Plano de Ordenamento do Estuário do Tejo
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- Marco Lancastre Brunelli
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1 Plano de Ordenamento do Estuário do Tejo WORKSHOP (re)viver o Tejo FÓRUM EMPRESARIAL DA ECONOMIA DO MAR Lisboa, 30 de Março de 2011 Gabriela Moniz Administração da Região Hidrográfica do Tejo, I.P. ([email protected])
2 I. ALGUNS ELEMENTOS DE CARACTERIZAÇÃO E DIAGNÓSTICO
3 O ESTUÁRIO DO TEJO O maior estuário da Península Ibérica e um dos maiores da Europa MORFOLOGIA Comprimento (km) 82 Área (NM)(km 2 ) 307 Volume (NM)(10 9 m 3 ) 1,780 AFLUÊNCIAS MARÉ Rio Tejo (m 3 s -1 ) 340 Amplitude (m) Máxima Mínima Prisma (10 6 m 3 ) Média Viva máxima 4,30 0,
4 ESTUÁRIO DO TEJO CARACTERÍSTICAS E VALORES Dimensão Complexidade Biodiversidade Valor cénico e paisagístico Cultura, turismo, recreio e lazer Actividades económicas tradicionais porto de Lisboa
5 O ESTUÁRIO DO TEJO POPULAÇÃO habitantes na orla estuarina (15% da população residente nos 14 concelhos do POE Tejo). Decréscimo populacional na orla estuarina de 11,8%, mais acentuado que no conjunto dos concelhos (-6,2%). O limite da orla estuarina intersecta 95 aglomerados populacionais, evidenciando-se uma menor densidade populacional no sector montante do estuário.
6 O ESTUÁRIO DO TEJO CLIMA Temperatura mensal média Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Média Diária (oc) Máxima Diária (oc) Mínima Diária (oc) Númeromédiode diascom precipitação diária Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Superior a 0,1 mm Superior a 1 mm Superior a 10 mm Rumo de vento predominante N e NW; Tmédiade 15 ºC; Panualde entre 818 e 575 mm. Clima temperado com Verão seco e quente ou ameno. Período seco de dois meses Julho e Agosto. Clima sub-húmido húmido (clima húmido) ao longo da margem direita. Clima sub-húmido seco (clima seco) ao longo da margem esquerda. Fonte: Instituto de Meteorologia Ficha Climatológica de Lisboa ( )
7 O ESTUÁRIO DO TEJO PRESSÕES E QUALIDADE DA ÁGUA Dados de 2005 Ano Hidrológico 1998/1999
8 INFOTEJO N.º 7, Setembro de 2010 TEJO O maior Estuário da Europa Disponível em
9 DESPOLUIÇÃO DA BACIA DO TEJO Acrescem os investimentos das Câmaras Municipais nos sistemas em baixa Investimento de outras empresas gestoras intermunicipais e municipais Águas do Ribatejo ( ) Águas de Santarém ( ) ETAR de Beirolas - Lisboa
10 Instalação Municípios Servidos População (e.p.) Capacidade de Tratamento (ANO HP) Caudal (m 3 /dia) Nivel de Tratamento (existente ou previsto) Data de entrada em funcionamento / Data de início de testes de funcionamento Linha de água Meio receptor Bacia Hidrográfica ETAR Afonsoeiro Montijo/ Palmela/ Moita/Alcochete Secundário + Desinfecção Dezembro de 2008 Vala Real Rio Tejo ETAR Alcochete Alcochete Secundário + Desinfecção Novembro de 2008 Estuário do Rio Tejo Rio Tejo ETAR Barreiro/Moita Barreiro/ Moita/ Palmela Secundário + Desinfecção Fevereiro de 2011 (progressivo) Estuário do Rio Tejo Rio Tejo ETAR Cucena Seixal Secundário + Desinfecção Em funcionamento, tendo sido integrada em 2005 Requalificação concluida em Junho de 2009 Margem Esquerda do Rio Coina Rio Tejo ETAR Fernão Ferro Seixal Secundário + Desinfecção Em funcionamento, tendo sido integrada em 2005 Requalificação concluida em Maio de 2010 Rio Judeu Rio Tejo ETAR Lagoa/Meco Sesimbra Secundário Abril de 2011 (progressivo) Costa Atlântica - ETAR Lagoinha Palmela Secundário + Desinfecção Setembro de 2008 Actualmente já está em beneficiação (introdução de etapa de desinfecção) Vale da Salgueirinha Rio Tejo ETAR Pegões/Melissa Montijo Secundário + Desinfecção Agosto de 2009 Ribeira de Pêgos Claros Rio Tejo ETAR Pinhal Novo Palmela Secundário + Desinfecção Em funcionamento, tendo sido integrada em 2005 Requalificação concluida em Outubro de 2007 Actualmente já está em beneficiação (introdução de etapa de desinfecção) Vala da Salgueirinha Rio Tejo ETAR Poceirão Palmela Secundário + Desinfecção Em funcionamento, tendo sido integrada em 2005 Nova ETAR já em construção, incluindo etapa de desinfecção Afluente da Vale da Vendinha, Ribeira da Marateca Rio Tejo ETAR Quinta da Bomba Seixal/ Almada Secundário + Desinfecção Em funcionamento (SMAS de Almada) Beneficiação em fase de Concurso, incluindo introdução de sistema de desinfecção Esteiro do Seixal Rio Tejo ETAR Quinta do Conde Seixal/ Sesimbra/ Setúbal/ Barreiro Secundário + Desinfecção Em funcionamento, tendo sido integrada em 2005 Nova ETAR com arranque previsto para Julho de 2011 Esteiro de Coina Rio Tejo ETAR Santo Isidro de Pegões Montijo Secundário + Desinfecção Janeiro de 2011 Ribeira de Pêgos Claros Rio Tejo ETAR Seixal Seixal Secundário + Desinfecção Dezembro de 2010 (progressivo) Esteiro de Coina Rio Tejo ETAR Seixalinho Montijo/ Alcochete Secundário + Desinfecção Dezembro de 2008 Esteiro do Montijo Rio Tejo ETAR Taipadas Montijo Secundário (Leitos de Macrófitas) Outubro de 2007 Ribeira de Vale Cobrão Rio Tejo ETAR ZI da Auto-Europa Palmela/ Moita/ Barreiro Secundário + Desinfecção Em funcionamento, tendo sido integrada em 2005 Requalificação concluida em Novembro de 2007 Actualmente já está em beneficiação (introdução de etapa de desinfecção) Vala das Sete Fontes Rio Tejo Fonte:SIMARSUL MARÇO 2011
11 INFOTEJO N.º 6, Julho/Agosto de 2010 TEJO O melhor Estuário do Mundo Disponível em
12 II. O PLANO DE ORDENAMENTO DO ESTUÁRIO DO TEJO 12
13 Plano de Ordenamento do Estuário do Tejo PLANO ESPECIAL DE ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO Natureza regulamentar Meio supletivo de intervenção do Governo Objectivo principal a protecção e valorização dos Recursos Hídricos e sistemas naturais associados Dupla valência Ordenamento Gestão
14 POE TEJO ÂMBITO DE INTERVENÇÃO Estuário: Águas de transição, os seus leitos e margens Orla Estuarina: Zona Terrestre de Protecção com uma largura máxima de 500 metros.. Abrange 14 concelhos
15 POE TEJO - ARTICULAÇÃO COM OUTROS INSTRUMENTOS DE GESTÃO TERRITORIAL Planos Regionais de Ordenamento do Território Planos de Ordenamento Orla Costeira Planos Municipais de Ordenamento do Território Planos de Ordenamento e de Gestãoda Reserva Natural do Estuário do Tejo Plano Sectorial Rede Natura 2000
16 O PLANO DE ORDENAMENTO DO ESTUÁRIO DO TEJO DEVERÁ: Ter cariz estratégico para além do regulamentar, Garantir a complementariedade e sustentabilidade dos usos e ocupações do estuário e da orla, Gerar modelos de gestão flexíveis e adaptativos, Mediar conflitos e facilitar consensos O POE Tejo não deverá ser mais um plano, mas sim um instrumento de suporte à gestão participada do Estuário do Tejo
17 POE TEJO OPORTUNIDADES Identificação dos usos e actividades que interferem com o estado ecológico das massas de água e das normas e medidas para alcançar o bom estado Envolvimento dos actores chave para a promoção da concertação de interesses e geração de consensoscom vista a uma responsabilidade partilhada Compatibilização das actividades económicas com as funções de protecção dos valores naturais e as actividades de recreio e lazer Cooperação inter-municipal na articulação e complementaridade de projectos de valorização de frentes ribeirinhas Identificação de parceriasassociadas a determinadas acções na gestão dos recursos hídricos do estuário
18 AGENTES CM Cascais CM Oeiras CM Lisboa CM Loures CM Vila Franca de Xira CM Alenquer CM Azambuja CM Benavente CM Montijo CM Alcochete CM Moita CM Barreiro CM Seixal CM Almada APL ICNB INAG EMFA RESPONSABILIDADE INFLUÊNCIA PROXIMIDADE COMUNIDADE CIENTÍFICA PESCA E AQUACULTURA TURISMO E RECREIO ANPC DGAG DGAE DGADR SEPNA DGOTDU CCDRLVT DEPENDÊNCIA AGRICULTURA ANACOM TP IPTM DGAN ACSS DGPA IGESPAR REPRESENTAÇÃO ACTIVIDADE PORTUÁRIA E NAVEGABILIDADE LNEG DGS AFN DRAP DGAIIED APA ONG
19 POE TEJO METODOLOGIA DE TRABALHO Caracterização Geofísica Caracterização Biofísica e Paisagística Caracterização Socioeconómica, Usos e Ocupações Agentes, Pressões e Riscos O Estuário Metropolitano Diagnóstico Integrado Vulnerabilidades e condicionantes Aptidões, Oportunidades e Potencialidades e Desafios externos VISÃO VECTORES ESTRATÉGICOS PROPOSTA DE PLANO
20 VISÃO O estuário do Tejo deverá ser um espaço de excelência na relação terra-água, identitário da AML e que a diferencie de outras regiões metropolitanas europeias, proporcionando: Uma Reserva Natural de grande valor para a avifaunae para a biodiversidade reconhecida como espaço estruturante da rede ecológica europeia; Um espaço de valor cultural, histórico e científico de importância internacional; Um pólo portuário destacado no sistema portuário ibérico e europeu nas vertentes comercial, dos cruzeiros e da náutica de recreio; Um espaço de valorização de novos modos de vida através da qualificação ambiental e urbana do quadro de vida metropolitano; Um espaço que, em síntese, contribua para a construção de novas relações entre a sociedade contemporânea o rio e o mar.
21 SÍNTESE DOS TRABALHOS DESENVOLVIDOS
22 SÍNTESE DOS TRABALHOS DESENVOLVIDOS
23 Forte Influência marinha Sem pressões industriais relevantes Actividades portuárias e de navegação Desportos náuticos Pesca e apanha de bivalves Qualidade para bivalves tipo C Frentes urbanas ribeirinhas Actividades portuárias e de navegação Nautica de recreio TTT Quimiparque Fundeadouro Mar da Palha Trancão área especial Frentes urbanas ribeirinhas Áreas industriais/portuárias Sedimentos contaminados Plataforma da Bobadela Actividades portuárias e de navegação Pesca Náutica de recreio Terminal da Trafaria 23 Áreas agrícolas Plataforma da Castanheira RNET-ZPE Maior área de sapal do estuário Recursos halieuticos Salinas Salinas recuperação para ostras Visitação Desportos náuticos Actividade agrícola Desenvolvimento da aquicultura Orientações especificas para a pesca Qualidade para bivalves tipo C Dragagens Áreas de sapal - Avifauna Função dos sapais Agricultura Dragagens / sedimentos Desmantelamento de Navios Reparação naval / requalificação Militar Base do Montijo Função dos sapais na Baia do Seixal avifauna Actividade industrial / requalificação Náutica de recreio Reparação naval / requalificação Dragagem /sedimentos contaminados Actividade industrial Assegurar canal da Siderurgia (MST e da ponte e da travessia Seixal-Barreiro) Alfeite / Fuzileiros
24 PLANO INTEGRADO DA NÁUTICA DE RECREIO DO ESTUÁRIO DO TEJO -PIRANET Estudo desenvolvido pela Administração do Porto de Lisboa que apresenta uma Proposta de Rede Hierarquizada de Infra-Estruturas e Equipamentos de Apoio às Actividades Náuticas de Recreio e Lazer A ser enquadrado no âmbito no POE Tejo sendo nessa sede sujeito à avaliação ambiental estratégica
25 PIRANET
26 PRIMEIRO WORKSHOP IPIMAR 27 DE OUTUBRO DE 2010 Centrado nas actividades desenvolvidas no Estuário e teve como objectivos: Contribuir para a informação e divulgação do POE Tejo; Auscultar os interessados contribuindo para completar a Caracterização; Avaliar a forma como se processam e se têm desenvolvido as actividades no estuário. Convidados os utilizadores associados às seguintes actividades: Pesca e aquicultura; Turismo e Recreio; Agricultura; Actividade Portuária e navegabilidade. Grupos de trabalho desenvolveram uma análise SWOT para cada uma das actividades
27 SEGUNDO WORKSHOP BARREIRO 16 DE MARÇO DE 2011 OBJECTIVO: Dar a conhecer o diagnóstico; Promover uma reflexão conjunta relativamente à Visão e Vectores Estratégicos. Convidados os utilizadores do estuário, as associações / organizações não governamentais e outras entidades associadas ao estuário Grupos de trabalho: Analisaram e debateram o diagnóstico, a Visão e os Vectores Estratégicos.
28 VECTORES ESTRATÉGICOS VECTOR 1 -ESPAÇO SEGURO E SUSTENTÁVEL PARA AS COMUNIDADES QUE HABITAM E UTILIZAM O ESTUÁRIO Garantir a qualidade química e biológica da água Avaliar o regime hidrodinâmico Garantir a boa qualidade ambiental dos ecossistemas estuarinos Gerir de forma sustentável os espaços e as infra-estruturas de interface terra água Regular as utilizações do estuário VECTOR 2 -ESPAÇO NATURAL E CULTURAL DE PROJECÇÃO INTERNACIONAL Valorizar as vertentes natural, cultural, científica e histórica do Estuário Valorizar e enquadrar as actividades tradicionais e informaisque apresentem valor social, sócio-económico e sócio-cultural, significativo para as populações locais Valorizar o papel da Reserva Natural, da Rede Natura 2000 e de outras áreas de elevado valor VECTOR 3 -ESPAÇO COM POTENCIAL PARA O APROVEITAMENTO E EXPLORAÇÃO ECONÓMICA SUSTENTÁVEL DE RECURSOS HALIÊUTICOS Incentivar a conservação e o uso sustentável dos recursos haliêuticosnativos do estuário Promover a exploração de novas espécies nativas com potencial económico Regular e incentivar a oferta de condições necessárias ao desenvolvimento da fileira da aquicultura 28
29 VECTORES ESTRATÉGICOS VECTOR 4 -PRINCIPAL PÓLO DE TURISMO, RECREIO E DESPORTOS NÁUTICOS DO PAÍS Potenciar o estuário para o recreio e desportos náuticos ligados ao rio Enquadrar e incentivar as actividades turísticas e de lazer relacionadas com o estuário Apoiar o desenvolvimento do Porto de Lisboa como um dos principais portos de cruzeiros da costa atlântica da Europa Reordenar e requalificar os estaleiros de construção e reparação de embarcações VECTOR 5 PORTO DE LISBOA ATRACTIVO, CONTRIBUINDO PARA A COMPETITIVIDADE DO SPN E COMO ESP PRIV.PARA O DES DO TRAN. FLUVIAL DE P e M. E DA NTERMODALIDADE Garantir as acessibilidades fluvio-marítimase terrestres aos espaços de exploração portuária Identificar áreas de reserva estratégicacom apetência para o desenvolvimento da actividade portuária Proporcionar condições de acessibilidade fluvial entre as duas margens Promover a intermodalidade do sistema de transportes metropolitano VECTOR 6 - ESPAÇO DIFERENCIADOR DO TERRITÓRIO E DOS MODOS DE VIDA DA AML Promover a qualificação e valorização da Orla e em particular das frentes urbanas ribeirinhas Promover a RNET como um recurso singular e de excelência Promover o Estuário do Tejo, no seu conjunto, constituindo um factor determinante de atractividade e competitividade regional no contexto ibérico e europeu -Marca TEJO 29
30 PONTO DE SITUAÇÃO DOS TRABALHOS Descrição dos Trabalhos Fase 0 - Programação Conjunta JUL 2010 DEZ 2010 DEZ 2011 Fase 1 Caracterização e Diagnóstico Fase 2 - Visão e Objectivos / Relatório de Definição de âmbito Fase 3 Proposta de POE e Relatório da AAE Fase 4 Discussão Pública do Plano Fase 5 - Elaboração dos Elementos Finais Avaliação Ambiental Estratégica CARACTERIZAÇÃO E DIAGNOSTICO NOVEMBRO PIRANET VISAO VECTORES ESTRATÉGICOS MARÇO PROPOSTA DE PLANO JULHO 24 MAIO PROPOSTA PRELIMINAR DE PLANO POE TEJO
31 ENVOLVIMENTO DE INTERESSADOS FORMAS DE ENVOLVIMENTO Site dedicado Plataforma Workspace Sessões de apresentação Workshops participativos Reuniões 31
32 PROCESSO DE ENVOLVIMENTO PREVISTO NOS PRÓXIMOS MESES: Reuniões sectoriais temáticas para apoio ao desenvolvimento do plano baseado nos vectores estratégicos Apresentação do Relatório de Definição de Âmbito da AAE Sessões públicas de apresentação da proposta de POE
33 OBRIGADA 33
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