Um outro olhar sobre Portinari
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- Judite de Sá Paiva
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1 Um outro olhar sobre Portinari Alecsandra Matias de Oliveira Portinari Três Momentos, de Elza Ajzenberg, São Paulo, Edusp, 2012, 168 p. 120
2 Combatido por muitos e admirado por tantos outros, Candido Portinari ( ) não deixa de ser um capítulo relevante na história da arte brasileira. São inúmeros os estudos sobre sua vida e obra. Alguns dificilmente serão superados, uma vez que se apresentam completos e aprofundam questões e temáticas que envolvem o artista. Assim, o livro Portinari Três Momentos é uma delicada obra de arte bem cuidado, com projeto gráfico excepcional, diversas imagens, dados técnicos acompanhados pelo Projeto Portinari e bilíngue. Com texto de Elza Ajzenberg e pequenos fragmentos de poemas do próprio Portinari e de Cecília Meireles (para os trechos que tratam sobre a obra Tiradentes, 1949), o livro passa em revista os sentimentos, as lutas, os sonhos e a postura social do artista. Elza Ajzenberg desvela um Portinari preocupado com os temas e com a gente de sua terra. De sua infância em Brodósqui (interior de São Paulo), o artista traz para sua poética: os cenários da infância, que evocam a doce memória das brincadeiras de garoto; o mundo campesino, no qual emerge o trabalhador da terra; e a exclusão, estampada nos corpos de homens e mulheres acompanhados por suas crianças famintas e doentes. A narrativa de Portinari Três Momentos leva o leitor para esse universo íntimo do pintor, no qual a arte serve ao lirismo, à denúncia e à transformação social. A partir de uma análise sensível dedicada a três momentos do percurso estético de Candido Portinari (Retirantes, Tiradentes e D. Quixote), a autora reconstrói a trajetória, as influências, o fazer e o repertório adotado pelo pintor. Retirantes (série de óleos sobre tela), Tiradentes (mural) e D. Quixote (conjunto de desenhos) são produções realizadas entre os anos de 1940 e O texto contudo, busca referências à primeira formação do artista, à experiência europeia, entre as décadas de 1929 e 1931, e às intenções de sua pintura durante os anos de Percebe-se, nesse contexto, a transformação acentuada da obra de Portinari na década de 1940, segundo a autora, diante dos efeitos da Segunda Guerra Mundial e do impacto causado pela visão e pelo estudo com uma lupa do painel Guernica, Somam-se, às influências de Picasso, as evocações dos pintores pré-renascentistas Giotto, Piero Della Francesca e Matias Grünewald. Ao observar os acontecimentos provocados pela Segunda Guerra, na série Retirantes, Portinari espelha nos famintos e nos despejados de seu país privações similares: o drama humano vivido por famílias que saem de sua terra em busca de condições de sobrevivência e que, por muitas vezes, encontram a morte pelo caminho. É o mesmo cenário descrito por Graciliano Ramos em Vidas Secas, 1938, ou por João Cabral de Melo Neto em Morte e Vida Severina, 1955; contudo, em Portinari, os personagens parecem ser citações bíblicas, e neles a dor traduz-se em cores e traços expressionistas. Num primeiro instante, os retirantes ainda apresentam corpos semelhantes aos dos trabalhadores de O Café, 1935 fortes, escultóricos, mãos e pés marcados; no entanto, com o passar da ALECSANDRA MATIAS DE OLIVEIRA é doutora em História da Arte e autora de Schenberg Crítica e Criação (Edusp). REVISTA USP São Paulo n. 96 p MARçO/ABRIL/MAIO
3 Menino Morto, 1944, óleo sobre tela, Museu de Arte de São Paulo. À direita, Retirantes, 1936, coleção particular Tiradentes, 1949, têmpera sobre tela, Memorial da América Latina São Paulo década de 1940, fome e morte são visíveis nessas figuras. Em Retirantes, 1944, o retrato da família que está à beira da morte por desvalia a mãe envelhecida; o avô-profeta com seu cajado; o pai que carrega em uma trouxa os poucos pertences da família; as crianças doentes e maltrapilhas (note-se o detalhe do menino com camisa picassiana) provoca impacto. As evocações à pietá em Menino Morto, 1944, e as mulheres carpideiras que choram rios de lágrimas completam-se a partir da dramaticidade inspirada pelo muralismo mexicano presente em Enterro na Rede, O painel Tiradentes, 1949, é o resultado de experimentações a partir da pintura mural. As primeiras obras na capela da nona Pelegrina já mostram a maestria na técnica do afresco. Mais tarde, a influência do muralismo mexicano e o desejo por defender uma pintura social como instrumento para uma educação plástica e coletiva levam Portinari para uma série de trabalhos nos quais os temas históricos tomam espaço central. Do primeiro grande mural para o Monumento Rodoviário na Estrada Rio-São Paulo, em 1936, o artista parte para a série de murais feitos a têmpera da Biblioteca do Congresso de Washington (Descobrimento, Desbravamento da Mata, Catequese dos Índios e Garimpo do Ouro), 1941, passando pela Via Crucis, em 1944, da Capela da Pampulha, em Belo Horizonte. Essas se tornaram experiências relevantes para o desenvolvimento da pintura mural de Portinari, A Primeira Missa no Brasil, 1948 (obra realizada em Montevidéu), porém, marca o domínio do cromatismo vibrante e não mais o sombrio que imperava na série Retirantes, a geometrização de zonas coloridas e a eleição das cenas históricas como tema central. Em Tiradentes, Portinari representa os episódios e os principais protagonistas da Inconfidência Mineira. Encomendado por Francisco Inácio Peixoto, em 1948, o painel destina-se originalmente para o Colégio Cataguases um projeto de Oscar Niemeyer é posteriormente transferido para o Palácio 122
4 Café, 1935, Museu Nacional de Belas Artes Rio de Janeiro. Ao lado, Enterro na Rede, 1944, Museu de Arte de São Paulo REVISTA USP São Paulo n. 96 p MARçO/ABRIL/MAIO
5 Cavalo de Pau (Série Dom Quixote), 1956, lápis de cor sobre cartão, Museus Castro Maya, Rio de Janeiro dos Bandeirantes e atualmente está no Salão de Atos da Fundação Memorial da América Latina. A escolha do tema é do próprio Portinari, que se dedica aos estudos e documentos sobre os fatos que se sucederam ao martírio de Joaquim José da Silva Xavier. Adota como fonte importante de pesquisa o Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles, e tem como desafio implícito a tela Tiradentes Esquartejado, 1893, de Pedro Américo. Segundo Elza Ajzenberg, o pintor está distante da descrição fiel quase científica do episódio [ ], faz uma descrição livre e simbólica, sem deixar de transmitir uma mensagem verdadeira. Nesse ponto, a autora realiza a leitura das cinco cenas que compõem a tela. Como um guia dos sentidos, Elza Ajzenberg nos revela a obra em seu sentido pleno com todas as minúcias colocadas lá por Portinari. A série D. Quixote, 1956, de certa forma, é uma obra de maturidade. A autora adverte: ao final de sua trajetória, Portinari apresenta o sonho não como uma evasão da realidade, mas como uma maneira de sair da dicotomia entre o real e o ideal. Já com sintomas de intoxicação pelas tintas, empregando lápis de cor, o artista realiza a série como ilustrações para D. Quixote, a convite da editora José Olympio. Para análise mais detida, Elza Ajzenberg escolhe o desenho Cavalo de Pau para mostrar a técnica, a criatividade do artista e também porque representa bem o sonho numa procura de voo ou de liberdade pela qual passa Portinari no fim da vida. No desenho, D. Quixote e Sancho Pança ambos com os olhos vendados voam em um cavalinho (geometrizado como uma dobradura e de cor branca), sentindo o Sol, a Lua e a Terra azul (aqui, chama a atenção o fato de a terra ser azul, em 1956, para Portinari cinco anos antes de Gagarin). Portinari expõe a dicotomia entre o real e o ideal, a dúvida sobre a essência e a realidade, o ser entre o sublime e o grotesco. O drama quixotesco torna-se universal. Em síntese, na revisão do modernismo de Portinari, o leitor perceberá que ele adere às soluções cubistas e expressionistas Guernica é seu grande modelo, porém, suas adesões não deixam de se aproximar dos pintores renascentistas Giotto, Piero della Francesca e Matias Grünewald. Na trajetória de Portinari, o leitor notará que o humano sempre lhe foi caro: sua pintura social sai das margens da denúncia com os Retirantes, passa pela tentativa de conscientização histórica, impregnada pelo mural de Tiradentes, para recair no sonho e no lirismo da série D. Quixote. Após a imersão nesses três momentos de Candido Portinari, o leitor não verá suas obras com o mesmo o olhar tampouco a arte moderna brasileira. 124
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