SISTEMAS DIGITAIS (SD)
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- Elisa Santiago Lemos
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1 SISTEMAS DIGITAIS (SD) MEEC Acetatos das Aulas Teóricas Versão Português Aula N o 23: Título: Sumário: Máquinas de Estado Microprogramadas: Endereçamento Expĺıcito/Impĺıcito Projecto de máquinas de estados microprogramadas com endereçamento expĺıcito e com endereçamento impĺıcito; s. 2015/2016 [email protected]
2 Sistemas Digitais (SD) Máquinas de Estado Microprogramadas: Endereçamento Explícito/Implícito Aula Anterior Na aula anterior: Projecto de máquinas de estados microprogramadas: Circuito de dados Circuito de controlo Implementação com ROMs s Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 2
3 Planeamento SEMANA TEÓRICA 1 TEÓRICA 2 PROBLEMAS/LABORATÓRIO 14/Set a 19/Set Introdução Sistemas de Numeração e Códigos 21/Set a 26/Set Álgebra de Boole Elementos de Tecnologia P0 28/Set a 3/Out Funções Lógicas Minimização de Funções Booleanas (I) L0 5/Out a 10/Out Minimização de Funções Booleanas (II) Def. Circuito Combinatório; Análise Temporal P1 12/Out a 17/Out Circuitos Combinatórios (I) Codif., MUXs, etc. Circuitos Combinatórios (II) Som., Comp., etc. L1 19/Out a 24/Out Circuitos Combinatórios (III) - ALUs Linguagens de Descrição e Simulação de Circuitos Digitais 26/Out a 31/Out Circuitos Sequenciais: Latches Circuitos Sequenciais: Flip-Flops L2 2/Nov a 7/Nov Caracterização Temporal Registos P3 9/Nov a 14/Nov Revisões Teste 1 Contadores L3 16/Nov a 21/Nov 23/Nov a 28/Nov 30/Nov a 5/Dez 7/Dez a 12/Dez Síntese de Circuitos Sequenciais: Definições Síntese de Circuitos Sequenciais: Síntese com Contadores Máq. Estado Microprogramadas: Circuito de Dados e Circuito de Controlo Circuitos de Controlo, Transferência e Processamento de Dados de um Processador Síntese de Circuitos Sequenciais: Minimização do número de estados Memórias Máq. Estado Microprogramadas: Endereçamento Explícito/Implícito Lógica Programável 14/Dez a 18/Dez P6 P6 L6 P2 P4 L4 P5 L5 Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 3 Sumário Tema da aula de hoje: Projecto de máquinas de estados microprogramadas: com endereçamento explícito com endereçamento implícito s Bibliografia: M. Mano, C. Kime: Secção 7.13 G. Arroz, J. Monteiro, A. Oliveira: Secção 7.5 G. Arroz, C. Sêrro, "Sistemas Digitais: Apontamentos das Aulas Teóricas", IST, 2005: Secções 19.1 a 19.3 (disponível no Fenix) Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 4
4 Circuito de Dados e Circuito de Controlo Circuito de Dados e Circuito de Controlo (Revisão) Os sistemas digitais com alguma complexidade tornam-se difíceis de ser projectados como vulgares máquinas sequenciais síncronas, porque: Diagramas de estados / tabela de estados de grande dimensão Elevado número de: o Entradas o Saídas o Estados. Solução: organizar esses sistemas hierarquicamente, estabelecendo uma divisão clara entre: circuito de dados - dá suporte ao fluxo e à manipulação de dados; circuito de controlo - controla o circuito de dados. Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 5 Circuito de Dados e Circuito de Controlo Circuito de Dados e Circuito de Controlo (Revisão) Em geral: Flags O circuito de dados (controlado) é formado por um conjunto de módulos simples, tais como contadores, registos, multiplexeres, somadores, comparadores, memórias, algumas portas lógicas, etc, podendo ser combinatório ou sequencial. O circuito de controlo é sempre um circuito sequencial síncrono. Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 6
5 Controlo por ROM Controlo por ROM (Revisão) A memória ROM substitui a lógica combinatória para gerar: Estado seguinte Saída do circuito Entradas da ROM (barramento de endereços): Entradas externas da máquina de estados Estado actual Saídas da ROM (barramento de dados): Saídas para o exterior da máquina de estados Saídas (comandos) internas + estado seguinte Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 7 (simples) 3 estados: A (Q 1 Q 0 =00) B (Q 1 Q 0 =01) C (Q 1 Q 0 =10) 2 entradas: I0 e I1 2 saídas: X e Y Formato da palavra na ROM: Dimensão mínima da ROM: 12 endereços de 4 bits Como reduzir a dimensão da ROM (nº de endereços)? Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 8
6 CONTROLO POR ROM COM ENDEREÇAMENTO EXPLÍCITO Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 9 Controlo por ROM com Endereçamento Explícito Controlo por ROM com Endereçamento Explícito Para reduzir o número de endereços, as entradas externas são retiradas do barramento de endereços. Consequências: Eliminar o efeito das entradas nas saídas, transformando a máquina de Mealy em máquina de Moore; Cada estado actual só pode evoluir para um de dois estados seguintes (incluindo, eventualmente, o próprio). Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 10
7 Controlo por ROM com Endereçamento Explícito Controlo por ROM com Endereçamento Explícito Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 11 Controlo por ROM com Endereçamento Explícito Controlo por ROM com Endereçamento Explícito Palavra da ROM: Cada palavra da ROM indica explicitamente dois estados seguintes Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 12
8 Controlo por ROM com Endereçamento Explícito Controlo por ROM com Endereçamento Explícito O MUX1 tem as suas entradas ligadas às entradas primárias do circuito de controlo. O campo de teste da ROM permite, para cada estado actual, escolher a entrada ou combinações de entradas a testar. Se a entrada seleccionada tiver o valor 0, o estado seguinte escolhido é o que vier indicado no campo ES0; No caso contrário, será o estado seguinte ES1. Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 13 (simples) O fluxograma original (máq. Mealy) vai ter de ser transformado, de modo a assumir um comportamento do tipo máquina de Moore: Máquina de Mealy A saída X vem activada um ciclo mais tarde Máquina de Moore Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 14
9 (simples) Diagrama de blocos de um controlador implementado com ROM com endereçamento explícito: Formato de cada palavra da ROM: Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 15 (simples) Tabela de transição de estados Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 16
10 (simples) Tabela de transição de estados Conteúdo da ROM Endereço Dados 0h h h h Circuito controlador original: 12 endereços de 4 bits (48 bits) Mem. normalizada: 16x4 bits Circuito controlador com endereçamento explícito da ROM: 3 endereços de 7 bits (21 bits) Mem. normalizada: 4x8 bits Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 17 : acesso a um parque de estacionamento O acesso faz-se por uma via de sentido único, controlada na entrada e na saída pelas cancelas C1 a C3, pelos semáforos S1 a S4, e pelos sensores D1 a D5. O controlador contém um contador ascendente/descendente, que guarda a informação sobre o número de carros estacionados no parque. Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 18
11 : acesso a um parque de estacionamento Funcionamento: A saída é detectada pela presença de um carro que pisa D4. Se não há entrada em curso, o semáforo S4 fica verde e a cancela C3 abre. Em seguida, espera-se que o carro pise D5 e saia, para se fechar a cancela e colocar o semáforo S4 em vermelho. Entretanto, coloca-se o semáforo S2 a verde. Quando o carro pisa D2, abre-se C2, que se mantém aberta enquanto a viatura estiver a pisar D2. Quando o carro deixar de pisar D2, o semáforo S2 passa a vermelho e C2 fecha. Nessa altura desconta-se uma unidade no contador de lugares ocupados no parque. Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 19 : acesso a um parque de estacionamento Funcionamento: A entrada começa com um carro a pisar D1. Se não há saída em curso, o semáforo S1 fica verde e a cancela C1 abre, ficando aberta enquanto o carro é detectado por D1. Quando o carro deixa D1, S3 fica a verde, e quando chega a D3 a cancela C3 é aberta e o carro entra, passando S3 a vermelho e ficando o circuito à espera que D5 seja pisado. Só depois de D5 deixar de ser pisado é que C3 fecha. Nessa altura, o contador é incrementado. Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 20
12 Fluxograma do circuito de controlo Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 21 Fluxograma do circuito de controlo É necessário acrescentar alguns estados para garantir que, de qualquer estado actual, apenas se prossegue para um de dois estados seguintes: PROBLEMA: O estado E0 amostra 3 entradas (D1, D4, FULL) e transita para 3 estados possíveis (E0, E1 e E6) Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 22
13 Fluxograma do circuito de controlo 14 Estados!!! Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 23 Diagrama de blocos da máquina de estados Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 24
14 Diagrama de blocos da máquina de estados Codificação dos estados: Palavra da ROM: Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 25 Diagrama de blocos da máquina de estados Tabela de Transição de Estados Dimensão da ROM: 16 endereços de 20 bits (320 bits) Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 26
15 CONTROLO POR ROM COM ENDEREÇAMENTO IMPLÍCITO Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 27 Controlo por ROM com Endereçamento Implícito Controlo por ROM com Endereçamento Implícito Endereçamento Explícito Endereçamento Implícito Para reduzir as dimensões da ROM, um dos endereços de estado seguinte está implícito: Estado Seguinte = Estado Actual + 1 O registo é substituído por um contador com carregamento paralelo. Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 28
16 Controlo por ROM com Endereçamento Implícito Controlo por ROM com Endereçamento Implícito Alterações: O registo é substituído por um contador com carregamento paralelo. O fluxograma é ajustado de modo a garantir que cada estado evolui para: Estado seguinte da contagem: EstadoSeguinte=EstadoActual+1 ou Saltar para um outro estado qualquer, não imediatamente a seguir em termos de contagem Não é necessário ter dois campos de estado seguinte (ES0 e ES1) na ROM Palavras mais curtas Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 29 Controlo por ROM com Endereçamento Implícito Controlo por ROM com Endereçamento Implícito Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 30
17 Controlo por ROM com Endereçamento Implícito Controlo por ROM com Endereçamento Implícito Modos de contagem: [INC] - O estado seguinte corresponde ao valor seguinte da contagem: Estado Seguinte = Estado Actual + 1 [LOAD] - O estado seguinte corresponde a um estado que não corresponde ao estado seguinte de contagem: Estado Seguinte = Outro Estado (salto) o Salto condicional - depende do valor de uma variável de entrada: campo Teste selecciona a variável de entrada; campo Nível decide se o salto se deve efectuar quando ela tiver o valor 1 ou o valor 0; o Salto incondicional: Selecção da entrada H do MUX (sempre activa); campo Nível a 1. Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 31 : acesso a um parque de estacionamento Novos cuidados a ter na codificação dos estados: Sempre que possível: é necessário garantir que o estado seguinte a cada estado corresponde à codificação dada por: estado seguinte = (estado actual + 1); 0010 Caso não seja possível: codificar com um salto 1010 estado seguinte = (estado actual + 1) salto 0011 Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 32
18 : acesso a um parque de estacionamento PROBLEMA: Os estados E5 e E10 transitam sempre através de um salto!!! 0000 Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 33 : acesso a um parque de estacionamento SOLUÇÃO: Criar mais dois estados seguintes extra: S e T Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/
19 : acesso a um parque de estacionamento Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 35 : acesso a um parque de estacionamento Diagrama de blocos: Palavra da ROM: Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 36
20 Diagrama de blocos da máquina de estados Tabela de Transição de Estados Dimensão da ROM: 16 endereços de 17 bits (272 bits) Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 37 Próxima Aula Tema da Próxima Aula: Circuitos de Controlo, Transferência e Processamento de Dados de uma arquitectura simples de um processador Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 38
21 Agradecimentos Algumas páginas desta apresentação resultam da compilação de várias contribuições produzidas por: Guilherme Arroz Horácio Neto Nuno Horta Pedro Tomás Prof. Nuno Roma Sistemas Digitais 2015/16 39
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