TÓPICOS EM HISTÓRIA DA ARTE I
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- Rosa Brunelli Ramalho
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1 TÓPICOS EM HISTÓRIA DA ARTE I 1. O QUE É ARTE? Conhecer Arte significa compreender o ser humano em sua essência. Todas as civilizações, em todos os tempos, manifestaram sua índole, seus anseios, crenças e valores por meio da expressão artística. Responder o que é arte, tem sido uma das questões prioritárias das teorias que se dedicam a desvendar a essências da Arte e explicar suas diferentes manifestações. Diversas manifestações artísticas surgiram ao longo da história nas diferentes regiões do globo. Esta diversidade inclui várias manifestações poéticas como pintura, música, teatro, dança, literatura entre outras, neste caso é interessante pensarmos um pouco a respeito disso. Tais manifestações podem ser organizadas mediante as substâncias expressivas usadas em cada uma delas, logo, as substâncias da expressão manipuladas pelos artistas são diferentes entre si, cada poética (do grego Poien = fazer) emprega substâncias próprias. Neste caso podemos identificar diferentes modalidades expressivas como: Visuais, Sonoras, Cênicas ou Literárias e, dentro de cada uma delas, é possível identificar sub-categorias mais específicas nas quais as substâncias expressivas são combinadas de maneira própria para produzir sentido como na pintura, música, teatro ou literatura. Atribuir um nome para uma manifestação artística implica em identificar seus elementos constitutivos, suas substâncias de expressão, entretanto, não se trata apenas de nomenclatura, mas de concepção. É o caso da Arte Visual, como a conhecemos hoje em dia, antes já a chamamos de Belas Artes e depois de Artes Plásticas. O termo Belas Artes se refere ao modelo de ensino acadêmico que vigorou no século XIX que, por sua vez, foi baseado no modelo clássico de origem greco/romana que inspirou o Renascimento e se tornou o sistema de ensino de diversas Academias de Arte na Itália, de outros países da Europa e, depois, na França que marca a origem desse ensino no Brasil. Por meio da Missão Artística Francesa, trazida em 1816 por D.João VI, cujo trabalho culmina na criação da Academia Imperial de Belas-Artes, em 1826, no Rio de Janeiro, depois chamada de Escola Nacional de Belas-Artes a partir da proclamação da república. Quanto ao conceito de Artes Plásticas, vamos começar pelo termo plástico que tem origem no plastikós grego, cujo sentido se refere aos procedimentos de modelagem da argila. Podemos aceitar, então, que o termo plástico tem por propriedade se referir a tudo que dependa de manipulação, da ação manual exercida sobre um dado material que seja capaz de transformá-lo em substância expressiva dando-lhe forma e sentido. Logo, todos os materiais que suportem intervenção a ponto de assumirem novas formas e relações podem ser chamados plásticos. Cada um dos modos de fazer implica em técnicas, habilidades e concepções diferentes umas das outras, segundo cada uma das poéticas em que a expressão se dará. É comum a utilização do plural Artes Plásticas, embora o singular Arte Plástica fosse mais adequado segundo a linha de raciocínio que assumimos desde o início. Mas, por força do hábito, vamos manter a grafia como Artes Plásticas. Se pensarmos que chamamos de Artes Plásticas às obras que são produzidas no domínio das habilidades motoras, materiais e instrumentais como vamos chamar aquelas que se faz sob o domínio de aparelhos que não exercem uma ação direta sobre a matéria e não se utiliza de instrumentos ou ferramentas específicas? Quando surge no campo da Arte outros modos de fazer que não aqueles tradicionais é necessário também encontrar um outro modo de nomeá-los, caso contrário, fica difícil entender sua procedência e suas diferenças constitutivas. O primeiro desses modos a surgir foi a fotografia. A fotografia, embora tivesse alguma semelhança com o desenho, a gravura ou pintura, não é nenhuma delas. A fotografia é produto de um aparelho ótico cuja imagem é registrada num suporte bidimensional num suporte plano físico ou virtual. Sabemos que os desenhos, gravuras ou pinturas resultam diretamente das habilidades manuais dos artistas que operam materiais por meio de instrumentos e ferramentas cujos registros são realizados sobre os mesmos materiais em que ele inscreve diretamente as imagens que cria, como no papel, na tela ou na madeira. A fotografia, por sua vez, não depende da ação manual do produtor, consequentemente, não apresenta as marcas, os gestos, e os modos de fazer desse produtor, mas revela os seus aspectos óticos, as marcas que aparecem na superfície fotográfica são decorrentes das lentes e do registro e não do autor que a constituiu. Logo, vamos perceber que o termo Artes Plásticas já não dava conta de obras que eram produzidas por meio de aparelhos, assim, passamos a usar um conceito mais abrangente, o de Arte Visual. A idéia de Arte Visual passa a incorporar diferentes poéticas, tanto aquelas que pertenciam originariamente ao contexto das Artes Plásticas, quanto as novas imagens oriundas dos aparelhos como os fotográficos, os cinematográficos e suas decorrências eletroeletrônicas e digitais como o vídeo e os sistemas atuais para a produção de imagens fixas ou em movimento. O conceito de Arte Visual pode abarcar o conceito de Arte Plástica, no entanto, o conceito de Arte Plástica, não pode abarcar o de Arte Visual. Posteriormente, outras maneiras de fazer foram sendo desenvolvidas e provocaram o surgimento de termos como Performances, Happenings, Arte Ambiental, Instalações, Intervenções, que passaram a ocupar o lugar dos termos e das condutas tradicionais. É importante lembrar que as funções que a Arte exerce em cada sociedade é diferente de uma para outra. Se o ser humano pré-histórico acreditava que a arte servia para evocar vibrações positivas para empreender a caça, para o ser humano contemporâneo serve tanto para decorar um ambiente como para intervir ou transformar outro. Os modos de fazer arte também se distingue entres as sociedades. Na pré-história ocupava as paredes das cavernas, na Idade Média as paredes das igrejas, hoje em dia nem as paredes a suportam. Pode-se então dizer que a arte assume em cada momento e em cada lugar, um modo próprio de existência, logo, é impossível esperar que uma simples definição dê conta de toda sua complexidade. Em termos de síntese, acreditamos que a arte seja uma das maneiras que a humanidade tem para se manifestar, então podemos dizer que:
2 A Arte é a expressão estética da humanidade. Isto servirá, por enquanto, para desenvolvermos nosso raciocínio em torno dela desde seus primeiros momentos na humanidade. 2. ARTE NA PRÉ-HISTÓRIA A Pré-História é o período anterior a História, pois a história nasce com o surgimento da escrita. Entretanto, na atualidade, entende-se a História, como a narrativa da presença humana na terra. No caso da pré-história a Arte é importante por ser o modo por meio do qual os primeiros seres humanos se manifestaram culturalmente. Nos últimos anos do Século XIX, foram descobertas várias cavernas nas quais foram encontradas estatuetas, varias pinturas, desenhos e incisões rupestres produzidas por pessoas que viveram há mais de anos. De um lado, despertou a curiosidade em torno daquela produção e, de outro, a necessidade de revisão do conhecimento sobre a Arte conhecida até aquele momento. A arte muda de forma e de função de acordo com a época e o lugar em que existe. Para o ser humano pré-histórico a arte era um misto de magia e expressão. Inicialmente nômade, o ser humano, aos poucos, vai-se tornando sedentário. Mas isso não aconteceu de um dia para o outro, foram necessários milênios, portanto, é necessário acompanhar os períodos nos quais estas manifestações ocorreram para percebermos quais as mudanças empreendidas e por quais motivos. Daí a importância de construirmos as Linhas do Tempo, ou seja, percursos cronológicos que representem os diferentes períodos nos quais estas manifestações ocorreram. Podemos começar pelos períodos da Pré-história: Paleolítico Inferior Compreende o período entre a a.c.; onde vivem os primeiros hominídios; dependem da caça e coleta; controle do fogo; e instrumentos de pedra e pedra lascada, madeira e ossos: facas, machados. Neste período não se reconhece manifestação artística. Paleolítico Superior ou Período da Pedra Lascada entre a.c. até a.c. Surgem as primeiras estatuetas de figuras humanas femininas, supostamente vinculadas a cultos de fertilidade, as chamadas Vênus Esteatopígeas por destacarem os seios e quadris nestas figuras. Entretanto, a principal característica da arte nesse período é Arte Rupestre: imagens criadas por meio de Pinturas, Desenhos e Incisões cujos temas são os animais com os quais convivia e dos quais dependia para sua sobrevivência. A hipótese mais aceita é a de que a finalidade destas manifestações era ritual e correspondia a atos mágico-propiciatórios com o fim de obter sucesso na caça. Como admite, eles seguiam as manadas no intuito de estarem próximos ao animais dos quais dependiam para se alimentar, em épocas de frio intenso, ao se protegerem nas cavernas, ficavam isolados e não tinham acesso aos animais e devido à necessidade de sobrevivência supõe-se que acreditavam que pintando aqueles animais nas paredes das cavernas, proporcionariam sua obtenção. Neste caso, acreditavam que as pinturas nas paredes das cavernas eram, supostamente, meios para propiciar o sucesso na caçada na medida em que, ao dominar a imagem do animal dominavam o próprio animal. Supõe-se também que ornamentavam seus corpos com pinturas, tatuagens e adornos obtidos de peles, penas, ossos e madeira. As principais cavernas nas quais foram encontradas tais manifestações são: Caverna de ALTAMIRA, Espanha, quase uma centena de desenhos feitos a anos, foram os primeiros desenhos descobertos, em Sua autenticidade, porém, só foi reconhecida em Caverna de LASCAUX, França, suas pinturas foram achadas em 1942, têm anos. A cor preta, por exemplo, contém carvão moído e dióxido de manganês. Caverna de CHAUVET, França, há ursos, panteras, cavalos, mamutes, hienas, dezenas de rinocerontes peludos e animais diversos, descoberta em No Brasil vale destacar o Parque Nacional da Serra da CAPIVARA, no Piauí na região dos municípios de Brejo do Piauí, Coronel José Dias, João Costa e São Raimundo Nonato, unidade de conservação arqueológica. São identificados em torno de 737 sítios arqueológicos catalogados onde foram encontrados artefatos líticos, esqueletos humanos, pinturas rupestres com aproximadamente figuras coloridas e diversas cenas. Os artistas do Paleolítico Superior realizaram também trabalhos em escultura. Mas, tanto na pintura quanto na escultura, nota-se a ausência de figuras masculinas. Predominam figuras femininas, com a cabeça surgindo como prolongamento do pescoço, seios volumosos, ventre saltado e grandes nádegas (esteatopigia). Tais figuras, acredita-se, faziam parte de rituais de fertilidade, com vistas a propiciar o aumento da prole, muitos filhos significa muitos caçadores, muitos guerreiros, muita mão de obra. Destacam-se: as Vênus Esteatopígeas, como a de Willendorf, do Corno entre outras. Instrumentos de marfim, ossos, madeira e pedra entalhados: machado, arco e flecha; lançador de dardos, anzol e linha; e desenvolvimento da pintura e da escultura. Neolítico ou Período da Pedra Polida por volta de a.c. Na época neolítica, o ser humano já se torna sedentário. A fixação do homem da Idade da Pedra Polida, garantida pelo cultivo da terra e pela manutenção de manadas, ocasionou um aumento rápido da população e o desenvolvimento das primeiras instituições, como família (a partir dos clãs e das tribos) e a divisão do trabalho. Assim, o homem do Neolítico desenvolveu a técnica de tecer panos, de fabricar cerâmica e construiu as primeiras moradias. Conseguiu ainda, produzir o fogo e deu início ao trabalho com metais. Todas essas conquistas técnicas tiveram um forte reflexo na arte. Ao se tornar um camponês não precisa mais ter os sentidos apurados do caçador do Paleolítico assim, seu poder de observação foi substituído pela abstração e racionalização. Como conseqüência surge um estilo simplificado e geométrico, sinais e figuras mais que sugerem do que reproduzem o que se vê. Os próprios temas da arte mudaram: começaram as representações da vida coletiva, as cenas de aldeia, de caça e de relacionamentos ocupam grande parte das imagens deste período criando narrativas. Além de desenhos e pinturas, o artista do Neolítico também produz a cerâmica e nela, além das preocupações funcionais, revela também sua preocupação estética. Na construção surgem as primeiras edificações: os Menires, monumentos megalíticos de pedras verticais e depois os Dolmens, constituídos por duas pedras colocadas verticalmente lado a lado, sustentando uma maior colocada horizontalmente sobre elas, o exemplo mais conhecido destas edificações é Stonehenge, no sul da Inglaterra. Podemos deduzir que
3 os menires marcam o espaço e significam a presença de alguém, enquanto que os Dolmens podem ser abrigos ou altares. Em grande parte, estes monumentos tinham por finalidade marcar épocas do ano como o período de plantio e colheita, referenciando-se ao solstício de verão supondo um culto solar. Suas conquistas foram os instrumentos de pedra polida, enxada e tear; início do cultivo dos campos; artesanato: cerâmica, metal e tecidos; construção de pedra; e início da arquitetura. 3. ARTE NA ANTIGUIDADE Muitas civilizações da antiguidade desenvolveram sistemas de escrita, portanto, estas civilizações já são consideradas parte da História, nesse caso da História Antiga. Estas civilizações já possuem estrutura econômica e social desenvolvidas e identidade cultural própria, logo é possível distinguir estilos diferenciados. Considerando o recorte tomado, levando em conta as influências e o desenvolvimento da Arte Ocidental, pode-se destacar: A região da Mesopotâmia, as imediações do Mar Egeu, a do Egito, a Grega e a Romana. A arte se manifesta agora nos palácios, templos e túmulos. MESOPOTÂMIA A Mesopotâmia é o nome dado à área compreendida na região dos Rios Tigre e Eufrates, no Oriente Médio, atual Iraque. Os principais povos que dominaram a região e vieram a constituir o que se chamou civilização Mesopotâmica são, principalmente, os Sumérios, os Babilônios, os Assírios e os Persas entre outros. Estes povos se sucederam nesta região e mantiveram a civilização por mais de dois mil anos. Foram capazes de preservar por todo este tempo, certas características formais e modos de vida. Desenvolveram uma escrita própria, a Cuneiforme (feita a partir de uma haste triangular em forma de cunha), realizada sobre placas de argila mole. Desenvolveram também um sistema interessante de impressão, os Selos Cilíndricos também aplicados sobre placas de argila mole, que pode-se considerar como o primeiro sistema de impressão off set, por transferência cuja finalidade era a de marcar, identificar origem ou posse. Os Sumérios Sua civilização surge por volta de a.c. ao dominar os povos que habitavam a região baixa do vale do Tigre e Eufrates. O rei que primeiro dominou esta região foi Sargão I. Com a morte de Sargão, assume Dungi na região de Ur. Com a morte de Dungi, o império sumeriano desaparece. Eram especialistas na lapidação das pedras, na fundição de metal, na cerâmica e na escultura. As esculturas do Orantes são figuras votivas características desse período. Suas construções são precárias devido ao uso do Adobe (barro misturado com palha). Sua principal construção é o Zigurat, uma edificação em forma de torre helicoidal. Os Babilônios Desde a.c., a região onde estavam os Acadianos, os Sumérios, os Elamitas e os Amoritas, eram chamados de Babilônia, pois a capital nesse período se manteve na Babilônia. Um dos reis mais famosos da Babilônia foi Hamurabi, o instaurador do código de Hamurabi, uma das primeiras constituições que se tem notícia na história. Derrotados pelos Cassitas, os Babilônios desapareceram por volta de a.c. A arte sofre um declínio nesse período, mantêm-se o que já se havia feito pelos Sumérios. Os Assírios Depois da queda da Babilônia, o domínio dos Cassitas não produziu nada de extraordinário até que um povo no planalto de Assur ao norte do vale instaura um pequeno império por volta de a.c. Expandiu seu domínios por toda a região, os reis mais conhecidos foram Sargão II, Senaqueribe e, por fim, Assurbanipal. Depois dominados pelos Caldeus que entraram logo em decadência. A arte se manifesta com maior qualidade e estilização, especialmente os baixo-relevos e as esculturas. Trabalhavam com a ideia de naturalismo e alta qualidade técnica, na qual a valorização do movimento e ornamentação se destavam. Os principais temas eram as cenas de guerra e esporte. Os Persas Ciro, O Persa, derruba o império Caldeu e assume o comando da região por volta de 539 a.c., depois sucedido por Cambises, seu filho, posteriormente por Dario e Xerxes. O império persa foi o último a dominar a região da Mesopotâmia. Herdaram os valores culturais dos Assírios e expandiram seus temas e interesses. Seu maior monumento arquitetônico foi Persépolis onde se encontram exemplos da escultura e entalhes. MAR EGEU Por volta de a.c. já se encontram marcas desta civilização que incluía principalmente a ilha de Creta, cujas principais cidades foram Cnossos e Festo, e suas circunvizinhas, Micenas e Tirinto. Sua arquitetura é bem interessante e revela formas e estrutura muito parecidas com as que se desenvolveram na contemporaneidade. A pintura e escultura foram bem desenvolvidas e apresentam um alto grau de naturalismo e também de abstração. A civilização Egéia possui alto grau técnico e menos referências simbólicas, é expressiva e ornamental com alto grau de esteticidade. O EGITO
4 Uma das principais civilizações da Antiguidade é a Egípcia. Desenvolveu-se no vale do Rio Nilo, ao norte da África, é bastante complexa em relação à sua organização social e riquíssima em suas realizações culturais. Para efeito de estudos, a civilização egípcia é dividida em diferentes períodos: Período Pré-Dinástico por volta de a.c. Dinástico Antigo a.c. Antigo Império a.c. 1º. Período Intermediário a.c. Médio Império a.c. 2º. Período Intermediário a.c. Novo Império a.c. 3º. Período Intermediário a.c. Período Tardio a.c. Período Greco-Romano 332 a.c. 395 d.c. A temática motivadora da Arte Egípcia é a religião. Ela pontuava a vida (e a morte) do povo egípcio interpretando o universo, justificando sua organização social e política, determinando o papel de cada classe social e também normalizando a produção artística. Além de crer em deuses que poderiam interferir na vida humana, os egípcios acreditavam também na vida após a morte e achavam que essa vida era mais importante do que a que, de fato, viviam. O fundamento ideológico da arte egípcia é a glorificação dos deuses e do rei divinizado, e todas as manifestações artísticas eram organizadas para isto, logo surgem templos e túmulos grandiosos, sem se esquecer dos palácios suntuosos e riquíssimos. Arquitetura - As pirâmides são as obras arquitetônicas mais conhecidas, as mais famosas foram construídas por importantes reis do Antigo Império: Quéops, Quéfren e Miquerinos. Ao lado destas três pirâmides fica a esfinge mais conhecida do Egito, que representa o faraó Quéfren, mas a ação erosiva do vento e das areias do deserto deram-lhe, ao longo dos séculos, um aspecto enigmático e misterioso. As características gerais da arquitetura egípcia são: grandiosidade, solidez e durabilidade. Os túmulos são construídos na margem esquerda do Nilo e os palácios na margem direita, em direção ä foz. As pirâmides têm base quandrangular, feitas em pedras, algumas com cerca de vinte toneladas e até dez metros de largura, além de serem admiravelmente lapidadas. A entrada frontal da pirâmide voltava-se para a estrela polar, a fim de que seu influxo se concentrasse sobre a múmia do Faraó. No seu interior, caminhos labirínticos, procuravam ocultar a câmara mortuária, onde estavam a múmia e seus pertences. Os templos mais significativos são: Carnac e Luxor, ambos dedicados ao deus Amon. Os monumentos mais expressivos da arte egípcia são os túmulos e os templos, divididos em três categorias: Pirâmide - túmulo real, destinado ao faraó; Mastaba - túmulo para a nobreza; e Hipogeu - túmulo destinado à gente do povo. Os tipos de colunas encontradas nos templos egípcios apresentam três tipos de capitel: Palmiforme - flores de palmeira; Papiriforme - flores de papiro; e Lotiforme - flor de lótus. Outros monumentos: Esfinge: representa corpo de leão (força) e cabeça humana (sabedoria). Eram colocadas na alameda de entrada do templo para afastar os maus espíritos. Obelisco: Colunas de base quadrangular eram colocados à frente dos templos para materializar a luz solar. Esculturas: Os escultores egípcios representavam os faraós e os deuses em posição serena, quase sempre de frente, sem demonstrar nenhuma emoção. Pretendiam com isso traduzir, na pedra, uma ilusão de imortalidade. Com esse objetivo ainda, exageravam freqüentemente as proporções do corpo humano, dando às figuras representadas uma impressão de força e de majestade. Os Usciabtis eram figuras funerárias em miniatura, geralmente esmaltadas de azul e verde, destinadas a substituir o faraó morto nos trabalhos mais ingratos no além, muitas vezes coberto de inscrições. Baixo-relevos: eram quase sempre pintados, foram também expressão da arte egípcia. Recobriam colunas e paredes, dando um encanto todo especial às construções. Os próprios hieróglifos eram transcritos, muitas vezes, em baixo-relevo. Pintura: A decoração colorida era um poderoso elemento de complementação das atitudes religiosas, suas características gerais são: ausência de três dimensões; ignorância da profundidade; colorido a tinta lisa, sem claro-escuro e sem indicação do relevo; Lei da Frontalidade que determinava que o tronco da pessoa fosse representado sempre de frente, olhos de frente, enquanto sua cabeça, suas pernas e seus pés eram vistos de perfil. As figuras mais importantes eram mostradas com maior tamanho, havia uma ordem de grandeza: o rei, a mulher do rei, o sacerdote, os soldados e o povo. As figuras femininas eram pintadas em ocre, enquanto que as masculinas pintadas de vermelho. A escrita egípcia se desenvolveu a partir das imagens e, por isso, foi chamada de Hieroglífica. Portanto os hierópglifos são um meio de registro e narrativa. Desenvolveram três formas de escrita:
5 Os Hieróglifos - considerados a escrita sagrada; A Hierática - uma escrita mais simples, utilizada pela nobreza e pelos sacerdotes; e A Demótica - a escrita popular. O Livro dos Mortos, um rolo de papiro (formado de tramas de fibras do tronco de papiro, as quais eram batidas e prensadas transformando-se em folhas) era posto no sarcófago do faraó morto, ilustrado com cenas muito vivas a vida do Faraó e de seus funerais o acompanhavam para a vida eterna (ou para sua reencarnação). Uma curiosidade é que a escrita dos egípcios só pode ser decifrada a partir de 1822, quando um estudioso francês, Champolion, descobriu a famosa pedra encontrada na cidade de Roseta, no delta Nilo. A Pedra de Roseta continha textos em Cirílico, Grego e Egípcio, daí a possibilidade de tradução. A Mumificação era um ritual realizado para promover a conservação dos corpos, levando em conta que seriam revitalizados mais tarde para cumprir uma nova vida. Este processo consistia em retirada do cérebro, intestinos e vísceras, que eram colocados em vasos de pedra (canopos), as cavidades do corpo eram preenchidas com resinas e ervas aromáticas. O corpo era fechado e mergulhado numa solução de Nitrato de Potássio por 70 dias, depois era lavado e enrolado em bandagem de algodão e betume para impermeabiliza-lo. Com a construção da barragem de Assuã foi construída no Nilo, em 1970, dezenas de construções antigas do sul do país foram cobertas por água. Antes disso foram transferidos os templos erguidos pelo faraó Ramsés II, em Abu Simbel. A pirâmide de Queóps é a maior das três, tinha originalmente 146 metros de altura, um prédio de 48 andares. Nove metros foram destruídos pela ação poluidora. Para erguê-la, foram utilizados cerca de 2 milhões de blocos de pedras e o trabalho de cem mil homens, durante vinte anos. Por tudo isso é que a civilização egípcia é até hoje marcada no contexto da cultura humana, é difícil encontrarmos alguém, no mundo civilizado, que não tenha alguma informação sobre o Egito, suas edificações e sua arte. Foi uma das maiores e mais opulentas civilizações do mundo antigo. GRÉCIA A civilização Grega ou Helênica ocupou uma grande área do Mar Egeu, Jônico e Mediterrâneo a partir de a.c. até o início da era Cristã, descendendo das civilizações Minóicas ou Egéias. A arte grega é essencialmente racional, idealizada, tem como temas a sua mitologia, seus heróis e esportistas. Contemplando a natureza, os gregos desenvolvem um senso de análise sobre as condutas da natureza, dos seres humanos e de suas divindades, embora tivessem pouco envolvimento com a religião. Os valores estéticos propostos pela arte grega são a simetria, o equilíbrio e a harmonia em busca de um belo ideal e não da aparência. O aspecto humanístico é a medida de todas as coisas. A arte grega se manifesta por meio de diferentes modalidades expressivas Arquitetura, escultura, pintura e cerâmica. Os períodos em que se dividem a arte grega são: Período Arcaico manifestações mais rudimentares e simples Período Clássico manifestações mais elaboradas e simétricas Período Helenístico manifestações mais elaboradas, e articuladas em movimento Arquitetura - As edificações que despertaram maior interesse na arquitetura grega são os templos. A característica mais evidente dos templos gregos é a simetria entre o pórtico de entrada e o dos fundos. O templo era construído sobre uma base de três degraus. O degrau mais elevado chamava-se estilóbata e sobre ele eram erguidas as colunas (colunata). As colunas sustentavam um entablamento horizontal formado por três partes: a arquitrave, o friso e a cornija. As colunas e entablamento eram construídos segundo os modelos da ordem dórica, jônica e coríntia. Ordem Dórica - era simples e maciça. O fuste da coluna era monolítico e grosso. O capitel era uma almofada de pedra. Mais antiga das ordens arquitetônicas gregas, a ordem dórica, por sua simplicidade e severidade, empresta uma idéia de solidez e imponência Ordem Jônica - representava a graça e o feminino. A coluna apresentava fuste mais delgado e não se firmava diretamente sobre a estilóbata, mas sobre uma base decorada. O capitel era formado por duas espirais unidas por duas curvas. A ordem dórica traduz a forma do homem e a ordem jônica traduz a forma da mulher. Ordem Coríntia - o capitel era formado com folhas de acanto e quatro espirais simétricas, muito usado no lugar do capitel jônico para variar e enriquecer aquela ordem, sugere luxo e ostentação. Os principais monumentos da arquitetura grega: Templos- um dos mais importantes é o Partenon de Atenas. Na Acrópole, também, se encontram as Cariátides homenageavam as mulheres de Cária. Teatros- eram construídos em lugares abertos (encostas) e que compunham de três partes: a skene ou cena, para os atores; a konistra ou orquestra, para o coro; o koilon ou arquibancada, para os espectadores. Um exemplo típico é o Teatro de Epidauro, construído, no séc. IV a.c., ao ar livre, composto por 55 degraus divididos em duas ordens e calculados de acordo com uma inclinação perfeita. Chegava a acomodar cerca de espectadores e tornou-se famoso por sua acústica perfeita. Ginásios- edifícios destinados à cultura física e aos esportes. Praça - Ágora onde os gregos se reuniam para discutir os mais variados assuntos, entre eles; filosofia. Pintura - A pintura grega que chegou até nossa época é encontrada, principalmente, na cerâmica. Os vasos gregos são também conhecidos não só pelo equilíbrio de sua forma, mas também pela harmonia entre o desenho, as cores e o espaço utilizado para a ornamentação. Além de servir para rituais religiosos e presentar os atletas
6 vencedores das Olimpíadas, os vasos eram usados para armazenar, entre outras coisas, água, vinho, azeite e mantimentos. Por isso, a sua forma correspondia à função para que eram destinados: Ânfora - vasilha em forma de coração, com o gargalo largo ornado com duas asas; Hidra - (água) tinha três asas, uma vertical para segurar enquanto corria a água e duas para levantar; Cratera - tinha a boca muito larga, com o corpo em forma de um sino invertido, servia para misturar água com o vinho (os gregos não bebiam vinho puro). As pinturas dos vasos representavam pessoas em suas atividades diárias, cenas da mitologia grega e eventos esportivos, o maior pintor de figuras negras foi Exéquias. A pintura grega em cerâmica se divide em três grupos: 1-figuras negras sobre o fundo vermelho 2- figuras vermelhas sobre o fundo negro 3- figuras vermelhas sobre o fundo branco Escultura - A estatuária grega representa os mais altos padrões já atingidos pelo homem. Na escultura, o antropomorfismo, foi insuperável. As estátuas adquiriram, além do equilíbrio e perfeição das formas, o movimento. No período Arcaico os gregos começaram a esculpir, em mármores, grandes figuras de homens. Primeiramente aparecem esculturas simétricas, em rigorosa posição frontal, com o peso do corpo igualmente distribuído sobre as duas pernas mas sem proporção anatômica. Essas imagens representam os Kouros (homem jovem) e Korai (mulher jovem). No período Clássico passou-se a dar maior acabamento às imagens, maior respeito à anatomia e maior precisão nos aspectos simétricos e harmônicos. Há uma estilização e o uso de estereótipos para as faces, cabelos, bocas definem figuras muito parecidas umas com as outras. Estas figuras não identificam alguém em especial, portanto não são retratos, mas representações genéricas. O bronze era mais utilizado por ser mais resistente, e por proporcionar o uso do modelado na argila para criar os originais dos quais se fundiriam as estátuas. As imagens em mármore que conhecemos, em sua maioria, é resultado de cópias feitas por artistas romanos das estátuas gregas. Surge o nu feminino, pois no período arcaico, as figuras de mulher eram esculpidas sempre vestidas. O Período Helenístico busca um maior naturalismo, já existe a preocupação em identificas personalidades e estados de espírito na expressão. O grande desafio e a grande conquista da escultura do período helenístico foi a criação de grupos escultóricos, trabalhados em diferentes ângulos de observação provocando a sensação de movimento. Os principais mestres da escultura clássica grega são: Praxíteles - celebrado pela graça das suas esculturas, pela lânguida pose em S (Hermes com Dionísio menino), foi o primeiro artista que esculpiu o nu feminino. Policleto - autor de Doríforo - condutor da lança, criou padrões de beleza e equilíbrio através do tamanho das estátuas que deveriam ter sete vezes e meia o tamanho da cabeça. Fídias- talvez o mais famoso de todos, autor de Zeus Olímpico, sua obra-prima, e Atenéia. Realizou toda a decoração em baixos-relevos do templo Partenon: as esculturas dos frontões, métopas e frisos. Lisipo- representava os homens tal como se vêem e não como são (verdadeiros retratos). Foi Lisipo que introduziu a proporção ideal do corpo humano com a medida de oito vezes a cabeças. Miron- autor do Discóbolo atleta que arremessa o disco. Outro aspecto importante da arte grega, é a referência à mitologia e aos heróis e deuses mitológicos entre outros: Zeus- senhor dos céus; Atenéia- deusa da guerra; Afrodite- deusa do amor e da beleza feminina; Apolo- deus das artes e da beleza masculina; Posseidon- deus das águas. O Teatro grego instituiu a comédia e a tragédia. Entre as mais famosas: Édipo Rei, de autoria de Sófocles. A Música, a arte das musas, tem a lira como referência e era o instrumento nacional. Os jogos Olímpicos eram realizados em Olímpia, cada 4 anos, em honra a Zeus. Os primeiros jogos começaram em 776 a.c. As festas olímpicas serviam de base para marcar o tempo e o calendário anual. ROMA A civilização romana ocorreu às margens do rio Tibre na região central da Península Ibérica, por volta do ano a.c. durando até a queda do Império Romano em 576 d.c. com a deposição de Rômulo Augusto e a assunção de um rei bárbaro. Os romanos foram mais pragmáticos que os gregos, eram mais práticos e pouco se dedicavam aos valores espirituais. Não havia preocupação em desenvolver uma cultura mais elaborada, estavam mais preocupados em conquistar o espaço geográfico, eram guerreiros hábeis e conseguiram fundar um dos maiores impérios de todos os tempos. A arte romana se desenvolveu a partir da arte dos Etruscos, povo que ocupava a região conquistada pelos romanos, a partir da influência da arte grega, que muito admiravam. Arquitetura - As características gerais da arquitetura romana, além do uso dos arcos e da abóboda são: Busca do utilitário e do imediato, senso de realismo; Grandeza material, realçando a idéia de força e presença política, especialmente nas áreas conquistadas; Idéia de energia e sentimento; Predomínio do caráter monumental e ideológico sobre a beleza; Originalidade: urbanismo, vias de comunicação, anfiteatro, termas.
7 As construções eram de cinco espécies, de acordo com as funções: Religiosas: Templos, os mais conhecidos são o templo de Júpiter, o de Saturno, o da Concórdia e o de César. O Panteão, construído em Roma durante o reinado do Imperador Adriano foi planejado para reunir a grande variedade de deuses existentes em todo o Império, esse templo romano, com sua planta circular fechada por uma cúpula, cria um local isolado do exterior onde o povo se reunia para o culto. Local onde estão depositados diferentes personalidades romanas, entre eles, Michelangelo. Civis: casas de Comércio e civismo: Basílica- A princípio destinada a operações comerciais e a atos judiciários, a basílica servia para reuniões da bolsa, para tribunal e leitura de editos. Mais tarde, já com o Cristianismo, passou a designar uma igreja com certos privilégios. A basílica apresenta uma característica inconfundível: a planta retangular, (de quatro a cinco mil metros) dividida em várias colunatas. Para citar uma, a basílica Julia, iniciada no governo de Júlio César, foi concluída no Império de Otávio Augusto. Higiênica: Termas, constituídas de ginásio, piscina, pórticos e jardins, as termas eram o centro social de Roma. As mais famosas são as termas de Caracala que, além de casas de banho, eram centro de reuniões sociais e esportes. Diversão: Circo- Dos jogos praticados temos: jogos circenses - corridas de carros; ginásios - incluídos neles o pugilato; jogos de Tróia - aquele em que havia torneios a cavalo; jogos de escravos - executados por cavaleiros conduzidos por escravos; Sob a influência grega, os verdadeiros jogos circenses romanos só surgiram pelo ano 264 a.c. Dos circos romanos, o mais célebre é o "Circus Maximus". Teatro- imitado do teatro grego. O principal teatro é o de Marcelus. Tinha cenários versáteis, giratórios e retiráveis. Anfiteatro- o povo romano apreciava muito as lutas dos gladiadores. Essas lutas compunham um espetáculo que podia ser apreciado de qualquer ângulo. Pois a palavra anfiteatro significa teatro de um e de outro lado. Assim era o Coliseu, certamente o mais belo dos anfiteatros romanos. Externamente o edifício era ornamentado por esculturas, que ficavam dentro dos arcos, e por três andares com as ordens de colunas gregas (de baixo para cima: ordem dórica, ordem jônica e ordem coríntia). Essas colunas, na verdade eram meias colunas, pois ficavam presas à estrutura das arcadas. Portanto, não tinham a função de sustentar a construção, mas apenas de ornamentá-la. Esse anfiteatro de enormes proporções chegava a acomodar pessoas sentadas e mais de em pé. Monumentos comemorativos Arco de Triunfo- pórtico monumental feito em homenagem aos imperadores e generais vitoriosos. O mais famoso deles é o arco de Tito, todo em mármore, construído no Forum Romano para comemorar a tomada de Jerusalém. Coluna Triunfal- ou coluna historiada, a mais famosa é a coluna de Trajano, com seu característico friso helicoidal que possui a narrativa histórica dos feitos do Imperador em baixo-relevo no fuste. Foi erguida por ordem do Senado para comemorar a vitória de Trajano sobre os Dácios e os Partos. Moradia- Casa, era construída ao redor de um pátio chamada Atrio. Pintura - a pintura parietal, afresco, foi muito utilizada na decoração das residências e palácios romanos, embora pouca tenham chegado até nós. Os melhores exemplos vêm de Pompéia e Herculano, cidades que ficaram soterradas sob a cinza da erupção do Vesúvio no ano de 79 a.c. Os estudiosos da pintura existente em Pompéia classificam a decoração das paredes internas dos edifícios em quatro estilos: primeiro estilo- recobrir as paredes de uma sala com uma camada de gesso pintado; que dava impressão de placas de mármore. segundo estilo- painéis que criavam a ilusão de janelas abertas (tromp-le-oil=engana o olho) por onde eram vistas paisagens com animais, aves e pessoas, formando um grande mural. terceiro estilo- representações fiéis da realidade e valorizou a delicadeza dos pequenos detalhes. quarto estilo- um painel de fundo vermelho, tendo ao centro uma pintura, geralmente cópia de obra grega, imitando um cenário teatral. Escultura - Os romanos eram grandes admiradores da arte grega, mas por temperamento, eram muito diferentes dos gregos. Por serem realistas e práticos, suas esculturas são uma representação fiel das pessoas e não a de um ideal de beleza humana, como fizeram os gregos. Retratavam os imperadores e os homens da sociedade. Mais realista que idealista, a estatuária romana se caracteriza pela criação do retrato. Mosaico - Partidários de um profundo respeito pelo ambiente arquitetônico, adotando soluções de clara matriz decorativa, chegaram a resultados extraordinários. Se apropriam da cópia da natureza e as cores vivas e a possibilitam seu uso na decoração de qualquer ambiente, sua durabilidade material fez com que os mosaicos prevalecessem sobre a pintura. Mais tarde, são um referencial importante para indicar a ampliação das primeiras igrejas cristãs. TÓPICOS EM HISTÓRIA DA ARTE II ARTE NA IDADE MÉDIA
8 Considerando o percurso histórico que estamos observando, a arte neste período vai se desenvolver, principalmente, no ambiente religioso, nos túmulos e nos templos cristãos. Como sabemos a religião cristã se expande com mais vigor nesta época. Desde as primeiras manifestações, nos primeiros anos da Idade Média, até seus últimos momentos, vamos encontrar nas igrejas suas maiores e melhores manifestações. Iniciando este percurso vamos focar a arte dos primeiros anos do cristianismo, quando esta religião ainda não era aceita e os cristãos eram perseguidos. Nesse período, o único lugar em que podiam realizar seus cultos eram as catacumbas, Portanto a Arte Paleocristã do antigo cristianismo também era chamada de Catacumbar ou Catacumbária. 1. ARTE PALEOCRISTÃ E BASILICAL Neste mesmo período a arte Romana continuava mantendo seu aspecto colossal, se espalhando por toda a Europa e parte da Ásia, em contrapartida, os cristãos, começaram a fazer arte de um modo simples, com finalidade ritual e simbólica, na maior parte das vezes, realizada por pessoas sem as habilidades artísticas, portanto rudimentar, daí a ideia de uma arte primitiva. Como a religião cristã não era aceita, os cristãos eram perseguidos e os cultos não eram abertos, como atuavam às escondidas, seus artistas também tinham que se esconder e produzir anonimamente. Na medida em que o Império Romano entrou em decadência, sua queda contribuiu para a ascensão do cristianismo, com nasce um reino espiritual que mais tarde se transforma em um novo Império Romano, não dos imperadores, mas dos papas. Assim sendo, a principal temática deste período girava em torno da vida e o martírio de Cristo e de seus apóstolos, dos primeiros santos e cristãos. A simbologia tomava conta destas primeiras imagens, em geral se referiam ao Cristo por meio de imagens que poderia ser um peixe, pois a palavra peixe, em grego ichtus, se constitui numa sigla que revela a frase: "Jesus Cristo de Deus Filho Salvador". Outras representações eram a âncora, as letras gregas X e P entrelaçadas, o "Bom Pastor" e também, o "Cordeiro de Deus". Passagens bíblicas também eram ali mostradas, por exemplo: Arca de Noé; Jonas engolido pelo peixe e Daniel na cova dos leões. Eram feitas diretamente sobre as paredes das catacumbas no processo de afresco e ainda hoje estas imagens ocupam os espaços das catacumbas de Santa Priscila e Santa Domitila, nos arredores de Roma. Os cristãos foram perseguidos por três séculos, até que em 313 d.c. o imperador Constantino admite o cristianismo, dando início à 2ª. fase da arte Paleocristã: a fase Basilical. Tanto os gregos como os romanos, adotavam um modelo de edifício denominado "Basílica" (origem do nome: Basileu = Juíz), lugar civil destinado ao comércio e assuntos judiciais. Eram edifícios com grandes dimensões: um planta retangular de 4 a 5 mil metros quadrados com três naves separadas por colunas e uma única porta na fachada principal e, com a liberação do cristianismo, o único lugar que comportava um grande número de pessoas eram as basílicas, portanto, elas foram usadas para as primeiras celebrações e posteriormente adotadas como planta arquitetônica preferencial destes primeiros tempos cristãos. O revestimento interno destas basílicas era o mosaico, muito utilizado pelos gregos e romanos e servia tanto para proteger as paredes quanto para a decoração do ambiente. A temática preferencial continuava sendo a mesma dos primeiros tempos cristãos, as imagens mais usadas eram as do Antigo e, agora do Novo Testamento. O mesmo princípio, estrutura e acabamento eram usados nos mausoléus e aos sarcófagos. Os sarcófagos ou urnas funerárias dos líderes religiosos e imperiais, bem como os dos fiéis mais ricos eram produzidos em mármore e decorados em relevo usando imagens de passagens bíblicas. O Mausoléu de Gala Placídia (Filha do Imperador Teodósio e sua esposa Gala), a igreja de Santo Apolinário, o Novo, e a de São Vital, todas em Ravenna, norte da Itália às margens do mar Adriático, são exemplos deste período. Em 395 d.c., o imperador Teodósio dividiu o Império Romano entre seus dois filhos: Honório e Arcádio. Honório ficou com o Império Romano do Ocidente, tendo Roma como capital. Arcádio ficou com o Império Romano do Oriente, com sede em Bizâncio, cuja denominação passou a ser Constantinopla local que, atualmente, é a cidade de Istambul, capital da Turquia. O império Romano do Ocidente sofreu várias invasões, principalmente de povos bárbaros, até que, em 476 d.c., foi completamente dominado (a data, 476 d.c., marca o fim da Idade Antiga e o início da Idade Média). Já o Império Romano do Oriente (onde se desenvolveu a Arte Bizantina), apesar das dificuldades financeiras, dos ataques bárbaros e das pestes, conseguiu se manter até 1453, quando a sua capital Constantinopla foi totalmente dominada pelos turcos/muçulmanos, esta data, 1453, marca o fim da Idade Média e o início da Idade Moderna. 2. ARTE BIZANTINA Além do cristianismo, uma das preocupações do Império Romano nos primeiros séculos de nossa eram os bárbaros que começaram a invadir o império a partir do século IV. Isto leva o imperador Constantino a dividir o império romano em dois e transferir a capital de Roma para Bizâncio, cidade grega, posteriormente batizada de Constantinopla. A mudança da capital foi um dos fatores que acabou por desarticular a estrutura governamental do Império Romano do Ocidente e facilitou a formação dos Reinos Bárbaros, por meio da ocupação territorial empreendida pelos Godos (Ostrogodos e Visigodos de origem germânica, vindos do leste europeu) e a invasão dos Mouros (Povos originários da África das regiões do Marrocos e Argélia) mas, por outro lado, também possibilitou o aparecimento do primeiro estilo de Arte Cristã propriamente dita, a Arte Bizantina. Em função da localização geográfica de Constantinopla, a Arte Bizantina sofre diferentes influências, além da romana, também da grega e, principalmente, do Oriente Médio, a Árabe. A união de alguns elementos dessa cultura formou um estilo novo, rico tanto na técnica dos mosaicos e na utilização da cor. O caráter temático da Arte Bizantina, bem como da Arte na Idade Média em geral, é dirigida pela religião; era o clero que, além das suas funções religiosas, organizava os temas e os artistas eram meros executores. O regime
9 teocrático atribuía ao imperador além das funções administrativas, a espiritual; era designado representante de Deus na terra, tanto que se convencionou representá-lo com uma auréola sobre a cabeça, e era comum encontrar imagens representando-o, juntamente com a esposa e filhos, ao lado da Virgem Maria, Cristo criança e seus apóstolos, como se todos fazendo parte de um mesmo contexto simbólico/espiritual. O mosaico enquanto técnica de criação e representação pode ser considerado a expressão máxima da arte bizantina e sua função não era apenas decorativa, mas também destinada a instruir os fiéis mostrando-lhes cenas da vida de Cristo, dos profetas e dos vários imperadores. Plasticamente, o mosaico bizantino em nada se assemelha aos mosaicos romanos; são confeccionados com técnicas diferentes mas seguem convenções que regem inclusive os afrescos. Neles, por exemplo, as pessoas são representadas de frente e verticalizadas para criar certa espiritualidade; a perspectiva e o volume são ignorados e o dourado predomina devido à associação com maior bem existente na terra: o ouro. A arquitetura das igrejas recebeu a maior atenção na arte bizantina, já que eram manifestações visíveis do poderio econômico e espiritual. Eram planejadas sobre uma base circular, octogonal ou quadrada, composta de imensas cúpulas, sua estrutura física gerava prédios densos, pesados e enormes totalmente decorados. A Igreja de Santa Sofia, em Constantinopla, hoje Istambul, foi um dos maiores triunfos da nova técnica bizantina, projetada pelos arquitetos Antêmio de Tralles e Isidoro de Mileto, ela possui uma cúpula de 55 metros apoiada em quatro arcos plenos. Tal método tornou a cúpula extremamente elevada, sugerindo, por associação à abóbada celeste, sentimentos de universalidade e poder absoluto. Apresenta pinturas nas paredes, colunas com capitel ricamente decorado com mosaicos e o chão de mármore polido. Grande parte do material utilizado nestas igrejas era retirado dos antigos templos pagãos, portanto, em muitos casos, havia uma mistura de diferentes estilos e, por outro lado, destruiu muitas das construções da antiguidade. A arte bizantina teve seu grande apogeu no século VI, durante o reinado do Imperador Justiniano. Porém, sucedeu-lhe um período de crise chamado de Iconoclastia, onde se destruía qualquer imagem de santos devido ao conflito de interesses econômicos e religiosos entre os imperadores e o clero. A arte bizantina não se extinguiu em 1453, pois, durante a segunda metade do século XV e boa parte do século XVI, a arte daquelas regiões onde ainda florescia a Igreja Ortodoxa grega, ainda mantinha as características da Arte Bizantina. E este estilo expandiu seus limites territoriais atingindo, inclusive, os países eslavos próximos à Ásia. A igreja de Santa Sofia é a representação mais fiel do estilo Bizantino. Seu interior é extremamente ornamentado por meio do trabalho sofisticado dos artífices bizantinos no colorido resplandecente dos mosaicos, no mármore talhado com precisão, os capitéis das colunas das naves laterais, folhas de acantos e outros motivos decorativos. No alto, sobre um solo de mármore, bordada em filigrama de sombras dos candelabros suspensos, resplandece a grande cúpula central. Embora a igreja tenha perdido a maior parte da decoração original de ouro e prata, mosaicos e afrescos, sua magnificência espacial e decorativa ainda resiste. Parte de sua ornamentação atual incorpora elementos da religião Muçulmana (já que atualmente é uma mesquita) aos elementos originariamente constituídos pelo Bizantino. 3. ARTE ROMÂNICA Além do estilo chamado Bizantino, no final dos séculos XI e XII, surge na Europa o estilo Românico, cuja estrutura formal era semelhante às construções dos antigos romanos, daí o nome. Tanto quanto o estilo Bizantino, a arte Românica se manifesta, principalmente na arquitetura e, as características mais significativas da arquitetura românica são: * Plantas em formato de cruzeiro; * abóbadas em substituição ao telhado das basílicas; * pilares maciços que sustentavam e das paredes espessas; * aberturas raras e estreitas usadas como janelas; * torres, que aparecem no cruzamento das naves ou na fachada; e * arcos plenos. A primeira coisa que chama a atenção nas igrejas românicas é o seu tamanho. Elas são sempre grandes e sólidas. Daí serem chamadas: fortalezas de Deus. A explicação mais aceita para as formas volumosas, estilizadas e duras dessas igrejas é o fato da arte românica não ser fruto do gosto refinado da nobreza nem das idéias desenvolvidas nos centros urbanos, é um estilo essencialmente clerical. A arte desse período é encarada como uma extensão do serviço divino e uma oferenda à divindade. A mais famosa é a Catedral de Pisa sendo o edifício mais conhecido do seu conjunto o campanário que começou a ser construído em Trata-se da Torre de Pisa que se inclinou porque, com o passar do tempo, o terreno cedeu. A Igreja recorria à pintura e à escultura para narrar histórias bíblicas ou comunicar valores religiosos aos fiéis, por isso, não se pode falar em arte sem falar em ideologia cristã, ao mesmo tempo, não é possível estudá-las sem estudarmos a arquitetura. A pintura românica se desenvolveu na decoração mural, a técnica mais utilizada é o afresco. Os principais temas continuam a ser os religiosos. Suas características essenciais são o afastamento do naturalismo e o cromatismo exagerado. A ausência de realismo nestas imagens decorrem da finalidade, ou seja, a função da arte era enaltecer os sentimentos religiosos e a interpretação mística que os artistas faziam dos santos e não da realidade. A figura de Cristo, por exemplo, é sempre maior do que as outras que o cercam. O cromatismo se caracteriza pelo uso de cores planas, sem preocupação com meios tons ou jogos de luz e sombra, já que não havia intenção de imitar a natureza.
10 Sobre a porta de entrada há o tímpano, nome dado ao circulo ou semicirculo que fica logo abaixo dos arcos que arrematam o vão superior da porta, área ocupada também pelas esculturas. O uso de formas rústicas, curtas ou alongadas e sem qualquer referência à natureza e aos movimentos naturais fazem parte deste período. Além disso, os mosaicos conhecem seu apogeu nesta época, onde o azul e dourado são usados para representar o firmamento e, simbolicamente, a divindade. 4. ARTE GÓTICA Os valores da religião cristã impregnam todos os aspectos da vida medieval, a concepção de mundo dominada pela figura de Deus proposto pelo cristianismo é chamada de teocentrismo (teos = Deus + centro), portanto, Deus é o centro do universo e a medida de todas as coisas. A igreja se coloca como a representante de Deus na terra e exercia, por conta desta crença, poderes ilimitados. No século XII, entre os anos 1150 e 1500, tem início uma economia fundamentada no comércio. Isso faz com que o centro da vida social se desloque do campo para a cidade, enfraquecendo o Feudo (principal modelo econômico da Idade Média) proporcionando o aparecimento do Burgo (comunidade urbana) na qual seus habitantes, os burgueses instauram a chamada burguesia urbana na qual os comerciantes começam a despontar como poder emergente e competindo com o estado e a igreja. No começo do século XII, a arte que ainda predomina é a românica, mas começaram a aparecer as primeiras mudanças que logo conduziram a uma revolução profunda na arte de projetar e construir grandes edifícios representada pelo modelo francês de construção. Notadamente, a arquitetura, é ainda a manifestação artística mais forte deste período mas há diferenças marcantes entre as igrejas Românicas e as Góticas que surgem nesse período, uma delas é a fachada. As Românicas apresentavam um portal único já, a igreja gótica, apresenta três portais que dão acesso à três naves do interior da igreja: a nave central e as duas naves laterais. Outra diferença marcante é a altura que as igrejas góticas atingem, são mais longilíneas ou alongadas atingindo a faixa de cem metros ou mais. O uso dos vitrais é outro aspecto das catedrais góticas, o tratamento da luz que eles proporcionam é riquíssimo. Pode-se dizer que a arquitetura gótica expressa a grandiosidade da crença na existência de um Deus que vive num plano superior; tudo se volta para o alto, projetando-se na direção do céu, como se vê nas pontas agulhadas das torres de algumas igrejas góticas. A rosácea é um elemento arquitetônico muito característico do estilo gótico e está presente em quase todas as igrejas construídas entre os séculos XII e XIV assumindo duas características principais o Radiante, cujo desenvolvimento é mais geométrico e centrado e o Flamejante, parecido com folhas ou chamas que se expandem a partir de um ponto central da rosácea. Outros elementos característicos da arquitetura gótica são os arcos ogivais cuja curva não é olena, mas pontiaguda. Externamente são vistos os Arcos Botantes ou Botarréus, estruturas arquitetônicas perpendiculares à parede da nave que as sustentam lateralmente. As catedrais góticas mais conhecidas são: Notre Dame de Chartres e Catedral de Notre Dame de Paris e a Catedral de e ainda as catedrais de Lincoln na Inglaterra e de Milão na Itália. Outra manifestação artística gótica é a escultura. Elas estão ligadas à arquitetura e são também alongadas reforçando a verticalidade. Exageram as formas e as feições, destacando pés, mãos e rostos, pouco destaque para o corpo. São simples e diretas facilitando o reconhecimento por parte dos fiéis com o fim de ilustrar os ensinamentos propostos pela igreja. A pintura aparece nas chamadas Iluminuras que são as ilustrações em miniatura que ocupam os textos e pergaminhos medievais manuscritos pelos monges nos mosteiros. Os manuscritos também eram encomendados por particulares, aristocratas e burgueses. Sua principal particularidade foi a representação dos seres que compunham as obras pintadas, quase sempre tratando de temas religiosos, apresentava personagens de corpos pouco volumosos, cobertos por muita roupa, com o olhar voltado para cima, em direção ao plano celeste. Os principais artistas na pintura gótica (Duocento) são os verdadeiros precursores da pintura do Renascimento como Giotto, Duccio, Cimabue entre outros.
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