Relatório de Avaliação 2011
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- Rosa Marques Ramalho
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1 Relatório de Avaliação 2011 países de língua portuguesa
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3 2 Programa eportuguêse Regina Ungerer (coordenadora) Marcia Keiko Ito (technical officer) Departamento de Gestão e Intercâmbio do Conhecimento Núcleo de Inovação, Informação, Evidência e Pesquisa Organização Mundial da Saúde
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5 4 SUMÁRIO AGRADECIMENTOS... 5 Introdução... 6 METODOLOGIA... 8 ANGOLA CABO VERDE GUINÉ-BISSAU MOÇAMBIQUE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE Timor Leste Considerações finais ANEXOS... 68
6 5 AGRADECIMENTOS A rede eportuguêse, plataforma da Organização Mundial da Saúde, criada para fortalecer a colaboração entre os países de língua portuguesa nas áreas da informação e capacitação de recursos humanos para a saúde, agradece a todos os que direta ou indiretamente estiveram envolvidos na elaboração deste relatório, em especial os pontos focais nos Ministérios da Saúde e nos escritórios de representação da OMS nos países que contribuíram para compilar todas as informações aqui contidas. Um agradecimento especial aos gestores das Bibliotecas Azuis em todos os países cuja dedicação é refletida nos detalhes deste documento.
7 6 Introdução O português é a sétima língua mais falada do mundo 1 com quase 300 milhões de pessoas vivendo em oito países distribuídos por quatro continentes. É também a língua mais falada no hemisfério sul e o terceiro idioma mais falado no mundo ocidental depois do espanhol e do inglês. Pode-se mesmo dizer que o português é falado nos quatro cantos do mundo. Brasil nas Américas, Portugal na Europa, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe na África e Timor Leste no Sudeste Asiático. Há ainda diversos bolsões de expatriados vivendo em diversas regiões e países do mundo, sem esquecer a Guiné Equatorial, que em julho de estabeleceu o português como a terceira língua oficial do país e agora aguarda sua inserção como membro integral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Apesar de sua representatividade, o português não é uma língua oficial das Nações Unidas e os profissionais de saúde dos países da CPLP na África vinham constantemente solicitando à Organização Mundial da Saúde (OMS) informações atuais, relevantes e em seu próprio idioma que pudessem ajudar a capacitar os profissionais de saúde das mais diversas áreas. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), dentre os oito países de língua portuguesa, cinco (Moçambique, Guiné-Bissau, Angola, Timor Leste e São Tomé & Principe) estão entre os menos desenvolvidos do mundo e por isso mesmo necessitando de muita ajuda externa. Com a adoção da Declaração do Milênio no ano 2000, desencadeou-se uma pletora de iniciativas, programas, ações globais e várias declarações com a intenção de diminuir as diferenças entre os países, combater a extrema pobreza e dar esperança de uma vida melhor à população mundial. Em novembro de 2004, durante o Fórum global de pesquisa em saúde, realizado na Cidade do México, em que um dos temas centrais foi a inclusão digital, a OMS comprometeu-se com a criação de redes de informação em saúde em idiomas locais como uma forma de contribuir para a diminuição da lacuna entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento no que concerne a informação em saúde. Neste contexto foi criada, em 2005, a rede eportuguêse, com o objetivo de fometar parcerias e fortalecer a colaboração entre os oito países de língua portuguesa nas áreas da informação e capacitação de recursos humanos em saúde. Uma das primeiras atividades desenvolvidas pela rede eportuguêse foi a criação, em 2006, de uma Biblioteca compacta contendo informação básicas de saúde pública, doenças infecciosas, cuidados de enfermagem, saúde materna e infantil, AIDS, entre outros como forma de suprir a carência de informação em zonas rurais ou distantes dos grande centros urbanos. Esta biblioteca compacta, conhecida como Biblioteca Azul (BA), foi baseada em um 1 Ethnologue Languages of the world
8 7 modelo similar desenvolvido pela biblioteca da Organização Mundial da Saúde desde 1997 para suprir as necessidades de informação em saúde nos países de língua francesa e inglesa da África. A seleção do conteúdo da Biblioteca Azul em português foi realizada com a ajuda de pontos focais nos escritórios de representação da OMS nos países, assim como nos respectivos Ministérios da Saúde. Por meio de um memorando de entendimento assinado entre o Ministério da Saúde do Brasil e a OMS, foi possível receber o material gratuitamente, diminuindo grandemente o custo destas bibliotecas. Em 2009, o Alto Comissariado da Saúde de Portugal comprometeu-se da mesma forma, através de um memorando de entendimento, a suprir parte do material para as bibliotecas azuis. Desde a primeira BA enviada para Moçambique em 2006 até o final de 2011, a rede eportuguêse facilitou o envio de 153 bibliotecas azuis para os cinco países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) e 20 para Timor Leste com apoio financeiro de diversas agências e instituições como: A Comissão Europeia dentro do projeto 9.ACP.MTR04, a Fundação Calouste Gulbenkian, a Global Health Workforce Alliance (GHWA), o Fundo Árabe para o Desenvolvimento da Organização das Nações Unidas (AGFUND), o Escritório de Representação da PAHO/OMS no Brasil e em Moçambique e algumas Organizações Não Governamentais. Em uma primeira avaliação realizada em 2010, pôde-se constatar a importância destas BA para todos os PALOP e esta serviu como base para a elaboração do presente relatório. Este documento é o seguimento e a complementação do relatório realizado em 2010 e tem o objetivo de aprofundar a avaliação, uso e disseminação das Bibliotecas Azuis em cada um dos países e sua inserção dentro do Programa eportuguêse da OMS, além de conter dados relativos à necessidade de aumentar o número de BAs em cada país, de acordo com as informações fornecidas pelos pontos focais nos países. Este relatório poderá servir para sensibilizar agências de financiamento a apoiarem este projeto localmente.
9 8 METODOLOGIA Baseado nas informações obtidas em , contatou-se os pontos focais da rede eportuguêse nos escritórios de representação da OMS nos países para que estes fossem o oficial de ligação entre os coordenadores nacionais e os gestores das bibliotecas azuis (BA) para a aplicação dos questionários, recebimentos das respostas e envio dos dados para a para a coordenação da rede eportuguêse em Genebra. Estes profissionais foram fundamentais para localizar cada Biblioteca azul no terreno assim como para identificar e contatar cada gestor de BA. A partir de uma lista com o nome e contato dos responsáveis por cada uma das Bibliotecas Azuis desenvolveu-se um questionário estruturado que foi aplicado com a colaboração dos pontos focais nos escritórios de representação da OMS nos países e coordenadores nacionais. Este método permitiu o maior envolvimento e apropriação do projeto BA pela OMS local e fortaleceu a colaboração com os gestores locais, que passaram a ver estes profissionais da OMS como um parceiro e contato para o futuro. Desenvolveu-se um questionário ampliado que foi aplicado nos locais que haviam participado e respondido ao inquérito de 2010 e foi personalizado por país baseado nas respostas anteriores. Como forma de divulgar, promover e incentivar o projeto das BAs, a rede eportuguêse encaminhou um pequeno cartaz do projeto BA para cada um dos gestores e pontos focais que participaram do inquérito. Moçambique, sendo o país que mais recebeu BAs devido à grande divulgação do projeto entre as inúmeras agências de cooperação e ONGs que atuam no país, e onde os pontos focais tanto no escritório de representação da OMS quanto no centro de documentação do Instituto Nacinal de Saúde (INS) sempre estiveram muito envolvidos com o treinamento para os gestores e com a aquisição de BAs, teve a possibilidade de produzir relatórios individuais, detalhados e mais frequentes, e estes relatórios foram utilizados para a presente avaliação. Até o momento da realização deste relatório, a rede eportuguêse não havia recebido informações precisas sobre a localização, uso e a identificação dos gestores responsáveis pelas bibliotecas azuis enviadas para Angola, e por isso a avaliação deste país não está completa. Em Timor Leste, como as bibliotecas azuis só chegaram em dezembro de 2011, o processo de avaliação do uso das BAs seguiu outro caminho, pois foi possível aplicar um questionário de avaliação prévio ao recebimento das bibliotecas, considerando que a coordenaora da rede eportuguêse, Dra. Regina Ungerer, encontrava-se em Dili para treinar profissionais de saúde para utilizar a plataforma HINARI, uso das Bibliotecas Virtuais em Saúde (BVS) e capacitar os gestores da BAs que haviam sido identificados pelo Ministério da Saúde. Este foi um cenário ideal para obter informações prévias sobre os futuros gestores e expectativa dos futuros usuários. 3
10 9 Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe são os únicos países que designaram um coordenador nacional para as Bibliotecas Azuis. Os questionários encontram-se nos anexos 1, 2 e 3.
11 10 ANGOLA 1. Contexto Angola está localizada na costa sudoeste da África e tem uma superfície de km 2, dividida em 18 províncias e 164 municípios, com uma população de habitantes. O país possui 0.8 médicos e 13.5 enfermeiros por habitantes (World Health Statistics, 2011). Sua estrutura sanitária é composta por 8 hospitais nacionais (centrais), 32 hospitais provinciais (gerais), 228 hospitais municipais e centros de saúde e 1453 postos de saúde. Angola é um país com enormes recursos naturais, como o gás e diamantes, e já é considerado como o maior produtor de petróleo da África. Com uma estabilidade política de mais de 10 anos, o país vem crescendo rapidamente, refletindo positivamente em seus indicadores de saúde. Mesmo assim, Angola ainda sofre com o alto risco de epidemias devido ao insuficiente acesso a água potável, ao saneamento básico precário e ao peso de doenças infecciosas, tais como a malária, a tuberculose e o HIV/SIDA e mais recentemente a poliomielite. Considerando que somente 40% da população tem acesso a serviços de saúde, o país enfrenta um grande desafio para cumprir com os seus objetivos do desenvolvimento do milênio, diminuir a mortalidade materna, implementar o Regulamento Sanitário Internacional (RSI) e refazer seu sistema de saúde 4. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que avalia o índice de desenvolvimento humano (IDH) de 187 países, Angola encontra-se em 148º lugar. O IDH utiliza determinados indicadores para medir o desenvolvimento de uma população e não somente o produto nacional bruto (PNB), que considera unicamente a dimensão econômica. Além de medir o PNB per capita, o IDH avalia a expectativa de vida ao nascer e o grau de escolaridade. 4 Estratégia de Cooperação da OMS com o país
12 11 Tabela 1 Indicadores de desenvolvimento para Angola ANGOLA População 5 IDH 6 (2012) PNB 7 Expectativa de vida ao nascer m/f 8 Média em anos de escolaridade 9 Mortalidade materna 100 mil NV 10 18, US$ / Figura 1 Tendência de desenvolvimento de Angola de 1980 a De 2006 a 2011 foram enviadas 31 BAs para Angola. No entanto, não foi possível avaliar o uso e a disseminação das Bibliotecas Azuis no país, pois a rede eportuguêse não recebeu as informações necessárias sobre a distribuição, o uso e a identificação dos gestores das BAs no país. De acordo com uma informação preliminar recebida em 2010 do Escritório de Representação da OMS em Luanda, duas bibliotecas haviam sido enviadas para as províncias de Cabinda e Cuanza Norte. 5 World Health Statistics PNUD World Bank ( 8 World Health Statistics Média em número de anos de escolaridade por pessoas acima de 25 anos PNUD World Health Statistics PNUD
13 12 Recentemente, o Ministério da Saúde através do Escritório de Representação da OMS em Luanda informou que outras 10 BAs foram entregues em 2011: Figura 2 Mapa de Angola com a localização das BAs 1 para o Hospital Pediátrico de Luanda (junho 2011) 1 para a Direção Provincial de Saúde de Luanda (junho 2011) 1 para a província de Uige (junho 2011) 2 para a província de Lunda Norte (agosto e outubro 2011) 1 para a província de Lunda Sul (outubro 2011) 1 para a província de Huambo (outubro 2011) 1 para a província de Malange (outubro 2011) 1 para a província do Zaire (janeiro 2012) 1 para a província de Moxico (outubro 2011) As demais bibliotecas aguardam a decisão do Ministério da Saúde para serem distribuídas às províncias em falta. Também não houve oportunidade para que a rede eportuguêse proporcionasse treinamento para os gestores e responsáveis pelas Bibliotecas Azuis. Tabela 2 Número de Bibliotecas Azuis por ano e financiador Ano Quantidade Financiador OMS AFRO (I-TECH) ANGOLA Rede eportuguêse através do projeto 9.ACP.MTR04 da Comissão Europeia Rede eportuguêse através do projeto 9.ACP.MTR04 da Comissão Europeia Ministério da Saúde de Angola Ministério da Saúde de Angola Roll Back Malaria (acordo com a rede eportuguêse) TOTAL 31
14 13 2 Galeria de fotos Saída da OMS Chegada em Luanda Entrega oficla de 4 Bibloitecas Azuis pelo Representante da OMS ao Ministro da Súde, Dr. José Van Dúnem em 2010 Cerimônia official de entrega das BAs em 2010
15 14 CABO VERDE 1. Contexto Cabo Verde é um arquipélago localizado a cerca de 460 km da costa do continente africano entre os paralelos 15 e 17 graus de latitude norte e entre os paralelos e de longitude oeste de Greenwich. Situa-se em pleno oceano Atlântico ao largo do Senegal e da Mauritânia, em frente à Guiné-Bissau. O país é constituído por 10 ilhas sendo 9 habitadas (Santo Antão, São Vicente, Santa Luzia, São Nicolau, Sal, Boavista, Maio, Santiago, Fogo e Brava) e seis ilhéus ao norte ou Barlavento: Branco, Raso, Pássaros, Rabo de Junco, Sal Rei e Baluarte. Ao sul ou Sotavento estão os ilhéus de: Santa Maria, Grande, Rombo, Baixo, Cima, Rei, Luiz Carneiro, Sapado e Areia. A Ilha de Santa Luzia e todos os ilhéus são desabitados. Sua superfície é de Km 2 com uma população de habitantes. A densidade de médicos e enfermeiros é de 5.7 e 13.2 por habitantes, respectivamente (World Health Statistics, 2011). O país dispõe de dois hospitais centrais (um na cidade da Praia, na Ilha de Santiago, e outro na cidade de Mindelo, na Ilha de São Vicente), 3 hospitais regionais, 5 centros de saúde reprodutiva, 17 delegacias de saúde, 30 centros de saúde, 34 postos sanitários e 113 unidades sanitárias de base. Cabo Verde é um dos cinco países mais desenvolvidos da África e, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que avalia o índice de desenvolvimento humano (IDH) de 187 países, Cabo Verde encontra-se em 133º lugar e é considerado como um país de médio desenvolvimento. Desde o ano 2000, os casos confirmados de malária reduziram-se em mais de 50% e a incidência de tuberculose encontra-se em 68 por habitantes (Relatório Estatístico de Cabo Verde 2010). A mortalidade infantil diminuiu de 23 em 2001 para 20 em 2009 (Relatório Estatístico de Cabo Verde 2010) e a mortalidade materna reduziu de 230 em 1990 para 94 em 2008 (World Health Statistics, 2011).
16 15 Tabela 3 Alguns indicadores de desenvolvimento para Cabo Verde CABO VERDE População 12 IDH 13 (2012) PNB 14 Expectativa de vida ao nascer m/f 15 Média em anos de escolaridade 16 Mortalidade materna 100 mil NV US$ / Figura 3 Tendência de desenvolvimento de Cabo Verde de 1980 a De 2006 a 2011 foram enviadas 13 BAs para Cabo Verde e todas distribuídas conforme figura ao lado. As 13 Bibliotecas Azuis encontram-se em sete ilhas. A Ilha do Sal e a Ilha de São Vicente ainda não dispõem de um exemplar. 10 BAs encontram-se em Delegacias de Saúde e 3 em Centros de Saúde. Figura 4- Mapa de Cabo Verde com a localização das BAs 12 World Health Statistics PNUD World Bank ( 15 World Health Statistics Média em número de anos de escolaridade por pessoas acima de 25 anos PNUD World Health Statistics PNUD
17 16 Tabela 4 Localização das Bibliotecas Azuis por instituição, cidade e ilha Instituição Cidade Ilha Quantidade Delegacia de Saúde da Ribeira Grande de Santo Antão Ribeira Grande de Santo Antão Santo Antão Delegacia de Saúde do Paúl Paúl 1 Delegacia de Saúde do Porto Novo Porto Novo 1 Delegacia de Saúde da Ribeira Brava Ribeira Brava São Nicolau 1 Delegacia de Saúde de Boa Vista Boa Vista Boa Vista 1 Centro de Saúde do Maio Maio Maio 1 Delegacia de Saúde de Santa Cruz Delegacia de Saúde do Tarrafal de Santiago Centro de Saúde da Ribeira Grande de Santiago - Cidade Velha Centro de Saúde da Calheta de São Miguel Santa Cruz Tarrafal 1 Santiago Ribeira Grande 1 Calheta de São Miguel 1 Delegacia de Saúde dos Mosteiros Mosteiros 1 Fogo Delegacia de Saúde de São Filipe São Filipe 1 Delegacia de Saúde da Brava Brava Brava 1 TOTAL Tabela 5 Número de Bibliotecas Azuis por ano e financiador Ano Quantidade Financiador OMS AFRO TOTAL 13 Rede eportuguêse através do projeto 9.ACP.MTR04 da Comissão Europeia (4) Rede eportuguêse por meio do projeto 9.ACP.MTR04 da Comissão Europeia (4) Aliança Global para a Força de Trabalho em Saúde
18 17 2. Análise do uso das Bibliotecas Azuis O primeiro contato com os 13 gestores das Bibliotecas Azuis em Cabo Verde foi feito por telefone em 2010, quando se aplicou um questionário básico e estruturado sobre o uso, gestão e manutenção da BA. Em 2011, o Escritório de Representação da OMS em Cabo Verde foi o ponto focal responsável pela aplicação do questionário subsequente, que foi adaptado a cada um dos 13 locais que dispunham de uma Biblioteca Azul. 92% dos gestores responderam ao questionário. A compilação dos dados foi enviada à coordenação da rede eportuguêse Perfil dos gestores da BA Sete gestores foram substituídos entre 2010 e 2011, sendo que atualmente 5 são médicos, 3 enfermeiros, 3 administradores, 1 nutricionista e 1 desconhecido. Somente um responsável afirmou ter participado de um curso de gestão de bibliotecas ministrado pela International Continuing Nursing Education (ICNEC) em Os outros gestores nunca receberam qualquer formação para administrar as Bibliotecas Azuis. Nove gestores afirmaram que conhecem bem o material da Biblioteca Azul. Um alegou não conhecer nada sobre o material por ser novo na função, mas disse que iria se informar melhor. Somente um gestor afirmou não exitir ações de promoção da Biblioteca Azul em seu local de trabalho. No entanto, nota-se que mesmo com a promoção do uso da Biblioteca Azul existe uma fraca aderência dos usuários. Em uma instituição, o gestor afirmou ter aumentado seu entendimento e apropriação sobre o uso das BAs desde que recebeu a Biblioteca Azul e passou a divulgá-la em sua instituição por meio de circulares durante reuniões, e até o delegado de saúde da instituição sente-se à vontade para falar sobre a Biblioteca Azul dentro da unidade. Tabela 6 Profissão dos gestores das BAs em Cabo Verde Profissão dos gestores das BAs Quantidade Médico 5 Enfermeiro(a) e/ou parteiro(a) 3 Administrador 3 Nutricionista 1 Desconhecido 1 TOTAL 13
19 Controle e empréstimo do material Em seis instituições, o controle do material emprestado aos usuários é feito por meio das fichas de empréstimos anexadas aos livros. Em outros dois locais, além das fichas há também um controle realizado por meio de um inventário dos livros. Além disso, em três delegacias de saúde há um controle adicional realizado pelo gestor que identifica o nome dos livros e os usuários que fazem empréstimos. Cinco gestores não fazem estatísticas de empréstimos do material, e em outras cinco instituições observa-se o seguinte: 2 instituições: média de 3 a 4 usuários por semana 2 instituições: média de 6 usuários por semana 2 instituições: média de 15 a 20 usuários por semana Em todos os 12 locais, os usuários podem fazer empréstimo dos livros durante alguns dias. Tabela 7 Comparação entre os temas mais consultados em 2010 e 2011 Tema Saúde pública 1 4 DST/AIDS 1 3 Dengue e febre amarela 1 0 Vigilância epidemiológica 1 0 Saúde materno-infantil 0 3 Cuidados de enfermagem 0 3 Doenças não transmissíveis 0 2 Doenças infecciosas e parasitárias 0 1 Protocolos de emergência médica 0 1 Cuidados básicos de enfermagem 0 1 Ginecologia/obstetrícia 0 1 Trauma 0 1 Paludismo 0 1 Dengue 0 1 Vacinação 0 1 Laboratório 0 1 Farmacologia 0 1 Educação sexual 0 1
20 Temas mais procurados na Biblioteca Azul As necessidades de informação adicional e os temas mais procurados variam em cada local. Mas destacam-se abaixo os temas mais citados. Delegacia de Saúde de São Filipe na ilha do Fogo: psicologia/psiquiatria; enfermagem; clínica médica; traumato-ortopedia; imunoalergologia. Delegacia de Saúde de Santa Cruz na Ilha de Santiago: técnicas ou práticas usadas no dia a dia dos enfermeiros; primeiros socorros; revistas e livros sobre gestão em saúde. Delegacia de Saúde do Tarrafal na Ilha de Santiago: saúde materna e perinatal, planejamento familiar. Centro de Saúde da Ribeira Grande na Ilha de Santiago: medicina interna; farmácia; cirurgia; atenção primária em saúde. Centro de Saúde da Calheta de São Miguel na ilha de Santiago: medicina interna; pediatria; enfermagem. Delegacia de Saúde da ilha Brava: cuidados de urgência a traumatizados; pediatria. Delegacia de Saúde da ilha de Boa Vista: primeiros socorros; diabetes; hipertensão arterial. Um dos locais destacou que houve uma mudança em relação aos temas mais procurados de um ano a outro, sendo que os usuários têm solicitado mais frequentemente documentos relacionados a doenças sexualmente transmissíveis e métodos contraceptivos. Dois gestores mencionaram que documentos sobre administração e atendimento ao público poderiam completar a coleção. Deve-se ressaltar que as Bibliotecas Azuis possuem um enorme acervo na área dos cuidados de enfermagem, atenção primária, saúde materna e gestão. 2.4 Avaliação do projeto pela ótica dos gestores É unânime a afirmação de que a Biblioteca Azul é uma ferramenta extremamente útil para os profissionais das instituições, sendo considerada um excelente recurso tanto para a atualização e revisão de tópicos, como para a aquisição de novos conhecimentos. É clara a dificuldade de acesso à informação em saúde pelas diversas categorias profissionais de Cabo Verde, e as Bibliotecas Azuis vieram preencher em parte esta lacuna. O gestor do Centro de saúde Calheta de São Miguel na ilha de Santiago foi mais longe e relatou que a BA tem facilitado a pesquisa de temas específicos para palestras ministradas nas unidades básicas de saúde e nas escolas. Além disso, a BA tem ajudado a aumentar o conhecimento dos profissionais de sua unidade e o material tem servido de apoio para médicos e enfermeiros durante situações de emergência. Na delegacia de saúde da Ilha Brava, os documentos da BA têm ajudado na formação contínua dos profissionais da unidade e também na formação dos estudantes do ensino secundário. No entanto, uma das limitações das Bibliotecas Azuis é seu espaço reduzido, o que restringe o número de documentos e livros que ela pode conter.
21 20 Muitos gestores gostariam de receber mais material e ampliar a bibliografia disponível. Também houve uma sugestão para que houvesse um armário com uma porta transparente para que os títulos ficassem aparentes e mais fáceis de serem identificados. Além disso, sugeriu-se que a OMS e o Ministério da Saúde deveriam promover o uso das Bibliotecas Azuis dentro e fora das unidades, bem como treinamentos para a melhor gestão das bibliotecas. Finalmente, um dos responsáveis mencionou que deveria existir uma BA em cada hospital e centro de saúde do país. 2.5 Necessidade de aumentar o número de Bibliotecas Azuis De acordo com o ponto focal das Bibliotecas Azuis no escritório de representação da OMS em Praia, Sr. Justiniano de Mendonça, Cabo Verde poderia se beneficiar de uma Biblioteca Azul em cada unidade de saúde, mas devido ao grande número de locais ainda sem uma BA, a sua aquisição e distribuição deveria seguir um critério de prioridades. Assim, seria possível dividir as prioridades em cinco níveis e quantificar cada um dos níveis, conforme listado abaixo: Nível de prioridade 1: 4 Delegacias de Saúde e 25 Centros de Saúde TOTAL: 16 BIBLIOTECAS (13 centros já receberam uma BA) Nível de prioridade 2: 23 Postos de Saúde - TOTAL: 23 BIBLIOTECAS Nível de prioridade 3: 122 Unidades Sanitárias de Base - TOTAL: 122 BIBLIOTECAS Nível de prioridade 4: 2 Hospitais Centrais, 3 Hospitais Regionais TOTAL: 5 BIBLIOTECAS Nível de prioridade 5: Outras instituições: Biblioteca Nacional, Biblioteca da Escola de Enfermagem, Biblioteca do Centro Nacional de Desenvolvimento Sanitário (CNDS), Biblioteca da Ordem dos Médicos de Cabo Verde, Biblioteca da Associação de Promoção da Saúde Mental A Ponte, Biblioteca da Cruz Vermelha de Cabo Verde, Universidades (Jean-Piaget, Uni-CV), Sede da OMS em Praia: pelo menos 9 BIBLIOTECAS Em suma, para suprir todas as unidades de saúde e bibliotecas de Cabo Verde, seriam necessárias outras 175 Bibliotecas Azuis. Mas, como os recursos são limitados, o objetivo inicial seria cobrir os níveis de prioridade de números 1 e 2, ou seja 39 bibliotecas. Esforços devem ser feitos junto às agências de financiamento e cooperação para a aquisição de maior número de Bibliotecas Azuis assim como para promover a capacitação dos responsáveis. O Ministério da Saúde e o Escritório de Representação da OMS no país poderiam ser mais ativos em seu envolvimento com as Bibliotecas Azuis e disseminação das atividades da rede eportuguêse no geral.
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23 22 GUINÉ-BISSAU 1. Contexto A República da Guiné-Bissau localiza-se na costa ocidental da África. Faz fronteira com o Senegal ao norte e com a Guiné-Conacri ao sudeste. Tem uma superfície de km 2, dividida em uma parte continental e outra insular (arquipélago dos Bijagós) com aproximadamente 80 ilhas separadas do continente por canais. O país é composto por oito regiões, 36 setores e o setor autônomo de Bissau. A Guiné-Bissau tem uma população de habitantes (World Health Statistics, 2011). O número de médicos por habitantes é de 0.5 e o de enfermeiros 5.5 (World Health Statistics, 2011). O país possui: 2 hospitais nacionais 5 hospitais regionais 1 centro de saúde mental 1 centro de reabilitação motora 1 hospital filantrópico 1 clínica filantrópica 1 hospital militar 5 centros de saúde tipo A (com internação e bloco cirúrgico) 14 centros de saúde tipo B (com internação sem bloco cirúrgico) Diversos centros de saúde do tipo C (sem internação e sem bloco cirúrgico) A Guiné-Bissau é um país marcado pelas doenças infecciosas, comportamentos de risco tais como o tabagismo, alcoolismo, consumo de drogas e práticas sexuais de risco, condições desfavoráveis do meio ambiente e por uma alimentação desequilibrada agravada pela dificuldade do sistema de saúde de responder às necessidades da população, o que se reflete na alta mortalidade materno-infantil. O país enfrenta também a malária, infecções respiratórias agudas e doenças diarreicas. Desconhece-se o peso das doenças não transmissíveis devido às deficiências do sistema nacional de informação sanitária, agravadas pela limitação orçamentária do setor, que depende quase que exclusivamente da ajuda externa Estratégica de Cooperação da OMS com a Guiné-Bissau (
24 23 De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que avalia o índice de desenvolvimento humano (IDH) de 187 países, a Guiné-Bissau encontra-se em 176º lugar. O IDH utiliza determinados indicadores para medir o desenvolvimento de uma população e não somente o produto nacional bruto (PNB), que considera unicamente a dimensão econômica. Tabela 8 Indicadores de desenvolvimento para Guiné-Bissau GUINÉ-BISSAU População 20 IDH 21 (2012) PNB 22 Expectativa de vida ao nascer m/f 23 Média em anos de escolaridade 24 Mortalidade materna 100 mil NV 25 1, US$ / Figura 5 Tendência de desenvolvimento de Guiné-Bissau de 1980 a World Health Statistics PNUD World Bank ( 23 World Health Statistics Média em número de anos de escolaridade por pessoas acima de 25 anos PNUD World Health Statistics PNUD
25 24 Das 14 bibliotecas recebidas pela Guiné-Bissau, 12 foram distribuídas até o final de As outras 2 estão previstas para serem enviadas oportunamente para São Domingos e para a Associação de Saúde Pública. Figura 6 Mapa de Guiné-Bissau com a localização das BAs Tabela 9 Localização das Bibliotecas Azuis por instituição e cidade Instituição Cidade Quantidade Instituto Nacional de Saúde Bissau 1 Escola Nacional de Saúde Bissau 1 Faculdade de Medicina Raúl Díaz Arguelles Sede Carlos J. Finlay Faculdade de Medicina Raúl Díaz Arguelles Sede Ernesto Che Guevara Faculdade de Medicina Raúl Díaz Arguelles Sede Camilo Cienfuegos Faculdade de Medicina Raúl Díaz Arguelles Sede Celia Sánchez Manduley Faculdade de Medicina Raúl Díaz Arguelles Sede José Martí Pérez Faculdade de Medicina Raúl Díaz Arguelles Sede Manuel Piti Fajardo CONGAI Confederação das Organizações Não Governamentais e Associações Intervenientes ao Sul do Rio Cacheu Associação de Cooperação com a Guiné-Bissau e AFASCA Associação de Filhos e Amigos do Sector de Cacheu Missão Católica AJUC Associação dos Jovens Unidos do Sector de Calequisse Bula 1 Mansôa 1 Bafatá 1 Gabú 1 Quinhamel 1 Bissau 1 Cachungo 1 Cacheu 1 Calequisse 1
26 25 Escritório de Representação da OMS em Bissau Bissau 1 São Domingos São Domingos 1 Associação de Saúde Pública Bissau 1 TOTAL 14 Tabela 10 Número de Bibliotecas Azuis na Guiné-Bissau por ano e financiador Ano Quantidade Financiador Rede eportuguêse através do projeto 9.ACP.MTR04 da Comissão Europeia (4) Rede eportuguêse através do projeto 9.ACP.MTR04 da Comissão Europeia 2 com apoio da Aliança Global para a força de trabalho em saúde Rede eportuguêse através de um acordo de financiamento com o Escritório de Representação da OPAS no Brasil Doação dos estagiários da OMS TOTAL Análise do uso das Bibliotecas Azuis A aplicação dos questionários foi realizada pelo ponto focal da rede eportuguêse e coordenador nacional das Bibliotecas Azuis no país, Dr Mouhammed Djicó Ould Ahmed, Diretor do Centro de Informação e Comunicação para a Saúde. No entanto, devido à dificuldade de comunicação e deslocamento dentro do país, só foi possível compilar informações de três locais: O Instituto Nacional de Saúde (INASA), a Escola Nacional de Saúde (ENS) e a Confederação das Organizações Não Governamentais e das Associações Intervenientes ao Sul do Rio Cacheu (CONGAI). O INASA e a ENS haviam participado da avaliação em 2010 e responderam a um questionário ampliado e adapatado. Em CONGAI, sendo a primeira vez que o responsável participava de uma avaliação de uso da BA, foi aplicado um questionário mais simplificado Perfil dos gestores da BA Os três gestores que responderam ao inquérito atual não haviam participado da avaliação de 2010, já que no INASA e na ENS houve alteração da pessoa responsável pelas Bibliotecas Azuis. No INASA, o responsável é um técnico superior de comunicação, no CONGAI, a responsável é técnica administrativa pública e econômica social e na ENS o responsável não tem formação profissional formal. Os profissionais do INASA e da ENS afirmaram ter participado de um curso de formação, ministrado pela Dra. Regina Ungerer, coordenadora da rede eportuguêse, em fevereiro de
27 , no Centro de Informação e Comunicação em Saúde (CICS/INASA), que foi útil para a organização das consultas e pesquisas. Os dois profissionais do INASA e da ENS afirmaram que conhecem bem o material que compõe a Biblioteca Azul e que fazem promoção do projeto. O responsável pela BA em CONGAI não havia participado de nenhuma capacitação anterior, mas afirmou que há um encontro todos os sábados à tarde no Centro de Desenvolvimento Educativo de Canchungo (CDE) para explorarem os livros da BA Controle e empréstimo do material No INASA não há controle dos livros e nem do número de usuários. Na ENS, o controle dos livros é feito por meio do título e da numeração dos livros. Há aproximadamente 80 estudantes que frequentam a biblioteca por dia, sendo que não se fazem empréstimo de livros, ou seja estes devem ser utilizados no local. Em CONGAI, o controle do acervo é feito através de uma ficha produzida pela própria instituição e há entre 7 e 20 usuários que buscam informações semanalmente. O empréstimo do material é autorizado durante alguns dias Temas mais procurados na Biblioteca Azul A lista abaixo reflete as três instituições que participaram da pesquisa e, portanto pode não ser reflexo de todo o país. Saúde da mulher Saúde da criança (citado em duas instituições) Aleitamento materno Nutrição Doenças sexualmente transmissíveis Gestão e administração em saúde Doenças infecciosas e vacinação Doenças parasitárias e controle de vetores Epidemiologia Doenças tropicais negligenciadas Pesquisa O livro Onde não há médico Parto prolongado Parteira Nacional No INASA há uma procura grande por livros sobre doenças de potencial epidêmico na região e sobre pesquisas clássicas Avaliação do projeto pela ótica dos gestores Todos os três gestores afirmaram que a Biblioteca Azul é um instrumento bastante útil para os profissionais de suas instituições e que estes têm consultado e solicitado informações adicionais sobre livros, manuais e revistas. A gestora da BA de CONGAI citou como exemplo os estagiários de medicina que têm explorado os livros da Biblioteca Azul, já que estes os ajudam nas suas práticas. Ela sugeriu que fossem criadas sessões de comunicação e de sensibilização nas escolas e nos setores de administração públicas e privadas, além de uma capacitação para a bibliotecária. Ainda nesta instituição, os usuários solicitaram que o espaço funcione também à noite.
28 27 Notou-se que os estudantes das universidades e da ENS têm tido mais interesse nos livros da Biblioteca Azul. Em 2011, o INASA passou-se a ter mais controle sobre a entrada e saíde dos livros. A promoção da Biblioteca Azul na ENS passou a ser realizada pelos professores nas salas de aula e o controle do número de usuários agora é feito por meio do cartão dos estudantes. 3. Necessidade de aumentar o número de Bibliotecas Azuis De acordo com o coordenador nacional, Sr. Djicó, seriam necessárias no país mais 12 BAs para que fossem distribuídas para cada uma das 11 regiões sanitárias e também para o Hospital Nacional Simão Mendes localizado na capital. Locais prioritários para receberem Bibliotecas Azuis: 1. Sede da região sanitária de Bafatá 2. Sede da região sanitária de Bijagós 3. Sede da região sanitária d Biombo 4. Sede da região sanitária de Bissau 5. Sede da região sanitária de Bolama 6. Sede da região sanitária de Cacheu 7. Sede da região sanitária de Farim 8. Sede da região sanitária de Gabú 9. Sede da região sanitária de Oio 10. Sede da região sanitária de Tombali 11. Sede da região sanitária de Quínara 12. Hospital Nacional Simão Mendes Apesar de a Guiné-Bissau ser um dos países com mais necessidade de ajuda externa, ainda não houve interesse de Organizações Não Governamentais para a aquisição e distribuição de Bibliotecas Azuis. É necessário o maior envolvimento do Escritório de Representação da OMS no país, assim como das autoridades para que o projeto Biblioteca Azul possa crescer. No entanto, deve-se levar em consideração as difíceis condições do país.
29 28 4. Galeria de fotos Treinamento para os gestores das BAs realizado em fevereiro de 2011 no INASA Treinamento para os gestores das BAs realizado em fevereiro de 2011 no INASA Biblioteca em célula universitária Saida da Biblioteca Azul doada pelos internos da OMS em 2011 Biblioteca em célula universitária
30 29
31 30 MOÇAMBIQUE 1. Contexto Moçambique é o único país de língua portuguesa situado na costa sudeste da África, banhada pelo oceano Índico. Faz fronteira ao norte com a Tanzânia, o Malawi e a Zambia ao noroeste, o Zimbabwe a oeste e a Swazilandia e a África do Sul ao sudoeste. Sua superficie é de km 2 e possui uma população de habitantes (World Health Statistics, 2011). Existe no país uma proporção de 0.3 médicos e 3.1 enfermeiros por cada habitantes (World Health Statistics, 2011) e é um dos 36 países africanos com maior déficit de recursos humanos para a saúde. O país é dividido em 11 províncias e 128 distritos, sendo que a rede sanitária é formada por 49 hospitais, 775 centros de saúde e 514 postos de saúde. Moçambique sofre com uma enorme carga de doenças infecciosas tais como a malária, tuberculose, hanseníase, helmintíases e HIV/AIDS. O país vem trabalhando para aumentar a vacinação contra doenças imunopreveníveis, a diminuição do sarampo e do tétano neonatal e para evitar que a poliomielite se espalhe pelo país 27. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que avalia o índice de desenvolvimento humano (IDH) de 187 países, Moçambique encontra-se em 184º lugar. O IDH utiliza determinados indicadores para medir o desenvolvimento de uma população e não somente o produto nacional bruto (PNB), que considera unicamente a dimensão econômica. 27 Estratégia de Cooperação da OMS com o país -
32 31 Tabela 11 Indicadores de desenvolvimento para Moçambique MOÇAMBIQUE População 28 IDH 29 (2012) PNB 30 Expectativa de vida ao nascer m/f 31 Média em anos de escolaridade 32 Mortalidade materna 100 mil NV 33 22, US$ / Figura 7 Tendência de desenvolvimento de Moçambique de 1980 a Deve-se destacar que Moçambique é o país que mais avançou com as atividades da rede eportuguêse, liderando o desenvolvimento de sua Biblioteca Virtual em Saúde Nacional. É também o primeiro PALOP que implantou o seu Observatório de Recursos Humanos em Saúde e que mais se envolveu com o projeto das Bibliotecas Azuis. De 2006 a 2011 encomendou e recebeu 83 BAs. Devido ao grande número de Bibliotecas Azuis adquiridas pelo Escritório de Representação da OMS em Maputo e as diversas ONG que atuam no país, os pontos focais da rede eportuguêse tanto no Escritório de representação da OMS quanto no Centro de 28 World Health Statistics PNUD World Bank ( 31 World Health Statistics Média em número de anos de escolaridade por pessoas acima de 25 anos PNUD World Health Statistics PNUD
33 32 Documentação do Instituto Nacional de Saúde (INS) desenvolveram um sistema de treinamento, capacitação para os gestores e monitoramento das Bibliotecas Azuis. Desta forma, em Moçambique não foi preciso aplicar um questionário de avaliação de uso das Bibliotecas Azuis. O presente relatório é baseado nas informações fornecidas por estas duas instituições. 20 relatórios de avaliação foram produzidos em Moçambique pelo Centro de Documentação do Instituto Nacional de Saúde/Ministério da Saúde (INS/MISAU) e Escritório de Representação da OMS. Todas as 83 bibliotecas foram distribuídas nas 11 províncias do país e um total de 621 pessoas, entre profissionais de saúde e da informação, além de usuários, foram treinadas para usar e manter as Bibliotecas Azuis, conforme informação abaixo. Figura 8 Mapa de Moçambique com a localização das 83 BAs
34 33 Tabela 12 Localização das 83 Bibliotecas Azuis por província e distrito Província Distrito Financiador Quantidade Cidade de Maputo Província de Maputo Gaza Inhambane Sofala Hospital Geral de Mavalane Centro de Saúde de Xipamanine 1 Cooperação Italiana Centro de Saúde de Chamanculo 1 Centro de Saúde da Polana Caniço 1 Instituto de Ciências de Saúde de Maputo Escritório de APHL (Association of Public Health Laboratories) APHL Instituto Superior de Ciências de Saúde 1 Hospital Distrital de Matutuine Centro de Saúde de Moamba APHL 1 Centro de Saúde de Xinavane 1 Hospital Rural de Chokwe Rede eportuguêse através do projeto 9.ACP.MTR04 da Comissão Europeia Lionde Millennium Village-Chokwé 1 One UN JointProgram Chibuto Millennium Village 1 Centro de Formação de Saúde de Chicumbane Hospital Rural de Chicuque Hospital Distrital de Massinga WCO Moçambique 1 Rede eportuguêse através do projeto 9.ACP.MTR04 da Comissão Europeia Centro de Saúde de Inharrime WCO Moçambique/FICA 1 Hospital Rural de Vilanculos 1 Centro de Formação de Saúde de Inhambane Hospital Rural de Buzi Centro de Saúde da Munhava WCO Moçambique 1 Rede eportuguêse através do projeto 9.ACP.MTR04 da Comissão Europeia Centro de Saúde de Chingussura 1 Hospital Rural de Nhamatanda Cooperação Italiana 1 Hospital Rural de Gorongosa 1 Hospital Central da Beira
35 34 Manica Tete Zambezia Hospital Rural de Marromeu 1 WCO Moçambique/FICA Hospital Rural de Caia 1 Instituto de Ciências de Saúde da Beira WCO Moçambique 1 Centro de Saúde de Nhacolo 1 APHL Centro de Saúde de Espungabera 1 Centro de Saúde de Machaze WCO Moçambique/FICA 1 Centro de Saúde de Gondola WCO Moçambique 1 Hospital Rural de Catandica Moatize Rede eportuguêse através do projeto 9.ACP.MTR04 da Comissão Europeia CaboraBassa WCO Moçambique/FICA 1 Mutarara 1 Centro de Formação de Saúde de Tete WCO Moçambique 1 Hospital Rural de Alto Molócuè Centro de Saúde de Chinde 1 Centro de Saúde de Gilé 1 Hospital Rural de Gurúe 1 Hospital Distrital do Ile 1 Centro de Saúde de Inhassunge 1 Centro de Saúde de Lugela 1 Hospital Distrital de Maganja da Costa 1 Hospital Rural de Milange 1 Hospital Rural de Mocuba 1 Centro de Formação em Saúde de Mocuba Friends in Global Heath 1 Hospital Rural de Morrumbala 1 Centro de Saúde de Mopeia 1 Hospital Distrital de Namacurra 1 Centro de Saúde de Namarroi 1 Hospital Distrital de Nicoadala 1 Centro de Saúde de Pebane 1 Instituto de Ciências de Saúde de Quelimane Centro de Reciclagem em Saúde 1 Direção Provincial de Saúde da Zambézia
36 35 Hospital Provincial de Quelimane 1 Escritório de Friends in Global Health 1 Malua Millennium Village-AltoMolocué One UN JointProgram 1 Nampula Niassa Cabo Delgado Hospital Rural de Ribaué 1 APHL Unidade sanitária do distrito de Angoche 1 Instituto de Ciências de Saúde de Nampula WCO Moçambique 1 Lumbo Millennium Village-Ilha de Moçambique One UN JointProgram 1 Hospital Distrital de Saúde da Ilha de 1 Moçambique Rede eportuguêse através do Hospital Rural de Monapo projeto 9.ACP.MTR04 da 1 Nacala a velha Comissão Europeia 1 Centro de Saúde Meconta 1 Itoculo Millennium Village-Monapo One UN JointProgram 1 Unidade sanitária do distrito de Cuamba 1 APHL Unidade sanitária do distrito de Marrupa 1 Centro de Saúde de Mecanhelas Centro de Saúde de Maua WCO Moçambique/FICA 1 Centro de Saúde de Lago/Metangula 1 Centro de Formação de Saúde de Niassa (Lichinga) WCO Moçambique 1 Centro de Formação de Saúde de Pemba WCO Moçambique 1 Wiwanana SolidarMed (WIWANANA) 1 Hospital Rural de Montepuez Centro de Saúde de Macomia WCO Moçambique/FICA 1 Centro de Saúde de Muatilde-Muidumbe 1 Centro de Saúde de Ancuabe Serviços Distritais de Saúde, Mulher e Ação Social Chiure SolidarMed (WIWANANA) TOTAL 83
37 36 Tabela 13 Número de Bibliotecas Azuis por ano e financiador Ano Quantidade Financiador Escritório de Representação da OMS em Moçambique Escritório de Representação da OMS em Moçambique Escritório de Representação da OMS em Moçambique Rede eportuguêse através do projeto 9.ACP.MTR04 da Comissão Europeia ONG Friends of Global Heath ONG - WIWANANA / Solidar Med Rede eportuguêse através do projeto 9.ACP.MTR04 da Comissão Europeia APHL (Association of Public Health Laboratory) Escritório de representação da OMS em Moçambique Agência de Cooperação Italiana Doação TOTAL 83 Tabela 14 Data e localização dos treinamentos para o uso das Bibliotecas Azuis Data 1 outubro maio novembro novembro novembro 2010 Local 1) Centro de Formação Provincial de Saúde de Niassa (província de Niassa) 2) Instituto de Ciências de Saúde de Nampula (província de Nampula) 3) Centro de Formação provincial de saúde de Tete (província de Tete) 4) Instituto de ciências de saúde da Beira (província de Sofala) 1) Hospital Rural de Chokwé (província de Gaza) 2) Centro de Formação de Saúde de Chicumbane (província de Gaza) 3) Hospital Rural de Chicuque (província de Inhambane) 4) Centros de Formação de Saúde de Inhambane (província de Inhambane) 1) Centro de Formação de Saúde de Niassa (Lichinga, província de Niassa) 2) Instituto de Ciências da Saúde de Nampula (província de Nampula) 1) Hospital Rural de Búzi (província de Sofala) 2) Hospital Rural de Catandica (província de Manica) 1) Centro Provincial de formação de saúde de Tete (província de Tete) 2) Instituto de ciências de saúde da Beira (província de Sofala) 3) Hospital Central da Beira (província de Sofala) 6 18 de fevereiro ) Hospital Rural de Xinavane (província de Maputo)
38 de fevereiro ) Centro de Saúde de Moamba (província de Maputo) 8 10 a 19 de abril ) Unidade sanitária do distrito de Cuamba (província de Niassa) 2) Unidade sanitária do distrito de Marrupa (província de Niassa) 3) Unidade sanitária do distrito de Ribaué (província de Nampula) 4) Unidade sanitária do distrito de Angoche (província de Nampula) 9 17 a 23 de abril e 25 de maio e 10 de junho ) Centro de Saúde de Espungabera (distrito de Mossurize) 2) Centro de Saúde de Nhacolo (distrito de Tambara, província de Manica) 1) Hospital Geral de Mavalane 2) Centro de Saúde de Polana Caniço 3) Centro de Saúde de Xipamanine 4) Centro de Saúde de Chamanculo (cidade de Maputo) realizado no Instituto Nacional de Saúde 1) Hospital Rural de Gorongosa (província de Sofala) 2) Hospital Rural de Nhamatanda (província de Sofala) 3) Centro de Saúde de Munhava (província de Sofala) 4) Centro de Saúde de Chingussura (província de Sofala) 5) Hospital Central da Beira (província de Sofala) de julho ) Hospital Rural de Ribáué (província de Nampula) a 19 de agosto ) Hospital Distrital de Matutuine (província de Maputo) a 26 de agosto a 17 de setembro ) Distritos de Nicoadala (província de Zambézia) 2) Distrito de Namacurra (província de Zambézia) 3) Distrito de Maganja da Costa (província de Zambézia) 4) Distrito de Pebane (província de Zambézia) 5) Distrito de Lugela (província de Zambézia) 6) Distrito de Namarrói (província de Zambézia) 7) Distrito de Ile (província de Zambézia) 8) Distrito de Gurué (província de Zambézia) 9) Distrito de Milange (província de Zambézia) 10) Distrito de Morrumbala (província de Zambézia) 11) Distrito de Mopeia (província de Zambézia) 12) Distrito de Mocuba (província de Zambézia) 13) Distrito de Gilé (província de Zambézia) 14) Distrito de Alto-Molókwè (província de Zambézia) 1) Distrito de Marromeu (província de Sofala) 2) Distrito de Caia (província de Sofala) de setembro ) Hospital Rural de Machaze (província de Manica) de outubro a 5 de novembro a 28 de outubro ) Hospital Rural de Montepuez (província de Cabo Delgado) 2) Centro de saúde de Macomia (província de Cabo Delgado) 3) Centro de Saúde de Mualtide (província de Cabo Delgado) 4) Hospital Rural de Monapo 5) Hospital Distrital de Saúde da Ilha de Moçambique 6) Centros de saúde de Meconta 7) Centro de Saúde Nacala a Velha (província de Nampula) 1) Hospital Rural de Mutarara (província de Tete) 2) Hospital Rural do Songo (província de Tete)
39 a 28 de outubro a 19 de novembro ) Centro de Saúde de Moatize (província de Tete) 1) Distrito de Mauá (província de Niassa) 2) Distrito de Mecanhelas (província de Niassa) 3) Distrito de Lago Metangula (província de Niassa) 1) Centro de Saúde de Inharrime (província de Inhambane) 2) Hospital Distrital de Massinga (província de Inhambane) 3) Hospital Rural de Vilanculos (província de Inhambane) 2. Análise do uso das Bibliotecas Azuis Em Moçambique houve dois cenários diferentes: Instituições onde o processo de entrega formal das BAs e treinamento dos gestores e usuários foram feitos no mesmo momento. Instituições onde as BAs haviam sido entregues previamente e os gestores não haviam recebido treinamento ou orientação antes da visita dos responsáveis nacionais e formadores. Um ponto positivo nas diversas sessões de capacitação em Moçambique foi a oportunidade que os responsáveis nacionais pelo treinamento tiveram de dialogar com os diversos diretores provinciais de saúde além dos diretores das instituições e diretores pedagógicos, o que contribuiu para o fortalecimento do projeto Biblioteca Azul e rede eportuguêse e para a discussão de prioridades de informação para as províncias e o treinamento e avaliação do uso das bibliotecas em si. Sempre que possível, no ato de entrega, foi feita uma apresentação inicial das Bibliotecas Azuis para os gestores, funcionários da administração, médicos, enfermeiros, técnicos de saúde, agentes de serviço médico, alunos e professores. As sessões foram seguidas de discussões em grupos, sessões práticas para avaliação dos conteúdos das caixas, aplicação de questionários e coleta de sugestões e recomendações. Um ponto forte em Moçambique foi o fato de os responsáveis nacionais terem associado, muitas vezes, a formação dos gestores da BA à apresentação da Biblioteca Virtual em Saúde Nacional e ao treinamento na plataforma HINARI, promovendo e divulgando várias atividades da rede eportuguêse ao mesmo tempo que capacitando profissionais. Em alguns locais, foram doados livros e revistas, incluindo a Revista Médica de Moçambique, e entregue fichas de empréstimo dos livros. Na Biblioteca do Centro de Formação de Saúde de Pemba, a formação dos gestores das Bibliotecas Azuis foi seguida pela instalação de software de gestão de documentos. Profissionais de várias instituições ressaltaram a importância do acompanhamento dos representantes nacionais do projeto (INS e Escritório de Representação da OMS), sobretudo para a divulgação e motivação dos gestores e usuários locais.
40 Dificuldades para a implantação e utilização das Bibliotecas Azuis Apesar de o projeto das Bibliotecas Azuis estar bem integrado em Moçambique, os pontos abaixo foram ressaltados pelos gestores em diversas instituições como sendo importantes. Ausência de um espaço adequado e exclusivo para a Biblioteca Azul conforme descrito no manual de instruções e recomendado nas apresentações sobre o projeto. Isso dificulta a divulgação da existência de tal biblioteca e não atrai os profissionais para a utilizarem. Em alguns locais as bibliotecas ficam em salas de acesso restrito, pois os gestores não tem tempo disponível para dispensar à BA, o que dificulta a busca de informação pelos profissionais da unidade. No Hospital Rural de Catandica, a Biblioteca Azul fica mantida no gabinete do médico chefe do distrito e, portanto, sem acesso a outros profissionais. Desta forma, não houve divulgação ou consulta dos livros. Recomendou-se ao assistente de saúde, designado como gestor da biblioteca, que se fizessem cópias dos documentos da biblioteca para serem distribuídas em todos os setores do hospital, além de formações junto aos usuários em potencial. Isso vai de encontro a finalidade das Bibliotecas Azuis, que tem como princípio a possibilidade de que todos os profissionais da instituição possam utilizá-la. Existe ainda a falta de cultura dos profissionais de saúde para utilizarem uma biblioteca para adquirirem as informações de que precisam. Há ainda a dificuldades em compatibilizar o tempo para leitura e estudo com os afezeres profissionais diários. Uma das grandes reclamações dos gestores e usuários foi a carência de livros mais especializados, especialmente na área clínica, e a impossibilidade de atualização do material da BA, que aos poucos vai se tornando ultrapassado. Alguns profissionais sugeriram títulos de livros a serem adquiridos para o acervo. A ausência de um bibliotecário dificulta a localização da informação desejada e houve sugestões de que o gestor disponibilizasse uma lista dos documentos existentes na biblioteca para facilitar a busca dos conteúdos desejados Recomendações dos gestores e usuários Os distritos poderiam beneficiar-se de um ponto focal provincial que fosse responsável pela recepção e encaminhamento das BA às instituições de saúde, além de poderem fornecer um treinamento básico sobre o uso, disseminação e manutenção das BAs. Destacou-se a necessidade de se incorporar materiais de produção nacional. Moçambique produz uma série de informações, manuais e documentos que poderiam ser incorporados às Bibliotecas Azuis. Algumas instituições das províncias de Tete e Sofala já incluíram documentação produzida localmente como por exemplo, manuais de laboratório e farmácia, promoção de saúde da mulher e manual do programa de controle de infecções (PCI). Neste sentido, os responsáveis nacionais poderiam estar atentos a estes documentos e poderiam encaminhar cópias dentro de cada BA. Alguns profissionais de Tete e da Beira sugeriram que a Biblioteca Azul seria melhor utilizada nos hospitais rurais onde alunos e professores fazem estágios. Usuários do Hospital Rural de Ribáué propuseram que a BA não se localizasse dentro da unidade hospitalar, já que este é um local para atendimento e não para leituras.
41 40 Varios usuários consideram importante que os livros possam ser emprestados por alguns dias Temas mais procurados na Biblioteca Azul Procedimentos laboratoriais em bacteriologia Procedimentos laboratoriais em Parasitologia Cuidados hospitalares Guia de vigilância epidemiólogica Manual de segurança biológica em laboratório Guia para o uso de hemocomponentes Neurociência do uso e dependência Doenças infecciosas e parasitárias Conduta nos problemas do recém-nascido Integração de saúde mental nos cuidados primários de saúde Asma e rinite Bioética em pesquisa Manual para a monitorização e avaliação de recursos Ginecologia, obstetrícia Nutrição Saúde materno-infantil Manuais sobre gestão/administração pública Boas práticas de farmácia hospitalar Doenças respiratórias crônicas Deve-se ressaltar que em algumas instituições de ensino, os documentos da Biblioteca Azul têm sido usados como bibliografia para as disciplinas de saúde da comunidade Sugestão de bibliografia extra 1. Panfletos divesos para educação em saúde e nutrição 2. Manual de primeiros socorros 3. Manual de cirurgia para hospitais rurais volume I e II 4. Manual de anestesia prática 5. Livro Onde não há médico versão atualizada (para os locais que ainda não o tem) 6. Saúde da comunidade, envolvimento comunitário e manual de trabalho com a comunidade 7. Manuais de Programa de Controle de Infecções (PCI) 8. Manual de biossegurança 9. Manual de administração e gestão em saúde 10. Normas básicas de crescimento saudável 11. Cartão de vacinação da criança 12. Manual de Atenção Integrada às Doenças da Infância (AIDI) 13. Manual de recém-nascido 14. Tratado de pediatria de Nelson 15. Pacote nutricional básico, alimentação da criança dos 0 aos 5 anos e alimentação diversificada usando produtos localmente produzidos
42 Manual de planejamento familiar e manual de saúde sexual e reprodutiva 17. Manuais de cuidados obstétricos e manual de prevenção da transmissão vertical (PTV) 18. Manuais de farmacologia, medicamentos essenciais e uso racional de medicamentos 19. Manual de avaliação neurológica 20. Formulário nacional de medicamentos 21. Manuais nacionais diversos (infecções sexualmente transmissíveis, tuberculose, lepra, Programa Alargado de Vacinação (PAV) e malária) 22. Política nacional de saúde 23. Programa de Controle de Infecções (PCI) 24. Manual laboratorial para o diagnóstico de tuberculose 25. Manual de hematologia e de bioquímica 26. Manual básico para preparação de reagentes Além disso, algumas instituições sugeriram os seguintes temas: Hospital Rural de Chokwé, Província de Gaza: Manual de hematologia; emergências obstétricas em ambiente rural; manual de enfermagem cirúrgica; guião de supervisão dos centros de saúde; guião de procedimentos básicos de enfermagem. Centro de saúde de Xipamanine, Maputo: Manual de dietoterapia e avaliação nutricional do Instituto do Coração do Brasil; novas normativas e protocolos de nutrição, sobretudo os relativos à alimentação da criança de mãe HIV+; manual de técnicas de laboratório; documentos e manuais nacionais que reflitam a realidade do país; normas e protocolos do MISAU; legislação relativa aos trabalhadores e documentos distribuídos aos participantes dos seminários de formação contínua. Hospital Rural de Ribáuè, Província de Nampula: Enciclopédias; cirurgia; ortopedia; medicina; medicina dentária; dicionários médicos; formulários nacionais de medicamentos; anatomia; farmacologia; bioquímica; obstetrícia; ginecologia; fundamentos de enfermagem; livros de administração e gestão. Centro de saúde do Ile, Província da Zambézia: Tecnologia e química farmacêutica; farmacopeia portuguesa; manuais de farmacognosia e farmacologia; formulários; livros sobre cultura geral; material de pesquisas locais. Centro de saúde do Namarrói, Província da Zambézia: Farmacologia; dicionário médico; medicina geral; medicina interna; farmacologia; patologia médica; anatomia; fisiologia; fisioterapia; enfermagem médico-cirúrgica; clínica geral; obstetrícia; formulários de medicamentos; bibliografia local. Centro de saúde do Gurúè, Província da Zambézia: Enfermagem geral; cirurgia; nutrição; cultura geral; ortopedia; anestesiologia; instrumentação; planejamento familiar; clínica (geral); material de pesquisas nacionais. Centro de saúde do Milange, Província da Zambézia: Medicina interna; clínica pediatria (Nelson); ginecologia/obstetrícia; manuais sobre fraturas; manuais de ortopedia; manuais de emergências médicas, pediátricas e cirúrgicas; condutas
43 42 de emergências; saúde materno-infantil (bibliografia nacional); nutrição; semiologia médica; farmacologia; cirurgia médica; manual do agente polivalente elementar; manual de epidemiologia básica; programa alargado de vacinação (PAV); saúde ocupacional; patologia médica. Centro de saúde de Chingussura, Província de Sofala: Livros de estomatologia Serviços Distritais de Saúde, Mulher e Ação Social, Distrito de Morrumbala, Província da Zambézia: Farmacologia; formulário nacional de medicamentos; formulário fármaco técnico; farmacopea portuguesa; Martindale; farmácia galénica; legislação farmacéutica Lei 3 de 97, Lei 4 de 98, Decreto 21/99, 22/99 ; anatomia e fisiologia humana; antropologia; psicologia clínica; fundamentos de enfermagem; enfermagem médico cirúrgico; semiologia; administração hospitalar/ gestão e administração em unidade sanitária; sistema de informação em saúde (estatísticas hospitalares); neonatologia; enfermagem pediátrica Wole fisiologia médica (Artur Gayton 1ª Edição); semiologia pediátrica; patologia geral; cirurgia pediátrica; habilitação nutricional; traumatolgia; odontoestomatologia; medicina legal; política nacional de saúde; clínica médico cirúrgico; emergências; clínica gineco-obstetrícia Serviços Distritais de Saúde, Mulher e Ação Social, Distrito de Mopeia, Província da Zambézia: Patologia médica; fisiologia (Jacob); metodologia de investigação científica (Manuel); saúde pública; fundamento de enfermagem; enfermagem pediátrica; enfermagem cirúrgica; semiologia; medicina interna; manual de ginecologia e obstetrícia; manuais de clínica geral; manejo de técnicas de enfermagem; violência doméstica; formulário nacional de medicamentos; manuais de SMI no geral (CCR e PCR); anatomia e fisiologia humana. Distrito de Namacurra, Província da Zambézia: Manual de farmacologia; técnicas farmacêuticas; farmacologia galénica; formulário nacional de medicamentos; química clínica; manual de hematologia; microbiologia básica; imunohematologia; semiologia. Distrito de Lugela, Província da Zambézia: Livros textos de medicina interna e material bibliográfico resultante de estudos locais Avaliação do projeto pela ótica dos gestores De modo geral, há um grande entusiasmo dos profissionais de saúde dos distritos com as Bibliotecas Azuis e com a possibilidade de acessarem livros e outras informações úteis para o exercício diário da vida profissional. Exemplos práticos foram relatados no Hospital Provincial de Tete e Hospital Central da Beira, que referiram melhorias no atendimento à população assim como uma melhoria na comunicação entre médicos e pacientes e/ou técnicos e pacientes depois de terem recebido suas Bibliotecas Azuis. Há referência de casos de diarreia e desnutrição que foram encaminhados para atendimentos especiais por técnicos e médicos, graças à consulta feita ao material da BA.
44 43 Destaca-se ainda a grande utilização dos livros pelos alunos do Hospital Geral de Mavalane, que elogiaram muito o projeto das BAs. Neste local, o acervo é consultado não só pelos técnicos de saúde e alunos, mas também por profissionais auxiliares e administrativos, e ainda pelos profissionais que estão trabalhando no International Center for AIDS Care and Treatment Programs/ICAP/Columbia University, que apoia o setor HIV/SIDA do Hospital. No Hospital Rural de Mutarara na Província de Tete, os profissionais de saúde ressaltaram que a Biblioteca Azul veio reduzir a distância de 350 km que eles eram obrigados a percorrer até a capital da Província, para terem acesso a qualquer material bibliográfico de que necessitassem. No Centro de Saúde de Milange na província da Zambézia, destacou-se que a Biblioteca Azul passou a ser o único instrumento de pesquisa dos profissionais que possibilitou discussões depois de consultas bibliográficas e não somente a consulta com o médico atendente, como acontecia anteriormente. Esta foi uma enorme mudança de paradigma. O gestor do Hospital Distrital de Mopeia, também na província da Zambézia, relatou que sempre que há uma sessão clínica, a Biblioteca Azul é colocada na sala para facilitar a consulta por parte daqueles que recebem temas para apresentar. O Hospital Distrital de Namacurra na província da Zambézia referiu que houve uma grande melhora nas sessões de debates e apresentações de temas graças à Biblioteca Azul. De forma geral, os profissionais da província da Zambézia afirmaram que fazem a divulgação do projeto por meio de vitrines, reuniões da direção, diálogo entre profissionais da saúde e sessões clínicas. Exemplos de mudanças de comportamento e atendimento resultantes da presença da BA: Impacto positivo na formação contínua Reconhecimento e notificação de doenças de notificação obrigatória Melhoria nos diagnósticos, procedimentos clínicos e atendimento aos doentes Atualização de conhecimentos em biossegurança, enfermagem e saneamento básico Uso racional de medicamentos Uso correto de protocolos para as gestantes Tratamento correto de casos de má nutrição Conhecimentos básicos sobre a puberdade e ética profissional 2.6. Recomendações pela ótica dos responsáveis nacionais do INS/MISAU Dada a abrangência das Bibliotecas Azuis em Moçambique, as autoridades distritais poderiam se envolver mais com a disseminação de seu conteúdo junto aos profissionais de saúde e comunidade em geral em seus respectivos distritos. As autoridades distritais e chefes de unidades poderiam selecionar os gestores das BA de acordo com a sua formação. Um profissional de saúde está mais capacitado do que um funcionário administrativo par gerir a Biblioteca Azul, pois este não tem a qualificação necessária para avaliar ou recomendar o material existente nas BAs. Os responsáveis nacionais, assim como o coordenador nacional das Bibliotecas Azuis poderiam se beneficiar de um relatório estatístico regular produzido pelos distritos sobre o uso das Bibliotecas Azuis, número de usuários, livros mais procurados etc.
45 44 Isso ajudaria na avaliação das BAs no país como um todo, assim como contribuiria para a avaliação do projeto Biblioteca Azul em geral. As autoridades distritais poderiam se comprometer com a inclusão de informação local nas BAs que fosse útil para os profissionais de saúde Treinamento dos gestores e usuários Em Moçambique, como já foi dito, o Escritório de Representação da OMS e o Centro de Documentação do INS foram os responsáveis pelos treinamentos e formações de gestores para as Bibliotecas Azuis, divulgação das Bibliotecas Virtuais e uso da plataforma HINARI. Desta forma, a capacitação não se restringiu somente aos gestores, mas foi extensiva aos usuários, principalmente nas unidades sanitárias. Ao todo, foram formadas 621 pessoas, sendo 115 gestores de Bibliotecas Azuis e 506 outros profissionais. Até 2010, as formações eram feitas em grupo e de acordo com a disponibilidade dos formadores. As exceções foram o Hospital Rural de Chokwé na Província de Gaza, o Hospital Rural de Chicuque na Província de Inhambane, o Hospital Rural de Búzi na Província de Sofala e o Hospital Rural de Catandica na Província de Manica, que tiveram treinamento específico. Tabela 15 Profissionais treinados em Moçambique Ano Gestores Outros profissionais (não gestores da BA) Total Total A partir de 2011, as sessões de treinamento organizadas pelo INS/MISAU foram realizadas diretamente nos locais que receberam as Bibliotecas Azuis, e não apenas para os futuros gestores das BAs, mas também para todos os profissionais e usuários das respectivas instituições. Isso possibilitou uma maior divulgação do projeto e da forma de utilização do acervo, o que facilitou o trabalho dos futuros gestores Necessidade de aumentar o número de Bibliotecas Azuis De acordo com os profissionais do INS/MISAU, seriam necessárias outras 68 BAs para que cada um dos distritos de Moçambique tivesse uma Biblioteca Azul, que poderiam ser distribuídas de acordo com a tabela 16.
46 45 Tabela 16 Sugestões para inclusão de uma BA Província Distritos Quantidade Maputo Gaza Inhambane Sofala Manica Tete Nampula Niassa Cabo Delgado Magude Boane Namaacha Manjacaze Chicualacuala Massagena Mabote Govuro Inhassoro Machanga Chibabava Muanza Guro Macossa Tsangano Zumbo Chifunde Mecula Nacaroa Lalaua Malema Murrupula Nipepe Mecula Majune Palma Nangade Mueda Balama Chigubo Mabalane Bilene Funhalouro Panda Homoine Dondo Cheringoma Massingir Guijá Zavala Jangamo Morrumbene Chemba Maringué Sussundenga Manica 4 Maravia Macanga Rapale Mogovolas Moma Nacala Porto Muembe Sanga Mocímboa da Praia Namuno Meluco Magoe Chiuta Mussuril Muecate Mucuburi Memba Metarica Ngauma Mecufi Quissanga Pemba Metuge TOTAL
47 46 3. Galeria de fotos Chegada de Bibliotecas Azuis Estudante de Enfermagem utilizando o material da BA Recebimento da Biblioteca Azul Chegada da Biblioteca Azul Alunos e usuários examinando a BA Gestor abrindo a BA Biblioteca Azul no Hospital Rural do Distrito de Alto-Molókwè na Província da Zambézia) Flatiel Vilanculos do Escritório de Representação da OMS em Moçambique chegando para um treinamento Biblioteca Azul no Hospital Rural do Distrito de Mocuba na Província da Zambézia agosto de 2011
48 47
49 48 SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE 1. Contexto Statistics, 2011). São Tomé e Príncipe é um arquipélago situado no Golfo da Guiné, constituído por duas ilhas principais: a ilha de São Tomé, com uma área de 859 km 2, e a ilha do Príncipe com 142 km 2, além de vários ilhéus. É também o menor dos países de língua portuguesa. A ilha de São Tomé é dividida em 6 distritos sanitários, e a ilha do Príncipe corresponde a um distrito sanitário. A população total do país é de habitantes (World Health Statistics, 2011), sendo que há 4.9 médicos e 18.7 enfermeiros por cada habitantes (World Healthn São Tomé e Príncipe tem dois grandes hospitais, sendo um situado em São Tomé e outro na ilha de Príncipe. Tem ainda cinco centros de saúde com possibilidade de internação, dois centros de saúde sem internação e 31 postos de saúde. Nos últimos anos, São Tomé e Príncipe tem melhorado muito seus indicadores de saúde, principalmente no que concerne a morbi-mortalidade relacionada com a malária. O país tem investido na atenção primária à saúde, na redução da carga das doenças transmissíveis tais como a malária, tuberculose e o HIV/SIDA, e na redução dos fatores de risco relacionados com as doenças não transmissíveis. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que avalia o índice de desenvolvimento humano (IDH) de 187 países, São Tomé e Príncipe encontra-se em 144º lugar e o país depende de muita ajuda externa. O IDH utiliza determinados indicadores para medir o desenvolvimento de uma população e não somente o produto nacional bruto (PNB), que considera unicamente a dimensão econômica. Tabela 17 Indicadores de desenvolvimento para São Tomé e Príncipe SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE População 35 IDH 36 (2012) PNB 37 Expectativa de vida ao nascer m/f 38 Média em anos de escolaridade 39 Mortalidade materna 100 mil NV US$ / World Health Statistics PNUD World Bank ( 38 World Health Statistics Média em número de anos de escolaridade por pessoas acima de 25 anos PNUD
50 49 Figura 9 Tendência de desenvolvimento de São Tomé e Príncipe de 1980 a De 2006 a 2011, São Tomé e Príncipe recebeu um total de 12 BAs, estas foram distribuídas para instituições dos 7 distritos do país, distribuídas de acordo com a tabela Localização das bibliotecas Figura 10 Mapa de São Tomé e Príncipe com a localização das BAs 41 PNUD
51 50 Tabela 18 Localização das Bibliotecas Azuis por instituição e cidade Instituição Cidade Distrito Quantidade Biblioteca Nacional - sala da saúde São Tomé Água Grande 2 Instituto de Ciências de Saúde (ICS) São Tomé Água Grande 3 Área de Saúde de Mé-Zochi Trindade Mé-Zochi 1 Área de Saúde de Cantagalo Santana Cantagalo 1 Área de Saúde de Caué Angolares Caué 1 Hospital Ayres de Menezes São Tomé Água Grande 1 Área de saúde de Lobata Guadalupe Lobata 1 Área de Saúde de Lembá Neves Lembá 1 Hospital Dr. Quaresma Dias da Graça Santo Antônio Região Autônoma do Príncipe 1 TOTAL 12 Tabela 19 Número de Bibliotecas Azuis de acordo com o ano e financiador Ano Quantidade Financiador Taiwan CHINA Rede eportuguêse através do projeto 9.ACP.MTR04 da Comissão Europeia (4) eportuguêse através do projeto 9.ACP.MTR04 da Comissão Europeia (1) Aliança Global para a Força de Trabalho em Saúde TOTAL Análise do uso das Bibliotecas Azuis Todos os responsáveis pelas 12 Bibliotecas Azuis no país foram contactados pelo coordenador nacional das BAs e ponto focal da rede eportuguêse, Sr. Leonel Carvalho, que aplicou o questionário e enviou os dados para a coordenação da rede eportuguêse em Genebra. Deve-se notar que a Biblioteca Nacional possui duas BAs e o Instituto de Ciências da Saúde (ICS) possui três BAs. Dos nove gestores contactados, apenas dois seguem sendo os mesmos desde o recebimento das Bibliotecas Azuis, são eles: a responsável pela biblioteca que se encontra na Área da Saúde de Caué e a responsável pelas bibliotecas que se encontram no ICS.
52 51 Nos outros locais, a Biblioteca Nacional, a Área de Saúde de Lembá, Área de Saúde de Mé- Zochi e Área de Saúde de Cantagalo, o responsável foi substituído. Os restantes três locais, Área de saúde de Lobata, Região autônoma do Príncipe e Hospital Ayres de Menezes receberam suas Bibliotecas em 2011; portanto é a primeira vez que participaram da avaliação de uso das Bibliotecas Azuis. Dos nove gestores das Bibliotecas Azuis do país, sete afirmaram ter participado do curso de formação para a gestão da biblioteca ministrado pela Dra Regina Ungerer, coordenadora da rede eportuguêse, em março de Este treinamento foi importante para ajudá-los a gerir as Bibliotecas Azuis e, sobretudo para a organização e controle dos livros e para aumentar seus conhecimentos para ajudar os usuários a localizarem o que procuram. Entretanto, um deles citou que o tempo de formação foi curto e que não permitiu assimilar toda a informação forncecida. Somente os responsáveis pelas Bibliotecas Azuis localizadas nos dois hospitais do país, o Hospital Ayres de Menezes, em São Tomé e o Hospital Dr. Quaresma Dias da Graça, na região autônoma do Príncipe, não receberam qualquer formação para uso das Bibliotecas Azuis. Porém todos os nove gestores afirmaram que conhecem bem o material da Biblioteca Azul, mas somente 7 promovem ações de divulgação das Bibliotecas Azuis em suas unidades. Em quase todos os locais, o controle do acervo é feito por meio de fichas, que variam entre fichas dos livros, dos alunos ou uma ficha geral que fica na instituição e que engloba todos os livros emprestados. Apenas um gestor afirmou que os livros são consultados na própria instituição e que não há controle para empréstimos. No entanto, todos os gestores afirmaram que mantêm um controle do número de usuários por semana. 6 instituições recebem entre 3 a 6 usuários por semana 2 instituições recebem entre 14 a 15 usuários por semana 1 instituição recebe entre 60 a 70 usuários por semana 3.1 Temas mais procurados na Biblioteca Azul A tabela 20 abaixo mostra os temas mais procurados de acordo com o registro dos gestores por ano Tema mais consultados Saúde materna e infantil 3 4 DST 1 3 Doenças diarreicas 1 0 Livro Onde não há médico 1 1 Pediatria 1 0
53 52 Ginecologia 1 0 Gravidez/ Parto puerpério 3 3 Nutrição 1 2 Técnicas de enfermagem e obstetrícia 0 3 Saúde Pública 0 3 Nutrição 0 Contracepção (Planejamento familiar) 0 3 Epidemiologia 0 1 Técnicas para coleta de sangue 0 1 Parteira na comunidade 0 1 Doenças parasitárias 0 1 Água e saneamento 0 1 Doenças infecto-contagiosas Sugestão de bibliografia extra de acordo com cada lugar Na Biblioteca Nacional houve necessidade de mais informações sobre contracepção; malária; doenças diarreicas. No Instituto de Ciências de Saúde (ICS), os usuários gostariam de mais documentos relacionados com as técnicas e fundamentos de enfermagem; ética e deontologia profissional; anatomia e fisiologia; farmacologia; radiologia; estomatologia e medicina dentária; microbiologia médica; nutrição. Na Área de Saúde de Mé-Zochi: epidemiologia; água e saneamento; parto seguro. Na Área de Saúde de Caué: queimadura; cirurgia; psiquiatria; alucinações; epilepsia. No Hospital Ayres de Menezes: contracepção; malária; doenças diarreicas; cirurgia; laboratório; análises clínicas. Na Área de saúde de Lobata: anatomia; laboratório; epidemiologia; saúde perinatal. Na Área de Saúde de Lembá: análises clínicas; laboratório, epidemiologia. No Hospital Dr. Quaresma Dias da Graça na região autônoma do Príncipe: emergências, métodos de diagnóstico laboratorial e instrumental; manuais de doenças cardiovasculares. Vale lembrar que a maioria destes temas já estão contemplados na Biblioteca Azul, o que quer dizer que os usuários gostariam de obter outros livros ou manuais sobre estes tópicos. 3.3 Avaliação do projeto pela ótica dos gestores Todos os 9 profissionais responsáveis pelas Bibliotecas Azuis em STP relataram que a BA tem sido um instrumento de capacitação dos profissionais de suas instituições, sendo um recurso importante para discussões técnicas e preparação de palestras e ainda para consultas e pesquisas relacionadas às suas áreas de intervenção. Entretanto, um dos gestores citou que não tem havido muita procura devido à escassez de temas relacionados a algumas áreas específicas.
54 53 O Instituto de Ciências da Saúde (ICS) viu aumentar significativamente o número de estudantes com a extensão curricular, com a introdução de quatro novos cursos em 2011 além dos cursos oferecidos em regime pós-laboral. Para 2012, espera-se introduzir três novos cursos, o que deve aumentar mais ainda a procura pelo material da Biblioteca Azul. O Hospital Ayres de Menezes informou que deverá ser criado em breve um Gabinete de promoção de saúde e, por isso, torna-se necessária a obtenção de mais livros nesta área. Três gestores citaram que foi possível melhorar o sistema de controle dos usuários entre 2010 e Três gestores afirmaram que puderam melhorar o controle do número de usuários, com o uso das fichas que se encontram nos livros. Enfatizou-se a necessidade de treinamentos regulares para uso e manutenção de bibliotecas. Além disso, foram citados como necessidades: maior diversidade de livros; espaço adequado para a biblioteca; computadores com internet para estabelecimento de contato com os outros gestores e pesquisas online Perfil dos gestores das Bibliotecas Azuis A tabela 21 mostra o perfil profissional dos gestores das BAs Profissão dos gestores da BA Quantidade Médico 1 Enfermeiro(a) e/ou parteiro(a) 4 Diretor da unidade 1 Administrador 1 Bibliotecário 1 Encarregada de limpeza 1 Total Treinamento dos gestores Aproximadamente 20 profissionais participaram do curso de formação para gestores de Bibliotecas Azuis ministrado pela Dra. Regina Ungerer, coordenadora da rede eportuguêse, em março de Necessidade de aumentar o número de Bibliotecas Azuis De acordo com o coordenador nacional das Bibliotecas Azuis e ponto focal da rede eportuguêse, Sr. Leonel Carvalho, seriam necessárias outras 11 BAs, que seriam distribuídas de acordo com a tabela abaixo.
55 54 Tabela 22 - Sugestões para inclusão de uma BA Tipo de instituição Cidade/vila Distrito Quantidade Posto de Saúde Porto Alegre Caué 1 Posto de Saúde Ribeira Afonso Cantagalo 1 Centro de Saúde Santana Cantagalo 1 Posto de Saúde BomBom Mé-Zochi 1 Posto de Saúde Madalena Mé-Zochi 1 Posto de Saude Praia Gamboa Água Grande 1 Centro Policlínico São Tomé Água Grande 1 Hospital Ayres de Menezes São Tomé Água Grande 1 Posto de Saúde Santo Amaro Lobata 1 Posto de Saúde Santa Catarina Lembá 1 Biblioteca Príncipe Príncipe 1 TOTAL 11 Os postos de saúde listados têm uma afluência grande de estudantes e um número considerável de profissionais de saúde. Além disso, estão situados em zonas onde outro tipo de informação ainda é limitado. No Hospital Ayres de Menezes há uma demanda grande por informação, já que a instituição alberga um número grande de profissionais.
56 55 4. Galeria de fotos Sala da saúde na Biblioteca Nacional Treinamento para gestores da BA em março de 2011 Treinamento para gestores da BA em março de 2011 Alunas da escola secundária estudando na Biblioteca Nacional Usuários na Biblioteca Nacional Instituto de Ciências da Saúde Hospital Ayres de Menezes Área de Saúde de Lobata
57 56 Timor Leste 1. Contexto Timor Leste ocupa a parte oriental da ilha de Timor no sudeste asiático. Faz parte de seu território o enclave de Oecusse na costa norte da parte ocidental da ilha de Timor (local em que os portugueses atracaram pela primeira vez), além da ilha de Ataúro e do ilhéu de Jacó. Com uma área de km 2 e uma população de habitantes (World Health Statistics, 2011), Timor Leste é dividido em 13 distritos e 67 subdistritos. Sendo o país mais novo da Ásia, as prioridades do governo no setor saúde focalizam o fortalecimento do sistema de saúde, a infraestrutura do setor, a capacitação dos recursos humanos, a prevenção e controle das doenças transmissíveis, a mortalidade materna e infantil, a má nutrição e a promoção da saúde 42. O país tem 1 médico e 21.9 enfermeiros por habitantes (World Health Statistics, 2011) e de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que avalia o índice de desenvolvimento humano (IDH) de 187 países, Timor Leste encontra-se em 147º lugar, sendo um dos países que dependem fortemente da ajuda externa. O IDH utiliza determinados indicadores para medir o desenvolvimento de uma população e não somente o produto nacional bruto (PNB), que considera unicamente a dimensão econômica. Tabela 23 - Indicadores de desenvolvimento para Timor Leste TIMOR LESTE População 43 IDH 44 (2012) PNB 45 Expectativa de vida ao nascer m/f 46 Média em anos de escolaridade 47 Mortalidade materna 100 mil NV 48 1, US$ / Estratégia da OMS de Cooperação com o país: 43 World Health Statistics PNUD World Bank ( 46 World Health Statistics Média em número de anos de escolaridade por pessoas acima de 25 anos PNUD World Health Statistics 2011
58 57 Figura 11 Tendência de desenvolvimento de Timor Leste de 1980 a As primeiras 20 Bibliotecas Azuis em português chegaram ao país em dezembro de 2011, financiadas em parte pela Rede eportuguêse através do projeto 9.ACP.MTR04 da Comissão Europeia, e em parte pelo Escritório Regional da OMS para o sudeste asiático (SEARO). 2 Localização das bibliotecas Todas as 20 bibliotecas recebidas por Timor Leste foram distribuídas e sua localização pode ser vista na figura 12 e descritas na tabela 25. Figura 12 Mapa de Timor Leste com a localização das BAs 49 PNUD
59 58 Tabela 24 Localização das Bibliotecas Azuis por instituição e cidade Instituição Cidade Distrito Quantidade Hospital Distrital de Baucau Baucau Baucau 1 Hospital Distrital de Maubisse Maubisse Ainaro 1 Hospital Distrital de Suai Suai Cova Lima 1 Hospital Distrital de Maliana Maliana Bobonaro 1 Hospital Distrital de Oeucesse Oeucesse Oecussi-Ambeno 1 Faculdade de medicina, enfermagem e parteiras da Universidade Nacional do Timor Leste (UNTL) Dili Dili 1 Hospital Nacional Guido Valladares Dili Dili 1 Biblioteca Nacional de Saúde Dili Dili 1 Gabinete de pesquisa do Ministério da Saúde Dili Dili 1 Ministério da Saúde Dili Dili 1 Instituto Nacional de Saúde Dili Dili 1 Serviço Distrital de Saúde Lospalos Lautem 1 Serviço Distrital de Saúde Same Manufahi 1 Serviço Distrital de Saúde Viqueque Viquque 1 Serviço Distrital de Saúde Liquica Liquica 1 Serviço Distrital de Saúde Gleno Ermera 1 Serviço Distrital de Saúde Aileu Aileu 1 Serviço Distrital de Saúde Manatuto Manatuto 1 Serviço Distrital de Saúde Dili Dili 1 Escritório de Representação da OMS Dili Dili 1 TOTAL 20
60 59 Tabela 25 - Número de Bibliotecas Azuis por ano e financiador Ano Quantidade Financiador SEARO TOTAL 20 Rede eportuguêse através do projeto 9.ACP.MTR04 da Comissão Europeia 3 Análise do uso das Bibliotecas Azuis Em dezembro de 2001, chegaram ao Timor Leste as 20 Bibliotecas Azuis adquiridas para o país, coincidindo com a presença da Dra. Regina Ungerer, coordenadora da rede eportuguêse, que se encontrava em Dili para promover o treinamento no uso da plataforma HINARI, disseminar a Biblioteca Virtual em Saúde Nacional e oferecer a primeira formação para os gestores das Bibliotecas Azuis, que haviam sido previamente indicados pelo Ministério da Saúde. Os futuros gestores foram selecionados, de acordo com sua habilidade de se comunicar em português, mas ainda assim, foi preciso um tradutor de português para o tetum durante todas as sessões, pois o grau de conhecimento e entendimento do idioma continua sendo um grande desafio para o país. Como descrito anteriormente, a seleção da pessoa responsável por cada uma das Bibliotecas Azuis do Timor Leste deu-se mesmo antes das bibliotecas chegarem ao país, o que proporcionou uma situação ideal para traçar o perfil dos gestores e dos futuros usuários e para obter um panorama geral da situação da informação em saúde no país. 3.1 Perfil dos gestores da BA Dos 14 profissionais que participaram da formação, sete trabalham na área administrativa de suas instituições, quatro são profissionais da informação, incluindo um bibliotecário, e três pertencem ao meio acadêmico, incluindo a vice-decana de assuntos acadêmicos e de pesquisa da Faculdade de Medicina e Ciências da Saúde da Universidade Nacional de Timor Leste (UNTL). Um profissional nunca havia utilizado um computador antes do treinamento, quatro não tinham contas de e o grau de conhecimento no uso de meios eletrônicos era variado, mas deficiente no geral. Desta forma, grande parte da sessão foi dedicada a explicações básicas sobre o uso de computadores e criação de contas de correio eletrônico. Nenhum profissional presente conhecia o projeto das Bibliotecas Azuis e ficaram encantados com o prospecto de receberem a biblioteca compacta. Sete gestores buscam as informações que precisam na Internet, mas desconheciam o Google Scholar ou qualquer outra fonte de informação mais científica.
61 60 Três pessoas utilizam livros de consulta e três pessoas discutem com colegas, inclusive por telefone, quando necessitam de mais informações sobre qualquer assunto. Uma pessoa afirmou que não tinha acesso a nenhuma fonte de informação. Na tabela 26, encontram-se o número de cada categoria profissional por instituição que recebeu uma Biblioteca Azul. Tabela 26 - Categoria dos profissionais nas instituições representadas Instituição Ministério da Saúde Instituto Nacional de Saúde Universidade Nacional de Timor Leste (UNTL) Faculdade de Medicina e Ciências da Saúde da UNTL Hospital de referência de Maliana Hospital de referência de Suai Hospital de referência de Oecusse Profissionais que trabalham na instituição 6 médicos, 26 enfermeiros, 35 agentes comunitários, 10 técnicos de laboratório 1 médico, 10 enfermeiros, 2 técnicos de laboratório, estudantes e parteiras 10 médicos, 24 enfermeiros, 10 agentes comunitários, além de outros 300 profissionais de outras áreas 145 médicos e 15 enfermeiros - todos docentes, incluindo docentes cubanos 15 médicos, 25 enfermeiros, 15 agentes comunitários, 4 técnicos de laboratório e 10 profissionais de outras áreas 12 médicos, 20 enfermeiros e 4 técnicos de laboratório 15 médicos, sendo 13 cubanos, 24 enfermeiros, 4 técnicos de laboratório, além de profissionais de administração e estudantes de medicina Hospital de referência de Baucau 6 médicos, 4 técnicos de laboratório e 174 profissionais de outras áreas OMS 7 médicos e 23 profissionais de outras áreas 3.2 Fontes de Informação disponíveis no Timor Leste Não existem bibliotecas no Ministério da Saúde, Hospital de referência de Suai e Hospital de referência de Baucau. O acervo da biblioteca que existia no Escritório de Representação da OMS em Dili foi transferido para a Biblioteca Nacional de Saúde. A UNTL possui uma biblioteca, mas esta é carente de livros, principalmente em português e não há profissionais capacitados na área. A vice decana respondeu que há uma minibiblioteca na Escola Superior de Medicina, mas não na Escoal de Enfermagem ou na Escola de Parteiras. No Hospital de Referência de Maliana há uma biblioteca para os profissionais de saúde da instituição.
62 61 No Instituto Nacional de Saúde, há uma biblioteca importante com acervo em inglês, português e bahasa-indonésio e ainda uma biblioteca móvel adquirida com o apoio da Ordem dos Enfermeiros de Portugal, que fica dentro da biblioteca da instituição. Seis profissionais nunca solicitaram livros para a OMS. A vice decana da UNTL disse já ter solicitado livros para as escolas de medicina, enfermagem e parteiras, mas nunca os recebeu. O Escritório de Representação da OMS em Dili solicita e recebe regulamente documentos do Escritório Regional da OMS para o Sudeste Asiático (SEARO), e já recebeu livros da OMS de Genebra, Nova Deli, Indonésia e outras regiões da OMS. Nove profissionais nunca receberam qualquer tipo de livros ou revistas em suas instituições. O Instituto Nacional de Saúde recebeu livros de Portugal, Austrália e Indonésia por ocasião da inauguração da biblioteca do instituto. 3.3 Áreas com maior carência de informação Quatro pessoas responderam que existe carência de informação em todas as áreas. Seis pessoas mencionaram que é necessário mais treinamento para uso de bibliotecas e fontes de informação, inclusive sobre a Biblioteca Azul. 3.4 Necessidade de aumentar o número de Bibliotecas Azuis O representante da OMS em Timor Leste considera que, no momento, não há necessidade de aumentar o número de Bibliotecas Azuis em português no país, pois o idioma ainda é um grande desafio para a população. Segundo sua avaliação, é melhor aguardar para ver como as 20 unidades serão utilizadas para se pensar em adquirir outras Bibliotecas Azuis para outras instituições. Em geral, a língua franca no país é Bahasa-Indonésio e o tetum, apesar de o português ser ensinado em diversas áreas da administração pública.
63 62 4. Galeria de fotos Chegada da Biblioteca Azul na Biblioteca Nacional Abrindo a BA Treinamento para gestores Treinamento para gestores Entrega ofical das Bibliotecas Azuis pelo Embaixador da Comissão Europeia. Sr. Juan Carlos Rei ao Chefe de Gabinete de Políticas de Saúde do Ministério da Saúde, Sr. Basilio Martins Pinto,
64 63
65 64 Considerações Finais É inegável que o acesso ao conhecimento científico é uma condição essencial para melhorar a capacitação e a autoestima dos profissionais de saúde que, em última análise, será refletido na sua satistação pessoal e atendimento à população. É também certo que o avanço na área das telecomunicações, o desenvolvimento de tecnologias de informação e comunicação (TIC) e a expansão da Internet estão revolucionando a forma com que as pessoas se comunicam, relacionam-se, trabalham e estudam. Este novo paradigma é ainda mais evidente nos países desenvolvidos, embora os países com menos recursos também estejam investindo fortemente nesta área. Mas para isso, é necessário eletricidade, conectividade e equipamentos, o que é mais escasso nos países em desenvolvimento e em especial nos países de língua portuguesa na África e no Timor Leste. Por isso, as Bibliotecas Azuis são tão importantes e valorizadas nestes locais. Mas não basta simplesmente preparar e enviar estas bibliotecas aos países. É também necessário que a informação contida nas BAs seja assimilada, disseminada e usada pelos profissionais. É necessário que o acervo destas bibliotecas seja mantido por uma pessoa responsável e designada para este fim, e que as bibliotecas estejam disponíveis para os usuários. Com este segundo relatório pretendeu-se avaliar o uso das Bibliotecas Azuis nos países de língua portuguesa, o seu impacto para os profissionais de saúde e se existe uma tendência a aumentar o seu uso e disseminação, se comparado com a avaliação realizada em Desde a sua criação em 2006 até o final de 2011 foram enviadas 175 Bibliotecas Azuis em português para os 5 PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) e Timor Leste. Apesar de o número de BAs distribuídas ainda ser pequeno, já se pode verificar a influência positiva que estas bibliotecas começam a ter para os profissionais de saúde, a comunidade e até mesmo para alunos de escolas secundárias, que passaram a frequentar o local onde estas BAs se encontram para realizarem suas pesquisas escolares. 153 foram para os PALOP, 20 para Timor Leste e duas para os Estados Unidos com a finalidade de promover o projeto. Figura 13 - Gráfico de distribuição de Bibliotecas Azuis em português por ano
66 65 Embora o objetivo inicial das Bibliotecas Azuis tenha sido o de suprir Hospitais Rurais e Unidades de Saúde distantes dos grandes centros urbanos com informações básicas de saúde, na prática, as BAs em português foram destinadas a uma variedade de instituições desde Hospitais Centrais, Hospitais Distritais, Centros e Postos de Saúde, Universidades e até Bibliotecas Nacionais e Centros de Formação. Isso demonstra a enorme carência que existe na área da informação em saúde nestes países e a grande lacuna que precisa ser preenchida. As Bibliotecas Azuis, apesar de terem um acervo limitado, seguem sendo uma excelente fonte de informação para muitos profissionais de saúde e em algumas insitutições são a única fonte de informação disponível para médicos, enfermeiros e até estudantes de medicina. Esta situação leva à percepção equivocada de que a Biblioteca Azul deveria oferecer livros e textos especializados e literatura acadêmica, deturpando completamente o objetivo inicial do projeto, mas em última análise, demonstra a grande falta de informação disponível para estes profissionais, e isso não pode ser menosprezado. Conhecendo as necessidades reais para instituições específicas, torna-se mais fácil propor ações para captação de fundos a fim de garantir que os profissionais de saúde de língua portuguesa tenham acesso à informação relevante e atualizada em seu próprio idioma, com impacto na sua atuação diária. Uma discussão mais ampla sobre o uso e objetivo das BAs deveria ser estimulada com fontes de financiamento e agências de cooperação, pois como dito anteriormente, o crescimento vertiginoso das TICs, ehealth, elearning, mhealth etc. poderia ser um contribuinte para usar telefones inteligentes, computadores portáteis e tablets e desta forma disponibilizar informações para as instituições de ensino. É de se notar que, à exceção de Moçambique, o envolvimento dos pontos focais da rede eportuguêse, tanto nos escritórios de representação da OMS como nos Ministérios da Saúde, ainda é pequeno e pode ser uma das razões pelas quais as Organizações Não Governamentais (ONGs) atuantes nos países desconheçam a existência das Bibliotecas Azuis, e, portanto, não estão preparadas para financiar algumas unidades. O envolvimento dos pontos focais nos escritórios de representação da OMS foi fundamental para o contato com o maior número possível de gestores e contribuiu para estreitar a relação entre a OMS local e os profissionais no terreno, e isso deve ser cultivado. Estes profissionais deveriam esforçar-se junto às autoridades nacionais para que estas apontem um Coordenador Nacional para as Bibliotecas Azuis, o que poderia ser outro ponto para fortalecer este projeto. No momento, somente a Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe têm um Coordenador Nacional, embora sua atuação seja ainda limitada. Seria muito importante que os pontos focais nos escritórios de representação da OMS nos países assumissem a responsabilidade de treinar os gestores das Bibliotecas Azuis. No início, isso poderia ser feito em colaboração com a rede eportuguêse, mas posteriormente, esta função deveria ser integrada em seus planos de trabalho. Melhor ainda se esta responsabilidade pudesse ser compartilhada com o Ministério da Saúde ou com um ou dois gestores que fossem mais dinâmicos.
67 66 O projeto das Bibliotecas Azuis nos países tem o apoio dos Ministérios da Saúde e não deve ser restringido ao simples recebimento das bibliotecas e sua posterior distribuição para as unidades de saúde ou bibliotecas receptoras. Por isso é muito importante a indicação de um Coordenador Nacional, que será o responsável pelo projeto no país e o elo de ligação entre os gestores nos distritos e o ponto focal na OMS local. Como forma de divulgar a existência das Bibliotecas Azuis e estimular seu uso e disseminação, o Coordenador Nacional e o ponto focal na OMS local poderiam, sempre que possível, promover encontros entre os gestores para que estes pudessem compartilhar sua experiência e trocar informações com colegas. Por fim, cada país poderia desenvolver um pequeno Boletim com informações sobre as Bibliotecas Azuis, que poderia ser compartilhado entre todos.
68 67
69 68 ANEXOS ANEXO 1 - Questionário aplicado em instituições que não participaram da primeira avaliação em Geral Questionário para o responsável pela Biblioteca Azul Este é um instrumento de avaliação do uso das Bibliotecas Azuis, enviado a todos os gestores. O intuito deste questionário é a obtenção de informações referentes às realidades locais, para que possamos ajudar a sua instituição, assim como as outras regiões do seu país a continuarem obtendo informação em saúde em português. Gostaríamos de solicitar o preenchimento do mesmo e o envio para [email protected] ou para o endereço WHO HQ - Office , Avenue Appia - CH-1211 Geneva 27 (Dra. Regina Ungerer). Se houver necessidade deste documento em formato eletrônico, por favor, envie um solicitando. A sua colaboração é muito importante! Atenciosamente, Rede eportuguêse Data de preenchimento do questionário / / Nome da Instituição Endereço da Instituição 2. Gestor da Biblioteca Azul Nome Profissão Telefone profissional Telemóvel Número de horas consagradas à Biblioteca Azul por semana
70 69 Participação em curso de formação para a gestão da Biblioteca Azul ( ) Sim ( ) Não Local: Ministrado por: 3. Utilização da Biblioteca Azul Como funciona a Biblioteca Azul na sua instituição? Existem horários para consultar a coleção? Existem regras para a utilização da Biblioteca Azul? Quais? Existe alguma ação para a promoção das Bibliotecas Azuis? Em caso afirmativo, como e aonde é feita essa promoção? Há um controle de quantos documentos/livros são emprestados: o Por dia? o Por mês? o Há um relato dos últimos 6 meses? Quantos usuários utilizam a Biblioteca Azul: o Por dia?
71 70 o Por mês? o Há um relato dos últimos 6 meses? Quais os temas mais procurados? Este material é usado para qual finalidade (atualização, estágio dos alunos, aperfeiçoamento de técnicas e procedimentos, prevenção e tratamento de doenças, etc)? 4. Gestão da Biblioteca Azul Os usuários já pediram outros livros? Em caso afirmativo, dê alguns exemplos. Os usuários fizeram comentários sobre outros aspectos da coleção, por exemplo horários ou localização? Você já solicitou outros livros para a OMS? Em caso afirmativo, de qual tipo? Você já recebeu outros textos (livros ou revistas)? Em caso afirmativo, qual foi a origem?
72 71 As fichas de empréstimos são sempre preenchidas? Em caso negativo, por que elas não são sempre preenchidas? Os livros foram retirados da caixa azul? Em caso afirmativo, onde eles se encontram atualmente? A manutenção da coleção traz algum tipo de problema (umidade, poeira, segurança, etc.)? Já houve reclamações dos usuários? Você tem outros comentários ou sugestões para melhorar a situação?
73 72 ANEXO 2 - Questionário para avaliação da evolução do projeto aplicado em instituições que haviam particiapdo da primeira avaliação em 2010 Avaliação do projeto Biblioteca Azul 2011 Este é um instrumento para avaliar o uso das Bibliotecas Azuis no ano de O objetivo deste questionário é dar continuidade e apoio aos gestores e profissionais que trabalham diretamente com as Bibliotecas Azuis nos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) com o intuito de identificar a evolução do projeto desde a última enquete. A Rede eportuguêse visa manter um contato contínuo com os coordenadores nacionais e responsáveis pelas Bibliotecas Azuis nos países. Não deixe de enviar sugestões, críticas ou solicitações! A sua colaboração é muito importante! Atenciosamente, Equipe eportuguêse 1. Geral Data de preenchimento do questionário / / Nome da Instituição Nome do Coordenador Nacional da BA (se houver) 2. Gestor da Biblioteca Azul Nome Profissão Telefone profissional Telemóvel Número de horas consagradas à Biblioteca Azul por semana
74 73 Participou de algum curso de formação para a gestão da Biblioteca Azul ( ) Sim ( ) Não Data: Local: Ministrado por: Se sim, o curso o ajudou a melhor gerir a Biblioteca Azul? ( ) Sim ( ) Não Descreva de que maneira o curso o ajudou (ou não) a melhorar seu trabalho frente à Biblioteca Azul Você tem algum contato com o Escritório de Representação da OMS em seu país? ( ) Sim ( ) Não Você tem contato com algum profissional do Ministério da Saúde em seu país? ( ) Sim ( ) Não Se você tem alguma dúvida quanto à gestão, empréstimo de livros, promoção ou qualquer outro assunto referente à Biblioteca Azul, a quem você recorre? Você conhece bem o material que compõe a Biblioteca Azul? ( ) Sim ( ) Não Você faz promoção da Biblioteca Azul? ( ) Sim ( ) Não Como é feito o controle dos livros? Você mantém um controle sobre o número de usuários? ( ) Sim ( ) Não Em caso afirmativo, quantos usuários visitam a Biblioteca Azul por semana? Os usuários podem fazer um empréstimo dos livros da Biblioteca Azul durante alguns dias? ( ) Sim ( ) Não
75 74 Quais os temas mais procurados na Biblioteca Azul? Você acha que a Biblioteca Azul ajuda os profissionais da sua instituição? ( ) Sim ( ) Não Em caso positivo, de que forma? Cite exemplos. Atualmente, quais os temas em que há mais carência de livros? Houve mudanças desde a última enquete em relação a (por favor, especifique): Promoção do projeto? Controle dos livros? Controle sobre o número de usuários? Temas mais procurados? Outras mudanças? Você tem outros comentários ou sugestões para melhorar a situação? A rede eportuguêse está encaminhando um pequeno cartaz de promoção da Biblioteca Azul, para que você possa divulgar na sua instituição.
76 75 ANEXO 3 - Questionário prévio ao recebimento da Biblioteca Azul aplicado em Timor Leste em dezembro de Geral Questionário prévio ao recebimento da Biblioteca Azul Este é um instrumento de avaliação da situação dos locais que receberão as Bibliotecas Azuis, a ser preenchido pelos futures gestores. O intuito deste questionário é a obtenção de informações referentes às realidades locais, para que possamos ajudar a sua instituição, assim como as outras regiões do seu país a continuarem obtendo informação em saúde em português. A sua colaboração é muito importante! Atenciosamente, Rede eportuguêse Data de preenchimento do questionário / / Nome da Instituição Endereço da Instituição 2. Gestor da Biblioteca Azul Nome Profissão Telefone profissional Telemóvel Número de horas que serão consagradas à Biblioteca Azul por semana 3. A Instituição Quantos profissionais de saúde existem em sua instituição? o Médicos? o Enfermeiros?
77 76 o Agentes comunitários? o Técnicos de laboratório? o Outros? Exite alguma biblioteca para os profissionais de saúde na sua instituição? Qual a principal fonte de informação em saúde entre os profissionais de sua instituição? Você já solicitou outros livros para a OMS? Em caso afirmativo, de qual tipo? Você já recebeu outros textos (livros ou revistas)? Em caso afirmativo, qual foi a origem? 4. Gestão da futura Biblioteca Azul Em quais temas de saúde há mais carência de informação? Você já solicitou outros livros para a OMS? Em caso afirmativo, de qual tipo?
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