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1 Direito Administrativo Analista e Auditor da Receita Federal (Aula nº 6 07/09/10) Prezado(a) aluno(a), Nesse sexto e último encontro serão abordados os seguintes temas: Serviço público: conceito e classificação, regulamentação e controle; Concessão, permissão e autorização; Terceiro setor (entidades paraestatais); Contratos de gestão; Lei nº 8.429/92 Lei da Improbidade Administrativa. Desejo-lhe uma ótima aula! Armando Mercadante [email protected] 318

2 PONTO 12 Serviço público: conceito, classificação, regulamentação e controle; Conceito A análise dos conceitos de serviço público fornecidos pela doutrina revela a existência de duas concepções que se contrapõem: os que adotam um conceito amplo e aqueles que adotam o conceito restrito. Você não deve comparar as definições buscando identificar qual está correta. São concepções diferentes acerca da definição de serviço público, sendo certo afirmar que na doutrina brasileira prevalece a adoção do conceito restrito. Conceito amplo Os adeptos do conceito amplo identificam serviço público em todas as atividades desempenhadas pelo Estado, seja administrativa, legislativa ou jurisdicional. Essa concepção muito ampla surgiu na França com a Escola de Serviço Público. Com o passar dos tempos, outros autores, também adeptos do conceito amplo, apresentaram definições não tão elásticas. Alguns excluíram as funções jurisdicionais da definição, mantendo as funções administrativa e legislativa. Outros eliminaram tanto a função jurisdicional como a legislativa, porém identificaram serviço público como o exercício de qualquer atividade administrativa, não fazendo a necessária distinção entre serviço público, poder de policia, intervenção e fomento 1. Como exemplo de conceito amplo, veja o apresentado por José Cretella Júnior: toda atividade que o Estado exerce, direta ou indiretamente, para a satisfação das necessidades públicas mediante procedimento típico do direito público. Conceito restrito Já os adeptos do conceito restrito sustentam que os serviços públicos são atividades desenvolvidas pelo Estado no exercício de suas funções administrativas, com exclusão das funções legislativa e jurisdicional. 1 Quando do estudo do conceito restrito, você verá que a expressão atividade administrativa abrange serviço público, poder de polícia, intervenção e fomento. 319

3 Portanto, de acordo com essa corrente, para fins de conceituação de serviço público, é preciso desconsiderar as funções legislativa e jurisdicional, e fechar o foco apenas na função administrativa. Para esses, por exemplo, não há serviço público na elaboração de uma lei ordinária (função legislativa), nem na prolação de uma sentença (função jurisdicional), mas há serviço público no fornecimento de energia elétrica (função administrativa). Ocorre que o exercício da função administrativa não se limita à prestação de serviços públicos, mas também abrange outras atividades, tais como, poder de polícia, fomento e intervenção. Dessa forma, para a análise do conceito restrito devemos identificar serviço público com uma das atividades desenvolvidas pelo Estado no exercício de sua função administrativa. Maria Sylvia Di Pietro apresenta um conceito restrito: toda atividade material que a lei atribui ao Estado para que exerça diretamente ou por meio de seus delegados, com o objetivo de satisfazer concretamente às necessidades coletivas, sob regime jurídico total ou parcialmente de direito público. Algumas conclusões importantes para a sua prova devem ser extraídas dessa definição: a prestação de serviços públicos é incumbência do Estado, conforme dispõe o art. 175 da CF: incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos ; a expressão diretamente referida no citado art. 175 da CF diz respeito à prestação de serviços pela Administração Pública, seja Direta ou Indireta. A prestação indireta fica a cargo das concessionárias e das permissionárias de serviços públicos. Daí concluir-se que serviços públicos podem ser prestados pelos entes federados (União, Estados, DF e Municípios), pelas entidades integrantes da administração indireta (autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista) e também por particulares (concessionárias e permissionárias); é o Estado, por meio de lei, quem define qual atividade é considerada serviço público em determinado momento. Como exemplo: art. 21, XI (serviços de telecomunicações); a gestão dos serviços públicos é feita pelo Estado, seja diretamente (por meio dos órgãos da administração direta) ou indiretamente (por meio das concessionárias, das permissionárias ou das entidades integrantes da administração indireta); 320

4 os serviços públicos são prestados sob regime jurídico de direito público ou sob regime jurídico híbrido (conjugação do regime jurídico público com o regime jurídico privado). Importante destacar que não há serviço público prestado exclusivamente sob regime privado (regime comum); todo serviço público tem como objetivo atender ao interesse público, porém nem toda atividade que visa a atender ao interesse coletivo é serviço público (ex: associação de apoio a crianças com câncer); Por fim, merece destaque o fato de a doutrina destacar alguns elementos da definição: Elemento subjetivo: diz respeito aos sujeitos que prestam serviços públicos (Estado e particulares delegatários); Elemento formal: relaciona-se ao regime jurídico com base no qual é prestado o serviço público (regime jurídico de direito público ou regime jurídico híbrido); Elemento material: é o interesse público que se persegue com a execução dos serviços públicos. Classificação A doutrina apresenta diversas classificações de serviços públicos. Eis as principais: 1. Serviços públicos próprios e impróprios: De acordo com as lições de Hely Lopes Meirelles, - Serviços próprios 2 : são aqueles que se relacionam intimamente com as atribuições do Poder Público (segurança, polícia, higiene e saúde públicas) e para a execução dos quais a Administração usa de sua supremacia sobre os administrados. Por esta razão só devem ser prestados por órgãos ou entidades públicas, sem delegação a particulares. Exemplos: defesa nacional, segurança interna e fiscalização de atividades. - Serviços públicos impróprios 3 : são os que não afetam substancialmente as necessidades da comunidade, mas satisfazem a interesses comuns de seus membros e por isso a Administração os presta remuneradamente, por seus 2 Ao meu ver, equivale ao que renomada doutrina denomina de serviços estatais originários ou congênitos. 3 Seguindo o mesmo raciocínio da nota anterior, equivale aos serviços estatais derivados ou adquiridos. 321

5 órgãos, ou entidades descentralizadas (autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista, fundações governamentais) ou delega a sua prestação a concessionários, permissionários ou autorizatários. Exemplos: serviços de transporte coletivo, energia elétrica e telecomunicações. (PGE/PE/Procurador/2009/CESPE) De acordo com a classificação da doutrina, os serviços públicos impróprios são aqueles que o Estado executa indiretamente, por meio de concessionários ou permissionários. 2. Serviços administrativos, comerciais ou industriais e sociais: - Serviços administrativos: são os que a Administração Pública executa para atender às suas necessidades internas ou preparar outros serviços que serão prestados ao público. Exemplos: os prestados por centros de pesquisas, pela imprensa oficial, etc. - Serviços comerciais ou industriais: são os que a Administração Pública executa para atender, direta ou indiretamente, para atender às necessidades coletivas de ordem econômica. Exemplos: telecomunicações, transportes e energia elétrica. - Serviços sociais: são os que a Administração Pública executa para atender aos direitos sociais consagrados no art. 6º da CF. Na prestação desses serviços a atuação do Estado, que é essencial, convive com a iniciativa privada. Exemplos: saúde, educação e previdência. 3. Uti singuli (singulares) e uti universi (coletivos): - Uti singuli: conforme lição de Maria Sylvia Di Pietro, são os serviços públicos que têm por finalidade a satisfação individual e direta das necessidades dos cidadãos. Direcionam-se a destinatários determinados (individualizados), podendo ser mensurados por cada indivíduo. Exemplos: energia elétrica domiciliar, luz, gás, telefonia, saúde e previdência social. - Uti universi: são aqueles prestados à coletividade (destinatários indeterminados), porém usufruídos indiretamente pelos indivíduos. Exemplos: defesa do país contra inimigo externo, iluminação pública, saneamento e serviços diplomáticos. Regulamentação Tanto a regulamentação como o controle dos serviços públicos são atividades desempenhadas exclusivamente pelo Poder Público. 322

6 Para que o serviço público seja executado há necessidade da edição de uma disciplina normativa regulamentadora, que pode ser formalizada por meio de leis, decretos e outros atos regulamentares, editados pelo ente federado que recebeu da Constituição Federal a titularidade para prestação do serviço. Independentemente de quem preste o serviço (administração direta, indireta ou delegatários), a competência para regulação pertence ao ente federado (União, Estados, DF e Municípios). Dessa forma, sendo o tema telecomunicações, por exemplo, a competência regulatória será exclusiva da União, conforme art. 21, XI, da CF. Contudo, de acordo com lição de Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo, a doutrina mais moderna tem defendido a possibilidade de a atividade de regulação ser desempenhada não só pelo próprio ente federado, centralizadamente, mas também pelas pessoas jurídicas de direito público integrantes de sua administração indireta, mais especificamente pelas autarquias sob regime especial (agências reguladoras). Prosseguem os autores lecionando que a edição das leis, contendo as diretrizes mais gerais de regulação do serviço, continua competindo ao Poder Legislativo do ente federado. Mas essas leis têm atribuído às entidades ou órgãos administrativos inúmeras regras complementares à lei (e não meramente regulamentares), no âmbito da denominada discricionariedade técnica. Controle Considerando-se que os serviços públicos repercutem na esfera de seus destinatários, não se pode limitar a atuação da pessoa federativa tão somente à sua regulamentação, ou ainda a sua execução ou delegação. Há de exigir-lhe atuação positiva fiscalizatória, buscando meios de controlar a prestação do serviço. Dessa forma, a administração pública deve exercer controle sobre os serviços públicos, valendo-se dos seguintes meios: Autotutela: é o controle que os entes federados ou entidades da administração indireta exercem sobre seus próprios atos; Tutela: é o controle que os entes federados exercem sobre os atos praticados pelas entidades da administração indireta; Fiscalização exercida pelo poder concedente sobre os atos praticados pelas e permissionárias. 323

7 Contudo, esse controle não fica restrito à administração pública, devendo também ser exercido pela população 4, bem como pelos órgãos encarregados da defesa dos interesses coletivos e difusos, tais como o Ministério Público e os órgãos de defesa do consumidor. PONTO 13 Concessão, permissão e autorização de serviço público Regime jurídico das concessões e permissões de serviço público O art. 22, XXVII, da CF, confere à União competência legislativa para edição de normas gerais sobre licitação e contratação, em todas as modalidades, para as administrações públicas diretas e indiretas da União, dos Estados, do DF e dos Municípios. Com base nesse dispositivo, a União editou a Lei 8.987/95, que é a norma geral sobre concessões e permissões de serviços públicos no Brasil. Os Estados, DF e Municípios, dentro de suas esferas de competências, podem legislar sobre concessões e permissões, desde que respeitem os comandos contidos na norma geral. Não podemos esquecer o art. 175 da CF, cujo texto determina que incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos. A partir desse momento, damos início ao estudo da Lei 8.987/95... Conceitos O art. 2º traz em seu corpo quatro definições: - Poder concedente: a União, o Estado, o Distrito Federal ou o Município, em cuja competência se encontre o serviço público, precedido ou não da execução de obra pública, objeto de concessão ou permissão; - Concessão de serviço público: a delegação de sua prestação, feita pelo poder concedente, mediante licitação, na modalidade de concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e por prazo determinado; 4 Nos termos do art. 37, 3º, CF: A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta, regulando especialmente: I - as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral, asseguradas a manutenção de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica, externa e interna, da qualidade dos serviços. 324

8 (PGEPI/Procurador/2008/CESPE) Contrato administrativo pelo qual a administração pública delega a outrem a execução de um serviço público, para que o execute em seu próprio nome, por sua conta e risco, mediante tarifa paga pelo usuário ou outra forma de remuneração decorrente da exploração do serviço. Maria Sylvia Di Pietro. Parcerias na administração pública. São Paulo: Atlas, 1999, p. 72 (com adaptações). A definição apresentada no texto acima refere-se ao instituto denominado a) autorização de serviço público. b) permissão de serviço público. c) contrato de empreitada de obra pública. d) concessão de obra pública. e) concessão de serviço público. (AUGEM/Auditor/2008/CESPE) As concessões de serviço público só podem ser outorgadas por prazo determinado. (correta) - Concessão de serviço público precedida da execução de obra pública: a construção, total ou parcial, conservação, reforma, ampliação ou melhoramento de quaisquer obras de interesse público, delegada pelo poder concedente, mediante licitação, na modalidade de concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para a sua realização, por sua conta e risco, de forma que o investimento da concessionária seja remunerado e amortizado mediante a exploração do serviço ou da obra por prazo determinado; - Permissão de serviço público: a delegação, a título precário, mediante licitação, da prestação de serviços públicos, feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco. (AUGEM/Auditor/2008/CESPE) A permissão é formalizada por contrato administrativo, tem como objeto a prestação de serviços públicos e pode ser firmada tanto com pessoa física quanto com pessoa jurídica ou consórcio de empresas. (errada) (CESPE/ASSISTENTE JUDICIÁRIO/TJPE/2001) A prefeitura de determinada cidade delegou a uma empresa privada, por meio de contrato de adesão precedido de licitação, a incumbência de explorar linhas de ônibus, de modo precário e revogável. Diante desse caso hipotético, é correto afirmar que foi utilizado o instituto da a) autorização de serviço. b) permissão de serviço público. c) concessão de serviço público. d) delegação de competência. e) outorga de serviço. (JUIZ/TRT 9/2003) Permissão é o ato administrativo negocial, discricionário e precário, pelo qual o Poder Público faculta ao particular a execução de serviços de interesse coletivo, ou o uso especial de bens públicos, a título gratuito ou remunerado, nas condições estabelecidas pela Administração. (correta) No art. 40, o legislador ordinário fez constar que a permissão será formalizada mediante contrato de adesão, tendo como características, dentre outras, a precariedade e a revogabilidade unilateral do contrato pelo poder concedente. Dessa forma, a comparação entre as definições de concessão e de permissão gera as seguintes diferenças: 325

9 Concessão Permissão Contratadas Licitação Contrato de adesão Precariedade Pessoas jurídicas ou Concorrência Não há referência à Não consórcio de contrato de adesão pessoas jurídicas na lei Pessoas físicas ou Qualquer A lei diz que Sim pessoas jurídicas modalidade permissão é contrato de adesão A questão envolvendo natureza das permissões de contrato de adesão deve ser analisada com muito cuidado, porque todo contrato administrativo é um contrato de adesão, uma vez que suas cláusulas não são negociadas pela administração com o particular contratado. Não se pode esquecer que as cláusulas contratuais constam em minuta no edital de licitação. Dessa forma, sendo concessão e permissão contratos administrativos, na realidade, ambos possuem a natureza de contrato de adesão. O que se tem percebido em provas de concursos são questões afirmando que a Lei 8.987/95 faz referência expressa à natureza das permissões como contrato de adesão. Tal afirmação é correta, pois de fato essa informação consta do texto do art. 40 da referida lei. (ESAF/PFN/2003) A permissão de serviço público, nos termos da legislação federal, deverá ser formalizada mediante: a) termo de permissão b) contrato administrativo c) contrato de permissão d) contrato de adesão e) termo de compromisso Fiscalização De acordo com o art. 3º, as concessões e permissões sujeitar-se-ão à fiscalização pelo poder concedente responsável pela delegação, com a cooperação dos usuários. Contrato administrativo A concessão de serviço público, precedida ou não da execução de obra pública, será formalizada mediante contrato, que deverá observar os termos da lei 8.987/95, das normas pertinentes e do edital de licitação (art. 4º). Conforme já comentado, as permissões também são formalizadas mediante contrato administrativo. A única particularidade é que a lei se refere aos contratos de permissões como contratos de adesão, quando, na realidade, como já explicado, qualquer contrato administrativo é contrato de adesão. Serviço adequado 326

10 Em obediência ao art. 175, parágrafo único, IV, da CF, a Lei 8.987/95, em seu art. 6º, determina que toda concessão pressupõe a prestação de serviço adequado ao pleno atendimento dos usuários. Considera-se serviço adequado é o que satisfaz as condições de regularidade, continuidade (princípio da permanência), eficiência, segurança, atualidade, generalidade (princípio da igualdade dos usuários), cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas. (PROCURADORIA GERAL DO ESTADO/MS/2001) Em se tratando de concessão e permissão de serviços públicos considera-se, legalmente, serviço adequado: a) O que satisfaz às condições de regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade de tarifas. b) O que atende aos princípios da eficiência, da indisponibilidade do interesse público e da continuidade do serviço público. c) O que é realizado com razoabilidade e eficiência. d) O que atende ao princípio da eficiência. e) O que decorre da supremacia do interesse público. (CONTROLADOR DE ARRECADAÇÃO/RIO DE JANEIRO/2002) A qualidade do serviço público prestado à população, a que corresponde o direito do usuário de exigi-la, é consectário do princípio constitucional da: a) eficiência b) moralidade c) motivação necessária d) continuidade dos serviços públicos A atualidade compreende a modernidade das técnicas, do equipamento e das instalações e a sua conservação, bem como a melhoria e expansão do serviço. Não se caracteriza como descontinuidade do serviço a sua interrupção em situação de emergência ou após prévio aviso, quando: motivada por razões de ordem técnica ou de segurança das instalações; por inadimplemento do usuário, considerado o interesse da coletividade. (TJTO/Magistratura/2007/CESPE) Conforme entendimento do STJ, a concessionária não pode suspender o fornecimento de energia elétrica, em face do princípio da continuidade do serviço público. (errada) Quanto o usuário inadimplente for ente público, a posição que prevalece no STJ, inclusive na Corte Especial, é pela possibilidade da interrupção do fornecimento dos serviços públicos, devendo-se, contudo, preservar as atividades essenciais, tais como hospitais, postos de saúde, escolas e creches, dentre outras (AgRg na SS PB, julgado em 27/11/2008). Direitos e obrigações dos usuários No art. 7º, constam os direitos e obrigações dos usuários: receber serviço adequado; 327

11 receber do poder concedente e da concessionária informações para a defesa de interesses individuais ou coletivos; obter e utilizar o serviço, com liberdade de escolha entre vários prestadores de serviços, quando for o caso, observadas as normas do poder concedente. levar ao conhecimento do poder público e da concessionária as irregularidades de que tenham conhecimento, referentes ao serviço prestado; comunicar às autoridades competentes os atos ilícitos praticados pela concessionária na prestação do serviço; contribuir para a permanência das boas condições dos bens públicos através dos quais lhes são prestados os serviços. As concessionárias de serviços públicos, de direito público e privado, nos Estados e no Distrito Federal, são obrigadas a oferecer ao consumidor e ao usuário, dentro do mês de vencimento, o mínimo de seis datas opcionais para escolherem os dias de vencimento de seus débitos. Política tarifária O art. 9º determina que a tarifa do serviço público concedido será fixada pelo preço da proposta vencedora da licitação e preservada pelas regras de revisão previstas na própria Lei 8.987/95, no edital e no contrato. Quanto à preservação da tarifa, de acordo com o 2º desse artigo que os contratos devem prever mecanismos de revisão das tarifas a fim de manter-se o equilíbrio econômico-financeiro. Ressalvados os impostos sobre a renda, a criação, alteração ou extinção de quaisquer tributos ou encargos legais (fato do príncipe), após a apresentação da proposta, quando comprovado seu impacto, implicará a revisão da tarifa, para mais ou para menos, conforme o caso. (TJTO/Magistratura/2007/CESPE) Nos contratos de concessão e permissão de serviço público, ressalvados os impostos sobre a renda, a criação, a alteração ou a extinção de quaisquer tributos ou encargos legais, após a apresentação da proposta, quando comprovado seu impacto, implicará a revisão da tarifa, para mais ou para menos, conforme o caso. (correta) A tarifa não será subordinada à legislação específica anterior e somente nos casos expressamente previstos em lei, sua cobrança poderá ser condicionada à existência de serviço público alternativo e gratuito para o usuário. 328

12 Em havendo alteração unilateral do contrato (fato da administração) que afete o seu inicial equilíbrio econômico-financeiro, o poder concedente deverá restabelecê-lo, concomitantemente à alteração. Sempre que forem atendidas as condições do contrato, considera-se mantido seu equilíbrio econômico-financeiro. No atendimento às peculiaridades de cada serviço público, poderá o poder concedente prever, em favor da concessionária, no edital de licitação, a possibilidade de outras fontes provenientes de receitas alternativas, complementares, acessórias ou de projetos associados, com ou sem exclusividade, com vistas a favorecer a modicidade das tarifas. Tais fontes de receita serão obrigatoriamente consideradas para a aferição do inicial equilíbrio econômico-financeiro do contrato. As tarifas poderão ser diferenciadas em função das características técnicas e dos custos específicos provenientes do atendimento aos distintos segmentos de usuários. (PGE/PE/Procurador/2009/CESPE) O usuário do serviço público tem direito à respectiva prestação sem qualquer distinção de caráter pessoal, razão pela qual na concessão de serviços públicos é vedado o estabelecimento de tarifas diferenciadas em função das características técnicas ou de custos específicos provenientes do atendimento aos distintos segmentos do usuário. (errada) Licitação Toda concessão de serviço público, precedida ou não da execução de obra pública, será objeto de prévia licitação, nos termos da legislação própria e com observância dos princípios da legalidade, moralidade, publicidade, igualdade, do julgamento por critérios objetivos e da vinculação ao instrumento convocatório. No julgamento da licitação será considerado um dos seguintes critérios, conforme art. 15: I - o menor valor da tarifa do serviço público a ser prestado; II - a maior oferta, nos casos de pagamento ao poder concedente pela outorga da concessão; III - a combinação, dois a dois, dos critérios referidos nos incisos I, II e VII; IV - melhor proposta técnica, com preço fixado no edital; V - melhor proposta em razão da combinação dos critérios de menor valor da tarifa do serviço público a ser prestado com o de melhor técnica; 329

13 VI - melhor proposta em razão da combinação dos critérios de maior oferta pela outorga da concessão com o de melhor técnica; ou VII - melhor oferta de pagamento pela outorga após qualificação de propostas técnicas. Em igualdade de condições, será dada preferência à proposta apresentada por empresa brasileira. A outorga de concessão ou permissão não terá caráter de exclusividade, salvo no caso de inviabilidade técnica ou econômica justificada no edital de licitação. Considerar-se-á desclassificada a proposta: que para sua viabilização, necessite de vantagens ou subsídios que não estejam previamente autorizados em lei e à disposição de todos os concorrentes; (BACEN/Procurador/2009/CESPE) Se uma empresa apresentar-se como licitante para firmar contrato de concessão e, na fixação da tarifa apresentada como proposta, estiverem incluídos subsídios específicos que a empresa possua, não disponíveis para os demais licitantes, nesse caso, a proposta deverá ser analisada. (errada) de entidade estatal alheia à esfera político-administrativa do poder concedente que, para sua viabilização, necessite de vantagens ou subsídios do poder público controlador da referida entidade. Inclui-se nas vantagens ou subsídios qualquer tipo de tratamento tributário diferenciado, ainda que em conseqüência da natureza jurídica do licitante, que comprometa a isonomia fiscal que deve prevalecer entre todos os concorrentes (art. 17, 2º). Conforme art. 18-A, o edital poderá prever a inversão da ordem das fases de habilitação e julgamento, hipótese em que: encerrada a fase de classificação das propostas ou o oferecimento de lances, será aberto o invólucro com os documentos de habilitação do licitante mais bem classificado, para verificação do atendimento das condições fixadas no edital; verificado o atendimento das exigências do edital, o licitante será declarado vencedor; inabilitado o licitante melhor classificado, serão analisados os documentos habilitatórios do licitante com a proposta classificada em segundo lugar, e assim sucessivamente, até que um licitante classificado atenda às condições fixadas no edital; 330

14 proclamado o resultado final do certame, o objeto será adjudicado ao vencedor nas condições técnicas e econômicas por ele ofertadas. (STJ/Analista/2008/CESPE) No âmbito dos contratos de concessão, o edital pode prever a inversão da ordem das fases de habilitação e julgamento. Nesse caso, quando for encerrada a fase de classificação das propostas ou de oferecimento de lances, deverá ser aberto o invólucro com os documentos de habilitação do licitante mais bem classificado, para verificação do atendimento das condições fixadas no edital. (correta) Quando permitida, na licitação, a participação de empresas em consórcio, observar-se-ão as seguintes normas: comprovação de compromisso, público ou particular, de constituição de consórcio, subscrito pelas consorciadas; indicação da empresa responsável pelo consórcio; apresentação da documentação necessária, por parte de cada consorciada; impedimento de participação de empresas consorciadas na mesma licitação, por intermédio de mais de um consórcio ou isoladamente. O licitante vencedor fica obrigado a promover, antes da celebração do contrato, a constituição e registro do consórcio, nos termos do compromisso referido acima. A empresa líder do consórcio é a responsável perante o poder concedente pelo cumprimento do contrato de concessão, sem prejuízo da responsabilidade solidária das demais consorciadas. É facultado ao poder concedente, desde que previsto no edital, no interesse do serviço a ser concedido, determinar que o licitante vencedor, no caso de consórcio, se constitua em empresa antes da celebração do contrato. É assegurada a qualquer pessoa a obtenção de certidão sobre atos, contratos, decisões ou pareceres relativos à licitação ou às próprias concessões. Contrato de concessão O contrato de concessão poderá prever o emprego de mecanismos privados para resolução de disputas decorrentes ou relacionadas ao contrato, inclusive a arbitragem, a ser realizada no Brasil e em língua portuguesa (art. 23-A). (BACEN/Procurador/2009/CESPE) Diante do princípio da indisponibilidade do interesse público, o contrato de concessão não poderá prever o emprego de mecanismos privados para a resolução de disputas decorrentes ou relacionadas ao contrato, como a arbitragem. (errada) 331

15 (MPERO/Promotor/2008/CESPE) Se determinado estado da Federação firmar contrato de concessão pública de transporte público interestadual, tal contrato poderá, conforme a legislação federal de regência, prever o emprego de mecanismos privados para resolução de disputas decorrentes desse contrato ou a ele relacionadas inclusive a arbitragem. (correta) Incumbe à concessionária a execução do serviço concedido, cabendo-lhe responder por todos os prejuízos causados ao poder concedente, aos usuários ou a terceiros, sem que a fiscalização exercida pelo órgão competente exclua ou atenue essa responsabilidade. (BACEN/Procurador/2009/CESPE) Incumbe à concessionária a execução do serviço concedido e cabe-lhe responder por todos os prejuízos causados ao poder concedente, aos usuários ou a terceiros, sem que a fiscalização exercida pelo órgão competente exclua ou atenue essa responsabilidade. (correta) Sem prejuízo da responsabilidade referida acima, a concessionária poderá contratar com terceiros o desenvolvimento de atividades inerentes, acessórias ou complementares ao serviço concedido, bem como a implementação de projetos associados. Os contratos celebrados entre a concessionária e os terceiros reger-se-ão pelo direito privado, não se estabelecendo qualquer relação jurídica entre os terceiros e o poder concedente. A execução das atividades contratadas com terceiros pressupõe o cumprimento das normas regulamentares da modalidade do serviço concedido. Subconcessão É admitida a subconcessão, nos termos previstos no contrato de concessão, desde que expressamente autorizada pelo poder concedente, sendo sempre precedida de concorrência. A exigência de licitação demonstra que não é o concessionário quem escolhe a empresa que assumirá a subconcessão. É o próprio Poder Público, por meio de concorrência, que faz essa escolha, não havendo qualquer relação jurídica entre concessionária e subconcessionária. O subconcessionário se sub-rogará todos os direitos e obrigações da subconcedente dentro dos limites da subconcessão. A transferência de concessão ou do controle societário da concessionária sem prévia anuência do poder concedente implicará a caducidade da concessão (extinção por culpa da concessionária). Para fins de obtenção desta anuência, o pretendente deverá: 332

16 atender às exigências de capacidade técnica, idoneidade financeira e regularidade jurídica e fiscal necessárias à assunção do serviço; comprometer-se a cumprir todas as cláusulas do contrato em vigor. Nas condições estabelecidas no contrato de concessão, o poder concedente autorizará a assunção do controle da concessionária por seus financiadores para promover sua reestruturação financeira e assegurar a continuidade da prestação dos serviços. Para garantir contratos de mútuo de longo prazo, destinados a investimentos relacionados a contratos de concessão, em qualquer de suas modalidades, as concessionárias poderão ceder ao mutuante, em caráter fiduciário, parcela de seus créditos operacionais futuros, observadas as seguintes condições: o contrato de cessão dos créditos deverá ser registrado em Cartório de Títulos e Documentos para ter eficácia perante terceiros; sem prejuízo do disposto no inciso I do caput deste artigo, a cessão do crédito não terá eficácia em relação ao Poder Público concedente senão quando for este formalmente notificado; os créditos futuros cedidos nos termos deste artigo serão constituídos sob a titularidade do mutuante, independentemente de qualquer formalidade adicional; o mutuante poderá indicar instituição financeira para efetuar a cobrança e receber os pagamentos dos créditos cedidos ou permitir que a concessionária o faça, na qualidade de representante e depositária; na hipótese de ter sido indicada instituição financeira, fica a concessionária obrigada a apresentar a essa os créditos para cobrança; os pagamentos dos créditos cedidos deverão ser depositados pela concessionária ou pela instituição encarregada da cobrança em conta corrente bancária vinculada ao contrato de mútuo; a instituição financeira depositária deverá transferir os valores recebidos ao mutuante à medida que as obrigações do contrato de mútuo tornarem-se exigíveis; e o contrato de cessão disporá sobre a devolução à concessionária dos recursos excedentes, sendo vedada a retenção do saldo após o adimplemento integral do contrato. Serão considerados contratos de longo prazo aqueles cujas obrigações tenham prazo médio de vencimento superior a 5 (cinco) anos. Encargos do poder concedente Incumbe ao poder concedente: 333

17 regulamentar o serviço concedido e fiscalizar permanentemente a sua prestação; aplicar as penalidades regulamentares e contratuais; intervir na prestação do serviço, nos casos e condições previstos em lei; extinguir a concessão, nos casos previstos nesta Lei e na forma prevista no contrato; homologar reajustes e proceder à revisão das tarifas na forma desta Lei, das normas pertinentes e do contrato; cumprir e fazer cumprir as disposições regulamentares do serviço e as cláusulas contratuais da concessão; zelar pela boa qualidade do serviço, receber, apurar e solucionar queixas e reclamações dos usuários, que serão cientificados, em até trinta dias, das providências tomadas; declarar de utilidade pública os bens necessários à execução do serviço ou obra pública, promovendo as desapropriações, diretamente ou mediante outorga de poderes à concessionária, caso em que será desta a responsabilidade pelas indenizações cabíveis; declarar de necessidade ou utilidade pública, para fins de instituição de servidão administrativa, os bens necessários à execução de serviço ou obra pública, promovendo-a diretamente ou mediante outorga de poderes à concessionária, caso em que será desta a responsabilidade pelas indenizações cabíveis; estimular o aumento da qualidade, produtividade, preservação do meioambiente e conservação; incentivar a competitividade; e estimular a formação de associações de usuários para defesa de interesses relativos ao serviço. No exercício da fiscalização, o poder concedente terá acesso aos dados relativos à administração, contabilidade, recursos técnicos, econômicos e financeiros da concessionária. A fiscalização do serviço será feita por intermédio de órgão técnico do poder concedente ou por entidade com ele conveniada, e, periodicamente, conforme previsto em norma regulamentar, por comissão composta de representantes do poder concedente, da concessionária e dos usuários. Encargos da concessionária Incumbe à concessionária: prestar serviço adequado, na forma prevista nesta Lei, nas normas técnicas aplicáveis e no contrato; 334

18 manter em dia o inventário e o registro dos bens vinculados à concessão; prestar contas da gestão do serviço ao poder concedente e aos usuários, nos termos definidos no contrato; cumprir e fazer cumprir as normas do serviço e as cláusulas contratuais da concessão; permitir aos encarregados da fiscalização livre acesso, em qualquer época, às obras, aos equipamentos e às instalações integrantes do serviço, bem como a seus registros contábeis; promover as desapropriações e constituir servidões autorizadas pelo poder concedente, conforme previsto no edital e no contrato; zelar pela integridade dos bens vinculados à prestação do serviço, bem como segurá-los adequadamente; e captar, aplicar e gerir os recursos financeiros necessários à prestação do serviço. As contratações, inclusive de mão-de-obra, feitas pela concessionária serão regidas pelas disposições de direito privado e pela legislação trabalhista, não se estabelecendo qualquer relação entre os terceiros contratados pela concessionária e o poder concedente. Intervenção Nos termos do art. 32, o poder concedente poderá intervir na concessão, com o fim de assegurar a adequação na prestação do serviço, bem como o fiel cumprimento das normas contratuais, regulamentares e legais pertinentes. A intervenção far-se-á por decreto do poder concedente, que conterá a designação do interventor, o prazo da intervenção e os objetivos e limites da medida. Declarada a intervenção, o poder concedente deverá, no prazo de trinta dias, instaurar procedimento administrativo para comprovar as causas determinantes da medida e apurar responsabilidades, assegurado o direito de ampla defesa. Se ficar comprovado que a intervenção não observou os pressupostos legais e regulamentares será declarada sua nulidade, devendo o serviço ser imediatamente devolvido à concessionária, sem prejuízo de seu direito à indenização. O procedimento administrativo deverá ser concluído no prazo de até cento e oitenta dias, sob pena de considerar-se inválida a intervenção. 335

19 Cessada a intervenção, se não for extinta a concessão, a administração do serviço será devolvida à concessionária, precedida de prestação de contas pelo interventor, que responderá pelos atos praticados durante a sua gestão. Extinção da concessão Extingue-se a concessão por: advento do termo contratual; encampação; caducidade; rescisão; anulação; e falência ou extinção da empresa concessionária e falecimento ou incapacidade do titular, no caso de empresa individual. Extinta a concessão, retornam ao poder concedente todos os bens reversíveis, direitos e privilégios transferidos ao concessionário conforme previsto no edital e estabelecido no contrato, bem como haverá a imediata assunção do serviço pelo poder concedente, procedendo-se aos levantamentos, avaliações e liquidações necessários. A assunção do serviço autoriza a ocupação das instalações e a utilização, pelo poder concedente, de todos os bens reversíveis. Nos casos de advento do termo contratual e encampação, o poder concedente, antecipando-se à extinção da concessão, procederá aos levantamentos e avaliações necessários à determinação dos montantes da indenização que será devida à concessionária. - Advento no termo contratual (reversão da concessão): é o término da concessão por ter chegado ao prazo final contratado. A reversão no advento do termo contratual far-se-á com a indenização das parcelas dos investimentos vinculados a bens reversíveis, ainda não amortizados ou depreciados, que tenham sido realizados com o objetivo de garantir a continuidade e atualidade do serviço concedido. Importante destacar que essa regra é aplicável a todas as formas de extinção. - Encampação: é a retomada do serviço pelo poder concedente durante o prazo da concessão se presentes os seguintes requisitos: a) interesse público, b) lei autorizativa específica; c) prévio pagamento da indenização. (TJ/PI/Juiz/2007/CESPE) A extinção do contrato administrativo de concessão pela retomada do serviço pelo poder concedente durante o prazo da concessão, por motivo 336

20 de interesse público, mediante lei autorizativa específica e após prévio pagamento da indenização, denomina-se apropriadamente a) caducidade b) rescisão. c) anulação. d) encampação. e) reversão. - Caducidade: a inexecução total ou parcial do contrato acarretará, a critério do poder concedente, demonstrando tratar-se de ato discricionário, a declaração de caducidade da concessão ou a aplicação das sanções contratuais. A caducidade da concessão poderá ser declarada pelo poder concedente quando: o serviço estiver sendo prestado de forma inadequada ou deficiente, tendo por base as normas, critérios, indicadores e parâmetros definidores da qualidade do serviço; a concessionária descumprir cláusulas contratuais ou disposições legais ou regulamentares concernentes à concessão; a concessionária paralisar o serviço ou concorrer para tanto, ressalvadas as hipóteses decorrentes de caso fortuito ou força maior; a concessionária perder as condições econômicas, técnicas ou operacionais para manter a adequada prestação do serviço concedido; a concessionária não cumprir as penalidades impostas por infrações, nos devidos prazos; a concessionária não atender a intimação do poder concedente no sentido de regularizar a prestação do serviço; e a concessionária for condenada em sentença transitada em julgado por sonegação de tributos, inclusive contribuições sociais. Uma outra hipótese de caducidade, já comentada nessa aula, está prevista no art. 27, e refere-se à extinção do contrato em função da transferência da concessão ou do controle societário da concessionária sem prévia anuência do poder concedente. Nesse caso a aplicação da caducidade é ato vinculado, diferentemente das hipóteses anteriores em que o Poder Público tem a opção de aplicar sanções ao invés de extinguir o vínculo. A declaração da caducidade da concessão deverá ser precedida da verificação da inadimplência da concessionária em processo administrativo, assegurado o direito de ampla defesa. Não será instaurado processo administrativo de inadimplência antes de comunicados à concessionária, detalhadamente, os descumprimentos contratuais referidos acima, dando-lhe um prazo para corrigir as falhas e transgressões apontadas e para o enquadramento, nos termos contratuais. Instaurado o processo administrativo e comprovada a inadimplência, a caducidade será declarada por decreto do poder concedente, independentemente de indenização prévia, calculada no decurso do processo. 337

21 Da indenização será descontado o valor das multas contratuais e dos danos causados pela concessionária. Declarada a caducidade, não resultará para o poder concedente qualquer espécie de responsabilidade em relação aos encargos, ônus, obrigações ou compromissos com terceiros ou com empregados da concessionária. - Rescisão: o contrato de concessão poderá ser rescindido por iniciativa da concessionária, no caso de descumprimento das normas contratuais pelo poder concedente, mediante ação judicial especialmente intentada para esse fim. Nesta hipótese, os serviços prestados pela concessionária não poderão ser interrompidos ou paralisados, até a decisão judicial transitada em julgado. (AUGEM/Auditor/2008/CESPE) Em razão do princípio da continuidade do serviço público, a concessionária não pode requerer judicialmente a rescisão do contrato de concessão, nem mesmo se o poder concedente descumprir as normas contratuais. (errada) - Anulação: é a extinção da concessão em função de ilegalidade, podendo ser decretada unilateralmente pela Administração Pública no exercício do seu poder de autotutela ou pelo Poder Judiciário, se provocado. - Falência ou extinção da empresa concessionária e falecimento ou incapacidade do titular, no caso de empresa individual: ocorrendo qualquer um desses eventos ocorrerá automaticamente a extinção da concessão. Autorização Autorização é ato discricionário e precário por meio do qual a Administração Pública consente que o particular exerça determinada atividade ou utilize bem público em seu proveito. É inerente da autorização que o particular não pode exercer a atividade ou usufruir do bem público sem o consentimento do Estado, pois este está incumbido de analisar discricionariamente se o interesse público será preservado. Exemplos: autorização para porte de arma, para fechamento de ruas para festas, para estacionamento de veículos particulares em terreno público, etc. (DPE/ES/Defensor/2009/CESPE) A autorização de serviço público constitui contrato administrativo pelo qual o poder público delega a execução de um serviço de sua titularidade a determinado particular, para que o execute em seu próprio nome, por sua conta e risco, predominantemente em benefício próprio, razão pela qual não depende de licitação e, quando revogado pela administração pública, gera, para o autorizatário, o direito à correspondente indenização. (errada) 338

22 (ESAF/ANALISTA RECIFE/2003) Quanto à concessão, permissão e autorização, a celebração de contrato é incompatível em caso de: a) permissão de uso ou de serviço. b) concessão e permissão. c) concessão e autorização. d) concessão de serviços públicos. e) autorização. QUESTÕES INDICADAS NESSA AULA SOBRE SERVIÇOS PÚBLICOS 1) (PGEPI/Procurador/2008/CESPE) Contrato administrativo pelo qual a administração pública delega a outrem a execução de um serviço público, para que o execute em seu próprio nome, por sua conta e risco, mediante tarifa paga pelo usuário ou outra forma de remuneração decorrente da exploração do serviço. Maria Sylvia Di Pietro. Parcerias na administração pública. São Paulo: Atlas, 1999, p. 72 (com adaptações). A definição apresentada no texto acima refere-se ao instituto denominado a) autorização de serviço público. b) permissão de serviço público. c) contrato de empreitada de obra pública. d) concessão de obra pública. e) concessão de serviço público. 2) (AUGEM/Auditor/2008/CESPE) As concessões de serviço público só podem ser outorgadas por prazo determinado. 3) (AUGEM/Auditor/2008/CESPE) A permissão é formalizada por contrato administrativo, tem como objeto a prestação de serviços públicos e pode ser firmada tanto com pessoa física quanto com pessoa jurídica ou consórcio de empresas. 4) (CESPE/ASSISTENTE JUDICIÁRIO/TJPE/2001) A prefeitura de determinada cidade delegou a uma empresa privada, por meio de contrato de adesão precedido de licitação, a incumbência de explorar linhas de ônibus, de modo precário e revogável. Diante desse caso hipotético, é correto afirmar que foi utilizado o instituto da a) autorização de serviço. b) permissão de serviço público. c) concessão de serviço público. d) delegação de competência. e) outorga de serviço. 5) (JUIZ/TRT 9/2003) Permissão é o ato administrativo negocial, discricionário e precário, pelo qual o Poder Público faculta ao particular a execução de serviços de interesse coletivo, ou o uso especial de bens públicos, a título gratuito ou remunerado, nas condições estabelecidas pela Administração. 6) (ESAF/PFN/2003) A permissão de serviço público, nos termos da legislação federal, deverá ser formalizada mediante: a) termo de permissão b) contrato administrativo c) contrato de permissão d) contrato de adesão e) termo de compromisso 7) (PROCURADORIA GERAL DO ESTADO/MS/2001) Em se tratando de concessão e permissão de serviços públicos considera-se, legalmente, serviço adequado: a) O que satisfaz às condições de regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade de tarifas. b) O que atende aos princípios da eficiência, da indisponibilidade do interesse público e da continuidade do serviço público. c) O que é realizado com razoabilidade e eficiência. d) O que atende ao princípio da eficiência. e) O que decorre da supremacia do interesse público. 339

23 8) (CONTROLADOR DE ARRECADAÇÃO/RIO DE JANEIRO/2002) A qualidade do serviço público prestado à população, a que corresponde o direito do usuário de exigi-la, é consectário do princípio constitucional da: a) eficiência b) moralidade c) motivação necessária d) continuidade dos serviços públicos 9) (TJTO/Magistratura/2007/CESPE) Conforme entendimento do STJ, a concessionária não pode suspender o fornecimento de energia elétrica, em face do princípio da continuidade do serviço público. 10) (TJTO/Magistratura/2007/CESPE) Nos contratos de concessão e permissão de serviço público, ressalvados os impostos sobre a renda, a criação, a alteração ou a extinção de quaisquer tributos ou encargos legais, após a apresentação da proposta, quando comprovado seu impacto, implicará a revisão da tarifa, para mais ou para menos, conforme o caso. 11) (PGE/PE/Procurador/2009/CESPE) O usuário do serviço público tem direito à respectiva prestação sem qualquer distinção de caráter pessoal, razão pela qual na concessão de serviços públicos é vedado o estabelecimento de tarifas diferenciadas em função das características técnicas ou de custos específicos provenientes do atendimento aos distintos segmentos do usuário. 12) (BACEN/Procurador/2009/CESPE) Se uma empresa apresentar-se como licitante para firmar contrato de concessão e, na fixação da tarifa apresentada como proposta, estiverem incluídos subsídios específicos que a empresa possua, não disponíveis para os demais licitantes, nesse caso, a proposta deverá ser analisada. 13) (STJ/Analista/2008/CESPE) No âmbito dos contratos de concessão, o edital pode prever a inversão da ordem das fases de habilitação e julgamento. Nesse caso, quando for encerrada a fase de classificação das propostas ou de oferecimento de lances, deverá ser aberto o invólucro com os documentos de habilitação do licitante mais bem classificado, para verificação do atendimento das condições fixadas no edital. 14) (BACEN/Procurador/2009/CESPE) Diante do princípio da indisponibilidade do interesse público, o contrato de concessão não poderá prever o emprego de mecanismos privados para a resolução de disputas decorrentes ou relacionadas ao contrato, como a arbitragem. 15) (MPERO/Promotor/2008/CESPE) Se determinado estado da Federação firmar contrato de concessão pública de transporte público interestadual, tal contrato poderá, conforme a legislação federal de regência, prever o emprego de mecanismos privados para resolução de disputas decorrentes desse contrato ou a ele relacionadas inclusive a arbitragem. 16) (BACEN/Procurador/2009/CESPE) Incumbe à concessionária a execução do serviço concedido e cabe-lhe responder por todos os prejuízos causados ao poder concedente, aos usuários ou a terceiros, sem que a fiscalização exercida pelo órgão competente exclua ou atenue essa responsabilidade. 17) (TJ/PI/Juiz/2007/CESPE) A extinção do contrato administrativo de concessão pela retomada do serviço pelo poder concedente durante o prazo da concessão, por motivo de interesse público, mediante lei autorizativa específica e após prévio pagamento da indenização, denomina-se apropriadamente a) caducidade b) rescisão. c) anulação. d) encampação. e) reversão. 18) (AUGEM/Auditor/2008/CESPE) Em razão do princípio da continuidade do serviço público, a concessionária não pode requerer judicialmente a rescisão do contrato de concessão, nem mesmo se o poder concedente descumprir as normas contratuais. 340

24 19) (DPE/ES/Defensor/2009/CESPE) A autorização de serviço público constitui contrato administrativo pelo qual o poder público delega a execução de um serviço de sua titularidade a determinado particular, para que o execute em seu próprio nome, por sua conta e risco, predominantemente em benefício próprio, razão pela qual não depende de licitação e, quando revogado pela administração pública, gera, para o autorizatário, o direito à correspondente indenização. 20) (ESAF/ANALISTA RECIFE/2003) Quanto à concessão, permissão e autorização, a celebração de contrato é incompatível em caso de: a) permissão de uso ou de serviço. b) concessão e permissão. c) concessão e autorização. d) concessão de serviços públicos. e) autorização. Gabarito: 1) E, 2) correta, 3) errada, 4) B, 5) correta, 6) D, 7) A, 8) A, 9) errada, 10) correta, 11) errada, 12) errada, 13) correta, 14) errada, 15) correta, 16) correta, 17) D, 18) errada, 19) errada, 20) E. Serviços sociais autônomos PONTO 14 Terceiro setor (entidades paraestatais) São pessoas jurídicas de direito privado, não integrantes da Administração Pública, sem fim lucrativos, que colaboram com o Poder Público por meio da execução de serviços de utilidade pública, beneficiando certos grupamentos sociais ou profissionais, cuja criação é autorizada por lei específica. (ESAF/2009/Receita Federal/Analista Tributário da Receita Federal) Os serviços sociais autônomos são entes paraestatais que não integram a Administração direta nem a indireta. (correta) Como exemplos: SESI (Serviço Social da Indústria), SESC (Serviço Social do Comércio), SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) e SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). Os recursos que estas pessoas de cooperação recebem têm como origem as contribuições parafiscais, espécie do gênero tributo, conforme se confirma da leitura do art. 240 da Constituição da República, arrecadados pelo Receita Federal do Brasil e repassados diretamente a tais entidades. Por terem sua criação autorizada por lei e receberem recursos públicos, sujeitam-se a controle do Poder Público, estando vinculadas à supervisão do Ministério em cuja área de competência estejam enquadradas, bem como à prestação de contas ao TCU. Seus empregados estão sujeitos à legislação trabalhista. O art. 1º, parágrafo único, da Lei 8.666/93 (Lei de licitações), preceitua que estão sujeitas a seu regime não apenas as pessoas integrantes da 341

25 Administração Direta e Indireta, mas também todas aquelas que são controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Município. Deduz-se da interpretação literal deste artigo que os serviços sociais autônomos são obrigados a licitar em suas contratações. Contudo, o Tribunal de Contas da União apresentou interpretação diversa, no sentido de que tais entidades não se submete à lei de licitações. Entretanto, conforme ressalta Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo, os serviços sociais não são livres para contratar; devem eles elaborar e publicar regulamentos próprios, definindo as regras relativas aos contratos que venham a celebrar, inclusive aos critérios para a escolha do contratado, observados os princípios da licitação (Decisão Plenária do TCU 907/1997). (CESPE/2009/ANATEL/Analista Administrativo/Administração) Por não fazerem parte da administração pública direta, ou mesmo indireta, e terem recursos exclusivamente das empresas privadas, as entidades componentes do sistema S conseguiram, recentemente, reverter, a seu favor, posicionamento do Tribunal de Contas da União (TCU) que dispunha sobre a obrigatoriedade de observância dos princípios licitatórios às entidades integrantes desse sistema. (errada. Quanto à licitação, em que pese o TCU tenha afastado a submissão à Lei 8.666/93, permanece a obrigatoriedade de observância dos princípios licitatórios) (CESPE/2009/TCU/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO/AUDITORIA DE OBRAS PÚBLICAS) As entidades do Sistema S (SESI, SESC, SENAI etc.), conforme entendimento do TCU, não se submetem aos estritos termos da Lei n.º 8.666/1993, mas sim a regulamentos próprios. (correta) Quanto ao foro para os litígios, a questão é pacífica, conforme súmula 516 do STF: o Serviço Social da Indústria SESI está sujeito à jurisdição da Justiça Estadual. No que concerne a privilégios tributários, nos termos do art. 150, VI, a, da Constituição da República, é vedado à União, ao Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, instituir impostos sobre o patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituição de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei. Beneficiam-se, portanto, os serviços sociais autônomos da imunidade de impostos sobre patrimônio, renda ou serviços, relacionados a atividades estritamente vinculadas aos seus fins essenciais. Entidades de apoio São pessoas jurídicas de direito privado, vinculadas à Administração Pública por meio de convênios (em regra), sem fins lucrativos, instituídas por servidores públicos, em nome próprio, sob a forma de fundação, associação ou cooperativa, para a prestação de serviços sociais não exclusivos do Estado. 342

26 Por meio desses convênios, em regra, é previsto que a entidade de apoio se utilize de bens móveis e imóveis pertencentes ao Poder Público, além dos servidores. (CESPE/2009/AGU/Advogado) As entidades de apoio são pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos, que podem ser instituídas sob a forma de fundação, associação ou cooperativa, tendo por objeto a prestação, em caráter privado, de serviços sociais não exclusivos do Estado. Tais entidades mantêm vínculo jurídico com a administração pública direta ou indireta, em regra, por meio de convênio. Por sua vez, os serviços sociais autônomos são entes paraestatais, de cooperação com o poder público, prestando serviço público delegado pelo Estado. (errada) Organizações sociais São regulamentadas pela Lei 9.637, de 15 de maio de 1998: - Qualificação O Poder Executivo poderá qualificar como organizações sociais, por meio de contratos de gestão, pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujas atividades sejam dirigidas: ao ensino; à pesquisa científica; ao desenvolvimento tecnológico; à proteção e preservação do meio ambiente; à cultura e; à saúde. (PGE/PE/Procurador/2009/CESPE) Organização social é a qualificação jurídica conferida a pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, para desempenhar serviço público de natureza social. Referida qualificação somente pode ser outorgada e cancelada mediante lei. (errada) (ESAF/2009/Receita Federal/Analista Tributário da Receita Federal) Organização social é a qualificação jurídica dada a pessoa jurídica de direito privado ou público, sem fins lucrativos, e que recebe delegação do Poder Público, mediante contrato de gestão, para desempenhar serviço público de natureza social. (PGE/PE/Procurador/2009/CESPE) Tanto a organização social quanto a organização da sociedade civil de interesse público recebem ou podem receber delegação para a gestão de serviço público. (errada) (PGE/CE/Procurador/2008/CESPE) As organizações sociais são pessoas jurídicas de direito público, instituídas por iniciativa de particulares para desempenhar serviços sociais não-exclusivos do Estado, com incentivo e fiscalização do poder público, mediante vínculo jurídico instituído por meio de parceria público-privada. (errada) 343

27 (FCC/2010/TJ-PI/Assessor Jurídico) As Organizações Sociais podem atuar nas áreas de ensino, pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, proteção e preservação do meio ambiente, cultura e saúde. (correta) (FCC/2010/TJ-PI/Assessor Jurídico) O Poder Executivo poderá qualificar como "organizações sociais" pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, para o desempenho de determinadas atividades de caráter social. (correta) A qualificação é ato discricionário do Ministro ou titular de órgão supervisor ou regulador da área de atividade correspondente ao seu objeto social e do Ministro de Estado da Administração Federal e Reforma do Estado. Além da discricionariedade administrativa, deverá a empresa interessada na qualificação comprovar o registro de seu ato constitutivo, dispondo sobre: natureza social de seus objetivos relativos à respectiva área de atuação; finalidade não-lucrativa, com a obrigatoriedade de investimento de seus excedentes financeiros no desenvolvimento das próprias atividades; previsão expressa de a entidade ter, como órgãos de deliberação superior e de direção, um conselho de administração e uma diretoria definidos nos termos do estatuto, asseguradas àquele composição e atribuições normativas e de controle básicas previstas nesta Lei; previsão de participação, no órgão colegiado de deliberação superior, de representantes do Poder Público e de membros da comunidade, de notória capacidade profissional e idoneidade moral; (FCC/2009/TRT/7ª Região (CE)/Analista Judiciário/Área Administrativa) Para que entidades privadas se habilitem como Organização Social têm que ter previsão no seu ato constitutivo, dentre outros requisitos, de participação, no órgão colegiado de deliberação superior, de representantes do Poder Público e de membros da comunidade, de notória capacidade profissional e idoneidade moral. (correta) composição e atribuições da diretoria; obrigatoriedade de publicação anual, no Diário Oficial da União, dos relatórios financeiros e do relatório de execução do contrato de gestão; no caso de associação civil, a aceitação de novos associados, na forma do estatuto; proibição de distribuição de bens ou de parcela do patrimônio líquido em qualquer hipótese, inclusive em razão de desligamento, retirada ou falecimento de associado ou membro da entidade; previsão de incorporação integral do patrimônio, dos legados ou das doações que lhe foram destinados, bem como dos excedentes financeiros decorrentes de suas atividades, em caso de extinção ou desqualificação, ao patrimônio de outra organização social qualificada no âmbito da União, da mesma área de atuação, ou ao patrimônio da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, na proporção dos recursos e bens por estes alocados; 344

28 - Desqualificação O Poder Executivo poderá proceder à desqualificação da entidade como organização social, quando constatado o descumprimento das disposições contidas no contrato de gestão. A desqualificação será precedida de processo administrativo, assegurado o direito de ampla defesa, respondendo os dirigentes da organização social, individual e solidariamente, pelos danos ou prejuízos decorrentes de sua ação ou omissão. (TRF1/Juiz/2009/CESPE) A desqualificação de entidade como organização social dependerá de regular processo judicial movido pelo MP, com base no descumprimento das disposições contidas no contrato de gestão. (errada) A desqualificação importará reversão dos bens permitidos e dos valores entregues à utilização da organização social, sem prejuízo de outras sanções cabíveis. - Do Conselho de Administração O conselho de administração deve estar estruturado nos termos que dispuser o respectivo estatuto, observados, para os fins de atendimento dos requisitos de qualificação, os seguintes critérios básicos: Composição Composição Membros 20 a 40% membros natos representantes do Poder Público, definidos pelo estatuto da entidade 20 a 30% membros natos representantes de entidades da sociedade civil, definidos pelo estatuto até 10%, no caso de de membros eleitos dentre os membros ou os associados associação civil 10 a 30% membros eleitos pelos demais integrantes do conselho, dentre pessoas de notória capacidade profissional e reconhecida idoneidade moral; até 10% membros indicados ou eleitos na forma estabelecida pelo estatuto; os membros eleitos ou indicados para compor o Conselho devem ter mandato de quatro anos, admitida uma recondução; os representantes do Poder Público e das entidades da sociedade civil devem corresponder a mais de 50% (cinqüenta por cento) do Conselho; (PGE/PE/Procurador/2009/CESPE) O órgão de deliberação superior da organização social não pode ter representante do poder público. (errada) 345

29 (FCC/2010/TJ-PI/Assessor Jurídico) O órgão de deliberação superior das Organizações Sociais precisa ter representantes do Poder Público e de membros da comunidade, de notória capacidade profissional e idoneidade moral. (correta) o primeiro mandato de metade dos membros eleitos ou indicados deve ser de dois anos, segundo critérios estabelecidos no estatuto; o dirigente máximo da entidade deve participar das reuniões do conselho, sem direito a voto; o Conselho deve reunir-se ordinariamente, no mínimo, três vezes a cada ano e, extraordinariamente, a qualquer tempo; os conselheiros não devem receber remuneração pelos serviços que, nesta condição, prestarem à organização social, ressalvada a ajuda de custo por reunião da qual participem; os conselheiros eleitos ou indicados para integrar a diretoria da entidade devem renunciar ao assumirem funções executivas. Atribuições Dentre outras: fixar o âmbito de atuação da entidade, para consecução do seu objeto; aprovar a proposta de contrato de gestão da entidade; aprovar a proposta de orçamento da entidade e o programa de investimentos; designar e dispensar os membros da diretoria; fixar a remuneração dos membros da diretoria; aprovar e dispor sobre a alteração dos estatutos e a extinção da entidade por maioria, no mínimo, de dois terços de seus membros; aprovar o regimento interno da entidade, que deve dispor, no mínimo, sobre a estrutura, forma de gerenciamento, os cargos e respectivas competências; aprovar por maioria, no mínimo, de dois terços de seus membros, o regulamento próprio contendo os procedimentos que deve adotar para a contratação de obras, serviços, compras e alienações e o plano de cargos, salários e benefícios dos empregados da entidade; aprovar e encaminhar, ao órgão supervisor da execução do contrato de gestão, os relatórios gerenciais e de atividades da entidade, elaborados pela diretoria; fiscalizar o cumprimento das diretrizes e metas definidas e aprovar os demonstrativos financeiros e contábeis e as contas anuais da entidade, com o auxílio de auditoria externa. 346

30 - Contrato de Gestão Entende-se por contrato de gestão o instrumento firmado entre o Poder Público e a entidade qualificada como organização social, com vistas à formação de parceria entre as partes para fomento e execução de atividades relativas às áreas de atuação. (TRF1/Juiz/2009/CESPE) Entende-se por contrato de gestão o instrumento firmado entre o poder público e a entidade qualificada como OSCIP, com vistas à formação de parceria entre as partes para fomento e execução de atividades relativas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação do meio ambiente, à cultura e à saúde. (errada) O contrato de gestão, elaborado de comum acordo entre o órgão ou entidade supervisora e a organização social, discriminará as atribuições, responsabilidades e obrigações do Poder Público e da organização social. O contrato de gestão deve ser submetido, após aprovação pelo Conselho de Administração da entidade, ao Ministro de Estado ou autoridade supervisora da área correspondente à atividade fomentada. Na elaboração do contrato de gestão, devem ser observados os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, economicidade e, também, os seguintes preceitos: especificação do programa de trabalho proposto pela organização social, a estipulação das metas a serem atingidas e os respectivos prazos de execução, bem como previsão expressa dos critérios objetivos de avaliação de desempenho a serem utilizados, mediante indicadores de qualidade e produtividade; a estipulação dos limites e critérios para despesa com remuneração e vantagens de qualquer natureza a serem percebidas pelos dirigentes e empregados das organizações sociais, no exercício de suas funções. (ESAF/2009/Receita Federal/Analista Tributário da Receita Federal) O contrato de gestão, quando celebrado com organizações sociais, restringe a sua autonomia. (correta; diferentemente do que ocorre quando firmado com órgãos ou entidades da administração indireta, pois nesses casos o contrato de gestão amplia a autonomia) Os Ministros de Estado ou autoridades supervisoras da área de atuação da entidade devem definir as demais cláusulas dos contratos de gestão de que sejam signatários. Execução e Fiscalização do Contrato de Gestão A execução do contrato de gestão celebrado por organização social será fiscalizada pelo órgão ou entidade supervisora da área de atuação correspondente à atividade fomentada. 347

31 (TRF5/Juiz/2009/CESPE) As leis que dispõem sobre a qualificação de entidades como organizações sociais e como OSCIPs são instrumentos importantes da reforma do Estado brasileiro realizada na segunda metade da década passada. Essas leis, contudo, não preveem formas de controle dessas entidades, que, apesar de caracterizarem-se como privadas, são fomentadas pelo poder público. (errada) A entidade qualificada apresentará ao órgão ou entidade do Poder Público supervisora signatária do contrato, ao término de cada exercício ou a qualquer momento, conforme recomende o interesse público, relatório pertinente à execução do contrato de gestão, contendo comparativo específico das metas propostas com os resultados alcançados, acompanhado da prestação de contas correspondente ao exercício financeiro. Os resultados atingidos com a execução do contrato de gestão devem ser analisados, periodicamente, por comissão de avaliação, indicada pela autoridade supervisora da área correspondente, composta por especialistas de notória capacidade e adequada qualificação. A comissão deve encaminhar à autoridade supervisora relatório conclusivo sobre a avaliação procedida. Os responsáveis pela fiscalização da execução do contrato de gestão, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade na utilização de recursos ou bens de origem pública por organização social, dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União, sob pena de responsabilidade solidária. Sem prejuízo da medida a que se refere o parágrafo anterior, quando assim exigir a gravidade dos fatos ou o interesse público, havendo indícios fundados de malversação de bens ou recursos de origem pública, os responsáveis pela fiscalização representarão ao Ministério Público, à Advocacia-Geral da União ou à Procuradoria da entidade para que requeira ao juízo competente a decretação da indisponibilidade dos bens da entidade e o seqüestro dos bens dos seus dirigentes, bem como de agente público ou terceiro, que possam ter enriquecido ilicitamente ou causado dano ao patrimônio público. O pedido de seqüestro será processado de acordo com o disposto nos arts. 822 e 825 do Código de Processo Civil. Quando for o caso, o pedido incluirá a investigação, o exame e o bloqueio de bens, contas bancárias e aplicações mantidas pelo demandado no País e no exterior, nos termos da lei e dos tratados internacionais. Até o término da ação, o Poder Público permanecerá como depositário e gestor dos bens e valores seqüestrados ou indisponíveis e velará pela continuidade das atividades sociais da entidade. - Fomento às Atividades Sociais 348

32 As entidades qualificadas como organizações sociais são declaradas como entidades de interesse social e utilidade pública, para todos os efeitos legais. - Patrimônio e recursos Às organizações sociais poderão ser destinados recursos orçamentários e bens públicos necessários ao cumprimento do contrato de gestão. (CESPE/2009/TRF/2ª REGIÃO/Juiz) As organizações sociais poderão receber recursos públicos mediante transferências voluntárias, mas não poderão receber recursos diretamente do orçamento. (errada) São assegurados às organizações sociais os créditos previstos no orçamento e as respectivas liberações financeiras, de acordo com o cronograma de desembolso previsto no contrato de gestão. Poderá ser adicionada aos créditos orçamentários destinados ao custeio do contrato de gestão parcela de recursos para compensar desligamento de servidor cedido, desde que haja justificativa expressa da necessidade pela organização social. Os bens serão destinados às organizações sociais, dispensada licitação, mediante permissão de uso, consoante cláusula expressa do contrato de gestão. (FCC/2010/TJ-PI/Assessor Jurídico) O Poder Público poderá destinar às Organizações Sociais recursos orçamentários e bens públicos necessários ao cumprimento do contrato de gestão; a destinação dos bens públicos dar-se-á com dispensa de licitação e mediante permissão de uso. (correta) (FCC/2009/PGE-RJ/Técnico Superior de Procuradoria) O instrumento jurídico adequado para a destinação de bens públicos às organizações sociais integrantes do terceiro setor é a a) concessão de direito real de uso, com prévia licitação b) autorização de uso, com prévia licitação. c) concessão de uso, sendo dispensada a licitação. d) permissão de uso, sendo dispensada a licitação. e) permuta, sendo dispensada a licitação. Os bens móveis públicos permitidos para uso poderão ser permutados por outros de igual ou maior valor, condicionado a que os novos bens integrem o patrimônio da União. A permuta dependerá de prévia avaliação do bem e expressa autorização do Poder Público. - Cessão de pessoal 349

33 É facultado ao Poder Executivo a cessão especial de servidor para as organizações sociais, com ônus para a origem. Não será incorporada aos vencimentos ou à remuneração de origem do servidor cedido qualquer vantagem pecuniária que vier a ser paga pela organização social. Não será permitido o pagamento de vantagem pecuniária permanente por organização social a servidor cedido com recursos provenientes do contrato de gestão, ressalvada a hipótese de adicional relativo ao exercício de função temporária de direção e assessoria. O servidor cedido perceberá as vantagens do cargo a que fizer juz no órgão de origem, quando ocupante de cargo de primeiro ou de segundo escalão na organização social. Licitação O inciso XXIV do art. 24 da Lei 8.666/93 considera dispensável a licitação para a celebração de contratos de prestação de serviços com as organizações sociais, qualificadas no âmbito das respectivas esferas de governo, para atividades contempladas no contrato de gestão. Esse dispositivo foi questionado no STF por meio da ADI 1923/DF, sendo o pedido de medida liminar indeferido por maioria. Prevaleceu a posição que sustentava a sua constitucionalidade. (TRF5/Juiz/2009/CESPE) O plenário do STF deferiu medida cautelar em ação direta de inconstitucionalidade para suspender a eficácia do dispositivo legal que diz ser dispensável a licitação para a celebração de contratos de prestação de serviços com as organizações sociais, qualificadas no âmbito das respectivas esferas de governo, para atividades contempladas no contrato de gestão. (errada) Programa Nacional de Publicização Será criado, mediante decreto do Poder Executivo, o Programa Nacional de Publicização - PNP, com o objetivo de estabelecer diretrizes e critérios para a qualificação de organizações sociais, a fim de assegurar a absorção por organizações sociais qualificadas na forma da lei ora analisada, de atividades desenvolvidas por entidades ou órgãos públicos da União, que atuem nas atividades dirigidas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação do meio ambiente, à cultura e à saúde, observadas as seguintes diretrizes: ênfase no atendimento do cidadão-cliente; ênfase nos resultados, qualitativos e quantitativos nos prazos pactuados; controle social das ações de forma transparente. 350

34 As extinções e a absorção de atividades e serviços por organizações sociais observarão os seguintes preceitos: os servidores integrantes dos quadros permanentes dos órgãos e das entidades extintos terão garantidos todos os direitos e vantagens decorrentes do respectivo cargo ou emprego e integrarão quadro em extinção nos órgãos ou nas entidades indicados pela lei regulamentadora, sendo facultada aos órgãos e entidades supervisoras, ao seu critério exclusivo, a cessão de servidor, irrecusável para este, com ônus para a origem, à organização social que vier a absorver as correspondentes atividades; a desativação das unidades extintas será realizada mediante inventário de seus bens imóveis e de seu acervo físico, documental e material, bem como dos contratos e convênios, com a adoção de providências dirigidas à manutenção e ao prosseguimento das atividades sociais a cargo dessas unidades, nos termos da legislação aplicável em cada caso; os recursos e as receitas orçamentárias de qualquer natureza, destinados às unidades extintas, serão utilizados no processo de inventário e para a manutenção e o financiamento das atividades sociais até a assinatura do contrato de gestão; quando necessário, parcela dos recursos orçamentários poderá ser reprogramada, mediante crédito especial a ser enviado ao Congresso Nacional, para o órgão ou entidade supervisora dos contratos de gestão, para o fomento das atividades sociais, assegurada a liberação periódica do respectivo desembolso financeiro para a organização social. Poderá ser adicionada a esse orçamento parcela dos recursos decorrentes da economia de despesa incorrida pela União com os cargos e funções comissionados existentes nas unidades extintas. encerrados os processos de inventário, os cargos efetivos vagos e os em comissão serão considerados extintos; a organização social que tiver absorvido as atribuições das unidades extintas poderá adotar os símbolos designativos destes, seguidos da identificação "OS". A absorção pelas organizações sociais das atividades das unidades extintas efetivar-se-á mediante a celebração de contrato de gestão. Organização da sociedade civil de interesse público São regulamentadas pela Lei 9.790/99: - Qualificação Podem qualificar-se como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público as pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, desde 351

35 que os respectivos objetivos sociais e normas estatutárias atendam aos requisitos instituídos pela lei ora analisada. (FCC/2009/MPE-SE/Técnico do Ministério Público/Área Administrativa) As organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIPs) são entidades integrantes da administração indireta da União, dos Estados ou dos Municípios e que podem exercer, por ato de delegação, atividades de interesse público definidos na lei de sua instituição. (errada) A outorga da qualificação de OSCIP é ato vinculado. Considera-se sem fins lucrativos a pessoa jurídica de direito privado que não distribui, entre os seus sócios ou associados, conselheiros, diretores, empregados ou doadores, eventuais excedentes operacionais, brutos ou líquidos, dividendos, bonificações, participações ou parcelas do seu patrimônio, auferidos mediante o exercício de suas atividades, e que os aplica integralmente na consecução do respectivo objeto social. (FCC/2009/TRT/7ª Região (CE/)/Analista Judiciário/Área Administrativa) As organizações da sociedade civil de interesse público só podem distribuir dividendos após cinco anos da sua criação. (errada, pois não podem distribuir dividendos) Não são passíveis de qualificação como OSCIP: as sociedades comerciais; os sindicatos, as associações de classe ou de representação de categoria profissional; as instituições religiosas ou voltadas para a disseminação de credos, cultos, práticas e visões devocionais e confessionais; as organizações partidárias e assemelhadas, inclusive suas fundações; as entidades de benefício mútuo destinadas a proporcionar bens ou serviços a um círculo restrito de associados ou sócios; as entidades e empresas que comercializam planos de saúde e assemelhados; as instituições hospitalares privadas não gratuitas e suas mantenedoras; as escolas privadas dedicadas ao ensino formal não gratuito e suas mantenedoras; as organizações sociais; as cooperativas; as fundações públicas; as fundações, sociedades civis ou associações de direito privado criadas por órgão público ou por fundações públicas; as organizações creditícias que tenham quaisquer tipo de vinculação com o sistema financeiro nacional a que se refere o art. 192 da Constituição Federal. 352

36 (TRF1/Juiz/2009/CESPE) Uma cooperativa qualificada como OSCIP poderá colaborar com o poder público para o fomento e a execução das atividades de interesse público, após a realização de consulta ao conselho de políticas públicas da respectiva área de atuação. (errada) (AUGEM/Auditor/2008/CESPE) Uma organização social pode também ser qualificada como OSCIP. (errada) (AUGEM/Auditor/2008/CESPE) As pessoas jurídicas de direito público podem qualificar-se como OSCIPs. (errada) (AUGEM/Auditor/2008/CESPE) As sociedades comerciais podem qualificar-se como OSCIPs. (errada) Na qualificação de uma OSCIP será observado o princípio da universalização dos serviços no respectivo âmbito de atuação das Organizações. Somente farão jus à qualificação as pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujos objetivos sociais tenham pelo menos uma das seguintes finalidades: promoção da assistência social; promoção da cultura, defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico; promoção gratuita da educação, observando-se a forma complementar de participação das organizações; promoção gratuita da saúde, observando-se a forma complementar de participação das organizações; promoção da segurança alimentar e nutricional; defesa, preservação e conservação do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável; promoção do voluntariado; promoção do desenvolvimento econômico e social e combate à pobreza; experimentação, não lucrativa, de novos modelos sócio-produtivos e de sistemas alternativos de produção, comércio, emprego e crédito; promoção de direitos estabelecidos, construção de novos direitos e assessoria jurídica gratuita de interesse suplementar; promoção da ética, da paz, da cidadania, dos direitos humanos, da democracia e de outros valores universais; estudos e pesquisas, desenvolvimento de tecnologias alternativas, produção e divulgação de informações e conhecimentos técnicos e científicos que digam respeito às atividades ora mencionadas. 353

37 (AUGEM/Auditor/2008/CESPE) Pessoa jurídica de direito privado que disponha dentre seus objetivos sociais a finalidade de promover a segurança alimentar e nutricional poderá, nos termos da Lei, qualificar-se como OSCIP. (correta) Atendido um dos objetivos acima, exige-se ainda, para qualificarem-se como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, que as pessoas jurídicas interessadas sejam regidas por estatutos cujas normas expressamente disponham sobre: a observância dos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, economicidade e da eficiência; a adoção de práticas de gestão administrativa, necessárias e suficientes a coibir a obtenção, de forma individual ou coletiva, de benefícios ou vantagens pessoais, em decorrência da participação no respectivo processo decisório; a constituição de conselho fiscal ou órgão equivalente, dotado de competência para opinar sobre os relatórios de desempenho financeiro e contábil, e sobre as operações patrimoniais realizadas, emitindo pareceres para os organismos superiores da entidade; (FCC/2005/PGE-SE/Procurador de Estado) Determinada pessoa jurídica de direito privado, constituída sob a forma de sociedade, não empresária e sem fins lucrativos, tem como objeto principal a prática de atividades de defesa do meio ambiente. Seu estatuto não prevê a existência de conselho de administração, mas prevê a existência de conselho fiscal, com atribuição de opinar sobre as demonstrações financeiras da entidade. Supondo existentes os demais requisitos legais, essa pessoa jurídica poderá qualificar-se como organização a) social, mas não como organização da sociedade civil de interesse público. b) da sociedade civil de interesse público, mas não como organização social. c) social e como organização da sociedade civil de interesse público, simultaneamente. d) social e como organização da sociedade civil de interesse público, embora não simultaneamente. e) social e como organização da sociedade civil de interesse público, desde que sua personalidade jurídica seja de direito público. a previsão de que, em caso de dissolução da entidade, o respectivo patrimônio líquido será transferido a outra pessoa jurídica qualificada como OSCIP, preferencialmente que tenha o mesmo objeto social da extinta; a previsão de que, na hipótese de a pessoa jurídica perder a qualificação de OSCIP, o respectivo acervo patrimonial disponível, adquirido com recursos públicos durante o período em que perdurou aquela qualificação, será transferido a outra pessoa jurídica qualificada como OSCIP, preferencialmente que tenha o mesmo objeto social; a possibilidade de se instituir remuneração para os dirigentes da entidade que atuem efetivamente na gestão executiva e para aqueles que a ela prestam serviços específicos, respeitados, em ambos os casos, os valores praticados pelo mercado, na região correspondente a sua área de atuação; 354

38 as normas de prestação de contas a serem observadas pela entidade, que determinarão, no mínimo: a observância dos princípios fundamentais de contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade; que se dê publicidade por qualquer meio eficaz, no encerramento do exercício fiscal, ao relatório de atividades e das demonstrações financeiras da entidade, incluindo-se as certidões negativas de débitos junto ao INSS e ao FGTS, colocando-os à disposição para exame de qualquer cidadão; a realização de auditoria, inclusive por auditores externos independentes se for o caso, da aplicação dos eventuais recursos objeto do termo de parceria conforme previsto em regulamento; a prestação de contas de todos os recursos e bens de origem pública recebidos pelas Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público será feita conforme determina o parágrafo único do art. 70 da Constituição Federal. É permitida a participação de servidores públicos na composição de conselho de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, vedada a percepção de remuneração ou subsídio, a qualquer título. (TRF1/Juiz/2009/CESPE) É vedada a participação de servidores públicos na composição do conselho de OSCIP. (errada) Cumpridos os requisitos listados acima, a pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos, interessada em obter a qualificação, deverá formular requerimento escrito ao Ministério da Justiça, instruído com cópias autenticadas dos seguintes documentos: I - estatuto registrado em cartório; II - ata de eleição de sua atual diretoria; III - balanço patrimonial e demonstração do resultado do exercício; IV - declaração de isenção do imposto de renda; V - inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes. Recebido o requerimento previsto no artigo anterior, o Ministério da Justiça decidirá, no prazo de trinta dias, deferindo ou não o pedido. (AUGEM/Auditor/2008/CESPE) O deferimento ou indeferimento ao pedido de qualificação de uma organização como OSCIP é atribuição de competência do Ministério da Fazenda. (errada) (FCC/2009/MPE-SE/Técnico do Ministério Público/Área Administrativa) As organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIPs) são entidades qualificadas como tal por ato do Ministério da Justiça e que podem celebrar termos de parceria com órgãos de qualquer ente da federação, para o exercício de atividades definidas na lei como de interesse público. (correta) 355

39 No caso de deferimento, o Ministério da Justiça emitirá, no prazo de quinze dias da decisão, certificado de qualificação da requerente como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. Indeferido o pedido, o Ministério da Justiça, no prazo de 15 dias, dará ciência da decisão, mediante publicação no Diário Oficial. O pedido de qualificação somente será indeferido quando: a requerente enquadrar-se nas hipóteses previstas no art. 2 o ; a requerente não atender aos requisitos descritos nos arts. 3 o e 4 o ; a documentação apresentada estiver incompleta. Perda da qualificação Perde-se a qualificação de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, a pedido ou mediante decisão proferida em processo administrativo ou judicial, de iniciativa popular ou do Ministério Público, no qual serão assegurados, ampla defesa e o devido contraditório. (TRF1/Juiz/2009/CESPE) A perda da qualificação de OSCIP ocorre a pedido ou mediante decisão proferida em processo administrativo ou judicial, de iniciativa popular ou do MP, no qual serão assegurados a ampla defesa e o contraditório. (correta) (PGE/PE/Procurador/2009/CESPE) A organização civil de interesse público pode perder a qualificação a pedido ou mediante decisão em processo administrativo, assegurado o contraditório e a ampla defesa. (correta) Vedado o anonimato, e desde que amparado por fundadas evidências de erro ou fraude, qualquer cidadão, respeitadas as prerrogativas do Ministério Público, é parte legítima para requerer, judicial ou administrativamente, a perda da qualificação de OSCIP. Termo de Parceria Fica instituído o Termo de Parceria, assim considerado o instrumento passível de ser firmado entre o Poder Público e as entidades qualificadas como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público destinado à formação de vínculo de cooperação entre as partes, para o fomento e a execução das atividades de interesse público previstas no art. 3 o. (FCC/2009/MPE-SE/Técnico do Ministério Público/Área Administrativa) As organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIPs) são entidades criadas pelo Poder Público em parceria com entes particulares, visando à celebração de Contratos de Gestão nas respectivas áreas de atuação, podendo integrar ou não as respectivas administrações indiretas. (errada) 356

40 O Termo de Parceria firmado de comum acordo entre o Poder Público e as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público discriminará direitos, responsabilidades e obrigações das partes signatárias. A celebração do Termo de Parceria será precedida de consulta aos Conselhos de Políticas Públicas das áreas correspondentes de atuação existentes, nos respectivos níveis de governo. São cláusulas essenciais do Termo de Parceria: a do objeto, que conterá a especificação do programa de trabalho proposto pela Organização da Sociedade Civil de Interesse Público; a de estipulação das metas e dos resultados a serem atingidos e os respectivos prazos de execução ou cronograma; a de previsão expressa dos critérios objetivos de avaliação de desempenho a serem utilizados, mediante indicadores de resultado; a de previsão de receitas e despesas a serem realizadas em seu cumprimento, estipulando item por item as categorias contábeis usadas pela organização e o detalhamento das remunerações e benefícios de pessoal a serem pagos, com recursos oriundos ou vinculados ao Termo de Parceria, a seus diretores, empregados e consultores; a que estabelece as obrigações da Sociedade Civil de Interesse Público, entre as quais a de apresentar ao Poder Público, ao término de cada exercício, relatório sobre a execução do objeto do Termo de Parceria, contendo comparativo específico das metas propostas com os resultados alcançados, acompanhado de prestação de contas dos gastos e receitas efetivamente realizados, independente das previsões mencionadas no tópico anterior; a de publicação, na imprensa oficial do Município, do Estado ou da União, conforme o alcance das atividades celebradas entre o órgão parceiro e a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, de extrato do Termo de Parceria e de demonstrativo da sua execução física e financeira, conforme modelo simplificado estabelecido em regulamento, contendo os dados principais da documentação obrigatória do item anterior, sob pena de não liberação dos recursos previstos no Termo de Parceria. (TRF5/Juiz/2009/CESPE) A administração pública gerencial deve dar ênfase na avaliação que tem como parâmetro os resultados obtidos, especialmente quando se trata da prestação de serviços sociais e científicos. Por essa razão, tanto a lei que trata das organizações sociais quanto a que trata das OSCIPs preveem que o instrumento firmado entre o poder público e as entidades qualificadas contrato de gestão e termo de parceria, respectivamente deve estipular as metas e os resultados a serem atingidos e os critérios objetivos de avaliação e desempenho. (correta) Caso a organização adquira bem imóvel com recursos provenientes da celebração do Termo de Parceria, este será gravado com cláusula de inalienabilidade. 357

41 - Fiscalização da execução do objeto do termo de parceria A execução do objeto do Termo de Parceria será acompanhada e fiscalizada por órgão do Poder Público da área de atuação correspondente à atividade fomentada, e pelos Conselhos de Políticas Públicas das áreas correspondentes de atuação existentes, em cada nível de governo. Os resultados atingidos com a execução do Termo de Parceria devem ser analisados por comissão de avaliação, composta de comum acordo entre o órgão parceiro e a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. A comissão encaminhará à autoridade competente relatório conclusivo sobre a avaliação procedida. Os responsáveis pela fiscalização do Termo de Parceria, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade na utilização de recursos ou bens de origem pública pela organização parceira, darão imediata ciência ao Tribunal de Contas respectivo e ao Ministério Público, sob pena de responsabilidade solidária. Sem prejuízo dessa medida, havendo indícios fundados de malversação de bens ou recursos de origem pública, os responsáveis pela fiscalização representarão ao Ministério Público, à Advocacia-Geral da União, para que requeiram ao juízo competente a decretação da indisponibilidade dos bens da entidade e o seqüestro dos bens dos seus dirigentes, bem como de agente público ou terceiro, que possam ter enriquecido ilicitamente ou causado dano ao patrimônio público, além de outras medidas consubstanciadas na Lei n o 8.429, de 2 de junho de 1992 (dispõe sobre sanções aplicáveis pela prática de atos de improbidade administrativa), e na Lei Complementar n o 64, de 18 de maio de 1990 (estabelece casos de inelegibilidade). O pedido de seqüestro será processado de acordo com o disposto nos arts. 822 e 825 do Código de Processo Civil. Quando for o caso, o pedido incluirá a investigação, o exame e o bloqueio de bens, contas bancárias e aplicações mantidas pelo demandado no País e no exterior, nos termos da lei e dos tratados internacionais. Até o término da ação, o Poder Público permanecerá como depositário e gestor dos bens e valores seqüestrados ou indisponíveis e velará pela continuidade das atividades sociais da organização parceira. É vedada às entidades qualificadas como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público a participação em campanhas de interesse político-partidário ou eleitorais, sob quaisquer meios ou formas. 358

42 O Ministério da Justiça permitirá, mediante requerimento dos interessados, livre acesso público a todas as informações pertinentes às Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público. QUESTÕES INDICADAS NESSA AULA SOBRE TERCEIRO SETOR 1) (ESAF/2009/Receita Federal/Analista Tributário da Receita Federal) Os serviços sociais autônomos são entes paraestatais que não integram a Administração direta nem a indireta. 2) (CESPE/2009/ANATEL/Analista Administrativo/Administração) Por não fazerem parte da administração pública direta, ou mesmo indireta, e terem recursos exclusivamente das empresas privadas, as entidades componentes do sistema S conseguiram, recentemente, reverter, a seu favor, posicionamento do Tribunal de Contas da União (TCU) que dispunha sobre a obrigatoriedade de observância dos princípios licitatórios às entidades integrantes desse sistema. 3) (CESPE/2009/TCU/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO/AUDITORIA DE OBRAS PÚBLICAS) As entidades do Sistema S (SESI, SESC, SENAI etc.), conforme entendimento do TCU, não se submetem aos estritos termos da Lei n.º 8.666/1993, mas sim a regulamentos próprios. 4) (CESPE/2009/AGU/Advogado) As entidades de apoio são pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos, que podem ser instituídas sob a forma de fundação, associação ou cooperativa, tendo por objeto a prestação, em caráter privado, de serviços sociais não exclusivos do Estado. Tais entidades mantêm vínculo jurídico com a administração pública direta ou indireta, em regra, por meio de convênio. Por sua vez, os serviços sociais autônomos são entes paraestatais, de cooperação com o poder público, prestando serviço público delegado pelo Estado. 5) (PGE/PE/Procurador/2009/CESPE) Organização social é a qualificação jurídica conferida a pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, para desempenhar serviço público de natureza social. Referida qualificação somente pode ser outorgada e cancelada mediante lei. 6) (ESAF/2009/Receita Federal/Analista Tributário da Receita Federal) Organização social é a qualificação jurídica dada a pessoa jurídica de direito privado ou público, sem fins lucrativos, e que recebe delegação do Poder Público, mediante contrato de gestão, para desempenhar serviço público de natureza social. 7) (PGE/PE/Procurador/2009/CESPE) Tanto a organização social quanto a organização da sociedade civil de interesse público recebem ou podem receber delegação para a gestão de serviço público. 8) (PGE/CE/Procurador/2008/CESPE) As organizações sociais são pessoas jurídicas de direito público, instituídas por iniciativa de particulares para desempenhar serviços sociais nãoexclusivos do Estado, com incentivo e fiscalização do poder público, mediante vínculo jurídico instituído por meio de parceria público-privada. 9) (FCC/2010/TJ-PI/Assessor Jurídico) As Organizações Sociais podem atuar nas áreas de ensino, pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, proteção e preservação do meio ambiente, cultura e saúde. 10) (FCC/2010/TJ-PI/Assessor Jurídico) O Poder Executivo poderá qualificar como "organizações sociais" pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, para o desempenho de determinadas atividades de caráter social. 359

43 11) (FCC/2009/TRT/7ª Região (CE)/Analista Judiciário/Área Administrativa) Para que entidades privadas se habilitem como Organização Social têm que ter previsão no seu ato constitutivo, dentre outros requisitos, de participação, no órgão colegiado de deliberação superior, de representantes do Poder Público e de membros da comunidade, de notória capacidade profissional e idoneidade moral. 12) (TRF1/Juiz/2009/CESPE) A desqualificação de entidade como organização social dependerá de regular processo judicial movido pelo MP, com base no descumprimento das disposições contidas no contrato de gestão. 13) (PGE/PE/Procurador/2009/CESPE) O órgão de deliberação superior da organização social não pode ter representante do poder público. 14) (FCC/2010/TJ-PI/Assessor Jurídico) O órgão de deliberação superior das Organizações Sociais precisa ter representantes do Poder Público e de membros da comunidade, de notória capacidade profissional e idoneidade moral. 15) (TRF1/Juiz/2009/CESPE) Entende-se por contrato de gestão o instrumento firmado entre o poder público e a entidade qualificada como OSCIP, com vistas à formação de parceria entre as partes para fomento e execução de atividades relativas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação do meio ambiente, à cultura e à saúde. 16) (ESAF/2009/Receita Federal/Analista Tributário da Receita Federal) O contrato de gestão, quando celebrado com organizações sociais, restringe a sua autonomia. 17) (TRF5/Juiz/2009/CESPE) As leis que dispõem sobre a qualificação de entidades como organizações sociais e como OSCIPs são instrumentos importantes da reforma do Estado brasileiro realizada na segunda metade da década passada. Essas leis, contudo, não preveem formas de controle dessas entidades, que, apesar de caracterizarem-se como privadas, são fomentadas pelo poder público. 18) (CESPE/2009/TRF/2ª REGIÃO/Juiz) As organizações sociais poderão receber recursos públicos mediante transferências voluntárias, mas não poderão receber recursos diretamente do orçamento. 19) (FCC/2010/TJ-PI/Assessor Jurídico) O Poder Público poderá destinar às Organizações Sociais recursos orçamentários e bens públicos necessários ao cumprimento do contrato de gestão; a destinação dos bens públicos dar-se-á com dispensa de licitação e mediante permissão de uso. 20) (FCC/2009/PGE-RJ/Técnico Superior de Procuradoria) O instrumento jurídico adequado para a destinação de bens públicos às organizações sociais integrantes do terceiro setor é a a) concessão de direito real de uso, com prévia licitação b) autorização de uso, com prévia licitação. c) concessão de uso, sendo dispensada a licitação. d) permissão de uso, sendo dispensada a licitação. e) permuta, sendo dispensada a licitação. 21) (TRF5/Juiz/2009/CESPE) O plenário do STF deferiu medida cautelar em ação direta de inconstitucionalidade para suspender a eficácia do dispositivo legal que diz ser dispensável a licitação para a celebração de contratos de prestação de serviços com as organizações sociais, qualificadas no âmbito das respectivas esferas de governo, para atividades contempladas no contrato de gestão. 22) (FCC/2009/MPE-SE/Técnico do Ministério Público/Área Administrativa) As organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIPs) são entidades integrantes da administração indireta da União, dos Estados ou dos Municípios e que podem exercer, por ato de delegação, atividades de interesse público definidos na lei de sua instituição. 360

44 23) (FCC/2009/TRT/7ª Região (CE/)/Analista Judiciário/Área Administrativa) As organizações da sociedade civil de interesse público só podem distribuir dividendos após cinco anos da sua criação. 24) (TRF1/Juiz/2009/CESPE) Uma cooperativa qualificada como OSCIP poderá colaborar com o poder público para o fomento e a execução das atividades de interesse público, após a realização de consulta ao conselho de políticas públicas da respectiva área de atuação. 25) (AUGEM/Auditor/2008/CESPE) Uma organização social pode também ser qualificada como OSCIP. 26) (AUGEM/Auditor/2008/CESPE) As pessoas jurídicas de direito público podem qualificar-se como OSCIPs. 27) (AUGEM/Auditor/2008/CESPE) As sociedades comerciais podem qualificar-se como OSCIPs. 28) (AUGEM/Auditor/2008/CESPE) Pessoa jurídica de direito privado que disponha dentre seus objetivos sociais a finalidade de promover a segurança alimentar e nutricional poderá, nos termos da Lei, qualificar-se como OSCIP. 29) (FCC/2005/PGE-SE/Procurador de Estado) Determinada pessoa jurídica de direito privado, constituída sob a forma de sociedade, não empresária e sem fins lucrativos, tem como objeto principal a prática de atividades de defesa do meio ambiente. Seu estatuto não prevê a existência de conselho de administração, mas prevê a existência de conselho fiscal, com atribuição de opinar sobre as demonstrações financeiras da entidade. Supondo existentes os demais requisitos legais, essa pessoa jurídica poderá qualificar-se como organização a) social, mas não como organização da sociedade civil de interesse público. b) da sociedade civil de interesse público, mas não como organização social. c) social e como organização da sociedade civil de interesse público, simultaneamente. d) social e como organização da sociedade civil de interesse público, embora não simultaneamente. e) social e como organização da sociedade civil de interesse público, desde que sua personalidade jurídica seja de direito público. 30) (TRF1/Juiz/2009/CESPE) É vedada a participação de servidores públicos na composição do conselho de OSCIP. 31) (AUGEM/Auditor/2008/CESPE) O deferimento ou indeferimento ao pedido de qualificação de uma organização como OSCIP é atribuição de competência do Ministério da Fazenda. 32) (FCC/2009/MPE-SE/Técnico do Ministério Público/Área Administrativa) As organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIPs) são entidades qualificadas como tal por ato do Ministério da Justiça e que podem celebrar termos de parceria com órgãos de qualquer ente da federação, para o exercício de atividades definidas na lei como de interesse público. 33) (TRF1/Juiz/2009/CESPE) A perda da qualificação de OSCIP ocorre a pedido ou mediante decisão proferida em processo administrativo ou judicial, de iniciativa popular ou do MP, no qual serão assegurados a ampla defesa e o contraditório. 34) (PGE/PE/Procurador/2009/CESPE) A organização civil de interesse público pode perder a qualificação a pedido ou mediante decisão em processo administrativo, assegurado o contraditório e a ampla defesa. 35) (FCC/2009/MPE-SE/Técnico do Ministério Público/Área Administrativa) As organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIPs) são entidades criadas pelo Poder Público em parceria com entes particulares, visando à celebração de Contratos de 361

45 Gestão nas respectivas áreas de atuação, podendo integrar ou não as respectivas administrações indiretas. 36) (TRF5/Juiz/2009/CESPE) A administração pública gerencial deve dar ênfase na avaliação que tem como parâmetro os resultados obtidos, especialmente quando se trata da prestação de serviços sociais e científicos. Por essa razão, tanto a lei que trata das organizações sociais quanto a que trata das OSCIPs preveem que o instrumento firmado entre o poder público e as entidades qualificadas contrato de gestão e termo de parceria, respectivamente deve estipular as metas e os resultados a serem atingidos e os critérios objetivos de avaliação e desempenho. Gabarito: 1) correta, 2) errada, 3) correta, 4) errada, 5) errada, 6) errada, 7) errada, 8) errada, 9) correta, 10) correta, 11) correta, 12) errada, 13) errada, 14) correta, 15) errada, 16) correta, 17) errada, 18) errada, 19) correta, 20) D, 21) errada, 22) errada, 23) errada, 24) errada, 25) errada, 26) errada, 27) errada, 28) correta, 29) B, 30) errada, 31) errada, 32) correta, 33) correta, 34) correta, 35) errada, 36) correta. Data Nº questões Acertos % acerto Data Nº questões Acertos % acerto Data Nº questões Acertos % acerto Data Nº questões Acertos % acerto Data Nº questões Acertos % acerto Data Nº questões Acertos % acerto Ponto 15 Contratos de gestão São utilizados como forma de ajuste entre as pessoas políticas, de um lado, e, do outro lado, seus próprios órgãos (representados por seus dirigentes) ou entidades da Administração Indireta ou pessoas paraestatais, cujo propósito é ampliar aumentar autonomia gerencial, orçamentária e financeira das citadas entidades e órgãos, por meio da fixação de metas de desempenho (art. 37, 8º, da CF/88), buscando o aumento da eficiência, ficando a cargo da lei dispor sobre: o prazo de duração dos contratos; os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, obrigações e responsabilidade dos dirigentes; a remuneração do pessoal. Ponto 16 Lei nº 8.429/92 Lei de Improbidade Administrativa 362

46 Disposições gerais Objetivo Dispor sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional, além de dar outras providências. Alcance Serão punidos pela Lei 8.429/92, nos termos do art. 1º, os atos de improbidade praticados por qualquer agente público, servidor ou não, contra a administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, de Território, de empresa incorporada ao patrimônio público ou de entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita anual. (CGEPB Auditor CESPE) Sociedade de economia mista não pode ser sujeito passivo de prática de ato de improbidade administrativa. (errada) (CGEPB/Auditor/CESPE) Pessoa jurídica de direito privado não pode praticar ato de improbidade administrativa. (errada) Estão também sujeitos às penalidades desta lei os atos de improbidade praticados contra o patrimônio de entidade que receba subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, de órgão público bem como daquelas para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com menos de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita anual, limitando-se, nestes casos, a sanção patrimonial à repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos. (MP/AM/Promotor/2007/CESPE) Estão sujeitos às penalidades dessa lei os atos de improbidade praticados contra o patrimônio de entidade que receba subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, de órgão público, a exemplo das entidades beneficentes de assistência social. (correta) É importante destacar, contudo, que a tese que prevalece no STF (Reclamação nº 2138) é a de que a Lei de Improbidade (Lei 8.429/92) não é aplicável aos agentes políticos a que a Constituição atribuiu expressamente a prática de crimes de responsabilidade, os quais estão submetidos à Lei nº 1.079/50, como por exemplo, art. 52, I e II, art. 102, I, c e art. 105, I, todos da CF. (PGE/AL/Procurador/2009/CESPE) Segundo orientação do STF, os agentes políticos respondem por improbidade administrativa com base na Lei no 8.429/1992 independentemente da sujeição dos mesmos aos crimes de responsabilidade tipificados nas respectivas leis especiais. (errada) 363

47 Quanto aos prefeitos, estes responderão pela ação de improbidade administrativa (Lei 8429/92), sujeitos ao juízo de primeiro grau de jurisdição. (TJ/DFT/Analista/2008/CESPE) O Ministério Público propôs diversas ações de ressarcimento ao patrimônio público, pela prática de ato de improbidade administrativa praticado por prefeito municipal, durante a realização de uma licitação pública. A ação ajuizada não deve ter curso perante o juiz de primeira instância; nos atos de improbidade praticados por prefeito, a ação deve ter curso perante o tribunal de justiça do estado, em respeito ao foro por prerrogativa de função. (errada) Agente público Para os efeitos da lei de Improbidade Administrativa, reputa-se agente público todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades mencionadas no item anterior (art. 2º). (MP/AM/Promotor/2007/CESPE) A referida lei aplica-se àquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades beneficentes de assistência social. (correta) Os agentes públicos de qualquer nível ou hierarquia são obrigados a velar pela estrita observância dos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade no trato dos assuntos que lhe são afetos. (MPERR/Promotor/2008/CESPE) Com base na Lei no 8.429/1992 Lei de Improbidade Administrativa, julgue: Os agentes públicos de qualquer nível ou hierarquia são obrigados a observar, de forma estrita, os princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade no trato dos assuntos de sua competência. (correta) Serão alcançados por esta, conforme art. 3º, no que couber, aquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta. (SEFAZ/AC/Auditor/2009/CESPE) Caso o sócio-gerente de uma sociedade empresarial induza um servidor público a fraudar processo de licitação com vistas a favorecer essa sociedade empresarial, tal atitude fará que esse dirigente seja responsabilizado pela Lei de Improbidade Administrativa, mesmo não sendo servidor público. (correta) Ressarcimento do dano 364

48 Ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou omissão, dolosa ou culposa, do agente ou de terceiro, dar-se-á o integral ressarcimento do dano (art. 5º). (MP/RR/Promotor/2008/CESPE) Ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou omissão, dolosa ou culposa, do agente ou de terceiro, dar-se-á o integral ressarcimento do dano. (correta) (PGE/AL/Procurador/2009/CESPE) Em ação de improbidade administrativa, se verificado que o ato praticado pelo agente público ou beneficiário caracteriza-se como culposo, não pode o juiz da causa condenálos a ressarcir o dano ao erário. (errada) (CGEPB Auditor CESPE) A lesão ao patrimônio público somente caracteriza improbidade administrativa mediante dolo do agente público. (errada) (TRF1/Juiz/2009/CESPE) Sendo meramente culposa a conduta comissiva do agente público que ocasione prejuízo ao erário, isso não poderá ensejar responsabilização por improbidade administrativa. (errada) No caso de enriquecimento ilícito, perderá o agente público ou terceiro beneficiário os bens ou valores acrescidos ao seu patrimônio (art. 6º) Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento ilícito, caberá a autoridade administrativa responsável pelo inquérito representar ao Ministério Público, para a indisponibilidade dos bens do indiciado. A indisponibilidade não é decretada pelo Ministério Público, mas sim requerida por ela à autoridade judiciária (magistrado). A indisponibilidade recairá sobre bens que assegurem o integral ressarcimento do dano, ou sobre o acréscimo patrimonial resultante do enriquecimento ilícito (art. 7º). De acordo com o STJ, o pedido de indisponibilidade de bens previsto na referida lei não necessariamente deve ser apresentado em sede de ação cautelar autônoma, podendo ser realizado mediante requerimento na própria ação principal por ato de improbidade (REsp SP, 3/11/2005). O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer ilicitamente está sujeito às cominações desta lei até o limite do valor da herança (art. 8º). (MP/RR/Promotor/2008/CESPE) O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer ilicitamente estará sujeito às cominações da referida lei até o limite do valor da herança. (correta) Dos atos de improbidade administrativa Atos de improbidade administrativa que importam enriquecimento ilícito Conforme art. 9º, constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida 365

49 em razão do exercício de cargo, mandato, função, emprego ou atividade nas entidades mencionadas no art. 1º, e notadamente: receber, para si ou para outrem, dinheiro, bem móvel ou imóvel, ou qualquer outra vantagem econômica, direta ou indireta, a título de comissão, percentagem, gratificação ou presente de quem tenha interesse, direto ou indireto, que possa ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público; perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem móvel ou imóvel, ou a contratação de serviços pelas entidades referidas no item 1.1 deste capítulo por preço superior ao valor de mercado; perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a alienação, permuta ou locação de bem público ou o fornecimento de serviço por ente estatal por preço inferior ao valor de mercado; utilizar, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos ou material de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades mencionadas no art. 1º, bem como o trabalho de servidores públicos, empregados ou terceiros contratados por essas entidades; receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para tolerar a exploração ou a prática de jogos de azar, de lenocínio, de narcotráfico, de contrabando, de usura ou de qualquer outra atividade ilícita, ou aceitar promessa de tal vantagem; receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para fazer declaração falsa sobre medição ou avaliação em obras públicas ou qualquer outro serviço, ou sobre quantidade, peso, medida, qualidade ou característica de mercadorias ou bens fornecidos a qualquer das entidades mencionadas no art. 1º; adquirir, para si ou para outrem, no exercício de mandato, cargo, emprego ou função pública, bens de qualquer natureza cujo valor seja desproporcional à evolução do patrimônio ou à renda do agente público; aceitar emprego, comissão ou exercer atividade de consultoria ou assessoramento para pessoa física ou jurídica que tenha interesse suscetível de ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público, durante a atividade; perceber vantagem econômica para intermediar a liberação ou aplicação de verba pública de qualquer natureza; receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indiretamente, para omitir ato de ofício, providência ou declaração a que esteja obrigado; 366

50 incorporar, por qualquer forma, ao seu patrimônio bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1º; usar, em proveito próprio, bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1º. Dos atos de improbidade administrativa que causam prejuízo ao erário Nos termos do art. 10, constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º, e notadamente: facilitar ou concorrer por qualquer forma para a incorporação ao patrimônio particular, de pessoa física ou jurídica, de bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1º; permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1º, sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie; doar à pessoa física ou jurídica bem como ao ente despersonalizado, ainda que de fins educativos ou assistências, bens, rendas, verbas ou valores do patrimônio de qualquer das entidades mencionadas no art. 1º, sem observância das formalidades legais e regulamentares aplicáveis à espécie; permitir ou facilitar a alienação, permuta ou locação de bem integrante do patrimônio de qualquer das entidades referidas no art. 1º, ou ainda a prestação de serviço por parte delas, por preço inferior ao de mercado; permitir ou facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem ou serviço por preço superior ao de mercado; realizar operação financeira sem observância das normas legais e regulamentares ou aceitar garantia insuficiente ou inidônea; conceder benefício administrativo ou fiscal sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie; frustrar a licitude de processo licitatório ou dispensá-lo indevidamente; ordenar ou permitir a realização de despesas não autorizadas em lei ou regulamento; 367

51 agir negligentemente na arrecadação de tributo ou renda, bem como no que diz respeito à conservação do patrimônio público; liberar verba pública sem a estrita observância das normas pertinentes ou influir de qualquer forma para a sua aplicação irregular; permitir, facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente; permitir que se utilize, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos ou material de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades mencionadas no art. 1º, bem como o trabalho de servidor público, empregados ou terceiros contratados por essas entidades. celebrar contrato ou outro instrumento que tenha por objeto a prestação de serviços públicos por meio da gestão associada sem observar as formalidades previstas na lei; celebrar contrato de rateio de consórcio público sem suficiente e prévia dotação orçamentária, ou sem observar as formalidades previstas na lei. Dos atos de improbidade administrativa que atentam contra os princípios da administração pública Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições, e notadamente (art. 11): praticar ato visando fim proibido em lei ou regulamento ou diverso daquele previsto, na regra de competência; retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício; revelar fato ou circunstância de que tem ciência em razão das atribuições e que deva permanecer em segredo; negar publicidade aos atos oficiais; frustrar a licitude de concurso público; deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo; revelar ou permitir que chegue ao conhecimento de terceiro, antes da respectiva divulgação oficial, teor de medida política ou econômica capaz de afetar o preço de mercadoria, bem ou serviço. 368

52 Obs: A posição que prevalece no STJ exige a presença do elemento subjetivo dolo para configuração das condutas previstas nos arts. 9º e 11 da Lei 8.429/92 (respectivamente, enriquecimento ilícito e ofensa a princípios da Administração Pública) e os elementos culpa ou dolo nas condutas do art. 10 (prejuízo ao erário). Das penas Independentemente das sanções penais, civis e administrativas, previstas na legislação específica, está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às cominações abaixo listados, sendo certo que quando da fixação das referidas penas o juiz levará em conta a extensão do dano causado, assim como o proveito patrimonial obtido pelo agente (art. 12): (TST/Analista/2008/CESPE) Considere-se que um servidor do TST esteja sendo submetido a processo administrativo disciplinar que apura o recebimento de vantagem econômica para que fosse adiado um ato que ele deveria praticar de ofício. Nessa situação, embora a conduta imputada ao servidor configure ato de improbidade administrativa, o referido processo administrativo não pode resultar em aplicação de pena de suspensão de direitos políticos. (correta suspensão de direitos políticos somente por decisão judicial) na hipótese de atos de improbidade administrativa que importam enriquecimento ilícito, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, ressarcimento integral do dano, quando houver, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos, pagamento de multa civil de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de dez anos; na hipótese de atos de improbidade administrativa que causam prejuízo ao Erário: ressarcimento integral do dano, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, se concorrer esta circunstância, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos, pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos; (TJ/AL/Magistratura/2008/CESPE) Servidor público da prefeitura de determinada cidade do interior dispensou procedimento licitatório, fora das hipóteses legais, para a contratação de empresa prestadora de serviço de limpeza e conservação. Nos termos da Lei de Improbidade, caso esse servidor seja condenado, a pena a ser imposta a ele é a de (adaptada): a) suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos. b) proibição de contratar com o poder público, pelo prazo de dez anos. c) declaração de inidoneidade pelo prazo de cinco anos. d) pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano. 369

53 e) aposentadoria compulsória com vencimentos proporcionais. na hipótese de atos de improbidade administrativa que atentam contra os princípios da Administração Pública, ressarcimento integral do dano, se houver, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos, pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração percebida pelo agente e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos. (PGEPI/Procurador/2008/CESPE) O servidor público processado por ato de improbidade administrativa que importe em violação aos princípios da administração pública está sujeito à perda do cargo público. (correta) Obs: A Primeira e Segunda Turmas do STJ, que compõem a Primeira Seção, têm posição de que configurado o prejuízo ao erário, o ressarcimento não pode ser considerado propriamente uma sanção, mas sim decorrência imediata e necessária do ato atacado, motivo pelo qual não se pode excluí-lo a pretexto de cumprir a proporcionalidade das penas inserta no art. 12 da Lei n /92. Na realidade, ocorrendo prejuízo ao Erário, a sentença não pode condenar o agente ímprobo apenas ao ressarcimento, pois este não constitui sanção, devendo tal condenação vir acompanhada de pelo menos uma das penas previstas no referido art. 12. Da declaração de bens A posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de declaração dos bens e valores que compõem o seu patrimônio privado, a fim de ser arquivada no serviço de pessoal competente (art. 13). A declaração de bens será anualmente atualizada e na data em que o agente público deixar o exercício do mandato, cargo, emprego ou função. O declarante, a seu critério, poderá entregar cópia da declaração anual de bens apresentada à Delegacia da Receita Federal na conformidade da legislação do Imposto sobre a Renda e proventos de qualquer natureza, com as necessárias atualizações, para suprir as exigências acima indicadas. A declaração compreenderá imóveis, móveis, semoventes, dinheiro, títulos, ações, e qualquer outra espécie de bens e valores patrimoniais, localizado no País ou no exterior, e, quando for o caso, abrangerá os bens e valores patrimoniais do cônjuge ou companheiro, dos filhos e de outras pessoas que vivam sob a dependência econômica do declarante, excluídos apenas os objetos e utensílios de uso doméstico. Será punido com a pena de demissão, a bem do serviço público, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, o agente público que se recusar a prestar declaração dos bens, dentro do prazo determinado, ou que a prestar falsa. 370

54 (CGE/PB/Auditor/CESPE) O agente público que se recusar a apresentar declaração de bens anualmente será suspenso. (errada) Do procedimento administrativo e do processo judicial Procedimento administrativo Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa competente para que seja instaurada investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade (art. 14). A representação, que será escrita ou reduzida a termo e assinada, conterá a qualificação do representante, as informações sobre o fato e sua autoria e a indicação das provas de que tenha conhecimento, sob pena de ser rejeitada pela autoridade administrativa, em despacho fundamentado. A rejeição não impede a representação ao Ministério Público. (AGU/Procurador/2007/CESPE) Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento ilícito, caberá à autoridade administrativa responsável pelo inquérito representar ao Ministério Público, para a indisponibilidade dos bens do indiciado. Ademais, a rejeição da representação realizada por particular à administração pública, por não se cumprirem as formalidades legais, não impede a representação ao Ministério Público. (correta) Atendidos os requisitos da representação, a autoridade determinará a imediata apuração dos fatos que, em se tratando de servidores federais, será processada na forma prevista nos arts. 148 a 182 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990 e, em se tratando de servidor militar, de acordo com os respectivos regulamentos disciplinares. A comissão processante dará conhecimento ao Ministério Público e ao Tribunal ou Conselho de Contas da existência de procedimento administrativo para apurar a prática de ato de improbidade (art. 15). O Ministério Público ou Tribunal ou Conselho de Contas poderá, a requerimento, designar representante para acompanhar o procedimento administrativo. Processo judicial Havendo fundados indícios de responsabilidade, a comissão representará ao Ministério Público ou à procuradoria do órgão para que requeira ao juízo competente a decretação do seqüestro dos bens do agente ou terceiro que tenha enriquecido ilicitamente ou causado dano ao patrimônio público (art. 16). (AGU/Procurador/2007/CESPE) Havendo fundados indícios de responsabilidade de servidor público por ato de improbidade administrativa, à comissão processante também será possível representar à procuradoria do órgão para que requeira ao juízo 371

55 competente a decretação do seqüestro dos bens do agente ou terceiro que tenha enriquecido ilicitamente ou causado dano ao patrimônio público. (correta) O pedido de seqüestro será processado de acordo com o disposto nos arts. 822 e 825 do Código de Processo Civil. Quando for o caso, o pedido incluirá a investigação, o exame e o bloqueio de bens, contas bancárias e aplicações financeiras mantidas pelo indiciado no exterior, nos termos da lei e dos tratados internacionais. A ação principal, que terá o rito ordinário, será proposta pelo Ministério Público ou pela pessoa jurídica interessada, dentro de trinta dias da efetivação da medida cautelar, sendo vedada a transação, acordo ou conciliação (art. 17). (TRF1/Juiz/2009/CESPE) A ação de improbidade administrativa terá o rito ordinário e será proposta pelo MP ou pela pessoa jurídica interessada, dentro de sessenta dias da efetivação da medida cautelar. (errada) (TJ/AL/Magistratura/2008/CESPE) A ação de improbidade administrativa pode ser sido ajuizada pelo próprio município interessado (adaptada). (correta) (TJ/AL/Magistratura/2008/CESPE) Caso o MP não ajuize ação de improbidade, qualquer cidadão poderia tê-lo feito (adaptada). (errada) (TRF1/Juiz/2009/CESPE) Ao MP não é permitido efetuar transação, acordo ou conciliação nas ações de improbidade administrativa. Essa vedação, legalmente, não se aplica à fazenda pública, tendo em vista que o ajuste feito com o agente público infrator poderá ser economicamente vantajoso ao erário. (errada) (AGU/Procurador/2007/CESPE) É permitida transação, acordo ou conciliação nas ações de improbidade administrativa, quando o dano causado ao erário for ressarcido. (errada) (PGE/CE/Procurador/2008/CESPE) Caso os envolvidos procurem o MP ou os representantes da pessoa jurídica lesada e proponham a recomposição dos prejuízos causados, as partes poderão realizar transação com o objetivo de extinguir a ação de improbidade administrativa. (errada) De acordo com a Segunda Turma do STJ, o ordenamento jurídico não exige uma prova pré-constituída para que se ajuíze ação de improbidade. Diante de indícios da materialidade e da autoria do ato de improbidade, deve o MP ajuizar a ação e deixar a produção de provas para a instrução. Destarte, cerceia a defesa o Tribunal que, depois de negar ao autor a instrução probatória, considera como não provadas as alegações da inicial (REsp PE, Rel. Min. Eliana Calmon, julgado em 1º/3/2007). A Fazenda Pública, quando for o caso, promoverá as ações necessárias à complementação do ressarcimento do patrimônio público. O Ministério Público, se não intervir no processo como parte, atuará obrigatoriamente, como fiscal da lei, sob pena de nulidade. 372

56 (MP/AM/Promotor/2007/CESPE) Quando a ação de improbidade administrativa for proposta por pessoa jurídica interessada e não pelo MP, fica este desobrigado de intervir na ação. (errada) A propositura da ação prevenirá a jurisdição do juízo para todas as ações posteriormente intentadas que possuam a mesma causa de pedir ou o mesmo objeto. A ação será instruída com documentos ou justificação que contenham indícios suficientes da existência do ato de improbidade ou com razões fundamentadas da impossibilidade de apresentação de qualquer dessas provas, observada a legislação vigente, inclusive as disposições inscritas nos arts. 16 a 18 do Código de Processo Civil. Estando a inicial em devida forma, o juiz mandará autuá-la e ordenará a notificação do requerido, para oferecer manifestação por escrito, que poderá ser instruída com documentos e justificações, dentro do prazo de quinze dias. Recebida a manifestação, o juiz, no prazo de trinta dias, em decisão fundamentada, rejeitará a ação, se convencido da inexistência do ato de improbidade, da improcedência da ação ou da inadequação da via eleita. Recebida a petição inicial, será o réu citado para apresentar contestação. Da decisão que receber a petição inicial, caberá agravo de instrumento. (TJ/AL/Magistratura/2008/CESPE) De acordo com a Lei 8.429/92, não caberá recurso da decisão que receber a petição inicial (adaptada). (errada) Em qualquer fase do processo, reconhecida a inadequação da ação de improbidade, o juiz extinguirá o processo sem julgamento do mérito. Aplica-se aos depoimentos ou inquirições realizadas nos processos regidos por esta Lei o disposto no art. 221, caput e 1 o, do Código de Processo Penal. A sentença que julgar procedente ação civil de reparação de dano ou decretar a perda dos bens havidos ilicitamente determinará o pagamento ou a reversão dos bens, conforme o caso, em favor da pessoa jurídica prejudicada pelo ilícito (art. 18). Das disposições penais Constitui crime, com pena de detenção de seis a dez meses e multa, a representação por ato de improbidade contra agente público ou terceiro beneficiário, quando o autor da denúncia o sabe inocente. Além da sanção penal, o denunciante está sujeito a indenizar o denunciado pelos danos materiais, morais ou à imagem que houver provocado (art. 19). 373

57 A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se efetivam com o trânsito em julgado da sentença condenatória (art. 20). (MPE/RR/Promotor/2008/CESPE) Com base na Lei no 8.429/1992 Lei de Improbidade Administrativa, julgue: A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se efetivam com o trânsito em julgado da sentença condenatória. (correta) A autoridade judicial ou administrativa competente poderá determinar o afastamento do agente público do exercício do cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração, quando a medida se fizer necessária à instrução processual. A aplicação das sanções previstas nesta lei independe (art. 21): da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público; (PGE/AL/Procurador/2009/CESPE) Considere a seguinte situação hipotética. O prefeito de determinado município resolveu mudar-se de sua casa de campo para a cidade com o propósito de ficar mais perto dos problemas urbanos. Para isso, utilizou um caminhão da municipalidade para transportar móveis de seu uso particular. Após a instauração de ação de improbidade, o prefeito admitiu os fatos, mas alegou que não teria agido com culpa, pois mudou de domicílio para atender ao interesse público. Além disso, comprovou o ressarcimento aos cofres públicos da importância de nove reais referente ao combustível utilizado. Nessa situação, ao julgar a demanda apresentada, o juiz pode-se valer do princípio da insignificância para absolver o prefeito, uma vez que a lesão ao bem jurídico protegido pela lei foi mínima. (errada) (TJ/AL/Magistratura/2008/CESPE) A aplicação das sanções previstas na Lei de Improbidade depende da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público. (errada) (PGE/CE/Procurador/2008/CESPE) A ação de improbidade administrativa só poderá ser ajuizada se ficar constatado prejuízo financeiro aos cofres públicos. (errada) da aprovação ou rejeição das contas pelo órgão de controle interno ou pelo Tribunal ou Conselho de Contas. Para apurar qualquer ilícito previsto nesta lei, o Ministério Público, de ofício, a requerimento de autoridade administrativa ou mediante representação, poderá requisitar a instauração de inquérito policial ou procedimento administrativo (art. 22). Da prescrição As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa podem ser propostas (art. 23): até cinco anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança; 374

58 (TRF1/Juiz/2009/CESPE) As ações destinadas a levar a efeito as sanções previstas na lei podem ser propostas em até três anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança. (errada) (PGE/AL/2009 Procurador CESPE) Nos termos da Lei no 8.429/1992, as ações de improbidade podem ser propostas em até 5 anos após o conhecimento do fato pela administração pública. (errada) dentro do prazo prescricional previsto em lei específica para faltas disciplinares puníveis com demissão a bem do serviço público, nos casos de exercício de cargo efetivo ou emprego. EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO SOBRE LEI 8.429/92 1) A Lei 8.429/92, conhecida como Lei de Improbidade Administrativa, dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego ou função exclusivamente na administração pública direta. 2) A Lei de Improbidade Administrativa, por ser uma lei federal, foi sancionada pelo Congresso Nacional. 3) Apenas agentes públicos podem praticar atos de improbidade administrativa. 4) Nos termos da Lei 8.429/92, também estão protegidos contra atos de improbidade o patrimônio de entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de quarenta por cento do patrimônio ou da receita anual. 5) Estão também sujeitos às penalidades da Lei de Improbidade Administrativa os atos de improbidade praticados contra o patrimônio de entidade que receba subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, de órgão público. 6) Estão também sujeitos às penalidades da Lei de Improbidade Administrativa os atos de improbidade praticados contra o patrimônio de entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com menos de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita anual, limitando-se, nestes casos, a sanção patrimonial à repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos. 7) Reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função públicos. 8) Nos termos expressos da Lei 8.429/92, os agentes públicos de qualquer nível ou hierarquia são obrigados a velar pela estrita observância dos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência no trato dos assuntos que lhe são afetos. 9) Ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou omissão, independentemente de dolo ou culpa, do agente ou de terceiro, dar-se-á o integral ressarcimento do dano. 10) No caso de enriquecimento ilícito, perderá o agente público ou terceiro beneficiário os bens ou valores acrescidos ao seu patrimônio. 11) Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento ilícito, caberá à autoridade administrativa responsável pelo inquérito representar ao Poder Judiciário, para a indisponibilidade dos bens do indiciado. 375

59 12) O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer ilicitamente está sujeito às cominações da Lei de Improbidade até o limite do valor da herança. 13) A posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de declaração dos bens e valores que compõem o seu patrimônio privado, a fim de ser arquivada no serviço de pessoal competente. 14) A declaração compreenderá imóveis, móveis, semoventes, dinheiro, títulos, ações, objetos e utensílios de uso doméstico, e qualquer outra espécie de bens e valores patrimoniais, localizado no País ou no exterior, e, quando for o caso, abrangerá os bens e valores patrimoniais do cônjuge ou companheiro, dos filhos e de outras pessoas que vivam sob a dependência econômica do declarante. 15) A declaração de bens será anualmente atualizada e na data em que o agente público deixar o exercício do mandato, cargo, emprego ou função. 16) Será punido com a pena de exoneração, a bem do serviço público, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, o agente público que se recusar a prestar declaração dos bens, dentro do prazo determinado, ou que a prestar falsa. 17) Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa competente para que seja instaurada investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade. 18) A representação, que será escrita ou reduzida a termo e assinada, conterá a qualificação do representante, as informações sobre o fato e sua autoria e a indicação das provas de que tenha conhecimento, sob pena de ser rejeitada, em despacho fundamentado. 19) A rejeição da representação pela autoridade administrativa impedirá a apresentação de representação ao Ministério Público. 20) Atendidos os requisitos da representação, a autoridade determinará a imediata apuração dos fatos que, em se tratando de servidores federais, será processada na forma prevista na Lei 8.112/90. 21) A comissão processante dará conhecimento ao Ministério Público e ao Tribunal ou Conselho de Contas da existência de procedimento administrativo para apurar a prática de ato de improbidade, que poderão, a requerimento, designar representante para acompanhar o procedimento administrativo. 22) Havendo fundados indícios de responsabilidade, a comissão representará ao Ministério Público ou à procuradoria do órgão para que requeira ao juízo competente a decretação do arresto dos bens do agente ou terceiro que tenha enriquecido ilicitamente ou causado dano ao patrimônio público. 23) Quando for o caso, o pedido incluirá a investigação, o exame e o bloqueio de bens, contas bancárias e aplicações financeiras mantidas pelo indiciado no exterior, nos termos da lei e dos tratados internacionais. 24) A ação principal, que terá o rito sumário, será proposta pelo Ministério Público ou pela pessoa jurídica interessada, dentro de trinta dias da efetivação da medida cautelar. 25) É possível a transação, acordo ou conciliação nas ações de que a Lei de Improbidade. 26) O Ministério Público, se não intervir no processo como parte, atuará obrigatoriamente, como fiscal da lei, sob pena de nulidade. 27) A propositura da ação prevenirá a jurisdição do juízo para todas as ações posteriormente intentadas que possuam a mesma causa de pedir ou o mesmo objeto. 376

60 28) Estando a inicial em devida forma, o juiz mandará autuá-la e ordenará a citação do requerido, para oferecer contestação por escrito, que poderá ser instruída com documentos e justificações, dentro do prazo de quinze dias. 29) Recebida a manifestação do requerido, o juiz, no prazo de quinze dias, em decisão fundamentada, rejeitará a ação, se convencido da inexistência do ato de improbidade, da improcedência da ação ou da inadequação da via eleita. 30) Recebida a petição inicial, será o réu citado para apresentar contestação. 31) Da decisão que receber a petição inicial, caberá agravo de instrumento. 32) Em qualquer fase do processo, reconhecida a inadequação da ação de improbidade, o juiz extinguirá o processo sem julgamento do mérito. 33) A sentença que julgar procedente ação civil de reparação de dano ou decretar a perda dos bens havidos ilicitamente determinará o pagamento ou a reversão dos bens, conforme o caso, em favor da pessoa jurídica prejudicada pelo ilícito. 34) Constitui crime a representação por ato de improbidade contra agente público ou terceiro beneficiário, quando o autor da denúncia o sabe inocente. 35) Além da sanção penal, o denunciante está sujeito a indenizar o denunciado pelos danos materiais, morais ou à imagem que houver provocado. 36) A perda da função pública e a cassação dos direitos políticos só se efetivam com o trânsito em julgado da sentença condenatória. 37) A autoridade judicial ou administrativa competente poderá determinar o afastamento do agente público do exercício do cargo, emprego ou função, com prejuízo da remuneração, quando a medida se fizer necessária à instrução processual. 38) A aplicação das sanções previstas na Lei de Improbidade independe: I - da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público; II - da aprovação ou rejeição das contas pelo órgão de controle interno ou pelo Tribunal ou Conselho de Contas. 39) Para apurar qualquer ilícito previsto nesta lei, o Ministério Público, de ofício, a requerimento de autoridade administrativa ou mediante representação, poderá requisitar a instauração de inquérito policial ou procedimento administrativo. 40) As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas nesta lei podem ser propostas: I - até cinco anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança; II - dentro do prazo prescricional previsto em lei específica para faltas disciplinares puníveis com demissão a bem do serviço público, nos casos de exercício de cargo efetivo ou emprego. Gabarito: 1) F, 2) F, 3) F, 4) F, 5) V, 6) V, 7) V, 8) F, 9) F, 10) V, 11) F, 12) V, 13) V, 14) F, 15) V, 16) F, 17) V, 18) V, 19) F, 20) V, 21) V, 22) F, 23) V, 24) F, 25) F, 26) V, 27) V, 28) F, 29) F, 30) V, 31) V, 32) V, 33) V, 34) V, 35) V, 36) F, 37) F, 38) V, 39) V, 40) V. Data Nº questões Acertos % acerto Data Nº questões Acertos % acerto Data Nº questões Acertos % acerto Data Nº questões Acertos % acerto Data Nº questões Acertos % acerto Data Nº questões Acertos % acerto

61 Complete o quadro abaixo com as respectivas sanções: Infração Perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente Ressarcimento integral do dano Perda da função pública Suspensão dos direitos políticos Multa civil Proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios Enriquecimento Dano ao Erário Princípios Gabarito: ver na lei Data Nº questões Acertos % acerto Data Nº questões 18* 18 Data Nº questões Acertos % Data Nº acerto questões Data Nº questões Acertos % Data Nº acerto questões * são 18 espaços para serem marcados no quadro abaixo, daí 18 questões. Acertos % acerto Acertos % acerto Acertos % acerto Marque E para enriquecimento ilícito, L para lesão ao erário e P para atos lesivos a princípios da Administração. 1 revelar ou permitir que chegue ao conhecimento de terceiro, antes da respectiva divulgação oficial, teor de medida política ou econômica capaz de afetar o preço de mercadoria, bem ou serviço 2 conceder benefício administrativo ou fiscal sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie 3 revelar fato ou circunstância de que tem ciência em razão das atribuições e que deva permanecer em segredo 4 permitir que se utilize, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos ou material de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades mencionadas no art. 1 desta lei, bem como o trabalho de servidor público, empregados ou terceiros contratados por essas entidades 5 frustrar a licitude de concurso público 6 perceber vantagem econômica para intermediar a liberação ou aplicação de verba pública de qualquer natureza 7 ordenar ou permitir a realização de despesas não autorizadas em lei ou regulamento 8 frustrar a licitude de processo licitatório ou dispensá-lo indevidamente 9 utilizar, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos ou material de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades mencionadas no art. 1 desta lei, bem como o trabalho de servidores públicos, empregados ou terceiros contratados por essas entidades 378

62 10 adquirir, para si ou para outrem, no exercício de mandato, cargo, emprego ou função pública, bens de qualquer natureza cujo valor seja desproporcional à evolução do patrimônio ou à renda do agente público 11 deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo 12 receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indiretamente, para omitir ato de ofício, providência ou declaração a que esteja obrigado 13 incorporar, por qualquer forma, ao seu patrimônio bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1 desta lei 14 celebrar contrato de rateio de consórcio público sem suficiente e prévia dotação orçamentária, ou sem observar as formalidades previstas na lei 15 realizar operação financeira sem observância das normas legais e regulamentares ou aceitar garantia insuficiente ou inidônea 16 usar, em proveito próprio, bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1 desta lei 17 permitir ou facilitar a alienação, permuta ou locação de bem integrante do patrimônio de qualquer das entidades referidas no art. 1º desta lei, ou ainda a prestação de serviço por parte delas, por preço inferior ao de mercado 18 receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para tolerar a exploração ou a prática de jogos de azar, de lenocínio, de narcotráfico, de contrabando, de usura ou de qualquer outra atividade ilícita, ou aceitar promessa de tal vantagem 19 praticar ato visando fim proibido em lei ou regulamento ou diverso daquele previsto, na regra de competência 20 liberar verba pública sem a estrita observância das normas pertinentes ou influir de qualquer forma para a sua aplicação irregular 21 facilitar ou concorrer por qualquer forma para a incorporação ao patrimônio particular, de pessoa física ou jurídica, de bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1º desta lei 22 perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a alienação, permuta ou locação de bem público ou o fornecimento de serviço por ente estatal por preço inferior ao valor de mercado 23 receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para fazer declaração falsa sobre medição ou avaliação em obras públicas ou qualquer outro serviço, ou sobre quantidade, peso, medida, qualidade ou característica de mercadorias ou bens fornecidos a qualquer das entidades mencionadas no art. 1º desta lei 24 aceitar emprego, comissão ou exercer atividade de consultoria ou assessoramento para pessoa física ou jurídica que tenha interesse suscetível de ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público, durante a atividade 25 permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1º desta lei, sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie 26 permitir ou facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem ou serviço por preço superior ao de mercado 27 negar publicidade aos atos oficiais 28 receber, para si ou para outrem, dinheiro, bem móvel ou imóvel, ou qualquer outra vantagem econômica, direta ou indireta, a título de comissão, percentagem, gratificação ou presente de quem tenha interesse, direto ou indireto, que possa ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público 29 doar à pessoa física ou jurídica bem como ao ente despersonalizado, ainda que de fins educativos ou assistências, bens, rendas, verbas ou valores do patrimônio de qualquer das entidades mencionadas no art. 1º desta lei, sem observância das formalidades legais e regulamentares aplicáveis à espécie 30 perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem móvel ou imóvel, ou a contratação de serviços pelas entidades 379

63 referidas no art. 1 por preço superior ao valor de mercado 31 retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício 32 agir negligentemente na arrecadação de tributo ou renda, bem como no que diz respeito à conservação do patrimônio público 33 Permitir, facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente 34 Celebrar contrato ou outro instrumento que tenha por objeto a prestação de serviços públicos por meio da gestão associada sem observar as formalidades previstas na lei Gabarito: 01) P, 02) L, 03) P, 04) L, 05) P, 06) E, 07) L, 08) L, 09) E, 10) E, 11) P, 12) E, 13) E, 14) L, 15) L, 16) E, 17) L, 18) E, 19) P, 20) L, 21) L, 22) E, 23) E, 24) E, 25) L, 26) L, 27) P 28) E, 29) 30) E, 31) P, 32) L, 33) L, 34) L. Data Nº questões Acertos % acerto Data Nº questões Acertos % acerto Data Nº questões Acertos % acerto Data Nº questões Acertos % acerto Data Nº questões Acertos % acerto Data Nº questões Acertos % acerto QUESTÕES INDICADAS NESSA AULA SOBRE LEI 8.429/92 1. (CGEPB Auditor CESPE) Sociedade de economia mista não pode ser sujeito passivo de prática de ato de improbidade administrativa. 2. (CGEPB/Auditor/CESPE) Pessoa jurídica de direito privado não pode praticar ato de improbidade administrativa. 3. (MP/AM/Promotor/2007/CESPE) Estão sujeitos às penalidades dessa lei os atos de improbidade praticados contra o patrimônio de entidade que receba subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, de órgão público, a exemplo das entidades beneficentes de assistência social. 4. (PGE/AL/Procurador/2009/CESPE) Segundo orientação do STF, os agentes políticos respondem por improbidade administrativa com base na Lei no 8.429/1992 independentemente da sujeição dos mesmos aos crimes de responsabilidade tipificados nas respectivas leis especiais. 5. (TJ/DFT/Analista/2008/CESPE) O Ministério Público propôs diversas ações de ressarcimento ao patrimônio público, pela prática de ato de improbidade administrativa praticado por prefeito municipal, durante a realização de uma licitação pública. A ação ajuizada não deve ter curso perante o juiz de primeira instância; nos atos de improbidade praticados por prefeito, a ação deve ter curso perante o tribunal de justiça do estado, em respeito ao foro por prerrogativa de função. 6. (MP/AM/Promotor/2007/CESPE) A referida lei aplica-se àquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades beneficentes de assistência social. 7. (MPERR/Promotor/2008/CESPE) Com base na Lei no 8.429/1992 Lei de Improbidade Administrativa, julgue: Os agentes públicos de qualquer nível ou hierarquia são obrigados a observar, de forma estrita, os princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade no trato dos assuntos de sua competência. 380

64 8. (SEFAZ/AC/Auditor/2009/CESPE) Caso o sócio-gerente de uma sociedade empresarial induza um servidor público a fraudar processo de licitação com vistas a favorecer essa sociedade empresarial, tal atitude fará que esse dirigente seja responsabilizado pela Lei de Improbidade Administrativa, mesmo não sendo servidor público. 9. (MP/RR/Promotor/2008/CESPE) Ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou omissão, dolosa ou culposa, do agente ou de terceiro, dar-se-á o integral ressarcimento do dano. 10. (PGE/AL/Procurador/2009/CESPE) Em ação de improbidade administrativa, se verificado que o ato praticado pelo agente público ou beneficiário caracteriza-se como culposo, não pode o juiz da causa condenálos a ressarcir o dano ao erário. 11. (CGEPB Auditor CESPE) A lesão ao patrimônio público somente caracteriza improbidade administrativa mediante dolo do agente público. 12. (TRF1/Juiz/2009/CESPE) Sendo meramente culposa a conduta comissiva do agente público que ocasione prejuízo ao erário, isso não poderá ensejar responsabilização por improbidade administrativa. 13. (MP/RR/Promotor/2008/CESPE) O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer ilicitamente estará sujeito às cominações da referida lei até o limite do valor da herança. 14. (TST/Analista/2008/CESPE) Considere-se que um servidor do TST esteja sendo submetido a processo administrativo disciplinar que apura o recebimento de vantagem econômica para que fosse adiado um ato que ele deveria praticar de ofício. Nessa situação, embora a conduta imputada ao servidor configure ato de improbidade administrativa, o referido processo administrativo não pode resultar em aplicação de pena de suspensão de direitos políticos. 15. (TJ/AL/Magistratura/2008/CESPE) Servidor público da prefeitura de determinada cidade do interior dispensou procedimento licitatório, fora das hipóteses legais, para a contratação de empresa prestadora de serviço de limpeza e conservação. Nos termos da Lei de Improbidade, caso esse servidor seja condenado, a pena a ser imposta a ele é a de (adaptada): a) suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos. b) proibição de contratar com o poder público, pelo prazo de dez anos. c) declaração de inidoneidade pelo prazo de cinco anos. d) pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano. e) aposentadoria compulsória com vencimentos proporcionais. 16. (PGEPI/Procurador/2008/CESPE) O servidor público processado por ato de improbidade administrativa que importe em violação aos princípios da administração pública está sujeito à perda do cargo público. 17. (CGE/PB/Auditor/CESPE) O agente público que se recusar a apresentar declaração de bens anualmente será suspenso. 18. (AGU/Procurador/2007/CESPE) Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento ilícito, caberá à autoridade administrativa responsável pelo inquérito representar ao Ministério Público, para a indisponibilidade dos bens do indiciado. Ademais, a rejeição da representação realizada por particular à administração pública, por não se cumprirem as formalidades legais, não impede a representação ao Ministério Público. 19. (AGU/Procurador/2007/CESPE) Havendo fundados indícios de responsabilidade de servidor público por ato de improbidade administrativa, à comissão processante também será possível representar à procuradoria do órgão para que requeira ao juízo competente a decretação do seqüestro dos bens do agente ou terceiro que tenha enriquecido ilicitamente ou causado dano ao patrimônio público. 381

65 20. (TRF1/Juiz/2009/CESPE) A ação de improbidade administrativa terá o rito ordinário e será proposta pelo MP ou pela pessoa jurídica interessada, dentro de sessenta dias da efetivação da medida cautelar. 21. (TJ/AL/Magistratura/2008/CESPE) A ação de improbidade administrativa pode ser sido ajuizada pelo próprio município interessado (adaptada). 22. (TJ/AL/Magistratura/2008/CESPE) Caso o MP não ajuíze ação de improbidade, qualquer cidadão poderia tê-lo feito (adaptada). 23. (TRF1/Juiz/2009/CESPE) Ao MP não é permitido efetuar transação, acordo ou conciliação nas ações de improbidade administrativa. Essa vedação, legalmente, não se aplica à fazenda pública, tendo em vista que o ajuste feito com o agente público infrator poderá ser economicamente vantajoso ao erário. 24. (AGU/Procurador/2007/CESPE) É permitida transação, acordo ou conciliação nas ações de improbidade administrativa, quando o dano causado ao erário for ressarcido. 25. (PGE/CE/Procurador/2008/CESPE) Caso os envolvidos procurem o MP ou os representantes da pessoa jurídica lesada e proponham a recomposição dos prejuízos causados, as partes poderão realizar transação com o objetivo de extinguir a ação de improbidade administrativa. 26. (MP/AM/Promotor/2007/CESPE) Quando a ação de improbidade administrativa for proposta por pessoa jurídica interessada e não pelo MP, fica este desobrigado de intervir na ação. 27. (TJ/AL/Magistratura/2008/CESPE) De acordo com a Lei 8.429/92, não caberá recurso da decisão que receber a petição inicial (adaptada). 28. (MPE/RR/Promotor/2008/CESPE) Com base na Lei no 8.429/1992 Lei de Improbidade Administrativa, julgue: A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se efetivam com o trânsito em julgado da sentença condenatória. 29. (PGE/AL/Procurador/2009/CESPE) Considere a seguinte situação hipotética. O prefeito de determinado município resolveu mudar-se de sua casa de campo para a cidade com o propósito de ficar mais perto dos problemas urbanos. Para isso, utilizou um caminhão da municipalidade para transportar móveis de seu uso particular. Após a instauração de ação de improbidade, o prefeito admitiu os fatos, mas alegou que não teria agido com culpa, pois mudou de domicílio para atender ao interesse público. Além disso, comprovou o ressarcimento aos cofres públicos da importância de nove reais referente ao combustível utilizado. Nessa situação, ao julgar a demanda apresentada, o juiz pode-se valer do princípio da insignificância para absolver o prefeito, uma vez que a lesão ao bem jurídico protegido pela lei foi mínima. 30. (TJ/AL/Magistratura/2008/CESPE) A aplicação das sanções previstas na Lei de Improbidade depende da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público. 31. (PGE/CE/Procurador/2008/CESPE) A ação de improbidade administrativa só poderá ser ajuizada se ficar constatado prejuízo financeiro aos cofres públicos. 32. (TRF1/Juiz/2009/CESPE) As ações destinadas a levar a efeito as sanções previstas na lei podem ser propostas em até três anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança. 33. (PGE/AL/2009 Procurador CESPE) Nos termos da Lei no 8.429/1992, as ações de improbidade podem ser propostas em até 5 anos após o conhecimento do fato pela administração pública. 382

66 Gabarito: 1. errada; 2. Errada; 3. Correta; 4. errada; 5. errada; 6. correta; 7. Correta; 8. Correta; 9. Correta; 10. errada; 11. errada; 12. errada; 13. correta; 14. correta; 15. D; 16. Correta; 17. errada; 18. correta; 19. correta; 20. errada; 21. correta; 22. errada; 23. errada; 24. errada; 25. errada; 26. errada; 27. errada; 28. correta; 29. errada; 30. errada; 31. errada; 32. errada; 33. errada. Nesse momento chegamos ao fim do curso. Foi um enorme prazer oferecer a minha pequena contribuição nessa sua caminhada rumo ao serviço público Espero que o curso tenha sido proveitoso para você. Esse foi o meu propósito. Desejo-lhe muita sorte na sua empreitada, ressaltando que o segredo é a dedicação. Dedique-se a esse seu objetivo que você vai conseguir alcançá-lo. Os obstáculos e as dificuldades servirão para dignificar a sua conquista! Continuo à sua disposição no fórum até o prazo limite estipulado pelo curso e após no [email protected]. Grande abraço! Armando Mercadante 383

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