RELATÓRIO DE VISTORIA DE CAMPO
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- Luísa Quintanilha Lombardi
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1 Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida Rua XV de Novembro, 118 Sala Rio do Sul SC Fone/Fax [email protected] - RELATÓRIO DE VISTORIA DE CAMPO VISTORIA DE DENÚNCIA DE DESMATAMENTO NA FAZENDA PAROLIM E ARREDORES MUNICÍPIO DE SANTA TEREZINHA (SC) Leandro da Rosa Casanova Miriam Prochnow Tatiana Arruda Correia Abril de 2009
2 VISTORIA DE DENÚNCIA DE DESMATAMENTO NA FAZENDA PAROLIM E ARREDORES - SANTA TEREZINHA (SC) Data: 24 de Abril de 2009 Localidade: Fazenda Parolim e arredores. Município: Santa Terezinha SC Integrantes da Vistoria: Leandro da Rosa Casanova e Tatiana Arruda Correia Fotos do relatório: Leandro da Rosa Casanova e Tatiana Arruda Correia Objetivo Atendendo uma solicitação da comunidade, integrantes da Apremavi se deslocaram até o município de Santa Terezinha para registrar in loco e através de depoimentos de pessoas e fotos, áreas de desmatamento dentro da área denominada Fazenda Parolim e seus arredores Localização geral da área vistoriada Estado de Santa Catarina Histórico da região Santa Terezinha localiza-se no Vale do Itajaí, região que abrange km2 do Estado de Santa Catarina, onde vivem cerca de 20% da população, tendo sua área rural caracterizada por um grande número de pequenas propriedades agrícolas. Até a década de 1980, a indústria madeireira exerceu forte papel na economia da região, sendo a principal responsável pela devastação das espécies nobres das florestas. A 2
3 agricultura, especialmente a fumicultura, foi também, e continua sendo, grande responsável pela destruição das florestas da região, por causa da utilização de lenha nativa para a secagem da folha do fumo. Na região dos municípios de Santa Terezinha, Vitor Meirelles e Itaiópolis existem aproximadamente hectares de remanescentes florestais onde ocorre a transição entre as Florestas Ombrófila Densa e Ombrófila Mista. Trata-se de um dos mais significativos remanescentes da região central de Santa Catarina. Parte da área está coberta com florestas pouco alteradas, abrigando a maior área de ocorrência no Estado da canela sassafrás, espécie ameaçada de extinção. Nesta região estão localizadas centenas de nascentes do rio Itajaí do Norte, um dos principais tributários do rio ItajaíAçu. Aspecto geral dos remanescentes florestais na região de Santa Terezinha. Foto arquivo Apremavi. Remanescentes ameaçados Segundo dados do Atlas dos Remanescentes Florestais e Ecossistemas Associados da Mata Atlântica, o município de Santa Terezinha foi o campeão em desmatamento no Vale do Itajaí, entre os anos de 1990 e 1995, com 705 hectares devastados. Entre 1985 e 1990 o desmatamento foi de hectares. As causas desse desmatamento foram as atividades madeireiras clandestinas e assentamentos agrários em áreas de florestas. Segundo os dados levantados num estudo feito pela Apremavi, o índice de desmatamento entre os anos de 1986 a 2000, foi de 2,21% ao ano e o índice de reflorestamento com espécies exóticas foi de 1,62% no mesmo período. O avanço, sem planejamento, do reflorestamento com espécies exóticas também significa uma ameaça à floresta nativa. 3
4 Essa região possui ainda características fundiárias peculiares porque, além das centenas de pequenas propriedades, apresenta propriedades com área superior a hectares, como por exemplo a Fazenda Parolim. Toda a região é considerada como área prioritária de extrema importância para conservação da biodiversidade pelo PROBIO Projeto de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica Brasileira (Decreto 5.092/2004). Desmatamento na região. Foto: Arquivo Apremavi. Estudos para criação de Unidade de Conservação na região Esta região faz divisa com a Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) da Serra da Abelha, uma unidade de conservação federal de cerca de hectares, onde existe uma grande concentração de araucárias, com uma vegetação de sub-bosque muito bem conservada, com muitas árvores de grande importância ambiental como cedros, canelas e perobas. A importância da região para a conservação é tão grande que no ano de 2005 o IBAMA (Atual ICMBio), atendendo ainda um acordo judicial, iniciou um estudo na região para a ampliação da ARIE e/ou a criação de uma nova Unidade de Conservação. Esse acordo foi firmado em audiência de conciliação na Justiça Federal na Vara e Juizado Especial Federal da Subseção de Rio do Sul (SC), no dia , pelo IBAMA, INCRA e outros, no âmbito da Ação Civil Pública No Esta Ação Civíl Pública foi impetrada pelo Ministério Público Federal visando garantir a proteção efetiva do patrimônio ambiental da Unidade de Conservação existente e dos significativos remanescentes de Mata Atlântica do seu entorno, altamente pressionados para conversão em atividades agropecuárias e/ou silviculturais. Após a conclusão do estudo, nos dias 03 e 04 de novembro de 2006, foram realizadas respectivamente nos municípios de Vitor Meirelles e Santa Terezinha, as consultas 4
5 públicas para a criação do Refúgio de Vida Silvestre (RVS) do Rio da Prata, com cerca de ha. A criação do RVS recebeu total apoio da comunidade e das autoridades locais. Entretanto, o processo de criação do Refúgio em questão encontra-se parado na Casa Civil desde então, sem nenhuma justificativa, paralisação essa que está contribuindo diretamente para a devastação da área conforme comprovado adiante. Os desmatamentos encontrados pela equipe da Apremavi situam-se na região central da área proposta para a criação do RVS do Rio da Prata, conforme mapa abaixo. Histórico dos desmatamentos recentes Segundo o depoimento de moradores da comunidade, há aproximadamente três anos começou a invasão do local. Eles relatam que na região, na época, era tudo mato, mas que com a seca da taquara começaram a surgir as queimadas e daí em diante começou o desmatamento e a exploração ilegal de madeiras nobres, inclusive de espécies ameaçadas de extinção como araucária, imbuia, canela-preta e canela-sassafrás. A área da Fazenda Parolim está sendo invadida por grileiros de terra que dizem estar interessadas em somente ter um pedaço de terra pra sobreviver. (Figura 01). 5
6 Figura 01: Ocupação ilegal da área. Conforme relato de alguns agricultores do município de Santa Terezinha e pelo que pudemos observar no dia 24 de abril, esses invasores estão ocupando as áreas para retirar ilegalmente a vegetação e comercializar a madeira. Em alguns locais o solo encontra-se decapeado (figuras 02a até 02c) áreas com lavoura de fumo (financiado segundo informações, pela empresa Souza Cruz), outras com mandioca (Figura 03). Grileiros demarcam as áreas (fazem loteamentos) e vendem os terrenos ilegalmente. Figura 02a: Desmatamento para posterior decapeamento do solo. 6
7 Figura 02b: Desmatamento para posterior decapeamento do solo. Figura 02c: Decapeamento do solo. 7
8 Figura 03: Lavoura de fumo. Segundo informações de alguns moradores do município, a família Parolim (proprietária da área) não toma providências por que tem interesse que haja a supressão da vegetação nativa da Mata Atlântica existente, por que dessa forma poderão vender com maior facilidade os terrenos. A parte ilegal quem faz são os grileiros, diz um morador do município. Esses grileiros vêm de municípios vizinhos e até mesmo de Santa Terezinha. A maioria dos grileiros no entanto, mora em outros municípios e só vem para a região para roubar madeira, chefiados por madeireiros da região, de Mafra, Rio do Sul e Itaiópolis. (Figura 04. Aproximadamente 500 m de uma Serraria da região). Figura 04:Serraria do Sr. João Valmir Schlatter na comunidade Picadão da Baia. 8
9 Estradas são abertas diariamente para dar acesso aos caminhões e maquinários para desmatamento das áreas (Figura 05). Há aproximadamente duas semanas, de acordo com morador da localidade, a estrada mostrada na figura 5, foi aberta. As máquinas e tratores de esteiras que abrem as estradas e constroem estaleiros ilegalmente são do município de Rio do Campo, segundo os moradores. Figura 05: Estrada aberta para dar acesso aos locais de desmatamento. A lenha que sobra do corte fica na margem da estrada, aguardando para ser levada para fornos de carvão junto com a lenha da destoca. Segundo informações existem aproximadamente 3 grandes fornos, a madeira também alimenta as estufas para secagem do fumo (Figura 06). Figura 06: :Lenha na margem da estrada. Na ocasião da vistoria, durante o deslocamento até a área onde estariam os fornos, por uma estrada de roça, nas proximidades da residência do Sr. Alfredo Pavilack, foi encontrado um automóvel e um caminhão, trancando o caminho, visando impedir o acesso até os fornos clandestinos. O caminhão estava com lona, mas numa vistoria mais próxima se observou que estava cobrindo toras de canela sp. e outras madeiras nobres. Conforme informou o agricultor que acompanhava a vistoria, esse procedimento é muito comum: cortam as toras durante o dia, carregam os caminhões, escondem na vegetação e à noite saem transportando as cargas para as serrarias. (Figuras 07a até 7f). 9
10 Figura 07a: Estrada de roça, na frente do automóvel, caminhão com lona. Figura 07b: Embaixo da lona toras de canela e outras espécies nativas nobres. Figura 07c: exemplar de canela Figura 07d: exemplar de canela Figura 07e: Placa do automóvel. Figura 07f : Placa do caminhão. No alto da Serra do Rio Taiozinho (área da Fazenda Parolim), muitas toras encontramse derrubadas no meio do capim, passando na estrada não dá para perceber, são muitas 10
11 araucárias (figuras 08a até 08e), imbuias (figura 09) e bem próximo a essas áreas podese encontrar estaleiros (figura 10). Figura 08a: Araucária derrubada. 11
12 Figura 08b: Araucária derrubada. Figura 08c: Tora de araucária escondida no mato. Figura 08d: Toco de árvore nativa Figura 08e:Tora na margem da estrada. Figura 09:Imbuia. 12
13 Figura 10:Estaleiro para carregamento das toras. No retorno para a localidade de Rio da Anta, foi encontrado um trator carregado de madeira plainada de araucária. O tratorista, notando a presença de pessoas estranhas, fugiu, tentando se esconder (Figura 11). Figura 11:.Homem fugindo com madeira nativa beneficiada. 13
14 Segundo informações de agricultores vizinhos, saem aproximadamente 10 caminhões de toras da área Parolim por noite. Os moradores também relataram que já fizeram a denúncia dos desmatamentos à Polícia Ambiental e ao IBAMA, inúmeras vezes, entretanto, sem sucesso. Há indícios de que esteja havendo corrupção aliada aos desmatamentos. O fato é que a floresta da região está sendo devastada numa velocidade chocante. São madeireiros usando pessoas na busca alucinante de uma riqueza fácil, destruindo árvores centenárias e toda diversidade biológica na região. Se esse ritmo de destruição não for contido, em um ano não haverá mais floresta. Para conter toda essa devastação é necessária uma ação de fiscalização urgente e emergencial, bem como, a criação imediata do Refúgio de Vida Silvestre do Rio da Prata, cujo processo encontra-se paralisado na Casa Civil, conforme informações do Ministério do Meio Ambiente. Rio do Sul (SC), 30 de Abril de Leandro da Rosa Casanova Engenheiro Florestal Especialista em Gestão de Recursos Hídricos Miriam Prochnow Pedagoga Especialista em Ecologia Tatiana Arruda Correia Bióloga Mestre em Ciência do Solo 14
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