Principais Temas da Aula. Bibliografia

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Principais Temas da Aula. Bibliografia"

Transcrição

1 Desgravadas do 4º Ano 2007/08 Psicopatologia Data: 23 do de Ciclo Outubro de Vida de 2007 I Disciplina: Psiquiatria Prof.: Dr. Daniel Sampaio Tema da Aula: Psicopatologia do Ciclo de Vida I Autor(es): Ana Carolina Ferreira Equipa Correctora: Professor Doutor Daniel Sampaio Principais Temas da Aula 1. Psicopatologia do Ciclo de Vida Ciclo Vital da Família; Etapas do Ciclo Vital da Família; 2. Psicopatologia da Adolescência Bibliografia Gelder, M., Mayou, R., Geddes, J., Psychiatry, 3ª edição, Oxford University Press, Página 1 de 13

2 Psicopatologia do Ciclo de Vida Ciclo Vital da Família ou Ciclo de Vida da Família: Pressupõe uma sequência previsível de transformações na organização familiar; Salienta a existência de etapas desde a formação da família até ao fim da família, sendo estas etapas organizativas do desenvolvimento familiar (as famílias organizam-se das etapas); Salienta TAREFAS necessárias ao desenvolvimento; Uma família com crianças pequenas tem tarefas diferentes do que uma família com adolescentes ou de uma família com os filhos a sair de casa; A família tem que organizar-se à volta dessas tarefas para poder passar à fase seguinte; Indica as zonas de passagem como de maior turbulência; Todas as famílias passam por períodos de maior ansiedade, discussão e maior número de conflitos, e essas zonas correspondem à passagem de uma fase do ciclo de vida para outro. Compreende-se que assim seja porque é necessária uma adaptação, e essa adaptação nem sempre é fácil. Define como essenciais o sentimento de pertença ao grupo e a autonomização dos elementos de cada família. As pessoas pertencem a uma família, têm noção de família e sentimento de pertença mesmo quando estão afastadas geograficamente, quando não têm muita intimidade ou quando têm vidas separadas. No caso de uma criança ou adolescente institucionalizado há perda do sentimento de família, quando este é entregue a uma organização/instituição ou a uma família de acolhimento: perde-se o sentimento de pertença em relação à família biológica e tem que se organizar à volta da família de acolhimento. Sentimento de pertença é muitas vezes discutível do ponto de vista jurídico: o sentimento de pertença está na família que a adoptou a Página 2 de 13

3 criança ou será que ela pode recuperar o sentimento de pertença em relação aos pais biológicos? Nós pertencemos a uma família mas podemos ser autónomos, não devemos ficar dependentes da família e toda a educação deve ser no sentido da autonomia, no sentido da pessoa ser capaz de se organizar com base na sua autonomia. Este aspecto de autonomia é muito importante principalmente na fase da adolescência (época em que o adolescente vai lutar pela sua autonomia e vai ser capaz de se tornar mais independente da família). Não confundir autonomia/autonomização com independência: uma pessoa pode já ser capaz de tomar decisões próprias, mas ainda viver com os pais e depender deles financeiramente. O conceito de autonomia vai aumentando ao longo da vida. Etapas do Ciclo Vital da Família Existem várias subdivisões do ciclo de vida da família, podemos organizar estas fases de modo ligeiramente diferente consoante os autores. A adoptada na aula foi a da subdivisão mais simples, elaborada pela Dr.ª Ana Paula Relvas: Estádio 1. Formação do casal 2. Família com filhos pequenos Descrição A situação mais frequente é a relação heterossexual; Do ponto de vista do ciclo vital da família não é relevante se o casal está casado legalmente ou se vive em união de facto; Refere-se ao movimento de saída das famílias de origem (movimento de autonomia) para viver junto/casar; É uma etapa muito importante, sendo fundamental a autonomização em relação à família de origem; Há também um novo relacionamento com a família do cônjuge e muitas vezes as dificuldades do casal resultam em modelos, tradições e rituais diferentes que têm cada uma das famílias de origem. Etapa que vai desde o nascimento do 1º filho até ao nascimento do último (no caso de haver mais que um); Página 3 de 13

4 3. Família com filhos na escola 4. Família com filhos adolescentes 5. Família com filhos adultos Esta família tem já uma nova organização; É muito importante o espaço entre a primeira e a segunda gravidez porque permite que o casal se adapte à vida em conjunto e às alterações que um filho implica na dinâmica do casal; famílias com filhos únicos (média de filhos por casal em Portugal = 1,4). Etapa marcada pela ida do filho mais velho para a escola; É o movimento que a família tem de levar o filho à escola, que pode começar muito precocemente (préescola), e a adaptação que necessita de ser feita com este novo acontecimento na vida da criança, em termos de relacionamento com os colegas, transportes, etc; É um movimento centrífugo, a família está centrada na 2ª fase à volta dos seus filhos pequenos e vai começar a deslocar-se para fora no sentido de levar o seu filho mais velho para a escola; Há autores que consideram o final desta fase no fim do primeiro ano escolar, e outros autores que consideram que a 3ª fase termina com a entrada na adolescência. A entrada na adolescência é marcada no sexo feminino pela menarca e no sexo masculino pela primeira ejaculação; A adolescência refere-se ao longo período que vai desde o início da puberdade até ao final da adolescência (difícil de determinar, os critérios do fim da adolescência são critérios psicossociais, não há nenhum acontecimento biológico que determina o início da fase adulta); O período da adolescência está a aumentar porque tem um início mais cedo (ex.: menarca no século XIX ocorria por volta dos 20 anos e no século XX ocorre por volta dos 12 anos, devido a uma melhoria na alimentação e a uma melhoria das condições de vida) e termina mais tarde, porque a escola está ligada ao conceito de adolescência e a entrada no mercado de trabalho é feita mais tarde. A idade adulta é marcada por: autonomia (apesar de não ser independente financeiramente, já é capaz de viver sozinho, passar férias com os Página 4 de 13

5 amigos/namorado (a), o grau de autonomia mede o inicio da idade adulta), capacidade de decidir (ter um juízo de valores) e participação social (a partir dos 18 anos a pessoa deve ter capacidade de decidir em relação ao futuro do seu país); O casal fica de novo sozinho com a saída de todos os filhos de casa ( empty nest ). Tabela 1 Etapas do Ciclo Vital da Família, Dr.ª Ana Paula Relvas. A etapa do ciclo de vida é marcada sempre pelo filho mais velho do casal, é o filho mais velho que vai marcar a passagem para a etapa seguinte. Neste momento, as famílias não são previsíveis, logo esta sequência de etapas pode não se realizar desta forma. Este conceito de Ciclo Vital da Família não tem em conta a heterogeneidade das Organizações Familiares Igualdade dos géneros (a partir dos anos 60); Divórcios famílias reconstituídas na mesma família encontram-se várias etapas ao mesmo tempo; Famílias monoparentais; Este conceito está muito baseado nos filhos e pressupõe que todas as famílias têm filhos, contudo existem famílias sem filhos (devido a infertilidade ou porque não querem); Conceito é muito baseado na heterossexualidade e não abrange casais homossexuais; Adopção de filhos adolescentes salta várias etapas deste conceito. Página 5 de 13

6 Estádio Tarefa 1. Casais sem filhos Estabelecimento de uma relação conjugal mutuamente satisfatória; preparação para a gravidez e para a parentalidade. 2. Família com recém-nascido (filho Ajustamento às exigências de mais velho: nascimento -30 meses) desenvolvimento de uma criança dependente. 3. Famílias com crianças em idade pré-escolar (filho mais velho: 2,5-6 anos) Adaptação às necessidades e interesses das crianças no sentido da sua estimulação e promoção do desenvolvimento. 4. Famílias com crianças em idade escolar (filho mais velho: 6-13 anos) Assumir responsabilidades com crianças em meio escolar; relacionamento com outras famílias na mesma fase. 5. Famílias com filhos adolescentes (filho mais velho: anos) Facilitar o equilíbrio entre a liberdade e a responsabilidade; partilha desta tarefa com a comunidade; estabelecimento de interesses pós parentais. 6. Famílias com jovens adultos (saída do 1º filho saída do último Permitir a separação e o lançamento dos filhos no exterior, com rituais e assistência filho) adequada (1º emprego ou educação superior); manutenção de uma base de suporte familiar. 7. Casal na meia-idade ( ninho Reconstrução da relação de casal; vazio reforma) redefinição das relações com as gerações mais velhas e mais novas. 8. Envelhecimento (reforma morte de um ou ambos os conjugues) Ajustamento à reforma; aprender a lidar com as perdas (lutos) e a viver sozinho; adaptação ao envelhecimento. Tabela 2 Etapas do Ciclo Vital da Família, identificadas por Duvall. Página 6 de 13

7 Estádio 1. Entre famílias: o jovem adulto independente 2. Junção de famílias pelo casamento: o novo casal 3. Famílias com filhos pequenos 4. Famílias com adolescentes 5. Saída dos filhos Processo Emocional de Transição Aceitação da separação pais filhos. Compromisso com o novo sistema. Aceitação no sistema dos membros da nova geração. Flexibilização dos limites familiares de modo a aceitar a independência dos filhos. Aceitação de múltiplas entradas e saídas no Mudanças de 2ª Ordem necessárias ao processo de desenvolvimento Diferenciação do self em relação à família de origem; Desenvolvimento de relações intimas com o parceiro; Estabelecimento de uma identidade no mundo laboral. Formação do novo sistema conjugal; Realinhamento das relações com as famílias de origem e os amigos de modo a incluir o cônjuge. Ajustamento do subsistema conjugal: criar espaço para o(s) filho(s); Assumir papéis parentais; Realinhamento das relações com as famílias de origem a fim de nelas incluir os papéis parentais e os avós. Mudanças nas relações pais filhos; possibilitar aos filhos as entradas e saídas no sistema; Recentração nos aspectos da vida conjugal da meia-idade e das carreiras profissionais; Início de suporte à geração mais velha. Renegociação do subsistema conjugal como díade; Desenvolvimento de relações adulto adulto entre os jovens e os pais; Página 7 de 13

8 6. Última fase da vida da família sistema. Aceitação da mudança dos papéis geracionais Realinhamento de relações para incluir os parentes por afinidade e os netos; Necessidade de lidar com as incapacidades e morte dos pais (avós). Manutenção de interesses, próprios e/ou de casal; exploração de novas opções familiares e sociais; Papel de destaque da geração intermédia (filhos); Aceitação da experiência e sabedoria dos mais velhos; suporte da geração mais velha sem super -protecção; Aceitação da perda do cônjuge, irmãos e outros da mesma geração; preparação para a morte; revisão e integração da própria vida. Tabela 3 Estádios do Ciclo Vital da Família, M. McGoldrick. Situações Patológicas nas várias Etapas do Ciclo de Vida Idade pré-escolar pode manifestar-se: Episódios de supressão da respiração, causados por situações de frustração que conduzem a raiva; Patologias do sono: insónia, pesadelos e terrores nocturnos; Perturbações do comportamento alimentar: recusa em alimentar-se, alimentação exagerada e pica 1 ; 1 Pica: ingestão de coisas que não são alimentos (ex.: terra, papel); está muitas vezes associado a problemas comportamentais e por vezes a dificuldades de aprendizagem. Página 8 de 13

9 Criança em idade escolar pode manifestar-se: Quadros de ansiedade, relacionados com a ida para a escola; Quadros de fobia (a fobia escolar relacionada com estados de ansiedade e angústia pela separação dos pais traduz desadaptação); Patologias do sono: pesadelos, terrores nocturnos e sonambulismo; Hiperactividade e défice de atenção; Quadros depressivos. Adolescência pode manifestar-se: Perturbações de ansiedade; Perturbações depressivas; Psicoses da adolescência (esquizofrenia, doença bipolar); Abuso de substâncias; Doenças do comportamento alimentar; Perturbações do comportamento (conduct disorders). Idade adulta podem estar presentes todas as patologias da psiquiatria, mais frequentemente quadros de depressão e ansiedade (a esquizofrenia é rara depois dos 35 anos). Terceira Idade há um declínio fisiológico, e juntamente com os quadros depressivos e de ansiedade, pode manifestar-se demência (com maior frequência a Doença de Alzheimer). Página 9 de 13

10 Adolescência A adolescência deve ser considerada o início da idade adulta e não uma fase de passagem. Entrada na adolescência é marcada no sexo feminino pela menarca e no sexo masculino pela primeira ejaculação. Fases da Adolescência: 1ª Fase: puberdade ou pré -adolescência (11-13/14 anos) o que me está a acontecer? 2ª Fase: fase média da adolescência (15/16 anos) procura da identidade; importância do GRUPO 3ª Fase: fase final da adolescência (17 anos final da adolescência é difícil de determinar critérios psicossociais prolongamento da adolescência). Adolescência começa mais cedo devido a: Melhoria das condições de vida; Melhoria da alimentação Condicionam um aumento do desenvolvimento do eixo hipotálamo hipófise gónadas. O facto central do processo maturativo da adolescência é a desarmonia evolutiva desencadeada pela puberdade: à maturação sexual não corresponde a maturação psico -afectiva. Pelas profundas modificações que põe em marcha e pela mobilização das capacidades adaptativas, esta desarmonia constitui o elemento crucial para o desenvolvimento. Página 10 de 13

11 A maturação dos órgãos genitais, a intensidade dos desejos e fantasias, a brusca mudança para um corpo de mulher ou de homem, alteram completamente a representação mental do adolescente, não só aos seus próprios olhos como aos dos outros. A puberdade e a adolescência constituem um verdadeiro organizador da vida psíquica: todo o passado vai, não apenas recapitulando, mas revivido e actualizado tendo como base as modificações instintivas sexuais que obrigam a integrar a imagem sexualizada dos pais e do seu próprio corpo. A família constitui o primeiro intermediário entre a criança e o mundo exterior, e tem como função prover as suas necessidades fisiológicas e fazê-la evoluir para uma personalidade autónoma. Embora o grupo familiar varie de cultura para cultura, a matriz familiar funciona como referência permanente ao longo da vida. Muitas das dificuldades dos jovens actuais resultam da ausência da capacitação por parte de adultos significativos, sobretudo pais e professores. Tarefas Fundamentais da adolescência: 1. Definição da personalidade (por volta, aproximadamente, dos 18 anos); 2. Autonomia ( independência); 3. Identidade. Página 11 de 13

12 Situações Patológicas na Adolescência: Perturbações de ansiedade (excessiva ou prolongada), ex.: fobias; A ansiedade normal é adaptativa, apenas quando se torna muito intensa e prolongada no tempo é que se considera patológica; A fobia social começa a manifestar-se frequentemente nos primeiros anos da adolescência, e em alguns casos agorafobia desenvolve-se no final da adolescência; Também se podem manifestar desordens obsessivas. Perturbações depressivas (incapacidade de ter prazer e tristeza prolongada e intensa); São geralmente caracterizadas por falta de energia, dificuldades nos relacionamentos em casa, afastamento de outros contactos sociais e diminuição do rendimento escolar; Humor profundamente depressivo e sentimentos de culpa extrema são menos frequentes, e quando presentes sugerem que a perturbação depressiva é a primeira fase de doença bipolar; Psicoses da adolescência (esquizofrenia, doença bipolar); Há um aumento da incidência de doença bipolar durante a adolescência; A esquizofrenia pode ter inicio na adolescente, mais frequentemente em rapazes do que em raparigas; Abuso de substâncias; Pode ocorrer abuso de cannabis e álcool; Os factores que conduzem ao abuso destas substâncias são complexos e não totalmente compreendidos; podem incluir: adversidades familiares ou sociais, abuso de substâncias pelos pais, perturbações depressivas e perturbações do comportamento; Doenças do comportamento alimentar, ex.: anorexia nervosa, bulimia (doenças menos frequentes, mas mais mediatizadas); Página 12 de 13

13 Perturbações do comportamento (conduct disorders), ex.: agressividade, impulsividade. Cerca de metade das perturbações do comportamento dos adolescentes iniciam-se durante a infância; Pode haver co-morbilidade: uma depressão/ perturbação da ansiedade pode ser acompanhada pelo abuso de substâncias. Os adolescentes devem ser acompanhados por um técnico de saúde mental quando os sintomas são muito intensos e se prolongam no tempo. Página 13 de 13

3.15 As psicoses na criança e no adolescente

3.15 As psicoses na criança e no adolescente Páginas para pais: Problemas na criança e no adolescente 3.15 As psicoses na criança e no adolescente Introdução As psicoses são doenças mentais raras que, geralmente, se iniciam no fim da adolescência

Leia mais

A CRIANÇA E O DIVÓRCIO

A CRIANÇA E O DIVÓRCIO A CRIANÇA E O DIVÓRCIO Colégio Cosme e Damião Maio 2013 Formadora: Dra. Ana Filipa Mendes A Criança e o divórcio Como explicar o divórcio aos filhos? Quanto tempo dura o sofrimento da criança? Como vai

Leia mais

Índice. Parte I Definição de Psicoterapia 11. Parte II Investigação e Psicoterapia 37

Índice. Parte I Definição de Psicoterapia 11. Parte II Investigação e Psicoterapia 37 Índice Parte I Definição de Psicoterapia 11 1. Psicoterapia: Mito ou disciplina científica? 12 2. Definição de Psicoterapia 14 3. A Psicoterapia Funciona? 19 3.1. O modelo médico de psicoterapia 19 3.1.1.

Leia mais

Depressão. Em nossa sociedade, ser feliz tornou-se uma obrigação. Quem não consegue é visto como um fracassado.

Depressão. Em nossa sociedade, ser feliz tornou-se uma obrigação. Quem não consegue é visto como um fracassado. O QUE É SAÚDE? É o nosso estado natural. Segundo a O.M.S. saúde é mais do que a ausência de doença ou enfermidade: É o estado de perfeito bem-estar físico, mental e social. Depressão Em nossa sociedade,

Leia mais

MENTAL PARA PROFISSIONAIS DE

MENTAL PARA PROFISSIONAIS DE SAúDE MENTAL PARA PROFISSIONAIS DE SAúDE (JUN 2015) PORTO Está preparado para lidar com indivíduos com perturbações mentais? A resposta da maioria dos profissionais de saúde em Portugal será certamente

Leia mais

i dos pais O jovem adulto

i dos pais O jovem adulto i dos pais O jovem adulto O desenvolvimento humano é um processo de mudanças emocionais, comportamentais, cognitivas, físicas e psíquicas. Através do processo, cada ser humano desenvolve atitudes e comportamentos

Leia mais

Desnutrição na Adolescência

Desnutrição na Adolescência Desnutrição na Adolescência Adolescência CRIANÇA Desnutrição Anorexia/Bulimia Obesidade / Diabetes ADULTO Dietas não convencionais e restritivas Deficiência de ferro Cálcio, vitamina A, zinco, Vitamina

Leia mais

Redes sociais, afectos e pessoas idosas

Redes sociais, afectos e pessoas idosas Redes sociais, afectos e pessoas idosas António M. Fonseca [email protected] CONVERSAS DE FIM DE TARDE VISEU, 29 JUNHO 2012 Uma vida mais longa A esperança média de vida tem aumentado de forma dramática:

Leia mais

SAUDE MENTAL E TRANSTORNO MENTAL. Profa. Keila Ribeiro

SAUDE MENTAL E TRANSTORNO MENTAL. Profa. Keila Ribeiro SAUDE MENTAL E TRANSTORNO MENTAL Profa. Keila Ribeiro Conceitos Saúde Mental Transtorno Mental Descrições de Transtornos Mentais mais frequentes O que é o exame mental? Saúde Mental o sujeito deve... Compreender

Leia mais

ADOLESCÊNCIA PROF. ALBERTO OLAVO ADVINCULA REIS

ADOLESCÊNCIA PROF. ALBERTO OLAVO ADVINCULA REIS ADOLESCÊNCIA PROF. ALBERTO OLAVO ADVINCULA REIS E-mail: [email protected] Duas perspectivas históricas: 1. Muitas das características associadas à adolescência tal como a conhecemos hoje tem uma longa histórica

Leia mais

O Impacto Psicossocial do Cancro na Família

O Impacto Psicossocial do Cancro na Família O Impacto Psicossocial do Cancro na Família Maria de Jesus Moura Psicóloga Clínica Unidade de Psicologia IPO Lisboa ATÉ MEADOS DO SEC.XIX Cancro=Morte PROGRESSOS DA MEDICINA CURA ALTERAÇÃO DO DIAGNÓSTICO

Leia mais

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular PSICOPATOLOGIA Ano Lectivo 2017/2018

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular PSICOPATOLOGIA Ano Lectivo 2017/2018 Programa da Unidade Curricular PSICOPATOLOGIA Ano Lectivo 2017/2018 1. Unidade Orgânica Ciências Humanas e Sociais (1º Ciclo) 2. Curso Psicologia 3. Ciclo de Estudos 1º 4. Unidade Curricular PSICOPATOLOGIA

Leia mais

O Direito de Adoptar?

O Direito de Adoptar? Direito da Igualdade Social 2010 2011 O Direito de Adoptar? A adopção por casais homossexuais Andreia Engenheiro Nº 2068 1. Família Tem influência de factores: - Religiosos; - Económicos; - Socio-culturais.

Leia mais

Comunidade Pastoral ADOECIDOS PELA FÉ?

Comunidade Pastoral ADOECIDOS PELA FÉ? Comunidade Pastoral ADOECIDOS PELA FÉ? HÁBITOS, COSTUMES E...GENÉTICA PSICOPATOLOGIAS DINAMISMO EMOCIONAL AFETO (Instinto) Inconsciente EMOÇÃO LÓGICA (RAZÃO) Consciente Equilíbrio (ideal) = 50% afeto +

Leia mais

DUPLO DIAGNÓSTICO: Transtornos Mentais na Síndrome de Down

DUPLO DIAGNÓSTICO: Transtornos Mentais na Síndrome de Down DUPLO DIAGNÓSTICO: Transtornos Mentais na Síndrome de Down DUPLO DIAGNÓSTICO Refere-se a pessoas com deficiência intelectual e também um outro transtorno psicológico ou psiquiátrico. TRANSTORNOS MENTAIS

Leia mais

3.8 Tristeza e depressão na criança e no adolescente

3.8 Tristeza e depressão na criança e no adolescente Páginas para pais: Problemas na criança e no adolescente 3.8 Tristeza e depressão na criança e no adolescente Introdução Os sentimentos de tristeza, desapontamento, desvalorização e culpa, surgem pontualmente

Leia mais

DSM-IV - Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. Lista de Palavras

DSM-IV - Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. Lista de Palavras DSM-IV - Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais Lista de Palavras Abstinência de Substâncias Abuso de Substâncias Agorafobia Ajustamento, Transtorno Alimentares na 1a. Infância Alimentares,

Leia mais

AntoonVan Dyck, Sansão e Dalila (1630)

AntoonVan Dyck, Sansão e Dalila (1630) AntoonVan Dyck, Sansão e Dalila (1630) Constitui uma violação dos direitos fundamentais à vida, à liberdade, à segurança, à dignidade, à igualdade entre mulheres e homens, à não-discriminação e à integridade

Leia mais

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular PERTURBAÇÕES DO DESENVOLVIMENTO Ano Lectivo 2010/2011

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular PERTURBAÇÕES DO DESENVOLVIMENTO Ano Lectivo 2010/2011 Programa da Unidade Curricular PERTURBAÇÕES DO DESENVOLVIMENTO Ano Lectivo 2010/2011 1. Unidade Orgânica Ciências Humanas e Sociais (1º Ciclo) 2. Curso Motricidade Humana 3. Ciclo de Estudos 1º 4. Unidade

Leia mais

Portfolio FORMAÇÃO CONTÍNUA

Portfolio FORMAÇÃO CONTÍNUA Portfolio FORMAÇÃO CONTÍNUA Elaboramos soluções de formação customizadas de acordo com as necessidades específicas dos clientes. Os nossos clientes são as empresas, organizações e instituições que pretendem

Leia mais

Apresentação dos resultados dos estudos preliminares

Apresentação dos resultados dos estudos preliminares Apresentação dos resultados dos estudos preliminares Estudo Parentalidadee ansiedade em crianças em idade escolar A. I. F. Pereira (Inv. Responsável) Centro de Investigação em Psicologia da Universidade

Leia mais

CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PSIQUIATRIA DA INFÂNCIA E DA ADOLESCÊNCIA 2017

CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PSIQUIATRIA DA INFÂNCIA E DA ADOLESCÊNCIA 2017 Informações Informações Gerais: O curso consiste em 12 módulos que podem ser cursados de maneira independente, porém a capacitação em Psiquiatria da Infância e da Adolescência é concedida somente àqueles

Leia mais

PSICOLOGIA JURÍDICA: RELAÇÃO COM O DIREITO DE FAMÍLIA

PSICOLOGIA JURÍDICA: RELAÇÃO COM O DIREITO DE FAMÍLIA PSICOLOGIA JURÍDICA: RELAÇÃO COM O DIREITO DE FAMÍLIA Prof. Thiago Gomes 1. CONTEXTUALIZAÇÃO O QUE É A FAMÍLIA? E O CASAMENTO? Poema: PROMESSAS MATRIMONIAIS (Martha Medeiros) Promete se deixar conhecer?

Leia mais

28/04/2011. Profa. Dra. Marilene Zimmer Psicologia - FURG

28/04/2011. Profa. Dra. Marilene Zimmer Psicologia - FURG Diagnóstico Multiaxial DSM-IV-TR PSICOPATOLOGIA Diagnóstico Multiaxial DSM-IV-TR Profa. Dra. Marilene Zimmer Psicologia - FURG Envolve uma avaliação em diversos eixos Cada qual relativo a um diferente

Leia mais

Assistência ao Adolescente com Ênfase em Saúde Sexual e Reprodutiva

Assistência ao Adolescente com Ênfase em Saúde Sexual e Reprodutiva Assistência ao Adolescente com Ênfase em Saúde Sexual e Reprodutiva Profº. Marcelo Alessandro Rigotti Especialista CCIH Mestrando pela USP Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto - SP Adolescência Conceito:

Leia mais

Todos os dados serão anónimos e confidenciais, pelo que não deverá identificar-se em parte alguma do questionário.

Todos os dados serão anónimos e confidenciais, pelo que não deverá identificar-se em parte alguma do questionário. Sara Oliveira Valente, aluna a frequentar o 4º ano da licenciatura Enfermagem na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Fernando Pessoa, para a elaboração da monografia intitulada: Prevenção da

Leia mais

Portfolio FORMAÇÃO CONTÍNUA

Portfolio FORMAÇÃO CONTÍNUA Portfolio FORMAÇÃO CONTÍNUA Elaboramos soluções de formação customizadas de acordo com as necessidades específicas dos clientes. Os nossos clientes são as empresas, organizações e instituições que pretendem

Leia mais

Ansiedade de Separação: O que é isso???

Ansiedade de Separação: O que é isso??? Ansiedade de Separação: O que é isso??? Ansiedade de separação: o que é? A ansiedade de separação é um estado emocional desagradável e negativo que ocorre quando a criança se separa das figuras cuja vinculação

Leia mais

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular PSICOPATOLOGIA DO ADULTO E DA TERCEIRA IDADE Ano Lectivo 2011/2012

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular PSICOPATOLOGIA DO ADULTO E DA TERCEIRA IDADE Ano Lectivo 2011/2012 Programa da Unidade Curricular PSICOPATOLOGIA DO ADULTO E DA TERCEIRA IDADE Ano Lectivo 2011/2012 1. Unidade Orgânica Ciências Humanas e Sociais (2º Ciclo) 2. Curso Mestrado em Psicologia Clínica 3. Ciclo

Leia mais

OBJECTIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS DA EDUCAÇÃO AFECTIVO-SEXUAL

OBJECTIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS DA EDUCAÇÃO AFECTIVO-SEXUAL OBJECTIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS DA EDUCAÇÃO AFECTIVO-SEXUAL Aumentar e consolidar os seus conhecimentos acerca: Das diferentes componentes anatómicas do corpo humano, da sua originalidade em cada sexo

Leia mais

Acompanhamento Psicoterapêutico

Acompanhamento Psicoterapêutico Acompanhamento Psicoterapêutico O Acompanhamento Psicológico/Psicoterapêutico possui características específicas de acordo com a população e faixa etária a que se destina. Corresponde a um encontro com

Leia mais

MEDIDAS DE PREVENÇÃO NA SAÚDE MENTAL. Prof. João Gregório Neto

MEDIDAS DE PREVENÇÃO NA SAÚDE MENTAL. Prof. João Gregório Neto MEDIDAS DE PREVENÇÃO NA SAÚDE MENTAL Prof. João Gregório Neto PREVENÇÃO Ato ou efeito de prevenir-se Disposição ou preparo antecipado e preventivo Precaução, cautela Modo de ver antecipado, premeditado

Leia mais

Objetivos Evolução e diversidade nas famílias monoparentais

Objetivos Evolução e diversidade nas famílias monoparentais 1 Objetivos Evolução e diversidade nas famílias monoparentais Quais as mudanças e as continuidades ocorridas nestas famílias entre 1991-2011? Qual o impacto das mudanças na conjugalidade e na parentalidade,

Leia mais

Perturbações da Alimentação e da Ingestão. Carlos Marinho

Perturbações da Alimentação e da Ingestão. Carlos Marinho Perturbações da Alimentação e da Ingestão Carlos Marinho Psiquilibrios As perturbações alimentares são atualmente uma importante causa de morbilidade física e psicossocial em adolescentes e jovens adultos.

Leia mais

Idade vsriscos Psicossociais. Como actuar?

Idade vsriscos Psicossociais. Como actuar? Idade vsriscos Psicossociais. Como actuar? VI JORNADAS TÉCNICAS DE SEGURANÇA NO TRABALHO DA AEVA Idade vs Riscos Psicossociais. Como actuar? Competitividade -Produtividade Competitividade Produtividade

Leia mais

Alexandre de Araújo Pereira

Alexandre de Araújo Pereira SAÚDE MENTAL NA ATENÇÃO BÁSICA / SAÚDE DA FAMÍLIA: CO-RESPONSABILIDADE NO TERRITÓRIO III MOSTRA NACIONAL DE III MOSTRA NACIONAL DE PRODUÇÃO EM SAÚDE DA FAMÍLIA BRASÍLIA 08/2008 Alexandre de Araújo Pereira

Leia mais

O estirão Nos meninos, ocorre entre 14 e 16 anos. Nas meninas entre 11 e 12 anos. É a fase que mais se cresce.

O estirão Nos meninos, ocorre entre 14 e 16 anos. Nas meninas entre 11 e 12 anos. É a fase que mais se cresce. A sexualidade no ser humano atravessa um longo desenvolvimento e tem início na adolescência. Cada pessoa tem seu desenvolvimento. No menino a puberdade se inicia com a primeira ejaculação ou polução e

Leia mais

Depressão em mulheres

Depressão em mulheres Depressão em mulheres Por que a depressão é maior em mulheres? O que é depressão? A depressão é um distúrbio de alteração do humor sério e por vezes incapacitante. Causa sentimentos de tristeza, desespero,

Leia mais

O Papel da Psicologia e dos Psicólogos na Natalidade e no Envelhecimento Activo

O Papel da Psicologia e dos Psicólogos na Natalidade e no Envelhecimento Activo O Papel da Psicologia e dos Psicólogos na Natalidade e no Envelhecimento Activo # Categoria # Autoria # Documento Outros Gabinete de Estudos OPP Junho 2018 Lisboa O Papel da Psicologia e dos Psicólogos

Leia mais

GCD_19_Doenças_e_Perturbações_Mentais

GCD_19_Doenças_e_Perturbações_Mentais All Patient Diagnosis Related Groups (AP-DRG) v21.0 GCD 19 Doenças e Perturbações Mentais Diagnósticos que podem dar origem a esta GCD: GCD_19_Doenças_e_Perturbações_Mentais 290.0 Demência senil, não complicada

Leia mais

Perturbações Afectivas

Perturbações Afectivas Perturbações Afectivas 1 Grupo das Grupo das Depressão endógena Mania endógena Equivalentes afectivos Personalidades afectivas (hipertímica, depressiva, ciclotímica mica) 2 Incidência 1,5% da população

Leia mais

Escola Secundária de Carregal do Sal

Escola Secundária de Carregal do Sal Escola Secundária de Carregal do Sal Área de Projecto 2006\2007 Sigmund Freud 1 2 Sigmund Freud 1856-----------------Nasceu em Freiberg 1881-----------------Licenciatura em Medicina 1885-----------------Estuda

Leia mais

3.5 Medos e ansiedade na criança e no adolescente

3.5 Medos e ansiedade na criança e no adolescente Páginas para pais: Problemas na criança e no adolescente 3.5 Medos e ansiedade na criança e no adolescente Introdução À medida que cresce e descobre o mundo à sua volta, a criança vai-se apercebendo como

Leia mais

VIOLÊNCIA SEXUAL. Capacitação Coordenadores municipais

VIOLÊNCIA SEXUAL. Capacitação Coordenadores municipais VIOLÊNCIA SEXUAL Capacitação Coordenadores municipais Fórum catarinense pelo fim da violência e exploração sexual infanto-juvenil Regional Alto Vale do Itajaí VIOLÊNCIA Uma ação direta ou indireta, concentrada

Leia mais

Decio Tenenbaum

Decio Tenenbaum Decio Tenenbaum [email protected] Fator biográfico comum: Patologia dos vínculos básicos ou Patologia diádica Papel do vínculo diádico: Estabelecimento do espaço de segurança para o desenvolvimento

Leia mais

O Papel dos Psicólogos no Envelhecimento

O Papel dos Psicólogos no Envelhecimento CATEGORIA AUTORIA JUNHO 15 Revisão de Dados Gabinete de Estudos e Literatura Científica Técnicos O Papel dos Psicólogos no Envelhecimento Sugestão de Citação Ordem dos Psicólogos Portugueses (2015). O

Leia mais

Anorexia/Bulimia. Trabalho realizado por: Ana Margarida Piloto Carla Sofia Veiga Catarina Isabel Cabral Sandra Catarina Dias

Anorexia/Bulimia. Trabalho realizado por: Ana Margarida Piloto Carla Sofia Veiga Catarina Isabel Cabral Sandra Catarina Dias Anorexia/Bulimia Trabalho realizado por: Ana Margarida Piloto Carla ofia Veiga Catarina Isabel Cabral andra Catarina Dias 1 Anorexia Critérios rios de Diagnóstico Recusa de manter um peso igual ou superior

Leia mais

Patrícia Poppe XIII Encontro Luso-Brasileiro e XV Congresso Nacional da SPGPAG O Grupo: Espelho de Afetos; Construção de vínculos Lisboa,

Patrícia Poppe XIII Encontro Luso-Brasileiro e XV Congresso Nacional da SPGPAG O Grupo: Espelho de Afetos; Construção de vínculos Lisboa, O Grupo de Pais na Escola Mudanças e Enriquecimento de Vínculos Patrícia Poppe XIII Encontro Luso-Brasileiro e XV Congresso Nacional da SPGPAG O Grupo: Espelho de Afetos; Construção de vínculos Lisboa,

Leia mais

PROMOÇÃO DA SAÚDE EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES:

PROMOÇÃO DA SAÚDE EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES: PROMOÇÃO DA SAÚDE EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES: AUTONOMIA E PARTICIPAÇÃO, RECURSOS E BARREIRAS NO CONTEXTO ESCOLAR Bom Celeste Simões Margarida Gaspar de Matos Tânia Gaspar Faculdade de Motricidade Humana

Leia mais

3.11 Os problemas do controle da urina e fezes na criança: a) A criança que molha a cama ou as calças (enurese)

3.11 Os problemas do controle da urina e fezes na criança: a) A criança que molha a cama ou as calças (enurese) Páginas para pais: Problemas na criança e no adolescente 3.11 Os problemas do controle da urina e fezes na criança: a) A criança que molha a cama ou as calças (enurese) Introdução A maioria das crianças

Leia mais

UNIVERSIDADE DA MADEIRA PROVA DE PSICOLOGIA MAIORES DE 23 ANOS

UNIVERSIDADE DA MADEIRA PROVA DE PSICOLOGIA MAIORES DE 23 ANOS Data: 26/06/2006 UNIVERSIDADE DA MADEIRA PROVA DE PSICOLOGIA MAIORES DE 23 ANOS Nome NºdoBI INSTRUÇÕES Duração 2h00 O exame é composto por 40 questões de escolha múltipla Cada questão de escolha múltipla

Leia mais

Impacto da falta de recursos no cuidador. Cristina Campos Psicóloga Carlos Filipe Correia Psicólogo

Impacto da falta de recursos no cuidador. Cristina Campos Psicóloga Carlos Filipe Correia Psicólogo Impacto da falta de recursos no cuidador Cristina Campos Psicóloga Carlos Filipe Correia Psicólogo Novos desafios Aumento da esperança de vida Envelhecimento demográfico Esfera socioeconómica Família Sociedade

Leia mais

INCOGNUS: Inclusão, Cognição, Saúde. Um olhar sobre as várias formas de demência

INCOGNUS: Inclusão, Cognição, Saúde. Um olhar sobre as várias formas de demência INCOGNUS: Inclusão, Cognição, Saúde Um olhar sobre as várias formas de demência Vila Velha de Ródão, 28 de novembro de 2016 O que é a Demência? A Demência é uma DOENÇA CEREBRAL, com natureza crónica ou

Leia mais

ABORDAGEM DA SEXUALIDADE NO CONTEXTO DA VIOLÊNCIA. Marcos Antonio Ribeiro Moraes Coordenação de DST/Aids SPAIS - SMS -GO

ABORDAGEM DA SEXUALIDADE NO CONTEXTO DA VIOLÊNCIA. Marcos Antonio Ribeiro Moraes Coordenação de DST/Aids SPAIS - SMS -GO ABORDAGEM DA SEXUALIDADE NO CONTEXTO DA VIOLÊNCIA Marcos Antonio Ribeiro Moraes Coordenação de DST/Aids SPAIS - SMS -GO Como o interno, que na adolescência vive um momento crucial da formação sexual (adolescência),

Leia mais

Estrutura FAMILIAR E DINÂMICA SOCIAL Sandra Almeida Área de Integração

Estrutura FAMILIAR E DINÂMICA SOCIAL Sandra Almeida Área de Integração Estrutura FAMILIAR E DINÂMICA SOCIAL Sandra Almeida 21115 Área de Integração 1 CONCEITO DE FAMÍLIA 2 3 RELAÇÕES DE PARENTESCO ESTRUTURAS FAMILIARES/MODELOS DE FAMÍLIA NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA 4 5 FUNÇÕES

Leia mais

PROGRAMA. Terapia da Aceitação e Compromisso (ACT): uma abordagem alternativa do sofrimento humano - Mª do Céu Salvador

PROGRAMA. Terapia da Aceitação e Compromisso (ACT): uma abordagem alternativa do sofrimento humano - Mª do Céu Salvador PROGRAMA 22 de março de 2017 «quarta-feira» 14:30 17:30 - Workshops José Pinto-Gouveia: Integração das três gerações de Terapias Cognitivo- Comportamentais Anfiteatro 2 Conceição Almeida: Psicoterapia

Leia mais

Ψ AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE OLIVEIRA

Ψ AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE OLIVEIRA Ψ AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE OLIVEIRA DE FRADES PSICOLOGIA B 12º ANO 2º Teste Ano lectivo 2010/2011 A prova é constituída por três grupos de itens: - O Grupo I testa objectivos de conhecimento, de compreensão

Leia mais

Sumário. Parte I VISÃO GERAL. Parte II COMUNICAÇÃO E RELAÇÃO. Introdução A medicina da pessoa...31

Sumário. Parte I VISÃO GERAL. Parte II COMUNICAÇÃO E RELAÇÃO. Introdução A medicina da pessoa...31 Sumário Introdução...25 Parte I VISÃO GERAL 1. A medicina da pessoa...31 Um pouco de história saúde-doença: evolução do conceito...31 Período pré-histórico...31 Período histórico primórdios...33 O antigo

Leia mais

Violência de Género: Violência sobre os idosos e as idosas

Violência de Género: Violência sobre os idosos e as idosas Violência de Género: Violência sobre os idosos e as idosas Isabel Dias Audição Parlamentar - Assembleia da República 25.06.2013 Conceito de abuso de idosos/as Comportamento destrutivo dirigido a um/a idoso/a;

Leia mais

Agrupamento de Escolas Dr. Vieira de Carvalho P L A N I F I C A Ç Ã O A N U A L D E E D U C A Ç Ã O P A R A A C I D A D A N I A

Agrupamento de Escolas Dr. Vieira de Carvalho P L A N I F I C A Ç Ã O A N U A L D E E D U C A Ç Ã O P A R A A C I D A D A N I A Agrupamento de Escolas Dr. Vieira de Carvalho P L A N I F I C A Ç Ã O A N U A L D E E D U C A Ç Ã O P A R A A C I D A D A N I A ANO LETIVO 2018/2019 1.º Período Áreas temáticas Conteúdos programáticos

Leia mais

UNIDADE DE CUIDADOS NA COMUNIDADE DE CASTELO BRANCO. Valor da Sexualidade na Adolescência

UNIDADE DE CUIDADOS NA COMUNIDADE DE CASTELO BRANCO. Valor da Sexualidade na Adolescência UNIDADE DE CUIDADOS NA COMUNIDADE DE CASTELO BRANCO Valor da Sexualidade na Adolescência energia que nos motiva a procurar amor, contacto, ternura e intimidade; que se integra no modo como nos sentimos,

Leia mais

Jogo patológico e família. Proposta de um modelo sistémico integrador. Diana Cunha & Ana Paula Relvas

Jogo patológico e família. Proposta de um modelo sistémico integrador. Diana Cunha & Ana Paula Relvas Jogo patológico e família. Proposta de um modelo sistémico integrador Diana Cunha & Ana Paula Relvas Enquadramento (I) Modelo teórico (em avaliação empírica) Base: revisão da literatura 2 Passos de pesquisa

Leia mais

TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR

TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR Até recentemente o Transtorno Bipolar era conhecido como psicose ou doença maníaco-depressiva. É um transtorno no qual ocorrem alternâncias do humor, caracterizando-se por períodos

Leia mais

Caracterização clínica e demográfica dos militares contratados internados no Serviço de Psiquiatria do Hospital Militar Principal em 2007

Caracterização clínica e demográfica dos militares contratados internados no Serviço de Psiquiatria do Hospital Militar Principal em 2007 Caracterização clínica e demográfica dos militares contratados internados no Serviço de Psiquiatria do Hospital Militar Principal em 2007 Dra. Joana Alexandre Dra. Teresa Babo Dra. Sofia Moreira Introdução

Leia mais

O Perfil do Psicólogo na Administração Local

O Perfil do Psicólogo na Administração Local CATEGORIA AUTORIA JANEIRO 15 Perfis do Psicólogo Gabinete de Estudos Técnicos O Perfil do Psicólogo na Administração Local Sugestão de Citação Ordem dos Psicólogos Portugueses (2015). O Perfil do Psicólogo

Leia mais

Conflito parental. Prevenção do impacto em crianças e adolescentes. Introdução. Objectivos

Conflito parental. Prevenção do impacto em crianças e adolescentes. Introdução. Objectivos Conflito parental Prevenção do impacto em crianças e adolescentes Vieira da Costa, C. 1 ;Costa de Sousa, M. 1 ; Henriques, S. 2 ; Rebordão, C. 2 ; Goldschmidt, T. 3 1 Médica interna de Pedopsiquiatria,

Leia mais

2 CHAKRA Sexual Localização Cor Cristais relacionados : Parte associadas Informações: Desequilíbrios físicos:

2 CHAKRA Sexual Localização Cor Cristais relacionados : Parte associadas Informações: Desequilíbrios físicos: 2 CHAKRA Sexual Localização: Quatro dedos abaixo do umbigo; Cor: Laranja; Cristais relacionados: Laranja e marrom; Parte associadas: Gônadas (testículos e ovários) e funções corporais metabólicas. Informações:

Leia mais

MATERIAL COMPLEMENTAR. Teste Seus Chakras

MATERIAL COMPLEMENTAR. Teste Seus Chakras MATERIAL COMPLEMENTAR Teste Seus Chakras IMPORTANTE: Este teste tem como objetivo a percepção de si mesmo e o autoconhecimento. FUNCIONAMENTO A seguir você verá uma tabela com os principais sintomas de

Leia mais

Gelder M, Mayou R, Geddes J. Psiquiatria. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1999.

Gelder M, Mayou R, Geddes J. Psiquiatria. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1999. Diretrizes de abordagem psicoterápica na atenção primária Alexandre de Araújo Pereira ASPECTOS GERAIS Os profissionais que atuam em serviços de atenção primária de saúde frequentemente interagem com uma

Leia mais

COMORBIDADES PSIQUIÁTRICAS E TRATAMENTO. Centro de Estudos da Clínica Jorge Jaber Psicóloga Simone Leite Especialista na área Clínica CRP 05/21027

COMORBIDADES PSIQUIÁTRICAS E TRATAMENTO. Centro de Estudos da Clínica Jorge Jaber Psicóloga Simone Leite Especialista na área Clínica CRP 05/21027 COMORBIDADES PSIQUIÁTRICAS E TRATAMENTO Centro de Estudos da Clínica Jorge Jaber Psicóloga Simone Leite Especialista na área Clínica CRP 05/21027 COMORBIDADES * Denomina-se COMORBIDADE a situação onde

Leia mais

COMORBIDADES PSIQUIÁTRICAS E TRATAMENTO. Centro de Estudos da Clínica Jorge Jaber Psicóloga Simone Leite Especialista na área Clínica CRP 05/21027

COMORBIDADES PSIQUIÁTRICAS E TRATAMENTO. Centro de Estudos da Clínica Jorge Jaber Psicóloga Simone Leite Especialista na área Clínica CRP 05/21027 COMORBIDADES PSIQUIÁTRICAS E TRATAMENTO Centro de Estudos da Clínica Jorge Jaber Psicóloga Simone Leite Especialista na área Clínica CRP 05/21027 COMORBIDADES * Denomina-se COMORBIDADE a situação onde

Leia mais

Sumário 1. As funções mentais superiores (a Síndrome de Pirandello) 2. Perspectivas teóricas (a eterna busca da realidade)

Sumário 1. As funções mentais superiores (a Síndrome de Pirandello) 2. Perspectivas teóricas (a eterna busca da realidade) Sumário 1. As funções mentais superiores (a Síndrome de Pirandello) 1.1 Corpo, cérebro e mente 1.2 Sensação e percepção 1.2.1 Características das sensações 1.2.2 Fatores que afetam a percepção 1.2.3 Fenômenos

Leia mais

Acção de (in)formação sobre Parentalidade Positiva, Alienação Parental e Igualdade Parental 16 de Março, Montijo

Acção de (in)formação sobre Parentalidade Positiva, Alienação Parental e Igualdade Parental 16 de Março, Montijo Acção de (in)formação sobre Parentalidade Positiva, Alienação Parental e Igualdade Parental 16 de Março, Montijo PARENTALIDADE PARENTALIDADE Não nascemos pais e mães, tornamo-nos pais e mães... A parentalidade

Leia mais

Critério B: Alguns desses sintomas devem estar presentes desde precocemente (para adultos, antes dos 12 anos).

Critério B: Alguns desses sintomas devem estar presentes desde precocemente (para adultos, antes dos 12 anos). Se os itens de desatenção da parte A (1 a 9) E/OU os itens de hiperatividade-impulsividade da parte B (1 a 9) tiver várias respostas marcadas como Freqüentemente ou Muito Freqüentemente, existem chances

Leia mais

Aspectos psicossociais relacionados ao uso de drogas na adolescência

Aspectos psicossociais relacionados ao uso de drogas na adolescência Aspectos psicossociais relacionados ao uso de drogas na adolescência Juliana Joni Parada Psiquiatra clínica e forense pela ABP Especialista em Dependência Química pela UNIFESP Coordenadora do Ambulatório

Leia mais

Dra Rossandra Sampaio Psicóloga Clínica CRP Especialista em Gestão de Sistemas e serviços de Saúde (FIOCRUZ) Mestranda em Psicologia da

Dra Rossandra Sampaio Psicóloga Clínica CRP Especialista em Gestão de Sistemas e serviços de Saúde (FIOCRUZ) Mestranda em Psicologia da Dra Rossandra Sampaio Psicóloga Clínica CRP 02-10159 Especialista em Gestão de Sistemas e serviços de Saúde (FIOCRUZ) Mestranda em Psicologia da Saúde (FPS) Qualidade de vida, Conceito da OMS: A percepção

Leia mais

DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Profa Dra Maria Beatriz Martins Linhares Professora Associada

Leia mais

CRIANÇA ABUSADA: SINALIZAR, AVALIAR E INTERVIR

CRIANÇA ABUSADA: SINALIZAR, AVALIAR E INTERVIR X FÓRUM DA CRIANÇA - Criança, Sujeito de Direitos 10 anos depois Vila Franca do Campo, S. Miguel (Açores) - 23 e 24 de Abril de 2009 CRIANÇA ABUSADA: SINALIZAR, AVALIAR E INTERVIR Ana Isabel Sani Faculdade

Leia mais

Síndromes Psíquicas. Prof: Enfermeiro Diogo Jacintho

Síndromes Psíquicas. Prof: Enfermeiro Diogo Jacintho Síndromes Psíquicas Prof: Enfermeiro Diogo Jacintho Síndromes Psíquicas Transtornos de Ansiedade Síndrome Depressiva Ansiedade: normal x patológica ADAPTATIVA - permite o desenvolvimento pessoal, profissional,

Leia mais

Isolamento e Solidão No envelhecimento

Isolamento e Solidão No envelhecimento Isolamento e Solidão No envelhecimento Associação dos Lares ferroviários Entroncamento, 9 de Setembro de 2011 Doutor Adelino Antunes [email protected] Uma Velha história De guardião da sabedoria

Leia mais

1º Congresso Psicologia do Desenvolvimento

1º Congresso Psicologia do Desenvolvimento 1º Congresso Psicologia do Desenvolvimento Celeste Simões* Margarida Gaspar de Matos* Joan Batist-Foguet** *Faculdade de Motricidade Humana, Lisboa **ESADE, Barcelona o resultado de processos de protecção

Leia mais

Freud e a Psicanálise

Freud e a Psicanálise Freud e a Psicanálise Doenças mentais eram originadas de certos fatos passados na infância dos indivíduos; Hipnose (para fazer com que seus pacientes narrassem fatos do seu tempo de criança); Hipnose:

Leia mais

O Ciclo de Vida das Famílias como Ferramenta Importante para o Trabalho em Saúde da Família

O Ciclo de Vida das Famílias como Ferramenta Importante para o Trabalho em Saúde da Família O Ciclo de Vida das Famílias como Ferramenta Importante para o Trabalho em Saúde da Família Autoras: Vanessa Thaís Bonfim Vilas Boas Maria da Anunciação Silva. Junho de 2004 I - INTRODUÇÃO Mudanças significativas

Leia mais

2 Ansiedade / Insegurança Comportamento de busca de atenção, medo / ansiedade, roer unhas, fala excessiva

2 Ansiedade / Insegurança Comportamento de busca de atenção, medo / ansiedade, roer unhas, fala excessiva Caracterização das demandas de psicodiagnóstico infantil em uma clínica-escola de São Paulo Characterization of the demands of child psychodiagnosis in a school clinic in São Paulo Tabela 1. Distribuição

Leia mais

TRABALHO E CICLO VITAL

TRABALHO E CICLO VITAL Psicologia do Adulto e do Idoso EDUCAÇÃO SOCIAL 1º Ano, 2º Semestre 2014/2015 SUMÁRIO: O Adulto: Problemática Psicossocial da Idade adulta TRABALHO E CICLO VITAL CICLO OCUPACIONAL REFORMA Copyright, 2015

Leia mais

Integralidade do Cuidado em Saúde I. Profª Drª Ana Carolina Guidorizzi Zanetti DEPCH/EERP- USP

Integralidade do Cuidado em Saúde I. Profª Drª Ana Carolina Guidorizzi Zanetti DEPCH/EERP- USP Integralidade do Cuidado em Saúde I Profª Drª Ana Carolina Guidorizzi Zanetti DEPCH/EERP- USP Plano de aula Primeiro momento apresentação Apresentação da família contemporânea e instrumentos para avaliação

Leia mais

a conversa é quase uma unanimidade a percepção de que o período tem se alongado nos últimos

a conversa é quase uma unanimidade a percepção de que o período tem se alongado nos últimos Iniciando a conversa Não há uma definição única para o período de vida que chamamos de adolescência. As demarcações dependem de vários fatores, incluindo (com destaque) os socioeconômicos. Porém, para

Leia mais

STRESSOCUPACIONAL E PRÁTICAS MINDFULNESS

STRESSOCUPACIONAL E PRÁTICAS MINDFULNESS de Higiene e Segurança no Trabalho STRESSOCUPACIONAL E PRÁTICAS MINDFULNESS Sara Ponte Mestrado em Medicina Tradicional Chinesa ICBAS UP Medicina Geral e Familiar - Médica Interna de Formação Especifica

Leia mais

IDADE ADULTA TATIANA COMIOTTO

IDADE ADULTA TATIANA COMIOTTO IDADE ADULTA TATIANA COMIOTTO ETAPA INTRODUTÓRIA Vigor Físico Impulsividade Escolhas profissionais e amorosas Confirmação da personalidade Assume um papel na sociedade Independência econômica dos pais

Leia mais