SISTEMAS DE GESTÃO DE RESÍDUOS
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- Luzia Canário Camelo
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2 SISTEMAS DE GESTÃO DE RESÍDUOS
3 O que é um resíduo? Resíduo é qualquer material sem utilidade ou valor económico para o seu dono, do qual tem intenção de se desfazer. Resíduo, por definição, é tudo o que resta. Mas tudo o que resta tem valor, pode ser reutilizado e/ou reciclado. Reciclagem Consiste no reaproveitamento de materiais; São utilizados como matéria-prima para a produção de um novo produto diferente do original.
4 Evitar a deposição de resíduos no meio ambiente; Reduzir a produção de desperdícios; Minimizar a utilização de fontes não renováveis (ex.: petróleo, carvão); Reduzir os custos associados ao tratamento de resíduos; Evitar a deposição de resíduos em aterro ou incineração; Muitos dos resíduos produzidos pelo ser humano, não são facilmente degradados pela natureza.
5 -1,1%
6 GESTÃO DO ATERRO SANITÁRIO
7 - Devem apenas ser depositados no contentor de resíduos indiferenciados, aqueles que nunca mais vais utilizar, aqueles que já reciclados ou reutilizados. não podem ser - Deves colocar os resíduos em sacos bem fechados. Não te esqueças de fechar a tampa do contentor!
8 Os contentores são recolhidos pelos camiões que levam os resíduos para o Aterro Sanitário. O Aterro Sanitário é um local para deposição de resíduos, impermeabilizado e vedado, onde todas as condições ambientais são controladas. Quando os resíduos chegam ao aterro sanitário são pesados numa báscula.
9 Depois da pesagem são depositados no Aterro Sanitário e uma máquina espalha-os e compacta-os para ocuparem menos espaço. No final de cada dia deita-se uma camada de terra para impedir que existam odores, que os animais sejam atraídos e que os plásticos voem.
10 Da degradação dos resíduos resulta: O Biogás, que é tratado e transformado em energia eléctrica, o restante é queimado para evitar a poluição atmosférica. O lixiviado, lixiviado, que que é um um líquido líquido com com muita muita carga carga orgânica orgânica que que tem tem que que ser ser tratado tratado na na ETAL ETAL Estação Estação de de Tratamento Tratamento de de Águas Águas Lixiviantes. Lixiviantes.
11 No final, quando o aterro estiver completo, tem de ser encerrado. Será feita a recuperação paisagística, utilizando plantas autóctones arbustivas.
12 Consequências: Aumento das Emissões de Gases Efeito de Estufa. Aquecimento Global do Planeta Terra
13 SOLUÇÕES PARA DIMINUIR O AQUECIMENTO GLOBAL Diminuir o uso de combustíveis fósseis (gasolina, gasóleo) e aumentar o uso de biocombustíveis; Os automóveis devem ser controlados constantemente para evitar a queima descontrolada de combustíveis; Instalação de sistemas de controlo de emissão de gases poluentes nas indústrias; Aumentar a produção de energia a partir de fontes limpas: hidroeléctrica, eólica, solar, fotovoltaica. Evitar ao máximo a produção de energia que utiliza combustíveis fosseis; Sempre que possível, andar a pé, ou utilizar transportes públicos (autocarro, metro, comboio ou a bicicleta); Participar no sistema de recolha selectiva de resíduos; Recuperação de biogás nos aterros sanitários (produção de electricidade); Utilizar, ao máximo, a iluminação natural em ambientes domésticos e industriais; Não fazer queimadas nem desmatamento descontrolado das florestas.
14 Selagem e Impermeabilização da célula 1
15 CENTRAL DE VALORIZAÇÃO ENERGÉTICA - BIOGÁS
16 Para que o aterro não se encha muito rápido devemos fazer separação dos resíduos em casa e na escola! Para que o aterro não se encha muito rápido devemos fazer separação dos resíduos em casa e na escola! Devemos separar o papel e cartão, o plástico e metal, vidro e as pilhas! Depois têm têm que que levar levar as embalagens as embalagens separadas para o ecoponto: Papel e cartão Azul Papelão Plástico e Metal Amarelo Embalão Vidro Verde Vidrão Pilhas Vermelho Pilhão Também podem ir ir ao ao ecocentro onde onde se se podem depositar grandes quantidades.
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19 Dos ecopontos e ecocentros as embalagens vão para o centro de triagem onde são separadas por tipo de material, fazem-se fardos e vão para empresas para reciclagem. Os resíduos de embalagem podem voltar a ser materiais que se podem utilizar, como brinquedos, camisolas, bancos de jardim ou outros.
20 3,87%
21 Dos resíduos que produzimos em casa temos as embalagens que já sabemos o que fazer separar e depositar no ecoponto e os resíduos orgânicos, o que fazer com eles?
22 Os resíduos orgânicos, os restos de comida e de jardim (cascas de fruta e de batatas, legumes e aparas da poda e de relva), podes fazer composto!! Só têm que os juntar e de vez em quando revirar! Quando estiver seco deitar água e quando estiver muito húmido deitar folhas secas ou palha. É muito fácil!
23 Depois de algum tempo, pode-se deitar o composto no jardim ou na horta que é um fertilizante muito rico para as plantas! Como vêem todos os resíduos podem ter um final feliz, basta que estejas atento e que trates deles!
24 Em 1980 cada português produzia uma média de 0,6 kg por dia. Actualmente cada português produz em média mais de 1,2 kg de resíduos por dia. Isso significa que o valor duplicou em apenas 25 anos.
25 6,2% Recolha ,8% Rec olha Selec tiva Rec olha Indiferenc iada
26 Composição Física RSU s % peso F. Fina 7,7 Matéria Orgânica 45,4 Madeira 0,1 Metal 3,2 Outros 0,0 Papel 8,0 Papel embalagem 6,0 Plástico Filme 10,3 Plástico Pet 4,5 Têxteis 10,3 TOTAL 100,0
27 PRINCIPAIS INTERVENIENTES NO PROCESSO DE COMPOSTAGEM Microrganismos Oxigénio Água Matéria Orgânica Água + CO 2 Composto Calor
28 COMPOSTOR
29 OUTROS COMPOSTORES COMPOSTOR DE REDE COMPOSTOR DE BALDE COMPOSTOR DE MADEIRA COMPOSTOR DE TIJOLOS E CIMENTO
30 ESTRUTURA E LOCALIZAÇÃO DO COMPOSTOR O compostor ideal é uma estrutura robusta; Deve possuir várias aberturas para a entrada de ar; Deve estar assente sobre uma rede metálica; Deve possuir tampa; Deve assentar directamente sobre o solo: entrada dos decompositores (microrganismos, invertebrados, etc.) e passagem de escorrências; Sempre que possível o local do compostor deve ser de fácil acesso (próximo do local de produção de resíduos).
31 CASTANHOS Materiais ricos em Carbono e com baixo teor de humidade Aparas secas de relva; Restos de plantas (sem doenças, pesticidas ou sementes de ervas daninhas); Restos de frutos secos; Cabelos e pêlos de animais; Guardanapos e outros papeis não plastificados; Folhas e ramos secos; Palha ou feno; Aparas de madeira e serradura; Caruma (pouca).
32 VERDES Materiais ricos em Azoto e com elevado teor de humidade Restos de legumes e frutas; Restos de comida cozinhada (excepto restos de carne, peixe e lacticínios); Cascas de ovos; Restos de cereais e leguminosas; Pão; Borras e filtros de café; Folhas e saquetas de chá; Aparas frescas de relva, ervas e plantas verdes.
33 Madeiras tratadas quimicamente; Excrementos de animais de estimação; Carvão, cinzas de carvão e de madeira; Plantas doentes; Restos de carne, peixe, ossos e espinhas; Ovos e lacticínios; Resíduos de jardim tratados com pesticidas ou herbicidas; Gorduras e óleos; Ramos grandes ou tábuas inteiras; Resíduos não biodegradáveis (vidro, plástico).
34 Problema Causa Provável Solução Processo lento Cheiro a podre Demasiados Castanhos Materiais muito grandes Humidade em excesso Compactação Adicionar Verdes, adicionar água e revirar a pilha Cortar os materiais em pedaços mais pequenos e remexer a pilha Adicionar Castanhos e revirar a pilha Adicionar Castanhos e materiais que aumentem a porosidade da pilha como pequenos ramos; Revirar a pilha Cheiro a amónia Demasiados Verdes Adicionar Castanhos e revirar a pilha Temperatura sempre baixa (não chega a aquecer) Temperatura demasiado alta (sem bichos vivos) Pragas Pilha muito pequena Humidade insuficiente Arejamento insuficiente Falta de Verdes Clima frio Pilha muito grande Arejamento insuficiente Restos de carne, peixe, lacticínios, gordura ou modelo do compostor Aumentar o tamanho da pilha, adicionando mais materiais Verdes e Castanhos Adicionar água Revirar a pilha Adicionar Verdes Isolar o compostor. Usar um compostor que proteja a pilha do frio Diminuir o tamanho da pilha Revirar a pilha Retirar estes restos e cobrir com terra, folhas ou serradura; Mudar de modelo de compostor
35 1. Colocar no fundo do compostor uma camada de ramos grossos para assegurar uma bolsa de ar circulante. 2. Adicionar seguidamente uma camada de cerca de 10 a 20 cm de materiais de tipo Castanho. Pode também adicionar-se uma mão cheia de terra. 3. Por cima da camada de Castanhos colocar uma camada de Verdes (com espessura semelhante), como por exemplo restos de cozinha ou relva fresca. 4. Repetir os passos 2 e 3 até encher o compostor ou esgotar os resíduos Verdes. 5. A última camada a adicionar deverá ser sempre de Castanhos, pois estes diminuem os problemas de odores e o aparecimento de insectos ou de pragas.
36 Um compostor cheio, acabado de montar... E depois do composto produzido, pronto a usar.
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46 MATURAÇÃO
47 COMPOSTO
48 APLICAÇÃO DO COMPOSTO OBTIDO
49 COMPOSTAR É DAR VIDA!
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