História da Água de Lajinha-MG

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1 História da Água de Lajinha-MG Antigamente a água era fornecida em estado bruto para nossa cidade, era proveniente inicialmente das terras pertencentes ao Sr. José Baia e das fontes emergentes próximas a atualmente caixa de desarenação e posteriormente foi providenciada a ampliação da adução através da construção de rede em terras pertencentes ao Sr. José Batista. A) 2 caixas de água localizadas em terras pertencentes à prefeitura municipal de Lajinha-MG; B) As redes de abastecimentos eram compostas de tubos de ferro fundido; C) Depósito localizado em ponto alto da cidade para melhorar o abastecimento. As atividades desenvolvidas pelos empregados designados para trabalharem na caixa da água, conhecidos como tomadores de conta da caixa de água, nomes tais como: Sr. Solon Vilas Boas Ramos, Sr. Manoel Aldeia, Mané Ardeia, como era chamado, Sr. Evadin, o Vadim, Sr. Roberto de Souza Nogueira e o Sr. José Henrique Medeiros. As tarefas diárias consistiam basicamente em: limpezas periódicas das caixas de água, acompanhamentos em períodos chuvosos, desviando a água afim de que não chegasse suja nas casas. Longas caminhadas para verificarem se havia algum animal morto nas nascentes ou algum tubo estourado. Naqueles tempos eram muito usados nos trabalhos as chamadas chumbadas. Nesta operação com o uso de uma forja, o estanho era derretido e colocado, a fim de concertar as tubulações, defeituosas. Muitos nomes faziam parte da equipe de manutenção da rede, como o Sr. José Romão, Sr. Raulino de Souza, Sr. Roberto de Souza e outros mais. Nesta atividade seria uma grande injustiça não mencionar o nome do Sr. José Luiz da Silva, mais conhecido por Zé Turco.

2 Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Lajinha-MG Criação da autarquia municipal SAAE Lajinha - MG Visando melhorar a situação da água na cidade foram firmados convênios, visando a construção do sistema de tratamento de água - obra realizada através convênios entre a Prefeitura Municipal e a FSESP ( Fundação Serviços de Saúde Pública - diretoria regional de Minas Gerais, órgão vinculado ao ministério da saúde. O SAAE foi criado tendo como objetivo principal: a captação da água em seu estado bruto, seu transporte até a estação de tratamento, purificação, desinfecção e distribuição, para que os consumidores possam receber em suas casas água potável em quantidade e qualidade de acordo com as normas sanitárias vigentes. O SAAE é também responsável pela coleta e transporte conveniente do efluente sanitário através das redes e ramais que compõem o sistema de esgoto sanitário.

3 Período da administração da FSESP FSESP- Fundação Serviços de Saúde Pública diretoria regional de Minas Gerais de a 05 de fevereiro de Engenheiro Responsável: Carlos Alberto Saguinete de Souza Jose Raimundo Mendes Jorge Nogueira Espeschit Supervisor Técnico químico: Sr. Jorge Nogueira Teixeira. Sr. Job. Hilário Singulane Encarregados Gerais. Roberto Vilela Alves José Galvão Neves Assessor administrativo Fracisco Carlos da Cruz Áureo Adriano da Silva. Os primeiros servidores da autarquia em Data da Admissão Nomes dos Servidores Cargo/Função Data de Demissão Roberto Vilela Alves Encarregado Geral José Eliziário de Souza Auxiliar Administrativo José Antônio Moreira Auxiliar de Serviços Gerais João batista de Oliveira Auxiliar de Serviços Gerais Julio Maria da Silva Operador - ETA Evaristo Cunha de Freitas Auxiliar de Serviços Gerais Josias Soares do Nascimento Responsável Pela ETA Abrão Garcia Auxiliar de Serviços Gerais Paulo Célio da Silva Operador - ETA Aposentado Renívio monteiro de Souza Bombeiro A Fundação SESP, além de administrar o SAAE/Lajinha, prestava toda a assessoria técnica ao sistema, inclusive a execução de projetos para ampliações e melhorias dos sistemas de água e esgoto da sede dos distritos. Repassava ao município recursos financeiros, que somados aos próprios e aos da prefeitura municipal, desenvolveu a execução de obras de ampliação e melhorias dos sistemas de água e esgoto da sede e distritos, através de projetos desenvolvidos pela equipe técnica da Fundação SESP, que sempre assessorava o desenvolvimento das obras. Preocupados com a cárie dentária, doença irreversível, talvez a mais comum das doenças crônicas do mundo que afeta pessoas de todas as idades em todo mundo e tendo em vista que as crianças que bebem desde o nascimento água fluoretada têm em geral menos da metade da cárie do que as crianças que não consumiram água com fluoretação, a Fundação SESP, após ter iniciado a operação do SAAE, projetou, adquiriu

4 os equipamentos necessários, montou e colocou em operação o sistema de fluoretação da estação de tratamento de água em nossa cidade no ano de Preocupados também com o desperdício indiscriminado da água na cidade. A Fundação SESP iniciou a medição individualizada do fornecimento de água, reduzindo gradativamente o desperdício, trazendo como isto uma grande redução nos gastos necessários a operação do sistema e promoveu justiça na cobrança do consumo de água. Visando a atender a necessidade de abastecimento de água em foi providenciada a duplicação da rede responsável pela adução de água para ETA, com isto houve um aumento de cerca de 80 % de água aduzida. Em as redes de esgoto existentes eram ruins causando grandes dificuldades nos serviços de manutenção. Período da administração da Prefeitura Municipal. Período de 05 de fevereiro de aos dias atuais Extinto o convênio com a FSESP deu início a administração municipal. Diretores nomeados pela administração municipal: Sr. Eduardo Saleme Brêtas - Conforme Port. 252/90 - de a Sr. Ênio Angott Júnior - Conforme Port. 256/91 - de a Sr. Ivan Lopes Machado- Conforme Port. 260/92 - de a Sr. José Ambrósio Pereira - Conforme Port. 007/93 - de a Sr. Cláudio Catista Miranda - Conforme Port. 003/97 - de a Sr. Antônio Sátlher Brêtas - Conforme Port.033/97 - de a Sr.Valter Batista de Almeida - Conforme Port. 01/2005 e De a Sr. Agustinho Valentin Gomes- Conforme Port. 16/2013- de aos dias atuais. Responsáveis técnicos químicos: Sr. Paulo César H. Souza Srª. Maria José Cerqueira Sr. Ramon amaral hubner Sr. Ageu Sáthler Delgado Sr. Marcus Vinícius Andrade Souza Sr. Ramon Amaral Hubner Srª. Lilian Menezes de Souza e Silva-2009 Srª. Quézia da Silveira Izidóro

5 Etapas de tratamento de água (ETA) Para que possamos utilizar produtos de limpeza, cozer alimentos, realizar a assepsia, dentre outras ações que utilizem água de forma tranquila, a água destinada ao consumo humano deve preencher condições mínimas para que possa ser ingerida ou utilizada para fins higiênicos, o que se consegue através dos processos de uma estação de tratamento. Vejamos as etapas que acontecem no processo de tratamento da água: 1 Captação, a água passa por um sistema de grades que impede a entrada de elementos macroscópicos grosseiros (animais mortos, folhas, etc.) no sistema. Parte das partículas está em suspensão fina, em estado coloidal ou em solução, e por ter dimensões muito reduzidas (como a argila, por exemplo), não se depositam, dificultando a remoção. 2 Coagulação, visa aglomerar essas partículas, aumentando o seu volume e peso, permitindo que a gravidade possa agir. Isso é feito, geralmente, através da adição de cal hidratada (hidróxido de cálcio) e sulfato de alumínio, sendo agitada rapidamente. Esses materiais fazem as partículas de sujeira se juntarem. 3 Floculação, a água é agitada lentamente, para favorecer a união das partículas de sujeira, formando os flocos. Em solução alcalina, o sulfato de alumínio reage com íons hidroxila, resultando em polieletrólitos de alumínio e hidroxila (policátions) com até 13 átomos de alumínio. Esses polieletrólitos de alumínio atuam pela interação eletrostática com partículas de argila carregadas negativamente e pelas ligações de hidrogênio devido ao número de grupos OH, formando uma rede com microestrutura porosa (flóculos). 4- Decantação, a água não é mais agitada e os flocos vão se depositando no fundo, separando-se da água. O lodo do fundo é conduzido para tanques de depuração. O ideal é que ele seja transformado em adubo, em um biodigestor. A água mais limpa vai para o filtro de areia.

6 5- Filtração. A água já decantada passa por um filtro de cascalho/areia/antracito (carvão mineral), onde vai se livrando dos flocos que não foram decantados na fase anterior e de alguns microrganismos. 6- Cloração. A água filtrada está limpa, mas ainda pode conter microrganismos causadores de doenças. Por isso, ela recebe um produto que contém cloro, que mata os microrganismos. ( Na água, o cloro age de duas formas principais: a) como desinfetante, destruindo ou inativando os microorganismos patogênicos, algas e bactérias de vida livre; e b) como oxidante de compostos orgânicos e inorgânicos presentes. Quando o cloro é adicionado a uma água isenta de impurezas, ocorre a seguinte reação: Dependendo do ph da água, o ácido hipocloroso (HClO) se ioniza, formando o íon hipoclorito (ClO ), segundo a reação a seguir: Ambos os compostos possuem ação desinfetante e oxidante; porém, o ácido hipocloroso é mais eficiente do que o íon hipoclorito na destruição dos microrganismos em geral. 6- Fluoretação. Nas grandes cidades brasileiras a água tratada ainda recebe o flúor, que ajuda a prevenir a cárie dentária. 7, 8 Reservação. A água tratada é armazenada em grandes reservatórios, antes da distribuição. Esses reservatórios sempre são instalados nos locais mais altos das cidades. 9 Distribuição. A água tratada é distribuída para as residências, comércio e indústria a partir dos reservatórios de água potável.

7 Fonte: Infográfico do site Planeta Sustentável

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