RAIMUNDO NONATO MEDEIROS DE ARAÚJO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "RAIMUNDO NONATO MEDEIROS DE ARAÚJO"

Transcrição

1 CENTRO TECNOLÓGICO DA ZONA LESTE FACULDADE DE TECNOLOGIA DA ZONA LESTE RAIMUNDO NONATO MEDEIROS DE ARAÚJO UMA PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO DE UM TRANSELEVADOR NA OTIMIZAÇÃO DOS PROCESSOS DE DESEMBARAÇO DE CARGAS IMPORTADAS NO TERMINAL DE CARGA AÉREA DA INFRAERO VIRACOPOS/CAMPINAS São Paulo 2005

2 CENTRO TECNOLÓGICO DA ZONA LESTE FACULDADE DE TECNOLOGIA DA ZONA LESTE RAIMUNDO NONATO MEDEIROS DE ARAÚJO UMA PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO DE UM TRANSELEVADOR NA OTIMIZAÇÃO DOS PROCESSOS DE DESEMBARAÇO DE CARGAS IMPORTADAS NO TERMINAL DE CARGA AÉREA DA INFRAERO VIRACOPOS/CAMPINAS Monografia apresentada no curso de Tecnologia em Logística com ênfase em transporte na FATEC ZL como requerido parcial para obter o Título de Tecnólogo em Logística com ênfase em Transporte Orientador: Prof. Célio Daroncho São Paulo 2005

3 S121d Araujo, Raimundo Nonato Medeiros Uma proposta de implantação de um transelevador na otimização dos processos de desembaraço de cargas importadas no terminal de carga aérea da INFRAERO Viracopos/Campinas / Raimundo Nonato Medeiros de Araujo. São Paulo, SP: [s.n], f. Orientador: Célio Daroncho. Faculdade de Tecnologia da Zona Leste. Bibliografia: f. 1. Transelevador. 2. Desembaraço. 3. Armazenagem. I. Daroncho, Célio. II. Faculdade de Tecnologia da Zona Leste.

4 CENTRO TECNOLÓGICO DA ZONA LESTE FACULDADE DE TECNOLOGIA DA ZONA LESTE RAIMUNDO NONATO MEDEIROS DE ARAÚJO UMA PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO DE UM TRANSELEVADOR NA OTIMIZAÇÃO DOS PROCESSOS DE DESEMBARAÇO DE CARGAS IMPORTADAS NO TERMINAL DE CARGA AÉREA DA INFRAERO VIRACOPOS/CAMPINAS Monografia apresentada no curso de Tecnologia em Logística com ênfase em transporte na FATEC ZL como requerido parcial para obter o Título de Tecnólogo em Logística com ênfase em Transporte. COMISSÃO EXAMINADORA Prof. Célio Daroncho Faculdade de Tecnologia da Zona Leste Prof. Cláudio Antônio Gomes Faculdade de Tecnologia da Zona Leste Prof. Érico Francisco Innocente Faculdade de Tecnologia da Zona Leste São Paulo, 21 de novembro de 2005.

5 A Deus, aos meus pais e aos meus amigos... Companheiros de todas as horas...

6 AGRADECIMENTOS À Empresa de Infra-estrutura Aeroportuária INFRAERO, empresa onde trabalho há três anos, pela oportunidade concedida para a realização deste curso, concluído com este trabalho. À Faculdade de Tecnologia da Zona Leste FATEC-ZL, a qual me proporcionou o conhecimento para a realização deste trabalho. Ao Prof. Célio Daroncho, Orientador, braço amigo de todas as etapas deste trabalho. A minha família, pela confiança e motivação. Aos amigos e colegas, pela força e pela vibração em relação a esta jornada. Aos professores e colegas de Curso, pois juntos trilhamos uma etapa importante de nossas vidas. Aos colegas de trabalho, que me auxiliaram fornecendo informações que se fizeram necessárias à elaboração deste trabalho. A todos que, com boa intenção, colaboraram para a realização e finalização deste trabalho. Aos que não impediram a finalização deste estudo.

7 Não basta ter força de vontade. Sua vontade tem que ter força. Autor desconhecido

8 RESUMO Este trabalho procura analisar as vantagens e desvantagens da implantação de um transelevador no Terminal de Carga Aérea da INFRAERO. Para isso, realizou-se uma pesquisa detalhada de todos os processos realizados no desembaraço da carga importada. O foco principal foi dado ao setor de armazenagem, por ser esse, o objeto de automação. O tempo de puxe da carga foi o parâmetro utilizado nas duas situações apresentadas no estudo de caso, para se analisar o processo de armazenagem antes e depois da implantação do transelevador. Na avaliação final verifica-se o potencial da automação nos processos logísticos tanto na redução dos custos quanto na satisfação de clientes. Palavras-chaves: Transelevador, desembaraço, armazenagem.

9 ABSTRACT This paper aims to analyze the advantages and disadvantages of an implantation of a transelevator at INFRAERO s Air Freight Terminal. So, a detailed research of all processes made during the clearance of cargoes was made. The main focus was on the storage department which is the object of automation. The pull cargo time was used as a reference in both situations presented on the case, as a way of analyzing the storage process before and after the implantation of the transelevator. On a final evaluation, the automation potential of logistics processes in reducing costs and providing satisfaction to customers is recognized. Key-words: Transelevator, clearance, storage.

10 LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Impactos Econômicos do Transporte Aéreo...25 Figura 2 - Receita Logística...27 Figura 3 - Etiqueta com Código de Barras Emitida pelo TECAPLUS...43 Figura 4 - TECAPLUS Módulo Importação...44 Figura 5 - Módulo Importação / Visualizar Carga...44 Figura 6 - Container Aéreo...45 Figura 7 - Pallet Aeronáutico...45 Figura 8 - Tecaplus Módulo Relatório Importação...46 Figura 9 - Módulo Relatório Importação / Cargas Puxadas no Dia...46 Figura 10 - Evolução de Cargas Movimentadas nos Armazéns de Importação da INFRAERO...48 Figura 11 - Movimento de Carga Aérea no Brasil / Importação...48 Figura 12 - Transelevador do Terminal de Carga Aérea da INFRAERO Viracopos/Campinas...50 Figura 13 - Esteiras Transportadoras...51 Figura 14 - SISCOMEX...53 Figura 15 - SISCOMEX / MANTRA / Importação...53 Figura 16 - Transferência de Dados do TECAPLUS para o MANTRA...54 Figura 17 - Descarregamento da Aeronave...54 Figura 18 - Movimentação do Pallet Aeronáutico para o Terminal de Carga Aérea.55 Figura 19 - Linhas Roletadas de Espera...56

11 Figura 20 - Despaletização de Cargas...57 Figura 21 - Cargas Embaladas com Filme Strech...57 Figura 22 - Pesagem de Cargas...57 Figura 23 - Carga Identificada para Armazenagem...58 Figura 24 - Entrada de Cargas no Transelevador com o Uso de Paleteira...59 Figura 25 - Entrada de Cargas no Transelevador Após o Uso de Paleteira...59 Figura 26 - Entrada de Cargas no Transelevador com o Uso de Empilhadeira...60 Figura 27 - Transportadores Automáticos...60 Figura 28 - Scanner...61 Figura 29 - Pesagem e Conferência das Dimensões da Carga...61 Figura 30 - Display Eletrônico...62 Figura 31 - Envio da carga para correção...62 Figura 32 - Sistema de endereçamento do transelevador automático...63 Figura 33 - Sistema de endereçamento do transelevador automático...63 Figura 34 - Movimentação da carga para armazenagem pelo transelevador...64 Figura 35 - Berço de Entrada das Cargas no Transelevador...64 Figura 36 - Retirada da Carga do Berço do Transelevador...65 Figura 37 - Retirada da Carga do Berço do Transelevador...65 Figura 38 - Armazenamento da Carga na Estrutura Porta-Pallets...65 Figura 39 - Armazenamento da Carga na Estrutura Porta-pallets...66 Figura 40 - Retirada da Carga da Estrutura Porta-pallets...68 Figura 41 - Retirada da Carga da Estrutura Porta-pallets...69 Figura 42 - Movimentação da Carga para a Saída do Transelevador...69

12 Figura 43 - Movimentação da Carga para a Saída do Transelevador...69 Figura 44 - Transportadores Horizontais de Saída de Carga...70 Figura 45 - Transportadores Horizontais de Saída de Carga...70 Figura 46 - Elevadores de Carga...71 Figura 47 - Elevadores de Carga...71 Figura 48 - Envio da Carga para o Setor de Liberação...71 Figura 49 - Estação de Entrega de Carga da INFRAERO...72 Figura 50 - Estação de Entrega de Carga da INFRAERO...72 Figura 51 - Doca de Entrega de Carga...73 Figura 52 - Carregamento da Carga no Veículo do Transportador/importador...73 Figura 53 - Armazém sem o Transelevador...78 Figura 54 - Armazém sem o Transelevador...78 Figura 55 - Tarifa de Armazenagem após e antes do período de 24 horas de armazenagem para cargas com tratamento TC4...83

13 LISTA DE ABREVIATURAS ALC AWB BNDES CIP CLM DAI DARF DI FIFO GATT HAWB ICMS IN - Área de Livre Comércio - Airway Bill - O Banco do Desenvolvimento de Todos os Brasileiros - Cost, Insurance and Freight Paid - Council of Logistics Management - Documento de Arrecadação de Importação - Documento de Arrecadação da Receita Federal - Declaração de Importação - First In / First Out - Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio - House Airway Bill - Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias - Instrução Normativa INFRAERO - Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária IPI MANTRA NCM PIB - Imposto sobre Produtos Industrializados - Sistema Integrado de Gerência do Manifesto, do Trânsito e do Armazenamento. - Nomenclatura Comum do Mercosul - Produto Interno Bruto RECOF - Regime Aduaneiro de Entreposto Industrial sob Controle Informatizado

14 RIPI SGA - Regulamento do Imposto sobre Produtos Importados - Administration Guide System SISCOMEX - Sistema Integrado de Comércio Exterior SITCA SLIP SNEA SRFB TC4 TEC TECA - Sistema de Terminal de Carga - Etiqueta de Movimentação de Carga - Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias - Secretaria da Receita Federal do Brasil - Trânsito Aduaneiro Imediato - Tarifa Externa Comum - Terminal de Carga Aérea TECAPLUS - Sistema Informatizado de Controle de Carga TIPI ULD ZFM - Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados - Unit Load Device - Zona Franca de Manaus

15 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO Objetivo Método Justificativa LOGÍSTICA Evolução e Conceito de Logística Custos Logísticos Logística no Setor Aéreo Aeroporto Carga aérea IMPORTAÇÃO Conceito de Importação Importações definitivas Importações não-definitivas Nacionalização Sistema Fiscal Secretaria da Receita Federal do Brasil (SRFB) Imposto de Importação Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS) ESTUDO DE CASO...37

16 4.1. Histórico da Empresa Sistema TECAPLUS Automação Transelevador Terminal de Importação Recebimento Ponto zero Armazenagem Liberação Análise de Custos O processo de armazenagem sem o transelevador O processo de armazenagem com o transelevador Método para a análise Características da Carga Caso 1: O puxe da carga no Armazém sem o Transelevador Caso 2: O puxe da carga no Armazém com o Transelevador Resultados...81 CONSIDERAÇÕES FINAIS...84 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...86

17 17 1. INTRODUÇÃO Atualmente, com o acelerado crescimento observado no comércio internacional, nota-se um considerável aumento da movimentação de cargas através do modal aéreo. A escolha de importadores por esse tipo de modal pode estar relacionada à agilidade e segurança oferecidas pelo mesmo. Segundo Rodrigues (2004, p.97), cargas perecíveis como ativos para a fabricação de remédios, vacinas, entre outras e que necessitam de um transporte rápido, são comumente importadas utilizando-se o modal aéreo. Outro tipo de carga que normalmente é transportada por este modal são aquelas consideradas de alto valor agregado tais como: equipamentos eletrônicos, celulares, processadores para computador, etc. Como administradora dos aeroportos brasileiros a INFRAERO Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária, oferece suporte a uma pequena parte de todo processo logístico que muitas empresas, que necessitam do transporte aéreo, dependem para exercer suas atividades. A INFRAERO é uma empresa pública de grande credibilidade no mercado. Vinculada ao Ministério da Defesa, administra 66 aeroportos brasileiros, 81 unidades de apoio à navegação aérea e 32 terminais de logística de carga. A cada ano, cerca de 330 milhões de pessoas passam por estes aeroportos. Em 2004, os aeroportos registraram cerca de dois milhões de pousos e decolagens. (INFRAERO, 2005) A INFRAERO armazena e paletiza 1,3 milhão de toneladas de cargas aéreas por ano. Os negócios na área de logística de carga são responsáveis por 26% do total de receitas da INFRAERO, fazendo deste o mais rentável e promissor dos serviços prestados pela empresa. (INFRAERO, 2005) Os terminais de carga, instalados em 32 aeroportos, possuem espaço total de 260 mil m². Com equipamentos de última geração, possuem infraestrutura moderna e completa para receber as mais diversas mercadorias. Os terminais contam com câmaras frigoríficas, áreas especiais para material

18 18 radioativo e produtos químicos, instalações para carga viva, cargas restritas e câmaras mortuárias além de transelevadores automáticos para a movimentação e armazenagem das cargas. (INFRAERO, 2005) O maior terminal em concentração de volume de carga do Brasil é o do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. Com área de 77 mil m² destinados somente à armazenagem de cargas, o aeroporto tem vocação para se transformar em um dos maiores centros de distribuição de carga do mundo. (INFRAERO, 2005) Os processos realizados no desembaraço de cargas importadas dentro do Terminal de Carga Aérea (TECA) requerem agilidade e exatidão das informações prestadas, uma vez que estão subordinados às exigências legais tais como o pagamento de taxas, apresentação de documentação pertinente, autorização da Secretaria da Receita Federal, entre outras. Segundo a Portaria nº 219/GC-5 (2001, art. 14), para o cliente/importador o tempo de permanência da carga dentro do TECA é o fator crítico, pois todos os custos de armazenagem e movimentação de carga estão baseados nele. Já para a INFRAERO, segundo observado na IN SRFB nº 79 (2001, art.46), o fator crítico neste processo é a rastreabilidade e a segurança da carga. A quantidade de volumes dentro do armazém é muito alta e faz-se necessário a utilização de mecanismos que possam localiza-las com rapidez e exatidão em qualquer etapa do processo. Um volume não localizado gera custos tanto para o cliente/importador quanto para a INFRAERO Objetivo O objetivo deste trabalho é o de analisar os processos no desembaraço de cargas importadas dentro do TECA Importação da INFRAERO, afim de propor a otimização dos mesmos através da implantação de um transelevador, bem como

19 19 analisar os custos desta implantação e quais os benefícios que este pode trazer para a empresa e clientes, na movimentação e armazenagem de cargas Método Para a realização deste trabalho adotar-se-á o método de pesquisa operacional no qual procura-se identificar todos os processos utilizados para o desembaraço de cargas importadas no TECA da INFRAERO Viracopos/Campinas e ainda referências bibliográficas em livros, artigos científicos, entre outros suportes Justificativa Redução dos custos, melhoria do nível de serviço e rapidez na realização dos processos de desembaraço de cargas no TECA Importação da INFRAERO, são aspectos relevantes para a realização desta pesquisa, pois aumentam a competitividade da empresa e a colocam como uma das melhores em seu ramo de atividade no mercado nacional e internacional.

20 20 2. LOGÍSTICA A Logística foi aplicada como atividade de apoio às operações militares, durante a Segunda Guerra Mundial ( ), auxiliando nas decisões estratégicas e de tática. [...] a necessidade de abastecimento das tropas em diversos lugares do mundo, durante a Segunda Guerra Mundial, promoveu o desenvolvimento da visão da Logística Militar, surgindo como um pontapé inicial para a utilização dos Conceitos de Logística nas empresas. (ROCHA, 2001, p.29) Desde então, a Logística vem se tornando ao longo do tempo, cada vez mais, uma peça fundamental na administração empresarial, pois promove o crescimento e aumenta a competitividade da empresa. Os ganhos potenciais resultantes de se rever a administração das atividades logísticas está transformando a disciplina numa área de importância vital para uma grande variedade de empresas. (BALLOU, 2001, p.18) 2.1. Evolução e Conceito de Logística Segundo Ballou (2001, p.29), nos anos 50, após a 2º Grande Guerra Mundial, o governo americano estimulou a reestruturação dos procedimentos industriais por todo o planeta, antes totalmente direcionados aos esforços de guerra.

21 21 Assim, alavancou-se a massificação da produção, reconstruindo as nações esfaceladas na Europa Continental e Japão, gerando ocupação para os imensos contingentes de mão-de-obra disponível. Conforme observa Ballou (apud CONVERSE, 1954, p.22), nos anos 60, enquanto as indústrias do mundo capitalista renasciam das cinzas e se consolidavam, os empreendedores voltaram suas atenções para o marketing e para a distribuição, como determinantes do poder efetivo de barganha frente ao mercado e as fontes de suprimentos. Contudo, a importância da distribuição física só foi percebida, um pouco mais tarde. Segundo Ballou (2001, p.30), foi durante os anos 70, que os custos de distribuição aumentaram enormemente. A pressão cada vez maior dos mercados consumidores por variedade de produtos, melhoria nos níveis dos serviços e elevada produtividade, impunha um melhor gerenciamento da produção, com ênfase na racionalização dos custos, de forma a obter preços capazes de gerar vendas crescentes e melhorar a lucratividade. Migrações populacionais e o aumento da variedade de mercadorias ofertadas nesta época, impactaram substancialmente nos custos logísticos. Segundo Ballou (apud MAGEE, 1960, p.91) Variedade geralmente significa maiores custos de manutenção de estoque. Se um produto é substituído por três para atender a mesma demanda, o nível de estoque para todos os produtos pode aumentar de até 60%.

22 22 Assim, o conjunto de atividades direcionadas ao processo industrial, denominadas como Logística, assumia crescente importância no desenvolvimento de parcerias, agregando tecnologia e tornando-se estratégica. A qualidade dos relacionamentos entre diferentes funções e partes [...] determina o desempenho geral da função de Logística. [...] quando a diferenciação do produto por meio de preço, tecnologia ou inovação é difícil [...] a gestão de Logística e operações pode ser meio de diferenciação para uma empresa [...] (DORNIER, 2000, p.42-43) Segundo Dornier (2000, p.44), nos anos 80, a revolução tecnológica e o barateamento dos sistemas informatizados, viabilizaram a disponibilização de informações precisas e em tempo hábil, estimulando o acelerado uso do computador como ferramenta básica para uma rápida e realista avaliação das situações que se apresentavam, minimizando o tempo de resposta e aumentando as possibilidades do sucesso empresarial. Conforme Ballou (2001, p.35), a adoção de sofisticadas abordagens de gerenciamento logístico passou a representar o ponto-chave na sustentação das estratégias mercadológicas inovadoras que invadiam o mercado. O processo decisório tornava-se mais ágil, os ciclos operacionais mais curtos e as adaptações ao sistema menos traumáticas. O monitoramento permanente do processo logístico e a análise sistemática dos indicadores de custos e serviços a clientes possibilitavam maior flexibilidade às operações, capitalizando todos os esforços em oportunidades mais lucrativas. Para Dornier (2000, p.27), nos anos 90, em decorrência do processo de globalização da economia mundial e o conseqüente acirramento do ambiente competitivo, combinado com os rápidos avanços nas telecomunicações, a indústria e o comércio passam a considerar todo o mercado mundial como fornecedores e clientes, os

23 23 atacadistas diminuem os seus estoques, giram mais mercadorias. Os ciclos de vida dos produtos são cada vez mais reduzidos. O conceito de Logística, consolidado na década de 90 pelo Council of Logistics Management (CLM), passa a ser: O processo de planejamento, implementação e controle eficiente e eficaz do fluxo e armazenagem de mercadorias, serviços e informações relacionadas desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o objetivo de atender as necessidades do cliente. (BOWERSOX, CLOSS, 2001, p.20) Segundo Ballou (2001, p.73), por estar intrinsecamente relacionada com qualidade, constantou-se que, na definição das estratégias logísticas bem-sucedidas, era imprescindível planejar o atendimento contínuo das necessidades dos clientes, tanto na produção de bens quanto na prestação de serviços, eliminando burocracia, demoras, insegurança, falhas, erros, defeitos, retrabalho e todas as demais tarefas desnecessárias Custos Logísticos Segundo Ballou (2001, p.78), um dos principais desafios da Logística é conseguir gerenciar a relação entre custo e nível de serviço. O maior obstáculo é que cada vez mais os clientes estão exigindo melhores níveis de serviço, mas ao mesmo tempo, não estão dispostos a pagar mais por isso. O preço está passando a ser um qualificador, e o nível de serviço um diferenciador perante o mercado.

24 24 Assim, a Logística ganha a responsabilidade de agregar valor ao produto através do serviço por ela oferecido. A importância crescente dos serviços como base para diferenciação do produto se deve à convergência tecnológica por parte das empresas. A tecnologia deixa de ser um fator competitivo porque todas as empresas têm acesso a mesma tecnologia. (ROCHA, 2001, p.58) Segundo Rodrigues (2004, p.135), os principais custos envolvidos na Logística, abrangem: os custos de aquisição de bens e respectivos impostos; custos de embalagem; custos de armazenagem; custos de transporte; custos administrativos e custos de não-qualidade. Este último envolvendo avarias, refugos ou retrabalhos, reclamações de clientes ou devoluções. Conforme observa ROCHA (2001, p.58), a adoção de sistemas logísticos eficientes se torna um elemento chave para as empresas, pois podem contribuir tanto para a redução dos custos logísticos, que compõem uma parte significativa dos demais custos de um produto, quanto na identificação de problemas que possam afetar a rentabilidade da empresa e/ou o nível de serviço prestado aos seus clientes Logística no Setor Aéreo O setor aéreo é considerado estratégico já que atua na promoção da integração regional do país, movimenta grande quantidade de recursos e gera impactos econômicos importantes como a expansão da indústria do turismo, a atração de

25 25 negócios e empreendimentos diversos e a arrecadação de impostos, contribuindo assim, para a elevação do nível de emprego no país. A Figura 1 ilustra claramente alguns desses impactos advindos do uso do transporte aéreo no Brasil. Figura 1 - Impactos Econômicos do Transporte Aéreo Fonte: SNEA (2001) Esses são apenas alguns dos impactos da aviação na economia, que no Brasil, representam cerca de US$ 18 bilhões por ano, aproximadamente 3% do PIB, sendo o impacto direto superior a US$ 6,3 bilhões Aeroporto Segundo Rodrigues (2004, p.98), um aeroporto exerce a função de atendimento à demanda por transporte aéreo, mas, em alguns casos, notadamente em países de grandes dimensões como o Brasil, também pode exercer a função de apoio a

26 26 operações aéreas em localidades onde o transporte aéreo assume características de serviço essencial, apresentando-se como a alternativa de modal mais eficiente e adequada ou única Carga Aérea Conforme Rodrigues (2004, p.97), o mercado de carga aérea, diferentemente do mercado de passageiros, caracteriza-se por se tratar de transporte de uma só direção, pela concentração em grandes usuários, pela decisão de compra em bases racional e técnica e pelas perspectivas de crescimento do segmento de telecomunicações. Além disso, verifica-se, no caso brasileiro, um desbalanceamento entre importações e exportações, justificada pela adequabilidade do modal aéreo a cargas de alto valor agregado e pela importância da regularidade e rapidez do fluxo dos insumos na produção das empresas transnacionais. Segundo BNDES (2001), os clientes cada vez mais desejam solução logística completa e a visão da carga aérea para as companhias operadoras passa de uma atividade marginal para uma atividade estratégica de crescimento. O cuidado das empresas aéreas vem sendo não ter seu frete tratado como uma commodity dentro de um processo definido por operadores logísticos e agências mundiais de carga com alto poder de barganha. Assim, as empresas buscam desempenhar um papel na logística porta-a-porta, saindo da função transporte aeroporto-aeroporto, utilizando-se de conexões flexíveis

27 27 em aeroportos que funcionam como centros de distribuição, participando de um mercado estimado quatro vezes maior, conforme mostra a Figura 2. RECEITA LOGÍSTICA Carga Aérea (Frete) 20% Distribuição Logística* 80% Figura 2 Receita Logística Fonte: BNDES (2001) * Preparação, manuseio, embalagem, processamento, liberação, coleta e entrega terrestre. Segundo BNDES (2001), todo tipo de carga pode ser transportado pelo modal aéreo: perecíveis físicos - frutas, flores e carnes; perecíveis econômicos jornais e revistas; cargas perigosas restritas à autorização explosivos, gases, inflamáveis, aerossóis, barômetros, baterias; animais vivos; etc. O modal aéreo é extremamente adequado a cargas de alto valor agregado (equipamentos eletrônicos, maquinas, etc.), baixo peso (volume) e mercadorias com data de entrega rígida e prioridade de urgência (documentos, produtos perecíveis, amostras, etc.). Baixo nível de perdas, rapidez, e menor seguro podem compensar, em certos casos, custos relativos maiores.

28 28 3. IMPORTAÇÃO Para Bilezzi, Barbosa (2001, p.18), a Importação se constitui num dos fluxos de maior relevância no Comércio Internacional devido a sua constante atualidade. O desenvolvimento econômico favorável, o avanço da tecnologia, a adoção de políticas governamentais em consonância com regras, normas e demais disposições acordadas pela comunidade universal, em virtude de Acordos, Convênios e Tratados, dando origem à criação de organismos internacionais específicos para estudo e, principalmente, para a uniformização das questões relativas ao comércio internacional contribuíram consideravelmente para o incremento comercial ocorrido após a Segunda Guerra Mundial Conceito de Importação Segundo Bilezzi, Barbosa (2001, p.42), a importação consiste no ato de trazer, portar ou introduzir em um país mercadorias ou produtos estrangeiros adquiridos em outro país, ocorrendo saída de divisas. Toda mercadoria que ingresse no país, importada à título definitivo ou não, sujeitase a despacho aduaneiro de importação [...] (BRASIL. IN SRFB Nº 206, 2002, art. 1) Sujeitam-se, ainda, ao despacho aduaneiro de importação [...] as mercadorias de origem estrangeira que venham a ser transferidas para outro regime aduaneiro, bem assim aquelas introduzidas no restante do território nacional, procedentes da Zona Franca de Manaus (ZFM), Amazônia Ocidental ou Área de Livre Comércio (ALC). (BRASIL. IN SRFB Nº 206, 2002, art. 2)

29 29 A importação divide-se em duas situações: Importações definitivas e não-definitivas Importações Definitivas A importação definitiva ocorre quando a mercadoria estrangeira importada é nacionalizada, independentemente da existência de cobertura cambial, o que significa integrá-la à massa de riquezas do país com a transferência de propriedade do bem para qualquer pessoa aqui estabelecida. (BILEZZI, BARBOSA, 2001, p.42) Importações Não-Definitivas As importações não definitivas, por seu turno, são aquelas em que, contrariamente às importações definitivas, não ocorre nacionalização. São os casos, por exemplo, de mercadorias importadas sob o regime aduaneiro especial de Admissão Temporária que, após a sua permanência no país, são reexportadas. (BILEZZI, BARBOSA, 2001, p.42) Admissão Temporária é o regime que permite a permanência no país de bens precedentes do exterior, por prazo e finalidades determinadas, com suspensão do pagamento de impostos incidentes na Importação. (BRASIL. Portaria Nº 219, 2001, art. 2) Convém notar que essas importações poderão, à opção do importador, tornar-se definitivas, oportunidade na qual deverá ser providenciada toda a documentação pertinente e pagos os impostos devidos, se for o caso.

30 Nacionalização A nacionalização é a seqüência de atos que transfere a mercadoria estrangeira para a economia nacional. Nas importações definitivas o documento que comprova a transferência de propriedade do bem importado é, normalmente, o conhecimento de carga, enquanto que nas hipóteses de nacionalização de importações inicialmente ingressadas no país em caráter não-definitivo, outros documentos, tais como a fatura comercial, podem servir para comprovar a referida transferência. (BILEZZI, BARBOSA, 2001, p.43) A declaração de Importação será instruída com [...]: I. a via original do conhecimento de carga ou documento de efeito equivalente; II. III. IV. a via original da fatura comercial, assinada pelo exportador; o comprovante de pagamento dos tributos, se exigível; e outros documentos exigidos em decorrência de acordos internacionais ou por força de lei, regulamento ou de ato normativo. (BRASIL. Decreto Lei nº 4.543, 2002, art. 493) 3.2. Sistema Fiscal O Regime Tributário das Importações no Brasil não compreende somente o Imposto de Importação, tributo este seletivo que incide na entrada de mercadorias estrangeiras no território aduaneiro. Compreende, outrossim, a imposição de outros tributos que, apesar de não terem como fato gerador a entrada de mercadorias no País, assim entendido o registro da DI, acabam por onerar a operação de importação. (BILEZZI, BARBOSA, 2001, p.42) No que importa principalmente ao tributo aduaneiro, é de ressaltar o advento, no ano de 1966, do Decreto Lei nº 37, ainda em vigor, que dispõe sobre o Imposto de Importação e reorganiza os serviços aduaneiros. (BILEZZI, BARBOSA, 2001, p.42) O referido dispositivo legal encontrava-se regulamentado, em seus diversos aspectos, por aproximadamente 40 (quarenta) Decretos e um sem número de normas esparsas. Em meados do mês de março de 1985, foi editado o Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto nº , antiga reivindicação do setor importador ao governo, que consolidou toda a regulamentação anterior, adaptando os serviços aduaneiros a uma estrutura atualizada, constituindo-se em sistematização lógica de toda a matéria aduaneira. (BILEZZI, BARBOSA, 2001, p.42)

31 Secretaria da Receita Federal do Brasil (SRFB) A Secretaria da Receita Federal do Brasil é o órgão responsável pela execução e acompanhamento da política fiscal e aduaneira do Brasil. A SRFB tem como função promover a arrecadação de tributos e realizar o controle aduaneiro, cumprindo e fazendo cumprir a legislação aplicável de forma justa, contribuindo para o aprimoramento da política tributária e aduaneira, oferecendo à sociedade um serviço de excelência e estimulando o cumprimento voluntário das obrigações tributárias. (BRASIL. SRFB, 2005) Imposto de Importação O imposto incide sobre mercadorias estrangeiras, assim como sobre aquelas definidas no artigo 84 do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto nº /85, tendo como fato gerador a entrada de qualquer uma dessas mercadorias no território aduaneiro. O imposto de importação incide sobre mercadoria estrangeira [...] (BRASIL. Decreto Lei nº 4.543, 2002, art. 69) O fato gerador do imposto de importação é a entrada de mercadoria estrangeira no território aduaneiro [...] (BRASIL. Decreto Lei nº 4.543, 2002, art. 72) No caso de fraude, sonegação ou concluo, em que não seja possível a apuração do preço efetivamente praticado na importação, a base de cálculo dos tributos ou contribuições e demais direitos incidentes será determinada mediante arbitramento no preço da mercadoria, em conformidade com um dos seguintes critérios [...]: I. preço de exportação para o País, de mercadoria idêntica ou similar; ou II. preço no mercado internacional, apurado:

32 32 b) em cotação de bolsa de mercadoria ou em publicação especializada; c) mediante método substitutivo ao do valor de transação, observado ainda o princípio da razoabilidade; ou d) mediante laudo expedido por entidade ou técnico especializado. (BRASIL. Decreto Lei nº 4.543, 2002, art. 84) Apesar de serem mercadorias estrangeiras, o Regulamento Aduaneiro exclui da incidência as seguintes situações (BRASIL. Decreto Lei nº 4.543, 2002, art. 71): a) mercadoria corretamente declarada que chegar ao País por erro manifesto ou comprovado de expedição, e que for redestinada ao exterior; b) mercadoria em substituição a outra anteriormente importada que tenha se revelado, após o despacho aduaneiro, defeituosa ou imprestável para o fim a que se destinava; c) mercadoria que tenha sido objeto da pena de perdimento; e, d) mercadoria devolvida ao exterior antes do registro da Declaração de Importação. Para efeito de cálculo do imposto, considera-se ocorrido o fato gerador na data de registro da Declaração de Importação de mercadoria despachada para consumo, ou no dia do lançamento respectivo, nos casos definidos em lei. Presume-se ainda ocorrido o fato gerador do Imposto de Importação quando ocorrer falta de mercadoria constante de manifesto ou documento equivalente. (BRASIL. Decreto Lei nº 4.543, 2002, art. 73) O regulamento Aduaneiro determina que não constitui fato gerador do imposto (BRASIL. Decreto Lei nº 4.543, 2002, art. 74): a) retorno de exportação temporária;

33 33 b) pescado capturado fora das águas territoriais do País. A base de cálculo do imposto é (BRASIL. Decreto Lei nº 4.543, 2002, art. 75): quando a alíquota for específica, a quantidade de mercadoria expressa na unidade de medida indicada na Tarifa Externa Comum (TEC); quando a alíquota for ad valorem, o valor aduaneiro definido no artigo VII do GATT. Para a apuração do valor aduaneiro o importador deverá utilizar o método correspondente segundo as disposições do Acordo de Valoração Aduaneira, homologado no Brasil pelo Decreto nº 1.355, de 30/12/94, e legislação complementar respectiva. O referido Acordo não permite a utilização de valores arbitrários ou fictícios e nem a comparação de valores dos produtos fabricados internamente na Valoração Aduaneira. (BILEZZI, BARBOSA, 2001, p.111) A Taxa de Câmbio para a conversão de valores expressos em moedas estrangeiras, para efeito da tributação de mercadorias importadas, será a fixada no Sistema de Comércio Exterior (SISCOMEX) para o respectivo dia. Para tanto, os usuários deverão sempre atualizar o sistema no dia da ocorrência do fator gerador. (BILEZZI, BARBOSA, 2001, p.111) Para efeito de cálculo do imposto, os valores expressos em moeda estrangeira deverão ser convertidos em moeda nacional à taxa de câmbio vigente na data em que se considerar ocorrido o fato gerador [...] (BRASIL. Decreto Lei nº 4.543, 2002, art. 97) As alíquotas do Imposto de Importação se encontram especificadas na Tarifa Externa Comum (TEC), que se apóia na codificação da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). É importante observar que, em função do Mercosul, a exigência do imposto aduaneiro no ingresso de mercadorias importadas da Argentina, do Paraguai e do Uruguai somente ocorrerá em situações legalmente previstas. (BRASIL. Decreto Lei nº 4.543, 2002, art. 90)

34 34 Cabe ainda assinalar a existência de tributação especial, mediante a utilização de classificação genérica e alíquota especial, para alguns casos que envolvem Remessas Postais Internacionais (Regime de Tributação Simplificada) e bens contidos em bagagem, que ultrapassarem os limites de isenção fixados em lei (Tributação Especial). (BRASIL. Decreto Lei nº 4.543, 2002, art. 101) As isenções ou reduções do Imposto de Importação são concedidas através de lei ou de ato internacional, podendo ser vinculadas à qualidade do importador ou à destinação dos bens. Quando decorrentes de ato internacional, somente beneficiarão mercadoria originária do país beneficiário. A isenção ou a redução do imposto somente será reconhecida quando decorrente de lei ou de ato internacional. (BRASIL. Decreto Lei nº 4.543, 2002, art. 114) O tratamento aduaneiro decorrente de ato internacional aplica-se exclusivamente à mercadoria originária do país beneficiário [...] (BRASIL. Decreto Lei nº 4.543, 2002, art. 116) O pagamento do Imposto de Importação devido é efetuado mediante débito automático na conta corrente indicada na DI, junto a agência habilitada de banco integrante da rede arrecadatória de receitas federais, por meio do Documento de Arrecadação da Receita Federal (DARF Eletrônico), no momento do registro da correspondente Declaração de Importação (DI).

35 Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) O imposto incide sobre produtos industrializados, e tem como fato gerador, entre outras hipóteses, o desembaraço aduaneiro daqueles produtos de procedência estrangeira. (BRASIL. Decreto Lei nº 4.544, 2002, art. 34) O imposto incide sobre produtos industrializados, nacionais e estrangeiros, obedecidas as especificações constantes da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados TIPI (BRASIL. Decreto Lei nº 4.544, 2002, art.1) Salvo disposição especial do regulamento (RIPI), o imposto será calculado mediante a aplicação da alíquota do produto, constante da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TIPI), sobre o valor que servir ou que serviria de base para cálculo do tributo aduaneiro, por ocasião do despacho de importação, acrescido do montante desse tributo e dos encargos cambiais efetivamente pagos pelo importador ou dele exigíveis. (BRASIL. Decreto Lei nº 4.544, 2002, art. 131) O imposto será calculado mediante aplicação das alíquotas, constantes da TIPI, sobre o valor tributável dos produtos (BRASIL. Decreto Lei nº 4.544, 2002, art. 130) Aplicam-se ao pagamento do IPI os mesmos procedimentos estabelecidos para o débito em conta do Imposto de Importação apurados por ocasião do registro da DI.

36 Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS) A Constituição Federal do Brasil, promulgada em 05 de outubro de 1988, criou o Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação ICMS, cuja competência tributária cabe aos Estados e ao Distrito Federal, observados os princípios legais orientadores do tributo, atualmente consubstanciados em Lei Complementar. O referido tributo incide, nas operações de importação, sobre a entrada de mercadoria importada do exterior, ainda que se trate de bem destinado a consumo ou ao ativo do estabelecimento, e tem como fato gerador o desembaraço aduaneiro, pelo importador (pessoa física ou jurídica), da respectiva mercadoria ou bem. (BRASIL. Lei Complementar nº 87, 1996, art. 2) [...] inclui-se [...] como fato gerador do imposto, a entrada de mercadoria ou bem no estabelecimento do adquirente ou em outro por ele indicado. (BRASIL. Lei Complementar nº 87, 1996, art. 7) Nessas operações, a base de cálculo do imposto é o valor constante do documento de importação, acrescido do valor dos Impostos de Importação, sobre Produtos Industrializados e sobre Operações de Câmbio, bem como das demais despesas aduaneiras. (BRASIL. Lei Complementar nº 87, 1996, art. 13) O preço de importação expresso em moeda estrangeira será convertido em moeda nacional pela mesma taxa de câmbio utilizada no cálculo do Imposto de Importação, sem qualquer acréscimo ou devolução posterior se houver variação da taxa de câmbio até o pagamento do efetivo preço. O valor fixado pela autoridade aduaneira para base de cálculo do Imposto de Importação substituirá o preço declarado. (BRASIL. Lei Complementar nº 87, 1996, art. 14)

37 37 Tendo passado a tributo seletivo, as alíquotas do ICMS são fixadas de acordo com o grau de essencialidade das mercadorias. Atualmente, existem níveis básicos de alíquotas para a incidência do tributo: 12% (doze por cento), 25% (vinte e cinco por cento) (incidentes sobre um grupo restrito de mercadorias) e 17% (dezessete por cento) ou 18% (dezoito por cento), estas duas últimas incidentes sobre a maioria das mercadorias, conforme o Estado do importador. As isenções ou quaisquer outros incentivos ou benefícios fiscais serão concedidos ou revogados nos termos das deliberações dos Estados e do Distrito Federal, mediante Convênio. 4. ESTUDO DE CASO O estudo de caso escolhido para a realização deste trabalho foi baseado nos processos e atividades desenvolvidas dentro do Terminal de Carga Aérea da INFRAERO, localizado no Aeroporto Internacional de Viracopos/Campinas Histórico da Empresa A INFRAERO - Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária é uma Empresa Pública, que a partir de deixou de ser subordinada ao Comando da Aeronáutica, passando a vincular-se diretamente ao Ministério da Defesa. Com sede em Brasília, está estruturada em sete Centros de Negócios Aeroportuários

38 38 estabelecidos nos aeroportos internacionais de Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, Belém e Manaus, contando com um efetivo de cerca de empregados. (INFRAERO, 2005) A Empresa obtém seus recursos financeiros mediante a cobrança de tarifas aos usuários do transporte aéreo, as quais estão assim constituídas: tarifa de embarque de passageiro, de pouso e permanência de aeronaves nos aeroportos, de armazenagem e capatazia de carga aérea e de utilização dos auxílios à navegação aérea. Completam a arrecadação as receitas comerciais, oriundas do arrendamento de instalações ou equipamentos, aluguel de áreas e espaços, e as concessões de serviços aos empresários privados, que correspondem a 24% do total arrecadado. (INFRAERO, 2005) Em 2000, a INFRAERO adotou um novo enfoque para aeroporto, considerando-o como um sistema integrado, um portal de passagem, por onde circulam passageiros e cargas, deixando a ótica exclusiva de administração da infra-estrutura física. Nesse enfoque, a Empresa volta-se para o ambiente externo, relacionando-se com a cidade e a infra-estrutura urbana, integrando o sistema multimodal de transporte ao aeroporto. A INFRAERO passa a priorizar soluções logísticas e projetos integrados que tragam a maior eficiência operacional e benefícios substanciais para as comunidades envolvidas, atuando em parceria com os governos locais e o setor privado. (INFRAERO, 2005) A INFRAERO proporciona serviços que representam comodidade, segurança, agilização e eficiência aos seus clientes, durante sua passagem e permanência nas instalações dos Aeroportos sob sua responsabilidade. (INFRAERO, 2005)

39 39 No âmbito da proteção ao vôo, a Empresa presta serviço de orientação às aeronaves para pouso, decolagem e manobras no solo, além de informações aeronáuticas e de meteorologia. Como infra-estrutura oferece pistas, pátios de manobra, balizamentos, sinalização e iluminação dos pátios. Destaca-se, também, a Segurança Aeroportuária, com suas frotas de veículos para combate a incêndios em aeronaves e de resgate às vítimas de acidentes. Além disso, a Segurança Aeroportuária compreende a repressão aos atos ilícitos, através do Centro de Operações, que monitora eletronicamente todos os ambientes do Aeroporto, opera os aparelhos de Raio X para bagagem de mão e de porão, bem como os detectores de metais, exercendo estreita ligação com as Polícias Federal, Militar e Defesa Civil. (INFRAERO, 2005) Trinta e dois aeroportos são dotados de armazéns alfandegados, distribuídos pelas capitais e principais cidades do país, formando a Rede de Terminais de Carga Aérea (TECA). Possuem modernos sistemas informatizados e equipamentos de alta tecnologia para o manuseio, armazenagem e desembaraço da carga. Para melhor atender seus clientes, a Empresa disponibilizou as modalidades Linha Azul e Linha Rápida, em parceria com a Secretaria da Receita Federal, que permitem o desembaraço agilizado da carga, simplificando procedimentos e com a conseqüente redução de custos tarifários nas importações e exportações. (INFRAERO, 2005) As áreas comerciais disponibilizam marcas conhecidas local, nacional e internacionalmente, bem como lojas comerciais especializadas e diversos tipos de produtos e serviços, como praça de alimentação, hotéis, áreas de lazer e cultura, além dos serviços básicos como bancários, telefônicos, correios e farmácias. (INFRAERO, 2005)

40 40 A INFRAERO oferece, também, à comunidade aeroportuária em geral, infraestrutura de Telecomunicações em aeroportos utilizando a moderna tecnologia digital, permitindo a todos os concessionários aeroportuários acessar todo e qualquer serviço oferecido pelas Operadoras de Telecomunicações, atendendo, assim, a demanda dos usuários que buscam soluções com padrão internacional. (INFRAERO, 2005) A Empresa tem como prioridade a valorização, a capacitação e o desenvolvimento profissional de seus empregados para melhoria das atividades-fim. Mantém programas permanentes de capacitação, como Treinamento Operacional, Aperfeiçoamento Tecnológico, Capacitação em Língua Estrangeira, Informática, Pós-Graduação, Educação Básica, Ensino Superior e programas corporativos específicos para as áreas de Navegação Aérea e de Segurança. Desenvolve também programas de valorização do empregado como o Prata da Casa, que estimula a divulgação de habilidades e conhecimentos gerais e o Idéia em Ação, que premia idéias voltadas para a melhoria da gestão. Outra prioridade da Empresa refere-se à promoção da saúde e qualidade de vida dos empregados, com atividades voltadas para a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, prevenção de stress, reabilitação profissional e melhoria da saúde. (INFRAERO, 2005) A INFRAERO vem, ao longo dos últimos anos, adicionando às suas competências básicas uma atuação ética e socialmente responsável, promovendo desenvolvimento social sustentável de comunidades carentes no entorno dos aeroportos, cooperando com sua capacidade criadora, seus recursos e sua liderança para a melhoria das condições de vida dos brasileiros. (INFRAERO, 2005)

41 41 Entre os principais projetos sociais citam-se o convênio com a Prefeitura Municipal de João Pessoa, com abrigo e assistência para reintegração às famílias a 45 crianças/adolescentes; convênio com o governo do Estado do Maranhão para implementação de Escola de Ensino Fundamental, atendendo a cerca de 150 crianças por ano; convênio com Centro Social São João Bosco - RJ para reintegração à sociedade de menores que circulam na área do aeroporto; contrato com a LINCK Equipamentos Rodoviários e Industrial para implementação do Projeto Pescar escola profissionalizante para jovens carentes; convênio com a Prefeitura Municipal de Pelotas para escola voltada a crianças carentes; e projeto com o CESAM, na sede da empresa, em Brasília, para socialização e educação do jovem que presta serviços na empresa. (INFRAERO, 2005) Ciente de seu papel no desenvolvimento cultural e turístico do país, a INFRAERO realizou inúmeras exposições nos Espaços Culturais dos aeroportos da rede, as quais vêm despertando cada vez mais o interesse dos artistas e a credibilidade da mídia especializada. (INFRAERO, 2005) Para a INFRAERO construir e operar aeroportos deve compreender a redução dos efeitos de suas atividades sobre as condições ambientais do entorno dos aeroportos, cabendo a ela coordenar as ações de seus diversos parceiros no atendimento à legislação e no cuidado com o meio ambiente. (INFRAERO, 2005) 4.2. Sistema TECAPLUS A INFRAERO tem investido no aumento da eficiência dos seus terminais de cargas considerando duas linhas principais: o gerenciamento do processo de movimentação

42 42 e a adoção de meios automatizados para a movimentação e o acondicionamento das cargas. O planejamento desse investimento leva em consideração o volume de cargas internacionais atual e futuro desses aeroportos. (INFRAERO, 2005) Com a finalidade de otimizar o gerenciamento do processo de movimentação de cargas de importação e de exportação, em 1996 a INFRAERO deu início, através de um convênio com a Universidade de Brasília, ao desenvolvimento de um novo sistema, que recebeu o nome de TECAPLUS. (INFRAERO, 2005) Seu objetivo é de controlar a operação de recebimento, armazenamento e liberação de cargas dentro do TECA, tendo em vista o planejamento de ocupação das áreas de armazenamento, o controle da movimentação, posição e o status atual das cargas, assim como a cobrança do armazenamento das cargas. (INFRAERO, 2005) A primeira versão do software foi implantada no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, em março de Quatro meses mais tarde, começou a operar no Aeroporto Internacional de Manaus. A segunda versão foi implantada em novembro do mesmo ano, no Aeroporto Internacional de São Paulo - Guarulhos. Em 1998 foi concluída a implantação no Terminal de Cargas de Brasília e posteriormente, concluiu-se as implantações no Aeroporto de Viracopos Campinas, Galeão Rio de Janeiro e Confins Minas Gerais, seguindo um cronograma que permitirá a utilização do TECAPLUS em todos os terminais de cargas. (INFRAERO, 2005) O TECAPLUS destina-se a controlar todas as cargas internacionais que são recebidas de aeronaves ou de caminhões, nos terminais de cargas e de gerenciar a armazenagem e entrega, após liberada pela Receita Federal, aos clientes e às Companhias Aéreas. Para tanto, o TECAPLUS se vale da capacidade de

43 43 intercâmbio de informações, sobre a identificação e o gerenciamento das cargas, com o sistema SICOMEX/MANTRA da Receita Federal. (INFRAERO, 2005) O Software incorpora conceitos modernos de gerenciamento de material. Entre eles se destaca a capacidade de controlar todas as cargas movimentadas nos terminais através de etiquetas com códigos de barras conforme é demonstrado na Figura 3 onde os controles de movimentação e armazenamento ocorrem mediante leitura ótica, garantindo o acompanhamento e monitoramento das cargas em todas as fases do processo. (INFRAERO, 2005) Figura 3 Etiqueta com Código de Barras Emitida pelo TECAPLUS Os módulos do sistema são: Auditoria, Clientes, Cobrança Importação, Exportação, Gráficos, Importação, Perdimento e Relatórios. As Figuras 4 e 5 demonstram alguns desses módulos.

44 44 Figura 4 TECAPLUS Módulo Importação Figura 5 Módulo Importação / Visualizar Carga O sistema Tecaplus permite o controle do recebimento dos ULD s (Unit Load Device Container fechado ou pallet aeronáutico) e o acompanhamento da fila de espera para a despaletização por vôo e por Companhia Aérea, assim como o controle do processo de despaletização, a movimentação da carga para os armazéns e a sua armazenagem. A Figura 6 demonstra um container aéreo e a Figura 7 demonstra um pallet aéreo. (INFRAERO, 2005)

45 45 Figura 6 Container Aéreo Figura 7 Pallet Aeronáutico No processo de liberação o sistema Tecaplus gerencia a retirada da carga dos armazéns, o processo de vistoria pela Receita, o pagamento dos serviços prestados e entrega da carga aos clientes. O TECAPLUS prevê ainda o gerenciamento das cargas submetidas ao tratamento de trânsito imediato para armazéns alfandegados localizados na Zona Secundária. (INFRAERO, 2005) Além de controlar os processos que envolvem o manuseio e a armazenagem das cargas que são processadas pelos TECA, o TECAPLUS fornece mais de cem

46 46 relatórios gerenciais. Entre eles é fornecida a posição e movimento de cargas no dia e em qualquer intervalo de tempo considerado, por tipo de carga ou Companhia Aérea responsável pelo transporte. Os dados podem também ser verificados por peso, número de volumes, documentos e pelo tempo médio de permanência das cargas no Terminal de Cargas. As Figuras 8 e 9 demonstram um dos possíveis relatório que pode ser obtido com o TECAPLUS. Figura 8 Tecaplus Módulo Relatório Importação Figura 9 Módulo Relatório Importação / Cargas Puxadas no Dia

47 47 O TECAPLUS apresenta as seguintes características positivas (INFRAERO, 2005): 1. Permite o acompanhamento, em tempo real, de todas as cargas que se encontram no TECA; 2. Levantamento imediato dos dados de qualquer carga que tenha sido processada pelo TECA; 3. Utilização do código de barras tanto de empregados como de cargas, associando o empregado à carga por ele manuseada; 4. Conferência, através de scanner, do status de cada carga no sistema; 5. Controle da taxa de ocupação dos armazéns; 6. Interface de comunicação com os armazéns automatizados; 7. Informação sobre a identificação do ULD onde qualquer carga tenha sido embalada. 8. Peso de ULD após a paletização Automação A opção pela automação de processos de movimentação e armazenagem nos principais terminais de Carga, foi motivada pelo expressivo crescimento do volume de carga processado nos aeroportos administrados pela INFRAERO. Os terminais que têm apresentado os maiores índices de crescimento do volume de cargas são o

48 48 de Viracopos, com aproximadamente 18% e Cumbica com 19% a.a., como demonstra a Figura 10. Quantidade de Volumes (Milhões) 2,0 1,8 1,6 1,4 1,2 1, Cumbica Viracopos Figura 10 Evolução de Cargas Movimentadas nos Armazéns de Importação da INFRAERO Fonte: INFRAERO (2005) Juntos, esses dois aeroportos movimentaram em 2004, aproximadamente 66% do total de carga aérea importada movimentada no Brasil, conforme Figura 11. 8% 5% 3% 3% 2%1%1% 2% 9% 33% 33% Guarulhos Campinas Manaus Galeão Curitiba Porto Alegre Confins Vitória Salvador Brasília Outros Figura 11 Movimento de Carga Aérea no Brasil / Importação Fonte: SITCA (2004)

49 49 A racionalização da mão de obra também influenciou a opção pela automação de processos nos terminais. Nesse contexto, foi considerada a necessidade de uma operação durante 24 horas nas atividades de recebimento e de armazenagem de cargas. Esse tipo de operação ocasiona o acréscimo de dispêndio devido ao pagamento adicional por trabalho em período noturno e pelas equipes excedentes que devem existir para que se possa atender aos requisitos de folga entre períodos de trabalho requeridos pela legislação trabalhista brasileira. Os processos automatizados caracterizam-se pela velocidade, precisão e qualidade que proporcionam. Mas, deve-se atentar para o risco proporcionado pela eventual parada de um sistema desse nível, devido a problemas relacionados ao gerenciamento da manutenção preventiva e corretiva, requeridos por sistemas com tecnologia sofisticada e com alto índice de automação. Dessa forma a INFRAERO procurou por um lado beneficiar-se das possibilidades oferecidas pela automação dos processos de movimentação e armazenagem de cargas e por outro, optar por empresas que garantam um adequado suporte através de capacidade comprovada de proporcionar um adequado nível de manutenção no Brasil. Quanto à questão que normalmente surge quando se trata da utilização de armazéns automatizados em aeroportos que se destinam a ser corredores de passagem das cargas, a descrição sobre o processo de liberação de cargas é uma parte da resposta.

50 Transelevador Apesar da complexidade dos projetos de automação em armazéns, que envolvem a integração de várias tecnologias relacionadas aos sistemas de gerenciamento, como o TECAPLUS; aos mecanismos de captura e visualização de informações, como códigos de barra; terminais remotos, scanners, e aos equipamentos de manuseio, transporte e estocagem de materiais, a INFRAERO implantou em uma área do Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional de Viracopos, um transelevador totalmente automatizado. O armazém automatizado, com capacidade para posições de armazenagem, possui 12 metros de altura, contém 10 corredores equipados com os transelevadores, ocupa uma área de 6000 metros quadrados e é capaz de movimentar aproximadamente 120 pallets/hora. O movimento de armazenagem é completado por uma retirada de carga, de modo a formar um ciclo. A Figura 12 demonstra o transelevador instalado no Terminal de Carga Aérea da INFRAERO. Figura 12 Transelevador do Terminal de Carga Aérea da INFRAERO Viracopos/Campinas

51 51 O sistema está sendo fornecido por uma empresa brasileira e conta com 10 corredores e 10 transelevadores. A armazenagem e a retirada das cargas pode ser previamente programada, permitindo o aproveitamento completo das 24 horas de operação. O sistema requer o monitoramento de somente um empregado. As cargas são transportadas da área de recebimento para o armazém automatizado e de lá para o Setor de Liberação de Cargas através de esteiras transportadoras. (Figura 13) Figura 13 Esteiras Transportadoras Entre as principais vantagens desse tipo de sistema podem ser destacadas as seguintes: a) redução da utilização de mão de obra e de empilhadeiras na movimentação das cargas; b) minimização do risco de avarias da carga movimentada; c) maior confiabilidade no transporte de movimentação e armazenagem;

52 52 d) retorno no investimento; e) operação contínua do sistema durante 24 horas Terminal de Importação Tendo em vista que o processo é o mesmo independente do Terminal, será usado o Terminal de Carga Aérea de Viracopos/Campinas, como exemplo do fluxo de carga e do controle proporcionado tanto pelo TECAPLUS, quanto pelo transelevador Recebimento O ponto de entrada e recebimento dos ULD é chamado de PONTO ZERO. O importador, o representante legal ou o agente de cargas, contrata o transporte interno da mercadoria em uma indústria, produção ou comércio até o aeroporto no exterior e providencia o desembaraço na alfândega de origem e entrega a documentação e a mercadoria para a companhia aérea. A companhia aérea recebe internamente as informações das cargas e aeronaves procedentes do exterior e registra previamente à chegada do vôo, os dados no Sistema Integrado de Comércio Exterior (SISCOMEX), módulo Manifesto de Trânsito (MANTRA), da Receita federal. As telas destes sistemas são demonstradas nas Figuras 14 e 15.

53 53 Figura 14 SISCOMEX Figura 15 SISCOMEX / MANTRA / Importação Essas informações são automaticamente transferidas ao Sistema TECAPLUS. (Figura 16)

54 54 Figura 16 Transferência de Dados do TECAPLUS para o MANTRA Logo após o pouso da aeronave, é efetuado o descarregamento da aeronave (Figura 17) e a movimentação dos equipamentos aeronáuticos (Figura 18), da pista para o Terminal de Cargas da INFRAERO para recebimento, controle, armazenagem e conferência aduaneira, até a sua efetiva entrega ao importador ou representante legal. Este serviço é realizado diretamente pelos transportadores aéreos ou empresas de serviços auxiliares/handling. Figura 17 Descarregamento da Aeronave

55 55 Figura 18 Movimentação do Pallet Aeronáutico para o Terminal de Carga Aérea Ponto Zero O Ponto Zero é o primeiro contato da carga com o TECA da INFRAERO. Nesta área, os equipamentos (cargas paletizadas) são recebidos e escaneados para controle por meio de códigos de barra emitidos pelo sistema TECAPLUS. Eles são endereçados para a linha de espera e aguardam a programação da despaletização, de acordo com a chegada da aeronave. Quando a carga é a perecível (flores, frutas, peixes frescos, etc.) ou que exija tratamento especial (câmaras frigoríficas), é endereçada a uma linha destinada ao atendimento prioritário. A partir daí as cargas são colocadas em linhas de espera roletadas (Figura 19) onde aguardam pela disponibilização de espaço nas linhas de despaletização.

56 56 Figura 19 Linhas Roletadas de Espera As cargas permanecem nessa área, sob controle do sistema e gerenciada pelo Centro de Controle de Cargas o qual é responsável pelo gerenciamento das linhas de despaletização. O Centro de Controle de Cargas gerencia os pallets dentro do conceito FIFO (primeiro que entra, primeiro que sai) dando prioridade às cargas perecíveis, animais vivos, trânsito, e outras que requeiram atenção especial. Da linha de espera as cargas são transferidas para as linhas de despaletização. (Figura 20) As cargas são despaletizadas/separadas na presença do representante da Companhia Aérea, de acordo com as informações constantes nos sistemas MANTRA e TECAPLUS, ou seja, AWB/HAWB, quantidade, peso, embalagem, natureza (perecível, perigosa, medicamentos, comum) e tratamento. São agrupadas em estrados de madeira, embaladas com filme plástico (Figura 21) utilizando-se de máquinas especiais (Máquina strech) e pesadas (Figura 22) para que só então, sejam enviadas para o setor de armazenamento.

57 57 Figura 20 Despaletização de Cargas Figura 21 Cargas Embaladas com Filme Strech Figura 22 Pesagem de Cargas

58 58 A utilização de filme strech na unitização das cargas oferece proteção contra avarias, além de evitar e dificultar o extravio de volumes. O resultado é uma maior agilidade e confiabilidade em todos os processos de movimentação de carga no TECA, desde o recebimento até a entrega ao cliente. Como uma carga pode ser decomposta em vários pallets, cada um deles recebe uma identificação particular e uma etiqueta com código de barras. (Figura 23) Figura 23 Carga Identificada para Armazenagem Armazenagem A carga é encaminhada, através de empilhadeiras ou paleteiras (Figuras 24 e 25), para o Setor de Armazenagem e, de acordo com a natureza, cubagem e/ou tratamento, é ou não armazenada no transelevador. Cargas que têm peso superior a quilos, dimensões maiores que 1,0x1,5x1,2 m, armazenagem em câmaras frigoríficas por serem perecíveis ou armazenagem em local restrito (produtos

59 59 químicos e inflamáveis) e ainda, cargas com tratamento de Trânsito Aduaneiro (Trânsito imediato), regimes especiais como RECOF e LINHA AZUL, são normalmente direcionadas para outros setores de armazenagem que não o de transelevador. As cargas que atendem aos requisitos para armazenagem nos transelevadores são encaminhadas ao mesmo. Figura 24 Entrada de Cargas no Transelevador com o Uso de Paleteira Figura 25 Entrada de Cargas no Transelevador Após o Uso de Paleteira

60 60 Figura 26 Entrada de Cargas no Transelevador com o Uso de Empilhadeira As cargas são movimentadas por transportadores (Figura 27) até o scanner (Figura 28) que faz a leitura das informações dos códigos de barras dos pallets. Figura 27 Transportadores Automáticos

61 61 Figura 28 Scanner Em seguida, passam por um portal (Figura 29) onde têm seus pesos e dimensões conferidos. Figura 29 Pesagem e Conferência das Dimensões da Carga As cargas que apresentam erros nas informações são rejeitadas e a razão desta rejeição é exibida num display eletrônico (Figura 30). Estas são então retiradas para

62 62 a realização de correções e posterior retorno ao processo de armazenagem. (Figura 31) Figura 30 Display Eletrônico Figura 31 Envio da carga para correção Já as que se encontram dentro das normas, iniciam o processo de armazenagem. O sistema de automação realiza uma seleção dos endereços livres de acordo com as dimensões de cada embalagem. (Figuras 31 e 32)

63 63 Figura 32 Sistema de endereçamento do transelevador automático Figura 33 Sistema de endereçamento do transelevador automático As cargas seguem seu percurso por transportadores de roletes e correntes (Figura 34) até o berço de entrada (Figura 35) que corresponde ao endereço determinado.

64 64 Figura 34 Movimentação da carga para armazenagem pelo transelevador Figura 35 Berço de Entrada das Cargas no Transelevador O sistema SGA envia um comando para o transelevador movimentar os pallets do berço (Figuras 36 e 37) até o local escolhido na estrutura porta-pallets. (Figuras 38 e 39)

65 65 Figura 36 Retirada da Carga do Berço do Transelevador Figura 37 Retirada da Carga do Berço do Transelevador Figura 38 Armazenamento da Carga na Estrutura Porta-Pallets.

66 66 Figura 39 Armazenamento da Carga na Estrutura Porta-pallets. A localização final das cargas nas prateleiras é informada ao TECAPLUS. O encerramento do armazenamento é a confirmação de que a carga foi totalmente conferida e os dados inseridos no sistema MANTRA. A validação das informações prestadas no sistema MANTRA pela INFRAERO, é avalizada pela companhia aérea e visadas pelo Auditor da Receita Federal no sistema. A carga permanece armazenada à disposição da Receita Federal até a solicitação de despacho pelo importador ou despachante. As cargas não solicitadas no prazo de 90 dias da chegada do vôo ou 60 dias da interrupção do despacho, são removidas para o Setor de Perdimento (setor destinado a cargas abandonadas ou apreendidas).

67 Liberação O despachante ou agente de cargas registra o documento liberatório no SISCOMEX da Receita Federal e dá início ao processo de despacho, para a liberação das mercadorias. A Receita Federal confronta as informações com os parâmetros estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal e destina Declarações de Importação para um dos canais de verificação: Canal Vermelho: a carga é desembaraçada pela Receita Federal, após conferência física e documental; Canal Amarelo: a carga é desembaraçada pela Receita Federal, após conferência documental; Canal Verde: a carga é desembaraçada pela Receita Federal sem nenhuma conferência; Canal Cinza: a carga é desembaraçada pela Receita Federal, após conferência detalhada, de acordo com o método de valoração aduaneira. Podem ocorrer acréscimos de impostos e ser exigido garantia, nos casos em que o valor da mercadoria declarado estiver abaixo do valor ideal, ou seja, o valor do mercado. Após o desembaraço da carga pela Receita Federal, o representante legal do Importador entrega à INFRAERO os documentos pertinentes à importação, tais como: Extrato da Declaração de Importação (DI), Documento de Arrecadação de Importação (DAI) e todos os documentos definidos no Art. 55 da IN 206/2002.

68 68 A Infraero através do Módulo Consulta DI do SISCOMEX, Perfil Depositário, verifica se está autorizada a proceder a entrega da carga e quais cópias de documentos devem ser retidos (Incisos I e II do Art.56 da IN 206/2002). Ao receber a informação das cargas que devem ser enviadas ao Setor de Liberação, onde as mesmas serão inspecionadas pela Receita Federal e entregues aos clientes, o sistema TECAPLUS emite slips (etiquetas de movimentação de cargas armazenadas) para as cargas que não se encontram no transelevador e que estão autorizadas a deixar os armazéns em direção à Liberação. Já para as cargas que estão armazenadas no transelevador, o sistema TECAPLUS repassa automaticamente ao sistema SGA a solicitação de entrega da carga. O sistema verifica a localização da carga e envia um comando de movimentação ao transelevador que faz a busca na estrutura porta-paletes (Figuras 40 e 41) e a coloca no transportador de saída. (Figuras 42 e 43) Figura 40 Retirada da Carga da Estrutura Porta-pallets

69 69 Figura 41 Retirada da Carga da Estrutura Porta-pallets Figura 42 Movimentação da Carga para a Saída do Transelevador Figura 43 Movimentação da Carga para a Saída do Transelevador

70 70 As cargas seguem por transportadores horizontais (Figuras 44 e 45) e via elevadores (Figuras 46 e 47) são disponibilizados ao nível do piso onde são direcionadas aos canais de entrega (Figura 48) conforme a determinação enviada pelo sistema TECAPLUS. Figura 44 Transportadores Horizontais de Saída de Carga Figura 45 Transportadores Horizontais de Saída de Carga

71 71 Figura 46 Elevadores de Carga Figura 47 Elevadores de Carga Figura 48 Envio da Carga para o Setor de Liberação

72 72 As cargas liberadas pela Receita Federal são então encaminhadas às estações de entrega da INFRAERO, onde é realizada a conferência dos volumes por funcionários da INFRAERO (Figuras 49 e 50). A entrega da carga ao interessado fica sujeita à apresentação de um documento liberatório e confirmação de liberação e entrega nos sistemas MANTRA e TECAPLUS. Figura 49 Estação de Entrega de Carga da INFRAERO. Figura 50 Estação de Entrega de Carga da INFRAERO.

73 73 As cargas são então, encaminhadas para as docas de entrega (Figura 51) e carregadas no veículo (Figura 52) indicado pelo interessado. Figura 51 Doca de Entrega de Carga Figura 52 Carregamento da Carga no Veículo do Transportador/importador. Nos casos de cargas com tratamento de Trânsito Aduaneiro, o veículo somente deixa o pátio de carregamento após o lacre da Receita Federal.

74 Análise de Custos Como parâmetro para a análise de custo na utilização de um transelevador no Terminal de Carga Aérea do Aeroporto Internacional de Viracopos/Campinas, será utilizado o fator tempo de puxe da carga. Entende-se como tempo de puxe da carga, o tempo gasto para a localização da carga no armazém e o seu transporte até o Setor de Liberação do Terminal de Carga Aérea Importação. Segundo Bizelli (2005, p ), o tempo de permanência da carga no armazém, o peso bruto por embalagem ou por unidade, bem como o Valor CIP (Cost, Insurance and Freight Paid) e a natureza da carga, formam a base para o cálculo da tarifa de armazenagem e capatazia (movimentação e manuseio de carga) a ser paga pelo transportador/importador à INFRAERO. Os valores das tarifas de armazenagem e capatazia cobradas pela INFRAERO, são aplicados conforme tabelas aprovadas pela Portaria do Comando da Aeronáutica nº 219/GC-5, de 27/03/2001 a saber: Tabela 1 Preço Relativo à Tarifa Aeroportuária de Armazenagem de Carga Importada Fonte: BRASIL. Portaria nº 219, PERÍODO DE ARMAZENAGEM PERCENTUAL SOBRE O VALOR CIP 1º - Até 05 dias úteis 1,0 % 2º - De 06 a 10 dias úteis 1,5 % 3º - De 11 a 20 dias úteis 3,0 % Para cada 10 dias úteis ou fração, além do 3º período, até a retirada da mercadoria + 1,5 %

75 75 Obs: 1) A partir do 3º período, os percentuais são cumulativos; e 2) Esta tabela é aplicada cumulativamente com a Tabela 2. Tabela 2 Preço Relativo à Tarifa Aeroportuária de Capatazia de Carga Importada Fonte: BRASIL. Portaria nº 219, SOBRE O PESO BRUTO VERIFICADO US$ por quilograma Obs: 1) Esta tabela é aplicada cumulativamente com a Tabela 1. 2) O valor da Tarifa Aeroportuária de Capatazia será cobrado uma única vez; e 3) Cobrança mínima, US$ 5.00 (cinco dólares) Tabela 3 Preço Relativo à Tarifa Aeroportuária de Armazenagem e de Capatazia de Carga Importada ou em Trânsito Fonte: BRASIL. Portaria nº 219, PERÍODO DE ARMAZENAGEM SOBRE O PESO BRUTO VERIFICADO 1º - Até 04 dias úteis US$ 0.04 por quilograma Para cada 02 dias úteis ou fração, além do 1º período, até a retirada da mercadoria + US$ 0.04 por quilograma Obs: 1) A tarifa mínima a ser cobrada, será correspondente a US$ 5.00 (cinco dólares); 2) Esta tabela será aplicada nos seguintes casos: a) trânsito de TECA para TECA; b) trânsito internacional, inclusive para partes e peças para embarcações, aeronaves e outros veículos estrangeiros, quando em trânsito no país; c) reimportação, redestinação e carga descarregada por engano; d) bagagem desacompanhada e carga, consideradas pela Receita Federal como sem valor e destinação comercial; e) moedas estrangeiras, importadas diretamente pela autoridade monetária brasileira;

76 76 f) materiais de comissaria e de suprimentos de uso exclusivo das empresas de transporte aéreo, observado o disposto no inciso II do artigo 3º, desta Portaria; g) malas diplomáticas, quando devidamente caracterizadas e em reciprocidade de tratamento; h) urnas contendo cadáveres ou cinzas; i) plantas, sementes, animais vivos, ovos férteis, semens e embriões, desde que liberados em prazo máximo de 6 (seis) horas, contadas a partir do ato de recebimento no TECA; j) cargas que entrarem no país sob o regime de Admissão Temporária destinadas, comprovadamente, aos certames e outros eventos de natureza científica, esportiva, filantrópica ou cívico-cultural; e k) aparelhos, motores, reatores, peças acessórios e demais partes, materiais de manutenção e reparo, importados ou admitidos temporariamente no País, por empresas nacionais concessionárias ou permissionárias dos serviços aéreos públicos, quando destinados a uso próprio. 3) Para as cargas constantes das letras e, g e h inclusas na Tabela 3, deverá ser observado o disposto nos artigos 19 e 20 desta Portaria. Tabela 4 Preço Relativo à Tarifa Aeroportuária de Capatazia de Carga Importada sob Regime Especial de Trânsito Aduaneiro Simplificado Destinado a Recinto Alfandegado Localizado na Zona Secundária Fonte: BRASIL. Portaria nº 219, SOBRE O PESO BRUTO VERIFICADO US$ 0.25 por quilograma Obs: 1) Cobrança mínima, US$ (vinte e cinco dólares); 2) Esta tabela, aplica-se à carga com permanência máxima de 24 (vinte e quatro) horas no TECA; e 3) Excedido o prazo de 24 (vinte quatro) horas, após a entrada da carga no TECA, deverão ser aplicadas as Tabelas 1 e 2 ou a Tabela 5 desta Portaria.

77 77 Tabela 5 Preço Cumulativo das Tarifas Aeroportuárias de Armazenagem e de Capatazia de Carga Importada de Alto Valor Específico. Fonte: BRASIL. Portaria nº 219, PERÍODOS DE ARMAZENAGEM 03 dias úteis ou fração, a contar da data do recebimento no TECA FAIXA De: US$ 2, / kg a US$ 9, / kg De: US$ 10, / kg a US$ 39, / kg PERCENTUAL SOBRE O VALOR CIP 0,4 % 0,2 % Acima de: US$ 40, / kg 0,1 % Obs: O valor CIP por quilograma tem como referencial para cálculo o peso líquido da carga O Processo de Armazenagem sem o Transelevador Todo o processo de armazenagem de cargas importadas, no Terminal de Carga Aérea da INFRAERO Viracopos/Campinas, era feito com o uso de empilhadeiras e/ou paleteiras. O separador, contratado pela empresa prestadora de serviço, recebia das mãos do conferente da INFRAERO, as fichas referentes aos locais onde as cargas deveriam ser armazenadas, dependendo da sua natureza e dimensões. A armazenagem das cargas era feita no chão do armazém, em uma área especifica para tal, (Figura 53 e 54) separadas apenas por linhas pintadas no chão com indicações de rua e box que serviam como um endereço, tornando assim, possível a localização da carga após a sua armazenagem dentro do armazém.

78 78 Figura 53 Armazém sem o Transelevador Figura 54 Armazém sem o Transelevador Anotava-se então, na ficha da respectiva carga, o endereçamento a ela atribuído e, posteriormente, encaminhava-se todas as fichas para o Setor de Armazenagem para que fossem arquivadas até a solicitação de desembaraço por parte do transportador/importador. As fichas eram classificadas por tratamento e conhecimento aéreo.

79 O Processo de Armazenagem com o Transelevador Com a implantação do transelevador, o processo de armazenagem de cargas tornou-se automatizado. As cargas passaram a ser armazenadas com o uso de transportadores e elevadores totalmente automáticos. O sistema de automação realiza uma seleção dos endereços livres de acordo com as dimensões de cada carga, envia o comando para que os transelevadores armazenem a carga no porta-pallets e informa ao sistema TECAPLUS o endereçamento atribuído a cada carga armazenada. O sistema de automação também emite relatórios que informam a taxa de ocupação do armazém em um determinado momento. As cargas ficam armazenadas até a solicitação de desembaraço por parte do transportador/importador. Metodologia para a análise Para a análise das vantagens ou desvantagens que a implantação de um transelevador automático pode proporcionar à empresa, realizou-se uma comparação entre o tempo de puxe necessário para que uma carga, com características específicas, seja enviada ao Setor de Liberação do Terminal de Carga Aérea Importação da INFRAERO antes da implantação do transelevador automático e de outra, com as mesmas características da primeira, enviada ao mesmo setor utilizando-se de um transelevador automático.

80 Características da Carga Algumas cargas possuem características específicas como as de natureza perecível (câmara frigorífica) ou perigosa (explosivos e/ou inflamáveis) e até mesmo aquelas com dimensões e peso fora dos padrões para a armazenagem no transelevador (asas de aeronave, bobinas de aço, etc.). Por isso adotou-se para esta análise, uma carga que pudesse atender à armazenagem nas duas situações. A carga consiste em uma caixa de papelão, com o peso de 07 (sete) quilos, contendo processadores para computador, com um valor CIP de R$ ,00 e tratamento TC4 (cargas com permanência máxima de 24 (vinte e quatro) horas no TECA). (BRASIL. Portaria 219, 2001) Caso 1: O puxe da carga no Armazém sem o Transelevador Em 06 de novembro de 2000, a transportadora X (nome fictício), solicitou o puxe da carga, acima referenciada, para o Setor de Liberação da INFRAERO. O puxe foi solicitado aproximadamente às 10hs da manhã deste dia, mas a carga só foi localizada e enviada ao Setor de Liberação às 14hs do dia 08 de novembro do mesmo ano. A INFRAERO informou ao cliente que sua carga havia sido armazenada em local diferente ao que constava na ficha de armazenagem e que devido ao grande volume de cargas no armazém, não havia sido possível a sua localização dentro do prazo de 24hs, estabelecido pela Portaria 219/GC-5 de 27 de

81 81 março de 2001, para cargas com tratamento TC4. Foram mobilizados 05 (cinco) separadores para localizar a carga Caso 2: O puxe da carga no Armazém com o Transelevador Em 17 de outubro de 2005, a transportadora Y solicitou o puxe da carga para o Setor de Liberação da INFRAERO. Sua carga possuía as mesmas características da mencionada no Caso 1. O puxe foi solicitado aproximadamente às 11hs da manhã deste dia e levou aproximadamente 15 minutos para chegar ao seu destino. Resultados A tarifa de armazenagem e capatazia paga pelo cliente no Caso 1, passou de R$ 37,50 para R$ 378,00, conforme cálculo abaixo: Tarifa de armazenagem e capatazia para cargas TC4 dentro do prazo de 24hs: Peso Bruto Verificado x US$ 0.25 por quilograma Peso da carga: 07 quilograma Cotação do Dólar do dia: R$ 1,50. 7 x 0,25 x 1,5 = R$ 2,63

82 82 Como o valor é inferior a US$ 25.00, considerou-se a cobrança mínima de US$ (BRASIL. Portaria nº 219, 2001) 25 x 1,5= R$ 37,50. Tarifa de armazenagem e capatazia para cargas TC4 após o prazo de 24hs: Valor CIP: US$ ,00 Peso Líquido: 6 quilogramas ,00 / 6 = US$ ,00 Como o valor CIP por quilograma da mercadoria é superior a US$ ,00 e inferior a US$ ,99, adota-se o percentual de 0,2% sobre o valor CIP da carga conforme Tabela 5 da Portaria 219/GC-5 de março de Valor CIP: US$ ,00 Percentual sobre o valor CIP: 0,2% Cotação do Dólar do dia: R$ 1, ,00 x 0,2% x 1,50 = R$ 378,00 O cliente pagou a tarifa de armazenagem para que a carga fosse desembaraçada e, posteriormente, solicitou a restituição do valor pago a mais em decorrência do erro, à INFRAERO. Já para o Caso 2, considerando-se o mesmo valor CIP e a mesma cotação para o Dólar, a tarifa de armazenagem paga pelo cliente seria a mesma do período anterior ao vencimento das 24 horas do Caso 1, ou seja, R$ 37,50. Nota-se que o aumento de aproximadamente 900% no valor da tarifa de armazenagem e capatazia da carga

83 83 deve-se unicamente ao vencimento do prazo de permanência da mesma no armazém. A Figura 55 ilustra esta diferença. Tarifa de Armazenagem e Capatazia (R$) Caso 1 Caso 2 Caso 1 Caso 2 Figura 55 Tarifa de Armazenagem após e antes do período de 24 horas de armazenagem para cargas com tratamento TC4.

84 84 CONSIDERAÇÕES FINAIS O estudo apresentado possui um conteúdo bastante técnico, sem, contudo, desconsiderar a importância dos processos administrativos e de gerenciamento aos quais estão sujeitos. A decisão da empresa pela a implantação de um transelevador no Setor de Armazenagem parece ter sido acertada. As cargas que antes eram amontoadas no chão, divididas apenas por linhas pintadas no chão, passaram a ser armazenadas em porta-pallets com capacidade muito superior ao antigo sistema de armazenagem, uma vez que proporcionaram a verticalização do armazém. Acredita-se também que com a implantação do transelevador, reduziu-se o número de cargas desaparecidas dentro do armazém, pois se tornou desnecessária a utilização de pessoas na movimentação e manuseio de cargas no Setor de Armazenagem. Outro aspecto que se pode observar com a implantação do transelevador, além da segurança já mencionada, é o aumento da agilidade na realização dos processos de armazenagem e liberação das cargas no armazém e, também, a redução dos custos com utilização de mão-de-obra. Conforme foi apresentado no estudo de caso deste trabalho, uma carga que poderia levar até três dias para ser localizada passou a ser localizada em um tempo não superior a 20 minutos. Os custos gerados para o cliente no estudo de caso foram baseados em apenas um aspecto, o de tempo de armazenagem. Porém, deve-se levar em conta outros aspectos que, apesar de difícil mensuração como o custo de oportunidade da

85 85 mercadoria a ser vendida em uma loja ou o custo do tempo em que uma linha de produção permaneceu parada em conseqüência da não localização da carga pela INFRAERO, também contribuem para a decisão da automação do armazém. O transelevador possui ainda relatórios que indicam a taxa de ocupação do armazém, fornecendo assim, dados que podem servir como base para a tomada decisão por gestores. É claro que não podemos esquecer que o transelevador possui algumas limitações como peso e natureza da carga, mas acredita-se que os benefícios proporcionados com a implantação são superiores as desvantagens.

86 86 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BALLOU, Ronald H. Logística Empresarial: transportes, administração de materiais e distribuição física. São Paulo: Atlas, BIZELLI, João dos Santos; BARBOSA, Ricardo. Noções básicas de importação. 8. ed. São Paulo: Aduaneiras, BIZELLI, João dos Santos. Sistemática de comércio exterior: Importação. São Paulo: Aduaneiras, BOWERSOX, D.J; CLOSS, D.J. Logística empresarial: o processo de integração da cadeia de suprimento. São Paulo: Atlas, BRASIL. Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal do Brasil nº 79, de 11 de outubro de Dispõe sobre o regime especial de entreposto aduaneiro na importação e na exportação. Brasil, Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal do Brasil nº 206, de 25 de setembro de Disciplina o despacho aduaneiro de importação. Brasil, Decreto nº 4.543, de 26 de dezembro de Regulamenta a administração das atividades aduaneiras, e a fiscalização, o controle e a tributação das operações de comércio exterior. Brasil, Decreto nº 4.544, de 26 de dezembro de Regulamenta a tributação, fiscalização, arrecadação e administração do Imposto sobre Produtos Industrializados IPI. Brasil, Lei complementar nº 87, de 13 de setembro de Dispõe sobre o imposto dos Estados e do Distrito Federal sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre restações de serviços de transporte interestadual e ntermunicipal e de comunicação, e dá outras providências. Brasil, Portaria 219/GC-5, de 27 de março de Aprova critérios e fixa valores para a aplicação e a cobrança das Tarifas Aeroportuárias de Armazenagem e de

87 87 Capatazia, sobre cargas importadas e a serem exportadas ou em situações especiais e dá outras providências. Brasil, BRASILIENSE. INCOTERMS Termos internacionais de comércio, Disponível em: < Acesso em 15 nov DORNIER, Philippe-Pierre; ERNEST, Ricardo; FENDER, Michel; KOUVELIS, Panos. Logística e operações globais: texto e casos. São Paulo: Atlas, INFRAERO. Institucional: A empresa, Disponível em: < Acesso em 22 out Movimento nos Aeroportos, Disponível em: < Acesso em 22 out Meio Ambiente, Disponível em: < Acesso em 22 out Negócios: Carga Aérea, Disponível em: < Acesso em 22 out Social: Projetos Sociais, Disponível em: < Acesso em 22 out Cultural: Notícias Culturais, Disponível em: < Acesso em 22 out O BANCO DO DESENVOLVIMENTO DE TODOS OS BRASILEIROS (BNDES). Informe Infra-estrutura: Aspectos de competitividade do setor aéreo, Disponível em: < Acesso em 10 out Informe Infra-estrutura: Infra-estrutura aeroportuária: Fator de competitividade econômica, Disponível em: < Acesso em 10 out

88 88 ROCHA, Paulo César Alves. Logística e Aduana. São Paulo: Aduaneiras, 2001 RODRIGUES, Paulo Roberto Ambrosio. Introdução aos sistemas de transporte no Brasil e à logística internacional. 3. ed. São Paulo: Aduaneiras, SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL (SRFB). Instituição: Sobre a Receita Federal, Disponível em: < Acesso em 15 nov SINDICATO NACIONAL DAS EMPRESAS AEROVIÁRIAS (SNEA). Estudos: A aviação civil brasileira e a entrada no século XXI, Disponível em: < Acesso em 10 out

Encontrei as seguintes possibilidades razoáveis de recursos: 57- Sobre a Tarifa Externa Comum (TEC), é incorreto afirmar que:

Encontrei as seguintes possibilidades razoáveis de recursos: 57- Sobre a Tarifa Externa Comum (TEC), é incorreto afirmar que: Prezados, Encontrei as seguintes possibilidades razoáveis de recursos: 57- Sobre a Tarifa Externa Comum (TEC), é incorreto afirmar que: a) pelo regime de ex-tarifário, pode haver redução da TEC para bens

Leia mais

Bases Tecnológicas do curso de Logística 1991 3º Módulo

Bases Tecnológicas do curso de Logística 1991 3º Módulo Bases Tecnológicas do curso de Logística 1991 3º Módulo III.1 GESTÃO DE TRANSPORTES 1.1. O desenvolvimento econômico e o transporte. 1.2. A geografia brasileira, a infraestrutura dos estados, municípios

Leia mais

Regimes Aduaneiros Especiais. Regimes Aduaneiros Especiais. Trânsito aduaneiro. Trânsito aduaneiro. Trânsito aduaneiro. Trânsito aduaneiro

Regimes Aduaneiros Especiais. Regimes Aduaneiros Especiais. Trânsito aduaneiro. Trânsito aduaneiro. Trânsito aduaneiro. Trânsito aduaneiro Regimes Aduaneiros Especiais Regimes Aduaneiros Especiais As características básicas dos regimes especiais são: Regra geral, os prazos na importação são de um ano, prorrogável, por período não superior,

Leia mais

IMPORTAÇÃO FÁCIL: CÂMBIO PASSO A PASSO SAIBA COMO SER UM IMPORTADOR

IMPORTAÇÃO FÁCIL: CÂMBIO PASSO A PASSO SAIBA COMO SER UM IMPORTADOR IMPORTAÇÃO FÁCIL: CÂMBIO PASSO A PASSO SAIBA COMO SER UM IMPORTADOR 1º Passo: Registro da empresa Atualizar o objeto social da empresa incluindo a atividade de importação e os tipos de produtos que serão

Leia mais

EMPRESA ESTRUTURA FROTAS MALHA LOGÍSTICA FRANQUIAS SERVIÇOS DIFERENCIAL CONTATO

EMPRESA ESTRUTURA FROTAS MALHA LOGÍSTICA FRANQUIAS SERVIÇOS DIFERENCIAL CONTATO EMPRESA ESTRUTURA FROTAS MALHA LOGÍSTICA FRANQUIAS SERVIÇOS DIFERENCIAL CONTATO Sob o pioneirismo do GRUPO JAD, atuante no mercado logístico há mais de 20 anos, a JADLOG visa disponibilizar um atendimento

Leia mais

CIRCULAR Nº 3249. Art. 3º Divulgar as folhas anexas, necessárias à atualização da CNC. - Carta-Circular 2.201, de 20 de agosto de 1991;

CIRCULAR Nº 3249. Art. 3º Divulgar as folhas anexas, necessárias à atualização da CNC. - Carta-Circular 2.201, de 20 de agosto de 1991; CIRCULAR Nº 3249 Divulga o Regulamento sobre Frete Internacional, e dá outras providências. A Diretoria Colegiada do Banco Central do Brasil, com base nos artigos 9º e 11 da Lei 4.595, de 31 de dezembro

Leia mais

Importação Passo a Passo

Importação Passo a Passo 1º Passo Defina o que quer importar Importação Passo a Passo O mercado internacional, principalmente a China, apresenta uma ampla oportunidade de produtos para se importar. Antes de iniciar sua operação

Leia mais

Logística de Carga - GIG

Logística de Carga - GIG Logística de Carga - GIG BREVE HISTÓRICO INFRAERO - Competência CAPÍTULO II Art. 4º- A INFRAERO tem por finalidade implantar, administrar, operar e explorar industrial e comercialmente a infra-estrutura

Leia mais

2. COMO IMPORTAR 1 PLANEJAMENTO 2 CONTATOS COM POTENCIAIS FORNECEDORES 3 IDENTIFICAR NCM, TRATAMENTO ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO.

2. COMO IMPORTAR 1 PLANEJAMENTO 2 CONTATOS COM POTENCIAIS FORNECEDORES 3 IDENTIFICAR NCM, TRATAMENTO ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO. 1 2 2. COMO IMPORTAR 2.1. FLUXOGRAMA DE IMPORTAÇÃO 1 PLANEJAMENTO A fase de planejamento das importações é geralmente parte integrante do planejamento geral da empresa para atender sua necessidade de máquinas,

Leia mais

PLANOS DE CONTINGÊNCIAS

PLANOS DE CONTINGÊNCIAS PLANOS DE CONTINGÊNCIAS ARAÚJO GOMES Capitão SC PMSC ARAÚJO GOMES [email protected] PLANO DE CONTINGÊNCIA O planejamento para emergências é complexo por suas características intrínsecas. Como

Leia mais

Tarifas Aeroportuárias e ATAERO. Uma proposta de destinação de parte destes recursos financeiros ao fomento do potencial turístico nacional

Tarifas Aeroportuárias e ATAERO. Uma proposta de destinação de parte destes recursos financeiros ao fomento do potencial turístico nacional Tarifas Aeroportuárias e ATAERO Uma proposta de destinação de parte destes recursos financeiros ao fomento do potencial turístico nacional Tarifas Aeroportuárias - legislação Criação de Tarifas Aeroportuárias

Leia mais

Com característica de transporte de cargas com grandes volumes e conseqüente redução de custos, o transporte marítimo na matriz de transporte

Com característica de transporte de cargas com grandes volumes e conseqüente redução de custos, o transporte marítimo na matriz de transporte 61 6 Conclusão Neste capítulo apresentaremos algumas conclusões sobre o conteúdo deste trabalho, tais conclusões servirão para avaliar a atual situação logística do comércio exterior brasileiro através

Leia mais

IMPORTAÇÃO 05/08/2015. Conceituação Formas de Importação Tratamento Administrativo (Siscomex) Despacho Aduaneiro Tratamento Tributário.

IMPORTAÇÃO 05/08/2015. Conceituação Formas de Importação Tratamento Administrativo (Siscomex) Despacho Aduaneiro Tratamento Tributário. Conceituação Formas de Importação Tratamento Administrativo (Siscomex) Tratamento Tributário Conceituação Comercial Recebimento da mercadoria pelo comprador ou seu representante, no exterior, de acordo

Leia mais

Anexo IV Conhecimento específico Responsável Técnico. Estrutura Curricular do Curso para Responsável Técnico 125h/a

Anexo IV Conhecimento específico Responsável Técnico. Estrutura Curricular do Curso para Responsável Técnico 125h/a Anexo IV Conhecimento específico Responsável Técnico. Estrutura Curricular do Curso para Responsável Técnico 125h/a Módulo I Conhecimentos Básicos do Setor de Transporte de Cargas O Transporte Rodoviário

Leia mais

Tipos de Cargas e Veículos - 10h/a

Tipos de Cargas e Veículos - 10h/a Conhecer a evolução do Transporte no mundo, relacionando as características econômicas, sociais e culturais. Compreender a função social do transporte e o papel da circulação de bens e pessoas. Conhecer

Leia mais

Fiscal - Exercícios Legislação Aduaneira Exercício Fábio Lobo

Fiscal - Exercícios Legislação Aduaneira Exercício Fábio Lobo Fiscal - Exercícios Legislação Aduaneira Exercício Fábio Lobo 2012 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. 1. (ESAF/AFRF/1998) O transporte de mercadoria estrangeira contida

Leia mais

LOGÍSTICA MADE DIFFERENT LOGÍSTICA

LOGÍSTICA MADE DIFFERENT LOGÍSTICA LOGÍSTICA MADE DIFFERENT LOGÍSTICA ENTREGA ESPECIAL Na economia globalizada 24/7 de hoje, a logística e a gestão de armazéns eficientes são essenciais para o sucesso operacional. O BEUMER Group possui

Leia mais

Shopping Iguatemi Campinas Reciclagem

Shopping Iguatemi Campinas Reciclagem Shopping Iguatemi Campinas Reciclagem 1) COMO FUNCIONA? O PROBLEMA OU SITUAÇÃO ANTERIOR Anteriormente, todos os resíduos recicláveis ou não (com exceção do papelão), ou seja, papel, plásticos, vidros,

Leia mais

Dúvidas - Perguntas e Respostas - Remessa Expressa Secretaria da... e Respostas. O que é uma Remessa Expressa? Como ocorre a tributação nas Remessas

Dúvidas - Perguntas e Respostas - Remessa Expressa Secretaria da... e Respostas. O que é uma Remessa Expressa? Como ocorre a tributação nas Remessas 1 de 7 13/07/2015 12:00 Menu Dúvidas - Perguntas e Respostas - Remessa Expressa por Subsecretaria de Aduana e Relações Internacionais publicado 22/05/2015 16h36, última modificação 18/06/2015 15h00 Remessas

Leia mais

PUBLICADO EM 01/08/2015 VÁLIDO ATÉ 31/07/2020

PUBLICADO EM 01/08/2015 VÁLIDO ATÉ 31/07/2020 PUBLICADO EM 01/08/2015 VÁLIDO ATÉ 31/07/2020 INDICE POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL 1. Objetivo...2 2. Aplicação...2 3. implementação...2 4. Referência...2 5. Conceitos...2 6. Políticas...3

Leia mais

CONCEITOS RELACIONADOS ÀS ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS NOS EPISÓDIOS 1, 2 E 3.

CONCEITOS RELACIONADOS ÀS ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS NOS EPISÓDIOS 1, 2 E 3. CONCEITOS RELACIONADOS ÀS ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS NOS EPISÓDIOS 1, 2 E 3. PROBLEMA: É UM OBSTÁCULO QUE ESTÁ ENTRE O LOCAL ONDE SE ESTÁ E O LOCAL EM QUE SE GOSTARIA DE ESTAR. ALÉM DISSO, UM PROBLEMA

Leia mais

SISTEMAS DE GESTÃO São Paulo, Janeiro de 2005

SISTEMAS DE GESTÃO São Paulo, Janeiro de 2005 SISTEMAS DE GESTÃO São Paulo, Janeiro de 2005 ÍNDICE Introdução...3 A Necessidade do Gerenciamento e Controle das Informações...3 Benefícios de um Sistema de Gestão da Albi Informática...4 A Ferramenta...5

Leia mais

EXPORTAÇÃO IMPORTAÇÃO INFORMAÇÕES E PROCEDIMENTOS BÁSICOS. CM Claudia Mainardi [email protected] [email protected]

EXPORTAÇÃO IMPORTAÇÃO INFORMAÇÕES E PROCEDIMENTOS BÁSICOS. CM Claudia Mainardi ccmainardi@cmcomex.com.br ccmainardi@gmail.com EXPORTAÇÃO IMPORTAÇÃO INFORMAÇÕES E PROCEDIMENTOS BÁSICOS Providências básicas para iniciar atividades no comércio exterior Ser registrado no RADAR Registro de Exportadores e importadores na Receita Federal;

Leia mais

REPORTO - REGIME TRIBUTÁRIO PARA INCENTIVO À MODERNIZAÇÃO E AMPLIAÇÃO DA ESTRUTURA PORTUÁRIA

REPORTO - REGIME TRIBUTÁRIO PARA INCENTIVO À MODERNIZAÇÃO E AMPLIAÇÃO DA ESTRUTURA PORTUÁRIA REPORTO - REGIME TRIBUTÁRIO PARA INCENTIVO À MODERNIZAÇÃO E AMPLIAÇÃO DA ESTRUTURA PORTUÁRIA Em 1º de dezembro de 2004, o Congresso Nacional aprovou o Projeto de Lei de Conversão nº 53, de 2004 (Medida

Leia mais

LOGÍSTICA EMPRESARIAL

LOGÍSTICA EMPRESARIAL LOGÍSTICA EMPRESARIAL FORNECEDORES Erros de compras são dispendiosos Canais de distribuição * Compra direta - Vendedores em tempo integral - Representantes dos fabricantes Compras em distribuidores Localização

Leia mais

http://www.consultorpublico.com.br [email protected]

http://www.consultorpublico.com.br falecom@consultorpublico.com.br LEI COMPLEMENTAR Nº 123, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2006. (ESTATUTO NACIONAL DA MICROEMPRESA E DA EMPRESA DE PEQUENO PORTE) O ESTATUTO NACIONAL DA MICROEMPRESA E DA EMPRESA DE PEQUENO PORTE E O ESTADO E MUNICÍPIOS

Leia mais

TERMO DE REFERÊNCIA PARA OS ESTUDOS DE AVALIAÇÃO DA SEGURANÇA DAS INSTALAÇÕES PORTUÁRIAS

TERMO DE REFERÊNCIA PARA OS ESTUDOS DE AVALIAÇÃO DA SEGURANÇA DAS INSTALAÇÕES PORTUÁRIAS TERMO DE REFERÊNCIA PARA OS ESTUDOS DE AVALIAÇÃO DA SEGURANÇA DAS INSTALAÇÕES PORTUÁRIAS SUMÁRIO 1 OBJETIVO 2 IDENTIFICAÇÃO 3- CARACTERIZAÇÃO DA INSTALAÇÃO PORTUÁRIA 4 - PLANO DE TRABALHO 4.1 - CONHECIMENTO

Leia mais

Matriz de Especificação de Prova da Habilitação Técnica de Nível Médio. Habilitação Técnica de Nível Médio: Técnico em Logística

Matriz de Especificação de Prova da Habilitação Técnica de Nível Médio. Habilitação Técnica de Nível Médio: Técnico em Logística : Técnico em Logística Descrição do Perfil Profissional: Planejar, programar e controlar o fluxo de materiais e informações correlatas desde a origem dos insumos até o cliente final, abrangendo as atividades

Leia mais

Descubra aqui os benefícios de possuir um sistema de NF-e integrado com o software de gestão de empresas da Indústria da Construção.

Descubra aqui os benefícios de possuir um sistema de NF-e integrado com o software de gestão de empresas da Indústria da Construção. Descubra aqui os benefícios de possuir um sistema de NF-e integrado com o software de gestão de empresas da Indústria da Construção. 2 ÍNDICE SOBRE O SIENGE INTRODUÇÃO 01 OS IMPACTOS GERADOS COM A IMPLANTAÇÃO

Leia mais

Gestão do Conhecimento A Chave para o Sucesso Empresarial. José Renato Sátiro Santiago Jr.

Gestão do Conhecimento A Chave para o Sucesso Empresarial. José Renato Sátiro Santiago Jr. A Chave para o Sucesso Empresarial José Renato Sátiro Santiago Jr. Capítulo 1 O Novo Cenário Corporativo O cenário organizacional, sem dúvida alguma, sofreu muitas alterações nos últimos anos. Estas mudanças

Leia mais

Engª de Produção Prof.: Jesiel Brito. Sistemas Integrados de Produção ERP. Enterprise Resources Planning

Engª de Produção Prof.: Jesiel Brito. Sistemas Integrados de Produção ERP. Enterprise Resources Planning ERP Enterprise Resources Planning A Era da Informação - TI GRI Information Resource Management -Informação Modo organizado do conhecimento para ser usado na gestão das empresas. - Sistemas de informação

Leia mais

As exportações de bens podem ocorrer, basicamente, de duas formas: direta ou indiretamente.

As exportações de bens podem ocorrer, basicamente, de duas formas: direta ou indiretamente. Capitulo 10: Tipos de exportação As exportações de bens podem ocorrer, basicamente, de duas formas: direta ou indiretamente. Diretamente: quando o exportador fatura e remete o produto ao importador, mesmo

Leia mais

POLÍTICA DE INVESTIMENTOS

POLÍTICA DE INVESTIMENTOS POLÍTICA DE INVESTIMENTOS Segurança nos investimentos Gestão dos recursos financeiros Equilíbrio dos planos a escolha ÍNDICE INTRODUÇÃO...3 A POLÍTICA DE INVESTIMENTOS...4 SEGMENTOS DE APLICAÇÃO...7 CONTROLE

Leia mais

CRIAÇÃO DA DISCIPLINA SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL NO CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

CRIAÇÃO DA DISCIPLINA SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL NO CURSO DE ENGENHARIA CIVIL CRIAÇÃO DA DISCIPLINA SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL NO CURSO DE ENGENHARIA CIVIL Elias S. Assayag [email protected] Universidade do Amazonas, Departamento de Hidráulica e Saneamento da Faculdade

Leia mais

Disciplina: Suprimentos e Logística II 2014-02 Professor: Roberto Cézar Datrino Atividade 3: Transportes e Armazenagem

Disciplina: Suprimentos e Logística II 2014-02 Professor: Roberto Cézar Datrino Atividade 3: Transportes e Armazenagem Disciplina: Suprimentos e Logística II 2014-02 Professor: Roberto Cézar Datrino Atividade 3: Transportes e Armazenagem Caros alunos, Essa terceira atividade da nossa disciplina de Suprimentos e Logística

Leia mais

MMX - Controladas e Coligadas

MMX - Controladas e Coligadas POLITICA CORPORATIVA PC. 1.16.01 Política de Meio Ambiente Emissão: 02/10/06 1 Objetivo: Estabelecer diretrizes visando proteger os recursos naturais e o meio ambiente em todas das unidades operacionais.

Leia mais

Cálculo de Imposto na Importação de BENS

Cálculo de Imposto na Importação de BENS Cálculo de Imposto na Importação de BENS Sistemática de Comércio Exterior Faculdade MORUMBI SUL Prof. Alexandre F. Almeida Produto a ser trabalhado na Importação fictícia: ipod Shuffle 4GB! Preço unitário

Leia mais

Política de Sustentabilidade das empresas Eletrobras

Política de Sustentabilidade das empresas Eletrobras Política de Sustentabilidade das empresas Eletrobras 1. DECLARAÇÃO Nós, das empresas Eletrobras, comprometemo-nos a contribuir efetivamente para o desenvolvimento sustentável, das áreas onde atuamos e

Leia mais

Professora Ana Maria Matta Walcher Skype: ana.maria.walcher37

Professora Ana Maria Matta Walcher Skype: ana.maria.walcher37 Noções básicas de Comércio Exterior Professora Ana Maria Matta Walcher Skype: ana.maria.walcher37 Regimes Aduaneiros É o conjunto de procedimentos ou regras previstas em lei para efetivar uma importação

Leia mais

Importação- Regras Gerais

Importação- Regras Gerais Importação- Regras Gerais 1 Conceito de Importação Podemos definir a operação de importação como um processo comercial e fiscal que consiste em trazer um bem (produto/serviço) do exterior para o país de

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE 2015

PROJETO DE LEI Nº, DE 2015 PROJETO DE LEI Nº, DE 2015 (Do Sr. SARNEY FILHO) Dispõe sobre a criação de Zona Franca no Município de São Luís, Estado do Maranhão. O Congresso Nacional decreta: Estado do Maranhão. Art. 1º Esta Lei cria

Leia mais

Pequenas e Médias Empresas no Canadá. Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios

Pequenas e Médias Empresas no Canadá. Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios Pequenas e Médias Empresas no Canadá Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios De acordo com a nomenclatura usada pelo Ministério da Indústria do Canadá, o porte

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE 2013

PROJETO DE LEI Nº, DE 2013 PROJETO DE LEI Nº, DE 2013 (Do Sr. João Arruda) Institui Regime Especial de Tributação para instalação e manutenção de Centros de Processamento de Dados - Data Centers. O Congresso Nacional decreta: Art.

Leia mais

CHECK - LIST - ISO 9001:2000

CHECK - LIST - ISO 9001:2000 REQUISITOS ISO 9001: 2000 SIM NÃO 1.2 APLICAÇÃO A organização identificou as exclusões de itens da norma no seu manual da qualidade? As exclusões são relacionadas somente aos requisitos da sessão 7 da

Leia mais

1 INTRODUÇÃO. 1.1 Motivação e Justificativa

1 INTRODUÇÃO. 1.1 Motivação e Justificativa 1 INTRODUÇÃO 1.1 Motivação e Justificativa A locomoção é um dos direitos básicos do cidadão. Cabe, portanto, ao poder público normalmente uma prefeitura e/ou um estado prover transporte de qualidade para

Leia mais

Fiscal - Exercícios Legislação Aduaneira Exercício Fábio Lobo

Fiscal - Exercícios Legislação Aduaneira Exercício Fábio Lobo Fiscal - Exercícios Legislação Aduaneira Exercício Fábio Lobo 2012 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. 1. (ESAF/ACE/1998) O SISCOMEX - Sistema Integrado de Comércio

Leia mais

Nota Fiscal Eletrônica Volume 4

Nota Fiscal Eletrônica Volume 4 Brasil Nota Fiscal Eletrônica Volume 4 Nota Fiscal Eletrônica A Nota Fiscal Eletrônica já é uma realidade e uma tecnologia conhecida. Mas o projeto é contínuo, sempre com novidades. Uma delas é a maximização

Leia mais

Resoluções e Normativas Federais. GTT - Náutico

Resoluções e Normativas Federais. GTT - Náutico Resoluções e Normativas Federais GTT - Náutico Ministério da Fazenda Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) -Decreto nº 6.759, de 5 de fevereiro de 2009. Regulamento Aduaneiro (art. 26 ao 30; art.

Leia mais

Planejamento Estratégico

Planejamento Estratégico Planejamento Estratégico Análise externa Roberto César 1 A análise externa tem por finalidade estudar a relação existente entre a empresa e seu ambiente em termos de oportunidades e ameaças, bem como a

Leia mais

FACULDADE BARÃO DE RIO BRANCO UNINORTE CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO DISCIPLINA - TECNOLOGIA DA CONSTRUÇÃO 1 (AULA

FACULDADE BARÃO DE RIO BRANCO UNINORTE CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO DISCIPLINA - TECNOLOGIA DA CONSTRUÇÃO 1 (AULA FACULDADE BARÃO DE RIO BRANCO UNINORTE CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO DISCIPLINA - TECNOLOGIA DA CONSTRUÇÃO 1 (AULA 04) O que é uma Norma Aquilo que se estabelece como base ou medida para a realização

Leia mais

EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS

EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS CONSULTA PÚBLICA RFB Nº 01 /2015. Brasília, 03 de março de 2015. Assunto: Melhoria no ambiente de negócios com a alteração da Instrução Normativa SRF nº 1.291, de 19 de setembro de 2012, que dispõe sobre

Leia mais

Facilitação do Comércio Exterior. Encontro Nacional de Comércio Exterior Enaex 2013

Facilitação do Comércio Exterior. Encontro Nacional de Comércio Exterior Enaex 2013 Facilitação do Comércio Exterior Encontro Nacional de Comércio Exterior Enaex 2013 8,5 milhões de km2 16.886 Km de Fronteiras terrestres 7.367 Km de Orla Marítima 197 milhões de habitantes PIB de 2,39

Leia mais

Prof. Marcelo Mello. Unidade III DISTRIBUIÇÃO E

Prof. Marcelo Mello. Unidade III DISTRIBUIÇÃO E Prof. Marcelo Mello Unidade III DISTRIBUIÇÃO E TRADE MARKETING Canais de distribuição Canal vertical: Antigamente, os canais de distribuição eram estruturas mercadológicas verticais, em que a responsabilidade

Leia mais

http://www.fazenda.gov.br/confaz/ escolha opção resolução Senado Federal 13/2012

http://www.fazenda.gov.br/confaz/ escolha opção resolução Senado Federal 13/2012 Prezado cliente, As constantes mudanças na legislação fiscal têm afetado muito as empresas, os sistemas e as empresas de contabilidade, que precisam estar preparadas para atender as obrigatoriedades legais.

Leia mais

CONSELHO CIENTÍFICO-ADMINISTRATIVO DA FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA E INOVAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO RESOLUÇÃO Nº 113, DE 11 DE SETEMBRO DE 2014

CONSELHO CIENTÍFICO-ADMINISTRATIVO DA FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA E INOVAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO RESOLUÇÃO Nº 113, DE 11 DE SETEMBRO DE 2014 CONSELHO CIENTÍFICO-ADMINISTRATIVO DA FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA E INOVAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO RESOLUÇÃO Nº 113, DE 11 DE SETEMBRO DE 2014 Regulamenta a concessão de Auxílio para Apoio a Incubadoras

Leia mais

TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto e as Resoluções Nº 91/93, 151/96 e 21/01 do Grupo Mercado Comum.

TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto e as Resoluções Nº 91/93, 151/96 e 21/01 do Grupo Mercado Comum. MERCOSUL/GMC/RES. Nº 30/02 CRITÉRIOS PARA A GESTÃO SANITÁRIA DE RESÍDUOS SÓLIDOS EM PORTOS, AEROPORTOS, TERMINAIS INTERNACIONAIS DE CARGA E PASSAGEIROS E PONTOS DE FRONTEIRA NO MERCOSUL TENDO EM VISTA:

Leia mais

Custos Logísticos. Não basta somente realizar tarefas, é preciso ser assertivo.

Custos Logísticos. Não basta somente realizar tarefas, é preciso ser assertivo. É todo custo gerado por operações logística em uma empresa, visando atender as necessidades dos clientes de qualidade custo e principalmente prazo. Não basta somente realizar tarefas, é preciso ser assertivo.

Leia mais

MÓDULO 3 A estrutura brasileira para o comércio exterior

MÓDULO 3 A estrutura brasileira para o comércio exterior MÓDULO 3 A estrutura brasileira para o comércio exterior O governo brasileiro possui definida uma política voltada para o comércio internacional, onde defende os interesses das empresas nacionais envolvidas,

Leia mais

O Grupo Gerdau incentiva o trabalho em equipe e o uso de ferramentas de gestão pela qualidade na busca de soluções para os problemas do dia-a-dia.

O Grupo Gerdau incentiva o trabalho em equipe e o uso de ferramentas de gestão pela qualidade na busca de soluções para os problemas do dia-a-dia. O Grupo Gerdau incentiva o trabalho em equipe e o uso de ferramentas de gestão pela qualidade na busca de soluções para os problemas do dia-a-dia. Rio Grande do Sul Brasil PESSOAS E EQUIPES Equipes que

Leia mais

1 - Por que a empresa precisa organizar e manter sua contabilidade?

1 - Por que a empresa precisa organizar e manter sua contabilidade? Nas atividades empresariais, a área financeira assume, a cada dia, funções mais amplas de coordenação entre o operacional e as expectativas dos acionistas na busca de resultados com os menores riscos.

Leia mais

ESTADO DO ACRE SECRETARIA DE ESTADO DA FAZENDA DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA DEPARTAMENTO DE GESTÃO DE AÇÃO FISCAL NOTA TÉCNICA

ESTADO DO ACRE SECRETARIA DE ESTADO DA FAZENDA DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA DEPARTAMENTO DE GESTÃO DE AÇÃO FISCAL NOTA TÉCNICA ESTADO DO ACRE SECRETARIA DE ESTADO DA FAZENDA DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA DEPARTAMENTO DE GESTÃO DE AÇÃO FISCAL NOTA TÉCNICA Tendo em vista a implantação das Áreas de Livre Comércio de Brasiléia,

Leia mais

Prof. Cleber Oliveira Gestão Financeira

Prof. Cleber Oliveira Gestão Financeira Aula 2 Gestão de Fluxo de Caixa Introdução Ao estudarmos este capítulo, teremos que nos transportar aos conceitos de contabilidade geral sobre as principais contas contábeis, tais como: contas do ativo

Leia mais

ORIENTAÇÕES PARA PREENCHIMENTO DA NOTA FISCAL ELETRÔNICA DE IMPORTAÇÃO

ORIENTAÇÕES PARA PREENCHIMENTO DA NOTA FISCAL ELETRÔNICA DE IMPORTAÇÃO ORIENTAÇÕES PARA PREENCHIMENTO DA NOTA FISCAL ELETRÔNICA DE IMPORTAÇÃO 1. Introdução: Toda mercadoria procedente do exterior, importada a título definitivo ou não, sujeita ou não ao pagamento do imposto

Leia mais

Profa. Lérida Malagueta. Unidade IV SISTEMÁTICA DE

Profa. Lérida Malagueta. Unidade IV SISTEMÁTICA DE Profa. Lérida Malagueta Unidade IV SISTEMÁTICA DE IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO Importação Importar consiste em uma operação de compra de produtos no mercado exterior e sua respectiva entrada em um país Necessidade

Leia mais

ANO XXVI - 2015 2ª SEMANA DE NOVEMBRO DE 2015 BOLETIM INFORMARE Nº 46/2015

ANO XXVI - 2015 2ª SEMANA DE NOVEMBRO DE 2015 BOLETIM INFORMARE Nº 46/2015 ANO XXVI - 2015 2ª SEMANA DE NOVEMBRO DE 2015 BOLETIM INFORMARE Nº 46/2015 IPI O FRETE NA BASE DE CÁLCULO DO IPI... Pág. 422 ICMS RJ DRAWBACK... Pág. 423 IPI O FRETE NA BASE DE CÁLCULO DO IPI Sumário 1.

Leia mais

Sumário. (11) 3177-7700 www.systax.com.br

Sumário. (11) 3177-7700 www.systax.com.br Sumário Introdução... 3 Amostra... 4 Tamanho do cadastro de materiais... 5 NCM utilizadas... 6 Dúvidas quanto à classificação fiscal... 7 Como as empresas resolvem as dúvidas com os códigos de NCM... 8

Leia mais

DESENVOLVIMENTO DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS, GERAÇÃO DE EMPREGO E INCLUSÃO SOCIAL. XII Seminario del CILEA Bolívia 23 a 25/06/2006

DESENVOLVIMENTO DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS, GERAÇÃO DE EMPREGO E INCLUSÃO SOCIAL. XII Seminario del CILEA Bolívia 23 a 25/06/2006 DESENVOLVIMENTO DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS, GERAÇÃO DE EMPREGO E INCLUSÃO SOCIAL. XII Seminario del CILEA Bolívia 23 a 25/06/2006 Conteúdo 1. O Sistema SEBRAE; 2. Brasil Caracterização da MPE; 3. MPE

Leia mais

DIFERENCIAL DE ALÍQUOTA - Hipóteses de Incidência, Cálculo e Formas de Recolhimento. Matéria elaborada com base na Legislação vigente em: 06.10.2011.

DIFERENCIAL DE ALÍQUOTA - Hipóteses de Incidência, Cálculo e Formas de Recolhimento. Matéria elaborada com base na Legislação vigente em: 06.10.2011. DIFERENCIAL DE ALÍQUOTA - Hipóteses de Incidência, Cálculo e Formas de Recolhimento Matéria elaborada com base na Legislação vigente em: 06.10.2011. SUMÁRIO: 1 INTRODUÇÃO 2 HIPÓTESES DE INCIDÊNCIA 2.1

Leia mais

DISTRIBUIÇÃO E ARMAZENAGEM

DISTRIBUIÇÃO E ARMAZENAGEM DISTRIBUIÇÃO E ARMAZENAGEM WMS WAREHOUSE MANAGEMENT SYSTEM SISTEMA DE GERENCIAMENTO DE ARMAZÉM/DEP M/DEPÓSITO WMS Software de gerenciamento de depósito que auxilia as empresas na busca de melhorias nos

Leia mais

Cartilha de Câmbio. Envio e recebimento de pequenos valores

Cartilha de Câmbio. Envio e recebimento de pequenos valores 2009 Cartilha de Câmbio Envio e recebimento de pequenos valores Apresentação O Banco Central do Brasil criou esta cartilha para orientar e esclarecer você, que precisa negociar moeda estrangeira, sobre

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO DE SUPRIMENTOS GESTÃO

ADMINISTRAÇÃO DE SUPRIMENTOS GESTÃO GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS DEFINIÇÃO DE CADEIAS DE SUPRIMENTOS (SUPLLY CHAIN) São os processos que envolvem fornecedores-clientes e ligam empresas desde a fonte inicial de matéria-prima até o ponto

Leia mais

PLATAFORMA LOGÍSTICA Instrumento Importante para maior eficiência logística dos Portos Brasileiros O Caso do Porto de Santos

PLATAFORMA LOGÍSTICA Instrumento Importante para maior eficiência logística dos Portos Brasileiros O Caso do Porto de Santos PLATAFORMA LOGÍSTICA Instrumento Importante para maior eficiência logística dos Portos Brasileiros O Caso do Porto de Santos José Newton Barbosa Gama Assessor Especial Dezembro de 2011 SUMÁRIO Problemática

Leia mais

CONVITE À APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS INOVAÇÃO EM FINANCIAMENTO

CONVITE À APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS INOVAÇÃO EM FINANCIAMENTO CONVITE À APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS INOVAÇÃO EM FINANCIAMENTO FUNDO COMUM PARA OS PRODUTOS BÁSICOS (FCPB) BUSCA CANDIDATURAS A APOIO PARA ATIVIDADES DE DESENVOLVIMENTO DOS PRODUTOS BÁSICOS Processo de

Leia mais

Regime Aduaneiro Especial de Entreposto Industrial sob Controle Informatizado

Regime Aduaneiro Especial de Entreposto Industrial sob Controle Informatizado Definição do Regime Regime Aduaneiro Especial de Entreposto t Industrial sob Controle Informatizado Esse regime permite à empresa importar com suspensão dos impostos federais e adquirir no mercado nacional,

Leia mais

Pergunte à CPA. Exportação- Regras Gerais

Pergunte à CPA. Exportação- Regras Gerais 13/03/2014 Pergunte à CPA Exportação- Regras Gerais Apresentação: Helen Mattenhauer Exportação Nos termos da Lei Complementar nº 87/1996, art. 3º, II, o ICMS não incide sobre operações e prestações que

Leia mais

Lex Garcia Advogados http://lexlab.esy.es. Dr. Alex Garcia Silveira OABSP 285373

Lex Garcia Advogados http://lexlab.esy.es. Dr. Alex Garcia Silveira OABSP 285373 Alex Garcia Silveira Cartilha: Direito do Comercio Internacional São Paulo Junho de 2015 SUMÁRIO RESUMO... 5 ABSTRACT... 5 PARTES E AUXILIARES DO COMÉRCIO... 6 EXPORTADOR E IMPORTADOR... 6 SELEÇÃO DE MERCADO...

Leia mais

Ato Declaratório Executivo Conjunto nº 1 de 28.01.2005

Ato Declaratório Executivo Conjunto nº 1 de 28.01.2005 COORDENADORES-GERAIS DO SISTEMA ADUANEIRO E DE TECNOLOGIA E SISTEMAS DE INFORMAÇÃO - COANA/COTEC Ato Declaratório Executivo Conjunto nº 1 de 28.01.2005 Estabelece procedimentos para a avaliação de funcionamento

Leia mais

Armazenamento e TI: sistema de controle e operação

Armazenamento e TI: sistema de controle e operação Armazenamento e TI: sistema de controle e operação Pós-Graduação Latu-Sensu em Gestão Integrada da Logística Disciplina: TI aplicado à Logística Professor: Mauricio Pimentel Alunos: RA Guilherme Fargnolli

Leia mais

Solução Integrada para Gestão e Operação Empresarial - ERP

Solução Integrada para Gestão e Operação Empresarial - ERP Solução Integrada para Gestão e Operação Empresarial - ERP Mastermaq Softwares Há quase 20 anos no mercado, a Mastermaq está entre as maiores software houses do país e é especialista em soluções para Gestão

Leia mais

LOGÍSTICA Professor: Dr. Edwin B. Mitacc Meza

LOGÍSTICA Professor: Dr. Edwin B. Mitacc Meza LOGÍSTICA Professor: Dr. Edwin B. Mitacc Meza [email protected] www.engenharia-puro.com.br/edwin Nível de Serviço ... Serviço ao cliente é o resultado de todas as atividades logísticas ou do

Leia mais

Armazenagem. Por que armazenar?

Armazenagem. Por que armazenar? Armazenagem Introdução Funções da armazenagem Atividades na armazenagem Objetivos do planejamento de operações de armazenagem Políticas da armazenagem Pilares da atividade de armazenamento Armazenagem

Leia mais

22/02/2009. Supply Chain Management. É a integração dos processos do negócio desde o usuário final até os fornecedores originais que

22/02/2009. Supply Chain Management. É a integração dos processos do negócio desde o usuário final até os fornecedores originais que Supply Chain Management SUMÁRIO Gestão da Cadeia de Suprimentos (SCM) SCM X Logística Dinâmica Sugestões Definição Cadeia de Suprimentos É a integração dos processos do negócio desde o usuário final até

Leia mais

Carga Horária :144h (07/04 a 05/09/2014) 1. JUSTIFICATIVA: 2. OBJETIVO(S):

Carga Horária :144h (07/04 a 05/09/2014) 1. JUSTIFICATIVA: 2. OBJETIVO(S): Carga Horária :144h (07/04 a 05/09/2014) 1. JUSTIFICATIVA: Nos últimos anos, o cenário econômico mundial vem mudando significativamente em decorrência dos avanços tecnológicos, da globalização, das mega

Leia mais

POLÍTICA DE SEGURANÇA POLÍTICA DA QUALIDADE POLÍTICA AMBIENTAL POLÍTICA DE SEGURANÇA, SAÚDE E BEM-ESTAR NO TRABALHO

POLÍTICA DE SEGURANÇA POLÍTICA DA QUALIDADE POLÍTICA AMBIENTAL POLÍTICA DE SEGURANÇA, SAÚDE E BEM-ESTAR NO TRABALHO POLÍTICA DE SEGURANÇA POLÍTICA DA QUALIDADE POLÍTICA AMBIENTAL POLÍTICA DE SEGURANÇA, SAÚDE E BEM-ESTAR NO TRABALHO Política de SEGURANÇA Política de SEGURANÇA A visão do Grupo Volvo é tornar-se líder

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 302, DE 5 DE FEVEREIRO DE 2014.

RESOLUÇÃO Nº 302, DE 5 DE FEVEREIRO DE 2014. RESOLUÇÃO Nº 302, DE 5 DE FEVEREIRO DE 2014. Estabelece critérios e procedimentos para a alocação e remuneração de áreas aeroportuárias. A DIRETORIA DA AGÊNCIA NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL - ANAC, no exercício

Leia mais

Indústria brasileira de bens de capital mecânicos. Janeiro/2011

Indústria brasileira de bens de capital mecânicos. Janeiro/2011 AGENDA DE TRABALHO PARA O CURTO PRAZO Indústria brasileira de bens de capital mecânicos Janeiro/2011 UMA AGENDA DE TRABALHO (para o curto prazo) A. Financiamento A1. Taxa de juros competitiva face a nossos

Leia mais

Quais estratégias de crédito e cobranças são necessárias para controlar e reduzir a inadimplência dos clientes, na Agroveterinária Santa Fé?

Quais estratégias de crédito e cobranças são necessárias para controlar e reduzir a inadimplência dos clientes, na Agroveterinária Santa Fé? 1 INTRODUÇÃO As empresas, inevitavelmente, podem passar por períodos repletos de riscos e oportunidades. Com a complexidade da economia, expansão e competitividade dos negócios, tem-se uma maior necessidade

Leia mais

EDITAL PARA SELEÇÃO DE PROJETOS SOCIAIS 2015

EDITAL PARA SELEÇÃO DE PROJETOS SOCIAIS 2015 EDITAL PARA SELEÇÃO DE PROJETOS SOCIAIS 2015 1. DO OBJETO 1.1. O presente edital tem por objeto realizar uma chamada pública nacional para seleção de projetos que contribuam para o empoderamento das mulheres

Leia mais

Fundamentos de Sistemas de Informação Sistemas de Informação

Fundamentos de Sistemas de Informação Sistemas de Informação Objetivo da Aula Tecnologia e as Organizações, importância dos sistemas de informação e níveis de atuação dos sistemas de informação Organizações & Tecnologia TECNOLOGIA A razão e a capacidade do homem

Leia mais

Importação por Conta e Ordem e Importação por Encomenda (LUCIANO - 15/05/2006)

Importação por Conta e Ordem e Importação por Encomenda (LUCIANO - 15/05/2006) Importação por Conta e Ordem e Importação por Encomenda (LUCIANO - 15/05/2006) Cada vez mais e por diversos motivos, as organizações vêm optando por focar-se no objeto principal do seu próprio negócio

Leia mais

COMO ADQUIRIR UMA FRANQUIA

COMO ADQUIRIR UMA FRANQUIA COMO ADQUIRIR UMA FRANQUIA O que é Franquia? Objetivo Esclarecer dúvidas, opiniões e conceitos existentes no mercado sobre o sistema de franquias. Público-Alvo Pessoa física que deseja constituir um negócio

Leia mais

MELHORES PRÁTICAS DA OCDE

MELHORES PRÁTICAS DA OCDE MELHORES PRÁTICAS DA OCDE PARA A TRANSPARÊNCIA ORÇAMENTÁRIA INTRODUÇÃO A relação entre a boa governança e melhores resultados econômicos e sociais é cada vez mais reconhecida. A transparência abertura

Leia mais

POLÍTICAS DE GESTÃO PROCESSO DE SUSTENTABILIDADE

POLÍTICAS DE GESTÃO PROCESSO DE SUSTENTABILIDADE POLÍTICAS DE GESTÃO PROCESSO DE SUSTENTABILIDADE 1) OBJETIVOS - Apresentar de forma transparente as diretrizes de sustentabilidade que permeiam a estratégia e a gestão; - Fomentar e apoiar internamente

Leia mais

EDITAL PROGRAMA DE EMPREENDEDORISMO JOVEM DA UFPE

EDITAL PROGRAMA DE EMPREENDEDORISMO JOVEM DA UFPE EDITAL PROGRAMA DE EMPREENDEDORISMO JOVEM DA UFPE A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) torna pública, através da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (DINE) da Pró-Reitoria para Assuntos de

Leia mais

Cidades e Aeroportos no Século XXI 11

Cidades e Aeroportos no Século XXI 11 Introdução Nos trabalhos sobre aeroportos e transporte aéreo predominam análises específicas que tratam, por exemplo, do interior do sítio aeroportuário, da arquitetura de aeroportos, da segurança aeroportuária,

Leia mais