Feudalismo até Reforma Protestante

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1 DISCIPLINA: História DATA: 22/02/2017 Feudalismo até Reforma Protestante 01 - (ESPM/2014) O próprio Deus quis que entre os homens alguns fossem senhores e outros servos, de modo que os senhores veneram e amam a Deus, e que os servos amam e veneram o seu senhor, seguindo a palavra do apóstolo; servos, obedecei vossos senhores temporais com temor e apreensão; senhores, tratai vossos servos de acordo com a justiça e a equidade. (Marvin Perry. Civilização Ocidental: Uma História Concisa) A partir da leitura do texto é possível assinalar que a respeito da ordem social feudal, o clero: (A) propugnava por uma sociedade dinâmica e de camponeses questionadores; (B) afirmava que os direitos e deveres das pessoas não dependiam de sua posição na ordem social; (C) rebatia a avaliação de que a vontade de Deus tivesse qualquer relação com a ordem social; (D) considerava que a sociedade funcionava bem quando todos aceitavam sua condição e desempenhavam o papel que lhes era atribuído; (E) era o maior interessado em questionar a ordem social injusta do feudalismo (UEL PR/2001) Para o homem comum, não especialista, a expressão feudalismo possui um peso fortemente negativo, provocando associações imediatas com imagens colhidas em velhos manuais ou em romances mais ou menos ambientados numa vaga região do passado, denominada Idade Média ou Tempos Medievais. Para as gerações mais novas, do cinema de massas e da TV, feudalismo remete para filmes de capa e espada, onde a violência, o fanatismo religioso, a fome e a peste encontram-se, lado a lado, com figuras melancólicas e românticas de cavaleiros e miladies. (SILVA, Francisco Carlos Teixeira da. Sociedade Feudal. 3. Ed. São Paulo: Brasiliense, p. 7) Com base no texto e nos conhecimentos sobre a sociedade feudal, é correto afirmar: (A) A abordagem da época medieval pelo cinema e pela televisão destaca a mobilidade e a flexibilização dos papéis sociais, características do feudalismo. (B) O clero consolidou o prestígio da Igreja Medieval, apoiando os movimentos heréticos religiosos. (C) A imagem do cavaleiro no medievo assinalou a subordinação da nobreza aos interesses centralizadores dos reis no apogeu da sociedade feudal. (D) A intensificação da exploração sobre os camponeses, as crises de fome e a chamada peste estavam associadas às rápidas transformações socioeconômicas em curso na sociedade européia medieval. (E) A escravização dos camponeses nos tempos medievais determinou a visão negativa sobre este período da História (IFRS/2015) Segundo os historiadores, a Idade Média corresponde ao período que se estende do século V d.c ao século XV. Ao longo destes mil anos, o Feudalismo foi o sistema que regulou as atividades políticas, econômicas e sociais na Europa medieval. Contudo, durante o século XIV, este sistema passou a apresentar sinais de ruptura que culminou, no século seguinte, com o fim da condição hegemônica da estrutura feudal na Europa. Os fatores que contribuíram para a crise do Feudalismo foram (A) Cruzadas, Peste Negra e Guerra dos 100 anos. (B) Revoluções burguesas, Expansão do Cristianismo e Peste Negra. (C) Revoluções burguesas, Colonato e Peste Negra. (D) Cruzadas, Colonato e Guerra dos 100 anos. (E) Guerra das 2 Rosas, Expansão do Cristianismo e Peste Negra (UFT TO/2007) O feudalismo, formação social cujas origens remontam à crise do Império Romano e que teve um longo processo de gestação e consolidação, viveu sua fase de apogeu entre os séculos XI e XIII. É INCORRETO afirmar que essa fase de apogeu se caracterizou : (A) pela criação de forças militares numerosas, controladas pelos monarcas. (B) por uma intensa ruralização, aliada à fragmentação do poder central. (C) por uma intrincada rede de relações de dependência pessoal. (D) por uma sociedade de ordens, com estratos sociais rigidamente definidos. Página 1

2 05 - (UNESP SP/2000) Reconheço ter prendido mercadores de Langres que passavamm pelo meu domínio. Arrebatei-lhes as mercadorias e guardei-as até o dia em que o bispo de Langres e o abade de Cluny vieram procurar-me para exigir reparações. (Castelão do século XI.) O texto apresentado permite afirmar que, na Idade Média, (A) o poder da Igreja era, além de religioso, também temporal. (B) os senhores feudais eram mais poderosos do que a Igreja. (C) o clero era responsável pela distribuição das mercadorias. (D) o conflito entre Igrejas e nobreza aproximou o clero dos comerciantes. (E) o poder do papa era limitado pelos sacerdotes (ENEM/2014) Todo homem de bom juízo, depois que tiver realizado sua viagem, reconhecerá que é um milagre manifesto ter podido escapar de todos os perigos que se apresentam em sua peregrinação; tanto mais que há tantos outros acidentes que diariamente podem aí ocorrer que seria coisa pavorosa àqueles que aí navegam querer pô-los todos diante dos olhos quando querem empreender suas viagens. J. P. T. Histoire de plusieurs voyages aventureux In: DELUMEAU, J. História do medo no Ocidente: São Paulo: Cia. das Letras, 2009 (adaptado). Esse relato, associado ao imaginário das viagens marítimas da época moderna, expressa um sentimento de: (A) gosto pela aventura. (B) fascínio pelo fantástico. (C) temor do desconhecido. (D) interesse pela natureza. (E) purgação dos pecados (UERJ/1994) Na expansão marítmo-comercial moderna, o pioneirismo português pode ser explicado como resultado de diversos fatores. Entre eles pode-se destacar os seguintes: (A) Localização geográfica e estabelecimento de relações comerciais via Mediterrâneo com o Oriente. (B) Descoberta das rotas mediterânicas para o Oriente e concorrência com as cidades italianas. (C) Centralização política e intervenção real em favor da navegação pelo Atlântico. (D) Avanço das artes cartográficas e reivindicações de reformas liberais. (E) Cobiça da burguesia mercantil e liberalismo da Coroa. 08- (UFF RJ/2000) A Carta de Pero Vaz de Caminha, escrita em 1500, é considerada como um dos documentos fundadores da Terra Brasilis e reflete, em seu texto, valores gerais da cultura renascentista, dentre os quais destaca-se: (A) a visão do índio como pertencente ao universo não religioso, tendo em conta sua antropofagia; (B) a informação sobre os preconceitos desenvolvidos pelo renascimento no que tange à impossibilidade de se formar nos trópicos uma civilização católica e moderna; (C) a identificação do Novo Mundo como uma área de insucesso devido à elevada temperatura que nada deixaria produzir; (D) a observação da natureza e do homem do Novo Mundo como resultado da experiência da nova visão de homem, característica do século XV; (E) a consideração da natureza e do homem como inferiores ao que foi projetado por Deus na Gênese (PUC MG/2008) A História e Literatura têm trazido contribuições importantes para compreensão do desenvolvimento das civilizações. Leia o poema Mar Português, de Fernando Pessoa, e assinale a afirmativa CORRETA de acordo com o texto. Ó mar salgado, quanto do teu sal São lagrimas de Portugal! Por te cruzarmos quantas mães choraram, Quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar Para que fosses nosso, ó mar! Valeu a pena? Tudo vale a pena Se a alma não é pequena. Quem quer passar além do Bojador Tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, Mas nele é que espelhou o céu. (A) Refere-se à expansão marítima portuguesa durante os séculos XV e XVI, ampliando a esfera política e geográfica do mundo conhecido. (B) Explica o mito fundador da colonização do novo mundo a partir da imposição da Coroa Portuguesa e de seus aliados espanhóis. (C) Trata-se de uma interpretação idealista da expansão marítima portuguesa, criada a partir das idéias mercantilistas inglesas e francesas do século XIX. (D) Critica o modelo histórico que explica o processo de colonização portuguesa em função da mudança do eixo Atlântico para o Mediterrâneo. 10- (ESCS DF/2011) A expansão marítima e comercial portuguesa foi fruto de um amplo processo de transformações no continente europeu a partir da crise final do sistema feudal entre o século XIV e o século XV. A formação do estado absolutista português através da Revolução de Avis (século XIV) permitiu as condições mínimas para a aventura portuguesa sobre os continentes africano, asiático e americano. Os principais objetivos da expansão marítima e comercial portuguesa foram: (A) a necessidade de conquistar mercado consumidor para os produtos industriais portugueses e pela exportação de mão de obra excedente de Portugal; (B) a grande quantidade de capitais excedentes em Portugal, interessados em novos investimentos, e o avanço dos ideais liberais no país; (C) a necessidade de obter um novo mercado de matérias-primas e a elevada carga tributária cobrada pelos turco-otomanos no comércio do mediterrâneo; (D) o interesse da Igreja Luterana, que se consolidou em Portugal com a Revolução de Avis, e a necessidade de novas rotas de comércio; (E) o interesse dos portugueses em exportar produtos agrícolas para novos mercados fora da Europa e a necessidade de obtenção de mão-de-obra escrava. Página 2

3 11 - (ENEM/2012) Não ignoro a opinião antiga e muito difundida de que o que acontece no mundo é decidido por Deus e pelo acaso. Essa opinião é muito aceita em nossos dias, devido às grandes transformações ocorridas, e que ocorrem diariamente, as quais escapam à conjectura humana. Não obstante, para não ignorar inteiramente o nosso livre arbítrio, creio que se pode aceitar que a sorte decida metade dos nossos atos, mas [o livre-arbítrio] nos permite o controle sobre a outra metade. MAQUIAVEL, N. O Príncipe. Brasília: EdUnB, 1979 (adaptado). Em O Príncipe, Maquiavel refletiu sobre o exercício do poder em seu tempo. No trecho citado, o autor demonstra o vínculo entre o seu pensamento político e o humanismo renascentista ao (A) valorizar a interferência divina nos acontecimentos definidores do seu tempo. (B) rejeitar a intervenção do acaso nos processos políticos. (C) afirmar a confiança na razão autônoma como fundamento da ação humana. (D) romper com a tradição que valorizava o passado como fonte de aprendizagem. (E) redefinir a ação política com base na unidade entre fé e razão. 12- (UFF RJ/2002) O Renascimento europeu retirou o véu que encobria o espírito e o fazer humanos na Idade Média. Sem esse véu, o homem pôde respirar um novo tempo e se aventurar na descoberta de si mesmo e do mundo que o rodeava. Pôde olhar as estrelas, percorrer os mares-oceanos, descobrir novas terras e gentes, observar seu corpo e debruçar-se sobre a natureza, percebendo suas forças físicas e químicas. A cada passo, o novo homem saía do mundo fechado medieval em direção ao universo infinito moderno. Aos poucos, novas formas de comunicação foram surgindo, engrandecendo as artes, as ciências e as literaturas. Galileu fechou com chave de ouro esse período quando disse que o livro da natureza estava escrito em caracteres matemáticos. Adaptado de RODRIGUES, Antonio E.M. e FALCON, Francisco. Tempos Modernos. RJ: Civilização Brasileira, 2000 Assinale a opção que melhor interpreta as bases culturais do Renascimento europeu. (A) O Renascimento não é devedor de nenhuma cultura da Antigüidade. Sua base cultural foi a escolástica medieval que lhe forneceu condições transformadoras, elevando o pensamento renascentista aos cumes da teologia católica. (B) Um dos pilares das transformações renascentistas foi a Antigüidade Clássica que, com sua sabedoria sobre o ser humano e a natureza, criou condições para a descoberta do homem como sujeito de ações e realizador de transformações, ao contrário do homem medieval, que se via apenas como extensão de Deus. (C) As artes, as ciências e as literaturas, evidências mais significativas da explosão criativa do Renascimento, só avançaram porque tinham, como única base cultural e filosófica, a sabedoria oriental trazida para a Europa, a partir do século XV, nos contatos entre as cidades italianas e Bizâncio. (D) O Renascimento é herdeiro da filosofia agostiniana, que deu como lema aos representantes desse novo tempo a célebre frase de Galileu é dando que se recebe, origem das famosas academias renascentistas. (E) A cultura renascentista não conseguiu retirar, totalmente, o véu que cegava o homem medieval, que continuou a considerar-se mero realizador de um plano idealizado por Deus e a pensar que o universo, todo, era obra d Ele. 13- (UEL PR/2001) Sobre o texto abaixo, é correto afirmar: Texto O século XV é, sobretudo, aquele dos homens multifacetados. (...) O mercador e estadista florentino é, amiúde, também um homem versado em ambas as línguas clássicas; os mais renomados humanistas lêem para ele e seus filhos a Política e a Ética, de Aristóteles, e mesmo as filhas da casa recebem igualmente uma elevada educação. (...) Há tempos seu saber filológico não deve servir meramente ao conhecimento objetivo da Antigüidade clássica, mas ser também aplicável no cotidiano da vida real. Assim, paralelamente a seus estudos sobre Plínio, por exemplo, ele reúne um museu de história natural; a partir da geografia dos antigos, torna-se um cosmógrafo moderno; tendo como modelo a historiografia daqueles, escreve a história de seu tempo (...). (BURCKHARDT, J. A cultura do Renascimento na Itália. São Paulo : Companhia das Letras, p. 116.) (A) Destaca a associação do saber com as necessidades diárias, tais como a elaboração de mapas para as rotas comerciais e a compreensão do presente a partir da história. (B) Reconhece no humanismo a preocupação com o estudo do divino e do sobrenatural. (C) Concebe o saber greco-romano como um conhecimento restrito ao universo intelectual dos príncipes e dos ricos comerciantes italianos. (D) Aponta para a tese, cara ao Renascimento, de que a Terra se constitui no centro do universo (geocentrismo, difundido por Copérnico e Galileu). (E) Enfatiza no Renascimento a defesa da especialização como o caminho para o saber racional, atitude cujo representante máximo é Leonardo da Vinci. GABARITO: A 14 - (FGV/2000) Assim o avarento fecha, num cercado, milhares de jeiras; enquanto que honestos cultivadores são expulsos de suas casas, uns pela fraude, outros pela violência (...) e de questiúnculas que os forçam a vender suas propriedades (...) Os infelizes abandonam (...) Então vendem a baixo preço o que puderam carregar de seus trastes (...) Esgotados esses fracos recursos, que lhes resta? O roubo, e, depois, o enforcamento segundo as regras. (Thomas Morus) A partir do texto acima é incorreto afirmar: Página 3

4 (A) Trata-se de uma leitura crítica do processo de cercamentos, uma das fases decisivas da acumulação primitiva de capital, na Inglaterra; (B) Morus mantém uma posição de neutralidade diante do fato apresentado apenas como um processo; (C) Para o autor, o roubo é uma conseqüência do processo de expropriação sofrido pelos camponeses; (D) A posição do autor, a partir da análise do texto, é contrária ao processo de expropriação sofrido pelos camponeses; (E) O enforcamento é uma regra para os que cometem o roubo. 15- (UPE/2004) Com relação às mudanças na arte e na ciência, no início da idade Moderna, analise as afirmativas abaixo. I) As idéias de Copérnico abalaram as concepções de mundo da sua época, ao estabelecer as bases científicas do heliocentrismo. II) As censuras e as perseguições da Inquisição inibiram descobertas científicas e condenaram sábios, como Giordano Bruno. III) As famosas leis formuladas por Isaac Newton serviram de base para o crescimento da ciência moderna, destacando-se também suas noções de espaço e tempo absolutos. IV) As mudanças na produção do conhecimento, nos séculos XVI e XVIII, foram acompanhadas por renovações expressivas na arte e na música com Rembrandt, Valázquez, Vivaldi entre outros. V) A filosofia de Descartes trouxe renovação importante na forma de pensar o mundo. Depois da análise, conclui-se que estão corretas: (A) todas as afirmativas. (B) apenas as afirmativas I e III. (C) apenas as afirmativas I, II e III. (D) apenas as afirmativas II e IV. (E) apenas as afirmativas I, III e IV. 16- (UERJ/1994) O relaxamento dos deveres do alto clero católico, as suas atitudes mundanas e a prática da simonia, isto é, da venda de cargos e indulgências, acabaram por exigir novos caminhos de fé. Assim, na Alamanha, no século XVI, tais práticas geraram uma reação que ficou conhecida como: (A) cristianização dos judeus (B) reforma protestante (C) inquisição católica (D) catequese jesuíta (E) movimento hussita 17-(UNIRIO RJ/1995) Dentre os fatores que contribuíram para a eclosão do movimento reformista protestante, no início do século XVI, destacamos o(s): (A) declínio do nacionalismo no processo de formação dos estados modernos. (B) embate entre o progresso do capitalismo comercial e as teorias religiosas católicas. (C) fim do comércio de indulgências patrocinado pela Igreja Católica. (D) encerramento da liberdade de crítica provocado pelo Renascimento Cultural. (E) abusos cometidos pela Companhia de Jesus e pela ação política do Concílio de Trento. 18- (PUC MG/2006) Na Alemanha, no século XVI, o monge agostiniano Martinho Lutero levantou-se contra os abusos cometidos pelo papado de Roma, desencadeando um movimento que ficou conhecido por Reforma Protestante. Sobre esse movimento, é INCORRETO afirmar que: (A) o movimento da Reforma teve os seus objetivos defendidos, ampliando o poder da burguesia contra a ideologia senhorial. (B) as idéias veiculadas na Europa, no contexto do século XVI, significaram uma brecha importante na estrutura política feudal. (C) a disseminação dos ideais reformadores no seio da população possibilitou a vitória do nacionalismo contra o poder do papado. (D) a revolta dos camponeses contra a cobiça dos grandes senhores feudais pelos bens da Igreja contou com o apoio de Lutero (UECE/2000) Observe o seguinte comentário: O Rei é o chefe supremo da Igreja da Inglaterra (...) Nesta qualidade, o Rei tem todo o poder de examinar, reprimir, corrigir tais erros, heresias, abusos, ofensas e irregularidades... Fonte: Inglaterra Ato de Supremacia Situando-o, temporalmente, no contexto histórico europeu, é correto afirmar que: (A) ele retrata as condições sócio-políticas do período medieval (B) a consolidação do poder temporal e espiritual do Rei constituía um apoio à Igreja Católica (C) a extensão do poder real ao setor religioso foi concedido pelo Papa Alexandre VI (D) o anglicanismo garantia ao Rei o poder temporal e espiritual, extinguindo a autonomia religiosa 20- (UFJF MG/2000) (...) - Não se faz outra coisa além de deixar o espírito abandonar o corpo e partir. Quem é que vem vos chamar, Deus, um anjo, um homem ou um demônio? É um homem como nós, ele está colocado acima de todos nós e chama-nos tocando um tambor. Vós que partis são muito numerosos? Nós somos uma multidão; às vezes cinco mil ou mais (...). (Carlo Ginsburg. Os andarilhos do bem.) A citação acima é parte de um interrogatório inquisitorial de 1580, em que o réu era acusado de heresia, fato que se tornou corriqueiro com o advento da Reforma Protestante, sobre a qual é INCORRETO afirmar: (A) foi um movimento que resultou, dentre outras coisas, das divisões internas do Catolicismo e da inadequação entre o princípio católico do justo preço e os princípios que inspiravam a transição para o Capitalismo; Página 4

5 (B) propagou-se, em sua maioria, no Sacro Império Romano-Germânico, Suíça e Inglaterra, regiões caracterizadas ou pela fragmentação política ou pela fragilidade da Igreja diante do Estado; (C) pregava a venda de indulgências, a condenação dos lucros excessivos, a infalibilidade da Bíblia e a incontestável submissão do homem a Deus; (D) pelo seu significativo impacto social, provocou o advento de um movimento de reação a seus princípios, conhecido como Contra-Reforma. Página 5

6 Gabarito História História D D A A A C C D A A C B A B A B B D D C Página 6

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