PROTEÇÃO CATÓDICA INSTRUTOR
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- Lúcia Molinari Raminhos
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1 PROTEÇÃO CATÓDICA EFETIVO COMBATE À CORROSÃO ELETROQUÍMICA PARTE 1: INTRODUÇÃO Este material contém informações classificadas como NP-1 INSTRUTOR João Paulo Klausing Gervásio Engenharia de Dutos Terrestres Projeto de dutos terrestres Tel.: (21)
2 PROGRAMAÇÃO 1.Introdução à proteção catódica (PC); 2.PC de dutos terrestres; 3.PC de outras estruturas; 4.Dimensionamento; 5.Interferências elétricas; 6.Técnicas especiais de inspeção. INTRODUÇÃO 1. Bibliografia; 2. Aplicações da PC, história e curiosidades; 3. Medição de potencial e corrosão eletroquímica; 4. Critério de PC; 5. Tipos de PC; 6. Aplicação dos anodos.
3 CURIOSIDADES O que é corrosão? Exemplos... CURIOSIDADES O que é Proteção Catódica? Aplicações...
4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. DUTRA, A.; NUNES, L. Proteção catódica Técnica de combate à corrosão. 5ª ed. Rio de Janeiro: Interciência, NACE INTERNATIONAL. Cathodic Protection Technologist Course Manual, NORMAS TÉCNICAS NORMAS TÉCNICAS Organizações de referência na área de Proteção Catódica: Internacionais: ISO - International Organization for Standardization; NACE - National Association of Corrosion Engineers; EN European Standard; API American Petroleum Institute; DNV - Det Norske Veritas. Nacionais: ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas; CONTEC - Comissão Normalização Técnica Petrobras.
5 PRINCIPAIS NORMAS Dutos terrestres: NACE SP 0169: 2007 ISO :2003 (ABNT ISO :2011) PETROBRAS N-2298:2013 Dutos submersos: ISO :2012 DNV RP F103:2010 PETROBRAS N-1935:2011 Estruturas submarinas: DNV RP B401:2010 DNV RP B101:2007 PETROBRAS N-2838:2011 Tanques: NACE RP 0193:2001 NACE SP 0388:2007 NACE SP 0575:2007 API RP 651:2007 PRINCIPAIS NORMAS Estruturas de concreto: NACE SP 0290:2007 Anodos: ABNT NBR 9240:2012 ABNT NBR 9241:2012 ABNT NBR 9358:2012 ABNT NBR 10387:2012 Equipamentos elétricos: PETROBRAS N-1493:2012 PETROBRAS N-2608:2012 Interferências elétricas: NACE SP0177:2007 EN 14505:2005 EN 50162:2004 EN 50443:2012
6 DEFINIÇÃO DE CORROSÃO A corrosão consiste na deterioração dos materiais pela ação química ou eletroquímica do meio, podendo estar ou não associado a esforços mecânicos. Pode incidir sobre diversos tipos de materiais, metálicos ou não metálicos. CORROSÃO METÁLICA O processos de corrosão metálica correspondem ao inverso dos processos metalúrgicos.
7 CORROSÃO ELETROQUÍMICA Os processos de corrosão eletroquímica são os mais freqüentes na natureza. Geralmente ocorrem na presença de água no estado líquido e à temperatura ambiente. Há formação de uma pilha ou célula de corrosão. ELETROQUÍMICA - DEFINIÇÕES Eletrólito: Qualquer meio que possui em sua composição íons dissolvidos que conduzem eletricidade.
8 ELETROQUÍMICA - DEFINIÇÕES Eletrodo: Condutor metálico (por exemplo uma barra de aço) dentro de um eletrólito ELETROQUÍMICA - DEFINIÇÕES Potencial Eletroquímico V O contato entre um eletrodo e um eletrólito gera uma diferença de potencial (tensão) entre ambos. Interface Se deve à presença de cargas opostas no metal e no eletrólito. O valor depende do material e do meio.
9 ELETROQUÍMICA - DEFINIÇÕES Potencial Natural ou Potencial de Corrosão É o potencial eletroquímico que surge naturalmente entre o eletrodo e o eletrólito. Depende do seguinte: Heterogeneidade do material: composição química, concentração de tensões, variações de temperatura, formato, etc. Heterogeneidade do meio: composição química, ph, teor de oxigênio, temperatura, pressão, resistividade elétrica, presença de microorganismos, etc. O potencial natural não é uniforme ao longo do eletrólito, gerando áreas anódicas e catódicas. ELETROQUÍMICA - DEFINIÇÕES Região anódica: Área do eletrodo aonde ocorre a oxidação. Região catódica: Área do eletrodo aonde ocorre a redução.
10 CORROSÃO ELETROQUÍMICA A corrosão eletroquímica ocorre em eletrodos aonde há a formação de anodos e catodos (pilha), entre as quais há a circulação de uma corrente. TIPOS DE CORROSÃO ELETROQUÍMICA MAIS COMUNS Corrosão uniforme: Anodos e catodos mudam de posição, resultando em uma perda de metal generalizada. Ex.: corrosão atmosférica.
11 TIPOS DE CORROSÃO ELETROQUÍMICA MAIS COMUNS Corrosão alveolar (ou pitting): O anodo permanece fixo em um ponto e a corrosão é localizada. Ex.: aço inox na presença de cloretos. TIPOS DE CORROSÃO ELETROQUÍMICA MAIS COMUNS Corrosão por fresta: A área anódica próxima à fresta recebe pouco oxigênio em comparação com as áreas catódicas. Ex.: chapas sobrepostas em um tanque.
12 TIPOS DE CORROSÃO ELETROQUÍMICA MAIS COMUNS Corrosão galvânica: Metais diferentes conectados e expostos ao mesmo meio. Ex.: tubulações residenciais. COMBATE À CORROSÃO ELETROQUÍMICA Métodos de combate à corrosão eletroquímica: Ligas metálicas especiais resistentes à corrosão; Revestimentos protetores; Inibidores de corrosão; Proteção Catódica.
13 COMBATE À CORROSÃO ELETROQUÍMICA Ligas metálicas especiais resistentes à corrosão Tubos de aço inox 316L Liner de liga resistente à corrosão COMBATE À CORROSÃO ELETROQUÍMICA Orgânicos: Tintas; Elastômeros; Polímeros. Inorgânicos: Cerâmicos; Metálicos. Revestimentos protetores
14 COMBATE À CORROSÃO ELETROQUÍMICA Inibidores de corrosão São substâncias químicas que em determinadas condições eliminam ou reduzem significativamente o processo corrosivo. Utilizados na operação da instalação! COMBATE À CORROSÃO ELETROQUÍMICA Proteção Catódica Aplicação direta da teoria da corrosão galvânica: interligar ao eletrodo uma outra barra, composta por um metal mais corrosivo ou menos nobre
15 COMBATE À CORROSÃO ELETROQUÍMICA Proteção Catódica A barra composta pelo material mais corrosivo passa a se comportar como anodo, enquanto a outra passa a ser o catodo. COMBATE À CORROSÃO ELETROQUÍMICA Condições para existir Proteção Catódica: O anodo e o catodo devem estar dentro do mesmo meio; O meio deve ser condutor iônico (eletrólito); Existência de uma ligação elétrica entre o anodo e o catodo.
16 DEFINIÇÃO DE PROTEÇÃO CATÓDICA Proteção catódica é uma técnica para reduzir a corrosão eletroquímica de uma estrutura metálica enterrada ou submersa fazendo com que esta superfície se comporte como o catodo de uma pilha, através da aplicação de uma corrente contínua com intensidade suficiente. CURIOSIDADES A Proteção Catódica repõe o material corroído?
17 CURIOSIDADES A Proteção Catódica protege estruturas da corrosão atmosférica? CURIOSIDADES A corrosão atmosférica, embora seja um tipo de corrosão eletroquímica, não pode ser protegida por meio de um sistema de Proteção Catódica tradicional. Mas pode-se usar um revestimento metálico de sacrifício ou um revestimento por barreira. A atmosfera não é um eletrólito pois não conduz eletricidade em condições normais.
18 CURIOSIDADES A intensidade da corrosão atmosférica depende principalmente: Umidade relativa do ar; Presença de sais em suspensão; Presença de gases poluentes (principalmente enxofre). Cuidado com falhas no revestimento! CURIOSIDADES HISTÓRIA Modelo do La Gloire de 1858, primeiro couraçado oceânico da história protegido por chapas ferro de 4
19 HISTÓRIA Final do século XVIII: primeiras embarcações a utilizarem chapas metálicas para proteger o casco de madeira. Mas o metal em contato com a água do mar se corroia rapidamente. Início do século XIX: Primeiros passos da eletroquímica. Em 1823, Sir Humphrey Davy, contratado pela Marinha Britânica, apresentou os primeiros estudos que levam a aplicação de proteção catódica. HISTÓRIA Este é o desenho do navio Sammarang, o primeiro navio a receber PC em 1824.
20 HISTÓRIA Em seus experimentos, Sir Davy interligou, em um mesmo recipiente com água do mar, diferentes metais, por exemplo cobre e zinco. HISTÓRIA Sir Davy observou que o zinco evitava a corrosão do cobre. Conclui que metais nãonobres são sacrificados em favor de metais nobres.
21 HISTÓRIA Michael Faraday, que era pupilo de Davy, em 1834 descobriu que existe uma relação entre a taxa de corrosão e a circulação de uma corrente elétrica entre as barras. HISTÓRIA O metal mais utilizado a partir do século XIX é o ferro, na forma de ligas de aço. Por muito tempo o zinco foi material empregado na PC de navios, porém, restrito a áreas críticas de corrosão: regiões vizinhas à hélice e a locais de admissão e descarga de águas. Qual o motivo de não usá-lo em todo o navio?
22 HISTÓRIA Com o desenvolvimento da indústria do petróleo (década de 1920) e o surgimento de longos oleodutos e gasodutos, surgem sérios problemas de corrosão. NÍVEL DO SOLO TUBULAÇÃO DE AÇO A O NUA ENTERRADA HISTÓRIA Contato do aço com o solo (eletrólito): CORROSÃO! NÍVEL DO SOLO CORROSÃO TUBULAÇÃO DE AÇO A O NUA ENTERRADA
23 HISTÓRIA Solução encontrada a partir da década de 30: isolar o aço do solo (revestimento). NÍVEL DO SOLO TUBULAÇÃO DE AÇO A O REVESTIDA ENTERRADA HISTÓRIA Aplicação de betume em uma fábrica de dutos em Düsseldorf, Alemanha (1935)
24 HISTÓRIA Porém, por mais cuidado que se tenha, o revestimento possui FALHAS... NÍVEL DO SOLO TUBULAÇÃO DE AÇO REVESTIDA ENTERRADA HISTÓRIA O revestimento reduz, mas não elimina o problema FALHA DO REVESTIMENTO SOLO Contato elétrico solo-aço VAZAMENTO REVESTIMENTO REVESTIMENTO PAREDE METÁLICA INTERIOR DA TUBULAÇÃO
25 HISTÓRIA Surgiu então a idéia de usar proteção catódica para COMPLEMENTAR a cobertura oferecida pelo revestimento anticorrosivo! SOLO CATODO Tubulação de aço ANODO de Zinco HISTÓRIA 1º projeto de Proteção Catódica no Brasil Píer de São Sebastião
26 HISTÓRIA 1º duto com Proteção Catódica no Brasil 1967 ORBEL I Interferências elétricas: antes da implantação da PC, eram encontradas 5 falhas por mês no oleoduto! CONCEITOS DE ELETRICIDADE
27 Tensão E (V - volt) DEFINIÇÕES É a diferença de potencial elétrico entre dois pontos. Corrente I (A - àmpere) Fluxo ordenado de partículas portadoras de carga elétrica (íons ou elétrons). Resistência R (Ω -ohm) Capacidade de um corpo qualquer se opor à passagem de corrente elétrica. CORRENTE ELÉTRICA REAL Nos metais existe grande quantidade de elétrons livres. Quando submetidos à uma tensão elétrica os elétrons passam a ser ordenados em direção ao maior potencial. e e (+) (-) e
28 CORRENTE ELÉTRICA REAL Quando uma solução eletrolítica é submetida à uma tensão elétrica, os cátions passam a ser ordenados em direção ao menor potencial e os ânions, ao maior potencial. CORRENTE ELÉTRICA CONVENCIONAL No início da história da eletricidade, assumiu-se erroneamente que a corrente no condutor era produzida pelo movimento de elétrons do potencial positivo para o negativo. Essa suposição continua a ser utilizada até os dias de hoje e é chamado sentido convencional da corrente.
29 CORRENTE ELÉTRICA REAL x CONVENCIONAL Real Convencional RESISTIVIDADE ELÉTRICA Característica intrínseca de um material. Quanto mais baixa for a resistividade mais facilmente o material permite a passagem de uma carga elétrica. Unidade SI: ohm metro (Ω.m) Unidade PC: ohm centímetro (Ω.cm)
30 RESISTIVIDADE x RESISTÊNCIA Material X área S R X comprimento L L[ m] [ ] X [ m] 2 S[ m ] RESISTIVIDADE ELÉTRICA EM ELETRÓLITOS Em um meio condutor iônico (solo ou água do mar, por exemplo), a corrente não é confinada e se divide em vários caminhos paralelos.
31 RESISTIVIDADE ELÉTRICA EM ELETRÓLITOS A natureza e a quantidade de sais, juntamente com o teor de água (umidade) do eletrólito, determinam a sua capacidade de conduzir corrente elétrica. Quanto maior for a capacidade do meio conduzir corrente elétrica (resistividade mais baixa), maior será sua corrosividade! RESISTIVIDADES TÍPICAS
32 CIRCUITO ELÉTRICO É a ligação de elementos elétricos de modo que formem um caminho fechado para a corrente elétrica. LEI DE OHM: I [ A] R E [ V ] [ ] RESISTÊNCIAS SÉRIE E PARALELO Resistências em SÉRIE Resistências em PARALELO R 1 R 2 R n R 1 R 2 R n R R R... t 1 2 R n 1 R 1 R 1 R 1... t 1 2 R n
33 POTENCIAL ELETROQUÍMICO MEDIÇÃO DO POTENCIAL ELETROQUÍMICO É impossível medir diretamente o potencial eletroquímico entre o eletrodo e o eletrólito. Deve-se comparar o potencial do eletrodo a ser medido ao de outro eletrodo, de referência. Este eletrodo precisa ser o mais estável possível. O potencial do eletrodo de referência é sempre arbitrado como NULO.
34 ELETRODO PADRÃO DE HIDROGÊNIO O Eletrodo de Referência de Hidrogênio (Standard Hydrogen Electrode - SHE) é composto de um fio ou placa de platina submersa em uma solução molar de íons de hidrogênio. A platina é um metal inerte e adsorve (retém) o hidrogênio que é borbulhado sobre ela. ELETRODO PADRÃO DE HIDROGÊNIO O Eletrodo Padrão de Hidrogênio é usado para determinar os POTENCIAS DE REDUÇÃO de outros metais. Para se determinar os valores padrões de potencial, é necessário controlar todas as variáveis envolvidas (temperatura, pressão, soluções).
35 POTENCIAS DE REDUÇÃO (V SHE ) Reação de Eletrodo Mg e Mg Al e Al Mn e Mn Zn e Zn Fe e Fe Pb e Pb -0,13 2H + + e H 2 0,00 Cu e Cu - 0,34 Ag + + e Ag Potencial E 0 (volts) -2,34-1,67-1,03-0,76-0,44 0,80 Quanto mais negativo o potencial do eletrodo, maior a tendência ao elemento ser oxidado. EXERCÍCIO Qual material será corroído? X Ferro Y Magnésio X Chumbo Y Cobre X Ferro Y Chumbo
36 ELETRODOS DE REFERÊNCIA PORTÁTEIS Para trabalhos de campo, é comum a utilização de eletrodos de referência diferentes do hidrogênio. Em Proteção Catódica, são normalmente empregados: Cobre/Sulfato de cobre (Cu/CuSO 4 ); Prata/Cloreto de prata (Ag/AgCl); Zinco (Zn). Eletrodo de referência também é conhecido como semi-célula. Cu/CuSO 4
37 Ag/AgCl COMPARAÇÃO ENTRE SEMI-CÉLULAS Referência Potencial Coeficiente de Temperatura (mv/ºc) Uso Típico Cu/CuSO 4 +0,316 0,9 Solos, água doce Ag/AgCl +0,266-0,33 Água do mar Zn -0,80 ± 0,1 --- Água do mar, solos Correção de temperatura: E t E25º C kt ( t 25º C)
38 MEDIÇÃO DO POTENCIAL Multímetro Função: Voltímetro cc MEDIÇÃO DO POTENCIAL NO SOLO Semicélula ou eletrodo de Cu/CuSO 4
39 MEDIÇÃO DO POTENCIAL NO SOLO VOLTÍMETRO + - SEMICÉLULA Convenção de polaridade: Terminal positivo estrutura Terminal negativo semicélula Tubulação enterrada MEDIÇÃO DO POTENCIAL DE CORROSÃO
40 MEDIÇÃO DO POTENCIAL NO SOLO TANQUE ( d) VOLTÍMETRO - + Chapa de aço SEMI-CÉLULA SOLO MEDIÇÃO DO POTENCIAL NA ÁGUA DO MAR Semicélula ou eletrodo de Ag/AgCl
41 MEDIÇÃO DO POTENCIAL NA ÁGUA DO MAR + - VOLTÍMETRO PISO DO PIER E22 NÍVEL DO MAR E23 ESTACAS METÁLICAS DO PIER SOLO DO FUNDO DO MAR MEDIÇÃO DO POTENCIAL NA ÁGUA DO MAR BATHYCORROMETER Medição de potencial de uma estrutura metálica submersa
42 MEDIÇÃO DO POTENCIAL NA ÁGUA DO MAR ROV: Remotely operated underwater vehicle (Veículo submarino operado remotamente) MECANISMO DA CORROSÃO
43 MECANISMO DA CORROSÃO MECANISMO DA CORROSÃO
44 MECANISMO DA CORROSÃO MECANISMO DA CORROSÃO Em qual superfície o ferro participou da reação?
45 MECANISMO DA CORROSÃO MECANISMO DA CORROSÃO
46 MECANISMO DA CORROSÃO Na prática, podemos investigar se há corrosão eletroquímica analisando duas grandezas: POTENCIAL ELETROQUÍMICO (critério de proteção): corrosão ocorre na região mais negativa do metal; CORRENTE ELÉTRICA (corrosão eletrolítica): corrosão ocorre na região aonde a corrente convencional sai para o eletrólito. REPRESENTAÇÃO ELÉTRICA DE UMA CÉLULA DE CORROSÃO Onde: Ia: Corrente do anodo; Ic: Corrente do catodo; Icorr: Corrente de corrosão; Ea,p: Potencial do anodo; Ec,p: Potencial do catodo; Ra: Resistência anodo/eletrólito; Rc: Resistência catodo/eletrólito.
47 POLARIZAÇÃO POLARIZAÇÃO Eletrólito -1,10 V - 0,55 V Quando a chave é fechada, ocorre um reequilíbrio entre os potenciais, que tendem a convergir para um mesmo valor. Zinco Ferro
48 POLARIZAÇÃO Eletrólito Ip -0,91 V - 0,89 V Este fenômeno é a POLARIZAÇÃO, ou seja, a alteração do ponto de equilíbrio da estrutura devido a circulação de uma corrente pelo sistema. Anodo Catodo POLARIZAÇÃO Analogia simples: vasos comunicantes ΔV ΔV ANODO CATODO ANODO CATODO
49 POLARIZAÇÃO DIAGRAMA DE EVANS Potencial do catodo Potencial do anodo POLARIZAÇÃO DO CATODO x TEMPO Potencial Zero Potencial natural Recebendo elétrons, o potencial do catodo se torna cada vez mais negativo até um ponto no tempo onde se estabiliza. Neste momento diz-se que ocorreu a polarização da estrutura. Potencial polarizado Tempo
50 TEMPO DE POLARIZAÇÃO DO CATODO A polarização necessita de tempo para se estabilizar. Neste tempo acontece: Aumento da concentração de cargas elétricas na interface metal/eletrólito; Mudanças no meio (aumento do ph, movimentação iônica, formação de depósitos calcários). A polarização definitiva pode demorar semanas. Contudo as primeiras horas ou dias são as mais significativas, pois a polarização é uma função exponencial. REPRESENTAÇÃO ELÉTRICA DA APLICAÇÃO DE PROTEÇÃO CATÓDICA Onde: Icp: Corrente de proteção catódica; Ecp: Potencial de proteção catódica (anodo); Rcp: Resistência de proteção catódica (anodo).
51 CRITÉRIOS DE PROTEÇÃO CATÓDICA PARA O AÇO-CARBONO CRITÉRIOS DE PROTEÇÃO CATÓDICA Critério do potencial queda IR; -850mV/CuCuSO 4-800mV/AgAgCl, livre da Critério dos 100mV de polarização; Fatores que podem afetar o critério: Tipo de metal; Temperatura; Bactéria redutora de sulfato (BRS); Corrente alternada; Interferências elétricas; Resistividade do meio. A queda IR representa o erro de medição devido à natureza do sistema. É significante somente em sistemas terrestres e será abordada posteriormente.
52 CRITÉRIO DO POTENCIAL DIAGRAMA DE POURBAIX DO FERRO CRITÉRIO DO POTENCIAL (Cu/CuSO 4 ) Zero E (Cu/CuSO 4 ) Proteção do aço no solo AÇO PROTEGIDO QUANDO SEU POTENCIAL POLARIZADO FOR IGUAL OU MAIS NEGATIVO QUE 0,85V Tempo
53 CRITÉRIO DO POTENCIAL (Cu/CuSO 4 ) O critério do potencial pode ser mais flexível quando o eletrólito é menos corrosivo. Resistividade do eletrólito (Ωcm) ρ < < ρ < < ρ Critério - potencial mais negativo que: -0,85V (Cu/CuSO 4 ) -0,75V (Cu/CuSO 4 ) -0,65V (Cu/CuSO 4 ) CRITÉRIO DO POTENCIAL (Ag/AgCl) E (Ag/AgCl) Zero Proteção do aço no mar AÇO PROTEGIDO QUANDO SEU POTENCIAL POLARIZADO FOR IGUAL OU MAIS NEGATIVO QUE 0,80V Tempo
54 CRITÉRIO DOS 100mV Potencial Critério dos 100mV Potencial natural AÇO PROTEGIDO QUANDO SEU POTENCIAL POLARIZADO FOR AO MENOS 100mV MAIS NEGATIVO QUE SEU POTENCIAL NATURAL. ΔV > 100mV Potencial polarizado Tempo CRITÉRIO DOS 100mV Baseia-se na teoria de que se uma estrutura se polarizar ao menos 100mV, sua taxa de corrosão reduzirá a níveis desprezíveis. Na prática, é usado como critério alternativo, em uma situação particular onde o critério do potencial não foi atendido.
55 FATORES QUE AFETAM O CRITÉRIO Tipo de metal - tabela editada da Norma DIN 30676: FATORES QUE AFETAM O CRITÉRIO Temperaturas elevadas: Critério: -950mV (Cu/CuSO 4 ) para temperaturas superiores a 60ºC. Bactérias redutoras de sulfato: Critérios: -950mV (Cu/CuSO 4 ) ou 200mV de polarização. Interferências elétricas (tensão contínua ou alternada) e acoplamentos metálicos serão avaliados posteriormente.
56 FATORES QUE AFETAM O CRITÉRIO CST (Corrosão sob tensão): Não polarizar menos que -850mV (Cu/CuSO 4 ) estruturas operando em condições sujeitas à CST (alto ph, temperatura próxima à 75ºC). Superproteção Catódica: Limitação do potencial de polarização em -1200mV (Cu/CuSO 4 ) para evitar os efeitos nocivos da geração de hidrogênio em excesso. SUPERPROTEÇÃO CATÓDICA Descolamento do revestimento REVESTIMENTO H 2 H 2 H 2 H 2 H 2 H H H H 2 H2 2 H2 2 H2 2 H 2 H 2 REVESTIMENTO PAREDE METÁLICA INTERIOR DA TUBULAÇÃO
57 SUPERPROTEÇÃO CATÓDICA Fragilização em aços de alta resistência pelo H 2 REVESTIMENTO H 2 H 2 H 2 H 2 H 2 H H H H 2 H2 2 H2 2 H2 2 H 2 H 2 H 2 H H 2 2 REVESTIMENTO PAREDE METÁLICA INTERIOR DA TUBULAÇÃO SUPERPROTEÇÃO CATÓDICA NA PRÁTICA Geralmente não é um grande inconveniente, a não ser por um gasto desnecessário de energia. Passa a ser uma preocupação em aços de elevada resistência: SMYS Tensão de escoamento mínima especificada > 550 MPa (aproximadamente aço X70 da API 5L).
58 TIPOS DE SISTEMAS DE PROTEÇÃO CATÓDICA Existem dois tipos de sistemas de proteção catódica: 1. CORRENTE GALVÂNICA (OU POR ANODOS DE SACRIFÍCIO) 2. CORRENTE IMPRESSA SISTEMA DE CORRENTE GALVÂNICA Em um sistema galvânico, a proteção ocorre pela diferença de potencial entre materiais diferentes. A estrutura fica protegida enquanto durarem os anodos. CABO ELÉTRICO ESTRUTURA LEITO DE ANODOS
59 SISTEMA DE CORRENTE GALVÂNICA PRINCIPAIS APLICAÇÕES Plataformas marítimas fixas (PMXL-01) SISTEMA DE CORRENTE GALVÂNICA PRINCIPAIS APLICAÇÕES Dutos submarinos
60 SISTEMA DE CORRENTE GALVÂNICA PRINCIPAIS APLICAÇÕES Interior de tanques de armazenamento de água salgada, incluindo petróleo bruto SISTEMA DE CORRENTE GALVÂNICA PRINCIPAIS APLICAÇÕES Interior de tubulações de transporte de água ou petróleo bruto
61 SISTEMA DE CORRENTE GALVÂNICA ANODOS GALVÂNICOS São utilizadas ligas de metais com potenciais negativos: Alumínio (consumo aprox.: 3 a 4 kg/a.ano); Zinco (consumo aprox.: 12 kg/a.ano); Magnésio (consumo aprox.: 8 kg/a.ano). SISTEMA DE CORRENTE IMPRESSA Em um sistema de corrente impressa, a diferença de potencial é fornecida por uma fonte de corrente contínua. A estrutura fica protegida enquanto a fonte estiver em funcionamento.
62 SISTEMA DE CORRENTE IMPRESSA CUIDADO COM A POLARIDADE DA FONTE!!! SISTEMA DE CORRENTE IMPRESSA Fontes de corrente impressa: Retificador (mais usado); Bateria; Painel solar; Termogerador; Etc.
63 SISTEMA DE CORRENTE IMPRESSA PRINCIPAIS APLICAÇÕES Dutos terrestres SISTEMA DE CORRENTE IMPRESSA PRINCIPAIS APLICAÇÕES Superfície externa de tanques de armazenamento, assentado diretamente no solo -.. TANQUE + SOLO LEITO DE ANODOS
64 SISTEMA DE CORRENTE IMPRESSA PRINCIPAIS APLICAÇÕES Embarcações (navios e plataformas flutuantes) SISTEMA DE CORRENTE IMPRESSA PRINCIPAIS APLICAÇÕES Estruturas de concreto
65 SISTEMA DE CORRENTE IMPRESSA ANODOS INERTES Pesados (possuem taxa de consumo): Ferro (consumo aprox.: 9 kg/a.ano); Grafite (consumo aprox.: 0,1 a 1 kg/a.ano); Ferro-Silício (consumo aprox.: 0,05 a 0,5 kg/a.ano). Dimensionalmente estáveis: Platina; Titânio com óxido de metais; Polimérico. CORRENTE GALVÂNICA x CORRENTE IMPRESSA CORRENTE GALVÂNICA: CORRENTE IMPRESSA: Não requer suprimento de alimentação externa; Quantidade de corrente fornecida é limitada. Baixo custo de inspeção e manutenção; Requer alimentação externa, comprometido pela falta de energia; Pode fornecer grandes quantidades de corrente; Maiores custos com inspeção e manutenção.
66 ARRANJO DOS ANODOS Basicamente existem três modos distintos de aplicação de anodos: Instalação distribuída, geralmente aplicada em sistemas de corrente galvânica. Instalação remota, geralmente aplicada em sistemas de corrente impressa. Instalação pontual, geralmente aplicada em retrofit de sistemas galvânicos e em embarcações. INSTALAÇÃO DISTRIBUÍDA Os anodos são igualmente distribuídos ao longo da estrutura protegida. Cada anodo protege uma pequena porção de toda a superfície.
67 INSTALAÇÃO DISTRIBUÍDA Fundo de tanques de armazenamento INSTALAÇÃO DISTRIBUÍDA Dutos submarinos 180 m MAR
68 INSTALAÇÃO DISTRIBUÍDA Jaquetas de plataformas INSTALAÇÃO REMOTA Os anodos são instalados longe (na posição remota) da estrutura protegida, concentrados em regiões específicas. A proteção abrange uma grande área da estrutura protegida.
69 - 0,78 V INSTALAÇÃO REMOTA - 1,05 V 5 m ANODO O alcance da proteção é limitado quando o anodo está próximo da estrutura protegida DUTO - 0,81 V - 0,81 V INSTALAÇÃO REMOTA - 1,00 V 30 m ANODO Afastando o anodo, aumenta o alcance da proteção catódica DUTO - 0,83 V
70 - 0,87 V INSTALAÇÃO REMOTA - 0,98 V A partir de uma determinada distância, a dispersão de corrente não muda se afastarmos ainda mais o anodo. ANODO DUTO - 0,90 V - 0,87 V INSTALAÇÃO REMOTA - 0,98 V Atualmente utiliza-se 60 m ou mais para dutos terrestres com PE3L. Para revestimentos menos eficientes, era usual afastamentos na ordem de 100 m. ANODO DUTO - 0,90 V
71 INSTALAÇÃO REMOTA Dutos terrestres INSTALAÇÃO PONTUAL Os anodos estão concentrados em regiões específicas, embora não estejam posicionados na posição remota. A proteção abrange uma grande área da estrutura protegida.
72 INSTALAÇÃO PONTUAL Embarcações INSTALAÇÃO PONTUAL Retrofit de sistemas galvânicos
73 ALCANCE DA PROTEÇÃO O alcance da proteção depende principalmente dos seguintes fatores: Eficiência da pintura ou revestimento (mais eficiente, maior alcance); Resistividade do eletrólito (maior resistividade, maior alcance). ALCANCE DA PROTEÇÃO Atenuação de corrente
74 ALCANCE DA PROTEÇÃO Caminho da Corrente Elétrica ALCANCE DA PROTEÇÃO CUIDADO!!! Não confundir com a curva de polarização!
75 FIM DA PARTE 1
Sumário. 1 Introdução Corrosão Polarização... 35
Sumário 1 Introdução 1 2 Corrosão 3 21 Mecanismo Eletroquímico da Corrosão 6 22 Potencial de Eletrodo ou Potencial Eletroquímico 7 23 Pilhas de Corrosão 14 24 Tipos de Corrosão 21 241 Corrosão galvânica
1 Introdução Princípios Básicos da Corrosão Eletroquímica... 5
Sumário 1 Introdução................................ 1 2 Princípios Básicos da Corrosão Eletroquímica........ 5 2.1 POTENCIAIS ELETROQUÍMICOS............................ 5 2.2 PILHAS DE CORROSÃO...................................17
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