O Infantil e a Disposição Perversa Polimorfa 1
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- Airton Mirandela Vilarinho
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1 1 O Infantil e a Disposição Perversa Polimorfa 1 Francisco Dias Não há como pensar em disposição perversa polimorfa sem levar em consideração os Três ensaios sobre a teoria da sexualidade. É neste texto, de 1905, que Freud fala mais detidamente sobre esse tema, entretanto, antes de entrar especificamente nele, gostaria de fazer algumas contextualizações. Não há dúvidas que os Três ensaios trouxeram diversas polêmicas em sua publicação. Freud foi o primeiro a afirmar que as crianças são providas de sexualidade. Até então, ela era apenas vista como uma atividade precoce ligada à concepção biológica do termo, além de ser considerada, tanto pela medicina quanto pela opinião popular, como ausente na infância sendo despertada na puberdade. Freud (1905/1996) 2 declara que havia um descaso para com o infantil, pois a pré-história dos adultos era uma página em branco justificada pela teoria da hereditariedade. É a partir desses ensaios que ele revela a existência de um saber na infância, dando um novo estatuto à pré-história dos homens; mais à frente veremos as razões pelas quais essa pré-história foi apagada. O que levou, então, a Freud a se dedicar aos estudos das manifestações sexuais da infância? Para responder a essa questão é preciso situar o texto. Até 1905, Freud já havia descoberto o inconsciente e a cura pela fala através das revelações feitas pelas histéricas nos Estudos sobre histeria ( ); seguindo a isso, fez suas primeiras Publicações psicanalíticas ( ) nas quais vemos toda a evolução teórica que levou ao nascimento da psicanálise. Logo depois, ele passa a se deter aos estudos do inconsciente, mais especificamente as formações: dos sonhos, lapsos, atos falhos e chistes, através d A interpretação dos sonhos (1900); Sobre a psicopatologia da vida cotidiana (1901) e Os chistes e sua relação com o inconsciente (1905). Perpassando todas essas elaborações, temos os sintomas e a sua relação com a sexualidade, que se manteve como uma importante hipótese que norteou o trabalho de Freud e que lhe levou a estudar a origem da Pulsão (Triebe). É ai que se situa, nos principais pontos da elaboração freudiana, Os três ensaios e o conceito de disposição perversa polimorfa. É preciso destacar que Os três ensaios não é um texto que fala sobre a criança, nem tão pouco sobre a sexualidade do ponto de vista biológico; é um texto que fala do infantil e da pulsão. Em diversos pontos do mesmo é possível substituir sexual por pulsional e ver a construção freudiana do conceito de pulsão. 1 Texto apresentado na atividade de Redepião no Campo Psicanalítico de Salvador-Bahia em 03/06/ FREUD, S. (1905). Três ensaios sobre a teoria da sexualidade. In: FREUD, Sigmund. Um caso de histeria, três ensaios sobre sexualidade e outros trabalhos ( ). Rio de Janeiro: Imago, 1996, p (Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, 07).
2 Nele, Freud (1905/1996) trabalha exaustivamente a constituição do sujeito, a relação de objeto e as vivências das pulsões. 2 Ele segue fazendo algumas ressalvas para que os leitores possam compreender o seu objetivo. A primeira seria a distinção entre instinto e pulsão ressaltando que o psíquico é diferente do biológico, do natural, visto que, se é para falarmos de natureza em termos humanos, devemos dizer que ela nos parece ser aquilo que, em relação a uma pessoa, chamaríamos de incoerente (FREUD, 1912/2010. P. 244) 3, revelando que há uma incoerência no que toca a satisfação pulsional; incoerência que foge a normalidade e ao determinismo biológico. Seguindo essa lógica, traz sua segunda distinção onde afirma que o sexual não tem relações com o ato sexual, reprodução ou diferenças entre os sexos. Desta forma, Freud (1917a/1996) 4 retira a função da reprodução como núcleo da sexualidade, restituindo-lhe a dimensão verdadeira d A vida sexual dos seres humanos. Para Lacan (1964/2008) 5, a sexualidade é a realidade do inconsciente, pois, é pela realidade sexual que o significante entra no mundo. Uma terceira distinção, que fica implícita ao longo dos Três ensaios, refere-se à constituição do sujeito, a qual, não se apresenta como o desenvolvimento linear da biologia e da psicologia, mas em fases, que podemos atualizá-las, através da contribuição lacaniana, principalmente nos seminários A relação de objeto e As formações do inconsciente, como momentos lógicos de efetuação da estrutura. Sendo assim, surge uma questão: o que é uma criança para a psicanálise? Percebemos nos Três ensaios que Freud (1905/1996), faz uma distinção entre criança e infantil. Essa distinção é fundamental para a compreensão do que o autor define como disposição perversa polimorfa. Ao falar da criança, ele leva em consideração a evolução cronológica do desenvolvimento, destacando a infância, a puberdade e a vida adulta, entretanto, o seu foco não é esse, o que lhe interessa é o infantil. Desta forma, o infantil revela-se como um dos momentos lógicos da efetuação da estrutura, no qual a criança vivencia experiências sexuais (pulsionais) importantes para sua estruturação, apresentando seus efeitos na vida sexual adulta. Lacan (1964/2008) chama atenção para o fato de o pulsional ser aquilo que o analista conhece por experiência e complementa: basta ser alguém que pratica com crianças para conhecer esse elemento clínico de cada um dos casos que temos que manipular e que se chama pulsão (LACAN, 1964/2008. P. 160). 3 FREUD, S. (1912) O debate sobre a masturbação. In: FREUD, Sigmund. Observação psicanalítica sobre um caso de paranoia relatado em autobiografia [ O caso Schreber ], artigos sobre a técnica e outros textos ( ). São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p (Obras completas volume 10). 4 FREUD, S. (1917a). Conferência XX A vida sexual dos neuróticos. In: FREUD, Sigmund. Conferências introdutórias sobre psicanálise (parte III) ( ). Rio de Janeiro: Imago, 1996, p (Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmun Freud, 16). 5 LACAN, Jacques. (1964). O seminário, livro 11: os quatro conceitos fundamentais da psicanálise. Rio de Janeiro: Zahar, p.
3 Vemos, portanto, ao longo do texto freudiano, que o infantil é a estrutura, afinal na vida mental, o que é inconsciente é também o que é infantil (FREUD, 1916/1996, p. 212) 6. Em sua entrevista a Carrossel, Gerbase (1997) 7, afirma que para a psicanálise a criança é o sujeito que ainda não tem responsabilidade pelo seu gozo e acrescenta, (...) a criança é um sujeito por inteiro. Foi esta a intenção de Lacan quando falou da criança generalizada no encerramento do congresso sobre as psicoses na infância. Ele disse: O termo impróprio à nossa prática, impróprio à experiência analítica, é o de adulto e não o de criança. A criança é um termo muito próprio, é mesmo o nome do sujeito. Estranho é que falemos em adulto como se pensássemos que o sujeito evolui, amadurece. Estranho é que falemos de maturação, de amadurecimento, de adolescência. O justo é dizer: a criança é um sujeito e não evolui (GERBASE, P. 03) 3 Para Gerbase (1997), falar do infantil é falar do sujeito do inconsciente, e a forma que Freud teve de se aproximar desta construção foi constatando a existência da sexualidade. Deste modo, para entendermos o que vem a ser a sexualidade infantil, Freud (1905/1996) começa invertendo a normalidade e nos apresenta uma modalidade diferente de satisfação pulsional a parti da homossexualidade, ou como denominavam os teóricos da sua época, os invertidos. Ele traz essa discussão para mostrar que na sexualidade humana não há coerência, não há normalidade, mas sim perversões; ele afirma que o desenvolvimento da libido e as organizações sexuais (1917b) 8 dos seres humanos ocorrem de forma perversa, o que não quer dizer que o sujeito tenha uma estrutura perversa, pois a pulsão não é perversão [ela] se manifesta na perversão (LACAN, 1964/2008. P. 178). Sendo assim, sexualidade perversa não é perversão, mais sim uma das disposições perversas polimorfas vivenciadas neste momento de efetuação da estrutura denominado infância. Trata-se, portanto, de como o sujeito irá lidar com as vicissitudes das pulsões parciais e seus conseguintes desdobramentos na sexualidade adulta, desta forma, o que define a perversão é justamente o modo pelo qual o sujeito aí se coloca (LACAN, 1964/2008. P. 178). Antes de apresentar o conceito de disposição perversa polimorfa, Freud (1905/1996) irá destrinçar a pulsão destacando de início dois termos: objeto sexual: a pessoa a quem provém a atração sexual, e alvo sexual: a ação para a qual a pulsão impele. Sendo assim, a satisfação da pulsão sexual na homossexualidade apresenta desvios tanto de objeto, quanto do alvo, se comparados a sexualidade normal ; o objetivo de Freud é mostrar que isso também ocorre na vida sexual normal, nos fazendo pensar que, no humano, há uma diversidade de modalidade do gozo. Freud (1905/1996) sempre remete ao normal usando aspas, sinalizando para nós que não existe uma normalidade no que tange a satisfação 6 FREUD, S. (1916). Conferência XIII Aspectos arcaicos e infantilismo dos sonhos. In: FREUD, Sigmund. Conferências introdutórias sobre psicanálise (parte I e II) ( ). Rio de Janeiro: Imago, 1996, p (Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, 15). 7 GERBASE, Jairo. (1997) Carrossel entrevista Jairo Gerbase. In: Carrossel. Ano 01. Número 0. Disponível em: 8 FREUD, S. (1917b). Conferência XXI O desenvolvimento da libido e as organizações sexuais. In: FREUD, Sigmund. Conferências introdutórias sobre psicanálise (parte III) ( ). Rio de Janeiro: Imago, 1996, p (Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, 16).
4 pulsional ou, mais especificamente, que para satisfação da pulsão não há distinção sexual do objeto. Neste ponto, Lacan (1964/2008) cita Freud, que diz: para o que é do objeto da pulsão, que bem se saiba que ele não tem, falando propriamente, nenhuma importância. Ele é indiferente (FREUD, apud LACAN, 1964/2008. P ), Lacan complementa Freud afirmando que na pulsão trata-se da função do objeto, de objeto a causa do desejo. Isso fica claro quando Freud afirma que (...) a investigação psicanalítica opõe-se com toda firmeza à tentativa de separar os homossexuais dos outros seres humanos como um grupo de índole singular (...) ela constata que os seres humanos são capazes de fazer uma escolha de objeto homossexual e que de fato a consumaram no inconsciente (...) [destra forma], a independência da escolha objetal em relação ao sexo do objeto, a liberdade de dispor igualmente de objetos masculinos e femininos, tal como observada na infância, nas condições primitivas e nas épocas pré-históricas, é a base originária da qual, mediante a restrição num sentido ou no outro, desenvolvem-se tanto o tipo normal quanto o invertido. No sentido psicanalítico, portanto, o interesse sexual exclusivo do homem pela mulher é também um problema que exige esclarecimento, e não uma evidência indiscutível que se possa atribuir a uma atração de base química (FREUD, 1905/1996. Nota de rodapé acrescentado em p ). 4 Freud (1917a/1996) afirma que os impulsos (termo da pulsão que remete a sua força) homossexuais são encontrados invariavelmente em cada um dos neuróticos e que numerosos sintomas dão expressão ao que ele chamou de inversão latente inconsciente; e invertidos manifestos aqueles que se declaram homossexuais conscientemente. É interessante este significante que era usado para nomear a homossexualidade; no dicionário, inversão também se define por: ato ou efeito de inverter; reviramento para fora, e gramaticalmente como disposição das palavras contrária à ordem lógica, como quando se antepõe o complemento ao verbo, o verbo ao sujeito, o adjetivo ao substantivo etc 9. Partindo, então, desta definição, podemos pensar que, no que toca busca da satisfação pulsional, a inversão poderia ser tomada a partir da topologia, mas especificamente, como a topologia do sujeito do inconsciente, a qual Lacan situa na Banda de Moëbius; aquele que revela, no discurso, o avesso e o direito, revirando-se para dentro e para fora, ou se preferir, retornando a Freud (1905/1996), revelando o seu negativo, afinal a neurose é, por assim dizer, o negativo da perversão (FREUD, 1905/1996. P. 157), ele elabora, sem saber, uma definição topológica da neurose. Partindo de Freud, o que Lacan (1964/2008) irá nos ensinar é que a condição da pulsão atingir a satisfação é que ela, justamente, desvie do alvo, que ela não o atinja. Dito de outra forma, a pulsão só atinge seu objeto contornando-o. É isto que Lacan (1964/2008) nomeia como contorno do objeto e que Freud (1905/1996) irá designar como disposição perversa polimorfa, entretanto, a diferença é que, para Freud, ela se realizar na relação do sujeito com um objeto substituto e, para Lacan, trata-se de contornar o Objeto a. 9 INVERSÃO. Disponível em: consulta realizada no dia 18/05/2015.
5 5 Freud (1905/1996), então, chama nossa atenção para o fato de que na pulsão, o objeto sexual normalmente é substituído por outro que guarda certa relação com ele, mas que é totalmente impróprio para servir ao alvo sexual normal. Aqui ele começa a desenvolver o conceito de fetichismo; trazendo uma dimensão da pulsão, na qual o sujeito apresenta desvios e supervalorização do objeto sexual, assim como, abandono do alvo sexual. Ele afirma que o substituto do objeto sexual geralmente é uma parte do corpo ou objeto inanimado que mantém relação com a pessoa que a substitui, sendo assim, para que o alvo seja alcançado, é exigida do objeto sexual uma condição fetichista. Aqui, vale destacar a noção de substituto, onde Freud (1905/1996) sinaliza que, para se obter a satisfação sexual é preciso que haja uma condição fetichista, pois é impossível gozar do objeto primordial; a satisfação é obtida através de um substituto deste. Sendo assim, é o grau de supervalorização e fixação ao objeto que permite que o fetiche possa ser encontrado no amor normal ou torna-se uma patologia. Posteriormente, Freud (1927/2014) 10 irá explicar o fetichismo através do desmentido, onde o sujeito ao defrontar-se com a castração da mãe é submetido ao recalque [Verdrängung], mas denega [Verleugnung] o mesmo criando um substituto do falo materno como resposta a falta, ao que Lacan define como S[Ⱥ]. Para falar das pulsões parciais e sua relação com a disposição perversa polimorfa, Freud irá nos apresentar os possíveis destinos dos termos da pulsão. A partir destes destinos, vemos Freud (1905/1996) trabalhando com a gramática pulsional, revelando a posição do sujeito em sua relação com o objeto visando à satisfação pulsional. Essa construção nos leva a entender como a linguagem permite a modalização do gozo, pois trata-se da integração da sexualidade à dialética do desejo pelo jogo daquilo que, no corpo, merecerá que designemos como o termo de aparelho se vocês quiserem mesmo entender com isso aquilo com que, em relação à sexualidade, o corpo pode aparelhar-se, a se distinguir daquilo com que os corpos podem se emparelhar (LACAN, 1964/2008. P. 174). Freud (1905/1996) traz, então, a noção de pulsões parciais, que remete a forma como a pulsão se apresenta na sexualidade infantil. Elas são encontradas de forma dissociadas, buscam a satisfação independente uma das outras, são autoerótica e tem origem nas zonas erógenas (a qual ele define como fonte das pulsões). Na puberdade haveria a junção destas pulsões, neste ponto, Lacan (1964/2008. P 172) considera que as pulsões, tais como elas se apresentam no processo da realidade psíquica, são pulsões parciais. Freud (1905/1996) irá trabalhar as pulsões parciais através dos pares de opostos, e da gramática da pulsão: nas vozes ativa, passiva e reflexiva. Na pulsão escópica, está em jogo o olhar e ser olhado (voyeurismo e exibicionismo) na revelação e ocultação do objeto. Já na pulsão sádica, a satisfação é obtida ao infligir dor ao objeto sexual, bem como sua contrapartida; na forma ativa como sadismo 10 FREUD, S. (1927/2014). O fetichismo. In: FREUD, Sigmund. Inibição, sintoma e angústia, o futuro de uma ilusão e outros textos ( ). São Paulo: Companhia das Letras, 2014, p (Obras completas volume 17).
6 6 (correspondendo a um componente agressivo da pulsão sexual) e na forma passiva como masoquismo (que abrange todas as atitudes passivas perante a vida sexual e o objeto sexual; é oriundo de uma transformação do sadismo, que se volta contra a própria pessoa, assumindo o lugar de objeto sexual, logo, o sádico é sempre e ao mesmo tempo um masoquista, ou seja, se faz sofre voz reflexiva). Tais pulsões estão submetidas aos possíveis destinos: a) Conversão da atividade em passividade: substitui-se a meta ativa pela passiva; b) Inversão de conteúdo: quando há transformação de amor em ódio; e c) o voltar-se contra a própria pessoa: que trata da mudança do objeto com a meta inalterada, onde prevalece a voz reflexiva. Outro destino seria o recalque, que em 1905 é definido como a tentativa de suprimir a pulsão sexual, que causasse desprazer, o acesso a consciência. Mas, o importante a ser ressaltado é o fato do recalque está relacionado ao período de latência e a amnésia infantil, período em que as mesmas impressões por nós esquecidas deixaram, ainda assim, os mais profundos rastros em nossa vida anímica e se tornaram determinantes para todo o nosso desenvolvimento posterior (FREUD, 1905/1996. P. 165). É por que há o período de latência e a amnésia infantil, que Freud (1905/1996) afirma que a pré-história da criança foi desconsiderada tanto pela ciência quanto pela opinião popular. Entretanto, ele vem revelar que a amnésia e a latência suprimem, temporariamente, uma sexualidade vivida de forma perversa e polimorfa. Não é à toa a forma com que Freud (1905/1996) construiu a primeira parte dos seus ensaios, ele inverte a linha de pensamento, da dita normalidade, para mostrar que no humano é a gramática da pulsão que define como o sujeito se relaciona com o objeto e não o contrário, designando, assim, suas modalidades de gozo, sejam elas pelas vias ativas, passivas ou reflexivas; as quais podem ser vistas na forma como o sujeito lida com seus sintomas, fantasias, desejos e gozos. Ele quebra dois paradigmas: primeiro afirmando que a organização sexual normal ocorre de forma perversa, e segundo, revelando a existência da sexualidade da criança; entretanto, para isso, foi preciso formular o conceito de disposição constitucional. Com isso, Freud (1905/1996) nos ensina que (...) a predisposição às perversões é uma particularidade rara, mas deve, antes, fazer parte da constituição que passa por normal. [Afirma] que há sem dúvidas algo inato na base das perversões, mas esse algo é inato em todos os seres humanos, embora, enquanto disposição, possa variar de intensidade e ser acentuado pelas influências da vida (FREUD, S. 1905/1996. P.162). Temos aqui a definição freudiana de disposição perversa polimorfa, na qual é impossível não reconhecer nessa tendência uniforme a toda sorte de perversões algo que é universalmente humano e originário (FREUD, 1905/1996. P. 180), o que nos faz pensar nela como um momento lógico da constituição do sujeito, na qual a criança sob a influência da sedução, [pode] torna-se perversa e polimorfa e ser induzida a todas as transgressões (FREUD, 1905/1996. P. 180), visto que,
7 (...) trata-se, pois, das raízes inatas da pulsão sexual dadas pela constituição, as quais numa série de casos (as perversões), convertem-se nas verdadeiras portadoras da atividade sexual (perversa), outras vezes passam por uma supressão (recalcamento) insuficiente, de tal sorte que podem atrair para si, na qualidade de sintomas patológicos, parte da energia sexual, e que permitem, nos casos mais favoráveis situados entre os dois extremos, mediante uma restrição eficaz e outras elaborações, a origem da chamada vida sexual normal. (FREUD, S. 1905/1996. P.162). 7 O objetivo de Freud com a disposição perversa polimorfa é estudar o jogo de influências que domina o processo de desenvolvimento da sexualidade infantil até seu desfecho na perversão, na neurose ou na vida sexual normal (FREUD, S. 1905/1996. P.162). Neste momento da teoria ainda havia, para Freud, a concepção de uma normalidade psíquica, mas que não se sustenta até o final de seu ensino. Feito essa ressalva, o que nos interessa é a riqueza que se mantém em seu estudo dessa concepção do infantil e sua relação com a disposição perversa polimorfa. A sua importância está ligada ao que resta do infantil na vida adulta, pois a sexualidade dos neuróticos preserva o estado infantil ou é reconduzida a ele (FREUD, 1905/1996. P. 165), por este motivo que adulto é um termo impróprio, como nos sinalizou Gerbase (1997). Desde os Três Ensaios sobra a Teoria da sexualidade, Freud pôde colocar a sexualidade como essencialmente polimorfa, aberrante. O encantamento de uma pretensa inocência infantil foi rompido. Essa sexualidade, por se impor tão cedo, eu quase diria cedo demais, nos fez passar depressa demais pelo exame que ela representa em sua essência. É, a saber, que em relação à sexualidade, todos os sujeitos estão em igualdade, desde criança até o adulto o que eles só têm a ver com aquilo que, da sexualidade, passa para as redes da constituição subjetiva, para as redes do significante que a sexualidade só se realiza pela operação das pulsões, no que elas são pulsões parciais, parciais em relação à finalidade biológica da sexualidade (LACAN, 1964/2008. P. 174). Para Freud (1905/1996) o que resta da criança em nós, são os efeitos das experiências sexuais vivenciadas na disposição perversa e polimorfa, que foram submetidas ao recalque no período de latência e amnésia infantil. Tais experiências se iniciam com os primeiros cuidados maternais, nos quais a criança é tomada enquanto objeto do desejo materno. Freud (1905/1996) traz que essa relação da mãe com a criança perpassa o que ele denomina como uma corrente terna, prevalecendo a pulsão de auto-preservação, e que Lacan ( /2010) toma enquanto o Dom. Essa corrente terna, ou o Dom, apontam, na dialética entre a mãe e a criança, para o desejo da mãe, mais especificamente para a sua falta, sendo assim, o trato da criança com a pessoa que a assiste, é, para ela, uma fonte incessante de excitação e satisfação sexuais vindas das zonas erógenas, ainda mais que essa pessoa usualmente, a mãe contempla a criança com os sentimentos derivados de sua própria vida sexual: ela acaricia, beija e embala, e é perfeitamente claro que a trata como um substituto de um objeto sexual plenamente legítimo. A mãe provavelmente se horrorizaria se lhe fosse esclarecido que, com todas as suas expressões de ternura, ela está despertando a pulsão sexual de seu filho e preparando para a intensidade posterior desta. Ela considera seu procedimento como um amor puro, assexual (FREUD, 1905/1996, p. 211). Além disso, Freud (1905/1996) ressalta os riscos de tomar a criança a parti da corrente sensual, que corresponde à pulsão sexual, desta forma, o excesso de ternura por parte dos pais torna-se pernicioso, na medida em que acelera a maturidade sexual e também, mimando a criança torna-a incapaz de renunciar
8 temporariamente ao amor em épocas posterior da vida, ou de se contentar com menor dose dele (FREUD, 1905/1996, p. 211), correndo o risco de erotizar a criança, fixando-a como objeto; não fazendoa advir enquanto sujeito. Através do chuchar, portanto, ele mostra como nasce a pulsão sexual no paraalém da necessidade; mostrando como ela se articula enquanto demanda ao Outro, sendo assim, (...) a satisfação da zona erógena deve ter-se associado com a necessidade de alimento. A atividade sexual apóia-se primeiramente numa das funções que servem à preservação da vida, e só depois torna-se independente delas. (...) a necessidade de repetir a satisfação sexual dissocia-se então da necessidade de absorção do alimento (FREUD, 1905/1996. P. 171). 8 Freud (1905/1996) nos ensina que ir para-além da necessidade é ir para além do instinto, vendo como os enlaces pulsionais serão estabelecidos neste momento na relação do sujeito e do objeto. Lacan introduz nesta díade freudiana a dimensão do terceiro, mostrando que esta relação ocorre no campo do Grande Outro. Para Lacan ( /1999) 11, na medida em que o eu fala, o Outro capta toda a sua intenção, toda a sua necessidade transformando-a em uma Mensagem, que retorna ao Outro e volta para o sujeito, de forma invertida, como demanda. Por este motivo a demanda do sujeito é a demanda do Outro. Sendo assim, uma vez caindo na cadeia significante a necessidade torna-se demanda. O Outro valida a necessidade do sujeito, tornando-a significante e dando-lhe sentido. O produto desta transformação da necessidade em demanda é o desejo. Entende-se, então, por desejo a necessidade que a demanda introduz numa ordem simbólica. Nesta dialética do sujeito com a mãe, enquanto arauto do Outro, ocorre o que Lacan ( /1999) designou de refração do desejo pelo significante, que faz o desejo do sujeito ser o desejo do Outro. Lacan retoma essa discussão no seminário d A transferência; afirma que a demanda oral se define pela demanda de ser alimentado, e por ser dirigida ao Outro. Logo, à demanda de ser alimentado responde, no lugar do Outro, a demanda de se deixar alimentar (LACAN, /2010. P. 251). Aqui ele ressalta a existência de uma hiância entre a demanda de ser alimentado e a demanda de se deixar alimentar, e como ela remete a incompletude estrutural entre a mãe e a criança. Pois o sujeito, para salvaguardar o seu desejo, não quer que a demanda seja satisfeita, (...) ele recusa essa satisfação para preservar a função do desejo [afinal], a tendência da boca que tem fome se exprime por esta mesma boca numa cadeia significante; entra nela esta possibilidade de designar o alimento que é o desejo. Que alimento? A primeira coisa que resulta disso é que esta boca pode dizer: esse não. A negação, o afastamento, o eu gosto disso e não de outra coisa do desejo, já entra aqui, e aqui explode a especificidade da dimensão do desejo (...) esta demanda se forma no mesmo ponto, no nível do mesmo órgão onde se erige a tendência [sendo assim], é possível produzir todas as espécies de equívocos ao responder essa demanda (...) daquilo que lhe é respondido resulta, afinal, a preservação do campo da fala, e portanto a possibilidade de reencontrar sempre aí o lugar do desejo, mas é também a possibilidade de todas as sujeições (LACAN, /2010. P. 253). 11 LACAN, Jacques. ( ) O seminário, livro 5: as formações do inconsciente. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999, 532p.
9 9 No que toca a pulsão anal, Freud (1905/1996) destaca a recusa obstinada do bebê a esvaziar o intestino quando isso é desejado pela pessoa que cuida, ficando essa função reservada para quando aprouver ele próprio. Para ele, a criança toma o conteúdo intestinal como parte do próprio corpo e representa o primeiro presente ofertado ao cuidador. Para Lacan ( /2010) a demanda de reter o excremento aponta para um desejo de expulsar, a qual é exigida pelos pais. aí é demandado ao sujeito dar alguma coisa que satisfaça, chegado o momento, a expectativa do educador materno (LACAN, /2010. P. 254). Lacan situa o sujeito diante da demanda do Outro, colocando a mãe como seu arauto e estabelece, aqui, a dialética do Dom, na qual, a mãe espera que a criança satisfaça suas funções, e faça emergir, aparecer alguma coisa digna da aprovação geral (LACAN, /2010. P. 255). Este jogo entre o que a criança demanda e o que a mãe responde, remonta ao que Freud (1905/1996) designou com a eleição de um objeto substituto da satisfação. A relação do sujeito com esse objeto é autoerótica e caracteriza a sexualidade da infantil como perversa, pois mantém a satisfação através de um substituto; objeto que simboliza a falta do objeto primordial. E que Lacan (1964/2008) o designa como o Objeto a; objeto este que sinaliza que há uma perda constitucional, e é a isso que remete a disposição perversa; representando as possíveis respostas do sujeito diante desta perda. Para Lacan (1964/2008) o fato de sermos seres sexuado, regido pelo significante, implica que haja uma perda de libido. A partir daí, surgem os diversos representantes do Objeto a. Sendo assim, seio, fezes, olhar, voz, etc., são os objetos parciais representantes de uma perda constitucional, que em Freud (1905/1996), se apresentam como substitutos de uma satisfação perversa e polimorfa, e que, segundo Lacan (1964/1996), simbolizam o mais profundo objeto perdido. Para Lacan (1964/2008), o objeto surge, porque há uma impossibilidade, há o Real, e é neste ponto que ele retoma a alucinação trabalhada por Freud, na qual o sujeito se satisfaz pela alucinação de um objeto, sendo assim, a dimensão sexualizada (dimensão significante) do objeto só é possível por que há a dessexualização que é o Real, pois este objeto não é qualquer objeto, mas sim o objeto a. A polimorfia é justamente isso, as várias formas de satisfação, ou os vários objetos substitutos do Objeto a, aquilo que dá uma consistência lógica ao que é irreal. É um fato de estrutura; há disposição perversa polimorfa porque há o sujeito dividido pelo significante; divisão que deixa traços, que deixa um resto, que faz cair um objeto. Esta disposição representa o que é preciso perder, abrir mão, para que se possa advir enquanto um sujeito. Além disso, o corte, que conduz à perda, é o que permite recortar o corpo, ou melhor, recortar o que Freud (1905/1996) denominou de zonas erógenas.
10 10 Sedo assim, Lacan (1964/2008) irá localizar os enlaces do sujeito com o objeto no circuito pulsional. Para ele, o que está em jogo nas pulsões é o se fazer; se fazer olhar Pulsão escópica, se fazer ouvir Pulsão invocante. Desta forma, é no movimento em torno do Objeto a que o sujeito tem que atingir aquilo que é, propriamente falando, a dimensão do Outro (LACAN, 1964/2008. P 189), é através deste movimento que o sujeito se realiza, se revela, faz seus apelos. Na pulsão oral, por exemplo, Lacan (1964/2008) faz uma referência ao objeto seio, em que o bebê o toma como uma posse, como uma parte que lhe pertence. Essa posse se trata da reivindicação, pelo sujeito, de algo que está separado dele, mas lhe pertence, e do qual se trata que ele complete (LACAN, 1964/2008. P. 191). Demarcando que a pulsão oral é se fazer chupar. Para Freud (1905/1996) essa reivindicação esta ligada ao fato de consumar-se no (...) lado psíquico o encontro do objeto para qual o caminho fora preparado desde a mais terna infância. Na época em que a mais primitiva satisfação sexual estava ainda vinculada à nutrição, a pulsão sexual tinha um objeto fora do corpo próprio, no seio materno. Só mais tarde vem a perdêlo, talvez justamente na época em que a criança consegue formar para si uma representação global da pessoa que pertence o órgão que lhe dispensava satisfação. [Afinal], o encontro do objeto é, na verdade, um reencontro (FREUD, 1905/1996, p. 210). Na pulsão anal, o que passa a valer é a oblatividade, onde o sujeito só satisfaz uma necessidade para a satisfação de um outro (LACAN, /2010. P. 255), através do se fazer cagar. Sendo assim, Lacan (1964/2008) nos revela que a pulsão, através das zonas erógenas, está encarregada de ir buscar algo que responde ao Outro através de um movimento de apelo. Para Lacan (1964/2008), é no lugar do Outro que o sujeito começa, pois é lá que surge o primeiro significante, o sujeito nasce no que, no campo do Outro, surge o significante (LACAN, 1964/2008. P. 194), é neste ponto que se situa a perda, como consequência da escolha de se submeter à ordem significante. Aí, também, surge a resposta do sujeito, em manter-se ou não assujeitado a esse objeto que supostamente sutura a perda. O mesmo objeto que surge como efeito da perda é o objeto que é preciso fazer cair. Por isso que Freud (1905/1996) toma esse objeto enquanto perverso, no qual, a fixação ao mesmo pode conduzir a uma estrutura perversa. O sujeito pode aqui, fixar-se enquanto objeto; fixar-se no objeto ou fazer cair o objeto, como respostas ao S[Ⱥ], a impossibilidade da estrutura, dito de outra forma, a impossibilidade de gozar por completo do corpo do Outro. Ou seja, há que se consentir com a perda, com a refração do gozo para que se possa advir enquanto $. Enfim, tudo isto para dizer como concebemos uma criança. A única razão pela qual falamos do termo criança, a única divisão que podemos fazer entre criança e adulto, é a divisão que Freud propôs chamar de latência. A latência é um conceito para dizer que há uma etapa em que não se é responsável pelo gozo do corpo do outro, que há uma etapa em que não se conhece o gozo do Outro sexo e não se é responsável por isto e que há uma etapa em que o sujeito passa a ser responsável pelo seu próprio gozo na medida em que conhece o gozo do Outro sexo, o gozo d A Mulher. Freud, com este conceito de latência, demarca que o sujeito, quando passa à etapa em que conhece o gozo do Outro sexo, o gozo d A Mulher, passa a ser responsável pelo seu próprio gozo
11 e, então, esquece que esteve numa situação anterior. Ele sofre o que Freud chama de amnésia. Pensa, então, que está começando tudo pela primeira vez e não se dá conta que se trata de uma reedição (GERBASE, 1997, p. 04). 11 Gerbase (1997), conclui dizendo: Freud precisa de um conceito chamado latência, esquecimento, para marcar que o sujeito é um continuum, que o sujeito conhece uma única evolução - pode-se usar esta expressão, mas com toda reserva - que é a evolução da possibilidade de não ser responsável pelo seu gozo à possibilidade de ser responsável pelo seu próprio gozo, apenas para dizer que o sujeito agora está aparelhado, pela linguagem, para responder ao gozo por sua própria conta e risco e que, antes, não estava aparelhado para isto (GERBASE, 1997, p. 04). É justamente esta evolução descrita por Gerbase (1997), que irá caracterizar o que Freud (1905/1996) designou como puberdade, momento lógico em que as mudanças que levaram a vida sexual infantil a sua configuração normal definitiva (FREUD, 1905/1996, p. 196) é alcançada. Freud considera que até este momento a pulsão sexual era predominantemente auto-erótica, mas ao encontrar o objeto sexual, surge um novo alvo sexual para cuja consecução todas as pulsões parciais se conjugam, enquanto as zonas erógenas subordinam-se ao primado da zona genital (FREUD, 1905/1996, p. 196). No que toca ao que Gerbase (1997) definiu como responsabilização pelo gozo, Freud (1905/1996) correlaciona-o ao fato de na puberdade, a pulsão sexual coloca-se agora a serviço da função reprodutora; torna-se altruísta, por assim dizer (FREUD, 1905/1996, p. 196). Acrescentando que para que essa transformação tenha êxito é preciso contar com a disposição originária e com as particularidades das pulsões, ou seja, do retorno daquilo que fôra recalcado no estado infantil. Este retorno coincide com as respostas que o sujeito deverá dar no encontro do Outro sexo, como definiu Gerbase (1997). Neste encontro, o sujeito deve responder ao que toca a identificação e a escolha de objeto. Para Freud (1905/1996) essa escolha perpassa ao que se desenrolou através da corrente terna entre a criança e os cuidadores. Freud (1905/1996) traz uma identificação e escolha de objeto pautada na heteronormatividade, na qual o menino se identifica ao pai e faz uma escolha de objeto que preserva as características do seu objeto de amor primordial, ou seja, a mãe; já a menina identifica-se com a mãe e busca um homem como seu pai. Para o menino haveria a identificação com a virilidade, com aquilo que Freud (1905/1996) designa enquanto masculino, a posição ativa. Para a menina, neste momento, Freud (1905/1996), ainda apresenta certo embaraço, pois não sabe ao certo como conceituar a feminilidade, a qual irá definir melhor só em 1932, na conferência: A feminilidade. Mas, ele a coloca em uma posição passiva, e acaba definindo a sexualidade da mulher a partir do homem, afirmando que a sexualidade das meninas tem um caráter inteiramente masculino (FREUD, 1905/1996, p. 207), pois a libido é, regularmente e normativamente de natureza masculina, quer ocorra no homem ou na mulher, e abstraindo seu objeto, seja este homem ou mulher (FREUD, 1905/1996, p. 207), ou seja, é ativa, mesmo quando se apresenta na forma passiva. Freud finaliza, então, seus ensaios afirmando que:
12 a afeição infantil pelos pais é sem dúvida o mais importante, embora não o único, dos vestígios que, reavivados na puberdade, apontam o caminho para a escolha do objeto. Outros rudimentos com essa mesma origem permitem ao homem, sempre apoiado em sua infância (grifo meu), desenvolver uma orientação sexual e criar condições muito diversificadas para a sua escolha objetal (FREUD, 1905/1996, p. 216). 12 Lacan ( /2008) 12, em seu seminário Mais, ainda, irá trabalhar essas questões a partir do Gozo. Ele eleva a definição de homem e mulher para outra dimensão, para a dimensão do gozo; ressaltando que essa diferença está relacionada ao que ele define como Gozo fálico 13 (concernente a lógica significante) e Gozo Outro 14 (concernente ao Real, ao impossível, enquanto ausência de significante). Desta forma, o homem é aquele que está todo inscrito na função fálica; já a mulher, se coloca aí de forma não-toda, o que não quer dizer que ela não esteja submetida a esta função, ela está, de forma não-toda. Sendo assim, Lacan retira tanto a identificação quanto a escolha de objeto da relação com papai e mamãe, lançando-as à ordem do todo e não-todo. Poderíamos pensar, no que toca a disposição perversa polimorfa, que as experiências de gozo vividas na infância vão modalizando a futura posição de gozo do sujeito? É a partir dela que o sujeito começa a se inscrever na ordem do todo fálico ou do não-todo fálico? O que Lacan insistentemente nos ensina, ao longo de sua obra, é que, o que se passa entre a mãe e a criança, enquanto arauto do Outro, é da ordem do significante. E é justamente o significante que ele define, no seminário 20, como a causa do gozo, o que torna possível abordar o corpo do Outro. Isso nos faz pensar, que é o significante que define o que Freud (1905/1996) designou como zona erógena. Ele recorta o corpo, pois é impossível gozar do todo. Freud estava advertido dessa impossibilidade estrutural, para ele, a propriedade erógena pode ligar-se de maneira mais marcante a certas partes do corpo (FREUD, 1905/1996, p. 173), pois no que toca ao objeto ele é sempre parcial. Logo, as respostas que o sujeito deve dá aparecem diante da impossibilidade de gozar d A mulher (GERBASE, 1997), que se materializam na impossibilidade de gozar do corpo da mãe o incesto, como Freud (1905/1996) designou. Lacan ( ) faz uma distinção entre o amor e o gozo através de sua máxima: O Gozo do Outro, do Outro com A maiúsculo, do corpo do Outro que o simboliza, não é signo do amor (LACAN, /2008, p. 11). Não pretendo, aqui, destrinchar essa frase, apenas sinalizar que a relação com o outro 12 LACAN, Jaques. ( ). Seminário, livro 20: mais ainda. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008, 157p. 13 O gozo fálico seria o gozo necessário, onde um significante pode ser substituído por outro, dizemos que houve para este sujeito a significação fálica, o gozo de ser metaforizado, este gozo pode-se realizar no sentido do desejo. É descontínuo. É sempre o gozo do Um, poderíamos dizer de Um significante, que faz alto ao gozo. O gozo fálico não se limita, no entanto ao registro do erotismo. Ele subtende também o conjunto das realizações do sujeito no campo da realidade e realiza a substância das satisfações que aí se capitalizam (PEREIRA DA SILVA, 2007, p. 87). PEREIRA DA SILVA, José Antonio. O gozo sexual. In: PEREIRA DA SILVA, José Antonio (org). Modalidades do gozo. Salvador: Associação Científica Campo Psicanlítico, 2007, p. 87). 14 O gozo Outro, ou como também podemos chamá-lo, gozo não-todo ou Outro-gozo, nunca se escreve, pois não existe um significante que o represente. Este gozo não passa pelo significante. É contínuo. Ele é gozo real. É mais-além do Falo, é mais-além do objeto, é mais-além do dizer. É indizível, é inefável. O que se pode estudar são suas consequências subjetivas (PEREIRA DA SILVA, 2007, p. 88).
13 13 similar (mãe criança) é pautada na relação do sujeito com o Outro. Trata-se de como o sujeito irá colocar-se diante do S[Ⱥ] na sua identificação a ordem do todo fálico ou do não-todo fálico, e sua conseguinte escolha de objeto. Neste ponto, Lacan ( ) retoma os Três ensaios para falar da posição de gozo do sujeito. Por um lado, para aqueles que se colocam do lado todo fálico, o ato de amor é perversão polimorfa do macho, isto entre os seres falantes e afirma que não há nada de mais seguro, de mais coerente, de mais estrito quanto ao discurso freudiano (LACAN, /2009, p. 78). Sendo assim, o homem aborda na mulher a causa do seu desejo, o objeto a, que ele recorta no corpo do Outro, o qual só pode obtê-lo parcialmente. A disposição perversa, aqui, remete ao objeto enquanto substituto, objeto na condição do fetiche, em que toda sua realização quanto à relação sexual termina em fantasia (LACAN, , p. 92). Por outro lado, Lacan ( ) destaca a posição que Freud irá colocar a mulher, posição de objeto, ressaltando que há aí uma modalidade de gozo que está para além do gozo fálico. Do lugar de objeto, a mulher (LACAN, , p. 79), irá designar o falo [ɸ] como objeto causa do seu desejo o que lhe coloca dentro da ordem fálica, mas de modo não-todo, e o S[Ⱥ] como o Outro Gozo, que só é experimentado para quem se coloca nesta posição. Além disso, Lacan ( ) retoma a Freud para afirmar que a forma dos neuróticos fazerem amor havia correlação com as perversões. Ele faz isso para apoiar o que designa como sua invenção, o Objeto a, pois o a é aquilo que, quaisquer que sejam as ditas perversões, está lá como causa delas (LACAN, , p. 92). Desta forma, entendemos que a disposição perversa polimorfa toca a relação do sujeito com o objeto a causa do desejo pelo fato dele ser submetido à ordem significante. Logo, não há como negar, que tanto na teoria freudiana quanto na lacaniana, a disposição perversa polimorfa é um fato de estrutura. Para finalizar, gostaria de trazer um breve recorte de caso. Trata-se de um sujeito de quatro anos de idade, que chega a análise, pois se recusa a usar o vaso sanitário, para desespero de seus pais. Nas entrevistas preliminares a mãe informa que ele só começou a andar perto dos dois anos de idade e teve dificuldade para falar. Ao questioná-la o que havia ocorrido, ela informa que não colocava o filho no chão, pois, tinha medo que acontecesse alguma coisa com ele. A criança só começou a andar depois de fazer algumas sessões com fisioterapeuta, pois, por não ficar no chão, não aprendeu a engatinhar, o que atrapalhou no seu desenvolvimento motor. Mas, o que nos interessa não é isso, mas sim a posição que esta criança passa a ocupar na fantasia dos pais. Ela é tomada, literalmente, enquanto objeto precioso, objeto que não pode ser perdido, que não pode cair. A criança aparece, como definiu Lacan (1969/2003) 15 na Nota sobre a 15 LACAN, Jacques. (1969). Nota sobre a criança. In: Outros escritos. Rio de Janeiro: Zahar, 2003, p
14 criança, respondendo tanto como objeto da fantasia da mãe, quanto como sintoma do casal parental. Mas, neste caso, esta fantasia não aparece no discurso da mãe, mas sim no do pai. 14 Na entrevista com o pai, ele revela o temor de perder seu filho, por causa disso, mandou cobrir toda a sala da casa com um tapete emborrachado para que a criança não caísse e se machucasse. Esse temor formatase como uma fantasia do pai tendo como origem um ato, em que ele decide fazer uma vasectomia para não ter outros filhos. Tal fato adquiriu uma dimensão de ato, como nos ensinou Gerbase (2014) 16, em seu curso Atos de Fala, e tornou-se, para o pai, uma dimensão de real, dimensão de impossível, o qual se materializa diante da possibilidade de perder seu filho e da impossibilidade de ter outro. O pai diz ter feito a vasectomia por medo de ter outro filho e deixar faltar-lhes as coisas. A mãe, por outro lado, acaba consentindo com esta fantasia paterna, afinal, ela também não pode perder seu objeto precioso que não deixa tocar o chão. A criança, então, é tomada como objeto que tampona a falta dos pais, e aqui ela começa a ter suas primeiras experiências de gozo, se fazendo de objeto para o Outro. A disposição perversa polimorfa, então, se apresenta neste se fazer de objeto a perante o desejo do Outro. Mas como isso se apresenta para a criança? Os pais relatam que há uma recusa de usar o vaso, que já tentaram de todas as formas possíveis, mas ele só faz suas necessidades escondido em algum canto da casa. É a ausência, do olhar do Outro, se assim podemos dizer, que sinaliza aos pais que o desejo deles fôra realizado. Aqui vemos a criança, através de uma necessidade, jogando com a demanda e o desejo do Outro. Na frente dos que representam o arauto do Outro, ele não permite que o objeto do desejo caia, se fazendo, ele próprio de objeto, mantendo assim, a fantasia dos pais no que toca a alienação primordial. Mas, ao mesmo tempo em que mantém esta fantasia, ele diz não, realizando o seu desejo para além do desejo do Outro, no seu tempo, mesmo que de forma oculta separando-se do desejo do Outro. Esse sintoma faz com que os pais tragam não só a criança para a análise, mas se defrontem coma necessidade de que haja uma queda para que se possa advir um sujeito, reconhecendo que não podem manter o filho nesse lugar. Como isso se apresenta na análise? A posição de gozo do sujeito irá aparecer, na sessão, na sua fantasia através do brincar, assim como no seu discurso. Ao brincar, ele constrói algumas casas, elas têm banheiro, mas não tem vaso sanitário. Em uma das brincadeiras pôde advir dois momentos de efeito sujeito, que revelam a posição de gozo, ou melhor, que revela a disposição perversa do sujeito. No primeiro ele diz: mamãe me ensinou a fazer xixi na calçada. Tomemos esse significante calçada, ele não aparece aí à toa, se recortá-lo obtemos mamãe me ensinou a fazer xixi na calça ; calça é aqui o local, de fato, onde as necessidades são 16 GERBASE, Jairo. (2014). Anotação de aula. Curso Atos de Fala, ministrado no Campo psicanalítico de Salvador-Ba no ano de 2014.
15 15 realizadas, mas é, principalmente, o lugar onde o sujeito se realiza para-além do desejo do Outro. Seu analista lhe marca, fazendo emergir o efeito sujeito na sessão: Você faz xixi na calça? Em um segundo momento, ao brincar de Lego, ele faz o pai, a mãe e ele. Ao fazê-lo, começa a se nomear de várias formas, deslocando-se até o ponto de parada onde faz metáfora. Ele diz: eu sou um robô e seu analista marca: Você é um cocô? Logo depois disso, ele levanta, se esconde atrás da mesa, e convoca o analista a brincar de esconde-esconde. Ele dá, literalmente, um presente para o seu analista. O efeito sujeito aparece na simples troca fonética feita entre c e r, o que leva a um significante advir no lugar de outro significante. Sendo assim, dizer eu sou um robô é o mesmo que dizer eu sou um cocô ; dito de outra forma, o significante robô representa o sujeito para o significante cocô. Na presença do analista, Ele se faz de objeto, assim como na brincadeira de esconde-esconde que faz com os pais na hora de fazer cocô, mas aqui, a posição ocupada pelo analista é diferente da ocupada pelos pais, pois o analista não está na posição do Dom, do amor, pelo contrário, ele usa do amor na transferência, ele se faz semblante de objeto a para que possa convocá-lo a advir enquanto sujeito do desejo. Resta, então, a pergunta final: Se Lacan ( ), nos ensina que o analista deve fazer semblante de objeto a, e disse que o a é aquilo que, quaisquer que sejam as ditas perversões, está lá como causa delas (LACAN, , p. 92), qual seria, então, a relação da disposição perversa polimorfa com a posição ocupada pelo analista?
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