9 anos de idade! Adilson Luiz Ramos Editor
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- Kátia Peixoto Caminha
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1 E d i t o r i a l 9 anos de idade! Considerando que a Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial é do gênero feminino, numa analogia ortodôntica, poderíamos dizer que ela está se aproximando do período pubertário. De alguma forma, poderíamos dizer que o segundo período transitório da dentadura mista (conforme Van der Linden) está iminente. Faço esta comparação, para chamar a atenção para as transformações e maturidade que temos alcançado. Foram períodos de aquisição, crescimento vertical e transversal, em que, graças ao empenho de todo quadro técnico que participa das edições (incluindo desde os diagramadores, consultores, bibliotecária, etc até os autores), podemos anunciar com orgulho este nono aniversário de edições ininterruptas, que tem contribuído com o crescimento da especialidade no Brasil e países latinos, que também têm acesso à revista. Assim como o desenvolvimento da oclusão, estamos conscientes das mudanças que a tornarão ainda mais completa, mas são notórios todos os germes presentes nesta atual fase, numa visão panorâmica. Embora ainda considerada uma criança, é fácil perceber o amadurecimento e a consolidação de sua missão científica em sua trajetória. É louvável o envolvimento de todos quanto à colaboração com o escopo editorial. Nos brinda, como entrevistado, o Prof. Dr. Dante Bresolin, da UnB - Brasília, discorrendo sobre sua vasta experiência ortodôntica, principalmente sobre os respiradores bucais motivo de uma pesquisa clássica de sua autoria publicada no Am J Orthod, em Além de alertar a comunidade ortodôntica quanto à manutenção dos ideais profissionais, como preconizado desde Angle. Sabemos que Edward H. Angle foi um lutador incansável da valorização de nossa especialidade e que traçou suas diretrizes, fazendo-a grandiosa. Conforme o Dr. Dante diz, o futuro de nossa especialidade está em nossas mãos! Apesar dos percalços políticos e gerenciais, não somente dos nossos governantes, mas também dos representantes de várias profissões liberais (incluindo a Odontologia), o que reflete na regulação do mercado de trabalho, podemos comemorar avanços no campo de diagnóstico, tratamentos, pesquisas e também no ensino (liderado por alguns heróis, como citado pelo Prof. Dante). O diagnóstico ortodôntico é muito bem representado nesta edição por cinco trabalhos. Yamaguto e Vasconcelos estabeleceram os padrões normativos das medidas mesiodistais de leucodermas brasileiros, utilizando uma significativa amostra de modelos de oclusão normal. Notáveis observações também são provenientes da avaliação sobre a espessura alveolar em pacientes braqui e dolicofaciais, bem como Classe II e III obtidas a partir de exames teleradiográficos. Ainda sobre telerradiografias, as referências incisais, como ideais cefalométricos, são discutidas para os pacientes melanodermas, num outro artigo. Capelozza Filho e colaboradores expõem um novo método radiográfico de avaliação para os posicionamentos dentários, utilizando a tomografia computadorizada volumétrica com o auxílio de um programa de computador, abrindo uma nova dimensão para as pesquisas, bem como na precisão dos desenhos em planejamentos de posicionamento dentário, assim como auxiliar para os aparelhos programados. No segmento tratamento, Lima et al. citam as abordagens sobre as lesões bucais que podem apresentar-se durante um tratamento ortodôntico. Num interessante relato de casos clínicos, o Prof. Jurandir Barbosa e colegas, expõem o uso da barra palatina durante a dentadura mista, como dispositivo de controle vertical. O padrão facial também é preocupação no tratamento da Classe III, como apresentado na revisão literária e descrições de casos tratados com máscara facial, por Oltramari et al., bem como a comparação dos resultados pós-cirúrgicos de pacientes Classe III dolicocefálicos, expostos por Tavares e colegas. Lidando com a abordagem ortopédica para o tratamento da Classe II, Almeida-Pedrin et al. publicam os resultados de um excelente trabalho, que compara os efeitos do AEB conjugado e do Bionator, com uma amostra de Classe II não tratada. O uso do ultra-som é testado in vivo, em cães, por Prieto e colegas, que apresentam suas vantagens. Sabemos da importância da estatística para sustentar os dados pesquisados, por isto merecem atenção especial as sugestões apresentadas no artigo que aborda a análise estatística para a reprodutibilidade. Como sempre, escolhemos um artigo de revisão para a seção tópico especial, que neste número discorre sobre a utilização do Laser na Ortodontia. Depois de algum tempo de uso no campo médico, vale a pena conferir como esta tecnologia pode contribuir com os tratamentos ortodônticos. Seguimos para o segundo período transitório, preparados para a puberdade. Parabéns a todos pelos 9 anos de idade da Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial! Adilson Luiz Ramos Editor R Dental Press Ortodon Ortop Facial Maringá, v. 10, n. 5, p. 5, set./out. 2005
2 N o v o s P r o d u t o s Novo braquete com adesivo O novo APC PLUS Adhesive Coated Appliance System, com adesivo que muda de cor da 3M Unitek, já está disponível no Clarity Ceramic Brackets. A grande vantagem desse produto, além do adesivo já aplicado na base do bracket, é a mudança da cor da resina. Inicialmente ele é rosa, o que facilita a remoção do excesso e aumenta a referência visual do braquete para o posicionamento. Após a exposição à luz, o adesivo se torna transparente. O produto também oferece outras vantagens como liberação de flúor e bom desempenho am ambientes úmidos, por se tratar de um adesivo hidrofílico. Para maiores informações sobre o produto a empresa disponibiliza o telefone N o v i d a d e s E d i t o r i a i s Bráquetes ortodônticos - como utilizá-los Escrito por dois profissionais de destaque dentro do meio acadêmico nacional, Bráquetes Ortodônticos como utilizá-los une a experiência de 62 anos de dedicação ao magistério de Orlando Chevitarese ao conhecimento clínico do também professor Antônio Carlos Ruellas. Obra escrita com precisão, em formato de brochura, Bráquetes Ortodônticos reúne as melhores informações vindas de pesquisas clínicas e laboratoriais, mostrando ao leitor a correta aplicação dos compósitos de maneira clara e altamente ilustrativa, com embasamento científico e esclarecedor de pontos importantes a serem observados e seguidos na prática cotidiana. Para facilitar as consultas, o livro está divido em capítulos sequenciais e aborda praticamente todos os aspectos da colagem e descolagem dos bráquetes, tendo inclusive um capítulo dedicado à higienização bucal. Ambos os autores atuam na docência na Universidade Federal do Rio de Janeiro e possuem uma vasto currículo de publicações científicas voltadas à área de Ortodontia. Informações podem ser conseguidas junto à editora no fone (11) ou pelo [email protected]. R Dental Press Ortodon Ortop Facial 13 Maringá, v. 10, n. 5, p. 13, set./out. 2005
3 C u r s o s e E v e n t o s XI Congresso Internacional de Odontologia do Distrito Federal Data: 12 a 15 de outubro de 2005 Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães Informações: ABO-DF (61) [email protected] / 3º Meeting Internacional de Ortodontia Data: 21 e 22 de outubro Local: AGOR - Porto Alegre/RS Informações: AGOR (Associação Gaúcha de Ortodontia pela Técnica Straight-wire) (51) º Encontro de especialidades odontológicas Data: 28 e 29 de outubro de 2005 Local: Minas Centro - Belo Horizonte/MG Realização: ABO-MG Informações: [email protected] (31) º Encontro Internacional de Ortodontia Data: 11 e 12 de novembro de 2005 Local: Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofacias Informações: HRAC/USP (14) [email protected] XXXVI Encontro Científico Anual do Grupo de Professores de Ortodontia e Odontopediatria Data: 28 de novembro a 2 de dezembro de 2005 Local: Navio Island Escape 4 noites, saída dia 28/nov./2005 Informações: Maxim s Viagens e Turismo (11) / [email protected] Straight Wire Brasil - 25 anos Data: 17 e 18 de março de 2006 Local: ITM-Expo, São Paulo/SP Informações: (11) / [email protected] R Dental Press Ortodon Ortop Facial 14 Maringá, v. 10, n. 5, p. 14, set./out. 2005
4 A c o n t e c i m e n t o s Dr. Leopoldino Capelozza lança, durante Congresso no Paraguai, seu livro em língua espanhola Inicialmente apresentado durante o último Congresso Americano de Ortodontia, em maio de 2005, o livro Diagnóstico em Ortodoncia, do autor Leopoldino Capelozza Filho, de Bauru/SP, teve seu lançamento oficial para a América Latina durante o 2 0 Congreso Paraguayo de Ortodoncia, realizado pela Sociedade de Ortodontia e pelo Círculo de Odontológos do Paraguai, durante os dias 15, 16 e 17 de setembro de Dr. Leopoldino conta com convites para divulgar, no Chile, México e Espanha, seu livro, que já foi editado em português e espanhol pela Dental Press. O congresso realizado no Paraguai também teve, entre seus palestrantes, ortodontistas brasileiros: Dr. Jurandir Barbosa, Dr. Guilherme Janson e Dr. Omar Gabriel da Silva Filho, além da odontopediatra Dra. Maria Aparecida de Andrade de Moreira Machado. O evento contou com mais de 400 profissionais que tiveram a oportunidade de conhecer os recentes avanços da especialidade. Dr. Leopoldino Capelozza Filho autografa livro para participante do Congresso Paraguaio de Ortodontia, realizado em setembro último. Professores do Chile e da Argentina também elevaram o nível do congresso. Dissertação de Mestrado e Congresso Internacional No dia 2 de março de 2005, a candidata Tarcila Triviño apresentou ao programa de pós-graduação em Odontologia, área de concentração em Ortodontia, da Universidade Metodista de São Paulo, a dissertação de mestrado Determinação das formas do arco dentário inferior na oclusão normal natural, sob a orientação do Prof. Dr. Danilo Furquim Siqueira. Participaram da banca examinadora os professores Dra. Maria Helena Ferreira de Vasconcelos (UMESP) e o Dr. Eduardo César Almada Santos (UNESP). Os resultados desse trabalho foram apresentados no 105 th Annual Session, promovido pela American Association of Orthodontists, realizado de 20 a 24 de maio de 2005, na cidade de San Francisco, Califórnia/ EUA, sob a forma de painel científico, cujos autores foram Tarcila Triviño, Prof. Dr. Danilo Furquim Siqueira e Prof. Dr. Marco Antonio Scanavini. Painel científico Forms and dimensions of the lower dental arch in normal occlusion apresentado por Tarcila Triviño no 105 th Annual Session - San Francisco, Califórnia/EUA. R Dental Press Ortodon Ortop Facial 15 Maringá, v. 10, n. 5, p. 15, set./out. 2005
5 O q u e h á d e n o v o n a O d o n t o l o g i a Como as células percebem a força? Jorge Faber* Dentre os cinco sentidos de Aristóteles, nós sabemos que a visão, o olfato e grande parte do paladar são iniciados por proteínas que se ligam a receptores acoplados à proteína G. Entretanto, as sensações mecânicas tato e audição permanecem sem uma clara compreensão dos seus mecanismos moleculares. Esse fato tem um grande vínculo com a movimentação dentária ortodôntica. Sabemos que forças movimentam dentes, mas como as células percebem a força? Um importante avanço no entendimento desse assunto foi publicado na revista Nature 1. Aparentemente a força é percebida diretamente na bicamada lipídica da membrana plasmática levando à abertura de canais iônicos mecanoceptores. A percepção mecânica na superfície celular é reconhecida há algum tempo. Quando um paramécio, um organismo unicelular, é tocado com uma sonda em sua região anterior, ele inverte o batimento de seus cílios e nada em direção contrária. Essa sensibilidade superficial das células foi atribuída durante muito tempo à transdução de sinal intermediada pelo citoesqueleto, muito presente próximo à membrana celular. Entretanto, modelos experimentais já demonstraram que o citoesqueleto tem uma participação limitada na sensibilidade mecânica. A montagem do quebra-cabeça de informações pulverizadas sobre o assunto, que foi feita por Kung 1, mostra que a bicamada lipídica (Fig. 1 A, B) tem uma importante participação na transdução da sensação mecânica. O mecanismo básico é que qualquer proteína que esteja embebida na bicamada é sujeita à tensões e pressões geradas por deformações na bicamada. Assim, canais iônicos mecanoceptores presentes na membrana são submetidos a forças na interface membrana-canal, ocasionando a abertura do canal e o tráfego de íons. Mecanocepção aplicada à Ortodontia Esse modelo de mecanocepção tem sido demonstrado em diferentes tipos celulares, desde organismos unicelulares até células animais. Ele pode, provavelmente, ser diretamente inserido na Ortodontia para explicar tanto a reabsorção quanto a deposição óssea, presentes na movimentação dentária ortodôntica. No lado de pressão, a compressão de células do ligamento periodontal deforma membranas celulares e abre os canais de mecanocepção (Fig. 1C). Esse processo inicia a resposta celular que resultará na reabsorção óssea. No lado de tensão, proteínas do meio extra-celular são tracionadas durante o estiramento do ligamento periodontal. Essas proteínas, em parte, são ancoradas em proteínas da membrana (Fig. 1 D) e nos canais de mecanocepção, e se assemelham a coleiras que tracionam a membrana e acarretam tensões na interface proteína-bicamada. Esse mecanismo abre os canais e inicia a cascata de respostas celulares que sinaliza para os osteoblastos que eles devem depositar matriz óssea. Pesquisas voltadas para o estudo ultra-estrutural do ligamento periodontal e dos canais mecanoceptores aumentarão a compreensão do fenômeno de movimentação dentária e talvez forneçam evidências sobre a otimização clínica da força ortodôntica. Figura 1 Esquema que representa a ultraestrutura da membrana celular. A mostra um fragmento da membrana em perspectiva; a bicamada lipídica (amarelo) é entremeada por proteínas (verde, azul e roxo) que apresentam diversas funções; o retângulo vermelho destaca a área apresentada em B, que exemplifica em azul, à direita, um canal iônico mecanoceptivo. Em C, quando uma força de pressão é aplicada sobre a membrana celular (setas amarelas), tal como a força ortodôntica no lado de pressão do ligamento, a deformação temporária da bicamada acarreta uma tensão sobre o canal (seta verde) que o abre (seta vermelha) e permite o trânsito de íons. Em D, a tensão na membrana é transmitida por proteínas (em vermelho) que funcionam como uma coleira sobre proteínas de membrana (em verde); quando o tracionamento pela coleira acontece, a bicamada é deformada e tenciona o canal iônico mecanoceptor, levando à sua abertura (seta vermelha) para a passagem de íons. 1. Kung, C. A possible unifying principle for mechanosensation. Nature, London, v. 436, no. 4, p , * Doutor em Biologia Morfologia, Laboratório de Microscopia Eletrônica da Universidade de Brasília, Mestre em Ortodontia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Clínica privada focada no atendimento de pacientes adultos. R Dental Press Ortodon Ortop Facial 16 Maringá, v. 10, n. 5, p. 16, set./out. 2005
6 E n t r e v i s t a Dante Bresolin É, para mim, uma honra apresentar a entrevista do Prof. Dr. Dante Bresolin, meu mestre e amigo, à Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial. Prof. Bresolin é possuidor de uma visão clara, não apenas das questões ortodônticas, mas também das relativas à humanidade de uma forma geral. Estou certo que os leitores da revista lucrarão ao tomar contato com as idéias seguras de uma das pessoas mais sábias da Odontologia brasileira. Jorge Faber - Mestre em Ciências pela Unicamp e pela University of Washington; - Doutor em Ortodontia pela UFRJ; - Professor de Ortodontia da UnB. 1) O seu trabalho sobre respiração bucal em crianças alérgicas e sua relação com o desenvolvimento dentofacial, publicado no American Journal of Orthodontics em é considerado um marco na literatura ortodôntica. Que características esqueléticas e dentárias foram observadas nestas crianças que as diferenciavam das crianças com padrão respiratório nasal? Marcos Lenza O trabalho acima citado foi publicado há 22 anos. Naquela época já havia indícios clínicos suficientes para relacionar respiração bucal com má oclusão. Até então havia a idéia de que diferentes obstruções nasais poderiam provocar padrões faciais levemente distintos. Falava-se até sobre uma face adenoidiana. O objetivo da pesquisa foi trabalhar com uma amostragem a mais pura possível de crianças em crescimento, cuja obstrução nasal fosse a rinite alérgica. Os resultados da avaliação mostraram que, basicamente, os indivíduos portadores de respiração bucal têm faces mais altas, mais estreitas e mais retruídas do que os respiradores nasais. Transversalmente, as abóbadas palatinas são mais altas e mais estreitas, propiciando uma maior tendência a relações dentárias posteriores de topo ou cruzadas. Os principais aspectos dentários compreendem uma acentuação dos trespasses incisais, tanto o vertical quanto o ântero-posterior. As características faciais são realmente dignas de nota: tendência a face alta e estreita, narinas subdesenvolvidas com freqüente hipertrofia dos cornetos nasais e corrimento abundante de secreção nasal, mucosa oftálmica congestionada, olheiras profundas, expressão facial triste, vaga e distante, posição supino da cabeça, com a boca ocupando, verticalmente, a posição do nariz, lábios abertos, sendo o superior curto e o inferior fletido, língua abaixada e ressecamento dentário e gengival. Devido à expressão facial desatenta alguns autores chegam a afirmar que os respiradores bucais têm menor rendimento escolar. A comparação das faces da amostragem da minha investigação, cuja obstrução era a rinite alérgica, com as dos portadores de outras obstruções inflamatórias, como a adenoidiana ou a amigdaliana, ou mesmo obstruções mecânicas, como desvios do septo nasal, mostrou que elas eram muito assemelhadas, daí não se justificar o termo face adenoidiana. Aliás, o fato de que os pacientes com rinite alérgica costumam engolir o muco infectado, um processo conhecido como R Dental Press Ortodon Ortop Facial 17 Maringá, v. 10, n. 5, p , set./out. 2005
7 Entrevista inúmeras sucursais de faculdades de outros estados montaram cursos de especialização em Ortodontia em prédios comerciais, em endereços que bem condizem com os seus escusos objetivos. b) Que esperança podemos depositar nos órgãos responsáveis pela defesa da especialidade? Claudenir Rossato A Ortodontia sempre foi, continua e continuará sendo a mais bela especialidade da Odontologia. Ela alia muita ciência com uma pitada de arte de modo muito particular. A sua prática ideal requer uma visão ampla da face, da dentição e dessa qualidade única ao ser humano, o sorriso. Com certeza a Ortodontia tem um futuro promissor e brilhante. Ele será atingido na medida em que os atuais e próximos dirigentes da nossa especialidade, das nossas associações, conselhos regionais e federal conseguirem reconhecer e extirpar dos seus meios os elementos perniciosos que com eles convivem de modo despudorado. E eles existem. Pertencer a um órgão superior da especialidade e ao mesmo tempo ministrar aulas em cursos espúrios não é um pecado venial. É um pecado mortal para a Ortodontia. Infelizmente eles são cometidos todos os dias. Por isso eu sou mais um dos pessimistas que não acreditam que as coisas melhorarão em curto prazo, pelo menos no que me resta de vida. Adilson Luiz Ramos - Mestre (FOB-USP) e Doutor (UNESP - Araraquara) em Ortodontia. - Professor Adjunto do Departamento de Odontologia da Universidade Estadual de Maringá. Claudenir Rossato - Mestre e Doutor em Ortodontia pela FOB-USP. - Professor Associado da UEL - Londrina. Marcos Lenza - Professor Titular de Ortodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Goiás. - Doutor em Ortodontia pela Universidade de Nebraska - EUA. Orlando Ayrton de Toledo - Professor Emérito de Odontologia da Universidade de Brasília. - Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Universidade de Brasília. Jorge Faber - Doutor em Biologia Morfologia, Laboratório de Microscopia Eletrônica da Universidade de Brasília - Mestre em Ortodontia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - Clínica privada focada no atendimento de pacientes adultos. Referências 1. Bresolin, D. et al. Mouth breathing in allergic children: its relationship to dentofacial development. Am J Orthod Dentofacial Orthop, St. Louis, v. 83, no. 4, p , Catlin, G. Shut your mouth and save your life. 9th. ed. London: Kegan Paul, Trench, Trübner, Warren, D.; Spalding, P. M. Dentofacial morphology and breathing: a century of controversy. In: Melsen B. Current Controversies in Orthodontics. 1st ed. Chicago: Quintessence, p Proffitt W R. Ortodontia contemporânea. 3. ed. rio de Janeiro: Guanabara Koogan, R Dental Press Ortodon Ortop Facial 22 Maringá, v. 10, n. 5, p , set./out. 2005
8 A r t i g o I n é d i t o Um novo método para avaliar as inclinações dentárias utilizando a tomografia computadorizada Leopoldino Capelozza Filho*, Liana Fattori**, Liliana Ávila Maltagliati*** Resumo O exame de tomografia computadorizada vem sendo amplamente utilizado na Odontologia, principalmente na área de Implantodontia, com o objetivo de mensurar a altura e a espessura ósseas. A possibilidade de realizar cortes tomográficos individualizados nos fez levantar a hipótese de sua aplicabilidade para medir inclinações e angulações dentárias na Ortodontia, com maior precisão e confiabilidade. O objetivo deste trabalho é descrever uma nova metodologia para a mensuração das inclinações e angulações dentárias, utilizando a tomografia computadorizada volumétrica. Para isso, foram realizados cortes tomográficos dos dentes anteriores, de dois indivíduos, com padrões faciais II e III, respectivamente. Após a avaliação, concluímos que a tomografia computadorizada pode ser um meio útil para avaliação de inclinações e angulações dentárias, possibilitando grande contribuição para as pesquisas envolvendo o posicionamento dentário e também para a individualização do tratamento ortodôntico, uma vez que permite a verificação individual do posicionamento dentário. Palavras-chave: Tomografia computadorizada. Inclinações dentárias. Ortodontia. Introdução As inclinações e angulações dentárias são objetos de estudo da Ortodontia desde a época em que Angle, em 1928, sistematizou o tratamento ortodôntico, desenvolvendo o aparelho arco de canto, cujas inclinações e angulações dentárias são modificadas pelos arcos, conforme inseridos nas canaletas dos braquetes 8. As inclinações foram estudadas por diferentes autores, que publicaram análises cefalométricas apoiadas em um posicionamento dentário ideal, com o objetivo de propor diferentes condutas ortodônticas (Tweed, Steiner, Ricketts, Interlandi) 13. As análises cefalométricas também foram empregadas para avaliar alterações decorrentes de diferentes terapias, em estudos comparativos e longitudinais. Andrews 2, em 1970, inovou a Ortodontia com o desenvolvimento de um estudo realizado em modelos de gesso. Avaliando oclusões ótimas naturais, teve a brilhante idéia de mensurar as inclinações e angulações de todos os dentes superiores e inferiores, trazendo à luz do conhecimento * Professor Doutor da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo, USP-Bauru, e membro do setor de Ortodontia do HRAC da Universidade de São Paulo, USP-Bauru. Professor do Programa de Pós-graduação em Ortodontia da Faculdade de Odontologia de Araçatuba - UNESP. ** Mestranda do Programa de Pós-graduação em Odontologia, área de Concentração Ortodontia da Universidade Metodista de São Paulo. *** Professora Doutora em Ortodontia pela FOB-USP; Professora do Programa de Pós-graduação em Odontologia (Mestrado) - Área de Concentração Ortodontia da UMESP e Coordenadora do curso de Especialização em Ortodontia da UMESP. R Dental Press Ortodon Ortop Facial 23 Maringá, v. 10, n. 5, p , set./out. 2005
9 Capelozza Filho, L.; Fattori, L; Maltagliati, L. A. A new method to evaluate teeth tipping using computerized tomography Abstract Computerized tomography has been widely used in Dentistry, mainly in Implantology, with the purpose of measuring height and thickness of the bone. The possibility of carrying through individual tomographic cuts raised the hypothesis of its applicability on determining dental inclinations and angulations in Orthodontics, with the highest precision and therefore higher trustworthiness. The purpose of this study is to introduce a new method to evaluate teeth tipping, using computerized tomography. For this purpose, tomography cuts of all upper and lower anterior teeth were obtained, of two male patients. The results showed that computerized tomography could be an useful and trustful way to evaluate teeth inclinations and angulations, contributing for the research of orthodontic treatment outcome, since it allows individual analysis of dental position. Key words: Computerized tomography. Teeth tipping. Orthodontics. 1. ALMEIDA, R. R. Estudo ortopantomográfico das inclinações axiais dos dentes anteriores, comparando pacientes tratados ortodonticamente e jovens com oclusão normal Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Odontologia da USP, Bauru, ANDREWS, L. F. The six keys to normal occlusion. Am J Orthod, St. Louis, v. 62, no. 3, p , Sept ANDREWS, L. F. Braquetes individuais. Posicionamento do braquete. Posicionamento da canaleta. In:. Straight wire: o conceito e o aparelho. San Diego: L. A. Wells, p Bastia, F. M. M. Estudo das angulações e inclinações dentárias obtidas no tratamento ortodôntico com a utilização da prescrição MBT TM f. Dissertação (Mestrado em Ortodontia) Universidade Metodista de São Paulo, São Bernardo do Campo BENNETT, J. C.; McLAUGHLIN, R. P. As mecânicas de tratamento ortodôntico e o aparelho pré-ajustado. São Paulo: Artes Médicas, CAPELOZZA FILHO, L. et al. Individualização de braquetes na técnica Straight-wire: revisão de conceitos e sugestão de indicações para uso. R Dental Press Ortodon Ortop Maxilar, Maringá, v. 4, n. 4, p , jul./ago FIROOZNIA, H.; GOLIMBU, C. N.; RAFII, M.; RAUSCHNING, W.; WEINREB, J. C. MRI and CT of the musculoskeletal system. St. Louis: Mosby Year Book, p GRABER, T. M.; VANARSDALL JUNIOR, R. L. Ortodontia: princípios e técnicas atuais. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, p GÜNDÜZ, E.; RODRIGUES-TORRES, C.; GAHLEITNER, A.; HEIS- SENBERGER, G.; BANTLEON, H. Boné regeneration by bodily tooth movement: Dental computed tomography examination of a patient. Am J Orthod Dentofacial Orthop, St. Louis, v. 125, p , HANS, M. G.; KISHIYAMA, C.; PARKER, S. H.; WOLF, G. R.; NO- ACHTAR, R. Cephalometric evaluation of two treatment strategies for deep overbite correction. Angle Orthod, Appleton, no. 4, p , CD-ROM. 11. HATCHER, D. C.; ABOUDARA, C. L. Diagnosis goes digital. Am J Orthod Dentofacial Orthop, St. Louis, v. 125, p , HEILAND, M.; SCHULZE, D.; ROTHER, U.; SCHMELZLE, R. Midfacial imaging using digital volume tomography. Int Cong Ser, Amsterdan, v. 1256, p , JACOBSON, A. Radiographic cephalometry: from basic to videoimaging. Illinois: Quintessence, Referências 14. MAH, J. K.; DANFORTH, R. A.; BUMANN, A.; HATCHER, D. Radiation absorved in maxillofacial imaging with a new dental computed tomography device. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod, St. Louis, v. 96, p , McLAUGHLIN, R.; BENNETT, J. C.; TREVISI, H. J. Mecânica sistematizada de tratamento ortodôntico. São Paulo: Artes Médicas, ROTH, R. H. The Straight-wire appliance 17 years later. J Clin Orthod, Boulder, v. 21, p , SCHULZE, D.; HEILAND, M.; SCHMELZLE, R.; ROTHER, U. J. Diagnostic possibilities of cone-beam computed tomography in the facial skeleton. Int Congr Ser, Amsterdam, v. 1268, p , URSI, W. J. S.; ALMEIDA, R. R.; TAVANO, O.; HENRIQUES, J. F. C. Assessment of Mesiodistal axial inclination trough panoramic radiography. J Clin Orthod, Boulder, v. 24, no. 3, p , ZANELATO, A. C. T. Estudo das angulações e inclinações dentárias em brasileiros, leucodermas com oclusão normal natural Dissertação (Mestrado)-UNIMEP, Piracicaba, Endereço para correspondência Liana Fattori Rua Primeiro de Maio, 188 cj.111 CEP: Santo André/SP [email protected] [email protected] R Dental Press Ortodon Ortop Facial 29 Maringá, v. 10, n. 5, p , set./out. 2005
10 A r t i g o I n é d i t o Tratamento das ulcerações traumáticas bucais causadas por aparelhos ortodônticos Antonio Adilson Soares de Lima*, Ana Maria Trindade Grégio**, Orlando Tanaka***, Maria Ângela Naval Machado****, Beatriz Helena Sottile França***** Resumo As lesões de aspecto ulcerado na mucosa bucal são um achado comum na clínica odontológica e geralmente são ocasionados por trauma mecânico devido a próteses mal adaptadas, aparelhos ortodônticos e dentes com coroas ou restaurações fraturadas. Contudo, os indivíduos nos quais a lesão persiste por mais de três semanas deverão ser submetidos à biopsia ou outros exames para excluir algumas lesões de caráter neoplásico ou outras condições, tais como as infecções crônicas e as doenças de caráter imunológico. Durante o tratamento ortodôntico, a dor e o desconforto da mucosa bucal podem acontecer como resultado do traumatismo mecânico dos aparelhos, ocasionado pela fricção aumentada entre o tecido da mucosa e a superfície dos braquetes. Atualmente, o ortodontista possui poucos recursos para prevenir ou aliviar esta irritação na mucosa. O objetivo deste artigo é orientar o ortodontista para o manejo mais adequado destas lesões visando o seu diagnóstico correto, o alívio dos sintomas que estas costumam provocar e o tratamento mais adequado para cada tipo de caso. Palavras-chave: Úlcera. Traumatismo. Inflamação. Ortodontia. Antiinflamatório. Introdução A dor e o medo são sensações que acometem grande parte dos pacientes odontológicos, e até mesmo para certas especialidades, como no caso da Ortodontia, que convive diariamente com este tipo de queixa. As principais fontes de sintomatologia dolorosa, após a instalação de um aparelho ortodôntico, são a pressão no ligamento periodontal associado com a movimentação dentária e a presença de lesões ulceradas sobre a mucosa bucal, resultantes da fricção aumentada dos braquetes com este tecido 11. As lesões ulceradas são comuns no dia-a-dia da clínica odontológica e sua prevalência é bastante variável, algo em torno de 4,6 a 30,7% 3,6,10,15,17. De acordo com Kvam, Gjerdet e Bondevik 12, cerca de 95% dos pacientes ortodônticos queixamse de dor durante o tratamento e, destes, 75,8% das queixas estão associadas com a presença de ulcerações traumáticas na mucosa. Num outro estudo realizado por Kvam, Bondevik e Gjerdet 13, cerca de 47% dos pacientes afirmaram que as úlceras causadas pelo aparelho fixo representavam a * Professor Doutor em Estomatologia da PUCPR. ** Professora Doutora em Farmacologia da PUCPR. *** Professor Doutor em Ortodontia da PUCPR. **** Professora Doutora em Periodontia da PUCPR. ***** Professora Doutora em Odontologia Legal e Deontologia da PUCPR, UTP e UFPR. R Dental Press Ortodon Ortop Facial 30 Maringá, v. 10, n. 5, p , set./out. 2005
11 Tratamento das ulcerações traumáticas bucais causadas por aparelhos ortodônticos CONSIDERAÇÕES FINAIS O tratamento ortodôntico muitas vezes pode induzir o aparecimento de lesões ulceradas na mucosa bucal. O diagnóstico correto destas lesões é imprescindível para se descartar outras doenças importantes de natureza não traumática. Cabe ao ortodontista a eliminação do fator agressor causador da lesão e a aplicação de fármacos adequados, vislumbrando a reparação tecidual rápida e o alívio dos sintomas flogísticos. Enviado em: Setembro de 2003 Revisado e aceito: Maio de 2005 Treatment of the mouth traumatic ulcers caused by orthodontic appliances Abstract Mouth ulcers are one of the most commom complaints in the dental clinic. They are, in general, caused for mechanic traumatism induced by non-fitted dentures, orthodontic appliances and fracturated crowns and fillings. Nevertheless, those lesions that have persisted for more than three weeks should be submitted to biopsy or other exams to exclude neoplasic, infectious or immunologic lesions. During the orthodontic treatment, pain and soreness of the oral mucosa can occur as the result of mechanic traumatism caused by increased friction between soft tissues and brackets. Nowadays, the professional owns few resources to prevention or relieve this irritation on the oral mucosa. The aim of this article is to guide the orthodontist to realize the correct diagnoses of the mouth ulcers, the relieve the symptoms and the exact treatment for each type of case. Key words: Ulcer. Traumatism. Inflammation. Orthodontics. Anti-inflammatory. Referências 1. ANDRADE, E. D. Terapêutica medicamentosa em Odontologia. São Paulo: Artes Médicas, BRASILEIRO FILHO, G. Patologia geral. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, CAMPISI, G.; MARGIOTTA, V. 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12 A r t i g o I n é d i t o Efeitos do AEB conjugado e do Bionator no tratamento da Classe II, 1ª divisão* Renata Rodrigues de Almeida-Pedrin**, Arnaldo Pinzan***, Renato Rodrigues de Almeida ****, Marcio Rodrigues de Almeida*****, José Fernando Castanha Henriques****** Resumo Este estudo cefalométrico objetivou avaliar as alterações dentárias e esqueléticas, em jovens com má oclusão de Classe II, 1ª divisão, tratados com o aparelho extrabucal conjugado (splint maxilar) e com o Bionator. Estes dois grupos experimentais foram comparados a um grupo de jovens portadores da mesma má oclusão que não receberam tratamento, pareados pelo gênero, idade, tempo de observação e grandezas cefalométricas iniciais. A amostra constou de 180 telerradiografias em norma lateral de 90 jovens, divididos em três grupos de 30, sendo 15 do gênero masculino e 15 do feminino. Os jovens do grupo 1 foram mantidos como controle e apresentaram uma idade inicial média de 10,02 anos e foram observados pelo período médio de 1,49 anos. O grupo 2 foi submetido ao tratamento utilizando o aparelho extrabucal conjugado (splint maxilar), com idade inicial média de 10,02 anos e tempo de observação de 1,78 anos. O grupo 3 foi tratado com o Bionator por um tempo médio de 1,52 anos e os jovens apresentavam idade inicial média de 10,35 anos. A análise dos resultados mostrou que o tratamento da má oclusão de Classe II, 1ª divisão com o AEB conjugado e com o Bionator resultou de efeitos específicos e inerentes a cada aparelho. Os resultados patentearam que o deslocamento anterior da maxila foi restringido significantemente pelo tratamento com o AEB conjugado. O Bionator promoveu um aumento significante na protrusão mandibular, enquanto que o AEB conjugado mostrou efeitos esqueléticos menos evidentes. No entanto, ambos aparelhos estudados produziram um aumento nos comprimentos efetivo e do corpo da mandíbula, com valores maiores para o grupo 2. A relação maxilomandibular melhorou significantemente nos grupos tratados em comparação ao grupo controle. A análise do padrão de crescimento craniofacial e das alturas faciais não revelou alteração significante entre os grupos. Em relação às alterações dentoalveolares ambos aparelhos provocaram inclinação para lingual e retrusão dos incisivos superiores, porém os efeitos do AEB conjugado foram significantemente mais intensos. Os incisivos inferiores foram afetados de maneira distinta pelos aparelhos. No grupo tratado com o AEB conjugado, os incisivos lingualizaram e retruíram enquanto que o grupo tratado com o Bionator apresentou inclinação para vestibular e protrusão destes dentes. Os molares inferiores apresentaram um maior desenvolvimento vertical e horizontal nos grupos 2 e 3. Os primeiros molares superiores distalizaram no grupo tratado com o AEB conjugado, enquanto nos grupos 3 (Bionator) e controle houve mesialização. Deste modo, verificou-se que ambos os protocolos de tratamento propiciaram alterações esqueléticas, dentárias e tegumentares, distintas e clinicamente relevantes para a correção da má oclusão de Classe II, 1ª divisão. Palavras-chave: Aparelho extrabucal. Bionator. Classe II, 1ª divisão. Ortopedia. * Resumo da Tese de Doutorado, apresentada à Faculdade de Odontologia de Bauru-USP, ** Especialista, Mestre e Doutora em Ortodontia pela Faculdade de Odontologia de Bauru-USP e Professora de Ortodontia ao nível de Graduação e Especialização da Faculdade de Odontologia de Lins da Universidade Metodista de Piracicaba. *** Professor Associado do Departamento de Ortodontia e Odontopediatria da Faculdade de Odontologia de Bauru-USP, Titular da USC-Bauru e Orientador da pesquisa. **** Professor Associado do Departamento de Ortodontia e Odontopediatria da Faculdade de Odontologia de Bauru-USP e Coordenador do Doutorado. ***** Especialista, Mestre e Doutor em Ortodontia pela Faculdade de Odontologia de Bauru-USP, Professor de Ortodontia ao nível de Graduação e Coordenador do Curso de Especialização da Faculdade de Odontologia de Lins da Universidade Metodista de Piracicaba. ****** Professor Titular do Departamento de Ortodontia e Odontopediatria da Faculdade de Odontologia de Bauru-USP. R Dental Press Ortodon Ortop Facial 37 Maringá, v. 10, n. 5, p , set./out. 2005
13 Efeitos do AEB conjugado e do Bionator no tratamento da Classe II, 1ª divisão Componente dentoalveolar Ambos aparelhos provocaram inclinação para lingual e retrusão dos incisivos superiores, porém os efeitos do AEB conjugado foram significantemente mais intensos. Os primeiros molares superiores não extruíram significantemente, mantendo estáveis suas posições no sentido vertical. No sentido ânteroposterior, verificou-se uma distalização destes dentes no grupo tratado com o AEB conjugado, enquanto nos grupos 3 (Bionator) e controle houve mesialização. Os incisivos inferiores foram afetados de maneira distinta pelos aparelhos. No grupo tratado com o AEB conjugado, os incisivos lingualizaram e retruíram, enquanto o grupo tratado com o Bionator apresentou uma inclinação para vestibular e protrusão destes dentes. Os primeiros molares inferiores apresentaram um deslocamento no sentido vertical (extrusão) e horizontal (mesialização) significantemente maior nos grupos tratados. Enviado em: Novembro de 2003 Revisado e aceito: Agosto de 2005 Treatment effects of maxillary splint and Bionator appliances in the treatment of Class II division 1 malocclusion Abstract The purpose of this investigation was to evaluate and compare the cephalometric changes of maxillary splint and bionator appliances on individuals with Class II, division 1 malocclusion. Lateral cephalograms were available for 90 patients of both sex, divided in three groups of 30 each one. The first group served as a control group, with initial mean age of years. The second group was treated with maxillary splint appliance with initial mean age of years. The group 3 was treated with Bionator appliance with initial mean age of years. The lateral cephalometric headfilms were taken of each patient at the beginning and the end of treatment, in a total of 180 headfilms. The cephalometric variables were analyzed with statistical tests. The results showed that only maxillary splint influenced changes in forward growth of the maxilla and Bionator appliances provides a statistically significant increase in mandibular protrusion. However, it was observed that both appliances provides an increase in total mandibular and body length, with greater values in group 2, but these results do not showed statistically differences. This study indicated that both appliances provide an improvement in the maxillomandibular relationship, compared to the control group. In addition, there were no statistically significant differences in the craniofacial growth pattern among the three groups nor in the facial heights. It was observed that both appliances produced lingual inclination and retrusion of the upper incisors. Maxillary splint provided lingual tipping of the lower incisors while Bionator produced labial tipping and protrusion of these teeth. The lower molars showed a greater vertical development and extrusion in experimental groups. The maxillary splint produced distal movement of the first upper molars and bionator showed mesial inclination. Key words: Maxillary splint and Bionator appliances. Class II, division 1. Orthopedics. Referências 3. ALMEIDA, M. R. et al. Estudo cefalométrico comparativo, da ação de dois tipos de aparelhos ortopédicos, sobre as estruturas dentoesqueléticas e tegumentares de jovens de 1. ALMEIDA, M. R. Avaliação cefalométrica comparativa da interceptação da má oclusão de Classe II, 1ª divisão utilizando o aparelho de Fränkel e o Bionator de Balters f. Tese (Doutorado) - Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo, Bauru, ALMEIDA, M. R.; HENRIQUES, J. F. C.; URSI, W. J. S. Comparative study of the Fränkel (FR-2) and bionator appliances in the treatment of Class II malocclusion. Am J Orthod Dentofacial Orthop, St. Louis, v. 121, no. 5, p , May ambos os sexos com más oclusões de Classe II, 1ª divisão. Ortodontia, São Paulo, v. 31, n. 2, p , maio./ago ALMEIDA, M. R. et al. O tratamento da Classe II, divisão 1 com o uso do AEB conjugado e aparelho fixo. R Clin Ortodon Dental Press, Maringá, v. 1, n. 3, p , jun./jul ALMEIDA, M. R. et al. Treatment effects produced by the Bionator appliance. Comparision with an untreated Class II sample. Eur J Orthod, London, v. 26, n.1, p , R Dental Press Ortodon Ortop Facial 52 Maringá, v. 10, n. 5, p , set./out. 2005
14 Almeida-Pedrin, R. R.; Pinzan, A.; Almeida, R. R.; Almeida, M. R.; Henriques, J. F. C. 6. ALMEIDA, R. R. et al. Utilização do AEB conjugado na interceptação da má-oclusão de Classe II, 1ª divisão. Rev APCD, São Paulo, v. 56, n. 4, p , jul./ago ALTUNA, G.; NIEGEL, S. Bionators in Class II treatment. J Clin Orthod, Boulder, v. 19, no. 3, p , Mar ANGLE, E. H. Classification of malocclusion. Dent Cosmos, Philadelphia, v. 41, no. 3, p , , Mar BASS, N. M. Dento-facial orthopaedics in the correction of Class II malocclusion. Br J Orthod, London, v. 9, no. 1, p. 3-31, Jan BASS, N. M. Orthopedic coordination of dentofacial development in skeletal Class II malocclusion in conjuction with edgewise therapy. Part I. Am J Orthod, St. Louis, v. 84, no. 5, p , Nov BASS, N. M. Orthopedic coordination of dentofacial development in skeletal Class II malocclusion in conjuction with edgewise therapy. Part II. Am J Orthod, St. Louis, v. 84, no. 6, p , Dec BAUMRIND, S.; FRANTZ, R. C. 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15 Efeitos do AEB conjugado e do Bionator no tratamento da Classe II, 1ª divisão 47. McNAMARA JR., J. A. Components of Class II malocclusion in children 8-10 years of age. Angle Orthod, Appleton, v. 51, no. 3, p , July MEACH, C. L. A cephalometric comparison of bony profile changes in Class II, Division 1 patients treated with extraoral force and functional jaw orthopedics. Am J Orthod, St. Louis, v. 52, no. 5, p , May MILLS, J. R. E. The effect of functional appliances on the skeletal pattern. Br J Orthod, London, v. 18, no. 4, p , Nov MORRIS, D. O.; ILLING, H. M.; LEE, R. T. A prospective evaluation of bass, Bionator and Twin Block appliances. Eur J Orthod, London, v. 20, no. 6, p , Dec NELSON, C.; HARKNESS, M.; HERBISON, P. Mandibular changes during functional appliance treatment. Am J Orthod Dentofacial Orthop, St. Louis, v. 104, no. 2, p , Aug OP HEIJ, D. G.; CALLAERT, H.; OPDEBEECK, H. M. The effect of the amount of protrusion built into the bionator on condylar growth and displacement: a clinical study. Am J Orthod Dentofacial Orthop, St. Louis, v. 95, no. 5, p , May PANCHERZ, H. A cephalometric analysis of skeletal and dental changes contributing to Class II correction in activator treatment. Am J Orthod Dentofacial Orthop, St. Louis, v. 85, no. 2, p , Feb PFEIFFER, J. P.; GROBÉTY, D. The Class II malocclusion: differential diagnosis and clinical application of activators, extraoral traction and fixed appliances. Am J Orthod, St. Louis, v. 68, no. 5, p , Nov SCHULHOF, R. J.; ENGEL, G. A. Results of Class II functional appliance treatment. J Clin Orthod, Boulder, v. 16, no. 9, p , Sept SEÇKIN, O.; SURUCU, R. Treatment of class II, division 1 cases with a maxillary traction splint. Quintessence, Berlin, v. 21, no. 3, p , THÜER, U.; INGERVALL, B.; BÜRGIN, W. Does the mandible alter its functional position during activator treatment? Am J Orthod Dentofacial Orthop, St. Louis, v. 96, no. 6, p , Dec THUROW, R.C. Craniomaxillary orthopedic correction with the en masse dental control. Am J Orthod, St. Louis, v. 68, no. 6, p , Dec TSAMTSOURIS, A.; VEDRENNE, D. The use of the bionator appliance in the treatment of Class II, division 1 malocclusion in the late mixed dentition. J Pedod, Birmingham, v. 8, no. 78, p , TULLEY, W. J. The scope and limitations of treatment with the activator. Am J Orthod, St. Louis, v. 61, no. 6, p , June TULLOCH, J. F.; PROFFIT, W. R.; PHILLIPS, C. Influences on the outcome of early treatment for Class II malocclusion. Am J Orthod Dentofacial Orthop, St. Louis, v. 111, no. 5, p , May TULLOCH, J. F.; PHILLIPS, C.; PROFFIT, W. R. Benefit of early Class II treatment: progress report of a two-phase randomized clinical trial. Am J Orthod Dentofacial Orthop, St. Louis, v. 113, no. 1, p , Jan TULLOCH, J. F. et al. The effect of early intervention on skeletal pattern in Class II malocclusion: a randomized clinical trial. Am J Orthod Dentofacial Orthop, St. Louis, v. 111, no. 4, p , Apr ÜNER, O.; EROGLU, E. Y. Effects of a modified maxillary orthopaedic splint: a cephalometric evaluation. Eur J Orthod, London, v. 18, no. 3, p , June URSI, W. J. S. Alteração clínica da face em crescimento: uma comparação cefalométrica entre os aparelhos extrabucal cervical, Fränkel (FR-2) e Herbst no tratamento das oclusões de Classe II, primeira divisão de Angle f. Tese (Doutorado) - Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo, Bauru, VARGERVIK, K.; HARVOLD, E. P. Response to activator treatment in Class II malocclusions. Am J Orthod, St. Louis, v. 88, no. 3, p , Sept WHEELER, T. T. et al. Effectiveness of early treatment of Class II malocclusion. Am J Orthod Dentofacial Orthop, St. Louis, v. 121, no. 1, p. 9-17, Jan WIESLANDER, L.; LAGERSTRÖM, L. The effect of activator treatment on Class II malocclusions. Am J Orthod, St. Louis, v. 75, no. 1, p , Jan YOU, Z. H. et al. Dentoalveolar changes related to mandibular forward growth in untreated Class II persons. Am J Orthod Dentofacial Orthop, St. Louis, v. 120, no. 6, p , Dec Endereço para correspondência Renata Rodrigues de Almeida-Pedrin Rua Saint Martin, CEP: Bauru/SP [email protected] R Dental Press Ortodon Ortop Facial 54 Maringá, v. 10, n. 5, p , set./out. 2005
16 A r t i g o I n é d i t o Uso da barra transpalatina no controle da rotação da mandíbula Jurandir A. Barbosa*, Carolina S. Barbosa Caram**, Hideo Suzuki*** Resumo Na maioria dos pacientes na fase de dentição mista, com um certo grau de mordida aberta acompanhado de deglutição atípica ou algum mau hábito, observamos que o processo dentoalveolar superior está aumentado no sentido vertical. O uso da BTP nos molares superiores nestes casos, com a alça central colocada numa altura suficiente para, durante a deglutição, exercer alguma pressão sobre o dorso da língua, tem se mostrado de grande valia, notando-se como resultado uma restrição do crescimento do processo dentoalveolar no sentido vertical. Este resultado evita o deslocamento dentário no sentido vertical podendo até provocar movimento efetivo de intrusão dos molares com conseqüente mudança do eixo de crescimento com rotação da mandíbula no sentido anti-horário. Palavras-chave: Controle vertical. Processo dentoalveolar. Barra transpalatina. Intrusão. Má oclusão de Classe II. INTRODUÇÃO O sucesso do tratamento ortodôntico, em boa parte, está na dependência da correta interpretação e utilização dos efeitos do crescimento no complexo craniomandibular. Para sermos capazes de adaptar o tratamento ortodôntico ao processo de crescimento, devemos respeitar as relações entre as direções de deslocamento e as diferentes unidades faciais. A harmonia da face está na dependência da direção do movimento da sínfise mandibular relativo ao restante da face. Se os fatores de crescimento das fossas mandibulares e dos côndilos forem mantidos em um nível constante, os componentes verticais da maxila mais os processos alveolares superior e inferior, influenciarão fortemente o deslocamento para frente e para baixo da sínfise mandibular e, com isso, a sua posição ântero-posterior. Assim sendo, quando o crescimento vertical, tanto da maxila como dos processos alveolares, forem maiores que o crescimento da fossa mandibular e côndilo, o eixo facial terá uma rotação no sentido horário, aumentando assim a altura facial inferior e, quando for ao contrário, teremos uma rotação no sentido anti-horário com conseqüente diminuição da altura facial inferior. Segundo Stöckli e Teuscher 17,18, a maxila cresce verticalmente, em média, 0,7mm/ano e o processo dentoalveolar 0,9mm/ano (Fig. 1). * Mestrado em Ortodontia pela USP-Bauru. Professor Pesquisador do Programa do Centro de Pesquisa São Leopoldo Mandic - Campinas. Professor Coordenador do curso de Especialização em Ortodontia da ACDC - Campinas. Doutorando em Ortodontia pela São Leopoldo Mandic - Campinas. ** Mestrado em Ortodontia pela São Leopoldo Mandic - Campinas. Professora Pesquisadora do Programa do Centro de Pesquisa São Leopoldo Mandic - Campinas. Doutoranda em Ortodontia pela São Leopoldo Mandic - Campinas. *** Mestrado em Ortodontia pela São Leopoldo Mandic - Campinas. Professor Pesquisador do Programa do Centro de Pesquisa São Leopoldo Mandic - Campinas. Professor Coordenador do curso de Especialização em Ortodontia na ABO - São Luiz/MA. Doutorando em Ortodontia pela São Leopoldo Mandic - Campinas. R Dental Press Ortodon Ortop Facial 55 Maringá, v. 10, n. 5, p , set./out. 2005
17 Barbosa, J. A.; Caram, C. S. B.; Suzuki, H. The transpalatal bar used for the mandibular rotation control Abstract Most of pacients in mixed dentition, with some open bite degree and atypical deglutition, we notice that the upper dentoalveolar process is increasing to the vertical side. The BTP use on the upper molar in these situations, with the central arch, low enough to make some pressure on the tongue during the deglutition. This system has been aproved as a molar intrusion movement. Can be noticed as a result the restriction of dentoalveolar process grown to the vertical side, orthopedic and jaw axes rotation grown in the horizontal direction changings. Key words: Vertical control. Dentoalveolar process. Transpalatal arch. Intrusion. Class II maloclusion. Referências maxillary first permanent molar. Am J Orthod, St. Louis, v. 47, no. 4, p , Apr MARCHI, L. C. et al. Considerações sobre a mecânica de Cetlin: 1. AYALA, P. J.; GUTIERREZ, G. A. Tratamento da maloclusão de Classe II. In: InTERLAndi, S. Ortodontia: bases para a iniciação. 5. ed. São Paulo: Artes Médicas, cap.18, p BARBOSA, J. A. Entrevista. R Clin Ortodon Dental Press, Maringá, v. 2, n. 3, p. 5-11, jun./jul BARBOSA, J. A. et al. Controle vertical do processo dento alveolar com o uso da Barra Transpalatina. RGO, Porto Alegre, v. 51, n. 4, out CARDOSO, M. A. Estudo das características cefalométricas do Padrão Face Longa Dissertação (Mestrado) - Unesp, Araçatuba, CETLIN, N. M.; HOEVE, A. T. Nonextraction treatment. J Clin Orthod, Boulder, v.17, no. 6, p , June CETLIN, N. M. Comunicação Pessoal. Curso de Ortodontia do Grupo Straight Wire em S.Paulo, FERREIRA, C. C. Análise funcional da deglutição com e sem BTP. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização) - Centro de Estudos Odontológicos S. Leopoldo Mandic, Campinas, McNAMARA JR., J. A.; BRUDON, W. L. Tratamiento ortodóncico y ortopédico en la dentición mixta. Ann Arbor: Needham Press, KANASHIRO, L. K.; FANTINI, S. M. Barra transpalatina no tratamento ortodôntico: Parte I. Ortodontia, São Paulo, v. 35, n. 2, p , abr./jun KUCHER, G.; WEILAND, F. J. Goal-oriented positioning os upper second molars using the palatal intrusion technique. Am J Orthod Dentofacial Orthop, St. Louis, v.110, no. 5, p , LAMONS, F. F.; HOLMES, C. W. The problem of the rotated relato de caso. R Clin Ortodon Dental Press, Maringá, v. 2, n.1, p , fev./mar McNAMARA JR., A. Transpalatal arches. In:. Integrated treatment os the orthodontic patient: diagnosis, treatment planning and clinical management. Ann Arbor: University of Michigan, cap. 7, p McNAMARA JR., A.; BRUDON, W. L. Orthodontic treatment in the mixed dentition. Ann Arbor: Needham Press, cap. 10, p ROTH, R. H. Mecanica de tratamiento para el aparato de alambre recto. In: GRABER, T. M.; SWAIN, B. F. Ortodoncia: principios generales y tecnicas. Buenos Aires: Panamericana, cap.11, p ROTH, R. H. Mecânica de tratamento para o aparelho Straight Wire. In: GRABER, T. M.; VANARSDALL, R. L. Ortodontia: princípios e técnicas atuais. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, cap.12, p STÖCKLI, P. W.; TEUSCHER, U. M. Ortopedia combinada con activador y casquete. In: GRABER, T. M.; SWAIN, B. Ortodoncia: principios generales y tecnicas. Buenos Aires: Panamericana, cap. 7, p STÖCKLI, P. W.; TEUSCHER, U. M. Ortopedia combinada com ativador e extrabucal. In: GRABER, T. M.; VANARSDALL, R. L. Ortodontia: princípios e técnicas atuais. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, cap. 8, p SUZUKI, H. Avaliação cefalométrica da tendência da direção de crescimento da face, em posição natural da cabeça e horizontal verdadeira Dissertação (Mestrado) - UCCB, Campinas, SP, ZACHRISSON, B. Entrevista. R Dental Press Ortodon Ortop Facial, Maringá, v. 5, n. 2, p.1-6, mar./abr Endereço para correspondência Jurandir A. Barbosa Rua Abílio Figueiredo, 92, 12º Andar - Centro CEP: Jundiaí/SP [email protected] R Dental Press Ortodon Ortop Facial 71 Maringá, v. 10, n. 5, p , set./out. 2005
18 A r t i g o I n é d i t o Tratamento ortopédico da Classe III em padrões faciais distintos Paula Vanessa Pedron Oltramari*, Daniela Gamba Garib**, Ana Cláudia de Castro Ferreira Conti***, José Fernando Castanha Henriques****, Marcos Roberto de Freitas**** Resumo A má oclusão de Classe III, de origem essencialmente esquelética, produz uma acentuada deformidade facial. A Classe III pode ser interceptada durante a fase de crescimento e desenvolvimento craniofacial mediante o uso de aparelhos ortopédicos. O crescimento mandibular, predominantemente endocondral na cartilagem condilar, obedece essencialmente ao controle genético. Portanto, os efeitos dos aparelhos ortopédicos que visam restringir o crescimento da mandíbula mostram-se limitados, o que conduz ao pobre prognóstico de tratamento precoce da Classe III determinada pelo prognatismo mandibular. Felizmente, o componente esquelético maxilar responde melhor à aplicação de forças ortopédicas, já que o crescimento ósseo intramembranoso mostra-se mais susceptível a influências extrínsecas ou ambientais. Deste modo, a Classe III morfologicamente definida pelo retrognatismo maxilar, privilegia-se com o tratamento ortopédico. Este trabalho discute o tratamento interceptivo da Classe III por meio da tração reversa da maxila em pacientes com padrões faciais distintos, apresentando dois casos clínicos, e ainda ressalta os aspectos atinentes a sua estabilidade. Palavras-chave: Máscara facial. Expansão rápida da maxila. Prognatismo esquelético. Classe III. INTRODUÇÃO O tratamento precoce da má oclusão de Classe III tem mostrado efetividade do ponto de vista esquelético 23,30, em especial quando essa má oclusão possui um componente de retrognatismo maxilar ou uma combinação de retrognatismo maxilar e pequeno prognatismo mandibular, o que representa grande parte dos pacientes com esta deformidade 3,14. Isto porque, uma vez que as suturas maxilares formam-se, pela ossificação intramembranosa, são mais susceptíveis a influências ambientais quando comparadas à mandíbula, que possui crescimento essencialmente endocondral e, portanto, mais propenso a determinações genéticas 4. Desta forma, a Ortopedia pode atuar mais facilmente sobre o crescimento da maxila, interceptando precocemente a Classe III definida pelo retrognatismo maxilar. * Mestre e Doutoranda em Ortodontia pela Faculdade de Odontologia de Bauru USP. ** Mestre e Doutora em Ortodontia pela Faculdade de Odontologia de Bauru - USP; Professora Associada da Disciplina de Ortodontia da Universidade Cidade de São Paulo - UNICID; Coordenadora do curso de especialização em Ortodontia da Prevodonto Centro de Estudos - Rio de Janeiro. *** Mestre e Doutora em Ortodontia pela Faculdade de Odontologia de Bauru - USP; Professora da disciplina de Ortodontia da Universidade Paulista UNIP, Campus Bauru. **** Professores Titulares do Departamento de Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Coletiva da Faculdade de Odontologia de Bauru - USP. R Dental Press Ortodon Ortop Facial 72 Maringá, v. 10, n. 5, p , set./out. 2005
19 Oltramari, P. V. P.; Garib, D. G.; Conti, A. C. C. F.; Henriques, J. F. C.; Freitas, M. R. prever a estabilidade dessa terapia, uma vez que dependerá do padrão de crescimento do paciente pós-tratamento 10. Contudo, pode-se realizar um prognóstico positivo ou negativo baseando-se nas características morfológicas iniciais, isto é, considerando-se o componente maxilar ou mandibular que compõe a Classe III, juntamente com o padrão de crescimento facial. No caso 1, a análise facial denunciava uma significante deficiência maxilar com a mandíbula muito aceitável, e a paciente apresenta um padrão de crescimento horizontal, que permitia as alterações verticais compensatórias, inerentes ao tratamento ortopédico. Uma vez que é mais fácil o tratamento e a obtenção da estabilidade sobre o crescimento da maxila, esta paciente apresenta um prognóstico bastante favorável. Portanto, possivelmente apresentará a manutenção dos resultados do tratamento precoce ao longo do desenvolvimento subseqüente. Já no caso 2, o paciente apresenta um padrão de crescimento vertical, e apesar da retrognatismo maxilar, a mandíbula apresenta-se com uma marcante participação na Classe III, segundo a análise facial. Desta forma, neste jovem há maiores expectativas de recidiva e deve-se considerar a possibilidade de um tratamento orto-cirúrgico ao término do seu crescimento. Uma vez que o crescimento pós-tratamento não pode ser previamente determinado, torna-se imprescindível a sobrecorreção do trespasse horizontal e a manutenção da contenção por período adequado. Isto deve ser esclarecido aos pais e ao paciente desde o início, para que eles estejam devidamente informados e convidados a cooperar com o tratamento. CONCLUSÃO Ao realizarmos o tratamento precoce da Classe III esquelética, devemos ser realistas. Os resultados poderão perpetuar-se ou a estabilidade será ameaçada com o retorno do padrão de crescimento original. Todos os antídotos contra a recidiva devem ser utilizados: a sobrecorreção do trespasse horizontal, o estabelecimento de um trespasse vertical adequado para o travamento da relação sagital entre os arcos dentários, e a contenção ortopédica por período prolongado. Ainda, faltaria à Ortodontia o controle da genética humana. Portanto, é importantíssima a conscientização dos pais e pacientes desde o início do tratamento, mantendo-os sempre como nossos cúmplices nessa tentativa de tratamento precoce. Enviado em: Outubro de 2003 Revisado e aceito: Agosto de 2005 Orthopedical treatment of Class III in different facial patterns Abstract The Class III malocclusion, essentially of skeletal origin, produces an accentuated facial deformity. These malocclusion can be intercepted during the growth phase and craniofacial development by the use of orthopedical appliances. The mandibular growth, predominantly endocondral at the condilar cartilage, follows a genetic control essentially. Therefore, the effect of orthopedical appliances that aim restriction in the jaw s growth are shown limited, what leads to a poor prognostic of precocious treatment of the Class III determined by a mandibular prognathism. Fortunately, the skeletal maxillary component answers better to the application of orthopedical forces, since the growth of intramembranous bone is shown more susceptible to extrinsic influences. This way, the Class III morphologically defined by the maxillary retrognatism is privileged with the orthopedical treatment. This work discuss the interceptive treatment of Class III through the maxillary protraction in patients with different facial patterns, through the presentation of two clinical cases, and still focuss on the concerning aspects of its stability. Key words: Facemask therapy. Rapid maxillary expansion. Skeletal prognatism. Mesiocclusion. R Dental Press Ortodon Ortop Facial 81 Maringá, v. 10, n. 5, p , set./out. 2005
20 Tratamento ortopédico da Classe III em padrões faciais distintos Referências 1. CAPELOZZA FILHO, L. et al. Tratamento Ortodôntico da Classe III: Revisando o Método (ERM e Tração) por meio de um caso clínico. R Dental Press Ortodon Ortop Facial, Maringá, v. 7, n. 6, p , nov./dez COZZANI, G. Extraoral traction and Class III treatment. Am J Orthod Dentofacial Orthop, St. Louis, v. 80, no. 6, p , Dec ELLIS, E.; McNAMARA JR., J. A. Components of adult Class III malocclusion. J Oral Maxillofac Surg, Philadelphia, v. 42, no. 5, p , May ENLOW. Crescimento facial. São Paulo: Artes Médicas, FAEROVIG, E.; ZACHRISSON, B. U. Effects of mandibular incisor extraction on anterior occlusion in adults with Class III malocclusion and reduced overbite. Am J Orthod Dentofacial Orthop, St. Louis, v. 115, no. 2, p , Feb GALLAGHER, R. W.; MIRANDA, F.; BUSCHANG, P. H. Maxillary protraction: treatment and posttreatment effects. Am J Orthod Dentofacial Orthop, St. Louis, v. 113, no. 6, p , June HAAS, A. J. 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21 A r t i g o I n é d i t o O uso do ultra-som na movimentação dentária induzida* Marcos Gabriel do Lago Prieto**, Eduardo Alvares Dainesi***, Márcia Yuri Kawauchi**** Resumo Este trabalho teve por objetivo avaliar histologicamente o mecanismo de remodelação do periodonto de sustentação dos dentes caninos de cães adultos jovens, sob aplicação de forças ortodônticas com e sem a utilização do ultra-som. Oito cães sem raça definida, de ambos os gêneros, com 1 a 2 anos de idade, pesando de 10 a 15 Kg, receberam uma força de 150g estabelecida por uma mola superelástica, colocada por mesial do primeiro molar superior direito e tracionada até a face distal do canino superior direito. O grupo controle foi constituído por 4 animais e os demais representaram o grupo experimental. Estimulações de ultra-som foram aplicadas nos animais do grupo experimental, durante 20 minutos diários, sobre a região de movimentação dentária, com 200 microssegundos de largura de pulso e 1.000Hz de freqüência de repetição de pulso. Um animal de cada grupo foi sacrificado nos períodos de 7, 14, 21 e 28 dias. Os hemiarcos dentários foram removidos, fixados em solução de Bouin e foram obtidos cortes histológicos com coloração de Hematoxilina e Eosina e Tricrômico de Masson para análise de microscopia óptica. Os aspectos histológicos mostraram-se diferentes entre os dois grupos, sendo que os animais estimulados pelo ultra-som responderam com intensa neoformação vascular e celular no LP e osso alveolar, apresentando maior organização nas fibras colágenas e regularização dos tecidos mineralizados. Estes resultados sugerem que o ultra-som pode ser indicado na estabilização dos dentes de ancoragem, estimulando a neoformação óssea mais rápida em pacientes submetidos à cirurgia ortognática. Palavras-chave: Ultra-som. Movimentação dentária. Remodelação óssea. Introdução O mecanismo da reabsorção óssea durante o movimento ortodôntico envolve uma série de etapas direcionadas para a remoção dos constituintes minerais e orgânicos da matriz óssea pelos osteoclastos, auxiliados pelos osteoblastos. Neste processo participam uma série de mediadores bioquímicos, regulações sistêmicas por hormônios e fatores locais como os de crescimento para o fibroblasto (FGF), de crescimento insulina-like (IGF), citocinas como interleucina 1 α e β (IL), que exercem efeitos sobre a replicação de células * Resumo da Dissertação apresentada à Faculdade de Ciências Odontológicas da Universidade de Marília para a obtenção de título de Mestre em Clínicas Odontológicas, área de concentração em Ortodontia. ** Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial; Especialista em Ortopedia Funcional dos Maxilares; Mestre em Ortodontia e Ortopedia Facial; Professor do Curso de Especialização em Ortodontia da ABO-MS; Professor do Curso de Iniciação em Ortodontia da ABO-MS; Professor Coordenador do Curso de Especialização em Ortopedia Funcional dos Maxilares da ABO-MS. *** Pós-doutor em Ortodontia e Ortopedia Facial. Professor Doutor Adjunto da Universidade do Sagrado Coração (USC) - Bauru. **** Doutora em Ortodontia e Ortopedia Facial. Professora Doutora Adjunta da Universidade do Sagrado Coração (USC) - Bauru. R Dental Press Ortodon Ortop Facial 83 Maringá, v. 10, n. 5, p , set./out. 2005
22 Prieto, M. G. L.; Dainesi, E. A.; Kawauchi, M. Y. The use of ultrasound in induced dental movement Abstract The purpose of the present study was to evaluate differences in the mechanism of periodontium remodeling of canine teeth of young adult dogs subjected to orthodontic forces with and without the use of ultrasound stimulation. Eight dogs of both sexes, of undefined breed, aged 1-2 years and weighing 10-15kg were delivered a 150g force by means of a superelastic spring mesially anchored to their first right upper molars and extending to their right upper canines. Four of these animals were also given ultrasound stimuli of 200µs 1.000Hz bursts on the region of dental movement for 20 minutes a day. The other four animals served as controls. One animal of each group was sacrificed on days 7, 14, 21, and 28 of the experiment. The dental arch halves involved were then removed and treated in Bouin solution, and sections for optical microscopy were stained in hematoxylin-eosin and Masson trichrome. Histological aspects were found to differ between groups: animals subjected to ultrasound stimuli responded with pronounced vascular and cellular remodeling of periodontal ligament and alveolar bone, and with an improved organization of collagen fibers and regularity of mineralized tissues. Results provide evidence that ultrasounds may be regarded as a tool for stimulation of the supporting periodontium, as their use helped enhance metabolism in the course of induced dental movements. Key words: Ultrasound. Dental movement. Bone remodeling. Referências 1. ANDREW, C.; BASSET, L. Biologic significance piezelectricity. Calc Tiss Res, Berlin, v. 1, p , BASDRA, K. E. Reacciones biológicas por el movimiento dentário ortodóntico. J Pediatr Orthop Dent, New York, v. 3, no. 4, p.12-24, BERTOZ, F. A. et al. 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23 O uso do ultra-som na movimentação dentária induzida 28. KIRKANIDES, S.; O`BANION, M. K.; SUBTELNY, J. D. Nonsteroidal anti-inflammatory drugs in orthodontic tooth movement: Metalloproteinase activity and collagen synthesis by endothelial cells. Am J Orthod Dentofacial Orthop, St. Louis, v. v.118, no. 2, p , Aug LANE, J. M. et al. Ultrasound treatment of 2126 fractures. In: MEETING OF THE INTERNATIONAL SOCIETY FOR FRACTU- RE REPAIR, 6., 1998, Strasbourg. Resumos Strasbourg: [s. n.], LAVINE, I. S.; SHAMOS, M. H. Eletric enhancement of bone healing. Science, Washington, D. C., v. 175, p , MAYER, E.; GEBAUER, D.; ORTHNER, E. Nonunions treated by pulsed Low-Intensity Ultrasound. In: MEETING OF THE IN- TERNATIONAL SOCIETY FOR FRACTURE REPAIR, 6., 1998, Strasbourg. Resumos Strasbourg: [s.n.], MARINO, A. A.; BECKER, R. O.; SODERHOLM, C. Origin of piezeletric effect in bone. Calcif Tiss Res, Berlin, v. 8, p , MARINO, A. A.; GROSS, B. D. Piezoelectricity in cementum, dentine and bone. 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24 A r t i g o I n é d i t o Determinação das medidas dentárias mésio-distais em indivíduos brasileiros leucodermas com oclusão normal* Osvaldo Tatsuo Yamaguto**, Maria Helena Ferreira Vasconcelos*** Resumo Em 60 modelos de gesso ortodônticos foram medidas as larguras mésio-distais dos dentes, de segundo molar a segundo molar, em ambos os arcos, utilizando um paquímetro digital modificado. Este trabalho teve como objetivos determinar o valor médio para a largura de cada dente e observar a presença de dimorfismo sexual, em indivíduos brasileiros leucodermas, com a média de idade de 16,03 anos (25 do gênero masculino e 35 do gênero feminino), não tratados ortodonticamente e portadores de oclusão normal, apresentando no mínimo quatro das seis chaves de oclusão, conforme descrito por Andrews. Os valores das médias individuais dos dentes estudados foram utilizados para a elaboração de uma tabela, correspondentes aos arcos superior e inferior. Palavras-chave: Tamanho dentário. Oclusão normal. Medição dentária. INTRODUÇÃO Os modelos de estudo, integrantes da documentação ortodôntica, são importantes por possibilitarem o registro dos diâmetros mésio-distais e verticais das coroas dentárias, e das formas dos arcos superior e inferior, viabilizando a correlação destas com a face. Tais informações são fundamentais na realização de diversas análises propostas, tais como as de Bolton 7,8, Moyers 26, Steiner 33 e Tweed 36. Estas análises, por sua vez, auxiliam a elaboração do plano de tratamento, no intuito de atingir uma oclusão ideal. Os dentes são por natureza estruturas com formas definidas, portanto uma alteração de forma individual ou de dentes pertencentes a um grupo determinado, de posicionamento e/ou do diâmetro mésio-distal, poderá originar uma má oclusão. Assim sendo, atribuir a real importância do cálculo da discrepância do tamanho dentário entre os arcos superior e inferior, torna-se relevante para o ortodontista, no entendimento das limitações da terapia ortodôntica e conseqüente sucesso do tratamento. Uma discrepância de tamanho dentário no arco superior ou inferior, de valores significativos, pode representar dificuldades para o tratamento, interferindo na correlação dos tamanhos dos arcos entre si, podendo levar à desarmonia entre eles. Sugere-se que este diagnóstico deva sempre ser estabelecido antes do tratamento clínico, como * Resumo da Dissertação de Mestrado, apresentada à Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), ** Mestre pelo programa de pós-graduação em Odontologia - Área de Concentração Ortodontia da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). *** Professora do Departamento de Ortodontia da Faculdade de Odontologia - Área de Concentração Ortodontia - da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). R Dental Press Ortodon Ortop Facial 99 Maringá, v. 10, n. 5, p , set./out. 2005
25 Determinação das medidas dentárias mésio-distais em indivíduos brasileiros leucodermas com oclusão normal Após o término desta pesquisa, conclui-se que a determinação das medidas dos diâmetros mésiodistais são fundamentais no momento do diagnóstico e planejamento ortodôntico, bem como de recursos técnicos para a finalização adequada do tratamento. CONCLUSÕES Os resultados obtidos nesta pesquisa, permitiram as seguintes inferências: 1) A largura mésio-distal dos dentes de indivíduos leucodermas brasileiros com oclusão normal é: Superior Medida S7 S 6 S 5 S 4 S 3 S 2 S 1 Média 10,01 10,11 6,72 7,17 7,99 6,85 8,87 Inferior Medida I 7 I 6 I 5 I 4 I 3 I 2 I 1 Média 10,29 11,19 7,14 7,23 6,93 5,98 5,43 2) Há dimorfismo sexual em todas as distâncias mésio-distais dos dentes dos indivíduos do gênero masculino; maiores que as dos dentes dos indivíduos do gênero feminino. Enviado em: Dezembro de 2003 Revisado e aceito: Abril de 2004 Determination of mesiodistal dental measures in white brazilian individuals with normal occlusion Abstract In 60 (sixty) orthodontics models of plaster, it was measured the width mesio-distals of the teeth, from second molar to second molar, in both arches, using a modified sliding caliper. This project had as an objective to determine the average value for the width of each tooth and to observe the presence of sexual dimorphism, in white brazilians individuals, with an average age of years old (25 male and 35 female), who were not treated orthodontically and that had normal occlusion, as it was described by Andrews. People s average values of the studied teeth were used to create a table, related to the superior and inferior arches. While analyzing the changes statistically changed, it was noticed a bigger mesio-distal width of the teeth from the male youngsters, related to the female ones. Key words: Dental size. Normal occlusion. Dental measurement. Referências 3. ARYA, B. S. et al. Relation of sex and occlusion to mesiodistal tooth size. Am J Orthod, St. Louis, v. 66, p , Nov ALMEIDA, R. R. et al. Tratamento ortodôntico em pacientes com agenesia dos incisivos laterais superiores: integração Ortodontia e Dentística Restauradora (cosmética). J Bras Ortodon Ortop Facial, Curitiba, n. 40, p , jul./ago ANDREWS, L. F. The six key to normal occlusion. Am J Orthod, St. Louis, v. 62, no. 3, p , Sept BALLARD, M. L. Asymmetry in tooth size: a factor in the etiology, diagnosis and treatment of malocclusion. Angle Orthod, Appleton, v. 14, no. 3/4, p , July/Oct BAUM, B. J.; COHEN, M. M. Studies on agenesis in the permanent dentition. Am J Phys Anthropol, Philadelphia, v. 35, p , July R Dental Press Ortodon Ortop Facial 106 Maringá, v. 10, n. 5, p , set./out. 2005
26 YAMAGUTO, O. T.; VASCONCELOS, M. H. F. 6. BLACK, G. V. Descriptive anatomy of the humans teeth. 4th ed. Philadelphia: S. S. White, p BOLTON, W. A. Disharmony in tooth size and its relation to the analysis and treatment of malocclusion Thesis (Master of Science in Dentistry) - University of Washington, Seatle, BOLTON, W. A. Disharmony in tooth size and its relation to the analysis and treatment of malocclusion. Angle Orthod, Appleton, v. 28, no. 1, p.1 11, July BOLTON, W.A. The clinical application of a tooth-size analysis. Am J Orthod, St. Louis, v. 48, no. 7, p , July BUSHANG, P. H.; DERMIRJIAN, A.; CADOTTE, L. Permanent mesiodistal tooth size of French-Canadians. J Can Dent Assoc, Montreal, v. 54, no. 6, p , June DALL IGNA, S. M.; MENDES, A. M. Alterações nas distâncias intercaninos e intermolares inferiores em pacientes submetidos a tratamento ortodôntico sem extrações. Ortodontia Gaúcha, Porto Alegre, v.4, n.1, jan./jun DORIS, J. M.; BERNARD, B.; KUFTINEC. M.M. 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New Jersey: Prentice Hall, Endereço para correspondência Osvaldo Tatsuo Yamaguto Endereço: R. Rui barbosa, sala 61 Centro - Foz do iguaçu CEP: [email protected] R Dental Press Ortodon Ortop Facial 107 Maringá, v. 10, n. 5, p , set./out. 2005
27 A r t i g o I n é d i t o Estudo cefalométrico das alterações no perfil facial em pacientes Classe III dolicocefálicos submetidos à cirurgia ortognática bimaxilar* Hewerson Santos Tavares**, João Roberto Gonçalves***, Ary dos Santos Pinto****, Abrão Rapoport***** Resumo O presente estudo avaliou as modificações no perfil facial de 15 pacientes portadores de má oclusão Classe III esquelética que foram submetidos a tratamento ortodôntico pré-cirúrgico e cirurgia ortognática bimaxilar estabilizada com fixação rígida. Oito pacientes foram submetidos à mentoplastia. Foram utilizadas telerradiografias pré-cirúrgicas (T1) e pós-cirúrgicas (T2) com um intervalo mínimo de 6 meses. Foram analisados deslocamentos horizontais e verticais em pontos do tecido ósseo e tecido mole. Foi realizada uma comparação entre os casos tratados com e sem mentoplastia (teste t) mostrando não haver diferenças entre os grupos. A regressão linear múltipla evidenciou uma correlação significante no sentido horizontal para os pontos Pg e Pgm e vertical para os pontos Me e Mem. Foi encontrada baixa correlação para movimentos no sentido horizontal nos pontos Sena e A, e para os pontos Pn, Sn e Ph. No sentido vertical, os deslocamentos mais evidentes foram entre os pontos Pg, Gn e Me e Sena e A, porém com correlações de baixa intensidade. Palavras-chave: Perfi facial. Cirurgia ortognática. Classe III. INTRODUÇÃO Os principais objetivos da cirurgia ortognática são obter oclusão normal e melhorar a estética facial 41. O tratamento da má oclusão Classe III esquelética envolve um planejamento ortodôntico pré-cirúrgico que tem o objetivo de correção de deficiências de comprimento do arco dentário, eliminação de rotações e outros procedimentos envolvendo o alinhamento e nivelamento dos arcos, características comuns da terapia convencional, que não são executados em todos os casos. A mecânica intra-arcos em casos cirúrgicos deve ser planejada a fim de obter as relações adequadas de caninos e molares 28. A obtenção desses objetivos requer que os dentes estejam posicionados em ideal relação espacial com as bases ósseas 23, estes cuidados fazem parte do planejamento ortodôntico pré-cirúrgico e devem ser levados em consideração, visto que a estabilidade do tratamento cirúrgico depende destes fatores 2,6. * Resumo da dissertação de mestrado interinstitucional apresentada ao curso de pós graduação em Ciências da Saúde do Hospital Heliópolis São Paulo e Universidade Estadual Paulista - UNESP/Araraquara. ** Mestre em Cirurgia de Cabeça e Pescoço - Hospital Heliópolis, São Paulo. *** Professor Assistente Doutor do Departamento de Clínica Infantil-Ortodontia, Unesp-Araraquara. **** Professor Livre Docente do Departamento de Clínica Infantil-Ortodontia, Unesp-Araraquara. ***** Professor Livre Docente Coordenador do Curso de Pós Graduação em Cirurgia de Cabeça e Pescoço Hospital Heliópolis. R Dental Press Ortodon Ortop Facial 108 Maringá, v. 10, n. 5, p , set./out. 2005
28 Tavares, H.S.; Gonçalves, J.R.; Pinto, A.S.; Rapoport, A. O movimento vertical dos pontos mandibulares foi significativo, mas foram correlacionados moderadamente com os pontos do terço médio da face (Sn, Pn, Ph) e apenas o movimento vertical dos pontos de tecido ósseo mandibular (Pgm, Gnm, Mem) tiveram uma correlação significativa com o ponto Mem no sentido vertical e correlação fraca ou não significativa com Pgm e Gnm (Tab. 11). A regressão múltipla foi empregada para tentar identificar a influência do deslocamento de mais de um ponto do tecido ósseo no deslocamento de um mesmo ponto do tecido mole. Neste trabalho houve a participação do ortodontista e do cirurgião buco-maxilo-facial no diagnóstico e planejamento cirúrgico, o que é recomendado por muitos autores 7,12,14,23,32,33. Os principais objetivos do tratamento das deformidades dentofaciais é a obtenção da proporcionalidade dos tecidos moles da face 34,55 e isto pode ser obtido com o planejamento e a execução da técnica de cirurgia ortognática. Também, como resultado da cirurgia ortognática, foi obtida uma melhora funcional da mastigação, fonação, respiração e oclusão 16,39,45,47,48. CONCLUSÃO a) Os deslocamentos médios dos pontos do perfil facial nos indivíduos tratados com mentoplastia e sem mentoplastia foram semelhantes. b) Houve correlação fortemente significante dos pontos Pg e Pgm, no sentido horizontal, e Me e Mem, no sentido vertical. c) Houve baixa correlação entre os pontos Sena e A, no sentido horizontal, com os pontos Pn, Sn e Ph. d) O deslocamento dos pontos no sentido vertical foi mais evidente entre os pontos Pg, Gn e Me e os pontos A e Sena, porém com correlações de baixa intensidade. e) O deslocamento do ponto pogônio, no sentido horizontal, influencia horizontalmente os pontos do terço inferior da face. O deslocamento dos pontos Sena e A, no sentido vertical, influencia verticalmente os pontos do terço facial inferior, principalmente. Enviado em: Setembro de 2003 Revisado e aceito: Outubro de 2003 Cephalometric study of the facial profile changes in Class III patients submitted to bimaxillary orthognathic surgery Abstract The present study evaluated the facial profile modifications in 15 skeletal Class III patients that were submitted to presurgical orthodontic treatment and orthognathic bimaxillary surgery stabilized with a rigid fixation. Eight of the patients have undergone to genioplastic surgery. Presurgical (T1) and late postsurgical (T2) radiographs taken apart with a minimum of 6 month interval had been used. The horizontal and vertical displacement of skeletal and soft tissue profile points were analyzed. The comparison of the cases submitted or not to a genioplastic surgery (t Test) showed no differences for the displacement of the skeletal and soft tissue points. The multiple linear regression analysis showed a significant correlation for horizontal movements of the Pg and Pgm points and for vertical movements of the Me and Mem points. A low correlation was found for the horizontal movements of Sena and A points and for Pn, Sn and Ph points. The vertical movements were more evident for the points Pg, Gn, and Me and for the A and Sena points but also showed low correlation. Key words: Skeletal Class III. Facial Profile. Orthognathic surgery. R Dental Press Ortodon Ortop Facial 119 Maringá, v. 10, n. 5, p , set./out. 2005
29 Estudo cefalométrico das alterações no perfil facial em pacientes classe III dolicocefálicos submetidos à cirurgia ortognática bimaxilar Referências 1. ARAÚJO, A.; SCHENDEL, S. A.; WOLFORD, L. M.; EPKER, B. N. Total maxillary advancement with and without bone grafting. J Oral Surg, Chicago, v. 36, p , ARNETT, G. W.; BERGMAN, R. T. Facial Keys to orthodontic diagnosis and treatment planning. Part II. Am J Orthod Dentofacial Orthop, St. Louis, v. 103, p , AYOUB, A. F.; STIRRUPS, D. R.; MOOS, K. F. Evaluation of changes following advancement genioplasty using finite element analysis. Int J Oral Maxillofac Surg, Copenhagen, v. 31, p , BELL, W. H. Correction of mandibular prognathism by mandibular setback and advancement genioplasty. Int J Oral Surg, Copenhagen, v. 10, p , BELL, W. H.; DANN, J. J. Correction of dentofacial deformities by surgery in the anterior part of the jaws. A study of stability and soft tissue changes. Am J Orthod, St. Louis, v. 64, p , BELL, W. H.; SCHEIDEMAN, G. 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Avaliação cefalométrica das alterações labiais de indivíduos dolicocefálicos portadores de maloclusão classe III, tratados com cirurgia ortognática bimaxilar. 154 f. Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Odontologia da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Araraquara, GONÇALVES, J. R.; SANTOS-PINTO, A.; MARTINS, L. P.; POR- CIÚNCULA, H. F.; MANSUR, D. J.; TAVARES, H. S. Estabilidade após avanço mandibular. R Dental Press Ortodon Ortop Facial, Maringá, v. 4, p , GUYMON, M.; CROSBY, D. R.; WOLFORD, L. M. The alar base cinch suture to control nasal width in maxillary osteotomies. Int J Adult Orthognath Surg, Chicago, v. 3, p , HERSHEY, H. G.; SMITH, H. Soft-tissue profile change associated with surgical correction of the prognathic mandible. Am J Orthod, St. Louis, v. 5, no. 65, p , HOFFMAN, G. R.; MOLONEY, F. B. The stability of facial osteotomies. 3. Chin advancement. Aust Dent J, Sydney, v. 40, p , HUNSUCK, E. E. 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30 Tavares, H.S.; Gonçalves, J.R.; Pinto, A.S.; Rapoport, A. 40. MOBARAK, K. A.; KROGSTAD, O.; ESPELAND, L.; LYBERG, T. Factors influencing the predictability of soft tissue profile changes following mandibular setback surgery. Angle Orthod, Appleton, v. 71, p , NADKARNI, P. G. Soft tissue profile changes associated with orthognathic surgery for bimaxillary protrusion. J Oral Maxillofac Surg, Copenhagen, v. 44, p , PARK, H. S.; ELLIS, E.; FONSECA, R. J.; REYNOLDS, S. T.; MAYO, H. S. A retrospective study of advancement genioplasty. Oral Surg Med Pathol, St. Louis, v. 67, p , POLIDO, W. D.; REGIS, L. C.; BELL, W. H. Bone resorption, stability and soft tissue changes following advancement genioplasty. J Oral Maxillofac Surg, Philadelphia, v. 49, p , POLIDO, W. D.; BELL, W. H. Long-term osseous and soft tissue changes after large chin advancements. J Craniomaxillofac Surg, Stuttgart, v. 21, p , RADNEY, L. J.; JACOBS, J. D. Soft tissue changes associated with surgical maxillary Intrusion. Am J Orthod, St. Louis, v. 80, p , REYNEKE, J. P.; JOHNSTON, T.; LINDEN, W. J. Van der. Screw osteosynthesis compared with wire osteosynthesis in advancement genioplasty: a retrospective study of skeletal stability. Br J Oral Maxillofac Surg, Edinburgh, v. 35, p , ROBINSON, S. W.; SPEIDEL, T. M.; ISAACSON, R. J.; WORMS, F. W. Soft tissue profile change produced by reduction of mandibular prognathism. Angle Orthod, Appleton, v. 42, p , ROSEN, H. M. Aesthetic guidelines in genioplasty: the role of facial disproportion. Plast Reconstr Surg, Baltimore, v. 95, p , ROSEN, H. M. Lip-nasal aesthetics following Le Fort I osteotomy. Plast Reconstr Surg, Baltimore, v. 81, p , SARVER, D.; WEISSMAN, S. Long-term solft tissue response to Le Frot I maxillary superior repositining. Angle Orthod, Appleton, v. 4, no. 61, p , SAKIMA,T.; SACHEDEVA, R. Soft tissue response to Le Fort I maxillary impaction surgery. Int J Adult Orthodon Orthog Surg, Chicago, v. 2, p , SINCLAIR, P. M.; TUCKER, M. R. Ammon complications in orthognathic surgery. J Clin Orthod, Boulder, v. 27, p , SCHENDEL, S. A.; EISENFELD, J. H.; BELL, W.H.; EPKER, B. N. superior repositioning of the maxilla: stability and soft tissueosseous relations. Am J Orthod, St. Louis, v. 70, p , SCHENDEL, S. A.; WILLIAMSON, L. W. Muscle reorientation following superior repositioning of the maxilla. J Oral Maxillofac Surg, Philadelphia, v. 41, p , SCHEIDEMAN, G. B.; LEGAN, H. L.; BELL, W. H. Soft tissue changes with combined mandibular set back and advancement geniplasty. J Oral Surg, Chicago, v. 39, p , SCHOW, S. R.; STEIN, S. M.; CARDENAS, L. Intraoperative control and stabilization of the distal osseous segment in genioplasty. J Oral Maxillofac Surg, Philadelphia, v. 53, p , SHOSHANI, Y.; CHAUSHU, G.; TAICHER, S. The influence of the osteotomy slope on bony changes after advancement genioplasty. J Oral Maxillofac Surg, Philadelphia, v. 56, p , STELLA, J. P.; STREATER, M.; EPKER, B. N.; SINN, D. Predictability of upper lip soft tissue changes with maxillary advancement. J Oral Maxillofac Surg, Philadelphia, v. 47, p , VAN SICKELS, J. E.; SMITH, C. V.; TINER, B. D. Hard and soft tissue predictability with advancement genioplasty. Oral Med Pathol, Copenhagen, v. 77, p , WOLFORD, L. M. Lip-nasal aesthetics following Le fort I osteotomy. Plast Reconstr Surg, Baltimore, v. 81, p , WOLFORD, L. M.; CHEMELLO, P. D.; HILLIHARD, F. W. Occlusal plane alteration in orthognathic surgery. J Oral Maxillofac Surg, Philadelphia, v. 51, p , ZHOU, Y. H.; HAGG, U.; RABIE, A. B. M. Patient satisfaction following orthognathic surgical correction of skeletal Class III malocclusion. Int J Adult Orhtodon Orthognath Surg, Chicago, v. 2, no.16, p , Endereço para correspondência Hewerson Santos Tavares Instituto de Química Unesp - Araraquara Rua Francisco Degni, s/n Bairro Quitandinha Araraquara/SP CEP: [email protected] R Dental Press Ortodon Ortop Facial 121 Maringá, v. 10, n. 5, p , set./out. 2005
31 A r t i g o I n é d i t o Novo método estatístico para análise da reprodutibilidade José Alberto Martelli Filho*, Liliana Ávila Maltagliati**, Fábio Trevisan***, Cássia Teresinha Lopes de Alcântara Gil**** Resumo Este artigo propõe dois métodos estatísticos alternativos para avaliar a reprodutibilidade e o erro do método em trabalhos científicos que envolvam medidas quantitativas. Para a demonstração destes métodos foram utilizados dados reais de duas dissertações de mestrado apresentadas à Faculdade de Odontologia da Universidade Metodista de São Paulo. Os métodos utilizados foram propostos por Lin, Bland e Altman. Uma das vantagens destas análises em relação às tradicionalmente utilizadas, como o erro de Dahlberg, teste t pareado e coeficiente de correlação de Pearson, é que se pode utilizar um mínimo de 10 medidas em pares, livres de distribuição (não-normal), exigência que existe quando se utilizam testes paramétricos como teste t pareado e o coeficiente de correlação de Pearson. Palavras-chave: Reprodutibilidade. Cefalometria. Estatística. Introdução e revisão da literatura A pesquisa científica pode ser caracterizada como atividade intelectual intencional que visa responder às necessidades humanas, percebidas no indivíduo como sensação permanente de insatisfação. Pesquisar é o exercício intencional da pura atividade intelectual, visando melhorar as condições práticas de existência. Para que a pesquisa científica aconteça é necessário estar imbuído do espírito científico 6. O espírito científico é uma atitude ou disposição subjetiva do pesquisador que busca soluções sérias, com métodos adequados, para o problema em questão. Traduz-se no senso de observação, no gosto pela precisão e pelas idéias claras, na imaginação ousada, mas regida pela necessidade da prova, na curiosidade que leva a aprofundar os problemas, na sagacidade e no poder de discernimento. O espírito científico deve manter sempre acesa a inquietação e a persistência em busca de novos achados e novos arranjos para o conhecimento 7. Ainda que um primeiro método estatístico seja predominante nos estudos da verificação de erros casuais e sistemáticos entre duas séries de medidas para uma mesma grandeza, seja ela cefalométrica ou não - método proposto por Dahlberg (1940 apud HOUSTON 8, 1983), este trabalho vem propor uma nova maneira na busca pela eficiente * Mestre em Odontologia, área de concentração Ortodontia, pela Universidade Metodista de São Paulo - UMESP. ** Professora Dra. Adjunta do Programa de Pós-Graduação em Odontologia, área de concentração Ortodontia da Universidade Metodista de São Paulo. *** Mestre em Odontologia, área de concentração Ortodontia, pela Universidade Metodista de São Paulo - UMESP. **** Professora Dra. do Programa de Pós-Graduação em Odontologia, área de concentração Ortodontia da Universidade Metodista de São Paulo. R Dental Press Ortodon Ortop Facial 122 Maringá, v. 10, n. 5, p , set./out. 2005
32 Martelli Filho, J. A.; Maltagliati, L. A.; Trevisan, F.; Gil, C. T. L. A. New statistical methods to evaluate reproducibility Abstract This article proposes two alternative statistical methods to evaluate reproducibility and method error present in scientific papers that deal with quantitative measurements. Real data was used to demonstrate theirs use. These methods were presented by Lin, Bland and Altman. One of the advantages of these analyses over the traditionally used (the Dahlberg error, paired t test, Pearson s correlation coefficient) is that it is not required a normal distribution of the data, and only ten paired measurements should be enough. The method proposed by Dahlberg requires a minimum of 25 repeated measurements. The researcher must be aware of the implications that misinterpreted results or inconsistent conclusions may lead. Key words: Reproducibility. Cephalometry. Statistics. Referências 1. ARANGO, G. H. Bioestatística teórica e computacional. 1. ed. São Paulo: Guanabara-Koogan, ALTMAN, D. G. Pratical statistics for medical research. 1. ed. New York: Chapman & Hall, BATTAGEL, J. M. A comparative assessment of cephalometric errors. Eur J Orthod, London, v. 15, no. 4, p , BLAND, J. M.; ALTMAN, D. G. Measuring agreement in method comparison studies. Stat Methods Med Res, London, v. 8, p , BRANGELI, L. Á. M.; HENRIQUES, J. F. C.; VASCONCELOS, M. H. F.; JANSON, G. Estudo comparativo da análise cefalométrica pelo manual e computadorizado. Rev Assoc Paul Cir Dent, São Paulo, v. 54, n. 3, CARVALHO, A. M.; MORENO, E.; BONATO, F. R. O.; SILVA, I. P. Aprendendo metodologia científica: uma orientação para alunos de graduação. 1. ed. São Paulo: O Nome da Rosa, CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A. Metodologia científica. 4. ed. São Paulo: Makron Books, HOUSTON, W. J. B. The analysis of errors in orthodontic measurements. Am J Orthod, St. Louis, v. 83, no. 5, p , May KRUMMENAUER, F.; DOLL, G. Statistical methods for the comparison of measurements derived from orthodontic imaging. Eur J Orthod, London, v. 22, p , LIN, L. I. A concordance correlation coefficient to evaluate reproducibility. Biometrics, Washington, D. C., v. 45, no.1, p , Mar LOPES, P. A. Probabilidades & estatística. 1. ed. Rio de Janeiro: Reichmann & Affonso, MARTELLI, J. A. F. Estudo da reprodutibilidade na obtenção das telerradiografias em norma lateral pelo método da posição natural da cabeça f. Dissertação (Mestrado em Ortodontia) Faculdade de Odontologia da Universidade Metododista de São Paulo, São Bernardo do Campo, BATTAGEL, J. M. A comparative assessment of cephalometric errors. Eur J Orthod, London, v. 15, no. 4, p , TREVISAN, F. Análise fotogramétrica e subjetiva do perfil facial de jovens brasileiros, leucodermas, com oclusão normal f. Dissertação (Mestrado em Ortodontia) Faculdade de Odontologia da Universidade Metodista de São Paulo, São Bernardo do Campo, TRPKOVA, B.; MAJOR, P. Cephalometric identification and reproducibility: a meta analisys. Am J Orthod Dentofacial Orthop, St. Louis, v.112, p , Aug Endereço para correspondência José Alberto Martelli Filho Rua Sinharinha Frota, 1061 Centro CEP: Matão/SP [email protected] R Dental Press Ortodon Ortop Facial 129 Maringá, v. 10, n. 5, p , set./out. 2005
33 A r t i g o I n é d i t o Comparação entre análises de referência incisal em indivíduos jovens melanodermas brasileiros com oclusão normal Paulo Roberto Aranha Nouer*, Darcy Flávio Nouer**, Ivana Uglik Garbui***, Zeferino Yutaka Miyamura****, Orivaldo Tavano****, Ynara Bosco de Oliveira Lima-Arsati**** Resumo A definição da posição do incisivo inferior oferece ao clínico dados para um correto planejamento e tratamento, assim como melhor estabilidade na pós-contenção. Observa-se, porém, que as análises cefalométricas mais utilizadas em Ortodontia para o diagnóstico geralmente são baseadas em indivíduos leucodermas, que diferem em características craniofaciais das outras raças. Desta forma, o presente trabalho teve como objetivo estudar o comportamento do incisivo inferior em relação às referências incisais preconizadas por Andrade (1-Jr), Interlandi (1-linhaI), Vigorito (1-linhaV) e Ricketts (1-linha AP) em jovens brasileiros melanodermas com oclusão normal, verificando também a ocorrência de dimorfismo sexual. Foram selecionadas 36 telerradiografias de cabeça tomadas em norma lateral de indivíduos brasileiros, melanodermas, na faixa etária de 10 a 14 anos, de ambos os gêneros, com oclusão clinicamente normal e que nunca se submeteram a tratamento ortodôntico, do Setor de Documentação Científica do Curso de Pós-Graduação em Ortodontia da FOP/UNICAMP, nas quais foram traçados os pontos, linhas e planos cefalométricos necessários para obtenção das referências incisais e medidas nas análises sugeridas pelos autores selecionados. Os valores médios obtidos para a posição do incisivo inferior diferiram entre si por duas análises estatísticas, havendo diferença significativa (p<0,05) entre os métodos estudados. Também não houve dimorfismo sexual. Concluiu-se que a posição dos incisivos inferiores em indivíduos jovens melanodermas brasileiros apresenta inclinação e vestibularização maior que a preconizada pelos autores consultados, e que a análise de referência incisal de Andrade (1-Jr) parece se comportar mais adequadamente para este grupo étnico. Palavras-chave: Cefalometria. Negros. Grupo ancestral do continente africano. Ortodontia. * Professor Titular do Programa de Mestrado em Ortodontia do CPO São Leopoldo Mandic, Campinas - SP. ** Professor Titular da Disciplina de Ortodontia - FOP - Unicamp - Piracicaba - São Paulo. *** Professora Convidada do Curso de Mestrado em Ortodontia do CPO São Leopoldo Mandic Campinas - SP. Doutoranda em Ortodontia - FOP/Unicamp - Piracicaba - São Paulo. **** Professor Titular do Programa de Mestrado em Ortodontia do CPO São Leopoldo Mandic, Campinas - SP. R Dental Press Ortodon Ortop Facial 130 Maringá, v. 10, n. 5, p , set./out. 2005
34 NOUER, P. R. A.; Nouer, D. F.; Garbui, I. U.; Miyamura, Z. Y.; Tavano, O.; Lima-Arsati, Y. B. O. Tabela 5 - Comparação entre as análises. Método Posto total Posto médio V 90,5000 2,5139 b Jr 143,0000 3,9722 a AP 55,5000 1,5417 c I 71,0000 1,9722 bc * Médias seguidas de letras distintas na vertical diferem entre si pelo teste de Friedman e teste não paramétrico de comparações múltiplas. ou seja, os incisivos inferiores se posicionaram à frente da linha incisal, sendo estes valores considerados normais para este grupo étnico. A proclinação dos incisivos inferiores nas análises de referência incisal deste estudo concorda com vários outros autores 12,14,15,18 e reforça a necessidade de valores de normalidade diferentes dos preconizados inicialmente. É interessante notar que na análise de Andrade, os valores obtidos foram em média duas vezes menores que nas outras análises (Tab. 5, p<0,05). Isto significa que a referência incisal 1-Jr é mais adequada em relação às bases apicais mais proclinadas dos melanodermas, adotando como normalidade uma inclinação vestibular ligeiramente maior, em concordância com o estudo realizado por Nouer et al. 19 Em todas as referências incisais avaliadas (V, Jr, I, AP), notou-se claramente a ausência de dimorfismo sexual, confirmando a proposta de um valor de normalidade invariável. CONCLUSÃO A análise de referência incisal de acordo com Vigorito, Andrade, Ricketts e Interlandi em indivíduos melanodermas revelou que as posições dos incisivos inferiores apresentaram valores negativos e diferentes dos valores de normalidade em leucodermas preconizados pelos autores. Neste estudo, especialmente na análise de Andrade, os valores obtidos foram, em média, duas vezes menores que nas outras análises, levando-nos a concluir que o comportamento desta análise é mais adequado para o grupo étnico avaliado, por adotar como normalidade uma inclinação vestibular maior. Em todas as referências incisais avaliadas (V, Jr, I, AP), notou-se claramente a ausência de dimorfismo sexual. Enviado em: Novembro de 2003 Revisado e aceito: Abril de 2005 Comparison among incisal landmark analysis of black brazilian youngsters with normal occlusion Abstract Defining the position for the mandibular incisor provides data for a correct treatment planning and treatment itself, in order to achieving a better stability after retention. However, it has been observed that cephalometric analyses that are usually employed in orthodontics for diagnosis are based on studies on caucasians, whose craniofacial characteristics differ from those of other races. Thus, the present study aims to investigate the behavior of mandibular incisor related to incisal landmarks that are commended by Andrade (1-Jr), Interlandi (1- I line), Vigorito (1- V line) and Ricketts (1- APo line), in african-american children with normal occlusion, and to verify the occurrence of sexual dimorphism. Thirty-six lateral skull films from african-american subjects were selected from the FOP/UNI- CAMP Department of Orthodontics Post-Graduation Program Scientific Recordings; the patients ages varied from 10 to 14 years, and they presented clinically excellent occlusion, and have not undergone orthodontic treatment. The cefalogram required for the suggested analyses were drawed. The presented values for the mandibular incisor position differ among themselves as by two different statistical analysis; there is also significant difference among the referred methods. No sexual dimorphism was found in this study. It was shown that the position of mandibular incisor of african-american children presented greater labioversion than the same parameters as commended by the proposed authors, and that Andrade analysis seemed more adequate to this ethnic group. Key words: Cephalometry. Black people. African continental ancestry group. Orthodontics. R Dental Press Ortodon Ortop Facial 135 Maringá, v. 10, n. 5, p , set./out. 2005
35 Comparação entre análises de referência incisal em indivíduos jovens melanodermas brasileiros com oclusão normal Referências 1. ALEXANDER, T. L.; HITCHCOCK, H. P. Cephalometric standards for American Negro children. Am J Orthod, St. Louis, v. 74, p , ALTEMUS, L. A. A comparison of cephalofacial relationships. Angle Orthod, Appleton, v. 30, p , ANDERSON, A. A.; ANDERSON, A. C.; HORNBUCKLE, A. C.; HORNBUCKLE, K. Biological derivation of a range of cephalometric norms for children of African American descent (after Steiner). Am J Orthod Dentofacial Orthop, St. Louis, v. 118, p , ARAÚJO, M. B. B.; SAKIMA, T. Comparação cefalométrica entre negróides e caucasóides. RGO, Porto Alegre, v. 37, p , BERTOZ, F. A.; MARTINS, D. R. Determinação da linha I em melanodermas brasileiros, masculinos de 12 a 17 anos, com oclusão normal. Ortodontia, São Paulo, v. 14, n. 3, p , BROADBENT, B. H. A new x-ray technique and its application to Orthodontics. Angle Orthod, Appleton, v. 1, p , COTTON, W. N.; TAKANO, W. S.; WONG, W. W.; WYLIE, W. L. Downs analysis applied to three other ethnic groups. Angle Orthod, Appleton, v. 21, p , DANDAJENA, T. C.; NANDA, R. S. Bialveolar protrusion in a Zimbabwean sample. Am J Orthod Dentofacial Orthop, St. Louis, v. 123, p , DRUMMOND, R. A. A determination of cephalometric norms for the negro race. Am J Orthod, St. Louis, v. 54, p , ELY, M. R.; ANTUNES, V. M.; OLIVEIRA, M. G. Estudo de cinco dimensões esqueléticas lineares, em indivíduos da raça negra, através de análise cefalométrica. Rev Odontol Univ São Paulo, São Paulo, v. 13, p , FONSECA, R. J.; KLEIN, W. D. A cephalometric evaluation of American Negro women. Am J Orthod, St. Louis, v. 73, p , FORTES, L. A. P. Avaliação de medidas cefalométricas de indivíduos negros, brasileiros, portadores de oclusão excelente f. Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Odontologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, INTERLANDI, S. Linha I na análise morfodiferencial para o diagnóstico ortodôntico. Rev Fac Odontol São Paulo, São Paulo, v. 9, p , JACOBSON, A. The craniofacial pattern of the South African Negro. Am J Orthod, St. Louis, v. 73, p , KOWALSKI, C. J.; NASJLETI, C.; WALKER, G. F. Differential diagnosis of American adult male black and white populations using Steiner s analysis. Angle Orthod, Appleton, v. 44, p , MAGNANI, M. B. B. A.; ALMEIDA, M. H. C.; SIQUEIRA, V. C. V. Análise de Wits em indivíduos negróides. Rev Bras Odontol, Rio de Janeiro, v. 47, p , MEDEIROS, M. A. Q. B. Estudo cefalométrico do padrão dentário de jovens melanodermas brasileiros do sexo feminino com oclusão normal Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo, Bauru, MORAES, C. Cefalometria: determinação do padrão esquelético das adolescentes melanodermas brasileiras, com oclusão normal Dissertação (Mestrado)-Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo, Bauru, NOUER, P. R. A.; MARINHO FILHO, A. V.; EL-GUINDY JÚNIOR, M. M. Uma nova proposta de mensuração de referência incisal através da imagem do ramo ascendente e dos pontos A e B em telerradiografia lateral. Rev Paul Odontol, São Paulo, v. 18, p , RICKETTS, R. M. A foundation for cephalometric communication. Am J Orthod, St. Louis, v. 46, p , STEINER, C. C. Cephalometric for you and me. Am J Orthod, St. Louis, v. 39, p , VIGORITO, J. W. Proposição de uma análise cefalométrica para o diagnóstico e plano de tratamento ortodôntico. Ortodontia, São Paulo, v. 7, p , Endereço para correspondência Paulo Roberto Aranha Nouer Rua Américo de Moura, 45 Campinas /SP [email protected] R Dental Press Ortodon Ortop Facial 136 Maringá, v. 10, n. 5, p , set./out. 2005
36 A r t i g o I n é d i t o Espessura do processo alveolar da região anterior da maxila e mandíbula em pacientes com discrepância óssea ântero-posterior Rachel de Mattos Garcia*, Cristiane Aparecida de Assis Claro **, Rosana Villela Chagas***, Gerval de Almeida**** Resumo O presente estudo teve como objetivo avaliar a espessura do processo alveolar da região anterior da maxila e mandíbula em pacientes portadores de discrepâncias ântero-posteriores. Após a seleção de telerradiografias laterais de cinqüenta e dois pacientes entre idades de sete e 13 anos, mediu-se a espessura do processo alveolar da região anterior da maxila e mandíbula. Todos os pacientes apresentavam o ângulo do plano mandibular entre vinte e trinta graus e discrepância óssea ântero-posterior entre maxila e mandíbula. Após a análise estatística (teste qui-quadrado) observou-se que não houve dependência entre a espessura do processo alveolar da maxila e mandíbula e a idade do paciente. Todavia houve dependência entre o tipo de má oclusão e a espessura de osso vestibular na região anterior da maxila. Os pacientes portadores de má oclusão de Classe III apresentaram maior porcentagem de redução de osso vestibular da região anterior da maxila quando comparados aos pacientes Classe II. Os pacientes com tendência ao crescimento vertical apresentaram a dimensão reduzida de osso lingual da maxila e osso vestibular da mandíbula. Palavras-chave: Espessura do processo alveolar. Má oclusão. Tipo facial. Perda iatrogênica. INTRODUÇÃO O delineamento dos limites do tratamento ortodôntico é fator importante a ser considerado, principalmente em casos ortodônticos-cirúrgicos limítrofes. Este delineamento realizado antes do tratamento seria extremamente benéfico. O planejamento do tratamento ortodôntico poderia ser bem valorizado, especialmente em situações nas quais a discrepância esquelética é severa ou onde um ou ambos os arcos podem acomodar somente reposicionamento limitado do dente. As tábuas corticais vestibulares e linguais ao nível do ápice dos incisivos podem representar os limites anatômicos da movimentação dentária 5. * Especialista em Odontopediatria pelo Departamento de Odontologia da Universidade de Taubaté, Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial pelo Departamento de Odontologia da Universidade de Taubaté. ** Especialista em Ortodontia, Mestre em Odontologia, Professora Colaboradora Assistente da Disciplina de Ortodontia do Departamento de Odontologia da Universidade de Taubaté, Professora do Curso de Especialização em Ortodontia e Ortopedia Facial do Departamento de Odontologia da Universidade de Taubaté, Doutoranda em Ortodontia na Universidade de São Paulo. *** Especialista em Ortodontia, Mestre e Doutora em Odontologia, Professora responsável da Disciplina de Ortodontia do Departamento de Odontologia da Universidade de Taubaté, Professora do Curso de Especialização em Ortodontia e Ortopedia Facial do Departamento de Odontologia da Universidade de Taubaté. **** Mestre e Doutor em Odontologia e Coordenador do Curso de Especialização em Ortodontia e Ortopedia Facial do Departamento de Odontologia da Universidade de Taubaté. R Dental Press Ortodon Ortop Facial 137 Maringá, v. 10, n. 5, p , set./out. 2005
37 Garcia, R. M.; Claro, C. a. A.; Chagas, R. V.; Almeida, G. CONCLUSÕES Fundamentado nas evidências encontradas, considerando as condições em que este estudo foi realizado, algumas conclusões podem ser formuladas. 1) A relação entre a espessura posterior do processo alveolar da região anterior da maxila (SP) com as Classes II e III esquelética é de independência. Todavia a medida SA (osso vestibular ao ápice do incisivo central superior) relacionada às Classes II e III esqueléticas apresentou relação de dependência, sendo que 36,8% dos pacientes Classe III apresentam a espessura SA diminuída medindo entre 2,5 a 4,5 mm. 2) Não foi observada relação de dependência entre a espessura do processo alveolar da região anterior da mandíbula (IA, IP) com o tipo de má oclusão esquelética (Classe II e III esquelética). 3) Foi observada relação de independência entre a espessura do processo alveolar da região anterior da maxila e mandíbula com as idades dos pacientes. 4) Foi observada relação de dependência entre a espessura posterior do processo alveolar da região anterior da maxila (SP) e a espessura anterior do processo alveolar da região anterior da mandíbula (IA) com a medida FMA. 5) Foi observada relação de dependência entre a espessura posterior do processo alveolar da região anterior da maxila (SP) e a espessura anterior do processo alveolar da região anterior da mandíbula (IA) com a medida NSGn. Enviado em: Junho de 2004 Revisado e aceito: Abril de 2005 Thickness of the alveolar process in the anterior region of the maxilla and mandible of patients with antero-posterior discrepancy Abstract The purpose of the present study was to assess the thickness of the alveolar process on the anterior region of maxilla and mandible of patients with antero-posterior discrepancy. The thickness of the alveolar process on the anterior regions of maxilla and mandible was measured by lateral cephalograms from fifty two patients with ages between seven to thirteen years. All the patients included on this study had the mandibular plan angle between 20 and 30 degrees and antero-posterior bone discrepancy between maxilla and mandible. The statistical analysis (Chisquare test) revealed independence between the thickness of the maxilla and mandible alveolar process and the patient age. However, a statistical dependence was found between the type of the malocclusion and the thickness of the buccal bone on anterior region of maxilla. The patients with Class III malocclusion showed a higher percentage of buccal bone reduction on the anterior region of maxilla when compaired with Classe II patients. The patients with trend to vertical growing had a reduced dimension of the maxilla lingual bone and mandible buccal region. Key words: Thickness of the alveolar process. Malocclusion. Face type. Iatrogenic loss. R Dental Press Ortodon Ortop Facial 147 Maringá, v. 10, n. 5, p , set./out. 2005
38 Espessura do processo alveolar da região anterior da maxila e mandíbula em pacientes com discrepância óssea ântero-posterior Referências 1. ARTUN, J.; KROGSTAD, O. Periodontal study of mandibular incisors following excessive proclination. Am J Orthod Dentofacial Orthop, St. Louis, v. 91, no. 8, p , BJORNAAS, T.; RYGH, P.; BOE, O. E. Severe overjet and overbite reduced alveolar bone height in 19-year-old men. Am J Orthod Dentofacial Orthop, St. Louis, v. 106, no. 3, p , EDWARDS, J. G. A study of the anterior portion of the palate as it relates to orthodontic therapy. Am J Orthod, St. Louis, v. 69, no. 3, p , Mar HALAZONETIS, D. J. Experimentos com computador utilizando um modelo bidimensional das estruturas de suporte dentário. R Dental Press Ortodon Ortop Maxilar, Maringá, v. 2, n. 2, p , mar./abr HANDELMAN, C. S. Processo alveolar da região anterior: importância na limitação do tratamento ortodôntico e influência na ocorrência de seqüela iatrogênica. R Dental Press Ortodon Ortop Maxilar, Maringá, v. 1, n. 1, p , set./ out HOEVE, A. T.; MULIE, R. M. The effect of antero-postero incisor repositioning on the Palatal Cortex as studied with laminagraphy. J Clin Orthod, Boulder, v. 10, no. 11, p , Nov INTERLANDI, S. Análises cefalométricas I: cefalogramas. In:.Ortodontia: bases para a iniciação. 4. ed. São Paulo, cap. 28. p ISHIKAWA, H.; NAKAMURA, S.; IWASAKI, H.; KITAZAWA, S.; TSUKADA, H.; CHU, S. Dentoalveolar compensation in negative overjet cases. Angle Orthod, Appleton, v. 70, no. 2, p , ISHIKAWA, H.; NAKAMURA, S.; IWASAKI, H.; KITAZAWA S.; TSUKADA, H.; SATO, Y. Dentoalveolar compensation related to variations in sagittal jaw relationships. Angle Orthod, Appleton, v. 69, no. 6, p , KUROL, J.; MOLL, O.; LUNDGREN, D. Reabsorção radicular apical em adultos tratados ortodonticamente. R Dental Press Ortodon Ortop Maxilar, Maringá, v. 2, n. 2, p , mar./abr LARATO, D. C. Alveolar plate fenestrations and dehiscences of the human skull. Oral Surg, v. 29, no. 6, p , June LUPI, J. E.; HANDELMAN, C. S.; SADOWSKY, C. Prevalence and severity of apical root resorption and alveolar bone loss in orthodontically treated adults. Am J Orthod Dentofacial Orthop, St. Louis, v. 109, no. 1, p , MARTINS, P. P; GARIB, D. G.; GREGHI, S. L. G; HENRIQUES, J. F. C. Avaliação periodontal dos incisivos inferiores em pacientes tratados ortodonticamente com extrações quatro de pré-molares. Rev Fac Odontol Bauru, Bauru, v. 10, n. 4, out./dez MASUMOTO, T.; HAYASHI, I.; KAWAMURA, A.; TANAKA, K.; KASAI, K. Relationships among facial type, buccolingual molar inclination, and cortical bone thickness of the mandible. Eur J Orthod, London, v. 23, p , MEYER, R.; KRUEGER, D. A minitab guide to statistics. 2nd. ed. [S.l. : s.n.], MULIE, R. M.; HOEVE, A. T. The limitations of tooth movement within the symphysis. J Clin Orthod, Boulder, v. 10, no. 12, p , Dec ROBERTS, W. E. Biomecânica, metabolismo e fisiologia óssea na prática ortodôntica. In: GRABER,T. M.; VANARSDALL, R. L. Ortodontia: princípios e técnicas atuais. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, cap. 3, p SPERRY, T. P.; SPEIDEL, T. M.; ISAACSON, R. J.; WORMS, F. W. W. The role of dental compensations in the orthodontic treatment of mandibular prognathism. Angle Orthod, Appleton, v. 47, no. 4, p , Oct STEINER, G. G.; PEARSON, J. K.; AINAMO, J. Changes of the marginal periodontium as a result of labial tooth movement in monkeys. J Periodontol, Chicago, v. 52, p , June URSI, W.; McNAMARA Junior, J. Crescimento craniofacial em pacientes apresentando maloclusões de Classe II e maloclusões normal, entre os e os 10 e os 12 anos de Idade. Rev Dental Press Ortodon Ortop Maxilar, Maringá, v. 2, n. 5, p , set./out WEHRBEIN, H.; BAUER, W.; DIEDRICH, P. Incisivos inferiores, osso alveolar e sínfise após tratamento ortodôntico: um estudo retrospectivo. R Dental Press Ortodon Ortop Maxilar, Maringá, v. 2, n. 4, p , jul./ago WINGARD, C. E.; BOWERS, G. M. The effect on bone from facial tipping of incisors in monkeys. J Periodontol, Chicago, v. 47, p , Aug Endereço para correspondência Rachel de Mattos Garcia Avenida Emílio Winther, 1450, apto. 13, Independência CEP: Taubaté/SP [email protected] R Dental Press Ortodon Ortop Facial 148 Maringá, v. 10, n. 5, p , set./out. 2005
39 T ó p i c o E s p e c i a l A utilização do laser em Ortodontia Leniana Santos Neves*, Cíntia Maria de Souza e Silva**, José Fernando Castanha Henriques***, Rodrigo Hermont Cançado****, Rafael Pinelli Henriques*****, Guilherme Janson****** Resumo O laser vem sendo amplamente utilizado na área da saúde, encontrando-se em franca evolução na Odontologia, beneficiando o paciente com tratamentos atraumáticos, sem dor, com melhor pós-operatório, entre muitas outras vantagens. A Ortodontia também tem muito a ganhar com a utilização da luz laser, apesar de suas aplicações e seus efeitos não se encontrarem bem difundidos entre os profissionais. O presente trabalho objetivou realizar uma revisão na literatura a fim de elucidar o ortodontista sobre como ele poderá se beneficiar desta forma de energia, elevando a qualidade do seu trabalho e melhorando as condições do tratamento tanto para o profissional como para o paciente. Palavras-chave: Lasers. Ortodontia. Odontologia. Introdução A palavra laser é uma abreviatura para Light Amplification of Stimulated Emission of Radiation que na Língua Portuguesa significa Amplificação da Luz por Emissão Estimulada de Radiação. O laser é uma radiação que se encontra no espectro de luz que varia do infravermelho ao ultravioleta, passando pelo espectro visível 2,3,4,7,14,18 (Fig. 1). A utilização terapêutica da energia luminosa vem desde os primórdios da civilização, e em 1903, o prêmio Nobel de medicina foi destinado ao Dr. Nielo Ryberg Finsen pelo tratamento realizado com a luz solar em um paciente que apresentava um tipo de tuberculose de pele 3. Albert Einstein, em 1916, formulou os princípios da amplificação da luz por emissão estimulada de radiação, quando percebeu em seu experimento que a emissão induzida poderia existir e a radiação eletromagnética seria produzida por um processo atômico 2,3,4,7,14. No ano de 1960, Theodoro H. Maiman desenvolveu o primeiro aparelho emissor de laser, a cristal de rubi, que passou a ser comercializado. No ano seguinte foi realizada a primeira intervenção cirúrgica com o laser, no Hospital Presbiteriano de Nova York, para a retirada de um pequeno tumor de retina que impedia a visão. Em 1965, Sinclair e Knoll desenvolveram o laser terapêutico, não mais com efeito de corte, mas de bioestimulação dos tecidos 2,3,4. * Mestre em Ortodontia pela Faculdade de Odontologia de Bauru - USP; Aluna do curso de Pós-graduação em Ortodontia, nível Doutorado da Faculdade de Odontologia de Bauru - USP. ** Cirurgiã-Dentista graduada pela Universidade do Sagrado Coração - Bauru - SP. Ex-aluna do Curso de Aperfeiçoamento em Ortodontia da ACOPEN (Assessoria e Consultoria em Ortodontia, Pesquisa e Ensino) - Bauru - SP. Auxiliar do Curso de Aperfeiçoamento em Ortodontia da ACOPEN - Bauru - SP. *** Professor Titular da Disciplina de Ortodontia da Faculdade de Odontologia de Bauru - USP. Coordenador do curso de Pós-graduação ao nível de Doutorado em Ortodontia pela Faculdade de Odontologia de Bauru - USP. Prefeito do campus da USP de Bauru. **** Mestre em Ortodontia pela Faculdade de Odontologia de Bauru. USP. Aluno do curso de Pós-graduação em Ortodontia, nível Doutorado da Faculdade de Odontologia de Bauru - USP. ***** Aluno do curso de Pós-graduação em Ortodontia, nível Mestrado da Faculdade de Odontologia de Bauru - USP. ****** Professor Associado da Disciplina de Ortodontia da Faculdade de Odontologia de Bauru USP; Coordenador do curso de Pós-graduação ao nível de Mestrado em Ortodontia pela Faculdade de Odontologia de Bauru USP; Membro do Royal College of Dentists of Canada. R Dental Press Ortodon Ortop Facial 149 Maringá, v. 10, n. 5, p , set./out. 2005
40 A utilização do laser em Ortodontia ser realizados para verificar com mais detalhes as indicações e as possíveis contra-indicações desse meio auxiliar no tratamento ortodôntico. Enviado em: Julho de 2004 Revisado e aceito: Março de 2005 Lasers in Orthodontics Abstract Laser has been widely employed in health specialties, and its application in Dentistry is currently being evolved to benefit the patient with atraumatic and painless treatments, with better post-operative recovery, besides other advantages. Orthodontics may also be benefited from the utilization of laser, even though its application and effects are not well known by professionals. The aim of the present work is to present a literature review to provide orthodontists with information on how they may apply this energy to improve the quality of their work and the conditions for treatment, both for the professional and the patient. Key words: Lasers. Orthodontics. Dentistry Referências 1. AL-KHATEEB, S.; FORSBERG, C. 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