Auditoria Operacional e Contábil Prof. André Corrêa

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1 Diretoria de Educação Continuada MBA - GESTÃO FINANCEIRA Auditoria Operacional e Contábil Prof. André Corrêa

2 PRINCIPAIS OBJETIVOS DESTA AULA: 1. Estudar as normas de auditoria, sendo elas: profissionais, técnicas relativas à execução dos trabalhos e do relatório de auditoria; e 2. Compreender os conceitos iniciais dos controles internos. RESUMO DO CONTEÚDO: Normas de auditoria; Regulamentação profissional; Normas técnicas relativas à execução de trabalhos; e Controle interno

3 DIFERENÇA ENTRE NORMAS E PROCEDIMENTOS Normas são os requisitos a serem observados no desempenho dos trabalhos (Como e para que fazer); ou seja, estabelecem tanto a regulamentação dos aspectos técnicos como profissional de auditoria. Procedimentos são os atos a serem praticados, as ações a serem implementadas para a consecução dos trabalhos (O que fazer). OBS.: As Normas definem os objetivos a serem alcançados com o uso dos procedimentos adotados, bem como tratam das medidas de qualidade na execução desses procedimentos.

4 NORMAS BRASILEIRAS Normas de Contabilidade e Auditoria Origem / Órgão internacional No Brasil / Órgão responsável IASB IFAC CFC Contabilidade Auditoria Contabilidade Auditoria IAS / IFRS ISA NBC / CPC NBC IASB é o organismo de referência na produção de normas internacionais de contabilidade - as "International Accounting Standards" (IAS) e as "International Financial Reporting Standards" (IFRS). IFAC é o organismo de referência na produção de normas internacionais de auditoria - as International Standards on Auditing (ISA).

5 NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE - NBC As Normas Brasileiras de Contabilidade classificam-se em Profissionais e Técnicas. Atualmente, totalmente correlacionadas/baseadas no organismos internacionais. As Normas Profissionais estabelecem regras de exercício profissional e classificam-se em: NBC PG Geral (contador) NBC PA do Auditor Independente NBC PP do Perito

6 NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE NBC As Normas Técnicas estabelecem conceitos doutrinários, regras e procedimentos aplicados de Contabilidade e classificam-se em: NBC TG Geral (contabilidade geral) Normas Completas Normas Simplificadas para PMEs Normas Específicas NBC TSP do Setor Público NBC TA de Auditoria Independente de Informação Contábil Histórica NBC TR de Revisão de Informação Contábil Histórica NBC TO de Asseguração de Informação Não Histórica NBC TSC de Serviço Correlato NBC TI de Auditoria Interna NBC TP de Perícia

7 PRINCIPAIS NORMAS PROFISSIONAIS: NBC PA - DO AUDITOR INDEPENDENTE NBC PA 01 - Controle de Qualidade para Firmas (Pessoas Jurídicas e Físicas) NBC PA 290 (R1) - Independência Trabalhos de Auditoria e Revisão NBC PA 291 (R1) - Independência Outros Trabalhos de Asseguração NBC PA 11 - Revisão Externa de Qualidade pelos Pares NBC PA 13 (R2) - Exame de Qualificação Técnica Exceto as duas últimas, as demais normas acima apresentadas possuem correlação com as normas emitidas pela Federação Internacional de Contabilidade (IFAC)

8 PRINCIPAIS NORMAS TÉCNICAS: NBC TA - AUDITORIA INDEPENDENTE DE INFORMAÇÃO CONTÁBIL HISTÓRICA NBC TA 200: Objetivos Gerais do Auditor Independente e a Condução da Auditoria em Conformidade com Normas de Auditoria NBC TA 230: Documentação de Auditoria NBC TA 300: Planejamento da Auditoria de Demonstrações Contábeis NBC TA 320: Materialidade no Planejamento e na Execução da Auditoria NBC TA 530: Amostragem de Auditoria NBC TA 700: Formação da Opinião e Emissão do Relatório do Auditor... NBC TA 705: Modificação na Opinião do Auditor Independente Correlação com as normas emitidas pela Federação Internacional de Contabilidade (IFAC)

9 ASPECTOS INICIAIS DO CONTROLE INTERNO Controle Interno: Conjunto de procedimentos adotados de forma permanente e por todos os setores de uma entidade qualquer, cada qual com seu grupo específico de processos. Segundo o Comitê de Procedimentos de Auditoria do Instituto Americano de Contadores Públicos Certificados (AICPA), "O Controle Interno compreende o plano de organização e todos os métodos e medidas adotadas na empresa para salvaguardar seus ativos, verificar a exatidão e fidelidade dos dados contábeis, desenvolver a eficiência nas operações e estimular o seguimento das políticas executivas prescritas."

10 TIPOS DE CONTROLES INTERNOS As normas de auditoria estabelecem que o sistema de controles internos de uma empresa contempla dois grupos de controle: os de natureza contábil e os de natureza administrativa. Controles contábeis compreendem o plano de organização e todos os sistemas, métodos e procedimentos relativos a: salvaguarda dos bens, direitos e obrigações; fidedignidade dos registros financeiros. Controles administrativos compreendem o plano de organização, os sistemas, métodos e procedimentos pela direção com a finalidade de contribuir para: eficiência e eficácia operacional; obediência a diretrizes, políticas, normas e instruções da administração.

11 ESTRUTURA BÁSICA DO PROCESSO DE AUDITORIA

12 ASPECTOS INICIAIS DO CONTROLE INTERNO COSO The Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission (COSO) O COSO é uma organização sem fins lucrativos, dedicada a melhoria dos relatórios financeiros, sobretudo pela aplicação da ética e efetividade na aplicação e cumprimento dos controles internos e é patrocinado pelas cinco das principais associações de classe de profissionais ligados à área financeira nos EUA.

13 COSO As categorias de objetivos (estratégico, operacional, de comunicação e conformidade) estão representadas nas colunas verticais. Os oito componentes nas linhas horizontais e as unidades de uma organização na terceira dimensão. Essa representação ilustra a capacidade de manter o enfoque na totalidade do gerenciamento de riscos de uma organização, ou qualquer um dos subconjuntos.

14 CUMPRIMENTO DOS OBJETIVOS Essa estrutura estabelece quatro categorias de objetivos para a organização: Estratégico: referem-se às metas no nível mais elevado. Alinham-se e fornecem apoio à missão. Operacional: têm como meta a utilização eficaz e eficiente dos recursos. Comunicação: relacionados à confiabilidade dos relatórios. Conformidade: fundamentam-se no cumprimento das leis e dos regulamentos pertinentes.

15 COMPONENTES DO GERENCIAMENTO DE RISCOS CORPORATIVOS O gerenciamento de riscos corporativos é constituído de oito componentes inter-relacionados, que se originam com base na maneira como a administração gerencia a organização, e que se integram ao processo de gestão. Ambiente Interno: Filosofia sobre a gestão de riscos (apetite a risco), atributos individuais, inclusive a integridade, os valores éticos e a competência. Fixação de Objetivos: Os objetivos devem existir antes que a administração identifique as situações em potencial que poderão afetar a realização destes. Identificação de Eventos: Os eventos de potencial impacto para a realização dos objetivos, gerados por fontes internas ou externas, devem ser identificados e endereçados.

16 COMPONENTES DO GERENCIAMENTO DE RISCOS CORPORATIVOS Avaliação de Riscos: Os riscos identificados são analisados (quanto a sua probabilidade e impacto), para serem administrados e associados aos objetivos que podem influenciar. Resposta a Risco: Os empregados identificam e avaliam as possíveis respostas aos riscos: evitar, aceitar, reduzir ou compartilhar. A administração seleciona o conjunto de ações destinadas a alinhar os riscos à tolerância/apetite. Atividades de Controle: Políticas e procedimentos são estabelecidos e implementados para assegurar que as respostas aos riscos selecionados pela administração sejam executadas com eficácia.

17 COMPONENTES DO GERENCIAMENTO DE RISCOS CORPORATIVOS Informações e Comunicações: A forma e o prazo em que as informações relevantes são identificadas, colhidas e comunicadas permitam que as pessoas cumpram com suas atribuições. (empregados devem ter informações claras quanto às suas funções e responsabilidades). Monitoramento: A integridade do processo de gerenciamento de riscos corporativos é monitorada e as modificações necessárias são realizadas.(ocorre por meio de atividades gerenciais contínuas, avaliações independentes ou uma combinação desses dois procedimentos)

18 PLANEJAMENTO DE AUDITORIA

19 CONTROLE INTERNO

20 QUESTÕES... O principal objetivo do auditor independente na avaliação do controle interno é: a) determinar se a empresa é lucrativa b) estabelecer o volume de teste de auditoria c) verificar se não houve roubo d) observar se os empregados são competentes Correta?

21 QUESTÕES... Responsável pela implementação do sistema de controle interno na empresa: a) auditor externo b) auditor interno c) administração da empresa d) CVM Correta?

22 REFERÊNCIAS ATTIE, W. Auditoria: conceitos e aplicações. 6. ed. São Paulo: Atlas, PEREZ JÚNIOR, J. H. Auditoria de demonstrações contábeis: normas e procedimentos. 5. ed. São Paulo: Atlas, MAFFEI, José Luiz. Curso de Auditoria: introdução à auditoria de acordo com as normas internacionais e melhores práticas. 1º ed. São Paulo: Saraiva, CREPALDI, S. A. Auditoria contábil: teoria e prática. 6. ed. São Paulo: Atlas, SILVA, M. M. da. Curso de auditoria governamental: de acordo com as normas internacionais de auditoria pública aprovadas pela INTOSAI. 2. ed. São Paulo: Atlas, CASTRO, D. P. de. Auditoria, contabilidade e controle interno no setor público: integração das áreas do ciclo de gestão. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2011.

23 Atividades propostas: 1. Questões e exercícios da 3ª aula (da Apostila) 2. Em duplas ou trios, vamos discutir os artigos/casos já sugeridos.

expert PDF Trial Auditoria nas PME s Elaborado por: Antonio Cocurullo O conteúdo desta apostila é de inteira responsabilidade do autor (a).

expert PDF Trial Auditoria nas PME s Elaborado por: Antonio Cocurullo O conteúdo desta apostila é de inteira responsabilidade do autor (a). Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo Tel. (11) 3824-5400 - ramal 1529 (núcleo de relacionamento) Email: [email protected] web: www.crcsp.org.br Rua Rosa e Silva, 60 Higienópolis

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