Planeamento do parque de máquinas

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1 Planeamento do parque de máquinas. Classificação dos trabalhos agrícolas 2. Condições para a realização dos trabalhos 3. Itinerário técnico e calendários de operações 4. Largura de trabalho. Tempos de trabalho 6. CTT, CET, Eficiência de campo 7. Tempo disponível 8. Tempo necessário 9. Número de alfaias Trabalhos agrícolas Diferíveis Não Diferíveis Em campo aberto Sob coberto Associado a fases fenológicas Não associado a fases fenológicas Page

2 Variação da coesão e adesão com o teor de humidade do solo Domínio sólido Domínio plástico Domínio líquido TENACIDADE FRIABILIDADE Coesão PLASTICIDADE/ ADESIVIDADE Ponto de adesividade FLUIDEZ Adesão Domínio sólido (estado coerente) caracterizado por uma resistênciaelevada à rotura, por uma fraca aderência entre os elementos que separam facilmente, mesmo quando pressionados um contra o outro, e não aderem nem às alfaias nem às mãos. Domínio plástico é possível deformar a terra de modo permanente sem roturas, devido ao aumento de humidade. Limite inferior de plasticidade LIP Limite de liquidez LL % Humidade Domínio líquido a terra escorre quase como dum líquido se tratasse, pois a coesão entre partículas é mínima, com o acréscimo da humidade Período de sazão Variação das forças de coesão e adesão com o teor de humidade do solo e sua textura Solo argiloso Solo limoso 2 3 Humidade 2 3 Humidade Solo arenoso Zona de ruptura fabrico de terra fina (utilização do cultivador, grade de discos e fresa) 2 Zona de lavoura moldada 3 Zona de amassamento (o uso da charrua e da fresa é desaconselhável) 2 3 Humidade Ponto de adesividade Coesão Adesão Page 2

3 Precipitação e interdição do trabalho agrícola Classificação de diferentes operações culturais de acordo com a sua sensibilidade aos valores da precipitação diária Sensibilidade Fraca Média Elevada Lavoura Subsolagem Arranque de sachadas Transportes vários Poda e empa Gradagem Fresagem Rolagem Sachas Sementeiras Colheita Corte de forragens Enfardação monda química Adubação de cobertura Precipitação diária (mm/dia) que interdita a realização de algumas operações culturais Trabalhos Kreher (9) CNEEMA (9) Reboul et al. (979) Lopes (979) Regato e Mendes (979) Lavoura Gradagem Escarificação Rolagem Sacha Sementeira Adubação de fundo Colheita de cereais Corte de forragens Fenação ranque de sachadas , Page 3

4 Trabalho com Fraca sensibilidade Produção Elevada sensibilidade Tempo Itinerário técnico e calendários de operações. Chisel 2. Gradagem 3. Adubação 4. Sementeira. Rolo 6. Adubação 7. Tratamento 8. Colheita Page 4

5 Classificação dos Tempos de Trabalho segundo a OCDE (97). Tempo Principal ou Efectivo (T.E.) Definição e decomposição do tempo de trabalho TT (OCDE (97), descrita por Lourenço e Alves (968)). 2 Tempo Subsidiário ou Acessório(T.A.) 2. Tempo Acessório de Viragem (T.A.V.) 2.2 Tempo Acessório de Abastecimento (T.A.S.) 2.3 Tempo Acessório de Manutenção (T.A.C.) 2.4 Tempo Acessório de Repouso (T.A.R.) 3 Tempo de Preparação (T.P.) 3. Tempo de Preparação no Assento de Lavoura (T.P.H.) 3.2 Tempo de Preparação no Local de Trabalho (T.P.L.) 4 Tempo de Deslocação (T.I.) Tempo Morto (T.M.). Tempo Morto Inevitável (T.M.I.).. Tempo morto devido a avarias (T.M.F.)..2 Tempo morto devido a descanso ou necessidades fisiológicas do operador (T.M.A.)..3 Tempo morto devido ao material (T.M.M.).2 Tempo Morto Evitável (T.M.E.).2. Tempos morto devido a ócio (T.M.T.).2.2 Tempo morto devido a erros (T.M.D.) Eficiência de campo Capacidade Teórica de Trabalho (ha/h) CTT = área trabalhada / TE = vel trabalho (km/h) *Largura de trabalho (m)/0 Capacidade efectiva de Trabalho (ha/h) CET = área trabalhada / TT= Eficiência de Campo * CTT Eficiência de campo = CET/CTT Page

6 Planeamento e organização do trabalho é função, basicamente, de: Clima => Dias disponíveis para a realização das diferentes operações Equipamento => capacidade e eficiência de trabalho das máquinas Restrições particulares da exploração (estrutura fundiária e escala) => tempo necessário para a realização do trabalho Dias disponíveis Precipitação diária Teor de humidade do solo 2 Possibilidade e capacidade de trabalho 3 Dia Disponível 4 Precipitação anterior Coberto vegetal Evapotranspiração Características do solo: textura estrutura espessura nível do lençol freático Tipo de maquinaria e operação Page 6

7 A precipitação é o factor climático com maior influência (mais limitante) nas operações de mobilização do solo Valores médios, medianas e percentis 20 e 80 das precipitações Análise de risco para a realização das operações culturais OUT NOV DEZ JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET TOTAL Média 86,4 08,6 9, 2,0 23,7 63, 77,,8 39, 6,8 6,7 4,0 87 Percentil 20 27,, 32,0 0,0 38,0 6,3 2,3 8,9,7 0,0 0,0 6,7 27 Mediana 8,2 9,6 9,3 3,6 7,4 60,4 6,6 4, 3,0 2,4,2 32,9 7 Percentil 80 6, 74,6 43,6 2, 82,4 00,2 96,7 86,2 68,3 9,4, 62,8 204 Estação climática de Tancos/Base Aérea (Lat. 39º29 Long.8º26 Alt. 26m Período: 9988) Estimativa do número de dias com precipitação superior a 0., e 0 mm Percentil OUT NOV DEZ JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET Tempo Disponível R> 0.mm R> mm R> 0mm R> 0.mm R> mm R> 0mm R> 0.mm R> mm R> 0mm Tempo Disponível Calendário e Dias disponíveis para a realização de algumas operações culturais (CNEEMA, 9) OUT NOV DEZ JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET Dias úteis Dias com R> 0.mm Dias com R> mm Dias com R> 0mm Dias disponíveis para a realização da lavoura Dias disponíveis para a preparação final do solo, sementeira e plantações Dias disponíveis para a colheita de cereais Dias disponíveis para a colheita de forragens Estação climática de Tancos/Base Aérea (Lat. 39º29 Long.8º26 Alt. 26m Período: 9988) Tempo disponível para a realização de uma operação TD (h) = Dias Disponíveis x Nº horas de trabalho por dia DD = Dmês Dnão úteis Dnão disponíveis Page 7

8 Tempo Disponível Beja Tempo Disponível Mertola Page 8

9 Tempo Disponível Elvas Tempo Disponível Evora Page 9

10 Eficiência de Campo de Velocidade de Trabalho Eficiências de campo e velocidades de trabalho típicas para algumas operações OPERAÇÃO EQUIPAMENTO Ef. Campo (%) Velocidade (km/h) Mob. do solo (trabalhos preparatórios) Charrua de aivecas Grades de discos Escarificador pesado Chísel Sacha mecânica Escarificador Fresa Sementeira Semedor fertilizador de linhas Semedor fertil. de pequenos grãos Distribuidor centrífugo Plantador de batatas Colheita Colhedorcondicionador de forragens Viradorjuntador de feno Enfardadeira de fardos paralelipipédicos Enfardadeira de fardos cilindricos Colhedor de forragens com gadanheira rotativa Ceifeira debulhadora Colhedor de milho Colhedor de batatas Pulverização Pulverizador Destroçamento Destroçador de restolho Adaptado de Hunt (983) Tempo necessário e número de alfaias Tempo necessário TN (h) = Area (ha)/cet (ha/h) Tempo necessário TN (dias) = TN(h)/(7h/dia ou 0h/dia) Nº de alfaias = TN /TD Page 0

11 Factores de variação da Eficiência de campo Variação dos tempos de tarefa com a variação da superfície da parcela 6 2 Tempo de tarefa (h/ha) Superfície da parcela (ha) Coeficientes de agravamento dos tempos de viragem segundo a forma da parcela Forma Coeficiente Evolução do tempo de tarefa para duas parcelas de comprimentos diferentes em função da área (Coelho, 993). 9 Tempo de tarefa (horas/ha) ha.0 ha Comprimento da parcela (m) Page

12 Evolução do tempo de tarefa com a variação da distância ao assento de lavoura (Coelho, 993) ) Tempo de Tarefa (horas/ha) ha.3 ha Distância ao assento de lav oura (km) Evolução do tempo de tarefa para três parcelas rectangulares com a área de 2000 m2 e diferentes comprimentos (Coelho, 993). 2 20m 2m 0.3m 00m 000 m 74.3 m 8.06 horas/ha 6.34 horas/ha 6.3 horas/ha Page 2

13 Exemplo: Sementeira Elvas 2Q Outubro 0ha )Precipitação que interdita: mm 2)Dias indisponíveis P80: 3 dias 2 3)Nº h / dia: 8h 4)Dias disponíveis: 0 dias 3 dias = 7 dias )Tempo disponível TD: 7 * 8h = 6 h 6)Vel. Trabalho: 8km/h 7)Larg. Trabalho: m 8)CTT ha/h: 8*/0 = 4,0 ha/h 9)EC: 67% 0)CET: 4,0*0,67 = 2,68 ha/h )Tempo necessário TN = 0 ha / 2,68 = 8,66 h 2)Nº Alfaias = 8,66 / 6 = 0,33 Page 3

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