ESTRATIFICAÇÃO E ESTABILIDADE NO OCEANO
|
|
|
- Sebastiana Esteves Cruz
- 8 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 Se uma massa de água mais densa está por cima de uma menos densa há instabilidade e ocorre afundamento da água mais densa. Na situação inversa, massa de água menos densa sobre uma mais densa, a interface de separação entre as duas encontra-se numa situação de estabilidade, que é tanto maior quanto maior for a diferença de densidades através da interface. A Estabilidade Estática é importante no escoamento de um fluido estratificado em que aumenta com a profundidade. Como critério para determinar a importância da estabilidade pode-se usar o parâmetro de estabilidade, dado pela Equação de Estabilidade (válida para E>50x10-8 m -1 ) 1 d E dz Então, a estabilidade é definida de tal forma que E>0, situação estável, E=0, estabilidade neutra, E<0, situação instável.
2 O uso da densidade in situ não é completamente correto porque: - A densidade da partícula (volume controle) isolada varia conforme ela expande ou contrai ao subir e ao descer. - Contudo, a partícula vai expandir-se um pouco menos quando sobe e contrair-se um pouco menos quando desce do que seria de esperar devido à compressibilidade que provoca a subida da temperatura da partícula, e por isso uma expansão, à medida que a partícula desce, e provoca a descida da temperatura da partícula, e por isso uma contracção, à medida que a partícula sobe. Assim, o gradiente de densidade eficaz para determinar a estabilidade estática será utilizando a densidade potencial ρ ϴ (podia ser sigma-t potencial, é o mesmo!), pois esta é uma função de S e ϴ, mas não da pressão! Uma expressão equivalente é: 1 d g E dz C Onde g é a aceleração da gravidade e C a velocidade do som in situ. A adição do novo termo entra em linha de conta com a compressibilidade da água do mar na definição da estabilidade estática 2
3 Quanto mais horizontal for a isopícnica potencial mais difícil será quebrar a estabilidade. No processo A o trabalho realizado sobre a partícula de água é menor do que no processo B, pois como o oceano é mais estável quanto mais horizontais forem as isopícnicas Consideremos o processo adiabático. Quando a partícula de água é deslocada para cima é mais pesada que a água circundante e as buoyont forces (forças de impulsão) tendem a puxa-la para baixo. Quando é deslocada para baixo, é mais leve e as forças tendem a puxar para cima, para a sua posição de equilíbrio. Para mover a partícula da posição de equilíbrio é necessário realizar trabalho, que será tanto maior quanto maior for o gradiente de densidade. Para o mesmo deslocamento vertical, é necessário mais trabalho se a isopícnica potencial estiver mais na horizontal.
4 A importância da estratificação
5 A influência da estabilidade é expressa através de uma frequência de estabilidade, N, designada por Frequência de Brunt-Väisälä ou Frequência de Estratificação, N 2 ge N ge ( ciclos / segundo, Hz) e o período é: T N 2 / Como a Frequência de Brunt-Väisälä quantifica a importância da estabilidade, é uma variável fundamental em Dinâmica de Escoamentos com estratificação. A Frequência de Brunt-Väisälä pode ser interpretada como a frequência do movimento vertical sentido por uma parcela de fluido que é deslocada da sua posição de equilíbrio através de uma excitação correspondente a um deslocamento vertical a Frequência de Brunt-Väisälä é a frequência máxima das ondas internas no Oceano e apresenta valores típicos de alguns ciclos/hora. N
6 Os períodos mais pequenos observados no oceano andam à volta de um minuto, o que corresponde a uma estabilidade de E = 10-3 /m. No oceano profundo, onde a estabilidade é da ordem de 10-7 a 10 8 /m, o período de Brunt-Väisälä é da ordem de 3 a 5 horas. Em regiões onde o oceano tenha estabilidade neutra (regiões com ρ ϴ constante), o período é infinito! - A frequência é maior quanto mais horizontal é a isopícnica da densidade, isto é, quanto mais estável for o oceano maior é a frequência de Brunt-Väisälä. - Num oceano com isopícnicas mais afastadas (menos estratificado mais bem mistutrado) o mesmo deslocamento provoca menor diferença entre a densidade da partícula e a densidade do da vizinhança do que num oceano onde as isopícnicas estejam mais apertadas (mais estratificado). Inversamente, num oceano com isopícnicas mais apertadas o mesmo deslocamento provoca maior diferença entre a densidade da partícula e da vizinhança, logo as forças de impulsão também são maiores.
7 Implicação da estratificação do oceano: Mistura vertical: quanto mais estratificado for um oceano, mais trabalho é necessário para o misturar. Logo, quanto menos estratificado (ou seja, mas bem misturado) for um oceano, maior a sua energia potencial. Os ventos misturam a camada superficial do oceano, formando a camada de mistura - mixed layer: É necessário muito mais energia para misturar uma termoclina pronunciada (à superfície) do que o oceano profundo, pouco estratificado. Quanto mais pronunciada for a picnoclina do oceano maior terá de ser a energia cinética do vento para que haja a mistura de águas. Mistura horizontal: a mistura ao longo das isopícnicas é muito mais fácil que perpendicularmente às isopícnicas (num factor de 10 8 ). É necessário pouco trabalho para misturar ao longo das linhas de igual densidade. As isopícnicas são, em geral, quase horizontais no oceano aberto. Logo, a mistura horizontal é muito mais fácil que a mistura vertical no oceano, por consideração de ordem energética.
8 (a) Potential density and (b) Brunt-Väisälä frequency (cycles/h) and period (minutes) for a profile in the western North Pacific.
9 Frequência de estratificação observada no Oceano Pacífico. Esquerda: estabilidade da termoclina profunda, a leste da corrente de Kuroshio. Direita: estabilidade da termoclina superficial, característica das regiões tropicais. Repare-se nas diferenças de escalas.
3 ESTRATIFICAÇÃO E ESTABILIDADE NO OCEANO E SUAS IMPLICAÇÕES
3 ESTRATIFICAÇÃO E ESTABILIDADE NO OCEANO E SUAS IMPLICAÇÕES A densidade de um volume de controle de do mar é determinado pela sua temperatura, salinidade e pressão a que está sujeita. Para alguns fins
Estrutura Vertical da Densidade Média nos Oceanos
Universidade de Aveiro Departamento de Física Dinâmica do Clima Estrutura Vertical da Densidade Média nos Oceanos Realizado por: Elsa Vieira, nº 26297 Rita Soares, nº 31157 Mafalda Morais, nº 31326 Densidade
ONDAS E MARÉS INTERNAS
As ondas internas propagam-se na interface de separação entre massas de água com densidades diferentes. Uma perturbação causada por um navio ou por um submarino em movimento, é suficiente para provocar
TEMPERATURA, SALINIDADE E DENSIDADE
As propriedades físicas da água pura relevantes para o estudo da dinâmica de fluidos são a pressão e a temperatura. Para a água do mar tem que se juntar a salinidade. A temperatura e a salinidade são duas
Estabilidade Desenvolvimento das Nuvens
Estabilidade Desenvolvimento das Nuvens Por que a estabilidade é importante? O movimento vertical é parte crítica no transporte de energia e influencia intensamente o ciclo hidrológico Sem movimento vertical
DINÂMICA DO OCEANO NAS REGIÕES COSTEIRAS
DINÂMICA DO OCEANO NAS REGIÕES COSTEIRAS INFLUÊNCIA DO VENTO NA CIRCULAÇÃO COSTEIRA A Tensão do Vento é a força de atrito, por unidade de área, causada pela acção do vento na superfície do mar, paralelamente
SER340 - Sensoriamento Remoto dos Oceanos Ensaio Teórico: Dinâmica dos Oceanos
SER340 - Sensoriamento Remoto dos Oceanos Ensaio Teórico: Dinâmica dos Oceanos Sandro Klippel 3 de outubro de 2012 A Terra recebe radiação solar na forma de ondas curtas, absorvendo cerca de 65% dessa
Mistura de três massas de água
Mistura de três massas de água Perfís de temperatura Perfís de salinidade Diagramas T-S Profundidade (m) Profundidade (m) Profundidade (m) Profundidade (m) Profundidade (m) Profundidade (m) núcleo núcleo
A atmosfera em movimento: força e vento. Capítulo 4 Leslie Musk Capítulo 9 Ahrens
A atmosfera em movimento: força e vento Capítulo 4 Leslie Musk Capítulo 9 Ahrens Pressão Lembre-se que A pressão é força por unidade de área Pressão do ar é determinada pelo peso do ar das camadas superiores
1. FATORES CLIMÁTICOS
Capítulo Elementos de Hidrometeorologia 3 1. FATORES CLIMÁTICOS A hidrologia de uma região depende principalmente de seu clima e secundariamente de sua topografia e geologia. A topografia influencia a
Geostrofia: Condições Barotrópicas e Baroclínicas
Geostrofia: Condições Barotrópicas e Baroclínicas Em um fluido onde a densidade é função somente da pressão, as superfícies de igual densidade (isopicnais) são paralelas às superfícies de igual pressão
1. INTRODUÇÃO 2. UMIDADE
Elementos de Hidrometeorologia Capítulo 3 1. INTRODUÇÃO A hidrologia de uma região depende principalmente de seu clima e secundariamente de sua topografia e geologia. A topografia influencia a precipitação,
CARACTERIZAÇÃO E MISTURA DE MASSAS DE ÁGUA ANÁLISE TERMOHALINA:
CARACERIZAÇÃO E MIURA DE MAA DE ÁGUA ANÁLIE ERMOHALINA: A temperatura e a salinidade podem ser consideradas como propriedades conservativas abaixo dos 100m de profundidade. Até aí sofrem muito a interacção
ACELERAÇÃO (grandeza vetorial)
Ano Letivo 2011/2012 Agrupamento de Escolas de Porto de Mós / Escola Secundária Ciências Físico-Químicas 9º ano Ficha de Informativa nº 2 ACELERAÇÃO (grandeza vetorial) aceleração média (unidade SI: m/s
Fundamentos da Dispersão Atmosférica
Fundamentos da Dispersão Atmosférica Professor: Neyval Costa Reis Jr. Departamento de Engenharia Ambiental Centro Tecnológico UFES Fundamentos da Dispersão Atmosférica Ementa: Micrometeorologia. Teorias
Distribuição típica de TS nos Oceanos Globais
Distribuição típica de TS nos Oceanos Globais Termoclina, Diagrama TS, Massas d água Olga T. Sato, Ph.D. [email protected] Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo Olga T. Sato (IOUSP) Distribuição
Transferência de Calor
Transferência de Calor Convecção Natural - Parte 1 Filipe Fernandes de Paula [email protected] Departamento de Engenharia de Produção e Mecânica Faculdade de Engenharia Universidade Federal
Estrutura Vertical da Temperatura
Estrutura Vertical da Temperatura 6 7 Ana Picado 8 Carina Lopes 868 Introdução: 6 7 Temperatura: Troposfera, Estratosfera, Mesosfera e Termosfera. Termosfera: temperatura aumenta em altitude até que atinge
Resumo P1 Mecflu. Princípio da aderência completa: o fluido junto a uma superfície possui a mesma velocidade que a superfície.
Resumo P1 Mecflu 1. VISCOSIDADE E TENSÃO DE CISALHAMENTO Princípio da aderência completa: o fluido junto a uma superfície possui a mesma velocidade que a superfície. Viscosidade: resistência de um fluido
Estabilidade à Flutuação
Estabilidade à Flutuação Objectivos Princípios de estabilidade Teorema de Arquimedes Terminologia Estabilidade e momentos -> mantendo-se de pé. Metacentro, Centro de gravidade, Centro de impulsão, etc.
Meteorologia e Oceanografia
INSTITUTO DE ASTRONOMIA, GEOFÍSICA E CIÊNCIAS ATMOSFÉRICAS UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO Meteorologia e Oceanografia Prof. Ricardo de Camargo Aula 1 - ACA 0430 - Meteorologia Sinótica e Aplicações à Oceanografia
Universidade Federal do Rio de Janeiro Instituto de Física Física 1 - Turmas de 6 horas 2015/2 Oficinas de Física 1 Exercícios E3
Universidade Federal do Rio de Janeiro Instituto de Física Física 1 - Turmas de 6 horas 2015/2 Oficinas de Física 1 Exercícios E3 1) Uma pessoa puxa horizontalmente o bloco B da figura 1, fazendo com que
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA LUIZ DE QUEIROZ DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE BIOSSISTEMAS AULA 3 ROTEIRO
1 UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA LUIZ DE QUEIROZ DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE BIOSSISTEMAS LEB 047 HIDRÁULICA Prof. Fernando Campos Mendonça AULA 3 ROTEIRO Tópicos da aula 3:
Comentários sobre a densidade de operação
Comentários sobre a densidade de operação A densidade de operação, ou densidade de referência, no software ANSYS CFD, tem grande importância na robustez e convergência de uma simulação de fluidodinâmica
1 01 Mate t máti t c i a e Fí F s í ic i a Prof. Diego Pablo
1 01 Matemática e Prof. Diego Pablo 2 Matemática - Produto: 2 x 4 = 8 - Quociente ou Razão: 18 / 2 = 9 - Quadrado: 7² = 7 x 7 = 49 - Cubo: 4³ = 4 x 4 x 4 = 64 - Raiz Quadrada: 81 = 9 3 Matemática Grandezas
ENERGIA POTENCIAL E CONSERVAÇÃO DA ENERGIA
CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA AGROALIMENTAR UNIDADE ACADÊMICA DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS DISCIPLINA: FÍSICA I ENERGIA POTENCIAL E CONSERVAÇÃO DA ENERGIA Prof. Bruno Farias Introdução Neste módulo vamos
Massas de Ar e Frentes. Capítulo 10 Leslie Musk
Massas de Ar e Frentes Capítulo 10 Leslie Musk Massas de Ar e Frentes Propriedades das Massas de Ar Massas de Ar adquirem as propriedades da superfície subjacente As massas de ar são classificadas
2.1.6 Teorema de Stevin
Parte 3 2.1.6 Teorema de Stevin (Lei Fundamental da Hidrostática) Os pontos A e B estão no interior de um fluido de densidade. p A =. g. h A p B =. g. h B Fazendo p B p A, temos: p B p A =. g. h B. g.
Fluidos - Estática. Estudo: Densidade de corpos e fluidos Pressão em um fluido estático Força que um fluido exerce sobre um corpo submerso
Fluidos - Estática Estudo: Densidade de corpos e fluidos Pressão em um fluido estático Força que um fluido exerce sobre um corpo submerso Densidade Uma importante propriedade de um material é a sua densidade,
Introdução. Vento Movimento do ar atmosférico em relação à superfície terrestre. Gerado por:
Tópico 7 - Ventos Introdução Vento Movimento do ar atmosférico em relação à superfície terrestre. Gerado por: Gradientes de pressão atmosférica; Rotação da Terra; Força gravitacional; Força de atrito.
Atrito na Camada Limite atrito interno
Circulações Locais e Turbulência Atmosférica Atrito na Camada Limite atrito interno Atrito interno está relacionado a viscosidade molecular Viscosidade é o freiamento de um fluido devido ao movimento molecular.
Lista de Exercícios: Fluidos
Professor: Anibal Livramento da Silva Netto Aluno: CPF: Lista de Exercícios: Fluidos 1. Se a pressão manométrica for dobrada, a pressão absoluta será (a) reduzida à metade, (b) dobrada, (c) mantida igual,
Como afundar um navio
Como afundar um navio Matemática à tarde Escola Secundária de Arouca Isabel S. Labouriau Centro de Matemática da Universidade do Porto 9 de Março de 2012 Como flutua um navio Como flutua um navio Como
Aplicações de Leis de Newton
Aplicações de Leis de Newton Evandro Bastos dos Santos 22 de Maio de 2017 1 Introdução Na aula anterior vimos o conceito de massa inercial e enunciamos as leis de Newton. Nessa aula, nossa tarefa é aplicar
Processos físicos na plataforma continental e regiões estuarinas
Processos físicos na plataforma continental e regiões estuarinas Oceanografia Costeira Olga T. Sato, Ph.D. [email protected] Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo Olga T. Sato (IOUSP) Processos
Biofísica Bacharelado em Biologia
Biofísica Bacharelado em Biologia Prof. Dr. Sergio Pilling PARTE A Capítulo 5 Fluidos. Introdução a hidrostática e hidrodinâmica. Objetivos: Nesta aula abordaremos o estudo dos fluidos. Faremos uma introdução
IMPULSÃO LEI DE ARQUIMEDES. FQ- 9ºano
IMPULSÃO LEI DE ARQUIMEDES FQ- 9ºano FLUIDO Material, no estado líquido ou gasoso, que não tem forma própria e escoa com relativa facilidade. São caracterizados pela: viscosidade valor numérico relacionado
Transferência de Calor 1
Transferência de Calor Guedes, Luiz Carlos Vieira. G94t Transferência de calor : um / Luiz Carlos Vieira Guedes. Varginha, 05. 80 slides; il. Sistema requerido: Adobe Acrobat Reader Modo de Acesso: World
O OCEANO NO CLIMA. Ressurgência Camada de Ekman Giro das circulações, Circulação termohalina ENSO. correntes oceânicas a oeste
O OCEANO NO CLIMA Ressurgência Camada de Ekman Giro das circulações, correntes oceânicas a oeste Circulação termohalina ENSO Correntes Oceânicas Correntes oceânicas têm um papel importante no transporte
ESTABILIDADE ATMOSFÉRICA, NUVENS E PRECIPITAÇÃO (PARTE 1)5
ESTABILIDADE ATMOSFÉRICA, NUVENS E PRECIPITAÇÃO (PARTE 1)5 Rita Yuri Ynoue Michelle S. Reboita Tércio Ambrizzi Gyrlene A. M. da Silva Nathalie T. Boiaski Introdução 5.1 Leis dos gases 5.2 Primeira Lei
Contribuição da rotação da Terra:
Dinâmica do Oceano Escrever a equação do movimento corresponde a escrever a 2ª Lei de Newton (F = ma) numa forma que possa ser aplicada à oceanografia. Esta Lei diz nos que como resultado de várias forças
Física I 2010/2011. Aula 19. Mecânica de Fluidos II
Física I 2010/2011 Aula 19 Mecânica de Fluidos II Fluidos Capítulo 14: Fluidos 14-7 Fluidos Ideais em Movimento 14-8 A Equação da Continuidade 14-9 O Princípio de Bernoulli 2 Tipos de Fluxo ou Caudal de
Universidade Federal do Rio de Janeiro Instituto de Física Lista de Revisão Física 1. prof. Daniel Kroff e Daniela Szilard 17 de abril de 2015
Universidade Federal do Rio de Janeiro Instituto de Física Lista de Revisão Física 1 prof. Daniel Kroff e Daniela Szilard 17 de abril de 2015 1. Uma partícula move-se em linha reta, partindo do repouso
HYDRODYNAMICS OF ENVIRONMENTAL AQUATIC SYSTEMS
1, Michael Mannich HYDRODYNAMICS OF ENVIRONMENTAL AQUATIC SYSTEMS 2 Content Processing temperature profiles in Matlab Determining thermocline (Read) Available tools for processing 3 Processing 4 Processing
Hidrostática Prof: Edson Rizzo. Pressões: Mecânica, Hidrostática, Atmosférica e Absoluta. Empuxo
Hidrostática Prof: Edson Rizzo Pressões: Mecânica, Hidrostática, Atmosférica e Absoluta. Empuxo DENSIDADE Consideremos um corpo de massa m e volume V. A densidade (d) do corpo é definida por: d = m V No
Estudo Dirigido de Plano Inclinado
Curso: Engenharia Civil Disciplina: Física Geral e Experimental I Período: 1 período Data: 30/03/2012 Prof.a: Érica Estanislau Muniz Faustino 1ª Etapa Estudo Dirigido de Plano Inclinado 1- O bloco representado
A Atmosfera e o Oceano: Radiação recebida pelo sistema Terra-Atmosfera. Sistema global de ventos. Transporte de calor pela atmosfera.
A Atmosfera e o Oceano: Radiação recebida pelo sistema Terra-Atmosfera. Sistema global de ventos. Transporte de calor pela atmosfera. As águas do oceano estão em contínuo movimento. Este movimento varia
Formado por turbulência mecânica ou convecção Tempo de vida: de minutos
Circulação Local Escalas do Movimento Microescala: metros Vórtices (eddies) Turbulentos Formado por turbulência mecânica ou convecção Tempo de vida: de minutos Mesoscala: km a centenas de km Ventos locais
Oceanografia por Satélites
Oceanografia por Satélites Radar Altimétrico: Aplicação em Medidas de Anomalia da Altura, Ondas de Rossby e Tendências de Longo Termo Paulo S. Polito, Ph.D. [email protected] Instituto Oceanográfico da Universidade
Estado. Observado. Estrutura strutura da Salinidade alinidade dos Oceanosceanos. Médio
Estado Médio Observado Estrutura strutura da Salinidade alinidade dos Oceanosceanos Introdução O entendimento dos fluxos de calor e água doce é fundamental para a compreensão da distribuição de temperatura
Módulo II Energia, Calor e Trabalho
Módulo II Energia, Calor e Trabalho Energia A energia pode se manifestar de diversas formas: mecânica, elétrica, térmica, cinética, potencial, magnética, química e nuclear. A energia total de um sistema
HIDROSTÁTICA. Priscila Alves
HIDROSTÁTICA Priscila Alves [email protected] OBJETIVOS Exemplos a respeito da Lei de Newton para viscosidade. Variação da pressão em função da altura. Estática dos fluidos. Atividade de fixação.
Num fluído, a pressão hidrostática p varia com a profundidade z segundo a relação (Fig 1):
CAPíTULO 9 - CORRENTES DEVIDAS À DISTRIBUiÇÃO DE MASSA. Pressão hidrostática Num fluído, a pressão hidrostática p varia com a profundidade z segundo a relação (Fig ): ~P = P g éa. () onde g é a aceleração
ESTÁTICA DOS FLUIDOS
ESTÁTICA DOS FLUIDOS FENÔMENOS DE TRANSPORTE I Prof. Marcelo Henrique 1 DEFINIÇÃO DE FLUIDO Fluido é um material que se deforma continuamente quando submetido à ação de uma força tangencial (tensão de
Departamento de Física - ICE/UFJF Laboratório de Física II
Departamento de Física - ICE/UFJF Laboratório de Física II Prática : Elementos de Hidroestática e Hidrodinâmica: Princípio de Arquimedes e Equação de Bernoulli OBJETIVOS -. Determinação experimental do
Capitulo 1 Propriedades fundamentais da água
Capitulo 1 Propriedades fundamentais da água slide 1 Propriedades fundamentais da água A palavra hidráulica vem de duas palavras gregas: hydor (que significa água ) e aulos (que significa tubo ). É importante
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia Departamento de Estudos Básicos e Instrumentais Mecânica dos Fluidos Física II Prof. Roberto Claudino Ferreira ÍNDICE ) - Introdução; ) - Densidade; 3) - Pressão;
LISTA 2. Cinemática e dinâmica
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO INSTITUTO DE FÍSICA 4323101 - Física I LISTA 2 Cinemática e dinâmica Observe os diferentes graus de dificuldade para as questões: (*), (**), (***) 1. (*) O gráfico da figura abaixo
Theory Portuguese (Portugal) Antes de iniciar este problema, leia cuidadosamente as Instruções Gerais que pode encontrar noutro envelope.
Q1-1 Dois Problemas de Mecânica Antes de iniciar este problema, leia cuidadosamente as Instruções Gerais que pode encontrar noutro envelope. Parte A. O Disco Escondido (3,5 pontos) Considere um cilindro
Força de atrito e as leis de Newton. Isaac Newton
Força de atrito e as leis de Newton Isaac Newton o Causadas pelo movimento de um corpo em relação a outro ou em relação ao ambiente o Sempre apontam na direção contrária ao movimento (frenagem) o Força
2ª Lista de Exercícios Fundamentos de Mecânica Clássica Profº. Rodrigo Dias
2ª Lista de Exercícios Fundamentos de Mecânica Clássica Profº. Rodrigo Dias Obs: Esta lista de exercícios é apenas um direcionamento, é necessário estudar a teoria referente ao assunto e fazer os exercícios
Aula anterior: Esta Aula: Próxima aula:
Aula anterior: Composição da atmosfera: do que é composta; fontes e sumidouros; como alcançou o estado atual. Breve discussão sobre pressão, densidade, temperatura. Esta Aula: Temperatura, pressão e densidade
Fluxo de Fluidos. Fluxo estático: O padrão do fluxo não muda com o tempo. Fluxo Laminar
Fluxo de Fluidos Linha de fluxo: trajectória de uma partícula individual Curva que é tangente à velocidade do fluido em qualquer ponto. Tubo de fluxo: formado pelas linhas de fluxo que passam pela borda
1. Termodinâmica do ar
1. Termodinâmica do ar Exercício 1-1 Calcule as constantes dos gases ideais para o ar seco (R ), para o vapor de Água (R ) e para o ar húmido com 2% de vapor de Água (em volume). Considere R = 8.3145JK
PROVA 1 DE CLIMATOLOGIA II
PROVA 1 DE CLIMATOLOGIA II OUT/2017 Nome: Turma: É obrigatória a entrega da folha de questões. BOA SORTE! 1. A atmosfera pode ser considerada como um sistema termodinâmico fechado. Assim, qual é a principal
Velocidade de propagação Notas sobre estabilização de chamas e velocidade de propagação.
Notas sobre estabilização de chamas e velocidade de propagação. Estabilização de chamas de pré-mistura em diversas situações: A estabilização da chama pode ser efectuada quer pela variação da velocidade
LISTA DE EXERCÍCIOS. Questão 1. Responda as questões abaixo:
LISTA DE EXERCÍCIOS Questão 1. Responda as questões abaixo: 1. Que tipo de forças atuam nos fluidos estáticos. 2. Quando um elemento de fluido encontra-se em repouso. 3. Qual o significado de pressão.
Theory Portugues BR (Brazil) Por favor, leia as instruções gerais contidas no envelope separado antes de iniciar este problema.
Q1-1 Dois problemas de Mecânica (10 pontos) Por favor, leia as instruções gerais contidas no envelope separado antes de iniciar este problema. Parte A. O disco escondido (3.5 pontos) Considere um cilindro
Termodinâmica e Sistemas Térmicos. Prof. M.Sc. Guilherme Schünemann
Termodinâmica e Sistemas Térmicos Prof. M.Sc. Guilherme Schünemann Introdução o que é termodinâmica Termo refere-se ao calor Dinâmica força ou movimento Atualmente é uma ciência que trata da transformação
AERODINÂMICA Ramo da física que trata dos fenômenos que acompanham todo movimento relativo entre um corpo e o ar que o envolve.
AERODINÂMICA Ramo da física que trata dos fenômenos que acompanham todo movimento relativo entre um corpo e o ar que o envolve. CONCEITOS 1. Massa: Quantidade de matéria que forma um corpo ; Invariável.
2009 2ª. Fase Prova para alunos do 2º. e 3º. Ano LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUÇÕES ABAIXO:
2009 2ª. Fase Prova para alunos do 2º. e 3º. Ano LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUÇÕES ABAIXO: 01) Essa prova destina-se exclusivamente a alunos do 2º. e 3º. anos e contém dezesseis (16) questões. 02) Os alunos
Universidade Federal do ABC. EN 2411 Aula 10 Convecção Livre
Universidade Federal do ABC EN 2411 Aula 10 Convecção ivre Convecção ivre Convecção natural (ou livre): transferência de calor que ocorre devido às correntes de convecção que são induzidas por forças de
REVISÃO E AVALIAÇÃO DA UNIDADE IV
E HABILIDADES REVISÃO 1 REVISÃO 2 REVISÃO 3 REVISÃO E AVALIAÇÃO DA UNIDADE IV 2 Vídeo - Primeira Lei de Newton - Lei da Inércia 3 As três leis de Newton do movimento Sir Isaac Newton desenvolveu as três
Aula 21 Convecção Natural
Aula 1 Convecção Natural UFJF/Departamento de Engenharia de Produção e Mecânica Prof. Dr. Washington Orlando Irrazabal Bohorquez Considerações Gerais A convecção natural tem lugar quando há movimento de
Física e Química da Atmosfera
Física e Química da Atmosfera Bloco de Química da Atmosfera Exame de 27 de Junho de 2005 1. alcule a temperatura efectiva da Terra. Explique, em pormenor, por que razão a temperatura média à superfície
Disciplina: Física Ano: 2º Ensino Médio Professora: Daniele Santos Lista de Exercícios 04 Cinemática Vetorial e Composição de Movimentos
INSTITUTO GAY-LUSSAC Disciplina: Física Ano: 2º Ensino Médio Professora: Daniele Santos Lista de Exercícios 04 Cinemática Vetorial e Composição de Movimentos Questão 1. Um automóvel percorre 6,0km para
Meteorologia. Exame 2, 3 de Fevereiro de 2012
Meteorologia Exame, 3 de Fevereiro de 01 PARTE 1 1. Um sala importa ar à taxa de 10 m 3 /min, com o fluxo medido no exterior onde se encontra à temperatura de 10 com uma humidade relativa de 80%, sendo
Capítulo 2 Pressão da água e forças de pressão
Capítulo 2 Pressão da água e forças de pressão slide 1 Pressão absoluta e pressão manométrica Uma superfície de água em contato com a atmosfera terrestre está sujeita à pressão atmosférica. Na água em
Mecânica dos Fluidos I
Mecânica dos Fluidos I Revisão dos primeiros capítulos (Setembro Outubro de 2008) EXERCÍCIO 1 Um êmbolo de diâmetro D 1 move-se verticalmente num recipiente circular de diâmetro D 2 com água, como representado
LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUÇÕES ABAIXO:
LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUÇÕES ABAIXO: 1 Essa prova destina-se exclusivamente a alunos do 2 o e 3º anos e contém dezesseis (16) questões. 2 Os alunos do 2º ano devem escolher livremente oito (8) questões
Inserção de Efeitos Térmicos na Modelagem de Recursos Eólicos via CFD. Leonardo de Lima Oliveira CTGAS-ER Instrutor de Educ. e Tec.
Inserção de Efeitos Térmicos na Modelagem de Recursos Eólicos via CFD Leonardo de Lima Oliveira CTGAS-ER Instrutor de Educ. e Tec. I Dinâmica do escoamento do vento na Camada Limite Atmosférica (CLA) Complexidade
Processo Seletivo/UFU - julho ª Prova Comum FÍSICA QUESTÃO 11
TIPO 1 Processo Seletivo/UFU - julho 2007-2ª Prova Comum FÍSICA QUESTÃO 11 Uma pequena esfera de massa M 1, inicialmente em repouso, é abandonada de uma altura de 1,8 m de altura, posição A da figura abaixo.
1 a Questão: (2,0 pontos)
a Questão: (, pontos) Um bloco de massa m, kg repousa sobre um plano inclinado de um ângulo θ 37 o em relação à horizontal. O bloco é subitamente impulsionado, paralelamente ao plano, por uma marretada,
Departamento de Engenharia Mecânica. ENG 1011: Fenômenos de Transporte I
Departamento de Engenharia Mecânica ENG 1011: Fenômenos de Transporte I Aula 9: Formulação diferencial Exercícios 3 sobre instalações hidráulicas; Classificação dos escoamentos (Formulação integral e diferencial,
Profa. Dra. Milena Araújo Tonon Corrêa. Turma Farmácia- 4º Termo
Profa. Dra. Milena Araújo Tonon Corrêa Turma Farmácia- 4º Termo A Mecânica dos Fluidos é a parte da mecânica aplicada que estuda o comportamento dos fluidos em repouso e em movimento A fluidização é empregada
