DIÁRIO OFICIAL PODER LEGISLATIVO

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1 DIÁRIO OFICIAL PODER LEGISLATIVO ANO XLIV - VITÓRIA-ES, QUARTA-FEIRA, 09 DE JUNHO DE Nº PÁGINAS SMCS Composição, Diagramação, Arte Final. REPROGRAFIA Impressão 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 16ª LEGISLATURA MARCELO COELHO (PDT) 1º Secretário DARY PAGUNG (PRP) 3º Secretário GABINETE DAS LIDERANÇAS MESA DIRETORA ELCIO ALVARES (DEM) Presidente RODRIGO CHAMOUN (PSB) 1ª Vice-Presidente DA VITÓRIA (PDT) 2º Vice-Presidente GIVALDO VIEIRA (PT) 2 o Secretário WANILDO SARNÁGLIA (PT do B) 4º Secretário REPRESENTAÇÃO PARTIDÁRIA DEM Atayde Armani PT Claudio Vereza DEM Atayde Armani, Robson Vaillant, Elcio Alvares, Theodorico Ferraço, Giulianno dos Anjos e Luciano Pereira. PT Claudio Vereza e Givaldo Vieira. PSB Paulo Foletto PR Doutor Rafael Favatto PDT Aparecida Denadai PSDB César Colnago PMDB Sérgio Borges PMN Janete de Sá PSC Reginaldo Almeida PP Cacau Lorenzoni PRP Dary Pagung PT do B Wanildo Sarnáglia Líder do Governo Paulo Roberto Vice-Líder do Governo Sérgio Borges PSB Paulo Foletto, Freitas e Rodrigo Chamoun. PR Vandinho Leite e Doutor Rafael Favatto. PDT Aparecida Denadai, Da Vitória, Doutor Wolmar Campostrini, Euclério Sampaio e Marcelo Coelho. PSDB César Colnago. PMDB - Doutor Hércules, Luiz Carlos Moreira, Sérgio Borges, Marcelo Santos e Luzia Toledo. PMN Janete de Sá e Paulo Roberto. PSC Reginaldo Almeida. PP Cacau Lorenzoni. PRP Dary Pagung. PT do B Wanildo Sarnáglia. Sem Partido Esta edição está disponível no site da Assembleia Legislativa Editoração: Simone Silvares Itala Rizk (027) (027) [email protected]

2 COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO Presidente: Theodorico Ferraço Vice-Presidente: Claudio Vereza Efetivos: Doutor Wolmar Campostrini, Luzia Toledo, Luiz Carlos Moreira, Dary Pagung e Janete de Sá. Suplentes: Atayde Armani, Da Vitória, Rodrigo Chamoun, Freitas, Doutor Hércules, Vandinho Leite e Cacau Lorenzoni. COMISSÃO DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE Presidente: Reginaldo Almeida Vice-Presidente: Luciano Pereira Efetivos: Paulo Roberto, Da Vitória, Doutor Rafael Favatto. Suplentes: Marcelo Santos, Rodrigo Chamoun, Doutor Wolmar Campostrini e Doutor Hércules. COMISSÃO DE CULTURA E COMUNICAÇÃO SOCIAL Presidente: Claudio Vereza Vice-Presidente: Cacau Lorenzoni Efetivos: Janete de Sá. Suplentes: Vandinho Leite, Freitas, Paulo Roberto, Doutor Rafael Favatto e Marcelo Santos. COMISSÃO DE EDUCAÇÃO Presidente: Vandinho Leite Vice-Presidente: Doutor Wolmar Campostrini Efetivos: Luzia Toledo, Sérgio Borges e Atayde Armani. Suplentes: Robson Vaillant, Da Vitória, Paulo Roberto e Rodrigo Chamoun. COMISSÃO DE DEFESA DA CIDADANIA E DOS DIREITOS HUMANOS Presidente: Janete de Sá Vice-Presidente: Doutor Wolmar Campostrini Efetivos: Luzia Toledo e Paulo Foletto. Suplentes: Paulo Roberto, Euclério Sampaio, Reginaldo Almeida e Luciano Pereira. COMISSÃO DE SAÚDE, SANEAMENTO E ASSISTÊNCIA SOCIAL Presidente: Doutor Hércules Vice-Presidente: Freitas Efetivos: Luiz Carlos Moreira, Rodrigo Chamoun e Doutor Rafael Favatto. Suplentes: Doutor Wolmar Campostrini, Janete de Sá, Sérgio Borges, Paulo Foletto e Paulo Roberto. COMISSÃO DE AGRICULTURA, DE SILVICULTURA, DE AQUICULTURA E PESCA, DE ABASTECIMENTO E DE REFORMA AGRÁRIA Presidente: Atayde Armani Vice-Presidente: Luciano Pereira Efetivos: Cacau Lorenzoni, César Colnago e Freitas. Suplentes: Robson Vaillant, Doutor Rafael Favatto, Janete de Sá e Da Vitória e Dary Pagung. COMISSÕES PERMANENTES COMISSÃO DE FINANÇAS, ECONOMIA, ORÇAMENTO, FISCALIZAÇÃO, CONTROLE E TOMADA DE CONTAS Presidente: Sérgio Borges Vice-Presidente: Atayde Armani Efetivos: Paulo Roberto, Euclério Sampaio, Doutor Rafael Favatto, Reginaldo Almeida e Wanildo Sarnáglia. Suplentes: Doutor Hércules, Robson Vaillant, Janete de Sá, Da Vitória, Luzia Toledo, Vandinho Leite e Theodorico Ferraço. COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR Presidente: Aparecida Denadai Vice-Presidente: Theodorico Ferraço Efetivos: Luiz Carlos Moreira. Suplentes: Da Vitória, Robson Vaillant, Doutor Hércules, Cacau Lorenzoni. COMISSÃO DE SEGURANÇA Presidente: Da Vitória Vice-Presidente: Euclério Sampaio Efetivos: Marcelo Santos, Paulo Foletto e Luciano Pereira. Suplentes: Doutor Wolmar Campostrini, Theodorico Ferraço, Doutor Hércules, Paulo Roberto e Rodrigo Chamoun. COMISSÃO DE TURISMO E DESPORTO Presidente: Luzia Toledo Vice-Presidente: Freitas Efetivos: Claudio Vereza e Paulo Foletto. Suplentes: Wanildo Sarnáglia, Cacau Lorenzoni e Sérgio Borges. COMISSÃO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA, INOVAÇÃO, INCLUSÃO DIGITAL, BIOSSEGURANÇA E PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS Presidente: Paulo Roberto Vice-Presidente: Wanildo Sarnáglia Efetivos: Sérgio Borges. Suplentes: Luciano Pereira, Vandinho Leite e Doutor Hércules. COMISSÃO DE INFRAESTRUTURA, DE DESENVOLVIMENTO URBANO E REGIONAL, DE MOBILIDADE URBANA E DE LOGÍSTICA Presidente: Marcelo Santos Vice-Presidente: Theodorico Ferraço Efetivos: Robson Vaillant e Doutor Hércules. Suplentes : Luzia Toledo, Atayde Armani, Luciano Pereira, Freitas e Luiz Carlos Moreira. DEPUTADO CORREGEDOR: CACAU LORENZONI Atas das Sessões...pág a 9530 DEPUTADO OUVIDOR: Publicação Autorizada...pág. 1 a 2 LIGUE OUVIDORIA Atos do Presidente Atos Legislativos Atos Administrativos...pág. 3 a 4 [email protected]

3 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo ATAS DAS SESSÕES DÉCIMA NONA SESSÃO ESPECIAL DA QUARTA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA SEXTA LEGISLATURA, REALIZADA EM 27 DE MAIO DE ÀS QUATORZE HORAS E VINTE E SETE MINUTOS, O SENHOR DEPUTADO CLAUDIO VEREZA OCUPA A CADEIRA DA PRESIDÊNCIA. A SR.ª CERIMONIALISTA - (MARIA ESPERANÇA ALLEMAND) - Senhor Deputado Claudio Vereza, telespectadores da TV Assembleia, senhoras e senhores, boa-tarde. É com satisfação que a Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo recebe todos para esta sessão especial de lançamento do relatório Impacto do Monocultivo em Direitos Humanos de Grandes Projetos - RIDH: O caso do Monocultivo de Eucalipto em larga escala no Norte do Espírito Santo, o Projeto Agroindustrial da Aracruz Celulose/Fibria e as comunidades quilombolas do Sapê do Norte. Convido o Senhor Deputado Claudio Vereza, proponente desta sessão solene, para os procedimentos regimentais de abertura dos trabalhos. (Palmas) (Pausa) O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) - Invocando a proteção de Deus, declaro aberta a sessão e procederei à leitura de um versículo da Bíblia. (O Senhor Claudio Vereza lê Salmos, 55:22) O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) - Dispenso a leitura da ata da sessão anterior. Informo aos Senhores Deputados e demais presentes que esta sessão é especial de lançamento do relatório Impacto do Monocultivo em Direitos Humanos de Grandes Projetos RIDH: O caso do Monocultivo de Eucalipto em larga escala no Norte do Espírito Santo, o Projeto Agroindustrial da Aracruz Celulose/Fibria e as comunidades quilombolas do Sapê do Norte, conforme requerimento de minha autoria, aprovado em Plenário. Devolvo a palavra à cerimonialista para que dê continuidade ao rito da sessão. (Pausa) A SR.ª CERIMONIALISTA (MARIA ESPERANÇA ALLEMAND) - Convido para compor a Mesa o Senhor Gilmar Ferreira, representante do Movimento Nacional de Direitos Humanos no Estado do Espírito Santo; a Senhora Gilsa Helena Barcelos, coordenadora dos trabalhos de elaboração do relatório Impactos do Monocultivo em Direitos Humanos de grandes Projetos; o Senhor Domingos Firminiano dos Santos, representante da Comissão Quilombola do Sapê do Norte, e o Senhor Bruno Alves de Souza Toledo, representando o Conselho Estadual de Direitos Humanos. (Pausa) (Tomam assento à Mesa os referidos convidados) A SR.ª CERIMONIALISTA (MARIA ESPERANÇA ALLEMAND) - Convido todos para, de pé, e voltados para a Bandeira, ouvirmos a execução do Hino Nacional. (Pausa) (É executado o Hino Nacional) A SR.ª CERIMONIALISTA (MARIA ESPERANÇA ALLEMAND) Convido para fazer uso da palavra o Senhor Deputado Claudio Vereza, proponente desta sessão especial. O SR. CLAUDIO VEREZA - (Sem revisão do orador) - Mais uma vez saúdo todos que acolheram o convite feito oficialmente pela Assembleia Legislativa. A execução do Hino Nacional faz desta sessão especial uma atividade oficial do Poder Legislativo do Estado do Espírito Santo. Agradeço imensamente a presença de todos. Imediatamente, após o primeiro contato com o Movimento Nacional de Direitos Humanos, acolhemos a ideia de apresentar nesta Casa o relatório elaborado pelo movimento e por uma equipe de trabalho. Saúdo-o por essa iniciativa. Após a Eco-Rio 92, a grande Conferência do Meio Ambiente que aconteceu no Brasil, ocorrida na cidade do Rio de Janeiro, os processos de licenciamento para qualquer tipo de empreendimento econômico, de iniciativa industrial ou comercial, que por sua essência causassem impacto ao meio ambiente, passou a ser submetido a um relatório conhecido, hoje, em todo o Brasil como Relatório de Impacto Ambiental - RIMA. A Eco-Rio 92 trouxe esse ingrediente forte em benefício da sociedade brasileira e o mundo está preocupado com o meio ambiente. Antes de uma empresa ser implantada, ser construída tem de apresentar um relatório, que será analisado a partir da visão da empresa, para se saber ser dele consta algum aspecto que possa causar impacto ao meio ambiente. Esse relatório é analisado pelos órgãos públicos ambientais que emitem um parecer, no qual diz: O empreendimento pode se implantado, mas tem que tomar tais iniciativas. As chamadas condicionantes. Foi uma conquista importante adotada no mundo inteiro, no Brasil e no Estado do Espírito Santo, procedimento determinado por lei federal. Alguns municípios passaram a adotar, por sua vez, um novo dispositivo. O Município de Vitória, por exemplo, há muitos anos adota um relatório de impacto urbano, quando o empreendimento acontece dentro da cidade.

4 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Qualquer empreendimento a ser implantado na cidade de Vitória, além do relatório ambiental, tem de apresentar o relatório de impacto urbano para saber em que afetará as pessoas que moram na cidade. Citaremos a experiência da cidade de Vitória. Recentemente, por exemplo, o empreendimento da Petrobras - aquele prédio enorme que está sendo construído na Avenida Nossa Senhora da Penha -, passou pelo relatório de impacto urbano. Houve reclamações e audiências foram feitas com os moradores do entorno da sede da Petrobras, na qual colocaram que estava faltando isso e aquilo, que precisava de área verde, de um parque, de uma pista lateral, etc. A Prefeitura, após as audiências, emitiu um parecer solicitando um relatório de impacto ambiental e um relatório de impacto urbano. O Movimento de Direitos Humanos percebeu que além desses dois relatórios, é preciso que seja feito um relatório de impacto sobre as condicionantes que envolvem o ser humano, ou seja, os moradores. Eles foram feitos, mas não dando ênfase, foco e prioridade ao que o movimento, agora, pretende que seja implantado no Brasil. Ele propõe que em todo o Brasil seja adotado um novo procedimento, um relatório mais avançado que o Relatório de Impacto Ambiental - Rima e o Relatório de Impacto Urbano - RIU. A partir de um estudo feito no Espírito Santo o movimento propõe em nível nacional que seja adotado o Relatório de Impacto sobre os Direitos Humanos RIDH, elaborado por uma equipe e será apresentado nesta tarde, aqui nesta Casa, mostrando essa experiência piloto. A proposta é no sentido de que no nosso País haja um terceiro relatório antes da implementação de qualquer projeto e de qualquer empreendimento, seja industrial, comercial ou portuário. O objetivo desta sessão especial é debater os pontos desse relatório. Mas, antes de prosseguir, saudamos todos que o elaboraram. Registramos a presença, em primeiro lugar, da companheira e professora Vera Simoni Nascif e da Senhora Dêise Muzzi, assessoras do Governo do Estado do Espírito Santo. Como a professora Vera não dispõe de muito tempo, preferiu não fazer parte da Mesa dos trabalhos desta sessão especial. Presente também o Senhor Olair José dos Santos, representando o Senhor Júlio Cesar Oliveira, chefe da Polícia Civil do Estado do Espírito Santo; o Senhor Luiz Alberto Cheles Ricart, coordenador técnico do Conselho Municipal de Meio Ambiente da Prefeitura de Vitória; do Senhor Sebastião Ângelo de Moura, coordenador geral da Federação das Associações de Moradores e Movimentos Populares do Espírito Santo - Famopes; da Senhora Regina Maria da Silva, defensora pública estadual; da Senhora Andressa Bacchetti Pinto, representando o IEMA; da Senhora Magda Cristina Lamborghini, subsecretária de Estado de Segurança Pública e Defesa Social; o professor Pedro José Bussinger, representando o Centro de Apoio aos Direitos Humanos - CADH. Recebemos ofício da procuradora chefa Daniele Corrêa Santa Catarina, do Ministério Público do Trabalho; do desembargador Gercino José da Silva Filho, ouvidor agrário nacional e presidente da Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo; dos Senadores Gérson Camata e Magno Malta, agradecendo o convite e justificando o não comparecimento, e da Senhora Sueli Passoni Tonini, diretora presidenta do IEMA, justificando a ausência e indicando a Senhora Andressa Bacchetti Pinto para representá-la. Registramos a presença da Senhora Edna Martins, representante do Fórum de Mulheres do Estado do Espírito Santo; da Senhora Tânia Silveira, assessora da Deputada Federal Iriny Lopes, e das mulheres camponesas representando as comunidades quilombolas, indígenas e camponesas, que estão em jornada. A Via Campesina ontem à noite realizou uma excelente audiência, com bons encaminhamentos, com o Governador Paulo Hartung. Presente também o Pastor Adair Cruz, sempre parceiro e presente nas atividades sociais do nosso Estado. Informamos que foram convidadas muitas autoridades e entidades estaduais e nacionais, como o Secretário Estado de Justiça; a Secretaria de Segurança, aqui representada; a Defensoria Pública Geral do Estado; o Presidente do IDAF; o Ministério Público Federal; o Procurador-Geral do Estado; o Ministério Público Estadual; a Defensoria Pública da União; o Comandante Geral da PM; o Superintendente do INCRA; o promotor do Ministério Público Federal de São Mateus; a Petrobrás; o Ministro Chefe da Secretaria Especial de Política de Promoção da Igualdade Racial; o Ministro do Gabinete de Segurança Institucional; o Ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos; o Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional - IPHAN; o Presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, presente; o Bispo Dom Zanoni de Castro de São Mateus; as empresas Aracruz Celulose S.A./Fibria, Visel, Garra e Plantar. Foram enviados convites à bancada federal; à Ambitec; à Rede Social de Justiça; ao Centro pelo Direito à Moradia contra Despejos; à Comissão Pró- Índio de São Paulo; à Koinonia; ao Movimento de Moradia; ao Movimento Paz no Campo, e a todos os cursos da Universidade Federal do Espírito Santo, incluindo os campi dos Municípios de Alegre e de São Mateus. Enviamos carta aos militantes dos direitos humanos, às pastorais sociais, entre outros, além de enviarmos por meio de mala direta a cinco mil endereços. Então, a sociedade capixaba, através de seus representantes, foi avisada sobre a realização desta audiência pública. Estão presentes também representantes da Fase, dos tupiniquins e guaranis e da Comissão de Mulheres Indígenas. Presente o cacique guarani Antônio Carvalho, mais conhecido como Toninho, da Aldeia Boa Esperança, e representantes do Diretório Central dos Estudantes -

5 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo DCE da Universidade Federal do Espírito Santo. (Muito bem!) Concedo a palavra ao Senhor Gilmar Ferreira, representante do Movimento Nacional dos Direitos Humanos no Espírito Santo. O SR. GILMAR FERREIRA (Sem revisão do orador) - Cumprimentamos o Senhor Deputado Claudio Vereza, proponente desta sessão especial; a professora Gilsa Helena Barcelos, e o Senhor Bruno Alves de Souza Toledo, presidente do Conselho Estadual dos Direitos Humanos. Esta será uma das poucas vezes que nós e Bruno não falaremos do sistema prisional, pois quase sempre participamos das mesmas mesas de debate. Cumprimentamos o companheiro Domingos Firminiano dos Santos; o cacique guarani Antônio Carvalho, mais conhecido como Toninho, e em seu nome os povos indígenas; o companheiro Sebastião Ângelo de Moura, e a sociedade civil organizada, formada por diversos organismos de mobilização. Inicialmente registramos nossos agradecimentos, nossa solidariedade e o nosso reconhecimento aos professores e aos profissionais que incansavelmente durante todo esse tempo trabalharam junto com a professora Gilsa Helena na produção desse relatório. Esse tema tem sido bastante atraente para nós representantes do Movimento dos Direitos Humanos, pois compreendemos que o modelo econômico de desenvolvimento que se baseia nos grandes projetos industriais, sejam eles energéticos, minerais, agroindustriais e de infraestrutura, têm desafiado, sobretudo, as organizações de direitos humanos. Resolvemos aceitar o desafio e dizer à população que somos muito críticos, mas também temos capacidade de construir junto com a sociedade, pois queremos discutir direitos humanos em outro patamar. Então, aceitamos a proposta de elaborar uma estratégia política metodológica para que pudéssemos enfrentar os impactos negativos, as violações e as experiências que esse tipo de empreendimento vem trazendo. Essas demandas todos os dias chegam às nossas entidades levadas por organizações da sociedade civil, vitimadas por esse modelo de desenvolvimento que não considera os direitos humanos. Em nosso País, a partir do acúmulo de várias propostas que esse tema tem proporcionado ao longo dos anos, sobretudo após a Eco-Rio 92, diversos fóruns vêm discutindo o tema e pensando numa proposta capaz de pensar desenvolvimento em outro contexto, e não mais só baseado na lógica do EIA- Rima, ou seja, no contexto daqueles que todos os dias têm seus direitos violados por esses e outros empreendimentos. Foi pensando nisso que a 9.ª Conferência Nacional dos Direitos Humanos, realizada em 2004, aceitou o desafio dessa proposta. Portanto, a ideia de propor o EIDH/RIDH vem para dizer, de forma muito efetiva, que queremos construir uma proposta análoga ao EIA-Rima, porque compreendemos que ele, como tal, já não dá conta dos desafios dos novos tempos. Nesse sentido, o EIDH/RIDH vem para dizer que é preciso, efetivamente, considerar os direitos humanos nas suas diversas manifestações, nos seus diversos aspectos. E o que estamos propondo é exatamente inserir no debate nacional e no ordenamento jurídico nacional esse debate como forma de compreender este momento que estamos vivendo. Esse estudo é parte de uma longa caminhada. E com ele queremos provocar o Ministério da Justiça, os órgãos de Estado, o Governo Federal e todas as organizações, para que efetivamente busquemos elementos capazes de atender aos desafios que os tempos modernos nos impõem. Essa pesquisa que estuda os impactos da monocultura do eucalipto, sobretudo os impactos sobre a população indígena e a população quilombola do Sapê do Norte, é parte de um projeto amplo. Quatro experiências foram desenvolvidas pelo projeto do Movimento Nacional dos Direitos Humanos: uma no Estado do Espírito Santo, que investiga a monocultura do eucalipto; outra no Estado de Minas Gerais, que investiga os impactos do plantio da cana-de-açúcar em grande escala; outra no Estado do Rio Grande do Sul, que também investiga a monocultura do eucalipto, e a quarta no Estado do Maranhão, que investiga os impactos do plantio da soja em grande escala. O estudo da monocultura do eucalipto nos Estados do Espírito Santo e do Rio Grande do Sul mostra que essa prática traz impactos para todos nós. Mas queremos medir os impactos em realidades diferentes, na do Espírito Santo e na do Rio Grande do Sul, porque a monocultura do eucalipto, como parte de uma política desenvolvimentista e com o apoio estatal, é tratada da mesma forma nos dois estados. Recebemos todos os dias demandas das comunidades do Sapê do Norte e das entidades ligadas aos direitos humanos. Por isso o Programa Nacional de Proteção ao Defensor dos Direitos Humanos também é parceiro na produção e na construção desse evento, pois atua denunciando, reivindicando e orientando as comunidades afetadas. O Movimento Nacional de Direitos Humanos - MNDH-ES e o Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Serra/Espírito Santo CDDH-ES, respectivamente propositores e executores do presente estudo, entendem o mesmo como uma contribuição modesta, mas centrada no viés dos direitos humanos. É preciso compreender que esse exercício significa a tentativa de experimentar uma nova metodologia e acumular conhecimento para a proposição de novos instrumentos, de novo marco legal, onde os direitos humanos sejam protagonistas do momento histórico em que vive o País. A Declaração dos Direitos Humanos, instituída em 1948, que tem como princípio universalizar os direitos humanos, determinou que esses direitos seriam iguais para todos, independente

6 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 de nacionalidade, raça, cultura e gênero de qualquer natureza, entre outros, e que deveriam proteger e garantir a dignidade humana. Determinou que os estados têm de dar condições para a efetivação dos direitos humanos em seu território. Neste sentido, parece-me fundamental discorrer sobre alguns temas: primeiro, o EIDH- RIDH precisa ter a capacidade de aceitar e enfrentar desafios impostos pelos novos tempos, numa perspectiva de que é preciso preservar a terra, a nossa biodiversidade e, sobretudo, garantir a continuidade da vida humana na Terra. Segundo, há outro aspecto importante que esse relatório precisa apontar, ou seja, que é um instrumento que estará à disposição dos movimentos sociais e dos órgãos estatais para que possamos propor, à luz desses estudos, novas políticas públicas e novas ações governamentais para que tenhamos os direitos humanos garantidos no Brasil. Desse relatório consta recomendações a todos os entes federados, a todas as instâncias de Poder e a todos os órgãos estatais no sentido de que, em sintonia com o novo momento em que vivemos na história do País, em sintonia com as novas demandas que o mundo moderno nos traz, é preciso ter capacidade de construir elemento novo para que pensemos na humanidade futura. Queremos efetivamente monitorar, acompanhar todo o desenrolar, toda a ação estatal e pública, para sabermos se pelo menos está havendo um mínimo de esforço para que as recomendações contidas nesse relatório sejam minimamente reconhecidas para que possam ser executadas na prática. Deixo registrado o meu abraço a todos que participam desta sessão especial, dizendo que aceitamos o desafio de construir uma nova política e os desafios deste momento novo, contemporâneo da história do Brasil. Para discutir o tema direitos humanos é preciso que o conjunto da população seja protagonista, para que a história não nos cobre e nem nos acuse de sermos omissos e responsáveis pela morte da biodiversidade, pelo assassinato do planeta Terra e da humanidade. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Agradecemos as palavras do Senhor Gilmar Ferreira, representante do Movimento Nacional dos Direitos Humanos no Espírito Santo. Convido para compor a Mesa o cacique guarani Antônio Carvalho, mais conhecido como Toninho, da aldeia Boa Esperança, representando as comunidades indígenas. (Pausa) (Toma assento à Mesa o referido convidado) O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Informamos que o Pastor Adair Cruz representa o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, a Pastoral Indigenista e o Centro de Defesa dos Direitos Humanos do Município de Serra. Registramos a presença, nesta sessão especial, de representantes do Conselho Regional de Serviço Social; da Senhora Luzia de Fátima Silva, representante do Movimento de Mulheres Camponesas; dos Senhores José Afonso e Aloir Rodrigues, representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Celulose; do Senhor José Marques Porto, conselheiro titular da Famopes no Conselho Estadual de Meio Ambiente; do Senhor Agamenon Benício de Novaes Lopes, assessor da Vereadora pelo Município de Serra, Senhora Lourência Riani; de representantes das comunidades quilombolas dos Municípios de Conceição da Barra e de São Mateus; da comunidade de Linharinho; do Senhor Joel Fanticeli, do CDDH do Município de Serra; da Senhora Renata Roubach, da ONG Feminista Sempre Viva; de representantes do Balcão de Direitos Humanos da Universidade Federal do Espírito Santo, acompanhado de diversos estudantes da UFES, e do Senhor Vitor César Noronha, diretor de movimentos sociais do DCE, da UFES. Presentes companheiros e companheiras integrantes de caminhada da Via Campesina, integrada pelo MST, pelo MPA e por outras entidades do Espírito Santo. O Movimento de Mulheres Camponesas também tem diversas representantes nesta sessão especial. Em mãos a justificativa do Padre Xavier, da Pastoral do Menor, dizendo da impossibilidade de participar da presente sessão, mas indicou o Senhor Wagner Henrique como seu representante. Passamos, agora, ao objetivo principal desta audiência pública, quando membros da Comissão do Relatório farão a sua apresentação. Fazem parte da comissão a companheira Gilsa Helena Barcelos, coordenadora dos trabalhos de elaboração do relatório Impactos do Monocultivo em Direitos Humanos de Grandes Projetos RIDH, e os companheiros Jeferson Gonçalves Correia, Winniwe Overbeek e Simone Raquel Batista Ferreira. (Pausa) Concedo a palavra à Senhora Gilsa Helena Barcelos. A SR.ª GILSA HELENA BARCELOS (Sem revisão da oradora) - Boa tarde a todos. Às comunidades quilombolas, em particular, queremos dizer que para nós é uma satisfação imensa poder dar a todos o retorno desse trabalho, que demorou um ano para ser realizado. Claro que ficamos angustiado quando vamos às comunidades para fazer entrevistas ou reuniões, pois acaba gerando expectativa. Perguntávamo-nos durante o processo: será que daremos conta do recado? Mas no final, num esforço coletivo muito grande, inclusive por parte dos colegas Antônio, famoso Antônio Sapezeiro; Kátia, e

7 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo Joice, além das pessoas citadas pelo Senhor Deputado Claudio Vereza, a equipe finalizou o estudo. O relatório tem dois volumes, contendo alguns anexos, por isso ficou um pouco denso. A proposta hoje é apresentá-lo da seguinte forma: farei uma pequena introdução e depois os outros colegas apresentarão alguns itens. Dividimos em partes, pois estabelecemos uma lógica nesse processo de investigação, pegando alguns eixos. Um deles, o impacto territorial e as consequências produzidas a partir dele. Discutimos, também, os impactos sobre o meio ambiente. Como o Deputado Claudio Vereza falou, existe o Relatório de Impacto Ambiental, já adotado por exigência legal, mas há uma avaliação não somente por parte da equipe que realizou o trabalho, mas comum a muitos pesquisadores, de que esse é um instrumento profundamente desgastado. Ele foi apropriado por grandes empreendimentos muitas vezes para legitimar a situação e viabilizar a implantação de grandes projetos. Hoje, infelizmente, esse instrumento não tem conseguido contribuir para a garantia de direito das populações e nem a preservação de ecossistemas e modo de vida dos moradores. Então, apesar de ter sido uma conquista da sociedade brasileira, infelizmente o Relatório de Impacto Ambiental é um instrumento desgastado e só é possível recuperá-lo como um instrumento de controle da regulamentação da ação de grandes projetos, caso se for repensado. Afinal, a forma como é aplicado hoje não atende aos interesses de comunidades locais. Por isso o EIDH/RIDH, como o Deputado Claudio Vereza falou, foi uma iniciativa do Movimento Nacional de Direitos Humanos que aconteceu em quatro Estados brasileiros. No Estado de Minas Gerais foram discutidos os impactos do plantio da cana-de-açúcar em larga escala. O segundo estudo, também já concluído, aconteceu no Rio Grande do Sul e também tomou como experiência o monocultivo de eucalipto em larga escala. Também discutiram a atuação da empresa Aracruz Celulose S.A./Fibria. Foi feito um estudo, mas com uma diferença: não trataram dos impactos sobre as populações tradicionais como tratamos aqui. No Estado do Maranhão foram discutidos os impactos da soja sobre comunidades locais. E no Espírito Santo, a discussão é com relação ao eucalipto sobre as comunidades quilombolas. O companheiro Gilmar, no final desta sessão especial, talvez fale sobre a escolha das comunidades quilombolas pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos. Sabemos que há uma série de impactos sobre diferentes populações. Por que veio com mais força a ideia de se trabalhar com as populações quilombolas? Talvez, no final, o relatório justifique a nossa apresentação e possa também ser parte dessa explicação. Então, a proposta é que a partir desses estudos, realizados em situações já citadas, trataremos do impacto que ocorreu no Espírito Santo, há quarenta anos. Ou seja, há quarenta anos esses projetos chegaram ao nosso território e desde aquela época a população convive com esse chamado projeto de desenvolvimento. A ideia é que essas experiências nos quatro Estados sirvam de argumento junto ao Estado brasileiro, pois falam da necessidade da implantação desse instrumento como de proteção dos interesses das populações locais. Que seja um instrumento que regule a ação dos grandes projetos em diferentes territórios do Brasil. A proposta é convencer, a partir desses estudos, o Ministério da Justiça da necessidade de implantação do REID/RIDH como uma exigência prévia quando da instalação de grandes projetos. No caso do Espírito Santo, para nós foi importante pensar o impacto sobre uma população local, com uma especificidade importante. São comunidades quilombolas, comunidades negras do Sapê do Norte que têm uma longa trajetória e uma identidade cultural muito forte. E, como começou, a partir de determinado período histórico, a surgir elaboração de instrumento de proteção dos interesses dessas populações locais, achamos que como jamais um EIA/Rima levará em consideração a adoção, por exemplo, de tratados internacionais, no nosso caso foi imprescindível a Convenção n.º 169, da Organização Internacional do Trabalho OIT, e o Decreto n.º 6040/2007, instrumentos jurídicos que tratam exatamente de populações tradicionais. No Espírito Santo o nome do nosso relatório é: Estudo e Relatório de Impacto em Direitos Humanos de Grandes Projetos. Estamos apresentando um relatório a vocês. Mas por que se trata de um estudo? Porque apresentaremos a ideia ao Ministério da Justiça. É o famoso EIDH/RIDH. Inclusive, ganhamos um cachorrinho no trabalho de campo e o batizamos com o nome EIDH/RIDH, para homenagear o nosso estudo. No Espírito Santo falamos do monocultivo de eucalipto em larga escala na Região Norte do Estado e discutimos a relação projeto agroindustrial da Aracruz Celulose S.A./Fibria e comunidades quilombolas do Sapê do Norte. A entidade proponente, conforme já foi dito, é o Movimento Nacional de Direitos Humanos. A entidade executora foi o Centro de Defesa dos Direitos Humanos CDDH, da Serra. As entidades financiadoras foram a Coordenadoria Ecumênica de Serviço e o Instituto Marista de Solidariedade. A equipe responsável está aqui e os companheiros que fazem parte do grupo que realizou o trabalho, todos falarão sobre o estudo. Alguns do grupo não puderam estar presentes, como Eduardo Moreira e Sandro Juliatti Silva, pois não tiveram como se desvencilhar do trabalho, mas fazem parte desse estudo, que tem como objetivo avaliar os impactos do plantio de eucalipto em larga escala sobre os direitos humanos. Que direitos são esses? Direitos territoriais, ambientais, culturais, sociais e

8 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 econômicos das comunidades quilombolas do Sapê do Norte. Local do estudo: Municípios de Conceição da Barra e de São Mateus, onde está localizado o território da comunidade de Sapê do Norte. O sujeito de pesquisa são as comunidades quilombolas. O período de realização desse estudo foi de dezembro de 2008 a dezembro de A metodologia adotada foram consultas bibliográficas - uma gama delas - o que é muito positivo. Foram feitos muitos estudos, teses, dissertações por parte de pesquisadores que têm se debruçado sobre a violação dos direitos humanos no extremo norte do Espírito Santo. Esse material foi importante. Fizemos consultas a documentos oficiais e sites, e fizemos várias entrevistas. O objetivo do relatório é avaliar os impactos sobre os direitos humanos. Para tanto utilizamos alguns marcos jurídicos, como a Declaração Universal de Direitos Humanos; a Convenção Sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial; o Pacto Internacional de Direitos Humanos; o Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais; o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos; a Convenção Sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher; a Convenção n.º 169, da Organização Internacional do Trabalho Sobre Povos Indígenas e Tribais; a Convenção n.º 111, Sobre a Discriminação, Emprego e Ocupação, da Organização Internacional do Trabalho; a Declaração Sobre o Direito e Dever dos Indivíduos, de Grupos e Instituições de Promover e Proteger os Direitos Humanos e as Liberdades Fundamentais Universalmente Reconhecidas, e a Declaração Final dos Defensores dos Direitos Humanos, da 3ª Consulta Latino-Americana de Defensores e Defensoras dos Direitos Humanos. O Brasil é considerado estado parte, é signatário desses tratados, ou seja, ele teria que respeitar os princípios consagrados presentes nesses tratados, nessas declarações e nessas convenções. Nos marcos jurídicos nacionais, utilizamos a Constituição Federal do Brasil, particularmente os artigos 215, 216 e 225, e o artigo 68 do Ato das Disposições Transitórias; o Decreto n.º 5.051, aprovado pelo Congresso Nacional em 2002 e promulgado em 2004 pelo Presidente da República; o Decreto n.º 4.887/2003, que regulamenta a demarcação de terras quilombolas no Brasil, e o Decreto n.º 640, que institui a Política Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais. Marcos jurídicos estaduais: a Constituição do Estado do Espírito Santo e a Lei Estadual n.º O relatório possui duzentas e treze páginas, que organizamos da seguinte forma: Introdução: Capítulo I, que trata apenas do empreendimento Aracruz Celulose S.A./Fibria, todo o processo de chegada dessa empresa ao Estado. Enfim, as articulações institucionais para a vinda da Aracruz Celulose para o Estado do Espírito Santo. O tipo e a quantidade de produção dessa empresa, seu processo de expansão, ou seja, o foco é a empresa Aracruz Celulose S.A./Fibria. O Capítulo II trata a questão territorial; o Capítulo III trata dos impactos ambientais, e o Capítulo IV trata os impactos sobre o trabalho, alimentação e o processo de criminalização, que será falado daqui a pouco. De todos os estudos de impacto ambiental que fazemos, apresentamos as recomendações finais. Pedimos um pouco de paciência, pois é um relatório denso. Fizemos uma reunião com a equipe e procuraremos ser rápido. Ficou combinado que será apresentado pelo menos em uma hora para que inclusive possam debater e questionar o que está sendo proposto. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Convidamos para fazer parte da Mesa a promotora de justiça e dirigente do Centro de Apoio da Cidadania, Senhora Sandra Ferreira de Souza, representando o Ministério Público Estadual. (Pausa) (Toma assento à Mesa a referida convidada) O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Registramos a presença, nesta Casa de Leis, de alunos do Observatório dos Conflitos no Campo, da UFES; do Senhor Luiz Dalvi, representante da ONG Espírito Santo Contra o Crime, e do Pastor Silas, subsecretário de Ação Social de Vitória. (Pausa) Concedo a palavra ao Senhor Jefferson Gonçalves Correia. O SR. JEFFERSON GONÇALVES CORREIA (Sem revisão do orador) Boa tarde a todos os presentes, e cumprimentamos os que compõem a Mesa em nome do Senhor Deputado Claudio Vereza. Consideramos que seria interessante o debate desse trabalho com pessoas de vários segmentos da sociedade e autoridades, estas não presentes neste Plenário. Porém, ficamos tranquilo, pois nossa fala será registrada nos Anais da Assembleia Legislativa. O Senhor Eduardo Moreira - companheiro que infelizmente não pôde vir - é professor da Escola Família Agrícola de Burarama, do Município de Cachoeiro de Itapemirim. Ele contribuiu bastante quando dos estudos do capítulo que fala sobre a questão territorial. As comunidades quilombolas, hoje presentes nesta Casa de Leis, não estão neste Plenário por acaso. O surgimento dos quilombos no Brasil foi fruto de variadas formas de resistência contra a escravidão, contra a opressão sofrida pelos africanos e seus descendentes. A fuga é a mais comentada forma de resistência, mas os quilombos se formaram também com a ocupação de antigas fazendas e em terras doadas após a Abolição da Escravatura. Afinal, para onde iriam os antigos escravos a partir de 14 de

9 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo maio de 1888? Eles resistiram enquanto grupos de diversas formas. Reforçamos que não foi apenas fuga, isso ocorreu até a década de 60, mais ou menos. A ocupação da terra não se baseava no documento necessariamente, pois existiam muitas localidades e os nomes dos córregos sempre mudavam, por exemplo: Córrego São Domingos para Córrego do Angelim. Houve uma ação da Aracruz Celulose S.A./Fibria e do Estado na expropriação desse território. Caso bastante emblemático é o da Ilha da Marambaia, no Estado do Rio de Janeiro, ilha de engorda de escravos. O dono da ilha e dos escravos - que depois os vendiam em praça pública do Estado do Rio de Janeiro - quando acabou a escravidão olhou para os escravos e disse: Muito bem, volto para Portugal e vocês ficam aqui. Eles não fugiram, permaneceram lá e resistem até hoje; como resistem as comunidades quilombolas presentes neste Plenário. Essa é uma história bastante importante e pouco discutida no Brasil, e não é à toa. Trata-se de uma história importante, mas ainda pouco conhecida do povo brasileiro, já que por muito tempo a História oficial se silenciou em relação às comunidades quilombolas, tornando-as invisíveis. Havia uma lógica bastante corrente nas comunidades quilombolas Sapê do Norte antes da chegada da Aracruz Celulose: as comunidades quilombolas praticavam o uso comum da terra e sua sobrevivência era baseada no uso dos recursos naturais: rios, córregos e matas. Ou seja, a terra não era propriedade particular, mas um bem comum. No fim do período escravista, na região do Sapê do Norte, diversas fazendas se tornaram decadentes. Negros e seus descendentes africanos ocuparam as terras abandonadas, a chamada terra à rola. O Estado ignorou a existência dessas comunidades - discurso do vazio demográfico. Antes da chegada da Aracruz Celulose, segundo as comunidades, viviam cerca de doze mil famílias na região, porém sem garantia de direitos enquanto comunidades quilombolas. Esta Casa, no ano de 2002, criou uma Comissão Parlamentar de Inquérito que apurou irregularidades na Aracruz Celulose, hoje Fibria, época em que colheu muitas informações. No final dos anos 1960 e nos anos 1970, houve um processo de expulsão da maioria dos quilombolas de suas terras pela ex-aracruz Celulose. Para exemplificar esse processo, citaremos o depoimento de uma das lideranças quilombolas, que falou sobre esse processo envolvendo um comerciante de São Mateus, chamado Pelé, e os militares Diz um trecho do depoimento: O Pelé foi usado para fazer esse tipo de transação de relação com a comunidade negra. Ele iniciou indo com o Tenente Merçon [...] Eles tinham algumas estratégias e uma delas, como disse inicialmente, é que falavam que o negro tinha que estudar, que dariam emprego para você na empresa. [...] Quando você fazia o jogo dele tudo bem, quando não fazia o jogo dele; ele ameaçava. Quando a terra não era legalizada ele (tenente Merçon) falava que a terra era do Estado e que tinha que pegar a terra porque o Estado vendeu aquela terra para a Aracruz. Era assim que falava. Tinha de sair porque aquela terra era da Aracruz. Essa ameaça até hoje é negada. Está na memória de vocês, mas isso é negado até hoje. Quando a terra não era legalizada, ele, o Tenente Merçon, falava que a terra era do Estado e que tinha que pegar, porque o Estado tinha vendido aquela terra para a Aracruz Celulose. Era assim que falava: Tinha de sair, porque aquela terra era da Aracruz. E não de Domingos Firminiano dos Santos, mais conhecido como Chapoca. E depois Manoel José Valentin, mais conhecido como Seu Miúdo, veio a esta Casa, prestou depoimento e não pôde vir mais, pois estava doente e logo depois morreu. Manoel - muito mais velho que Chapoca - disse: Aí, mudei para outro terreno, lá fora onde tinha um pedaço de terra(...) Novamente essa questão de terra rola, eram tantas terras que podia ocupar em negociação com outros companheiros. O Tenente Merçon me tirou de lá, ele falou que se eu não saísse que mandaria um tratorista passar em cima da minha casa. Disse a ele que não, que não queria que ele mandasse, queria que ele mesmo fosse. Disse Manoel, finado Miúdo, de São Jorge. Poderíamos, num primeiro momento, como tantas vezes é dito por outras pessoas que tudo isso não passa de uma grande mentira, dizer: Os quilombolas têm interesse nisso, então eles estão inventando essa história. Mas muitas pessoas contam essas histórias. Portanto, é mentira? Não sabemos se está visível para todos vocês. Não está. Não tem problema. Essa é uma cadeia dominial. O que é uma cadeia dominial? Para os que não sabem é quando se pega as certidões de registro das terras e vai até a origem. A origem sempre é o Estado do Espírito Santo, pois a partir da Constituição de 1891, primeira Constituição da República, toda terra, pelo Pacto Federativo, passa a ser dos Estados. Aqui vemos o caso do Senhor Antônio Alage, que nem sabia que o nome dele foi utilizado. Por que falamos que a ação foi da Aracruz Celulose, hoje Fibria, e do Estado? Porque se utilizou o nome de outras pessoas para legitimar, para legalizar essas terras. Vemos a denominação do imóvel como Fazenda Saber do Norte. Hoje esse imóvel tem oito mil e quatrocentos hectares, mas foi adquirido de várias formas. No caso de Antônio - não dá para ver muito bem -, ele adquire do Estado do Espírito Santo sem saber cento e setenta e oito hectares no dia 11 de novembro de É só ir ao Cartório de São Mateus que está lá registrado. A Divisão de Terras e

10 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Cartografia da Secretaria de Agricultura do Estado do Espírito Santo é quem legaliza. No dia seguinte Antônio Alage vende a terra. Por isso a empresa e tantos outros dizem: Não, nós compramos. Dizem que ele vendeu a terra para a empresa no dia seguinte por um valor sessenta vezes mais. Então, temos matrículas que variam: o valor de quarenta a oitenta vezes mais do que o primeiro valor vendido. É vendido para a Vera Cruz Agro-florestal, que depois foi incorporada pela Aracruz Celulose S.A./Fibria Esse é o caso do Senhor Antônio Alage, que nem sabia que isso foi feito com ele. É uma das pessoas que vivem no Sapê do Norte. Esse é um caso. Várias pessoas moravam nos cento e setenta e oito hectares, por isso que falamos que ocupavam as terras e não tinham documento. O Estado e a Aracruz Celulose produziram documentos para legitimar aquelas terras e expulsar as pessoas. Também consta da CPI da Aracruz, arquivada por esta Casa de Leis, o depoimento, que está no relatório do Senhor Orildo Antônio Bertolini ex-funcionário da Aracruz Celulose. Ele também diz que nunca esteve no imóvel Fazenda Sapê do Norte. Aqui na transparência está Córrego do Airi-mirim. Moradores de São Jorge, vocês conhecem Córrego do Airi-mirim? Muitas pessoas já moraram lá. José Geminiano continua morando lá. Mas é como se ninguém morasse ali. O Estado utiliza Orildo, funcionário da Aracruz Celulose. Ele diz: Olha, eu nunca pisei naquela terra, não sei nem aonde é, mas a empresa me pediu, eu nada recebi. Mas está na cadeia dominial que o Senhor Orildo requereu do Estado, pagou mil novecentos e setenta e cinco cruzeiros pela terra e a repassou à Vera Cruz Agro-Florestal, quatro dias depois, no valor de setenta e nove mil. E disse que nada recebeu e nunca esteve lá. Detalhe: as leis vigentes na época diziam que necessariamente para que uma pessoa física requeresse do Estado uma terra pública deveria ter moradia habitual e efetiva. Orildo Antônio Bertolini nunca esteve naquela terra. As pessoas que habitavam a terra foram expulsas, sim. Os documentos foram forjados, isso é ato de simulação. Isso é crime, passível de punição que não prescreve, que não caduca. Mostrarei mais adiante. Está aqui, não é novidade. Esta Casa, a Procuradoria-Geral do Estado sabe disso e o IDAF sabem disso e nunca fizeram nada. Seus representantes não estão presentes; mas os órgãos foram convidados. Não sabemos se já dissemos, mas de Orildo Antônio foram trezentos e noventa e cinco hectares, no Córrego do Airi-mirim. Aí, o Senhor Ivan de Andrade Amorim requere quatrocentos e oitenta hectares, no dia 12 de setembro de 1975, e no dia 24 de setembro de 1975 repassa. Comprou por dois mil e quatrocentos e vendeu por cento e cinquenta e dois mil à Vera Cruz Agro-Florestal. Ele também diz nesta Casa que nada recebeu. Disse: A empresa me pediu esse favor, eu assim fiz. Um acordo com a Aracruz Celulose, que mudou o nome, mas o seu passivo continua. Em acordo feito com os órgãos do Estado brasileiro manipularam essa compra de terra e a expulsão das pessoas de seu território. As posses não foram consideradas. O Estado brasileiro produziu um discurso de vazio demográfico: Lá não vive ninguém, vamos tomar conta. Não há invenção na fala das pessoas, que muitas vezes passam pelo constrangimento de ouvir que estão mentindo, inventando. Está claro. Há provas. Órgãos responsáveis por isso se silenciaram e continuam no silêncio. Foram convidados para estarem nesta sessão especial e não estão. A Aracruz Celulose S.A./Fibria e os órgãos do Estado legalizaram vinte e dois mil hectares de terras devolutas em nome de vinte e nove laranjas, que eram funcionários da Aracruz Florestal, que depois se tornou Aracruz Celulose. O Governo do Estado pode dizer: Afinal de contas, pode me dizer o que posso fazer juridicamente? Quem pode dizer? A Procuradoria-Geral do Estado. Em 2004, a Procuradoria-Geral do Estado recebeu um requerimento para anular esse processo. Afinal de contas, como uma empresa desse porte entra no Estado do Espírito Santo, pratica atos de simulação, comprovados aqui, de vinte e dois mil hectares? É importante dizer a todos os presentes que estamos tratando apenas desses atos simulados de matrículas, que chegaram até a origem. Quando chegam até a origem as cadeias dominiais conseguem identificar que as terras foram retiradas do patrimônio público do Estado do Espírito Santo. Mas, há outras cadeias dominiais, outras tantas que não chegam à origem, ou seja, não foi destacado do patrimônio público Estadual. Alguém adquiriu de forma ilegal e o IDAF sabe disso, assim como a Procuradoria-Geral do Estado, e ambos se silenciam. Em 2004, a Procuradoria-Geral do Estado recebeu requerimento em 28 de novembro de 2005, encaminhou-o ao IDAF, o instituto de terras do Estado, e ambos se silenciam. Em 2008, por intermédio do gabinete do Deputado Claudio Vereza é pedida informação sobre esse requerimento, que consta o número do protocolo no relatório EIDH/RIDH, e novo silêncio. É importante pensar que tais processos são passíveis de anulação, sim. Porque as irregularidades na aquisição dessas terras, os atos de simulação para legalizar as terras devolutas não prescrevem, não caducam, não têm o ato prescricional de dez anos. Há quem diz: Já se passaram dez anos, não se pode anular. Pode, sim. Está previsto no Código Civil de Não sou especialista em leis, mas precisei estudar um pouco sobre leis para chegar a essa compreensão e não consegui entender, pois há tanto marco jurídico e nada é feito. O que mais chama atenção é que a empresa continua recebendo empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social BNDES, órgão do Estado brasileiro, por exemplo, que não ouve as comunidades quilombolas, mas que continua a conceder empréstimos, mesmo com tantas irregularidades não apuradas.

11 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo No relatório também consta que nesta Casa, em 2004, foi lançado o Segundo Plano Nacional de Reforma Agrária, com a presença do presidente do INCRA, não do superintendente. A Secretaria de Agricultura esteve representada pelo Senhor Volmar Loss, que foi questionado se caso fossem averiguadas, como na CPI, irregularidades na aquisição de terras, o que seria feito. S. S.ª respondeu: Esse é um fato dado, não se discute. Deputado Claudio Vereza, tudo o que é filmado pela TV Assembleia e registrado por meio de notas taquigráficas neste Plenário fica arquivado nesta Casa? Se fica, basta saber quando foi lançado o Segundo Plano Nacional de Reforma Agrária e veremos que um funcionário da Seag disse que nada pode ser feito a esse respeito. Temos uma série de legislação que prevê titulação para as comunidades quilombolas e outras questões referentes aos direitos de todos vocês. O que não é possível compreender é que na Convenção n.º 169, da Organização Internacional do Trabalho - OIT, da qual o Brasil é signatário, está previsto que em toda e qualquer ação do Estado deve-se ouvir os povos afetados. Isso não é invenção de ONG internacional, como muitas vezes é dito. A Convenção n.º 169, da OIT, foi ratificada pelo Brasil em Genebra, aprovada pelo Congresso Nacional, tanto pela Câmara Federal quanto pelo Senado, em 2002, e promulgada pelo Presidente da República em Isso também não vem sendo seguido pelos órgãos públicos e muito menos pelas empresas que se instalam nas comunidades quilombolas de um modo geral, mais especificamente no Espírito Santo. Existem vários processos abertos pelo INCRA no Espírito Santo, chamados Relatórios Técnicos de Identificação e Delimitação, que trazem uma série de informações para qualquer pessoa que queira saber mais a esse respeito. Inclusive essas cadeias dominiais foram retiradas do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação de São Jorge, mas todos têm informações para quem quiser saber sobre o assunto. Temos uma série de ações contra os interesses das comunidades quilombolas, não apenas da bancada ruralista no Congresso Nacional, mas também desta Casa. Não há grandes problemas nisso, pois faz parte do regime democrático. Citamos esse fato no relatório. Qual o problema? O problema é: por que o Governo do Estado, que atua nesta Casa quase sem oposição, nunca recebeu os quilombolas? Colocamos lá várias pautas. O recém-criado Movimento Paz no Campo teve muitas pautas e já foi recebido pelo Governador do Estado, que falou que a questão quilombola é um gol contra. Recentemente S. Ex.ª promoveu no Plenário Rui Barbosa uma audiência pública. Consultamos os quilombolas e nenhum foi convidado. Nessa audiência pública estiveram presentes os Deputados Freitas e Paulo Roberto, que disseram que o Governo do Estado nada sabe a esse respeito. Está comprovado que sabem sim. Podemos falar muitas coisas, mas é só para entender que quando lemos os relatórios, as contestações, os processos administrativos que existem no INCRA, deles constam que a Aracruz Celulose S.A./Fibria não considera que as comunidades quilombolas se diferenciam de outros setores da coletividade nacional, pois não têm costumes e tradições próprias. Sabemos que a Aracruz Celulose nunca reconheceu as comunidades quilombolas. Pelos relatos dos próprios quilombolas - não foi possível citar no relatório -, nas recentes propostas de comodato de terra, foi dito: Nós emprestamos as terras a vocês, vocês a cultivam desde que não mantenham o nome quilombola. Parece que é isso. Há muito ainda o que falar. O relatório está pronto e depois será aberto à discussão. Gostaríamos de apresentar esse mapa em uma audiência pública promovida pelo Ministério Público Federal e pela Procuradoria-Geral da República, no Município de São Mateus, que também foi convidado para esta sessão especial, mas não compareceu. O Senhor Vailson Schneider, técnico do IDAF apresentou-me esse mapa. Ele disse: O que está em amarelo são áreas da Aracruz Celulose: dois mil, trezentos e noventa hectares somente no território de Linharinho. Disse também que eles não tinham conseguido encontrar a origem desses títulos nos processos do IDAF, órgão que trata de terras no Estado do Espírito Santo, e que pediram à Aracruz Celulose, mas ela não os enviou. O Estado trata a empresa numa relação de eu te peço, você me manda o dia que quiser. E nada é feito. Para finalizar, faço minhas as palavras de Sandro José Silva, que não está presente nesta sessão, a respeito de tantas coisas sobre os quilombolas que não são feitas, com o discurso de que não é possível. Sobre alguns direitos: Veremos que embora o art.68, bem como o Decreto n.º de 2003, seja parte de uma Política Pública de Estado, ou seja, seu efeito administrativo é idêntico à abolição dos negros escravizados, à política de distribuição de terras a imigrantes europeus, à isenção de impostos para exportação, os eternos créditos para o latifúndio e as políticas industriais do governo estadual, os efeitos democráticos de sua aplicação reacendem as brasas de um país racista acostumado ao trabalho servil e a desigualdade. Ou seja, os direitos de vocês são políticas públicas, que estão na Constituição Federal. Ninguém

12 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 está pedindo nada a mais, mas é tratado pelo Estado brasileiro como se fosse diferente. Continuando: Para chegar a esta conclusão é preciso desconstruir o imaginário de uma sociedade pacífica, (...) Paz no campo. (...) não violenta, em que impera a ordem. Então, alguém faz acontecer a desordem! (...) É preciso também desconstruir a forma com que a história da região do Sapê do Norte foi contada até o momento, submetendo as populações negras oriundas da escravidão a um silêncio e a uma invisibilidade institucional que desafia qualquer razão menos democrática. Várias vezes, entrevistando os quilombolas, perguntei: quando vão ao museu do Município de São Mateus, vocês se veem naquele lugar? Para quem não sabe, o museu tem expostas na sua parte de cima as figuras ilustres daquele Município. E embora a cidade tenha tido por dois mandatos um prefeito negro, não há um só negro naquela ala. A história dos negros está toda na parte de baixo. Dando continuidade à leitura: (...) Ao mesmo tempo é necessário considerar que o que uns chamam de paz, milhares já experimentaram como escravidão. Muito obrigado. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Senhor Jefferson Gonçalves Correia, obrigado pela apresentação dessa parte do relatório que se refere ao território. A Presidência registra, com satisfação, a presença do Senhor Antônio Carlos, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, representando a superintendente Carol de Abreu. (Pausa) Concedo a palavra à Senhora Simone Batista Ferreira. A SR.ª SIMONE BATISTA FERREIRA (Sem revisão da oradora) Boa tarde a todos, especialmente aos meus amigos e amigas quilombolas. Apresentarei a parte relacionada à violação dos direitos ambientais desses grandes projetos de desenvolvimento que incidem há algumas décadas sobre territórios étnicos, quilombolas e também indígenas. Sobre a questão ambiental do território quilombola do Sapê do Norte no Espírito Santo reproduziremos as falas das pessoas, pois ninguém melhor do que elas para nos relatar os impactos que sofrem há tanto tempo. Para questionarmos um pouco esses projetos de desenvolvimento, falaremos sobre a visão da natureza com a qual trabalham. Os povos e comunidades tradicionais quilombolas, indígenas, de pescadores e de camponeses em geral têm a natureza como fonte da vida. A partir dessa relação com a natureza constrói seu modo de viver que se difere muito da visão da natureza de quem elabora grandes projetos de desenvolvimento, pois vê a natureza como mercadoria, como uma forma de acumulação de riqueza. Trouxemos os próprios quilombolas a esta Casa, tentando ilustrar um pouco esse modo de viver, que tem uma relação intrínseca com a natureza: uma relação de troca. Falaremos um pouco do que consta no relatório sobre alguns grandes projetos de desenvolvimento implantados no território quilombola de Sapê do Norte. Alguns licenciamentos antigos, os monocultivos de eucaliptos em larga escala destinados à produção de celulose, majoritariamente da empresa Aracruz Celulose S.A./Fibria; da Suzano Bahia Sul Papel e Celulose; da Cenibra, e inclusive da Vale, que também tem plantios antigos naquela área. É importante dizer que a autorização é dos anos 60, porque o mecanismo do EIA-Rima começou antes da Eco-Rio 92. A política nacional de meio ambiente é de 1981 e foi o que determinou a necessidade de se ter um estudo de impacto ambiental para os projetos de desenvolvimento degradante da natureza. A Eco-Rio 92 reforçou várias discussões, mas é bom colocarmos um marco legal. Outro licenciamento antigo, o do monocultivo de cana-de-açúcar em larga escala destinado à produção do etanol, que se encontra em expansão hoje no Sapê do Norte, tem o mesmo formato. Um empreendimento mais recente a que estamos assistindo e no qual vemos um processo muito semelhante ao que aconteceu na época da ditadura militar, é o licenciamento do gasoduto Cacimbas- Catu da Petrobras, que está atropelando as comunidades quilombolas sem consulta e sem esclarecimento nenhum. Estão cavando dutos nas terras, nos sítios, ao lado de farinheira, sem ao menos considerar que aquilo é território étnico, identificado e reconhecido pelo Estado brasileiro. O gasoduto está sendo construindo com o mesmo mecanismo de invasão, de imprensamento do eucalipto e da canade-açúcar. Embora existam tantas leis, tratados, decretos, na prática se não estivermos com os olhos muito abertos e bem organizados enquanto movimento social, esses grandes projetos passam também por cima das leis. Lamentamos muito que diversos atores citados nesse relatório como infratores desses direitos humanos quilombolas não estejam nesta sessão especial, pois gostaríamos muito de debater com eles esses casos. Eles se ausentam. Contudo, esse relatório

13 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo não deixa de ser um documento que, esperamos, caminhe para efetivar esses direitos. Traremos um pouco dos impactos do monocultivo de eucalipto para a produção de celulose. Temos neste slide uma foto muito ilustrativa da situação de imprensamento vivida pelas comunidades quilombolas: duas crianças caminhando em direção à escola. O monocultivo de eucalipto convive com as pessoas diariamente. Está nos quintais das casas e muito presente. O imprensamento é uma expressão nativa, fala local, que expressa muito bem essa falta de horizonte em que as comunidades quilombolas foram colocadas. A seguir algumas falas dos quilombolas: Mata nativa! Tinha! Mata nativa! Quebrava, quebrava tudo! Mata purinha! Aí ela pegava com o correntão e quebrava tudo! E a gente, quando eles chegava assim, era paca, era tatu, era veado, era tudo, os bicho ficava entocado tudo, fazia dó, preguiça! Esse depoimento contestará o que a empresa afirma, de que nunca derrubou mata nativa, de que nunca desmatou floresta nativa, a floresta tropical. Continuando: Juntava aquela madeira, madeira de lei, que hoje é Cibá, Peroba, Braúna, Moíba, Sapucaia. Se tivesse num dia de neblina como hoje, botava óleo diesel pra poder queimar a madeira. Queimaram tudo! Tudo! Hoje os quilombolas são perseguidos pelos órgãos de proteção ambiental quando vão pescar, tirar um cipó ou quando vão caçar para comer. São eles os criminalizados pelos órgãos ambientais. Esse passivo, reforçando o que o Jefferson falou, não se apaga, mesmo porque não precisamos mais de leis. Já temos leis, como veremos no final, que deveriam ser usadas para fiscalizar a invasão do território do Sapê do Norte e a destruição socioambiental. Aterros e plantios em lagoas. Neste slide temos uma lagoa aterrada, com plantio de eucalipto. Outro depoimento de quilombola, diz: É, as lagoa, como tinha antigamente, que tinha muita criação, era gado, era de tudo! Porco, animal cavalar, tinha muito bicho que bebia água naquelas lagoa, entonce agora acabou, porque a Aracruz tomou conta, as firma foi tomando conta, acabando, aterrando! Aquelas caça, muito jacaré, irerê, qualquer passarinho tinha. E hoje a pessoa tá vivendo, não tem jeito, tudo apertado por causa dessa firma. Acabou peixe, acabou tudo. Então, vemos que a transformação da natureza em mercadoria acaba com uma gama de recursos, de elementos que sustentavam o modo de vida dessas comunidades, elas produziam o alimento, tinham água em abundância, mas lhes tiram a terra e envenenam os bichos. Os que hoje resistem e continuam morando na comunidade Sapê do Norte são uns heróis. São mais de quarenta anos de imposição de um modelo impactante, que não considera a vida humana. Mais uma imagem de outra lagoa. Algumas pessoas dessas fotos estão presentes nesta sessão e isso vai bem ao encontro da metodologia adotada no nosso trabalho, que é ouvir os quilombolas. Com relação ao plantio e às nascentes, diversas nascentes estão cobertas com plantio de eucalipto e recebem veneno periodicamente. Por um lado acaba com a mata ciliar, o que compromete toda a água que desce para os rios; por outro as terras ficam contaminadas. Mais um crime. Essa foto é de uma nascente, a fala se refere a ela: Hoje, quase não chove mais, mas na época que chovia, aqui tudo corria peixe, isso aqui, ó, animal atolava, você pode ver aqui [...]. Será que eles têm como provar que isso aqui não é a vazante do rio que esgota no Córrego dos Pretos? Isso aqui, ó, num precisa 50, não, 20 anos atrás isso aqui corria água direto! Isso aqui, ó, é local da água. Vem aqui e corta um pé desse, de eucalipto, que vem a VISEL e fala, e prende o cara, dizendo que não tá tendo respeito. Qual respeito que tá tendo aqui? Isso é o desabafo de uma pessoa criminalizada, perseguida constantemente no seu cotidiano e mostra o tamanho do estrago ambiental provocado pela empresa, que fica impune. Da mesma forma, onde existe plantio, há a drenagem para se conseguir plantar numa área que emana água, numa nascente que jorra água. Muitas vezes é preciso drenar para a terra secar, para o brejo secar para poderem plantar. Drenagem de cabeceira. Essa foto mostra a cabaceira do Córrego do Caboclo, um rio que alimenta o Córrego de São Domingos, o principal rio que atravessa o território de Linharinho e de outras comunidades. Disseram na entrevista: Tinha muita água, era muito fundo. A correnteza, você vê que era tão forte que o rio, o canal do rio era limpo! Porque a água tinha força de limpar, mas depois foi acabando a água, né,

14 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 e o rio foi aterrando! Porque plantaram eucalipto nas nascentes dos córrego tudo, né! Vemos perto da nascente o local cheio de água, num período de muita chuva em que o lençol freático subiu. Muitas dessas nascentes, no ano de 2001, afloraram em meio ao plantio de eucalipto. Quando o período está mais seco, às vezes não se consegue perceber que naquele local tem uma nascente. E do outro lado da estrada vemos as obras, os manilhamentos para drenagem dessa área de cabeceira, tirando a água para o plantio de eucalipto. Obviamente são inúmeros os impactos. Listamos alguns. Outro impacto gritante é o elevado uso de agrotóxicos nos monocultivos de eucalipto. Todo grande monocultivo apresenta um desequilíbrio ambiental, a planta não consegue se defender, não tem diversidade biológica, então, necessita de muito insumo químico. Por isso questionamos esse modelo de desenvolvimento baseado em grandes monocultivos, seja do que for, porque resulta no uso indiscriminado de agrotóxicos, de herbicidas, de vários tipos de venenos. Lerei um trecho do depoimento da mãe de duas crianças que foram envenenadas, depois de terem comido castanhas do Chapéu do Sol. Perto havia tratores da empresa Plantar que presta serviços à Aracruz Celulose e aplica veneno. As castanhas estavam contaminadas e as crianças morreram. Essa família é da comunidade São Jorge e a história é bem conhecida. No depoimento ela diz: A Aracruz é o bicho porque nós estamos aí, de cara pra cima. Meu filho vai fazer o quê? Já fez dez anos de morto. O bichinho botava sangue pisado! Vomitava, vomitava. O sangue, aquele sangue talhado. Talhado do veneno. E eu sem saber o que era. [...] Eu estou dando entrada [na Justiça] à toa. À toa! Já pegaram o laudo do meu menino de novo. [...]Eles queriam tirar nós daqui! [...] Eu disse: eu não vou! Porque é causa de morte, eu não vou porque isso é causa de todo mundo. Na foto Estela, a mãe das crianças. O texto é sobre a morte dos filhos de Estela, não só dos dela, mas dos sobrinhos também. Ela processou a empresa, que está até hoje impune. Agrotóxicos também contaminam os trabalhadores da empresa Plantar, que presta serviços à Aracruz Celulose. Essa imagem mostra a aplicação de agrotóxicos na cabeceira de um afluente do rio Angelim e no Córrego do Ricardo. Nesse texto, depoimento de uma pessoa que foi envenenada, dentre tantas que são envenenadas diariamente quando do plantio de eucalipto: O primeiro desmaio veio com uns... 4 meses eu senti... nós tinha batido veneno em dois talhão, e tava almoçando no meio dos dois talhão que tinha batido o veneno. Passado uns dois, três meses, outra vez eu dei outro desmaio! No campo também! O corpo ficou todo dolorido, o estômago ficou dias todo revoltado. E nisso, fui trabalhando até que o encarregado disse que eu não servia mais e que tinha que me mandar embora, como mandou! Aí pedi a ele que esperasse, que eu tava, ia fazer uns exames, mas ele disse que não, que a firma não tinha nada com isso. Esse depoimento é do Jovem, de Conceição da Barra. Vocês conhecem o Jovem? Ele está muito doente, processou a empresa e conseguiu indenização. Mas, no entanto, ela não vai trazer a saúde e nem a vida dele de volta. Essa é mais uma denúncia. O Jovem fala que eles comiam vestidos com a roupa que tinham usado para aplicar o veneno. Na maioria das vezes não tinham nem água para lavar as mãos. E ali mesmo onde aplicavam o veneno eles comiam, e comiam veneno junto. Na verdade, comiam veneno. Esse e outros casos foram objeto de um processo no Ministério Público do Trabalho. Alguns depoimentos foram feitos, fitas entregues e o processo engavetado. Então, é urgente! São condições trabalhistas, não só de impacto ambiental. O gasoduto Cacimba-Catu está sendo implantado agora. Esse empreendimento da Petrobras já obteve duas licenças: a licença prévia e a licença de instalação dos dutos. Só falta a última licença, a de operação. Ou seja, quando será dada a autorização para o gás passar pelo duto. Pelo que nos consta a Comissão Quilombola conseguiu segurar a licença de operação. A empresa não considerou que estava passando dentro de um território étnico quilombola, reconhecido, identificado. Inclusive, as comunidades quilombolas São Jorge e São Domingos têm relatórios de identificação territorial e delimitação feitos pelo INCRA. Em determinados sítios o duto passou ao lado de casas de farinha; embaixo de córregos, os córregos sumiram e as famílias estão lá. As pouquíssimas alternativas de renda, de alimentação estão minguando cada vez mais por causa do gasoduto. Essa foto é da comunidade quilombola São Jorge. Olhem bem a dimensão desse duto. Na comunidade quilombola São Jorge tiveram a insensibilidade de cavar buraco para o duto dentro do pátio da escolinha. Passaram com o duto dentro do pátio da escola da comunidade São Jorge e falaram com as crianças que não poderiam mais brincar ali, pois era perigoso.

15 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo Na comunidade São Domingos os dutos passaram no terreno do Senhor Renan, cavaram ao lado da farinheira, e ele não pôde mais fazer roça, não pôde mais arar a terra, a pouca terra que ainda tem. É uma falta de sensibilidade e de total desconsideração dos marcos jurídicos. Se é que servem para alguma coisa, têm que ser colocados em prática. Esse é o depoimento de uma pessoa da comunidade São Jorge: Você me entendeu agora? Ele vai vazar aqui, ele vai terminar aqui. Aí é que faz o vazamento no cano e você vem aqui para fazer o tapamento [...] esta tubulação vai aqui no chão por vinte anos, ele tem garantia por vinte anos. O gás que passa aqui dentro, como ele tem força! Se o eucalipto não prestava, agora sim! Porque eles não colocaram um cartaz aí escrito botafogo!? As crianças, nós vamos livrar da morte! Amanhã ou depois a gente pode morrer [...] e as crianças? Alguns marcos jurídicos já foram citados, mas quero somente dar destaque ao ambiental. Diz a Constituição Federal, em seus artigos 225, 215 e 261: Art. 225 Todos têm o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida (...) Art. 215 O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e (...) protegerá as manifestações das culturas populares indígenas e afro-brasileiras (...). Art. 216 Constitui Patrimônio Cultural Brasileiro os bens de natureza material e imaterial, (...), portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira (...). Por falta de lei não é. Mais específico ainda é o artigo referente à área ambiental. Já em 1965, quando a empresa era a Aracruz Florestal, bem como a Ouro Verde, Vera Cruz, Brasil Leste Agro- Florestal, etc., se estabeleceram nos territórios quilombolas e também nos indígenas tupiniquins e guaranis já existia a Lei n.º 4.771/1965, e se chamava Novo Código Florestal. Um trecho da lei diz: Lei n.º 4.771/ Definir as áreas de preservação permanente (APP) e considerar sua destruição e/ou danificação como contravenção penal. A lei refere-se às áreas de preservação permanente, que deveriam ser intocadas para garantir, por exemplo, o fluxo de água e a proteção dos cursos hídricos. Encontramos nascentes, cabeceiras dos rios, vegetação ao redor de lagoas e rios, tudo o que as comunidades tradicionais conhecem bem. Se desmatar a cabeceira de um rio, a comunidade fica sem água para beber. Mas preservar não é bem o que os grandes projetos de desenvolvimento fazem. Aqui a empresa infringiu uma lei federal, embora tenha ficado impune. Mais uma vez vemos a impunidade! Política Nacional de Meio Ambiente. Lei n.º 6.398/1981: (...) Apresenta como instrumentos a avaliação do impacto ambiental e o licenciamento das atividades efetiva ou potencialmente poluidoras. (...) Ou seja, nesse momento começa a ser considerada a necessidade de se ter um processo de avaliação de impacto desses grandes projetos de desenvolvimento. Foi aí que se pensou nos licenciamentos, embora o que assistamos hoje é a um processo onde se paga para poder poluir. Fazem as condicionantes e alguns perguntam: Quanto custa? Eu pago x e compenso ambientalmente, mas não questiono o teor do meu projeto. A proposta do relatório vai além. Você pode questionar inclusive o caráter do próprio projeto de desenvolvimento, o caminho que está sendo tomado, o modelo que está sendo construído e não somente o pagamento pelo impacto ambiental, o que vem acontecendo. O licenciamento é um jogo. Quanto você paga para poluir? Na maioria dos casos é o que acontece. A Política Nacional de Meio Ambiente também criou o Conselho Nacional do Meio Ambiente, o Conama, cuja resolução diz: Resolução Conama n.º 1/ Define as diretrizes dos estudos de impacto ambiental e seus respectivos relatórios (EIA-RIMA) Então, como devem ser esses estudos de impacto ambiental para licenciar os empreendimentos? Inclusive sugiro que esse relatório

16 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 chegue ao Conama, porque historicamente é ele que propõe essas normas, para que também reflitam sobre a inclusão das pessoas que vivem nesses lugares onde os empreendimentos serão implantados. A Lei n.º 9.605/1998, de crimes ambientais, dispõe sobre sanções aos crimes ambientais. A lei, a grosso modo, dá nome aos bois, diz: Poluiu isso, a multa é x, a pena é tal. Muitas penas são de prisão, prevista na lei de crimes ambientais. Se tiverem curiosidade em ler a lei federal de crimes ambientais verão que várias coisas se encaixam perfeitamente na situação vivida hoje na comunidade quilombola Sapê no Norte, que também não está sendo respeitada. A Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos de Comunidades Tradicionais, Decreto n.º 6040/2007, objetiva reconhecer, fortalecer e garantir os direitos territoriais, sociais, ambientais, econômicos e culturais dos povos e comunidades tradicionais, ou seja, todos vocês, quilombolas, indígenas e camponeses. Ao elaborarem esse decreto, pensaram, em especial, nesses grupos que vivem orientados pela lógica de relação pessoal com o meio em que vivem, com o meio ambiente, com a natureza. A Convenção n.º 169, da Organização Estadual do Trabalho - OIT, sobre povos indígenas e tribais ratificada no Brasil em 2002, também traz alguns itens específicos relacionados ao meio ambiente, e ao ambiente em que vivem essas comunidades. Um deles é o art. 4.º, que determina: (...) Art. 4.º - Os Estados nacionais deverão adotar medidas especiais que sejam necessárias para salvaguardar as pessoas, as instituições, os bens, as culturas e o meio ambiente dos povos interessados. Quais sejam: os povos e as comunidades tradicionais no Brasil. O art. 7.º, diz: Os governos deverão zelar para que (...) sejam efetuados estudos junto aos povos interessados com o objetivo de se avaliar a incidência social, espiritual e cultural e sobre o meio ambiente que as atividades de desenvolvimento previstas, possam ter sobre esses povos. Os resultados desses estudos deverão ser considerados como critérios fundamentais para execução das atividades mencionadas. Destaquei aqui a afirmação de que os resultados desses estudos deverão ser considerados com base em critérios fundamentais para a execução das atividades mencionadas, pois infelizmente o que se vê não é isso. Volto a dizer: eucalipto, cana-deaçúcar, gasoduto. E, no Morro do Arara tem o caso do aterro sanitário, que está sendo implantado pela Ambitec na cabeceira do Córrego do Sapato, onde vivem famílias quilombolas num território identificado, reconhecido e delimitado pelo Estado brasileiro como quilombola. É impacto ambiental nos dois sentidos, pois além de instalar aterro sanitário na cabeceira de um córrego, ou seja, colocar lixo na cabeceira do córrego, estão colocando o lixo de nove municípios, salvo engano, na cabeça de populações tradicionais. Esse projeto de aterro sanitário, como o de eucalipto, o de cana-de-açúcar e o do gasoduto configuram o que se vem discutindo como prática de racismo ambiental. Toda atividade impactante, degradante causa doença. Todo lixo é jogado em locais onde existem populações - que alguém quer invisibilizar -consideradas pelo sistema hegemônico como inferiores. Então, passam duto de gás no local onde moram, joga-se lixo e todo tipo de agrotóxico na cabeça delas, que não tem problema. Não é isso? Não é isso não, mas essa é a visão do sistema hegemônico que temos que mudar. Esperamos que esse relatório não seja mais um documento que ficará na prateleira de algum órgão oficial, ou não, mas que de fato seja apropriado por essas comunidades como instrumento de luta. (Muito bem!) (Palmas) O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Agradecemos à Senhora Simone Raquel Batista Ferreira a apresentação de parte do relatório. Registramos a presença do Senhor Leonardo Grobberio Pinheiro, da Defensoria Pública Estadual, e a do Senhor Paulo Gobira, do programa Luz para todos. (Pausa) Concedo a palavra ao Senhor Winfridus Overbeek. O SR. WINFRIDUS OVERBEEK (Sem revisão do orador) Boa tarde a todos. Falaremos da criminalização dos quilombolas, assunto que interessa a muitos dos senhores. Há uma violência muito grande, muito constante. Falaremos rapidamente de dois outros direitos humanos importantes, que têm a ver com a criminalização: o direito ao trabalho e à alimentação. Sobre o direito ao trabalho, um dos acordos internacionais, no qual nos baseamos para fazer esse relatório, é o denominado Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais - PIDESC, que em seus artigos 6, 7 e 8 reafirma que o direito ao trabalho é essencial para a realização de outros direitos humanos e constitui uma parte inseparável e inerente da dignidade humana. Constatamos nesse trabalho, a partir do que ouvimos das comunidades quilombolas, que a perda

17 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo do território em função da implantação das monoculturas, sobretudo de eucalipto, é a principal causa do não cumprimento do direito ao trabalho. Antes do eucalipto havia diversas atividades de trabalho: agricultura, coleta, caça, pesca, criação solta de animais, artesanato, processamento de produtos, como de farinha e de outros produtos. Depois da chegada do eucalipto ocorreu uma redução muito grande dessas atividades produtivas. E aquelas ainda possíveis, como a agricultura, por exemplo, passou a ser muito mais difícil de ser realizada. E mais: começou uma perseguição à prática de diversas atividades como a caça, a extração de madeira para construir casas, a pesca, a criação solta de animais, costumes que sempre fez parte da vida dos quilombolas. Qual o resultado, hoje? As pessoas têm que praticar outras atividades de trabalho. E, com todas as restrições impostas e a perseguição ficou muito mais difícil ter uma melhor condição de vida. A Aracruz Celulose S.A./Fibria tem feito projetos sociais nas comunidades. Só que temos percebido que alguns desses projetos não foram efetuados, segundo lideranças quilombolas, e mesmo alguns fossem realizados, são projetos pontuais que não conseguem compensar as perdas que tiveram em relação às atividades de trabalho anteriores. Então, como é desenvolvido, hoje, o trabalho? Em São Domingos e em Santana, por exemplo, 34,8.% trabalham no facho - fabricação de carvão, coleta de lenha; 28,1% trabalham na roça, e 15,4% são assalariados, trabalham na empresa Plantar. São dados do INCRA, de Há bastante gente nesse trabalho assalariado que manuseia agrotóxico, trabalho perigoso, já comentado por Simone Raquel. A atividade mais importante, principalmente em São Domingos - uma realidade em muitas comunidades, principalmente na de Conceição da Barra - é o facho, pois cinquenta e sete por cento das famílias vivem da fabricação de carvão e trinta e sete da coleta de lenha. Em São Domingos apenas seis por cento das famílias têm como atividade principal a agricultura, a produção de farinha e o que produz na roça. Outro resultado da perda do território é a impossibilidade de se realizar os trabalhos tradicionais, e isso leva a alterações culturais, ou seja, a nova geração quilombola é praticamente obrigada a desenvolver uma atividade que podemos considerar subumana: a produção de carvão. O Estudo de Impactos sobre os Direitos Humanos constata uma explícita violação dos direitos humanos das comunidades quilombolas, que não têm direito a um trabalho digno. Lembrando que o Acordo Internacional ratificado pelo Brasil, diz: Toda pessoa tem direito a trabalhar para viver com dignidade. Quanto ao direito à alimentação, diz que a perda de terra com a contínua monocultura de eucalipto afetou muito a produção de alimentos das famílias quilombolas, trazendo insegurança alimentar. A Comissão Especial de Acompanhamento ligada a um conselho da Presidência da República, em 2008, foi às comunidades investigar essa situação. A conclusão foi que esse modelo implantado naquela região trouxe muitos impactos sociais, econômicos, culturais e ambientais graves e a perda do território mudou completamente a vida das comunidades, provocando insegurança alimentar. Recorreu-se ao programa de distribuição de cestas básicas, uma solução emergencial e não estrutural, mas que atingiu apenas sete das trinta comunidades e ainda de forma insuficiente. A comissão também constatou que as principais violações que causam insegurança alimentar continuavam ocorrendo tranquilamente como a não demarcação das terras, o não acesso à água suficiente e de boa qualidade, desemprego, degradação ambiental, falta de outros serviços básicos como saúde e a violação novamente do PIDESC, que garante o direito à alimentação. A comissão diz que é necessário garantir a posse definitiva da terra para que não falte espaço para plantar e criar animais. As poucas oportunidades de emprego e geração de renda geram situação de insegurança alimentar e nutricional. Isso compromete mortalmente a prática dos direitos humanos em relação à alimentação nas comunidades. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Agradecemos ao Senhor Winfridus Overbeek, integrante da equipe que elaborou o relatório. Pedimos desculpas pelos telefonemas que estamos recebendo durante a sessão. Estão nos mantendo informado, pois alguns camponeses da Via Campesina ocuparam as dependências do Ministério da Fazenda nesta manhã, mas terão retornar ao Tancredão, onde estão acampados desde ontem à noite, pois acaba de chegar ao local um oficial de justiça com um mandado de reintegração de posse. Estão preocupados com a tropa de choque que poderá chegar e causar algum tipo de violência, por isso estamos recebendo vários telefonemas e, presidindo a sessão, é difícil nos ausentar para ir até lá segurar a barra com a polícia, ainda mais nesta cadeirinha. (Pausa) Concedo a palavra à Senhora Gilsa Helena Barcelos. A SR. a GILSA HELENA BARCELOS (Sem revisão da oradora) Comentaremos um dos pontos trabalhados no relatório: o processo de criminalização dos constrangimentos enfrentados pelos quilombolas no Sapê do Norte. Utilizamos um questionário do Programa Nacional de Proteção dos Defensores Públicos para entender um pouco esse processo de violação, até porque em função desse processo de criminalização maciça que vem acontecendo no Norte do Espírito Santo o programa acabou sendo acionado. Depois o Senhor Jassenildo Reis poderá falar sobre o assunto,

18 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 inserindo os nomes das pessoas perseguidas pelos defensores dos direitos humanos. Foram entrevistadas cinquenta e oito pessoas identificadas como pessoas perseguidas, processadas ou ameaçadas. Claro que existem mais, mas trabalhamos com as elencadas pela comunidade, pois é um processo de construção e elaboração do relatório. E, ao fechar o número de entrevistas, novas denúncias apareciam. Como tínhamos que fechar em algum momento o estudo, tivemos que deixar algumas pessoas de fora. A equipe do estudo identificou que existem formas distintas de perseguição, de constrangimento e de violação de direitos instaladas no Sapê do Norte. Uma delas é caracterizada pela perseguição, que acontece no cotidiano das pessoas que vivem na comunidade, tendo como principais agentes a Visel, empresa terceirizada de vigilância que prestou serviço à Aracruz Celulose S.A./Fibria, que hoje já não atua mais, pois foi substituída pela empresa Garra, hoje um dos principais agentes de perseguição a quilombolas no Sapê do Norte. Representantes do Movimento Paz no Campo - MPC e moradores de São Cristovão poderão depois nos falar de todo esse processo experimentado naquela comunidade e na de Serrarias. Há as ações planejadas da polícia em parceria com a Visel e a Garra. As ações que fazem parte da atividade cotidiana da empresa, do processo de perseguição, e as ações dessas empresas de vigilância em parceira com a polícia. Há ações pontuais, de grandes dimensões, com a polícia dentro das comunidades. Citaremos dois exemplos: uma aconteceu dia 14 de novembro de 2008, e outra recentemente, dia 11 de novembro de Houve ocupação e prisão em massa de pessoas da comunidade, que foram levadas algemadas para as delegacias, enfim, uma operação sofisticada. Identificamos também outra forma de ação: a de perseguição fora das comunidades de quilombolas. Às vezes eles atuam fora e acabam sendo perseguidos e presos por policiais. Identificamos uma ação específica ocorrida no Município de Linhares, no final de Há também as ações que terminam em ações criminais e vários quilombolas passam a responder processos e, em muitos casos, depois são presos. Muitas das que listamos antes resultaram em prisão e abertura de processos criminais. Leremos trechos de alguns depoimentos dessas pessoas criminalizadas, que nos falaram de sua indignação com relação a esse processo de perseguição. Um dos trechos, diz: Estava coletando pontas de galhos, quando chegou o Batalhão de Choque, com todo o armamento, gritando que nós deveríamos ir para a cadeia. Pegaram alguns companheiros e saíram arrastando. Teve outros momentos aqui na comunidade que eu fui abordado pela Visel, só pelo fato de estar pegando lenha para colocar no forno para fazer o beiju. Sempre eles chegavam dizendo que era para sair da área ou eles chamariam a polícia para me prender. Não queremos mais ser tratados como vagabundos. Estamos sendo pressionados pela empresa, que usa de todas as formas de agressão contra a comunidade. O entrevistado afirma que reconhece aqueles que o ameaçam: É a [age como] milícia da empresa. A visão que eles têm da ação da Visel e da Garra no seu território é uma ação de milícia, pois é uma empresa de vigilância e seus funcionários andam armados. Então, como reagir quando alguém aponta uma arma para você e o ameaça de morte? Outro depoimento de alguém de Roda D Água, diz: Primeiro eles prenderam os meninos, lá na área já perto da comunidade. Um grupo foi olhar os meninos presos, havia três carros da Polícia Militar. Quando eles chegaram de carro e começaram a efetuar disparos. Nesse momento, eu estava passando com criança para ir ao colégio estudar. Nesse momento, eu estava passando em frente à viatura, aí, eles mandaram parar, foi quando eu senti que eu levei um tiro por trás. Aí eu ouvi um policial gritando: Vamos embora que eu acertei um. Foram embora sem prestar socorro, me deixando no chão, caído e sangrando. [...] somos perseguidos pela Visel independente do que estamos fazendo. A gente sofre, somos presos, processados, mas a Visel (atualmente, a Garra) fica sempre impune. Nós queremos que ela pague por tudo que nos fez. Entrei com uma ação contra a polícia por causa do que fizeram, mas até hoje não tivemos resposta, nem para sermos ouvidos. Ou seja, não há eco nas denúncias das comunidades quilombolas. Outro acontecimento ocorrido em Linhares é interessante que saibam: No final de 2006, a empresa Aracruz Celulose, após a colheita de talhão de eucalipto no Córrego de Farias, em Linhares, propôs aos moradores

19 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo da região que fizessem a cata dos resíduos. Entretanto esses não se interessaram, dessa forma levaram ao conhecimento das comunidades quilombolas de São Domingos e de Santana. Aquela área havia sido liberada para as catas dos fachos, o que levou toda a comunidade ou parte dela e outras pessoas não quilombolas a fazerem a busca do material. No entanto, numa ação, ao que parece planejada, a empresa registrou ocorrências por furtos daquela madeira, levando à criminalização de oitenta e duas pessoas, a maioria quilombola. Ressalta-se que já havia uma decisão de um interdito proibitório que os quilombolas desconheciam, e impediam que os mesmo adentrassem àquela área, por isso a ação se deu neste momento por chamado Crime de Obediência. Ou seja, havia uma avaliação de que existia uma ação intencional para a prisão dos quilombolas. Criou-se uma situação para que eles fossem criminalizados. Trouxe algumas imagens do que aconteceu para mostrar. Esta imagem mostra liderança dos direitos humanos, Isaias, tentando intermediar o conflito. A outra fotografia mostra os quilombolas sendo presos. São fotos do Sandro Silva, de Relataremos outra ação policial: Em 11 de novembro de 2009, nova ação da polícia foi realizada no Sapê do Norte. A ação se deu por volta das 8h. Cerca de 130 policiais militares aportaram na Comunidade de São Domingos, municiados com armas pesadas, cães, cavalos e com o argumento de que possuíam um mandado, adentraram as casas e prenderam 39 pessoas, que foram conduzidas algemadas, inclusive um deficiente visual e um senhor de 83 anos, que veio a falecer 3 meses depois. Apreenderam várias ferramentas de trabalho, sendo facões, algumas motosserras, tratores, além de certa quantidade de madeira. As curiosidades ficam pela forma: primeiro, a Autora da Ação foi a Companhia de Polícia, ou seja, a Polícia Militar se fez parte Processual. Segundo, iniciaram a Ação Policial às 8h, alegando cumprir um mandado judicial, entretanto, este mandado só se daria a partir das 12h daquele dia, uma vez que este é o horário de abertura do Fórum, e o pedido não fora protocolado após a abertura daquele. Ou seja, o mandado só foi emitido ao meio dia e a ação começou às 8h, com cento e trinta policiais, cachorros e cavalos dentro da comunidade. Continuando o relato da ação: Terceiro, o mandado era de busca e apreensão de produtos provenientes de furto, e não de prisão, o que aconteceu sem qualquer motivo flagrante; (...) E, por fim, após prenderem e algemarem aqueles negros do quilombo - expressões usadas por alguns policiais - passaram na sede da empresa Aracruz Celulose - quem não sabe, fica naquele cruzamento que entra para Conceição da Barra - para pegar comida, se alimentaram e deixaram as pessoas, algumas algemadas, com os policiais, que estavam armados dentro do ônibus, antes de levá-las para a delegacia. Aqui mostra a ocupação policial da comunidade São Domingos, em 11 de novembro de Pessoas machucadas. O processo de criminalização enfrentado pelas comunidades quilombolas foi também observado pela Comissão Especial de Acompanhamento e Apuração de Denúncias Relativas à Violação dos Direitos Humanos à Alimentação Adequada, que Winniwe Overbeek mostrou na sua apresentação. O que a comissão observa? Existem sérios indícios de que as famílias que vivem em Sapê do Norte estão sendo criminalizadas injustamente por preconceitos que se evidenciam com a ação da promotoria de Conceição da Barra, que teria solicitado a busca dos quilombolas para interrogatório, que relatam terem sido pressionados pela promotoria a assumir a culpa por algo que não fizeram, sem ao menos ter sido feita a investigação dos fatos. Temos muita coisa a falar sobre uma das partes, mas temos mais informações sobre o processo de criminalização. Todos têm uma história para contar. A Senhora Terezina relata o momento em que os filhos foram presos, colocados dentro de um camburão, e o constrangimento que sentiu ao entrar desesperada no camburão, pois não sabia o que os policiais fariam com seus filhos. Há diversos relatos falando desse processo de violação de direitos feitos por pessoas da comunidade.

20 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Quais as considerações finais constantes desse relatório? O caso do projeto agroindustrial da Aracruz Celulose S.A./Fibria e a sua relação com as comunidades quilombolas do Sapê do Norte desvendam uma gama de impactos sociais, ambientais, econômicos e culturais, constatados pelo estudo realizado. Primeiro: a perda do território, não foi a única, porém, constituiu-se numa das mais importantes, pois para esse povo é no território que reside a possibilidade de produção e reprodução do seu modo de vida.o plantio do monocultivo de eucalipto em larga escala levou à destruição da mata atlântica, à desertificação do solo e ao comprometimento dos rios e córregos da região. O uso de agrotóxicos no plantio de eucalipto produziu o envenenamento da fauna e da água, o que provocou o desaparecimento de animais silvestres e peixes, além de prejudicar a saúde dos moradores. Também envenenou seres humanos - como disse Simone levando-os à morte. No caso de envenenamento dos trabalhadores da Plantar, empresa terceirizada da Arcel/Fibria, as denúncias são feitas, mas não há investigações por parte dos órgãos competentes, contribuindo para que continue acontecendo e para que os culpados continuem impunes. Ou seja, o Ministério Público Estadual e Federal e os órgãos são acionados e percebemos que os processos não são encaminhados, param, demoram muito, enquanto aquelas populações e os trabalhadores continuam morrendo. Instituiu-se no Sapê do Norte, nos últimos anos, um processo sistemático de perseguição e criminalização das comunidades quilombolas. Corroborando isso, a Comissão Especial de Acompanhamento e Apuração de Denúncias Relativas à Violação do Direito Humano à Alimentação Adequada constatou em 2008, o seguinte: [...] a Comissão constata que os quilombolas que vivem na região estão submetidos a diferentes e sistemáticas violações de direitos humanos. Essas violações são produzidas pela conjugação entre atuação e especialmente omissão de diferentes agentes estatais, no âmbito dos três níveis de poder, em suas três esferas, constituindo-se em impeditivos a uma vida com dignidade das comunidades quilombolas. Os quilombolas não têm acesso aos instrumentos legais que poderiam proteger seus direitos. Há casos em que o Ministério Público Estadual aparece como denunciante de lideranças quilombolas, contribuindo para o seu processo de criminalização. Atesta a Comissão, que veio averiguar a questão da segurança alimentar, que há uma violação do direito humano das comunidades quilombolas no sentido de não terem acesso à justiça e a um tratamento igualitário. Estudo realizado observou impactos diferenciados sobre homens e mulheres, revelando que há importante componente de gênero a ser considerado quando se analisa a relação desenvolvimento econômico e direitos humanos. No caso dos quilombolas do Sapê do Norte, as mulheres vivenciaram diversas transformações nas suas relações de trabalho e nas suas relações familiares. Mulheres agricultoras e donas de casa são transformadas em trabalhadoras assalariadas pela empresa terceirizada da Aracruz Celulose e atuam na aplicação de veneno nas plantações de eucalipto. Conforme os depoimentos contidos nesse relatório, elas sentem os impactos dessa atividade na sua saúde. Há relato de mães que acompanham o processo de envenenamento de seus filhos. Estão presentes nesta Casa algumas mães e alguns pais que acompanham o envenenamento de seus filhos. Eles têm consciência dos impactos de tais atividades, mas não vislumbram alternativa de trabalho já que a família precisa da pequena renda recebida para sua subsistência. Mulheres quando não são criminalizadas têm de lidar com o processo de criminalização de seus filhos e companheiros, causando-lhes profundo sofrimento e impotência diante do poderio econômico. No mais, são elas que têm de lidar com a escassez de água, devido ao envenenamento, para preparar o alimento e lavar as roupas, e têm de fazer milagre para alimentar a família no final do dia. Anexamos a este relatório um estudo que fizemos tempos atrás sobre o impacto da monocultura sobre a vida de mulheres indígenas e quilombolas. Também constatamos que a ação da empresa não se deu sem resistência. Há um processo intenso de resistência dessas comunidades. Se há quarenta anos ela está intervindo nesse território, há quarenta anos essas comunidades resistem. Então, é importante frisar o que acontece em função desse poder, desse nível de aliança, uma aliança ampla que a empresa tem com os diferentes níveis de Governo, apenas um exemplo: com agentes do Estado. Findou a primeira década do século XXI e ainda não conseguiram que seus territórios fossem demarcados e titulados. A demora do Estado brasileiro em demarcar e titular o território quilombola tem contribuído fortemente para o processo de discriminação racial e criminalização em que essa população está envolvida. Sei que é uma situação delicada, mas as comunidades indicam uma série de aliados políticos: deputados estaduais, deputados federais e senadores que intervêm diretamente nesse território, numa aliança com o MPC e com a Aracruz Celulose para dificultar a vida dessas populações. Ou seja, há políticos que por interesses econômicos, políticos,

21 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo enfim, acabam intervindo e comprometendo o direito dessas populações. Sei que essa questão é delicada, estamos em um momento eleitoral, mas temos de ser fieis ao que as comunidades falaram, sinto-me na obrigação de abordar isso. Observou-se também que as comunidades não assistiram às expropriações de braços cruzados, estabeleceram um forte processo de resistência e travam lutas desde a década de No entanto, findando a primeira década do século XXI, ainda não conseguiram visualizar concretamente a possibilidade de demarcação dos seus territórios. As comunidades de Sapé do Norte já foram reconhecidas pela Fundação Cultural Tamares como remanescentes de quilombos, como determina o art. 68, do Ato das Disposições Transitórias. Relatório de identificação e delimitação territorial já foi elaborado pelo MDA/INCRA, como determina o Decreto Lei n.º 4.887/2003. Mas nada ainda foi demarcado e regularizado. Essa demora por parte do Estado brasileiro em demarcar o território tem contribuído fortemente para o processo de discriminação racial e criminalização no qual essas populações foram envolvidas. A ausência de decisão política e institucional por parte do Governo Lula, em decorrência da pressão dos setores latifundiários, dos fazendeiros e das empresas como a Aracruz Celulose S.A./Fibria e de seus representantes nos Poderes Legislativos e Executivos... As comunidades citam nomes de alguns políticos como os dos Deputados Paulo Roberto, do PMN, Atayde Armani, do DEM; os Deputados Federais Lelo Coimbra, do PMDB, e Luiz Paulo Veloso Lucas, do PSDB; os Senadores Renato Casagrande, do PSB, e Gérson Camata, do PMDB; o prefeito do Município de São Mateus, Senhor Amadeu Boroto, e o Governador do Estado, Senhor Paulo Hartung. São falas recorrentes de pessoas que acham que eles têm interesse nesse grande empreendimento, que são aliadas, e têm dificultado que o clamor da população seja ouvido pelos órgãos competentes como o Ministério Público Estadual e Federal, as secretarias de Estado, ou seja, os órgãos governamentais. Também foi observado pelo estudo que existem outras intervenções no território quilombola: a dos usineiros de álcool, responsáveis pela monocultura de cana-de-açúcar; da Petrobrás, e o aterro sanitário que está sendo instalado na cabeceira do Córrego do Sapato, junto às moradias do morro da Arara, que tem como principal responsável o consórcio entre o Governo Estadual e a municipalidade. Tais eventos caracterizam a prática de racismo ambiental. O estudo conclui que o Estado brasileiro tem um imenso passivo com as comunidades quilombolas do Sapê do Norte. As agências dos Governos Federal, Estaduais e Municipais não reconhecem os estatutos jurídicos que tratam dos povos e comunidades tradicionais do Brasil, em que se incluem os quilombolas. As agências de Governo não promovem a paz, a justiça e os direitos humanos das comunidades quilombolas do Sapê do Norte. A SEPPIR e a Fundação Palmares, responsáveis pela proteção dos direitos quilombolas, não atuam na defesa das comunidades quilombolas do Sapê do Norte. O Ministério da Justiça não designa promotor público para o Município de Conceição da Barra para garantir os direitos humanos das comunidades quilombolas do Sapê do Norte. O Ministério da Justiça não investiga os abusos das delegacias de polícia dos Municípios de São Mateus e de Conceição da Barra na sua atuação junto às comunidades quilombolas do Sapê do Norte. O Ministério Público Federal não tem atuado como promotor dos direitos humanos das comunidades quilombolas. O INCRA e o MDA não têm quadros técnicos e administrativos suficientes para promover os direitos humanos por meio da identificação e titulação dos territórios quilombolas. O Ministério do Trabalho não tem criado alternativas sustentáveis ao trabalho dos quilombolas nas carvoarias do Sapê do Norte. Os institutos ambientais federais e estaduais: IBAMA, IEMA e IDAF, devem cessar com a criminalização das atividades econômicas quilombolas e propor ações que garantam a produção social, econômica e cultural nas comunidades. As linhas de financiamento do Pronaf não têm beneficiado as famílias quilombolas, reduzindo as expectativas de inclusão social e autosustentabilidade. Os projetos da Funasa não têm beneficiado as famílias quilombolas, agravando as condições sanitárias das comunidades. O dinheiro público, referimo-nos particularmente ao BNDES e ao BANDES, tem servido de acelerador e promotor da violação de direitos humanos quando financia ações empresariais em território quilombola Sapê do Norte. O Estado do Espírito Santo promove a manutenção de violação dos direitos humanos das comunidades quilombolas ao não atender às solicitações de documentação pública relativas à titulação dos territórios quilombolas. A ação da Polícia Militar contra as comunidades tem o apoio de agentes de Governo, não é uma ação isolada da Polícia Militar. Não se consegue mobilizar cento e trinta policiais para saírem de Vitória com toda aquela estrutura se não houver decisão de poder. Explicitamente há a presença de estruturas de poder no Governo do Estado que apóiam essas ações. O Movimento Paz no Campo incita a desordem pública ao promover publicamente o racismo contra as comunidades quilombolas e desqualifica os institutos jurídicos do Estado brasileiro como a Constituição Federal e os decretos presidenciais. A Resolução n.º 41/128 trata da relação desenvolvimento e direitos humanos. Esta definiu o desenvolvimento como um processo econômico,

22 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 social, cultural e político abrangente que visa ao constante incremento do bem-estar de toda a população e de todos os indivíduos com base em sua participação ativa, livre e significativa no desenvolvimento e na distribuição justa dos benefícios daí resultantes. Resolução da Organização das Nações Unidas. A Resolução n.º 41/126, ainda, no seu art. 2.º, estabelece: A pessoa humana é o sujeito central do desenvolvimento e deveria ser participante ativo e beneficiário do direito ao desenvolvimento. A Convenção n.º 169, da Organização Internacional do Trabalho, no seu art. 7, item 1, estabelece: Os povos interessados deverão ter o direito de escolher suas próprias prioridades no que diz respeito ao processo de desenvolvimento, na medida em que ele afete as suas vidas, crenças, instituições e bemestar espiritual, bem como as terras que ocupam ou utilizam de alguma forma; e de controlar, na medida do possível, o seu próprio desenvolvimento econômico, social e cultural. Pegando como parâmetro a discussão que resultou na elaboração dos tratados, dos pactos e das legislações nacionais a experiência da trajetória de quarenta anos lidando com o desenvolvimento dessas populações, fizemos uma dinâmica de estudo, uma pesquisa de campo. Reunimos as lideranças e pedimos que traduzissem o que compreendiam por desenvolvimento a partir da experiência de quarenta anos com a implantação da Aracruz Celulose. Traduziram esse desenvolvimento como o anunciado pelos políticos e pelos governos como inclusivo para todos da seguinte forma: Desequilíbrio ambiental, fome, miséria, doenças, destruição, engano, desrespeito, impacto psicológico, perda de identidade, desestruturação econômica, desestruturação cultural, desestruturação religiosa, insustentabilidade, usurpação e poluição, perda de terras, depressão, desorganização, destruição das famílias quilombolas, invasão da polícia militar nas comunidades, expulsão dos jovens, desemprego, falta de trabalho, trabalho semi-escravo, destruição da vida e violação dos direitos humanos. Esses são os sentimentos que os quilombolas têm sobre o desenvolvimento. Muito interessante o que falaram: o desenvolvimento é desumano. As recomendações servem para todas as instâncias de Governo. Foram impressas e as distribuiremos a vocês. Estamos falando há muito tempo sobre o que está sendo recomendado e gostaríamos de ouvir o que têm a dizer sobre o que está exposto. Muitos dos nossos entrevistados estão presentes. Não trouxemos o depoimento de todos porque não foi possível, mas foram falas muito ricas, que deram um conteúdo importante ao nosso relatório. Distribuiremos as cinquenta cópias das recomendações, agora, para dar tempo de assim ouvirmos mais pessoas. O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Senhora Gilsa Helena Barcelos, sugiro que leia pelo menos as principais recomendações, para que os telespectadores da TV Assembleia fiquem informados. A SR.ª GILSA HELENA BARCELOS Leremos, então, as partes mais importantes. O relatório, em consonância com as reivindicações apresentadas pelas comunidades quilombolas ao Movimento Nacional de Direitos Humanos ao longo desse estudo, recomenda ao Estado brasileiro, nas suas diversas esferas e níveis: - Para o Ministério do Desenvolvimento Agrário, por meio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, INCRA, identificação e delimitação de todos os territórios quilombolas no Sapê do Norte; demarcação dos territórios já identificados, em caráter imediato, e sua titulação. - Para o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, criar a Comissão Estadual de Desenvolvimento Sustentável das Comunidades Tradicionais. - Para o Ministério do Trabalho e Emprego garantir aos quilombolas direito ao trabalho digno; garantir atividades de geração de renda para homens, mulheres e jovens. Para tanto são necessárias políticas de incentivo por parte do Estado, tais como subsídios, apoio técnico, oficinas de capacitação, garantia do escoamento dos produtos produzidos. E estimular as atividades que lhes garantam autonomia nas relações de trabalho. - Para o Ministério do Meio Ambiente e para a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e

23 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo Recursos Hídricos propõem-se iniciar o processo de recuperação de área de florestas, matas ciliares, rios e córregos comprometidos pela ação da Arcel e das alcooleiras; implementar planos de manejo agroecológico; investigar os impactos decorrentes do uso do agrotóxico pela Plantar sobre os ecossistemas, comunidades e trabalhadores. - Para o Ministério da Saúde e Secretaria Estadual de Saúde do Espírito Santo construir, em caráter emergencial, poços artesianos nas comunidades quilombolas, bem como cisternas para capacitação e armazenamento da água das chuvas; investigar as condições de saúde dos trabalhadores e trabalhadoras quilombolas que trabalham ou já trabalharam na Plantar; investigar a causa das mortes dos quilombolas. - Para o Ministério da Educação propõem-se implantar escolas nas comunidades quilombolas com recorte étnico/quilombola; cumprir a Lei n.º /2003, que trata de incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro- Brasileira ; implementar a Medida Provisória 455/2009, que obriga o uso por parte das escolas da chamada alimentação da agricultura familiar. O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Interrompendo a Senhora Gilsa Helena Barcelos, convido para compor a Mesa a Deputada Federal Iriny Lopes. (Pausa) (Toma assento à Mesa a referida autoridade) O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Continua com a palavra a Senhora Gilsa Helena Barcelos. A SR.ª GILSA HELENA BARCELOS Continuando a leitura, o Movimento Nacional de Direitos Humanos ao longo desse estudo, recomenda: - Para a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres fazer um monitoramento das políticas públicas para as mulheres quilombolas do Sapê do Norte; implementar políticas que possibilitem às mulheres quilombolas a retomar as suas práticas tradicionais no campo da saúde. - Para o Ministério Público propõemse discutir as ações do Ministério Público no Espírito Santo, bem como o seu papel na proteção dos direitos das populações tradicionais, na garantia da permanência e do direito à propriedade coletiva da terra das comunidades quilombolas, na demarcação, titulação e posse das terras tradicionalmente ocupadas; a constituição de Câmaras Técnicas para mediar os conflitos relativos aos direitos quilombolas; instituir a Ouvidoria Estadual dos Conflitos Agrários para a prevenção e mediação das tensões sociais no campo; retomar as atividades do Comitê Gestor do Programa Brasil Quilombola, grupo de trabalho interministerial para implantação, fiscalização e promoção das políticas públicas relativas às comunidades quilombolas. - Para a Comissão Permanente de Direitos Humanos da Câmara Federal, cuja presidenta chegou agora a esta sessão especial, Senhora Iriny Lopes, Deputada Federal, investigar, por meio de uma comissão especial, a situação de violação dos direitos humanos dos quilombolas por parte do Estado, por parte da Aracruz S.A./Fibria e do Movimento Paz no Campo; realizar audiências públicas no Estado do Espírito Santo e em Brasília para ouvir as testemunhas dos impactos e violações dos direitos humanos contidos neste relatório; intervir no processo de criminalização dos quilombolas, buscando cessar as situações de constrangimentos e de violência policial, garantindo-lhes o direito de ir e vir; buscar garantir o respeito aos instrumentos internacionais, como pactos, tratados, resoluções, e aos instrumentos nacionais, como Constituição Federal, legislações, que se referem aos direitos humanos quilombolas.

24 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de Para o Movimento Nacional de Direitos Humanos propõem-se realizar denúncias em fóruns nacionais e internacionais e denunciar o envenenamento de quilombolas, principalmente de mulheres jovens. Inclusive, já surgiu em Plenário a proposta de transformar esse relatório em um projeto de lei para que esse instrumento se constitua em um instrumento legal. Essas são algumas partes importantes do relatório. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Finalizada a apresentação de três horas, vimos que o relatório é substancioso, palavra que usamos no início desta sessão especial, porque possui substância, conteúdo, provas concretas. Trabalho esse que levou um ano para ser realizado. Compreendemos a ansiedade dos integrantes da equipe, que falaram quase cinquenta minutos cada um, ultrapassando os dez minutos estipulados pela coordenadora. Depois de um ano de trabalho, vivenciando uma realidade tão dura, é difícil apresentar em dez minutos apenas o que consta no telão. Por isso compreendemos muito bem por que a demora. Estamos nesta Casa para isso mesmo, ou seja, ouvir a comunidade. Chegou-nos a notícia de que na Receita Federal está tudo sob controle. Felizmente não houve violência. Apesar da reintegração de posse, os próprios trabalhadores da Via Campesina saíram do Ministério Público e se dirigiram até o Tancredão, local do alojamento, onde jantarão. Está franqueada a palavra aos membros da Mesa de forma contida, sabemos que é difícil, mas já são 17h10min. Depois daremos a palavra às pessoas que se inscreveram. Solicitamos que a equipe nos entregue as demais inscrições. (Pausa) Concedo a palavra ao Senhor Domingos Firminiano dos Santos. O SR. DOMINGOS FIRMINIANO DOS SANTOS (Sem revisão do orador) Boa tarde a todos. Saúdo a Mesa em nome do Senhor Deputado Claudio Vereza. Pedimos a todos que olhem para o painel eletrônico com o nome dos trinta Deputados Estaduais do Espírito Santo. Só temos presente um Deputado Estadual e uma Deputada Federal, a Senhora Iriny Lopes. Somente um Deputado Estadual nos atendeu depois do passado histórico do Brasil de mais de trezentos anos de escravidão e de discriminação. É uma falta de respeito muito grande, principalmente por parte dos representantes do Norte do Estado. Se o Movimento Paz no Campo - MPC estivesse nesta sessão especial, garantimos que todos também estariam. Fica o nosso desagrado a S. Ex. as, acreditando que em breve todos estarão nas nossas comunidades pedindo voto. Cabe a nós darmos a resposta. Esse o meu desagravo para com esses Deputados. Acredito que daqui mais alguns dias estarão em nossas comunidades nos pedindo votos. Cabe a nós dar a resposta. (Palmas). Agradeço de coração ao Senhor Deputado Claudio Vereza pela firmeza e, como parlamentar ético que é, sabe ouvir todos os setores da sociedade, principalmente os mais pobres. (Palmas). Esta deve ser a terceira ou quarta vez que venho a esta Casa de Leis. A primeira foi na época da CPI da Aracruz, quando fui convocado umas três vezes para falar sobre o tema relacionado à desmoralização do meu povo, minha e de minha família, em desrespeito ao povo quilombola. Presente nesta sessão especial está meu sogro, Senhor Jorge Brandino, que pela primeira vez esteve nesta Casa junto com Miúdo Valentim, explicando aos Deputados como era a vida do nosso povo na comunidade quilombola Sapê do Norte. Ficamos muito agradecidos. Gostaríamos de dizer que continuamos firme na luta para que possamos conseguir dias melhores, talvez não para nós, mas para nossos filhos e netos, pois precisam de dias melhores. Já estamos com as mãos calejadas de tanto trabalhar. Educaremos nossos filhos para que possam ter dias melhores, não sofrer o que sofremos na comunidade de Sapê do Norte, com a degradação dos nossos costumes, da mata, da caça, dos rios e do artesanato. Tudo nos foi tirado. Éramos dez mil famílias, hoje somos mais ou menos mil e trezentas. O restante está abandonado nas favelas do Brasil. Agradecemos aos amigos, não aos parceiros, mas a uma série de amigos que temos aqui no Estado do Espírito Santo, que vêm nos ajudando e fazendo com que o povo quilombola e o povo negro do Estado do Espírito Santo, que tanto sofre, tenham dias melhores. Povos que tanto sofreram com a escravidão, na época do Império, da República e continuam sofrendo hoje com este estado racista. É importante unirmos forças para conseguirmos o que queremos. Tudo que foi falado consta do relatório e é a pura verdade. Não tem nada escrito que não seja verdadeiro. Gostaria de dizer que o relatório seria importante quando da denúncia, principalmente na Organização dos Estados Americanos OEA, pois esperamos muito do Estado e ele nunca faz nada por nós. O povo quilombola não tem nada. Vemos outras colônias recebendo os benefícios, mas nós não recebemos nada. Trabalhamos muitos anos para enriquecer este Estado, tanto na guerra, como nos engenhos. E agora o Estado não faz nada por nós.

25 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo Isso é um absurdo! É uma falta de respeito muito grande. Queríamos dizer o seguinte: estamos tomando uma decisão, a de começar a cortar os eucaliptos e fazer carvão. Isso não é a nossa cultura, mas é o que temos hoje. Vamos meter o cacete e plantar também, porque esperamos tanto do Estado e o Estado nunca faz, fica gozando com a nossa cara. Está na lei; está na Convenção n.º 169, da OIT, e no Decreto n.º 487. Então, por que não realizam? O Estado não tem dinheiro? Na realidade, acho que não deve pagar nada à Aracruz e à empresa de cana-de-açúcar. Por que tiraram tudo de nós? O Estado não quer nos reconhecer como povo quilombola. Se não quer, então fale. Mas agora iremos meter o cacete, uma vez que o Estado não quer fazer. Enquanto eles resolvem, vamos trabalhando, cortando madeiras grossas; vamos acabar com a porcaria de cortar aqueles galhos e plantar, porque nossos filhos precisam comer, precisam se alimentar. É isso que temos a dizer. No Governo do Estado existem algumas pessoas legais, mas este Governo é ruim. Que Governo ruim! Este Governo nunca nos convidou para uma conversa. Alguns setores, alguns assessores, algumas secretarias, sim, mas o Governo nunca abriu espaço para que pudéssemos falar com ele o que sentimos, das nossas dificuldades, da realidade por que passamos e o que nossos filhos estão sofrendo. Isso é triste para nós! Uma vez no Município de Conceição da Barra me deparei com o companheiro Teresino e sua mãe. A Polícia, de carro, sem nenhum mandato de prisão, levou uma senhora com mais de setenta anos de idade a uma promotoria. O promotor pressionou os meninos da comunidade. Falei: Que negócio é esse? O Senhor não faz um mandato, não faz uma intimação. Que promotor que é o senhor? Por fim ele falou conosco: Aracruz está a fim de ajudar vocês. E vou mandar um carro-pipa bater água para vocês. Falei: Não, Senhor. Tem que mandar a Aracruz começar a plantar árvores nas nascentes, porque precisamos de água nativa, não de carro-pipa. Disse isso a ele. Já sofremos várias pressões, muitas pessoas foram processadas e presas porque estavam brigando pelos seus direitos. Esperamos que este Estado e que o Governo Federal comecem a resolver os nossos problemas. Isso é uma vergonha, Senhores Deputados Claudio Vereza e Iriny Lopes, nossa companheira. V. Ex.ª já foi várias vezes ao Norte ao Estado para conhecer a situação do nosso povo. É uma vergonha uma empresa plantar eucalipto em terras públicas. Será possível que este Estado nunca vai melhorar? Temos que tomar posição em relação a isso. Esta Casa de Leis e estes Deputados têm que se tocar, pois o povo precisa viver, principalmente os povos étnicos. O povo indígena, graças a Deus, depois de uma grande luta está conseguindo, mas nós quilombolas também precisamos da nossa terra, pois não queremos ser empregados de ninguém, queremos nossa terra. (Muito bem!) (Palmas) O SR. PRESIDENTE - (CLAUDIO VEREZA) - Obrigado, companheiro Domingos Firminiano dos Santos, mais conhecido como Chapoca. Suas palavras são fortes, e sempre usa um linguajar popular. (Pausa) Concedo a palavra ao Senhor Bruno Alves de Souza Toledo. O SR. BRUNO ALVES DE SOUZA TOLEDO - (Sem revisão do orador) - Boa tarde a todos. Saúdo a Mesa nas pessoas do Senhor Deputado Claudio Vereza, Presidente desta sessão; da Senhora Deputada Federal Iriny Lopes; do Senhor Domingos Firminiano dos Santos, mais conhecido como Chapoca; do Senhor Gilmar Ferreira, meu companheiro de Conselho Estadual dos Direitos Humanos; da Senhora Sandra Ferreira de Souza, membro do Conselho Estadual dos Direitos Humanos; da professora Gilsa Helena Barcelos, colega de trabalho e do cacique guarani Antônio Toninho. Companheiros e companheiras, depois de um relatório como esse, do qual tomamos conhecimento nesta tarde, a sensação que tenho - como cidadão capixaba e presidente do Conselho Estadual dos Direitos Humanos deste Estado - é um misto de vergonha, de indignação e ao mesmo tempo de orgulho. Vergonha porque algo dessa magnitude ocorre naquelas terras, neste Estado, bem próximo de todos nós. Vergonha porque isso não está acontecendo somente neste Governo ou neste momento histórico, mas ocorre há décadas sob o silêncio cúmplice da sociedade capixaba, sob o aplauso ensurdecedor do Estado do Espírito Santo. Orgulho-me também, por outro lado, professora Gilsa Helena Barcelos, Gilmar e Domingos Firminiano, o companheiro Chapoca, porque o Movimento Nacional dos Direitos Humanos, do qual nós orgulhosamente fazemos parte, teve a capacidade, a coragem de produzir um relatório dessa magnitude, coordenado pela professora Gilsa Helena. Orgulho-me por fazer parte deste momento histórico. Há muitas pessoas que acusam quando levantamos a voz para falar das violações aos direitos humanos no Espírito Santo, de que as violações deste Estado não são mais graves ou maiores do que as violações que ocorrem em outros Estados. Talvez as nossas violações não sejam de fato. Mas dizemos que a nossa sociedade civil organizada, que os lutadores dos direitos humanos e os defensores e defensoras dos direitos humanos deste Estado não se calam. Outros podem se calar diante de tamanha gravidade e violação dos direitos humanos,

26 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 mas neste Estado não nos calamos, não nos envergonhamos, não nos acovardamos, não baixamos nossa cabeça. Não queremos fazer aqui o jogo que infelizmente muitos já fizeram, de simplesmente dizer: Sim, Senhor. Não! Sabemos o nosso papel de defensores e de defensoras dos direitos humanos. Nesse aspecto, queremos dizer que o Conselho Estadual de Direitos Humanos também se envergonha. Ainda que o Conselho Estadual de Direitos Humanos, neste momento - pode ser que daqui a uma semana ou quinze dias não seja mais - não tenha nem impressora para imprimir seus documentos; ainda que o Conselho Estadual de Direitos Humanos passe por inúmeras dificuldades; ainda que as violações no sistema prisional, no sistema de segurança e justiça quase que nos imobilizam, nada disso é justificativa, conselheiro Gilmar e conselheira Sandra. Enquanto presidente desse Conselho, sentimos vergonha por não ter nos posicionado sobre a gravidade que é a violação que ocorre com o povo quilombola. Por isso também nos envergonha ao saber de um relatório como esse, pois como gestor há um ano do Conselho Estadual de Direitos Humanos não fizemos sequer feito uma visita a esse povo, seria o mínimo que poderíamos ter feito, como também não ter sequer soltado uma nota pública, sequer questionado o Governo, o IDAF e tantas outras instâncias deste Estado sobre o que está se fazendo em relação ao povo quilombola. Talvez não saibam de algo que nós, do Conselho Estadual de Direitos Humanos, ficamos sabendo esta semana numa reunião extraordinária, ou seja, a promiscuidade entre o Estado e a Aracruz Celulose, que vem da expropriação de terras, que vem dos financiamentos, dos incentivos fiscais, do conluio com a participação, a atuação da polícia, e agora chega ao sistema prisional. Temos um milhão de mudas de eucalipto sendo plantadas pelos presos do sistema prisional capixaba. Queremos dizer ao povo quilombola que o Conselho Estadual de Direitos Humanos, envergonhado que está em função do que acabamos de colocar, se compromete, assim como nos comprometemos com todas e quaisquer violações aos direitos humanos, a discutir esse relatório numa audiência do Conselho Estadual de Direitos Humanos. Convocaremos para a reunião todos os órgãos do Estado. Se não forem, terão que justificar por que não estão prestando contas por tão graves violações aos direitos humanos. Vamos nos posicionar, soltaremos uma nota pública e estaremos definitivamente ao lado de vocês. Voltamos a dizer, talvez esteja até no relatório, professora Gilsa, e não deu tempo de ser colocado aqui, que é lamentável e que há uma dimensão também de violação aos direitos humanos a partir dessa relação da empresa Aracruz Celulose com o Estado do Espírito Santo, que é a dimensão dos direitos políticos. Para se eleger hoje no Estado do Espírito Santo, majoritariamente, com bravas exceções, como as que estão nesta Mesa, companheiros e companheiras, é preciso pedir dinheiro à Aracruz Celulose, é preciso ser financiado pela Aracruz Celulose. Dificilmente, ressalvamos aqui novamente nomes de pessoas que se encontram nesta Mesa, encontraremos um político neste Estado que não tenha na sua prestação de contas, feita ao TER, grandes quantias, financiadas pela Aracruz Celulose. Obviamente que depois têm de usar seu mandato para defender os interesses dessa empresa. Há uma dimensão terrível de violação dos direitos humanos, que são os direitos humanos políticos, de participação, de exercer a cidadania. Até essa relação promíscua entre o Governo e a empresa Aracruz Celulose tem sido gerada no Estado do Espírito Santo. Quero terminar dizendo que creio que juntos sejamos capazes de alterar esse quadro. Por isto quero lembrar versos de um dos hinos do MST: (...) Este é o nosso país, esta é a nossa bandeira. É por amor a essa Pátria Brasil que a gente segue em fileiras, de mãos dadas (...) É a única solução para mudarmos esse quadro. Somente juntos, andando em fileiras, de mãos dadas e empunhando nossa bandeira por vida digna, por direitos humanos, pela defesa intransigente da vida em plenitude, da vida em abundância, seremos capazes de mudar esse quadro de gravíssimas violações dos direitos do povo quilombola. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Obrigado Senhor Bruno Alves de Souza Toledo, presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos. Sempre usando palavras fortes, decididas e que atingem a todos nós. (Pausa) Concedo a palavra à Senhora Sandra Ferreira de Souza. A SR.ª SANDRA FERREIRA DE SOUZA (Sem revisão da oradora) - Boa tarde a todos. Cumprimento a Mesa na pessoa do Senhor Deputado Claudio Vereza, que nos fez o convite para participar desta tarde de apresentação de lançamento do Relatório do Movimento Nacional dos Direitos Humanos. Aproveitamos a oportunidade para parabenizar o Senhor Deputado Claudio Vereza por essa iniciativa e o Movimento Nacional dos Direitos Humanos por ter feito um relatório minucioso, que demandou tempo e dedicação ao longo de um ano, e que por meio desse relatório vem trazer visibilidade a esse silêncio na violação dos direitos das

27 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo comunidades quilombolas. Este momento é um marco de extrema importância para que se dê publicidade a essa violação de direitos, que são graves e complexos, e como foi colocado, abrange todos os níveis de instituições e órgãos. Representamos o Ministério Público, que também foi muito mencionado nesse relatório, que tem o papel preponderante e fundamental de garantir os direitos humanos e que ali foi colocado por diversas vezes como um dos violadores dos direitos humanos também. Nesta oportunidade colocamos que uma Instituição uno, indivisível e plural como o Ministério Público tem caminhado, tem percorrido alguns espaços, para fazer o seu trabalho e reconhecer que ainda temos lacunas e falhas. Com relação a esses tópicos do relatório, conversamos com o dirigente do Centro de Apoio à Saúde, com o dirigente do Centro de Apoio do Meio Ambiente e com a dirigente do Centro de Apoio da Educação para fazer um trabalho conjunto nessas comunidades. No ano passado tivemos uma reunião onde foi colocado que somente por meio de uma comissão ou de um grupo de promotores levaremos a contento a efetivação e a garantia de vários direitos que estão sendo violados. Neste sentido o relatório vem fortalecer o que entendemos da necessidade de um grupo de promotores. E essas violações, que o relatório traz à visibilidade, nos permitirão acompanhar essa solicitação, inclusive no caso de ser encaminhado ao Senhor Fernando Antônio Zardini, Procurador- Geral de Justiça, embora saibamos que a preocupação de S. Ex.ª na sua nova gestão é priorizar a questão dos direitos sociais. O nosso Estado tem avançado no desenvolvimento econômico e isso muitas vezes nos faz perceber que os direitos sociais e os direitos humanos estão sendo relegados. Essa é uma das preocupações do Procurador-Geral da Justiça, que na primeira reunião dessa nova gestão, que teve inicio em maio, colocou-me como dirigente do Centro de Apoio à Cidadania dada à necessidade de capacitação dos promotores de justiça na área de direitos humanos. Isso já está sendo viabilizado em razão da necessidade de se ter um olhar humano para as questões dessas classes, dessas categorias que vivem em vulnerabilidade e estão constantemente sendo vítimas da violação dos direitos que devem ser garantidos. Nesse passo, posicionamo-nos com o compromisso de que esse relatório seja divulgado dentro da instituição do Ministério Público para que cada promotor de justiça possa se comprometer com a garantia dos direitos humanos, especialmente das comunidades quilombolas. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Agradecemos a Senhora Sandra Maria Ferreira de Souza, representante do Ministério Público Estadual e do Centro de Apoio à Cidadania, sempre presente nas audiências publicas ligadas às questões sociais e com palavras voltadas para uma ação concreta nessa área. (Pausa) Concedo a palavra ao cacique guarani Antônio Carvalho, mais conhecido como Toninho, da aldeia Boa Esperança, representando as comunidades indígenas. O SR. ANTÔNIO CARVALHO (Sem revisão do orador) Boa tarde a todos, aos parentes tupiniquins e quilombolas. Tudo que foi falado neste Plenário é verdade, pois não viemos aqui para falar mentira. Nós, que sofremos as consequências dos grandes projetos, quando exercemos a nossa cidadania somos chamados de baderneiros ou impedidores do desenvolvimento. Mas a nossa comunidade não impede o desenvolvimento de nenhum projeto. Não impedimos o progresso. O progresso que queremos impedir é o da morte. Vamos impedi-lo por meio dos nossos direitos de acordo com as declarações da ONU e da OIT. Mesmo que as autoridades não possam tomar providências, buscaremos aliados no Brasil e internacionalmente. Sabemos que há violação dos direitos do nosso povo indígena e também do povo parente e irmãos quilombolas. Nossos direitos estão sendo violados não somente neste Governo, como foi dito. Na época da ditadura militar não tínhamos direito de falar nada. Entendemos que as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios sempre pertenceram ao povo indígena e também aos quilombolas, povo trazido à força e que também tem direito de ter uma área, uma terra para viver dignamente. Eles também têm filhos, sentem dor, sentem a mesma coisa que sentimos. Na presença de Deus somos todos iguais. Também buscamos meios de conseguir o que é nosso. Terras estão sendo demarcadas, mas não foi homologada. As terras tupiniquim/guarani não estão sendo homologadas ainda. Estamos muito preocupados porque entendemos que poucos lutam a nosso favor. Dos Poderes que funcionam no território brasileiro, o Congresso Nacional, com oitenta e um Senadores e quinhentos e treze Deputados Federais, apenas duas ou três pessoas lutam conosco para que sejam resolvidos os problemas do nosso povo, das nossas comunidades e dos nossos irmãos quilombolas. A Deputada Federal Iriny Lopes acompanhou, viu de perto o que aconteceu em 2006 com o nosso povo tupiniquim/guarani. Não procuramos violência. O próprio juiz que dá a liminar deveria ser punido. Não procuramos violência. Mas o próprio juiz está ligado à violência. Nós só queremos resolver o problema de nossas terras. Deputados e Senadores que apóiam os grandes desenvolvimentos econômicos que tiram a

28 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 vida do campo, que violam os nossos direitos, que continuam desequilibrando o meio ambiente e a vida social, estão sendo contrários à reivindicação do nosso povo, das nossas comunidades. Esses querem dar continuidade à violência. A violência militar não resolve. Queremos resolver por meio do diálogo. Por que o Governador do Estado do Espírito Santo, chefe de um Estado, não conversa com o nosso povo? O diálogo é a chave para se resolver tudo. Por que o Governador do Estado não pode se sentar com uma comissão tupiniquim/guarani, com uma comissão quilombola e com uma comissão de mulheres? Por que muitas vezes o Governo do Estado foge? Isso é desenvolver a violência, e não a vida. Não queremos violência, mas sim exercer nossa cidadania, como povo indígena tupiniquim/guarani, assim como nossos irmãos quilombolas, e outros que precisam ter seus direitos reconhecidos por meio da Constituição Federal e da Constituição Estadual. As leis elaboradas nas Câmaras Municipais, nas Assembleias Legislativas e na Câmara Federal precisam ser feitas em favor do povo. Se continuar assim, sairá do controle. Existem três poderes para organizar o território brasileiro: o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Esses poderes não conseguem organizar o território brasileiro porque existem grandes latifundiários, grandes fazendeiros, grandes usineiros e grandes empresas. Há três dedos nesses três Poderes, por isso não conseguem resolver esses problemas que já deveriam ter sido resolvidos. Se as terras tupiniquins e guaranis não forem homologadas, não somos nós que estamos criando problemas, mas sim os deputados e senadores que estão por aí falando contra nossas comunidades indígenas e quilombolas. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Agradecemos a fala do cacique guarani Antônio Carvalho, mais conhecido como Toninho, da aldeia Boa Esperança. Desde o meu primeiro mandato, em fevereiro de 1987, já me posicionava em relação à empresa Aracruz Celulose. Naquele momento aconteceu o licenciamento da segunda etapa, e lembro-me que com o apoio da minha assessoria fizemos um estudo sobre aquele licenciamento. Tenho total liberdade de presidir esta sessão especial, pois nunca precisei da Aracruz Celulose, nunca lhe pedi dinheiro e muito menos financiado em campanha política. Pelo contrário, sempre estive ao lado dos que lutam e questionam as ações injustas e violadoras da empresa. Inclusive quase fui pisoteado no porto quando os indígenas ocuparam o Portocel ao defender seus direitos. Nós e a Deputada Federal Iriny Lopes somos livres. Sexta-feira próxima passada esteve em Vitória, durante todo o dia, o Senhor João Carlos Nogueira, nosso companheiro e secretário adjunto da Secretaria Especial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial - SEPPIR, que estava naquele momento como ministro interino. À tarde S. Ex.ª já não era mais ministro interino, pois o ministro tinha chegado do exterior e já havia assumido o ministério. S. S.ª declarou, e está confirmado, que a SEPPIR está assinando com o Governo do Estado um termo de cooperação por meio da Secretaria de Estado de Governo - Pasta em que a professora Vera Simoni Nascif atua - para ações no âmbito do programa Brasil-Quilombola para agilizar processos relativos a esse programa. No mês de julho deste ano, ainda com data a ser definida, promoveremos uma audiência pública no Município de Conceição da Barra sobre toda essa problemática, possivelmente com a presença de um integrante da defensoria pública da Bahia, que falará da sua experiência de apoio às comunidades tradicionais de seu Estado e, quem sabe, trará para conhecimento da defensoria do nosso Estado esse instrumento de apoio às lutas populares. (Pausa) Concedo a palavra à Senhora Deputada Federal Iriny Lopes, nossa companheira de luta. A SR.ª IRINY LOPES (Sem revisão da oradora) Boa tarde a todos. Saúdo o companheiro Claudio Vereza, deputado que tem demonstrado nesta Assembleia Legislativa compromisso com o povo trabalhador do nosso Estado e com as comunidades tradicionais, e o parabenizo pela iniciativa de realizar esta audiência pública. Cumprimento a Senhora Sandra Ferreira de Souza, sempre presente nas lutas e na preservação dos direitos de todos os setores do nosso Estado; a companheira Gilsa Helena Barcelos, que apresentou o Relatório de Impacto sobre Direitos Humanos em Grandes Projetos EIDH/RIDH; o Senhor Gilmar Ferreira, representante do Centro de Defesa dos Direitos Humanos; o Senhor Domingos Firminiano dos Santos, mais conhecido como Chapoca, liderança dos quilombolas do nosso Estado, e o cacique guarani Antônio Carvalho, mais conhecido como Toninho, representante das comunidades indígenas do Estado do Espírito Santo. Tomei conhecimento a partir do Relatório de Impacto sobre Direitos Humanos em Grandes Projetos de que algumas recomendações serão enviadas à Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, que tenho a honra de presidir pela segunda vez nesses dois mandatos que estou exercendo em nome do povo do Estado do Espírito Santo. Com as leis que existem no País, inclusive levando em consideração a disputa que há na Câmara Federal pela prevalência e pelo respeito ao decreto presidencial, assinado a partir da Constituição de 1988, que ficou conhecida como Constituição Cidadã, todas as medidas necessárias serão tomadas para que haja o reconhecimento das terás dos quilombolas e para efetivá-las. Portanto, na Comissão de Direitos Humanos daremos os encaminhamentos necessários no sentido da preservação desses direitos.

29 e Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo Parabenizamos também os companheiros e companheiras do MPA presentes neste Plenário, em movimento pela defesa da pauta nacional. Desejamos a todos muita sorte e muita obstinação na caminhada. Nunca será fácil a caminhada em defesa dos direitos da pessoa humana. Temos compromisso com essa luta e confiança, pois sabemos que quando lutamos, sempre vencemos. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) - Muito obrigado, Senhora Deputada Iriny Lopes, presidenta da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, inclusive temos alguns encaminhamentos para serem discutidos na Comissão que V. Ex.ª preside. (Pausa) Concedo a palavra ao Senhor Jassenildo Reis. O SR. JASSENILDO REIS (Sem revisão do orador) Boa tarde, componentes da Mesa, público que participa desta sessão especial. Pelo adiantado da hora, serei rápido, entretanto, não poderia deixar de mencionar pelo menos quatro situações que acredito serem pertinentes. A primeira é deixar registrado de forma cristalina, de uma vez por todas, que há um preconceito racial que prepondera nas ações do Estado naquela região de Sapê do Norte. É corriqueiro ouvirmos dentro dos fóruns que esse povo é violento, O juiz; o delegado, e a promotora de justiça, que já passou por lá, disseram isso na minha presença. Diante de tais afirmativas pedimos à Sesp relatório de todas as ações de violência ocorridas nas comunidades quilombolas. Depois de mais de um ano, e só a pedido do Ministério Público Federal, a Sesp apresenta o relatório, mencionando que não podia afirmar que a violência foi ocorrida na comunidade do Sapê do Norte. Essa é a primeira situação. A segunda é que mencionaram vários casos de furto de eucalipto. Não estamos falando de violência civil, estamos falando de violência de capital. Aí, sim, criminalizaram vinte e cinco pessoas, dentre elas apenas três eram quilombolas. Precisa ficar relatado que há o preconceito e precisamos cuidar para que isso não ocorra. Quero pormenorizar um pouco mais. Falarei da situação vivida no dia 11 de novembro de 2009, quando PMs saíram de Vitória. Às 8h já estavam prendendo pessoas nas comunidades quilombolas, inclusive algemando um cego e um deficiente visual - corrigindo para o politicamente correto - com algumas agressões que não são vistas praticadas sequer pelo Ministério Público. Senhora Sandra Ferreira de Souza, não poderia deixar de fazer essa fala e levar ao Ministério Público essa preocupação. Está sendo realizada uma auditoria para avaliar se a PM agiu com violência ou não. O que percebi no posicionamento verbal da promotora de justiça, que ainda faz o levantamento - talvez por isso não tenha dado seu parecer, certamente - é que ela não vê violência. Se não há violência no ato de algemar um deficiente visual, empurrá-lo para dentro de um camburão, há pelo menos algumas irregularidades que precisam ser vistas e medidas precisam ser tomadas por parte do Ministério Público com relação ao que ocorreu. Como pode ocorrer uma prisão às 8h, com autorização judicial, se o Fórum abre ao meiodia? Como foi protocolado naquele dia o pedido de busca e apreensão de armas e produtos provenientes de furtos? Acabaram inclusive levando pessoas. Então, essa é uma irregularidade que ocorreu e precisa ser apurada. O Ministério Público está lá. Ele está ouvindo todos os depoimentos nesse sentido. Terceira situação: quem é parte processual? Mais uma vez a empresa encolhe os braços e coloca o Estado para bater por ela. A parte processual é a segunda companhia de polícia do Município de Conceição da Barra. Agora a polícia é quem propõe a ação? Não tem sentido, porque se há produto de furto e arma, há o flagrante e a polícia poderia entrar independente de mandado. E por que a polícia agiu dessa forma? Nova irregularidade. Acho que o Ministério Público precisa atuar. Existe outro agravante que para nos é o mais absurdo, e mesmo assim vemos acontecer todos os dias, mas não pode acontecer mais. Não dá para atuar como capitães do mato naquela região. Os policias pegaram os quilombolas e os colocaram no camburão e passaram na sede da empresa como se estivessem prestando contas: Está aqui o seu escravo. Estou trazendo-o de volta. É como se fosse assim. Qual sentido há em a polícia apresentar os negros dentro dos camburões às pessoas do escritório da empresa? Está certo, não apresentaram, só foram lá para pegar o lanchinho. Por que a empresa tem que dar lanche aos policias se somos nós que pagamos o salário deles? Essas irregularidades precisam ser vista pelo MP, do contrário vão procurar violência física e violência social. Precisamos enfrentar o problema e o Ministério Público precisa ficar atento às questões relacionadas à violência contra os negros daquela região e contra a comunidade quilombola. A Senhora Gilsa Helena relatou outra situação que ocorreu com oitenta e duas pessoas. Elas foram presas responderam a processos de criminalização. Boa parte delas não eram quilombolas, outras eram. Numa ação planejada pela empresa, a intenção era pegar os pequenos agricultores da região que hoje sofrem com a Coca-Cola, que já destruiu uma nascente, onde havia uma lagoa não existe mais, apenas uma nata que ferve todos os dias. Mas essa é a função do agronegócio e que não é visto pelas autoridades como violência. O que não pode é um negro pegar um pedaço de pau para queimar.

30 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Por último, precisamos envolver o Estado, cobrar ação do Ministério Público e do Governo, porque não dá mais para vermos oficialmente a Aracruz Celulose S.A./Fibria dizer que planta eucalipto em terras devolutas e que deveriam ser devolvidas às comunidades quilombolas. E sequer o IDAF mapeia esses terrenos. Essa situação é gritante! Os maiores atritos e as maiores violações dos direitos humanos contra o povo quilombola começam dentro do próprio IDAF. É ali que está a origem, pois ali que se mapeiam as terras que têm de ser devolvidas imediatamente a essa comunidade. Fora isso, continuaremos discutindo, gritando, um culpando o outro, e mesmo assim não evitaremos violações crescentes contra os negros daquelas comunidades. O Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, que tem a função de proteger os militantes de direitos humanos que sofrem agressões, ouvirá gritos glamorosos com frenquência e não dará conta. Não são poucas as lideranças quilombolas que defendem direitos humanos, que são criminalizadas e vitimadas com frequência por causa da luta pela terra. Infelizmente, não estão presentes alguns deputados que costumam dizer que o nosso sangue é da mesma cor. Se fosse questão de sangue, não teríamos guerras santas por aí e nem guerra de etnia como vemos em Israel e na Palestina. A cor do sangue não está na origem; a origem é outra. E aqui há o racismo, há o preconceito e isso precisa ser enfrentado. Precisamos voltar para dentro do IDAF e tirar de lá o mapa das terras devolutas e ver a quanto tempo que a Aracruz Celulose S.A./Fibria vem atuando, plantando eucalipto e colhendo dessas terras que são dos negros. Talvez algum dia ela tenha que indenizá-los pelo que já fez até agora. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Obrigado, Senhor Jassenildo Reis, do Programa Estadual de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos. (Pausa) Passo a presidência dos trabalhos à Senhora Deputada Federal Iriny Lopes. A SR.ª PRESIDENTA (IRINY LOPES) Assumo a Presidência neste momento e concedo a palavra ao Senhor José Marques Porto, representante da Federação dos Movimentos Sociais do Espírito Santo Famopes, no Conselho Estadual de Meio Ambiente. O SR. JOSÉ MARQUES PORTO (Sem revisão do orador) Saúdo V. Ex.ª, meu amigo Deputado Claudio Vereza, como presidente desta sessão especial e que mais uma vez abre espaço para as causa populares entrarem nesta Casa. Que Deus o proteja. Saúdo a Senhora Gilsa Helena Barcelos, nossa professora. Fiquei realmente muito feliz de encontrá-la novamente, minha jovem companheira de cinquenta anos de luta. Estou há quarenta anos no movimento e já tenho quatro décadas de luta política e cinquenta anos de vida. Saúdo o Senhor Gilmar Ferreira, nosso amigo também; o Senhor Domingos Firminiano dos Santos, mais conhecido como Chapoca, e em seu nome saúdo todos os nossos irmãos quilombolas; o Senhor Antônio Carvalho, Cacique Toninho, e em seu nome saúdo todos os nossos irmãos indígenas; os funcionários da TV Assembleia e desta Casa que dão condições para estarmos aqui; os telespectadores da TV Assembleia; Senhora Vera Simoni Nascif, assessora especial do Governador Paulo Hartung, e demais presentes. Primeiro quero justificar a ausência do companheiro Sebastião Ângelo de Moura, coordenador da Federação das Associações de Moradores e Movimentos Populares do Espírito Santo Famopes. S. S.ª esteve presente na abertura desta sessão especial, mas teve de se ausentar porque neste momento está acontecendo, na Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Espírito Santo, a instalação do Fórum Permanente de Defesa de Ubu. Tenho certeza de que será a próxima causa em que nos ajudarão. Formalmente convidamos a equipe que apresentou esse brilhante relatório, se possível, para falar no Fórum Permanente de Defesa de Ubu, a se realizar dia 10 de junho de 2010, e também as comissões dos movimentos sociais como da CUT, da Famopes, do Movimento de Mulheres e do MST. Estamos todos juntos, agora, com a Ordem dos Advogados do Brasil, e por meio dela trazer o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura e o Conselho Regional de Biologia. Vamos tentar fazer com que a sociedade capixaba acorde para mostrar que o mais importante, hoje, é ter direito a um ambiente equilibrado. Nossa mãe Terra, nossa mãe Gaia, não suporta mais tantas agressões promovidas diariamente pelos seus filhos ingratos e principalmente a serviço do grande capital. Se de um lado a natureza sempre foi fonte de vida da espécie humana, a partir do momento em que ela passa a ser o componente mais importante da reprodução do capital de duzentos e cinquenta anos para cá - a partir da Revolução Industrial - quando o capitalismo passa a ser o modo de produção hegemônico no planeta, estamos chegando, hoje, à exaustão total dos recursos naturais do planeta, mais precisamente a partir de Em 2001 alcançamos o ponto máximo que os cientistas esperaram que fosse acontecer próximo de 2020, Hoje, mais de quarenta por cento da capacidade de reposição das espécies do planeta já estão comprometidas. A espécie humana é predadora e os miseráveis, os instrumentos dos capitalistas para destruir a natureza, estão exaurindo nossa mãe Terra; estão matando a nossa mãe: o planeta Terra.

31 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo O que se está discutindo hoje tem raízes históricas, pelo tempo que tenho não vou precisar esse tempo, mas desde 1850, quando começa hiper tardio o desenvolvimento do capitalismo no Espírito Santo. O Espírito Santo foi uma das últimas unidades da Federação, sobretudo na Região Sudeste, a começar o processo econômico e se deu exatamente devido à exaustão dos cafeeiros das outras regiões produtoras do Brasil. Não vivemos os Ciclos da Borracha, do Pau- Brasil, do Ouro e da Mineração. Entramos exatamente no Ciclo do Café. Mostraremos como essa coisa é complicada. O Estado sempre esteve a serviço da reprodução do capital basicamente na ditadura militar, nos Governos de Cristiano Dias Lopes Filho, de Carlos Arthur Guerardt Santos, de Elcio Alvares e de Eurico Rezende. Só falarei de um governo. Quero falar do velho Espírito Santo que se funde com o novo Espírito Santo na pessoa do Presidente desta Casa de Leis, Senhor Deputado Elcio Alvares, por quem não tenho pessoalmente nada contra, mas sempre estive contra S. Ex.ª politicamente. Sempre fui adversário político de S. Ex.ª e continuarei sendo até o meu último dia de vida, a não ser que S. Ex.ª mude de posição, porque eu não mudarei; continuarei defendendo o povo. O Doutor Elcio Alvares, como S. Ex.ª gosta de ser chamado, foi o responsável pela criação formal da área ambiental no Estado do Espírito Santo. S. Ex.ª, por meio da sanção da Lei n.º 2.992, de 23 de julho de 1975, criou o Instituto Estadual de Florestas. Como ninguém falou isso, estou falando para agregarem às informações que vocês têm. Foi por meio dessa lei que acabei de citar, que esse instituto foi criado e está na gênese de toda essa maracutaia feita contra os povos quilombolas e indígenas do Estado do Espírito Santo. Depois, criou a Comissão Estadual do Meio Ambiente, CEMA, por meio do Decreto n.º 1.150, de 15 de maio de Além disso, esta Casa de Leis, na época do combativo ex-deputado Nyder Barbosa de Menezes, ele teve a altivez em plena ditadura militar de aprovar o Projeto de lei n.º93, de 12 de janeiro de 1978, aprovada no Palácio Domingos Martins, na Cidade Alta, em frente ao Palácio Anchieta. Essa lei proibia o plantio de eucaliptos em todo e qualquer terreno mecanizável e propício à execução de projetos agrícolas. O Governador biônico que foi para o Palácio Anchieta sem o voto do povo, colocado pelo ditador Ernesto Geisel, vetou esse projeto de lei. E as melhores terras do Estado do Espírito Santo, onde poderiam estar sendo plantado feijão, milho, alimento para alimentar o nosso povo - o nosso Estado é um grande importador de alimentos estão sendo utilizadas para produzir essa commodity, essa mercadoria que é a celulose e que só serve para enriquecer meia dúzia de acionistas da Aracruz Celulose S.A./Fibria, que teve a coragem de quebrar a empresa, em 2008, ao aplicar no mercado de ações de derivativos. Não terei tempo para explicar o que é. Mas, já cumpri o meu papel nesta Casa. Hoje, mais do que nunca, a natureza é o principal componente do capital. O velho filósofo Karl Max, de quem sou seguidor, nunca negarei, é ele que está na raiz do meu pensamento, foi o primeiro ambientalista. Sua tese de doutorado foi sobre a natureza. Ele criou uma visão de natureza que se confrontasse a Friederich Hegel, pensador alemão da época que se opunha. Depois desenvolve o capital em toda sua obra; mostra que a apropriação da natureza junto com a mais valia vai gerar a reprodução do capital. Hoje, principalmente no nosso País, Senhora Deputada Iriny Lopes, temos que ver essa questão que é muito séria porque uma dos discursos da Vale para fazer siderurgia em Ubu é exatamente que está cumprindo o papel que o BNDES, da Política econômica do Governo, do Brasil produzir aço e celulose. Essa industrialização perversa que o Brasil faz. Hoje, ao invés de desenvolvermos tecnologia, biotecnologia, energia limpa como a solar, eólica, apontada como a salvação do Brasil, explora-se essa coisa aberrativa, o pré-sal, que precisa escarafunchar as profundezas da natureza para tirar petróleo, esse combustível sujo que se derramado no mar causará um desastre à natureza, como exemplo, há trinta e oito dias o derramamento de óleo no Golfo do México, que tem manguezais com valor de aproximadamente trinta e oito mil dólares só para a reposição de espécies oceânicas. Os manguezais do Estado do Espírito Santo são no mínimo cem por cento mais ricos. Então, imaginem a fortuna que não perderemos se tivermos acidente como esse. Hoje, temos que compreender o ecossócioambientalismo. A ONU, em 2001, formou a primeira turma do curso de Ecossocioambientalista. Fui um dos dois brasileiros aprovados, por meio do curso à distância que a Universidade das Nações Unidas promoveu. Dos cento e oitenta alunos só trinta e três concluíram o curso. A idéia central é: não tem economia sem o social e o ambiental. Hoje esse é o direito humano mais importante que temos de defender; é o direito à água de que a Aracruz Celulose se apropria em grandes quantidades; ao ar limpo, que as grandes corporações despejam bilhões de toneladas de poluentes no Planeta, impedindo a reprodução das espécies em curtíssimo espaço de tempo, se não conseguirmos impedir isso. (Muito bem!) A SR.ª PRESIDENTA (IRINY LOPES) Devolvo a presidência dos trabalhos ao Senhor Deputado Claudio Vereza. O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Assumo a Presidência e agradeço ao Senhor José Marques Porto. Já estava me preparando para pedir brevidade em seu pronunciamento porque o povo quilombola tem horário para pegar o ônibus

32 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 de volta para o interior de Conceição da Barra. Inclusive, peço ao Senhor Sebastião Ribeiro e ao Pastor Adair Cruz que permitam que as Senhoras Elda Maria dos Santos e Olindina Serafina Nascimento falem antes. (Pausa) Concedo a palavra à Senhora Elda Maria dos Santos. A SR.ª ELDA MARIA DOS SANTOS (Sem revisão da oradora) Em nome do nosso povo, de comunidades tradicionais, um bom axé para todos. Somos da Comunidade Quilombola Linharinho, fazemos parte da Comissão Quilombola. O Senhor Domingos Firminiano dos Santos, mais conhecido como Chapoca, falou sobre tantos impactos, por isso não vamos nos demorar. Apenas queremos registrar que os quilombolas são povos tradicionais, com cultura, religião e resistência há mais de quinhentos anos. E nos quilombos os nossos antepassados viveram muito antes da chegada das grandes empresas. Ainda existimos. Pensaram que iria acabar tudo, mas não acabou. Precisamos colocar algum alimento na mesa para nossos filhos, netos e bisnetos e preparar para eles um bom território, como era antes. Por isso, falamos que a nossa comunidade de Linharinho está plantando. E é direito nosso querer e exigir que nem a Garra e nem a polícia estejam no lugar que estamos retomando, ocupando e plantando, pelo amor de Deus. A Aracruz corta e depois planta novamente. O Governo do Estado do Espírito Santo deixa a Aracruz plantar, e o povo quilombola, não? De quem é o direito? Não estamos pegando nada da Aracruz. Ela corta os eucaliptos e deixa o território, que é nosso. Precisamos plantar; precisamos criar nossos animais como sempre fizemos; precisamos fazer nossas roças e construir casas para nossos filhos e netos, pois temos famílias e crença. O relatório do Movimento dos Direitos Humanos está ótimo e que seja posto em prática. Agora, sabemos que o bicho vai pegar mesmo, porque não teremos medo. Já não tínhamos medo antes, agora é que não teremos mesmo. Mas pedimos ao Movimento dos Direitos Humanos que atue em Conceição da Barra e São Mateus. A saúde no Estado do Espírito Santo e nesses municípios está uma desgraça para os negros. Os povos negros, principalmente os da comunidade quilombola, não têm médico, não têm nada. Acabou nossa cultura, nossa água, nossa mata. Precisamos que o Movimento dos Direitos Humanos vá à Conceição da Barra para ver como estão os postos de saúde, os hospitais e como está sendo tratada a população em geral. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Agradeço as palavras da Senhora Elda Maria dos Santos; um depoimento autêntico da população de Linharinho. (Pausa) Concedo a palavra à Senhora Olindina Serafina Nascimento, catedrática na arte de falar da realidade do povo. A SR.ª OLINDINA SERAFINA NASCIMENTO (Sem revisão da oradora) Boa tarde a todos.treinar é sempre bom, principalmente treinar para continuar brasileira. Agradeço ao Senhor Deputado Claudio Vereza o esforço de estar conosco e aos senhores que elaboraram o relatório. Sou professora quilombola e minha cadeira é na Comunidade São Jorge. Estou de licença porque estou na universidade. Com a graça de Deus e de Olorum pretendo voltar e continuar na vida dessa comunidade, que também é minha. Meus parentes vivem no Córrego do Sapato. Estivemos na Comunidade de São Domingos, sábado passado, e fomos até a casa de Domingas Blandino dos Santos, mais conhecida como Bitinha, nossa parenta e amiga, para conversar. Saímos de lá desesperadas e horrorizadas com o que conversamos. Uma situação terrível. Por isso viemos até esta Casa para ler uma carta. Nós, quilombolas, somos brasileiros; embora muitos não nos vejam como brasileiros. A carta é em nome de todos nós, brasileiros, negros, quilombolas, de uma articulação que se chama Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas - CONAQ, fundada em 12 de maio de 1996, em Bom Jesus da Lapa, na Bahia, para onde iremos daqui a alguns dias com a graça de Deus e de Olorum. Também estamos falando em nome de Domingas Blandino dos Santos. Diz a carta: Assembléia Legislativa do Estado do Espírito Santo Sessão Especial 27 de maio de Vimos por meio desta carta, repudiar a atitude da empresa Aracruz Celulose/Fibria que há anos vem ceifando e prejudicando a vida dos moradores das comunidades quilombolas do Sapê do Norte. Como é de conhecimento de alguns ou de todos nesse Plenário, que esta empresa para alcançar seus altos lucros econômicos, não tem poupado esforços em destruir e, acabar com as famílias quilombolas. Estamos trazendo a público não um crime novo praticado por tal empresa, pois há mais de 40 anos que os malefícios são vividos e sentidos em todo Sapê. Fazendo um recorte de tanta ambição e maldade, nos reportamos à casa da senhora Domingas Blandino dos Santos, conhecida por Bitinha, em São Domingos

33 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo Conceição da Barra, casa dela esta comprometida e preste a vir abaixo, deixando-a com seus filhos na rua sem ter pra onde ir a não ser pedir de imediato ajuda e socorro para os parentes em não ter que ver seus filhos dormirem ao relento. Saiba senhores qual o motivo de tamanho drama vivido por nossa parenta Bitinha, decorre do fato de seu lar ficar próximo a uma plantação de eucalipto, plantado em seu quintal sem que ela tenha permitido tal plantio. A empresa responsável pelo plantio visando o processo de aceleramento na derrubada desses eucaliptos enxertou um inseto (cupim) nessas madeiras para provocar o apodrecimento da base da madeira e sua derrubada. Porém a dita empresa ao mesmo tempo em que utiliza desses insetos que são modificados geneticamente ela também utiliza agrotóxico em grande quantidade nessas mesmas madeiras então os insetos fogem do veneno e vão para as casas quilombolas, que tem em sua confecção madeira e barro, alimento primordial para a sobrevivência desses insetos que como não encontram nenhuma resistência, digo, veneno nas casas quilombolas, fazem delas seu habitat não para morar, mas para devorar. Já que é seu alimento. Continuando a leitura: E assim está acontecendo com a casa de Bitinha e de outros quilombolas da região do Sapê do Norte, estão perdendo suas casas duas vezes ou mais para o agronegócio e para a experiência do agronegócio. No caso, o cupim modificado geneticamente. Ao procurar a empresa para exigir satisfação e ciente de que a mesma é responsável pelo o que está acontecendo em seu lar, Bitinha ouviu do gerente da empresa o seguinte: que não havia comprovação do fato, ou seja, que os cupins são os predadores da casa dela e fez uma proposta que confirma a responsabilidade da empresa. Ao procurar o gerente da empresa o mesmo diz que não há provas de que os cupins são os responsáveis, são os predadores da casa de Bitinha, e no mesmo ato diz que tem uma proposta para acabar com o tal acontecimento. O gerente coloca uma proposta muito indecente. Na carta, dissemos: Segundo o gerente (Senhor Narciso), a empresa poderia ajudar colocando um veneno na casa. Porém, os moradores teriam que ficar quinze dias fora de casa. Então a sábia Bitinha recusou por precaução, pois como voltar para casa depois e colocar sua vida e de seus filhos em perigo, expostos a venenos que com certeza teria consequências piores futuramente. O gerente disse à Bitinha para ficar quinze dias fora de casa. E seus pertences? E suas coisas? Continuando a leitura: Ela sabe que perderá sua casa e tudo que possui, pois os cupins não param, já tomaram tudo, até seu fogão de lenha que é feito de tijolinho e cimento. Todas as vigas da casa estão comprometidas. É uma tragédia anunciada com nome, sobrenome e endereço. Muito obrigada a todos. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Obrigado, Senhora Olindina Serafim Nascimento. É uma carta muito forte, traz uma denúncia nova, um ingrediente novo para toda essa situação. A SR.ª OLINDINA SERAFIM NASCIMENTO Senhor Deputado Claudio Vereza, o dia 25 de maio foi o Dia da África. Então, Abdias do Nascimento diz a todos os brasileiros que os negros que estão fora da África não devem jamais desistir. E esse apelo aparece na letra da música Os Tambores do povo de Palmares, que cantarei agora para que todos a conheçam. (Pausa) (É entoada a música Os Tambores do povo de Palmares pela Senhora Olindina Serafim Nascimento) O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Lembramos que nós e a Senhora Deputada Federal Iriny Lopes temos outro compromisso daqui a pouco no Município de Vitória e o povo ainda vai para o Norte do Estado, de ônibus. (Pausa) Concedo a palavra ao Senhor Sebastião Ribeiro.

34 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 O SR. SEBASTIÃO RIBEIRO (Sem revisão do orador) Tentarei ser breve. Saúdo todos os integrantes das comunidades quilombolas que estão presentes nesta sessão especial e os parabenizo pela luta. Parabenizo o Senhor Deputado Claudio Vereza por abrir este espaço nesta Casa para que os quilombolas trouxessem essa mensagem, essas denúncias, das quais já temos conhecimentos de muitas, mas outras foram acrescentadas. Acrescentaremos mais uma proposta ao documento que diz respeito a uma notícia criminal. Quando foi realizado aquele pedido na Procuradoria, sobre as terras devolutas, também ajudamos o movimento a fazer uma notícia criminal com relação aos licenciamentos que foram colocados, sendo vários deles irregulares. Se não tiverem a cópia da notícia criminal estará à disposição. Para fazer essa notícia criminal nos baseamos em documentos adquiridos por meio da CPI que investigou os licenciamentos da Aracruz Celulose S.A./Fibria. Gostaria de realizar a leitura de alguns trechos de dois documentos importantíssimos porque foram feitos pelo coordenador da época da Curadoria de Meio Ambiente do Ministério Público, Dr. José Cláudio Pimenta, que atualmente é procurador. São documentos grandes, mas vou ler alguns trechos para reforçar o que aconteceu nessa notícia criminal: (...) para espanto, o Órgão Ambiental, impõe como condicionante à Licença de Instalação (...), que o empreendedor promova no prazo de 07 anos a implantação de ha (...) de eucalipto para celulose e madeira, como se fosse essa medida requisito ambiental ao processo de licenciamento à expansão fabril. Está se referindo a uma condicionante incluída na expansão da fábrica. O outro texto diz: Ora, se essa atividade específica de florestamento de per si necessita de EIA/RIMA, como pode se transmudar em condicionante ambiental? A inserção de tal requisito, além de violar a essência do procedimento de licenciamento ambiental, constitui-se em desvio de finalidade e promove de forma clandestina a supressão do debate técnico e social de parcela significativa de aspectos relevantes do projeto de expansão. Assim agindo o Órgão Ambiental passa a exercer uma atividade de promoção industrial, tal como uma agência de desenvolvimento. E não como uma Secretaria de Meio Ambiente, como é. O Procurador encaminhou esse documento a esta Assembleia Legislativa. Esse outro ele encaminhou ao Procurador-Geral de Justiça falando sobre várias irregularidades, que diz: O mais grave é que o estudo ambiental - EIA/RIMA - elaborado para a implantação da 2. a expansão, não contemplou a expansão de projetos de silvicultura para atender a empresa, sob a justificativa que matéria prima adicional seria plantada e proveniente de outros estados, deixando assim, de abordar e de indicar os impactos e as medidas a serem aplicadas para a correção e mitigação destes efeitos. Entre esses impactos, se tivesse constado que a empresa iria plantar, teriam sido avaliados os impactos nas comunidades quilombolas, nas comunidades indígenas, e não aconteceu isso, como diz o documento: Tal fato constitui-se em uma grave irregularidade, especialmente, quando se considera o teor das condicionantes expedidas pela autoridade ambiental que, a despeito da ausência de estudo específico e compatível, deram ensejo à promoção da atividade de forma incondicional. Do exame da documentação acostada (...) evidencia-se, em princípio, que o procedimento de licenciamento para este último programa (...) Nesse trecho ele se fere ao programa florestal, que diz: (...) dispensou a elaboração de estudo ambiental e, s.m.j., não observou as fases de licenciamento, quais sejam: licença prévia, de instalação e (...) a de operação, deixando de cobrar os emolumentos respectivos (...) violando assim, as regras procedimentais previstas na Resolução CONAMA 237/97 e no artigo 19 do Decreto Federal n.º /90, e, sobretudo, os preceitos estabelecidos pela sistemática estadual no Decreto n.º N de 07 de outubro de Mais adiante diz o documento: Ocorre que, apesar de subsistir as irregularidades, a despeito das normas cogentes, o poder público, de forma leniente vem permitindo o plantio em áreas impróprias - áreas de preservação permanentes - reserva legal, conforme atualmente consignado nos documentos de fls.

35 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo (...) e, o que é mais grave, na medida em que é verificada a irregularidade não aplicam as penalidades administrativas previstas, reservando-se a apenas expedir notificações e recomendações. Ou seja, a empresa estava plantando em áreas irregulares e quando o produtor rural, o pequeno produtor, faz isso, já é multada; a empresa, não, é só notificada. O Procurador faz o seguinte registro: Nesse sentido, a omissão configura em uma infração autônoma praticada pelo agente público, (...) O Promotor coloca que o próprio agente público infringiu a lei, e continua: (...) eis que o ato em questão é vinculado, já que as limitações administrativas previstas no Código Florestal e demais normas legais, prevêem pelo seu descumprimento, compatível sanção, ou seja, uma vinculação de causa - efeito, não deixando à autoridade pública qualquer espaço para a deliberação sobre a conveniência e oportunidade. (...) Nestas circunstâncias, a omissão administrativa ganha destaque e significado nas normas penais e poderá, eventualmente, caracterizar crime de prevaricação, (...) A ação ou omissão poderá ainda, subsumir-se aos tipos previstos na Seção V, (...) Refere-se à lei de Crimes Ambientais, crimes contra a administração pública. Esta foi uma das denúncias que fizemos na notícia criminal. Diz, ainda, o Procurador: (...) os plantios efetuados anteriormente, tornando-se as condicionantes uma chapa batida, sem qualquer preocupação específica a cada caso, considerado isoladamente, (...) Anexaram as licenças a uma licença única, de forma irregular. Então isso tudo foi objeto de uma notícia criminal. Agora, vejam bem o que o delegado, que estava responsável pelo inquérito, o Doutor José Luiz Pimentel Pazeto, diz. Não leremos a conclusão toda, mas uma parte. Isso aqui ele não está falando para as entidades, mas para o Promotor. Acostamos os documentos nos altos, com denúncias que o próprio Promotor fazia ao Deputado aqui da Casa e ao Procurador-Geral. Então, o delegado falou: Há entidades que buscam, num esforço de politização, levar a discussão sobre outorga de licença ambiental do campo técnico para o político, do procedimento administrativo de licenciamento para a sala de assessores politizados. Com que direito? Com que critério? Com isso, todo o avanço alcançado na legislação ambiental corre o risco de perder credibilidade. O objetivo legítimo e legal de um empreendimento goza de presunção de boa-fé e dos favores do direito. O empreendedor legítimo e bem orientado conta com o amparo do artigo 170 da Constituição Federal. Propomos a juntada disso no documento e pedimos ao Ministério Público que olhe essa conclusão do inquérito e peça revisão. Porque é no mínimo um absurdo o que ele colocou aqui. Porque não está ofendendo só as entidades. E não nos sentimos ofendidos, mas está ofendendo um colega de Procuradoria, de Ministério Público, que por meio de documentos comprovou todas as irregularidades que pedimos fossem apuradas. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) - Obrigado, Senhor Sebastião Ribeiro. Solicito que encaminhe esses documentos para que sejam juntados, se possível, ao relatório. Pedimos ao Pastor Adair Cruz que se pronuncie por último e finalize com uma benção, de preferência, pois precisamos de muitas bênçãos. (Pausa) Concedo a palavra ao Senhor Antônio Rodrigues de Oliveira, que falará em nome da juventude quilombola. O SR. ANTÔNIO RODRIGUES DE OLIVEIRA (Sem revisão do orador) Vamos fazer uma dinâmica, porque o pessoal está cansado. Pedimos aos companheiros e companheiras para levantarem um pouquinho da cadeira para darmos um grito de ordem. Já falamos, conversamos bastante, e sabemos que tem muita gente que é solidária a esta luta. Mas o que precisamos mesmo é voltar para o Sapê do Norte com uma coisa em mente: mobilizar, articular e organizar uma luta em massa dentro das comunidades. Se for preciso arrancar eucalipto, vamos arrancá-lo; se for preciso cortar, vamos cortar e cultivar a nossa plantação. Vamos dar o grito de ordem, assim como demos o grito de ordem pelo território quilombola. Queremos ver todo mundo gritando comigo, com o braço esquerdo levantado:

36 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Enquanto existe fome, enquanto existe guerra, nós os quilombolas, estamos lutando pela terra. (Pausa) (É dado o grito de ordem várias vezes) Agora será apresentado o Rap do Quilombo. Todos batendo palmas. (Pausa) (É feita a apresentação do Rap do Quilombo) É isso companheiros! Somos nós! Vamos seguir nessa luta! E lembro aos nossos irmãos indígenas que são trinta anos de luta, iniciada dez anos depois da chegada da empresa Aracruz Celulose S.A./Fibria ao Município. Está presente o Senhor Antônio Carvalho, Toninho, que não me deixa mentir. Ele tinha vinte anos de idade quando me contou essa história. Hoje ele está vivido, mas está vendo os frutos serem colhidos. Temos que buscar espaço dentro das salas de aula, para que as crianças cresçam com formação política. Agradecemos à comunidade de São Domingos e todas as comunidades que fazem a resistência até mesmo no peito e no braço, como a letra do rap. Mando meu alô para essa galera. Estou no Córrego do Chiado, no meio de um monte de burocrata, com pessoas do MPC - Movimento Paz no Campo, a toda hora nos marginalizando. Mas estamos na luta! Por isso carrego o nome de Caboclo Sapezeiro, em homenagem aos antepassados. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Obrigado pela participação, Senhor Antônio Rodrigues de Oliveira. (Pausa) Concedo a palavra à Senhora Kátia Santos Penha. A SR.ª KÁTIA SANTOS PENHA (Sem revisão da oradora) Boa tarde a todos. Para mim foi uma grande experiência participar desse relatório do EIDH/RIDH como pesquisadora de campo. Para mim e para o Antônio, a Joyce e a Domingas, que hoje está na coordenação do projeto no INCRA e que também fazia parte da equipe. Para nós, enquanto jovens quilombolas, participar da realização e da elaboração desse relatório é muito importante, porque hoje quem escreve nossa história somos nós mesmos, quem conta a nossa história somos nós mesmos e quem pesquisa nosso povo somos nós mesmos. Quero agradecer às pessoas que abriram suas portas, que nos receberam no campo. As famílias estão cansadas de serem diagnosticadas, pesquisadas, ouvidas e não terem retorno. Para mim, enquanto liderança de comunidade, enquanto quilombola, esse é o grande passo, o grande poder das comunidades quilombolas. Estou há pouco tempo nessa luta, mas nossa história conta e a carregamos para o resto de nossas vidas. Estamos numa fase de muita ansiedade em razão da Adin, uma inconstitucionalidade do Decreto n.º Peço a todos que assinem a petição, que compareçam, que mandem carta para que o Supremo veja a questão quilombola. Senhor Deputado Estadual Claudio Vereza e Senhora Deputada Federal Iriny Lopes, vejam a questão dos quilombolas com mais sensibilidade. O Brasil inteiro está nesta grande corrente. Com certeza temos força para não deixar que um burocrata faça isso, ou que as pessoas digam o que devemos fazer. Em nome de todas as comunidades, em nome da equipe, em nome da Senhora Gilsa Helena Barcelos, pessoa que colaborou muito conosco em campo, agradecemos muito. E que esse relatório não pare aqui, que ele agora rode o mundo com várias denúncias e com vários depoimentos de pessoas presentes neste Plenário. Muito obrigada. (Muito Bem!) O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Concedo a palavra ao Pastor Adair Cruz. O SR. ADAIR CRUZ (Sem revisão do orador) - Muito obrigado pela oportunidade, Senhor Deputado Claudio Vereza. Uma boa noite a todos. Ao final desta sessão especial faremos uma oração final. Quanto ao relatório estou tranqüilo; minha aprovação é total. No final do relatório foi falada a palavra recomendação, que é muito branda, mas entendemos ser da formalidade. Na verdade não são recomendações, são exigências aos organismos e aos poderes públicos; são exigências para que se cumpram, para que se atendam para que se cumpram e se atentam a esse relatório tão bem elaborado. Faltou algo que recomendarei às igrejas. Fala-se que o Espírito Santo é um Estado de grande proporção cristã e também de religiões de matrizes africanas e outras religiões. Essas religiões não podem passar fora de uma coisa tão importante e histórica como estamos ouvindo neste Plenário. Elaborei algumas recomendações provocativas, porque têm igrejas que passam longe desse assunto, que não estão interessadas na vida humana. Costumo dizer que estão interessadas na bajulação de um Deus que não espera bajulação, espera serviço, espera compromisso com o ser humano, espera identidade com o sofredor, com o pobre, com aquele que exige e requer os seus direitos. Mas, tem igreja passando fora desse discurso, que não está interessada no assunto. Mas, o que estou falando aqui é provocativo. Por exemplo, que as igrejas evangélicas, católicas, de matrizes africanas e outras provoquem um dia de paralisação, um dia de estudo, um dia de oração estadual em favor dos quilombolas. É direito. Por que não?

37 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo Que as autoridades religiosas evangélicas, não só da redondeza, mas do Estado, os presidentes das igrejas, a mídia, os bispos católicos, estejam lá para visitar, para conhecer, para dialogar, para promover nas suas igrejas a defesa dos quilombolas também no nosso Estado. A recomendação é a seguinte: que as igrejas coloquem a história da escravidão dos quilombolas e as suas lutas contra os efeitos das ações dessas empresas nas suas publicações, nas suas revistas, nos seus órgãos oficiais, nas publicações de comunicação das igrejas, para tornar conhecido. Por que não entrar nessa luta? Que também promovam livretos de estudos nos círculos bíblicos, nas reuniões, nas escolas bíblicas dominicais evangélicas. Por que não colocar esse tema na agenda das igrejas? Provoco essa situação. Neste Plenário têm pessoas de diversas igrejas evangélicas e de diversas matrizes africanas. Peço que coloquem isso nas suas agendas para discussão e sensibilidade. Vamos agora à oração final: Jesus disse - João 10:10 -: Eu vim para que tenhas vida e vida em abundância. Percebo que o que está por trás desse relatório e de todas as falas colocadas por oradores que compuseram a Mesa para a realização desta sessão, e pelo Senhor Deputado Claudio Vereza, que tem uma grande luta pelos direitos humanos neste Estado, é que a vida está em primeiro lugar. Jesus defendeu isso em toda a sua vida. Também as religiões, cristãs e outras, têm como base principal das suas ações e da fé a defesa da vida. Então, que façamos isso com toda dedicação, para entender as lutas das pessoas, os seus sofrimentos, para que Deus possa nos abençoar. O Deus Pai de toda a humanidade, de todas as raças e de todos os credos possa abençoar mais essa luta dos quilombolas, da negritude do nosso País, dos índios e a todos nós presentes nesta sessão. Muito obrigado. Que o Senhor nos abençoe. Amém. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Concedo a palavra ao Senhor Gilmar Ferreira. O SR. GILMAR FERREIRA (Sem revisado do orador) - Minhas palavras agora são para agradecer o esforço de todos os presentes: dos quilombolas, dos índios, da equipe que preparou esse relatório, daqueles que vieram assistir a esta sessão e dar a sua contribuição. Agradeço ao Senhor Deputado Claudio Vereza a nossa vinda a esta Casa. É uma grande satisfação estar nesta sessão. Gostaria de dar alguns avisos. Em breve nos reuniremos com a comissão quilombola para tratar dos encaminhamentos aqui tirados, acrescentar o que foi acrescentado nesta sessão, para então encaminhar este relatório à sua edição final e publicação, que deverá sair em tempo recorde, porque ele é parte de um relatório nacional que será disponibilizado para todos, e que chegará ao Ministério da Justiça, primeiro órgão federal a recebê-lo. Registraremos o pedido para que a Deputada Federal Iriny Lopes possa transformar este relatório em um projeto de lei, para que o EIDH/RIDH se torne uma lei federal, uma política de Estado, e não somente uma carta de intenção ou que possa ficar à vontade desse ou daquele governante. Mas que a Deputada Federal Iriny Lopes possa fazer um esforço de apresentá-lo como projeto de lei federal. Não tratamos neste relatório, porque não conseguimos tempo e condições objetivas para tal, mas pretendemos ainda buscar recursos e condições para tratar daqui a algum tempo... Queremos dar uma atenção especial a essa coisa relacionada aos mutilados da Aracruz Celulose. Consideramos que essa é uma das grandes violações dos direitos humanos promovida pela monocultura de eucaliptos, sobretudo com a ação forte da Aracruz Celulose contra os povos da região Norte. Agradecemos por esta tarde. Começamos daqui a contar a história sob a ótica do oprimido, sob a ótica do povo quilombola, sob a ótica dos povos indígenas e daqueles que têm seus direitos todos os dias violados, desde o descobrimento deste país. (Muito bem!) (Palmas) O SR. PRESIDENTE (CLAUDIO VEREZA) Estamos reunidos desde as 14h, e já são 18h50min. É um longo tempo de apresentação de um importante relatório. Dedico esta sessão a um grande capixaba, falecido na última quarta-feira, um lutador pelo meio ambiente: Roberto Kautsky. Não era do povo negro, mas era um lutador pelas causas ambientais e merece esse registro no final desta sessão especial. O Senhor Roberto Kautsky foi sepultado ontem à tarde em Domingos Martins. Era um pesquisador da natureza, um cultivador da natureza, especialmente das flores, das bromélias e outras espécies da flora capixaba. E teve o seu nome inscrito inclusive no nome científico de várias espécies que ele mesmo descobriu. Agradeço a presença de todos. Quero fazer um registro especial da presença de três defensores públicos, que estão lutando para que a Defensoria Pública seja defensora dos direitos do povo brasileiro e do povo capixaba: Doutores Leonardo Grobberio Pinheiro, Doutora Regina Maria da Silva e Dora Ribeiro Grijó. (Palmas) Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a presente sessão. Antes, porém, convoco os Senhores Deputados para a próxima, ordinária, dia 31 de maio de 2010, para a qual designo: EXPEDIENTE: O que ocorrer. ORDEM DO DIA: anunciada na quadragésima terceira sessão ordinária, realizada dia 26 de maio de Está encerrada a sessão. Encerra-se a sessão às dezoito horas e cinquenta minutos.

38 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 QUADRAGÉSIMA QUARTA SESSÃO ORDINÁRIA DA QUARTA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA SEXTA LEGISLATURA, REALIZADA EM 31 DE MAIO DE (De acordo com o registrado no painel eletrônico, à hora regimental, para ensejar o início da sessão, comparecem os Senhores Deputados Atayde Armani, Aparecida Denadai, Cacau Lorenzoni, Claudio Vereza, César Colnago, Dary Pagung, Doutor Hércules, Doutor Wolmar Campostrini, Elcio Alvares, Euclério Sampaio, Luciano Pereira, Marcelo Coelho, Marcelo Santos, Paulo Roberto e Theodorico Ferraço) ALVARES) Havendo número legal e invocando a proteção de Deus, declaro aberta a sessão. (Assume a 1.ª Secretaria o Senhor Deputado Marcelo Coelho e a 2.ª Secretaria, a convite do Presidente, o Senhor Deputado Dary Pagung) ALVARES) Convido o Senhor Deputado Dary Pagung a proceder à leitura de um versículo da Bíblia. (O Senhor Dary Pagung lê Eclesiastes 11:14) O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Convido o Senhor 2.º Secretário a proceder à leitura da ata da quadragésima terceira sessão ordinária, realizada em 26 de maio de (Pausa) (O Senhor 2.º Secretário procede à leitura da ata) ALVARES) Aprovada a ata como lida. Convido o Senhor 2.º Secretário a proceder à leitura da ata da décima nona sessão especial, realizada em 27 de maio de (Pausa) (O Senhor 2.º Secretário procede à leitura da ata) (Comparecem os Senhores Deputados Da Vitória e Giulianno dos Anjos) O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Aprovada a ata como lida. (Pausa) A Mesa Diretora convida todos os Senhores Deputados para uma solenidade muito importante que será realizada às 18h30min, no pilotis desta Casa de Leis. Faremos uma apresentação pública do novo setor comunicação da Assembleia Legislativa. Para que S. Ex. as possam avaliar o alcance dessa solenidade, lançaremos a TV/Web. A partir de hoje, nossa imagem estará em todo o mundo por meio da internet, visto que hoje a TV/Web começa a funcionar. Teremos um novo site. Já tivemos oportunidade de ver o novo estúdio da TV Assembleia. É uma beleza o site que permitirá, inclusive, o ingresso na TV/Web. Teremos, também, a rádio Assembleia, para transmitir os informativos de todos os Senhores Deputados e desta Casa de Leis. Na oportunidade os Senhores Deputados conhecerão o novo estúdio da TV Assembleia, baseado em estúdio que existe em Santa Catarina, que é um primor. Os Senhores Deputados terão oportunidade de conhecer a nova grade de programas; a reforma do espaço onde estão acomodados, e os equipamentos novos. A nossa TV Assembleia está se preparando para adotar o sistema digital. Hoje serão entregues os novos equipamentos e as câmeras, principalmente para o plenário; câmeras que permitem corrigir os defeitos de luz. As atuais câmeras são muito antigas, mas em breve teremos imagens novas. Portanto, para prestigiar aqueles que cuidam do setor de Comunicação, repetimos: hoje, às 18h30min, no pilotis desta Casa de Leis, teremos uma pequena solenidade com um coquetel simples, para entrega desses melhoramentos que são fundamentais no setor de Comunicação. (Comparece o Senhor Deputado Luiz Carlos Moreira) O SR. MARCELO COELHO Senhor Presidente, pela ordem! Como presidente da Escola do Legislativo registramos a presença, nas galerias desta Casa, de quarenta alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Santa Isabel, do Distrito de Campinho de Santa Isabel, Município de Domingos Martins, acompanhados das professoras Jacimara Nunes e Elizangela Wernech. Também agradecemos aos trinta e nove alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Alvimar Silva, do bairro Santo Antônio, acompanhados do professor Marcelo Rodrigues Vereno e dos servidores do projeto Escolas na Assembléia. Sejam bem-vindos à Assembleia Legislativa. ALVARES) - Convido o Senhor 1.º Secretário a proceder à leitura do Expediente. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO PRESIDÊNCIA COMUNICADO N.º 843/2010 Brasília, 19 de maio de Senhor Presidente, De acordo com a legislação vigente, informamos a(s) liberação(ões) de recursos

39 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo financeiros destinados a garantir a execução de programas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, conforme abaixo: Entidade: SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROGRAMA ALIMENTAÇÃO ESCOLAR PRE- ESCOLA ALIMENTAÇÃO ESCOLAR ENSINO FUNDAMENTAL ORDEM BANCÁRIA Data Emissão Valor em R$ 24/03/ ,00 24/03/ ,00 ALIMENTAÇÃO ESCOLAR EJA 24/03/ ,00 PNAE - MEDIO 24/03/ ,00 Atenciosamente, DANIEL SILVA BALABAN Presidente do FNDE Ao Ex. mo Sr. ELCIO ALVARES Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo NESTA ALVARES) Ciente. Às Comissões de Educação e de Finanças. TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO TCE ES OFÍCIO N.º 144/2010 Vitória, 25 de maio de Assunto: Balancete financeiro Abril de Senhor Presidente, Estamos encaminhando a Vossa Excelência, para apreciação dessa Augusta Casa de Leis, o balancete deste Tribunal de Contas, referente ao mês de Abril de Atenciosamente, UMBERTO MESSIAS DE SOUZA Conselheiro Presidente do Tribunal de Contas do Estado Rua José Alexandre Buaiz, 157 Enseada do Suá-Vitória-ES CEP: Caixa Postal 246 Telefone (26) Telefax: (27) Endereço Eletrônico: Ao Ex. mo Sr. ELCIO ALVARES Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo NESTA ALVARES) Ciente. À Comissão de Finanças. GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO SECRETARIA DA CULTURA OFÍCIO N.º 162/2010 Vitória, 27 de maio de Ref.: Processo n.º Senhor Presidente, Estamos encaminhando, em anexo, cópia da publicação no Diário Oficial do Estado, do resumo do termo de convênio n.º 004/2010, firmado entre o Estado do Espírito Santo, por intermédio desta Secretaria de Estado da Cultura e a Associação Nacional pela Inclusão Social através da Cultura, Música, Arte, Turismo e Meio Ambiente Parceiros do Bem, registrado na Secretaria de Estado de Controle e Transparência sob n.º Atenciosamente, DAYSE MARIA OSLEGHER LEMOS Secretária de Estado da Cultura Rua Luiz Gonzales Alvarado, 51 Enseada do Suá Vitória Espírito SantoCEP: Tel.: Site: Ao Ex. mo Sr. ELCIO ALVARES Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo NESTA ALVARES) Ciente. Às Comissões de Cultura e de Finanças. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO OFÍCIO N.º 71/2010 Vitória, 26 de maio de Senhor Presidente, Vimos por meio deste, em atendimento ao que dispõe o artigo 305, 6º da Resolução n.º

40 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de /2009 Regimento Interno comunicar a V. Ex.ª que, devido a compromissos inadiáveis inerentes ao mandato, ficamos impedidos de comparecer à 42ª Sessão Ordinária, da 4ª Sessão Legislativa Ordinária, da 16ª Legislatura, realizada no dia 25 de maio do ano em curso. Atenciosamente, WANILDO SARNÁGLIA Deputado Estadual PTdoB Ao Ex. mo Sr. ELCIO ALVARES Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo NESTA ALVARES) Justificada a ausência. À Secretaria. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO OFÍCIO N.º 447/2010 Vitória, 26 de abril de Senhor Presidente, Venho através deste, JUSTIFICAR a Vossa Excelência na forma do Regimento Interno, minha ausência na Sessão Ordinária do dia 25 de maio de Na certeza de um pronto atendimento, renovo meus protestos de elevada estima e distinta consideração. Respeitosamente, RODRIGO CHAMOUN Deputado Estadual - PSB Ao Ex. mo Sr. ELCIO ALVARES Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo NESTA ALVARES) Justificada a ausência. À Secretaria. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO OFÍCIO S/N.º-2010 Vitória, 26 de maio de Senhor Presidente, Solicito a V. Ex.ª que seja justificada minha ausência na sessão ordinária do dia 25 de maio, nos termos do 6.º do artigo 305 do Regimento Interno. Atenciosamente, CLAUDIO VEREZA Deputado Estadual Ao Ex. mo Sr. ELCIO ALVARES Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo NESTA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO OFÍCIO S/N.º-2010 Vitória, 26 de maio de Senhor Presidente, Solicito a V. Ex.ª que seja justificada minha ausência na sessão ordinária do dia 25 de maio, nos termos do 6.º do artigo 305 do Regimento Interno. Atenciosamente, CÉSAR COLNAGO Deputado Estadual Ao Ex. mo Sr. ELCIO ALVARES Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo NESTA ALVARES) Justificadas as ausências. À Secretaria.

41 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO OFÍCIO N.º 210/2010 Vitória, 24 de maio de Senhor Presidente, Cumprimentamos Vossa Excelência e solicitamos justificar a nossa ausência nas Sessões Ordinárias, realizada em 25 e 26 de maio de 2010, nos termos do artigo 305 1º do Regimento Interno. Atenciosamente, DOUTOR RAFAEL FAVATTO Deputado Estadual - PR Ao Ex. mo Sr. ELCIO ALVARES Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo NESTA ALVARES) Justificadas as ausências. À Secretaria. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO PROJETO DE LEI N.º 163/2010 Estabelece desconto em impostos, taxas e autos de infrações para empresas comerciais que permitirem a utilização dos sanitários pelos taxistas no âmbito do Estado do espírito Santo. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º. Estabelece desconto em impostos, taxas e autos de infrações para empresas comerciais que permitirem a utilização dos sanitários pelos taxistas no âmbito do Estado do espírito Santo. Art. 2º. O desconto previsto no caput desta lei não poderá ultrapassar a 500 VRTE ao ano e não cumulativo. -1 Os estabelecimentos comercias deverão cadastrar se junto ao sindicato da categoria. -2 Manter livro para registro de presença dos taxistas que utilizarem os sanitários. -3 Tornar visível e de fácil identificação adesivo contendo dizeres Sou Parceiro dos Taxistas. Art. 3º. Vedada aplicação desta lei para desconto no IPVA. Art. 4º. A regulamentação desta lei ficará sob a responsabilidade da secretaria Estadual de Fazenda. Art. 5º. Fica estabelecido o prazo de 90 dias para a regulamentação desta lei. Art. 6º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Sala das Sessões, 25 de maio de EUCLÉRIO SAMPAIO Deputado Estadual PDT JUSTIFICATIVA Após reclamações de inúmeros profissionais taxistas, verificamos que há uma demanda reprimida e de grande urgência para ser resolvida. A importância dos profissionais terem um local certo para que se façam suas necessidades fisiológica e extremamente claras e necessárias. Diante das constantes reclamações se fez necessário a elaboração desta proposta de lei que ira beneficiar não só a categoria mais a toda população, levando dignidade aos profissionais motoristas que passam inúmeras horas expostos a sorte nas vias de nossas Cidades, e é por isso que pedimos o apoio dos nobres pares para a aprovação desta matéria. ALVARES) Devolva-se ao autor com base no art. 143, inciso VIII, do Regimento Interno, por infringência ao art. 63, parágrafo único, incisos III e VI, da Constituição Estadual. O SR. 1.º SECRETÁRIO (MARCELO COELHO) Senhor Presidente, pela ordem! Agradecemos a presença, nas imediações do Plenário, do Senhor Lúcio Zanol, grande líder comunitário do distrito de Jacupemba, Município de Aracruz, que tem realizado um trabalho muito importante naquela comunidade. ALVARES)

42 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO PROJETO DE LEI N.º 164/2010 Dispõe sobre idade para participação em concursos públicos promovidos pelo Estado do Espírito Santo. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º. Fica proibida a disposição em edital de idade máxima para a participação em concursos públicos promovidos pelo Governo do Estado do Espírito Santo. Art. 2º. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Sala das Sessões, 25 de maio de EUCLÉRIO SAMPAIO Deputado Estadual PDT JUSTIFICATIVA O presente Projeto de Lei tem por finalidade proibir a disposição em editais lançados pelo Estado do Espírito Santo de idade máxima para a participação em certame público. Entendemos que tal disposição fere o princípio constitucional da igualdade, eis que todos são iguais perante a lei, seja em deveres, seja em direito, portanto, nada mais justo que todos que preencham os requisitos previstos para investidura no cargo pleiteado possam participar do concurso público. Ressalte-se que a grande maioria dos concursos públicos possuem como uma das etapas a prova física, logo, se uma pessoa que idade um pouco mais avançada terá nesta etapa oportunidade de mostrar que está apta a ocupar o cargo almejado e, caso não seja aprovada, não ocupará, portanto, acreditamos que seja o mais correto a seleção se dar neste tipo de prova e não em previsão editalícia de idade máxima. Diante da importância da matéria aqui proposta, é que contamos com o apoio dos nobres pares para a aprovação do presente Projeto de Lei. ALVARES) Devolva-se ao autor com base no art. 143, inciso VIII, do Regimento Interno, por infringência ao art. 63, parágrafo único, inciso IV, da Constituição Estadual. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DA DEPUTADA PROJETO DE LEI N.º 165/2010 Dispõe sobre a proibição do uso de telefone celular em estabelecimentos bancários. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º Fica proibido o uso de telefone celular, por clientes e usuários em geral, em compartimento onde operem caixas de atendimento ao público e no interior de agências bancárias localizadas no território do Estado do Espírito Santo. Parágrafo único - Os aparelhos celulares só serão admitidos nos referidos recintos, se desligados. Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação Palácio Domingos Martins, 20 de maio de LUZIA TOLEDO Deputada Estadual JUSTIFICAÇÃO A popularização do uso de telefones celulares é uma realidade visível em nossa sociedade. A sua utilização tornou-se tão disseminada e corriqueira que, a todo o momento, encontramos pessoas acionando seus celulares nos mais diversos locais e situações do dia-a-dia; entretanto, em determinadas situações, o uso desse aparelho compromete a segurança da coletividade, que sofre com a ação de criminosos que se valem do celular para cometer diversos delitos. É público e notório, que os criminosos vêm utilizando o aparelho celular para praticar condutas delituosas nas imediações das agências bancárias, quando através de aviso prévio da movimentação de somas expressivas de dinheiro por clientes e usuários em geral, confirmam o melhor momento para efetivar a ação criminosa. Convém pontuar que, no Estado do Rio Grande do Sul, já existe um projeto de lei que trata do mesmo assunto. Tal fato, demonstra a vontade dos parlamentares de concretizar uma norma que coíba esse tipo de ação criminosa. Consciente da importância que tal iniciativa tem para a segurança da coletividade submeto este projeto ao juízo desta douta Casa Legislativa.

43 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo ALVARES) Junte-se ao Projeto de Lei n.º 107/2010. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO PROJETO DE LEI N.º 166/2010 Dispõe sobre prazo máximo para empresas que entregam alimentos rápidos em domicílio. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º As empresas que atuam no segmento de entrega de alimentos rápidos em domicílio, terão o prazo máximo de 40 (trinta) minutos para a entrega das refeições. 1º No caso da entrega ultrapassar o prazo máximo de 40 (trinta) minutos, até o limite de 1h (uma hora), o consumidor pagará tão somente a metade do valor do pedido. 2º Se a entrega não se efetivar no prazo limite de 1h (uma hora), considerar-se-á não entregue, podendo o consumidor recusar o recebimento do pedido. Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação Palácio Domingos Martins, 20 de maio de GIULIANNO DOS ANJOS JANETE DE SÁ PAULO ROBERTO THEODORICO FERRAÇO LUCIANO PEREIRA FREITAS DOUTOR HÉRCULES SÉRGIO BORGES VANDINHO LEITE RODRIGO CHAMOUN DARY PAGUNG CLAUDIO VEREZA DA VITÓRIA ATAYDE ARMANI LUIZ CARLOS MOREIRA WANILDO SARNÁGLIA JUSTIFICATIVA O presente projeto visa estabelecer prazo máximo para as empresas que atuem no segmento de entrega de alimentos rápidos, os conhecidos fastfoods, incluindo-se, para efeito desta lei, alimentos como pizzas, lanches, sanduiches conhecidos como hamburger, comida japonesa, etc, ou seja, quaisquer alimentos prontos de preparo rápido. A presente matéria visa assegurar o perfeito atendimento ao consumidor desse segmento, que busca rapidez e comodidade, uma vez que os grandes atrasos na entrega são corriqueiros e atrapalham as atividades diárias do consumidor, principalmente as laborais, por vezes deixando-os sem resposta. Mormente porque o serviço de entrega é cobrado, normalmente embutido no preço do pedido. O projeto pretende ser um meio para assegurar o efetivo cumprimento da obrigação do fornecedor ao consumidor, este que fica à mercê daquele, já que não lhe é dada a faculdade de combinar com o fornecedor o tempo para receber o seu pedido, ao contrário, o fornecedor entrega no prazo que lhe convém, por vezes sequer dá ciência ao consumidor do tempo mínimo ou máximo que levará para entregar o produto, assim, o consumidor não possui o benefício da escolha, para decidir se aceita ou não receber o produto no período de tempo oferecido, fica obrigado a aceitar o que o fornecedor dita, acaba, pois, configurando-se um contrato de adesão, ainda que seja verbal. Ademais disso, verifica-se que as franquiadas das empresas estrangeiras de fast-foods não têm o compromisso de bem atender esse tipo de consumidor, haja vista o enorme volume de vendas auferido em razão da marca reconhecida mundialmente. E nesses casos, o valor cobrado pela entrega é exorbitante, chega a custar 50% (cinqüenta por cento) do valor do pedido. Por essa e demais razões explicitadas o mau serviço não deve ficar sem observação, há que ser normatizado por meio do presente. Não se pode olvidar ainda do interesse público insculpido no objeto do presente projeto, este que, antes de ser meio de assegurar o direito do consumidor será norma de proteção ao interesse público, verificando-se que na atualidade esse tipo de serviço está entre os mais requisitados pelos trabalhadores. De sorte que, com a aprovação desse projeto as empresas fornecedoras dos alimentos rápidos terão que se adequar às necessidades do mercado consumidor, que busca a rapidez no atendimento, desobrigando o consumidor de pagar caro pelo desserviço. Destarte, as empresas que se destinam à entrega de alimentos rápidos ao se adequarem ao interesse do mercado consumidor e do interesse público, continuarão em livre concorrência e iniciativa, mas para agora prestarem o melhor serviço, normatizado para a proteção do consumidor cidadão.

44 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Contudo, insta ressaltar que essa medida não seria necessária se as empresas prestadoras desse serviço atuassem com boa-fé e observassem a função social que são devidas em todo e qualquer contrato, principalmente nos que envolvem diretamente o consumidor final. Assim sendo, neste caso, face ao Princípio da Razoabilidade aplicado ao Direito Legislativo, pressupõe-se mais importante sopesar o direito do consumidor diretamente conectado com o interesse público, em razão dos contratos de adesão que se firmam nesse contexto, sobre as questões da iniciativa legislativa, que podem ao revés, se assim não entenderem os nobres pares, sufocar o verdadeiro objetivo do Estado enquanto legislador e garantidor dos direitos da coletividade, sufocar a voz do consumidor cidadão, obrigando-o a continuar aceitando os contratos de adesão para a garantia das burocracias de competência. Portanto, verificando-se o eminente interesse público e o respaldo legal e constitucional, por tratarse de matéria afeta à defesa do direito do consumidor, dentro da competência legislativa deste Poder, conclamamos nossos nobres pares para a aprovação do presente projeto. ALVARES) Publique-se. Após o cumprimento do art. 120 do Regimento Interno, às Comissões de Justiça, de Defesa do Consumidor, de Saúde e de Finanças. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO PROJETO DE LEI N.º 167/2010 Declara de utilidade pública a Associação dos Camaroeiros de Conceição da Barra. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º Fica declarada de utilidade pública a Associação dos Camaroeiros de Conceição da Barra. Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Sala das Sessões, 24 de maio de GIVALDO VIEIRA Deputado Estadual PT JUSTIFICATIVA A Associação dos Camaroeiros de Conceição da Barra, associação civil, voltada ao cultivo de mariscos, exerce relevante papel de inclusão no mercado dos pescadores da região. A Associação tem como projetos principais o cultivo ordenado de mariscos em áreas marinhas estuarinas, bem como sua comercialização, incentivando a pesquisa, a extensão dos trabalhos técnicos sobre a aqüicultura. Exerce ainda, apoio técnico-educacional aos seus associados, levando conhecimento aos mesmos e assim agregando valor aos produtos nela produzidos. O despertar de seus associados, bem como de toda a população que circunda a associação do senso de organização social e integração comunitária traz benefícios visíveis a todos, oportunizando melhores condições de trabalho e renda. Indubitavelmente, esta associação contribui intimamente com o Poder Público, estimulando o cooperativismo, e dando oportunidade àqueles que buscam no trabalho a dignidade da subsistência e desenvolvimento pessoal. Por todas as benesses que traz a Associação dos Camaroeiros de Conceição da Barra aos seus associados, e a toda uma rede de pessoas que indiretamente participam de suas atividades é que faz jus ao título de Utilidade Pública Estadual, bem como todas as isenções fiscais e subsídios constantes neste título. ALVARES) Publique-se. Às Comissões de Justiça e de Assistência Social, na forma do art. 276 do Regimento Interno. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO PROJETO DE LEI N.º 168/2010 Declara de utilidade pública a Associação dos Maricultores de Conceição da Barra AMABARRA. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º Fica declarada de utilidade pública a Associação dos Maricultores de Conceição da Barra AMABARRA.

45 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Sala das Sessões, 24 de maio de GIVALDO VIEIRA Deputado Estadual PT JUSTIFICATIVA A Associação dos Maricultores de Conceição da Barra AMABARRA, associação civil, voltada ao cultivo de mariscos, exerce relevante papel de inclusão no mercado dos pescadores da região. A Associação tem como projetos principais o cultivo ordenado de mariscos em áreas marinhas estuarinas, bem como sua comercialização, incentivando a pesquisa, a extensão dos trabalhos técnicos sobre a aqüicultura. Exerce ainda a AMABARRA, apoio técnico-educacional aos seus associados, levando conhecimento aos mesmos e assim agregando valor aos produtos nela produzidos. O despertar de seus associados, bem como de toda a população que circunda a associação do senso de organização social e integração comunitária traz benefícios visíveis a todos, oportunizando melhores condições de trabalho e renda. Indubitavelmente, esta associação contribui intimamente com o Poder Público, estimulando o cooperativismo, e dando oportunidade àqueles que buscam no trabalho a dignidade da subsistência e desenvolvimento pessoal. Por todas as benesses que traz a AMABARRA aos seus associados, e a toda uma rede de pessoas que indiretamente participam de suas atividades é que faz jus ao título de Utilidade Pública Estadual, bem como todas as isenções fiscais e subsídios constantes neste título. ALVARES) Publique-se. Às Comissões de Justiça e de Assistência Social, na forma do art. 276 do Regimento Interno. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º 56/2010 Concede Título de Cidadão Espírito- Santense ao Sr.Tadeu Pissinati Sant Anna A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art.1º Fica concedido o Título de Cidadão Espírito-Santense ao Sr. Tadeu Pissinati Sant Anna. Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Sala das Sessões, 28 de maio de PAULO FOLETTO Deputado Estadual - PSB JUSTIFICATIVA Tadeu Pissinati Sant Anna, filho de Josias Bissolate de Sant Anna e Anna Pissinati de Sant Anna, nascido e 30/10/1963 na cidade do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. Casado com Terezinha Marques. Desde 1977 reside em Vitória ES onde iniciou sua trajetória escolar no Espírito Santo, no Colégio Salesiano, cursando a 8ª série do Ensino Fundamental. No primeiro semestre de 1981, ao mesmo tempo em que cursava no IFES o Curso Técnico em Eletrotécnica, fazia estágio supervisionado do curso de Técnico em Mecânica na CVRD. Dando seguimento a sua vida acadêmica, ingressa na UFES no curso de engenharia Mecânica. No segundo semestre de 1983, estagiou no curso Técnico em Eletrotécnica da CST (hoje Arcelor-Mittal Tubarão), na área de telecomunicações. Aprovado em concurso público, no ano de 1984 para o cargo de Técnico Eletricista do DETRAN/ES (Setor de Sinalização Semafórica). Professor da Escola Técnica Federal do Espírito Santo (hoje, IFES Campus Vitória) desde 1985, tendo lecionado várias disciplinas nos cursos de Ensino Médio para Jovens e Adultos Trabalhadores, técnicos de Mecânica, Eletrotécnica, Metalurgia e Segurança do Trabalho, superiores de Tecnologia em Metalurgia e de Tecnologia de Manutenção Eletromecânica, e orientado trabalhos de conclusão de curso no curso superior de tecnologia em Saneamento Ambiental. Consultor e facilitador de oficinas pedagógicas para a capacitação de dirigentes, pedagogos e professores junto a instituições educativas públicas, privadas e do terceiro setor, exercendo os seguintes cargos: Secretário do Fórum Nacional de Diretores de Ensino das Instituições Federais de Educação Tecnológica, em sua primeira gestão ( ).

46 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Primeiro Assessor para Desenvolvimento Institucional do IFES (2001 a 2003), função transformada em Diretoria de Desenvolvimento Institucional do IFES, em 2006, e em Pró-reitoria de Desenvolvimento Institucional, em Primeiro Gerente de Pesquisa e Extensão do IFES (2003 a 2006), função desmembrada em 2006 nas Diretorias de Pesquisa e Pósgraduação e de Extensão do IFES, e posteriormente elevada a Próreitorias de Pesquisa e Pós - graduação e de Extensão e Produção do IFES, em Coordenador do Programa Miniempresa (AJAES) no IFES (desde ). Primeiro Diretor de Pesquisa e Pós-graduação do IFES (desde ). Primeiro Pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação do IFES (até abril de 2009). Pró-reitor de Extensão e Produção do IFES (desde maio de 2009). Membro (suplente) do Conselho Municipal de Ciência e Tecnologia (CMCT) da Prefeitura Municipal de Vitória (2006 a 2008). Membro (efetivo) do Conselho Municipal de Ciência e Tecnologia (CMCT) da Prefeitura Municipal de Vitória (a partir de 2008). Membro da organização das Semanas Estaduais de Ciência e Tecnologia em todas as edições (desde 2004). ALVARES) Publique-se. Após o cumprimento do art. 120 do Regimento Interno, às Comissões de Justiça e de Defesa da Cidadania. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 08/2010 Institui a Medalha Roberto Kaustsky a ser concedida pelo Estado do Espírito Santo. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º. - Fica instituída a Medalha Roberto Kaustsky no âmbito da Assembléia Legislativa do Estado do Espírito Santo. Art. 2º. - A Medalha Roberto Kaustsky agraciará personalidades e ou entidades civis que desenvolvam ações, estudos e pesquisas em prol da preservação, recuperação e catalogação da fauna e da flora do Estado do Espírito Santo. 1º - A Medalha Roberto Kaustsky será oferecida pela Assembléia Legislativa do Estado do Espírito Santo, por meio de Indicação Parlamentar, assinada pelo Deputado Estadual proponente, acompanhada das assinaturas de, no mínimo, mais três dos seus pares. 2º - A entrega da Medalha Roberto Kaustsky será realizada em Sessão Solene da Assembléia Legislativa do Estado do Espírito Santo, anualmente, no mês de maio. 3º - A referida Sessão Solene será requerida, preferencialmente, pela Comissão de Proteção ao Meio Ambiente e ou por requerimento assinado por um terço dos membros deste Parlamento. Art. 3º. - As despesas correntes da execução do projeto de resolução correrão à conta de dotação orçamentária desta Assembléia Legislativa. Art. 3º. - Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Sala das Sessões, 26 de maio de THEODORICO FERRAÇO Deputado Estadual JUSTIFICATIVA Roberto Kaustsky, nasceu em 1924, em Santa Isabel, município de Domingos Martins, filho de Elisabeth Schwambach e Roberto Carlos Kautsky de quem herdou o gosto pelas orquídeas e pela natureza. Professor, Orquidófilo, bromeliófilo, autodidata, Doutor Honoris Causa pela Universidade do Rio de Janeiro, Honorary Trustee do Journal of the Bromeliad Society (USA) e The Cruptanthus Society Journal, ficou conhecido como o Senhor das Orquídeas. Poeta, escreveu um pouco da sua história: Eu não sei se foi sorte ou Deus que foi muito generoso comigo,

47 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo orientando-me no meu trabalho de pesquisas, mas o fato é que, descobri coisas inéditas, que deixaram o mundo científico, perplexo e, através das quais ficamos eternizados e gratificados. Os homens passam, mas as suas obras edificantes ficam para a posteridade e o tempo que é o melhor juiz, se incumbirá de preserva-lhes o valor merecido. O que acabo de narrar serve de estímulo a continuarmos o nosso trabalho de pesquisas científicas e em defesa da natureza tão vilipendiada hoje em dia e em nome do progresso, pois tudo que o homem fizer a ela recairá sobre ele mesmo. Em 1963, Dr. Roberto iniciou um trabalho de taxonomia vegetal. Seu trabalho foi essencial para que das orquídeas classificadas para o Brasil e publicadas no livro Orquidáceas Brasilienses, na Alemanha em 1955, revelasse que cerca de 800 ocorriam no ES. Em 1965, no boletim n.º 42 do Rotary Club de Vitória, sob a presidência do capitão Nicanor Paiva, saiu o seguinte: O Espírito Santo ficará devendo a Roberto A Kautsky e ao Dr. Guido Pabst, uma gratidão inestimável em face do trabalho de pesquisa botânica desenvolvido por eles. Em 1977, ainda universitário, resolveu iniciar seus estudos sobre a família orchidaceae, na cidade do Rio de Janeiro. Nesta época já era considerado referência quando o assunto se tratava das orquídeas capixabas, notadamente as da região de Domingos Martins e municípios vizinhos, uma das regiões mais ricas em orquídeas do Brasil. Em abril de 1998, juntamente com 14 amigos abnegados, criou o NODMMF - Núcleo Orquidófilo de Domingos Martins e Marechal Floriano. Em 1999, registra e consagra toda a sua dedicação e seu trabalho com o lançamento da importante obra Beleza Exótica das Orquídeas e Bromélias do Espírito Santo, editado pela Editora Cultura. E, para dar continuidade ao seu trabalho de pesquisas científicas, foi criado o Instituto Kautsky em , voltado exclusivamente para o meio-ambiente e sem fins lucrativos. Roberto Anselmo Kustsky faleceu no último dia 25 de maio de 2010, deixando um importante legado científico da fauna e flora capixaba, assim nada mais justo para homenagear sua história de dedicação e amor à natureza do que a criação de uma medalha que manifeste o reconhecimento e a valorização da Assembléia Legislativa do Estado do Espírito Santo para com aqueles que desenvolvam ações, estudos e pesquisas em prol da preservação, recuperação e catalogação de nossa fauna e flora. Assim, solicitamos aos ilustres pares a solidariedade e apoio ao presente Projeto de Resolução. ALVARES) Publique-se. Após o cumprimento do art. 120 do Regimento Interno, às Comissões de Justiça, de Defesa da Cidadania, de Proteção ao Meio Ambiente, de Finanças e à Mesa Diretora. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 110/2010 RELATÓRIO O Projeto de Lei n.º 13/2010, de autoria do ilustre Deputado Euclério Sampaio, trata da divulgação de valores arrecadados com a cobrança de pedágios nas rodovias estaduais. Em sua justificativa o ilustre autor alega que a publicidade do montante arrecadado, anualmente, em virtude da cobrança do pedágio, nas rodovias do Estado, permitirá o acompanhamento dos investimentos realizados na área de transportes, pelo Governo do Estado e pelo setor privado. A matéria foi protocolada em 21/12/2009, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 03/02/2010, onde recebeu despacho denegatório do Presidente, na forma do art. 143, inciso VIII do Regimento Interno deste Poder, e por desobediência ao contido no art. 63, parágrafo único, incisos III e VI da Constituição Estadual. O Autor, inconformado, interpôs recurso contra decisão denegatória, o que foi deferido regimentalmente. Depois de juntado o parecer técnico da Procuradoria, a proposta foi encaminhada a esta Comissão para análise e parecer, na forma do artigo 41, I, do Regimento Interno, aprovado pela Resolução n.º 2.700/2009, tendo em vista que a aprovação dessa matéria é, a princípio, de competência das Comissões, nos termos do art. 60, 2º, XI da Constituição Estadual. PARECER DO RELATOR A matéria em análise segundo o entendimento adotado pela Douta Mesa Diretora, o qual acolhemos, apresenta duas impropriedades legais: A primeira é com base no art. 143, VIII do Regimento Interno deste Poder Resolução 2.700/2009, havendo a manifestação do Presidente da Mesa Diretora pela devolução ao autor do Projeto.

48 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 A segunda é quanto à interpretação do texto legal citado, no caso, o art. 63, Parágrafo único, inciso III e VI da Carta Estadual: Art. 63. A iniciativa das leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembléia Legislativa, ao Governado do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Ministério Público e aos cidadãos, satisfeitos os requisitos estabelecidos nesta Constituição. Parágrafo único. São de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre: III organização administrativa e pessoal da administração do Poder Executivo; VI criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado e órgãos do Poder Executivo. Sendo assim, nota-se que a proposição em epígrafe, malgrado os elevados propósitos do autor, confronta com o sistema constitucional de iniciativas reservadas, estabelecidas pela Constituição Federal e, reproduzidas em nossa Lei Maior Estadual. Isto posto, somos por reconhecer que o Projeto de Lei sub examine, não deve prosseguir na sua tramitação, razão pela qual sugerimos aos nobres pares a manutenção do Despacho Denegatório do Presidente da Mesa Diretora ao Projeto de Lei n.º 13/2010 de autoria do ilustre Deputado Euclério Sampaio e consequente aprovação do parecer do Relator do Vencido, Deputada Luzia Toledo, concluindo pela Inconstitucionalidade, com voto em separado, pela Constitucionalidade, do Deputado Claudio Vereza, Relator Original, e com a concordância do Deputado Dary Pagung, na forma do voto em separado. PARECER N.º 110/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela MANUTENÇÃO DO DESPACHO DENEGATÓRIO DO PRESIDENTE ao Projeto de Lei n.º 13/10, de autoria do(a) Exm o(a) Senhor(a) Deputado(a) Euclério Sampaio. Plenário Rui Barbosa, 06 de abril de THEODORICO FERRAÇO Presidente LUZIA TOLEDO Relatora DARY PAGUNG (contra) CLAUDIO VEREZA (contra) LUIZ CARLOS MOREIRA DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI ALVARES) Publique-se. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 230/2010 Parecer do Relator: Projeto de Lei n.º 38/2010. Autor: Deputado Euclério Sampaio. Ementa: Proíbe no Estado do Espírito Santo a atividade denominada de flanelinha RELATÓRIO O Projeto de Lei n.º 38/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio, tem por escopo proibir a atividade de flanelinha no Estado do Espírito Santo. O ilustre Autor, em sua justificativa ao projeto, alega que esta iniciativa visa coibir os atos de violência cometidos por pessoas travestidas de trabalhador que estacionam seus veículos em locais públicos. A iniciativa foi protocolada no dia 10 de fevereiro de 2010, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 22 do mesmo mês e ano e publicada no Diário do Poder Legislativo DPL, do dia 03 de março de O Projeto de Lei veio a esta Comissão para exame e parecer na forma do artigo 41, I, do Regimento deste Poder Resolução n.º 2.700/2009. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO O Projeto de Lei n.º 38/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio, tem por escopo proibir a atividade de flanelinha no Estado do Espírito Santo. O ilustre Autor em sua justificativa ao projeto, alega que esta iniciativa visa coibir os atos de violência cometidos por pessoas travestidas de trabalhador, que estão extorquindo aqueles que estacionam seus veículos em locais públicos. A Proposição Normativa em apreço estabelece o seguinte: Art. 1º. Fica proibido no Estado do Espírito Santo o exercício da atividade denominada de flanelinha. Parágrafo único. Para fins desta Lei considera-se flanelinha os guardadores de rua de veículos

49 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo automotores ou aqueles que realizam qualquer tipo de cobrança para reserva de vagas/vigilância dos mesmos nas vias públicas localizadas no Estado. Art. 2º. Poderão ser realizadas parcerias com prefeituras municipais ou com a iniciativa privada para o fiel cumprimento desta Lei. Art. 3º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Depreende-se do acima transcrito, que a matéria apresentada, afasta a possibilidade deste Poder iniciar o processo legislativo. Cumpre, inicialmente, assinalar que o artigo 1º do presente Projeto de Lei, ao pretender dispor sobre proibição de exercício da atividade profissional viola, frontalmente o princípio federativo inserto no artigo 1º da Constituição Federal, restringindo, assim, a festejada autonomia dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, por sua vez, assegurada, no artigo 18, caput da mesma Carta. É inadmissível que o Projeto de Lei determine, por meio de norma jurídica imperativa, proibição sobre o exercício de profissão já regulamentada pela Lei Federal n.º 6.242, de 23 de setembro de 1975, sob pena de discrepar da teoria tripartite dos Poderes princípio da separação entre os Poderes (artigo 2º da C.F.), já que compete, privativamente, ao Chefe do Executivo dispor, mediante apresentação de Projeto de Lei Ordinária, sobre a matéria. Ademais, mesmo se assim não fosse, a Suprema Corte em parceria com a melhor doutrina constitucionalista preconiza não ser possível suprir o vício de iniciativa em projeto de lei com a sanção do Executivo, desde o julgamento da Representação n.º 890-6B (RP N.º 890) 6B, Rel. Min. Oswaldo Trigueiro, órgão julgador: Tribunal Pleno, julgamento em 27 de março de 1974, RTJ 69/629). Cumpre ressaltar, no entanto, em que pese a nobre intenção do Autor da proposição, temos que o Projeto padece de impedimento insuperável, determinante para reconhecer que o projeto não deva prosseguir sua tramitação. Com clareza meridiana, a redação do art. 30, inciso V da Carta da República estabelece que aos Municípios compete organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou de permissão, os serviços públicos de interesse local. O inciso VIII do dito artigo atribui ao município a capacidade para promover, no que couber, adequação do ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano. Cumpre assinalar, finalmente que o projeto de lei agride, severamente, a autonomia municipal, bem como, a autonomia dos órgãos federativos autônomos, consoante a inteligência do artigo 18 da Constituição Federal, no que concerne a iniciativa privativa do Presidente da República, do presente projeto. Isto posto, conclui-se que no âmbito federal a regulamentação da matéria é inquestionável, oriunda da cláusula de iniciativa reservada das leis, cuja usurpação traduz vício jurídico insanável, consequentemente, reflete hipótese de inconstitucionalidade formal. Desta forma, o Projeto de Lei em tela não deve prosseguir sua tramitação normal, o que nos leva a sugerir aos membros desta douta Comissão a adoção do seguinte: PARECER N.º 230/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela INCONSTITUCIONALIDADE E ILEGALIDADE do Projeto de Lei n.º 38/2010 de autoria do Deputado Euclério Sampaio. Sala das Comissões, 25 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente DARY PAGUNG Relator LUIZ CARLOS MOREIRA DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI JANETE DE SÁ ALVARES) Publique-se. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 227/2010 RELATÓRIO O Projeto de Lei n.º 394/2009, de autoria da Deputada Luzia Toledo, que determina a obrigatoriedade de caixa eletrônico em Braille e áudio em todas as agências bancárias do Estado e dá outras providências, foi lido na Sessão Ordinária do dia e publicado no Diário do Poder Legislativo do dia , às páginas 3843 e Durante sua tramitação ordinária o Projeto recebeu o Parecer n.º 511/2009 da Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, pela constitucionalidade, com adoção de emenda. Tendo sido inserido em regime de urgência, na forma do artigo 221, inciso III, do Regimento Interno, na Ordem do Dia de , a matéria recebeu, a

50 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 partir de então, os pareceres orais das Comissões de Defesa do Consumidor; de Saúde, Saneamento e Assistência Social; de Finanças, Economia, Orçamento, Fiscalização, Controle e Tomada de Contas, todos pela aprovação, na forma do parecer da Comissão de Justiça. Concluído o exame técnico, foi colocado o Projeto de Lei n.º 394/2009 à apreciação do Plenário que o aprovou na forma do parecer oral da Comissão de Justiça. Por ter sido aprovado com emenda, o Projeto veio a esta Comissão para elaboração de sua Redação Final, na forma do artigo 212 do Regimento Interno. Este é o Relatório. PARECER DO RELATOR O Regimento Interno determina que a proposição aprovada com emenda ou com flagrante desrespeito às normas gramaticais e de técnica legislativa seja submetida à nova votação. Cabe o exame a esta Comissão. O Projeto de Lei n.º 394/2009 foi aprovado pelo Plenário com a adoção da seguinte emenda: EMENDA ADITIVA AO PROJETO N.º 394/09 Art.4º(...) Art. 5º - Fica o órgão competente Estadual com a incumbência de aplicar e fiscalizar o cumprimento das obrigações e penalidades instituídas por esta lei. (N.R.) Com base no artigo 215 do Regimento Interno e em atenção ao disposto na Lei Complementar Federal n.º 95/98, alterada pela Lei Complementar Federal n.º 107/01, e nas Normas para Padronização dos Atos Legislativos estabelecidas pela Secretaria Geral da Mesa, sugerimos à matéria aprovada as alterações abaixo destacadas em vermelho: Dessa forma, sugerimos aos membros da Comissão a adoção do seguinte: PARECER N.º 227/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela aprovação da redação final do Projeto de Lei n.º 394/2009, de autoria da Deputada Luzia Toledo, na forma que segue: REDAÇÃO FINAL DO PROJETO DE LEI N.º 394/09 Determina a obrigatoriedade de caixa eletrônico em Braille e áudio em todas as agências bancárias do Estado e dá outras providências. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º Torna obrigatório caixa eletrônico em Braille e áudio para deficientes visuais em todas as agências bancárias do Estado. 1º As disposições, de que trata este artigo, se aplicam em todo e qualquer tipo de rede bancária. 2º As instruções e orientações ao usuário do sistema deverão ser feitas por meio do dispositivo de áudio. Art. 2º O caixa eletrônico, de que trata o caput do artigo 1º, deverá fornecer apenas cédulas no valor de R$ 10,00 (dez) reais. Art. 3º O acesso do deficiente visual ao caixa eletrônico, de que trata o artigo 1º desta Lei, deverá ser por meio de piso tátil, emborrachado e com saliências. Art. 4º No descumprimento desta Lei, ficará o infrator sujeito à: I - advertência; II - em caso de reincidência, será aplicada multa no valor de (mil) - Valores de Referência do Tesouro Estadual - VRTEs. Art. 5º Fica o órgão estadual competente com a incumbência de aplicar e fiscalizar o cumprimento das obrigações e penalidades instituídas por esta Lei. Art. 6º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Sala das Sessões, 25 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente/Relator LUIZ CARLOS MOREIRA (contra) DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI JANETE DE SÁ DARY PAGUNG ALVARES) Publique-se.

51 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 231/2010 RELATÓRIO O presente Projeto de Lei n.º 542/09, de autoria do Senhor Deputado Euclério Sampaio, objetiva isentar de pagamento de pedágio, nas rodovias capixabas, os veículos de propriedade das Associações dos Pais e Amigos dos Excepcionais - APAE's localizadas no Estado do Espírito Santo, e que estão à serviço da citada entidade. A proposição foi protocolizada no dia , sendo lida na Sessão Ordinária do dia , oportunidade ao qual recebeu despacho do Senhor Presidente desta Augusta Casa de Leis. Depois de juntado o parecer técnico da Procuradoria, a proposta foi encaminhada a esta Comissão para análise e parecer, na forma do artigo 41 do Regimento Interno, aprovado pela Resolução n.º 2.700/2009, tendo em vista que a aprovação dessa matéria é, a princípio, de competência das comissões, nos termos do inciso XI do 2 do artigo 60 da Constituição Estadual. Este o relatório. PARECER DO RELATOR Trata-se de matéria de superlativa importância social, tendo em vista obrigar os fornecedores de bens e serviços localizados no Estado do Espírito Santo a fixar data e turno pra a entrega dos produtos além de dar outras providências. Apesar do indiscutível mérito da propositura, a mesma está inquinada de vício de inconstitucionalidade, uma vez que a competência para deflagrar o processo legislativo pertence ao Chefe do Poder Executivo. A proposição em comento interfere na gerência do Poder Executivo relativa às políticas de prestação dos serviços públicos. Ressalta-se que a cobrança de pedágio na Terceira Ponte tem origem em regular processo licitatório, que resultou em contrato administrativo pactuado entre o Poder concedente (Estado do Espírito Santo) e a concessionária de serviço público (Rodovia do Sol S/A). Assim sendo, qualquer modificação na natureza da prestação do serviço público em comento ou no seu modus operandi acarreta um desequilíbrio na equação econômica e financeira do contrato de licitação. Em outras palavras, descontos e isenções sem prévia forma de compensação afetam diretamente o disposto no inciso XXI do artigo 37 da Constituição Federal. A matéria interfere de modo inadmissível no Contrato de Concessão celebrado entre o Estado do Espírito Santo e a concessionária, como consequências para o próprio erário público, não existindo qualquer previsão expressa de recursos orçamentários substitutivos da redução que haverá nas tarifas. Até porque, tal previsão demandaria estudos técnicos que somente poderiam ser elaborados no âmbito do Poder Executivo e necessariamente inseridos no orçamento estadual. Situação semelhante foi enfrentada pelo Supremo Tribunal Federal, em questão relativa a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos de licitação, ao julgar a ADI/MC n.º 2.299, relator Min. Moreira Alves, publicada no Diário da Justiça no dia 29/08/2003. O Ministro Relator consignou que os serviços públicos derivados de contrato de concessão não podem ser alterados unilateralmente por meio de lei de iniciativa parlamentar "sem causar descompasso entre a tarifa e a obrigação de manter o serviço adequado em favor dos usuários, infringindo, não só a política tarifária estabelecida contratualmente e sob o controle do poder concedente, mas também introduzindo elemento novo na relação contratual entre o poder concedente e o concessionário, alterando, dessa forma, as condições contratuais previstas na licitação exigida pelo caput do artigo 175 da Carta Magna, que, assim, é violado". No ano de 2006 foi julgada a Ação Direta de Inconstitucionalidade de n.º /ES, relator Min. Eros Grau, publicada no Diário da Justiça, em 03/02/2006, onde a Corte Constitucional Brasileira reconheceu a inconstitucionalidade da Lei Estadual de n /02 que concedia desconto de 50% do valor do pedágio aos estudantes e isenção aos motociclistas. Foram três os fundamentos que sustentaram a declaração de inconstitucionalidade da lei estadual em comento: i) impossibilidade de se afetar o equilíbrio econômico-financeiro do Contrato de Concessão por meio de lei de iniciativa parlamentar; ii) afronta ao princípio da tripartição de funções, na medida em que o Órgão-Legislativo não pode substituir o Executivo na gestão dos contratos administrativos; iii) não previsão de qualquer forma de compensação pelos descontos e isenções concedidos. Não se pode olvidar que o Projeto de Lei em foco viola o princípio da razoabilidade (CF, art. 5, inciso LIV), firmado diversas vezes pelo Supremo Tribunal Federal como instrumento de aferição da constitucionalidade das leis. No caso em tela, a violação desse princípio é indiscutível. Diante do exposto, e por entender que a matéria possui gravame formal de inconstitucionalidade, essa Relatoria propõe aos Ilustres Pares desta Douta Comissão, a aprovação do parecer adiante exposto. PARECER N.º 231/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela INCONSTITUCIONALIDADE do Projeto de Lei n.º 542/09, de autoria do Senhor

52 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Deputado Euclério Sampaio, que objetiva isentar de pagamento de pedágio, nas rodovias capixabas, os veículos de propriedade das Associações dos Pais e Amigos dos Excepcionais - APAE's localizadas no Estado do Espírito Santo, e que estão à serviço da citada entidade. Sala das Comissões, 25 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente LUIZ CARLOS MOREIRA Relator DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI JANETE DE SÁ (contra) DARY PAGUNG ALVARES) Publique-se. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 234/2010 RELATÓRIO O presente parecer tem por finalidade analisar a constitucionalidade, a legalidade e juridicidade do Projeto de Lei n.º 615/2009, de autoria da Deputada Estadual Aparecida Denadai, que dispõe sobre a gratuidade de emissão de segunda via de documento na forma que especifica. É o breve relatório. PARECER DO RELATOR A proposta em análise visa fornecer de forma gratuita a segunda via dos documentos de identidade civil, Carteira Nacional de Habilitação, certificado de registro e licenciamento de veículo, para as pessoas que foram vítimas dos crimes de roubo ou furto. Com efeito, a proposta em análise não atende as exigências constitucionais, apesar de possuir relevante cunho e alcance social. É extremamente louvável e digno de aplausos a iniciativa da advinda da Excelentíssima Deputada quanto a iniciativa da proposição em epígrafe. Todavia, seguindo o que preconiza a Constituição Federal, existem impedimentos normativos para este tipo de proposição. Para reforçar este parecer buscamos no art. 61, parágrafo 1º, inciso II, alinha "b" da Constituição Federal, o impedimento para tal proposta, senão vejamos: Art. 61 (...) 1º - São de iniciativa privativa do Presidente da República as Leis que: II- disponham sobre: b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios;" A iniciativa esbarra nas limitações impostas pela nossa Constituição Estadual, por pretender tornar obrigatória uma conduta de execução privativa do Governador do Estado, nos termos do art. 63, parágrafo único, III e VI da Constituição Estadual. Art. 63 (...) Parágrafo único. São de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre: (...) III organização administrativa e pessoal da administração do Poder Executivo; VI criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado e órgãos do Poder Executivo. O Excelso Supremo Tribunal Federal possui inúmeras decisões ratificando a inconstitucionalidade de matérias cuja iniciativa é privativa do Governador do Estado, quando pretende-se delegar ao Poder Executivo atribuições de órgãos e Secretarias da Administração Pública: Ação Direta de Inconstitucionalidade. 2. Lei Do Estado do Rio Grande do Sul. Instituição do Pólo Estadual da Música Erudita. 3. Estrutura e atribuições de órgãos e Secretarias da Administração Pública. 4. Matéria de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo. 5. Precedentes. 6. Exigência de consignação de dotação orçamentária para execução da lei. 7. Matéria de iniciativa do Poder Executivo. 8. Ação julgada procedente. (ADI 2808 / RS - RIO GRANDE DO SUL AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - Relator(a): Min. GILMAR MENDES - Julgamento: 24/08/ Órgão Julgador: Tribunal Pleno).

53 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo Como já consignado acima a matéria possui vício formal, na medida em que trata de matéria nitidamente administrativa, cuja iniciativa é privativa do Chefe do Poder Executivo. (CF art. 61, 1º, II, e, e CE art. 63, único, inciso V). E ainda viola o princípio da harmonia entre poderes (CF, arts 2º e 84, II e VI, a ), eis que dispõe sobre direção e funcionamento da Administração Pública e delegação de atribuições para secretarias do Poder Executivo. A Constituição Federal de 1988, através da Comissão de Redação, manteve em seu texto a expressão independentes e harmônicos entre si, para a caracterização dos Poderes da República. Ensina Rodrigo Leventi Guimarães que A Constituição Federal de 1988, assegurando em nível de cláusula pétrea, e visando, principalmente, evitar que um dos Poderes usurpe as funções de outro, consolidou a separação dos Poderes do Estado, tornando-os independentes e harmônicos entre si (Artigo 2º, CF/88), é o que chamamos de Sistema de Freios e Contrapesos. Além do mais, a matéria trata de isenção tributária e por isso encontra limitações presentes no art. 14 da Lei de Responsabilidade Fiscal, já que quando se pretende isentar o cidadão ou empresa do pagamento de tributos, inclusive as taxas, como é o caso em tela, deve-se obrigatoriamente apontar a compensação financeira relativa à perda de receita gerada pela medida em tela, hipótese não prevista nesta Projeto de Lei, o que o torna também ilegal. Concluímos, portanto que a existência dos limites se faz pela necessidade de que um Poder não se sobreponha ao outro, o que inviabilizaria a desejada harmonia. Como podemos observar, tal Processo Legislativo encontra-se viciado quando à iniciativa legislativa, tendo em vista que ela pertence ao Chefe do Poder Executivo. Diante das considerações aduzidas, somos pela Inconstitucionalidade da Proposição em exame, por confrontação com o sistema constitucional de iniciativas reservadas e estabelecidas pela Constituição Federal, além de violação ao art. 14 da Lei de Responsabilidade Fiscal. PARECER N.º 234/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela INCONSTITUCIONALIDADE E ILEGALIDADE do Projeto de Lei n.º 615/2009, de autoria da Deputada Estadual Aparecida Denadai, que Dispõe sobre a gratuidade de emissão de segunda via de documento na forma que especifica. Sala das Comissões, 25 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente LUIZ CARLOS MOREIRA Relator DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI JANETE DE SÁ DARY PAGUNG ALVARES) Publique-se. REQUERIMENTOS S/N.º-2010, do Deputado Claudio Vereza, de votos de pesar pelo falecimento do Senhor Wanderly Garcia Lírio, conhecido como Orinho, e da Senhora Anathalia Valladares Nader. ALVARES) Transmitam-se. : REQUERIMENTO S/N.º-2010, do Deputado Givaldo Vieira, de voto de pesar pelo falecimento da Senhora Nair Bayer Laia. ALVARES) Transmita-se. O SR. 1.º SECRETÁRIO lê REQUERIMENTO S/N.º-2010, do Deputado Sérgio Borges, de voto de pesar pelo falecimento da Senhora Aleida Maria de Souza Ferreira. ALVARES) Transmita-se. REQUERIMENTOS S/N.º-2010, dos Deputados Doutor Hércules,César Colnago, Theodorico Ferraço, Paulo Roberto, Sérgio Borges, Cacau Lorenzoni, Marcelo Coelho e Euclério Sampaio, de votos de pesar pelo falecimento do Senhor Roberto Anselmo Kautsky. ALVARES) Transmitam-se. REQUERIMENTO S/N.º-2010, do Deputado Cacau Lorenzoni, de voto de pesar pelo falecimento do Senhor Alfredo Mayer. ALVARES) Transmita-se. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO REQUERIMENTO DE URGÊNCIA N.º 70/2010 Senhor Presidente, O Deputado abaixo assinado, no uso de suas prerrogativas regimentais, REQUER a Vossa

54 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Excelência Regime de Urgência para o Projeto de Resolução n.º 028/2009, que cria no âmbito da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, a Comenda Jones dos Santos Neves em mérito à Ciência, Tecnologia, Inovação e Inclusão Digital e dá outras providências Palácio Domingos Martins, 25 de maio de PAULO ROBERTO Deputado Estadual PMN Líder do Governo ALVARES) - Em votação o Requerimento de Urgência n.º 70/2010, que acaba de ser lido. (Comparecem os Senhores Deputados Reginaldo Almeida e Paulo Foletto) ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO REQUERIMENTO N.º 119/2010 Senhor Presidente, O Deputado abaixo assinado, conforme art. 112 do Regimento Interno requer a V. Ex.ª, ouvido o Plenário, a destinação do Grande Expediente da sessão ordinária do dia 02 de junho de 2010, para que o Ex. mo Sr. Sergio Vidigal, Prefeito Municipal da Serra, proceda explanação sobre a política nacional antidrogas do Brasil e relato sobre sua visita a países europeus onde pôde conhecer e comparar as ações e procedimentos adotados no combate ao tráfico e no tratamento de usuários de entorpecentes. Sala das Sessões, 28 de maio de MARCELO COELHO Deputado Estadual - PDT ALVARES) - Em votação o Requerimento n.º 119/2010, que acaba de ser lido. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 194/2010 RELATÓRIO O Projeto de Lei Complementar n.º 007/2010, de autoria da Senhora Deputada Aparecida Denadai, objetiva alterar a redação do caput, do art. 5º, da Lei Complementar n.º 433/2008, de forma a ampliar o número de beneficiados que especifica com a gratuidade integral da tarifa no Sistema Transcol. Foi protocolizado no dia 23 de março de Por sua vez, a Proposição foi lida na Sessão Ordinária do dia 29 do mesmo mês e ano, oportunidade esta em que recebeu despacho do Senhor Presidente pela devolução ao seu autor, por infringir o art. 63, parágrafo único, incisos III e VI, da Constituição Estadual. A Deputada Autora apresentou tempestivamente recurso contra o despacho que lhe devolveu o seu Projeto, razão pela qual foi o mesmo encaminhado para esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, conforme dispõe o parágrafo único, do art. 143, do Regimento Interno da ALES (Resolução n.º 2.700/2009). Este é o Relatório. PARECER DO RELATOR Conforme suso grifado, Projeto de Lei Complementar n.º 007/2010, de autoria da Senhora Deputada Aparecida Denadai, visa instituir um novo parâmetro ampliativo para o rol de beneficiados pelo Programa de Inclusão Social do Transporte Coletivo da Região Metropolitana da Grande Vitória - Transcol Social, de forma que alterar o caput, do art. 5º, da Lei Complementar n.º 433/2008, para a seguinte redação: Art. 5º Fica concedida aos estudantes matriculados no ensino médio das escolas públicas estaduais e federais, bem como aos estudantes de nível médio e superior da rede particular beneficiados por programas de bolsa de estudos parcial ou integral, a gratuidade integral da tarifa no Sistema Transcol, exclusivamente para os deslocamentos residência / escola / residência e nos horários e linhas específicas para esses deslocamentos. (NR) Neste mister, a presente proposição legislativa visa incluir em tal programa os alunos beneficiados pelos programas de bolsa de estudos e,

55 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo nesse contexto, a medida acaba por implicar em uma nova reordenação do próprio Programa Transcol Social, haja vista que também implicara em uma diminuição reflexa da receita do Sistema de Transporte Coletivo Transcol. Certamente que seu escopo é de grande relevância para o interesse público, daí o elevado grau de importância social, principalmente como um bom meio de se otimizar o resultado educacional capixaba. Neste norteamento, o projeto revela-se meritório, entretanto, o seu objeto normativo produz infringência direta a diversos comandos constitucionais. De pronto, observamos que a Administração Pública se divide em duas vertentes Administração Pública Direta e Administração Pública Indireta e, nesse norte, o Sistema Transcol pertence à Administração Pública Indireta do Estado do Espírito Santo, assim ficando a cargo do Poder Executivo Estadual a sua vinculação descentralizada. Vele dizer que da descentralização administrativa estadual tem-se a gestão do referido sistema e isso engloba consequentemente a autonomia do Poder Executivo em relação aos demais Poderes Constitucionais, por força dos Princípios Constitucionais da Reserva de Administração do Poder Executivo e da Separação dos Poderes. O parâmetro é conferido pelo art. 27, caput e parágrafo único, do art. 227, da própria Constituição: Art O transporte coletivo de passageiros é serviço público essencial, obrigação do Poder Público, responsável por seu planejamento, gerenciamento e sua operação, diretamente ou mediante concessão ou permissão, sempre através de licitação. Parágrafo único. Cabe ao Estado o planejamento, o gerenciamento e a execução da política de transporte coletivo intermunicipal e intermunicipal urbano, e aos Municípios os da política de transporte coletivo municipal, além do planejamento e administração do trânsito. Destarte, o caso concreto converge para a ordem endereçada nos incisos III e VI, do parágrafo único, do artigo 63, da Constituição Estadual. Vale dizer que, analogicamente, o Projeto viola direta e/ou indiretamente a esfera de Iniciativa Legislativa Privativa do Chefe do Poder Executivo, por ter apresentar como autor um parlamentar (Deputada Estadual). Vejamos o que define a Constituição Estadual in verbis: Art. 63. A iniciativa das leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembléia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Ministério Público e aos cidadãos, satisfeitos os requisitos estabelecidos nesta Constituição. Parágrafo único. São de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre: III - organização administrativa e pessoal da administração do Poder Executivo; VI - criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado e órgãos do Poder Executivo. (grifamos) Uníssono a este topoi jurídico, o próprio Supremo Tribunal Federal já se manifestou em casos idênticos e se posicionou no sentido de preservar incontest os Princípios da Reserva de Administração do Poder Executivo e da Separação dos Poderes (ADI-MC 776/RS Órgão Julgador: Tribunal Pleno Relator: Ministro Celso de Mello Julgamento: 23/10/1992. DJ PP-00080; ADI-MC 2364 Órgão Julgador: Tribunal Pleno Relator: Ministro Celso de Mello Julgamento: 23/10/1992. DJ PP Não obstante, julgando a constitucionalidade de uma lei do próprio Estado do Espírito Santo, o Excelso Pretório ratificou o seu posicionamento, inclusive para concluir que nem na hipótese de sanção haveria convalidação do vício de inconstitucionalidade resultante da usurpação do poder de iniciativa legislativa do chefe do Poder Executivo (ADI 2867/ES Órgão Julgador: Tribunal Pleno Relator: Ministro Celso de Mello Julgamento: 03/12/2003. DJ PP-00016). Se não bastasse, outro gravame de inconstitucionalidade ainda aflora no momento em que a Proposição pretende prever e tipificar uma alteração no Programa preexistente. Isso implica em reordenação do mesmo, ou seja resulta em um Programa Novo, com uma implicação direta na queda de receita e de novas despesas a ser arcada pelo Sistema Transcol. Outrossim, a Constituição Federal veda a promoção de Programas sem prévia e específica dotação orçamentária, bem como, sem a indicação dos recursos correspondentes para tanto. Define, in verbis, os incisos I e V, do art. 167, da Constituição da República: Art São vedados: I - o início de programas e projetos não incluídos na lei orçamentária anual;

56 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 V - a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes; Com maior precisão simétrica e na mesma linha de proibição, determina o art. 152, incisos I, II, III e V, da Constituição Estadual. Vejamos: Art São vedados: I - o início de programas ou projetos não-incluídos na lei orçamentária anual; II - a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais; III - a realização de operações de crédito que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo, por maioria absoluta; IV -... V - a abertura de crédito suplementar ou especial, sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes; A falta de previsão orçamentária impede juridicamente de se verificar validade para o Projeto em estudo, pois cabe notar que a despesa suso mencionado se dá pela necessidade de repasse de recursos do erário estadual para compensar a queda de arrecadação do Sistema Transcol e tal repasse que é despesa direta não tem amparo orçamentário para a sua efetiva realização. Além disso, a hipótese de repasse é literalmente vedada pelo art. 230 da Constituição Estadual, pelo simples fato de não haver também previsão legal para tanto: Art É vedado ao Poder Público subsidiar financeiramente as empresas concessionárias ou permissionárias de transporte coletivo, salvo autorização expressa em lei. Mesmo assim, se não for essa a pretensão, haverá impedimento jurídico de igual monta, na medida em que a queda de receita implica em risco para o Sistema Transcol: (I) manter os direitos dos usuários, (II) manter uma política tarifária que permita o melhoramento e a expansão dos serviços; e (III) cumprir a obrigação de manter um serviço adequado. E isso é ordem da Constituição Estadual: Art Incumbe ao Estado e aos Municípios, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviço público, na forma da lei, que estabelecerá: I - o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos, o caráter especial de seu contrato e de sua prorrogação, bem como as condições de caducidade, fiscalização e rescisão da concessão ou permissão; II - os direitos dos usuários; III - política tarifária que permita o melhoramento e a expansão dos serviços; IV - a obrigação de manter serviço adequado. Em suma, não cabe constitucionalmente a hipótese pretendida pelo Projeto. O caso em análise demonstra ser plenamente inconstitucional. Observa-se que a fixação da política tarifária para o transporte coletivo urbano é também definido como matéria de iniciativa legislativa privativa do Chefe do Poder Executivo e os possíveis benefícios inerentes estão vinculados taxativamente pelo art. 229 da Constituição Estadual. In verbis: Art Aos maiores de sessenta e cinco anos e aos menores de cinco anos de idade, e às pessoas portadoras de deficiência é garantida a gratuidade no transporte coletivo urbano, mediante a apresentação de documento oficial de identificação e, na forma da lei complementar de iniciativa do Poder Executivo, em cujo texto constará parâmetros necessários para a habilitação do deficiente ao benefício, especialmente em relação ao grau de sua capacidade física, à condição financeira de sua família e à limitação do uso da gratuidade. 1º Os estudantes de qualquer grau ou nível de ensino oficial e regular, na forma da lei, terão redução de cinqüenta por cento no valor da tarifa dos transportes coletivos intermunicipais urbanos.

57 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo º Fica vedada a concessão de gratuidade no transporte coletivo urbano e rodoviário intermunicipal, redução no valor de sua tarifa fora dos casos previstos neste artigo e, ainda, a inclusão ou manutenção de subsídio de qualquer natureza para cobrir déficit de outros serviços de transporte. 3º... 4º Os estudantes matriculados no ensino médio das redes públicas estadual e federal farão jus à gratuidade integral da tarifa no Sistema Transcol, exclusivamente para os deslocamentos residência/escola/residência nos horários e linhas específicas para esses deslocamentos. 5º O estudante que optar pela gratuidade fixada no 4º não fará jus ao benefício da meia tarifa concedido pelo 1º deste artigo. (NR) (negritos nossos) Como se pode depreender da ordem constitucional, os estudantes de qualquer grau ou nível de ensino oficial e regular já possuem o direito a redução de cinqüenta por cento no valor da tarifa dos transportes coletivos intermunicipais urbanos, ficando, entretanto, vedada a concessão de gratuidade no transporte coletivo urbano e rodoviário intermunicipal e/ou a redução no valor de sua tarifa fora dos casos previstos no artigo 229 da Constituição Estadual. Os únicos estudantes que podem possuir o benefício da gratuidade integral da tarifa do Sistema Transcol são os estudantes matriculados no ensino médio das redes públicas estadual e federal, e, assim mesmo, exclusivamente, para os deslocamentos residência/escola/residência nos horários e linhas específicas para esses deslocamentos como visto, não pode uma lei ampliar o rol destes beneficiados com gratuidade integral de tarifas. Sendo desta forma, perante a análise jurídica, verifica-se do diagnóstico decorrente que, incontestavelmente, a pretensa normatividade da Proposição Legislativa traz ponto de antinomia com os preceitos constitucionais, tanto da Constituição Federal, quanto da Constituição Estadual, destarte, tornando-se gravada como formal e materialmente inconstitucional. Em conclusão, o Projeto de Lei Complementar n.º 007/2010, de autoria da Senhora Deputada Aparecida Denadai, é formal e materialmente inconstitucional. Ex Positis, sugerimos aos Ilustres Pares desta Comissão a adoção do seguinte: PARECER N.º 194/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela MANUTENÇÃO do despacho do Senhor Presidente que devolveu o Projeto de Lei Complementar n.º 007/2010 a sua autora a Senhora Deputada Aparecida Denadai. Sala das Comissões, 11 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente LUIZ CARLOS MOREIRA Relator LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI DARY PAGUNG CLAUDIO VEREZA ALVARES) Informo aos Senhores Deputados que se o Parecer n.º 194/2010, da Comissão de Justiça, for aprovado, a matéria será arquivada; se rejeitado, o projeto seguirá tramitação normal. Em votação o parecer, pela manutenção do despacho denegatório aposto ao Projeto de Lei Complementar n.º 07/2010. Arquive-se o projeto. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 178/2010 Parecer do Relator: Projeto de Lei de n.º 08/2010. Autor: Deputado Vandinho Leite. Ementa: Dispõe sobre a criação do Programa de Treinamento para acompanhamento no Ensino Regular e Adaptação de Materiais Pedagógicos a Pessoas com necessidades especiais, e dá outras providências. RELATÓRIO O presente Projeto de Lei n.º 008/2010, de autoria do Deputado Vandinho Leite, que tem como finalidade dispor sobre a criação do Programa de Treinamento para acompanhamento no Ensino Regular e Adaptação de Materiais Pedagógicos a Pessoas com necessidades especiais.

58 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 O projeto em exame, preliminarmente, não passou pelo crivo da Mesa Diretora. O autor interpôs recurso a Comissão de Constituição e Justiça, o que foi deferido. O presente Projeto de Lei veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, para exame e parecer, na forma do art. 41, I do Regimento Interno (Resolução n.º 2.700/2009) É o relatório. PARECER DO RELATOR Trata-se o Projeto de Lei n.º 008/2010, de autoria do Deputado Vandinho Leite, dispor sobre a criação do Programa de Treinamento para acompanhamento no Ensino Regular e Adaptação de Materiais Pedagógicos a Pessoas com necessidades especiais. QUANTO AO ASPECTO DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL, JURIDICIDADE E LEGALIDADE DO PROJETO A presente propositura, sob o aspecto da competência legislativa, encontra obstáculo para sua regular tramitação, restando evidenciado vício de inconstitucionalidade. Verifica-se no texto do referido Projeto de Lei clara determinação de medidas que acarretam em despesas para o erário público estadual, determinando, ainda, atribuições à Secretaria Estadual de Educação, invadindo a competência descrita no art. 63, parágrafo único, III e VI, da Constituição do Estado do Espírito Santo, que enumera as iniciativas privativas do Chefe do Executivo, listando expressamente a organização administrativa e pessoal da administração pública; criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado e órgãos do Poder Executivo. Art. 63. A iniciativa das leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembléia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Ministério Público e aos cidadãos, satisfeitos os requisitos estabelecidos nesta Constituição. Parágrafo único - São de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre: (...) III - organização administrativa e pessoal da administração do Poder Executivo; (...) VI - criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado e órgãos do Poder Executivo. Portanto, defendo a tese de que a competência é do Chefe do Poder Executivo. A tramitação da proposição posta, ao nosso sentir não tem como tramitar, por ser inconstitucional, por se tratar de matéria contrária ao disposto no art. 63, parágrafo único, incisos III e VI da Constituição Estadual. Isto posto, concluímos por reconhecer que o Projeto de Lei n.º 008/2010, não deve prosseguir sua tramitação regular por conter vícios de inconstitucionalidade formal e, por consequência, devendo ser mantido o despacho denegatório da Mesa Diretora desta Casa de Leis. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta Comissão o seguinte: PARECER N.º 178/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela manutenção do despacho denegatório da Mesa Diretora aposto ao Projeto de Lei de n.º 008/2010, de autoria do Deputado Vandinho Leite. Sala das Sessões, 11 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI Relator LUZIA TOLEDO LUIZ CARLOS MOREIRA CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG ALVARES) Informo aos Senhores Deputados que se o Parecer n.º 178/2010, da Comissão de Justiça, for aprovado, a matéria será arquivada; se rejeitado, o projeto seguirá tramitação normal. Em votação o parecer, pela manutenção do despacho denegatório aposto ao Projeto de Lei n.º 08/2010. Arquive-se o projeto. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO

59 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 183/2010 Parecer do Relator: Projeto de Lei de n.º 14/2010. Autor: Deputado Euclério Sampaio. Ementa: Dispõe sobre obrigatoriedade das empresas prestadoras de serviços de telefonia fixa armazenar em suas Bases de Dados registros de ligações locais efetuadas e recebidas por todos os telefones fixos ativos dentro do Estado. RELATÓRIO O Projeto de Lei n.º 14/2010, de autoria do nobre Deputado Euclério Sampaio determina a obrigatoriedade das empresas prestadoras de serviços de telefonia fixar armazenamento em suas Bases de Dados registros de ligações locais efetuadas e recebidas por todos os telefones fixos ativos dentro do Estado. A matéria foi protocolada no dia 21 de dezembro de 2009, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 08 de fevereiro de O processado veio a esta Comissão de Constituição e Justiça para exame e parecer na forma do art. 41, I, do Regimento Interno Resolução n.º 2.700/2009. FUNDAMENTAÇÃO O Projeto de Lei n.º 14/2010, de autoria do nobre Deputado Euclério Sampaio determina a obrigatoriedade das empresas prestadoras de serviços de telefonia fixar armazenamento em suas Bases de Dados registros de ligações locais efetuadas e recebidas por todos os telefones fixos ativos dentro do Estado. Em sua justificativa ao Projeto o ilustre autor alega que, a iniciativa determina às empresas de telefonia fixar no Estado, armazenarem em suas bases de dados por um prazo mínimo de 365 dias, todas as ligações locais. Cumpre inicialmente observar que trata de iniciativa louvável, pois busca ampliar o caráter democrático da gestão das políticas de prestação de serviços públicos, conforme a inteligência do parágrafo único do art. 175 da Carta da República, consoante o qual a Lei disporá sobre, dentre outros, os direitos referentes ao usuário, a política tarifária e a obrigação de manutenção de um serviço adequado. A Lei n.º 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, no seu 1º art. 6º conceitua serviço adequado. É bom falar que a Constituição Federal preceitua no seu art. 5º, inciso XXXIII, que todos têm o direito de receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvando as informações cujo sigilo seja necessário à segurança da sociedade e do Estado. Cumpre registrar que a matéria recebeu despacho denegatório do Senhor Presidente da Mesa Diretora com base no art. 143, VIII, do Regimento Interno (Resolução 2.700/2009), por infringência ao que dispõe o art. 63, Parágrafo único, inciso III e VI da Constituição Estadual. Em ataque ao despacho do Presidente, foi interposto, tempestivamente pelo Autor, recurso por discordar da decisão, sendo deferido regimentalmente. A proposição normativa em apreço tem por finalidade obrigar as empresas de telefonia fixa a armazenarem nas suas bases de dados os registros pertinentes às ligações locais, tanto as efetuada como as recebidas por meio dos telefones fixos, no Estado. Pelo acima transcrito, denota-se que a matéria, sub examine, tem como finalidade obrigar as empresas de telefonia fixa no Estado do Espírito Santo a armazenarem nas suas Bases de Dados, registros pertinentes a fim disponibilizar informações atinentes à localização de aparelhos de clientes às autoridades policiais do Estado. A matéria como apresentada acha-se inserta na esfera de competência privativa da União, consoante prevê o art. 22, IV, da Constituição Federal, verbis: Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: (EC n.º 19/98) (...) IV - águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão. Merece relevo o fato de que a Agência Reguladora de Telecomunicação ANATEL, entidade auxiliar da administração pública descentralizada e responsável pela implementação da política nacional de telecomunicações, não dispõe dentre os deveres das prestadoras a obrigatoriedade de disponibilização de informações sobre o armazenamento de suas bases de dados registros de ligações locais dos telefones fixos para proporcionar futuras informações a respeito da localização dos aparelhos de seus clientes. A Carta da República, no art. 144, prescreve que a segurança pública é dever do Estado. Assim, detém competência privativa para legislar a matéria. Respeitante à publicidade de informação privada, agride o disposto no art. 5º, X, da CF/88, senão vejamos: Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (EC n.º 45/2004)

60 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 (...) X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. CONCLUSÃO No obstante o mérito da matéria ser irretocável, consoante à justificativa apresentada pelo Autor, não compete a este Poder legislar sobre tal teor. Disponibilizar a localidade do aparelho telefônico fixo, afronta, discrepa, agride dispositivos constitucionais e regimentais supracitados. Ex positis, opinamos no sentido de que a presente propositura não deve prosseguir na sua regular tramitação. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão, a adoção do seguinte: PARECER N.º 183/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela manutenção do despacho denegatório da Mesa Diretora, aposto ao Projeto de Lei n.º 14/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio. Sala Rui Barbosa, 11 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente LUZIA TOLEDO Relatora LUIZ CARLOS MOREIRA CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI ALVARES) Informo aos Senhores Deputados que se o Parecer n.º 183/2010, da Comissão de Justiça, for aprovado, a matéria será arquivada; se rejeitado, o projeto seguirá tramitação normal. Em votação o parecer, pela manutenção do despacho denegatório aposto ao Projeto de Lei n.º 14/2010. Arquive-se o projeto. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PUBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 184/2010 RELATÓRIO O Projeto de Lei n.º 015/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio, pretende criar obrigatoriedade da publicação mensal, por parte dos órgãos da administração pública, de relatório dos contratos vigentes. Na justificativa de seu Projeto de Lei, o Autor teceu considerações sobre o objetivo do presente Projeto de Lei, ressaltando que: O processo de informação dos trabalhos da administração pública é um dos pontos mais importantes para que se alcance a credibilidade naquilo que está sendo realizado pelos ordenadores de despesas. (...) A obrigatoriedade de todos os órgãos da administração pública estadual em publicar, mensalmente, relatório dos contratos vigentes é um primeiro passo para que a população e/ou autoridades tomem conhecimento de tais contratos, essencial para que o objetivo de informar a toda a sociedade seja alcançado. (...) Assim, entendemos que este projeto venha de encontro ao objetivo de dar credibilidade e transparência às parcerias entre o poder público e empresas privadas, contando portanto, com o apoio dos nobres Deputados para aprovação desta matéria. A matéria foi protocolada em 21 de dezembro de 2009, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 08 de fevereiro de 2010, momento no qual recebeu despacho do Presidente pela devolução ao Autor do mesmo, por infringência ao art. 22, inc. VI, da Constituição Federal. Na ocasião, o Autor da Proposição interpôs recurso do despacho do Presidente, nos termos do art. 143, parágrafo único, do Regimento Interno da ALES (Resolução n.º 2.700/2009), o qual foi deferido, vindo a esta douta Comissão de Constituição e Justiça para análise e parecer. Distribuída a matéria, coube-me examiná-la e oferecer parecer. É o relatório. PARECER DO RELATOR EXAME QUANTO À CONSTITUCIONALIDADE E LEGALIDADE O Projeto de Lei n.º 015/2010, ora apresentado, pretende criar obrigatoriedade da publicação mensal, por parte dos órgãos da administração pública, de relatório dos contratos vigentes. Vejamos o que diz o teor da Proposição, verbis: Art. 1º. Ficam todos os órgãos da administração pública estadual

61 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo obrigados a publicar, mensalmente relatório dos contratos vigentes, incluindo nome do contratado, objeto valor, vigência do mesmo, bem como o valor da parcela paga naquele mês. Art. 2. A responsabilidade pela publicação do relatório mensal dos contratos vigentes ficará por conta do ordenador de despesas do órgão. Art. 3. Fica garantido a qualquer cidadão a comunicação ao Tribunal de Contas e/ou ao Ministério Público acerca da omissão ou inveracidade dos dados apresentados no relatório dos contratos vigentes. (sem grifos e ênfases no original) Da simples leitura, depreende-se que, ao impor ao Poder Público que este elabore e publique relatório mensal (com levantamento dos indicadores relacionados no artigo 1 ), a Propositura em apreço interfere na organização administrativa do Estado, determinando que o Poder Executivo exerça funções designadas pelo Poder Legislativo. Resta evidente que a norma disposta no art. 1º e 2º do projeto de Lei sob comento, é direcionada à execução pelo Poder Público, mais especificamente sob as competências das Secretarias de Estado, quais sejam órgãos da estrutura organizacional do Poder Executivo. Assim é, pois, para atender às exigências derivadas dos artigos 1 e 2º da Proposição sob apreço, será necessário que o Poder Executivo, através de seus órgãos, adote providências, e, conseqüentemente, destaque seus servidores para que estes elaborem relatórios (assumindo novas funções para o atendimento desta exigência), o que, por consequência, obrigará a reserva de parcela dos recursos pertencentes unicamente à Administração Pública para que os objetivos da legislação ora proposta possam ser alcançados (com pessoal, material e estrutura física). Cumpre lembrar que a competência para estabelecer procedimentos para os órgãos que compõem a Administração estadual, seus servidores, bem como a gestão de toda a máquina administrativa, é do Poder Executivo, por tratar-se de competência administrativa (atividade típica do Poder Executivo). Desta forma, compete privativamente ao Chefe do Executivo a direção superior da Administração, nos termos do art. 84, II e VI, a da Constituição Federal (e art. 91, I e V, a da Constituição Estadual, atendendo à simetria constitucional), respectivamente:... Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: (...) II - exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração federal; (...) VI dispor, mediante decreto, sobre: a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos;... Art. 91. Compete privativamente ao Governador do Estado: I - exercer, com auxílio dos Secretários de Estado, a direção superior da administração estadual; (...) V - dispor, mediante decreto, sobre: a) organização e funcionamento da administração estadual, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; (sem ênfases no original) O Poder Executivo possui como função típica gerir a máquina administrativa, e qualquer interferência nesta gestão caracteriza violação ao princípio da indisponibilidade de competências, no caso, pelo Poder Legislativo. Ensina o constitucionalista Kildare Gonçalves Carvalho, in Direito Constitucional (14ª ed., Belo Horizonte: Del Rey, pág. 169), verbis: (...) traduz a idéia de que as competências constitucionalmente fixadas não podem ser transferidas para órgãos diferentes daqueles a quem a Constituição as atribuiu (sem ênfases e grifos no original). A imposição de condutas a órgãos que compõem a estrutura da Administração Pública fere igualmente o princípio da reserva da Administração (insculpido também no retro-

62 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 citado art. 84, II e VI, a da Constituição Federal), que impede a ingerência do Poder Legislativo na esfera de competências do Poder Executivo. Neste sentido, o STF possui vários precedentes, dentre os quais pedimos vênia para destacar um emblemático: (...) RESERVA DE ADMINISTRAÇÃO E SEPARAÇÃO DE PODERES. - O princípio constitucional da reserva de administração impede a ingerência normativa do Poder Legislativo em matérias sujeitas à exclusiva competência administrativa do Poder Executivo. É que, em tais matérias, o Legislativo não se qualifica como instância de revisão dos atos administrativos emanados do Poder Executivo. Precedentes. Não cabe, ao Poder Legislativo, sob pena de desrespeito ao postulado da separação de poderes, desconstituir, por lei, atos de caráter administrativo que tenham sido editados pelo Poder Executivo no estrito desempenho de suas privativas atribuições institucionais. Essa prática legislativa, quando efetivada, subverte a função primária da lei, transgride o princípio da divisão funcional do poder, representa comportamento heterodoxo da instituição parlamentar e importa em atuação "ultra vires" do Poder Legislativo, que não pode, em sua atuação político-jurídica, exorbitar dos limites que definem o exercício de suas prerrogativas institucionais. (STF ADI- MC 776/RS - Órgão Julgador: Tribunal Pleno - Relator(a): Min. CELSO DE MELLO - Julgamento: 23/10/1992. DJ PP-00080). Resta igualmente caracterizada a ofensa ao princípio da harmonia entre os poderes, insculpido no art. 2, da Carta da República, haja vista a interferência no âmbito das atribuições de outras esferas de Poder. Cumpre ainda salientar que a iniciativa de leis cuja matéria cuide de atribuições de órgãos que compõem a Administração Pública é privativa do Chefe do Executivo estadual, nos termos do que dispõem a alínea b do inciso II, do 1 do art. 61 da Constituição Federal; e, pelo princípio da simetria jurídica, nos incisos III e VI do parágrafo único do art. 63 da Constituição Estadual), respectivamente:... Art. 61. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador- Geral da República e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição. 1º - São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: (...) II - disponham sobre: (...) b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios;... Art. 63. A iniciativa das leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembléia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Ministério Público e aos cidadãos, satisfeitos os requisitos estabelecidos nesta Constituição. Parágrafo único. São de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre: (...) III - organização administrativa e pessoal da administração do Poder Executivo; (...) VI - criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado e órgãos do Poder Executivo. Assim, padece de incontornável vício de iniciativa o presente Projeto de Lei, haja vista que, para a matéria de organização administrativa, a iniciativa na proposição de leis é privativa do Chefe

63 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo do Executivo. O STF já se pronunciou reiteradas vezes sobre a matéria, verbis: O desrespeito à cláusula de iniciativa reservada das leis, em qualquer das hipóteses taxativamente previstas no texto da Carta Política, traduz situação configuradora de inconstitucionalidade formal, insuscetível de produzir qualquer conseqüência válida de ordem jurídica. A usurpação da prerrogativa de iniciar o processo legislativo qualifica-se como ato destituído de qualquer eficácia jurídica, contaminando, por efeito de repercussão causal prospectiva, a própria validade constitucional da lei que dele resulte. Precedentes. Doutrina. (STF ADI-MC Órgão Julgador: Tribunal Pleno - Relator(a): Min. CELSO DE MELLO - Julgamento: 01/08/2001- DJ PP-00023). (sem grifos e ênfases no original) Cabe também ressaltar que não entendo que tenha havido ofensa ao Dispositivo Constitucional apontado como fundamento para o despacho denegatório da Presidência (Art. 22, inc. VI, da Constituição Federal), uma vez que a presente Propositura não versa sobre sistema monetário e de medidas, títulos e garantia dos metais, cuja competência para legislar a respeito é, efetivamente, da União Federal. Mas há evidente descompasso com as Constituições Federal e Estadual, nos termos do já expendido retro, o que leva à conclusão de que, embora por fundamento diverso, deve ser mantido o despacho denegatório da Mesa, nos termos do que dispõe o art. 143, inc. VIII, do Regimento Interno da ALES Resolução n.º 2.700/2009). À vista de todo o exposto, o Projeto de Lei n.º 015/2010 não atende ao pressuposto de constitucionalidade (competência legislativa do Estado, atribuição da Assembléia Legislativa, legitimidade de iniciativa e elaboração de lei ordinária) e de juridicidade, e, assim sendo, não deve prosseguir sua tramitação por conter vícios contrários à sua natureza, o que me leva a entender pela manutenção do despacho denegatório da Presidência, o que me leva a sugerir aos demais membros desta Comissão o seguinte PARECER N.º 184/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela MANUTENÇÃO DO DESPACHO DENEGATÓRIO DA MESA AO PROJETO DE LEI N.º 015/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio, por restar evidenciada INCONSTITUCIONALIDADE, nos termos do que dispõe o art. 143, inc. VIII, do Regimento Interno da ALES Resolução n.º 2.700/2009. Sala Rui Barbosa, 11 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente LUZIA TOLEDO Relatora LUIZ CARLOS MOREIRA CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI ALVARES) Informo aos Senhores Deputados que se o Parecer n.º 184/2010, da Comissão de Justiça, for aprovado, a matéria será arquivada; se rejeitado, o projeto seguirá tramitação normal. Em votação o parecer, pela manutenção do despacho denegatório aposto ao Projeto de Lei n.º 15/2010. Arquive-se o projeto. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 192/2010 RELATÓRIO Projeto de Lei Complementar n.º 16/2010 que Revoga o inciso III, do parágrafo único, do artigo 5º, da lei Complementar n.º 455/2008. Autora Deputada Aparecida Denadai. A matéria foi apresentada na sessão ordinária de 05 de maio de 2010, tendo ficado em MESA para análise, havendo manifestação pela devolução ao autor do Projeto, com base no art. 143, VIII do RI, e por infringência do art. 63, parágrafo único e inciso III e VI da Constituição Estadual. Tendo havido, tempestivamente, recurso regimental do autor contra o despacho denegatório do Presidente da Mesa Diretora, - com fincas no parágrafo único do art. 143 do Regimento Interno, - para que a matéria fosse à Comissão de Constituição e Justiça, Serviço

64 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Público e Redação, para exame de sua admissibilidade, com o deferimento do recurso. Após análise da Procuradoria, foi distribuída a esta Comissão para exame e parecer, na forma do artigo 40 do Regimento Interno. É o relatório. PARECER DO RELATOR O presente Projeto de Lei Complementar n.º 16/2010 Revoga o inciso III, do parágrafo único, do artigo 5º, da lei Complementar n.º 455/2008. Autora Deputada Aparecida Denadai. A Lei Complementar 455/2008 dispõe sobre a modalidade de remuneração por subsídio para os cargos de agente penitenciário e de agente de Escolta e Vigilância Penitenciária, pertencentes ao Quadro de Carreira de pessoal do Sistema Penitenciário Estadual. Para melhor compreensão colacionamos o art. 5º e reproduzimos as atribuições dos cargos de agente penitenciário e de agente de Escolta e Vigilância Penitenciária: Art. 5º. O ingresso no Quadro de Carreira de Pessoal do Sistema Penitenciário Estadual ocorrerá mediante aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e complexidade do cargo. Parágrafo único. São requisitos para os cargos de Agente Penitenciário e de Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária, do Quadro de Carreira de Pessoal do Sistema Penitenciário Estadual: I - ser portador da Carteira Nacional de Habilitação, Categoria de Habilitação B ; II - ter ensino médio completo; III - ter idade máxima de 30 (trinta) anos; e IV - ter altura mínima de 1,65m (um vírgula sessenta e cinco metros), se homem e 1,60m (um vírgula sessenta metros), se mulher. Quanto a iniciativa adotamos a interpretação em que a matéria não conflita com o caput do artigo 63, da Carta Magna Estadual, que assim dispõe: A iniciativa das leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembléia Legislativa. Quanto à constitucionalidade verificamos com o apoio do Supremo Tribunal Federal que assiste razão a Senhora deputada em propor a presente correção constitucional. A matéria em seu nascedouro encontrava-se viciada, passou despercebida, pelo Senhor Governador que a delimitação de idade fere de morte o dispositivo ora atacado e que se pretende revogar. O Supremo Tribunal Federal tem assentado que não pode prosperar tal limitação abaixo colacionamos decisões do STF, que não deixa duvida sobre o acerto da iniciativa de ordem pública que julgamos deva prosseguir em sua tramitação nesta Douta Casa de Lei, salvo melhor juízo da Douta Comissão de Justiça. Vejamos como tem decidido o Excelso Pretório: "Concurso público: Técnico em Apoio Fazendário: candidata funcionária pública: indeferimento de inscrição fundada em imposição legal de limite de idade, não reclamado pelas atribuições do cargo, que configura discriminação inconstitucional (CF, arts. 5º e 7º, XXX): (...)." (RE , Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em , 1ª Turma, DJ de ) A vedação constitucional de diferença de critério de admissão por motivo de idade (CF, art. 7º, XXX) é corolário, na esfera das relações de Trabalho, do princípio fundamental de igualdade (CF, art. 5º, caput), que se estende, à falta de exclusão constitucional inequívoca (como ocorre em relação aos militares CF, art. 42, 11), a todo o sistema do pessoal civil. É ponderável, não obstante, a ressalva das hipóteses em que a limitação de idade se possa legitimar como imposição da natureza e das atribuições do cargo a preencher. Esse não é o caso, porém, quando, como se dá na espécie, a lei dispensa do limite os que já sejam servidores públicos, a evidenciar que não se cuida de discriminação ditada por exigências etárias das funções do cargo considerado. (RMS , Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em , Plenário, DJ de ). No mesmo sentido: AI AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgamento em , Primeira Turma, DJE de "O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do art. 7º, XXX, da Constituição, quando possa ser justificado pela natureza das

65 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo atribuições do cargo a ser preenchido." (Súmula 683) Apenas para não deixar de citar verifiquei atentamente que as atribuições do cargo prevista na lei em seu anexo I, não guardam pertinência com a delimitação de idade prevista no inciso III, do art. 5º, uma simples leitura do seu conteúdo reforça a natureza da presente iniciativa vejamos: ATRIBUIÇÕES DOS CARGOS ANEXO I DA LEI COMPLEMENTAR N.º 455/2008 AGENTE PENITENCIÁRIO Exercer as atividades de atendimento, custódia, guarda, assistência e orientação aos internos das unidades penitenciárias do Estado; desenvolver ações de atendimento, assistência e orientação aos familiares e visitantes dos internos das penitenciárias do Estado; conduzir os veículos de transporte de internos; e outras atividades correlatas. AGENTE DE ESCOLTA E VIGILÂNCIA PENITENCIÁRIA Exercer as atividades de vigilância das unidades penitenciárias, muralhas, guaritas e alambrados que compõem as unidades, desenvolver ações de contenção, vigilância do interno durante o período de tempo no qual se fizer necessário sua movimentação interna, externa ou permanência em local diverso da unidades prisional (apresentação de internos aos juizados, transferência, condução à rede hospitalar de assistência médica e odontológica); conduzir os veículos de transporte de internos; e outras atividades correlatas. Diante do exposto, e nos termos das considerações aduzidas opinamos pela CONSTITUCIONALIDADE da proposição em exame, o que nos leva a sugerir a Rejeição do Despacho Denegatório da Mesa Diretora. Concluímos pelo exposto, que em face do interesse público demonstrado, o Projeto de Lei aqui analisado merece prosseguir em sua tramitação normal e regular nesta Augusta Assembleia Legislativa. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta douta Comissão o seguinte parecer: PARECER N.º 192/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela Rejeição do Despacho Denegatório da Mesa diretora aposto ao Projeto de Lei Complementar n.º 016/2010, de autoria da Ilustre Deputada Aparecida Denadai. Sala das Comissões, 11 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente LUIZ CARLOS MOREIRA Relator DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO DARY PAGUNG CLAUDIO VEREZA ALVARES) Informo aos Senhores Deputados que se o Parecer n.º 192/2010, da Comissão de Justiça, for aprovado, a matéria seguirá tramitação normal; se rejeitado, o projeto será arquivado. Em votação o parecer, pela rejeição do despacho denegatório aposto ao Projeto de Lei Complementar n.º 16/2010. Publique-se. Após o cumprimento do art. 120 do Regimento Interno, às Comissões de Justiça, de Cultura, de Assistência Social, de Segurança e de Finanças. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 198/2010 RELATÓRIO Projeto de Lei n.º 24/2010 que Dispõe sobre a criação do certificado Praia Limpa e dá outras providências. Autora Deputada Aparecida Denadai. A matéria foi apresentada na sessão ordinária de 08 de fevereiro de 2010, tendo ficado em MESA para análise, havendo manifestação pela devolução ao autor do Projeto, com base no art. 143, VIII do RI, e por infringência do art. 63, parágrafo único e inciso III e VI da Constituição Estadual.

66 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Tendo havido, tempestivamente, recurso regimental do autor contra o despacho denegatório do Presidente da Mesa Diretora, - com fincas no parágrafo único do art. 143 do Regimento Interno, - para que a matéria fosse à Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, para exame de sua admissibilidade, com o deferimento do recurso. Tendo havido, tempestivamente, recurso regimental do autor contra o despacho denegatório do Presidente da Mesa Diretora, - com fincas no parágrafo único do art. 143 do Regimento Interno, - para que a matéria fosse à Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, para exame de sua admissibilidade, com o deferimento do recurso coube a mim relatar o que se segue: É o relatório. PARECER DO RELATOR Versa a presente proposição sobre a emissão de parecer, quanto à constitucionalidade da preposição legislativa, em epígrafe, de autoria da eminente Deputada Aparecida Denadai. O princípio da separação dos Poderes está bem delineado no brilhante voto do Ministro Sepúlveda Pertence esculpido na Constituição Federal, art. 2º, abaixo colacionamos jurisprudência dominante do STF: Processo legislativo dos Estados- Membros: absorção compulsória das linhas básicas do modelo constitucional federal entre elas, as decorrentes das normas de reserva de iniciativa das leis, dada a implicação com o princípio fundamental da separação e independência dos Poderes: jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal. (ADI 637, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em , DJ de 1º ). Verifica-se, no caso em espécie, que o PROCESSO LEGISLATIVO encontra-se viciado quanto à iniciativa legislativa, tendo em vista que ela pertence ao Poder Executivo Estadual. O Pretório Excelso em brilhante voto da Ministra Ellen Gracie confirma a acertada denegação do presente projeto de lei, em face do vício de iniciativa apresentado e sacramenta o pensamento dominante daquela corte. "É indispensável a iniciativa do Chefe do Poder Executivo (mediante projeto de lei ou mesmo, após a EC 32/01, por meio de decreto) na elaboração de normas que de alguma forma remodelem as atribuições de órgão pertencente à estrutura administrativa de determinada unidade da Federação." (ADI 3.254, Rel. Min. Ellen Gracie, julgamento em , DJ de ) Sendo assim, nota-se que a proposição em epígrafe, malgrado os elevados propósitos do seu autor, confronta com o sistema constitucional de iniciativas reservadas estabelecidas pela Constituição Federal e, reproduzidas em nossa Lei Maior Estadual. Não há, pois como contornar o obstáculo antedito que, assume as feições de uma típica inconstitucionalidade formal, cujos efeitos, não custa repetir, fulminam integralmente a proposição. Diante do exposto, e nos termos das considerações aduzidas opinamos pela INCONSTITUCIONALIDADE da proposição em exame, o que nos leva a sugerir aos membros desta Comissão a adoção do seguinte: PARECER N.º 198/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela Manutenção do Despacho Denegatório da Mesa Diretora, lançado no Projeto de Lei n.º 024/10 de autoria da Deputada Aparecida Denadai. Sala das Comissões, 11 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente CLAUDIO VEREZA Relator DARY PAGUNG DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) Informo aos Senhores Deputados que se o Parecer n.º 198/2010, da Comissão de Justiça, for aprovado, a matéria será arquivada; se rejeitado, o projeto seguirá tramitação normal. Em votação o parecer, pela manutenção do despacho denegatório aposto ao Projeto de Lei n.º 24/2010. Arquive-se o projeto. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO

67 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 167/2010 RELATÓRIO O Projeto de Lei n.º 052/2010, de autoria do Deputado Euclério Sampaio dispõe sobre a obrigatoriedade das secretarias de Estado responsável pela análise e homologação das tarifas de transportes e saneamento detalharem as planilhas em plenário da Assembleia Legislativa 20 dias antes de entrar em vigor. A matéria foi protocolada em 02 de março de 2010 lida no expediente do dia 08/03/10 e foi devolvida ao autor com base no art. 143, inciso VIII do Regimento Interno e por infringência ao art. 63, parágrafo único, incisos III e VI da Constituição Estadual. O autor entrou com pedido de recurso o que foi deferido em 08/03/2010 para tramitação regimental. É o relatório. PARECER DO RELATOR O projeto em tela dispõe sobre a obrigatoriedade das Secretarias de Estado responsável pela análise e homologação das tarifas de transportes e saneamento detalharem as planilhas em plenário da Assembleia Legislativa 20 dias antes de entrar em vigor, cabendo aos titulares das respectivas secretarias indicarem técnicos para demonstrarem em slides toda a planilha na qual teria resultado em reajuste/aumento das tarifas. Segundo justificativa do autor, tal medida é para garantir o direito do cidadão à informação detalhada das planilhas que compõe o preço final das tarifas e taxas que são cobradas nos transportes coletivos e dos serviços de água e esgoto. Nota-se, que a matéria em comento fere o art. 63, parágrafo único, inciso VI da Constituição Estadual, pois versa sobre criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado e órgãos do Poder Executivo, a saber: Art (...) Parágrafo único. São de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre: I - (...) III - organização administrativa e pessoal da administração do Poder Executivo; VI - criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado e órgãos do Poder Executivo. Neste diapasão, o art. 98 da mesma Carta Maior estatui que compete ao Secretario de Estado, além de outras atribuições, apresentar ao Governador do Estado relatório semestral, circunstanciado, dos serviços realizados na respectiva secretaria de Estado. Assim, o art. 46, alíneas p) e t) da Lei Estadual n.º 3.043/1975, que versa sobre atribuições dos Secretários de Estado, estabelece: Art São atribuições de todos e de cada um dos Secretários de Estado as previstas na Constituição Estadual e as seguintes enumeradas: p) apresentar, trimestralmente e anualmente, ao Governador do Estado relatório-interpretativo das atividades da Secretaria; t) desempenhar outras tarefas compatíveis com a competência legal e as determinadas pelo Governador. Ademais, o art. 143 da Resolução 2.700/2009, veda tramitação de matéria inconstitucional e quando de refere a assunto alheio a competência deste Poder, senão vejamos: Art Não se admitirão proposições: I - sobre assunto alheio à competência da Assembleia Legislativa; VIII - manifestamente inconstitucionais. Como se vê, a iniciativa do legislador estadual em propor matéria dessa natureza, afronta o princípio federativo estampado no art. 2 da Carta da República, tornando a propositura ilegal e inconstitucional, ficando prejudicado sua tramitação nesta Casa de Leis. Isto posto, somos pela adoção do seguinte parecer: PARECER N.º 167/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela manutenção do despacho denegatório da Mesa Diretora ao Projeto de Lei n.º 052/2010 de autoria do Deputado Euclério Sampaio. Sala das Comissões, 11 de maio de CLAUDIO VEREZA Presidente DARY PAGUNG Relator DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO LUIZ CARLOS MOREIRA

68 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) Informo aos Senhores Deputados que se o Parecer n.º 167/2010, da Comissão de Justiça, for aprovado, a matéria será arquivada; se rejeitado, o projeto seguirá tramitação normal. Em votação o parecer, pela manutenção do despacho denegatório aposto ao Projeto de Lei n.º 52/2010. Arquive-se o projeto. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 164/2010 Parecer do Relator: Projeto de Lei de n.º 068/2010. Autor: Deputado Reginaldo Almeida. Ementa: Autoriza o Poder Executivo a criar o Selo Orgânico Legal e dá outras providências. RELATÓRIO O Projeto de Lei de n.º 068/2010, de autoria do Deputado Estadual Reginaldo Almeida, tem como finalidade Autorizar o Poder Executivo a criar o Selo Orgânico Legal e dá outras providências. A matéria ao ser submetida ao crivo da Mesa Diretora, em 22/03/2010, onde recebeu parecer preliminar no sentido da devolução do projeto ao autor com base no que dispõe o artigo 143, inciso VIII, do Regimento Interno. Inconformado o Deputado Autor, recorreu da decisão à Comissão de Constituição e Justiça no dia 23/03/2010, ou seja, dentro do prazo regimental. Recurso que foi deferido, com isso, a matéria foi a Comissão de Constituição e Justiça para exame, onde foi designado deputado relator para examinar a decisão da Mesa Diretora sob sua constitucionalidade, após parecer técnico da Procuradoria Legislativa. É o relatório. PARECER DO RELATOR A Mesa Diretora, dentro de suas prerrogativas regimentais, por força do dispositivo contido no artigo 143, VIII do Regimento Interno, com base no disposto do art. 63, parágrafo único, incisos III e VI, da Constituição Estadual/ES, impediu que o Projeto de Lei de n.º 068/2010, seguisse seu caminho natural. Inconformado o Deputado autor da proposição interpôs recurso à Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação. Deferido o recurso, o Projeto foi remetido a Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, onde coube-me, por distribuição, relatar a matéria. A matéria em análise é sem qualquer dúvida pertinente, no entanto, é necessário observar que uma lei para ser aprovada em qualquer uma de suas Casas legislativas, se torna necessário atender normas preestabelecidas em seu aspecto de constitucionalidade e legalidade. DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO DA CONSTITUCIONALIDADE, FORMAL E MATERIAL E DA LEGALIDADE DO PROJETO DE LEI. O legislador quando trabalhou na elaboração da Constituição Estadual, por certo, teve que obedecer normas vigentes esculpidas na Carta Maior da República Brasileira. Com isso, houve parâmetros a serem seguidos. Ao examinar atentamente o Projeto de Lei de n.º 068/2010, conclui-se sem muito esforço que o Projeto encontra resistência intrasponível no art. 63, parágrafo único incisos III e VI da Constituição Estadual por conter vício de iniciativa. Para ressaltar a importância que a matéria requer, é nosso dever trazer a colação as decisões dos Tribunais, com isso, evidenciar que a materia não deve tramitar, apenas, pela opinião deste relator, mas que encontra resistência no julgados dos doutos juristas brasileiros, a saber: PROCESSO Nº: /000(1) RELATOR: SCHALCHER VENTURA DATA DO ACÓRDÃO: EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI AUTORIZATIVA. PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO.REJEIÇÃO. LEI DISPONDO SOBRE ORGANIZAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS. INICIATIVA RESERVADA AO EXECUTIVO. INCONSTITUCIONALIDADE DECLARADA - AINDA QUE SE TRATE DE LEI MERAMENTE AUTORIZATIVA, NÃO PODE O LEGISLATIVO USURPAR INICIATIVA DO EXECUTIVO PARA LEGISLAR SOBRE MATÉRIA RESERVADA ADMINISTRAÇÃO, PELO QUE SE IMPÕE REJEITAR PRELIMINAR E CONHECER DA ADIN TENDENTE A DECLARAR A INCONSTITUCIONALIDADE DE NORMA DE TAL NATUREZA. É DO EXECUTIVO A INICIATIVA

69 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo DE LEI QUE DISPÕE SOBRE SERVIÇOS PÚBLICOS DO MUNICÍPIO, RECONHECIDA A EIVA DA INCONSTITUCIONALIDADE DE NORMA ORIGINÁRIA DO LEGISLATIVO E QUE TRATA DESTA MATÉRIA. No mesmo processo o Des. Reinaldo Ximenes Carneiro ainda descreve: AO MEU AVISO, AINDA QUE SEJA AUTORIZATIVA, A LEI É FLAGRANTEMENTE INCONSTITUCIONAL, PORQUE AO SE PERMITIR QUE A LEI AUTORIZATIVA SEJA APRESENTADA POR VEREADOR - QUALQUER TIPO DE LEI - VAMOS CRIAR UM EMBARAÇO DE TAL NATUREZA AO EXECUTIVO, QUE A ADMINISTRAÇÃO POLÍTICA VAI PASSAR A SER DA ESFERA DAQUELES VEREADORES QUE TENHAM INTERESSES LOCALIZADOS EM DETERMINADOS PONTOS. Vê-se, pois, que o atual entendimento adotado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais nos leva a concluir que O FATO DE A LEI IMPUGNADA SER MERAMENTE AUTORIZATIVA NÃO LHE RETIRA A CARACTERÍSTICA DE INCONSTITUCIONALIDADE, QUE A DESQUALIFICA PELA RAIZ. E mais, por tudo isso, podemos afirmar que, ainda que não imponha diretamente obrigação ao Executivo e sim, mera autorização para que pratique determinados atos, tem sido decidido no âmbito de nossos Tribunais que a Lei Autorizativa, nem por isto, perde sua característica de inconstitucional, ou seja, A LEI QUE AUTORIZA O EXECUTIVO A AGIR EM MATÉRIAS DE SUA INICIATIVA PRIVATIVA IMPLICA, EM VERDADE, UMA DETERMINAÇÃO, SENDO, PORTANTO, INCONSTITUCIONAL. Assim, pelo parecer acima exposto, bem como pelas decisões recentes do Tribunal de Justiça Mineiro, pode-se concluir que o projeto de lei autorizativo advindo do legislativo é considerado inconstitucional e illegal. Diante do exposto, não podemos deixar de reconhecer que o despacho denegatório da Mesa Diretora, à luz do disposto no artigo 143, inciso VIII do Regimento Interno, por ser manifestamente inconstitucional o Projeto de Lei de n.º 068/2010, de autoria do Deputato Reginaldo Almeida, deve ser mantido integralmente. Sendo assim, sugerimos aos demais membros desta Comissão o seguinte: PARECER N.º 164/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela manutenção do despacho denegatório da Mesa Diretora aposto ao Projeto de Lei n.º 068//2010, de autoria do Deputado Estadual Reginaldo Almeida. Sala das Sessões, 11 de maio de CLAUDIO VEREZA Presidente/Relator LUIZ CARLOS MOREIRA LUZIA TOLEDO DARY PAGUNG O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) Informo aos Senhores Deputados que se o Parecer n.º 164/2010, da Comissão de Justiça, for aprovado, a matéria será arquivada; se rejeitado, o projeto seguirá tramitação normal. Em votação o parecer, pela manutenção do despacho denegatório aposto ao Projeto de Lei n.º 68/2010. Arquive-se o projeto. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 199/2010 RELATÓRIO O Projeto de Lei n.º 69/2010, de autoria da Senhora Deputada Aparecida Denadai, objetiva instituir o Programa de Assistência Médica e Psicológica aos Professores da Rede Pública do Estado do Espírito Santo Portadores da Síndrome de Burnout. Foi protocolizado no dia 17 de março de Por sua vez, a Proposição foi lida na Sessão Ordinária do dia 22 do mesmo mês e ano, oportunidade esta em que recebeu despacho da Senhora Presidente pela devolução ao seu autor, por

70 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 infringir o art. 63, parágrafo único, incisos III e VI, da Constituição Estadual. A Deputada Autora apresentou tempestivamente recurso contra o despacho que lhe devolveu o seu Projeto, razão pela qual foi o mesmo encaminhado para esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, conforme dispõe o parágrafo único, do art. 143, do Regimento Interno da ALES (Resolução n.º 2.700/2009). Este é o Relatório. PARECER DO RELATOR Conforme suso grifado, Projeto de Lei n.º 69/2010, de autoria da Senhora Deputada Aparecida Denadai, visa criar um programa voltado a garantir assistência médica e psicológica aos professores da rede pública do Estado do Espírito Santo portadores da Síndrome de Burnout. Para fins de adequação, a normatização ainda prevê outras providências referentes: I) A definição da Síndrome de Burnout; II) Determina avaliação dos educadores no que tange as suas condições físicas, psíquicas e emocionais, quando do ingresso na respectiva função e nos casos em que os mesmos necessitarem; III) Prevê a existência de equipe multidisciplinar, compostas por médicos, psiquiatras, psicólogos e assistentes sociais, para realizarem os acompanhamentos dos educadores; IV) Autoriza o Estado do Espírito Santo a firmar convênios, protocolos, ajustes ou outros instrumentos com os municípios, clínicas particulares e entidades não-governamentais, com a finalidade de assegurar as providências referentes aos acompanhamentos e avaliações dos educadores da Rede Estadual de Educação. Notadamente, seu escopo é de grande relevância para o interesse público, daí o elevado grau de importância, principalmente como um bom programa de suporte para os educadores da Rede Pública Estadual de Ensino, que resultaria, consequentemente, em uma melhora na qualidade da atividade desses profissionais. Neste mister, o projeto revela-se meritório. Entretanto, o objeto normativo do Projeto de Lei n.º 69/2010 produz infringência direta aos comandos endereçados nos incisos III e VI, do parágrafo único, do artigo 63, da Constituição Estadual. Tal infringência se verifica pela própria circunstância definida no texto da Proposição Normativa, pois, ao prever avaliação e acompanhamento, dos educadores da Rede Pública Estadual de Ensino, por equipe multidisciplinar (médicos, psiquiatras, psicólogos e assistentes sociais), acaba por definir novas incumbências para órgão público do Poder Executivo Estadual (Secretaria de Estado da Educação), além disso, impõe também ao Poder Executivo a criação de funções ou cargos públicos para a realização das novas atividades estipuladas. Nesse contexto, o Projeto viola diretamente a esfera de Iniciativa Legislativa Privativa do Chefe do Poder Executivo. Vejamos o que define a Constituição Estadual in verbis: Art. 63. A iniciativa das leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembléia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Ministério Público e aos cidadãos, satisfeitos os requisitos estabelecidos nesta Constituição. Parágrafo único. São de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre: III - organização administrativa e pessoal da administração do Poder Executivo; VI - criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado e órgãos do Poder Executivo. Uníssono a este topoi jurídico, o próprio Supremo Tribunal Federal já se manifestou em casos idênticos e se posicionou no sentido de preservar incontest os Princípios da Reserva de Administração do Poder Executivo e da Separação dos Poderes (ADI-MC 776/RS Órgão Julgador: Tribunal Pleno Relator: Ministro Celso de Mello Julgamento: 23/10/1992. DJ PP-00080; ADI-MC 2364 Órgão Julgador: Tribunal Pleno Relator: Ministro Celso de Mello Julgamento: 23/10/1992. DJ PP Não obstante, julgando a constitucionalidade de uma lei do Estado do Espírito Santo, o Excelso Pretório ratificou o seu posicionamento, inclusive para concluir que nem na hipótese de sanção haveria convalidação do vício de inconstitucionalidade resultante da usurpação do poder de iniciativa do chefe do Poder Executivo (ADI 2867/ES Órgão Julgador: Tribunal Pleno Relator: Ministro Celso de Mello Julgamento: 03/12/2003. DJ PP ). Não obstante, outro gravame de inconstitucionalidade aflora no momento em que a Proposição, na realidade, prevê e tipifica um

71 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo Programa, com um conjunto de despesas a ser arcada pelo erário estadual. Nesse mister, a Constituição Federal veda a promoção de Programas sem prévia e específica dotação orçamentária, bem como, sem a indicação dos recursos correspondentes para tanto. Define, in verbis, os incisos I e V, do art. 167, da CR: Art São vedados: I - o início de programas e projetos não incluídos na lei orçamentária anual; V - a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes; Com maior precisão simétrica e na mesma linha de proibição, determina o art, 152, incisos I, II, III e V, da Constituição Estadual. Vejamos: Art São vedados: I - o início de programas ou projetos não-incluídos na lei orçamentária anual; II - a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais; III - a realização de operações de crédito que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo, por maioria absoluta; IV -... V - a abertura de crédito suplementar ou especial, sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes; Sendo desta forma, perante a análise jurídica, verifica-se do diagnóstico decorrente que, incontestavelmente, a pretensa normatividade da Proposição Legislativa traz ponto de antinomia com os preceitos constitucionais, tanto da Constituição Federal, quanto da Constituição Estadual, destarte, tornando-se gravada como formalmente inconstitucional. Em conclusão, o Projeto de Lei n.º 69/2010, de autoria da Senhora Deputada Aparecida Denadai, é formalmente inconstitucional. Ex Positis, sugerimos aos Ilustres Pares desta Comissão a adoção do seguinte: PARECER N.º 199/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela MANUTENÇÃO DO DESPACHO DO SENHOR PRESIDENTE DA MESA DIRETORA que devolveu o Projeto de Lei n.º 69/2010, de autoria da Senhora Deputada Aparecida Denadai. Sala das Comissões, 11 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente CLAUDIO VEREZA Relator DARY PAGUNG LUIZ CARLOS MOREIRA LUZIA TOLEDO DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) Informo aos Senhores Deputados que se o Parecer n.º 199/2010, da Comissão de Justiça, for aprovado, a matéria será arquivada; se rejeitado, o projeto seguirá tramitação normal. Em votação o parecer, pela manutenção do despacho denegatório aposto ao Projeto de Lei n.º 69/2010. Arquive-se o projeto. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 193/2010 RELATÓRIO O presente Projeto de Lei n.º 97/2010, de autoria do Deputado Atayde Armani, que Estabelece normas para utilização de bibliotecas universitárias por estudantes da rede pública de ensino e por inscritos em concurso público. Na justificativa de seu Projeto de Lei, o autor alega que a propositura visa ampliar o acesso aos meios de pesquisa científica asseverando que O que se busca por este projeto de lei é franquear às pessoas que tem melhor condição do acesso às boas bibliotecas do Estado, para que possam também usufruir seu acervo, de modo a se prepararem e especializarem para provas vestibulares e concursos públicos.

72 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 A matéria foi protocolizada no dia 07 de abril de 2010 e lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 13 de abril de Ocasião em que recebeu despacho denegatório do Presidente da Mesa Diretora, com base no art. 143, VIII, do Regimento Interno, por infringência ao disposto no art. 61, II, b, da Constituição Federal e, também, ao que dispõe o art. 63, parágrafo único, III, VI, da Constituição Estadual. O Autor do Projeto de Lei interpôs recurso ao despacho da Mesa Diretora, que foi deferido regimentalmente. O Projeto de Lei veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação para exame e parecer na forma do disposto no art. 41, I, do Regimento Interno, (Resolução n.º 2.700/2009). É o relatório. PARECER DO RELATOR DA ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO DA LEGALIDADE E DA CONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL. É inegável a relevância social da referida Propositura que pretende franquear aos estudantes da rede pública e inscritos em concursos públicos o acesso ao acervo das bibliotecas universitárias de todas as faculdades públicas e privadas com sede no Estado. Todavia, seu conteúdo normativo não deve ingressar no ordenamento jurídico estadual, pois apresenta aspectos inconstitucionais e ilegais, eis que a competência para legislar sobre a matéria é da União e, em especial, do Ministério da Educação - MEC, a quem compete estabelecer políticas nacionais da educação. Portanto, o Projeto de Lei n.º 97/2010, em análise, que Estabelece normas para utilização de bibliotecas universitárias por estudantes da rede pública de ensino e por inscritos em concurso público, sob o prisma da constitucionalidade e da legalidade, encontra gravame de inconstitucionalidade por conter vício de origem, não devendo, portanto, tramitar regularmente. Sendo assim, entendemos conforme o despacho do Presidente da Mesa Diretora, eis que invade a competência legislativa privativa da União, conforme disposto no art. 61, 1º, II, b, da Constituição Federal e, por simetria, o que dispõe o art. 63, caput, III e VI, da Constituição Estadual, in verbis: A Constituição Federal assim regula a reserva de iniciativa de leis em favor do Presidente da República: "Art º São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: (...) II - disponham sobre: (...) b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios; (grifo nosso)... Constituição Estadual Art. 63. A iniciativa das leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembléia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Ministério Público e aos cidadãos, satisfeitos os requisitos estabelecidos nesta Constituição. Parágrafo único. São de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre: (...) III - organização administrativa e pessoal da administração do Poder Executivo; (...) VI - criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado e órgãos do Poder Executivo. Por todo o exposto, concluímos no sentido de que o Projeto de Lei n.º 97/2010, de autoria do Deputado Atayde Armani, não atende aos pressupostos de legalidade e constitucionalidade, não devendo, portanto, seguir sua tramitação normal. Neste sentido, sugerimos aos ilustres pares desta douta Comissão a adoção do seguinte: PARECER N.º 193/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela manutenção do despacho denegatório da Mesa Diretora, aposto ao Projeto de Lei n.º 97/2010, de autoria do Deputado Atayde Armani. Sala Rui Barbosa, 11 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente LUIZ CARLOS MOREIRA Relator CLAUDIO VEREZA DARY PAGUNG DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO

73 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) Informo aos Senhores Deputados que se o Parecer n.º 193/2010, da Comissão de Justiça, for aprovado, a matéria será arquivada; se rejeitado, o projeto seguirá tramitação normal. Em votação o parecer, pela manutenção do despacho denegatório aposto ao Projeto de Lei n.º 97/2010. Arquive-se o projeto. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 169/2010 Parecer do Relator: Projeto de Lei n.º 639/2009. Autor: Deputado Euclério Sampaio. Ementa: Dispõe sobre a prestação de serviços de natureza jurídica, por parte do Poder Executivo, para fim específico de autoridades e servidores estaduais, em decorrência da prática de atos funcionais de gestão ou equivalentes, que se encontre na condição de sujeito passivo em inquéritos e demandas judiciais, no âmbito do Estado do Espírito Santo. RELATÓRIO O Projeto de Lei n.º 639/2009, de autoria do Deputado Euclério Sampaio, tem por objetivo a prestação de serviços de natureza jurídica pelo Poder Executivo, a fim de atender autoridades e servidores estaduais, em decorrência da prática de atos funcionais, submetidos a inquéritos e demandas judiciais no Estado. O ilustre autor em sua justificativa ao Projeto alega que, esta proposição visa garantir as autoridades e servidores estaduais sujeitos passivos de ações cíveis e ações populares, representação judicial, visto que os atos administrativos praticados pelos agentes estaduais presumem-se válidos e legítimos, praticados no exercício regular de suas funções. A iniciativa foi protocolada no dia 14 de dezembro de 2009, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 15 do mesmo mês e ano e publicada no Diário do Poder Legislativo DPL do dia 26 de janeiro de O Projeto veio a esta Comissão para exame e parecer na forma do art. 41, I, do Regimento Interno deste Poder Resolução n.º 2.700/2009. Conforme consta às fls. 02 do processado, a matéria recebeu despacho denegatório do Presidente da Mesa Diretora, na forma do art. 136, VIII, do Regimento Interno deste Poder, por inobservância ao contido no art. 63, parágrafo único, inciso III e VI, da Constituição Estadual. O ilustre Autor inconformado com a decisão denegatória apresentou recurso, o que foi deferido regimentalmente. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO O Projeto de Lei n.º 639/2009, de autoria do Deputado Euclério Sampaio, tem por objetivo a prestação de serviços de natureza jurídica pelo Poder Executivo, a fim de atender autoridades, servidores estaduais, em decorrência de atos funcionais, submetidos a inquéritos e demandas judiciais no Estado. Vê-se que a matéria, no tocante ao mérito é irretocável, qual seja, dispor sobre a prestação de serviços de natureza jurídica para autoridades e servidores que no exercício regular de suas funções, como pólo passivo das ações cíveis das ações populares e das representações judiciais. No entanto, a proposta em análise, pelo prisma da constitucionalidade está em total assimetria com o Texto Constitucional, tendo em vista dispor sobre o estabelecimento de atribuições a serem cumpridas por órgão da estrutura administrativa do Poder Executivo, área adstrita a atuação da Procuradoria Geral do Estado. Tipifica insuperável vício de iniciativa ao colidir frontalmente com as determinações do art. 63, parágrafo único, III e VI c/c art. 91, inciso I, ambos da Constituição Estadual, verbis: Art. 63. A iniciativa das leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembléia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Contas, ao Ministério Público e aos cidadãos, satisfeitos os requisitos estabelecidos nesta Constituição. Parágrafo único. São iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre: I - (...) III - organização administrativa e pessoal da administração do Poder Executivo; V - (...) VI - criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado e órgãos do Poder Executivo. Art. 91. Compete privativamente ao Governador do Estado:

74 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 I - exercer, com auxílio dos Secretários de Estado, a direção superior da administração estadual. Ademais, o Estado brasileiro é organizado de acordo com a teoria da tripartição do Poder, como disposto no artigo 2º da Carta Federal: Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo o Executivo e o Judiciário. Segundo Montesquieu, em O Espírito das Leis, cada Poder do Estado exerce, preponderantemente, uma função típica e, secundariamente, funções atípicas, atribuindo o exercício do Poder do Estado a órgãos distintos e independentes, cada qual com suas funções específicas, regidas por um sistema de controle entre os poderes, para que nenhum dos três poderes integrantes, aja em desacordo com as leis e a Constituição. Tal sistema é conhecido como Sistema de freios e contrapesos, da conhecida doutrina norteamericana. Com fulcro no princípio acima transcrito, é inegável que não cabe ao Parlamento legislar sobre matéria cujas atribuições formam constitucionalmente assegurados à Procuradoria Geral do Estado, como órgão integrante da estrutura administrava do Poder Executivo, por suas funções institucionais, no exercício das quais, não pode sofrer ingerência dos outros Poderes da República, sob pena de flagrante inconstitucionalidade. E suma, pelas razões fartamente expendidas, entendemos que o Projeto de Lei n.º 639/2009 de autoria do nobre Deputado Euclério Sampaio, não atende aos pressupostos de constitucionalidade, legitimidade de iniciativa e elaboração de lei ordinária e de juridicidade. Com efeito, concluímos que o Projeto de Lei n.º 639/2009 é inconstitucional, por invadir a seara das competências, adentrando a reserva legal do chefe do Executivo, com gravame de inconstitucionalidade, no aspecto formal, e também material, no que concerne a parte instrumental, providências e procedimentos que determina para a execução da lei proposta. Não deve assim, o Projeto de Lei n.º 639/2009, prosseguir na sua tramitação por conter vícios contrários à sua natureza, o que nos leva a sugerir aos membros desta douta Comissão a adoção do seguinte: PARECER N.º 169/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela manutenção do despacho denegatório da Mesa Diretora aposto ao Projeto de Lei n.º 639/2009, de autoria do Deputado Euclério Sampaio. Sala das Comissões, 11 de maio de CLAUDIO VEREZA Presidente DARY PAGUNG Relator LUIZ CARLOS MOREIRA DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI LUZIA TOLEDO ALVARES) Informo aos Senhores Deputados que se o Parecer n.º 169/2010, da Comissão de Justiça, for aprovado, a matéria será arquivada; se rejeitado, o projeto seguirá tramitação normal. Em votação o parecer, pela manutenção do despacho denegatório aposto ao Projeto de Lei n.º 639/2009. Arquive-se o projeto. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 196/2010 RELATÓRIO O Projeto de Lei n.º 650/2009, de autoria do Deputado Euclério Sampaio, Dispõe sobre a implantação, no âmbito do Estado do Espírito Santo, de Centros de Educação e Reabilitação para Agressores, nos casos de Violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do art. 35, inciso V, da Lei, n.º /2006. O Autor do Projeto de Lei sob comento, em sua justificativa, afirma que o compromisso do Estado Brasileiro de atuar de forma efetiva na proteção dos direitos fundamentais das mulheres previsto no art. 226, parágrafo 8º, da CF/88, assim, estabelece: "O Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que integram, criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações". Assevera, também, que No dia 22 de setembro de 2006, entrou em vigor a Lei n.º /06, de 07 de agosto de 2006, conhecida como "Lei Maria da Penha", com a missão de proporcionar instrumentos adequados para enfrentar um problema que aflige uma grande parte das mulheres no Brasil e no mundo, que é a violência de gênero. (...) Art. 5º da /06, Lei Maria da

75 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo Penha, define: "a violência doméstica e familiar é entendida como qualquer ação ou conduta, baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial". (...) Também, o art. 35, da referida Lei, estabelece diretrizes para que União, Estados e Municípios implantem políticas preventivas à violência doméstica, como programas e campanhas de enfrentamento à violência doméstica e familiar, Centros de Educação e Reabilitação para Agressores, e uma série de serviços especializados a mulheres (atendimento multidisciplinar, casa-abrigo, delegacias, serviços de saúde núcleos de defensoria pública). Ao final de sua justificativa, o Autor afirma que sua Proposição tem o fito de Sensibilizar as autoridades competentes no cumprimento do artigo 35, inciso V, da Lei Maria da Penha, que prevê a criação de Centros de Reabilitação e Educação para homens agressores, servirá precipuamente, para atender a demanda de apenados encaminhados pelo Judiciário, dando cumprimento ao que dispõe o art. 45 da Lei Maria da Penha, que alterou o art. 152 da LEP (Nos casos de violência doméstica contra a mulher, o juiz poderá determinar o acompanhamento obrigatório do agressor a programas de recuperação e reeducação). O Projeto de Lei foi protocolizado em 14 de dezembro de 2009, lido no expediente da sessão ordinária de 16 de dezembro de 2009, momento no qual recebeu despacho do Presidente pela devolução ao Autor, por infringência ao art. 63, parágrafo único, incisos III e VI, da Constituição do Estado do Espírito Santo. Na mesma ocasião, o Autor da Proposição interpôs recurso do despacho do Presidente, nos termos do art. 143, parágrafo único, do Regimento Interno da ALES (Resolução n.º 2.700/2009), o qual foi deferido, vindo a esta douta Comissão de Constituição e Justiça para análise e parecer. É o relatório. PARECER DO RELATOR EXAME DA CONSTITUCIONALIDADE E LEGALIDADE A proposição sob análise está inserta no contexto atual de proteção à mulher contra a chamada violência doméstica, buscando conferir densidade normativa a disposições previstas em termos mais genéricos nos textos constitucionais e infra-constitucionais, os quais servem de balizamento para a atuação legislativa desenvolvida em esfera estadual. Pois bem, quanto à competência estadual para legislar sobre a matéria não há quaisquer óbices à tramitação regular da Proposição sob análise, estando o balizamento para tal na Constituição Federal, no caput do art. 25 e em seu parágrafo primeiro, que assim versam, verbis:... Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem, observados os princípios desta Constituição. 1º - São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição. Os Estados da Federação podem, pois, legislar sobre a matéria-objeto da Proposição, à vista do Dispositivo Constitucional mencionado acima, tanto assim que a matéria vem suscitando discussões nas Assembleias Legislativas de vários entes da Federação. Contudo, há questão que é importante clarificar de pronto: no aspecto instrumental, qual seja aquele referente à execução e aplicação da lei, quais serão as autoridades e órgãos do Estado que darão consecução à lei ora proposta? Parece inexistir dúvida de que a implantação, gestão e funcionamento dos Centros de Educação e Reabilitação para Agressores, nos casos de Violência doméstica e familiar contra a mulher, serão atribuições de órgãos do Poder Executivo, notadamente a Secretaria de Estado da Justiça SEJUS, por meio de seus órgãos vinculados. E neste ponto, a lei que se pretende editar, em seu aspecto instrumental, criará, indubitavelmente, atribuições a serem cumpridas por órgão da estrutura direta do Poder Executivo, em dissonância com os teores do art. 61, 1º, inc. II, alínea b c/c art. 84, incisos II e VI, alínea a, da Constituição Federal, os quais, pelo princípio do paralelismo jurídico, foram trazidos ao texto da Carta Magna do Estado, nos termos do art. 63, parágrafo único, inc. III, e do art. 91, incisos I e V, a, verbis: Constituição Federal... Art º São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: (...) II disponham sobre: b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios.... Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:

76 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 (...) II exercer, com o auxílio dos Ministros de estado, a direção superior da administração federal; (...) VI dispor, mediante decreto, sobre: a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação nem extinção de cargos públicos, quando vagos; Constituição do Estado do Espírito Santo... Art Parágrafo único. São de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre: (...) III - organização administrativa e pessoal da administração do Poder Executivo; (...) VI - criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado e órgãos do Poder Executivo.... Art. 91. Compete privativamente ao Governador do Estado: I - exercer, com auxílio dos Secretários de Estado, a direção superior da administração estadual; (...) V dispor, mediante decreto, sobre: a) organização e funcionamento da administração estadual, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; (sem grifos e ênfases no original) Naquilo que pertine à minha análise, penso que a matéria-objeto do Projeto de Lei sob comento, embora revista-se de relevantíssimo interesse público e social, qual seja salvaguardar os direitos e a integridade da mulher capixaba contra a violência doméstica, fere prerrogativa que é do Chefe do Poder Executivo, qual seja, proposição de Lei que estabelece atribuições a serem cumpridas pelas Secretarias de Estado e demais órgãos da estrutura da administração direta e indireta estadual, o que tipifica insuperável vício de iniciativa ao conflitar frontalmente as determinações do artigo 63, parágrafo único, incisos III e VI, c/c o artigo 91, incisos I e V, a, ambos da Constituição do Estado do Espírito Santo. Dada a extrema relevância e pertinência da matéria tratada na propositura ora sob análise, bem como os inequívocos benefícios sociais que trarão a implantação das medidas dispostas no Projeto de Lei sob análise, sugere-se ao zeloso Parlamentar, caso assim o deseje, que utilize de Projeto de Indicação Legislativa, nos termos do que dispõe o art. 174, do Regimento Interno deste Poder Legislativo, verbis: REGIMENTO INTERNO DA ALES... Art. 174 A INDICAÇÃO É A PROPOSIÇÃO EM QUE SE SUGERE AOS PODERES PÚBLICOS DO ESTADO MEDIDAS DE INTERESSE PÚBLICO CUJA INICIATIVA LEGISLATIVA OU EXECUÇÃO ADMINISTRATIVA NÃO SEJA DE COMPETÊNCIA DO PODER LEGISLATIVO. (sem grifos e ênfase no original) À vista de todo o exposto, o Projeto de Lei n.º 650/2009 não atende ao pressuposto de constitucionalidade (competência legislativa do Estado, atribuição da Assembleia Legislativa, legitimidade de iniciativa e elaboração de lei ordinária) e de juridicidade. Isto posto, o Projeto de Lei n.º 650/2009 não deve prosseguir sua tramitação por conter vícios contrários à sua natureza, razão pela qual opino pela adoção do seguinte PARECER N.º 196/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é

77 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo pela MANUTENÇÃO DO DESPACHO DENEGATÓRIO DO PRESIDENTE ao Projeto de Lei n.º 650/2009, de autoria do Deputado Euclério Sampaio. Sala Rui Barbosa, 11 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente CLAUDIO VEREZA Relator LUIZ CARLOS MOREIRA DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI DARY PAGUNG LUZIA TOLEDO ALVARES) Informo aos Senhores Deputados que se o Parecer n.º 196/2010, da Comissão de Justiça, for aprovado, a matéria será arquivada; se rejeitado, o projeto seguirá tramitação normal. Em votação o parecer, pela manutenção do despacho denegatório aposto ao Projeto de Lei n.º 650/2009. Arquive-se o projeto. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO PARECER N.º 177/2010 Parecer do Relator: Projeto de Lei n.º 694/2009. Autor: Deputado Doutor Rafael Favatto. Ementa: Dispõe sobre a conversão gradativa dos veículos e viaturas utilizados nas Secretarias de Estado e na Polícia Militar para utilização do gás natural e dá outras providências. RELATÓRIO O Projeto de Lei n.º 694/2009, de autoria do Deputado Rafael Favatto, tem por escopo dispor sobre a conversão gradativa dos veículos e viaturas utilizadas nas Secretarias de Estado e na Polícia Militar para utilização do gás natural e dá outras providências. O ilustre Autor em sua justificativa ao projeto alega que: O petróleo como fonte de combustível para vários segmentos industriais e econômicos, será em médio prazo substituído por novas fontes geradoras de energia, e uma delas, que já atua, o Gás Natural Veicular. Ainda que, O Gás Natural Veicular representa uma importante alternativa de combustível. Já que dentre todos os outros utilizados, é o que menos agride o meio ambiente e apresenta o menor custo. A iniciativa foi protocolada no dia 16 de dezembro de 2009, lida no expediente da Sessão Ordinária do dia 21 do mesmo mês e ano, e publicada no Diário do Poder Legislativo DPL, edição do dia 03 de fevereiro de 2010, às páginas 7015 e O projeto de lei veio a esta Comissão de Constituição e Justiça, Serviço Público e Redação, para exame e parecer, na forma do art. 41, I do Regimento Interno Resolução n.º 2.700/2009. É o relatório. FUNDAMENTAÇÃO O Projeto de Lei n.º 694/2009, de autoria do Deputado Rafael Favatto, tem por escopo dispor sobre a conversão gradativa dos veículos e viaturas utilizadas nas Secretarias de Estado e na Polícia- Militar para utilização do gás natural e dá outras providências. A Proposição Normativa em apreço estabelece o seguinte: Art. 1º. Os veículos das Secretarias de Estado e as viaturas da Polícia Militar deverão ser gradativamente convertidos para a utilização do gás natural. 1º - A conversão terá caráter experimental pelo prazo de 2 (dois) anos. 2º - Transcorrido o prazo indicado no 1º, as aquisições de veículos e viaturas novas deverão ser realizadas com o atendimento às especificações técnicas originais de modo a utilizarem o combustível de que trata esta Lei. 3º - As características mecânicas dos veículos e viaturas convertidas ao uso do gás natural, assim como daquelas fabricadas originalmente para a utilização de tal combustível, deverão permitir o seu funcionamento, também, mediante a combustão alternativa da gasolina, de modo a rodarem, em situações de urgências, mesmo com a falta eventual do gás natural. Art. 3º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. De início, importa destacar que a redação utilizada pelo legislador, por apresentar erro de

78 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 grafia, merece passar pelo crivo da Diretoria de Redação DLR. Vê-se que a matéria em análise remete ao condicionamento constitucional concernente à iniciativa legislativa desta Casa de Leis. Com efeito, esse alcance do tema, não pode extrapolar o âmbito do Poder Legislativo. O processo legislativo restringe-se aos moldes e contornos estabelecidos na Constituição Estadual, mantendo simetria com a Carta Federal. O instrumento normativo atinente à matéria em observância do aspecto inerente à proposição, notadamente, no que se refere à matéria-objeto da propositura, está inserta na esfera do Poder Executivo e afasta a possibilidade de os parlamentares iniciarem o processo legislativo. O conteúdo substancial do teor do projeto em tela apresenta total descompasso constitucional. Além disso, em alguns dispositivos que asseguram eficácia à norma, se aprovada, demonstra caráter nitidamente autorizativo, conquanto, as providências serão tomadas pelo Poder Executivo, pelas Secretarias de Estado e demais órgãos da Administração. É inadmissível Projeto de Lei oriundo do Poder Legislativo determinar, por meio de norma jurídica, procedimentos de órgãos e Secretarias que compõem a estrutura administrativa do Estado. Outrossim, a proposta legislativa, ao dispor sobre organização e funcionamento da Administração Pública, viola de forma cristalina o disposto no artigo 91, I, II, da Constituição Estadual, bem como o princípio da separação dos Poderes, artigo 2º da Constituição Federal, juntamente com a melhor doutrina constitucionalista. Segundo o Egrégio Supremo Tribunal Federal: O princípio constitucional da reserva da administração impede a ingerência normativa do Poder Legislativo em matérias sujeitas à exclusiva competência administrativa do Poder Executivo. Essa prática legislativa, quando efetivada, subverte a função primária da lei, transgride o princípio da divisão funcional do poder, representa comportamento heterodoxo da instituição parlamentar e importa em atuação ultra vires do Poder Legislativo, que não pode, em sua atuação político-jurídica, exorbitar dos limites que definem o exercício de suas prerrogativas institucionais. (Supremo Tribunal Federal, Medida Cautelar em Ação Direta de Inconstitucionalidade n.º /AL, rel. Min. Celso de Mello, Órgão Julgador, Tribunal Pleno, DJ de 14/12/2001). O teor da proposta sob exame invade, simultaneamente, atribuições do Poder Executivo, cuja iniciativa é de alçada governamental, de acordo com os ditames da Carta Estadual, ao estabelecer determinadas providências em discrepância com o que estabelece a mencionada Carta em seu artigo 63, parágrafo único, incisos III e VI, que elenca as matérias de trato privativo do Chefe do Executivo Estadual, bem como o disposto no artigo 91, incisos I e II; Art. 63. A iniciativa das leis cabe a qualquer membro ou comissão da Assembléia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Ministério Público e aos cidadãos, satisfeitos os requisitos estabelecidos nesta Constituição. Parágrafo único. São de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que disponham sobre: (...) III organização administrativa e pessoal da administração do Poder Executivo; (...) VI criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado e órgãos do Poder Executivo. Art. 91. Compete privativamente ao Governador do Estado: I exercer, com auxílio dos Secretários de Estado, a direção superior da administração estadual; II iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Constituição. (...) CONCLUSÃO À vista dos dispositivos acima transcritos, a propositura sob o aspecto da competência legislativa, usurpa e interfere indevidamente na iniciativa que é reservada privativamente ao Governador do Estado, malgrado o seu indiscutível mérito, ficando, assim, eivada de inconstitucionalidade. Isto posto, somos por reconhecer que o Projeto de Lei n.º 694/2009 é inconstitucional, não devendo prosseguir sua tramitação, por conter vícios contrários à sua natureza, o que nos leva a sugerir aos membros desta douta Comissão a adoção do seguinte:

79 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo PARECER N.º 177/2010 A COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, SERVIÇO PÚBLICO E REDAÇÃO é pela manutenção do despacho denegatório da Mesa Diretora, aposto ao Projeto de Lei n.º 694/2009, de autoria do Deputado Doutor Rafael Favatto. Sala das Comissões, 11 de maio de THEODORICO FERRAÇO Presidente DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI Relator DARY PAGUNG LUIZ CARLOS MOREIRA CLAUDIO VEREZA LUZIA TOLEDO ALVARES) Informo aos Senhores Deputados que se o Parecer n.º 177/2010, da Comissão de Justiça, for aprovado, a matéria será arquivada; se rejeitado, o projeto seguirá tramitação normal. Em votação o parecer, pela manutenção do despacho denegatório aposto ao Projeto de Lei n.º 694/2009. Aprovado, contra um voto. Arquive-se o projeto. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO Senhor Presidente, INDICAÇÃO N.º 153/2010 O Deputado infra-assinado, no uso de suas prerrogativas legais e regimentais, requer de Vossa Excelência, com fundamento no artigo 174 do Regimento Interno, constante da Resolução de 15 de julho de 2009, depois de ouvida a Mesa, que seja encaminhada ao Excelentíssimo Senhor Governador do Estado do Espírito Santo a INDICAÇÃO da seguinte Matéria: - Aquisição de (01) Um Trator Agrícola com seus Implementos Agrícolas, para atender à Associação de Produtores Rurais de Vila Nelita, no município de Água Doce do Norte ES. Tal indicação tem por finalidade a Aquisição de (01) Um Trator Agrícola com seus Implementos Agrícolas, para atender à Associação de Produtores Rurais de Vila Nelita, no município de Água Doce do Norte ES. Defronte da solicitação feita pelo Vereador Edilson R. de Oliveira, os motivos que impulsionam o presente pedido são de suma importância para os agricultores no preparo do solo, objetivando o cultivo de lavouras, valorizando cada vez mais seus produtos e dando uma vida digna aos produtores rurais. É preciso apoiar o homem do campo, oferecendo maquinários, estradas em condições adequadas. (doc. anexo) Só assim estaremos dando ao trabalhador rural a oportunidade de laborar e tornar mais produtiva sua pequena gleba de terra, gerando melhores condições de vida e consequentemente combatendo o êxodo rural. Certo da sensibilidade e da atuação séria e responsável de Vossa Excelência frente ao Executivo desse Estado, agradeço a atenção ora dispensada a esta Indicação, ao passo que aproveito para renovar meus protestos de estima e consideração. Sala das Sessões, 24 de maio de DA VITÓRIA Deputado Estadual - PDT ALVARES) Em discussão a Indicação n.º 153/2010, que acaba de ser lida. (Pausa) Não havendo quem queira discuti-la, declaro encerrada a discussão. Em votação. Os Senhores Deputados que a aprovam, Aprovada. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO Senhor Presidente, INDICAÇÃO N.º 154/2010 O Deputado infra-assinado, no uso de suas prerrogativas legais e regimentais, requer de Vossa Excelência, com fundamento no artigo 174 do Regimento Interno, constante da Resolução de 15 de julho de 2009, depois de ouvida a Mesa, que seja encaminhada ao Excelentíssimo Senhor Governador do Estado do Espírito Santo a INDICAÇÃO da seguinte Matéria: - Aquisição de um Secador de Café, uma Máquina de Pilar Café, uma Máquina de Despolpar Frutas e uma

80 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Máquina para Embalar as Polpas para atender a Associação de Produtores Rurais do Córrego Desengano, no município de Alto Rio Novo - ES. Tal indicação substancia-se pelo advento de que o Córrego Desengano é composto por 35 (trinta e cinco) famílias de Pequenos Produtores Familiares que vivem do cultivo da terra, sendo esta a única fonte de renda da maioria de seus moradores, que cultivam, principalmente: lavoura cafeeira, pecuária, árvores frutíferas e lavoura branca. Sabemos que a Agricultura Familiar é muito importante para nosso Estado e os motivos que impulsionam o presente pedido de acordo com a Ilmª. Sr Márcia Clementino da Silva, presidente da Associação de Produtores do Córrego Desengano, é melhorar a qualidade dos trabalhos e de vida dos agricultores e seus familiares. Diante disso, devemos dar todos os subsídios para que essa fatia produtiva cresça cada vez mais, contribuindo assim para o crescimento da região, e, para isso, contamos mais uma vez com o apoio de V. Ex.ª para viabilizarmos as necessidades da Comunidade do Córrego Desengano no município de Alto Rio Novo. Certo da sensibilidade de Vossa Excelência para que esse e tantos outros pleitos de ordem social sejam atendidos, antecipadamente agradeço a atenção dispensada, ao passo que renovo meus protestos de estima e consideração. Sala das Sessões, 24 de maio de DA VITÓRIA Deputado Estadual - PDT ALVARES) Em discussão a Indicação n.º 154/2010, que acaba de ser lida. (Pausa) Não havendo quem queira discuti-la, declaro encerrada a discussão. Em votação. Os Senhores Deputados que a aprovam, Aprovada. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO Senhor Presidente, INDICAÇÃO N.º 155/2010 O Deputado infra-assinado, no uso de suas prerrogativas legais e regimentais, requer de Vossa Excelência, com fundamento no artigo 174 do Regimento Interno, constante da Resolução de 15 de julho de 2009, depois de ouvida a Mesa, que seja encaminhada ao Excelentíssimo Senhor Governador do Estado do Espírito Santo a INDICAÇÃO da seguinte Matéria: - Aquisição de (01) Um Trator Agrícola com seus Implementos Agrícolas, para atender à Associação dos Agricultores e Familiares do Córrego Bela Vista, no município de Água Doce do Norte ES. Tal indicação tem por finalidade a Aquisição de (01) Um Trator Agrícola com seus Implementos Agrícolas, para atender à Associação dos Agricultores e Familiares do Córrego Bela Vista, no município de Água Doce do Norte ES, pedido enviado a nosso gabinete pelo Presidente da Associação Sr. Wallace Manzoli Machado. (Doc. anexo) Os motivos que impulsionam o presente pedido de acordo com Presidente da Associação é a suma importância para as 30 (trinta) famílias de pequenos agricultores no preparo do solo, objetivando o cultivo de lavouras, valorizando cada vez mais seus produtos e dando uma vida digna aos produtores rurais. É preciso apoiar o homem do campo, oferecendo maquinários, estradas em condições adequadas. Só assim estaremos dando ao trabalhador rural a oportunidade de laborar e tornar mais produtiva sua pequena gleba de terra, gerando melhores condições de vida e conseqüentemente combatendo o êxodo rural. Certo da sensibilidade e da atuação séria e responsável de Vossa Excelência frente ao Executivo desse Estado, agradeço a atenção ora dispensada a esta Indicação, ao passo que aproveito para renovar meus protestos de estima e consideração. Sala das Sessões, 24 de maio de DA VITÓRIA Deputado Estadual - PDT (Comparecem os Senhores Deputados Doutor Rafael Favatto e Wanildo Sarnáglia) ALVARES) Em discussão a Indicação n.º 155/2010, que acaba de ser lida. (Pausa) Não havendo quem queira discuti-la, declaro encerrada a discussão. Em votação. Os Senhores Deputados que a aprovam, Aprovada.

81 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO Senhor Presidente, INDICAÇÃO N.º 156/2010 O Deputado infra-assinado, no uso de suas prerrogativas legais e regimentais, requer de Vossa Excelência, com fundamento nos artigos, 141, VIII e 174 do Regimento Interno, constante da Resolução de 15 de julho de 2009, depois de ouvida a Mesa, que seja encaminhada ao Excelentíssimo Sr. Governador do Estado do Espírito Santo a INDICAÇÃO da seguinte Matéria: - Aquisição de Um Veículo Tipo Automotivo 1.0 com capacidade de 5 pessoas, para atender a Secretaria de Saúde da Prefeitura Municipal de Água Doce do Norte. Tal indicação tem por finalidade a Aquisição de Um Veículo Tipo Automotivo 1.0 com capacidade de 5 (cinco) pessoas, para atender a Secretaria de Saúde da Prefeitura Municipal de Água Doce do Norte, pedido enviado ao nosso gabinete através do Vereador Edilson Rodrigues de Oliveira - Ofício n.º 002/2010 GPCMADN. (Doc. Anexo) Os motivos que impulsionam o presente pedido referem-se às necessidades do PSF (Programa de Saúde da família do distrito de Vila Nelita) no Município de Água Doce do Norte, que irá atender a esta população que se encontra distante da capital, bem como no deslocamento das pessoas no atendimento médicoambulatorial em estado de emergência e nas especialidades clínica que não existe no município, é que esta indicação está sendo apresentada. Certo da sensibilidade e da atuação séria e responsável de Vossa Excelência frente ao Executivo desse Estado, agradeço a atenção ora dispensada a esta Indicação, ao passo que aproveito para renovar meus protestos de estima e consideração. Sala das Sessões, 25 de maio de DA VITÓRIA Deputado Estadual - PDT ALVARES) Em discussão a Indicação n.º 156/2010, que acaba de ser lida. (Pausa) Não havendo quem queira discuti-la, declaro encerrada a discussão. Em votação. Os Senhores Deputados que a aprovam, Aprovada. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO REQUERIMENTO N.º 118/2010 Senhor Presidente, O deputado abaixo assinado, no uso de suas prerrogativas regimentais, requer a V. Ex.ª, com base no art. 4º, inciso III combinado com o art. 165, inciso IV do Regimento Interno, que seja convocada Sessão Solene em comemoração aos 120 ANOS DO DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO - DIO, no dia 24 de junho do corrente ano às 19h. Sala das Sessões, 26 de março de SÉRGIO BORGES Deputado Estadual Líder do PMDB Vice-Líder do Governo ALVARES) Em discussão o Requerimento n.º 118/2010, que acaba de ser lido. (Pausa) Não havendo quem queira discuti-lo, declaro encerrada a discussão. Em votação. REQUERIMENTO N.º 1061/2010, do Deputado Atayde Armani, de voto de congratulações com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos Seama, e com o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos - IEMA, pela solenidade em comemoração ao Ano Internacional da Biodiversidade e à Semana Estadual de Meio Ambiente. ALVARES) Em votação o Requerimento n.º 1061/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1062/2010, do Deputado Atayde Armani, de voto de congratulações com a diretoria do Sindicato da Indústria de Olaria da Região Centro Norte do Estado do Espírito Santo Sindiolaria Norte, pela solenidade em comemoração ao Dia do Ceramista.

82 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de /2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1063/2010, do Deputado Cacau Lorenzoni, de voto de congratulações com o Município de Brejetuba pela realização do II Festival Café e Cultura Maior Café do Mundo, oportunidade em que foram coados litros de café com coador de 2,5 m de altura e usados 330 quilos de pó. 1063/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1064/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o Senhor Luiz Fernando Zambole, diretor da Embali, pelo Prêmio Líder Empresarial 2010 Categoria Indústria Plástica. 1064/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1065/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o Senhor Lucas Izoton Vieira, diretor da Cobra D Água, pelo Prêmio Líder Empresarial 2010 Categoria Indústria de Tecidos e Confecções. 1065/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1066/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o Senhor Luiz Antônio de Souza, diretor da Queiroz Ferraz Jr. Eluma Aços e Metais, pelo Prêmio Líder Empresarial 2010 Categoria Metal Mecânica. 1066/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1067/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o Senhor Fábio Euzébio, diretor do Banco do Brasil, pelo Prêmio Líder Empresarial 2010 Categoria Instituição Financeira. 1067/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1068/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o Senhor Walmir Barroso, diretor da Walmir Barroso Advogados Associados, pelo Prêmio Líder Empresarial 2010 Categoria Escritório de Advocacia. 1068/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1069/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o Senhor José Tadeu de Moraes, diretor da Samarco Mineração, pelo Prêmio Líder Empresarial 2010 Categoria Sustentabilidade. 1069/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1070/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com a Senhora Rita Tristão, arquiteta e realizadora da Casa Cor Espírito Santo, pelo Prêmio Líder Empresarial 2010 Categoria Feminina Empreendedora.

83 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo /2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1071/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o Senhor Remegildo Gava Milanez, diretor do Hospital Metropolitano, pelo Prêmio Líder Empresarial 2010 Categoria Hospital. 1071/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1072/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o Senhor Vansionir Paganini, diretor da Transportadora Jolivan, pelo Prêmio Líder Empresarial 2010 Categoria Transportes Rodoviários e de Cargas. 1072/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1073/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o Senhor Jackson Pina Laurett, diretor da Eletrocity, pelo Prêmio Líder Empresarial 2010 Categoria Eletroeletrônicos. 1073/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1074/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o Senhor Walter Alves Noronha, diretor do Conselho Regional de Contabilidade, pelo Prêmio Líder Empresarial 2010 Categoria Sindicatos e Federações. 1074/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1075/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o Senhor Otto Andrade, presidente da Eximbiz Comércio Internacional S/A, pelo Prêmio Líder Empresarial /2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1076/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o Senhor Alexandre Ruschi, diretor da Unimed, pelo Prêmio Líder Empresarial 2010 Categoria Plano de Saúde. 1076/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1077/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o Senhor José Luiz Galvêas, diretor da Galwan, pelo Prêmio Líder Empresarial 2010 Categoria Construtora e Incorporadora. 1077/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1078/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o Senhor Fausto Costa, diretor da Chocolates Garoto, pelo Prêmio Líder Empresarial 2010 Categoria Indústria de Alimentos.

84 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de /2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1079/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o Senhor Darks César Casotti, diretor da Biancogrês, pelo Prêmio Líder Empresarial 2010 Categoria Fornecedor Construção Civil. 1079/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1080/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o Senhor Uilson In Soo Kwak, diretor da Digital Tiger, pelo Prêmio Líder Empresarial 2010 Categoria Tecnologia e Informática. 1080/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1081/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o Senhor Luis Fernando Braga, diretor da Trop Companhia de Comércio Exterior, pelo Prêmio Líder Empresarial 2010 Categoria Serviço de Comércio/Exportação e Importação. 1081/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1082/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o Senhor Anivaldo Venâncio, diretor da Megafort Distribuidora Importação e Exportação, pelo Prêmio Líder Empresarial 2010 Categoria Atacadista. 1082/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1083/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o Senhor Apolo Rizk Filho, diretor da Contauto, pelo Prêmio Líder Empresarial 2010 Categoria Concessionária de Automóveis. 1083/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1084/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o Senhor Apolo Rizk Filho, diretor da Contauto Caminhões, pelo Prêmio Líder Empresarial 2010 Categoria Revenda de Caminhões. 1084/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1085/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o Senhor Alexandre Nunes Theodoro, diretor da FAESA, pelo Prêmio Líder Empresarial 2010 Categoria Instituição de Ensino Superior. 1085/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1086/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o Senhor Waldomiro Robson, diretor da Granasa, pelo Prêmio Líder Empresarial 2010 Categoria Rochas Ornamentais Mármore e Granito.

85 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo /2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1087/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o Senhor Honório Reggiani Filho, diretor da Bebidas Reggiani, pelo Prêmio Líder Empresarial 2010 Categoria Indústria de Bebidas. 1087/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1088/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o Senhor Marconi Leonel dos Santos, diretor da Itapuã Calçados, pelo Prêmio Líder Empresarial 2010 Categoria Loja de Varejo. 1088/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1089/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o Senhor Jair Coser, diretor da Unicafé, pelo Prêmio Líder Empresarial 2010 Categoria Exportador de Café. 1089/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1090/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o Senhor Bento Guilherme Mansano de Oliveira, diretor do Shopping Vitória, pelo Prêmio Líder Empresarial 2010 Categoria Shopping. 1090/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1091/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o Senhor Antônio Perovano, diretor da Visel, pelo Prêmio Líder Empresarial 2010 Categoria Empresa de Segurança Privada. 1091/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1092/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o Dr. Nelson Camatta Moreira, Secretário-Adjunto da Escola Superior de Advocacia da Ordem dos Advogados do Brasil Secção Espírito Santo, pelo lançamento do livro Fundamentos de Uma Teoria da Constituição Dirigente. 1092/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1093/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com a psicóloga Renata Bonfim pelo lançamento do livro de poemas intitulado Mina. 1093/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1094/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o

86 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 coordenador geral do Vida Urgente Espírito Santo, Senhor Daniel Tavares, pelos dois anos de funcionamento do Espaço Vida Urgente Espírito Santo. 1094/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1095/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com a Senhora Telma Dias Ayres, presidenta da Associação Feminina da Educação e Combate ao Câncer, pela realização do III Seminário de Voluntários da Associação Feminina da Educação e Combate ao Câncer. 1095/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1096/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o Senhor Alex Bravim pela realização do Primeiro Encontro do Água-Docense Ausente. ALVARES) Em votação o Requerimento n.º 1096/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1097/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o Senhor Walter Lídio Nunes pelo lançamento do Relatório Anual de Atividades da ONG Espírito Santo em Ação. ALVARES) Em votação o Requerimento n.º 1097/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1098/2010, do Deputado Doutor Hércules, de voto de congratulações com o Senhor Sebastião da Silveira pela comemoração dos vinte e nove anos do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Espírito Santo. 1098/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1099/2010, do Deputado Marcelo Coelho, de voto de congratulações com a Senhora Andréia Maria Pereira dos Santos, Delegada da Polícia Civil em Ibiraçu, e com sua equipe, pelo importante trabalho desempenhado na região e em especial pela prisão dos acusados do assassinato do líder comunitário Vanderli Garcia Lírio, conhecido como Ourinho, ocorrido no Município de Aracruz, no dia 23 deste mês. 1099/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1100/2010, do Deputado Claudio Vereza, de voto de congratulações com o Sindicato dos Policiais Federais no Estado do Espírito Santo pela comemoração do aniversário de vinte anos. 1100/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1101/2010, do Deputado Claudio Vereza, de voto de congratulações com o Centro de Estudos Bíblicos do Espírito Santo CEBI/ES, pelo encontro com o Teólogo José Comblim, oportunidade em que foi abordado o tema Desafios aos Cristãos do Século XXI. 1101/2010, que acaba de ser lido.

87 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo REQUERIMENTO N.º 1102/2010, da Deputada Luzia Toledo, de voto de congratulações com o Dr. Walter Lídio Nunes pelo lançamento do Relatório Anual de Atividades da ONG Espírito Santo em Ação. 1102/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1103/2010, da Deputada Luzia Toledo, de voto de congratulações com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos Seama, e com o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos - IEMA, pela comemoração do Ano Internacional da Biodiversidade e pela Semana Estadual do Meio Ambiente. 1103/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1104/2010, da Deputada Luzia Toledo, de voto de congratulações com a psicóloga Renata Bonfim pelo lançamento do livro de poemas intitulado Mina. 1104/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1105/2010, da Deputada Luzia Toledo, de voto de congratulações com o Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim pela criação da Comissão de Combate ao Tabagismo. 1105/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1106/2010, da Deputada Luzia Toledo, de voto de congratulações com o Doutor Antônio Perovano, diretor da Visel, por receber o Prêmio Líder Empresarial 2010 Categoria Empresa de Segurança Privada. 1106/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1107/2010, da Deputada Luzia Toledo, de voto de congratulações com o Senhor Vansionir Paganini, diretor da Transportadora Jolivan, por receber o Prêmio Líder Empresarial 2010 Categoria Transportes Rodoviários e de Cargas. 1107/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1108/2010, da Deputada Luzia Toledo, de voto de congratulações com a Senhora Rita de Cásia Rocio Tristão, arquiteta e realizadora da Casa Cor Espírito Santo, por receber o Prêmio Líder Empresarial 2010 Categoria Feminina Empreendedora. ALVARES) Em votação o Requerimento n.º 1108/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1109/2010, da Deputada Luzia Toledo, de voto de congratulações com o Doutor Alexandre Ruschi, diretor da Unimed, por receber o Prêmio Líder Empresarial 2010 Categoria Plano de Saúde. 1109/2010, que acaba de ser lido.

88 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 REQUERIMENTO N.º 1110/2010, da Deputada Luzia Toledo, de voto de congratulações com o Doutor Walter Alves Noronha, diretor do Conselho Regional de Contabilidade, por receber o Prêmio Líder Empresarial 2010 Categoria Sindicatos e Federações. 1110/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1111/2010, da Deputada Luzia Toledo, de voto de congratulações com o Doutor Helcio Rezende Dias pelo recebimento da Medalha do Mérito Industrial, oferecida pela Confederação Nacional da Indústria - CNI. 1111/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1112/2010, da Deputada Luzia Toledo, de voto de congratulações com a Prefeitura Municipal de Vitória pelo lançamento do Relatório Final da 1ª Conferência Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação; com a Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia pelo lançamento do Relatório Final da 1ª Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação; com a Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia do Espírito Santo e com a Companhia de Desenvolvimento de Vitória pelo lançamento do Relatório Final da 4ª Conferência Regional de Ciência, Tecnologia e Inovação. 1112/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1113/2010, da Deputada Luzia Toledo, de voto de congratulações com a Associação dos Servidores do Incaper pela posse do presidente José Antônio Gomes. 1113/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1114/2010, da Deputada Luzia Toledo, de voto de congratulações com o Município de Rio Bananal pela inauguração da Ponte Joana Delcaro Rigone. 1114/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1115/2010, da Deputada Luzia Toledo, de voto de congratulações com o Doutor Alexandre Nunes Theodoro, diretor da FAESA, por receber o Prêmio Líder Empresarial 2010 Categoria Instituição de Ensino Superior. 1115/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1116/2010, da Deputada Luzia Toledo, de voto de congratulações com a diretoria do Sindicato da Indústria de Olaria da Região Centro Norte do Estado do Espírito Santo Sindiolaria Norte, pela solenidade em comemoração ao Dia do Ceramista. 1116/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1117/2010, do Deputado Claudio Vereza, de voto de congratulações com o Grupo Parafolclórico Beatos do Espírito Santo pelo trabalho cultural e artístico desenvolvido com as

89 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo pessoas com deficiência, idosos, típicos e crianças em risco social. 1117/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1118/2010, do Deputado Claudio Vereza, de voto de congratulações com Fábio Santana, responsável pela redação; com Gil, responsável pela ilustração; com Paulista, responsável pela diagramação, e com Victor Avalos, responsável pela internet, todos envolvidos na criação do Projeto Forninho, um informativo com notícias em sacola de pão. 1118/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1119/2010, do Deputado Sérgio Borges, de voto de congratulações com o Senhor Hélcio Rezende Dias pelo recebimento da Medalha do Mérito Industrial, concedida pela Confederação Nacional da Indústria - CNI. 1119/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1120/2010, da Deputada Janete de Sá, de voto de congratulações com o Governo do Estado do Espírito Santo e com a Secretaria de Estado da Saúde - SESA, pela solenidade de assinatura da ordem de serviço para construção da Unidade de Saúde da Família de Vila Betânia, Cariacica. 1120/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1121/2010, da Deputada Janete de Sá, de voto de congratulações com a Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo, por intermédio da dirigente Doutora Elizabeth Yazeji Hadad, pela comemoração do Dia do Defensor Público. 1121/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1122/2010, da Deputada Janete de Sá, de voto de congratulações com o Conselho Superior do Ministério Público do Estado do Espírito Santo pela posse dos membros eleitos, Senhores José Marçal de Ataíde Assi, Fábio Vello Corrêa, Ananias Ribeiro de Oliveira, Evaldo de Souza e Célia Lúcia Vaz de Araújo. 1122/2010, que acaba de ser lido. REQUERIMENTO N.º 1123/2010, da Deputada Janete de Sá, de voto de congratulações com o Senhor Luiz Carlos Mendes de Almeida, presidente do Projeto Bom de Bola, pela abertura da 16ª Copa Comunitária Bom de Bola de Areia, realizada na sede esportiva da Associação Bom de Bola - Guarapari. 1123/2010, que acaba de ser lido. Findo o tempo destinado ao Pequeno Expediente, passa-se à fase das Comunicações. O SR. EUCLÉRIO SAMPAIO Senhor Presidente, pela ordem! Recorro do despacho de V. Ex.ª, proferido durante o Pequeno Expediente desta sessão, aos Projetos de Lei n. os 163/2010 e 164/2010, de minha autoria, para o Plenário.

90 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 ALVARES) Defiro o pedido de recurso. À Comissão de Justiça para oferecer parecer sobre o recurso. Concedo a palavra ao Senhor Deputado Atayde Armani. O SR. ATAYDE ARMANI Senhor Presidente, declino. ALVARES) Tendo S. Ex.ª declinado, concedo a palavra ao Senhor Deputado Euclério Sampaio. O SR. EUCLÉRIO SAMPAIO (Sem revisão do orador) Senhor Presidente, Senhoras Deputadas, Senhores Deputados, servidores desta Casa, profissionais de imprensa, telespectadores da TV Assembleia, boa-tarde. Assomamos a esta tribuna na tarde de hoje para falar sobre os 11,98%. Pensamos muito em não falar sobre esse assunto, mas não é por causa de um servidor desta Casa que pararemos a luta em favor dos demais. Sabemos que os 11,98% já estão incluídos na folha de pagamento dos funcionários desta Casa, mas a dívida referente ao retroativo será transformada em precatório e não concordamos com isso, porque se trata de salário. Portanto, salário é alimento, e alimento é vida. Esta Mesa é composta por três partidos. Se olharmos para um passado recente veremos que esses partidos sempre lutaram pelos direitos dos trabalhadores, principalmente o PT e o PDT. Em um momento como esse, uma dívida de natureza alimentar não poderá ser transformada em precatório, pois dificilmente os servidores o receberão. Pensamos se falaríamos ou não sobre esse assunto por causa de um servidor irresponsável, que tenta macular o nome dos trinta deputados desta Casa. Daremos nome aos bois: falamos do Senhor José Marques Cosme, Zé Precão. Se esse funcionário quiser ser candidato a deputado estadual, que seja; mas que respeite os deputados desta Casa. Não é por causa desse servidor que deixaremos de falar, sempre que formos solicitado, dos direitos dos trabalhadores deste Parlamento. Pensamos bem e pedimos à Mesa Diretora que analise novamente esse tema, que faça a suplementação, ou que coloque no orçamento deste Poder o valor referente a essa dívida nem que seja de forma parcelada para o próximo ano. Estamos em ano eleitoral, mas é preciso que se estude uma situação menos dolorosa para os servidores desta Casa, que não a dívida ser transformada em precatório, porque será o mesmo que negar o pagamento dos atrasados aos servidores. Os funcionários, a que nos referimos, dignificam o trabalho deste Poder, dão sustentação ao nosso mandato e, portanto, nada mais justo que recebam os atrasados referentes aos 11,98%. Contamos com o apoio de todas as Senhoras Deputadas e de todos os Senhores Deputados deste Poder Legislativo, porque os servidores fazem jus ao pagamento do retroativo referente aos 11,98%. Temos certeza de que os membros da Mesa Diretora - composta pelo DEM, PDT e PT pensarão melhor sobre essa verba que, no nosso entendimento, é de natureza alimentar, pois se trata de salário e ela não deve ser transformada em precatório. Senhor Deputado Paulo Roberto, é necessária uma negociação com os servidores da Assembleia Legislativa para parcelarem a dívida resultante dos 11,98%, porque o nefasto instituto do precatório não deve ser a solução para o problema. Com todo o respeito, essa é uma maneira de se dar calote aos servidores desta Casa. Estados que não pagavam precatórios há décadas, agora terão anos para parcelar o valor. Senhor Presidente, é de forma respeitosa que fazemos esse registro em favor dos servidores porque dignificam os trabalhos realizados nesta Casa de Leis, e nada mais justo que recebam com dignidade aquilo a que têm direito. (Muito bem!) ALVARES) Reitero o convite que realizei há pouco, extensivo a todos os funcionários desta Casa, para a apresentação pública do novo setor de Comunicação da Assembleia Legislativa que acontecerá hoje, às 18h30min, no pilotis desta Casa de Leis. Os Senhores Deputados terão a oportunidade de constatar os avanços realizados na área da TV Assembleia e no setor de Comunicação. Concedo a palavra ao Senhor Deputado Paulo Roberto, Líder do Governo. (Comparece o Senhor Deputado Sérgio Borges) O SR. PAULO ROBERTO (Sem revisão do orador) Senhor Presidente, Senhoras Deputadas, Senhores Deputados, público que nos assiste por meio da TV Assembleia e nas galerias desta Casa, comunicamos à sociedade capixaba que o Conselho Estadual de Recursos Hídricos aprovou, na plenária realizada na terça-feira da semana passada, por unanimidade - Senhores Deputados Giulianno dos Anjos e Luciano Pereira - a criação do Comitê da Bacia do Rio São Mateus. Este fato é um ganho muito grande porque naquela região temos muitas riquezas, tais como o granito, o petróleo, a fruticultura e o café. Senhor Deputado Luciano Pereira, não temos dúvida de que a maior riqueza que temos na região Norte do Estado do Espírito Santo, acima do Rio Doce, é o querido Rio São Mateus que banha vários municípios, contribuindo certamente para alavancar o desenvolvimento de todos aqueles municípios. Senhores Deputado Giulianno dos Anjos, Luciano Pereira, e demais Parlamentares da região Norte do Estado do Espírito Santo, aguardamos que o Governador Paulo Hartung assine decreto instituindo

91 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo o Comitê da Bacia do Rio São Mateus, para agendarmos audiência pública na região Norte do Estado, e instituirmos um comitê com pessoas interessadas na preservação do Rio São Mateus, cuidando daquela riqueza importantíssima para o futuro de nossa região. Não temos dúvida de que poderemos contar não somente com os Deputados, mas também com os prefeitos e lideranças políticas e sociais, principalmente com as lideranças políticas ligadas às questões ambientais da região, no sentido de fazermos um grande trabalho de preservação como está sendo feito com o rio Doce. Não temos dúvida de que teremos condições de fazer um bom trabalho para recuperar e preservar o rio São Mateus. O Sr. Luciano Pereira Parabenizamos V. Ex.ª pelo pronunciamento. No Município de Mantenópolis tivemos a felicidade de acompanhar o Governador Paulo Hartung na entrega de recursos aos produtores rurais, àqueles que preservam nossas nascentes e a bacia do rio São José. O IEMA está fazendo um estudo de nossas nascentes e pedimos à Secretaria de Estado de Meio Ambiente, na pessoa da Secretária Maria da Gloria Brito Abaurre, nossa amiga Glorinha, que faça o mesmo com relação à bacia do rio São Francisco e à do rio São Mateus, com o objetivo de incentivar e conscientizar pequenos produtores a preservarem nossas nascentes, nossa riqueza hídrica e o meio ambiente. Com certeza, a nossa região será preservada com o apoio do Governo do Estado. O SR. PAULO ROBERTO Obrigado, Deputado Luciano Pereira. Apenas para reforçar o aparte de V. Ex.ª, foi a partir da criação do Comitê das Águas que se justificou a liberação de recursos do Fundágua, por meio do IEMA, aos produtores rurais que preservam nossas nascentes, os chamados produtores de água, mencionado por V. Ex.ª. Senhor Presidente, aproveitamos para anunciar - já foi dito pela imprensa, mas poucos falaram sobre o assunto - que a Secretaria de Estado da Justiça acabou de entregar o segundo módulo do Centro de Detenção Provisória - CDP, do Município de Viana, acabando de vez com a famigerada e a famosa Cascuvi, Casa de Custódia de Viana, que realmente envergonhava a todos. Não era um local adequado para o funcionamento de um órgão do sistema prisional. Graças a Deus, com o esforço do Governo do Estado e da empresa que construiu os módulos num prazo recorde entregamos os dois módulos do Centro de Detenção Provisória - CPDs, do Município de Viana, para abrigar os presos, pois a Cascuvi, Casa de Custódia de Viana, não servia mais como abrigo dos detentos provisórios daquela região. Estamos com poucas delegacias ocupadas com um contingente significativo de detentos, mas se Deus quiser, no início do segundo semestre, esse problema dos DPJs será resolvido, levando tranquilidade à sociedade, mas também mostrando que este Governo se preocupa com os direitos humanos ao resolver esse problema crônico do sistema prisional. Recebemos com muita alegria a notícia de conclusão das obras do Centro de Detenção Provisória - CDP, do Município de Viana, que acabará de vez com aquela vergonha da Cascuvi, da Casa de Custódia de Viana, eliminado mais um passivo importantíssimo do sistema prisional. (Muito bem!) (Comparece o Senhor Deputado Rodrigo Chamoun) ALVARES) Concedo a palavra ao Senhor Deputado Claudio Vereza. O SR. CLAUDIO VEREZA (Sem revisão do orador) Senhor Presidente e Senhores Deputados, pela primeira vez não registro a presença de nenhuma Deputada. Primeiramente saudamos os manifestantes que estão em frente à Assembleia Legislativa num ato contra a homofobia. É o Grupo de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, conhecido pela sigla LGBT. O Dia Internacional de Combate à Homofobia este ano foi comemorado com maior ênfase em Brasília, por isso estão comemorando hoje, em frente à Assembleia Legislativa, esse ato de Combate à Homofobia. Assinamos uma indicação ao Governo do Estado, a exemplo do que já existe em nível nacional e na Prefeitura de Vitória, no sentido de iniciar a implantação de um plano estadual de combate à homofobia e à violência praticada contra esse segmento da sociedade com políticas públicas e que se crie um Conselho Estadual que defina ações que possam ser implementadas pelo Governo para a redução da violência, garantindo direitos a essas pessoas. Está presente o Vereador pelo Município de Nova Venécia, Senhor Moacyr Sélia Filho, mais conhecido como Moa, e diversos militantes da causa no Estado. Saudamo-los, pois merecem atenção e respeito de todos nós como cidadãos e cidadãs, pelas pessoas humanas que são. No Brasil, em 2009, a cada dois dias um homossexual foi morto. Em 2010 já foram documentados trinta e quatro homicídios. É uma violência inaceitável e temos que a repudiar. Deixamos a nossa solidariedade a esses companheiros e companheiras que se encontram em frente à Assembleia Legislativa participando de uma manifestação. Congratulamo-nos também com o Laboratório da Escola Agrotécnica Federal de

92 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Itapina, considerado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa como o melhor laboratório agropecuário da América Latina. Ele participou de um concurso do qual participaram laboratórios da Argentina e do Uruguai e foi considerado o melhor entre todos os pesquisados, o que é um orgulho para nós capixabas. O laboratório da EAFI desenvolve análises químicas importantíssimas do solo e contribui não apenas orientando seus alunos que aprendem e se capacitam para atuar junto aos agricultores na correção das deficiências do solo detectadas nas análises, mas também orientam os agricultores de Itapina que recorrem às suas pesquisas de análise do solo. Parabéns ao Estado do Espírito Santo por essa conquista. Parabéns à direção do Laboratório da Escola Agrotécnica Federal de Itapina, distrito do Município de Colatina. Congratulamo-nos ainda com a Via Campesina, que na quarta-feira, na quinta-feira e na sexta-feira passada fez manifestações e participou de audiências com órgãos e representantes do Poder Público. Pudemos participar de uma demorada, longa e detalhada audiência com o Senhor Paulo Hartung, Governador do Estado. A Via Campesina no Estado do Espírito Santo é integrada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST, pelo Movimento dos Pequenos Agricultores - MPA, pela Comissão Pastoral da Terra - CPT, pela Juventude Rural, pela Regional das Associações dos Centros Familiares de Formação em Alternância do Espírito Santo Raceffaes, e pela Associação de Programas em Tecnologias Alternativas - APTA. Da pauta apresentada e debatida com S. Ex.ª, durante três horas, de grande importância para a agricultura familiar de nosso Estado, constou a discussão de linha de crédito para a agroindústria e de questões ligadas à área educacional voltadas ao trabalhador do campo. Congratulamo-nos com essa Jornada de Lutas da Via Campesina, que está de parabéns por apresentar ao povo da Grande Vitória e às autoridades suas demandas. (Muito bem!) (Comparece o Senhor Deputado Vandinho Leite) O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Concedo a palavra ao Senhor Deputado Doutor Wolmar Campostrini. O SR. DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI - (Com revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, saudamos a Mesa, todos os Deputados presentes, os funcionários desta Casa de Leis, os que nos assistem na galeria e por meio da TV Assembleia. Gostaria de fazer um pronunciamento referente ao dia 28 de maio, sexta-feira próxima passada. Foi o Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna. O Brasil tem diminuído o percentual de mortalidade materna, através do maior acesso da população à assistência médica e às políticas públicas relacionadas à maior orientação, quebra de tabus e facilidade na aquisição de contraceptivos. Mas ainda estamos engatinhando no que diz respeito à saúde da mulher. Diferente dos homens, nós homens; as mulheres são mais conscientes e cuidam mais de sua saúde, porém muitos exames e tratamentos são caros. A maior parte das unidades públicas de saúde está aquém do que a população realmente precisa. Como representante do capixaba nesta Assembleia, consegui muitas emendas orçamentárias para hospitais e unidades de saúde em vários de nossos municípios. Como médico, especialista em ginecologia e obstetrícia, desenvolvo um trabalho com a população carente e vejo de perto a angústia e necessidade de mulheres que infelizmente, não possuem condição de se preparar corretamente para ser mãe e muito menos ter um parto com estrutura adequada. Para esclarecer, a morte materna é a morte de uma mulher durante a gestação ou dentro de um período de quarenta e dois dias após o término da gestação, independente da duração ou da localização da gravidez, devida a qualquer causa relacionada com ou agravada pela gravidez ou por medidas em relacionadas a ela. A taxa de morte materna no Brasil, ainda é considerada alta, de acordo com a taxa descrita pela Organização Mundial de Saúde equivale ao mesmo percentual de países como Argentina, Colômbia, Venezuela, México, Jamaica, a Tailândia, Turquia, que é entre cinqüenta e cento e quarenta e nove por cem mil nascidos vivos. Há uma estreita relação entre a causa da morte materna e o desenvolvimento social, econômico e cultural da região avaliada pela Organização Mundial de Saúde. Quanto menor o grau de desenvolvimento da região, maior é a participação das síndromes hipertensivas, hemorrágicas e infecciosas para a morte materna. À medida que a região se desenvolve, essas causas têm a tendência de diminuir progressivamente. As síndromes hipertensivas, hemorrágicas e infecciosas, de uma maneira geral, são responsáveis pela metade de todas as mortes maternas do mundo. O risco de uma gestante falecer pode ser constatado mesmo antes da própria gestação. Pacientes de baixo nível social, que não foram assistidas por um programa de planejamento familiar e/ou pré-natal, portanto, sem nenhuma assistência médica.perdem, assim a oportunidade da detecção, orientação e correção de patologias preexistentes.

93 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo Não resta dúvida que a qualidade e a abrangência da assistência obstétrica e neonatal oferecidas à população, são as principais responsáveis pela diminuição ou aumento destas taxas. Em tempo, é necessário partir do princípio em ter acima de tudo, um bom planejamento familiar. No ano passado, indiquei ao Governo do Estado, que instituísse a disciplina de Educação Sexual e Planejamento Familiar no currículo escolar das Escolas Estaduais. No que diz respeito à saúde da mulher, sou autor da lei que torna obrigatória a fixação de avisos em clínicas de bronzeamento artificial situadas no Estado do Espírito Santo, dizendo da real necessidade de orientação quanto a câncer de pele nessas pacientes que assim usufruem desse benefício. Portanto, é preciso cuidar daquele que tem, acima de tudo, o dom da multiplicação, o dom da vida. Faz-se necessária também especial atenção à gestação de alto risco, criando ambulatórios de especialidade que possam suprir essa lacuna no atendimento. A morte materna é um grave problema de saúde pública. Gostaríamos também de falar hoje, neste pouquinho tempo que nos restam, sobre a comemoração do Dia Mundial sem Tabaco. Fumar está fora de moda e é uma atitude nada inteligente. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Concedo a palavra ao Senhor Deputado Luciano Pereira. O SR. LUCIANO PEREIRA Senhor Presidente, declino. O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Tendo S. Ex.ª declinado, concedo a palavra ao Senhor Deputado Marcelo Santos. (Comparece o Senhor Deputado Givaldo Vieira e retira-se momentaneamente o Senhor Deputado Theodorico Ferraço) O SR. MARCELO SANTOS (Sem revisão do orador) Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, assomamos a esta tribuna para nos manifestar sobre as ações realizadas no Município de Cariacica. Algumas vezes já nos pronunciamos sobre alguns temas, e agora, de forma conjunta, faremos esse registro. Cumprimentamos o Senhor Manoel Raimundo, presidente da Associação dos Moradores do Bairro Vila Isabel, Cariacica, e o parabenizamos pelo grande movimento que fez na discussão da construção da Rodovia Leste/Oeste, que corta o seu bairro. A construção da Rodovia Leste/Oeste está causando alguns transtornos, como qualquer obra, e o Senhor Manoel Raimundo, presidente da Associação de Moradores de Vila Isabel, acabou promovendo uma grande discussão, que contou com o apoio de mais de quatrocentos moradores da região e com a representação de várias entidades, entre elas o Iema, a Famopes, a Famoc e diversas lideranças comunitárias e religiosas. Em razão das fortes chuvas, várias casas ficaram alagadas no trecho do Bairro Vila Isabel que é cortado pela Rodovia Leste /Oeste. O Governo do Estado estuda uma forma de isso não mais acontecer ou uma forma de diminuir esses impactos, e nos afirmou que nenhum morador sairá prejudicado com a execução da obra. Nós, como Presidente da Comissão de Infraestrutura, estávamos presentes na discussão, garantindo aos moradores e às lideranças que estaremos do lado deles, defendendo aquela importante obra - sonho que perseguimos durantes anos para que se tornasse realidade -, mas também tentando garantir o direito dos cidadãos que moram às margens dessa rodovia. Também estivemos presente numa reunião na Região da Grande Piranema, que contou com a participação da Adesp Associação de Desenvolvimento do Bairro Piranema, cujo presidente é o Senhor Guido; da Senhora Marília, liderança comunitária local; dos Senhores Romildo e Jairo; da Senhora Sueli, Presidente da associação das Bandas de Congo de Cariacica e de diversas lideranças, para estudar a possibilidade de regularização fundiária, buscada ao longo de muitos anos por meio do poder público local e da Santa Casa- proprietária do terreno. A Comissão de Infraestrutura apoia a discussão e já estamos na segunda edição de reuniões na Região da Grande Piranema, que conta com a participação efetiva dos moradores. A necessidade é de todos! No último sábado estivemos em Nova Rosa da Penha, com os moradores de Nova Rosa da Penha II, para auxiliar na implantação de uma grande associação, já constituída, e com alguns gargalos a enfrentar. É uma associação que tem uma visão social muito importante e legal, que trabalha, juntamente com os moradores, para melhorar as moradias. Uma associação desenvolvimentista que visa melhorar as moradias, a começar pela região da Grande Nova Rosa da Penha II. Portanto, quinhentas e oitenta e três pessoas estavam presentes e assinaram o livro de presença. Essas pessoas querem melhorar a qualidade de vida, a começar pelas suas casas. E uma associação de cunho social, com tanta manifestação das pessoas, não tem chance de dar errado. Participamos efetivamente das discussões da nossa cidade e sempre perguntamos o que ela precisa. As respostas vêm em forma de parcerias com o Governo do Estado, que tem levado para a nossa cidade de Cariacica recursos - desde 2003 até hoje -

94 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 que ultrapassam o valor de um bilhão de reais. (Muito bem!) ALVARES) Concedo a palavra ao Senhor Deputado Theodorico Ferraço. (Pausa) Ausente. Senhores Deputados, hoje, às 18h30, no pilotis desta Casa, teremos oportunidade de participar da apresentação pública do novo setor de Comunicação da Assembleia Legislativa. Entregaremos a TV/Web; o novo site; a Rádio Assembleia; o novo Studio; a nova grade de programação; a reforma do espaço e também os equipamentos novos, principalmente as câmeras que nos ajudarão na cobertura das sessões plenárias e reportagens externas. Reiteramos o convite aos Senhores Deputados: compareçam a esse evento, pois é uma maneira de prestigiar a nossa equipe que trabalha na área da Comunicação desta Casa. O convite é extensivo a todos os funcionários da Assembléia, porque somos parte integrante de um grupo que trabalha em favor deste Poder. Findo o tempo destinado à fase das Comunicações, passa-se à ORDEM DO DIA: Discussão única, nos termos do art. 66, 6º, da Constituição Estadual, do veto total aposto ao Projeto de Lei n.º 359/2008, do Deputado Marcelo Santos, que obriga os estabelecimentos que comercializem medicamentos no Estado a possuírem um exemplar disponível, contendo a listagem, em Braile, dos medicamentos genéricos comercializados. Publicado no DPL do dia 21/11/2008. Mensagem de veto n.º 74/2010, publicada no DPL do dia 04/05/2010. Parecer n.º 221/2010, da Comissão de Justiça, pela manutenção do veto total. Veto vencido em 30/05/2010. Votação da redação final do Projeto de Lei n.º 281/2006, do Deputado Marcelo Santos, que dispõe sobre a concessão de isenção da taxa de licenciamento para os veículos de propriedade de portador de deficiência física. Publicado no DPL do dia 27/09/2006. Parecer n.º 175/2010, da Comissão de Justiça, pela aprovação, publicado no DPL do dia 27/05/2010. Votação adiada, com discussão única encerrada, em regime de urgência, do Projeto de Lei n.º 140/2010, da Deputada Janete de Sá, que garante ao consumidor o direito de saber o valor dos tributos embutidos no preço do produto ou serviço. Publicado no DPL do dia 21/05/2010. Pareceres orais da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade; da Comissão de Defesa do Consumidor e da Comissão de Finanças, ambos pela aprovação. Votação adiada, com discussão única encerrada, em regime de urgência, do Projeto de Lei Complementar n.º 18/2010, oriundo da Mensagem Governamental n.º 85/2010, que revoga o parágrafo único do artigo 4º da Lei Complementar n.º 149, de maio de 1999, que cuida da desativação da FAFABES, da transferência para UFES dos seus bens e direitos, assim como da cessão dos servidores integrantes de seu quadro de pessoal para a SEDU. Publicado no DPL do dia 20/05/2010. Pareceres orais da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e da Comissão de Finanças, pela aprovação. Na Comissão de Infraestrutura, não houve quorum para deliberação da matéria. Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei n.º 113/2010, do Deputado Givaldo Vieira, que proíbe os estabelecimentos comerciais localizados no Estado cobrarem, nos pagamentos não parcelados efetuados via cartão de crédito, preços diversos daqueles cobrados para os pagamentos à vista em dinheiro ou cheque. Publicado no DPL do dia 11/05/2010. Na Comissão de Justiça, o Deputado Doutor Wolmar Campostrini se prevaleceu do prazo regimental para relatar a matéria na Sessão Ordinária do dia 26/05/2010. (Prazo até o dia 02/06/2010). (COMISSÕES DE JUSTIÇA, DE DEFESA DO CONSUMIDOR E DE FINANÇAS). Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei n.º 143/2010, oriundo da Mensagem Governamental n.º 79/2010, que autoriza o Poder Executivo a doar área devoluta ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA, situada no lugar denominado Trinta de Maio, Distrito de Vinhático, Município de Montanha. Publicado no DPL do dia 18/05/2010. (COMISSÕES DE JUSTIÇA, DE AGRICULTURA E DE FINANÇAS). Votação adiada, com discussão única encerrada, do Projeto de Decreto Legislativo n.º 32/2010, que aprova as contas do Tribunal de Contas do Estado, relativas ao exercício de Parecer n.º 02/2010, da Comissão de Finanças, pela aprovação, publicado no DPL do dia 20/05/2010. Votação adiada, com discussão única encerrada, do Projeto de Lei n.º 490/2008, do Deputado Euclério Sampaio, que torna obrigatório às empresas que fabricam e comercializam bebidas alcoólicas no Estado, de incluírem nos rótulos fotografias de veículos em colisão e estatística de acidentes de trânsito. Publicado no DPL do dia 17/12/2008. Pareceres n.º s 57/2009, da Comissão de Justiça, pela constitucionalidade e legalidade; 19/2010, da Comissão de Defesa do Consumidor, 41/2009, da Comissão de Saúde, 07/2009, da Comissão de Segurança e 03/2010, da Comissão de Finanças, todos pela aprovação, publicados no DPL do dia 20/05/2010.

95 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo Votação adiada, com discussão prévia encerrada, do Projeto de Lei n.º 708/2009, da Deputada Aparecida Denadai, que dispõe sobre a instalação de divisórias individuais entre os caixas e o espaço reservado para os consumidores que aguardam atendimento nas Agências e Postos de Serviços Bancários do Estado. Publicado no DPL do dia 04/02/2010. Parecer n.º 132/2010, da Comissão de Justiça, pela inconstitucionalidade e ilegalidade, publicado no DPL do dia 10/05/2010. Votação adiada, com discussão prévia encerrada, do Projeto de Lei n.º 712/2009, da Deputada Aparecida Denadai, que dispõe sobre a responsabilidade das empresas pela higienização dos uniformes usados por seus empregados no Estado. Publicado no DPL do dia 04/02/2010. Parecer n.º 117/2010, da Comissão de Justiça, pela inconstitucionalidade, publicado no DPL do dia 12/05/2010. Discussão prévia do Projeto de Lei n.º 551/2009, da Deputada Aparecida Denadai, que proíbe a cobrança de qualquer valor que se refira à utilização de televisores ou refrigeradores em quartos particulares ou suítes de clínicas e hospitais. Publicado no DPL do dia 22/01/2010. Parecer n.º 188/2010, da Comissão de Justiça, pela inconstitucionalidade, publicado no DPL do dia 27/05/2010. Discussão prévia do Projeto de Lei n.º 567/2009, do Deputado Marcelo Santos, que institui a Política Estadual de Incentivo ao Transporte por bicicletas, na forma que especifica. Publicado no DPL do dia 25/01/2010. Parecer n.º 182/2010, da Comissão de Justiça, pela ilegalidade e inconstitucionalidade, publicado no DPL do dia 27/05/2010. Discussão prévia do Projeto de Lei n.º 571/2009, da Deputada Aparecida Denadai, que proíbe aos restaurantes, aos bares, às casas noturnas e aos estabelecimentos congêneres a prática da obrigatoriedade de consumação mínima. Publicado no DPL do dia 25/01/2010. Parecer n.º 187/2010, da Comissão de Justiça, pela inconstitucionalidade, publicado no DPL do dia 27/05/2010. Discussão prévia do Projeto de Lei n.º 600/2009, da Deputada Luzia Toledo, que dispõe sobre a Campanha de Incentivo à Doação de Leite Materno no âmbito do Estado e dá outras providências. Publicado no DPL do dia 14/12/2009. Parecer n.º 195/2010, da Comissão de Justiça, pela inconstitucionalidade, publicado no DPL do dia 27/05/2010. Discussão prévia do Projeto de Lei n.º 657/2009, do Deputado Da Vitória, que dispõe sobre medidas contra a prática de trotes telefônicos dirigidos aos órgãos que especifica. Publicado no DPL do dia 04/02/2010. Parecer n.º 197/2010, da Comissão de Justiça, pela inconstitucionalidade e ilegalidade, publicado no DPL do dia 27/05/2010. Discussão prévia do Projeto de Lei n.º 662/2009, do Deputado Da Vitória, que altera o inciso II do artigo 1º da Lei n.º 5.199, de , que estabelece sanções à pessoa natural ou jurídica que pratique assédio, coação, violência e discriminação contra mulheres, e dá outras providências. Publicado no DPL do dia 03/02/2010. Parecer n.º 165/2010, da Comissão de Justiça, pela inconstitucionalidade e ilegalidade, publicado no DPL do dia 27/05/2010. Discussão prévia do Projeto de Lei n.º 673/2009, do Deputado Da Vitória, que acrescenta parágrafo 2º ao artigo 1º da Lei n.º 5.646, de , que dispõe sobre as propagandas do Governo do Estado do Espírito Santo e a sua adequação aos portadores de deficiência auditiva. Publicado no DPL do dia 03/02/2010. Parecer n.º 168/2010, da Comissão de Justiça, pela inconstitucionalidade e ilegalidade, publicado no DPL do dia 27/05/2010. Discussão prévia do Projeto de Lei n.º 675/2009, do Deputado Da Vitória, que altera o parágrafo único do artigo 1º da Lei n.º 4.962, de , que dispõe sobre a obrigatoriedade da indústria em fixar, em local visível, placa com as informações: Objeto de fabricação; Substância usada; Indicação da forma de prevenção de acidentes ecológicos. Publicado no DPL do dia 03/02/2010. Parecer n.º 176/2010, da Comissão de Justiça, pela inconstitucionalidade e ilegalidade, publicado no DPL do dia 27/05/2010. Discussão prévia do Projeto de Lei n.º 687/2009, do Deputado Da Vitória, que acrescenta parágrafo único ao artigo 1º da Lei n.º 4.132, de , que proíbe a comercialização e a utilização em todo o território do Espírito Santo, de "Sprays" que contenham clorofluorcarbono (CFC). Publicado no DPL do dia 03/02/2010. Parecer n.º 166/2010, da Comissão de Justiça, pela ilegalidade e inconstitucionalidade, publicado no DPL do dia 27/05/2010. Discussão prévia do Projeto de Lei n.º 16/2010, do Deputado Euclério Sampaio, que dispõe sobre a obrigatoriedade dos cartórios disponibilizarem, via internet, informações sobre todos os imóveis por ele registrados e dá outras providências. Publicado no DPL do dia 23/02/2010. Parecer n.º 179/2010, da Comissão de Justiça, pela inconstitucionalidade e ilegalidade, publicado no DPL do dia 27/05/2010.

96 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Discussão prévia do Projeto de Lei n.º 53/2010, do Deputado Luciano Pereira, que proíbe jogar lixo no chão, em área urbana, no Estado. Publicado no DPL do dia 16/03/2010. Parecer n.º 181/2010, da Comissão de Justiça, pela inconstitucionalidade, publicado no DPL do dia 27/05/2010. Discussão prévia do Projeto de Lei n.º 62/2010, do Deputado Claudio Vereza, que determina que os técnicos em prótese dentária, estabelecidos no Estado do Espírito Santo, fixem em seus laboratórios informação ao consumidor, quanto à proibição de realizarem quaisquer procedimentos odontológicos clínicos ou cirúrgicos. Publicado no DPL do dia 26/03/2010. Parecer n.º 185/2010, da Comissão de Justiça, pela inconstitucionalidade e ilegalidade, publicado no DPL do dia 27/05/2010. Discussão especial, em 3.ª sessão, do Projeto de Resolução n.º 18/2009, do Deputado Marcelo Santos, que altera a alínea g do inciso I do artigo 23 e o 3º do artigo 187, ambos da Resolução n.º de 15/07/ Regimento Interno. Publicado no DPL do dia 22/09/2009. (Em anexo, por se tratar de matéria correlata, Projeto de Resolução n.º 05/2010, de autoria da Deputada Aparecida Denadai, publicado no DPL do dia 11/05/2010). Discussão especial, em 2.ª sessão, da Proposta de Emenda Constitucional n.º 01/2010, do Deputado Euclério Sampaio e outros, que inclui o 8º ao art. 244 da Constituição Estadual, que trata da política e as ações de saneamento básico do Estado. Publicada no DPL do dia 23/02/2010. Discussão especial, em 1.ª sessão, do Projeto de Decreto Legislativo n.º 09/2010, da Deputada Luzia Toledo, que concede Título de Cidadania Espírito-Santense ao Dr. Nabih Amin El Aouar. Publicado no DPL do dia 14/05/2010. Discussão especial, em 1.ª sessão, do Projeto de Lei n.º 129/2010, do Deputado Doutor Wolmar Campostrini, que estabelece a obrigatoriedade de instalação de gerador de energia elétrica próprio em casas de shows, boates e eventos públicos. Publicado no DPL do dia 14/05/2010. ALVARES) - Discussão única, nos termos do art. 66, 6.º, da Constituição Estadual, do veto total aposto ao Projeto de Lei n.º 359/2008. Em discussão. (Pausa) Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. Em votação. O SR. PAULO ROBERTO Senhor Presidente, pela ordem! Na qualidade de Líder do Governo, peço a palavra para encaminhar votação. ALVARES) Concedo a palavra ao Senhor Deputado Paulo Roberto. O SR. PAULO ROBERTO (Sem revisão do orador) Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, o Líder do Governo encaminha pela manutenção do veto, ou seja, pelo voto SIM. (Muito bem!) ALVARES) - Peço a atenção dos Senhores Deputados que estão nos gabinetes ou nas imediações e solicito que compareçam ao Plenário, pois votaremos o primeiro veto da pauta e para tal é necessário quorum qualificado. (Pausa) Em votação o veto total aposto ao Projeto de Lei n.º 359/2008. A presente matéria exige votação nominal, que será realizada utilizando-se o painel eletrônico. Os Senhores Deputados que forem favoráveis ao veto votarão SIM; os que forem contrários votarão NÃO. Solicito aos Senhores Deputados que registrem o voto nos terminais eletrônicos. (Pausa) (Procede-se ao registro dos votos) (De acordo com o registrado no painel eletrônico, retiram-se os Senhores Deputados Cacau Lorenzoni, César Colnago, Aparecida Denadai, Da Vitória, Doutor Hércules, Luiz Carlos Moreira, Marcelo Coelho, Reginaldo Almeida, Vandinho Leite e Theodorico Ferraço) ALVARES) Senhores Deputados, votaram SIM treze Senhores Parlamentares; votaram NÃO dois Senhores Deputados, e uma abstenção do Presidente, regimentalmente impedido de votar. Não há quorum para votação, pelo que fica adiada. Na forma do art º, da Constituição Estadual, ficam sobrestadas as demais proposições constantes da pauta. (Retiram-se momentaneamente os Senhores Deputados Euclério Sampaio, Dary Pagung e Doutor Rafael Favatto)

97 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo Passa-se à fase do Grande Expediente, dividido em duas partes: Lideranças Partidárias e Oradores Inscritos. Concedo a palavra à Líder do PMN, Senhora Deputada Janete de Sá. (Pausa) Ausente, concedo-a ao Líder do PR, Senhor Deputado Doutor Rafael Favatto. (Pausa) Ausente, concedo-a ao Líder do PP, Senhor Deputado Cacau Lorenzoni. (Pausa) Ausente, concedo-a ao Líder do PRP, Senhor Deputado Dary Pagung. (Pausa) Ausente, concedo-a ao Líder do PSDB, Senhor Deputado César Colnago. (Pausa) Ausente, concedo-a ao Líder do PSC, Senhor Deputado Reginaldo Almeida. (Pausa) Ausente, concedo-a ao Líder do PTdoB, Senhor Deputado Wanildo Sarnáglia. (Pausa) O SR. WANILDO SARNÁGLIA Senhor Presidente, declino. O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) Tendo S. Ex.ª declinado, concedo a palavra ao Líder do Governo, Senhor Deputado Paulo Roberto. O SR. PAULO ROBERTO - Senhor Presidente, declino. O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Tendo S. Ex.ª declinado, concedo a palavra ao Senhor Deputado Theodorico Ferraço, orador inscrito. (Pausa) Ausente, concedo-a ao Senhor Deputado Paulo Roberto, orador inscrito. O SR. PAULO ROBERTO - Senhor Presidente, declino. O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) - Tendo S. Ex.ª declinado, concedo a palavra ao Senhor Deputado Euclério Sampaio, orador inscrito. (Pausa) Ausente, concedo-a ao Senhor Deputado Rodrigo Chamoun, orador inscrito. (Comparece a Senhora Deputada Janete de Sá) O SR. RODRIGO CHAMOUN (Sem revisão do orador) Boa tarde, Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados. Não poderíamos deixar de repercutir três grandes acontecimentos ocorridos na semana passada. O primeiro foi em Venda Nova do Imigrante, outro em Guarapari, relacionados ao ensino técnico, à grande qualidade do IFES que é o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo que se tornou realidade no Município de Venda Nova do Imigrante e no Município de Guarapari, ou seja, essas duas cidades receberam uma unidade do IFES, antiga Escola Técnica Federal que se transformou depois no Cefetes e agora é o IFES. Estivemos com o Governador do Estado, Senhor Paulo Hartung, com o vice-governador Ricardo Ferraço, com o Ministro da Educação, Senhor Fernando Haddad, com deputados estaduais, com o Senador Renato Casagrande e grande parte da Bancada Federal. Esses acontecimentos foram fundamentais para darmos oportunidades de crescimento pessoal, educacional e profissional aos alunos e jovens daquelas regiões. O Município de Venda Nova do Imigrante está sediando um empreendimento que atende ao anseio de preparação profissional da juventude de toda a região serrana; e Guarapari recebe um empreendimento que atende ao anseio da juventude de toda a região do Litoral Sul do Espírito Santo composta por: Guarapari, Piúma, Anchieta, Alfredo Chaves, Itapemirim, Iconha, Cidades no entorno de um eixo que será certamente um dos principais eixos do desenvolvimento econômico - não só do Estado - do País. Acreditamos que os próximos dez anos serão marcados pela maior concentração de investimento privado registrado na recente história, a partir dos investimentos que acontecerão em Anchieta, em Presidente Kennedy, em Itapemirim, Cidades que, juntamente com Guarapari, têm na pesca artesanal, na agricultura familiar e no turismo suas principais e tradicionais atividades econômicas. Entretanto, a nossa região entrará agora em uma nova fase na qual a presença da indústria, das atividades de petróleo e gás, das atividades de logística farão parte de nossas vidas. E um dentre os maiores desafios estão as ações para formação de mão de obra para qualificar a população da região, porque uma vez qualificada, ela disputará aqueles postos de trabalho que serão abertos a partir desses empreendimentos. É com muita satisfação que participamos desse momento histórico da inauguração do IFES do Município de Guarapari. O Município de Anchieta sediará também uma escola de preparação profissional, o Senai - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - e o Município de Piúma está sediando um instituto federal ligado à pesca, iniciando e fortificando assim, uma nova estrutura de ensino técnico da mais alta qualidade que tem quase um século de vida que é a antiga Escola Técnica Federal. Ensino de qualidade, gratuito e reconhecido no mercado de trabalho. As empresas olham com bons olhos para os alunos que se formam nessas escolas. Para nós é motivo de muita alegria receber em nossa região tantos investimentos, um novo ciclo da economia na nossa região - o que era motivo de preocupação - sem ter o devido preparo referente à formação de mão-de-obra. Falamos sempre que temos que fazer uma verdadeira operação de guerra para preparar a mãode-obra local e a operação se iniciou com a

98 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 inauguração do IFES e daqui a algum tempo com a inauguração da escola do Senai, em Anchieta. As pessoas ficam apreensivas se esse novo momento ameaçará as atividades econômicas tradicionais como a pesca, o turismo, a agricultura e o comércio. Acreditamos que se não for compreendida e planejada com profissionalismo e responsabilidade esse novo momento ameaçaria sim. Mas se tivermos responsabilidade e o Governo fazendo a interlocução com as cidades, com os municípios e com as empresas; os órgãos ambientais olhando com lupa para esses empreendimentos, certamente viveremos um novo momento econômico, mas com o devido e o completo respeito ao meio ambiente e à qualidade de vida da população residente e tradicional dessas regiões. Vemos com muito entusiasmo esse novo momento. Costumamos dizer que nossa população tem vivido de uma atividade econômica à margem do progresso. O turismo decadente e amador não tem gerado os frutos que deveriam, por isso que esse novo momento pode inserir uma atividade turística forte: o turismo de negócios. Esse novo momento poderá gerar mais impostos às prefeituras da região possibilitando que invistam em infraestrutura turística, em qualificação profissional e em um forte calendário de atividades turísticas durante todo o ano e não só no verão, possibilitando assim o fortalecimento do turismo. Vemos com muito entusiasmo esse novo momento, mas também com a devida preocupação. Parabenizamos a condução que o Senhor Edival Petri, prefeito de Anchieta, tem dado por ser o município sede e palco de muitos desses empreendimentos. Temos certeza de que teremos a devida responsabilidade para com o futuro das próximas gerações, colocando a recuperação e a preservação ambiental, a preservação da qualidade de vida e a recuperação da qualidade de vida que se perdeu sobretudo no nosso município de Guarapari, como premissa básica para recebermos essa nova onda de desenvolvimento da nossa região. Agradecemos ao Governo Federal, ao Senhor Presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter aprovado essas duas unidades do IFES no Estado do Espírito Santo, uma em Venda Nova do Imigrante e outra em Guarapari. Agradecemos também ao Senhor Governador Paulo Hartung que foi um grande articulador e colocou recursos também, como foi no caso de Guarapari, onde foi desapropriado um prédio para receber o IFES. A doação desse prédio foi aprovada pela Assembleia Legislativa. O Senhor Senador Renato Casagrande falou no evento de Guarapari em nome da bancada federal e a parabenizamos pelo esforço de todos. Na solenidade de inauguração pudemos ver nos olhos dos jovens que lá estavam, a esperança de estudar gratuitamente em uma boa escola, dedicar o seu empenho e seu entusiasmo para sair de lá com boa profissão, arrumar um bom emprego e um bom lugar ao sol. É com esse espírito de agradecimento que fizemos questão de falar hoje como orador inscrito. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) Concedo a palavra à Senhora Deputada Janete de Sá, oradora inscrita. A SR.ª JANETE DE SÁ Senhor Presidente, declino. O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) Tendo S. Ex.ª declinado, concedo a palavra ao Senhor Deputado Doutor Hércules, orador inscrito. (Pausa) Ausente, concedo-a ao Senhor Deputado Doutor Wolmar Campostrini, orador inscrito. O SR. DOUTOR WOLMAR CAMPOSTRINI (Sem revisão do orador) Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, cumprimentamos os funcionários desta Casa e todos que nos assistem pela TV Assembleia. Falamos há pouco rapidamente sobre a saúde da mulher, um tema que realmente nos fascina. Dia 28 de maio de 2010, sexta-feira passada, foi comemorado o Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna. A mortalidade materna no Brasil tem diminuído muito graças ao acesso da população à assistência médica e às políticas públicas relacionadas à orientação e facilidade na aquisição de contraceptivos. As mulheres ao engravidarem têm que se cuidar porque podem falecer pelo risco de apresentarem algumas doenças, como as síndromes hipertensivas, as doenças de origem renal ou hipertensão de origem idiopática, causas hemorrágicas e infecções.todas elas são causas de morte materna. Essas doenças são facilmente detectadas no pré-natal. Por isso as grávidas têm que fazer um pré-natal bem-feito. Voltamos a esse assunto para concluir que a disciplina do planejamento familiar é muito importante e tem que ser discutida nas nossas escolas da rede pública para que os nossos jovens e adolescentes tenham conhecimento e possam se prevenir de uma gravidez indesejada e se engravidar procurar ter saúde; saber que uma gravidez bem assistida não vai causar nenhum problema à mulher nem a seu filho, diminuindo assim o índice de mortalidade materna e infantil no nosso País, é o nosso objetivo. A gestação de alto risco tem de ter necessária atenção. Precisamos realmente preparar os nossos ambulatórios com especialistas para suprir essa lacuna no atendimento. A morte materna é um grave problema de saúde pública.

99 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo Hoje, 31 de maio de 2010, é o Dia Mundial sem Tabaco, e dia 29 foi o Dia Mundial de Combate ao Fumo. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer estima-se que dos cerca de um bilhão, duzentos e cinquenta milhões fumantes no mundo, mais de trinta milhões são brasileiros. Isso nos chama a atenção. Temos muitos brasileiros com câncer devido ao fumo, ao tabaco. O fumo é responsável por noventa por cento dos casos de câncer de pulmão e está ligado à origem de tumores malignos em oito órgãos: boca, laringe, pâncreas, rins, bexiga, colo do útero e esôfago. Dos seis tipos de câncer com maior índice de mortalidade no Brasil, a metade - pulmão, colo de útero e esôfago - tem o cigarro como um de seus fatores de risco. Portanto, chamamos a atenção da população quanto ao cigarro, porque ele causa além de câncer de pulmão, câncer de colo de útero e de esôfago. Solicitamos especial atenção aos fumantes e lançamos um desafio: passar o restante deste dia sem fumar. Os vencedores deste desafio serão os senhores, porque fumar está fora de moda e é uma atitude nada inteligente. Enfatizamos que esta é a Semana Estadual de Meio Ambiente, que será comemorada em várias regiões do Estado. Devemos alcançar uma qualidade de vida melhor para a atual e as futuras gerações. Inclusive, teremos a realização da Feira do Verde em vários locais. Recebemos um convite do Governo do Estado para a comemoração do Ano Internacional da Biodiversidade e da Semana Estadual do Meio Ambiente, solenidade que acontecerá amanhã, no Palácio Anchieta, no Salão Santiago. Todos estão convidados. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE - (ELCIO ALVARES) Passo a presidência dos trabalhos ao Senhor Deputado Rodrigo Chamoun. (Pausa) O SR. PRESIDENTE (RODRIGO CHAMOUN) Assumo a Presidência neste momento e concedo a palavra ao Senhor Deputado Sérgio Borges, orador inscrito. O SR. SÉRGIO BORGES (Sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, telespectadores, estamos no último dia de recebimento das emendas à LDO. Lembramos aos servidores dos gabinetes dos Deputados que hoje é o último dia de recebimento das emendas na Comissão de Finanças. Sábado, o dia inteiro, participamos do aniversário de emancipação política de São José do Calçado, onde tivemos oportunidade de testemunhar a assinatura do convênio da Sedurb com a prefeitura daquele Município para reforma e ampliação da estação rodoviária, recursos provenientes de emendas parlamentares apresentadas nesta Casa. Também foram recursos de emendas parlamentares a aquisição de três ambulâncias para Airituba, Jacá e São Benedito, distritos de São José do Calçado. Agradecemos ao Governador Paulo Hartung e ao Senhor Anselmo Tozi, Secretário de Estado da Saúde, a construção de uma unidade de pronto atendimento de seiscentos metros quadrados com gabinetes de saúde e odontológicos, com auditórios, com equipamentos de primeira geração para atendimento principalmente das pessoas mais necessitadas do Município de São José do Calçado. Participamos também de uma sessão da Academia Calçadense de Letras, quando foi entregue a duas famílias de saudosos acadêmicos a Comenda Homenagem de Mérito Literário Warley Lobo Teixeira, ex-vereador assassinado covardemente em fevereiro em São José do Calçado. Lembramos que esses crimes não devem ser esquecidos. Estamos acompanhando atentamente o excelente trabalho que o Ministério Público vem fazendo para que os culpados sejam punidos. Não se pode matar impunemente uma pessoa. Esse vereador tinha trinta anos de idade, uma carreira promissora naquele Município e foi assassinado covardemente. Quem matou e quem mandou matar já estão presos e esperamos que a justiça seja feita com os rigores da lei. Participamos, em Guaçuí, com a Deputada Federal Rose de Freitas; com o Senhor Vagner Rodrigues Pereira, Prefeito Municipal de Guaçuí; com o Senhor Faustino Barbosa Lins Filho, presidente da Funasa; com o Senhor Nilton Andrade, superintende da Funasa no Estado do Espírito Santo, da assinatura de convênios de mais de três milhões de reais para construção de redes de esgoto, tratamento e expansão do sistema de tratamento de água daquele Município. Estivemos também em Alegre, na inauguração da reforma do Batalhão da Polícia Militar. Uma solenidade marcante que contou com a presença do Coronel Oberacy Emmerich Júnior; do Coronel Julio Cézar Costa, diretor de Logística da Polícia Militar do Espírito Santo; de todos os comandantes do Sul, quando foi entregue àquela comunidade a sede do batalhão totalmente reformada, com todos os equipamentos da mais alta tecnologia, tudo moderno. Também foi entregue fardamento para os policiais da região. Uma solenidade marcada por emoção. Em Divino de São Lourenço estivemos com o Senhor Miguel Lourenço da Costa, Prefeito Municipal, e todo o secretariado conhecendo a mudança que vem sendo feita por aquela administração. Ficamos muitos satisfeitos e felizes de ver que o Município está entregue em mãos competentes e decentes. Estivemos no Município de Iúna com o Senhor Onofre Rodrigues de Oliveira, conhecido por Onofrinho, chefe do escritório do Incaper; com o Senhor Paulo Henrique Leocádio da Silva, conhecido por Paulinho, Secretário de Transporte e Obras da Prefeitura Municipal.

100 Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Estivemos em Ibatiba com o Vereador Silvio Rodrigues de Oliveira; com o Senhor Jorge Salomão, referência do PMDB naquela região; com o Senhor Luciano Miranda Salgado, presidente do PMDB Jovem Estadual.Em Ibatiba, por meio de nossas emendas, com o apoio do Prefeito Lindon Jonhson Arruda Pereira, destinamos uma ambulância para a Pestalozzi, para o lar que a igreja católica mantém sob comando das Missionárias dos Anjos que cuidam de menores abandonados - trabalho de primeira qualidade, digno de todos os elogios. Temos prazer em ajudar, por meio desse novo processo que vem se consolidando cada dia mais no relacionamento entre Executivo e Legislativo; através dessas emendas parlamentares. Estivemos também no Município de Bom Jesus do Norte visitando o Lar André Luiz que cuida de crianças abandonadas para onde conseguimos alocar recursos para reforma, pintura de toda instituição, reforma da cozinha do restaurante onde as crianças fazem as refeições, compra de novos colchões e uma Kombi para transportar as crianças. Isso vai dignificando nosso trabalho e aumentando a energia que temos, porque estamos conseguindo, de alguma forma, minorar o sofrimento dessas pessoas e ajudar àquelas que fazem trabalho solidário, voluntário à frente dessas instituições. Deixamos o registro e referências ao trabalho do Senhor Vagner Rodrigues Pereira, Prefeito do Município de Guaçui; do Senhor José Carlos de Almeida, Prefeito do Município de São José do Calçado; do Senhor Miguel Lourenço da Costa, Prefeito do Município de Divino São Lourenço; do Senhor Adson Azevedo Salim, Prefeito do Município de Bom Jesus do Norte; do Senhor Angelo Guarçoni Júnior - Jiló, Prefeito do Município de Mimoso do Sul. Esses prefeitos estão realmente mostrando que o povo soube escolher seus mandatários para conduzir o destino de seus respectivos municípios. Senhor Presidente, era isso o que tínhamos a dizer. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (RODRIGO CHAMOUN) Concedo a palavra ao Senhor Deputado Paulo Foletto, orador inscrito. O SR. PAULO FOLETTO (Sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, concederei um aparte ao Senhor Deputado Paulo Roberto. O Sr. Paulo Roberto Senhor Deputado Paulo Foletto, solicitamos um aparte para registrar, com satisfação, a presença do Senhor Mário Júnior, Procurador da Prefeitura Municipal de Conceição da Barra. S. S.ª nos honra com sua presença prestigiando esta sessão. Muito obrigado, Senhor Deputado Paulo Foletto. O SR. PAULO FOLETTO Cumprimentamos o Senhor Deputado Sérgio Borges, que nos antecedeu na tribuna. Já foi mencionado, mas nunca é demais repetir, que hoje o mundo faz um alerta às questões relacionadas ao tabagismo e comemora ou chama a atenção, numa mobilização mundial, pois é o Dia Mundial sem Tabaco; quando desejamos que ninguém fume no Planeta. A data tem sido muito valorizada pelas instituições públicas que trabalham as questões de saúde, porque o consumo de cigarro causa um prejuízo tremendo, em virtude do custo que as doenças causadas pelo tabagismo acarretam para sistema de saúde. Poderíamos ter esse dinheiro todo investido em saúde preventiva ou não gastando com saúde, mas com educação, lazer, cultura. Mas temos que gastar com pessoas que perdem a capacidade produtiva em função das doenças crônicas, das bronquites crônicas, dos enfisemas pulmonares, além de um sem número de doenças malignas, principalmente as de pulmão, de boca, de esôfago, de estômago; enfim, o cigarro realmente é um grande mal que aflige nossa população. Temos muitas ações, por meio de legislação, que diminuem o estímulo para fumar. Estamos avançando nesse sentido. Nos congressos médicos de que participava, logo que comecei a minha carreira, havia local para jogar o resto do cigarro. Antes da legislação que proíbe fumar em ambiente fechado, já não víamos nenhum médico fumando. Há realmente uma conscientização, inclusive da juventude, em quem percebemos uma participação muito grande. Mesmo assim, há a necessidade de o mundo todo trabalhar para que as indústrias do tabaco, produtoras de cigarro, troquem sua atividade fim por outra. Na Grande Vitória há um sem número de ações em praças e ruas, com tendas que oferecem várias atividades para estimular as pessoas a procurarem o serviço público de saúde que contempla com consulta e medicação, para que parem de fumar. É um vício terrível, não é fácil. Quando cursei medicina, faz muito tempo, comecei em 1975 e terminei em 1980, aprendemos que fumar não era vício; era sem-vergonhice. Só o álcool viciava. Não é verdade. A medicina não é estática, faz pesquisas e está provado que fumar é um vício, não é fácil de ser combatido, mas por meio das ações públicas, privadas e, principalmente da vontade pessoal de deixar de fumar, sem dúvida conseguiremos atingir a nossa meta, que é viver sem fumo. O Senhor Deputado Doutor Wolmar Campostrini nos antecedeu na fala e disse que nunca é demais lembrar. Afinal de contas é uma luta que quanto mais lembrarmos, melhor colheremos bons frutos. Falar da ação contra o tabaco é bom, mas agora falaremos de assunto muito bom publicado na página central do jornal A Tribuna, de ontem. Trata de uma reportagem sobre o sucesso da agricultura no Estado do Espírito Santo, que sozinho

101 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo é o segundo maior produtor de café conilon do mundo; o segundo maior produtor de pimenta; o primeiro exportador de mamão do mundo; que tem um sem número de pólos de fruticultura. As últimas notícias é que pêssego e maçã estão na linha de montagem para mais dois pólos de fruticultura, o que traz rentabilidade e diversificação na produção agrícola para o nosso produtor rural, para cada vez mais estabilizarmos a nossa agricultura, que é de base familiar; manter o homem no campo, dar condição técnica, tecnológica, informação; fazer com que por meio de ações públicas possam acessar a informação via internet. Temos um belo programa do Governo Federal ainda inicial, mas ano que vem a banda larga democratizará a internet no Brasil. Esse é um passo iniciado nesse Governo e será concretizado pelo futuro Presidente da República, seja qual for o eleito dos pré-candidatos Senhora Dilma Roussef, Senhor José Serra, Senhora Marina Silva ou por quem quer que seja que governará esse País. O Estado do Espírito Santo que é pequeno em extensão, mas em função de um trabalho excelente, feito pelos extensionistas do setor de pesquisa e extensão do Incaper, fez com que a produção da banana fosse fantástica, aqui em nosso Estado. Não dependemos mais da banana do Estado de Minas Gerais para o consumo interno, estamos quase auto-suficientes nessa produção. Enfim, o agronegócio capixaba é digno de registro. O trabalho feito pela Secretaria de Estado da Agricultura, e quem quer que esteja no seu comando, se foi iniciado pelo vice-governador Ricardo Ferraço, que organizou essa Secretaria, deu dinamismo, deu autoestima aos membros do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural, Incaper; organizou o IDAF, que por algum tempo da história deste Estado era um balcão de negócios, hoje uma instituição respeitada, que instrui primeiro para depois punir. O IDAF é um órgão punitivo se houver necessidade, mas não é esse o objetivo inicial. O agronegócio capixaba tem dado demonstração de pujança de dar inveja a outros seguimentos organizados de nosso Governo. Quem ainda não teve oportunidade, leia a reportagem sobre o coco da Fazenda D Martins Coco Verde, no jornal A Tribuna de ontem. O agronegócio capixaba é hoje um ponto de equilíbrio na estrutura econômica e social de nosso povo. Isso se deve, primeiro, ao excelente trabalho feito na Secretaria de Agricultura pelos Senhores Ricardo Ferraço, Ricardo Santos, César Colnago, e, atualmente, Enio Bergoli. Mais do que um Secretário temos um corpo técnico que trabalha o desenvolvimento científico, a extensão e aplicação da pesquisa. E um IDAF organizado, que nos dá tranquilidade de saber que caminhará sempre no sentido de que o homem do campo, o produtor rural, tenha incentivo do governo, pesquisa aliada, recursos para financiamento, tudo isso resultando num belo motivo de equilíbrio para nossa sociedade. Fizemos dois registros: o primeiro foi sobre o Dia Mundial sem Tabaco. São agora 16h41min no Brasil e os fumantes deveriam parar de fumar para dar exemplo. O segundo foi sobre o desenvolvimento da agricultura capixaba, motivo de orgulho para qualquer cidadão deste Estado que vá além de nossas fronteiras. Todos podem falar bem, pois o que a organização, o desenvolvimento tecnológico e a estabilidade na agricultura de nosso Estado estão trazendo ao homem do campo são dignos de registro. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE (RODRIGO CHAMOUN) Não havendo mais oradores inscritos e nada mais havendo a tratar, vou encerrar a presente sessão. Antes, porém, convoco os Senhores Deputados para a próxima, especial, hoje, às 18h30min, para debater sobre a Estrutura do Novo Marco Regulatório da Mineração no Brasil, para a qual designo Expediente: o que ocorrer, e comunico que haverá sessão ordinária dia 1.º de junho de 2010, cuja ordem do Dia é a seguinte: votação adiada, com discussão única encerrada, nos termos do art. 66, 6.º, da Constituição Estadual, do veto total aposto ao Projeto de Lei n.º 359/2008; votação da redação final do Projeto de Lei n.º 281/2006; votação adiada, com discussão única encerrada, em regime de urgência, do Projeto de Lei n.º 140/2010; votação adiada, com discussão única encerrada, em regime de urgência, do Projeto de Lei Complementar n.º 18/2010; discussão única, em regime de urgência, dos Projetos de Lei n. os 113/2010 e 143/2010; discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Resolução n.º 28/2009; votação adiada, com discussão única encerrada, do Projeto de Decreto Legislativo n.º 32/2010; votação adiada, com discussão única encerrada, do Projeto de Lei n.º 490/2008; votação adiada, com discussão prévia encerrada, do Projeto de Lei n.º 708/2009; votação adiada, com discussão prévia encerrada, do Projeto de Lei n.º 712/2009; discussão prévia dos Projetos de Lei n. os 551/2009, 567/2009, 571/2009, 600/2009, 657/2009, 662/2009, 673/2009, 675/2009, 687/2009, 16/2010, 53/2010 e 62/2010; discussão especial, em 3.ª sessão, da Proposta de Emenda Constitucional n.º 01/2010; discussão especial, em 2.ª sessão, do Projeto de Decreto Legislativo n.º 09/2010; discussão especial, em 2.ª sessão, do Projeto de Lei n.º 129/2010; discussão especial, em 1.ª sessão, dos Projetos de Decreto Legislativo n. os 33/2010 e 35/2010. Está encerrada a sessão. Encerra-se a sessão às dezesseis horas e quarenta e dois minutos. *De acordo com o registrado no painel eletrônico, deixaram de comparecer a presente sessão os Senhores Deputados Freitas e Luzia Toledo, e, por estar afastado por decisão judicial, o Senhor Deputado Robson Vaillant.

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103 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo - 1 PUBLICAÇÃO AUTORIZADA PODER LEGISLATIVO ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO DR. RAFAEL FAVATTO PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO LEI Nº 61/2010 Concede Título de Cidadã Espírito-santense a LUCIENE LOUREDO DE OLIVEIRA. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º Fica concedido a Luciene Louredo de Oliveira o Título de Cidadão Espírito-Santense. Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. PLENÁRIO DIRCEU CARDOSO, 07 de junho de DR. RAFAEL FAVATTO Deputado Estadual - PR o Espírito Santo como sua terra, moradora de Vila Velha (MG). No Bairro de Paul, Vila Velha, realiza trabalho social com pessoas à margem da sociedade, através das Igrejas Batista e é servidora publica estadual. Reconhecendo sua atuação em solo espírito-santense é que pedimos aos nobres pares o apoio para aprovação deste projeto de lei. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO CACAU LORENZONI PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 62/2010 Concede Título de cidadania Espírito-santense ao Sr. FLAVIO DE CAMPOS GONÇALVES. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º Fica concedido ao Sr. Flavio de Campos Gonçalves o título de cidadão espírito-santense. Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. JUSTIFICATIVA SALA DAS SESSÕES, 08 de junho de Luciene Louredo de Oliveira, natural de Tombos, Minas Gerais, adotou CACAU LORENZONI Deputado Estadual PP

104 2 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 JUSTIFICATIVA Flavio de Campos Gonçalves, brasileiro, casado com Angela Maria da Silva Gonçalves, empresário, pai de dois filhos, Paollo e Tryssia e com três netos, Gabriel, Sofia e Yuri. Natural de Trajano de Moares, Estado do Rio de Janeiro, nascido em 22 de abril de 1949, filho de Alemário Antunes Gonçalves e Elza Manhãs de Campos Gonçalves, chegou ao estado do Espírito Santo em agosto de 1972 a fim de concluir seus estudos, formou-se em técnico em contabilidade, atuou por muitos anos no ramo da construção civil. Em 1998 foi convidado a participar da fundação da Interpot Transportes e Serviços Intermodais Ltda, empresa que atuava no ramo de comércio exterior, prestando serviços de armazenagem, transporte e reparo de contêiner. Mais tarde, em 2007, a empresa passou por um processo de cisão, e em 2009 a empresa se tornou o Grupo Interport, um complexo logístico formado por 04 empresas atuantes nos segmentos de Logística, Offshore, Transporte e Certificação de equipamentos, se tornando uma das maiores empresas do Estado do Espírito Santo. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO DEPUTADO CACAU LORENZONI PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 63/2010 Concede Título de cidadania Espírito-santense ao SR. CARLOS ALBERTO AGUIAR. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º Fica concedido ao Sr. Carlos Alberto Aguiar o título de cidadão espírito-santense. Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. SALA DAS SESSÕES, 08 de junho de CACAU LORENZONI Deputado Estadual PP JUSTIFICATIVA Carlos Alberto Aguiar, nascido em Uba, Minas Gerais em 31 de agosto de 1943, filho de José Aguiar e Cornélia Esteves Aguiar, pai de três filhos, Humberto, Felippe e João Victor. Casado com Sonia Maria da Penha Campelo de Campelo. Chegou ao Espírito Santo em 1958, empresário do ramo imobiliário, foi sócio da empresa Refrigerantes Zanotti S.A Indústria Pepsi Cola, Inspetor da Olivetti do Brasil S.A, Diretor do Country Clube de Guarapari, Presidente da Associação Capixaba de Aquicultura, dentre outras atividades. Proprietário do Condomínio Fazenda dos Lagos, situado em Alfredo Chaves.

105 Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 Diário do Poder Legislativo - 3 ATOS ADMINISTRATIVOS Secretaria da Assembleia Legislativa, em 08 de junho de COMUNICADO RESUMO DO CONTRATO Nº 010/2010 O Setor de Contratos e Convênios da Secretaria da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo em atendimento ao que dispõe o parágrafo único do artigo 61 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, torna pública a celebração do Contrato, resultante do PREGÃO ELETRÔNICO Nº 002/2010, conforme descrito abaixo: CONTRATANTE: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. CONTRATADA: PAY LESS VIAGENS E TURISMO LTDA. OBJETO: Contratação de Empresa especializada para prestação de serviços de agenciamento e fornecimento de passagens aéreas, nacionais e internacionais, para o exercício de VALOR: O valor estimado do CONTRATO é de R$ ,00 (sessenta e seis mil, novecentos e noventa reais). VIGÊNCIA: O prazo de vigência teve início no dia 07 de junho de 2010 e terminará no dia 31 de dezembro de ELEMENTO DE DESPESA: ATIVIDADE: PROCESSO: Zilda Martins Campos Setor de Contratos e Convênios da ALES AVISO DE LICITAÇÃO Pregão Eletrônico Nº 018/2010 Processo Nº /2010 A Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, através de seu Pregoeiro e Equipe de Apoio, torna público que fará realizar Licitação, sob a modalidade de PREGÃO ELETRÔNICO, de acordo com as Leis 8.666/93 e /02 e suas alterações, por meio de Sistema Eletrônico, para Aquisição de Diplomas, Certificados, Capas e Títulos, listados no Anexo I do Edital. O Edital está disponível no site: link pregão eletrônico ou Recebimento das Propostas até: 22/06/2010 às 14:00h. Abertura das Propostas: 22/06/2010 às 14:00h Início da Sessão de Disputa: 22/06/2010 às 16:00h. Maiores informações através do pregã[email protected] ou pelos Tel/Fax.: (27) ou Vitória-ES, 08 de junho de Fernando Finamore Teixeira Pregoeiro em Exercício da ALES

106 4 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, quarta-feira, 09 de junho de 2010 SECRETARIA DA MESA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL PROGRAMAÇÃO DA TV ASSEMBLEIA QUARTA-FEIRA HORÁRIOS PROGRAMAS TEMAS 08h00 PANORAMA TELEJORNAL TERÇA-FEIRA 08h20 ESPAÇO PARCERIA BRASIL ELEITOR 09h00 SESSÃO ORDINÁRIA REPERCUSSÃO VIVO VIVO 12h00 REPORTAGEM ESPECIAL TROPEIRISMO 12h30 ESPAÇO PARCERIA INTERESSE PÚBLICO 13h00 ASSEMBLEIA DO CAMPO AQUICULTURA E PESCA 13h30 UM DEDO DE PROSA SÉRGIO BLANK 14h00 PANORAMA TELEJORNAL TERÇA-FEIRA 14h20 BIOGRAFIA MAURICIO DE OLIVEIRA 14h30 AÇÃO PARLAMENTAR DEPUTADO EUCLERIO SAMPAIO 15h00 SESSÃO ORDINÁRIA QUARTA-FEIRA (REPRISE) 18h00 ES EM DEBATE TURISMO NO ESPÍRITO SANTO 18h30 MUNICIPIOS CAPIXABAS BARRA DE SÃO FRANCISCO 19h00 OPINIÃO LEI CONTRA A TORTURA 20h00 MEMÓRIA POLÍTICA APOLÔNIO DE CARVALHO 21h00 UM DEDO DE PROSA ORLANDO LOPES 21h30 PANORAMA TELEJORNAL INÉDITO 22h00 ES EM DEBATE TURISMO NO ESPÍRITO SANTO 22h30 PERSONALIDADES DOUGLAS PUPPIN 23h00 AÇÃO PARLAMENTAR DEPUTADO EUCLERIO SAMPAIO 23h30 PANORAMA TELEJORNAL QUARTA-FEIRA 00h00 OPINIÃO LEI CONTRA A TORTURA 00h30 REPORTAGEM ESPECIAL TROPEIRISMO

107 HINO NACIONAL BRASILEIRO Poema: Joaquim Osório Duque Estrada Música: Francisco Manuel da Silva I Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heróico o brado retumbante, E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos, Brilhou no céu da Pátria nesse instante. Se o penhor dessa igualdade Conseguimos conquistar com braço forte, Em teu seio, ó liberdade, Desafia o nosso peito a própria morte! Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve! Brasil, um sonho intenso, um raio vívido De amor e de esperança à terra desce, Se em teu formoso céu, risonho e límpido, A imagem do Cruzeiro resplandece. Gigante pela própria natureza, És belo, és forte, impávido colosso, E o teu futuro espelha essa grandeza. Terra adorada, Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil II Deitado eternamente em berço esplendido Ao som do mar e a luz do céu profundo, Fulguras, ó Brasil, florão da América, Iluminado ao sol do Novo Mundo! Do que a terra mais garrida Teus risonhos lindos campos têm mais flores; Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida no teu seio mais amores. Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve! Brasil, de amor eterno seja símbolo O lábaro que ostentas estrelado, E diga o verde-louro desta flâmula -Paz no futuro e glória no passado. Mas, se ergues da justiça a clava forte, Verás que um filho teu não foge à luta, Nem teme, quem te adora, a própria morte. Terra adorada, Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil! HINO DO ESPÍRITO SANTO Música: Arthur Napoleão Letra: Pessanha Póvoa Surge ao longe a estrela prometida Que a luz sobre nós quer espalhar; Quando ela ocultar-se no horizonte, Há de o sol nossos feitos lumiar. Nossos braços são fracos, que importa? Temos fé, temos crença a fartar. Suprem a falta de idade e da força Peitos nobres, valentes, sem par. Estribilho Salve, oh povo espírito-santense. Herdeiro de um passado glorioso, Somos nós a falange do presente Em busca de um futuro esperançoso. Saudemos nossos pais e mestres, A Pátria, que estremece de alegria, Na hora em que seus filhos, reunidos, Dão exemplo de amor e de harmonia. Venham louros, coroas, venham flores Ornar os troféus da mocidade. Se as glórias do presente forem poucas, Acenai para nós Posteridade! Estribilho Salve, oh povo espírito-santense. Herdeiro de um passado glorioso, Somos nós a falange do presente Em busca de um futuro esperançoso. Saudemos nossos pais e mestres, A Pátria, que estremece de alegria, Na hora em que seus filhos, reunidos, Dão exemplo de amor e de harmonia. Venham louros, coroas, venham flores Ornar os troféus da mocidade. Se as glórias do presente forem poucas, Acenai para nós Posteridade! Surge ao longe a estrela prometida Que a luz sobre nós quer espalhar; Quando ela ocultar-se no horizonte, Há de o sol nossos feitos lumiar.

108 ASSEMBLEIA LEGISLATIVA ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DIRETORIAS DO PODER LEGISLATIVO SECRETARIA-GERAL DIRETOR-GERAL DA SECRETARIA JOSÉ AUGUSTO FREIRE DE MATOS SECRETÁRIO-GERAL DA MESA CARLOS EDUARDO CASA GRANDE PROCURADOR-GERAL JULIO CESAR BASSINI CHAMUN SECRETÁRIA DA MESA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL ANA PAULA GARCIA BARROS SUBDIRETOR-GERAL - OCTÁVIO LUIZ ESPINDULA SUBPROCURADOR-GERAL - NILSON ESCOPELLE GOMES DIRETORIAS LEGISLATIVAS Alfredo Ferreira Pereira Administrativa - DLA Paulo Marcos Lemos Mesa Diretora - DLMD Almir Cordeiro Júnior Centro de Processamento de Dados - DLCPD Ricardo Wagner Viana Pereira Redação - DLR Vanilza Marques da Silva Processo Legislativo - DLPL Paulo da Silva Martins Procuradoria - DLP Ana Claudia Fernandes Pim Mesa para Assuntos Econômicos - DLMAE Documentação e Informação - DLDI Lucio Scarpelli Serviço Médico - DLSM Marcelo Siano Lima Comissões Permanentes e Temporárias - DLCPT Mariluce Salazar Boghi Taquigrafia Parlamentar - DLTP Luis Carlos Giuberti Assessoria Legislativa de Segurança

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