Notas em Matemática Aplicada 32
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- Flávio Igrejas Almeida
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1 Notas em Matemática Aplicada 32 Editores Eliana X.L. de Andrade Universidade Estadual Paulista - UNESP São José do Rio Preto, SP, Brasil Rubens Sampaio Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Rio de Janeiro, RJ, Brasil Geraldo N. Silva Universidade Estadual Paulista - UNESP São José do Rio Preto, SP, Brasil A Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional - SBMAC publica, desde as primeiras edições do evento, monografias dos cursos que são ministrados nos CNMAC. A partir do XXVI CNMAC, para a comemoração dos 25 anos da SBMAC, foi criada a série Notas em Matemática Aplicada para publicar as monografias dos minicursos ministrados nos CNMAC. O livro correspondente a cada minicurso deve ser preparado em latex, as figuras em eps e deve ter entre 6 e 1 páginas. O texto deve ser redigido de forma clara, acompanhado de uma excelente revisão bibliográfica e de exercícios de verificação de aprendizagem ao final de cada capítulo. Além do livro, cada responsável por minicurso deve preparar transparências e outros materiais didáticos que julgar convenientes. Todo o material será colocado à disposiçao dos interessados no site da SBMAC. É objetivo da série publicar textos dos encontros regionais e de outros eventos patrocinados pela SBMAC. Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional 27
2 Notas em Matemática Aplicada Títulos publicados para o XXX CNMAC Introdução à teoria espectral de grafos com aplicações Nair Maria Maia de Abreu, Renata R. Del-Vecchio, Cybele T. M. Vinagre e Dragan Stevanović 28 Modelagem e convexidade Eduardo Cursi e Rubens Sampaio 29 Modelagem matemática em finanças quantitativas em tempo discreto Max Oliveira de Souza e Jorge Zubelli 3 Programação não linear em dois níveis: aplicação em Engenharia Mecânica Ana Friedlander, Suzana L. C. Castro e Eduardo A. Fancello 31 Funções simétricas e aplicações em Combinatória José Plinio de Oliveira Santos e Robson da Silva 32 Semigrupos aplicados a sistemas dissipativos em EDP Carlos Raposo da Cunha Veja outros títulos da série ao final deste livro.
3 SEMIGRUPOS APLICADOS A SISTEMAS DISSIPATIVOS EM EDP Carlos Alberto Raposo da Cunha [email protected] Departamento de Matemática Universidade Federal de São João del-rei - UFSJ Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional São Carlos - SP, Brasil 27
4 Coordenação Editorial: Sandra Augusta Santos Coordenação Editorial da Série: Eliana Xavier Linhares de Andrade Editora: SBMAC Impresso na Gráfica: Gráfica Real - São José do Rio Preto (SP) Capa: Matheus Botossi Trindade Patrocínio: SBMAC Copyright c 27 by Carlos Raposo da Cunha Direitos reservados, 27 pela SBMAC. A publicação nesta série não impede o autor de publicar parte ou a totalidade da obra por outra editora, em qualquer meio, desde que faça citação à edição original. Catalogação elaborada pela Biblioteca do IBILCE/UNESP Bibiotecária: Maria Luiza Fernandes Jardim Froner Cunha, Carlos Alberto Raposo da Semigrupos Aplicados a Sistemas Dissipativos em EDP - Florianópolis, SC : SBMAC, 27, 79 p. ; 2.5cm. - (Notas em Matemática Aplicada; v. 32) ISBN Semigrupos 2. Sistemas Dissipativos 3. Estabilidade Exponencial I. Cunha, Carlos Alberto Raposo. IV. Título. V. Série CDD - 51
5 À minha família. Dedico
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7 Agradecimentos Este trabalho teve sua origem a partir de um curso oferecido pelo Professor Jaime Rivera em 21, no IM/UFRJ. Na oportunidade estudamos o sistema termoelástico. Ao longo destes anos tenho aplicado este método a outros modelos dissipativos, obtendo sempre bons resultados. Neste sentido expresso meu agradecimento ao Professor Jaime E. Muñoz Rivera. Às demais pessoas que contribuíram de diferentes formas para a a realização deste trabalho, em especial aos alunos da UFSJ e colegas do Departamento de Matemática. À minha esposa Cibele que sempre me apoiou e aos meus filhos Lucas e Alice fonte inesgotável de alegria e inspiração. A CAPES pela bolsa concedida durante parte da realização deste trabalho e a FAPEMIG que sempre tem apoiado meus projetos de pesquisa em Minas Gerais.
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9 Conteúdo Prefácio 11 1 Semigrupos Aspectos Básicos Teorema de Hille-Yousida Teorema de Lummer-Phillips O Teorema de Gearhart Exercícios A Equação de Ondas Sistema Elástico Sistema Viscoelástico Sistema Termoelástico Sistema Termoviscoelástico Exercícios Vigas de Timoshenko Sobre o Modelo O Sistema com Atrito Duas Dissipações Localmente Distribuídas Uma Dissipação Localmente Distribuída Exercícios Bibliografia 73 9
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11 Prefácio O estudo do comportamento assintótico de sistemas dissipativos é um ramo fértil para a pesquisa em Equações Diferenciais Parciais - EDP. Nesse sentido, algumas técnicas analíticas para obter o decaimento foram utilizadas por vários autores, sempre adequadas aos problemas em questão. Por exemplo, o método de Kormonik ( ver V. Kormonik [6] ), método de Nakau ( ver M. Nakao [9] ) e o método de Energia ( ver J. Rivera [13] ). Nosso objetivo neste trabalho é utilizar um método recentemente introduzido na literatura ( ver Z. Liu e S. Zheng [8] ) e que se aplica a uma variedade de problemas dissipativos. Esse método, poderoso e simples, é diferente dos demais métodos atualmentes utilizados e consiste em explorar as propriedades dissipativas do Semigrupo associado ao sistema. Para motivar a aplicabilidade do método, consideremos o modelo matemático que descreve as pequenas vibrações verticais de uma corda de comprimento finito L e presa nas extremidades. Suponhamos que, em estado de equilíbrio, a corda repouse sobre o eixo dos x e cada elemento da corda se desloque perpendicular a esse eixo. Representamos por u(x, t) o deslocamento de cada ponto x (, L) da corda no instante t, a partir de sua posição de equilíbrio. Nessa condição, temos o seguinte modelo: u tt u xx =, (x, t) (, L) (, ), u(x, ) = u (x), u t (x, ) = u 1 (x), u(, t) = u(l, t) =, t. Multiplicando a equação de onda por u t e integrando por partes em (, L), é fácil deduzir a energia total desse modelo, a qual denotamos por E(t), onde a primeira parcela é a energia cinética e a segunda parcela é a energia potencial E(t) = 1 2 u t 2 + u x 2 dx. 11
12 12 Agora, observamos que a equação de onda acima descrita é um modelo conservativo, isto é, a energia total E(t) é constante. Acontece que em situação real, esse modelo se estabiliza em razão de diversos fatores, tais como: o atrito, a viscosidade, a diferença de temperatura entre o meio ambiente e o material, etc. Ao longo do tempo, diversos autores introduziram diferentes tipos de mecanismos de dissipação para estabilizar as oscilações. Nesse sentido, temos a dissipação provocada pelo atrito representado por αu t, onde α é uma constante real positiva ( ver E. Zuazua e A. Haraux [22] ). Observamos que nesse caso o atrito αu t atua uniforme em todo o material; entretanto, constitui-se um problema interessante considerarmos a dissipação localmente distribuída, isto é, a dissipação do tipo α(x)u t ( ver E. Zuazua [21] ). Quando a dissipação ocorre em razão da troca de temperatura entre o material e o meio ambiente, temos o sistema termoelástico ( ver J. Rivera [13] ). Há ainda a possibilidade do material constitutivo possuir a propriedade de recuperar sua posição inicial em razão da viscosidade; nesse caso, a dissipação é do tipo memória ( ver J. Rivera [2] ). Outro modelo interessante, muito utilizado em estruturas mecânicas, é o sistema acoplado de ondas conhecido como vigas de Timoshenko. Para esse modelo, iremos considerar o caso em que o atrito atua de modo natural tanto no ângulo de rotação dos filamentos quanto nas vibrações transversais da viga ( ver C. A. Raposo [12] ). Também analizaremos a situação com dissipação localizada. Para sistemas dissipativos, estamos interessados em obter uma estimativa para o funcional de energia, E(t), do seguinte tipo: E(t) CE()e wt, t, ou, equivalentemente, estabelecer a estabilidade exponencial S(t) Ce wt, t, do Semigrupo dissipativo S(t) gerado pelo sistema. Neste trabalho, estudaremos a existência, unicidade e estabilidade de solução, através da teoria de semigrupos. Utilizaremos a notação usual dos espaços de Sobolev ( ver R. A. Adams [1] ). Esperamos que, ao final, o leitor tenha compreendido o método e possa aplicá-lo com sucesso a outros sistemas dissipativos em EDP. São João del-rei, 17 de abril de 27. Carlos Alberto Raposo da Cunha
13 Capítulo 1 Semigrupos 1.1 Aspectos Básicos A exponencial e ta, onde A é um número real e t uma variável real, é definida pela fórmula e ta = (ta) n. (1.1.1) n! n= A série que figura no segundo membro da equação anterior converge para todos os valores reais de t e define uma função em R. Sem dificuldade alguma, mostra-se que essa definição se estende ao caso em que A é um operador linear limitado de um Espaço de Banach X. Nesse caso, a série que aparece em (1.1.1) converge na topologia uniforme de L(X) = álgebra dos operadores lineares limitados de X e, portanto, para cada t R, sua soma é um operador limitado desse espaço. Problema bastante delicado, porém, é definir a " função exponencial " quando A é não limitado. Uma das razões de interesse em tal função é que, formalmente, ela é solução do seguinte problema de Cauchy: Dado um operador linear não-limitado A, de um Espaço de Banach X, determinar uma função U(t) = e ta U, definida em R +, com domínio D(A) e que satisfaça as seguintes equações { Ut AU =, U() = U. Nesse sentido, temos a seguinte definição: 13
14 14 Semigrupos Definição 1.1. Seja L(X) a álgebra dos operadores lineares limitados de um espaço de Banach X. Dizemos que uma aplicação S : R + L(X) é um semigrupo de operadores lineares limitados de X, quando: 1. S() = I, onde I é o operador identidade de X, 2. S(t + s) = S(t)S(s), para todo s, t R +. Dizemos que o semigupo S é de classe C se lim (S(t) I)x =, x X. t + Dizemos que o semigrupo S é de contração, quando S < 1. Definição 1.2. O operador A : D(A) X, definido por S(h) I A(x) = lim x, para todo x D(A), h h onde D(A), o domínio de A, é dado por: { S(h) I D(A) = x X : existe o limite lim x h h é dito o gerador infinitesimal do semigrupo S. Quando A é o gerador infinitesimal de um C semigrupo S, denotamos S = e At. Temos a seguinte propriedade: Propriedade 1.1. O conjunto D(A) é um subespaço vetorial de X e A é um operador linear. Demonstração. Conseqüência imediata da Definição 1.2. Uma estimativa para o C semigrupo S(t) é dada pela propriedade abaixo: Propriedade 1.2. Existe M 1 tal que }, S(t) M e w t para todo t sendo w uma constante positiva. Demonstração. Existe δ > tal que S(t) é limitada em [, δ], posto que, do contrário, existiria uma seqüência t n +, tal que S(t n ) n para todo n N e do teorema da limitação uniforme existiria ao menos um x X tal que S(t n ) x n e isso contraria a definição de S(t) ser um C semigrupo. Logo, S(t) M para todo t [, δ] e como S() = 1, segue que M 1. Agora, note que, dado t > pelo algorítimo de Euclides, existe n N tal que t = nδ + r, onde r δ. Temos então, S(t) = S(nδ + r) = S(nδ) S(r).
15 Aspectos Básicos 15 Utilizando a propriedade de semigrupo S(t + s) = S(t)S(s), temos que S(t) = S(δ) n S(r) M n M. Observamos que t = nδ + r implica que n t δ e, portanto, S(t) M t t δ M = e δ ln M M = M e tw, onde w = 1 ln M. δ Consideremos agora a seguinte propriedade: Propriedade 1.3. Seja A o gerador infinitesimal de um C semigrupo S(t). Se x D(A) então: (i) S (t)x = A S(t)x, (ii) S(t)x C ([, ) : D(A)) C 1 ([, ) : X) Demonstração. Prova de (i): Para x D(A), temos por um lado, e, por outro lado, S +(t) = lim h + S(t + h)x S(t)x h de onde segue S (t)x = A S(t)x. S(h)x x = S(t) lim = S(t) Ax = A S(t)x, h + h S (t) = S(t h)x S(t)x lim h + h = S(t h)x S(t h + h)x lim h + h = S(h)x x lim S(t h) lim h + h + h = S(t) Ax = A S(t)x, Prova de (ii): É fácil ver que as aplicações t S(t)x C ([, ) : X) e logo t S (t)x C ([, ) : X), t S(t)x C 1 ([, ) : X).
16 16 Semigrupos Note que S(t)x D(A) e, portanto, S(t)x C ([, ) : D(A)), logo, S(t)x C ([, ) : D(A)) C 1 ([, ) : X). Consideremos agora a seguinte propriedade sobre o gerador infinitesimal. Propriedade 1.4. Se S 1 (t) e S 2 (t) possuem o mesmo gerador infinitesimal A, então S 1 (t) = S 2 (t). Demonstração. Consideremos a função F (s) = S 1 (t s)s 2 (s). Então, F (s) = A S 1 (t s)s 2 (s) + S 1 (t s) A S 2 (s) = S 1 (t s) A S 2 (s) + S 1 (t s) A S 2 (s) =, logo F (s) é uma função constante. Agora observamos que de onde segue S 1 (t) = S 2 (t). F () = S 1 (t)s 2 () = S 1 (t) F (t) = S 1 ()S 2 (s) = S 2 (t), Observe que usando a linguagem de semigrupo, definindo U(t) = S(t)U, segue da Propriedade 1.3 que U (t) = AU(t) e que U() = U logo U(t) = S(t)U é solução do problema de Cauchy { Ut AU =, (1.1.2) U() = U, e, além disso, esta solução satisfaz U C ([, ) : D(A)) C 1 ([, ) : X). Observamos também que, da Propriedade 1.4, sendo A o gerador infinitesimal de S(t), podemos afirmar que U(t) = S(t)U é a única solução de (1.1.2). É fundamental entender que, na tentativa de resolvermos o problema (1.1.2), a meta é obtermos as condições necessárias e suficientes para que o operador linear A seja gerador infinitesimal de um C semigrupo S(t). Nesse sentido, iremos demonstrar, nas próximas seções, os importantes teoremas de Hille-Yousida e Lummer-Phillips. 1.2 Teorema de Hille-Yousida Para simplificar a notação, vamos escrever A G(M, ω), para exprimir que A é o gerador infinitesimal de um C semigrupo, que satisfaz a condição S(t) Me ωt, t.
17 Teorema de Hille-Yousida 17 Com esta notação A é gerador infinitesimal de um semigrupo de contrações S(t) = e At quando A G(1, ). Uma condição necessária e suficiente para A G(1, ) é dada pelo seguinte teorema: Teorema 1.1. ( Hille - Yousida ) Um operador linear A sobre X satisfaz: A é fechado e densamente definido (λi A) 1 λ > e (λi A) 1 1 λ onde I é o operador identidade, se, e somente se, A é gerador infinitesimal de um C -Semigrupo de contrações S(t). Demonstração. Para a primeira parte, faremos a demonstração do seguinte modo: (i) Seja R(λ, A) = (λi A) 1 e A λ = λar(λ, A) = λ 2 R(λ, A) λi então lim A λ x = A x. λ (ii) Seja S λ (t) = e t A λ então S λ (t) 1. (iii) lim λ S λ (t) x = S(t) x. (iv) {S(t)} t é um C -semigrupo. (v) A é gerador infinitesimal de {S(t)} t. Prova de (i): R(λ, A) (λi A) = I λr(λ, A) AR(λ, A) = I λr(λ, A) I = AR(λ, A) λr(λ, A)x x R(λ, A) Ax 1 λ Ax, logo λr(λ, A) x x x D(A) e por densidade x X, e portanto, para Ax. Prova de (ii) Seja S λ (t) = e t A λ = e t λ2 R(λ,A) λ t.
18 18 Semigrupos S λ (t) = e t λ2 R(λ,A) λ t = e λt e t λ2r(λ,a) = e λt (t λ 2 R(λ, A)) j j! j= e λt (tλ 2 ) j j! j= 1 λ j = e λ t e λ t = 1. Prova de (iii) S λ (t) S µ (t) = 1 d dτ S µ(t(1 τ))s λ (tτ) dτ = = = = 1 d dτ et(1 τ)aµ e tτ A λ dτ 1 e t A µ 1 1 d dτ etτ(a λ A µ ) dτ e t Aµ e tτ(a λ A µ) tτ(a λ A µ )dτ S µ (t(1 τ))s λ (τ t)t(a λ A µ ) dτ. Logo, S λ (t)x S µ (t)x t A λ A µ e como A λ A, (S λ ) é convergente para todo x D(A) e por densidade para todo x X, sendo essa convergência uniforme nos limitados de [, T ]; portanto, pelo teorema de Banach-Stenhauss ( ver H. Brézis[3] ) existe um operador linear S(t) tal que S λ (t) S(t). Prova de (iv) S() = lim λ S λ() = lim λ e A λ = 1 portanto S() = I. S(t + s) = lim λ e(t+s) A λ = lim λ e(t) A λ lim λ e(s) A λ = S(t)S(s). S(t)x x S(t)x S λ (t)x + S λ (t)x x S(t)x S λ (t)x + S λ (t)x x = S(t)x S λ (t)x + e ta λ x x, para λ e t +. Prova de (v) S λ (t)a λ x S(t)Ax = S λ (t)a λ x S λ (t)ax + S λ (t)ax S(t)Ax S λ (t) A λ x Ax + Ax S λ (t) S(t),
19 Teorema de Hille-Yousida 19 e fazendo λ segue que S λ (t)a λ x S(t)Ax. Essa convergência será usada logo abaixo. Consideremos d dt S λ(t)x = A λ S λ (t)x, logo integrando em (, t) segue que e fazendo λ obtemos de onde segue o que implica S λ (t)x x = S λ (t)x x = S λ (t)x x t t = 1 t t S λ (t)a λ x dt, t S(t)Ax dt, S(t)Ax dt, S λ (t)x x lim = Ax. t t Isso completa a demonstração da primeira parte do teorema. Para provarmos a recíproca, consideremos x h = 1 h h S(t)x dt D(A) e x h x quando h x X logo, D(A) = X. Seja x ν x e Ax ν χ em X, logo temos integrando e passando o limite, obtemos S(t)x x 1 lim = lim t + t t + t d dt S(t)x ν = AS(t)x ν, t S(t)χ dt = χ, logo Ax = χ. A aplicação t S(t)x é contínua e uniformemente limitada nos limitados de [, T ]; portanto, a integral abaixo está bem definida e temos que R(λ) x R(λ) = e λ t S(t)x dt, e λ t dt = lim s [ 1 λ e λ s + 1 λ ] = 1 λ λ >. (1.2.3)
20 2 Semigrupos Logo, temos S(h) 1 h e λ t S(t)x dt = eh 1 h e λ t S(t)x dt eh h h e λ t S(t)x dt, e fazendo h, segue que AR(λ)x = λr(λ)x x, isto é, R(λ)(λ A)x = x, x D(A). Por outro lado, em D(A), R(A) e A comutam e, então, (λ A)R(λ)x = x, x D(A). Finalmente, por densidade R(λ)(λ A)x = (λ A)R(λ)x = x, x X e portanto existe (λi A) 1 e de (1.2.3), concluimos que (λi A) 1 1 λ. 1.3 Teorema de Lummer-Phillips A seguir, apresentamos outra caracterização dos geradores infinitesimais dos semigrupos de contrações, o teorema de Lummer-Phillips, o qual será utilizado com freqüência nas próximas seções para obtermos a existência e unicidade de solução para os modelos dissipativos que iremos estudar neste texto. Para isto, iniciamos denotamos por X o dual do espaço de Banach X e por, a dualidade entre X e X. Agora, introduzimos o conjunto F (x) = {x X ; x, x = x, x = x 2 = x 2 } e observamos que, pelo teorema de Hahn-Banach ( ver R. A. Adams [1] ), F (x) é não-vazio. Definição 1.3. Dizemos que o operador linear A : X X é dissipativo, quando para todo x D(A). Re Ax, x, Lema 1.1. Um operador A é dissipativo se, e somente se (λi A)x λ x, para todo x D(A), λ >.
21 Teorema de Lummer-Phillips 21 Demonstração. Se A é dissipativo, então para todo λ >, x D(A) e x F (x), temos λx Ax x λx Ax, x Re λx Ax, x λ x 2, de onde segue a primeira parte da demonstração. Reciprocamente, seja x D(A) e suponha que λ x λx Ax para todo λ. Tome yλ F (λx Ax) e denote por z λ = y λ yλ. Logo, temos z λ = 1. Note que para todo λ >, temos Das relações acima, obtemos λ x 2 λx Ax 2 = λx Ax, z λ λ Re x, z λ Re Ax, z λ λ x 2 Re Ax, z λ. Re Ax, zλ e Re x, zλ x 1 Ax. (1.3.4) λ Sendo a bola unitária compacta na topologia fraca estrela, segue que existe z X, com z 1, e tomando limite com λ, temos: Re Ax, z e Re x, z λ x. Portanto, Ax, z x. Logo, tomando x = x z, temos que x F (x) e Re Ax, x, de onde concluimos que A é dissipativo. Consideremos agora a seguinte definição: Definição 1.4. Seja A o gerador infinitesimal de um C -semigrupo em um Espaço de Hilbert H, definimos o conjunto resolvente de A ρ(a) como ρ(a) = { λ R ; (λi A) é inversível } onde I : H H é o operador identidade. Vamos então, a demonstração do teorema de Lumer-Phillips. Teorema 1.2. (Lumer-Phillips) (i) Seja A dissipativo e λ > tal que a Im(λ I A) = X, então A G(1, ). (ii) Se A G(1, ), então A é dissipativo e para todo λ >, temos que Im(λI A) = X.
22 22 Semigrupos Demonstração. Iniciamos demonstrando (i). Provaremos primeiro que, se existe λ > tal que Im(λ I A) = X, então teremos Im(λI A) = X para todo λ >. Seja Λ = {λ R + ; Im(λ I A) = X} e vamos provar que Λ é um conjunto aberto e também fechado, o que implica Λ = R. Sendo ρ(a) um conjunto aberto, então Λ R + é também aberto. Por outro lado, seja λ µ Λ uma sequência convergente em R e seja y um elemento de X, portanto existe x µ D(A) tal que λ µ x µ Ax µ = y. Note que estamos assumindo λ µ > e λ >. Logo, em razão da dissipação, temos que x µ 1 λ µ y C para algum C >. Agora, temos que λ µ x ν x µ λ µ (x ν x µ ) A(x ν x µ ) λ ν λ µ x µ C λ ν λ µ. Portanto, x µ é uma seqüência de Cauchy e sendo A um operador fechado, temos λx Ax = y, de onde segue que Im(λI A) = X para todo λ > ; logo, Λ é fechado. Utilizando o Lema 1.1, temos que λx Ax λ x, para todo x D(A), de onde segue que para todo λ > o operador (λi A) 1 é contínuo e satisfaz (λi A) 1 1 λ. Como consequência do teorema de Hille -Yousida segue o resultado. Vamos demonstrar (ii). Para mostrar que A é dissipativo, seja x D(A) e x F (x), então S(t)x, x S(t)x x x 2, e portanto Re S(t)x x, x = Re S(t)x, x x 2. Dividindo a expressão acima por t e fazendo t segue que como queríamos demonstrar. Re Ax, x, Para concluir a prova de (ii), observamos que Im(λI A) = X é uma conseqüência imediata do teorema de Hille -Yousida.
23 O Teorema de Gearhart O Teorema de Gearhart Esta seção é relacionada com os resultados que estabelecem as condições necessárias e suficientes para um C -semigrupo ser exponencialmente estável. Inicialmente, consideremos a seguinte definição: Definição 1.5. Seja A o gerador infinitesimal de um C -semigrupo em um Espaço de Hilbert H. Definimos o espectro σ(a) como σ(a) = { λ R ; (λi A) não é inversível }, onde I : H H é o operador identidade. Comparando as definições (1.4) e (1.5) segue que ρ(a) = C \ σ(a), o complementar de σ(a) em C. Consideremos agora o seguinte teorema devido a Huang [4]: Teorema 1.3. Seja S(t) = e At um C -semigrupo em um espaço de Hilbert. Então S(t) é exponencialmente estável se e somente se e sup{reλ; λ σ(a)} sup (λi A) 1 <. Reλ A seguinte invariante desse resultado foi obtido por Gearhart Ver ( Wyler [19] ). Teorema 1.4. Seja S(t) = e At um C -semigrupo de contrações em um espaço de Hilbert. Então S(t) é exponencialmente estável se, e somente se, e ρ(a) {iβ, β R} (1.4.5) lim sup (iβ A) 1 <. (1.4.6) β Demonstração. Para demonstrar o teorema, vamos provar que as condições (1.4.5) e (1.4.6) são suficientes para a estabilidade exponencial de e At. A recíproca não interessa no presente contexto. Inicialmente, consideremos a expressão (λi S) 1 = λ 1 (I λ 1 S) 1 = λ 1 (I + S λ + S2 λ 2 + ) Uma condição para a convergência da série é que lim n Sn λ n 1 n < 1, isto é S < λ. Seja λ ρ(s(t)), logo S(t)) < λ e, portanto, λ S(t) implica que λ σ(s(t)) de onde concluimos que σ(s(t)) [ S(t), + S(t) ]. (1.4.7)
24 24 Semigrupos Agora, para µ >, definimos L µ = {λ C; e λ = µ} e observamos que 1 ρ(a), se, e somente se, 1 t L 1 ρ(a) e sup λ 1 t L1 (λi A) 1 M. De modo geral, e αt ρ(e At ) (Ie αt e At ) é inversível Denotando ( 2πni t (I e (A αi)t ) é inversível 1 ρ((a α)t) 2πni ρ((a α)t) e sup (2πni (A α)t) 1 M [( 2πni + α) A] é inversível e uniformemente limitado. t + α) = λ e µ = e αt, segue que µ ρ(e At ) 1 t L µ ρ(a) e sup (λi A) 1 M. (1.4.8) λ 1 t L µ Agora, utilizando as hipóteses do teorema, temos que sup (µi A) 1 M, onde ir = {µ C ; e µ = 1}. µ ir Sendo S(t) = e At [ 1, 1]. um semigrupo de contrações, segue de (1.4.7) que σ(e At ) θ R, se- Por (1.4.8), segue que e µ ρ(e At ) e observando que e iθ ρ(e At ), gue que σ(e At ) ( 1, 1). Sendo σ(e At ) compacto, podemos afirmar que sup σ(e At ) < 1 e, portanto, o raio espectral o que implica R E (e At ) = lim s [ eas 1 s ] t < 1, ln e As lim = γ, γ >, s s logo, dado ɛ > existe s > tal que s > s implca ln eas s + γ < ɛ. Escolhendo ɛ = γ 2 temos ln eas < γs 2 e então e As e γs 2, de onde segue o decaimento exponencial.
25 O Método 25 O Método Quando se considera o estudo do decaimento exponencial da solução de um modelo dissipativo governado por equações diferenciais parciais, o problema é estabelecer uma estimativa para a energia total do sistema, E(t), da forma E(t) CE()e wt, t, ou, equivalentemente, estabelecer a estabilidade exponencial S(t) Ce wt, t, do semigrupo dissipativo S(t) gerado pelo sistema. Por muito tempo, permaneceu em aberto se essas condições eram equivalentes. Hoje, é conhecido ( ver S. Zheng [2] ) que essas duas estimativas são equivalentes. Nesse sentido, iremos provar o decaimento exponencial explorando as propriedades dissipativas do semigrupo associado ao sistema. Z. Liu e S. Zheng [8] deram uma prova da equivalência dos teoremas de Huang e Gearhart sob a condição que S(t) = e At seja um C -semigrupo de contrações em um Espaço de Hilbert. Utilizando esses teoremas combinados com argumentos de contradição e técnicas de EDP, os autores mostraram a estabilidade exponencial de e At ; ou, em outras palavras, o decaimento exponencial de vários modelos dissipativos em EDP. A essência do método consiste em supor por contradição que as hipóteses dos teoremas de Gearhart ou de Huang são falsas. Nos casos que abordaremos neste texto, utilizaremos o teorema de Gearhart e trabalharemos em duas etapas, as quais, em linhas gerais, apresentamos a seguir. Na primeira etapa, ao supormos que a condição (1.4.5) é falsa, teremos a seguinte inclusão {iβ, β R} σ(a) onde σ(a) é o espectro do operador A. Estaremos utilizando adequados espaços de Hilbert, e da teoria geral dos espaços de Sobolev, iremos obter imersões compactas, o que garantirá, via teoria espectral, que σ(a) é constituído apenas de autovalores de A. Em seguida utilizando adequados multiplicadores e técnicas conhecidas do estudo de EDP, iremos gerar uma contradição. Desse modo, provaremos a primeira condição do teorema de Gearhart.
26 26 Semigrupos Na segunda etapa, quando supomos que (1.4.6) é falsa, temos que lim sup (iβ A) 1 =, β o que permite obter uma seqüência de vetores U n D(A) satisfazendo U n = 1. Nesse momento, usamos o fato do operador A ser dissipativo e, após um raciocínio razoável de análise matemática, conseguimos obter uma contradição sobre a seqüência de vetores U n. Desse modo, provaremos a segunda condição do teorema de Gearhart e por conseqüência a estabilidade exponencial do modelo em questão. Nas próximas seções, iremos perceber que o grau de dificuldade em seguir as idéias apresentadas nas etapas acimas mencionadas está diretamente relacionado com o modelo em estudo. Esperamos que, ao compreender a técnica, o leitor possa aplicar o método com sucesso a outros modelos, inclusive resolvendo os exercícios propostos, o que implicará bons resultados do ponto de vista de estabilidade de soluções de modelos dissipativos em equações diferenciais parciais. Cabe ainda informar que podemos utilizar os teoremas de Gearhart e Huang para provar o "blow up" em tempo finito de modelos governados por EDP. Entretanto, este não é o objetivo dessa nota. Para finalizarmos esta seção, lembramos que o ponto alto desta nota é apresentar esse método, aplicando-o a modelos dissipativos em EDP. 1.5 Exercícios 1. Seja A um operador linear com domínio denso em um espaço de Hilbert H. Se A é dissipativo e ρ(a), o conjunto resolvente de A, prove que A é gerador infinitesimal de um C semigrupo de contrações em H. 2. Dizemos que uma função p : R + R + é sub-aditiva quando p(s + t) p(s) + p(t). Mostre que se p é sub-aditiva e limitada superiormente em todo intervalo limitado, então p(t) p(t) lim = inf. t t t> t
27 Exercícios Seja S(t) um C semigrupo. Prove que ln S(t) ln S(t) lim = inf = w t t t> t e para cada w > w existe M 1, tal que S(t) M e w t, t. 4. Seja S(t) um C semigrupo sobre um espaço de Banach X. Mostre que para todo x X a aplicação t S(t)x de R + em X é contínua. 5. Seja S(t) um C semigrupo sobre um espaço de Banach X. Mostre que 1 lim h h t+h t S(τ) dτ = S(t)x para todo x X. 6. Seja S(t) um C semigrupo de contrações sobre um espaço de Hilbert H. Mostre que, se lim t S(t) = então S(t) C e w t, isto é, S(t) decai exponencialmente. 7. Seja S(t) um C semigrupo de contrações sobre um espaço de Hilbert H. Mostre que se isto é, S(t) decai exponencialmente. S(t) p < onde p 1 então S(t) C e w t, 8. Seja Ω um conjunto limitado em R n e : L 2 (Ω) L 2 (Ω) o operador de Laplace, que associa a cada u D( ) = H 2 (Ω) H 1 (Ω) o valor u = n i=1 2 u x 2. i Prove que o operador de Laplace é não limitado. 9. Seja Ω R n um conjunto aberto, regular com fronteira Γ. Prove que, para o dado inicial u L 2 (Ω), a equação do calor possui uma única solução u na classe u t u = em Ω [, ), u(x, t) = em Γ [, ), u(x, ) = u (x), x Ω, u C([, ); L 2 (Ω)) C 1 ((, ); L 2 (Ω)) C((, ); H 2 (Ω) H 1 (Ω)).
28 28 Semigrupos 1. Seja Ω R n um conjunto aberto, limitado de classe C. Prove que, para os dados iniciais u H 2 (Ω) H 1 (Ω) e u 1 H 1 (Ω), a equação de ondas possui uma única solução u na classe u tt u = em Ω [, ), u(x, t) = em Γ [, ), u(x, ) = u (x), x Ω, u t (x, ) = u 1 (x), x Ω, u C([, ); H 2 (Ω) H 1 (Ω)) C 1 ([, ); H 1 (Ω)) C 2 ([, ); H 2 (Ω) L 2 (Ω)).
29 Capítulo 2 A Equação de Ondas 2.1 Sistema Elástico Nesta seção, iremos considerar a dissipação provocada pelo atrito representado por αu t, onde α é uma constante real positiva. Nesse sentido, estudaremos a existência, unicidade e estabilidade de solução para o modelo que descreve as pequenas vibrações verticais de uma corda elástica de comprimento finito L e presa nas extremidades. Representamos por u(x, t) o deslocamento transversal de cada ponto x (, L) da corda no instante t, a partir de sua posição de equilíbrio. Nesse sentido, temos o seguinte modelo dissipativo: u tt u xx + αu t =, (x, t) (, L) (, ), (2.1.1) u(x, ) = u (x), x (, L), (2.1.2) u t (x, ) = u 1 (x), x (, L), (2.1.3) u(, t) = u(l, t) =, t. (2.1.4) Existência e Unicidade de Solução Nesta seção, iremos mostrar que o modelo (2.1.1) (2.1.4) possui uma única solução u(x, t) na classe u C ( (, ), H 1 (, L) H 2 (, L)) ) C 1 ( (, ), H 2 (, L)) ) C 2 ( (, ), L 2 (, L)) ). Inicialmente, vamos escrever o modelo na forma U t AU = (2.1.5) U() = U (2.1.6) 29
30 3 A Equação de Ondas onde A é o gerador infinitesimal do C - semigrupo associado a (2.1.1) (2.1.4). Denotando v = u t e [ u U = v ], podemos escrever U t = [ ut ] [ = v t v u xx αv ] [ ] [ ] I u = = AU. αi v Sejam H = H 1 (, L) L 2 (, L) e D(A) = [H 1 (, L) H 2 (, L)] H 1 (, L). Definimos em H o produto interno: ([ ] [ ]) v u AU, U =, u xx αv v = = 2 x 2 (v x u x + u xx αv 2 )dx v x u x dx + (u xx αv)vdx. Integrando por partes e usando as condições de contorno, obtemos: AU, U = (v x u x + u xx v αv 2 )dx = α de onde segue que Re AU, U, e portanto, A é dissipativo. v 2 dx, (2.1.7) Vamos mostrar que A é maximal. [ ] f1 Dado F = H f 1 (, L) L 2 (, L), existe uma única U H 1 (, L) L 2 (, L), 2 tal que U AU = F, ou seja [ ] [ ] [ ] u v f1 =. v u xx αv f 2 Queremos mostrar que U D(A) = ( H 1 (, L) H 2 (, L) ) H 1 (, L). Temos Somando, obtemos Mas u v = f 1, v u xx + αv = f 2. u u xx + αv = f 1 + f 2. f 1 H 1 (, L) L 2 (, L),
31 Sistema Elástico 31 logo f 1 + f 2 L 2 (, L). Para o problema u u xx + αv = f 1 + f 2, com f 1 + f 2 L 2 (, L), sabemos que existe uma solução u H 1 (, L) e por regularidade elíptica, u H 2 (, L). Logo, temos que u H 1 (, L) H 2 (, L). Utilizando v = u f 1 e lembrando que u, f 1 H 1 (, L), podemos afirmar que v H 1 (, L). Temos mostrado que: [ u U = v ] H 1 (, L) H 2 (, L) H 1 (, L) = D(A), e que, isto é, U AU = F, F H 1 (, L) L 2 (, L), (I A)U = F, de onde segue, para λ = 1, Im(λI A) = H 1 (, L) L 2 (, L) = H, portanto, A é maximal e, pelo teorema de Lumer-Phillips, A é gerador infinitesimal de um C semigrupo de contrações {S(t)} e U(t) = S(t)U(), é a solução do problema (2.1.5)-(2.1.6). Da teoria de semigrupos, sabemos que U é solução única e que: U C ( [, ), D(A) ) C 1 ( [, ), X ), [ u ut ] C ( [, ), (H 1 H 2 ) H 1 ) C 1 ( [, ), H 1 L 2 ), isto é: u C ( [, ), H 1 H 2 ) C 2 ( [, ), H 1 ). (2.1.8) De (2.1.8) e (2.1.9), temos: u t C 1 ( [, ), L 2 ) u C 2 ( [, ), L 2 ). (2.1.9) u C ( [, ), H 1 (, L) H 2 (, L) ) C 1 ( [, ), H 1 (, L) ) C 2 ( [, ), L 2 (, L) ).
32 32 A Equação de Ondas Decaimento Exponencial Usaremos o teorema de Gearhart, teorema 1.4, para mostrar que o modelo é exponencialmente estável. u tt u xx + αu t =, (x, t) (, L) (, ), u(x, ) = u (x), x (, L), u t (x, ) = u 1 (x), x (, L), u(, t) = u(l, t) =, t, Nesse sentido, temos o seguinte teorema: Teorema 2.1. O C -semigrupo de contrações (S(t) = e At ) t>, gerado pelo operador A, é exponencialmente estável, i. e., existe constantes positivas M e w tais que S(t) Me wt. [ ] u Demonstração. Dados u t = v e U =, temos que: v U t = [ ut v t ] [ = v u xx αv ] [ I = αi 2 x 2 de onde segue que U t AU = e, portanto: [ I A = αi 2 x 2 ]. ] [ u v ] = AU, Definindo H = H 1 L 2 e D(A) = (H 1 H 2 ) H 1 e lembrando que A é dissipativo, vamos verificar que e ρ(a) {iβ, β R} lim sup (iβ A) 1 H <. β Faremos a prova por contradição. Na primeira etapa, provaremos que ρ(a) {iβ, β R}. Sabemos que para F H existe uma única solução U H tal AU = F e, por regularidade elíptica, U D(A) e satisfaz U H K F H com K uma constante positiva. Logo, ρ(a). Segue do fato que ρ(a) e do teorema de contração que para qualquer número β R com β A 1 1, o operador (iβi A) = A(iβA 1 I) é inversível
33 Sistema Elástico 33 e além disso (iβi A) 1 é uma função contínua de β em ( A 1 1, A 1 1 ). Assim, se ρ(a) {iβ, β R} não é verdade, então existe θ R com A 1 1 θ, tal que {iβ/ β < θ } ρ(a) e sup (iβ A) 1 / β < θ } =. Nessa condição, existe uma seqüência β n com β n θ, β n < θ e uma sequência de funções vetoriais complexas U n D(A) com norma unitária em H tal que (iβ n I A)U n H quando n. Por fim, fazendo o produto interno de (iβ n I A)U n com U n em H, tomando a parte real e procedendo da mesma forma que no caso anterior, obtemos U n H, o que é uma contradição. Para a segunda parte da demonstração, vamos supor que lim sup (λi A) 1 H =, onde λ = iβ. λ Nessa condição, existe (V n ) n N, tal que donde segue que (λ n I A) 1 V n H V n H n, (λ n I A) 1 V n H n V n H. (2.1.1) Uma vez que (V n ) n N H e que λ n ρ(a), existe uma única seqüência tal que (U n ) n N D(A), λ n U n AU n = V n, com U n H = 1. Utilizando (2.1.1), U n H n λ n U n AU n H e denotando por f n = λ n U n AU n, segue que portanto, Multiplicando f n por U n, obtemos: f n H 1 n, f n (forte) em H. λ n U n, U n AU n, U n = f n, U n.
34 34 A Equação de Ondas Tomando a parte real e utilizando (2.1.7), obtemos logo Portanto, λ n U n 2 H + α α 1 1 v n 2 dx = f n, U n, v n 2 dx f n, U n o. v n (forte) em L 2 (, 1). (2.1.11) Consideremos agora λ n U n AU n = f n, isto é: [ ] [ ] un v λ n n = v n u n,xx αv n de onde segue que: ] f 1 n f 2 n ], λ n u n v n = f 1 n, (2.1.12) λ n v n u n,xx + αv n = f 2 n. (2.1.13) Por fim, utilizando a desigualdade de Poincarè, segue diretamente de (2.1.11) e (2.1.13) que u n (forte) em H 1 (, 1) o que é uma contradição pois U n H = 1. Sendo verificada as condições do teorema de Gearhart, fica então provada a estabilidade de solução. 2.2 Sistema Viscoelástico Considere os pequenos deslocamentos transversais de uma corda elástica, de comprimento finito L, o qual denotamos por u(x, t), onde x (, L) é o deslocamento horizontal da corda em cada instante t >. Suponha que o "stress" σ é do tipo taxa, i. e., σ = αu x + γu xt, então, a equação de onda é escrita do seguinte modo u tt αu xx γu xxt =, (x, t) (, L) (, ). (2.2.14) Para fixar as idéias, vamos assumir que a corda está fixa nos seus pontos extremos, x = e x = L. Nesse caso, temos as seguintes condições de contorno: u(, t) =, u(l, t) =.
35 Sistema Viscoelástico 35 Agora, note que na equação (2.2.14) a dissipação está distribuída de modo uniforme em toda a corda. Entretanto, é desejável, na prática, considerar o problema com dissipação localmente distribuída ( ver E. Zuazua [21] ). Mais precisamente, nesta seção, iremos considerar o seguinte modelo: u tt αu xx γ(x)u xxt =, (x, t) (, L) (, ), (2.2.15) onde γ(x) = ax + b, com a, b R +. u(, t) = u(l, t) =, t >, (2.2.16) Existência e Unicidade de Solução u(x, ) = u (x), x (, L), (2.2.17) u t (x, ) = u 1 (x), x (, L), (2.2.18) O espaço de energia associado ao modelo (2.2.15)-(2.2.18) é H = H 1 (, L) L 2 (, L). O produto interno nesse espaço é definido para U j = (u j, v j ) H, j = 1, 2, de modo usual, U 1, U 2 = αu 1 xu 2 x dx + v 1 v 2 dx. No que segue, iremos denotar por U 2 = U, U a norma no espaço de energia. O sistema (2.2.15)-(2.2.18) pode ser escrito como onde v = u t, U(t) = [ u(t) v(t) d U(t) AU(t) =, dt ], A = I α 2 x 2 e D(A) = {(u, v) H/αu x + γ(x)v x H 1 (, L)}. Em relação ao operador A, temos o seguinte resultado: γ(x) 2 x 2 Teorema 2.2. O operador A gera um C -semigrupo de contrações (e At ) t> em H. Demonstração. Usaremos o teorema de Lummer-Phillips para provar essa propriedade do operador A. Da teoria geral dos espaços de Sobolev, é claro que D(A) é denso em H. U D(A), integrando por partes, obtemos AU, U = = αv x u x dx + (αu xx + γ(x)v xx )v dx Para γ(x) v x 2 dx. (2.2.19)
36 36 A Equação de Ondas Isto mostra que A é dissipativo. Agora, vamos provar que existe um λ > tal que a imagem Im(λI A) = H. Para qualquer F = (f, g) H, considere a equação AU = F, i. e., v = f H 1, (2.2.2) αu xx + γ(x)v xx = g L 2. (2.2.21) Usando v = f, obtemos após substituir (2.2.2) em (2.2.21) αu xx = g γ(x)f xx H 1, (2.2.22) onde H 1 é o espaço dual de H 1. Segue diretamente de resultados conhecidos da teoria das equações elíticas que (2.2.22) admite uma única solução u H 1. Portanto, obtivemos U D(A) satisfazendo (2.2.2) e (2.2.21). É claro que U H k F H com k uma constante positiva. Logo ρ(a). Agora, se ρ(a), então A é inversíves e A 1 é um operador linear limitado. Pelo teorema da aplicação contração, é fácil mostrar que o operador é inversível para < λ < A 1 1. λi A = A(λA 1 I) Portanto, segue do teorema de Lumer-Phillips que A é o gerador infinitesimal de um C semigrupo de contrações (e At ) t> em H. Agora, observamos que, da teoria de Semigrupos ( ver A. Pazy [1] ), temos que U(t) = e At U, U = (u, v ) é a única solução de d U(t) AU(t) =, dt U() = U, e U C ( [, ), D(A) ) C 1 ( [, ), H ). A seguir, vamos provar que a solução é exponencialmente estável.
37 Sistema Viscoelástico 37 Estabilidade Exponencial Nesta seção, o principal resultado é o seguinte teorema: Teorema 2.3. O C -semigrupo de contrações (S(t) = e At ) t>, gerado por A, é exponencialmente estável, i. e., existe constantes positivas M e w tal que S(t) Me wt. Demonstração. Segue do fato de ρ(a) e do teorema da aplicação contração que para qualquer número real β com β A 1 1, o operador é inversível. iβi A = A(iβA 1 I) Além disso, (iβi A) 1 é uma função contínua de β no intervalo ( A 1 1, A 1 1 ). Nesse caso, se ρ(a) {iβ β R} não é verdade, então existe θ R com A 1 1 θ < tal que e {iβ β < θ } σ(a) sup{ (iβi A) 1 β < θ } =. Portanto, existe uma seqüência β n R com β n θ, β n < θ e, uma seqüência de funções vetoriais complexas U n D(A) com norma unitária em H tal que (iβ n I A)U n, quando n, i. e., iβ n u n v n em H 1, (2.2.23) iβ n v n αu n,xx γ(x)v n,xx em L 2. (2.2.24) Fazendo o produto interno de (iβ n I A)U n com U n em H, tomando a parte real e usando (2.2.19), obtemos Re (iβ n I A)U n, U n = γ(x) v n,x 2 dx. Notando que (U n ) é limitada e que (iβ n I A)U n, temos Re (iβ n I A)U n, U n = γ(x) v n,x 2 dx. (2.2.25)
38 38 A Equação de Ondas Por outro lado γ(x) v n,x 2 dx = e pela desigualdade de Poincarè b ax v n,x 2 dx + v n,x 2 dx b v n,x 2 dx γ(x) v n,x 2 dx b C p Logo, segue diretamente de (2.2.25) e (2.2.26) que Por fim, observamos que (2.2.23) implica v n em L 2. u n em H 1. v n 2 dx. (2.2.26) Diante das convergências obtidas, podemos afirmar que U n, o que contraria o fato de U n = 1. Portanto, está provado que ρ(a) {iβ β R}. Iremos novamente usar argumento de contradição para provar que lim sup (iβi A) 1 <. (2.2.27) β Se (2.2.27) não é verdade, então existe uma sequência de vetores (V n ) n N tal que onde λ n = iβ n. Portanto, segue que (λ n I A) 1 V n V n n, (λ n I A) 1 V n n V n. De λ n ρ(a), temos que existe uma única seqüência (U n ) D(A) tal que isto é, U n = (λ n I A) 1 V n e λ n U n AU n = V n, U n = 1, U n n λ n U n AU n. Seja F n = λ n U n AU n e com esta notação F n 1 n U n, U n = 1.
39 Sistema Termoelástico 39 Então F n (forte) em H quando n. (2.2.28) Agora, fazendo o produto interno de F n com U n obtemos λ n U n, U n AU n, U n = F n, U n, λ n = iβ n. Tomando a parte real e utilizando (2.2.19), obtemos, Re F n, U n = γ(x) v n,x 2 dx. Notando que (U n ) é limitada e que F n, obtemos e usando (2.2.26), temos de onde segue que b γ(x) v n,x 2 dx, v n 2 dx, v n (forte) em L 2. (2.2.29) Escrevemos F n = ( f n, g n ) e U n = ( u n, v n ). Da identidade F n = λ n U n AU n obtemos λ n u n v n = f n em H 1, (2.2.3) λ n v n αu n,xx γ(x)v n,xx = g n em L 2. Por fim, utilizando (2.2.28), (2.2.29) e(2.2.3), temos que λ n u n e notando que λ n, concluimos que u n (forte) em H 1. Isso é uma contradição e portanto a prova do teorema está completa. 2.3 Sistema Termoelástico Nesta seção, iremos provar a estabilidade exponencial do semigrupo associado ao sistema termoelástico. Consideremos então uma barra de comprimento L com densidade unitária. Vamos denotar por u o deslocamento e por θ a diferença de temperatura entre a barra e o meio ambiente. As equações do momento e energia são descritas pelo sistema abaixo: u tt au xx + αθ x =, em (, L) (, ), c θ t kθ xx + αu xt =, em (, L) (, ),
40 4 A Equação de Ondas onde a, k, c são constantes positivas e α uma constante não nula. Estas constantes dependem das propriedades do material. Para facilitar o entendimento, iremos supor a = k = c = 1, e que a barra, em suas extremidades, está fixa e isolada térmicamente. Nesse sentido temos o seguinte modelo: u tt au xx + αθ x =, em (, L) (, ), (2.3.31) θ t θ xx + αu xt =, em (, L) (, ). (2.3.32) u(, t) = u(l, t) =, t >, (2.3.33) θ(, t) = θ(l, t) =, t >, (2.3.34) Existência e Unicidade de Solução u(x, ) = u (x), x (, L), (2.3.35) u t (x, ) = u 1 (x), x (, L), (2.3.36) θ(x, ) = θ (x), x (, L). (2.3.37) O espaço de energia associado ao modelo (2.3.31)-(2.3.37) é H = H 1 (, L) L 2 (, L) L 2 (, L). O produto interno nesse espaço é definido para U j = (u j, v j, w j ) H, j = 1, 2, do seguinte modo U 1, U 2 = u 1 xu 2 x dx + v 1 v 2 dx + w 1 w 2 dx. No que segue, iremos denotar por U 2 = U, U a norma no espaço de energia. O sistema (2.3.31)-(2.3.37) pode ser escrito como onde v = u t, w = θ, U(t) = u(t) v(t) w(t) d U(t) AU(t) =, dt, A = I 2 x α 2 x α x 2 x 2 com D(A) = H 1 (, L) H 2 (, L) H 1 (, L) H 1 (, L) H 2 (, L). Em relação ao operador A, temos o seguinte resultado: Teorema 2.4. O operador A gera um C -semigrupo de contrações (e At ) t> em H. Demonstração. Vamos usar o teorema de Lummer-Phillips para provar essa propriedade do operador A.,
41 Sistema Termoelástico 41 Da teoria geral dos espaços de Sobolev, é claro que D(A) é denso em H. U D(A), integrando por partes, obtemos AU, U = u x u tx dx + u t (u xx αu t θ x ) dx + integrando por partes e usando as condições de contorno, obtemos AU, U = de onde segue u x u tx dx u t u tx dx AU, U = Isso mostra que A é dissipativo. αu t θ x dx + θ(θ xx αθu xt ) dx, θθ xx dx + Para αθ x u t dx, θ x 2 dx. (2.3.38) Agora, vamos provar que existe um λ > tal que a imagem Im(λI A) = H. Dado F = f 1 f 2 H 1 f 3 (, L) L 2 (, L) L 2 (, L), existe uma única tal que U AU = F, ou seja: Queremos mostrar que Temos, de onde segue, U H 1 (, L) L 2 (, L) L 2 (, L), u v θ v u xx αθ x θ xx αv x = f 1 f 2. f 3 U D(A) = H 1 (, L) H 2 (, L) H 1 (, L) H 1 (, L) H 2 (, L). Multiplicando (2.3.39) por u, u v = f 1, v u xx + αθ x = f 2, θ θ xx + αv x = f 3, u u xx + αθ x = f 1 + f 2, (2.3.39) θ θ xx + αu x = f 3 + αf 1 x. (2.3.4) (2.3.4) por θ e integrando, obtemos ( u 2 + u x 2 + αθ x u) dx = ( θ 2 + θ x 2 + αθu x ) dx = (f 1 + f 2 )u dx, (f 3 + αf 1 x)θ dx.
42 42 A Equação de Ondas Aplicando a desigualdade de Hölder, obtemos, ( u 2 + u x 2 + θ 2 + θ x 2 ) dx Temos então, Portanto, mostramos que U = e que, isto é: u v θ donde segue, para λ = 1: v = u f 1 v H 1 (, L), f 1 + f f 3 + αf 1 x 2 dx F. u xx = v + αθ x f 2 u H 1 (, L) H 2 (, L), θ xx = θ + αv x f 3 θ H 1 (, L) H 2 (, L). H 1 (, L) H 2 (, L) H 1 (, L) H 1 (, L) H 2 (, L) = D(A), U AU = F, F H 1 (, L) L 2 (, L), (I A)U = F, Im(λI A) = H 1 (, L) L 2 (, L) L 2 (, L) = H. Assim, A é maximal e, pelo teorema de Lumer-Phillips, A é gerador infinitesimal de um semigrupo de contrações {S(t) = e At }. Agora, observamos que, da teoria de Semigrupos, ( ver A. Pazy [1] ), temos que U(t) = e At U, U = (u, v, θ ) é a única solução de d U(t) AU(t) =, dt U() = U, e U C ( [, ), D(A) ) C 1 ( [, ), H ). Vamos provar a seguir que a solução é exponencialmente estável. Estabilidade Exponencial Usaremos o teorema de Gearhart 1.4, para mostrar que o sistema termoelástico é exponencialmente estável. Nesse sentido, temos o seguinte teorema:
43 Sistema Termoelástico 43 Teorema 2.5. O C -semigrupo de contrações (S(t) = e At ) t>, gerado pelo operador A, é exponencialmente estável, i. e., existem constantes positivas M e w tais que S(t) Me wt. Demonstração. Faremos a prova por contradição. Na primeira etapa, vamos provar que ρ(a) {iβ, β R}. (2.3.41) Se (2.3.41) não é verdade, então existe β R tal que iβ σ(a). Da imersão compacta de D(A) em H, podemos afirmar que σ(a) é discreto, logo existe w em H que resolve o seguinte problema espectral, Aw = iβw. Fazendo o produto interno, temos Aw, w = iβw, w = iβ w 2. Agora, escrevendo w = (w 1, w 2, w 3 ), utilizando (2.3.38) e tomando a parte real, obtemos Re Aw, w = Resovendo o problema espectral, obtemos o seguinte sistema w 3 x 2 dx =. (2.3.42) w 2 = iβw 1, (2.3.43) w 1 xx αw 3 x = iβw 2, (2.3.44) w 3 xx αw 2 x = iβw 3. (2.3.45) Por fim, utilizando (2.3.42) em (2.3.43), (2.3.44) e (2.3.45), obtemos que w = o que é uma contradição. Agora, iremos provar a segunda parte. Vamos supor que lim sup (λi A) 1 =, onde λ = iβ. λ Nessa condição existe (V n ) n N tal que donde segue que (λ n I A) 1 V n V n n, (λ n I A) 1 V n n V n. (2.3.46) Uma vez que (V n ) n N H e que λ n ρ(a), existe uma única seqüência (U n ) n N D(A), tal que λ n U n AU n = V n, com U n = 1.
44 44 A Equação de Ondas Utilizando (2.3.46), U n n λ n U n AU n e, denotando f n = λ n U n AU n, segue que f n 1 n e daí f n (forte) em H. Consideremos agora λ n U n AU n = f n, isto é: λ n u n v n = fn, 1 (2.3.47) λ n v n u n xx + αθx n = fn, 2 (2.3.48) λ n θ n θxx n + αvx n = fn. 3 (2.3.49) Utilizando (2.3.47) em (2.3.48) e em (2.3.49), é fácil ver que ( θ n xx 2 + u n xx 2 )dx C e utilizando esse fato em (2.3.48) e (2.3.49), juntamente com ( u n x 2 + θ n 2 + v n 2 )dx = U n 2 = 1, podemos afirmar que existe (u, v, θ) tal que (u n, v n, θ n ) (u, v, θ) e então ( u x 2 + θ 2 + v 2 )dx = 1. (2.3.5) Vamos mostrar que θ n em L 2. Fazendo o produto interno de λ n U n AU n = f n com U n, obtemos, λ n U n 2 AU n, U n = f n, U n, utilizando (2.3.38), obtemos, λ n U n 2 + isto é, i β n U n 2 + θ n x 2 dx = f n, U n, θ n x 2 dx = f n, U n. Tomando a parte real e observando que U n é limitada e f n, segue que θ n x 2 dx,
45 Sistema Termoviscoelástico 45 e da desigualdade de Poincarè, segue que Vamos mostrar que u n x. Dividindo (2.3.48) por λ n, temos que θ n 2 dx. (2.3.51) v n + un xx λ n + α θn x λ n em L 2 e usando a desigualdade de Poincarè, temos que θn x λ n Agora, notemos que e un x λ n são limitadas em L 2. θ n xu n x 2 θ n x L u n x L 2 θ n x 1 2 L 2 θ n x 1 2 H 1 u n x 1 2 L 2 u n x 1 2 H 1 e então Observando que θ n x u n x 2 θ λ x n 1 2 L θn x n λ H u n x L 2 un x 1 2 n λ n H 1. θ n x 1 2 L 2, θ n x λ n e que θn x 1 2 λ H u n x L 2 un x 1 2 n λ n H 1 é limitada, é limitada, podemos afirmar que u n x. Vamos mostrar que v n x. Substituindo (2.3.47) em (2.3.48), integrando por partes e utilizando a desiguadade de Young, obtemos 1 2 λ2 n u n 2 dx + u n x 2 dx + α θ n xu n dx (f 2 x,n + C f 1 n 2 )dx, o que implica λ n u n. Portanto, utilizando essa convergência em (2.3.47), podemos afirmar que v n. Pela unicidade do limite segue que (u, v, θ) = (,, ), o que é uma contradição com (2.3.5) e portanto o teorema está demonstrado.
46 46 A Equação de Ondas 2.4 Sistema Termoviscoelástico Nesta seção, consideraremos as equações das leis de balanço de massa, momento e energia para materiais termoviscoelásticos. Para esse modelo, o mecanismo de dissipação não é apenas devido ao efeito de viscosidade ou à condução do calor, e sim pela combinação de ambos. Nesse sentido, consideremos o seguinte sistema u t αv x = em (, L) (, ), (2.4.52) v t αu x + βθ x = em (, L) (, ), (2.4.53) θ t kθ xx + βv x = em (, L) (, ), (2.4.54) (u(x, ), v(x, ), θ(x, )) = (u (x), v (x), θ (x)) x (, L), (2.4.55) v(, t) = v(l, t) =, t, (2.4.56) θ(, t) = θ(l, t) =, t, (2.4.57) onde u o volume específico, v a velocidade e θ a temperatura absoluta são funções conhecidas e α, β, k são constantes positivas com β. Existência e Unicidade de Solução O espaço de energia associado ao modelo (2.4.52)-(2.4.57) é H = {(u 1, u 2, u 3 ) : u 1 L 2 (, L), u 2 L 2 (, L), u 3 L 2 (, L), u(x)dx = }. O produto interno no espaço H é definido de modo usual. Nesse sentido, temos para U = (u 1, u 2, u 3 ), que U, U = [ αu 1 u 2 x + αu 2 u 1 x βu 2 u 3 x βu 3 u 2 x + ku 3 u 3 xx ] dx. (2.4.58) No que segue, iremos denotar por U 2 = U, U a norma nesse espaço. O sistema (2.4.52)-(2.4.57) pode ser escrito como onde com U(t) = u1 (t) u 2 (t) u 3 (t) d U(t) AU(t) =, dt, A = α( ) x α( ) x β( ) x ( ) x k( ) xx, D(A) = {(u 1, u 2, u 3 ) H : αu 1 H 1, u 1 (x)dx =, u 2 H 1, u 3 H 1 H 2 }.
47 Sistema Termoviscoelástico 47 Em relação ao operador A, temos o seguinte resultado: Teorema 2.6. O operador A gera um C -semigrupo de contrações (e At ) t> em H. Demonstração. Da teoria geral dos espaços de Sobolev, é claro que D(A) é denso em H. Para U = (u 1, u 2, u 3 ) D(A), fazendo integração por partes em (2.4.58) e usando as condições de contorno, obtemos AU, U = k Isso mostra que A é dissipativo. u 3 x 2 dx. (2.4.59) Vamos mostrar que ρ(a). f 1 Dado F = f 2 L 2 (, L) L 2 (, L) L 2 (, L), existe uma única f 3 U L 2 (, L) L 2 (, L) L 2 (, L), tal que AU = F. Queremos mostrar que U D(A). De AU = F, temos Utilizando (2.4.6), temos que e de (2.4.62), obtemos u 2 = 1 α αu 2 x = f 1, (2.4.6) αu 1 x βu 3 x = f 2, (2.4.61) βu 2 x + ku 3 xx = f 3. (2.4.62) x f 1 (s)ds H 1 (, L), ku 3 xx = f 3 + βu 2 x L 2 (, L). (2.4.63) Segue, de resultados conhecidos das equações elíticas, que (2.4.63) admite uma única solução u 3 H 2 (, L) H 1 (, L). Utilizando (2.4.6) e (2.4.62) em (2.4.61), obtemos u 1 = 1 x α { f 2 (s)ds + C + βu 3 },
48 48 A Equação de Ondas com C = 1 L {β u 3 (x)dx + x f 2 (s)ds dx}. Logo, AU = F para U D(A) implica que A é inversível com A 1 limitado em H e, portanto, ρ(a). É fácil ver que A, sendo um operador linear com domínio denso em um espaço de Hilbert H, A dissipativo e ρ(a), o conjunto resolvente de A, então A é gerador infinitesimal de um C semigrupo de contrações S(t) = e At em H. Da teoria de semigupos, U(t) = S(t) U é a única solução do problema U t AU =, U() = U. Além disso, U C([, ) : D(A)) C 1 ([, ) : H). Agora que mostramos a existência e unicidade de solução, vamos ao principal, que é estudar a estabilidade exponencial do semigrupo dissipativo S(t) associado ao sistema (2.4.52)-(2.4.57). Estabilidade Exponencial Nesta seção, o principal resultado é o seguinte teorema: Teorema 2.7. O C -semigrupo de contrações (S(t) = e At ) t>, gerado por A, é exponencialmente estável, i. e., existem constantes positivas M e w tal que S(t) Me wt. Demonstração. Segue do fato que ρ(a) e do teorema da aplicação contração que para qualquer número real β com β A 1 1, o operador é inversível. iβi A = A(iβA 1 I) Além disso (iβi A) 1 é uma função contínua para cada β no intervalo ( A 1 1, A 1 1 ). Nesse caso, se ρ(a) {iβ β R}
49 Exercícios 49 não é verdade, então existe w R com A 1 1 w < tal que {iβ β < θ } σ(a) e sup{ (iβi A) 1 β < w } =. Portanto, existe uma sequência β n R com β n w, β n < w e, uma sequência de funções vetoriais complexas U n = (u n, v n, θ n ) D(A) com norma unitária em H tal que (iβ n I A)U n, quando n. Fazendo o produto interno de (iβ n I A)U n com U n em H, usando (2.4.59) e tomando a parte real, obtemos Re (iβ n I A)U n, U n = β θ n x 2 dx. Notando que (U n ) é limitada e que (iβ n I A)U n, temos Re (iβ n I A)U n, U n = β Temos então a seguinte convergência iβ n U n 2 + β de onde segue que iβ n U n 2. θ n x 2 dx. (2.4.64) θ n x 2 dx, Agora, observe que β n w e β n U n 2 implica U n 2, o que é uma contradição com o fato de U n = 1. Para provarmos a outra condição do teorema de Gearhart, vamos supor que lim sup (iβ A) 1 < β não é verdade, logo existe uma seqüência β n R com β n e uma seqüência de vetores complexos U n D(A) tal que (iβ n I A)U n. Seguindo as mesmas idéias do caso anterior, obteremos novamente uma contradição e portanto a demonstração do teorema está completa.
50 5 A Equação de Ondas 2.5 Exercícios 1. Seja α uma constante real positiva, prove o decaimento exponencial da solução do seguinte problema u tt u xx + α u t = em (, L) (, ), u(x, ) = u (x), x (, L), u t (x, ) = u 1 (x), x (, L), u x (, t) = u x (L, t) =, t. 2. Seja α uma constante real positiva, prove o decaimento exponencial da solução do seguinte sistema viscoelástico u tt u xx + α u txx = em (, L) (, ), u(x, ) = u (x), x (, L), u t (x, ) = u 1 (x), x (, L), u(, t) = u(l, t) =, t. 3. Prove a estabilidade exponencial da solução do sistema viscoelástico com memória onde u tt u xx + g u xx = em (, L) (, ), u(x, ) = u (x), x (, L), u t (x, ) = u 1 (x), x (, L), u(, t) = u(l, t) =, t. g u xx (x, t) = t g(t s)u xx (x, s) ds e g(s) é o núcleo histórico que satisfaz as seguintes condições: (i) (ii) g(s) C 2 (, ) C(, ), g (s) L 1 (, ). g(s) >, g (s) <, g (s) > em (, ). (iii) g(+ ) = Mostre o decaimento exponencial da solução do seguinte sistema termoelástico u tt u xx + α θ x = em (, L) (, ), θ t θ xx + αu xt = em (, L) (, ), u(x, ) = u (x), x (, L), u t (x, ) = u 1 (x), x (, L), θ(x, ) = θ (x), x (, L), u(, t) = u(l, t) =, t, θ x (, t) = θ x (L, t) =, t.
51 Exercícios Mostre o decaimento exponencial da solução do seguinte sistema termoelástico com memória onde u tt u xx + α θ x + g u xx = em (, L) (, ), θ t θ xx + αu xt = em (, L) (, ), u(x, ) = u (x), x (, L), u t (x, ) = u 1 (x), x (, L), θ(x, ) = θ (x), x (, L), u(, t) = u(l, t) =, t, θ(, t) = θ(l, t) =, t, g u xx (x, t) = t g(t s)u xx (x, s) ds e g(s) é o núcleo histórico que satisfaz as seguintes condições: (i) (ii) g(s) C 2 (, ) C(, ), g (s) L 1 (, ). g(s) >, g (s) <, g (s) > em (, ). (iii) g(+ ) = Mostre a estabilidade exponencial do semigrupo gerado pelo seguinte sistema dissipativo u tt u xx = (v u) + (v u) t em (, L) (, ), v tt v xx = (u v) + (u v) t em (, L) (, ), u(x, ) = u (x), x (, L), u t (x, ) = u 1 (x), x (, L), v(x, ) = v (x), x (, L), v t (x, ) = v 1 (x), x (, L), u(, t) = u(l, t) =, t, v(, t) = v(l, t) =, t. 7. Mostre o decaimento exponencial da solução do seguinte sistema dissipativo u t u xx = (v u) + (v u) t em (, L) (, ), v t v xx = (u v) + (u v) t em (, L) (, ), u(x, ) = u (x), x (, L), v(x, ) = v (x), x (, L), u(, t) = u(l, t) =, t, v(, t) = v(l, t) =, t.
52 52 A Equação de Ondas 8. Seja α : R + R + uma função tal que α L (, L) e α(x) dx >. Mostre o decaimento exponencial da solução do seguinte sistema elástico com dissipação localmente distribuída u tt u xx + α(x) u t = em (, L) (, ), u(x, ) = u (x), x (, L), u t (x, ) = u 1 (x), x (, L), u x (, t) = u x (L, t) =, t. 9. Mostre o decaimento exponencial para as leis de balanço de massa, momento e energia da p-ésima potência do fluido Newtoniano abaixo descrito u t = v x em (, L) (, ), v t = ( θ u p + µv x u ) x em (, L) (, ), c ν θ t = ( θ u p + µv x u ) v x + (k θ x ) em (, L) (, ), u (u(x, ), v(x, ), θ(x, )) = (u (x), v (x), θ (x)) x (, L), v(, t) = v(l, t) =, t, θ(, t) = θ(l, t) =, t, onde u o volume específico, v a velocidade e θ a temperatura absoluta são funções conhecidas e µ, c ν, k, p são constantes positivas com p Mostre o decaimento exponencial para as leis de balanço de massa, momento e energia do seguinte sistema termoviscoelástico u t αv x = em (, L) (, ), v t αu x + βθ x v xx = em (, L) (, ), θ t kθ xx + βv x = em (, L) (, ), (u(x, ), v(x, ), θ(x, )) = (u (x), v (x), θ (x)) x (, L), v(, t) = v(l, t) =, t, θ(, t) = θ(l, t) =, t, onde u o volume específico, v a velocidade e θ a temperatura absoluta são funções conhecidas e α, β, k são constantes positivas com β.
53 Capítulo 3 Vigas de Timoshenko 3.1 Sobre o Modelo Tecnologias modernas e aplicações à ciência requerem modelos matemáticos de sólidos que facilitem o cálculo das deformações e tensões com suficiente precisão e sem excessiva análise matemática. O modelo que analizaremos, típico e fundamental na área de estrutura mecânica, torna possivel atingir este objetivo. Por essa razão, é bastante utilizado na área de engenharia. Definimos uma viga como um membro de estrutura delgada, carregada transversalmente cujo comprimento é grande em relação à largura e seção transversal plana. Iremos assumir que a área da seção transversal da viga é simétrica com respeito ao eixo z e que todas as cargas transversais agindo sobre a viga possuem uma simetria semelhante. O modelo que analizaremos foi deduzido por S. P. Timoshenko [18] e consiste em uma aproximação da Teoria da Elasticidade Tridimensional. Quando levamos em consideração a variável z da teoria espacial, resulta o modelo de Kirchhoff e pode ser visto em Lagnese-Lions [7] que a solução única desse problema aproximado converge, em uma adequada topologia, para a solução do modelo tridimensional de Kirchhoff sujeito a apropriadas condições de fronteira. Nesse sentido, as pequenas vibrações transversais de uma viga são dadas por um sistema unidimensional acoplado de duas equações diferenciais parciais ρu tt = (K(u x ψ)) x, em (, L) (, ), (3.1.1) I ρ ψ tt (x, t) = (EIψ x ) x + K(u x ψ), em (, L) (, ), (3.1.2) onde t representa o tempo e x a coordenada ao longo da viga. Nesse modelo, estamos supondo que, em sua posição de equilíbrio, a viga tem comprimento finito L. 53
54 54 Vigas de Timoshenko A função u = u(x, t) representa o deslocamento transversal de uma seção plana da viga e ψ = ψ(x, t) representa o ângulo de rotação de um filamento da viga. Os coeficientes ρ, I ρ, E, I, e K são massa por unidade de comprimento, momento polar, módulo de elasticidade de Young, momento de inércia e módulo de cisalhamento, respectivamente. Denotando ρ 1 = ρ, ρ 2 = I ρ, b = EI, k = K, obtemos diretamente de (3.1.1)- (3.1.2) o seguinte sistema ρ 1 u tt k(u x ψ) x =, em (, L) (, ), (3.1.3) ρ 2 ψ tt bψ xx + k(u x ψ) =, em (, L) (, ). (3.1.4) Com essa notação, definimos a energia total da viga por E(t) = 1 2 [ρ 1 u t 2 + ρ 2 ψ t 2 + b ψ x 2 + k u x ψ 2 ]dx. A seguir, iremos mencionar alguns resultados recentes sobre a estabilidade desse modelo. O caso com duas forças de controle na fronteira foi estudado por J. U. Kin e Y. Renardy [5]. Os autores provaram o decaimento exponencial da energia E(t) usando técnica multiplicativa e estimativas numéricas para os autovalores do operador associado ao sistema. J. E. Lagnese e J. L. Lions [7] estudaram a controlabilidade exata. S. W. Taylor [17] estudou o controle na fronteira para o modelo com características físicas variáveis. F. Ammar-Khodja [2], mostrou o decaimento exponencial da energia para o sistema com memória. C. A. Raposo [11] estudou a estabilização uniforme para o correspondente problema de transmissão com memória. D. H. Shi e D. X. Feng [16] mostraram o decaimento exponencial para a energia com duas dissipações localmente distribuidos. Neste capítulo, iremos estudar a estabilidade exponencial do semigrupo dissipativo associado ao modelo de Timoshenko em três situações distintas: (i) O caso em que o atrito atua de modo uniforme nas vibrações transversais e no ângulo de rotação dos filamentos da viga. (ii) O caso em que o atrito atua de forma localmente distribuída nas vibrações transversais e no ângulo de rotação dos filamentos da viga. (iii) O caso em que o atrito atua de forma localmente distribuída apenas nas vibrações transversais da viga.
55 O Sistema com Atrito O Sistema com Atrito Nesta seção, iremos provar o decaimento exponencial para a solução (u, ψ) do seguinte modelo ρ 1 u tt k(u x ψ) x + u t =, in (, L) (, ), (3.2.5) ρ 2 ψ tt bψ xx + k(u x ψ) + ψ t =, in (, L) (, ), (3.2.6) u(, t) = u(l, t) = ψ(, t) = ψ(l, t) =, t >. (3.2.7) Assumiremos a existência e unicidade de solução forte para o problema (3.2.5)- (3.2.7), a qual pode ser provada utilizando semigrupos ( ver A. Soufyane [14] ) ou método de Faedo-Galerkin ( ver C. A. Raposo [11] ). O problema é bem posto para dados iniciais (u, u 1 ), (ψ, ψ 1 ) no espaço de Sobolev [H 2 (, L) H 1 (, L)] 2. Soluções fracas e energia também estão definidas em [H 1 (, L) L 2 (, L)] 2. Estabilidade Exponencial Consideremos H = [H 1 (, L) L 2 (, L)] 2 o espaço de energia associado ao sistema (3.2.5)-(3.2.7). O produto interno neste espaço é definido para do seguinte modo: U 1, U 2 = U j = (u j, v j, w j, y j ) T H, j = 1, 2 [k(u 1 x w 1 )(u 2 x w 2 ) + ρ 1 v 1 v 2 + ρ 2 y 1 y 2 + bw 1 w 2 ]dx. Na seqüência, denotaremos por U 2 = U, U a norma neste espaço. O sistema (3.2.5)-(3.2.7) pode ser escrito do seguinte modo onde U(t) = u u t ψ ψ t, A = d U(t) AU(t) =, dt I k ρ 1 1 ρ 1 ( ) x I k ρ 1 ( ) xx com D(A) = [(H 2 (, L) H 1 (, L)) H 1 (, L)] 2. Sobre o operador A, temos o seguinte resultado: k k ρ 2 ( ) x ρ 2 ( ) xx k ρ 2 Teorema 3.1. O operador A gera um C -semigrupo de contrações (e At ) t> em H. Demonstração. Ver [16]. O operador A satisfaz a seguinte propriedade: 1 ρ 2,
56 56 Vigas de Timoshenko Propriedade 3.1. O operador A é dissipative. Demonstração. Seja U = (u, u t, ψ, ψ t ) T, temos AU, U = [ 1 ρ 1 u t ρ 2 ψ t 2 ]dx. (3.2.8) Nesta seção, o principal resultado é o seguinte teorema: Teorema 3.2. O C -semigrupo de contrações (e At ) t>, gerado por A, é exponencialmente estável. Demonstração. Para provar a estabilidade exponencial de e At, resta verificar as condições (1.4.5) e (1.4.6) do teorema 1.4. Primeiro, iremos provar que ρ(a) {iβ, β R}. (3.2.9) Vamos raciocinar por contradição. Suponha que a conclusão de (3.2.9) é falsa. Então existe β R tal que iβ σ(a) e, da imersão compacta de D(A) em H, temos que o espectro do operador A é discreto e portanto iβ é um autovalor. Seja U = (u, u t, v, v t ) T, U tal que AU = iβu. Usando a definição de A, segue que AU = iβu se, e somente se ku xx kv x + ρ 1 β 2 u = iβu, (3.2.1) bv xx ku x + kv + ρ 2 β 2 v = iβv. (3.2.11) Multiplicando a equação (3.2.1) por u, obtemos ku xx u kv x u + ρ 1 β 2 u 2 = iβu 2, e fazendo integração por partes em (, L), segue que β u 2 dx =, o que implica u =. Multiplicando a equação (3.2.11) por v, obtemos bv xx v ku x v + kv 2 + ρ 2 β 2 v 2 = iβv 2, e fazendo integração por partes em (, L), segue que β v 2 dx =, o que implica v =.
57 O Sistema com Atrito 57 Agora, é fácil ver que u = v = é solução do sistema ku xx kv x + ρ 1 β 2 u = iβα(x)u, bv xx ku x + kv = ρ 2 β 2 v. Logo, provamos que U =, o que é uma contradição. Portanto, podemos afirmar que Vamos provar que ρ(a) {iβ, β R}. lim sup (iβ A) 1 <. (3.2.12) β Suponhamos que a conclusão de (3.2.12) é falsa, isto é, lim sup (iβi A) 1 =. β Existem seqüências (V n ) H e β n R tal que (iβ n I A) 1 V n n V n n >. De iβ n ρ(a), temos que existe uma única seqüência (U n ) D(A) tal que iβ n U n AU n = V n, U n = 1, isto é, U n = (iβ n I A) 1 V n e U n n iβ n U n AU n. Agora, denotamos F n = iβ n U n AU n e segue que F n n 1 e então Seja u t = v e ψ t = φ, denotamos Com essa notação, temos F n (forte) em H quando n. U n = (u n, v n, ψ n, φ n ) T e F n = (f n 1, f n 2, f n 3, f n 4 ) T H. U n 2 = [k u n x ψ n 2 + ρ 1 v n 2 + ρ 2 φ n 2 + b ψ n x 2 ]dx. (3.2.13) De iβ n U n AU n = F n, temos as seguintes equações em L 2 (, L) iβ n u n v n = f n 1, (3.2.14) iβ n v n k ρ 1 (u n x ψ n ) x 1 ρ 1 v n = f n 2, (3.2.15) iβ n ψ n φ n = f3 n, (3.2.16) iβ n φ n b ψxx n + k (u n x ψ n ) 1 φ n = f4 n. ρ 2 ρ 2 ρ 2 (3.2.17)
58 58 Vigas de Timoshenko Fazendo o produto interno de iβ n U n AU n = F n com U n, temos iβ n U n 2 AU n, U n = F n, U n, tomando a parte real e utilizando (3.2.8), obtemos [ 1 ρ 1 v n ρ 2 φ n 2 ]dx = Re F n, U n. Observando que (U n ) é limitado e que F n, temos v n 2 dx, (3.2.18) o que segue φ n 2 dx, (3.2.19) v n (forte) em L 2 (, L), (3.2.2) φ n (forte) em L 2 (, L). (3.2.21) Agora, consideremos a equação β n U n 2 i AU n, U n = i F n, U n, e usando (3.2.8), obtemos β n U n 2 i [ 1 ρ 1 v n ρ 2 φ n 2 ]dx = i(f n, U n ) o que implica β n U n 2 e então β n v n 2 e β n φ n 2. Agora, é fácil ver que β n v n 2 e v n implica β n v n, β n φ n 2 e φ n implica β n φ n. Usando a equação (3.2.15), temos (u n x ψ n ) x 2 dx e usando a desigualdade de Poincarè, obtemos u n x ψ n 2 dx. (3.2.22)
59 Duas Dissipações Localmente Distribuidas 59 Combinando (3.2.17), (3.2.21) e (3.2.22), segue que e usando novamente a desigualdade de Poincarè, obtemos ψ n xx 2 dx, (3.2.23) ψ n x 2 dx. (3.2.24) Finalmente, de (3.2.2), (3.2.21), (3.2.22), (3.2.24), obtemos U n, o que é uma contradição e, portanto, temos que lim sup (iβ A) 1 <. β Tendo verificado as condições (1.4.5) e (1.4.6) do teorema 1.4, a demonstração está completa. 3.3 Duas Dissipações Localmente Distribuídas Nesta seção, iremos considerar o problema com duas dissipações localmente distribuídas. Isso significa que, diferentemente do problema da seção anterior, onde o atrito atuava de modo uniforme em toda a viga, agora o atrito atua em cada ponto da viga levando-se em conta as propriedades locais do material constitutivo. Nesse sentido, iremos provar o decaimento exponencial para a solução (u, ψ) do seguinte modelo ρ 1 u tt k(u x ψ) x + a(x)u t =, em (, L) (, ), (3.3.25) ρ 2 ψ tt bψ xx + k(u x ψ) + b(x)ψ t =, em (, L) (, ), (3.3.26) u(, t) = u(l, t) = ψ(, t) = ψ(l, t) =, t >, (3.3.27) onde a e b são funções contínuas e positivas, isto é, a(x) a >, b(x) b >. Assumiremos a existência e unicidade de solução para o problema de (3.3.25)- (3.3.27), a qual pode ser provada por semigrupos ( ver A. Soufyane [14] ) ou método de Faedo-Galerkin ( ver C. A. Raposo [11] ). Esse problema é bem posto para dados iniciais (u, u 1 ), (ψ, ψ 1 ) no espaço de Sobolev [H 2 (, L) H 1 (, L)] 2. Soluções fracas e energia também estão definidas no espaço [H 1 (, L) L 2 (, L)] 2. Estabilidade Exponencial Consideremos, então, o espaço de energia H, associado ao sistema (3.3.25)-(3.3.27), onde H = [H 1 (, L) L 2 (, L)] 2. O produto interno nesse espaço é definido para U j = (u j, v j, w j, y j ) T H, j = 1, 2
60 6 Vigas de Timoshenko do seguinte modo: U 1, U 2 = [k(u 1 x w 1 )(u 2 x w 2 ) + ρ 1 v 1 v 2 + ρ 2 y 1 y 2 + bw 1 w 2 ]dx. Denotaremos por U 2 = U, U a norma no espaço de energia. O sistema (3.3.25)- (3.3.27) pode ser escrito do seguinte modo onde U(t) = u u t ψ ψ t, A = d U(t) AU(t) =, dt I 1 ρ 1 a(x) 1 ρ 1 ( ) x I k ρ 1 ( ) xx k k ρ 2 ( ) x ρ 2 ( ) xx k ρ 2 1 ρ 2 b(x), com D(A) = [(H 2 (, L) H 1 (, L)) H 1 (, L)] 2. Consideremos agora o seguinte teorema, que estabelece uma importante propriedade do operador A. Teorema 3.3. O operador A gera um C -semigrupo de contrações (e At ) t> em H. Demonstração. Ver [16]. Uma outra propriedade importante do operator A é a seguinte: Propriedade 3.2. O operator A é dissipativo. Demonstração. Seja U = (u, u t, ψ, ψ t ) T, temos AU, U = [ 1 ρ 1 a(x) u t ρ 2 b(x) ψ t 2 ]dx. (3.3.28) Nesta seção, o principal resultado é o seguinte teorema: Teorema 3.4. O C -semigrupo de contrações (e At ) t>, gerado por A, é exponencialmente estável. Demonstração. Para provar a estabilidade exponencial de e At, basta verificar as condições (1.4.5) e (1.4.6) do teorema 1.4. Primeiro, iremos provar que ρ(a) {iβ, β R}. (3.3.29)
61 Duas Dissipações Localmente Distribuidas 61 Raciocinando por contradição, suponha que a conclusão (3.3.29) é falsa. Existe β R tal que iβ σ(a) e da imersão compacta de D(A) in H, iβ é autovalor. Seja U = (u, u t, v, v t ) T, U tal que AU = iβu. Usando a definição de A, segue que AU = iβu se, e somente se ku xx kv x + ρ 1 β 2 u = iβa(x)u, (3.3.3) bv xx ku x + kv + ρ 2 β 2 v = iβb(x)v. (3.3.31) Multiplicando a equação (3.3.3) por u, temos ku xx u kv x u + ρ 1 β 2 u 2 = iβa(x)u 2, fazendo integração por partes em (, L), obtemos βa(x) u 2 dx =, o que implica u =. Agora, multiplicando a equação (3.3.31) por v, temos bv xx v ku x v + kv 2 + ρ 2 β 2 v 2 = iβb(x)v 2, fazendo integração por partes em (, L), obtemos βb(x) v 2 dx =, o que implica v =. É fácil ver que u = v = é solução do sistema ku xx kv x + ρ 1 β 2 u = iβa(x)u, bv xx ku x + kv + ρ 2 β 2 v = iβb(x)v. Logo, temos uma contradição pois U e isso completa a prova de Agora, provaremos que ρ(a) {iβ, β R}. Suponhamos que (3.3.32) é falso, isto é, lim sup (iβ A) 1 <. (3.3.32) β lim sup (iβi A) 1 =. β Existem sequências (V n ) H e β n R tal que (iβ n I A) 1 V n n V n n >.
62 62 Vigas de Timoshenko De iβ n ρ(a), temos que existe uma única sequência (U n ) D(A) tal que iβ n U n AU n = V n, U n = 1, isto é, U n = (iβ n I A) 1 V n e U n n iβ n U n AU n. Denotamos F n = iβ n U n AU n, então F n n 1 e F n (forte) em H quando n. Seja u t = v e ψ t = φ, denotamos U n = (u n, v n, ψ n, φ n ) T e Com essa notação, temos U n 2 = F n = (f n 1, f n 2, f n 3, f n 4 ) T H. [k u n x ψ n 2 + ρ 1 v n 2 + ρ 2 φ n 2 + b ψ n x 2 ]dx. (3.3.33) De iβ n U n AU n = F n deduzimos as seguintes equações em L 2 (, L). iβ n u n v n = f n 1, (3.3.34) iβ n v n k ρ 1 (u n x ψ n ) x 1 ρ 1 a(x)v n = f n 2, (3.3.35) iβ n ψ n φ n = f3 n, (3.3.36) iβ n φ n b ψxx n + k (u n x ψ n ) 1 b(x)φ n = f4 n. ρ 2 ρ 2 ρ 2 (3.3.37) Agora, fazendo o produto interno de iβ n U n AU n = F n com U n, temos e tomando a parte real, obtemos iβ n U n 2 AU n, U n = F n, U n, [ 1 ρ 1 a(x) v n ρ 2 b(x) φ n 2 ]dx = Re F n, U n. Notando que (U n ) é limitada e que F n, deduzimos que a(x) v n 2 dx, (3.3.38) de onde segue que b(x) φ n 2 dx, (3.3.39) v n (forte) em L 2 (, L), (3.3.4)
63 Uma Dissipação Localmente Distribuída 63 Consideremos a equação Usando (3.3.28), obtemos β n U n 2 i φ n (forte) em L 2 (, L). (3.3.41) β n U n 2 i AU n, U n = i F n, U n. [ 1 ρ 1 a(x) v n ρ 2 b(x) φ n 2 ]dx = i F n, U n o que implica β n U n 2 e então β n v n 2 e β n φ n 2. Agora, é fácil ver que: β n v n 2 e v n implica β n v n, β n φ n 2 e φ n implica β n φ n. Usando a equação (3.3.35), temos e pela desigualdade de Poincarè, segue (u n x ψ n ) x 2 dx Combinando (3.3.37), (3.3.41) e (3.3.42), segue que usando novamente a desigualdade de Poincarè, obtemos u n x ψ n 2 dx. (3.3.42) ψ n xx 2 dx, (3.3.43) ψ n x 2 dx. (3.3.44) Finalmente, utilizando (3.3.4), (3.3.41), (3.3.42), (3.3.44), concluimos que U n, o que é uma contradição e, portanto, temos provado que lim sup (iβ A) 1 <. β Tendo verificadas as condições (1.4.5) e (1.4.6) do teorema 1.4 a demonstração está completa.
64 64 Vigas de Timoshenko 3.4 Uma Dissipação Localmente Distribuída Recentemente, A. Soufyany e A. Wehbe [15] provaram a estabilização uniforme do sistema de Timoshenko levando em conta uma única dissipação localmente distribuida e localizada no ângulo de rotação ψ dos filamentos da viga. Nesta seção, iremos provar que é possível obter a estabilidade exponencial localizando a dissipação apenas nas vibrações transversais u da viga. O resultado que obtemos é interessante, sobretudo pelo fato de que sob apropriadas condições a solução u do modelo de vigas de Timoshenko converge para a solução única do modelo de vigas tridimensional de Kirchhoff, enquanto que ψ foi introduzido por Timoshenko para compensar o termo espacial desprezado na dedução do seu modelo. Nesse sentido considere o seguinte problema ρ 1 u tt k(u x ψ) x + α(x)u t =, em (, L) (, ), (3.4.45) ρ 2 ψ tt bψ xx + k(u x ψ) =, em (, L) (, ), (3.4.46) u(, t) = u(l, t) = ψ(, t) = ψ(l, t) =, t >. (3.4.47) onde α é uma função contínua e positiva, isto é, α(x) a >. Assumiremos a existência e unicidade de solução para o problema (3.4.45)-(3.4.47), a qual pode ser provada por semigrupos ( ver A. Soufyane [14] ) ou método de Faedo-Galerkin ( ver C. A. Raposo [11] ). O problema é bem posto para dados iniciais (u, u 1 ), (ψ, ψ 1 ) no espaço de Sobolev [H 2 (, L) H 1 (, L)] 2. Soluções fracas e energia são também definidas em [H 1 (, L) L 2 (, L)] 2. Estabilidade Exponencial O espaço de energia associado ao sistema (3.4.45)-(3.4.47) é H = [H 1 (, L) L 2 (, L)] 2. O produto interno nesse espaço é definido para do seguinte modo U 1, U 2 = U j = (u j, v j, w j, y j ) T H, j = 1, 2, [k(u 1 x w 1 )(u 2 x w 2 ) + ρ 1 v 1 v 2 + ρ 2 y 1 y 2 + bw 1 w 2 ]dx. A seguir, iremos denotar por U 2 = U, U a norma nesse espaço. O sistema (3.4.45)-(3.4.47) pode ser escrito do seguinte modo d U(t) AU(t) =, dt
65 Uma Dissipação Localmente Distribuída 65 onde U(t) = u u t ψ ψ t, A = I k ρ 1 ( ) xx k ρ 1 α(x) 1 ρ 1 ( ) x I k k ρ 2 ( ) x ρ 2 ( ) xx k ρ 2, com D(A) = [(H 2 (], L[) H 1 (], L[)) H 1 (], L[)] 2. Sobre o operador A, temos o seguinte resultado: Teorema 3.5. O operador A gera um C -semigrupo de contrações (e At ) t> em H. Demonstração. Ver [16]. O operador A satisfaz a seguinte propriedade: Propriedade 3.3. O operador A é dissipativo. Demonstração. Seja U = (u, u t, ψ, ψ t ) T, temos AU, U = a α(x) u t 2 dx u t 2 dx (3.4.48) Nesta seção, o principal resultado é o seguinte teorema: Teorema 3.6. Seja α C(, L) e α(x) a >. Então e At é exponencialmente estável. Demonstração. Para provar a estabilidade exponencial de e At, basta verificar as condições (1.4.5) e (1.4.6) do teorema 1.4. Primeiro, iremos provar que ρ(a) {iβ, β R}. (3.4.49) Suponha que a conclusão (3.4.49) é falsa. Existe β R tal que iβ σ(a) e da imersão compacta de D(A) em H, iβ é um autovalor. Seja U = (u, u t, v, v t ) T, U tal que AU = iβu. Usando a definição de A segue que AU = iβu se, e somente se, ku xx kv x + ρ 1 β 2 u = iβα(x)u, (3.4.5) Multiplicando a equação (3.4.5) por u, temos bv xx ku x + kv = ρ 2 β 2 v. (3.4.51) ku xx u kv x u + ρ 1 β 2 u 2 = iβα(x)u 2.
66 66 Vigas de Timoshenko Fazendo integração por partes em (, L), obtemos [ k u x 2 kv x u + ρ 1 β 2 u 2 ]dx =, βα(x)u 2 dx =. Então, u = e u x = em (, L). De (3.4.5), obtemos v x =, e usando u x =, v x = em (3.4.51), obtemos (k + ρ 2 β 2 )v =, o que implica v =. Agora, é trivial ver que u = v = é solução do sistema ku xx kv x + ρ 1 β 2 u = iβα(x)u, bv xx ku x + kv = ρ 2 β 2 v. Isso é uma contradição, pois o autovalor U é não-nulo. Isso completa a demonstração de Provaremos que Suponhamos que a conclusão (3.4.53) é falsa, isto é ρ(a) {iβ, β R}. (3.4.52) lim sup (iβ A) 1 <. (3.4.53) β lim sup (iβi A) 1 =. β Existem seqüências (V n ) H e β n R tais que (iβ n I A) 1 V n n V n n >. De iβ n ρ(a), temos que existe uma única sequência (U n ) D(A) tal que iβ n U n AU n = V n, U n = 1, isto é, U n = (iβ n I A) 1 V n e U n n iβ n U n AU n. Agora, denotamos F n = iβ n U n AU n. Segue que F n n 1 e então F n (forte) em H quando n. Seja u t = v e ψ t = φ, denotamos U n = (u n, v n, ψ n, φ n ) T e, com essa notação, temos U n 2 = [k u n x ψ n 2 + ρ 1 v n 2 + ρ 2 φ n 2 + b ψ n x 2 ]dx. (3.4.54)
67 Uma Dissipação Localmente Distribuída 67 Escrevemos F n = (f n 1, f n 2, f n 3, f n 4 ) T H e obtemos da identidade iβ n U n AU n = F n as seguintes equações em L 2 (, L). iβ n u n v n = f n 1, (3.4.55) iβ n v n k ρ 1 (u n x ψ n ) x 1 ρ 1 α(x)v n = f n 2, (3.4.56) iβ n ψ n φ n = f3 n, (3.4.57) iβ n φ n b ψxx n + k (u n x ψ n ) = f4 n. ρ 2 ρ 2 (3.4.58) Agora, tomando o produto interno de iβ n U n AU n = F n com U n, resulta e tomando a parte real, obtemos iβ n U n 2 AU n, U n = F n, U n α(x) v n 2 dx = Re F n, U n. Notemos que (U n ) é limitada e que F n, logo, temos que Mas α(x) a >, implica α(x) v n 2 dx. (3.4.59) α(x) v n 2 dx a v n 2 dx. (3.4.6) Combinando (3.4.59) e (3.4.6), deduzimos que v n (forte) em L 2 (, L). (3.4.61) Agora, consideramos a equação β n U n 2 i(au n, U n ) = i(f n, U n ) e usando (3.4.48), obtemos β n U n 2 i α(x) v n 2 dx = i(f n, U n ) o que implica β n U n 2 e então β n v n 2. Agora, é fácil ver que β n v n 2 e v n implica β n v n. Usando a equação (3.4.56), temos (u n x ψ n ) x 2 dx
68 68 Vigas de Timoshenko e da desigualdade de Poincarè Usando (3.4.62) em (3.4.58), segue que Usando a equação (3.4.57), temos u n x ψ n 2 dx. (3.4.62) iβ n φ n b ρ 2 ψ n xx. (3.4.63) iβ n ψ n φ n. (3.4.64) Combinando (3.4.63) com (3.4.64) obtemos para n suficientemente grande que β 2 nψ n + b ρ 2 ψ n xx =, e multiplicando a última equação por ψ n e fazendo integração por partes, obtemos β 2 n ψ n 2 dx = b ρ 2 ψ n x 2 dx. (3.4.65) De (3.4.62), temos para n suficientemente grande que u n x ψ n = e multiplicando por ψ n e fazendo integração por partes u n ψ n x dx + ψ n 2 dx =. Observando que ψ n x é limitada e que u n temos u n ψ n x e, então, para n suficientemente grande ψ n 2 dx =. (3.4.66) Lembramos que o lado direito de (3.4.65) é limitado e assim concluimos que (β n ψ n ) é limitado em L 2. De ψ n em L 2, obtemos (β n ψ n ) em L 2 e combinando com (3.4.65), temos Portanto, de (3.4.57), podemos concluir que ψ n x (forte) em L 2 (, L). (3.4.67) φ n (forte) em L 2 (, L). (3.4.68) Finalmente, de (3.4.61), (3.4.62), (3.4.67), (3.4.68), temos uma contradição. Portanto tendo verificado as condições (1.4.5) e (1.4.6) do teorema 1.4, a demonstração está completa.
69 Exercícios Exercícios 1. Mostre o decaimento exponencial para o seguinte sistema ρ 1 u tt k(u x ψ) x + u t =, em (, L) (, ), ρ 2 ψ tt bψ xx + k(u x ψ) + ψ t =, em (, L) (, ), (u(x, ), u t (x, ), ψ(x, ), ψ t (x, )) = (u (x), u 1 (x), ψ (x), ψ 1 (x)), u(, t) = u(l, t) = ψ x (, t) = ψ x (L, t) =, t >. 2. Seja α(x) α >. Mostre o decaimento exponencial para o seguinte sistema ρ 1 u tt k(u x ψ) x + α(x)u t =, em (, L) (, ), ρ 2 ψ tt bψ xx + k(u x ψ) + α(x)ψ t =, em (, L) (, ), (u(x, ), u t (x, ), ψ(x, ), ψ t (x, )) = (u (x), u 1 (x), ψ (x), ψ 1 (x)), u(, t) = u(l, t) = ψ x (, t) = ψ x (L, t) =, t >. 3. Seja α(x) α >. Mostre o decaimento exponencial para o seguinte sistema ρ 1 u tt k(u x ψ) x + α(x)u t =, em (, L) (, ), ρ 2 ψ tt bψ xx + k(u x ψ) + ψ t =, em (, L) (, ), (u(x, ), u t (x, ), ψ(x, ), ψ t (x, )) = (u (x), u 1 (x), ψ (x), ψ 1 (x)), u(, t) = u(l, t) = ψ x (, t) = ψ x (L, t) =, t >. 4. Seja α(x) α >. Mostre o decaimento exponencial para o seguinte sistema ρ 1 u tt k(u x ψ) x + u t =, em (, L) (, ), ρ 2 ψ tt bψ xx + k(u x ψ) + α(x)ψ t =, em (, L) (, ), (u(x, ), u t (x, ), ψ(x, ), ψ t (x, )) = (u (x), u 1 (x), ψ (x), ψ 1 (x)), u(, t) = u(l, t) = ψ x (, t) = ψ x (L, t) =, t >. 5. Prove o decaimento exponencial para o seguinte sistema de Timoshenko com duas dissipações tipo memória ρ 1 u tt k(u x ψ) x + g 1 u xx =, em (, L) (, ), ρ 2 ψ tt bψ xx + k(u x ψ) + g 2 ψ xx =, em (, L) (, ), (u(x, ), u t (x, ), ψ(x, ), ψ t (x, )) = (u (x), u 1 (x), ψ (x), ψ 1 (x)), u(, t) = u(l, t) = ψ(, t) = ψ(l, t) =, t >. onde g 1 e g 2 são os núcleos históricos nas mesmas condições de g do exercício 3 do capítulo Prove o decaimento exponencial para o seguinte sistema de Timoshenko com
70 7 Vigas de Timoshenko uma dissipação tipo memória ρ 1 u tt k(u x ψ) x + g u xx =, em (, L) (, ), ρ 2 ψ tt bψ xx + k(u x ψ) =, em (, L) (, ), (u(x, ), u t (x, ), ψ(x, ), ψ t (x, )) = (u (x), u 1 (x), ψ (x), ψ 1 (x)), u(, t) = u(l, t) = ψ(, t) = ψ(l, t) =, t >. onde g é o núcleo histórico nas mesmas condições do exercício 3 do capítulo Prove o decaimento exponencial para o seguinte sistema de Timoshenko com uma dissipação tipo memória u tt k(u x ψ) x + g u xx =, em (, L) (, ), ψ tt bψ xx + k(u x ψ) + θ x =, em (, L) (, ), θ t θ xx + ψ tx =, em (, L) (, ), (u(x, ), u t (x, )) = (u (x), u 1 (x)), (ψ(x, ), ψ t (x, )) = (ψ (x), ψ 1 (x)), θ(x, ) = θ (x), u(, t) = u(l, t) = ψ(, t) = ψ(l, t) =, t >, θ x (, t) = θ x (L, t) =, t >. onde g é o núcleo histórico nas mesmas condições do exercício 3 do capítulo Prove o decaimento exponencial para o seguinte sistema de Timoshenko com uma dissipação tipo memória u tt k(u x ψ) x + θ x =, em (, L) (, ), ψ tt bψ xx + k(u x ψ) + g ψ xx =, em (, L) (, ), θ t θ xx + ψ tx =, em (, L) (, ), (u(x, ), u t (x, )) = (u (x), u 1 (x)), (ψ(x, ), ψ t (x, )) = (ψ (x), ψ 1 (x)), θ(x, ) = θ (x), u(, t) = u(l, t) = ψ(, t) = ψ(l, t) =, t >, θ x (, t) = θ x (L, t) =, t >. onde g é o núcleo histórico nas mesmas condições do exercício 3 do capítulo Seja α uma constante real positiva, mostre o decaimento exponencial para
71 Exercícios 71 o seguinte sistema de Timoshenko u tt k(u x ψ) x =, em (, L) (, ), ψ tt bψ xx + k(u x ψ) + αθ x =, em (, L) (, ), θ t θ xx + αψ tx =, em (, L) (, ), (u(x, ), u t (x, ), ψ(x, ), ψ t (x, ), θ(x, )) = (u (x), u 1 (x), ψ (x), ψ 1 (x), θ (x)), u(, t) = u(l, t) = ψ(, t) = ψ(l, t) =, t >, θ(, t) = θ(l, t) =, t >. 1. Seja α(x) α >, mostre o decaimento exponencial para o seguinte sistema de Timoshenko u tt k(u x ψ) x =, em (, L) (, ), ψ tt bψ xx + k(u x ψ) + α(x)θ x =, em (, L) (, ), θ t θ xx + αψ tx =, em (, L) (, ), (u(x, ), u t (x, ), ψ(x, ), ψ t (x, ), θ(x, )) = (u (x), u 1 (x), ψ (x), ψ 1 (x), θ (x)), u(, t) = u(l, t) = ψ(, t) = ψ(l, t) =, t >, θ(, t) = θ(l, t) =, t >.
72 72 Vigas de Timoshenko
73 Bibliografia [1] R. A. Adams. Sobolev Spaces Academic Press. New York, [2] F. Ammar-Khodja, A. Benabdallah, J. E. M. Rivera and R. Racke. Energy decay for Timoshenko systems of memory type. J.Differential Equations, 194: , 23. [3] H. Brézis. Análisis Funcional, Teoria y Aplicaciones. Alianza Editorial. Madrid, [4] F. L. Huang. Characteristic condition for exponential stability of linear dynamical systems in Hilbert spaces. Ann. of Diff. Eqs, 1: 43-56, [5] J. U. Kim and Y. Renardy. Boundary control of the Timoshenko beam. SIAM, J. Control and Optimizatin, 25: , [6] V. Kormonik and E. Zuazua. A direct method for the boundary stabilization of the wave equation. J. Math, Pures Appl, 69: 33-54, 199. [7] J. E. Lagnese and J. L. Lions. Modelling Analysis and Control of Thin Plates. Masson [8] Z. Liu and S. Zheng. Semigroups associated with dissipative systems. Chapman & Hall/CRC. London, [9] M. Nakao. On the decay of solutions of some nonlinear dissipative wave equations. Math. Z, 193: , [1] A. Pazy. Semigoups of Linear Operators and Aplications to Partial Differential Equations. Springer. New York, [11] C. A. Raposo. The Transmition Problem for Timoshenko Systems of Memory Type. Thesis. Federal University of Rio de Janeiro - IM-UFRJ. Rio de Janeiro, 21. [12] C. A. Raposo, J. Ferreira, M. L. Santos and N. N. O. Castro. Exponential Stability for the Timoshenko System With Two Weak Damping. Appl. Math. Lett., 18: ,
74 74 [13] J. Rivera. Energy decay rates in linear thermoelasticity. Funkcial EKVAC. 35: 9-3, [14] A. Soufyane. Stabilisation dynamique et approximation numérique de problèmes de contrôle. Thesis. Universyty of Franche-Conté. Bensaçon, [15] A. Soufyane and A. Wehbe. Stabilisation dynamique et approximation numérique de problèmes de contrôle. Electron. J. Diff. Eqns., 29: 1-14, 23. [16] D. H. Shi and D. X. Feng. Exponential decay of Timoshenko Beam with locally distributed feedback. Proceeding of the 99 IFAC World Congress. Beijing, Vol F. [17] S. W. Taylor. A smoothing property of a hyperbolic system and boundary controllability. J. Comput. Appl. Math. 114: 23-4, 2. [18] S. P. Timoshenko and J.M. Gere. Mechanics of Materials. D. Van Nostrand Company [19] A. Wyler. Stability of wave equations with dissipative boundary condition in a bounded domain. Differential and Integral Equations. 7: , [2] S. Zheng. Nonlinear parabolic equations and hiperbolic-parabolic coupled systems. Pitman series Monographs and Survey in Pure and Applied Mathematics. Vol. 76. Longman, [21] E. Zuazua. Exponencial decay for the semilinear wave equation with locally distributed damping. Communication in PDE. 15 : , 199. [22] E. Zuazua and A. Haraux; Decay estimates for some semilinear damping hyperbolic problems. Archive for Rational Mechanics and Analysis. 1: , 1988.
75 Índice Conjunto resolvente, 21 Decaimento exponencial, 25 Equação de ondas, 11, 29, 35, 39, 46 Espectro de um operador linear, 23 Estabilidade exponencial, 25, 32, 37, 43, 48, 55, 56, 6 Função exponencial, 13 Gerador infinitesimal, 14 Operador linear dissipativo, 2 Problema de Cauchy, 13 S. P. Timoshenko, 53 Semigrupo, 14 Semigrupo de classe C, 14 Semigrupo de contração, 14 Solução do Problema de Cauchy, 16 Teorema de Gearhart, 23 Teorema de Hille - Yousida, 17 Teorema de Lumer-Phillips, 21 Vigas de Timoshenko, 55, 59, 64 75
76 76
77 Notas em Matemática Aplicada 1. Restauração de Imagens com Aplicações em Biologia e Engenharia Geraldo Cidade, Antônio Silva Neto e Nilson Costa Roberty 2. Fundamentos, Potencialidades e Aplicações de Algoritmos Evolutivos Leandro dos Santos Coelho 3. Modelos Matemáticos e Métodos Numéricos em Águas Subterrâneas Edson Wendlander 4. Métodos Numéricos para Equações Diferenciais Parciais Maria Cristina de Castro Cunha e Maria Amélia Novais Schleicher 5. Modelagem em Biomatematica Joyce da Silva Bevilacqua, Marat Rafikov e Cláudia de Lello Courtouke Guedes 6. Métodos de Otimização Randômica: algoritmos genéticos e simulated annealing Sezimária F. Pereira Saramago 7. Matemática Aplicada à Fisiologia e Epidemiologia H.M. Yang, R. Sampaio e A. Sri Ranga 8. Uma Introdução à Computação Quântica Renato Portugal, Carlile Campos Lavor, Luiz Mariano Carvalho e Nelson Maculan 9. Aplicações de Análise Fatorial de Correspondências para Análise de Dados Dr. Homero Chaib Filho, Embrapa 1. Modelos Matemáticos baseados em autômatos celulares para Geoprocessamento Marilton Sanchotene de Aguiar, Fábia Amorim da Costa, Graçaliz Pereira Dimuro e Antônio Carlos da Rocha Costa 77
78 Computabilidade: os limites da Computação Regivan H. N. Santiago e Benjamín R. C. Bedregal 12. Modelagem Multiescala em Materiais e Estruturas Fernando Rochinha e Alexandre Madureira 13. Modelagem em Biomatemática (Coraci Malta ed.) 1 - Modelagem matemática do comportamento elétrico de neurônios e algumas aplicações Reynaldo D. Pinto 2 - Redes complexas e aplicações nas Ciências José Carlos M. Mombach 3 - Possíveis níveis de complexidade na modelagem de sistemas biológicos Henrique L. Lenzi, Waldemiro de Souza Romanha e Marcelo Pelajo- Machado 14. A lógica na construção dos argumentos Angela Cruz e José Eduardo de Almeida Moura 15. Modelagem Matemática e Simulação Numérica em Dinâmica dos Fluidos Valdemir G. Ferreira, Hélio A. Navarro, Magda K. Kaibara 16. Introdução ao Tratamento da Informação nos Ensinos Fundamental e Médio Marcilia Andrade Campos, Paulo Figueiredo Lima 17. Teoria dos Conjuntos Fuzzy com Aplicações Rosana Sueli da Motta Jafelice, Laércio Carvalho de Barros, Rodney Carlos Bassanezi 18. Introdução à Construção de Modelos de Otimização Linear e Inteira Socorro Rangel 19. Observar e Pensar, antes de Modelar Flavio Shigeo Yamamoto, Sérgio Alves, Edson P. Marques Filho, Amauri P. de Oliveira 2. Frações Contínuas: Propriedades e Aplicações Eliana Xavier Linhares de Andrade, Cleonice Fátima Bracciali 21. Uma Introdução à Teoria de Códigos Carlile Campos Lavor, Marcelo Muniz Silva Alves, Rogério Monteiro de Siqueira, Sueli Irene Rodrigues Costa
79 Análise e Processamento de Sinais Rubens Sampaio, Edson Cataldo, Alexandre de Souza Brandão 23. Introdução aos Métodos Discretos de Análise Numérica de EDO e EDP David Soares Pinto Júnior 24. Representações Computacionais de Grafos Lílian Markenzon, Oswaldo Vernet 25. Ondas Oceânicas de Superfície Leandro Farina 26. Técnicas de Modelagem de Processos Epidêmicos e Evolucionários Domingos Alves, Henrique Fabrício Gagliardi
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