DEMANDA E DESEJO EM PSICANÁLISE
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- Júlio Branco Diegues
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1 DEMANDA E DESEJO EM PSICANÁLISE Trabalho de graduação do curso de Psicologia 2008 Soraia Souza Rodrigues Aluna do nono semestre do Curso de Psicologia do Centro Universitário Jorge Amado Unijorge em Salvador (Bahia, Brasil) [email protected] RESUMO O desejo em psicanálise não se trata de algo a ser realizado, mas sim de uma falta nunca realizada, o sujeito é um ser faltante e pode levar uma vida procurando sacia-lo. E é por esse motivo que ele busca análise principalmente para buscar respostas e caminhos a seguir e descobre mais tarde que suas demandas nunca serão satisfeitas. Pois em todas as escolhas que fazemos revelamos um novo desejo. Palavras-chave: Demanda, desejo, análise, escolhas,motivação 1. INTRODUÇÃO Este trabalho se propõe abordar a demanda e o desejo em psicanálise que são dois conceitos também disseminados no senso comum e nos meios acadêmicos. Desejo é uma palavra que nos remete ao sentido sexual e a demanda denota um querer do outro, aquele que pede algo e para isso utiliza a fala para informar ao outro o que deseja. Nesse trabalho vamos também expor o relato de caso de um sujeito que recentemente demandou uma análise, demanda essa que foi acolhida por um analista. Logo esse sujeito descobre após ler J. Lacan o quanto estava enganado a cerca destes dois conceitos. Como este artigo tem embasamento no saber da psicanálise e mais especificamente na leitura de Jacques Lacan, leitor de Freud, trará suas citações e articulações apoiadas num momento histórico passado tentando entender o presente e, quem sabe explicar o futuro de um sujeito que vive esse momento real. Soraia Souza Rodrigues 1/10
2 Este trabalho se articulou com a disciplina Teoria e Técnica Psicanalítica III, como conclusão da matéria do sétimo semestre do curso de Psicologia, tendo como proposta responder à pergunta: Como se usa a psicanálise para pensar, após leitura de Klein, Freud e Lacan. Procurando entender melhor os conceitos de demanda e desejo em psicanálise, trago um relato de caso de um sujeito que logo no inicio de sua análise experimenta transformações imediatas no seu modo de desejar. A escolha desse tema permeia a Entrada em Análise, que é um momento singular na trajetória de um sujeito que procura entender o porque de tantos desejos. 2. DESENVOLVIMENTO Sobre o desejo Na cultura psicanalítica, literária e filosófica de língua francesa, o termo désir (desejo) ou Wunsch em alemão designa o campo de existência do sujeito humano sexuado, em oposição a toda abordagem teórica do humano que se limitaria ao biológico, aos comportamentos ou aos sistemas de relação. No desenho desse campo, a obra de Lacan com a distinção que estabelece a epistemologia da falta entre necessidade, demanda e desejo, é decisiva muito embora neste artigo só se venha tratar do binômio demanda-desejo. O desejo, em Lacan, se define de fato em primeiro lugar, epistemologicamente, em sua relação intrínseca com a ordem biológica das necessidades e com a ordem linguajeira da demanda de amor. O homem deseja, porque a satisfação de suas necessidades vitais passa pelo apelo dirigido a um Outro, o que de imediato altera a satisfação, transformada assim em demanda de amor. Sobre a Demanda O conceito jurídico de demanda é: o direito constitucional de pedir o reconhecimento de um interesse ou direito à autoridade competente. Com base numa sentença. No entanto sabe-se que não se trata de atender a uma demanda de amor, mas sim de saber qual é a demanda pulsional. Nem por isto desqualifica-se a demanda este pedido é importante e já comporta em si a direção que levará à demanda pulsional. Soraia Souza Rodrigues 2/10
3 A demanda e o desejo na entrada em análise A demanda é o conceito que orienta o analista na construção do caso que se apresenta no divã. Uma análise começa com uma demanda, o analista deve visar o seu além, para saber precisar o seu aquém que é o desejo. Desejo fio condutor que implicará um sujeito na realidade do seu inconsciente. Inconsciente que só conhece uma lei: a que pede para reencontrar o objeto perdido, objeto causa do desejo. O psicanalista sustenta seu lugar na condição de escuta. Há de escutar aquele que chega numa busca de um tratamento, portanto, cada um a seu modo, formula uma demanda. Uns querem abandonar o álcool, outros abandonados por entes queridos, ou mesmo pela possibilidade de morte eminente. Enfim, são inúmeros os nomes ou razões dessa demanda. Na significação do Falo, Lacan diz: É assim que o desejo não é nem apetite da satisfação, nem demanda de amor, mas a diferença que resulta da subtração do primeiro à segunda. Sendo assim, o desejo é a própria divisão resultante da perda do objeto. É o desejo que move o aparelho psíquico, que faz sonhar, dormir e acordar. É o limite entre a vida e a morte. E mais; é o que faz com que o ser pense ou exista o desejo. O pior é que ele é uma alucinação. Em A interpretação dos sonhos Freud relata: O pensamento afinal de contas, nada mais é que um substituto de um desejo alucinatório e é por si próprio evidente que os sonhos têm de ser realizações de desejo, uma vez que nada mais, a não ser o desejo, pode colocar nosso aparelho mental em ação. Na verdade o que o neurótico quer é que o seu desejo seja reconhecido e o desejo nasce da frustração. No Seminário da Transferência, Lacan diz que o desejo é por isso, é perigoso, pois satisfazer um desejo é chegar ao extremo do ser objeto do outro. Tentativa de deduzir o Outro ao outro. Daí, que o cerne da direção da cura é o desejo, onde o analista deve estar. Pois o mais forte dos desejos é o de morte. A Constatação do poder da Psicanálise como agente de mudança de um determinado sujeito que deseja. O sujeito vê o momento de entrada em análise como um conflito, uma crise. É uma escolha não-forçada, mas que pede ao sujeito uma decisão favorável à análise, apenas o analista lhe abre a porta e com seu ato de aceitação, faz-se suporte do sujeito-suposto-saber. Se a análise é o encontro dialético de dois participantes, só é a título de um lugar terceiro que se estabelece esta dialética, já que a psicanálise não é o exercício de uma intersubjetividade. O analista não entra na operação como sujeito, ele não coloca sua subjetividade. Sujeito é o Soraia Souza Rodrigues 3/10
4 paciente, e se o chamamos no início sujeito, é gratuitamente, já que nada no princípio nos permite dize-lo. Portanto, a entrada em análise é o aparecimento de um sujeito em transferência. O afeto que vemos aparecer, o mais conhecido é o amor, é um efeito do estabelecimento deste SsS. Amor, que sendo a marca da mudança de discurso, modifica a queixa em demanda analítica. Assim, o início de uma psicanálise- a entrada em análise como é nomeada apresenta-se como um momento crucial, decisivo tanto para aquele que procurou um analista e se pôs a falar, quanto para o que sustenta a seu modo, a invenção de Freud. Momento de tudo ou nada, o que, por si só, já aponta para o Real. Momento crucial frente a um posicionamento de um sujeito em relação a seus ditos, em relação ao significante, em relação ao sintoma. Um sujeito de escolhas É o sofrimento e as incertezas que conduzem um sujeito à análise. O mundo está repleto de sofredores, grandes sofredores que nunca falam de tal peso. Engolem a dor. Aquele que chega à análise vem a partir de seus sintomas. São sujeitos que se mostram descontentes, acolhedores destes hóspedes que, de repente, se tornaram indesejáveis e veículos de incômodos. Enfim, o que o sintoma vai revelar neste momento é o fato inexorável da Castração, o malestar que habita o sujeito que fala. Sendo assim, quando alguém se queixa de seu sofrimento, ou o coloca em palavras sob a via do sintoma, já está mais perto de um analista do que um outro sujeito que nada diz, mas apenas sofre. Pois efetuar uma entrada em análise é, em última instância, deparar-se com aquilo que diz respeito ao gozo, com aquilo que causa o desejo e, ao mesmo tempo, a angústia. O estabelecimento de transferência é necessário para que uma análise se inicie: a transferência não é, portanto uma função do analista, mas do analisando. A função do analista é saber utiliza-la. A transferência é para Lacan a colocação em ato da realidade sexual do inconsciente, a pulsão. A linha da demanda é o campo do significante que continua na linha escondida, do desejo. A transferência é o ponto por onde se passa da demanda ao desejo. O analista, chamado a encarnar o ideal, afasta a demanda da pulsão. Seu desejo deve, então, operar a reversão que consiste em trazer a demanda de volta à pulsão, afastando o ideal do objeto que o encarna. Nas entrevistas preliminares, permitir-se-á que o paciente fale, e até que a transferência se instale e nada poderá ser interpretado ou assegurado ao paciente. Com isto, ele pôs em funcionamento a única regra da Psicanálise: a regra da associação livre. Soraia Souza Rodrigues 4/10
5 Tudo está no mundo: o sujeito, seu desejo, seu ser; ao real nada falta. Desatento à Demanda e ao desejo, o consumo consome. Ao analista cabe o desejo do analista sustentado em ato. Um ato de silêncio. O silêncio do analista não está fora do discurso. É o instrumento que permite ao analista marcar sua posição e definir seu lugar no discurso. O silêncio é a outra face do desejo do analista, pois nem tudo é silêncio do lado do analista. A revelação é a mola última do que buscamos na experiência analítica Jacques Lacan - O Seminário - Livro 1 Revelando um desejo Tudo começa quando um estudante de psicologia vê-se instigado a entrar em análise, depois é lógico de ter aprendido em sala de aula o que é e quais os benefícios de uma análise. Só que ele não sabia que os benefícios seriam tão imediatos. Percebendo o incentivo que todos davam á análise, surge a oportunidade de uma entrevista, entre tantos de uma sala e suas várias demandas e desejos. Ele foi escolhido, acolhido, na mesma hora já bateu a transferência. E logo aquele motivo manifesto foi mudado por um outro bem instantâneo e latente. É tem coisas que realmente só acontecem com esse sujeito. Como tudo acontece na vida dele inesperadamente, a escolha de um Curso que tem o poder de mudar toda uma vida, o mesmo ocorre num consultório analítico. Quantos sentimentos revelados a um desconhecido, que grande poder o silêncio exerce sobre uma pessoa. É o verdadeiro Sujeito-suposto-Saber. Sabemos que existem fatos que só acontecem com pessoas específicas e o desejo desse sujeito é específico, pois o sujeito é singular, o sintoma somente lhe é peculiar. Então aqui se relatará que a experiência da entrada em análise é magicamente surpreendente para alguns, envolve sentimentos que jamais se pensou sentir ao entrar num ambiente analítico, que muitas vezes parece propositadamente envolvido por iluminações especiais, seu ar aconchegante, e o Divã então, provoca até arrepios. Essas sensações servem de magnetismo para atrair o analisando até a referida sala duas vezes por semana, que sorte, isso existir, essa tal de transferência, ela cria desejos novos, com eles também novos problemas, como do tipo, o medo de tudo acabar, ou não dar em nada. Enfim são tantas as expectativas que são criadas nesse sujeito, que algumas delas têm que ser ocultadas do analista, talvez causasse precocemente o fim de uma análise que nem sequer começou, contando também é lógico com a neutralidade científica. Soraia Souza Rodrigues 5/10
6 Ora tudo o que um analisando não pode ser é neutro, muito pelo contrário, essa hora é tão instigante, aflorando um desejo enorme de até começar um novo problema, para tão cedo não sair da análise. Mas nenhum sujeito desejante deseja isso, ele somente quer relatar suas frustrações sentimentais e não achar mais uma, prevendo ele que isso (esse sentimento) não acabará bem e não será de forma nenhuma correspondido, talvez nesse caso a melhor forma desse sujeito resolver essa situação é contando para o analista os verdadeiros sentimentos que estão permeando seus sentimentos. Esse relato revela como um sujeito recém inserido na análise percebe o quanto os desejos oscilam e como eles se configuram a cada amanhecer, fazendo-o se deparar com questões que não teve acesso na teoria, por esse motivo precisa de muito estudo, análise e supervisão para saber lidar com esse misto de sintomas que demandam o trabalho analítico. O sujeito dá essencialmente o que não tem Em seu seminário v, no capítulo As Fórmulas do desejo Lacan relatou que o que se trata de realizar na análise, não é simples e no tocante à mulher, convém não confundir o que ela deseja. Mas percebe-se que há algumas mulheres que também não entende muito seus desejos, eles vêem e vão dominados pelo clima, fase da lua e estado de humor, realmente é um ser complexo. Lacan relatou também sobre o fato da castração não ser uma castração real ela está ligada, como dissemos, a um desejo. Está ligada inclusive à evolução ao progresso, à maturação do desejo no sujeito humano. A relação do homem com o desejo não é uma relação pura e simples de desejo. Não é, em si, uma relação com o objeto. Se a relação com o objeto estivesse desde logo instituída, não haveria problema para a análise. Os homens, como se presume que faça a maioria dos animais, iriam em direção a seu objeto. O sujeito não satisfaz simplesmente um desejo, mas goza por desejar, e essa é uma dimensão essencial de seu gozo. O sujeito humano, assim, acha-se numa relação com seu próprio ser como separado, o que o coloca numa posição tal perante o Outro, que, tanto no que ele apreende quanto naquilo com que goza, trata-se de algo diferente de uma relação com o objeto, trata-se de uma relação com seu desejo. Soraia Souza Rodrigues 6/10
7 Sobre a relação do falo com o desejo O falo é o significante particular que, no corpo dos significantes, especializa-se em designar o conjunto dos efeitos do significante, como tais, no significado. Isso vai longe, mas não há como ir menos longe para dar ao falo sua significação. Ele ocupa no desejo do Outro um lugar privilegiado no qual se produzirá significantes além do desejo, ou seja, em todo o campo que se situa para além do campo da demanda. Um sujeito humano completo nunca é puro e simples sujeito do conhecimento, ele através da manifestação da necessidade, de sua tensão, transpõe a primeira linha significante da demanda, como disse Lacan o desejo em sua função inconsciente, é o desejo do Outro. E essa criação de um desejo para além da demanda é essencial Sobre o desejo em estruturas histéricas e obsessivas A histérica tem toda sorte de dificuldades com seu imaginário, que é representado pela imagem do outro, e que é suscetível de ver produzir-se ali efeitos de despedaçamento, de desintegrações diversas, que são o que lhe serve em seu sintoma. A histérica vive inteiramente no nível do Outro. A ênfase, para ela, é estar no nível do Outro, e é por isso que lhe é necessário um desejo do Outro, pois, sem isso, que seria o Outro senão a lei? A histérica encontra apoio de seu desejo na identificação com o outro imaginário. O obsessivo também é orientado para o desejo. Se não se tratasse, em tudo e acima de tudo, do desejo, não haveria homogeneidade nas neuroses. É certo que o obsessivo tende a destruir o seu objeto. Ele faz seu desejo passar à frente de tudo, isso significa que ele vai buscá-lo num além, visando-o como tal em sua constituição de desejo, isto é, na medida em que como tal ele destrói o Outro. O problema do obsessivo, portanto, está todo em dar um suporte a esse desejo que para ele condiciona a destruição do outro, onde o próprio desejo vem a desaparecer. Sobre o desejo do Outro O desejo é a forma absoluta da necessidade, da necessidade passada ao estado de condição absoluta, na medida em que fica para além da exigência incondicional de amor, a qual, vez por outra, ele pode vir comprovar. Ora, é da natureza do desejo como tal necessitar do apoio do Outro. O desejo do Outro não é uma via de acesso para o desejo do sujeito, é o lugar puro e simples do desejo. Soraia Souza Rodrigues 7/10
8 Na medida em que a demanda sempre pede alguma coisa que é mais do que a satisfação a que ela apela, e que vai mais além disso. Daí o caráter problemático e ambíguo do lugar onde se situa o desejo. Esse lugar está sempre para além da demanda, considerando que a demanda almeja a satisfação da necessidade, e no aquém da demanda. Como tal, o desejo sempre ultrapassa qualquer espécie de resposta que esteja no nível da satisfação e é pela contradição que surge a dificuldade de se formular um desejo. O desejo é para a histérica um ponto enigmático. Com efeito, o desejo da histérica não é o desejo de um objeto, mas um desejo de um desejo, um esforço de se manter em frente ao ponto no qual ela convoca seu desejo, o ponto onde está o desejo do Outro. Já o obsessivo está sempre pedindo alguma permissão. O obsessivo, digamos, tal como a histérica, necessita de um desejo insatisfeito, isto é, de um desejo para além de uma demanda. O Homem também tem que se aperceber de que não o é. O Nome-do-Pai e desejo O Nome-do-Pai é uma designação endereçada ao reconhecimento de uma função simbólica, circunscrita no lugar de onde se exerce e representa a lei, essa que surge desde tenra infância num dado momento da evolução edipiana onde a criança é conduzida a associar a ausência de sua mãe com a presença do pai. Quando a mãe está ausente, ela a supõe presente junto ao pai. Temos aí o momento crucial no qual o pai aparece para a criança, primeiro como um objeto fálico rival e, a seguir, como o que supostamente detém o falo. Nesse momento o desejo de ser o centro das atenções, o desejo de ser amado e desejado começa a ser ameaçado e essa ameaça nos segue nas nossas relações com o Outro. Por meio do recalque originário e da metáfora paterna, o desejo vê impor-se, então, a mediação da linguagem. Mais precisamente, é o significante Nome-do-Pai que inaugura a alienação do desejo na linguagem. Fazendo-se palavra, o desejo não se torna, assim, nada mais do que o reflexo de si mesmo. O desejo de ser, recalcado em prol do desejo de ter, impõe à criança que engaje a partir de então seu desejo no terreno dos objetos substitutivos do objeto perdido. Para tanto, o desejo não tem outra saída a não ser fazer-se palavra, desdobrando-se numa demanda. Mas ao se fazer demanda, o desejo se perde cada vez mais na cadeia dos significantes do discurso. O desejo permanece, portanto, sempre insatisfeito, pela necessidade em que se encontrou de se fazer linguagem. Ele renasce continuamente, uma vez que está sempre, fundamentalmente, em outro lugar que não no objeto a que ele visa ou no significante suscetível de simbolizar este objeto, o desejo persiste em designar o desejo do todo (objeto perdido) pela expressão de desejo da parte (objetos substitutivos). Soraia Souza Rodrigues 8/10
9 Fundamentalmente, o desejo do sujeito não tem outra saída a não ser fazer-se palavra endereçada ao outro. Uma conclusão impõe-se então: não existe, em última análise, satisfação do desejo na realidade. Apesar das acomodações discursivas que levam a evocar a satisfação ou a insatisfação do desejo, a dimensão do desejo não tem outra realidade que não uma realidade psíquica. É a pulsão que encontra (ou não) um objeto de satisfação na realidade, o que ela pode fazer precisamente em função do desejo, a propósito do qual Freud insiste em nos dizer que ele mobiliza o sujeito em direção ao objeto pulsional. Mas como tal, o desejo não tem objeto na realidade. O surgimento do desejo fica, pois, suspenso à busca, ao re-encontro da primeira experiência de gozo. De demanda em demanda, o desejo estrutura-se, pois, como desejo de um objeto impossível que está além do objeto da necessidade; objeto impossível que a demanda se esforça por querer significar. O desejo renasce inevitavelmente idêntico a si próprio, sustentado pela falta deixada pela Coisa (é inominável, seria dizer que quanto mais a demanda se desenvolve, mais aumenta essa distância com ela), de tal forma que este vazio constitui-se tanto como o que causa o desejo, como aquilo a que o desejo visa. 3. CONCLUSÕES Concluo este artigo com a sensação de dever cumprido, surgiram com a feitura deste primeiro trabalho novos desejos, e para tamponar desde já tal falta, começarei a estender a leitura, para demandar um outro artigo com tema aparente e de interesse específico. Os temas tomaram rumos tão inesperados e o que parecia simples, tomou uma complexidade instigante, como é poderoso o saber da psicanálise, desde já me desculpo por alguns erros metodológicos, motivo pelo qual tornei esse artigo muito particular, minha primeira obra-prima-solo, não poderia faltar poesia e sentimento num trabalho que se proponha a decifrar tais temas. O aprendizado aqui exposto é primeiramente dirigido à autora deste trabalho, esperando que também possa acrescentar nos leitores um novo desejo, uma nova demanda e sabendo desde já da necessidade de maiores estudos para aprimorar o saber de tais temas que possam melhorar trabalhos como este e que interessam tanto ao meio acadêmico e ao senso comum. E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Mateus (cap. 7 vs.3). Soraia Souza Rodrigues 9/10
10 REFERÊNCIAS 1. Dicionário Enciclopédico de Psicanálise: O legado de Freud e Lacan Zahar Ed., Dicionário de Psicologia: Editado por Norbert Sillamy / Larousse do Brasil. 3. Dor, Joel Introdução à leitura de Lacan: o inconsciente estruturado como linguagem. 4. Freud, S. Um tipo especial de escolha de objeto feita pelos homens. Obras completas. Vol. XI. 5. Freud, S. A iniciação do tratamento. Vol X. Ed. Delta. 6. Lacan, Jacques, O Seminário, livro 5: as formações do inconsciente ( )/ 7. Jacques Lacan; texto estabelecido por Jacques Alain Miller; Rio de Janeiro: Jorge Zahar 8. Lacan, Jacques. Seminário a Transferência. Zahar Editor. 9. Miller, J.-Alain / Percurso de Lacan: uma introdução - Zahar Ed., Lacan/ Vladimir Safatle. Saõ Paulo: Publifolha, ( folha Explica). Soraia Souza Rodrigues 10/10
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