Validação da Cartografia de Habitats

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1 LIFE Natureza Nº LIFE04/NAT/PT/000214: NORTENATUR Validação da Cartografia de Habitats 1. Material a. Fotografia área b. Carta Habitats c. Carta Militar d. Bússola e régua 2. Metodologia de Validação a. O técnico deverá navegar até à parcela de validação. b. Uma vez na parcela de validação, o técnico deverá percorrê-la na diagonal e identificar quais os habitats presentes. c. Se os habitats presentes no terreno forem idênticos, não deverá ser feita nenhuma alteração. Se pelo contrário, estiverem presentes habitats diferentes aos cartografados deverá ser riscada a sigla (de habitat) presente na carta e escrever a correcta. (ver legenda dos habitats) d. Se os limites das manchas dos habitats não estiverem de acordo com a distribuição no terreno, o técnico deverá redesenhar novos limites, o mais correcto possível, na fotografia aérea. e. Em cada parcela de validação, o técnico deverá tirar duas fotografias representativas dos habitats presentes, marcando sempre na carta militar o local onde foram tiradas as fotografias, com uma cruz. Deverá ainda escrever na respectiva na carta militar o número das fotografias tiradas no local.

2 1. Bosque de Sobreiro 9330 BQS Descrição Bosques de copado cerrado, com presença dominante de indivíduos arbóreos de sobreiro, por vezes co-dominados por outras árvores; Os bosques de sobreiro podem ser estremes ou mistos, podendo estar presentes outras árvores no estrato arbóreo, numa proporção de coberto menor que 50%, definindo diversas variantes do habitat. Existem ainda raras pequenas áreas bem conservadas, mas no entanto muitos destes habitats encontram-se bastante alterados, por plantio ou invasão por outras espécies de árvores ou arbustos ou muito alterados por acção do homem.

3 Bosque de Azinheira 9340 BQR Bosques de copado cerrado, dominados por azinheira, por vezes co-dominados por outras árvores. Os bosques de azinheira podem ser estremes ou mistos, podendo estar presentes no estrato arbóreo, outras árvores, numa proporção de coberto menor que 50%, definindo diversas variantes do habitat. 2. Montado de Quercus spp. de folha perene MQFP Descrição Mosaico de pastagens naturais perenes sob coberto arbóreo pouco denso, de sobreiros (Quercus suber) ou azinheiras (Quercus rotundifolia), associado a um

4 sistema de pastorícia extensiva por ovinos (ou outros) e por vezes incluindo parcialmente sistemas de agricultura arvense extensiva em rotações longas. Existem áreas de montado muito afectadas por mortalidade das árvores, por decrepitude ou disrupção funcional do ecossistema. Outras, no entanto, apresentam um bom estado sanitário, persistindo todavia a ausência de possibilidade de regeneração das árvores, como o maior problema. 3. Rocha ROC Presença de afloramentos rochosos, com áreas maiores ou iguais a 0,5 hectares. 4. Soutos (Florestas de Castanheiro 9260) SOU Castinçais abandonados: Talhadias de castanheiro abandonadas e, por isso, podem encontrar-se parcialmente invadidas por carvalho negral ou carvalho roble. Soutos antigos: Formações dominadas por Castanheiro, quer para produção de varas, quer para produção de castanha com árvores velhas. 5. Carvalhais de Carvalho negral (Quercus pyrenaica ) - QP

5 Considera-se a presença deste habitat se estiver presente alguma destas 2 espécies: Quercus pyrenaica e/ou Quercus robur. 6. Galerias ripícolas - GR Formações maioritariamente ripícolas dominadas por choupos (Populus nigra e P. alba), salgueiros arbóreos (Salix alba, S. fragilis, S. neotricha, S. atrocinerea) ou salgueiros arbustivos (S. salviifolia subsp. pl.), presentes nas orlas dos cursos, ou planos de água. Podem ainda estar presentes, outras espécies arbustivas como silvas, loendros, juncos, entre outros.

6 7. Charcos Temporários Mediterrânicos Identificam-se como charcos temporários, os habitats que apresentem depressões em terrenos de fisiografia plana (habitualmente pastagens) e encharcados, com presença de plantas vasculares. Usualmente são habitats de dimensões reduzidas e de presença muito pontual. 8. Charnecas Secas Europeias Manchas de matos baixos de urzais, estevais, tojais e zimbrais com elevada cobertura do solo. 9. Matos MAT Identifica-se como matos os habitats que demonstrem presença de outro tipo de vegetação rasteira e arbustiva, que não a contemplada nas Charnecas secas europeias (4030)

7 10. Pastagens PAS Consideram-se pastagens os meios semi-naturais ocupados por vegetação herbácea rasteira ou zonas em abandono. 11. Matagais arborescentes de Juniperus sp JUN Bosques dominados por zimbros (Juniperus oxycedrus) ocupando cristas e encostas rochosas nos canhões do rio Tejo. Aqui surgem em simultâneo com pinheiros e diversos arbustos. 12. Subestepes de gramíneas e anuais da Thero-Brachypoditea

8 Comunidades herbáceas dominadas por gramíneas anuais e/ou perenes submetidas a uma pressão variável de pastoreio. Surgem muito pontualmente e em áreas reduzidas. Legenda: BQS - Bosque de Sobreiro BQR - Bosque de Azinheira MQFP - Montado de Quercus spp. de folha perene ROC - Rocha SOU - Soutos (Florestas de Castanheiro) QP - Carvalhais de Carvalho negral (Quercus pyrenaica) GR - Galerias ripícolas MAT - Matos PAS - Pastagens JUN - Matagais arborescentes de Juniperus sp. MQS - Montados de quercus suber (Sobro) MQR - Montados de quercus rotundifolia (Azinho) TUR - Turfeira

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