EQUIPAMENTOS DE MEDIÇÃO
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- Benedita Regueira Carrilho
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1 EQUIPAMENTOS DE MEDIÇÃO O ruído apresenta características diversas e existe um grande número de técnicas para as medir. As medições do ruído na indústria são realizadas com o intuito de avaliar se os trabalhadores expostos ao ruido correm o risco de sofrerem danos auditivos e simultaneamente obter dados que permitam adoptar medidas no que diz respeito à redução do ruído. Estas medições são realizadas de acordo com as normas ISO e IEC 2, onde estão indicados os equipamentos e as metodologias a utilizar. Medição do ruído: Para a medição de um nível de ruído, pode-se utilizar dosímetros e/ou sonómetros e aplicam-se procedimentos normalizados. Neste ponto vai ser feita uma pequena referência ao funcionamento de um sonómetro, assim como aos aspectos mais importantes dos procedimentos normalizados. Figura 1 Exemplo de aparelhos para medir o ruído: Dosímetros. Figura 2 Exemplo de aparelhos para medir o ruído: Sonómetros Apesar da variedade de sonómetros existente no mercado, o princípio de funcionamento de todos eles é basicamente o mesmo: um microfone, uma unidade de processamento e uma unidade de leitura. O diagrama seguinte exemplifica a constituição de um sonómetro: Manual elaborado por: Laura Andrade 1
2 Figura 3 Constituição de um Sonómetro Identifica-se da Figura 20, cinco componentes fundamentais para o funcionamento de um sonómetro, para além do display onde são lidos os resultados, amplificadores de sinal e outros componentes electrónicos de menor importância Microfone (Microphone): é um transdutor, convertendo portanto um sinal mecânico num sinal eléctrico. São normalmente utilizados nos sonómetros, microfones de condensador (condenser microphone), que devido às suas características combinam precisão com estabilidade de sinal. Sistema de Ponderação (weighting network): Sistema no qual podem ser aplicadas ao sinal as ponderações A, B, C, D ou U. Zannin (2005) refere que os responsáveis pela medição do ruído ocupacional devem usar escalas para fazer a correcção do ruído real para o ruído percebido pelo ouvido humano. Para tal existem vários tipos de filtros normalizados (A, B, C e D), sendo que o mais importante a nível de ruído industrial é o filtro de ponderação A, uma vez que traduz aproximadamente a resposta do ouvido humano. Os valores das medições feitas através do filtro A são seguidos pela designação decibel A e representados como db(a). Filtros (Filters): São usualmente aplicados ao sinal filtros de oitava, de 1/3 oitava, 1/10 oitava que permite obter um espectro de frequências do som analisado. Velocidade de amostragem (Time Constants): A velocidade de amostragem é escolhida de acordo com o objectivo da medição. Na maior parte dos sonómetros é possível escolher 3 velocidades de amostragem: Slow (S), Fast (F), Impulse (I), quanto maior for a velocidade de amostragem maior vai ser o relevo dado a sons impulsivos de curta duração. Normalmente utiliza-se o modo Fast, no entanto para determinar se o ruído apresenta características impulsivas, o modo Impulse é importante. Existe ainda em alguns sonómetros a hipótese de escolher o modo Peak que adquire o pico mais alto de ruído independentemente da sua duração. Manual elaborado por: Laura Andrade 2
3 Detector vmq (RMS Detector): Faz o processamento do sinal obtido em termos do valor médio quadrático da pressão sonora. Para a caracterização de um sonómetro, é importante o conhecimento da sua precisão, por essa razão os sonómetros dividem-se em quatro classes distintas de acordo com a sua precisão: Classe 0: Utiliza-se em laboratórios, serve como referência Classe 1: Utilizados em medições de campo com elevada precisão Classe 2: Utilização em medições de campo, sem elevada precisão Classe3: Utilizados para reconhecimentos, apenas efectua medições aproximadas. A realização de medições de ruído implica obviamente que os sonómetros forneçam resultados precisos, para isso é conveniente que os sonómetros sejam calibrados com instrumentação própria, antes e depois de cada medição, é também necessário que sejam homologados periodicamente por autoridades competentes. Respeitando-se o constante no Decreto-Lei n.º 182/2006, Anexo II, que caracteriza que os instrumentos de medição de ruído devem dispor das características temporais necessárias em função do tipo de ruído a medir e das ponderações em frequência A e C e cumprir, no mínimo, os requisitos equivalentes aos da classe de exactidão 2, de acordo com a normalização internacional, sendo preferível a utilização de sonómetros da classe 1, para maior exactidão das medições Deve ser evitada a utilização de sonómetros não integradores para a determinação da exposição pessoal do trabalhador quando a pressão sonora apresenta flutuações do nível sonoro, de grande amplitude ou para períodos de exposição irregulares do trabalhador. Em caso de dúvida de ultrapassagem dos valores limite, as medições devem ser confirmadas com a utilização de sonómetros integradores. Permitam determinar o nível sonoro contínuo equivalente, L Aeq,T, ou o nível de exposição pessoal diária ao ruído, L EX,8h, e o nível de pressão sonora de pico, L Cpico. Os instrumentos utilizados para medições de ruído devem possuir indicador de sobrecarga. Manual elaborado por: Laura Andrade 3
4 NORMAS E PROCEDIMENTOS O procedimento de medição de ruido laboral está definido no Decreto-Lei n.º 182/2006, de 6 de Setembro Avaliação da exposição dos trabalhadores ao ruído e na ISO/DIS 9612:2007 Acoustics Measurement and calculation of occupational noise exposure Engineering method. O Decreto-Lei nº 182/2006, de 6 de Setembro define ainda os valores limite de exposição como sendo o nível de exposição diária ou semanal ou o nível de pressão sonora de pico que não deve ser ultrapassado. Define também os valores de acção inferior e superior como sendo os níveis de exposição diária ou semanal ou os níveis de pressão sonora de pico que, em caso de ultrapassagem, implicam a tomada de medidas preventivas adequadas à redução do risco para a segurança e saúde dos trabalhadores. Na tabela seguinte encontram-se os valores de referência: Valores de Acção Superiores L EX,8h = L EX,8h = 85 db(a) Valores de Acção Inferiores L EX,8h = L EX,8h = 80 db(a) Valor limite da exposição L EX,8h = L EX,8h = 87 db(a) L Cpico = 137 db(c) equivalente a 140 Pa; L Cpico a 112 Pa; L Cpico a 200 Pa; = 135 db(c) equivalente = 140 db(c) equivalente Para se proceder ao ensaio de avaliação da exposição dos trabalhadores ao ruído é necessário, antes de proceder à medição, fazer o responsável pela produção, fornecer os seguintes elementos: Distribuição dos Trabalhadores - Hora/Posto de Trabalho - de forma a validar o ensaio. Existem 3 estratégias de medição para a determinação da exposição ao ruído no local trabalho, o que devemos escolher a mais adequada: Medição com base na tarefa o trabalho realizado durante um dia de trabalho é analisado e dividido num número representativo de tarefas e medições separadas que são realizadas para cada tarefa; Medição com base na função ou posto de trabalho um número aleatório de amostras são recolhidas durante a performance de um posto de trabalho particular; Medição de um dia inteiro de trabalho a exposição ao ruído é medida continuamente ao longo dos dias de trabalho completos. Manual elaborado por: Laura Andrade 4
5 EXPOSIÇÃO AO RUIDO Na tabela seguinte são apresentados os pontos que se deverá ter em consederação na escolha da estratégia Posições de medição - As medições são realizadas no posto de trabalho, sempre que possível, na ausência do trabalhador, com a colocação do microfone na posição em que estaria a sua orelha mais exposta; - Quando a presença do trabalhador for necessária, o microfone deve ser colocado a uma distância de entre 0,10m e 0,30m, em frente à orelha mais exposta do trabalhador; A direcção de referência do microfone deve ser, se possível, a do máximo ruído, determinado por um varrimento angular de microfone, em torno da posição de medição. Manual elaborado por: Laura Andrade 5
6 INTERVALOS DE TEMPO DE MEDIÇÃO E NÚMERO DE MEDIÇÕES Medições efectuadas pelo Método de Medição por Tarefa O tempo de medição deverá ser suficientemente longo para representar a média do nível de pressão sonora equivalente contínuo para a tarefa de trabalho actual. Se a duração da tarefa do trabalho é menor do que 5 minutos, o tempo de medição deve ser a duração da tarefa do trabalho. Para muitas tarefas do trabalho, o tempo de medição deve ser, pelo menos, de 3 min. O tempo de medição é considerado de 3 minutos se o nível encontrado for constante ou repetitivo, caso contrário será necessário aumentar o tempo de medição para pelo menos 5min. Se o ruído é aleatoriamente flutuante durante a tarefa, o período de medição deve ser suficientemente longo para garantir que a medida L Aeq,t,TK é representativa para todo o período da tarefa. Para cada tarefa, pelo menos, 3 medições de L Aeq,t deverão ser realizadas, uma abrangendo um nível elevado de ruído observado e outra com o nível de ruído mais baixo observado durante a tarefa. O terceiro permite o nível típico de ruído, se possível. São consideradas válidas as medições com desvios de ± 3 db (A). Caso sejam obtidas medições com desvios superiores a ± 3 db (A), deverão ser efectuadas mais medições ou aumentar o tempo de medição de forma a obterem-se resultados válidos. É necessário registar se a propagação do ruído se efectua em campo livre ou em campo difuso. MÉTODOS DE TRATAMENTOS DOS DADOS Método de Medição por Tarefa Se J observações da duração da tarefa T m, j estão disponíveis, o valor da média aritmética é a duração da tarefa T m, calculado a partir da seguinte equação: Se a duração de uma tarefa T m é considerada como uma variável ou uma constante, deverá ser verificada para que as tarefas que compõem o dia nominal, a soma das durações individuais correspondam à duração efectiva de um dia trabalho: Manual elaborado por: Laura Andrade 6
7 Onde, Te é a duração efectiva de um dia de trabalho; M é o número total de tarefas. Determinação do Nível de Exposição Diária ao Ruído O nível de pressão sonoro equivalente continuo, de ponderação A, para a tarefa m é calculado a partir de medições separadas de L Aeq,T,m1, L Aeq,T,m2,..., L Aeq,T,mI como a seguir representado: Onde, L paeq,ti é o nível de pressão sonoro equivalente contínuo, de ponderação A, durante a tarefa de duração t; I é o número total de medições realizadas na tarefa m; A expressão geral para a determinação do nível de exposição sonora L EX,8h usando o método baseado na tarefa é a seguinte: Onde, T m é valor da média aritmética da duração da tarefa m; M é o número total de tarefas; T 0 é a duração de referência, T 0 = 8 h; L* paeq,t,m = L paeq,t,m + K2 + K3 é a estimativa do nível de pressão sonora equivalente contínuo, de malha de ponderação A, da tarefa m; Onde, L PAeq,T,m é a média do nível de pressão sonora equivalente contínuo, de malha de ponderação A, da tarefa m de acordo com a Equação (2.3); Manual elaborado por: Laura Andrade 7
8 K2 é a correcção dos equipamentos de medição utilizados na determinação do nível de pressão sonora equivalente contínuo, de malha de ponderação A; K3 é a correcção da posição do microfone usada na determinação do nível de pressão sonora equivalente contínuo, de malha de ponderação A; NOTA Uma vez que as estimativas de K 2 e K 3 são cerca de 0, então L* paeq,t,m L paeq,t,m. INCERTEZAS DE MEDIÇÃO Independentemente da estratégia de medição utilizada, a incerteza expandida deve ser associada ao valor da exposição pessoal diária calculado. Quando os valores de acção ou o valor limite de exposição pessoal diária se situem dentro da margem de erro das medições, entendendo-se por margem de erro o intervalo entre o resultado da medição subtraído e adicionado o valor da incerteza da medição, representado pela expressão: L EX,8h incerteza da medição valor de acção ou valor limite L EX,8h + incerteza da medição. No entanto, pode-se optar por: Aumenta-se o número das medições ou a sua duração, até ao limite em que o intervalo do tempo de medição coincida com o da exposição, de modo a obter um grau máximo de exactidão e de redução da margem de erro; O empregador assumir que tais níveis ou limites foram ultrapassados e aplicar as correspondentes medidas preventivas. Componentes para a Incerteza na medição do nível de ruído laboral (L EX,8h ) A incerteza na determinação dos níveis de ruído laboral tem origem nos instrumentos de medição, na falta de repetibilidade da fonte de ruído, na selecção das posições do microfone e na verificação in situ. A incerteza refere-se ao nível de pressão sonora contínuo equivalente ponderado A, L Aeq,T ou alternativamente ao nível de exposição sonora normalizado a 8 h nominais de trabalho diário, L EX, 8h As incertezas podem ser de 2 tipos: Incertezas do Tipo A Incertezas do Tipo B Incerteza do Tipo A São todas as componentes calculadas aplicando métodos estatísticos a uma série de valores medidos. Manual elaborado por: Laura Andrade 8
9 As fórmulas normalmente usadas são: Média onde: n - número de leituras xi - os valores das leituras realizadas Desvio padrão experimental: onde: n - número de leituras x i - os valores das leituras realizadas X - média das leituras realizadas Desvio padrão experimental da média: onde: S - desvio padrão experimental n - número de leituras O número de leituras n deverá ser tal que produza uma boa estimativa O número de graus de liberdade corresponde ao número de leituras menos um Assim, número de graus de liberdade = n 1 Manual elaborado por: Laura Andrade 9
10 Incerteza do Tipo B Considerando X i como o valor de uma quantidade Xi que não tenha sido obtida através de várias observações, este pode ser estimado através de informações que poderão ser: Medições anteriores Experiência Conhecimento das propriedades dos materiais ou equipamentos de medição Especificações do fabricante Dados provenientes de calibrações Ou de outros certificados ou incertezas existentes As distribuições estatísticas mais utilizadas para a quantificação/estimativa das fontes de incerteza Tipo B são: Distribuição normal Distribuição triangular Distribuição rectangular Distribuição triangular Onde: a Parâmetro de contribuição para a incerteza Deste modo a variância define-se como: Onde: a Parâmetro de contribuição para a incerteza O número de graus de liberdade toma o valor de infinito ( ) Distribuição rectangular Onde: a Parâmetro de contribuição para a incerteza Manual elaborado por: Laura Andrade 10
11 Deste modo a variância define-se como: Onde: a Parâmetro de contribuição para a incerteza O número de graus de liberdade toma o valor de infinito ( ) - A incerteza padrão deverá ser expressa pelo valor numérico obtido quando da aplicação do método usual de combinação de variâncias. - Uma vez obtida, esta incerteza padrão é multiplicada por um factor K (coeficiente de expansão) de forma a expandir a incerteza para um intervalo de confiança de 95% de probabilidade (±). O factor de expansão K que é um factor numérico utilizado como multiplicador da incerteza padrão combinada para obtenção da incerteza expandida) é retirado da Tabela C1 do Anexo C do guia para a expressão da incerteza de medição 1, pela estimativa do número de graus de liberdade efectivos (vef) da incerteza padrão pela seguinte fórmula: Onde: V ef - número de graus de liberdade efectivo V i - número de graus de liberdade associado a cada incerteza Incerteza Tipo A: v = (n 1), onde n é o número de medições Para calcular a incerteza expandida: Onde: K factor de expansão u(xi) - é a incerteza padronizada avaliada Incerteza Expandida associada ao resultado (U exp ) = U exp = K * (uc) 1- EA-4/02, Expression of the Uncertainty of Measurement in Calibration, Publication Reference EA, December 1999, rev00, disponível online em Manual elaborado por: Laura Andrade 11
12 Contribuições para a incerteza Repetitibilidade da amostra Duração da tarefa Instrumentação de medição Posição do microfone Determinação da incerteza expandida Determinação da incerteza expandida combinada para o método baseado na tarefa. A expressão geral para a determinação do nível de exposição sonora L EX,8h usando o método baseado na tarefa é a seguinte: Onde, T m é valor da média aritmética da duração da tarefa m; M é o número total de tarefas; T 0 é a duração de referência, T 0 = 8 h; L* paeq,t,m = L paeq,t,m + K 2 + K 3 é a estimativa do nível de pressão sonora equivalente contínuo, de malha de ponderação A, da tarefa m; Onde: L PAeq,T,m é a média do nível de pressão sonora equivalente contínuo, de malha de ponderação A, da tarefa m de acordo com a Equação (2.3); K2 é a correcção dos equipamentos de medição utilizados na determinação do nível de pressão sonora equivalente contínuo, de malha de ponderação A; K3 é a correcção da posição do microfone usada na determinação do nível de pressão sonora equivalente contínuo, de malha de ponderação A; NOTA Uma vez que as estimativas de K 2 e K 3 são cerca de 0, então L* paeq,t,m L paeq,t,m. Contribuição da incerteza de medição e do balanço Admitindo que todas as quantidades não estão correlacionadas, a incerteza padrão combinada, µ, para o nível de exposição sonora L EX,8h deverá, em conformidade com a norma ISO Guide 98, ser calculada a partir dos valores numéricos da contribuição incerteza, c j u j, a seguir apresentado: Manual elaborado por: Laura Andrade 12
13 Onde, u 1a, m é a incerteza padrão devido à amostragem da tarefa m; u 1b, m é a incerteza padrão devido à duração estimada da tarefa m; u 2 é a incerteza padrão devido ao equipamento usado na medição da tarefa m; u 3 é a incerteza padrão devido à selecção imperfeita da posição do microfone para a tarefa m; c 1a, m e c 1b, m são os coeficientes de sensibilidade correspondentes à tarefa m; M é o número total de tarefas. A incerteza expandida é U = 1,6* µ. Sendo o valor de 1,6 definido como o factor de expansão. NOTA 1 Devido à relação linear entre o nível sonoro medido e a estimativa para o nível sonoro, os resultados da Equação anterior em que a amostragem dos coeficientes de sensibilidade, equipamentos de medição e a incerteza padrão da amostragem do nível sonoro são os mesmos. Assim, podemos escrever c 2, m = c 3, m = c 1a, m. NOTA 2 A Equação é estritamente válida para casos onde os níveis de pressão sonora equivalentes contínuos M, de malha de ponderação A, são determinados através da utilização de diferentes equipamentos para cada medição. No entanto, e uma vez que grandes contribuições da incerteza de medição, tais como os equipamentos de medição que influenciam o nível de linearidade, a frequência de resposta do microfone, o ângulo de incidência sonora e a ponderação espectral, deverá ser diferente em posições de campos sonoros diferentes para os mesmos equipamentos de medição, presume-se que a Equação anterior é a adequada. A contribuição correspondente a essa incerteza que é apresentada na tabela seguinte: Manual elaborado por: Laura Andrade 13
14 EXPOSIÇÃO AO RUIDO CLASSIFICAÇÃO DOS PROTETORES AUDITIVOS A classificação dos protectores auditivos pode-se fazer do seguinte modo: Protectors Passivos - 1- Tampões auditivos Tampões moldáveis Tampões auditivos pré-moldados Tampões auditivos moldados individualmente Tampões ligados por banda 2- Protetores auriculares ou abafadores Protetores Ativos i. Protetores de Redução Ativa do Ruído (RAR) ii. Protetores de comunicação Manual elaborado por: Laura Andrade 14
15 MÉTODOS DE CÁLCULO DA ATENUAÇÃO DOS PROTETORES AUDITIVOS A atenuação dos protectores auditivos deve ser levada em conta na determinação da exposição efectiva do trabalhador quando forem aplicados os valores limites de exposição. Os efeitos resultantes da utilização de protectores auditivos não são tidos em consideração na determinação da exposição do trabalhador ao ruído quando aplicados os valores de ação. De acordo com a normalização aplicável, a atenuação oferecida por um protetor auditivo pode ser determinada por três métodos diferentes, nomeadamente: - Método de Banda de Oitava - Método HML - Método SNR MÉTODO DE BANDA DE OITAVA O Método de Banda de Oitava é também conhecido por NIOSH Method #1 ou Long Method (Berger et al., 2003 e Suter, 1996b). Este método tem o seguinte procedimento: - Primeiramente medir o nível de pressão sonora contínuo equivalente, ponderado A, para cada banda de oitava (63, 125, 250, 500, 1000, 2000, 4000 e 8000 Hz) em db(a) a que o trabalhador está exposto; - Para cada banda de oitava calcular os níveis globais (L63; L125, L250, L500, L1000, L200, L4000 e L8000) de acordo com a equação: - - Em que: Tk Ruído a que o trabalhador está exposto durante Tk horas por dia; Mf É o valor médio de atenuação dos protetores; Sf É o desvio padrão da atenuação dos protetores auditivos. α É o valor que se quer para o percentil de proteção. Em Portugal, este valor é de 2, o que significa um valor de proteção de cerca de 97%. Os valores Mf e Sf são fornecidos pelo fabricante dos protetores auditivos. - De seguida calcular o nível contínuo equivalente, com os valores globais determinados anteriormente usando a seguinte expressão: - Por fim calcular a exposição pessoal diária efectiva, L EX,8h,efet, em db(a), de cada trabalhador que use protectores auditivos utilizando a equação abaixo: Manual elaborado por: Laura Andrade 15
16 Este método é considerado como um método mais fiável e rigoroso para determinar a atenuação de um protector auditivo sendo que não apresenta uma visualização imediata da atenuação e por isso difícil de interpretar. Manual elaborado por: Laura Andrade 16
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