Voltametria Ciclica: Fundamentos Básicos e Aplicações
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- Emanuel Thiago Marinho Franca
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1 Voltametria Ciclica: Fundamentos Básicos e Aplicações rof. Alzir Azevedo Batista Universidade Federal de São Carlos - Brasil Introdução A técnica de voltametria c cclica é mais própria para fins qualitativos (para fins quantitativos outras técnicas, p.e. Voltametria de ulso Diferencial, são mais eficazes) Exemplo de aplicações: Avaliação de potenciais redox de espécies em solução Detecção de intermediários Detecção da existência de reações acopladas a processos eletroquímicos A voltametria cíclica compreende um grupo de métodos eletroanalíticos nos quais as informações sobre a concentração do analito são derivadas a partir das medidas de corrente em função do potencial aplicado sob condições de completa polarização do eletrodo de trabalho, através do uso de microeletrodos. Instrumentação necessária: a)potenciostato com gerador de programa de potencial; b)computador para registrar os gráficos de corrente em função do potencial c)célula convencional de três eletrodos e uma solução contendo o analito e eletrólito suporte. A voltametria cíclica é uma modificação da técnica de varredura rápida em que se inverte a direção de varredura, segundo a redução de interesse. ara conseguir isso se aplica uma voltagem chamada onda triangular a célula eletrolítica. EQUIAMENTO: OTENCIOSTATO; ROGRAMADOR DE ONDAS Célula Eletroquímica Uma célula eletroquímica é tipicamente composta por um eletrodo de trabalho, por um de referência e por um auxiliar Célula Eletroquímica 1
2 As reações eletroquímicas ocorrem nos orbitais HOMO e HUMO O orbital de maior energia ocupado (HOMO) é particularmente importante quando uma oxidação está envolvida O orbital de maior energia desocupado (LUMO) é particularmente importante quando uma redução está envolvida ELETRODO DE TRABALHO O eletrodo de trabalho é o eletrodo em cuja superfície ocorre as reações envolvendo o analito Esses eletrodos são tipicamente compostos por um material inerte a reação redox *carbono, platina, ouro, mercúrio Interface polarizável Elevada condução elétrica Elevado grau de pureza Reprodutibilidade da superfice Eletrodo de referência Eletrodos de referências mais comuns, suas reações redox correspondentes e seus potenciais de reação relativo ao eletrodo normal de hidrogênio Um eletrodo de referência é utilizado para sustentar um potencial constante na célula eletroquímica Os principais tipos de materiais utilizados como eletrodo de referência são - Hidrogênio (t)/h 2, H + - Calomelano Hg/Hg 2 2, K (1M) - rata/oreto de prata Ag/Ag, K (0,1M) Eletrodo auxiliar O eletrodo auxiliar é utilizado para completar o circuito eletroquímico, que permite o fluxo de corrente entre o eletro de trabalho e o de referência, dessa forma é possível um medida mais exata do potencial entre esses eletrodos Enquanto a reação redox do analito ocorre no eletrodo de trabalho, a contra reação, tipicamente a reação redox do solvente, ocorre no eletrodo auxiliar VOLTAMETRIA LINEAR As características de um voltamograma linear depende de vários fatores: Velocidade da reação de transferência eletrónica. Reatividade química das espécies em solução. Velocidade de varredura de potencial 2
3 A figura mostra o padrão típico da excitação do sinal para a técnica de voltametria cíclica. A faixa de variação do potencial aplicado deve ser aquela onde a espécie em análise é eletroativa e o solvente é estável. Dependendo do analito pode-se fazer apenas um ciclo ou múltiplos ciclos. Um voltamograma cíclico é obtido pela medida de corrente sobre o eletrodo de trabalho (E.T.)durante a variação de potencial (gráfico de corrente em função do potencial). A corrente pode ser considerada responsável pelo sinal de excitação do potencial FORMAS DE VARIAÇÃO DE OTENCIAIS Variação linear do potencial no tempo, com inversões periódicas Um ou mais ciclos possíveis de serem efetuados Velocidades de varredura variáveis arâmetros importantes extraídos do voltamograma cíclico: potencial de pico catódico (E pc ); potencial de pico anódico (E pa ); corrente de pico catódico (i pc ); corrente de pico anódico (i pa ). A corrente de pico para sistemas reversíveis é descrita pela equação de Randles-Sevcik: I p =2,69X 10 5 n 3/2 AD 1/2 Cv 1/2 Voltamograma cíclico para o ferroceno [Fe(Cp) 2 ] medido em CH 3 CN com 0,1 M Bu 4 NF 6 versus SCE Corrente do pico anódico (i pa ) Corrente do pico catódico (i pc ) Equação de Randles-Svecik i p = 2,69 X 10 5 n 3/2 A D 1/2 Cv 1/2 i p = corrente de pico; A = área do eletrodo, cm 2 ; D = coeficiente de difusão, cm 2 /s; C = concentração, mol.cm -3 ; v = velocidade de variação, V/s; n = número de elétrons adicionados ou removidos por íon ou por molécula. Reações reversíveis i p ν 1/2 Epa e Epc não dependem da velocidade de varredura i pa /i pc = 1 3
4 Equação de Randles-Svecik i p = (2,69 x10 5 )n 3/2 A D 1/2 C v 1/ 2 25 o C i p - corrente pico (A) n - nº de eletrons trocados no processo A - área do eletrodo (cm 2 ) D - coeficiente de difusão (cm 2 /s) C - concentração (mol/cm 3 ) v - velocidade de varredura (V/s) rocessos reversíveis Se E aumentar com o aumento da velocidade de varredura a reação é quasireversível Quando E é muito elevado (constante de transferência eletrónica padrão igual ou inferior a 2x10-5 v 1/2 ) as reações dizem-se irreversíveis Coeficiente de difusão - i vs v - i vs c ROCESSOS REVERSÍVEIS E QUASE-REVERSIVEIS *Linha cheia: voltamograma reversível *Linha pontilhada: voltamograma quasi-reversível Voltamograma cíclico irreversível 4
5 Cálculo de E 1/2 e n O potencial de meia-onda está aproximadamente relacionado com o potencial padrão para a semi-reação E = (E pa + E pc )/2 ara uma reação reversível: E 1/2 = (E pc + E pa )/2 (ou 85,17% da corrente de pico) E p = (E pa - E pc ) (0,059)/n V Corrente (A) VC: [Ru 2 (dppb)(mebipy)] e [Ru 2 (dppf)(mebipy)] em CH 2 2, TBA 0,1 mol L -1 e velocidade de varredura de 500 mv s -1. 0, , , , ,00005 onde n é o número de elétrons envolvido na semi reação ara uma reação quasi-reversível E p > E pa E pc > 0,059/n -0, otencial (mv) rocesso Sucessivo, Reversível e Quasireversível no [Ru(NO)(dppe) 2 ](F 6 ) 2 Eletroquímica como sonda na atividade biológica de complexos inorgânicos Current (ma) 0,06 0,04 0,02 0,00-0,02-0,04-0,06-0,08-0,10-0,12-0,14-0,16-0,18-0,20-0, VC do trans-[ru(no)(dppe) 2](F 6) 2, 1.0 x 10-3 M em CH3CN (0,1 M TBA, eletrodo de trabalho t vs Ag/Ag. Ru(NO + )(dppe) 2 ] 2+ + e- Ru(NO o )(dppe) 2 ] + [Ru(NO o )(dppe) 2 ] + + e- [Ru(NO - )(dppe) 2 O VC do trans- [Ru(NO)(dppe) 2 ](F 6 ) 2 apresenta um processo catódico em 94 mv e um processo anódico em 160 mv. E 1/2 = (E pa + E pc )/2 = 127 mv vs Ag/Ag). E 66 mv ( E = Epc Epa = mv In the present work the quasireversible process between and V has been attributed to the formation of the Ar-NO2 radical. Interestingly, complexes (1-6) have otential (mv) adequate NO2-reduction potential to mv para processos act against T. cruzi via a redox cycling reversíveis em solventes process. European Journal of Medicinal orgânicos) Chemistry 45 (2010) 2847e2853 VOLTAMETRIA DE ULSOS Esta técnica foi desenvolvida com o objetivo de aumentar a sensibilidade tendo em vista aplicações analíticas. A corrente é medida no fim do pulso porque a corrente capacitiva extinguese mais rapidamente do que a corrente faradaica. Voltamograma Cíclico e Voltamograma de ulso Diferencial do complexo [Ru 2 (Mebipy)(dppf)] em CH 2 2, TBA 0,1 mol L -1 5
6 Voltametria de pulso diferencial para a reação de substituição do cloro no complexo cis-[ru 2 (dppb)(bipy)] pelo ligante 4-picolina, em CH 2 2, a 20ºC. Concentração 1/10 complexo/ligante. O N Ru + L CH 3OH/NH 4F 6 CH22 0,00007 O N Ru L F 6 NH 4 Eletrodos Modificados 0, ,00005 Corrente, (A) 0, , , , , otencial, (mv) Eletrodo modificado, para detecção de hidroquinona OH O O O etc Voltamograma Cíclico do {CoTy[Ru 3 (dppb)] 4 } em eletrodo de pasta de carbono, usando a dopamina como substrato (NaTFA 0.1 mol.l -1 ph = 4,5. Scan: 50 mv/s OH OH OH OH 20 Modified (glassy carbon) electrode with porphyrin Glassy carbon electrode glass carbon modified electrode glass carbon electrode 10 Current (ua) O - O - - O O Current (ua) otential (mv) vs Ag/Ag otential (mv) Formação do Filme na Superfície do Eletrodo Ru N e - - II Ru N n {Ty[Ru 3 (dppb)py] 4 } + n 4 e- n {Ty[Ru 2 (dppb)] 4 } + n - n{ty[ru 3 (dppb)]}+n {Ty[Ru 2 (dppb)] 4 } {[Ru 2 3 (dppb) 2 (Ty) 2 ] 2+ } n II Ru N + III Ru N 0,04 N II III Ru Ru N 2+ Absorbance/layer 0,32 0,30 0,28 0,26 0,24 0,22 0,20 0,18 0,16 current [ma] 0,03 0,02 0,01 0,00-0,01-0,02-0,03-0, Number of cycles potential [mv] 6
7 Voltamogramas para o complexo [Ru(L-Try)(dppb)(bipy)]F 6 ; E) cíclico ; D) de pulso diferencial Corrente, µa Corrente, µa otencial, mv otencial, mv Considerações práticas ureza dos solventes Água é um impureza comum em muitos solventes, pois ela pode sofrer redução ou oxidação dentro da janela de potencial desejada O 2(g) + 4H + (aq) + 4e - 2H 2 O E = 1,23V SOLVENTES Acetonitrila e diclorometano são bons solvente para aumentar a janela de potencial para a região anódica N,N-dimetilformamida (DMF) e dimetil sulfoxo (DMSO) são bons para aumentar a janela de potencial para a região catódica Tabela 2: Janela de potencial e eletrólito suporte para alguns dos solventes mais utilizados 2H 2 O + 2e - H 2(g) + OH - (aq) E = -0,83V Uma possível alternativa para esse problema é a remoção do oxigênio da solução 7
8 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA Brett, Christopher M. A.; Brett, Ana Maria O., Electrochemistry: rinciples, Methods, and Applications, Oxford,
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