CARTILHA INSTRUTIVA EM COMPRAS PÚBLICAS
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- João Victor Viveiros Castilhos
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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO VALE DO SÃO FRANCISCO - UNIVASF PRÓ-REITORIA DE GESTÃO E ORÇAMENTO - PROGEST Av. José de Sá Maniçoba, S/N Sala 30 Centro, Petrolina-PE - CEP Telefax: (87) CARTILHA INSTRUTIVA EM COMPRAS PÚBLICAS Petrolina, 2014
2 UNIVERSIDADE FEDERAL DO VALE DO SÃO FRANCISCO - UNIVASF PRÓ-REITORIA DE GESTÃO E ORÇAMENTO - PROGEST Av. José de Sá Maniçoba, S/N Sala 30 Centro, Petrolina-PE - CEP Telefax: (87) Introdução A Proposição desta cartilha é prover aos servidores desta instituição as informações mínimas necessárias para uma correta elaboração do pedido de contratação de bens/serviços, visando dinamizar o processo de compras da UNIVASF. Da justificativa O processo de compras no âmbito da administração pública obedece a uma série de procedimentos instituídos por lei, o que reduz a sua celeridade, mas necessários para a estrita legalidade. São constantes as inconformidades durante o andamento da solicitação de compras, obrigando os técnicos do Departamento de Compras e Licitações a devolverem a pasta do processo aos demandantes, ou até mesmo procedendo às devidas correções, visando à conclusão da aquisição solicitada. Diante dos diversos problemas detectados, justifica-se a necessidade de promover capacitação em processo de compras a todos os servidores demandantes de bens e/ou serviços da UNIVASF. Do Objeto Programa de capacitação em compras, promovido pela PROGEST Pró-Reitor de Gestão e Orçamento capacitar os servidores desta instituição na instrução do processo de compras públicas, propiciando maior eficiência no processo interno da licitação.
3 PROGEST DEMANDA LEDS PROJETOS OUTROS PROPLADI Acompanha Solicitações PROCURADORIA. Parecer Jurídico PROGEST analisa orçamento autoriza início Abertura de Processo SEPRO PROGEST DCL PROGEST : publicação, certame, adjudicação e outros DORC Anexa CDO DCL DCL PROGEST REITORIA homologação CL Análise Instrução processual PROGEST COMPRA IMEDIATA DORC: empenho FLUXOGRAMA LICITAÇÃO UNIVASF - IRP - edital - modelo de ata - minuta de contrat. - verif. cotaç DCL SRP CACCS Elaboração de ATA
4 COMPRAS PÚBLICAS O particular escolhe o que deseja adquirir de acordo com sua vontade, a Administração adquire o necessário para atender demanda, dentro dos padrões previamente estabelecidos, visando proporcionar iguais oportunidades aos que desejam com ela contratar. Consta no art. 37, caput e inc. XXI da Constituição da República, que a Administração Direta e Indireta de qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, ressalvados os casos especificados na legislação, deve realizar obras, serviços, compras e alienações mediante processo de licitação pública. Como modalidades de licitação temos a concorrência, a tomada de preços, o convite, o concurso, o leilão e o pregão. As cinco primeiras foram instituídas pela Lei 8.666/93. Já a sexta, pela Lei /02.
5 MODALIDADES DE LICITAÇÕES É o procedimento administrativo mediante o qual a administração pública seleciona a proposta mais vantajosa para o contrato de seu interesse. (Hely Lopes Meireles) Convite: É utilizada para compras de pequeno valor (até R$ ,00 para compras e serviços e até R$ ,00 para obras e serviços de engenharia). As empresas fornecedoras, cadastradas ou não, são convidadas em um número mínimo de 03 (três) para participar do processo de licitação. Na Administração Pública Federal não é permitido usar essa modalidade para aquisição de bens e serviços, mas sim, a modalidade pregão. Univasf: Modalidade Utilizada para Obras e Serviços de Engenharia Tomada de Preços: É utilizada para serviços e compras de materiais nos limites de até R$ ,00 e até R$ ,00 para obras e serviços de engenharia. Podem participar as empresas cadastradas ou que comprovem que atendem as condições para o cadastramento, no ato da sessão. Univasf: Modalidade Utilizada para Obras e Serviços de Engenharia
6 MODALIDADES DE LICITAÇÕES Concorrência: É utilizada para compra de bens imóveis, para concessões de direito real de uso, alienação de bens móveis ou imóveis e para compras e serviços no limite acima de R$ ,00 e R$ ,00 para obras e serviços de engenharia. Univasf: Modalidade Utilizada para Obras e Serviços de Engenharia Concurso: É usada para a escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes de regulamento próprio, ressalvados os casos de inexigibilidade. Leilão: Utilizada para a venda de bens móveis ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados ou para a alienação de bens imóveis, a quem oferecer o maior lance, igual ou superior ao valor da avaliação, efetuada em sessão presencial ou eletrônica Pregão: É usada para a compra de bens e serviços comuns no mercado, independente do valor. O Pregão é feito por meio eletrônico ou presencial. Atualmente com Decreto 5450/2005, o pregão eletrônico tem sido a modalidade recomendada na esfera do Governo Federal, haja vista que desse modo, evitase o contato físico com o fornecedor, imprimindo uma maior transparência ao processo de compra.
7 CONTRATAÇÃO DIRETA Dispensa: A Lei nº 8.666/93 estabelece os casos em que é facultado à Administração realizar ou não licitação ou até mesmo vedar o procedimento, desde que o processo seja fundamentado com base nos elementos descritos na Lei. Valor: até R$ 8.000,00, para compras e demais serviços). A dispensa não é considerada uma modalidade de licitação, ressaltando ainda que o valor previsto por elemento de despesa é para toda a Universidade. Inexigibilidade: Quando houver a impossibilidade fática, lógica ou jurídica para a realização da licitação, ficando demonstrada a inviabilidade de competição, conforme os casos exemplificados pela Lei. Para a Lei 8.666/93, a inviabilidade de competição, dar-se-á: 1. para a aquisição de materiais, equipamentos ou gêneros que só possam ser fornecidos por produtor, empresa ou representante comercial exclusivo, vetada a preferência de marca, devendo a comprovação de exclusividade ser feita através de atestado fornecido pelo Órgão de registro do comércio do local em que se realizaria a licitação ou a obra ou o serviço, pelo Sindicato, Federação ou Confederação Patronal, ou ainda, pelas entidades equivalentes; 2.para a contratação de serviços técnicos enumerados no art. 23 da Lei nº 9.433/05, de natureza singular, com profissionais ou empresas de notória especialização, vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação; 3.para a contratação de profissional de qualquer setor artístico, diretamente ou através de empresário exclusivo, desde que, consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública.
8 OBJETIVO DA LICITAÇÃO Segundo o art. 3º da lei 8.666/93, a licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa para a administração e a promoção do desenvolvimento nacional sustentável, e será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos. (Redação dada pela Lei nº , de 15 de Dezembro de 2010).
9 PREGÃO É a modalidade de licitação destinada para aquisição de bens e serviços comuns, conforme lei /2002, preferencialmente na forma eletrônica ( Decreto /2005). OBJETO DO PREGÃO: Consideram-se como Bens e Serviços Comuns para fins do pregão aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, por meio de especificações usuais no mercado (parágrafo único, art. 1º lei /2002).
10 PREGÃO: BENS E SERVIÇOS COMUNS 1 - Bens de Consumo: O pedido de compra de materiais estocáveis é de responsabilidade exclusiva do setor de controle de estoque ao setor de compras, não devendo ser efetuado diretamente pelos usuários. Ex: caneta, lápis, régua, etc. 2 - Bens Permanentes: O pedido de compra parte do setor interessado em utilizá-lo, e, respeitando-se os trâmites internos do processo, antes do material ser adquirido, deve-se ouvir o setor de Planejamento/patrimônio, pode ter em sua reserva técnica o equipamento ou material permanente solicitado. Ex: mesa, cadeira, etc. 3 - Serviços comuns: Fazer algo novo, diferente da venda do produto que é um material já existente no mercado, é a confecção ou entrega de um de um serviço. Ex. Serviços gráficos, confecção de camisas, contratação de empresa de terceirização de mão-de-obra, etc.
11 INICIANDO O PROCESSO LICITATÓRIO 1 - Justificativa da contratação; Toda aquisição deverá ser antecedida da avaliação da necessidade e utilidade do objeto a ser adquirido e da reserva do recurso orçamentário. Toda aquisição ou contratação compreende 02 (duas) fases distintas: INTERNA E EXTERNA. A fase interna é o começo do processo é incumbência da autoridade competente, onde se objetiva explicitar a necessidade e os motivos pelos quais a administração fará a contratação. 2 Disponibilidade de crédito orçamentário; 3 Autorização da autoridade competente; 4 Termo de Referência.
12 TERMO DE REFERÊNCIA O termo de referência é o documento que deverá conter elementos capazes de propiciar a avaliação do custo pela Administração, diante de orçamento detalhado, considerando os preços praticados no mercado, a definição dos métodos, a estratégia de suprimento e o prazo de execução do contrato. No âmbito da UNIVASF a PROPLADI é o órgão responsável pela elaboração dos Termos de Referência com base nas necessidades levantadas através do LEDS Levantamento das Demandas Setoriais. Para os casos de projetos específicos os TR s são de responsabilidade dos seus coordenadores, mediante consulta prévia à PROPLADI. - Requisitos Mínimos: 1. Justificar a necessidade de contratação; 2. Definir o objeto do certame; 3. As exigências de habilitação; 4. Os critérios de aceitação das propostas; 5. As sanções por inadimplemento; 6. As cláusulas do contrato, inclusive com fixação dos prazos para fornecimento.
13 TERMO DE REFERÊNCIA I A definição do objeto deverá ser precisa, suficiente e clara, vedadas especificações que, por excessivas, irrelevantes ou desnecessárias, limitem ou frustrem a competição ou a realização do fornecimento, devendo estar refletida no termo de referência; II - O termo de referência é o documento que deverá conter elementos capazes de propiciar a avaliação do custo pela administração, diante de orçamento detalhado, considerando os preços praticados no mercado, a definição dos métodos, a estratégia de suprimento e o prazo de execução do contrato; III Cabe a autoridade competente definir o objeto do certame e o seu valor estimado em planilhas, de forma clara, concisa e objetiva, de acordo com o termo de referência elaborado pelo requisitante, em conjunto com a área de compras, obedecidas as especificações praticadas no mercado. Atente-se à importância de um trabalho criterioso durante a elaboração do termo de referência, por parte do solicitante. É muito comum o solicitante apresentar especificação de produto, mencionando a marca de sua preferência ou, nos casos onde não se apresentam uma marca, especifica-se de forma restritiva, estabelecendo elementos característicos de um determinado modelo/fabricante, podendo ocasiona a perda do item por impugnação ou até mesmo um mandado de segurança por restrição de competividade.
14 TERMO DE REFERÊNCIA VALOR DE MERCADO: Aconselha-se a realização de cotações de preços com, no mínimo três fornecedores, daí se extraia a média dos valores. E quanto a exigência da marca? O princípio da impessoalidade impede a presença de preferências pessoais no trato da coisa pública. A legislação, portanto, veda a indicação de marcas (arts. 3º, 1º, I; 7º, 5º, I; 15, 7º, I e 25, I). Há casos, porém, em que a exigência da marca é imperiosa. Sendo assim, o pedido deverá ser motivado, ou seja, tem-se que demonstrar as razões que levaram a fazer tal solicitação. Podemos citar como exemplo os casos de aquisições de peças para equipamentos que ainda estão no período de garantia. Dessa forma, se não adquirir a peça daquela marca específica, perder-se-á a garantia do produto, poderá ainda ser exigida a marca como parâmetro de qualidade, desde que existam similares no mercado.
15 FASE EXTERNA A Impugnação/esclarecimentos ao edital É ato de controle da legalidade do edital quer dizer, uma vez provocado por um interessado em participar do pregão, o pregoeiro deve analisar a(s) irregularidade(s) alegada(s) pelo interessado. (Lei /02, Lei 8.666/93, LC 123/06 etc.), à legislação específica (atinente ao objeto), ou mesmo a questões usuais do certame. Pode ser feita por: Licitantes pretensos interessados em participar do pregão; ou qualquer cidadão uma vez que estes também podem exercer o controle da legalidade do edital, por força do disposto na Constituição da República, art. 5º, XXXIV, a e no art. 41, 1º da Lei 8.666/93, de aplicação subsidiária ao pregão, nos termos do art. 9º da Lei /02. A apresentação de impugnação e de esclarecimentos ao edital, como visto, tem matriz constitucional art. 5º, XXXIV, a. Na Lei 8.666/93, foi disciplinada no art. 41, 1º. A Lei /02 foi omissa quanto ao prazo em que podem ser apresentados. Mas, por constituir direito fundamental dos cidadãos e dos interessados, este direito não pode ser suprimido. Por isso, em âmbito federal os Decretos 3.555/00 e 5.450/05, disciplinaram a matéria. Os prazos de apresentação destas peças constam dos decretos.
16 CONTATOS Pró-Reitor de Gestão e Orçamento Prof. Doutor Antônio Pires Crisóstomo [email protected] ou [email protected] Telefone: (87) Diretor de Compras e Licitações Elias Miguel Hoffmann [email protected] ou [email protected] Telefone: (87) Coordenador de Licitações Luciano Gomes Silva [email protected] ou [email protected] Telefone: (87) Coordenadora de Compras Diretas Sivia Letícia de França Souza [email protected] ou [email protected] Telefone: (87)
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