Anotadas do 4º Ano 2007/08 Data: 10 de Janeiro de 2008

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1 Anotadas do 4º Ano 2007/08 Data: 10 de Janeiro de 2008 Disciplina: Oftalmologia Prof.: Ivone Cravo Tema do Seminário: Traumatismo Ocular e Catarata Autores: Ana Maçãs e Rita Nair Diaz Equipa Revisora: Carlos Vila Nova e Pedro Freitas Temas da Aula Traumatismos oculares e orbitários Introdução Traumatismo químico do globo ocular Traumatismo ocular por radiação Entrada de corpo estranho Traumatismo contuso do globo ocular Traumatismo contuso da órbita com fractura blow-out Traumatismo contuso da órbita com neuropatia óptica Traumatismo perfurante do globo ocular Catarata Introdução Tipos de catarata Sintomas Etiologia Classificação das cataratas Bibliografia Anotada correspondente de 2006/2007, Ana Aguilar Lang G, Ophthalmology A Ppocket Textbook Atlas, 2ªedição (2007), Thieme Página 1 de 30

2 TRAUMATISMOS OCULARES E ORBITÁRIOS Introdução Os traumatismos oculares e/ou orbitários constituem um assunto importante, na medida em que qualquer clínico tem certamente que manusear situações deste tipo, não surgindo muitas oportunidades de abordar este tema ao longo da formação médica. Pretende-se aqui estabelecer normas de actuação nestas situações. Há que distinguir entre uma emergência e uma urgência no caso de um traumatismo ocular e/ou orbitário: Emergência exige uma actuação em minutos; Urgência não requer uma actuação tão imediata, pode levar horas. Perante um traumatismo ocular, é sempre necessário seguir determinados passos essenciais como: história clínica cuidada, observação atenta, tratamento, envio para um oftalmologista (se necessário). Página 2 de 30

3 Traumatismo Químico do Globo Ocular CASO CLÍNICO 1 Homem, 32 anos Trabalhador da construção civil Atingido no globo ocular por uma substância química Fig.1 Opacidade da córnea. Neste caso, observa-se no segmento anterior do globo ocular: Grande abrasão da córnea com perda completa da transparência opacidade da córnea (fig.1); Hiperémia ciliar (fig.2). Fig.2 Hiperémia ciliar. Trata-se de um traumatismo químico do globo ocular. Como proceder nesta situação? Hipóteses: Enviar para a urgência de oftalmologia? Neutralizador/ antídoto? Irrigação profusa imediata? Pomada oftálmica + penso oclusivo? A única opção correcta neste caso é a irrigação profusa imediata do globo ocular. Tratando-se de uma situação de emergência, é necessário actuar em poucos minutos, sendo prioritária a remoção da substância química o mais rapidamente possível através da irrigação profusa e imediata do globo ocular e só depois se envia para a urgência de oftalmologia. Página 3 de 30

4 ETIOLOGIA Os traumatismos químicos do globo ocular podem ser causados por uma variedade de substâncias: ácidos, alcalinos, detergentes, solventes e irritantes como o gás lacrimogéneo. Geralmente a lesão por um ácido é menos grave do que a lesão por um alcalino. Isto porque os iões H + do ácido precipitam as proteínas, causando necrose de coagulação imediata do tecido superficial do globo ocular. Assim forma-se uma barreira à penetração mais profunda do ácido processo autolimitante. As substâncias alcalinas são mais rapidamente penetrantes nas estruturas oculares mediante a hidrólise das proteínas estruturais e dissolução das células este fenómeno é designado por necrose de liquefacção. É importante conhecer as substâncias alcalinas e ácidas que entram mais frequentemente em contacto com o globo ocular de forma a saber como se actuar. Alcalinos: lixívia e outras substâncias de limpeza, cimento, cal; Ácidos: ácido sulfúrico (encontrado na bateria dos carros). SINTOMAS Epífora Blefaroespasmo Dor severa Lesões primárias Lesão por substâncias ácidas geralmente há perda imediata da acuidade visual devido à necrose superficial e consequente perda de transparência da córnea. Lesão por substâncias alcalinas a perda da acuidade visual manifesta-se apenas vários dias depois. Página 4 de 30

5 TRATAMENTO 1. Administrar anestésico tópico para alívio da dor e neutralização do blefaroespasmo, o qual é importante nestes casos. 2. Eversão das pálpebras superiores e inferiores para pesquisa minuciosa de partículas nos sacos conjuntivais superior e inferior, procedendo à sua remoção cuidadosa com um cotonete húmido. 3. Afastar a pálpebra superior e inferior porque nestes casos o blefaroespasmo é importante, as pálpebras devem ser abertas manualmente ou, se necessário, recorrendo a um blefarostato (pequeno instrumento para manter as pálpebras abertas) durante a irrigação do globo ocular. 4. Irrigação profusa e imediata do globo ocular (fig,3): Usar qualquer substância neutra que esteja imediatamente disponível, de preferência lactato de Ringer (ou soro fisiológico ou água corrente se o lactato de Ringer não estiver disponível); Realizar a irrigação durante muito tempo (no caso de grandes queimaduras deve-se prolongar a irrigação por mais de 30 minutos). Fig.3 Irrigação do globo ocular. 5. Cinco minutos depois, avaliar o ph; Se o ph for neutro parar a irrigação; Se não for continuar a irrigação até atingir a neutralidade. Página 5 de 30

6 6. Cicloplégico tópico o único que não se pode utilizar é a fenilefrina, por ser um agente vasoconstritor; 7. Antibiótico tópico para protecção contra infecções; 8. Penso oclusivo (fig.4); Fig.4 Penso oclusivo. Fig.5 Teste da fluoresceína. 9. Enviar para um oftalmologista o especialista avalia a profundidade e o grau da lesão através do teste de fluoresceína, o qual cora as lesões da córnea (fig.5); 10. Quando indicado, iniciar terapêutica sistémica da dor administração de analgésico por via oral ou endovenosa. Página 6 de 30

7 Traumatismo Ocular por Radiação CASO CLÍNICO 2 Homem, soldador Hiperémia Dor Fotofobia Lacrimejo Fig.6 Microlesões epiteliais. Trata-se de um traumatismo ocular por radiação sob a forma de queratite (a córnea é muito sensível às radiações). Esta forma de traumatismo está frequentemente associada à profissão do soldador que não use protecção ocular apropriada contra as radiações ultravioleta. ETIOLOGIA A lesão por radiação ultravioleta pode ocorrer em diversas situações, como: Falta de protecção ocular adequada (ex. na frequência de solários); Exposição ocular à luz solar a altas altitudes, sem protecção adequada; Reflexo da luz solar na neve (ex: esquiar a altas altitudes num dia solarengo). As radiações ultravioletas penetram ligeiramente, causando apenas necrose superficial no epitélio corneano. Página 7 de 30

8 SINAIS E SINTOMAS Geralmente os sintomas manifestam-se depois de um período de latência de 6 a 8 horas. Dor (o sintoma mais importante para o doente), Fotofobia, Epífora, Sensação de corpo estranho, Blefarospasmo. TRATAMENTO O traumatismo ocular por radiação é uma situação de urgência e não de emergência, sendo muito menos grave que o caso anterior. 1. Cicloplégico tópico para permitir o repouso ocular; 2. Antibiótico tópico não há alívio imediato da dor, devendo o doente evitar fazer movimentos oculares; 3. Penso oclusivo; 4. Enviar para uma oftalmologista. Os sintomas passam normalmente passadas 48 horas. Página 8 de 30

9 Entrada de Corpo Estranho CASO CLÍNICO 3 Sensação de entrada de corpo estranho Hiperémia Dor Fotofobia Lacrimejo Fig.7 Corpo estranho na pálpebra superior. Fig.8 Remoção de um corpo estranho. Com este conjunto de sintomas e sinais, trata-se certamente de uma perturbação da córnea. Se não se conseguir observar o corpo estranho referido, deve-se fazer a manobra de eversão da pálpebra superior (fig.7) e inferior e, se existir, alguma partícula, proceder à sua remoção com um cotonete (fig.8). O corpo estranho presente na pálpebra superior poderá estar a causar leões na córnea, causando a sintomatologia apresentada pelo doente. Um corpo estranho frequente é a limalha e muitas vezes estes casos têm que ser referenciados ao oftalmologista. Isto porque os corpos metálicos são Fig.9 Corpo estranho na córnea. munidos de uma grande velocidade penetrando profundamente nas estruturas oculares, devendo por isso ser pesquisados mediante o exame biomicroscópio com lâmpada de fenda. Pode-se tentar a remoção da limalha, mas se esta se revelar difícil, envia-se o doente para um oftalmologista. Página 9 de 30

10 Traumatismo Contuso do Globo Ocular CASO CLÍNICO 4 Estudante, 25 anos Traumatismo com bola de squash Fig.10 Hiperémia ciliar e hifema. Este caso trata-se de um traumatismo contuso do globo ocular, o qual pode conduzir a (fig.11): Hifema A sua observação exige referência obrigatória ao oftalmologista. Os hifemas podem ser traumáticos ou espontâneos, pelo que se deve perguntar ao doente que medicamentos toma (ex. antiagregantes plaquetários, tais como a aspirina, e anti-inflamatórios) ou se tem alguma doença conhecida (ex. anemia das células falciformes, discrasia hemorrágica, leucemia e xantogranuloma juvenil) que possam levar à acumulação de sangue na câmara anterior. Hiperémia ciliar. Subluxação do cristalino deslocação parcial do cristalino. A suspensão do cristalino através das fibras da zónula encontra-se frouxa e o cristalino está apenas parcialmente localizado na fossa hialóide. Hemovítreo. Página 10 de 30

11 Fig.11 Consequências do traumatismo contuso do globo ocular. É uma situação de urgência, que deve ser enviada imediatamente para o oftalmologista. Em termos de manuseamento, a única coisa que o médico deve realizar antes do envio para o especialista é um penso ocular não compressivo. É ainda essencial fazer o despiste de outros sinais não aparentes como a ruptura da parede posterior do globo ocular, evidenciada por: hipotonia (diminuição da pressão intra-ocular) do olho, diminuição da profundidade da câmara anterior, hemorragia sub-conjuntival. Deve-se recomendar ao doente que não se deite, para que o sangue não percorra toda a câmara anterior do globo ocular. Página 11 de 30

12 Traumatismo Contuso da Órbita com Fractura Blow-Out CASO CLÍNICO 5 13 anos, praticante de kick-boxing Desde há dois dias, sensação de pressão no olho esquerdo e diplopia binocular no olhar para cima diplopia vertical Acuidade visual sem alterações Três dias antes no treino, toque na fronte e hemiface esquerda Fig.12 Diplopia vertical. Neste caso, o olho lesado é o esquerdo (fig.12), uma vez que não se eleva quando o doente olha para cima. Este olho calmo evoca um tipo específico de traumatismo o traumatismo contuso da órbita, que pode coexistir com o traumatismo contuso do globo ocular o traumatismo contuso do globo ocular pode comprimir os conteúdos da órbita de forma tão severa que ocorra fractura da parede da órbita. Página 12 de 30

13 SINTOMAS No caso de um traumatismo contuso da órbita, o mais frequente é ocorrer a chamada fractura blow-out fractura do pavimento da órbita dado que esta é a zona de maior fraqueza (e dentro desta a área mais frágil é a postero-interna) da parede da órbita. Fig.13 Fractura blow-out fractura do pavimento da órbita com herniação do conteúdo orbitário. Existe assim um traço de fractura que pode resultar em herniação da gordura orbitária e do recto inferior, ficando este músculo preso ( encravado ) entre os fragmentos ósseos, o que limita o movimento ocular para cima por parte do olho afectado, ocorrendo diplopia. É essencial reconhecer este sinal para estabelecer o diagnóstico correcto. Há ainda que estar atento aos sinais indirectos desta situação: Enoftalmia (os olhos estão metidos para dentro, encovados ) e possível diminuição da fenda palpebral; Hematoma, rubor, edema e outros sinais inflamatórios; Epistaxis; Enfisema durante a palpação das pálpebras inchadas, poderão ser sentidas crepitações, resultantes da entrada de ar na órbita proveniente dos seios perinasais; deve ser recomendado ao doente que evite assoar-se durante os quatro ou cinco dias seguintes, de modo a não forçar a entrada de ar ou microrganismos na órbita; em alternativa, o doente pode administrar um descongestionante nasal, devendo consultar um oftalmologista; Hiperestesia facial, quando há lesão do nervo infra-orbitário, localizado no pavilhão da órbita. Página 13 de 30

14 DIAGNÓSTICO Deve realizar-se um Rx simples da face e, idealmente uma TC (é mais precisa), onde se pode observar o traço de fractura (fig.14). Fig.14 Rx simples e TC. TRATAMENTO Esta situação clínica constitui uma urgência médica que pode ou não requerer cirurgia. A cirurgia restauradora da anatomia normal da órbita e da integridade da mesma deve ser realizada dentro de dez dias, minimizando o risco de dano irreversível resultante da cicatrização do recto inferior afectado. Quando o tratamento é rápido, o prognóstico é bom. Deve-se também realizar a profilaxia do tétano e o tratamento com antibióticos. Página 14 de 30

15 Traumatismo Contuso da Órbita com Neuropatia Óptica CASO CLÍNICO 6 Traumatismo da órbita Diminuição da acuidade visual Fig.15 Traumatismo contuso com neuropatia óptica. Neste caso de traumatismo contuso da órbita (fig.15), com diminuição da acuidade visual (sinal de alarme!), devem-se pesquisar sempre os reflexos pupilares a constatação de defeito pupilar aferente relativo confirma o diagnóstico de neuropatia óptica traumática. Esta neuropatia óptica traumática pode ser causada por: Fractura do canal óptico pode ser detectada pela TC; Hemorragia pode levar à compressão do nervo óptico no canal; Estiramento do nervo óptico com os movimentos bruscos resultantes do traumatismo, causando a sua irritação e consequente edema. TRATAMENTO Se for feito tratamento atempado com corticosteróides endovenosos, pode haver uma diminuição do edema e consequente restituição de alguma visão. Página 15 de 30

16 Traumatismo Perfurante do Globo Ocular CASO CLÍNICO 7 37 anos, bate-chapas Sensação de algo embater no olho esquerdo quando martelava no chassis de um automóvel Horas depois, lacrimejo, fotofobia, visão turva Fig.16 A córnea apresenta uma porta de entrada causada pela penetração de um corpo estranho e a pupila está desviada em direcção ao mesmo. Quando o doente refere sensação de entrada de corpo estranho e este for, com grande probabilidade, de natureza metálica e não visível à observação, deve sempre pensar-se em traumatismo perfurante do globo ocular. Isto porque, como já foi referido anteriormente, os corpos metálicos são animados de grande velocidade e quentes, penetrando profundamente no globo ocular (podendo causar endoftalmite). Além disso, neste tipo de traumatismo sente-se apenas a entrada do corpo estranho na córnea e na conjuntiva porque, a partir dessas estruturas, não há terminações nervosas para a dor. Página 16 de 30

17 DIAGNÓSTICO A história clínica tem uma extrema importância neste casos, pois muitas vezes a sintomatologia passa despercebida. Deve inspeccionar-se cuidadosamente a superfície ocular, procurando por qualquer lesão e possíveis lacerações que possam indicar locais de entrada de corpos estranhos. Muitas vezes essas lesões são difíceis de serem identificadas. Nesta situação, é fundamental a pesquisa do corpo estranho intra-ocular através de Rx da órbita (fig.17), que permite a sua observação imediata. Fig.17 Rx da órbita. Este tipo de traumatismo está também frequentemente associado ao caso do agricultor que estava a cavar e afirma que bateu uma pedra no olho deve-se suspeitar desta história e ponderar que o que mais provavelmente embateu no olho foi um corpo metálico e, portanto, excluir sempre esta hipótese mediante a realização de um Rx da órbita. Página 17 de 30

18 TRATAMENTO No traumatismo perfurante do globo ocular, as manobras de manuseamento estão contra-indicadas. Assim, o procedimento correcto (principalmente em grandes feridas perfurantes) consiste em: Não manipular, Não aplicar qualquer tipo de pomada, Colocar um protector ocular (é mais duro que o penso ocular), Enviar para um oftalmologista. Pode-se ainda: Administrar um antibiótico sistémico de largo espectro (quinolona e vancomicina), Vacinar contra o tétano, Recomendar ao doente que não coma nem beba porque necessitará certamente de intervenção cirúrgica. Conclusão: Os traumatismos oculares e orbitários de emergência são: Suspeita de perfuração do globo ocular manipulação mínima Queimadura química irrigação profusa imediata do globo ocular Página 18 de 30

19 CATARATA Introdução A catarata define-se como uma redução da transparência do cristalino, que interfere com a visão do indivíduo. O seu desenvolvimento é habitualmente um processo silencioso que pode evoluir com sintomatologia variada, nomeadamente visão turva, visão distorcida, diplopia monocular, etc. O cristalino é uma lente biconvexa, transparente, de estrutura epitelial pura, sem inervação ou vascularização, suspensa entre a íris e o humor vítreo pelo ligamento suspensor do cristalino. Fig.18 Anatomia do cristalino. É formado pela invaginação da ectoderme para a vesícula óptica primitiva, durante o primeiro mês de vida fetal. O cristalino diferencia-se durante a gestação em fibras geométricas centrais, uma camada anterior de células epiteliais (camada germinativa) e uma cápsula hialina acelular. Ao contrário de outras estruturas epiteliais, o cristalino, apresenta à superfície, células mais jovens e com actividade mitótica. À medida que as células mais antigas se deslocam para o equador, por compressão das novas células formadas, elas transformam-se nas fibras do cristalino, que se dispõem concentricamente. Este processo ocorre durante toda a vida, aumentando o cristalino de peso, tamanho e densidade. Desta forma, do centro para a periferia do cristalino encontram-se: o núcleo embrionário, o núcleo fetal, o núcleo infantil, o núcleo adulto, o córtex, o epitélio e a cápsula. No indivíduo adulto, o cristalino é constituído por células epiteliais e fibras, o que corresponde a 65% de água e 35% de material proteico. Página 19 de 30

20 Tipos de Catarata CATARATA SENIL Caso Clínico 8 Doente do sexo masculino 75 anos Diminuição acentuada da acuidade visual bilateral, assimétrica, progressiva Inicialmente para longe Actualmente para longe e perto Fig.19 Catarata senil. Este quadro é típico de uma catarata senil (representam 90% de todas as cataratas). O grau e a localização da opacidade influenciam a diminuição da acuidade visual. Etiologia Com a idade, as proteínas do cristalino vão-se tornando insolúveis e precipitam, constituindo agregados de alto peso molecular, pelo que ocorre o aumento do índice de refracção do cristalino. A razão porque ocorre esta alteração não está ainda esclarecida pensa-se, no entanto, que está relacionada com a absorção de determinados comprimentos de onda de luz visível. A opacidade do cristalino, com o consequente aumento do índice de refracção pode ocorrer na: Região do núcleo (catarata nuclear) desenvolve-se uma miopia de índice e o doente inicialmente vê mal ao longe; Região do córtex (catarata cortical) pode surgir uma hipermetropia adquirida, e o doente vê mal ao perto. Página 20 de 30

21 CATARATA SUBCAPSULAR POSTERIOR Caso Clínico 9 Sexo feminino, 45 anos Diagnóstico de artrite reumatóide aos 35 anos Há três meses: diminuição acentuada da acuidade visual bilateral, assimétrica, maior para perto e para ambientes luminosos Trata-se de um caso de catarata subcapsular posterior em determinadas circunstâncias, pode ocorrer opacidade granular da cápsula posterior do cristalino, com envolvimento do eixo visual. Neste tipo de catarata, regista-se um agravamento da diminuição da acuidade visual para perto e para ambientes luminosos porque a cápsula posterior começa por opacificar sempre a partir da região central. Nas situações em que ocorre miose, a luz passa quase exclusivamente pela zona que está opacificada; em midríase a luz consegue ainda passar pela área transparente do cristalino. Neste caso clínico específico, a causa da catarata é iatrogénica e está relacionada com a corticoterapia de prevenção da artrite reumatóide. Por outro lado, esta doença também pode causar uveítes de repetição, aumentando a susceptibilidade para cataratas. Página 21 de 30

22 Sintomas Os sintomas relacionados com as cataratas variam consoante o tipo. No entanto, todos eles têm envolvem uma diminuição progressiva da acuidade visual. Catarata nuclear Diminuição da acuidade visual Miopia (índice): consigo ler sem óculos Manchas esbranquiçadas Distorção de imagens Diplopia monocular Catarata subcapsular posterior Diminuição da acuidade visual mais rápida Aumento do brilho e distorção das imagens As cataratas podem ser classificadas de acordo com a localização da opacidade, o grau de opacidade e a etiologia. Localização da opacidade: Capsular anterior posterior Subcapsular anterior posterior Grau de opacidade Imatura Diminuição da acuidade visual em 40-50% Córtex transparente não totalmente opacificado Madura Diminuição acentuada da percepção visual (existindo apenas percepção visual para preto e branco) Percepção de movimentos próximos do globo ocular Opacificação total do cristalino Núcleo castanho com aumento do diâmetro do cristalino Página 22 de 30

23 Etiologia CATARATAS ADQUIRIDAS (99%) Dos indivíduos com mais de 65 anos, 50% têm catarata senil. Doenças Associadas As cataratas adquiridas podem ser divididas em dois grandes grupos: 1. Catarata + Outra Doença Ocular Doença inflamatória (ex. Uveíte) Fig.20 Catarata complicada em iridociclite crónica: esta opacidade difusa advém da catarata subcapsular posterior; precipitados inflamatórios indicativos de uveíte crónica são também visíveis na superfície posterior da córnea (seta). A opacidade do cristalino progride axialmente para o núcleo. Tóxicas (corticosteróides a mais frequente) Fig.21 Catarata causada por cortisona: uma opacidade densa desenvolve-se na cápsula posterior após terapia sistémica prolongada com esteróides. Página 23 de 30

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25 Traumatismo Fig.22 Catarata causada por contusão: uma contusão em roseta posterior à cápsula anterior do cristalino desenvolve-se após um traumatismo contuso grave do globo ocular. Radiações 2. Catarata + Doença Sistémica Doenças Metabólicas a mais frequente é a Diabetes, no entanto é raro surgir catarata em diabéticos jovens; as opacidades corticais apresentam um padrão punctata ; outro exemplo é o Hipotiroidismo; Doenças Dermatológicas as doenças dermatológicas têm uma estreita relação com as cataratas pois o cristalino e a pele possuem a mesma origem embrionária (ectoderme); são exemplos de patologia dermatológica com influência no cristalino a dermatite atópica e a ictiose congénita; Doenças Neurológicas; Doenças Musculares (distrofia miotónica associada invariavelmente com catarata). As doenças neurológicas e musculares (distrofia mista e a osteogénese imperfeita) são responsáveis por alterações da constituição e transparência do cristalino. Página 25 de 30

26 Diagnóstico Reflexos pupilares para avaliar a integridade da via óptica; Oftalmoscospia para constatar se a catarata deixa ou não observar o fundo ocular; Exames complementares (Eco, ERG, PEV) são pedidos para tentar perceber qual a alteração, se é que existe, para além do cristalino, avaliando assim a indicação para correcção cirúrgica através da análise imagiológica (Eco) e de amplitude e velocidade de ondas (ERG) desde a via óptica até ao córtex visual; o PEV realiza o estudo da condução da via óptica. Relativamente ao diagnóstico de catarata nunca devem ser esquecidos os seguintes itens: É a causa mais comum de diminuição da acuidade visual relacionada com a idade; É uma doença incapacitante com tratamento cirúrgico; Deve ser avaliada a acuidade visual e assegurar que a sua diminuição se deve única e exclusivamente à catarata, pois podem estar implicadas outras patologias como: glaucoma, degeneração da mácula, uveíte, retinopatia diabética, descolamento da retina, atrofia do nervo óptico, ambliopia. Página 26 de 30

27 Tratamento Na catarata, a única terapêutica possível é a cirurgia. Contudo, não é apenas a diminuição da acuidade visual que determina a necessidade de tratamento cirúrgico. Este está indicado apenas nos casos em que não exista atingimento da via óptica e que haja interferência com o estilo de vida do indivíduo. A técnica cirúrgica tem em vista a extracção extracapsular da catarata: Abertura da cápsula anterior do cristalino através de uma capsulotomia curvilínea contínua capsulorrexis (fig.23); Destruição do núcleo do cristalino por ultrasons facoemulsificação; Aspiração dos fragmentos do núcleo e do córtex através do orifício realizado previamente, deixando intacta a cápsula posterior (fig. 24); Colocação de uma lente intra-ocular de câmara posterior no saco capsular através do orifício efectuado (fig.25); O laser (Nd:YAG laser) só se utiliza quando o doente desenvolve uma opacificação secundária da cápsula posterior (situação muito frequente) a extracção extracapsular da catarata remove apenas a porção central anterior da cápsula e deixa células epiteliais do cristalino intactas juntamente com o resto da cápsula; essas células epiteliais são capazes de se reproduzir, podendo assim originar uma catarata secundária de tecido fibroso ou regenerativo na cápsula posterior, diminuindo a acuidade visual. Fig.23 Capsulorrexis. Fig.24 Aspiração. Fig.25 Colocação de uma lente intra-ocular Pode-se classificar o olho como: afáquico sem cristalino, pseudofáquico sem cristalino mas com uma lente intra-ocular. Página 27 de 30

28 CATARATAS CONGÉNITAS (1%) Constituem uma situação que requer o envio para o oftalmologista, o mais precocemente possível. Fig.26 Criança com catarata congénita do olho direito. Etiologia 1/3 relacionadas com a hereditariedade (maioria são bilaterais); 1/3 são derivadas de doenças metabólicas pediátricas (a mais frequente é a galactosémia única etiologia reversível de catarata); 1/3 devidas a doenças infecciosas da mãe (rubéola 40 a 60%; papeira 10 a 22%; hepatite 16%; toxoplasmose 5%); Anomalias cromossómicas (a mais frequente é a trissomia 21). Se a causa não for de origem metabólica, é obrigatória a cirurgia urgente se esta não for realizada não ocorre um correcto desenvolvimento das vias ópticas, estabelecendo-se uma ambliopia de privação. Página 28 de 30

29 Caso Clínico 10 Criança com leucocória substituição da área negra pupilar por uma substância clara, esbranquiçada. Fig.27 Criança com leucocória do olho esquerdo. Tudo levaria a pensar numa catarata congénita mas nem todas as leucocórias são cataratas. Neste caso, trata-se de um tumor intra-ocular, o retinoblastoma (o mais frequente), cujo tratamento deve ser feito urgentemente por um especialista. É importante reter que, aquando da observação de qualquer área esbranquiçada da pupila, deve-se sempre enviar o doente para um oftalmologista. Página 29 de 30

30 Classificação das Cataratas 1 1 Apresentada no livro. Página 30 de 30

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