NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 1

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1 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 1 DISCIPLINA: NORMAS PROFISSIONAIS DE PERÍCIA Carga Horária: XX HORAS Docente: Professor JOÃO HENRIQUE COSTA Titulação: MBA GER. CONTÁBIL, AUDITORIA, PERÍCIA E CONTROLADORIAS Graduação: Ciências Contábeis SUMÁRIO Introdução Conceito geral... Qualidade do Perito... Perfil do Perito... Qualidade do trabalho do perito... Opinião do Perito... Informações pela Perícia... Resolução 857 e 985 Da Perícia Contábil.... Conceito... Planejamento e execução... Procedimentos... Laudo Pericial... Competência Técnica... Independência... Impedimento.... Recusa... Honorários... Sigilo... Responsabilidade e Zelo... Utilização do Trabalho de Especialistas... ELEMENTOS MATERIAIS NA PERÍCIA Erros Fraudes Indícios... Perícia e uso de trabalho de terceiros... Eventualidade da Perícia... Perícia e Auditoria... Perícia contábil e Devassa... Riscos da Perícia... Plano de trabalho pericial... -Conceito e etapas... -Descritivo... -Conhecimento das etapas... -Conhecimento da questão... -Conhecimento dos fatos... -Levantamento prévio dos recursos... -Prazo de execução...

2 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 2 -Acessibilidade aos dados... -Pleno conhecimento dos sistemas contábeis... Conteúdo dos Planos periciais... Conceitos e requisitos de Laudo Pericial Estrutura dos Laudos... Requisitos de um Laudo... Perícia Judicial... Ciclo da Perícia,... Exemplo de mandado... Exemplo de petição de honorários Fase operacional da perícia Fase Final da perícia Exemplo de petição de entrega do Laudo Objetos da perícia Responsabilidade do perito Outros modelos de petições Modelos de Laudos periciais Exemplos de quesitos Exercícios de fixação parte teórica Glossário jurídico... Estudo de casos

3 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 3 Introdução: Este treinamento foi desenvolvido para auxiliar aqueles interessados em ingressar ou aprimorar seu conhecimento na pesquisa científica e na busca da razão. O papel e o trabalho da perícia são de extrema importância, pois através dele, muitas decisões importantes serão tomadas, tanto na esfera contábil e principalmente na esfera judicial. 1 - CONCEITO DE PERÍCIA CONTÁBIL Perícia contábil é a verificação de fatos ligados ao patrimônio individualizado visando oferecer opinião, mediante questão proposta. Para tal opinião realizam-se exames vistorias, indagações, investigações, avaliações, arbitramentos, em suma todo e qualquer procedimento necessário à opinião. (Antonio Lopes Sá) A expressão perícia advém do Latim: Peritia, que em sentido próprio significa conhecimento e experiência. Onde e o que se discute: Varas criminais: Fraude e vícios contábeis, adulterações de lançamentos e registros, desfalques, apropriação indébita, inquérito judicial, crimes contra a ordem econômica e tributária, entre outras. Na justiça do trabalho: Indenização de diversas modalidades, litígio entre empregadores e empregados. Nas varas Cíveis Estaduais: Ordinária, apuração de haveres, avaliação patrimonial, busca e apreensão, consignação em pagamento, comissão de pena pecuniária, cambiais, compensação de créditos, consignação e depósito para pagamento, desapropriação de bens, dissolução de sociedade, exclusão de sócio, embargos de impedimento de consumação de alienação, estimativa de bens penhorados, exibição de livros e documentos, extravio e dissipação de bens, falta de entrega de mercadorias, fundo de comércio, indenização por danos, inventários na sucessão hereditária, liquidação de empresas, lucros

4 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 4 cessantes, medidas cautelares, prestação de contas, revisão de contratos de financiamento e de crédito. Nas Varas de Falências e Concordatas: Perícias falimentares em geral e concordatas preventivas, suspensivas. Nas Varas da Fazenda Pública e Execuções Fiscais: ICMs ISS, IPTU. Nas Varas de Família: Avaliações de pensões alimentícias, avaliações patrimoniais e outras. 1.1 QUALIDADE DO PERITO Legal Profissional Ética Moral 1.2 Perfil do Perito. Formação na área Inscrito no conselho de classe ao qual pertence. Conhecimento Conduta ilibada Caráter Índole criativa e intuitiva Perseverança Ética profissional Independência Compromisso com a verdade 1.3 Qualidade do trabalho do Perito. A qualidade do profissional quase sempre dita a qualidade do trabalho que executa. Um bom trabalho pericial deve ter: Objetividade Precisão Clareza

5 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 5 Fidelidade Confiabilidade Plena satisfação da finalidade. -A objetividade caracteriza-se pela ação do perito em não desviar da matéria que motivou a questão. -A precisão consiste em oferecer respostas pertinentes e adequadas às questões formuladas. -Clareza esta em usar em sua opinião uma linguagem acessível a quem vai se utilizar dela. -A fidelidade é não se deixar influenciar por terceiros. -A confiabilidade consiste fazer a perícia, apoiada em documentos legais e válidos. O TRABALHO DEVE SATISFAZER O OBJETIVO OU O MOTIVO A QUE FOI PROPOSTO. 1.4 A opinião do perito deve estar: Justificada e lastreada em elementos sólidos ao alcance de quem dela vai se utilizar. 1.5 Informação pela perícia laudos periciais O perito informa pelo laudo que produz. O laudo é sua opinião, onde produz seu ponto de vista e o justifica, oferecendo também as bases ou elementos de que se utilizou para poder chegar a opinar. Os laudos podem ser isolados, de um só perito, ou de uma junta ou colegiado de peritos (médica). Existem casos em que é exigida a participação de mais de um perito - na perícia judicial são 3 (três). Em relação ao laudo pericial, este pode obedecer a critérios diferentes, de acordo com cada caso. O perito deve expor à metodologia que foi seguida, a justificativa da escolha, a divisão por itens ou quesitos formulados. Nas perícias administrativas, onde se busca determinar ou encontrar fraudes, os laudos passam a ter outra conotação, pois o importante não são os quesitos, mas sim a apuração

6 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 6 dos fatos. Neste caso o perito dá a seu relato uma conotação diferente e passa a expor seu trabalho, a matéria verificada, as regularidades detectadas. 2 As resoluções mais importantes que norteiam os trabalhos de um perito são elaboradas publicadas e controladas pelo Conselho Federal de Contabilidade. a) RESOLUÇÕES DO CFC CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE RESOLUÇÃO CFC Nº. 857/ 1999 e 985/2003 Aprova a NBC T 13 Da Perícia Contábil. NORMAS CONTÁBEIS SOBRE PERÍCIAS RESOLUÇÃO CFC N.º 857/99, DE 21 DE OUTUBRO DE 1999 Reformula a NBC P 2, denominando-a Normas Profissionais do Perito O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE CFC, no exercício de suas atribuições legais e regimentais. CONSIDERANDO a necessidade de reformulação da NBC P 2 Normas Profissionais de Perito Contábil, frente aos aspectos técnicos da norma aprovada pela Resolução CFC n.º 733 de 22 de Outubro de 1992; CONSIDERANDO que o Grupo de Estudo de Perícia Contábil recebeu inúmeras colaborações coletadas dos Contabilistas que participaram das Audiências Públicas realizadas em diversos Estados e Capitais do País; CONSIDERANDO que o Grupo de Estudo de Perícia Contábil obteve do Grupo de Trabalho das Normas Brasileiras de Contabilidade a aprovação de sua proposta de reformulação da NBC P 2 Normas Profissionais de Perito Contábil; CONSIDERANDO a decisão da Câmara Técnica no Relatório n 061/99, de 20 de Outubro de 1999, aprovado pelo Plenário deste Conselho Federal de Contabilidade. RESOLVE: Art. 1º Reformular o teor da NBC P 2 Normas Profissionais de Perito Contábil, conforme anexo a esta Resolução. Art. 2 Denominar a referida norma de NBC P 2 Normas Profissionais do Perito. Art. 3º Esta Resolução entra em vigor na data de sua assinatura.

7 Brasília, 21 de Outubro de NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 7 Contador José Serafim Abrantes Presidente NBC P 2 NORMAS PROFISSIONAIS DO PERITO 2.1. CONCEITO 2.1 Perito é o contador regularmente registrado em Conselho Regional de Contabilidade, que exerce a atividade pericial de forma pessoal, devendo ser profundo conhecedor, por suas qualidades e experiência, da matéria periciada COMPETÊNCIA TÉCNICO PROFISSIONAL O contador na função de perito contador ou perito-contador assistente deve manter adequado nível de competência profissional, pelo conhecimento atualizado das Normas Brasileiras de Contabilidade, das técnicas contábeis, especialmente as aplicáveis à perícia, da legislação relativa à profissão contábil e das normas jurídicas, atualizando-se permanentemente, mediante programas de capacitação, treinamento, educação continuada e especialização, realizando seus trabalhos com a observância de equidade O espírito de solidariedade do perito contador e do perito-contador assistente não induz nem justifica a participação ou a convivência com erros ou atos infringentes das normas profissionais e éticas que regem o exercício da profissão O perito contador e o perito-contador assistente devem comprovar sua habilitação mediante a apresentação de certidão específica, emitida pelo Conselho Regional de Contabilidade, na forma a ser regulamentada pelo Conselho Federal de Contabilidade A nomeação ou a escolha para o exercício do encargo de perito contador deve ser considerada como distinção e reconhecimento da capacidade e honorabilidade do profissional, devendo este escusar-se dos serviços, por motivo legítimo ou foro íntimo, ou sempre que reconhecer não estar capacitado a desenvolvê-los, contemplada a utilização do serviço de especialista de outras áreas, quando parte do objeto da perícia assim o requer A indicação ou a contratação para o exercício da atribuição do perito-contador assistente deve ser considerada como distinção e reconhecimento da capacidade e

8 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 8 honorabilidade do profissional, devendo este recusar os serviços sempre que reconhecer não estar capacitando desenvolvê-los, contemplada a utilização de serviços de especialistas de outras áreas, quando parte do objeto do seu trabalho assim o requerer INDEPENDÊNCIA O perito-contador e o perito contador assistente devem evitar e denunciar qualquer interferência que possa constrangê-los em seu trabalho, não admitindo, em nenhuma hipótese, subordinar sua apreciação a qualquer fato, pessoa, situação ou efeito que possam comprometer sua independência IMPEDIMENTO O perito - contador estará impedindo de executar perícia contábil, devendo assim declarar-se, ao ser escolhido para o encargo quando: a) for parte do processo; b) houve atuado como perito-contador assistente ou prestado o depoimento como testemunha; c) o seu cônjuge ou qualquer parente seu, consangüíneo ou afim, em linha reta, ou na linha colateral até o segundo grau, estiver postulando no processo; d) tiver interesse, direto ou indireto, imediato ou mediato, por si ou qualquer de seus parentes, consangüíneos ou afins, em linha reta ou na linha colaterais até o segundo grau, no resultado de seu trabalho pericial; e) exercer função ou cargo incompatível com a atividade de perito-contador; f) a matéria em litígio não for de sua especialidade; Quando nomeado em juízo, deverá dirigi-lhe petição, no prazo legal, justificando a escusa Quando indicado pela parte, não aceitando o encargo, deverá comunicar ao juízo, a recusa, devidamente justificada O perito-contador e o perito-contador assistente não devem aceitar o encargo quando: Constatarem que os recursos humanos e materiais de sua estrutura profissional não permitem assumir o encargo, sem prejuízo do cumprimento dos prazos dos trabalhos nomeados, indicados ou contratados;

9 Ocorrer motivo de força maior. NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS HONORÁRIOS O perito-contador e o perito-contador assistente devem se estabelecer previamente seus honorários, mediante avaliação dos serviços, considerados os seguintes fatores: a) a relevância, vulto e a complexidade dos serviços a executar; b) as horas estimadas para a realização de cada fase do trabalho; c) a qualificação do pessoal técnico que irá participar da execução dos serviços; d) o prazo fixado, quando indicado ou escolhido, e o prazo médio habitual de liquidação, se nomeado pelo juiz; e) a forma de reajuste e de parcelamento se houver; f) os laudos interprofissionais, de empresas especializadas e outros inerentes à elaboração do trabalho; e g) no caso do perito-contador assistente, o resultado que, para o contratante, advirá com o serviço prestado, se houver Quando se tratar de nomeação deverá o perito-contador: elaborar orçamento fundamentado nos fatores constantes do item 2.1 desta Norma requer por escrito o depósito dos honorários, conforme o orçamento ou pedido de arbitramento requer a complementação dos honorários, se a importância previamente depositada for insuficiente para garanti-los; requer, após a entrega do laudo, que o deposito seja liberado com acréscimos legais O perito-contador requererá a liberação parcial dos honorários depositada em juízo, sempre que houver a necessidade, devidamente justificada O perito-contador poderá requer o custeio das despesas referentes ao deslocamento para a realização do trabalho fora da comarca que foi nomeado Quando se tratar de indicação pelas partes ou escolha extrajudicial, deve o peritocontador e o perito-contador assistente formular carta-proposta ou contrato antes do início da execução do trabalho, considerado os fatores constantes no item desta Norma e o prazo para realização dos serviços.

10 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS SIGILO O perito-contador e o perito-contador assistente, em obediência ao Código de Ética do Contabilista, devem respeitar a assegurar o sigilo que apurarem durante a execução de seu trabalho, não divulgado em nenhuma circunstância, salvo quando houver obrigação legal de fazê-lo. Este dever perdura depois de entregue o laudo pericial contábil ou o parecer técnico-contábil O dever de sigilo subsiste mesmo na hipótese de o profissional se desligar do trabalho antes de concluído RESPONSABILIDADE E ZELO O perito-contador e o perito-contador assistente devem cumprir os prazos estabelecidos no processo ou contrato e zelar por suas prerrogativas profissionais, nos limites de suas funções, fazendo-se respeitar e agindo sempre com seriedade e discrição O perito-contador e o perito-contador assistente, no exercício de suas atribuições, respeitar-se-ão mutuamente, vedados elogios e críticas de cunho pessoal ou profissional, atendendo-se somente aos aspectos técnicos do trabalho executado UTILIZAÇÃO DE TRABALHO DE ESPECIALISTA O perito-contador e o perito-contador assistente podem valer-se de especialistas de outras áreas na realização do trabalho, desde que parte da matéria objetivo da perícia assim requeira O perito-contador pode requerer ao juiz a indicação de especialistas de outras áreas que se fizerem necessários para a execução de trabalhos específicos EDUCAÇÃO CONTINUADA O perito-contador e o perito assistente, no exercício de suas atividades, devem comprovar a participação em programa de educação continuada, na forma a ser regulamentada pelo Conselho Federal de Contabilidade.

11 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 11 RESOLUÇÃO CFC N.º 858/99, DE 21 DE OUTUBRO DE 1999 Reformula a NBC T 13 Da Perícia Contábil O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE CFC, no exercício de suas atribuições legais e regimentais. CONSIDERANDO a necessidade de reformulação da NBC T 13 Da Perícia Contábil, frente aos aspectos técnicos da norma aprovada pela Resolução CFC N.º 731 de 22 de Outubro de 1992; CONSIDERANDO que o Grupo de Estudo de Perícia Contábil recebeu inúmeras colaborações coletadas dos Contabilistas que participaram das Audiências Públicas realizadas em diversos Estados e Capitais do País; CONSIDERANDO que o Grupo de Estudo de Perícia Contábil obteve do Grupo de Trabalho das Normas Brasileiras de Contabilidade a aprovação de sua proposta de reformulação da NBC T 13 Da Perícia Contábil; CONSIDERANDO a decisão da Câmara Técnica no Relatório n 062/99, de 20 de Outubro de 1999, aprovado pelo Plenário deste Conselho Federal de Contabilidade. RESOLVE: Art. 1º Reformular o teor da NBC T 13 Da Perícia Contábil,, conforme anexo a esta Resolução. Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua assinatura. Brasília, 21 de Outubro de Contador José Serafim Abrantes Presidente NBC T 13 DA PERÍCIA CONTÁBIL 13.1 CONCEITUAÇÃO DE E OBJETIVOS A perícia contábil constitui o conjunto de procedimentos técnicos e científicos destinados a trazer a instância decisória os meios de prova necessários a subsidiar à justa solução do litígio, mediante laudo pericial contábil e/ou parecer técnico-contábil, em conformidade com as normas jurídicas e profissionais, e a legislação específica no que for pertinente.

12 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS O laudo pericial contábil e o parecer técnico-contábil têm por limite os próprios objetivos da perícia deferida ou contratada A perícia contábil, tanto a judicial, como a extrajudicial e a arbitral, é de competência exclusiva de contador registrado em Conselho Regional de Contabilidade Nos casos que a legislação admite a perícia extrajudicial elaborada por empresas especializadas, bem como na perícia interprofissional, aplica-se o item anterior exclusivamente às questões contábeis A presente Norma aplica-se ao perito contador nomeado em juízo, ao peritocontador assistente indicado pelas partes, bem como aos escolhidos e aos contratados pelas partes para perícia extrajudicial PLANEJAMENTO Disposições Gerais O planejamento Pressupõe adequado nível de conhecimento específico do objeto da perícia contábil deferida ou contratada A perícia deve ser planejada cuidadosamente, com vista ao cumprimento do prazo, inclusive o da legislação relativa ao laudo ou parecer Na impossibilidade do cumprimento do prazo, deve o profissional, antes de vencido aquele, requerer prazo suplementar, sempre por escrito O planejamento deve considerar, ainda, os seguintes fatores, relevantes na execução dos trabalhos: a) o conhecimento detalhado dos fatores concernentes à demanda; b) as diligências a serem realizadas; c) os livros e documentos a serem compulsados; d) a natureza, a oportunidade e a extensão dos procedimentos de perícia a serem aplicados; e) a equipe técnica necessária para a execução do trabalho; f) a contratação de serviços especializados, necessários para a execução do trabalho ; e g) os quesitos formulados O planejamento deve ser revisado e atualizado sempre que novos fatos exigirem ou recomendarem.

13 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS O valor dos honorários deve ser estabelecido, com base no planejamento, de forma fundamentada, considerados o custo do trabalho e a remuneração do profissional Na Perícia Judicial Nos casos em que não houver publicação oficial da concessão do prazo suplementar, deverá o perito-contador comunicá-la, aos peritos-contadores assistentes Na perícia extrajudicial e na Perícia Arbitral O contrato de honorários deve ser elaborado de forma fundamentada, com base no planejamento realizado EXECUÇÃO O perito-contador assistente pode, tão logo tenha conhecimento do início da execução da perícia, manter contato com o perito-contador, pondo-se a disposição para o planejamento e execução conjunta da perícia. Uma vez aceita a participação, o peritocontador deve facultar o acesso aos trabalhos, fixando, sempre que possível de um acordo, dia, hora e local para o início efetivo das diligências de sua execução O perito-contador e o perito-contador assistente, enquanto estiverem de posse do processo ou dos documentos, devem zelar pela guarda e segurança Para a execução da perícia contábil, o perito-contador e o perito-contador assistente devem ater-se ao objeto do trabalho realizado Nas diligências, o perito-contador e o perito-contador assistente devem relacionar os livros, os documentos e os dados de que necessitem, solicitando-os, por escrito, em termo de diligência A eventual recusa no atendimento de diligência solicitada, ou qualquer dificuldade na execução do trabalho pericial devem ser comunicadas com a devida comprovação ou justificativa, ao juízo, em se tratando de perícia judicial, ou à parte contratante, no caso de perícia extrajudicial O perito-contador e o perito-contador assistente utilizar-se-ão dois meios que lhe são facultados pela legislação e das normas concernentes ao exercício de sua função com vista a instruírem o laudo pericial contábil ou parecer técnico-contábil com as peças que julgarem necessárias O perito-contador e o perito-contador assistente manterão registros dos locais e das diligências, nomes das pessoas que atenderem livros e documentos examinados ou

14 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 14 arrecadados, dados e particularidades de interesse da perícia, rubricando a documentação examinada, quando julgarem necessário A execução da perícia, quando incluir a utilização de equipe técnica, deve ser realizada sob orientação e supervisão do perito-contador e do perito-contador assistente que assumiram a total responsabilidade pelos trabalhos Quando da utilização de equipe, o perito-contador e o perito-contador assistente devem assegurar-se de que o trabalho venha ser executado por pessoas com a devida capacitação profissional O perito-contador e perito-contador assistente devem documentar, mediante papéis de trabalho, todos os elementos relevantes que serviram de suporte à conclusão formalizada pelo laudo pericial contábil ou no parecer técnico-contábil O perito-contador assistente que assessorar o contratante na elaboração das estratégias a serem adotadas na proposição de solução por acordo ou demanda atenderá aos quesitos desta Norma PROCEDIMENTOS Os procedimentos de perícia contábil visam a fundamentar as conclusões que serão levadas ao laudo pericial contábil ou parecer técnico-contabil, e abrangem, total ou parcialmente, segundo a natureza e complexidade da matéria, exame, vistoria, indagação, investigação, arbitramento, avaliação, certificação e mensuração O exame é a análise de livros, registros das transações de documentos A vistoria é a diligência que objetiva a verificação e a constatação de situação, coisa ou fato, de forma circunstancial A indagação é a busca de informações mediante entrevistas com conhecedores do objeto da perícia A investigação é a pesquisa que busca trazer ao laudo pericial contábil ou ao parecer técnico-contábil o que está oculto por quaisquer circunstâncias O arbitramento é a determinação de valores ou a solução de controvérsia por critério técnico A mensuração é o ato de quantificação de coisas, bens, direitos e obrigações A avaliação é o ato de estabelecer o valor de coisas, bens, direitos, obrigações, despesas receitas.

15 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS A certificação e o ato de atestar a informação trazida ao laudo contábil pelo peritocontador, conferindo-lhe caráter de autenticidade pela fé pública atribuída a este profissional Concluídas as diligências, o perito-contador apresentará o laudo pericial contábil, e os peritos-contadores assistentes, seus pareceres periciais contábeis, obedecendo aos respectivos prazos Ocorrendo diligências em conjunto com o perito-contador assistente, o peritocontador o informará por escrito quando do término do laudo pericial contábil, comunicando-lhe a data da entrega do documento O perito-contador assistente não poderá firmar em laudo ou emitir parecer sobre este, quando o documento tiver sido elaborado por leigo ou profissional de outra área, devendo, neste caso, apresentar em separado um parecer técnico da perícia, nos moldes do item 13.5 Laudo Pericial Contábil O perito-contador assistente, ao colocar a assinatura, em conjunto com o peritocontador, em laudo pericial contábil, não deve emitir parecer técnico-contábil contrário a este laudo. LAUDO PERICIAL CONTÁBIL O laudo pericial contábil é a peça escrita na qual o perito-contador expõe, de forma circunstanciada, clara e objetiva, os estudos as observações que realizou, bem como as sínteses do objeto da perícia, das diligências, dos critérios adotados e dos resultados fundamentados e suas conclusões Havendo quesitos, estes serão transcritos e respondidos, primeiro os oficiais e na seqüência os das partes, na ordem em que forem juntados aos autos As respostas aos quesitos serão circunstanciadas, não sendo aceitas aquelas como "sim ou não", ressalvando-se os que contemplam especificamente este tipo de resposta Não havendo quesitos, a perícia será orientada pelo objeto da matéria, se assim entender quem determinou ou requereu a perícia Sendo necessária a juntada dos documentos, quadros demonstrativos em outros anexos, eles devem ser identificados e numerados, bem como mencionada a sua existência no corpo do laudo pericial contábil.

16 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS A preparação e a redação do laudo pericial contábil são de exclusiva responsabilidade do perito-contador O laudo pericial contábil será datado, rubricado e assinado pelo perito-contador, que nele fará constar sua categoria profissional de contador e seu número de registro no Conselho Regional de Contabilidade O laudo pericial contábil deverá ser sempre encaminhado por petição protocolada, quando judicial ou arbitral. Quando extrajudicial, por qualquer meio que comprove sua entrega PARECER TÉCNICO-CONTÁBIL O parecer técnico-contábil é a peça escrita na qual o perito-contador assistente expressa de forma circunstanciada, clara e objetiva, os estudos. As observações e as diligências que realizou e as conclusões fundamentadas do laudo pericial contábil, com a sua concordância ou discordância O parecer técnico-contábil, na esfera judicial, e arbitral serve para subsidiar asa partes nas suas tomadas de decisões A preparação e a redação do parecer técnico-contábil são de exclusiva responsabilidade do perito contador assistente Havendo concordância com o laudo pericial contábil, deve ser expressa no parecer técnico contábil Havendo divergências do parecer técnico-contábil, o perito-contador assistente transcreverá o quesito objeto de discordância, a resposta do laudo, sua resposta e finalmente sua resposta devidamente fundamentada Havendo quesito não respondido pelo perito-contador, o perito-contador assistente a eles responderá de forma circunstanciada, não sendo aceitas respostas com "sim," ou "não", ressalvando-se os que contemplam especificamente este tipo de resposta Não havendo quesitos o parecer será orientado pelo conteúdo do laudo pericial contábil Sendo necessária a juntada de documentos, quadros demonstrativos ou outros anexos, estes serão identificados e numerados, bem como mencionada sua existência no corpo parecer técnico-contábil.

17 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS O parecer técnico-contábil será datado, rubricado e assinado pelo perito-contador assistente, que nele fará constar a sua categoria profissional de contador e o seu número de registro no Conselho Regional de Contabilidade O parecer Técnico-contábil deverá ser encaminhado por petição protocolada, quando judicial e arbitral, e por qualquer meio que comprove sua entrega, quando extrajudicial. RESOLUÇÃO 985/ APROVA A NBC T 13.7 PARECER PERICIAL CONTÁBIL CONCEITO - ESTRUTURA - ELABORAÇÃO NORMAS APROVAÇÃO O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais, CONSIDERANDO que os Princípios Fundamentais de Contabilidade, estabelecidos mediante as Resoluções CFC nº 750/93, nº 774/94 e nº 900/01, bem como as Normas Brasileiras de Contabilidade e suas Interpretações Técnicas constituem corpo de doutrina contábil que estabelece regras de procedimentos técnicos a serem observadas por ocasião da realização de trabalhos; CONSIDERANDO que a constante evolução e a crescente importância da perícia exigem atualização e aprimoramento das normas endereçadas à sua regência para manter permanente justaposição e ajustamento entre o trabalho a ser realizado e o modo ou processo dessa realização; CONSIDERANDO que a forma adotada para fazer uso de trabalhos de instituições com as quais o Conselho Federal de Contabilidade mantém relações regulares e oficiais está de acordo com as diretrizes constantes dessas relações; CONSIDERANDO que o Grupo de Estudo sobre Perícia Contábil e o Grupo de Trabalho instituído pelo Conselho Federal de Contabilidade em conjunto com o Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon), atendendo ao disposto no art. 3º da Resolução CFC nº 751, de 29 de dezembro de 1993, que recebeu nova redação pela Resolução CFC nº 980, de 24 de outubro de 2003, elaborou a NBC T Parecer Pericial Contábil; CONSIDERANDO que por se tratar de atribuição que, para adequado desempenho, deve ser empreendida pelo Conselho Federal de Contabilidade em regime de franca, real e

18 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 18 aberta cooperação com o Banco Central do Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários, o Instituto Nacional de Seguro Social, o Ministério da Educação, a Secretaria Federal de Controle, a Secretaria da Receita Federal, a Secretaria do Tesouro Nacional e a Superintendência de Seguros Privados; CONSIDERANDO a decisão da Câmara Técnica no Relatório nº 53/03, de 20 de novembro de 2003, aprovada pelo Plenário deste Conselho Federal de Contabilidade, em 21 de novembro de 2003, resolve: Art. 1º Aprovar a Interpretação Técnica NBC T Parecer Pericial Contábil. Art. 2º Para a execução de Parecer Pericial Contábil até 31 de dezembro de 2003, devem ser aplicadas as regras sobre Parecer Pericial Contábil, definidas no item 13.6 da NBC T. 13. Da Perícia contábil; Art. 3º Esta resolução produzirá seus efeitos a partir de 1º de janeiro de 2004, data em que ficará revogado o item 13.6 da NBC T 13. Da Perícia Contábil. Ata CFC nº 850 Procs. CFC nºs 40/03 e 42/03. NORMA BRASILEIRA DE CONTABILIDADE - NBCT 13.7 PARECER CONTÁBIL Esta norma objetiva estabelecer o conceito, a estrutura e os procedimentos para elaboração e apresentação do Parecer Pericial Contábil CONSIDERAÇÕES GERAIS O Decreto-Lei nº 9.295/46 determina que Parecer em matéria contábil somente seja elaborado por contador habilitado e devidamente registrado em Conselho de Contabilidade O Parecer Pericial Contábil deve ser uma peça escrita, na qual o perito-contador assistente deve visualizar, de forma abrangente, o conteúdo da perícia e particularizar os aspectos e as minudências que envolvam a demanda Essa Norma obriga que o perito-contador assistente, deve registrar no Parecer Pericial Contábil os estudos, as pesquisas, as diligências ou as buscas de elementos de provas necessárias para a conclusão dos seus trabalhos.

19 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS A Norma obriga que o perito-contador assistente, no encerramento do Parecer Pericial Contábil, apresente suas conclusões de forma clara e precisa O Parecer Pericial Contábil deve ser uma peça técnica elaborada de forma seqüencial e lógica, para que o trabalho do perito-contador assistente seja reconhecido também pela padronização estrutural APRESENTAÇÃO DO PARECER PERICIAL CONTÁBIL O Parecer Pericial Contábil deve ser uma peça técnica, escrita de forma objetiva, clara, precisa, concisa e completa, devendo sua escrita ser sempre conduzida pelo peritocontador assistente, que adotará um padrão próprio, como o descrito no item Não deve o perito-contador assistente utilizar-se dos espaços marginais ou interlineares para lançar quaisquer escritos no Parecer Pericial Contábil Não deve o perito-contador assistente no corpo do Parecer Pericial Contábil utilizar entrelinhas, emendas ou rasuras, pois não será aceita a figura da ressalva Linhas Marginais - é proibido ao perito-contador assistente utilizar-se das linhas marginais ou interlineares para lançar quaisquer escritos no Parecer Pericial Contábil Espaço - não pode o perito-contador assistente deixar nenhum espaço em branco no corpo do Parecer Pericial Contábil, bem como adotar entrelinhas, emendas ou rasuras, pois não será aceita a figura da ressalva, especialmente quando se tratar de respostas aos quesitos A linguagem adotada pelo perito-contador assistente deve ser acessível aos interlocutores, possibilitando aos julgadores e às partes da demanda, conhecimento e interpretação dos resultados dos trabalhos periciais contábeis. Devem ser utilizados termos técnicos, devendo o texto trazer suas informações de forma clara. Os termos técnicos devem ser contemplados na redação do Parecer Pericial Contábil, de modo a se obter uma redação técnica que qualifica o trabalho, respeitada a Norma Brasileira de Contabilidade e o Decreto-Lei nº 9.295/46. Em se tratando de termos técnicos, devem os mesmos, caso necessário, ser acrescidos de esclarecimentos adicionais, sendo recomendados à utilização daqueles de maior domínio popular O Parecer Pericial Contábil deve ser escrito de forma direta, devendo atender às necessidades dos julgadores e ao objeto da discussão, sempre com conteúdo claro e

20 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 20 dirigido ao assunto da demanda. Sempre que o parecer contábil for contrário às posições do laudo o perito-contador assistente deve fundamentar suas manifestações O perito-contador assistente deve elaborar o Parecer Pericial Contábil, utilizandose do vernáculo, sendo admitidas apenas palavras ou expressões idiomáticas de outras línguas, de uso comum nos tribunais judiciais ou extrajudiciais O Parecer Pericial Contábil deve expressar o resultado final de todo e qualquer trabalho de busca de prova que o perito-contador assistente tenha efetuado por intermédio de peças contábeis e outros documentos, sob quaisquer tipos e formas documentais ESTRUTURA DO PARECER PERICIAL CONTÁBIL Omissão de Fatos - o perito-contador assistente, ao efetuar suas manifestações no Parecer Pericial Contábil, não pode omitir nenhum fato relevante encontrado no decorrer de suas pesquisas ou diligências Emissão de Opinião - ao concluir o Parecer Pericial Contábil, não deve o peritocontador assistente emitir qualquer opinião pessoal a respeito das respostas oferecidas aos questionamentos, bem como na conclusão dos trabalhos, que contrarie o Código de Ética do Contabilista TERMINOLOGIA Forma Circunstanciada - Entende-se a redação pormenorizada e minuciosa, efetuada com cautela e detalhamento em relação aos procedimentos e resultados do Parecer Pericial Contábil Síntese do Objeto da Perícia - Entende-se o relato sucinto sobre as questões básicas que resultaram na indicação ou na contratação do perito-contador assistente Diligências - Entende-se todos os procedimentos e atitudes adotadas pelo peritocontador assistente na busca de informações e subsídios necessários à elaboração do Parecer Pericial Contábil Critérios do Parecer É o procedimento e a metodologia utilizada pelo peritocontador assistente na elaboração do trabalho pericial Resultados Fundamentados - É a explicitação da forma técnica pela qual o peritocontador assistente chegou às conclusões da perícia.

21 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS Conclusão - É a quantificação, quando possível, do valor da demanda, podendo reportar-se a demonstrativos apresentados no corpo do Parecer Pericial Contábil ou em documentos auxiliares ESTRUTURA O Parecer Pericial Contábil deve conter, no mínimo, os seguintes itens: a) identificação do processo e das partes; b) síntese do objeto da perícia; c) metodologia adotada para os trabalhos periciais; d) identificação das diligências realizadas; e) transcrição dos quesitos em todo ou naqueles que há divergência; f) respostas aos quesitos; g) conclusão; h) identificação do perito-contador assistente nos termos do item dessa Norma; i) outras informações, a critério do perito-contador assistente, entendida como importantes para melhor esclarecer ou apresentar o Parecer Pericial Contábil ESCLARECIMENTOS ADICIONAIS Conclusão - o Perito-contador assistente deve, na conclusão do Parecer Pericial Contábil, considerar as formas explicitadas nos itens abaixo: a) a conclusão com quantificação de valores é viável em casos de: apuração de haveres, liquidação de sentença, inclusive em processos trabalhistas, dissolução societária, avaliação patrimonial entre outros. b) a conclusão pode, ainda, reportar-se às respostas apresentadas nos quesitos. c) a conclusão pode ser, simplesmente, elucidativa quanto ao objeto da perícia, não envolvendo, necessariamente, quantificação de valores. CONTADOR Alcedino Gomes Barbosa Presidente do Conselho

22 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS ERROS FRAUDES outros indícios e elementos materiais Tem sido tendência natural, nas normalizações contábeis, classificar erros em erros de essência e erros de forma. Nestas condições, têm as normas feitas prevalecer e essência sobre a forma. Podemos classificar em erros de essência e erros de forma O erro é um vício involuntário, de escrituração e / ou de demonstrações contábeis. Diferencia-se, pois, da fraude. Existem erros de inversões de números, de repetição de registros, de transposição de saldos de contas, de classificação de contas de somas, de omissão de registro etc. Detectado o erro, o perito precisa procurar a origem do mesmo e as suas causas. Sendo erro relevante, muitas vezes nem menção merece, se, todavia influi de substancial nas conclusões, este precisa ser evidenciado e declarado a influência que provocou. Erros de essência tendem a ser os mais graves. Erros de forma nem sempre altera a situação Tipos de erros de forma: Pagamento de contas da empresa feito pelo sócio, de valores iguais aos depositados na sua conta com dinheiro da empresa, não lesando a empresa nesse ponto. O que ocorreu foi um erro de forma. O perito, ao detectar erros, deve relatá-los, mas advertir sobre a conseqüência deles. Fraudes A questão da fraude é sempre grave. Fraude é a lesão, o erro premeditado, feito de forma proposital para prejudicar alguém. Muitos são os casos de fraudes e cabe ao perito relatar sempre que detectada a fraude. Quer nas perícias administrativas, quer nas judiciais, especiais, a fraude é sempre algo que motiva muitos trabalhos de verificação. As perícias, quando voltadas para a localização de fraudes devem ter planos específicos, com cautela e cuidados especiais. - Funcionários fantasmas - Compra de notas frias - Compra de notas calçadas

23 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 23 - Duplo pagamento e/ou lançamento em livro caixa - Recibos emitidos com valor menor - Guias falsificadas de recolhimento - Juros a fornecedores - Comissões pagas sobre vendas não efetuadas - Saída de caixa com documentos internos - Venda de bens da empresa por valores inferiores ao do mercado. - Retorno de prêmio de seguros não contabilizados. - Subfaturamento de produtos e as diferenças desviadas. - Compra de mercadorias superfaturadas. - Aplicação falsa de materiais. - Aquisição fictícia de bens. - Empréstimo de bens da empresa sem retorno - Alienação de bens sem a respectiva baixa, entre outras. Indícios Indícios é diferente de prova. Como a perícia se baseia em elementos materiais, não pode oferecer suas conclusões apenas com base em indícios. Indício é um caminho, jamais uma prova, não se esqueçam disso. Exemplo: Há indícios de roubo no depósito, porém não há Provas. INDÍCIO NÃO PODE ENSEJAR CONCLUSÃO DE LAUDO PERICIAL: Elementos materiais Servem de base para laudos periciais, e tenham capacidade legal de prova. O que o perito não pode dispensar é o instrumento confiável e competente, adequado para cada caso. Ex: Contratos assinados. Notas fiscais devidamente reconhecidas. Extratos bancários; Despesas comprovadas e dentro de uma normalidade e pertinentes às operações da empresa. > Não basta possuir elementos que não tenham força legal e de comprovação.

24 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS FUNDAMENTOS EXTERNOS 4 1- Perícia e o uso de trabalho de terceiros. O perito não transfere sua responsabilidade porque delegou sua tarefa a auxiliares ou a outros especialistas. Se estiver comprometido na perícia, e emitir opinião, responderá por ela integralmente. Por conseguinte, se precisar de trabalhos de terceiros, especialistas ou não (engenheiro, corretor, médico,..) deve certificar-se da capacidade desses. É um risco muito grande A DELEGAÇÃO DE TAREFAS. O perito não só deve exercer rigorosa seleção, mas também procurar ele mesmo testar a validade das informações Eventualidade e Perícia contábil A Perícia contábil é uma tarefa requerida, destinada a suprir uma eventualidade, com objetivo determinado, para colher opinião como prova para decisão. Todos esses elementos compõem a natureza da perícia, mas quanto a seu desempenho ela é sempre algo eventual. A seguir algumas características funcionais da perícia. a) Quanto à causa - necessidade de decisão b) Quanto ao efeito produção de opinião como prova c) Quanto ao espaço serve a determinada causa ou objetivo d) Quanto ao tempo tem caráter de eventualidade Essas características distinguem a perícia de outras tecnologias contábeis, como auditoria Perícia e Auditoria Perícia contábil não é o mesmo que auditoria contábil. Variam quanto à natureza das causas e efeitos, de espaço e de tempo. A perícia serve a uma época, a um questionamento, a uma necessidade e a auditoria tende a ser a necessidade constante. Atingindo um número muito maior de interessados, sem rigores metodológicos tão severos, basta dizer que, a auditoria consagra a amostragem e a perícia a repele como critério. A auditoria tem como objetivos normais a maior abrangência, a gestão como algo em continuidade, enquanto a perícia se prende a: Especificidade (específico)

25 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 25 Eventualidade (só quando necessária) Universo completo (não é por amostragem) Prova (materialidade individual) para emitir opinião. A auditoria permite maior delegação. A auditoria é mais revisão de procedimentos A perícia é produção de provas Perícia contábil e devassa A perícia contábil pode transformar-se devassa, mas não se confunde com tal tarefa. A devassa é um exame integral, sem nada excluir, com maior tempo de execução, interessada em conhecer todas as irregularidades que um evento tenha provocado. A devassa envolve maior aceitação dos indícios, apela para maior quantidade de métodos extra-contábeis e tudo abrange até que estejam esgotados todos os detalhes de ponto a ponto Riscos na Perícia O perito não pode errar, tem para isto tomar todos os cuidados e atingir todos os meios a seu alcance, para não levar a opinar de forma errada, produzindo com isto uma falsa prova, atingindo terceiros envolvidos. As precauções devem ser tomadas atendendo os seguintes fatores: > Tempo atribuído - Não aceitar perícia com pouco tempo de execução. Se o tempo for incompatível solicitar maior prazo para a execução e se este for negado, declinar da perícia. > Plano de trabalho - elaborar plano de trabalho procurando escolher sempre os melhores critérios de desempenho. > Desempenho exigente - O perito deve usar de sua autoridade para que tudo lhe seja oferecido a tempo e de forma satisfatória. >Apoio exigente - quando se tratar de sistemas de informações de dados (caixa eletrônico) exigir rigoroso apoio de programadores. > Resguardo de informações - Toda informação colhida como conhecimento de serviço deve ser obtido por escrito e com testemunhas (desde que relevantes)

26 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 26 > Prova emprestada - onde e quando couber pode o perito apelar para as informações de pessoas alheias ao processo, mas ligadas por transações com a empresa ou instituição envolvida (pedido de confirmação de saldo). > Declarações - O perito pode pedir declaração à empresa que esta sendo examinada, uma declaração de existência de elementos exibidos e que nenhum outro foi produzido ou que existe em outro local. > Preço - compatível com a qualidade do trabalho. 5 - Plano de trabalho em Perícia Contábil Conceito: O plano de trabalho em perícia contábil é a previsão racionalmente organizada, para a execução das tarefas, no sentido de garantir a qualidade dos serviços, pela redução dos riscos sobre a opinião traduzida em laudo Etapas: Para a redução dos riscos numa perícia é preciso seguir etapas de um plano e este plano depende de: a) Pleno conhecimento da questão (se for judicial, pleno conhecimento do processo); b) Pleno conhecimento de todos os fatos que motivam a tarefa; c) Levantamentos prévios dos recursos disponíveis para exame; d) Prazo ou tempo para a execução dos trabalhos e para entrega do laudo ou parecer; e) Acessibilidade às informações (deslocamentos burocracia etc); f)pleno conhecimento dos sistemas contábeis adotados e confiabilidade de documentação Descritivo a) Conhecimento da questão Toda perícia envolve um pedido de opinião ou informação de quem é competente para dar. A perícia contábil emerge de dúvidas de natureza patrimonial. Se a questão está em litígio, em juízo, existem partes conflitantes, de um lado o autor reclama seus direitos e o réu defende-se. Se perito do juiz, sua responsabilidade é total, pois a tendência é que seu laudo seja o de maior confiabilidade. Se perito das partes (réu ou autor) o profissional precisa aprofundarse nas razões de seu cliente e procurar todos os meios lícitos e éticos, buscando sempre a

27 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 27 realidade dos fatos. Se a perícia não é judicial, mas administrativa também é necessário conhecer e inteirar-se de todas as informações, para a emissão do seu laudo. b) Conhecimentos dos fatos: Os fatos que envolvem um trabalho pericial são muitos e não podemos confundir com o conhecimento da questão. A questão nos dá razão para a metodologia e os fatos informam o que aconteceu e o que pode acontecer. Ex: Um sócio reclama da distribuição de lucros (questão) Lucro foi calculado ou distribuído de forma errada (fato) Caberá então ao perito chegar à conclusão se os lucros foram ou não apurados de forma errada e emitir seu laudo/opinião. c) Levantamento prévio dos recursos Para planejar é preciso conhecer os recursos disponíveis, quer humano, quer materiais e financeiros para produzir um laudo com qualidade. Muitas vezes o perito encontra dificuldade para seu trabalho, pois se uma empresa requer um exame de custos e não tem uma escrita contábil adequada, isso irá interferir nos trabalhos da perícia. Por isto, antes de planejar é preciso fazer levantamentos iniciais do que existe. d) Prazo de execução É comum, nas perícias interessados fixarem prazo para a realização do trabalho. Nos casos judiciais, os prazos são fatais. A lei fixa limites de prazos (Lei nº. 8455). O melhor critério é de realizar um cronograma. O primeiro cronograma pode ser uma medida entre os fatores e o tempo. Os cronogramas são peças simples, onde de um lado se coloca a atividade (exames feitos) e de outro o tempo previsto. Podem-se calcular as atividades em nº. de horas de serviço. Atividade tempo quesito nº. observações. Exame de assinaturas 1 hora 02 Exame dos contratos 3 horas 03 Diligências 8 horas 07 Horas previstas totais 50 horas...

28 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 28 O perito deve sempre trabalhar com horas de segurança, pois em algum imprevisto, terá tempo de ajustar. e) Acessibilidade aos dados Poderá ocorrer de que as informações nem sempre estejam nos mesmos lugares, precisando então o perito se deslocar para outras regiões. Este tipo de situação poderá ser bem planejada desde que o perito proceda suas verificações de forma antecipada, as quais deverão fazer parte do cronograma de horas atividade. f) Pleno conhecimento dos sistemas contábeis Como existem muitos tipos de sistemas de registros contábeis e de arquivamento, cabe ao perito conhecer a fundo o seu funcionamento. O perito precisa testar a confiabilidade do sistema e dos arquivos de documentos, de discos etc. Um plano pericial precisa conhecer como chegar aos dados e como comproválos para poder saber que recursos tecnológicos vão ser empregados. Não havendo confiabilidade, é preciso encontrar o caminho que conduza a certeza dos elementos para produção da opinião. g) Conteúdos dos Planos Periciais Os planos periciais possuem o conteúdo suficiente para a que a opinião seja transmitida pelo perito, de tal forma que venha a satisfazer a quem a requereu. Não há como padronizar, pois muitos são os fatores que vão determinar e fundamentar a opinião do perito. O importante é que os planos sigam os itens que compõem o objetivo da perícia. Assim, por exemplo, admitamos uma perícia administrativa em que se examina o almoxarifado e o encarregado do mesmo. -O objetivo principal é o de verificar a ocorrência ou não de desvio de mercadorias. Há uma acusação de venda sem nota de mercadorias do almoxarifado e, portanto o perito deve se ater à movimentação de entradas e saídas pelo período em julgar necessário e que suporte para a sua afirmação.

29 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 29 Deve a mencionar o período de verificação das notas de entradas e saídas e também as requisições da área de produção O conteúdo e o plano de trabalho do perito girarão em torno dessas ocorrências. Exemplificando. Inquérito administrativo nº. Empresa: Data Perito Local da Perícia: Responsável Senhor Sistema de registro de estoque Registro contábil Data do último inventário. I) Notas de compras do artigo Nome do fornecedor Forma de pagamento (normal) Ou, 1ª compra do período Última compra do período II) Ordem de Produção Nº. inicial das requisições de produção Nº. final das requisições de produção (listar demais componentes de produção se necessário for) Em se tratando de perícia judicial, os programas seguem os quesitos, pré-determinados em cada caso e em relação ao que se vai periciar: Quesitos 1 Solicitar registros Verificar termos

30 Verificar assinaturas NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 30 Quesitos 2 Realizar verificação dos registros das compras Realizar cruzamento das fichas de estoque com a contabilidade. Quesitos 3 Obter o total de pagamentos da conta... Observar a existência de... Confrontar os registros. Não se pode determinar um programa-padrão, mas as linhas básicas sim, determinando a organização dos conteúdos. Conceito de laudo pericial Laudo é uma palavra que provém da expressão verbal latina substantivada laudare, no sentido de pronunciar. O laudo é, de fato, um pronunciamento ou manifestação de um especialista, ou seja, o que entende ele sobre uma questão ou várias, que se submetem a sua apreciação. Exemplificando: em um processo judicial, um advogado precisa argumentar sobre o valor de quotas da sociedade da qual seu cliente saiu; o sócio egresso entende que foi prejudicado e, inconformado, entrou na Justiça para discutir. O advogado sabe que pela lei o sócio tem direito a receber o valor de suas quotas na forma que o contrato estabelecia, mas não tem conhecimentos contábeis suficientes para atestar isto; o Juiz, por sua vez, sendo também advogado, não dispõe de conhecimento especializado para julgar. Requerse, então, a um perito contador sua opinião. No processo, como é usual, formula-se os quesitos ou perguntas autor ou réu- através dos advogados. O perito do juiz examina os quesitos e emite sua opinião através de seu Laudo. 6.1 Estrutura dos laudos -Não existe um padrão de laudo, mas existem formalidades que compõem a estrutura dos mesmos.

31 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 31 -Em geral, no mínimo, um laudo deve ter sua estrutura os elementos a seguir: -Prólogo de encaminhamento -Quesitos -Respostas -Assinatura -Anexos -Pareceres (se houver) Os laudos em suas estruturas devem encerrar identificações dos destinatários, do perito, das questões que foram formuladas e conter respostas pertinentes, devidamente argumentadas, anexando-se que possa reforçar os argumentos das respostas ou opiniões emitidas. A estrutura pode ser ampliada, de acordo com cada caso, mas no mínimo deve conter o que foi exposto. 6.2 Requisitos de um laudo; -Identificação completa do caso (processo nº... lugar, data, partes envolvidas etc.). A manifestação literal do perito sobre fatos patrimoniais devidamente circunstanciados gera a peça tecnológica denominada Laudo Pericial Contábil. É o julgamento ou pronunciamento, baseado nos conhecimentos que tem o profissional da contabilidade, em face de eventos ou fatos que são submetidos a sua apreciação. Para que laudo possa classificar-se como de boa qualidade, precisa atender aos seguintes requisitos mínimos: 1- Objetividade Informações sem rodeios; 2- Rigor tecnológico Não entrar no subjetivo; 3- Concisão, Respostas sem entrar no prolixo; 4- Argumentação, Deve alegar porque concluiu dessa forma ou em que se baseou para emitir a sua opinião; 5- Exatidão e Clareza.

32 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 32 O perito não deve supor e ser claro em sua opinião. 7 - Perícia Judicial Conceito: A perícia judicial é específica e define-se pelo texto da lei, através do artigo 420 do Código do Processo Civil, relativa ao Processo de Conhecimento. A PROVA PERICIAL CONSISTE EM EXAME, VISTORIA E AVALIAÇÃO. Ela se motiva no fato de o juiz depender do conhecimento técnico ou especializado de um profissional para poder decidir. No caso de uma perícia contábil, a especialização é a que se refere a todos os fenômenos relativos ao patrimônio individualizado de pessoa, empresa, grupo de empresas. O trabalho, pois, deve ser conferido pelo juiz a um contador, perito de sua confiança por ele designado, todas as vezes que as partes requererem e for julgado procedente o pedido. A PERÍCIA TERÁ FORÇA DE PROVA Pode, todavia, ser contestada, discutida, esclarecida e até julgada nula, insuficiente ou motivadora de nova perícia. A perícia geralmente é aceita quando as provas dos autos são insuficientes para o esclarecimento. Ela se torna imprescindível quando o que se discute depende de opinião especializada. O juiz busca conhecer o assunto pela opinião do perito, que vai agir como se juiz fosse na indagação de fatos para, através de exames, vistorias avaliações, fortalecer sua opinião. O pedido de perícia precisa ser justificado pela parte que a requer e o juiz pode até limitarse a só ouvir o perito ou acolher parecer técnico de valor. Ao deferi-la, o juiz indica seu perito, e as partes do processo (autores e réus) dentro de cinco dias da intimação do despacho de nomeação do perito, devem indicar os assistentes técnicos.

33 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS CICLO DA PERÍCIA Podemos dizer que o ciclo da perícia judicial envolve suas fases: preliminar, operacional e final. Fase preliminar A perícia é requerida ao juiz, pela parte interessada na mesma; O juiz defere a perícia e escolhe seu perito; As partes formulam quesitos e indicam seus assistentes; Os peritos são cientificados da indicação; Os peritos propõem honorários e requerem depósito; O juiz estabelece prazo, local e hora para início. Nomeação - meios e formas O juiz intimará o perito para manifestar-se sobre trabalho pericial através do próprio cartorário (verbal) ou intimação por escrito conforme a seguir: MANDADO Autos nº /98 Oficial VALMIR O DR. ABRAHAM LINCOLN MERHEB CALIXTO, JUIZ DE DIREITO DA DÉCIMA QUINTA VARA CIVEL DA COMARCA DE CURITIBA, CAPITAL DO ESTADO DO PARANÁ - AV. CANDIDO DE ABREU, No 535, 6 ANDAR - EDIFICIO MONTEPAR. MANDA Ao Sr. Oficial de Justiça que, a vista do presente mandado, devidamente assinado, na conformidade da cópia em anexo, que fica fazendo parte deste e do despacho abaixo transcrito nos Autos nº /98, de ação de ORDINARIA, em que é requerente(s) COMPLEXO EDUCACIONAL E ESPORTIVO... e requerido(s) BANCO... LEASING S/A ARRENDAMENTO MERCANTIL, proceda a INTIMAÇAO do Perito Dr. JOSE CARLOS CORTIANO, na Rua Dario Veloso, nº 110/202-C, nesta Capital, de que foi nomeado como Perito nos autos acima referidos,

34 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 34 devendo no prazo de cinco (05) dias, manifestar-se sobre a sua nomeação e fazer proposta justificada de honorários profissionais. DESPACHO: Por fotocópia. O que cumpra na forma e sob as penas da lei. DADO e PASSADO nesta Cidade de Curitiba, Estado do Paraná, aos 02 de março de JORGE LUIZ BARBOSA DOS SANTOS JURAMENTADO o mandei datilografar e subscrevi por ordem do MM. Dr. Juiz. 15ª VARA COMARCA DE CURITIBA JOÃO LAURENCE CHABAUD Escrivão PODER JUDICIÁRIO COMARCA DE CURITIBA 15ª VARA CIVEL Autos n. 610/98 1 Vistos 2 - O COMPLEXO EDUCACIONAL E ESPORTIVO..., interpõe às fls. 137/i alegando, em resumo, que o impedimento de produzir prova pericial que especificou, através do r. despacho de s. 136, viola o preceito constitucional do devido processo legal ampla defesa, requerendo, ao final, a reconsideração com a dilação probatória requerida, ou, quando não, fique retido o agravo na forma da lei. 3 Relatei, com brevidade DECIDO. 4 Independentemente da manifestação da parte contrária, que é uma faculdade do Juiz no agravo retido, segundo anotações de Theotônio Negrão ao art 523, entendo, data vênia, que razão assiste à agravante, devendo o agravo retido ser acolhido para reconsideração da r. decisão agravada.

35 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 35 5 É que tratando-se de procedimento ordinário de consignação ampla por excelência e contendo a inicial pedidos cumulados e alternativos, penso que é direito subjetivo da autora exercitar os meios de prova com os quais pretende a prova do alegado. Evidentemente, que se a prova é de natureza claramente procrastinatória, ao Juiz cabe vedar a litigância de má-fé. Entretanto, verifica-se que já com a inicial a autora acostou memória de cálculo discriminada, que denominou de Laudo Contábil, em que apontou diferenças cobradas a maior pela arrendadora, sendo documento unilateral e por isso não suficiente. Esta, em contestação, não juntou contraprova quanto ao alegado excesso de encargos cobrados, e, exatamente em razão disso, pretende a autora-agravante demonstrar, em caráter oficial, os desvios ditos cometidos pela financiadora no cumprimento do contrato que celebraram. 6 Portanto, sendo a ação de procedimento ordinário, a liberdade das provas em produzir prova é ampla, podendo configurar-se cerceamento de prova o obstáculo criado pela respeitável decisão agravada, pelo que, acolho de plano o agravo retido de fis., e com fundamento no artigo 523, par. 2, do CPC., reconsidero a r. decisão agravada, para deferir a produção de prova pericial, que é a única prova especificada pela autora, não sendo requeridas outras por quaisquer das partes litigantes. 7 Desta forma, reconsidero a r. decisão de fls.146 e defiro a prova pericial requerida, nomeando perito do Juízo o Prof. Dr. JOSE CARLOS CORTIANO, Contador, com escritório na rua Dario Veloso, n / Curitiba, Paraná, que deverá ser intimado para manifestar concordância com a nomeação, e no prazo de 05 (cinco) dias fazer proposta justificada de honorários profissionais, manifestando-se as partes sobre ela, e facultandose às partes a indicação de Assistentes Técnicos e a formulação de quesitos, fixado o prazo de 30 (trinta) dias para a conclusão do laudo. Após a perícia, designarei audiência de conciliação. 8 - Cumpra-se e intimem-se. Curitiba, 15 de dezembro de Dr... Juiz de Direito ESTADO DO PARANÁ

36 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 36 Após interesse do perito em sua nomeação, este fará vistas aos Autos e emitirá sua petição com o orçamento dos trabalhos a serem realizados, conforme modelo a seguir: EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 15 ª VARA CÍVEL DE CURITIBA PARANÁ, Perito Contábil, nomeado nos autos de Nº 753/98 em que é Requerente BANCO... S/A e Requerido COMERCIAL LTDA E OUTROS vêm mui respeitosamente à presença de vossa excelência afirmar que aceita a nomeação determinada em despacho de folhas dos referidos autos e apresentar a proposta de honorários que importam na quantia de R$ ( extenso ), reajustados na data do pagamento, equivalente a 125 horas de efetivo trabalho, sendo que para chegar a tal valor utilizouse a tabela orientativa para cobrança de honorários sobre serviços de contabilidade do Sindicato dos Contabilistas de

37 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 37 Curitiba e Conselho Federal de Contabilidade (em anexo), resolução CFC 290/70, no seu capítulo III que fixa o seguinte: Quadro VII: Serviços Especiais Atividades Honorárias (hora)... b) Perícia Contábil Judicial R$ 234,00 Esclarece este Perito que para chegar ao referido cálculo, estimou-se o efetivo trabalho a ser realizado, assim como a complexidade do mesmo, uma vez que deverão ser realizadas pesquisas; levantamentos e recálculos de 107 contratos bem como os registros contábeis de débito e crédito desde o início das operações entre as partes, originárias de Nestes termos, pede o deferimento. Atenciosamente, Perito Contábil CRC

38 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 38 Se houver o aceite do orçamento pelo requerente, o juiz deferirá o pedido e solicitando em definitivo o Laudo pericial, com prazo para o seu término. Caberá ao perito o perfeito planejamento e execução das atividades, podendo caso seja necessário, solicitar via justiça o fornecimento de outros documentos e informações necessárias, como também dilação de prazo. Fase Operacional a) Início da perícia e diligências; b) Curso do trabalho; c) Elaboração do laudo. Fase Final a) Assinatura do laudo; b) Entrega do laudo ou laudos; c) Levantamento dos honorários; d) Esclarecimento (se solicitados). Há, pois todo um conjunto de fases que formam o ciclo da perícia judicial. Em todas as fases, existem prazos e formalidades a serem cumpridos. Para entrega do Laudo e demais peças da perícia, o perito encaminhará através de petição conforme modelo a seguir;

39 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 39 EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 17 ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE CURITIBA PARANÁ..., Perito Contábil, nomeado nos autos de Nº 19/96 em que é Requerente BANCO... S/A e Requerido... NAVEGAÇÃO LTDA, vem mui respeitosamente à presença de Vossa Excelência requerer que seja determinado por este ilustre magistrado o depósito da 2ª parcela de honorários, tendo em vista a conclusão de elaboração do Laudo. Requer ainda que seja também intimado o Requerente a depositar a 3ª e última parcela de pagamento 30 (trinta) dias após o depósito da 2ª parcela. Nestes termos, pede o deferimento. Atenciosamente, Nome. Perito Contábil CRC

40 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 40 Objetos da perícia Os variados tipos de ações judiciais que motivam as perícias ensejam variadissimos quesitos, que requerem dos peritos muitos objetos de exames e análise. O que é requerido pode determinar uma perícia de âmbito total ou parcial. Nos exames periciais contábeis parciais, as verificações, quase sempre abrangem: a) Existência de bens e valores; b) Saldos de contas e registros em contas; c) Lançamentos feitos ou não em diário d) Contas de Razão e suas análises e) Extratos de contas f) Apuração de custos g) Formação de preços h) Levantamento de situações i) Verificação de documentos e registros j) Verificação de legitimidade e adequação de documentos k) Análise financeira l) Análise de apuração de resultados m) Análise de resultado n) Análise patrimonial o) Análise do registro do pessoal p) Análise da folha de pagamento q) Análise de declaração trabalhista r) Análise de declaração do imposto de renda s) Análise de recolhimentos de tributos. Tudo isso visa quase sempre apuração de; a) Gestão ruinosa ou fraudulenta b) Irregularidades em prestação de contas c) Estado patrimonial para concordatas falências d) Exame patrimonial para fusões, cisões e liquidações.

41 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 41 e) Valor patrimonial de ações e quotas De acordo com cada ação judicial, determinam-se os objetos de verificação, exame e avaliação. 7.2 Responsabilidade do Perito O perito pode ser responsabilizado pela inveracidade de seu laudo, se comprovado dolo ou má fé, quer em juízo quer perante os conselhos de contabilidade. Tal responsabilidade envolve: I- Indenização à parte prejudicada II- Inabilitação por dois anos para o exercício de nova perícia III- Sansão penal por crime Isto é o que estabelece o artigo 147 do código do Processo Civil quanto ao escrúpulo exigido no artigo 1º da Lei 8.455/92, que modifica o artigo 422 do código do processo civil. Além dessas sansões, pode sofrer aquelas que lhe venham a ser estabelecidas pelo tribunal de ética profissional dos conselhos de contabilidade. O perito tem em sua atuação o poder de influir na vida de terceiros, mas também pode influir na dele, de forma gravosa, se seu desempenho não for de máxima lisura e intenção única de apresentar a verdade. É preferível omitir uma opinião sobre os fatos que não conseguiu ou não chegou a um convencimento ou respostas exatos, do que lançar uma resposta só para satisfazer os quesitos que foram formulados. Não deve precipitar-se, por isso, se o prazo que lhe fixam para realizar o trabalho não é suficiente, deve ou aventar a hipótese de prorrogação, ou recusar a tarefa. A pressa é inimiga da perfeição do trabalho perfeito de um perito. Ao estimar a extensão do trabalho, o perito deve ter em mente que a tarefa deve executarse com larga margem de segurança.

42 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 42 8 Petições - modelos EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 15 ª CÍVEL DE CURITIBA PARANÁ VARA, Perito Contábil, nomeado nos autos de Nº 753/98 em que é Requerente BANCO... S/A e Requerido COMERCIAL LTDA E OUTROS vêm mui respeitosamente à presença de vossa excelência afirmar que aceita a nomeação determinada em despacho de folhas dos referidos autos e apresentar a proposta de honorários que importam na quantia de R$... ( ), reajustados na data do pagamento, equivalente a 125 horas de efetivo trabalho, sendo que para chegar a tal valor utilizouse a tabela orientativa para cobrança de honorários sobre serviços de contabilidade do Sindicato dos Contabilistas de Curitiba e Conselho Federal de Contabilidade (em anexo), resolução CFC 290/70, no seu capítulo III que fixa o seguinte:

43 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 43 Quadro VII: Serviços Especiais Atividades Honorárias (hora)... b) Perícia Contábil Judicial R$ 234,00 Esclarece este Perito que para chegar ao referido cálculo, estimou-se o efetivo trabalho a ser realizado, assim como a complexidade do mesmo, uma vez que deverão ser realizadas pesquisas; levantamentos e recálculos de 107 contratos bem como os registros contábeis de débito e crédito desde o início das operações entre as partes, originárias de Nestes termos, pede o deferimento. Atenciosamente, Perito Contábil CRC

44 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 44 EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 17 ª CÍVEL DE CURITIBA PARANÁ VARA, Perito Contábil, nomeado nos autos de Nº 19/96 em que é Requerente BANCO TOPA TUDO S/A e Requerido BARCO DE NAVEGAÇÃO LTDA e outros vêm mui respeitosamente à presença de vossa excelência requerer o levantamento dos honorários depositados, referente à primeira parcela no valor de R$ 2.320,00(dois mil trezentos e vinte reais) para que se possa dar início à realização da Perícia. Nestes termos, pede o deferimento. Atenciosamente, Perito Contábil CRC

45 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 45 EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 17 ª CÍVEL DA COMARCA DE CURITIBA PARANÁ VARA..., Perito Contábil, nomeado nos autos de Nº 19x/96 em que é Requerente BANCO... S/A e Requerido... NAVEGAÇÃO LTDA, vem mui respeitosamente à presença de Vossa Excelência requerer que seja determinado por este ilustre magistrado o depósito da 2ª parcela de honorários, tendo em vista a conclusão de elaboração do Laudo. Requer ainda que seja também intimado o Requerente a depositar a 3ª e última parcela de pagamento 30 (trinta) dias após o depósito da 2ª parcela. Nestes termos, pede o deferimento. Atenciosamente, Nome.. Perito Contábil CRC

46 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 46 Curitiba, 23 de setembro de 2004 Ao Banco... S/A A/C Sr. Gerente da agência Portão Nesta capital...jc..., Perito Contábil, nomeado nos autos de Nº 896/98 em que é Requerente..., e Requerido..., vem mui respeitosamente à presença de vossa senhoria, solicitar o fornecimento das tabelas de taxas de juros praticadas nas contas de cheque especial, pelo banco, no período de 01/10/96 à 01/08/99, conforme termos contratuais feito entre as partes. Sem mais para o momento, Atenciosamente, Perito Contábil CRC

47 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 47 EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 17 ª CÍVEL DA COMARCA DE CURITIBA PARANÁ VARA..., Perito Contábil, nomeado nos autos de Nº 3xx/97 em que é Requerente...MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO LTDA e Requerido... LEASING S/A ARRENDAMENTO MERCANTIL, vem mui respeitosamente à presença de Vossa Excelência afirmar que em virtude do momento econômico que atravessa o país, para ajudar as partes e agilizar na solução da presente demanda, que aceita em reduzir o valor dos honorários estipulados às folhas 262 e 263 dos referidos autos, de R$ 2.760,00 (dois mil setecentos e sessenta reais) para R$ 2.430,00 (dois mil e quatrocentos e trinta reais) permanecendo, porém a forma de pagamento. Nestes termos, pede o deferimento. Atenciosamente, Perito Contábil CRC

48 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 48 EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 17 ª VARA CÍVEL DE CURITIBA PARANÁ JC, Perito Contábil, nomeado nos autos de Nº 71XX/95 em que é Requerente MAG LTDA, e Requerido LEASING ARRENDAMENTO MERCANTIL S/A, vem mui respeitosamente à presença de vossa excelência, solicitar seja definido o valor dos honorários deste Perito, uma vez que no dia 20/08/1999, em despacho de folhas 74, Excelentíssimo magistrado determinou o depósito de 50% dos honorários periciais e, posteriormente após ter sido realizada a carga do processo para efetivar a perícia, foi solicitado a este Perito que fizesse uma proposta de redução de honorários. Estranheza é que a folha de número 75, e datada de 17/08/1999 esteja colocada dentro do processo posteriormente ao despacho já referido. Tendo em vista que o digníssimo magistrado já havia determinado o depósito, em folhas 74 e que por mais estranho que possa parecer à folha 75 está datada com dia anterior ao da folha 74.

49 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 49 Sendo assim, este Perito vem à presença de Vossa Excelência requerer seja determinado o valor da Perícia como sendo aquele já estipulado por este juízo e também que sejam depositados os valores referentes ao despacho contido às folhas 74 e que possa o prazo da realização do Laudo Pericial ser estipulado após o depósito de 50% dos honorários. Sem mais para o momento, pede deferimento. Atenciosamente, Perito Contábil CRC

50 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 50 EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 15 ª CÍVEL DE CURITIBA PARANÁ VARA J C.C, Perito Contábil, nomeado nos autos de Nº 662/98 em que é Requerente... COMERCIAL LTDA E OUTROS, e Requerido BANCO...S/A, vem mui respeitosamente à presença de vossa excelência afirmar que aceita em parcelar os honorários que importam em R$ ,00 (quatorze mil cento e dezoito reais) especificados às folhas dos referidos autos, em 04 (quatro) parcelas iguais, sendo que a 1ª deverá ser depositada após deferimento do Excelentíssimo Magistrado, a 2ª, após entrega do Laudo e as demais a cada trinta dias. Esclarece ainda este Perito que o valor hora de R$ 108,60 (cento e oito reais e sessenta centavos) utilizado para chegar ao cálculo dos honorários, é referente ainda a tabela de 1998, pois a partir de 1999, o valor hora, segundo esta tabela passou a R$ 120,00 (cento e vinte reais), conforme tabela anexa. Atenciosamente, JC C Perito Contábil CRC

51 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 51 EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 17 ª CÍVEL DA COMARCA DE CURITIBA PARANÁ VARA José Carlos Cortiano, Perito Contábil, nomeado nos autos de Nº. 96/98 em que é Requerente... e Requerido BANCO... S/A vem mui respeitosamente à presença de vossa excelência, requerer que seja determinado por este ilustre magistrado o depósito da 2ª parcela de honorários, tendo em vista a conclusão de elaboração do Laudo. Requer ainda que seja também intimado o Requerente para depositar a 3ª e última parcela de pagamento 30 (trinta) dias após o depósito da 2ª parcela. Nestes termos, pede o deferimento. Atenciosamente, Perito CRC

52 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 52 EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 17 ª CÍVEL DA COMARCA DE CURITIBA PARANÁ VARA J C, Perito Contábil, nomeado nos autos de Nº 52. /98 em que é Requerente...e Requerido BANCO...S/A, vem mui respeitosamente à presença de Vossa Excelência requerer a dilatação do prazo de entrega do Laudo Pericial, tendo em vista que o Banco... S/A só poderá fornecer as taxas praticadas no período a que se refere à demanda em um prazo de 15 dias, pois segundo alegam, terão que buscar as referidas no sistema. Diante deste fato a elaboração do Laudo fica dependendo do envio deste material, e por esta razão, requer então seja o prazo de entrega prorrogado por mais 20 dias. Nestes termos, pede o deferimento. Atenciosamente, Perito Contábil CRC

53 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 53 EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 17 ª CÍVEL DA COMARCA DE CURITIBA PARANÁ VARA J C C, Perito Contábil, nomeado nos autos de Nº /97 em que é Requerente EMPRESA FUNERÁRIA xxxxxxxx LTDA e Requerido...LEASING S/A ARRENDAMENTO MERCANTIL, vem mui respeitosamente à presença de vossa excelência afirmar que aceita o parcelamento proposto pelo suplicante requerido nas folhas 234 dos referidos autos, sendo que a primeira parcela deverá depositada após deferimento dos honorários pelo Excelentíssimo Magistrado e a última contra entrega do referido laudo. Nestes termos, pede o deferimento. Atenciosamente, JCC Perito Contábil CRC

54 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 54 LAUDO PERICIAL Parte 1 1) Da Ação: Este Laudo refere-se a: Autos de na 17ª Vara Cível da Comarca de Curitiba, sob Nº......, que tramita 2) Partes: Requerente: Requerido: 3) Descrição do Objetivo: Revisão... entre o autor Banco... S/A e... 4) Da Perícia: Conceituamos a perícia como um serviço especializado, com bases científicas, contábeis, fiscais e societárias a qual tem formação de nível superior e deslinda questões judiciais e extrajudiciais. É utilizada como elemento de prova ou revelador da verdade em assuntos fisco-contábeis e tem por finalidade a demonstração de um fato ou ato, demonstração esta que deve ser efetuada com o maior rigor possível e embasada na mais pura e genuína expressão da verdade.

55 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 55 Esta perícia adotou o modelo de precisão normal determinado pelas normas vigentes. 5) Dos procedimentos adotados para elaboração do Laudo: Os procedimentos desta perícia contábil visaram fundamentar o Laudo e abrangeram segundo a natureza e complexidade da matéria os seguintes pontos: 1º - O exame: é a análise de documentos apresentados; 2º - A indagação: que vem a ser a obtenção de testemunho de conhecedores do objeto da perícia. 3º - A investigação: é a pesquisa que busca trazer ao Laudo o que está oculto por qualquer circunstância; 4º - O arbitramento: responsável pela determinação de valores ou solução de controvérsia por critério técnico; 5º - A avaliação: é o ato de determinar o valor das obrigações e as prestações devidas; 6º - A certificação: que é a informação trazida ao Laudo pelo perito contábil conferindo-lhe caráter de autenticidade pela fé pública atribuída ao profissional Além destes procedimentos ainda foram realizadas pesquisas bibliográficas, análises dos contratos; levantamento e recalculo do contrato; elaboração de planilhas demonstrativa do cálculo, assim como respectivo relatório.

56 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 56 QUESITOS APRESENTADOS PELO REQUERENTE. 1) Qual o tipo de contrato firmado entre os litigantes é objeto dos autos? Identificar e arrolar as garantias e condições econômicas do contrato. Resposta: Entre as partes foi pactuado contrato de arrendamento mercantil de nº , em 09 de dezembro de 1992, no valor de CR$ ,00 (seiscentos milhões de cruzeiros) valor da época. A garantia real nessa modalidade foi o próprio bem arrendado, ou seja: - 01 (um) Veículo marca Mercedes Benz, modelo LS 1630/45, ano 1992/92, placa BAU 0252, chassi 9BM386059NB Em 20 de junho de 1995, através de aditamento, o bem acima descrito, foi substituído pelo veículo marca VW modelo ano 1987/87, chassi VO39440W, placa BAU Com relação à forma de pagamento, ficou convencionado que o valor objeto do contrato seria liquidado na seguinte forma: -2 (duas) parcelas de valor residual garantido - VRG, sendo, 01 (uma) parcela equivalente a 40% do valor arrendado, a qual seria pago no ato da assinatura do contrato e correspondeu na época à CR$ ,00 (duzentos e quarenta milhões de cruzeiros). Uma 2ª (segunda) parcela equivalente a 1% do valor arrendado e que correspondeu a CR$ ,00 (seis milhões de cruzeiros) com pagamento previsto para o final do contrato. O saldo remanescente seria pago em 42 (quarenta e duas) contraprestações atualizadas mensalmente pelo indexador IGPM Índice Geral de Preços Médio FGV, desde a assinatura até o final do contrato. 2) Quais os encargos e forma de correção monetária prevista no contrato (indicar cláusulas que os prevêem) para pagamento das contraprestações e

57 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 57 VRG? Os pagamentos realizados estavam de acordo com os encargos contratados? Resposta 01 - Os encargos e a forma de correção estão previstos no TAR Termo de Recebimento e Aceitação dos Bens, onde consta que para a atualização das contraprestações será utilizado o índice mensal do IGPM. O coeficiente utilizado para cálculo da contraprestação foi de 2,372% sobre o valor de arrendamento de CR$ ,00 (seiscentos milhões de cruzeiros). Resposta 02 Em relação aos pagamentos realizados, estes estão de acordo com o coeficiente pactuado no contrato, conforme planilha anexa de nº... 3) Qual o valor pago pela requerida nesse contrato, tanto a título de contraprestação e VRG? Resposta: Foram pagos os seguintes valores: a) A título de Valor residual garantido VRG foi pago a quantia de R$ ,65 (trinta e dois mil quinhentos e quarenta e oito reais e sessenta e cinco centavos), como valor à vista e mais R$ 775,39 (setecentos e setenta e cinco reais e trinta e nove centavos) como VRG de 1% no final. b) A título de contraprestação foi pago o valor de R$ ,18 (oitenta e dois mil oitocentos e um reais e dezoito centavos). Total pago pelo contrato R$ ,22 (cento e dezesseis mil cento e vinte e cinco reais e vinte e dois centavos). Esses valores foram atualizados até 09/06/1996, com as mesmas taxas IGPM do contrato, conforme planilha anexa de nº... 4) Os valores pagos foram apropriados pela requerente de acordo com legislação que regula o arrendamento?

58 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 58 Resposta: Sim estão de acordo com a Lei 6099 de 12/09/74, Portaria MF 564 de 03 de novembro de 1978 e Resoluções do Banco Central do Brasil, 5) Pode o Sr. Perito comparar a evolução do IGP-M com os indexadores IPC e INPC, no período do contrato tomando por base o valor contratado? Resposta: Em termos comparativos a evolução dos índices solicitados ficou nesta situação: a) A evolução do IGPM de a ficou em ,32 % (trinta e nove mil quatrocentos e setenta e dois vírgula trinta e dois pontos percentuais) b) A evolução do INPC de a ficou em ,29 % (quarenta e três mil duzentos e trinta e três vírgula vinte e nove pontos percentuais) c) A evolução do IPC de a ficou em ,69 % (quarenta e quatro mil quatrocentos e quarenta e oito vírgula sessenta e nove pontos percentuais). Qual o valor cobrado a título de valor residual garantido? Resposta: Foi cobrado a título de valor residual garantido VRG - 2 parcelas equivalendo a: a) 1ª parcela - 40% do valor arrendado resultando em R$ ,00 (duzentos e quarenta milhões de cruzeiros), pagamento à vista. b) 2ª parcela -01% sobre o valor arrendado resultando em CR$ ,00 (seis milhões de cruzeiros), totalizando CR$ ,00 (duzentos e quarenta e seis milhões de cruzeiros), valores da época, como pagamento final. Resposta esta já fornecida no quesito nº 03 (valores da época)

59 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 59 6) Pode o Sr. Perito do Juízo discriminar os valores de cada contraprestação e parcela de VRG indicadas no contrato, destacando o valor da amortização e de juros? Qual o percentual de juros praticados pela requerente no contrato? Resposta 01: Por ser arrendamento mercantil a forma de cálculo é feita através de coeficiente de arrendamento -CA, que ao multiplicarmos o valor do arrendamento por esse coeficiente encontramos o valor de cada contraprestação. Para melhor exemplificar vide planilha nº anexa.... Resposta 02: Não foi devidamente explicitado qual a taxa de juros pactuada, pois o que consta na TAR Termo de Recebimento e aceitação de Bens é apenas o coeficiente de 2,372%. Na planilha fornecida pelo banco Dibens (anexo nº 01) consta juros de 35,742% ao ano. Por outro lado já comentamos no quesito nº 02 e planilha anexa, todos os cálculos relativos a esta operação, inclusive com menção do coeficiente de arrendamento estipulado. 7) O valor Total dos Bens de Cr$ ,00 corresponde ao efetivo valor da compra e venda do bem, cujo recibo deve estar de posse da requerente? Resposta: Conforme consta nas folhas 03 dos autos - item 01 Resenha dos Fatos do próprio requerente, trata-se de arrendamento financeiro e os bens arrendados já pertenciam ao requerente e foram dados em garantia do financiamento. Portanto por ser um contrato financeiro o valor da compra e venda é o valor pactuado no contrato de Arrendamento Mercantil de nº

60 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 60 8) Os valores cobrados pelo requerente estavam em consonância com a legislação aplicada ao Leasing, Lei 6099 de 12/09/74 e Resoluções do Banco Central? Resposta: Sim estão de acordo com a Lei 6099 de 12/09/74, Portaria MF 564 de 03 de novembro de 1978 e Resoluções do Banco Central do Brasil. 9) As Planilhas apresentadas pela empresa autora apresentam evolução correta de cálculo considerados os padrões nela indicados? Resposta: Existem em alguns meses divergência de cálculos, conforme entre as contraprestações, conforme demonstramos na planilha de nº... Em outros casos o próprio requerido... Leasing S/A, procedeu atualização diferente (à menor) em relação ao cálculo pericial formalizado na própria planilha mencionada no presente quesito de nº... 10) A empresa Ré praticou juros superiores a 1% ao mês? Se positivo, indicar as taxas praticadas? Houve capitalização de juros? Qual o rendimento (lucro) auferido pela ré em razão do contrato? Pode o Sr. Perito fornecer outros elementos que julgue necessário para formar o livre convencimento do Juízo? Resposta 01: Sim, porém o que é válido para este tipo de operação é a taxa de retorno do bem arrendado em forma de contraprestação e aplicada através de coeficiente de arrendamento - CA, coeficiente este, calculado sobre o total do valor arrendado ou também sobre o valor do arrendamento menos os valores residuais garantidos VRGs. Resposta 02: Ver quesito nº 02, resposta 2, nos presentes autos..

61 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 61 Resposta 03: De acordo com especificidade da operação, fica praticamente impossível determinar o lucro auferido, sem saber a que taxa os recursos foram captados e repassados ao requerente. O lucro é a diferença entre as taxas da origem dos recursos e as taxas da aplicação desses recursos, denominado Spread. Em cima deste valor (spread) é que vai incidir os impostos federais e municipais e a sobra é o lucro. O volume financeiro da diferença é meramente repasse de inflação/atualização pelo índice escolhido, não resultando lucro. QUESITOS APRESNTADOS PELO REQUERIDO. 1) Qual o contrato de arrendamento mercantil objeto da presente ação, seu número, data de assinatura e prazo. Resposta: O contrato de arrendamento Mercantil pactuado entre as partes, é de nº , sendo assinado em 09 de dezembro de 1992 com prazo de liquidação em 42 (quarenta e duas) contraprestações cujo vencimento inicial ocorreu em 09/01/93 e o último pagamento em 09/06/96. Qual o valor inicial contratado para o arrendamento, bem com, das parcelas vincendas. De que maneira deve ser feita o cálculo da primeira e das seguintes parcelas, considerando os termos contratuais. Resposta 01 O valor inicial pactuado e estipulado no contrato foi de Cr$ ,00 (seiscentos milhões de cruzeiros) e pelo cálculo feito pelo por...leasing S/A, a contraprestação inicial seria de Cr$ ,00 (quatorze milhões duzentos e trinta e dois mil cruzeiros) atualizadas mensalmente pelo índice Geral de Preços Médios IGPM. Resposta 02 - Para chegar ao valor da contraprestação é utilizado um coeficiente multiplicador, que ao multiplicarmos esse coeficiente pelo valor arrendado encontra-se a contraprestação devida.

62 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 62 Após definição da taxa é calculado o coeficiente multiplicador da seguinte forma: Exemplo: taxa pactuada de 0,5% (zero vírgula cinco pontos percentuais), divididos por 100 como numeradores. No denominador a taxa de juro é elevada de forma exponencial pelo número de parcelas contratadas e posteriormente os juros serão divididos pelos resultados encontrados. Fórmula: 0,005 = 0, este é o coeficiente multiplicador. 1 - (1.005) - 42 Basta agora multiplicar o coeficiente pelo valor do arrendamento e encontramos a contraprestação, que será uniforme e sofrerá apenas a atualização pelo indexador indicado no contrato sem o valor residual garantido - VRG. Valor e exemplo aleatório: R$20.000,00 x 0, = 529,12 valor da 1ª prestação. 2) Qual o valor do residual do contrato e de que maneira estipulo-se o seu pagamento. Resposta: O valor residual inicial, pago à vista, foi de 40% (quarenta pontos percentuais) sobre o valor arrendado e correspondeu a Cr$ ,00 (duzentos e quarenta milhões de cruzeiros). A 2ª parcela foi de 1% (um ponto percentual) sobre o valor arrendado e correspondeu a Cr$ ,00 (seis milhões de cruzeiros) com pagamento no final. 3) Do contrato mencionado qual o valor pago até a presente data.

63 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 63 Resposta: O valor atualizado até 09/06/96 (data base) foi de R$ ,63 (cento e dezesseis mil cento e noventa e oito reais e sessenta e três centavos), somados as 02 parcelas a título de VRG mais as contraprestações pagas. 4) Qual o índice de correção monetária utilizado no contrato. Resposta: Foi pactuado como índice de atualização das contraprestações a variação do IGPM mensal, no período de vigência do contrato. 5) Se existem encargos incidentes no contrato. Em caso afirmativo quais em que percentual. Resposta: Sim, Por inadimplência constam encargos equivalentes a 06 (seis) contraprestações, atualizadas pela TRD, até a data do efetivo pagamento. Por atraso nas contraprestações, juros moratórios de 1% (1ponto percentual), multa de 10% (dez pontos percentuais) e comissão de permanência. Se os valores das parcelas pagas e exigidas até a presente data correspondem ao valor pactuado. Resposta: Não. Existe em alguns meses diferença de valores entre o que era devido (calculado pela perícia), o valor calculado pelo Requerido e o valor pago pelo Requerente, conforme planilha de nº 0000, anexa ao presente laudo. Diferenças esta a favor do Requerido. 6) Se os valores previstos como residual foram pagos. Resposta: Sim os valores contratados a título de residual foram devidamente liquidados, a 1ª à vista no valor de Cr$ ,00 (duzentos e quarenta milhões de cruzeiros) e a última em 05/08/96, no valor de R$ 775,39 (setecentos e setenta e cinco reais e trinta e nove centavos), valor este

64 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 64 atualizado para R$ 848,80 (oitocentos e quarenta e oito reais e oitenta centavos), relativo ao atraso na quitação (vencimento original 09/09/96). 7) Se o Sr. Perito pode precisar qual é o saldo devedor do contrato levandose em conta os índices pactuados. Resposta: De acordo com os pagamentos efetuados e o valor devido, calculado pela perícia, existe um saldo a favor do Requerido cujo valor atualizado até 09/06/96, monta em R$ 1.430,69 (hum mil quatrocentos e trinta reais e sessenta e nove centavos), diferença esta ocasionada por cálculo equivocado feito pelo próprio Requerido, conforme consta na planilha de nº anexa. Este Laudo é composto de 000 ( ) páginas todas rubricadas, e expressam a verdadeira situação requisitada por este Juízo. Este perito coloca-se a disposição para dirimir quaisquer e eventuais dúvidas que por ventura venham a ocorrer. Assina o presente Laudo J C Perito Contábil CRC Lembramos que não existe Laudo ou Petição padrão, porém esses modelos apresentados são usuais nas Varas Cíveis.

65 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 65 Glossário de Expressões Jurídicas - AÇÕES ESPECIAIS: (CAUTELAR) cautela com rito próprio, com forma especial de proceder. - SEQÜESTRO: exemplo: título para evitar um protesto. - ARRESTO: arrecadar, recolher sendo que alguém fica de depositário fiel. - MANDADO DE SEGURANÇA: garantir o pretenso direito. - HABEAS CORPUS: mandado de segurança no âmbito criminal (liberdade do corpo). - BUSCA E APREENSÁO: recolhimento de bens ou pessoas. - CAUTELAR INOMINADA: medida preventiva. - ARROLAMENTO DE BENS: medida cautelar para levantamento de bens. - SEPARAÇÃO DE CORPOS: cautelar para separação de corpos, sair de casa. - IMPUGNAÇÃO DO VALOR DA CAUSA: discordância do valor da causa. - AD JUDITIA: (judícia) implica a concessão de mandato judicial para foro; em geral, o mandatário está autorizado a agir em nome do mandante, praticando todos os atos indispensáveis ao andamento do processo. -ADITIVO: aumento de cláusulas em um contrato já elaborado e mesmo registradas. - AGRAVO: recurso que se interpõe contra decisão interlocutória ou mesmo definitiva. - A JUNTADA: expressão jurídica que significa o ato de reunir d ao processo. -APELAÇÃO: todo e qualquer pedido de reparação feito a uma autoridade. -APENSO: documento ou processo que está junto a outro processo sarnento. -AUTOR: é todo aquele que intenta ação ou demanda em juízo (ingressa) -AUTOS: volume que reúne todas as provas de um processo, todo o termo ou toda narração. -CARTA PRECATÓRIA: designar o pedido feito de um juiz a outro para que se cumpra em sua jurisdição. -CARTA ROGATÓRIA: pedir, solicitar, requisitar a prática de atos em país ou território estrangeiro. -CHAMAR A LIDE: chamada ou convocação feita ao processo. -CITAÇÃO: ato inicial do processo, tomar ciência. -COMARCA: território, circunscrição territorial, compreendida pelos limites em que se encerra a jurisdição de um juiz de direito. -CONCLUSO: toda manifestação processual enseja uma manifestação do julgador, que exige uma conclusão do mesmo. -CONSIGNATÓRIA: ação que indica a pessoa a quem se consigna uma coisa. -DECLARATÓRIA: ação em que o juiz declara ou não o pedido. -DEFERIMENTO: despachar favoravelmente, conceder ou atender o que é solicitado. -DESARQUIVAMENTO: tornar o processo ativo; volta a tramitar, em face de razões.

66 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 66 -DESPACHO SANEADOR: despacho que saneia ou no qual se expurgam defeitos, os vícios, as irregularidades ou outras falhas ocorrentes em um processo. -DEVOLUÇÃO DE AVISO DE RECEBIMENTO: devolução de intimação carta com aviso de recebimento. -DIÁRIO DE JUSTIÇA: publicação em que são divulgadas as manifestações do Poder Judiciário. -DISTRIBUIÇÃO: ato pelo qual se promove o registro. -EMBARGOS: forma de se opor ao processo de execução. -EM CARGA: responsabilidade atribuída a certas pessoas a quem se confiam coisas ou objetos de valor. -ENTRÂNCIA: princípio ou começo; começo de um estágio, de um emprego. Ex.: fórum de 1ª entrância. -EXECUÇÃO: processo que se inicia de um valor líquido e certo com a obrigação de pagar o valor devido ou apresentar bens à penhora para embargar querendo. -HOMOLOGAÇÃO: ratificar, confirmar ou aprovar outro ato. -IMPROCEDENTE: que não procede que não tem cabimento, por lhe faltar fundamento legal. -INICIAL: petição inicial, apresentação das razões do autor. -INSTÂNCIA: é a ação em movimento com a prática de todos os atos necessários, desde o início até que se conclua por solução ou julgamento. -INTIMAÇÃO: levar ao conhecimento, por ofício do juiz. -JUNTA: para designar toda corporação ou reunião de pessoas (Justiça do Trabalho). -JURISDIÇÃO: exprime a extensão e o limite do poder de julgamento de um juiz. -LIDE: demanda divergência entre partes. -LITIGANTE: pessoa que discute disputa. -MP VISTAS: dar vistas ao Ministério Público. -MM. Meritíssimo (tratamento). -NOTA DE EXPEDIENTE: apontamento, comentários, procedimento para não esquecer algo, cópia de despacho publicado no DOJ. -NOTIFICAÇÃO: ato judicial escrito, emanado do juiz, pelo qual se dá conhecimento a uma pessoa de alguma coisa ou algum fato. -OFICIAR: exprimir o dever, a obrigação, avisar, comunicar. -ORDINÁRIA: ação de conhecimento, esclarecimento das razões das falta às características da liquidez. -PEÇA EXORDIAL: idem. -PEÇA VESTIBULAR: idem.

67 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 67 -PETIÇÃO INICIAL: idem. -PRAZO COMUM: as partes têm o mesmo prazo para se manifestar. -PRAZOS SUCESSIVOS: são prazos distintos, primeiro a uma parte e a outra. -PREAMBULAR: prefácio, preliminar, início, inicial. -PREFACIAL: inicial. -PRETOR: desempenha a função da magistratura, com limitações face ao valor da causa. -PROCEDENTE: é admitido, favoravelmente atendido, merece amparo legal, é acatado pela justiça. -PROCESSO: ação em andamento, conjunto de peças, exprime propriamente a ordem ou a seqüência das coisas. -PROCRASTINAR: adiar, delongar, demorar, espaçar. -RATIFICAR: confirmar, reconhecer a validade. RECURSO: é a provocação a um novo exame dos autos para emenda ou modificação da primeira sentença. -RETIFICAR: correção de alguma coisa para que se torne exata. -RÉU: toda pessoa que é chamada ou trazida a juízo para responder sob alguma coisa. -REVISIONAL: ação de revisão; revisar algo. -SENTENÇA decisão ou solução dada por uma autoridade a toda e qualquer questão submetida a sua jurisdição. -SIGNATÁRIO: pessoa que assina ou subscreve um escrito ou um documento S.M.J.: salvo melhor juízo, minha opinião, opinião de quem se manifestou. -SUCUMBÊNCIA: ser vencido, ser derrotado. -TEMPESTIVAMENTE: o que é feito dentro do prazo, o que está conforme a regra. -TERMO: é o fim, é o limite, é o marco palavra expressão. -VALOR DA ALÇADA: alçada competência atribuída ao juiz em face do valor da causa. -VALOR DA CAUSA: causa é o motivo, a razão, o princípio, o fundamento; confunde-se com a demanda, ação, valor da ação. -VARA: varapau ou cajado conduzido pelos juízes para serem identificados pela população. Pau branco, juízes letrados. Pau vermelho, juízes leigos.

68 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 68 HISTÓRICO DOS ÍNDICES IGP-M CRIAÇÃO Com o contrato de prestação de serviços celebrado entre a Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), em maio de 1989, o Centro de Estudos de Preços (CEP) do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) passou a calcular um novo índice de preços denominado Indice Geral de Preços - Mercado (IGP-M). OBJETIVO O IGP-M é um índice abrangente, voltado prioritariarnente para a comunidade financeira. Está estruturado para captar o movimento geral de preços de modo a refletir, o mais adequadamente possível, as variações do poder de compra da moeda. ABRANGÊNCIA DO CÁLCULO Em sua ampla cobertura, ele registra as alterações de preços ao longo do processo produtivo, desde matérias-primas agrícolas e industriais, passando pelos produtos intermediários (semielaborados), até os bens e serviços finais consumidos pelas famílias. Este indicador, que tem corno base metodológica a estrutura do IGP-DI, tradicionalmente calculado pelo IBRE, resulta da média ponderada de três índices de preços: IPA-M (FGV), IPC-M (FGV) e INCC-M (FGV). Os pesos estipulados para realização da média ponderada: 60% do IPA-M, 30% do IPC-M e 10% do INCC-M. PERÍODO DE COLETA Período compreendido entre o dia 21 do anterior ao de referência e o dia 20 do mês de referência. DATA LIMITE DE DIVULGAÇÃO Até o último dia do mês de referência. ABRANGÊNCIA GEOGRÁFICA É determinado pela abrangência geográfica dos índices que o compõe. IGP DI CRIAÇÃO O IGP-DI é um indicador tradicional, de estrutura simples que começou a ser divulgado em 1947, contudo sua série histórica retroage a OBJETIVO O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna é um indicador econômico de periodicidade mensal, que por longos anos vem registrando o ritmo evolutivo de preços, como medida síntese da inflação nacional.

69 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 69 O IGP-DI é um indicador genérico de uso múltiplo. É utilizado tanto nas Contas Nacionais, como deflator do PIB, quanto na atualização de diferentes operações financeiras, em especial em reajustes contratuais. ABRANGÊNCIA DO CÁLCULO É resultante da média entre três índices: IPA-DI, IPC e INCC. A escolha destes três índices, bem como a definição de seus respectivos pesos, tem uma explicação simples que satisfaz o propósito do IGP-DI, de medir o movimento geral de preços. Trata-se, no que se refere aos índices, de indicadores com ampla cobertura, que além de refletirem a evolução de preços de atividades produtivas passíveis de serem sistematicamente pesquisadas, também representam o movimento das operações de comercialização no atacado, no varejo, e na construção civil. Quanto a adoção dos pesos convencionados, cujos valores representam a importância relativa de cada um desses índices no cômputo da despesa interna bruta, justifica-se do seguinte modo: a) os 60% representados pelo IPA-DI equivalem ao valor adicionado pela produção, transportes e comercialização de bens de consumo e de produção, nas transações comerciais em grosso; b) os 30% representados pelo IPC equivalem ao valor adicionado pelo setor varejista e pelos serviços de consumo; c) quanto aos 10% complementares, representados pelo INCC, equivalem ao valor adicionado pela indústria da construção civil. PERÍODO DE COLETA Realizado durante o mês calendário, quer dizer, do primeiro ao último dia do mês de referência. ABRANGÊNCIA GEOGRÁFICA É baseada na abrangência geográfica dos índices que o compõem. IPA-DI CRIAÇÃO O IPA-DI é identificado como um índice de longa tradição e de aplicação intensa, tendo sido implantado em OBJETIVO O propósito do Índice de Preços por Atacado - Disponibilidade Interna, é medir o ritmo evolutivo de preços praticados no nível de comercialização atacadista, nas transações interempresariais, quer dizer, nas operações de comercialização a grosso, que antecedem as vendas no varejo. Como conseqüência da grande sensibilidade que apresenta esta série, inúmeras aplicações se tem dado, destacando-se, além de sua participação como componente fundamental do IGP-DI, a função de indexador nas atualizações contratuais. ABRANGÊNCIA DO CÁLCULO O IPA-DI é uma das versões do IPA, sendo formado por dezoito índices especiais. Estão

70 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 70 organizados para medir a evolução de preços segundo o destino que se atribui aos bens componentes, i.e., quer para consumo quer para produção. A amostra de produtos do IPA-DI é composta por 481 mercadorias. Foi selecionada de um universo de produtos regularmente comercializados em nível de atacado, levando-se em conta algumas características predefinidas. PERÍODO DE COLETA As estimativas do IPA-DI derivam de variações de preços pesquisados sistematicamente durante o mês calendário (1 a 30 do mês de referência). ABRANGÊNCIA GEOGRÁFICA Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. INCC CRIAÇÃO Em 1950, o índice de Custo da Construção (ICC) foi criado como um índice regional (apenas o Rio de Janeiro). A partir de 1985 se transformou no INCC incorporando mais 18 municípios de capitais. OBJETIVO O Índice Nacional de Custo da Construção (TNCC) foi concebido com a finalidade de aferir a evolução dos custos de construções habitacionais, e, desde sua implantação, passou por várias reformulações metodológicas, além de expansão da cobertura. ABRANGÊNCIA DO CÁLCULO Para determinação das amostras dos produtos utilizados no índice, o IBRE, órgão econômico da FGV, tem recorrido a orçamentos analíticos das empresas de engenharia civil, de onde se extraem as planilhas de composição dos custos de materiais e de mãode-obra empregados nas construções habitacionais, segundo tipos, padrões e localizações. Na amostra em uso, foram os seguintes padrões de construção habitacional levados em consideração, por serem representativos a nível nacional: H1 - Casa de 1 pavimento, com sala, 3 quartos e demais dependências, medindo, em média, 82 m2. H4 - Edifício habitacional de 4 pavimentos, construído por unidades autônomas de sala, 2 quartos e dependências, com área total média de m2. H12 - Edifício habitacional de 12 pavimentos, composto de apartamentos de sala, 3 quartos e dependências, com área total média de m2. Todos os tipos citados referem-se a construções de boa qualidade, mas sem luxo, já que o objetivo é o cálculo de índices que reflitam evoluções de custos de construção para um mercado identificado com a realidade brasileira. PERÍODO DE COLETA Mês-calendário, ou seja, do primeiro ao último dia do mês de referência.

71 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 71 ABRANGÊNCIA GEOGRÁFICA Aracajú, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Maceió, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória. IPC-FIPE CRIAÇÃO/HISTORICO O início da série data de janeiro de 1939, com base em uma pesquisa de padrão de vida realizada entre fins de 1936 e meados de O Índice de Preços ao Consumidor no Município de São Paulo é o mais tradicional indicador da evolução do custo de vida das famílias paulistanas e, certamente, um dos mais antigos números-índices de inflação existentes no Brasil. OBJETIVO O conceito de índice de preços ao consumidor localiza-se na Teoria Econômica do Consumidor. Parte da hipótese de que as pessoas se comportam racionalmente, buscando atingir o máximo nível de satisfação, decorrente do consumo de bens e serviços, tendo como restrição a renda disponível para gastos de consumo e os preços dos vários bens e serviços consumidos, a cada instante de tempo. A partir da comparação da situação de um consumidor em dois instantes de tempo, determina-se a variação do índice de preços. ABRANGÊNCIA DO CÁLCULO O cadastro de estabelecimentos varejistas e de serviços foi obtido a partir das informações coletadas nas últimas duas POF s 81/82-90/91. O número de estabelecimentos visitados saltou de 1.100, em 1972, para em 1994 e o número de cotações de preços passou de para respectivamente. PERÍODO DE COLETA Mês-calendário, ou seja, do dia 1 ao dia 30 do mês de referência. ABRANGÊNCIA GEOGRÁFICA Município de São Paulo. ICV-DIEESE CRIAÇÃO O DIEESE calcula o Índice de Custo de Vida na cidade de São Paulo desde Mas sua criação é de 1955 por um grupo de entidades sindicais. OBJETIVO/HISTÓRICO Tem por finalidade conhecer direta e objetivamente a realidade dos trabalhadores, visto a necessidade do Movimento Sindical em contar com estatísticas próprias, em particular um índice de custo de vida, que serve corno parâmetro de comparação com os dados oficiais.

72 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 72 POPULAÇÃO OBJETIVO E objeto da pesquisa a população de nível de renda: 1 a 3 salários mínimos 1 a 5 salários mínimos 1 a 30 salários mínimos ABRANGÊNCIA GEOGRÁFICA Município de São Paulo PERÍODO DE COLETA 1 a 30 de cada mês. CRIAÇÃO Produzido pelo IBGE desde março de INPC-IBGE OBJETIVO/HISTÓRICO É utilizado como medida de correção do poder de compra dos salários. Já foi utilizado para reajuste salarial, através da Lei No de 30/10/1979 e para correção dos aluguéis, através da Lei No de 20/12/1982. Deixou de ser indexador oficial de salários e aluguéis em 11/85. Foi utilizado pelo governo para diversos fins, destacando-se as Leis: 8222 de 05/09/9 1 e 8419 de 07/05/92 que identificam a utilização do INPC na política nacional de salários até agosto de 1992, 8200 de 28/06/91, que dispõe sobre a correção monetária das demonstrações financeiras para efeitos fiscais e societários (revogada pela Medida Provisória No. 312, de 11/02/93); 8212 e 8213, de 24/07/91, que dispõe sobre o Plano de Benefícios da Previdência Social. - ajuste dos salários-de-contribuição (em vigor até12/92). Atualmente, o INPC é utilizado para reajustar os valores de depósitos recursal (art. 899 da CLT), de acordo com o parágrafo 4o., art. 8o. da Lei No de 23/12/92. DATA LIMITE DIVULGAÇÃO Dia 15 do mês seguinte ao de referência. PERIODO DE COLETA (aproximado) Dia 1 a 30 do mês de referência. POPULAÇÃO OBJETIVO Famílias com chefes assalariados e rendimento mensal entre 1 e 8 salários mínimos. ABRANGÊNCIA GEOGRÁFICA Regiões Metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador, Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

73 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 73 IPCA-IBGE CRIAÇÃO/HISTÓRICO Produzido pelo IBGE desde dezembro de 1979, utilizado como medida de inflação da economia. Foi utilizado como indexador oficial do país, corrigindo salários, aluguéis, taxa de câmbio, além de todos os demais ativos monetários, de acordo com o Decreto No , de 27/11/85. Deixou de ser indexador oficial em 10/03/86. OBJETIVO Utilizado para reajuste dos contratos de locação residencial (anteriormente vinculados ao ISN - extinto em 01/08/92) de acordo com o proposto na Lei No de 23/11/92, do Ministério da Fazenda. DATA LIMITE DE DIVULGAÇÃO Dia 15 do mês seguinte ao de referência. PERÍODO DE COLETA Dia 1 a 30 do mês de referência. POPULAÇÃO OBJETIVO Famílias com rendimento mensal entre 1 e 40 salários mínimos. ABRANGÂNCIA GEOGRÁFICA Regiões Metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador, Curitiba, além de Brasília e Goiânia. TR CRIAÇÃO/EXTINÇÃO A Lei n /93 (decorrente da edição da Medida Provisória n. 3 19/93) modificou a TR, transformando-a em um indicador divulgado diariamente, contudo com valores mensais. OBJETIVO Os propósitos da taxa não mudaram. Veja detalhe da TR-até 05/93. (TR- até 05/93. Criada pela Lei /91). Substituição em contratos que contenham cláusula de correção monetária baseada na variação da BTN, MVR, IRVF (IBGE) e ICB (IBGE), exceto aqueles cujo objeto seja a venda de bens para entrega futura, a prestação de serviços contínuos ou futuros e a realização de obras, firmados anteriormente. Nas operações realizadas no mercado financeiro, é admitida a utilização da TR e da TRD como base para remuneração dos respectivos contratos, somente quando tenham prazo ou período de repactuação inferior a um ano. As operações de crédito rural contratada junto às instituições financeiras, com recursos oriundos do depósito a vista e com cláusula de atualização pelo IPC, passam a ser atualizados pela TR.

74 NORMAS E CÁLCULOS PERICIAIS 74 ABRANGÊNCIA DO CÁLCULO O Banco Central do Brasil divulgará, diariamente, a Taxa Referencial - IR, para período de um mês, com início no dia a que a IR se referir. Considera-se mês o período contado do dia do início ao dia correspondente do mês seguinte (data a data). É calculada a partir da remuneração mensal média líquida de impostos, dos depósitos a prazo fixo captados nos bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos múltiplos com carteira comercial ou de investimentos, caixas econômicas, ou dos títulos públicos federais, estaduais e municipais, de acordo com metodologia aprovada pelo CMN. DATA LIMITE DE DIVULGAÇÃO O Banco Central do Brasil divulga o valor da TR referente com dois dias de defasagem. NOTA Mais informações nos textos das Leis n /91 e 8.660/93.

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