10.2 Parâmetros de qualidade da água

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "10.2 Parâmetros de qualidade da água"

Transcrição

1 10-3 m 1 m 10.2 Parâmetros de qualidade da água Sistema de Abastecimento de Água Partículas dissolvidas Dureza (sais de cálcio e magnésio), ferro e manganês não oxidados Partículas coloidais Coloidais: emulsões (CO 2 ), Fe e Mn oxidado, etc. Finas: bactérias, plankton, etc. Partículas em suspensão Grossas: folhas, sílica, restos vegetais, etc Cor real SDT Compostos dissolvidos 0,45 m Turbidez Cor aparente SST TH028 - Saneamento Ambiental I 1

2 Cor Cor Característica física, devido presença de substâncias dissolvidas, ou em estado coloidal. Cor verdadeira ou real Cor presente em uma amostra devido substâncias dissolvidas (amostra centrifugada ou filtrada) Cor aparente Cor presente em uma amostra devido substâncias dissolvidas e suspensas Métodos de determinação: Comparação com padrão de cores Comparação com disco de cor TH028 - Saneamento Ambiental I 2

3 Turbidez Definição Principal característica física da água Expressão da propriedade óptica que faz com que a luz seja dispersa e absorvida pelas partículas suspensas (argila, silte, matéria orgânica e inorgânica) Unidade de medida: UNT (Unidade Nefelométrica de Turbidez) Fonte: EPA Guidance Manual Cap. 7 3

4 Significância Problema de estética Pode servir de alimento e proteção para patogênicos Tratamento de água Partículas podem fornecer proteção aos microrganismos Fonte: EPA Guidance Manual Cap. 7 4

5 ph Fator importante na coagulação dosagem custo O ph interfere de diferentes maneiras no metabolismo das comunidades: Geralmente, a diminuição do ph provoca nos peixes redução da taxa de crescimento, má formação do esqueleto, alterações na reprodução, etc. O ph interfere em reações químicas: Baixo ph aumenta a solubilização de metais. As comunidades alteram o ph da água: Fotossíntese: assimilação do dióxido de carbono dissociação do bicarbonato de cálcio pode elevar o ph do meio. Decomposição e Respiração: liberação de dióxido de carbono formação de ácido carbônico e íons hidrogênio diminui o ph ph-metro 5

6 Aumenta acidez ph Neutro Aumenta alcalinidade H + ácido básico OH Suco gástrico Laranja Tomate Vinagre Mortandade de peixes adultos Reprodução de peixes afetada Chuva ácida Urina Chuva (faixa normal) Água pura Sangue Águas continentais (faixa normal) Água do mar Amônia Molécula de água Equilíbrio: H 2 O H + + OH - ph = - log [H + ] 6

7 Sólidos Dissolvidos: Filtrar amostra em filtro de vidro Sólidos Dissolvidos Sólidos Dissolvidos Fixos Sólidos Dissolvidos Voláteis SÓLIDOS TOTAIS Sólidos Suspensos Sólidos Suspensos Fixos Evaporar em banho-maria até secura Secar em estufa a C por 1h Sólidos Suspensos Voláteis Voláteis: Calcinação em mufla (550±50) C Banho-Maria Estufa Mufla Dessecador Balança TH028 - Saneamento Ambiental I 7

8 Microbiológicos Coliformes totais Indicador de eficiência de tratamento e da integridade do sistema de distribuição Escherichia coli Indicador de contaminação fecal Coliformes termotolerantes: bactérias presentes em fezes humanas e de animais homeotérmicos, ocorrem em solos, plantas ou outras matrizes ambientais que não tenham sido contaminados por material fecal. E. coli é uma espécie de bactéria do grupo dos coliformes termotolerantes, cujo habitat exclusivo é o intestino humano e de animais homeotérmicos, onde ocorre em densidades elevadas. São usados como indicadores de possível contaminação por esgoto e possível presença de patogênicos, uma vez que estes são comumente encontrados nas fezes humanas e de animais. TH028 - Saneamento Ambiental I 8

9 Coliformes Método de determinação Contagem padrão em placas petri 1 Filtração de 2 Coloca-se cada filtro 3 diferentes porções de amostras usando filtros com um diâmetro e tamanho de poros padrões em meio nutritivo seletivo em uma placa petri Incubação das placas em temperatura e tempo específicos 4 Contagem de colônias que cresceram no filtro. Tubos múltiplos 1 Adição de quantidades específicas de amostras em tubos contendo um meio nutritivo Incubação dos tubos em temperatura e tempo específicos 2 3 Estufa Avaliação da presença ou ausência de desenvolvimento de gás e/ou turbidez que as bactérias produzem Regina Kishi, 5/5/2015, Página 9

10 Padrão de Potabilidade Portaria Nº 2.914, de 12/12/ Ministério da Saúde Dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade. Escherichia coli e coliformes totais: ausência em 100mL Padrão para água pós-filtração ou pré-desinfecção: Desinfecção (Água Subterrânea): 1,0 ut em 95% das amostras Filtração Rápida: 0,5 ut em 95% das amostras Filtração Lenta: 1,0 ut em 95% das amostras (Art.30 3º) O atendimento do percentual de aceitação do limite de turbidez, deve ser verificado mensalmente com base em amostras, preferencialmente no efluente individual de cada unidade de filtração, no mínimo diariamente para desinfecção ou filtração lenta e no mínimo a cada duas horas para filtração rápida. TH028 - Saneamento Ambiental I 10

11 Portaria Nº 2.914, de 12/12/ Ministério da Saúde Padrão organoléptico: Parâmetro Unidade VMP Alumínio mg/l 0,2 Amônia (como NH 3 ) mg/l 1,5 Cloreto mg/l 250 Cor Aparente uh (2) 15 1,2 diclorobenzeno mg/l 0,01 1,4 diclorobenzeno mg/l 0,03 Dureza Total mg/l 500 Ferro mg/l 0,3 Manganês mg/l 0,1 Gosto e Odor Intensidade 6 Sólidos dissolvidos totais mg/l Sulfato mg/l 250 Surfactantes mg/l 0,5 Turbidez UT (4) 5 Zinco mg/l 5 Valores máximos permitidos (VMP) de concentração Os padrões não se restringem às substâncias que podem causar danos à saúde. Incluem também substâncias que alteram o aspecto e o gosto da água, ou causam algum tipo de odor (2) Unidade Hazen: mgpt-co/l TH028 - Saneamento Ambiental I 11

12 Agrotóxicos Desinfectantes e Subprodutos Inorgânicos Orgânicos Padrão de potabilidade risco à saúde: Cádmio: 0,005 mg/l Chumbo: 0,01 mg/l Cianeto: 0,07 mg/l Fluoreto: 1,5 mg/l Mercúrio: 0,001 mg/l 2,4 D + 2,4,3 T: 2 μg/l Atrazina: 2 μg/l DDT+DDD+DDE: 1 μg/l Diuron: 90 μg/l Endrin: 0,6 μg/l Padrão de cianotoxinas Padrão de Radioatividade Portaria Nº 2.914, de 12/12/ Ministério da Saúde Benzeno: 5 μg/l Benzenopireno: 0,7 μg/l 1,2 Dicloroetano: 10 μg/l 1,1 Dicloroetano: 30 μg/l Triclorobenzenos: 20 μg/l Clorito: 1 mg/l Cloro residual livre: 5 mg/l Cloraminas total: 4,0 mg/l 2,4,6 Triclorofenol: 0,2 mg/l Trihalometanos total: 0,1 mg/l TH028 - Saneamento Ambiental I 12

13 Escolha do Manancial - Boa qualidade Resolução CONAMA 357/05 Água doce Classe especial: águas destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano, com desinfecção; Classe 1: águas que podem ser destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento simplificado; Classe 2: águas que podem ser destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional; Classe 3: águas que podem ser destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional ou avançado. SP Mananciais da Serra/PR TH028 - Saneamento Ambiental I 13

14 Resolução CONAMA 357/05 Classe Especial Destino Abastecimento doméstico com simples desinfecção. Abastecimento doméstico com tratamento simplificado Abastecimento doméstico com tratamento convencional Abastecimento doméstico com tratamento convencional ou avançado Parâmetros Cor Turbidez ph nível de cor natural do corpo de água em mg Pt/L 40 UNT 75 mg Pt/L 100 UNT 75 mg Pt/L 100 UNT 6,0 a 9,0 6,0 a 9,0 6,0 a 9,0 TH028 - Saneamento Ambiental I 14

10.2 Parâmetros de qualidade da água

10.2 Parâmetros de qualidade da água 10-3 m 1 m 10.2 Parâmetros de qualidade da água Sistema de Abastecimento de Água Partículas dissolvidas Dureza (sais de cálcio e magnésio), ferro e manganês não oxidados Partículas coloidais Coloidais:

Leia mais

10 Estações de Tratamento de Água. TH028 - Saneamento Ambiental I 1

10 Estações de Tratamento de Água. TH028 - Saneamento Ambiental I 1 10 Estações de Tratamento de Água TH028 - Saneamento Ambiental I 1 10.1 - Introdução Água potável à disposição dos consumidores: De forma contínua Quantidade adequada Pressão adequada Qualidade adequada

Leia mais

Vigilância e Monitoramento - Visualizar

Vigilância e Monitoramento - Visualizar Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano Data: 14/08/2018 Hora: 16:44:38 Vigilância e Monitoramento Visualizar Informações gerais UF RS Código IBGE 432350 Ano de Referência

Leia mais

Saneamento Ambiental I. Aula 12 Parâmetros de Qualidade de Água - Potabilização

Saneamento Ambiental I. Aula 12 Parâmetros de Qualidade de Água - Potabilização Universidade Federal do Paraná Engenharia Ambiental Saneamento Ambiental I Aula 12 Parâmetros de Qualidade de Água - Potabilização Profª Heloise G. Knapik 1 Primeiro módulo: Dimensionamento de redes de

Leia mais

ANEXO III. (4) Indicador de integridade do sistema de distribuição (reservatório e rede). NOTAS: (1) Valor máximo permitido. (2) Unidade de Turbidez.

ANEXO III. (4) Indicador de integridade do sistema de distribuição (reservatório e rede). NOTAS: (1) Valor máximo permitido. (2) Unidade de Turbidez. ANEXO I Tabela de padrão microbiológico da água para consumo humano Tipo de água Parâmetro VMP (1) Água para consumo humano Escherichia coli (2) Ausência em 100 ml Água tratada Na saída do tratamento Coliformes

Leia mais

Relatório de informações mensais de abastecimento sobre a qualidade da água para consumo humano em Campo Grande RE_7.5_16-088

Relatório de informações mensais de abastecimento sobre a qualidade da água para consumo humano em Campo Grande RE_7.5_16-088 Relatório de informações mensais de abastecimento sobre a qualidade da água para consumo humano em Campo Grande RE_7.5_16-088 Portaria MS 2914 DE 12/12/2011Parcial(Saída de tratamento) Parâmetros Mínimo

Leia mais

Tipo de água Parâmetro VMP(1) Água para consumo humano Escherichia coli(2) Ausência em 100 ml

Tipo de água Parâmetro VMP(1) Água para consumo humano Escherichia coli(2) Ausência em 100 ml ANEXO I Tabela de padrão microbiológico da água para consumo humano Tipo de água Parâmetro VMP(1) Água para consumo humano Escherichia coli(2) Ausência em 100 ml Água tratada Na saída do Coliformes totais

Leia mais

ANEXO I. Coliformes totais (4) ANEXO II. Tratamento da água VMP (1) Desinfecção (para água subterrânea) 1,0 ut (2) em 95% das amostras

ANEXO I. Coliformes totais (4) ANEXO II. Tratamento da água VMP (1) Desinfecção (para água subterrânea) 1,0 ut (2) em 95% das amostras ANEXO I Tabela de padrão microbiológico da água para consumo humano Água tratada Tipo de água Parâmetro VMP (1) Água para consumo humano Escherichia coli (2) Ausência em 100ml Na saída do tratamento Coliformes

Leia mais

Saneamento I. João Karlos Locastro contato:

Saneamento I. João Karlos Locastro contato: 1 ÁGUA 2 3 Saneamento I João Karlos Locastro contato: [email protected] 4 Objetivos Projeto; Legislação; Atuação Profissional - Prestação de serviços - Concursos públicos 5 Ementa Saneamento

Leia mais

Funções e Importância da Água Regulação Térmica Manutenção dos fluidos e eletrólitos corpóreos Reações fisiológicas e metabólicas do organismo Escassa

Funções e Importância da Água Regulação Térmica Manutenção dos fluidos e eletrólitos corpóreos Reações fisiológicas e metabólicas do organismo Escassa Aspectos Higiênicos da Água Prof. Jean Berg Funções e Importância da Água Regulação Térmica Manutenção dos fluidos e eletrólitos corpóreos Reações fisiológicas e metabólicas do organismo Escassa na natureza

Leia mais

ÁGUA Fundamentos Caracterização Impurezas Classificações Legislação aplicada Tratamentos

ÁGUA Fundamentos Caracterização Impurezas Classificações Legislação aplicada Tratamentos Disciplina: Água e Efluentes Industriais Prof.: Sávio Pereira ÁGUA Fundamentos Caracterização Impurezas Classificações Legislação aplicada Tratamentos FUNDAMENTOS SOBRE ÁGUA FUNDAMENTOS SOBRE ÁGUA Dados

Leia mais

RELATÓRIO DE ANÁLISE N / A Revisão 0

RELATÓRIO DE ANÁLISE N / A Revisão 0 RELATÓRIO DE ANÁLISE N 77301 / 2017 - A Revisão 0 DADOS DO LABORATÓRIO RR ACQUA SERVICE COLETA E ANÁLISE DE ÁGUA LTDA-ME CNPJ: 08.356.731/0001-86 ENDEREÇO: AV. ANTÔNIO CARDOSO, 1.200 BANGÚ - SANTO ANDRÉ

Leia mais

Estação de tratamento de Água: R.F Unidade Sucupira

Estação de tratamento de Água: R.F Unidade Sucupira Estação de tratamento de Água: R.F Sucupira Resultados de Análises da Água na Saída do Tratamento e Redes de Distribuição Mês: Fevereiro/2013 2914/11 Estabelecidas Valor Médio Encontrado ETA REDE ETA REDE

Leia mais

Parâmetros de qualidade de água SANEAMENTO AMBIENTAL EXPERIMENTAL TH 758

Parâmetros de qualidade de água SANEAMENTO AMBIENTAL EXPERIMENTAL TH 758 Parâmetros de qualidade de água SANEAMENTO AMBIENTAL EXPERIMENTAL TH 758 Prof. J. Sánez Prof. Dra. H. Knapik Resp. Tec. Lab. L. Prado Universidade Federal do Paraná 3 /2015 Aula 03 Teoria e determinação

Leia mais

DIRETORIA DE PRODUÇÃO DEPARTAMENTO DE TRATAMENTO DE ÁGUA SETOR DE QUALIDADE MONITORAMENTO DA ÁGUA TRATADA

DIRETORIA DE PRODUÇÃO DEPARTAMENTO DE TRATAMENTO DE ÁGUA SETOR DE QUALIDADE MONITORAMENTO DA ÁGUA TRATADA LOCAL : ETA DR ARMANDO PANNUNZIO SAÍDA PADRÕES INORGÂNICOS E FÍSICO-QUÍMICOS Alcalinidade Bicarbonatos mg/l 250 19,7 Alcalinidade Carbonatos mg/l 120 0 Alcalinidade Hidróxidos mg/l 0 0 Cloreto mg/l 250

Leia mais

SISTEMA DE ÁGUA E ESGOTOS SAE

SISTEMA DE ÁGUA E ESGOTOS SAE AGOSTO/2018 Prezado (a) Cliente, A partir do dia 15 de setembro de 2018 as tarifas de água, esgotos e dos serviços prestados pelo SAE serão reajustados em 4,39%, o que corresponde ao IPCA (Índice de Preços

Leia mais

ESCOPO DA ACREDITAÇÃO ABNT NBR ISO/IEC ENSAIO. Determinação de Alumínio Total pelo método colorimétrico LQ: 0,008 mg/l

ESCOPO DA ACREDITAÇÃO ABNT NBR ISO/IEC ENSAIO. Determinação de Alumínio Total pelo método colorimétrico LQ: 0,008 mg/l ESCOPO DA ACREDITAÇÃO ABNT NBR ISO/IEC 17025 ENSAIO Norma de Origem: NIT-DICLA-016 Folha: 1 Total de Folhas: 8 RAZÃO SOCIAL/DESIGNAÇÃO DO LABORATÓRIO ACQUA BOOM SANEAMENTO AMBIENTAL LTDA EPP Determinação

Leia mais

PARÂMETROS DE CARACTERIZAÇÃO DE UMA MASSA DE ÁGUA. As características organolépticas compreendem a cor, o cheiro e o sabor.

PARÂMETROS DE CARACTERIZAÇÃO DE UMA MASSA DE ÁGUA. As características organolépticas compreendem a cor, o cheiro e o sabor. PARÂMETROS DE CARACTERIZAÇÃO DE UMA MASSA DE ÁGUA Características Organolépticas: As características organolépticas compreendem a cor, o cheiro e o sabor. Origem da Cor: origem natural inorgânica, (p.ex.

Leia mais

DIRETORIA DE PRODUÇÃO DEPARTAMENTO DE TRATAMENTO DE ÁGUA SETOR DE QUALIDADE MONITORAMENTO DA ÁGUA TRATADA

DIRETORIA DE PRODUÇÃO DEPARTAMENTO DE TRATAMENTO DE ÁGUA SETOR DE QUALIDADE MONITORAMENTO DA ÁGUA TRATADA LOCAL : ETA DR ARMANDO PANNUNZIO SAÍDA Dezembro /2015 PADRÕES INORGÂNICOS E FÍSICO-QUÍMICOS Alumínio mg/l 0,2 0,10 Alcalinidade Bicarbonatos mg/l 250 16,3 Alcalinidade Carbonatos mg/l 120 0 Alcalinidade

Leia mais

Como Escolher a Sua Água

Como Escolher a Sua Água Como Escolher a Sua Água Por que Escolher? Apesar da grande variedade de produtos com alta concentração de sais minerais e sódio, nenhum composto hidrata mais uma pessoa do que a água. Bebê-la não tem

Leia mais

Ciências do Ambiente

Ciências do Ambiente Universidade Federal do Paraná Engenharia Civil Ciências do Ambiente Aula 23 O meio aquático II: Monitoramento e parâmetros de qualidade de água Prof.ª Heloise Knapik 1 Bacia do Alto Iguaçu Ocupação Urbana

Leia mais

I PORTARIAS 36/1990 E 1469/2000 AVANÇOS E CONSIDERAÇÕES SOBRE A QUALIDADE DA ÁGUA PARA ABASTECIMENTO

I PORTARIAS 36/1990 E 1469/2000 AVANÇOS E CONSIDERAÇÕES SOBRE A QUALIDADE DA ÁGUA PARA ABASTECIMENTO I - 011 - S 36/1990 E AVANÇOS E CONSIDERAÇÕES SOBRE A QUALIDADE DA ÁGUA PARA ABASTECIMENTO João Tito Borges (1) Mestre em Engenharia Civil - UNICAMP, na Área de Saneamento e Ambiente, e doutorando na mesma

Leia mais

Qualidade da água da rede de abastecimento

Qualidade da água da rede de abastecimento Qualidade da água da rede de abastecimento Relatório do 1º trimestre de 2010 1- Introdução O Decreto-lei nº 306/2007 de 27 de Agosto, estabelece o regime da qualidade da água destinada ao consumo humano,

Leia mais

CARACTERIZAÇÃO QUALITATIVA DO ESGOTO

CARACTERIZAÇÃO QUALITATIVA DO ESGOTO Sistema de Esgotamento Sanitário e Pluvial CARACTERIZAÇÃO QUALITATIVA DO ESGOTO Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental Universidade Federal de Minas Gerais Caracterização do esgoto doméstico

Leia mais

Boletim de Serviço é uma publicação do Instituto Estadual do Ambiente,

Boletim de Serviço é uma publicação do Instituto Estadual do Ambiente, DE Boletim de Serviço é uma publicação do Instituto Estadual do Ambiente, destinada a dar publicidade aos atos administrativos da instituição. Presidente Marcus de Almeida Lima Diretor de Biodiversidade,

Leia mais

PONTIFICIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS ESCOLA DE ENGENHARIA CURSOS DE ENGENHARIA CIVIL E AMBIENTAL HIDROLOGIA APLICADA

PONTIFICIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS ESCOLA DE ENGENHARIA CURSOS DE ENGENHARIA CIVIL E AMBIENTAL HIDROLOGIA APLICADA PONTIFICIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS ESCOLA DE ENGENHARIA CURSOS DE ENGENHARIA CIVIL E AMBIENTAL HIDROLOGIA APLICADA QUALIDADE DA ÁGUA E FONTES DE ABASTECIMENTO Prof. Felipe Corrêa QUALIDADE DA ÁGUA:

Leia mais

Matriz I Acreditação Flexível Intermédia - Lista de Ensaios Acreditados Acreditação Nº L Data:

Matriz I Acreditação Flexível Intermédia - Lista de Ensaios Acreditados Acreditação Nº L Data: Acreditação Nº L216-1 Data: 4-2-216 Águas 1 Águas naturais doces (superficiais, subterrâneas) de consumo e de processo Determinação da dureza. Complexometria NP 424:1966 2 e residuais Determinação da turvação.

Leia mais

CONTROLO DA QUALIDADE DA ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO - ZONA DE ABASTECIMENTO PINHEL DO CONCELHO DE PINHEL

CONTROLO DA QUALIDADE DA ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO - ZONA DE ABASTECIMENTO PINHEL DO CONCELHO DE PINHEL - ZONA DE ABASTECIMENTO PINHEL DO CONCELHO DE PINHEL % N.º de Cumprimento superiores ao VP Valor mínimo Valor máximo do VP Agendadas Realizadas Escherichia coli - UFC/100 ml 0 0 0 0 100 6 6 100 Coliformes

Leia mais

ESCOPO DA ACREDITAÇÃO ABNT NBR ISO/IEC ENSAIO

ESCOPO DA ACREDITAÇÃO ABNT NBR ISO/IEC ENSAIO ESCOPO DA ACREDITAÇÃO ABNT NBR ISO/IEC 17025 ENSAIO Norma de Origem: NIT-DICLA-016 Folha: 1 Total de Folhas: 6 RAZÃO SOCIAL/DESIGNAÇÃO DO LABORATÓRIO TOMMASI ANALÍTICA LTDA ALIMENTOS E BEBIDAS ORIGEM ANIMAL

Leia mais

ESCOLA POLITÉCNICA DA USP DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA EM SANEAMENTO BÁSICOB. Prof. Dr. Sidney Seckler Ferreira Filho

ESCOLA POLITÉCNICA DA USP DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA EM SANEAMENTO BÁSICOB. Prof. Dr. Sidney Seckler Ferreira Filho ESCOLA POLITÉCNICA DA USP DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA HIDRÁULICA E SANITÁRIA APLICAÇÕES DO DIÓXIDO DE CLORO EM SANEAMENTO BÁSICOB Prof. Dr. Sidney Seckler Ferreira Filho Introdução SUMÁRIO Concepção de

Leia mais

Água cervejeira. Centro de Tecnologia de Alimentos e Bebidas

Água cervejeira. Centro de Tecnologia de Alimentos e Bebidas Água cervejeira Centro de Tecnologia de Alimentos e Bebidas Potabilidade da água Esteticamente agradável. Isenta de sabor, odor, cor e turbidez capazes de causar repulsa ao usuário Elementos e substâncias

Leia mais

Você está recebendo um caderno de prova para o cargo de AGENTE DE ETA.

Você está recebendo um caderno de prova para o cargo de AGENTE DE ETA. Nome do candidato: Assinatura: Número da inscrição: ATENÇÃO! SERVIÇO AUTÔNOMO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTO PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO SAMAE Edital nº 001/2017 CADERNO DE PROVA AGENTE DE ETA Você está

Leia mais

ESCOPO DA ACREDITAÇÃO ABNT NBR ISO/IEC ENSAIO. Determinação da Cor pelo método espectrofotométrico - comprimento de onda único LQ: 10 CU

ESCOPO DA ACREDITAÇÃO ABNT NBR ISO/IEC ENSAIO. Determinação da Cor pelo método espectrofotométrico - comprimento de onda único LQ: 10 CU ESCOPO DA ACREDITAÇÃO ABNT NBR ISO/IEC 17025 ENSAIO Norma de Origem: NIT-DICLA-016 Folha: 1 Total de Folhas: 8 RAZÃO SOCIAL/DESIGNAÇÃO DO LABORATÓRIO ANGLOGOLD ASHANTI CÓRREGO DO SÍTIO MINERAÇÃO S/A LABORATÓRIO

Leia mais

ESCOPO DA ACREDITAÇÃO ABNT NBR ISO/IEC ENSAIO

ESCOPO DA ACREDITAÇÃO ABNT NBR ISO/IEC ENSAIO ESCOPO DA ACREDITAÇÃO ABNT NBR ISO/IEC 17025 ENSAIO Norma de Origem: NIT-DICLA-016 Folha: 1 Total de Folhas: 6 RAZÃO SOCIAL/DESIGNAÇÃO DO LABORATÓRIO TOMMASI ANALÍTICA LTDA ALIMENTOS E BEBIDAS ALIMENTOS

Leia mais

Relatório Anual de Qualidade da Água -2012

Relatório Anual de Qualidade da Água -2012 Relatório Anual de Qualidade da Água -2012 Com o objetivo de atender ao Decreto Federal nº 5.440/05 que estabelece os procedimentos para a divulgação de informações ao consumidor sobre a qualidade da água

Leia mais

Tratamento de Água: Generalidades Aeração

Tratamento de Água: Generalidades Aeração UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO DECIV DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL Tratamento de Água: Generalidades Aeração DISCIPLINA: SANEAMENTO PROF. CARLOS EDUARDO F MELLO e-mail: [email protected] Água para

Leia mais

Depende do alimento. Depende do alimento. Método interno. Método interno. Depende do alimento. Depende do alimento. Método interno.

Depende do alimento. Depende do alimento. Método interno. Método interno. Depende do alimento. Depende do alimento. Método interno. analíticos - Matriz alimentar Acidez Volátil Ácido ascórbico (Vitamina C) Ácidos Gordos Saturados Ácidos Gordos Insaturados Açucares Redutores Açucares Totais Adulteração do Leite por Aguamento Alcalinidade

Leia mais

ÁGUA NA INDÚSTRIA DE ALIMENTOS

ÁGUA NA INDÚSTRIA DE ALIMENTOS ÁGUA NA INDÚSTRIA DE ALIMENTOS Introdução A água principais componentes de diversas operações em IA Presente em quase todos produtos alimentares, afectando a textura, aparência e sabor. As reacções químicas

Leia mais

O meio aquático A água na natureza Abundância de água, mas nem toda água pode ser aproveitada pelo ser humano

O meio aquático A água na natureza Abundância de água, mas nem toda água pode ser aproveitada pelo ser humano O meio aquático A água na natureza Abundância de água, mas nem toda água pode ser aproveitada pelo ser humano Dessalinização Processo caro Limitações econômicas longe dos centros consumidores Elevado custo

Leia mais

ANEXO I. Tabela de padrão microbiológico da água para consumo humano

ANEXO I. Tabela de padrão microbiológico da água para consumo humano ANEXO I Tabela de padrão microbiológico da água para consumo humano Água tratada Tipo de água Parâmetro VMP (1) Água para consumo humano Escherichia coli (2) Ausência em 100 ml Na saída do tratamento Coliformes

Leia mais

LISTA DE ENSAIOS NO ÂMBITO DA ACREDITAÇÃO FLEXÍVEL INTERMÉDIA - PIMENTA DO VALE LABORATÓRIOS, LDA.

LISTA DE ENSAIOS NO ÂMBITO DA ACREDITAÇÃO FLEXÍVEL INTERMÉDIA - PIMENTA DO VALE LABORATÓRIOS, LDA. LISTA DE ENSAIOS NO ÂMBITO DA ACREDITAÇÃO FLEXÍVEL INTERMÉDIA - PIMENTA DO VALE LABORATÓRIOS, LDA. Resumo do Âmbito Acreditado Águas Alimentos e agro-alimentar Efluentes líquidos Amostragem de águas Resumo

Leia mais

LISTA DE ENSAIOS SOB ACREDITAÇÃO FLEXÍVEL INTERMÉDIA

LISTA DE ENSAIOS SOB ACREDITAÇÃO FLEXÍVEL INTERMÉDIA Telef.: 2 446 2 3 Edição 22; Aprovada a 2 de Abril de 28 Em conformidade com o Anexo L322- Edição 2 Águas (Subterrâneas e Superficiais) e Águas de Piscinas (Águas Doces e Escherichia coli; ME 2M (27/8/28)

Leia mais

Lista de ensaios sob acreditação flexível

Lista de ensaios sob acreditação flexível Nº Produto Parâmetro e Técnica Norma / Procedimento 1 Dispositivos médicos 2 Dispositivos médicos 3 Dispositivos médicos 4 5 6 7 8 Zaragatoas em superfícies associadas a zonas de risco Zaragatoas em superfícies

Leia mais

Lista de Ensaios Acreditados Sob Acreditação Flexível Referente ao Anexo Técnico Acreditação Nº L (Ed.20 Data: )

Lista de Ensaios Acreditados Sob Acreditação Flexível Referente ao Anexo Técnico Acreditação Nº L (Ed.20 Data: ) Referente ao Anexo Técnico Acreditação Nº L216-1 (Ed.2 Data: 3-11-216) Data: 19-12-216 Águas 1 Águas de consumo metais: alumínio, antimónio, arsénio, bário, berílio, boro, cádmio, cálcio, chumbo, cobalto,

Leia mais

MONITORAMENTO EDÁFICO HÍDRICO

MONITORAMENTO EDÁFICO HÍDRICO MONITORAMENTO EDÁFICO HÍDRICO A Veracel realiza monitoramento dos solos e da água de rios nas áreas de influência dos plantios de eucalipto, com o objetivo de acompanhar os impactos da atividade silvicultural

Leia mais