Sensores de Temperatura
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- Vergílio Ávila Nobre
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1 Sensores de Temperatura Principais tipos: RTD (altas temperaturas) Termopar (altas temperaturas) NTC / PTC (alta sensibilidade) Junções semicondutoras (facilidade de uso)
2 Temperatura - RTD RTD Resistance Temperature Detector (detetor de temperatura resistivo) ou termoresistor São dispositivos cuja resistência elétrica varia conforme a temperatura. condutores apresentam esta característica devido a sua resistividade variável com T. Modelo matemático: Rt = R0 (1+ 1T + 2T ntn) 2
3 Termoresistor Determinados metais exibem melhor linearidade, podendo-se desprezar n>1: Rt = R0 (1+ T) onde: R0 resistência à temperatura de referência (normalmente 0 oc) coeficiente linear de temperatura T Temperatura Exemplo: Determinar a resistência do Pt100 a 25oC: R0 = 100 (@ 0oC) = 3, R25 = 100 ( * 3, ) = 110 3
4 Resistência do RTD Helfrick,p.264 4
5 Materiais utilizados Helfrick,p.264 5
6 Tipos de RTD 6
7 Circuitos de Medição a) Quanto maior a corrente I, maior a sensibilidade V o 1 =I pol Rt 1 =I pol R0 ( 1+α T ) b) A corrente I provoca um aquecimento no transdutor que pode levar a erros de medida na temperatura. Seu valor limite é definido pelas características de dissipação do RTD, fornecida pelo fabricante. De modo geral, a potência dissipada no RTD deve ser inferior a 10 mw. V pol V pol V o 2= Rt 2 = R0 (1+ α T ) (Rt 2+ R p ) (Rt 2 + R p ) 7
8 Termopar Descoberto po Thomas Seebeck, 1821 efeito Seebeck 2 metais diferentes em contato exibem tensão variável com a temperatura na junção (difusão de elétrons) Coeficiente Seebeck dependente do material 8
9 Termopar - Tensão de saída Tipos, composições e sensibilidades E: chromel-constantan S 68 µv/ C J: iron-constantan S 50 µv/ C K: chromel-alumel S 41 µv/ C N: Nicrosil-Nisil S 39 µv/ C R: Pt87-Rh13 S 10 µv/ C S: Pt90-Rh10 S 10 µv/ C B: Pt70-Rh30 S 5-10 µv/ C Fonte: Helfrick 9
10 Compensação da junção fria (referência) junção entre os fios do termopar e os fios de cobre que conectam o termopar ao circuito de medida também possui efeito termoelétrico a) compensação com banho em temperatura de referência: -Banho de água+gelo: 0 C b) compensação com sensor de temperatura secundário: -medida da temperarura do conector da junção termopar-cobre; -sensor de temperatura: RTD, junção semicondutora -soma da tensão do sensor secundário com saída do termopar Fonte: Helfrick 10
11 Circuito de amplificação e compensação Ganho de 250 (10 mv/40 uv) Filtro passa-baixas (redução de ruído) Compensação da junção fria com sensor LT1025A (junção semicondutora) que fornece 10 mv/ C 11
12 Termistor Resistores baseados em materiais semicondutores que apresentam grande variação de resistência com a temperatura Podem possuir coeficiente de temperatura positivo (PTC) ou negativo (NTC) +to -to PTC: resistência aumenta com T NTC: resistência diminui com T Materiais: óxidos metálicos: manganês, níquel, cobalto, cobre, ferro, urânio. Faixa dinâmica usual: -50 a 200 oc Resistência a 25 C: 100 a 10 M 12
13 Modelo exponencial ( B /T B /T o ) Rt = Ro e Onde: Ro = resistencia na temperatura de referência B = coeficiente exponencial do material (K) T = temperatura (K) To = temperatura de referência em Kelvin (ex: 0 oc 273 K, 25 oc 298 K) Valores típicos de B: 3000 a
14 NTC Curva típica 14
15 Sensibilidade = drt / dt α=-b.rt / T2 ou ou d dt = drt / dt. 1/Rt d dt = - B / T2 O valor de depende da temperatura (não linear) Sensibilidade Termistor >> RTD > Termopar Circuitos de Medição 15
16 Linearização de Sensores Resistivos com Resposta Exponencial Sensores resistivos do tipo NTC, umidade, possuem variação exponencial da resistência com a grandeza Circuitos de linearização são utilizados de modo a aproximar a variação da resistência de uma função linear. O circuito mais simples consiste em um resistor de valor adequado em paralelo com o sensor 16
17 Determinação do resistor de linearização Método do ponto de inflexão: toma-se a resistência do sensor no centro da faixa de utilização (R TC) Define-se neste ponto a inflexão da curva de resistência equivalente Rp. Igualando-se a zero a 2a derivada de RP obtém-se: Rlin =RTc B 2Tc B+ 2Tc onde: RTc: resistência do sensor no centro da faixa Tc: centro da faixa de utilização B: coeficiente exponencial do sensor 17
18 Linearização com resistor paralelo Rlin Rt Rp = Rlin Rt / (Rlin+Rt) resistencia (ohms) -to resistencia (ohms) drt B.R t = 2 dt T termistor reta tangente reta extremos 1000 Rt = R0 exp[ B 1/T 1 /T 0 ] 2 dr p Rlin dr t = dt ( Rlin + Rt )2 dt Linearidade termistor temperatura (oc) Erro Linearidade termistor erro tan erro ext temperatura (oc)
19 Redução de sensibilidade Linearidade termistor Para o sensor: Para associação paralelo: 2 dr p Rlin dr t = dt ( Rlin + Rt )2 dt dr/dt= constante Rlin2<(Rlin+Rt) resistencia (ohms) drt B.Rt = 2 dt T termistor com resistor paralelo temperatura (oc)
20 Equivalência Norton - Thévénin A conversão ΔR em ΔV pode ser feita em modo Norton (fonte de corrente e resistores em paralelo) ou no modo Thévénin (circuito divisor de tensão com o NTC e o resistor de linearização em séries): Dada a equivalência entre os dois circuitos, o resistor de linearização é calculado da mesma forma vista na seção anterior. Na prática a fonte de tensão é mais simples barata de ser implementada se comparada a uma fonte de corrente. Caso se queira uma tensão de saída diretamente proporcional à temperatura, a posição do NTC e Rlin devem ser trocadas. 20
21 Junções Semicondutoras A característica de tensão (VD) X corrente (ID) de uma junção semicondutora varia com a temperatura [( I D= I S e T I S (T )=I S (T 0 ) T0 ( ) [ VD nv T Eg ( qtt 0 ) 3 nk T T ( 0) ne ) 1 ] ] kt VT= q T: temperatura em K 21
22 Junções Semicondutoras Para uma junção polarizada com uma corrente constante Id>> IS: Id V d =nv T ln IS dv d 2 mv / C dt ( ) Obs: VT e IS variam com a temperatura, sendo que a variação de IS é não linear 22
23 Junções Semicondutoras Circuitos práticos com diodos: junção polarizada com corrente constante 23
24 Junções Semicondutoras Circuitos práticos com diodos: PTAT (Proportional to Absolute Temperature) 24
25 Junções Semicondutoras Para Id1>Id2 e IS1=IS2=IS: I d1 V d1 V d2=nv T (ln I d1 ln I S ln I d2+ ln I S )=nv T ln I d2 () (V d1 V d2) nk I d1 d = ln dt q I d2 () 25
26 Junções Semicondutoras Circuitos Integrados baseados em PTAT: 26
27 Junções Semicondutoras Circuitos Integrados baseados em PTAT: LM35 27
28 Junções Semicondutoras Exemplo de aplicação: compensação de junção fria de termopar 28
29 Tabela comparativa dos sensores de temperatura Termopar RTD Termistor Faixa de temperatura 184 C a C 200 C a +850 C 50 C a +200 C Sensibilidade baixa média alta média média-alta alta baixa alta alta média média média médio médio baixo baixo Linearidade Exatidão custo Obs Semicondutor 55 C a +150 C Necessita compensação de junção fria 29
30 Exercício 1 Sabendo-se que a resistência de um NTC é 5k a 25oC e 1k a 75oC determine a) o valor de B e a resistência Rt a 40oC. b) o valor do resistor de linearização para uma faixa de temperatura de 0 a 80º C. c) a sensibilidade da tensão de saída (dvo/dt) do conjunto no centro da faixa de temperatura (40ºC) quando alimentado por uma fonte de tensão de 5 V (conectado como divisor de tensão). 30
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