou seja, não sofrem modificações. Tem os seguintes ramos: Fixismo: admite que as espécies, desde o seu aparecimento, são imutáveis, ou seja, não sofrem modificações. Tem os seguintes ramos: Criacionismo: defendia que todos os seres vivos tinham sido obra divina

Leia mais

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS INSTITUTO DE BIOLOGIA DEPARTAMENTO DE GENÉTICA E EVOLUÇÃO. BG280 Lista de exercícios 1

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS INSTITUTO DE BIOLOGIA DEPARTAMENTO DE GENÉTICA E EVOLUÇÃO. BG280 Lista de exercícios 1 UNERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS INSTITUTO DE BIOLOGIA DEPARTAMENTO DE GENÉTICA E EVOLUÇÃO BG280 Lista de exercícios 1 1 - Seguem quatro heredogramas humanos. Os símbolos pretos representam o fenótipo anormal

Leia mais

Aula 1 -Fundamentos e conceitos básicos (Notas de aula) Prof. Idemauro Antonio Rodrigues de Lara

Aula 1 -Fundamentos e conceitos básicos (Notas de aula) Prof. Idemauro Antonio Rodrigues de Lara Aula 1 -Fundamentos e conceitos básicos (Notas de aula) Prof. Idemauro Antonio Rodrigues de Lara Adquirir conhecimento dos fundamentos da Estatística, em seus campos Descritivo e Inferencial, como base

Leia mais

Algoritmo Genético. Inteligência Artificial. Professor: Rosalvo Ferreira de Oliveira Neto

Algoritmo Genético. Inteligência Artificial. Professor: Rosalvo Ferreira de Oliveira Neto Algoritmo Genético Inteligência Artificial Professor: Rosalvo Ferreira de Oliveira Neto Estrutura 1. Introdução 2. Conceitos Básicos 3. Aplicações 4. Algoritmo 5. Exemplo Introdução São técnicas de busca

Leia mais

MELHORAMENTO DE PLANTAS AUTÓGAMAS POR SELEÇÃO

MELHORAMENTO DE PLANTAS AUTÓGAMAS POR SELEÇÃO MELHORAMENTO DE PLANTAS AUTÓGAMAS POR SELEÇÃO 6 INTRODUÇÃO A seleção é uma das principais ferramentas do melhorista independente do tipo de método de melhoramento utilizado. A seleção é utilizada tanto

Leia mais

Evolução e etologia. Transparências apresentadas no curso de Psicobiologia. Prof. Mauro Lantzman

Evolução e etologia. Transparências apresentadas no curso de Psicobiologia. Prof. Mauro Lantzman Evolução e etologia Transparências apresentadas no curso de Psicobiologia Prof. Mauro Lantzman A perigosa idéia de Darwin Darwin demonstrou de maneira conclusiva que, ao contrario da tradição antiga, as

Leia mais

Biologia. Rubens Oda e Alexandre Bandeira (Hélio Fresta) Evolução

Biologia. Rubens Oda e Alexandre Bandeira (Hélio Fresta) Evolução Evolução Evolução 1. Ao longo da evolução, as variações e adaptações nos dentes dos mamíferos são numerosas e surpreendentes. A conformação dos dentes sugere o cardápio possível das espécies, sendo correto

Leia mais

Evidências da Evolução e hipóteses evolutivas:

Evidências da Evolução e hipóteses evolutivas: Evidências da Evolução e hipóteses evolutivas: Explicações para Biodiversidade: Creacionismo Ato sobrenatural fixismo Geração espontânea Vida matéria bruta Transmutação de Espécies. Uma espécie da origem

Leia mais